Banco do Brasil tem balanço sólido e acima das expectativas, diz Bank of America

Publicado em: 12/05/2022

O Banco do Brasil (SA:BBAS3) (BB) manteve o seu balanço sólido no primeiro trimestre, segundo o Bank of America (NYSE:BAC) (BofA), que considerou como significativa a melhora nos resultados do ROE, que subiu 3,1 pontos percentuais, para 17,3%, com tendências positivas. Às 13h48, as ações do BB subiam 1,95%, a R$ 34,96.

O lucro líquido recorrente do BB cresceu 35% em relação ao do 1T21 e ficou acima das expectativas do BofA. O banco americano atribui esse aumento aos ganhos comerciais mais fortes do que o esperado e aos custos de risco menores, que compensaram o NII mais fraco com o crescimento dos clientes.

O NI recorrente no 1T22 anualizado ficou em R$ 26,4 bilhões, acima do guidance de R$ 23-26 bilhões. Porém, o BofA espera que os encargos de provisão aumentem ao longo dos próximos trimestres e que o NII acelere auxiliado por melhores spreads, convergindo o lucro líquido para o guidance.

O crescimento do crédito desacelerou para 13% na comparação anual, sendo que a carteira de agro subiu 24%, a de pessoas físicas, 15%, a de PMEs, 14% e a de grandes empresas, 5%. De acordo com o BofA, o destaque no segmento de consumo foi o cartão de crédito, acelerando o crescimento para 54% sobre o 1T21, enquanto o crédito consignado e pessoal desaceleraram para 12% e 33%, respectivamente.

Sobre a qualidade dos ativos, NPL deteriorou para 1,9% e ainda permanece bem abaixo dos níveis pré-pandemia. As provisões ficaram 22% abaixo das estimativas do BofA, com uma variação positiva de 9% no ano, levando a uma redução do índice de cobertura de 325% para 297%, ainda o maior entre a concorrência no país.

O BofA acredita que o BB possui um valuation atrativo de 4,0x P/E para 22E e por isso, recomenda a compra das ações, com preço-alvo de R$ 50.

Fonte: BR Investing

“Fusão do BB com banco americano era brincadeira de Paulo Guedes”, diz governo

Publicado em: 29/05/2019

Um vídeo do ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que poderia fundir o Banco do Brasil (BB) com o Bank of America (BoFa) – uma das principais instituições financeiras dos Estados Unidos – viralizou nas redes sociais. O discurso, apesar de verdadeiro, foi uma brincadeira que o ministro fez a uma plateia formada por empresários e investidores, segundo o próprio Guedes, o Ministério da Economia e o Banco do Brasil.

A frase foi dita por Guedes na quinta-feira passada (15), em Dallas, nos Estados Unidos, durante a cerimônia de entrega do prêmio “Personalidade do Ano” ao presidente Jair Bolsonaro pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

“Vamos tentar vender a Petrobras, tentar vender o Banco do Brasil. Ou, melhor, tentar fazer uma fusão do Banco do Brasil com o Bank of America. Eles são ótimos no mercado imobiliário e em empréstimos ao agronegócio. Então, vamos juntá-los. Já fizemos isso colocando Boeing e Embraer juntas. Vamos construir empresas transnacionais”, afirmou Guedes, em meio a risos na plateia.

Depois, a jornalistas, incluindo Raphael Sibilla, que cobriu o evento para a Gazeta do Povo, o ministro se explicou e disse que fez a afirmação apenas em tom de brincadeira e que usou uma metáfora para referir às negociações entre a americana Boeing e a brasileira Embraer.

A Boeing anunciou no fim de 2017 intenção de comprar a fabricante brasileira de aviões Embraer. Depois de quase um ano de negociações, elas chegaram em um acordo. Foi criada uma terceira empresa que ficará responsável pela fabricação e venda dos aviões comerciais da Embraer. Essa empresa terá a Boeing como acionista majoritária, com 80% das ações. A Embraer ficará somente com a fabricação e venda de aviões de defesa e jatos executivos.

Procurados pela reportagem, tanto o Ministério da Economia quanto o Banco do Brasil confirmaram que o ministro estava brincando ao falar entre uma associação do Banco do Brasil com o BoFa. O ministério da Economia também negou que esteja sendo avaliada uma fusão ou uma parceria entre os dois bancos nos mesmos moldes do acordo feito entre Embraer e Boeing.

Ministro já havia falado sobre fusão no ano passado

Apesar do tom de brincadeira, não foi a primeira vez que o ministro Paulo Guedes falou sobre uma eventual parceria entre o banco brasileiro e o norte-americano. Logo após a eleição de outubro de 2018, Guedes disse ao site “Poder360” que o Banco do Brasil e o Bank of America poderiam fazer um acordo para operarem juntos e que isso aumentaria a competição do setor bancário brasileiro.

Depois, também ao “Poder360”, Guedes falou que isso era uma ideia para ser discutida no futuro e não estaria necessariamente no plano de governo de Bolsonaro. “É uma ideia para ser discutida, se for o caso, lá no futuro.”

O ministro é amigo de Alexandre Bettamio, presidente do Bank of America para a América Latina, e chegou a convidar o banqueiro para assumir o Banco do Brasil. Bettamio, porém, não pôde aceitar o convite e Rubem Novaes foi nomeado presidente do banco brasileiro.

O Banco do Brasil é uma das principais estatais da União, considerada uma das “joias da coroa”, com valor de mercado de R$ 140 bilhões no início de abril e 108 mil funcionários, segundo dados referentes ao fim de 2018. Além de atuar como banco de varejo, seu diferencial é o atendimento ao setor de agronegócio, sendo responsável pelo Plano Safra.”

Fonte: Gazeta do Povo

Guedes cogita “associação” entre Banco do Brasil e Bank of America

Publicado em: 22/05/2019

O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou novamente sobre a possibilidade de uma “associação” entre o Banco do Brasil (BB) e o Bank of America (BofA) Merrill Lynch, na última quinta-feira (16). “Vamos procurar fazer uma associação entre o Banco do Brasil e o Bank of America. São bancos bons para empréstimos agrícolas. Já fizemos uma nova relação entre Embraer (EMBR3) e Boeing. Vamos construir empresas transnacionais. E ultrapassar as nossas fronteiras na procura de melhores oportunidades econômicas”, afirmou Guedes, em discurso na cidade de Dallas (EUA).

O evento em Dallas foi realizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (EUA). E tinha por objetivo homenagear o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em 7 de novembro de 2018, após a votação do segundo turno da eleição presidencial, Guedes havia dito para o portal “Poder360” que a equipe econômica estudava a fusão do Banco do Brasil (BBAS3) com o Bank of America Merrill Lynch. Guedes é amigo do presidente do BofA para América Latina, Alexandre Bettamio. Antes de tornar-se ministro, Guedes era conhecido no mercado financeiro por ter sido um dos quatro fundadores do Banco BTG Pactual (BPAC11), além do think-tank Instituto Millenium (RJ).

Confira outros pontos mencionados pelo ministro no breve discurso:

Guedes citou positivamente a possibilidade de um acordo similar entre a Boeing e a Embraer. O ministro voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da Previdência, novamente afirmando que o Brasil está em um “buraco negro” causado pelo desequilíbrio das contas públicas. Acerca da aos mercados de petróleo e gás, o ministro declarou que a “quebra de monopólios” levará à “reindustrialização” da economia brasileira. Guedes elogiou Jair Bolsonaro, e na opinião do ministro, o presidente “nomeou um gabinete que fala a mesma língua”. Além disso, o economista liberal afirmou que tem boas relações com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, e o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez. “Nosso presidente buscará unificar América Latina como uma economia de mercado”, completou Guedes.

Alexandre Bettamio foi cogitado para presidência do Banco do Brasil

Alexandre Bettamio recusou convite para ser CEO do Banco do Brasil durante governo Bolsonaro O presidente do Bank of America na América Latina teria recusado convite do governo Bolsonaro para liderar o banco estatal. O fato teria ocorrido perto do dia 30 de outubro de 2018, de acordo com o “Estado de S. Paulo”. Assim, em 5 de novembro do ano passado, Marcelo Augusto Dutra Labuto foi nomeado como CEO. A passagem de cargo deveu-se ao pedido de demissão de Paulo Caffarelli, que passou a ser o presidente-executivo da Cielo (CIEL3). Portanto, a nomeação de Labuta foi assinada ainda pelo ex-presidente da República, Michel Temer (MDB), e pelo ministro da Fazenda de seu governo, Eduardo Guardia. Em 7 de janeiro, Rubem Novaes assumiu a presidência do Banco do Brasil, já na gestão Bolsonaro.

CEO do Banco do Brasil é a favor da privatização do banco O presidente do BB, Rubem Novaes, declarou o banco seria mais eficiente se fosse privatizado. A fala ocorreu em 14 de fevereiro, em palestra do evento “A Nova Economia Liberal”, na Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Se o BB fosse privatizado, seria mais eficiente e todos ganhariam”. Contudo, “não está em cogitação hoje nenhuma privatização realmente relevante das estatais”, afirmou Novaes.

Possível privatização do BB DTVM

A possibilidade de privatização da BB DTVM, líder da indústria nacional de fundos de investimento e carteiras administradas, foi divulgada em 2 de dezembro do ano passado. O “Blog do Lauro Jardim” publicou que a controlada do Banco do Brasil tinha a privatização na agenda econômica de Paulo Guedes. Rubem Novaes declarou no início de abril ao jornal “O Globo” a intenção de abrir o capital da empresa. “O meu sonho é que o BB se torne uma grande ‘Corporation‘, mas o país não está preparado para isso”, afirmou Novaes. O CEO do Banco do Brasil também afirmou que vê maior sentido em uma parceria na BB DTVM. Com isso, o negócio ganharia corpo, para então realizar o IPO.

Fonte: Suno Research

Artigo: “Consequências da possível fusão entre Bank of America e BB”

Publicado em: 22/11/2018

Recentemente o futuro ministro da Economia Paulo Guedes referiu a possibilidade de uma “fusão” entre o Bank of America e o Banco do Brasil. A operação teria como um de seus objetivos tornar o sistema financeiro nacional mais competitivo, reduzindo assim a concentração de crédito em algumas instituições financeiras, e, por via indireta, acabando ou ao menos reduzindo privilégios que são concedidos a nichos e setores econômicos específicos. Em outras perspectiva, o Banco do Brasil — que já possui presença, ainda que restrita, em solo americano — poderia aprofundar-se naquele mercado, atendendo, por exemplo, a população com laços latinos.

É importante referir, como já informado pelo próprio ministro (a partir de 2019) que uma fusão seria assunto para o futuro. Aliás, uma fusão ou aquisição são operações de cunho altamente estratégico e com relevante carga jurídico-econômica, e que se estendem por tempo considerável. Para que se possa proceder a operações de tal espécie, uma miríade de regras e procedimentos deve ser cumprida, tais como i) autorização de seus respectivos acionistas; ii) longas negociações preliminares; iii) realização de efetiva due diligence; iv) submissão da operação, dependendo dos valores em jogo e da participação do mercado das partes envolvidas, à autoridades concorrenciais competentes, seja ex ante ou ex post; v) avaliação das demais regras legais e regulatórias incidentes ao caso.

Para além disso, uma vez concretizada a operação, a questão de integração entre back, middle e front office e respectivas controles e políticas internas, a migração e a avaliação de sistemas operacionais e de infra estrutura existentes seriam pontos importantes dentro do cálculo de efetiva possibilidade da operação. Desta forma, os denominados custos de transação para efetivação de tal parceria devem ser mensurados da melhor forma possível, sob pena de, em uma análise de custo e benefício, a operação ser simplesmente vetada ou, pior ainda, abortada.

Algumas estruturas seriam relativamente mais simples, tais como uma Joint Venture (forma que já foi muito aplicada, baseada na criação de um veículo específico para compartilhamento de risco, mas que vem perdendo apelo devido a questões regulatórias, especialmente na Europa), ou um Aliance Agreement (um acordo de cunho mais operacional do que comercial, ainda que preveja a troca de informações relativas a sistemas, melhores práticas e inclusive de acolhimento de carteira de clientes, a fim de que se proceda, normalmente a título experimental, todo o processo de avaliação e concessão de crédito).

A menção a fusão, aliás, pode sinalizar e ter algumas outras motivações e potenciais consequências não explicitamente abordadas tais como i) o incremento e ou facilitação da participação de capital estrangeiro em instituições financeiras nacionais; ii) eventual fusão entre Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (visando eficiência operacional e harmonização entre estas duas instituições); iii) legislação mais contundente em relação a ações repetitivas e à cobrança de juros altos que fazem com que sejamos um dos líderes mundiais neste tema.

No contexto da revolução digital em que vivemos, a fintech, que basicamente é a utilização de inovações como inteligência artificial, automação, uso de algoritmos, big data, data mining, internet of things, smart contracts no campo financeiro, concretizada por startups que se especializam em determinados nichos, especialmente na virtualização, transparência, velocidade e eficiência de formas de pagamento, também pode ser explorada. Em realidade, o Brasil possui uma infra estrutura de TI importante, fruto de nossa hiperinflação na década de 1980.

No contexto americano (e chinês), também o bigtech, ou seja corporações tão grandes que praticamente não necessitam de fonte externa para sua capitalização (Amazon e Ali Baba, por exemplo) tem papel importante na reinvenção do sistema financeiro. A troca de experiência e o aprendizado em ferramentas como sistemas de análise de crédito, sistema de avaliação e mitigação de risco, formas alternativas de pagamentos, cripto moedas, controles internos, compliance regulatória, proteção de dados pessoais e segurança das redes virtuais internas ou externas (cybersecurity) são importantes tópicos a serem explorados. A indústria financeira não vai morrer por completo, mas deve se adaptar, sob pena de perder importante participação no atual mercado para novos entrantes.

Nesta toada, a interação entre as instituições mencionadas poderia causar um spill over effect, causando verdadeiro race to the top entre os demais concorrentes, aprimorando assim a tecnologia e especialmente o atendimento aos clientes dos bancos nacionais, que hoje cobram taxas de juros altíssimas (o famoso spread bancário). Evidente que tal tipo de parceria pode acrescentar e melhorar a concorrência entre bancos, mas pequenas e médias instituições financeiras também devem ter papel relevante.

O fato é que por volta de 75% do crédito fornecido por bancos no Brasil concentram-se nas mãos de 5 instituições financeiras (ItauUnibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e BNDES). A alegação de sistema bancário de alto risco para justificar a taxa de juros não é elemento tão decisivo, pois o Brasil sempre teve maiores requerimentos de capital do que aqueles previstos pelas regulações de Basiléia.

Importante realçar que uma fusão ou aquisição não seria a panaceia para o problema do fornecimento de crédito e muito menos para o sistema financeiro com um todo. Sabe-se muito bem que não existem soluções mágicas (one size fits all solution) para problemas complexos. A própria fintech pode ser contaminada por algoritmos e inteligência artificial desvirtuados (biased). Evidente que sinergias serão criadas, mas o sistema financeiro não pode ficar segmentado. Todos os nichos e setores devem ser atendidos, a fim de que os atores de pequeno e médio porte não sejam simplesmente engolidos, causando assim falhas de mercado.

Por fim, nunca é demais esquecer que as perspectivas concorrenciais entre EUA e Brasil diferem. Enquanto aquele aceita em geral a eficiência industrial (ou de serviços) ocasionada por operações de fusão e aquisição (economias de escala), este tem como um de seus pilares — a exemplo da Europa – o bem estar dos consumidores. Nesta perspectiva, o caminho do meio seria a mais eficiente solução (um Pareto Superior, provavelmente) para o Sistema Financeiro Nacional. Trata-se de caminho longo árido, mas totalmente válido para que enfim possamos desenvolver a economia brasileira de modo mais consistente, aumentando sua participação mundial.

Vinicius Diniz Vizzotto é advogado corporativo, mestre em Direito Internacional Econômico pela UFRGS

Fonte: Consultor Jurídico

Paulo Guedes diz que fusão entre BB e Bank of America é “uma ideia para o futuro”

Publicado em: 08/11/2018

Montando suas propostas para o governo de Jair Bolsonaro, o economista Paulo Guedes acredita que o Banco do Brasil e o Bank of America poderiam se fundir ou fazer um acordo para realizarem operações juntos no Brasil e nos Estados Unidos.

As informações são do site Poder360, que explica que o futuro ministro da Economia acredita que a união das duas instituições abriria a porta para o banco norte-americano atuar no Brasil, aumentando assim a competição no setor.

Por outro lado, o Banco do Brasil passaria a ter uma atuação maior no mercado norte-americano, levando sua expertise para lidar com o público latino no país.

A proposta seria, por enquanto, apenas uma ideia, e não há detalhes sobre como funcionaria esta união de negócios. Ao site O Antagonista, Guedes disse que uma eventual fusão dos bancos “é só uma ideia para o futuro”.

Segundo ele, o tema foi levantado em uma conversa informal com o amigo Alexandre Bettamio, presidente do BofA na América Latina. Recentemente ele recusou um convite de Bolsonaro para ser presidente do Banco do Brasil, cargo que ficou com Marcelo Labuto – que segundo o Poder360 não deverá seguir no cargo em 2019.

A ideia de Guedes sobe a fusão parte da premissa do problema de falta de crédito no país. O economista acredita que isso se dá pelo fato dos bancos públicos terem uma grande carteira e serem responsáveis por fornecer dinheiro mais barato para alguns setores. Para ele, uma abertura do mercado poderia mudar radicalmente esta dinâmica.

Fonte: Infomoney