Funcionários do Banco do Brasil entregam pauta de reivindicações à direção do banco

Publicado em: 26/06/2026

Representantes das funcionárias e dos funcionários do Banco do Brasil entregaram, nesta quarta-feira (24 de junho), a minuta de reivindicações da categoria à direção do banco. O documento foi protocolado na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, e reúne as principais demandas aprovadas durante o 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB).

Realizado entre os dias 21 e 23 de junho, o Congresso reuniu cerca de 280 delegados e delegadas de todo o país, que debateram e aprovaram os eixos que irão nortear a Campanha Nacional dos Bancários 2026 no Banco do Brasil. As reivindicações estão organizadas em quatro grandes temas: condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde.

Entre as prioridades aprovadas pelos delegados e delegadas está a ampliação do quadro de funcionários por meio da realização de novos concursos públicos. A medida é considerada fundamental para fortalecer o papel público do Banco do Brasil, melhorar o atendimento à população e reduzir a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos trabalhadores nas unidades em todo o país.

A defesa do papel público do Banco do Brasil também passa pela manutenção e pelo fortalecimento do atendimento presencial à população. Os representantes dos trabalhadores defendem a preservação da estrutura de atendimento bancário nas agências e a garantia de caixas em todas as unidades. Para a categoria, o banco não pode abrir mão de sua função social nem transformar suas agências em espaços voltados exclusivamente para a comercialização de produtos e serviços financeiros.

Para a coordenadora da Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, a defesa da saúde dos trabalhadores e do papel público do banco estão entre as prioridades da Campanha. “Os principais pontos da minuta de reivindicações que aprovamos foram em torno dos quatro eixos: condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde, com foco na defesa do Banco do Brasil como banco público. Isso passa pela realização de novos concursos, pela melhoria das condições de trabalho e também pela manutenção do atendimento à população. Vamos cobrar que o banco pare de transformar agências em lojas e preserve a presença de caixas em todas as unidades, garantindo que a população continue tendo acesso aos serviços bancários de forma adequada. Também defendemos mais contratações por meio de concurso público, tanto para melhorar o atendimento quanto para reduzir a sobrecarga de trabalho. A gente não pode permitir que colegas adoeçam no ambiente de trabalho”, destacou.

Segundo a dirigente, os debates realizados ao longo dos três dias de Congresso fortaleceram o funcionalismo para enfrentar uma campanha que exigirá unidade e mobilização. “Foram três dias muito importantes, ricos em debates sobre condições de trabalho, saúde e previdência. O funcionalismo do BB saiu do Congresso bem mais fortalecido para esta campanha, que será especialmente desafiadora neste ano”, completou.

A entrega da minuta marca o início do processo de negociação entre a representação dos trabalhadores e a direção do Banco do Brasil para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a discussão das principais demandas específicas do funcionalismo.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil abonará horas dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

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Os funcionários do Banco do Brasil não precisarão compensar as horas referentes aos períodos de liberação para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A decisão foi comunicada pelo banco nesta segunda-feira (23 de junho), após solicitação apresentada pelo movimento sindical.

Além de seguir as orientações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para o funcionamento das agências nos dias de jogos do Brasil, o BB informou que irá abonar as horas não trabalhadas dos funcionários, garantindo que não haja necessidade de compensação posterior.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e dirigente sindical, Fernanda Lopes, comemorou a medida. “Depois da solicitação, o BB informou nesta segunda-feira aos funcionários que irá abonar as horas para que todos possam acompanhar os jogos. Mesmo que tenham demorado para tomar a decisão, o mais importante é que o pedido tenha sido atendido”, destacou.

Conforme orientação da Fenaban aos bancos, quando as partidas da Seleção Brasileira tiverem início às 14h, as agências funcionarão das 9h às 12h. Nos jogos com início às 16h, o atendimento ao público será realizado das 10h às 14h. Já nas partidas marcadas para as 17h, as unidades abrirão às 10h e encerrarão o expediente às 15h.

Para os empregados que atuam em agências e postos de atendimento, a recomendação é que sejam dispensados do trabalho com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao início dos jogos.

No caso dos trabalhadores em regime de teletrabalho, a orientação da Fenaban prevê o direito à desconexão entre, no mínimo, 30 minutos antes do início das partidas e até 15 minutos após o término dos jogos.

Já os trabalhadores escalados para atividades presenciais nos dias das partidas poderão, sempre que possível, ser transferidos para o regime de teletrabalho ou ter garantida a mesma regra de liberação antecipada aplicada aos empregados das agências.

Fonte: Contraf-CUT

Régia Capital alcança R$ 17 bi e é reconhecida na London Climate Action Week

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A BB Asset realizará a entrega de um tombstone, tradicionalmente concedido a operações de destaque no mercado financeiro, à Régia Capital em reconhecimento à marca de aproximadamente R$ 17 bilhões em patrimônio sob gestão, consolidando a gestora como uma das principais referências em investimentos sustentáveis no Brasil e no Sul Global. O reconhecimento ocorre durante a participação do BB e da BB Asset na London Climate Action Week (LCAW).

A celebração será realizada em um momento em que a agenda climática e de sustentabilidade se afirmam como prioridade global e reforça o papel do Banco do Brasil e da BB Asset como protagonistas dessa transformação. O BB incorpora a sustentabilidade de forma transversal à sua estratégia, com impacto direto na gestão de riscos, na alocação de capital e no desenvolvimento de soluções voltadas à economia verde.

Com uma carteira de crédito sustentável de R$ 421,2 bilhões, o Banco do Brasil se posiciona como um agente transformador, apoiando setores estratégicos como energias renováveis, agricultura sustentável, bioeconomia e infraestrutura resiliente. O objetivo da instituição é alcançar saldo de R$ 500 bilhões até 2030, além de patrimônio líquido de R$ 30 bilhões em fundos de investimentos sustentáveis.

Nesse contexto, foi criada a Régia Capital, fruto da parceria entre a BB Asset e a gestora JGP, com o objetivo de estruturar uma plataforma dedicada a alinhar retorno financeiro e impacto socioambiental. A gestora nasceu como um hub de investimentos sustentáveis, combinando a capacidade de distribuição, capilaridade e força institucional do Banco do Brasil com a expertise de gestão ativa e inovação da JGP, mobilizando capital em escala para viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono e baseada na natureza.

Após quase dois anos de trajetória, período em que seu crescimento foi impulsionado principalmente pelos canais de distribuição do BB, a Régia evoluiu para uma estrutura de primeira linha e uma grade abrangente de produtos, posicionando-se para acessar também canais de outros alocadores e ampliar sua presença junto a investidores locais e internacionais. Esse avanço reflete a maturidade alcançada pela gestora e sua capacidade de dialogar com diferentes perfis de capital.

A conquista de R$ 17 bilhões em ativos sob gestão evidencia a validação de um modelo que responde diretamente a uma das principais barreiras apontadas por investidores internacionais no Sul Global: a escala e replicabilidade dos projetos investidos.

A Régia endereça esse desafio por meio de um robusto ecossistema de originação e estruturação de ativos, com pipeline diversificado que abrange crédito, infraestrutura, bioeconomia, energia renovável, soluções baseadas na natureza e minerais críticos, além do uso de instrumentos como blended finance, capazes de alavancar capital privado ao lado de recursos concessionais.

A conexão direta com o Banco do Brasil, um dos principais financiadores do agronegócio no mundo, confere à Régia uma vantagem competitiva única. Essa integração amplia significativamente a capacidade de originação de projetos em larga escala, especialmente em cadeias produtivas com alto potencial de descarbonização e regeneração de ecossistemas, mitigando riscos e criando oportunidades atrativas para investidores globais.

O posicionamento estratégico da Régia também reflete o papel do Brasil no cenário global. O país reúne atributos únicos, como a maior concentração de capital natural do planeta e um mercado financeiro sofisticado entre as economias do Sul Global, que o colocam como protagonista na transição para uma economia sustentável. Nesse contexto, a Régia se consolida como um elo entre investidores internacionais e oportunidades concretas de investimento verde no Brasil.

A entrega da premiação durante a LCAW consolida uma estrutura capaz de conectar escala, inovação e impacto. Ao reunir capital, expertise e propósito, a Régia Capital reafirma o potencial do Brasil para liderar soluções aos desafios climáticos globais e se posicionar como destino estratégico para investimentos sustentáveis de longo prazo.

Sobre a BB Asset

A BB Asset é a gestora de fundos de investimento líder do Brasil, com patrimônio líquido de R$ 1,89 trilhão e um market share de 18,06%, conforme ranking Anbima de abril de 2026. Seus produtos são distribuídos pelo Banco do Brasil, e nas principais plataformas de investimento. Sua excelência em gestão é atestada por duas renomadas agências de rating – Fitch Rating e Moody’s.

Sobre a Régia Capital

A Régia Capital é uma gestora de recursos dedicada a investimentos e soluções financeiras sustentáveis, fruto de uma parceria entre a JGP, sendo uma inovadora gestora de recursos independentes e a BB Asset, líder da indústria de fundos de investimento no Brasil, com R$ 1,89 trilhão sob gestão, conforme ranking Anbima de abril de 2026.

Fonte: Banco do Brasil

BB apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi

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Na manhã da terça-feira (23 de junho), representantes das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil se reuniram na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para alinhar posições antes da rodada de negociação com o banco sobre a Cassi, realizada no mesmo dia.

Durante o encontro preparatório, a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, apresentou um balanço dos debates e deliberações do 36º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, realizado entre os dias 17 e 19 de junho.

Segundo a dirigente, a principal preocupação dos delegados foi a sustentabilidade da Cassi, o que torna central a discussão sobre o modelo de custeio da entidade. Ela ressaltou, no entanto, que a solução para o financiamento da Caixa de Assistência precisa contemplar demandas históricas dos associados. “O debate no congresso deixou claro que a sustentabilidade da Cassi é uma prioridade para o funcionalismo. Mas também é fundamental encontrar soluções para questões pendentes, como o custeio do período pós-laboral dos colegas que ingressaram no banco após 2018 e a garantia de atendimento adequado aos funcionários oriundos dos bancos incorporados”, afirmou Fernanda Lopes.

A coordenadora também destacou a preocupação das entidades com a realização de uma consulta ao corpo social em um momento que coincide com as negociações da Campanha Nacional dos Bancários e da renovação dos acordos coletivos da categoria.

Diante da urgência para recompor as reservas da Cassi, os representantes dos trabalhadores defenderam que o Banco do Brasil realize um adiantamento de recursos, garantindo tempo adicional para a construção de uma solução definitiva para o custeio e para a elaboração de uma proposta de reforma estatutária que contemple temas pendentes, como adequação à Instrução Normativa ANS nº 649, atendimento às exigências da NR-1 e aperfeiçoamentos na governança da entidade.

Proposta do banco é considerada insuficiente

Na rodada de negociação realizada na terça-feira (23) à tarde, Fernanda Lopes lembrou que o banco ainda precisava responder à proposta apresentada pelas entidades em 9 de junho, que previa um aporte extraordinário para recompor as reservas da Cassi.

Durante a reunião, a representação do banco fez um resgate das negociações realizadas desde abril de 2025 e destacou o impacto da diferença entre a inflação médica e a inflação geral sobre as contas da Caixa de Assistência.

Em seguida, o BB apresentou uma proposta de aporte extraordinário de R$ 2,3 bilhões, valor considerado necessário para recompor as reservas da Cassi. O montante seria dividido entre banco e associados na proporção de 50,26% para o banco e 49,73% para o funcionalismo, com pagamento diferido em 18 meses.

A proposta foi rejeitada pelas entidades representativas dos funcionários, que reiteraram a defesa de uma divisão mais equilibrada, com participação de 70% do banco e 30% dos associados. “A proposta apresentada pelo banco está muito distante das premissas defendidas pelo funcionalismo. Entendemos a necessidade urgente de recomposição das reservas, mas isso não pode ocorrer transferindo quase metade da responsabilidade para os associados. Seguiremos buscando uma solução que preserve a sustentabilidade da Cassi e respeite a capacidade contributiva dos trabalhadores”, destacou Fernanda Lopes.

Como alternativa, os representantes dos funcionários propuseram que o Banco do Brasil inicie sua contribuição extraordinária já em julho, também parcelada em 18 meses, enquanto a participação dos associados seja discutida posteriormente, após consulta ao corpo social, com pagamento diferido em 12 meses.

As entidades também defenderam a criação imediata de um grupo de trabalho responsável pela elaboração de uma proposta de reforma estatutária da Cassi, a ser submetida aos associados ao longo de 2027.

Diante do caráter inédito da proposta apresentada pelos trabalhadores, o banco não apresentou resposta durante a reunião. As partes ficaram de agendar uma nova rodada de negociação para a próxima semana.

Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil em alerta: inadimplência no agronegócio sobe para 8,2%, mostra Serasa

Publicado em: 19/06/2026

A inadimplência no agronegócio brasileiro voltou a subir no quarto trimestre de 2025 (4T25), encerrando o ano a 8,2%, alta de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, num momento em que agricultores lidam com margens apertadas e custos elevados, apontou nesta segunda-feira (1) um levantamento da Serasa Experian.

Entre os fatores da elevação de custos mais recentes estão os fertilizantes e os combustíveis, que subiram pelos efeitos da guerra no Irã. Mas a inadimplência vem crescendo trimestre a trimestre pelo menos desde o final de 2024, segundo os dados da Serasa.

“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota.

O indicador apontou que a inadimplência rural está concentrada principalmente em dívidas contraídas com instituições financeiras (7,2%), afirmou a Serasa.

A inadimplência do agronegócio está entre os fatores que impactam os resultados do Banco do Brasil (BBAS3), o principal financiador do setor.

O índice de inadimplência considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio.

Na análise por porte, os dados mostram que produtores rurais sem informação de registro rural – possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos – registraram o maior nível de inadimplência (9,9%).

Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), seguidos pelos médios (8,3%) e pelos de pequeno porte (7,8%).

Por estados, o Rio Grande do Sul teve melhor desempenho, com apenas 5,3% de taxa de inadimplência, seguido pelo Paraná e Santa Catarina.

“O desempenho do Rio Grande do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de cooperativas e sistemas integrados, além do uso mais expressivo do seguro agrícola e de linhas de crédito para renegociação de dívidas”, comentou Pimenta.

Fonte: Money Times

BB agenda leilões de imóveis em junho com diversas modalidades de venda

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O Banco do Brasil realiza, ao longo do mês de junho, uma nova agenda de leilões de imóveis, com diferentes modalidades de venda e oportunidades para investidores e pessoas físicas interessadas na aquisição de bens com condições atrativas.

Ao todo, serão disponibilizados mais de 148 imóveis, distribuídos em diversas regiões do país, contemplando opções residenciais e comerciais, com características variadas de ocupação, renda e formato de oferta.

Confira a programação:

  • 23/06/2026 – Imóveis próprios com locação simultânea – 11h – 40 lotes;
  • 23/06/2026 – Imóveis próprios sem locação – 14h -10 lotes;
  • 24/06/2026 – Leilão Simplificado (imóveis retomados) – 10h – 98 lotes;
  • 30/06/2026 – Aceita BB – Proposta Final – último leilão da campanha de vendas.

Entre os destaques da agenda estão os imóveis com locação simultânea, que possibilitam ao comprador a geração de renda imediata, e o Leilão Simplificado, com imóveis retomados e oportunidades com valores competitivos.

A modalidade Aceita BB também integra a programação, oferecendo imóveis sem valor mínimo divulgado, em que o interessado apresenta sua proposta, que será analisada pelo Banco. Se aprovada, o imóvel é considerado arrematado, tornando o processo mais dinâmico e estratégico para aquisição.

A iniciativa busca atender diferentes perfis de público, desde quem procura o primeiro imóvel até investidores que desejam diversificar seu portfólio, com opções acessíveis e seguras.

Os leilões são realizados de forma 100% on-line, garantindo praticidade, transparência e segurança em todas as etapas.

Para participar e obter mais informações, acesse www.seuimovelbb.com.br, onde estão disponíveis os editais, fotos, descrições dos imóveis e condições completas de participação.

Fonte: Banco do Brasil

Justiça concede 15 anos para produtores rurais pagarem dívidas com BB

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Uma decisão judicial de forte impacto econômico trouxe alívio para a agricultura familiar do Sul do país. A Vara Estadual de Direito Bancário de Santa Catarina determinou o alongamento compulsório de contratos de crédito rural celebrados com o Banco do Brasil S.A., garantindo aos produtores um novo cronograma de pagamento estendido por 15 anos, com carência para o início das parcelas fixada apenas para 2028.

A ação foi movida por um casal de agricultores, que gerenciam um empreendimento de produção de soja, milho e leite no município de Riqueza, no extremo oeste catarinense.

Histórico de quebras de safra motivou a ação

Segundo a sentença do processo, o negócio da família sofreu um colapso financeiro estrutural após ser atingido por uma sequência avassaladora de eventos climáticos adversos entre os anos de 2019 e 2025. O período foi marcado por forte déficit hídrico (seca prolongada) intercalado com excesso de precipitações pluviométricas na região (p. 2).

Para agravar a situação do negócio, as intempéries coincidiram com a queda acentuada nos preços de comercialização das commodities e com uma elevação acentuada nos custos de produção, o que acabou eliminando a margem de lucro dos produtores e gerando fluxo de caixa negativo.

Laudos técnicos anexados ao processo comprovaram perdas catastróficas na propriedade: Milho: Perda total (100%) na safra 2019/2020 e quebras subsequentes de até 62,5% nas safras seguintes; atividade Leiteira: quedas na captação que variaram de 54% a 63,2%, agravadas pelo custo de produção que chegou a representar 275% da receita obtida no ano de 2020; soja: redução de mais de 33% na produtividade das safras 2023/2024 e 2024/2025.

Defesa estratégica e direito ao alongamento

A defesa dos agricultores foi conduzida pelo renomado escritório Juliano Quelho Advogados, liderado pelo especialista conhecido nacionalmente como o “Advogado do Agro”. A estratégia jurídica baseou-se na comprovação da perda da capacidade de pagamento somada à aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR 2.6.4) e da Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os quais estipulam que a prorrogação da dívida de crédito rural em casos de frustração de safra não é um favor ou uma mera “faculdade” do banco, mas sim um direito garantido por lei ao devedor.

O Banco do Brasil tentou contestar a ação alegando falta de amparo normativo e ausência de recursos do Tesouro Nacional para subsidiar o refinanciamento. Contudo, o juiz luiz carlos cittadin da silva rejeitou os argumentos da instituição financeira e confirmou a natureza puramente rural do crédito com base na destinação dos recursos, determinando o afastamento imediato da mora (juros atrasados e multas) e proibindo a negativação dos produtores em órgãos de proteção ao crédito como SERASA e SPC.

O Banco do Brasil tentou contestar a ação alegando falta de amparo normativo e ausência de recursos do Tesouro Nacional para subsidiar o refinanciamento. Contudo, o magistrado rejeitou os argumentos da instituição financeira e confirmou a natureza puramente rural do crédito com base na destinação dos recursos, determinando o afastamento imediato da mora (juros atrasados e multas) (pp. 13, 16) e proibindo a negativação dos produtores em órgãos de proteção ao crédito como SERASA e SISBACEN (pp. 14, 16).

Palavra do Especialista

O advogado do caso, Juliano Quelho, comentou o desfecho da ação ressaltando a relevância da segurança jurídica e da proteção às famílias que sustentam a base econômica do país: “Esta decisão é fundamental porque adequa o pagamento da dívida à real capacidade de produção da família, após anos de perdas climáticas severas. É importante dizer que o banco não sofre nenhum prejuízo com isso, pois ele vai receber o valor integral, de forma parcelada e com os juros contratuais garantidos. Com esse fôlego financeiro, evitamos a insolvência do produtor, mantemos o homem no campo e garantimos a própria soberania e sustentabilidade da produção de alimentos no país”.

Fonte: Notícias Agrícolas

Banco do Brasil engaja mais de 36 mil funcionários em programa de capacitação para IA Generativa e Agêntica

Publicado em: 12/06/2026

O Banco do Brasil acaba de lançar uma nova edição do AcademIA BB, seu programa corporativo de capacitação em Inteligência Artificial e Dados, voltado a todos os funcionários do Banco e do Conglomerado. Nesta nova edição, que tem foco em IA Generativa e Agêntica, foram mais de 36 mil inscritos, com perfis que envolvem as diferentes áreas de atuação no Banco.

A iniciativa tem como foco a democratização da IA, reforçando a tecnologia não apenas como uma tendência, mas como um dos pilares da transformação digital e cultural da organização. O programa se diferencia de um treinamento tradicional ao oferecer uma jornada de capacitação prática, com aplicação voltada à realidade do dia a dia de cada funcionário em sua área de atuação.

“Essa frente de capacitação conecta, de forma estruturada, estratégia, tecnologia e pessoas, traduzindo a Inteligência Artificial Generativa e Agêntica em aplicações práticas que qualificam decisões, ampliam a produtividade e fortalecem o impacto do negócio. O AcademIA BB 2026 promove uma mudança de mentalidade, combinando tecnologia avançada, curadoria humana, governança e alinhamento estratégico para gerar valor real, sustentável e responsável para o Banco e para a sociedade”, comenta Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do BB.

A iniciativa conta com a parceria de empresas globais de tecnologia como Microsoft, Google Cloud e IBM, que contribuem com conteúdo, experiências e visões de mercado alinhadas aos desafios atuais e futuros da adoção de IA nas organizações.

Atualmente, o BB já conta com um volume expressivo de soluções em operação, com mais de 12 mil agentes apenas do Copilot, além de outros assistentes corporativos aplicados às rotinas internas, aos negócios e ao atendimento ao cliente.

Nesse contexto, o AcademIA BB 2026 desempenha papel decisivo na otimização do uso dos assistentes e agentes de Inteligência Artificial já disponíveis, e dos que serão escalados, no ecossistema do Banco.

“A próxima fronteira da Inteligência Artificial nas empresas não está apenas na adoção de modelos generativos, mas na capacidade de escalar IA com governança, segurança e aplicação real ao negócio. O Banco do Brasil demonstra liderança ao combinar capacitação em larga escala, cultura orientada a dados e uso estratégico de agentes inteligentes para transformar a forma como as pessoas trabalham. Como parceira do AcademIA BB, a IBM contribui com sua experiência global em IA corporativa e IA agêntica para apoiar uma evolução responsável, confiável e orientada à geração de valor, ampliando produtividade, eficiência e qualidade das decisões em toda a organização”, afirma Sérgio Fortuna, vice-presidente de vendas da IBM.

A primeira edição do AcademIA, realizada em 2024, já teve números que chamam a atenção. Mobilizou mais de 24 mil funcionários, com participação feminina superior a 40%, contou com mais de 240 mil cursos realizados em IA e Dados por meio da UniBB, a Universidade Corporativa do Banco do Brasil.

A proposta do AcademIA vai além do fortalecimento da cultura digital. Trata-se da captura efetiva de ganhos de eficiência a partir do uso cotidiano da IA. Estudos e workshops adaptados do Gartner indicam que a adoção consistente de assistentes e agentes de IA pode gerar ganhos da ordem de 30% no tempo dedicado às atividades, ao comparar o esforço atual com um cenário de uso estruturado da Inteligência Artificial no trabalho diário.

“A experiência mostra que, à medida que a Inteligência Artificial ganha escala, o papel humano não desaparece, ele evolui. Programas como o AcademIA BB desenvolvem essas novas competências, preparando profissionais para atuar como direcionadores, curadores e orquestradores, capazes de transformar tecnologia em impacto real. Ao lado do Banco do Brasil no AcademIA BB, a Microsoft apoia a capacitação em IA e a adoção estratégica dessa tecnologia, sempre com responsabilidade e com a potencialização das capacidades humanas no centro das decisões”, comenta Eduardo Campos de Oliveira, vice-presidente da área de soluções da Microsoft Brasil.

Os resultados dessa estratégia já são visíveis. No primeiro trimestre de 2026, o BB superou a marca de 2.000 soluções catalogadas, incluindo mais de 1.200 modelos que abrangem IA tradicional, generativa e agentes inteligentes, aplicados a frentes estratégicas como atendimento, crédito, risco e eficiência operacional.

Com o AcademIA BB 2026, o objetivo é seguir na escalada do desenvolvimento dos casos de uso e continuar sendo referência na adoção estratégica da Inteligência Artificial no setor financeiro, conectando capacitação, inovação e impacto concreto para clientes, funcionários e a sociedade.

Fonte: TI Inside

Bancários do BB elegem delegados e debatem propostas para o 36º CNFBB

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Delegados de cidades englobadas pelos 15 sindicatos filiados à Fetec-CUT/SP elegeram no dia 6 de junho a delegação que representará os bancários paulistas no 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB).

A deliberação se deu no Encontro Estadual dos Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil 2026, realizado presencial e virtualmente. Os debates se concentraram nos desafios e propostas para a Previ, Cassi e Economus.

Leonardo Imbiriba, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e membro suplente do Conselho consultivo do Previ Futuro, lembrou da luta histórica do movimento sindical que resultou na aprovação, em 2025, do novo regulamento do plano.

A mudança possibilitou aos associados, desde o ingresso no plano, a contribuição de valores maiores – com contrapartida do banco –, a fim de garantir uma poupança mais robusta e uma aposentadoria mais tranquila. Mais de 60 mil participantes do Previ Futuro foram beneficiados com a conquista.

“A nova diretoria e conselhos da Previ estão comprometidos com a alteração da fórmula PIP para uma contribuição proporcional à remuneração e ao benefício desejado. Nós queremos uma Previ melhor para todos e todas. Contem conosco. Nós estamos aqui para escutar e levar a demanda da base para a Previ, e buscar avançar para o sonho virar a realidade de todo mundo”, afirmou.

Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), destacou a importância do encontro na junção de forças em torno da luta em defesa dos interesses dos funcionários do BB na Campanha Nacional dos Bancários 2026.

“Definimos as propostas da Fetec-CUT/SP para o CNFBB. Debatemos Cassi, Previ, Economus e como fortalecer nossa organização para melhor dialogar com nossos colegas sobre a importância da nossa luta”, destacou.

Propostas aprovadas para o 36º CNFBB

No encontro estadual também foram definidas as propostas que serão apresentadas no congresso nacional, que será realizado entre os dias 17 e 19 de junho. O encontro estadual e o 36º CNFBB são etapas preliminares da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Eixos do encontro estadual dos funcionários do BB Fetec-CUT

  • Fim do Performa
  • Cassi e Previ para todos
  • Concurso já
  • Redução da jornada de trabalho sem redução de salário;
  • Fim das metas;
  • Defesa do papel público do banco do brasil como agente de inclusão social;
  • Atendimento de qualidade à população com quadro próprio;
  • Defesa da soberania nacional contra os ataques do imperialismo e da extrema direita contra o BB.

Propostas da Fetec-CUT/SP para o CNFBB

  • Ampliação do TRI para todas as áreas onde esse modelo de trabalho possa ser implementado;
  • Programa para solução de dívidas de funcionários ativos e aposentados com melhores condições e taxas reduzidas;
  • Campanha de prevenção contra o câncer;
  • Ampliação dos níveis de promoção por antiguidade;
  • Garantir que mães com horário de amamentação não fiquem avaliáveis na GDP e possam concorrer a programas de remuneração e vagas;
  • Ampliação da licença-adoção para até 18 anos;
  • O delegado sindical que for aprovado para outro prefixo, independentemente de ser o caso de promoção ou não, não pode ser prejudicado pelo tempo que é necessário para retirada de inanomovilidade no sistema do banco;
  • Valor mínimo de um salário e meio para a PLR

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Contraf-CUT realiza pesquisa para ouvir funcionários do BB

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A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) está fazendo um levantamento para saber quais as prioridades e expectativas dos funcionários do Banco do Brasil para a Campanha Nacional 2026.

A pesquisa, feita em parceria com o Instituto Simplex, tem por objetivo aprofundar o conhecimento sobre as principais demandas da categoria e fortalecer a atuação das entidades sindicais durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A ideia é saber o que o funcionalismo pensa sobre temas, como, condições de trabalho, saúde, carreira, remuneração, diversidade, tecnologia, Cassi, Previ e os desafios enfrentados atualmente pelos trabalhadores do banco.

Em matéria publicada no site da Contraf-CUT, o secretário-geral da entidade, Gustavo Tabatinga disse que a iniciativa permitirá que as entidades tenham um retrato mais preciso da realidade vivida pelos colegas em todo o país. “A negociação coletiva precisa estar conectada com aquilo que os funcionários vivenciam diariamente. A pesquisa será uma ferramenta importante para identificar prioridades e orientar a atuação das entidades sindicais na Campanha Nacional de 2026”, afirmou.

A participação dos bancários é importante porque as respostas servirão de subsídio para a definição das estratégias de negociação com a direção do banco e para a construção de uma pauta cada vez mais alinhada às necessidades dos trabalhadores. “É fundamental que os colegas atendam à ligação e participem. Quanto maior for o número de respostas, mais representativo será o resultado e mais força teremos para defender as reivindicações dos funcionários nas mesas de negociação com o banco”, explicou Gustavo.

O levantamento permitirá também, uma avaliação mais detalhada das diferentes realidades dentro do BB, considerando aspectos como local de trabalho, função exercida, tempo de banco, jornada, faixa etária e região do país.

A pesquisa é rápida e segura e o anonimato dos participantes está assegurado. Por isso, a orientação dos sindicatos, do Comando Nacional e da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários) é que todos os funcionários e funcionárias que receberem a ligação reservem alguns minutos para responder ao questionário.

As informações coletadas serão tratadas de forma confidencial e utilizadas exclusivamente para subsidiar a atuação sindical durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026.

“A construção coletiva é a base de todo nosso trabalho. É de suma importância que os funcionários e funcionárias possam participar desse levantamento para que tenhamos o retrato mais fidedigno possível para subsidiar nossas demandas”, explicou o diretor Executivo de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e representante da Comissão de Empresa do BB, Alexandre Batista.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

Entidades apresentam proposta para equalização das reservas da Cassi

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As entidades que compõem a Mesa de Negociações de custeio da CASSI reuniram-se no dia 9 de junho com representantes do Banco do Brasil. O encontro deu continuidade à construção conjunta de alternativas para garantir a sustentabilidade e a perenidade do Plano Associados.

Já no início das discussões, a coordenadora da mesa, Fernanda Lopes, apresentou à representação do Banco a necessidade de uma alternativa para equalizar as reservas obrigatórias, de forma a evitar problemas no curto prazo.

A criação de um “memorando de entendimento”, definindo contribuição transitória do Banco e dos associados, traria mais estabilidade às contas da CASSI e permitiria maior debate acerca dos pontos sobre os quais ainda não se formou consenso.

Foram apontados pontos importantes da reforma do estatuto da entidade ainda não ajustados, como a definição do custeio do período pós-laboral dos funcionários que ingressaram no Banco do Brasil após 2018, o direito de filiação ao plano dos trabalhadores egressos dos bancos incorporados e as alterações promovidas pela Instrução Normativa nº 649/2025, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Não temos ainda uma proposta clara sobre isso, mas há outra questão importante, que é a necessidade de equalização das reservas da CASSI”, disse o vice-presidente de Relações Funcionais da ANABB e membro da Mesa de Negociações, Marcel Barros.

Marcel destacou, ainda, que as reservas da CASSI têm prazo para se esgotar. “Na Mesa de Negociações de hoje, propusemos uma contribuição transitória e extraordinária, com vigência, no máximo, até o final de 2027 ou até a aprovação do novo estatuto, para estabilizarmos as reservas da CASSI”, explicou Marcel.

Os representantes do Banco se dispuseram a avaliar a proposta de equalização das reservas e trazer um posicionamento na próxima rodada, marcada para o dia 23 de junho.

Fonte: ANABB

Banco do Brasil desembolsa R$ 18,2 bilhões no Crédito do Trabalhador

Publicado em: 28/05/2026

O Banco do Brasil atingiu a marca de R$ 18,2 bilhões em desembolso no Crédito do Trabalhador para mais de 1,2 milhão de trabalhadores em pouco mais de um ano em que a solução passou a ser oferecida. Dessa forma, o BB se consolida como protagonista na oferta de crédito consignado ao trabalhador do setor privado e reforça seu compromisso com a inclusão financeira e o fortalecimento da economia.

Desde o lançamento do programa, em março do ano passado, o BB vem ampliando de forma consistente o acesso ao crédito com condições mais vantajosas, permitindo que milhares de trabalhadores substituam dívidas com juros elevados por parcelas mais adequadas ao seu orçamento. A atuação do Banco combina escala, capilaridade e proximidade, alcançando trabalhadores em praticamente todo o território nacional. Além dos trabalhadores, a atuação do Banco também se apoia na parceria com os empregadores, que desempenham papel fundamental na execução do programa, contribuindo para a segurança, a governança e a sustentabilidade das operações. As operações com mais de 1,2 milhão de trabalhadores vinculados a 203,7 mil empresas empregadoras foram realizadas em 98,8% dos municípios brasileiros.

A evolução do Crédito do Trabalhador ao longo do último ano reflete a expertise histórica do Banco do Brasil em crédito consignado, aliada à sua capacidade tecnológica e à excelência da assessoria financeira prestada pelos funcionários da rede de atendimento. Esses fatores têm permitido uma jornada de contratação cada vez mais simples, segura e personalizada, respeitando o perfil e a realidade financeira de cada cliente.

Com o Crédito do Trabalhador, o Banco do Brasil reforça seu papel como principal agente financeiro do país, ampliando o acesso ao crédito responsável, fortalecendo o relacionamento com clientes e empregadores e promovendo uma atuação cada vez mais centrada nas pessoas.

Fonte: Banco do Brasil

Encontro estadual dos funcionários do BB em SP será no dia 6 de junho

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O Encontro Estadual dos Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil 2026 será realizado no dia 6 de junho (sábado), a partir das 9h. A atividade será em formato híbrido, com participação presencial no Auditório Azul do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Rua São Bento, 413, Sé) e transmissão online por meio deste link.

O encontro terá como um dos principais objetivos a definição da delegação que representará a base paulista no Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

Trabalhadores e dirigentes sindicais de toda a base da Fetec-CUT/SP debaterão os desafios atuais do funcionalismo do BB, condições de trabalho, defesa dos direitos e construção das pautas nacionais da categoria.

Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), destaca a importância do encontro estadual para o 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, quando serão debatidos com funcionários de todo o país as prioridades para a renovação da minuta que será encaminhada à direção do banco.

“É um ano muito importante em que serão debatidas pautas colocadas pelo funcionalismo, principalmente a redução das metas que têm causado muitos adoecimentos, melhor qualidade de vida no trabalho e o teletrabalho. É um momento importante no caminho para uma campanha salarial vitoriosa”, afirma.

Unir forças

Segundo Antonio Netto, dirigente Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Fetec-CUT/SP na CEBB, o encontro será fundamental para fortalecer a unidade e construir propostas para a campanha nacional.

“Nosso encontro tem a finalidade de unir a força de toda a base dos funcionários do Banco do Brasil da FETEC-SP e dos sindicatos, para que o debate sobre a situação em que nos encontramos sirva de subsídio para encaminharmos as melhores propostas ao Congresso Nacional dos Funcionários do BB. Por isso, a participação de todas e todos é essencial”, destaca o dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Na Bahia, avança acordo do intervalo intrajornada do BB

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Depois de anos de disputa judicial e intensas negociações, o Banco do Brasil aprovou a proposta apresentada pelo Sindicato dos Bancários da Bahia para o pagamento do processo referente ao intervalo intrajornada de 1 hora. A ação beneficia cerca de 3.200 funcionários e representa uma importante vitória.

Inicialmente, o banco apresentou uma proposta considerada muito abaixo do esperado. O Sindicato recusou os termos e construiu uma contraproposta que garantisse justiça. O novo formato foi aceito pelo BB, mas dependia da aprovação do Conselho de Administração.

A confirmação oficial só ocorreu em audiência, intermediada pela Cejusc (Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos) na quinta-feira, quando o banco apresentou formalmente a aprovação do acordo, além das planilhas individuais com os respectivos valores destinados a cada beneficiário.

Agora, o Departamento Jurídico do Sindicato realiza a conferência detalhada dos cálculos para garantir que todos os valores estejam rigorosamente de acordo com o que foi negociado entre as partes. Caso não haja divergências, será realizada assembleia na quinta-feira.

Se aprovado pelos beneficiários, a expectativa é de que a homologação judicial aconteça já na audiência marcada para sexta-feira. Para o diretor Jurídico do Sindicato, Fábio Ledo, a construção do acordo demonstra a importância da persistência e da atuação sindical comprometida com os trabalhadores. “Esse resultado é fruto de muita responsabilidade e firmeza nas negociações. O Sindicato não aceitou uma proposta insuficiente e seguiu negociando até alcançar um patamar mais digno e justo”.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

BB celebra 54 anos em Portugal e aborda as oportunidades do acordo Mercosul-UE

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O Banco do Brasil realizou no dia 20 de maio, em comemoração aos 54 anos de presença contínua em Portugal, o evento “Brasil-Portugal: Oportunidades de Negócios no Contexto do Acordo Mercosul-União Europeia”. O encontro reuniu empresários, investidores e instituições de referência do mercado português e brasileiro para debater o impacto do acordo comercial mais significativo das últimas décadas e o papel do BB nessa nova realidade.

O evento, organizado pelo Banco do Brasil AG em parceria com a Embaixada do Brasil em Lisboa, contou com a presença do embaixador Raimundo Carreiro e do chairman do Banco do Brasil AG e head de Negócios Internacionais do Banco do Brasil SA, Juliano Marcatto. O programa incluiu ainda palestras do chefe do Setor Econômico da Embaixada do Brasil, Bruno Simões, do economista-chefe da IM Gestão de Ativos, Luís Andrade, e do economista-chefe do Banco do Brasil SA, Marcelo Rebelo Lopes, com encerramento numa sessão de perguntas e respostas com os participantes.

O encontro contou com a participação de cerca 50 representantes de empresas e instituições que atuam no fluxo comercial entre Brasil e Portugal, incluindo os setores de alimentos, óleo e gás, aviação, engenharia, infraestrutura, hotelaria e comércio.

Para Raimundo Carreiro, “o Banco do Brasil, hoje, não é apenas uma das mais antigas instituições financeiras do país, mas também um ator central na articulação entre o Brasil e os mercados internacionais. Sua presença em Portugal simboliza, de forma muito concreta, a profundidade das relações entre as nossas economias e a maturidade do sistema financeiro brasileiro. No contexto da consolidação do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia, a abertura de uma nova etapa de aproximação entre as duas regiões torna essa presença ainda mais relevante. Trata-se de um marco com potencial para intensificar os fluxos econômicos e ampliar a demanda por instrumentos financeiros cada vez mais sofisticados”.

“Celebrar a trajetória do Banco do Brasil em Portugal neste momento de maior aproximação entre Mercosul e União Europeia reforça a relevância estratégica da nossa presença no país. Portugal tem uma posição singular na relação entre o Brasil e a Europa, seja pelo vínculo histórico e cultural, seja pela capacidade de conectar empresas, investidores e pessoas que mantêm projetos nos dois lados do Atlântico. Para o BB, fortalecer essa atuação é seguir acompanhando a internacionalização dos nossos clientes com confiança, proximidade e visão de futuro”, afirma Juliano Marcatto.

“O acordo Mercosul-UE não cria negócios por decreto, cria oportunidades. O nosso papel é ajudar as empresas a transformar essas condições em operações concretas: câmbio, financiamento, cartas de crédito, acesso a capital. O Banco do Brasil está presente em Portugal há 54 anos. Conhecemos os dois mercados, falamos a mesma língua e temos a estrutura para conectar empresas brasileiras e portuguesas numa das janelas de oportunidade mais relevantes das últimas décadas”, conclui Karen Machado, head da operação do Banco do Brasil em Portugal.

Um acordo histórico

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro de 2026 após 26 anos de negociações, entrou em vigor de forma provisória no último dia 1º de maio. A zona de livre comércio criada reúne 31 países, O Acordo de Parceria integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo. Juntos, Mercosul e UE reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões de dólares. No âmbito do acordo, a UE eliminará progressivamente tarifas sobre 95% dos produtos do Mercosul num prazo de 12 anos. Considerando que a UE é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de bens, em 2025, de aproximadamente US$ 100 bilhões, este é um marco de extrema relevância.

Para Portugal, as perspectivas são igualmente relevantes. Setores como máquinas e equipamentos, componentes para a indústria de automóveis, farmacêutica, metalomecânica e de materiais de construção encontram no acordo um estímulo direto à competitividade no mercado sul-americano.

O BB em Portugal

Com presença em mais de 20 países e operação em Lisboa há 54 anos, o Banco do Brasil disponibiliza para empresas que operam no fluxo comercial Brasil-Portugal e Brasil-Europa um conjunto integrado de soluções:

Financiamento ao comércio exterior: Cartas de crédito, garantias internacionais e linhas de crédito para exportadores e importadores, com conhecimento profundo das exigências regulatórias dos dois mercados.

Câmbio e remessas internacionais: Operações de câmbio para pagamentos e recebimentos internacionais

Private Banking para brasileiros em Portugal: Atendimento personalizado a clientes de alta renda e investidores brasileiros estabelecidos em Portugal, com soluções de gestão e diversificação patrimonial em ambiente europeu.

O Banco do Brasil opera atualmente em Lisboa por meio de sua subsidiária integral BB AG com foco em comércio exterior, clientes corporativos e segmento Private.

Fonte: Banco do Brasil

Lucro do BB cai 53,5% no 1º tri com impacto agro e banco faz nova revisão de guidance

Publicado em: 14/05/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 53,5% na comparação anual e baixa de 40,2% frente ao último trimestre, em um resultado ainda fortemente impactado pela turbulência no agronegócio.

Apesar da queda, o resultado ficou em linha com as estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg, que estimavam um saldo de R$ 3,46 bilhões na última linha do balanço.

Em nota, a CEO Tarciana Medeiros reconheceu um ambiente mais desafiador para o crédito este ano, “com maior pressão especialmente na carteira de agronegócios”.

“Entre as medidas para enfrentar o ciclo de agravamento da inadimplência do agronegócio, ampliamos e evoluímos no uso de garantias por alienação fiduciária e revisamos as esteiras de cobranças. Nos primeiros meses de 2026, já dobramos o número de judicializações realizadas durante todo o ano passado. Isso reflete o nosso direcionamento de buscar a recuperação dos nossos ativos”, afirmou a CEO.

O banco estatal é líder no crédito ao agronegócio e tem um terço de sua carteira destinada ao setor. Os efeitos do endividamento e de uma alta no volume de recuperações judiciais no segmento vem impactando os negócios do BB desde o terceiro trimestre de 2024, com efeito mais pronunciado ao longo do último ano, marcado por duas revisões de projeções diante da piora dos números.

Junto com o resultado, o banco divulgou na noite desta quarta-feira (13) uma nova revisão de guidance – a terceira desde o início da crise e a primeira de 2026.

Foram revisadas as projeções para custo do crédito, margem financeira bruta e lucro líquido ajustado, a partir da reavaliação do cenário, “em especial a continuidade da dinâmica agravada do risco no agronegócio, das incertezas decorrentes do contexto geopolítico e seus reflexos nos indicadores macroeconômicos”, afirmou o banco em nota.

O BB agora projeta lucro líquido ajustado entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões, abaixo do piso da faixa anterior, que ia de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões.

O custo de crédito passou para o intervalo entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões, vindo de uma faixa entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões. Já a margem financeira bruta, que ficaria entre 4% e 7%, subiu para o intervalo entre 7% e 11%.

BB no 1º tri

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), principal indicador de rentabilidade do banco, caiu para 7,3% dos 16,7% registrados no mesmo período do ano passado. Na comparação trimestral, a queda foi de 5,1 pontos percentuais.

A margem financeira alcançou R$ 27,42 bilhões, ganho de 14,8% na comparação anual e leve queda de 1,3% em três meses.

A carteira de crédito expandida somou R$ 1,306 trilhão no período, alta de 2,2% em 12 meses e de 0,7% frente ao terceiro trimestre.

Em inadimplência, o índice de atrasos acima de 90 dias avançou de 3,63% em março do ano passado para 5,05% no fechamento do primeiro trimestre de 2026. Na comparação trimestral, o indicador teve leve queda de 0,12 ponto percentual.

Fonte: Bloomberg Línea

BB defende avanço em consignado e alta renda para recuperar rentabilidade

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O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em 7,3% – sua rentabilidade mais baixa em uma década, acima apenas dos 6,5% apurados no segundo trimestre de 2016.

Para sair das mínimas e buscar a retomada do indicador, o BB pretende avançar no crédito pelas linhas de maior spread enquanto o agronegócio – principal fonte da pressão para o balanço – ainda não se normaliza.

“Seguimos tracionados na pessoa física como uma estratégia para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos onde as outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou o CFO Geovanne Tobias, a jornalistas nesta quinta-feira (14).

“[Assim] entregamos rapidamente uma volta a uma rentabilidade em patamares mais elevados”, disse.

A expectativa do banco é alcançar um ROE entre 9% e 11% ao final de 2026 – ainda abaixo do patamar de 20% conquistado antes da crise do agro, mas já em trajetória de retorno aos dois dígitos.

A queda da rentabilidade no trimestre acompanhou a pressão do agro sobre o custo de crédito do banco, que avançou 85,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 18,9 bilhões no trimestre.

O saldo foi reflexo do aumento de provisões na carteira rural e da inadimplência persistentemente acima do que o banco havia projetado.

Em que áreas o BB pretende crescer

O crescimento em pessoa física está concentrado em dois eixos. O primeiro é o crédito consignado, no qual o BB já detém quase 25% do mercado público e mira 20% do privado. E o segundo envolve cartões e produtos para alta renda, público mais resiliente diante do ciclo econômico mais desafiador.

Os executivos destacaram a evolução do crédito ao trabalhador, linha de consignado privado para quem tem carteira assinada, para projetar a velocidade da expansão.

O Banco do Brasil saiu de 100 mil clientes atendidos no segmento no início de 2025 para 1,2 milhão este ano, com R$ 18 bilhões desembolsados.

Tobias reforçou ainda que o BB não pretende repetir o modelo de crescimento acelerado e indiscriminado do pós-pandemia, quando a expansão do crédito gerou ondas posteriores de inadimplência em todo o setor bancário. O CFO disse que vão evitar o chamado crescimento em ‘mar aberto’, buscando clientes não-correntistas.

Ainda na pessoa física, o banco enfrenta outro desafio: a “contaminação” dos portfólios por conta do agronegócio.

Produtores rurais que mantêm outras operações no banco, como cartão de crédito e crédito pessoal, passaram a atrasar também nessas linhas quando o fluxo de caixa apertou.

O BB identificou esse movimento e, de forma preventiva, reforçou as provisões sobre esse portfólio antes de os atrasos materializarem a inadimplência acima de 90 dias.

A inadimplência de pessoas físicas encerrou março em 6,82%, ante 5,10% um ano antes. O banco projeta que o segundo trimestre será o período de maior pressão nesse segmento, com concentração nas linhas de cartão de crédito e crédito pessoal.

A partir do terceiro trimestre, a expectativa é de normalização progressiva. O movimento pode ser acelerado, segundo Tobias, a depender dos frutos do novo programa Desenrola do Governo Federal, que deve estimular as renegociações e alongamento de dívidas entre os clientes mais apertados.

Nova revisão de guidance

Enquanto o crescimento não estabiliza os números do BB, o banco voltou a revisar suas projeções. O novo guidance de lucro líquido ajustado para 2026 passou para o intervalo de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões — abaixo do piso da faixa anterior, que ia de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões. Na prática, o teto do novo intervalo é igual ao piso do antigo.

O custo de crédito também foi revisado para cima, para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões, vindo de uma faixa entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.

A revisão no guidance já contempla também o desafio do BB em pontualização (indicador de pagamento em dia) no setor agro. Embora não seja ainda um indicador de inadimplência, a pontualização sinaliza um estresse no comportamento do setor.

Também inclui a mudança no cenário macroeconômico diante da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. “Não gostaríamos de estar revisando esse guidance agora, mas o mundo em que montamos o guidance anterior é completamente diferente do que temos hoje”, afirmou Tobias.

Para os próximos meses, a expectativa é que o agro ainda pressione os resultados, já que boa parte dos vencimentos deste ano ainda pertence ao portfólio originado antes da adoção de novas medidas de recuperação de crédito – iniciativa que veio a partir de julho de 2025. Apenas a partir de setembro mais de 50% dos vencimentos mensais serão de operações mais recentes, com critérios mais rigorosos de concessão.

Fonte: Bloomberg Línea

Banco do Brasil fecha a torneira: dividendos extras estão “totalmente descartados” em 2026, diz diretor

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Em meio à piora do cenário de crédito na largada de 2026, a diretoria do Banco do Brasil (BBAS3) decidiu antecipar a mensagem mais sensível para o investidor: não haverá espaço para dividendos extraordinários neste ano.

“Está totalmente descartado”, afirmou o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Geovanne Tobias, durante coletiva com jornalistas nesta quinta-feira (14 de maio).

A sinalização veio direto da diretoria durante a conferência de resultados do primeiro trimestre, em um momento em que o banco já lida com pressão crescente sobre a qualidade dos ativos, especialmente no agronegócio.

Além disso, a decisão também ocorre na esteira de uma revisão nas projeções (guidance) do BB para 2026, motivada por uma deterioração no cenário de crédito e um aumento nos riscos previstos.

Mais do que buscar acelerar a remuneração ao acionista nos próximos meses, a prioridade do Banco do Brasil agora é preservar capital e atravessar um ciclo de maior pressão com mais cautela.

O peso do agronegócio nos resultados do Banco do Brasil

Segundo o vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, o fluxo de pagamentos do setor de agronegócio em abril veio pior do que o esperado — um sinal relevante em um momento em que o mercado já monitora de perto a qualidade do crédito rural.

Embora a produção e produtividade brasileiras continuem em níveis recordes, o banco enfrenta problemas pontuais de liquidez em algumas atividades específicas, o que tem afetado a pontualidade dos pagamentos, segundo a administração do BB.

Esse descompasso entre produção forte e caixa mais apertado ajuda a explicar por que a inadimplência segue pressionada, mesmo em um setor que, historicamente, funciona como pilar da carteira do banco.

Além disso, o cenário climático adiciona mais uma camada de incerteza. Os efeitos do El Niño continuam no radar, com impactos distintos entre regiões e dificuldade maior de previsibilidade para os próximos meses.

Diante desse ambiente mais instável, o banco já começou a ajustar suas engrenagens internas.

O vice-presidente de controles internos e gestão de risco, Felipe Prince, destacou que o BB revisou suas estimativas de perda esperada — movimento que se traduziu em reforço de provisões e revisão do custo de crédito projetado para o ano.

Quando o agro transborda para a pessoa física

A deterioração do fluxo de caixa no agronegócio já começa a transbordar para outra ponta da carteira do Banco do Brasil: a pessoa física.

Como muitos produtores concentram seu relacionamento financeiro no Banco do Brasil, o aperto no campo acaba contaminando outras linhas de crédito dos mesmos clientes — elevando o risco também fora do segmento rural.

Para lidar com esse cenário, o BB vem acelerando a implementação de uma nova metodologia de concessão de crédito. O objetivo é elevar o nível de exigência, priorizar garantias mais robustas e tornar a originação mais seletiva.

Por enquanto, cerca de 25% da carteira agro já está enquadrada nesse novo modelo. A expectativa é que, até setembro, mais de 50% dos vencimentos mensais passem a seguir essas diretrizes.

A aposta da administração é que esse ajuste comece a aparecer de forma mais clara nos indicadores de inadimplência ao longo do segundo semestre, ainda que de maneira gradual.
O contra-ataque do Banco do Brasil no crédito

Enquanto recalibra o risco em algumas frentes de crédito, o banco também busca reequilibrar o portfólio por outro caminho: aumentando a exposição a linhas consideradas mais previsíveis e rentáveis.

O principal destaque é o crédito consignado privado. Em menos de um ano, o Banco do Brasil já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões nessa modalidade, alcançando 1,2 milhão de clientes.

O objetivo do BB é atingir cerca de 20% de participação de mercado, patamar similar ao que já detém no consignado do setor público.

A estratégia é ganhar tração em produtos com garantias mais sólidas e spreads mais atrativos, compensando a menor performance de carteiras mais sensíveis ao ciclo econômico.

“A gente segue tracionado na pessoa física… para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos em que outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou Prince.

Fonte: Seu Dinheiro

BB anuncia mais R$ 465 milhões em JCP após balanço fraco do 1T26

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A noite dos acionistas do Banco do Brasil (BBAS3) trouxe sinais mistos nesta quarta-feira (13 de maio). O balanço do 1T26 deixou um gosto amargo, com tombo no lucro, rentabilidade sob pressão e um guidance (projeção) mais fraco para 2026. Ainda assim, o BB não quis deixar os acionistas saírem de mãos vazias.

Em meio ao resultado mais pressionado, o BB anunciou o pagamento de R$ 465,7 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP).

Os proventos complementares correspondem a cerca de R$ 0,08157 por ação BBAS3. Os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Vale lembrar que a nova distribuição se soma aos R$ 400 milhões já antecipados aos acionistas em meados de março, reforçando a estratégia do banco de manter uma remuneração consistente mesmo diante de um ciclo difícil para lucro e rentabilidade.

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão do dia 1º de junho.

A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações do BB até a data de corte e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 02 de junho e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 11 de junho. O Banco do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões, tombo de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 40,2% frente ao trimestre passado.

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 7,3%, dentro das expectativas do mercado. A cifra representa uma queda de 9,4 pontos percentuais (p.p) na comparação anual e de 5,1 p.p frente ao trimestre anterior.

Fonte: Seu Dinheiro

Banco do Brasil joga a toalha para dividendos extraordinários

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A piora do cenário fez o Banco do Brasil (BBAS3) descartar completamente o pagamento de dividendos extraordinários, disse o CFO do banco, Giovanne Tobias em coletiva com jornalistas. A possibilidade foi levantada no terceiro trimestre de 2025.

Na ocasião, Tobias havia afirmado que só teria clareza desse pagamento ao final de 2026. Porém, a situação, hoje, é pior que o esperado. Na noite da última quarta-feira, o banco divulgou lucro de R$ 3,4 bilhões, queda de 52%. Mais do que isso, cortou o guidance (projeções) para ano.

A principal mudança diz respeito ao lucro. Se antes o banco projetava lucrar de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões, agora tem como meta o lucro de R$ 18 a R$ 22 bilhões. Ou seja, o teto virou piso.

O custo de capital disparou: saiu da faixa de R$ 53 bi a R$ 58 bi para R$ 65 bi a R$ 70 bi. Por outro lado, a margem financeira subiu de 4% a 8% para 7% a 11%.

Entre analistas, a previsão era de que o BB teria um primeiro trimestre tão fraco que corria o risco de não conseguir atingir seu guidance (projeções), o que, de fato, aconteceu.

Para o analista da Levante, Flavio Conte, supondo um lucro líquido de R$ 18 bi em 2026 e um payout de 30%, o banco distribuiria R$ 5,4 bi, equivalente a R$ 0,9422, a ser pago durante 2026. O dividend yield seria de 4,5% em relação a cotação de fechamento de R$ 20,76.

Banco do Brasil: foco na pessoa física

Uma das apostas do Banco do Brasil para mudar o jogo é para melhorar a rentabilidade, principalmente nos segmentos de alta renda e no crédito consignado. Apesar disso, o agro ainda continua pressionado.

“Nossa estratégia de crescimento em pessoa física é a melhor forma que temos para melhorar a rentabilidade do banco, fazer mais retorno. O cuidado que temos que ter aqui é focar naquelas operações de risco/retorno mais ajustado”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira do BB.

Ele destacou que o crédito consignado privado é um vetor de forte crescimento, enquanto em cartão de crédito apontou que o foco deve ficar na alta renda.

“Nós reduzimos muito o apetite (no segmento de cartões) para as pessoas físicas de menor renda, onde o risco está muito mais agravado”, afirmou, ponderando, contudo, que o Novo Desenrola traz expectativa de melhora na adimplência.

Segundo o banco, o cenário para pessoas físicas está mais desafiador, principalmente em função do elevado endividamento das famílias.

Esse contexto impacta especialmente os portfólios não garantidos, como cheque especial, cartão de crédito — que representa uma carteira relevante para o banco — e o crédito pessoal não consignado.

Por outro lado, o BB aposta forte no crédito consignado, o que inclui o privado e público. Atualmente, o banco é líder nesse segmento, com quase 25% de participação.

“Estamos fortemente empenhados em manter essa liderança e, paralelamente, avançamos de forma bastante relevante no crédito ao trabalhador”.

Até o momento, o banco já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões na nova modalide, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de clientes e trabalhadores. “Trata-se de uma linha que oferece um retorno ajustado ao risco bastante favorável”.

Agro ainda ruim

O vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, destacou que o abril continua um mês ruim para a inadimplência do segmento, o que pode sinalizar um segundo trimestre ainda fraco.

Desde o ano passado, porém, o BB adota medidas para diminuir esses calotes, como maior seletividade e o uso de garantias para os empréstimos: um quarto da carteira já é composto por créditos concedidos a partir da nova matriz de residência, que começou a ser operado em julho do ano passado.

“Nossa expectativa é que a adimplência melhore gradualmente ao longo dos próximos meses”.

Ainda há algum impacto daqui para frente? Para ele, certamente, até porque, explica, existem operações de investimento contratadas há um, dois ou até três anos, que continuarão afetando os resultados.

“No entanto, esses contratos terão um peso cada vez menor sobre o total de vencimentos futuros”.

Fonte: Money Times

BB amplia ‘BB, Sou Eu!’ para clientes PJ e fortalece segurança com cartão

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O Banco do Brasil anunciou na sexta-feira, 8 de maio, a ampliação do BB, Sou Eu!, solução de autenticação que agora passa a atender também transações com cartões de clientes Pessoa Jurídica (PJ) no App BB. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com inovação, segurança e melhoria contínua da experiência dos clientes.

Com a expansão, as empresas passam a contar com um processo mais ágil e eficiente para validação de transações. Sempre que uma operação apresentar indício de risco, o cliente é notificado em tempo real e pode confirmar, de forma simples no próprio aplicativo, se reconhece a compra, reduzindo novas recusas indevidas e garantindo maior fluidez no uso do cartão.

Para utilizar a solução, o cliente PJ precisa apenas ter o App BB instalado, chave J e senha de acesso ao App BB, o que possibilita uma jornada totalmente digital e prática. “A funcionalidade traz para o público PJ a mesma experiência já consolidada junto aos clientes PF, com interações rápidas e autonomia na tomada de decisão. A expansão fortalece a estratégia do Banco do Brasil de oferecer soluções digitais integradas, alinhadas às tendências do mercado financeiro e às necessidades dos clientes”, afirma Bárbara Freitas, diretora de Soluções em Meios de Pagamento do BB.

Sobre o ‘BB, Sou Eu!’

O ‘BB, Sou Eu!’ é uma solução de autenticação que informa o cliente, em tempo real, sobre situações de suspeita de fraude. Lançada em julho de 2025 para clientes PF, a solução permite, de forma simples e ágil, confirmar a autenticidade de uma compra, contribuindo para uma experiência de pagamento mais segura e sem interrupções.

Com a ampliação para clientes Pessoa Jurídica (PJ), a solução se torna ainda mais completa, oferecendo uma jornada 100% digital, simples, rápida e intuitiva, com mais autonomia e controle sobre as transações.

A iniciativa consolida o BB, Sou Eu! como uma ferramenta estratégica na evolução da experiência do cliente, combinando segurança, praticidade e inovação para pessoas físicas e jurídicas.

Fonte: Banco do Brasil

BB, Secretaria do Tesouro e B3 lançam Tesouro Reserva com operação 24h

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No dia 11 de maio, a Secretaria do Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil lançaram oficialmente o Tesouro Reserva, novo título do Programa Tesouro Direto. O produto terá rendimento indexado à taxa básica de juros (Selic) e poderá ser negociado em qualquer hora, todos os dias da semana, ou seja, 24×7.

Ao contrário do Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado, eliminando o risco de oscilações no valor do investimento em momentos de maior volatilidade do mercado financeiro. O título inicialmente ficará disponível para a base de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, instituição financeira parceira neste projeto. Outras instituições estão em fase de testes e devem ofertar o papel em breve.

O Tesouro Reserva foi criado para quem quer montar uma reserva de emergência de forma simples e segura. Alinhado ao objetivo do Tesouro Direto, o novo título visa atrair pessoas para iniciar a jornada de investimentos, fomentando a educação financeira de milhões de brasileiros, assim como outras iniciativas da Secretaria do Tesouro Nacional em parceria com a B3, a bolsa do Brasil, como a OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira).

“O Tesouro Reserva nasce para atender uma demanda concreta da população: a necessidade de guardar dinheiro com segurança, simplicidade e acesso imediato. Com a operação 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminamos barreiras de horário e aproximamos o investimento público da rotina das pessoas. É um título pensado para quem quer começar a investir, formar uma reserva de emergência e ter previsibilidade, sem sustos no momento do resgate”, explica Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.

O Tesouro Reserva tem rendimento a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O valor mínimo para começar a investir é de R$ 1, com limite de até R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates.

A B3 é responsável pela infraestrutura que viabiliza a operação dos títulos do Tesouro. Para o diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da bolsa, Felipe Paiva, o novo produto cumpre um papel importante na democratização do mercado financeiro do país.

“Temos estudado formatos distintos para promover em escala a atração e formação de novos investidores digitais no Brasil. Com o Tesouro Reserva, a pessoa pode aplicar valores a partir de R$ 1, acompanhar o rendimento e resgatar quando quiser, 24×7. Tudo feito de forma simples. Isso reforça uma questão importante de finanças comportamentais: quando a pessoa detém um investimento, aumenta seu interesse na jornada de educação financeira”, afirma.

O Banco do Brasil é um parceiro histórico do Tesouro Direto, desde o lançamento do programa, em 2002. Na avaliação de Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, “ser a primeira instituição a distribuir o novo título reforça nossa expertise e vanguarda, tanto em tecnologia quanto em investimentos. Fomentar a cultura de investimentos e a educação financeira é uma forma poderosa de apoiar o desenvolvimento da economia do nosso país e promover a autonomia dos cidadãos”.

Os investimentos e resgates do Tesouro Reserva são realizados por meio do app Investimentos BB, utilizando transação via Pix, o que simplifica o processo.

Tributação

O Tesouro Reserva segue as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto. Há incidência de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os rendimentos, no momento do resgate ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto.

Para aplicações resgatadas em até 30 dias, pode haver cobrança de IOF, que é também regressiva e zerada após esse período. A cobrança dos impostos é automática, feita pela instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil reforça sua participação no Desenrola Rural

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Agricultores familiares já podem regularizar seus débitos no Banco do Brasil por meio do Desenrola Rural. Anunciada na última semana, a nova etapa do programa amplia as possibilidades de renegociação e liquidação de débitos até 20 de dezembro de 2026, com oferta de descontos, prazos estendidos para pagamento e outras medidas de apoio financeiro aos produtores rurais.

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o Governo Federal, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados e a expectativa é que a nova fase do programa alcance mais 800 mil produtores, superando 1,3 milhão de beneficiados.

A iniciativa também contribui para fortalecer as atividades e cadeias produtivas, garantindo segurança alimentar e a geração de emprego e renda no campo. Considerando a importância da medida, o Banco do Brasil, principal parceiro da agricultura familiar, está participando ativamente do programa, reforçando seu compromisso histórico com o desenvolvimento dos produtores.

Condições diferenciadas

Os produtores que fazem parte do público-alvo do programa terão acesso a condições especiais para quitação ou renegociação de dívidas:

  1. Condições diferenciadas para liquidação ou renegociação de dívidas junto ao Banco do Brasil, observada a Políticas de Crédito e Cobrança do BB;
  2. Descontos de até 80% para liquidação ou renegociação de operações com risco integral do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), observados os saldos devedores das operações na data de liquidação;
  3. Descontos de até 70% para liquidação ou renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU);
  4. Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária – Incra (PNRA).

No Banco do Brasil, os clientes que possuam dívidas financeiras contabilizadas em prejuízo ou em atraso há mais de 180 dias, em operações contratadas com recursos e com risco integral do BB, deverão procurar os canais de atendimento do BB. Além da rede de agências, os produtores podem utilizar o app BB e o Internet Banking (www.bb.com.br/renegocie). Pelo WhatsApp BB, basta enviar uma mensagem com #renegocie para o número 61 4004 0001. Também é possível entrar em contato com a Central de Relacionamento pelos números 4004 0001 (Capitais) e 0800-729-0001 (demais regiões).

Clientes que possuam operações de Pronaf contratadas entre 1º/1/2012 e 31/12/2022 com recursos e risco integral do FCO, cujas parcelas tenham sido contabilizadas em prejuízo pelo Fundo até 05/05/2026 (data de publicação do Decreto nº 12.956), também poderão procurar o BB para liquidar ou renegociar as parcelas com descontos de até 80%, observados o somatório dos saldos devedores na data de liquidação.

Os agricultores familiares com dívidas inscritas na DAU deverão realizar a renegociação de seus débitos diretamente com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por meio da plataforma Regularize. Já para as dívidas de Crédito Instalação do PNRA, os beneficiários deverão procurar diretamente o Incra para quitação dos débitos com desconto.

Acesso ao crédito

Além da regularização de dívidas, o Desenrola Rural tem como objetivo impulsionar a concessão de novos financiamentos nas linhas Pronaf A, A/C e B com recursos do Tesouro Nacional ou Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), abrangendo os clientes com dívidas enquadráveis no Desenrola Rural ou aqueles que não possuam dívidas elegíveis, mas estejam inscritos nos cadastros privados de crédito, desde que o somatório dessas dívidas não ultrapasse R$ 20 mil.

Fonte: Banco do Brasil

BB oferece condições especiais para renegociação no Desenrola FIES

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O Banco do Brasil já disponibiliza as condições do Desenrola FIES, iniciativa do Governo Federal voltada à renegociação de dívidas de estudantes e egressos do ensino superior.

Com descontos que podem chegar a até 99% do valor total da dívida, o programa busca apoiar a recuperação financeira dos beneficiários e contribuir para a continuidade ou retomada de seus projetos educacionais e profissionais.

O Desenrola FIES permite a renegociação de contratos a partir de 13 de maio, beneficiando potencialmente mais de 808 mil estudantes com operações ativas no Banco do Brasil.

Para o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, a iniciativa reforça o papel da instituição no apoio às políticas públicas de educação. “O Banco do Brasil tem um compromisso histórico com a educação e com o desenvolvimento do País. Ao viabilizar o Desenrola Fies, contribuímos diretamente para que milhares de estudantes regularizem sua situação financeira e possam retomar seus projetos de vida, com mais segurança e dignidade”.

Condições de renegociação

As condições se aplicam a financiamentos contratados até o segundo semestre de 2017 e que se encontravam em fase de amortização em 4 de maio de 2026.

Entre os principais benefícios estão:

Estudantes adimplentes

  • desconto de 12% sobre o valor total da dívida (incluindo o principal), para pagamento à vista.

Estudantes inadimplentes

  • débitos vencidos e não pagos até 90 dias em 4 de maio de 2026: desconto de 12% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), para pagamento à vista;
  • débitos vencidos e não pagos entre 91 e 360 dias em 4 de maio de 2026: desconto de 100% sobre encargos (juros e multas) e de 12% sobre o valor principal para pagamento à vista; ou parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com desconto de 100% dos juros e multas, mantidas as demais condições do contrato;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias em 4 de maio de 2026 que estejam inscritos no CadÚnico: desconto de 92% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 5 anos em 4 de maio de 2026 que estejam inscritos no CadÚnico: desconto de 99% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias, em 4 de maio de 2026, que não se enquadrem na hipótese prevista nos dois itens anteriores: desconto de 77% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses.

Acesso e canais de contratação

A renegociação pode ser realizada de forma simples e segura pelo App BB (Soluções de Dívidas > Central de Renegociações > FIES), ou alternativamente, se o estudante não tiver acesso ao App, em uma agência do Banco do Brasil. Os estudantes terão até 31 de dezembro de 2026 para aderir às condições especiais.

A atuação do Banco do Brasil no Desenrola FIES reafirma seu compromisso com a execução de políticas públicas de educação e com a ampliação de oportunidades para a população brasileira, contribuindo para a redução do endividamento e para a promoção do desenvolvimento social e econômico. Confira mais informações sobre o Novo Desenrola em bb.com.br/desenrola e sobre o FIES em bb.com.br/desenrolafies.

Cuidados contra fraudes

O BB reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida.

Fonte: Banco do Brasil

BB tem novo diretor de Participações, Parcerias e Operações Societárias

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O Banco do Brasil comunicou ao mercado, na noite desta terça-feira, 12, a eleição de Gilmar Dalilo Cezar Wanderley para o cargo de diretor de Participações, Parcerias e Operações Societárias. O novo diretor ocupava anteriormente o cargo de gerente geral da Unidade de Participações e Parcerias Estratégicas, recentemente reestruturada em linha com a diretriz de fortalecimento da atuação do Banco na gestão estratégica de suas participações, no desenvolvimento de parcerias, sinergias intra‑conglomerado, no fomento de novos negócios e na geração de valor.

Gilmar é graduado em Ciências Econômicas, com especialização em Previdência Complementar e mestrado em Engenharia de Produção. Atua há mais de 22 anos no BB, com trajetória também na Previ, sendo responsável pelas atividades nas áreas de gestão de participações, renda variável, derivativos, alocação offshore, análise de empresas e operações de M&A.

Gilmar possui ainda experiência em conselhos de administração e fiscal, além de atuação em diretorias de empresas abertas e fechadas. Atualmente, é presidente do Conselho de Administração do BB-BI, conselheiro de administração da Livelo, diretor-presidente na Elopar e diretor do BB Marketplace.

Fonte: Banco do Brasil

Com R$ 2,2 bilhões, BB Seguridade tem lucro 11% maior no 1º trimestre

Publicado em: 07/05/2026

A BB Seguridade (BBSE3) teve lucro líquido ajustado de R$2,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11,2% sobre o desempenho obtido um ano antes, impulsionado em parte por melhora em resultado financeiro do grupo.

Analistas, em média esperavam lucro líquido de R$2,2 bilhões para a BB Seguridade, segundo dados da LSEG.

Em termos consolidados, a empresa teve resultado positivo de R$2,14 bilhões nos três primeiros meses do ano, ante R$1,96 bilhão um ano antes.

A companhia, braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, teve um resultado financeiro de R$507 milhões de janeiro ao final de março, correspondendo a 22,8% do lucro líquido e saltando 58,5% na comparação anual.

Segundo a empresa, a melhora no resultado financeiro ocorreu pela alta da taxa média Selic no período e redução do custo do passivo da Brasilprev, que foi favorecido pela deflação do IGP-M.

A BB Seguridade afirmou no balanço que os prêmios emitidos pela Brasilseg no primeiro trimestre ficaram dentro das estimativas para o ano e reservas de previdência PGBL e VGBLda Brasilprev variaram em linha com os intervalos das estimativas do grupo para 2026.

A Brasilseg apurou queda de 2,3% nos prêmios emitidos ante uma previsão para o ano de queda de 3% a alta de 2%. A sinistralidade foi de 23,9%, queda de 2,2 pontos percentuais sobre o primeiro trimestre do ano passado.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil realiza 1,8 mil renegociações no primeiro dia do Desenrola

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Nesta quarta-feira, 6 de maio, primeiro dia de renegociações pelo Novo Desenrola, o Banco do Brasil realizou 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do Programa do Governo Federal. As operações somam cerca de R$ 3 milhões.

A instituição oferece ainda condições especiais de renegociação para clientes com outros perfis, que firmaram 10,1 mil novos acordos no mesmo dia; o montante total chega a R$ 94,8 milhões. Com o anúncio do Programa e a maior interesse pelos clientes, o BB notou um aumento significativo na procura durante esta semana. Para se ter uma ideia, a quantidade de renegociações, considerando todos os públicos, saltou 87% na comparação com o início da semana passada.

O BB oferece a seus clientes a possibilidade de renegociar dívidas diretamente pelo WhatsApp oficial do BB (61 4004-0001), com descontos que podem chegar a 90%, além de condições facilitadas de pagamento.

A partir do contato pelo WhatsApp, com uso da senha pessoal, a renegociação pode ser concluída ali mesmo, de forma ágil. E os clientes ainda contam com atendimento especializado realizado por atendentes da Central de Relacionamento BB, garantindo suporte humano durante todo o processo de negociação, de forma simples, segura e digital, aos clientes que precisarem de consultoria específica. O BB oferece ainda o acesso às negociações por outros canais, como o aplicativo da instituição, Internet Banking, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.

O Banco do Brasil incentiva hábitos financeiros mais saudáveis e reafirma seu papel como agente de desenvolvimento econômico e social, oferecendo soluções responsáveis que apoiam a regularização de dívidas, a recuperação do equilíbrio financeiro e o planejamento do futuro com mais segurança.

Cuidados contra fraudes

O Banco do Brasil reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais do BB, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida contra tentativas de fraude.

Fonte: Banco do Brasil

BB, em parceria com Aprova, impulsiona a digitização na gestão pública

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O Banco do Brasil, em parceria com a govtech Aprova, apresenta os primeiros resultados da implantação da solução BB Governo Digital, plataforma integrada para gestão e automação de processos do setor público que centraliza análises, autorizações, assinaturas e cobranças em um único ambiente digital, com elevado padrão de segurança, conformidade jurídica e governança. A solução visa apoiar gestores públicos na tomada de decisão e no controle dos fluxos administrativos.

Um dos municípios participantes do piloto é Ipatinga (MG), que já passou a operar com um sistema 100% digital de gestão pública. Processos que antes dependiam da circulação física de documentos entre secretarias passaram a tramitar de forma totalmente digital na plataforma, que oferece automação, inteligência artificial, rastreabilidade completa, padronização de fluxos e análise em tempo real.

Os resultados mostram que, além de melhorar a eficiência dos serviços públicos, a plataforma também auxilia na conservação ambiental:

  • 700 mil páginas não impressas mensalmente;
  • Redução de 42 toneladas de papel utilizadas por ano;
  • Redução de custos operacionais e de insumos;
  • Alinhamento à agenda de sustentabilidade e ESG;
  • Redução do prazo de processamento dos documentos de 5 a 20 dias para poucas horas e, em alguns casos, poucos minutos.

A população de Ipatinga também passou a se beneficiar da digitalização de documentos. Os cidadãos passaram, por meio da plataforma, a abrir e a acompanhar protocolos sobre serviços públicos de forma on-line, pelo celular ou computador, acompanhando todas as etapas do processo sem filas ou deslocamentos.

O projeto rendeu à cidade a Medalha Pan-Americana da Inovação, na Expo BH Cidades Inteligentes (Fórum Pan-americano da Inovação), evento realizado em 8 de abril, com projeção desse reconhecimento para a etapa Global, a ser realizada no mês de maio, em Boston.

Em Formiga (MG), a plataforma foi responsável pela economia de R$ 18 mil mensais para os cofres públicos e liberação de 125 horas de trabalho (que chegará a 300h/mês). Já em Uberaba (MG), os números projetam economia anual na ordem de R$ 3,5 milhões e 28 toneladas de papel fora de circulação.

A experiência em Minas Gerais mostra que a solução BB Governo Digital tem potencial para ser replicada em municípios de diferentes portes, aproveitando a capilaridade e a atuação histórica do Banco do Brasil com os entes públicos.

“Ao apoiar a transformação digital de processos administrativos, o Banco do Brasil reafirma seu compromisso com a inovação responsável, contribuindo para uma gestão pública mais eficiente, transparente e alinhada às necessidades do cidadão. A solução BB Governo Digital fortalece a atuação do BB como indutor de modernização do estado brasileiro, colocando a tecnologia a serviço da boa governança e da entrega de valor público”, afirma Michele Azevedo Alencar, gerente geral de estratégia de Governo do Banco do Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

BB inaugura sala vip em Cumbica de olho no público de alta renda

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O Banco do Brasil inaugurou seu espaço VIP no Aeroporto de Guarulhos (Cumbica), seguindo os passos dos bancos privados, como Bradesco, Nubank e C6, que abriram suas próprias salas, em uma acirrada disputa pelos clientes de mais alta renda.

No BB, a sala terá funcionamento 24 horas, sete dias por semana e é voltada a clientes que têm “cartões premium” do banco, de acordo com comunicado à imprensa. “A iniciativa reforça o posicionamento da marca no relacionamento com o público de alta renda.”

O espaço VIP do banco recebeu o nome de “Casa BB”, tem capacidade para atender até 320 pessoas simultaneamente e fica no terminal 3, de embarques internacionais, onde estão a maioria dessas salas.

“O Banco do Brasil avança estrategicamente na corrida dos cartões premium ao reforçar sua proposta de valor baseada em diferenciação, experiências exclusivas e relacionamento”, comenta o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, na nota à imprensa.

Além do BB, o Itaú está para inaugurar uma sala VIP própria em Guarulhos. Nos últimos meses, tem havido uma corrida dos bancos por espaços no aeroporto, que é o maior da América Latina, e por onde passaram mais de 47 milhões de passageiros em 2025, recorde histórico.

O Nubank inaugurou no começo de 2025 sua sala VIP para clientes de alta renda do segmento Ultravioleta, enquanto o C6 abriu um espaço para os clientes do segmento Carbon, também para os mais endinheirados. O BTG foi além e construiu seu próprio terminal em Guarulhos. Já o Bradesco tem feito salas VIPs não só em Guarulhos, mas em vários aeroportos, como em Congonhas, não só para voos internacionais, mas para passageiros domésticos também.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Banco deve suspender encargos controvertidos em contratos de crédito rural

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Produtora rural obteve, na Justiça, a suspensão imediata da exigibilidade de encargos controvertidos em contratos de crédito rural firmados com o Banco do Brasil.

A decisão é da juíza de Direito Lília Maria de Souza, da 22ª vara Cível de Goiânia/GO, que concedeu tutela de urgência e determinou, ainda, que a instituição financeira se abstenha de negativar o nome da autora. Caso a inscrição já tenha ocorrido, o banco deverá providenciar a exclusão no prazo de 10 dias, sob pena de multa diária.

Entenda o caso

A produtora rural ajuizou ação revisional alegando manter longa relação contratual com o banco, envolvendo diversas operações de crédito rural.

Segundo sustentou, houve cobrança reiterada de encargos ilegais, como juros acima do limite de 12% ao ano, juros moratórios superiores ao permitido, além de venda casada de seguros e operações de refinanciamento sucessivas (“mata-mata”).

Diante do agravamento da situação financeira e da negativação da conta bancária, a cliente reiterou o pedido de tutela de urgência para suspender as cobranças e impedir novas restrições de crédito.

Suspensão

Ao analisar o pedido, a juíza entendeu estarem presentes os requisitos do art. 300 do CPC.

Quanto à probabilidade do direito, destacou que a autora apresentou documentação robusta, incluindo contratos e laudo técnico que indicam possíveis ilegalidades, como a cobrança de juros acima do limite legal em operações de crédito rural.

A magistrada também mencionou entendimento consolidado do STJ no sentido de que, na ausência de fixação pelo Conselho Monetário Nacional, os juros nessas operações devem respeitar o teto de 12% ao ano, além da possibilidade de revisão de contratos renegociados ou quitados.

Quanto ao perigo de dano, a juíza ressaltou que a negativação já efetivada e a continuidade das cobranças configuram prejuízo concreto e de difícil reparação, com impacto na reputação econômica e na capacidade financeira da autora.

Assim com base nesses fundamentos, determinou:

  • a suspensão da exigibilidade dos encargos que excedam os limites legais, incluindo juros e tarifas questionadas;
  • a proibição de negativação do nome da autora;
  • a exclusão de eventual inscrição em cadastros restritivos no prazo de 10 dias;
  • multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a 30 dias em caso de descumprimento.

Para o advogado que atua no caso, Leandro Marmo, especialista em Direito do Agronegócio da banca João Domingos Advogados, a liminar “é um marco na defesa do produtor rural contra o sufocamento financeiro imposto por instituições bancárias. O reconhecimento pela Justiça de que os juros no crédito rural devem se limitar a 12% ao ano freia imediatamente essas cobranças milionárias abusivas, garantindo a continuidade da produção no campo”.

Fonte: Migalhas