Pressão da inadimplência sobre BB sobe; banco é o mais afetado

Publicado em: 10/09/2026

O impacto da inadimplência no resultado dos bancos cresceu no 2º trimestre de 2026. O Banco do Brasil é disparado o mais afetado. A instituição passa por uma piora na qualidade de sua carteira de crédito, puxada principalmente pelo agronegócio, mas outras áreas também começam a mostrar deterioração mais evidente.

A inadimplência acima de 90 dias chegou a 5,6% no 2º trimestre de 2026, ante 4% um ano antes. No agronegócio, no mesmo período, passou de 3,2% um ano antes para 6,3% em junho.

O aumento das dívidas também atinge as pessoas físicas com mais força. A inadimplência acima de 90 dias passou de 6,8% no 1º trimestre para 8,4% no 2º trimestre de 2026. Há um ano, o indicador era de 5,6%.

Para o especialista em investimentos e sócio da Anvex Capital, Fernando Benavenuto, esse é o desenvolvimento mais relevante do último balanço do banco.

“Se o estresse inicial teve origem no agronegócio, os dados mais recentes mostram uma deterioração que já extrapolou esse segmento e alcançou a pessoa física de forma expressiva. agro foi o gatilho, mas o problema hoje é sistêmico dentro da carteira, o que torna a normalização mais dependente do ciclo macro”, afirmou ao Poder360.

O Citi reduziu sua estimativa de lucro do BB para 2027, de R$ 18 bilhões para R$ 16,6 bilhões depois dos resultados do 2º trimestre.

Já a XP avaliou que o banco entregou um resultado acima do esperado, mas as tendências de crédito continuam desafiadoras, enquanto o Safra disse que a melhora do lucro não foi suficiente para indicar uma recuperação sustentável.

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre de 2026. O resultado representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025 e de 13,9% ante o 1º trimestre deste ano.

ELEIÇÃO AUMENTA INCERTEZA

A deterioração da carteira do Banco do Brasil acontece em paralelo às incertezas eleitorais que afetam a Bolsa, mas sobretudo papéis ligados ao governo.

De acordo com Benavenuto, o BB carrega um prêmio de risco político estrutural. Ser uma instituição de controle estatal o expõe a um risco específico de governança. Há um temor de que “as decisões de crédito, especialmente em segmentos sensíveis como o agronegócio, sejam influenciadas por agenda de política pública em vez de critério estritamente econômico”.

A questão ajuda a explicar por que a ação negocia a um “múltiplo deprimido”, bem abaixo do seu valor patrimonial, na visão do especialista da Anvex Capital.

PROVISIONAMENTO DEVE CRESCER

Entre os grandes bancos, Itaú, Santander e Bradesco, o Banco do Brasil é a instituição com maior valor provisionado no 2º trimestre, R$ 18,5 bilhões, alta de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O percentual de crescimento do montante reservado para cobrir maiores perdas só não foi maior que o do Bradesco, que elevou o valor em 23,5% na base anual.

O diretor da NRP Agro, Vicente Zotti, avalia que o aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio vai pressionar ainda mais os bancos nos próximos meses, com reflexos em maior inadimplência e aumento de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos).

A expectativa é que produtores rurais e empresas do setor intensifiquem os pedidos de recuperação judicial a partir de setembro.

A MP 1.376, publicada em julho, não deve trazer grandes mudanças para o cenário. O texto autoriza a criação de linhas especiais de crédito para renegociar e amortizar dívidas rurais.

Entretanto, para Zotti, a medida enfrenta limitações operacionais e exige mais provisionamento dos bancos, o que pode restringir o número de produtores beneficiados.

O BB projeta provisões de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões no ano.

BOLA DE NEVE NO AGRO

Para Zotti, a piora é resultado da combinação de margens mais apertadas no campo desde a temporada 2022/23, juros elevados e maior dificuldade de acesso ao crédito a partir de 2025.

Segundo Zotti, a elevação dos juros criou um efeito de “bola de neve” sobre as dívidas. Cerca de 80% dos produtores trabalham com algum nível de financiamento.

Com o aumento do custo do crédito e o estreitamento das margens, o produtor passou a tomar mais recursos para pagar vencimentos anteriores, juros e os custos de uma nova safra. Na avaliação do especialista, esse processo aumentou o endividamento e, posteriormente, a inadimplência.

EL NIÑO AUMENTA RISCOS

Zotti também considera o El Niño um fator de risco para a inadimplência, principalmente entre produtores do Centro-Oeste, Matopiba (áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), Rio Grande do Sul e Paraná.

Segundo ele, o fenômeno aumenta o risco de extremos climáticos, com períodos de falta ou excesso de chuvas. Uma eventual quebra de safra ou redução da produtividade pode comprometer a geração de caixa dos produtores e dificultar o pagamento das dívidas.

ESTRUTURA DE CAPITAL

O índice de capital principal do Banco do Brasil caiu para 11,27% no 2º trimestre, ante 11,59% no trimestre anterior. O indicador mede a capacidade do banco de absorver perdas com recursos próprios e funciona como um colchão de segurança.

Embora ainda esteja acima do mínimo regulatório, a queda preocupa porque, se a inadimplência continuar avançando, o BB terá de aumentar as provisões para cobrir possíveis calotes. Isso reduz o lucro disponível para reforçar o capital e pode limitar a expansão do crédito e o pagamento de dividendos.

O Citi, por exemplo, avalia que o mercado pode estar subestimando os riscos sobre o capital do BB.

O mercado não descarta, mas acha difícil um aumento de capital do banco, que é quando sócios ou acionistas colocam mais recursos em uma empresa para reforçar sua estrutura financeira, geralmente com a emissão de novas ações.

Segundo Xavier, “captar dinheiro no mercado tende a ser uma medida que causa um certo temor sobre a saúde do banco, como se fosse algo desesperador. A princípio, parece fazer sentido ajustar a distribuição de proventos, trocar o perfil da concessão de crédito e negociar com os inadimplentes para diminuir os possíveis danos causados”.

Fonte: Poder 360

Banco do Brasil libera R$ 360 milhões para a Cassi

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A CASSI recebeu, no dia 3 de setembro, um aporte de R$ 360 milhões do Banco do Brasil. O recurso foi liberado após o Banco deferir a solicitação da Diretoria Executiva da CASSI e as condições serem aprovadas no Conselho Deliberativo, no contexto das discussões sobre sua situação financeira.

A medida atende a uma necessidade imediata de caixa e representa um passo importante para a CASSI. Com o aporte, a Caixa de Assistência ganha maior fôlego financeiro para cumprir suas obrigações enquanto avançam as discussões sobre custeio e sustentabilidade.

A situação da CASSI vem sendo acompanhada de perto pela ANABB e é tema de uma série de vídeos conduzida pelo presidente Valmir Camilo, dentro da iniciativa ANABB Debate CASSI. No vídeo publicado ontem, Valmir já havia destacado a importância de conciliar medidas para o presente com a construção de soluções de longo prazo.

“Nosso objetivo é encontrar uma solução que dê segurança à CASSI no presente e, ao mesmo tempo, permita construir uma instituição cada vez mais sólida e sustentável para o futuro”, afirmou.

O aporte de R$ 360 milhões ajuda a atender à necessidade mais imediata de caixa, mas não encerra as discussões sobre os desafios estruturais da CASSI. A construção de uma solução sustentável de longo prazo permanece como ponto central das tratativas entre o Banco do Brasil, a Caixa de Assistência e as entidades representativas.

Para a ANABB, o recurso cria melhores condições para a continuidade desse diálogo, com foco no fortalecimento da CASSI e na preservação de seu papel junto a funcionários da ativa, aposentados e pensionistas do Banco do Brasil.

A Associação seguirá acompanhando as negociações e mantendo os associados informados sobre os próximos passos.

Fonte: ANABB

O que o faz o Banco do Brasil continuar colocando dinheiro na Argentina

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Enquanto o mercado discute a capacidade de capital do Banco do Brasil (BBAS3), o banco estatal decidiu dar um sinal em outra direção: em vez de reduzir sua exposição à Argentina, está colocando mais dinheiro no país.

A movimentação vem por meio do Banco Patagonia, instituição argentina controlada em cerca de 80% pelo BB, que acertou a aquisição de parte do negócio de varejo do Banco Industrial (Bind).

A operação adicionará cerca de 200 mil clientes e 28 agências à estrutura do Patagonia, ampliando sua presença em algumas das principais regiões urbanas e produtivas da Argentina.

O valor oficial da transação não foi divulgado. Segundo estimativas da imprensa argentina, porém, o negócio teria sido fechado por aproximadamente US$ 60 milhões, o equivalente a cerca de R$ 306 milhões no câmbio atual.

Procurado pelo Seu Dinheiro, o BB não retornou os pedidos de comentário até o momento da publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Mais do que o tamanho da operação, porém, o movimento chama atenção pelo recado que passa sobre o papel que o Banco do Brasil enxerga para o Patagonia.

Em relatório, o Citi avalia que a contribuição financeira da aquisição é relativamente pequena, mas que a decisão de alocar capital adicional na Argentina tem uma importância estratégica maior.

Na leitura dos analistas, o negócio sugere que o Patagonia está sendo tratado como uma plataforma de crescimento pelo BB — e não como uma possível fonte de capital para a matriz.

Os detalhes da aposta do Banco do Brasil na Argentina

O acordo prevê a transferência de determinados ativos e passivos relacionados à operação de varejo do Bind, incluindo agências, funcionários, clientes, contas e produtos financeiros.

Ao todo, 28 agências do banco argentino passarão para o Patagonia. A unidade localizada na Avenida Santa Fe 880, em Buenos Aires, ficou de fora da operação e permanecerá sob titularidade e operação do Bind.

É importante destacar que o Patagonia não está comprando o Bind inteiro. O acordo envolve uma parcela específica da operação, concentrada principalmente na banca de varejo.

Com a transação, o banco controlado pelo BB deverá incorporar aproximadamente 200 mil clientes e ampliar sua rede física em diferentes pontos do país. O Patagonia já possui mais de 1 milhão de clientes e mais de 200 pontos de atendimento na Argentina.

A operação também inclui a transferência dos funcionários vinculados às agências envolvidas.

Segundo informações do Valor Econômico, as instituições criaram um comitê de transição para conduzir a migração, que ainda depende das aprovações regulatórias e tem conclusão prevista para o início de 2027.

Do outro lado, o Bind deve usar a operação para concentrar recursos em outras frentes.

De acordo com o jornal, o banco manterá sua atuação corporativa e pretende reforçar negócios como gestão de caixa, investimentos, pagamentos e banking as a service (BaaS), modelo em que presta infraestrutura financeira para outras empresas.

Aliás, o Bind é parceiro do Banco Inter, que anunciou o início de sua operação na Argentina na última terça-feira (8).

O que dizem os analistas

Para o Citi, a operação ganha relevância justamente porque acontece em um momento em que as discussões sobre capital do Banco do Brasil ganharam força.

Na avaliação do banco norte-americano, a aquisição indica que o BB está confortável em continuar destinando recursos à operação argentina, em vez de enxergar o Patagonia como uma alternativa para liberar dinheiro.

“Em um momento em que as discussões sobre capital ganharam relevância para o Banco do Brasil, a aquisição sugere que o Patagonia é visto como uma plataforma de crescimento, e não como uma potencial fonte de capital”, afirmam os analistas.

Isso reduz, na visão do Citi, a probabilidade de que o Banco Patagonia seja usado como uma ferramenta evidente de gestão de capital, seja por meio de dividendos extraordinários, venda de participação ou outras iniciativas de otimização do balanço.

Além do componente estratégico, o Citi vê fundamentos financeiros positivos por trás da aquisição.

Segundo os analistas, os indicadores independentes do Bind apontam para uma franquia de varejo com baixa inadimplência e retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 17,1%.

Para efeito de comparação, o Banco Patagonia apresenta inadimplência de 3% e ROE de 8,7%.

A aquisição também não representa uma aposta que, em tese, comprometa de forma relevante o capital do Patagonia: o valor da operação equivale a menos de 5% de seu patrimônio líquido e a menos de 7% de seu capital regulatório excedente, segundo as estimativas do Citi.

Pelos cálculos do banco, o negócio teria sido fechado por aproximadamente 1,1 vez o valor patrimonial (P/BV), um múltiplo considerado razoável para uma operação de varejo lucrativa, com qualidade de ativos e uma rede de distribuição já estabelecida.

Fonte: Seu Dinheiro

Pequenos e médios produtores do ES terão fatia de crédito do BB maior que no país

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O Espírito Santo terá R$ 4,8 bilhões em crédito do Banco do Brasil para financiar a safra 2026/2027. Os valores atendem desde a agricultura familiar até o agronegócio empresarial, incluindo associações e cooperativas agrícolas. Desse total, um terço será destinado a pequenos e médios produtores, participação maior do que a prevista na distribuição dos recursos em nível nacional.

Serão R$ 1,6 bilhão para esse grupo no Estado (33%), contra R$ 40 bilhões dos R$ 210 bilhões previstos pelo banco para pequenos e médios produtores em todo o país, o equivalente a 19%.

Para a agricultura empresarial, serão R$ 3,2 bilhões disponibilizados para financiamentos.

Segundo o superintendente de Varejo do Espírito Santo, Helton Faria Leite, existe um direcionamento macro do governo federal para a distribuição do financiamento para a safra. “Mas o Banco do Brasil tem autonomia para realizar uma melhor distribuição que respeita a faixa de receita bruta da produção anual desses produtores. Nacionalmente, até 20% vai somente para pequenos e médios produtores rurais, mas depende da região”, explicou Leite.

Confiança

Um dos motivos dessa reorganização nos aportes dos recursos do Plano Safra, dentro do Banco do Brasil, passa pelo processo de análise de produção e eficiência do produtor rural, incluindo fiscalização feita pelo banco para acompanhar a evolução desse produtor.

“A partir desse levantamento, a gente garante a alocação do recurso para melhor atender quem está mais apto para o financiamento”, aponta o superintendente.

E, além dos dados de cadastro, o que também faz a diferença nessa alteração percentual, segundo Leite, é o relacionamento que o banco constrói com os produtores. “Isso nos permite oferecer políticas efetivas para o financiamento e, assim, melhorar o atendimento desses clientes”, explica.

Essa relação de confiança também é reforçada pela adimplência que o setor oferece ao quitar o financiamento. Segundo o superintendente, 95% da carteira concedida ao agro, no Espírito Santo, está com o pagamento do financiamento em dia. “É o que acontece, por exemplo, com os financiamentos no setor do café. O último ciclo concedido tem praticamente 95% desse financiamento adimplente no BB”, pontua Leite.

O volume destinado para o financiamento da safra 2026/2027 contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além do fortalecimento da agricultura familiar. Esses recursos atenderão produtores rurais de diferentes portes e segmentos, de acordo com o Banco do Brasil.

Fonte: A Gazeta

BB e BEI: € 250 milhões para ampliar empreendedorismo feminino na Amazônia Legal

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O Banco do Brasil e o BEI Global, agência de desenvolvimento do Banco Europeu de Investimento (BEI), celebram o acordo de financiamento de 250 milhões de euros destinados a apoiar mulheres empreendedoras na região amazônica. A intenção do negócio teve início durante a COP30, realizada em Belém do Pará, e chega agora à formalização do acordo.

A expectativa é beneficiar 50 mil empreendedoras, fortalecendo sua autonomia econômica, promovendo a geração de empregos e ampliando a inclusão financeira em áreas historicamente menos atendidas. A parceria também contribuirá para o desenvolvimento econômico local mais inclusivo e sustentável, além de ampliar o acesso ao crédito de longo prazo e prazos mais adequados às realidades financeiras das beneficiárias finais.

“O Banco do Brasil tem o compromisso de contribuir para uma transição justa e inclusiva, que combine desenvolvimento econômico, conservação ambiental e redução das desigualdades. Esta parceria fortalece ainda mais nossa atuação na Amazônia Legal, que teve início há alguns anos com os Hubs de Sociobioeconomia. Proporcionar acesso a crédito às mulheres empreendedoras permite impactar positivamente as comunidades locais e o futuro do planeta. A parceria com o BEI também reforça o papel do BB como um importante catalizador de políticas sustentáveis de desenvolvimento e de cooperação internacional”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente do Banco do Brasil.

A transação reforça o “Acordo Verde” UE-Brasil e os compromissos brasileiros no âmbito do Acordo de Paris, firmado em 2015, para combater as mudanças climáticas.

Ioannis Tsakiris, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento, afirma que “esta operação é um exemplo poderoso de como a estratégia Global Gateway da União Europeia pode gerar impactos concretos. Juntamente com o Banco do Brasil, estamos ajudando a mobilizar microcrédito para microempresas lideradas e pertencentes a mulheres na Amazônia, dos quais 250 milhões serão aportados pelo BEI. Ao apoiar cerca de 50 mil mulheres empreendedoras, estamos promovendo crescimento econômico inclusivo e fortalecendo a parceria estratégica entre a União Europeia e o Brasil”.

Para o Banco do Brasil, a operação reforça a estratégia de ampliação dos negócios sustentáveis e o compromisso assumido na Agenda 30 BB. Em junho de 2026, a carteira sustentável do Banco alcançou saldo de R$ 431,5 bilhões, com a meta de alcançar saldo de R$ 500 bilhões até 2030.

Global Gateway
O Global Gateway é a proposta positiva da UE para reduzir a disparidade global de investimentos e impulsionar conexões inteligentes, limpas e seguras nos setores digital, de energia e transporte, além de fortalecer os sistemas de saúde, educação e pesquisa. A estratégia Global Gateway incorpora uma abordagem da Equipe Europa que reúne a União Europeia, os Estados-Membros da UE e as instituições europeias de financiamento ao desenvolvimento. Juntos, pretendem mobilizar até 300 bilhões de euros em investimentos públicos e privados de 2021 a 2027, criando vínculos essenciais em vez de dependências, e eliminando a lacuna global de investimentos.

Sobre o BEI Global
O BEI Global é o braço especializado do Grupo BEI dedicado a aumentar o impacto das parcerias internacionais e do financiamento do desenvolvimento. O Banco Europeu de Investimento (BEI) é a instituição de crédito de longo prazo da União Europeia, detida pelos seus Estados-Membros. O BEI financia investimentos em oito prioridades fundamentais que apoiam os objetivos políticos da UE: ação climática e ambiente, digitalização e inovação tecnológica, segurança e defesa, coesão, agricultura e bioeconomia, infraestruturas sociais, uma Europa mais forte num mundo mais pacífico e próspero e a união dos mercados de capitais europeus. O Brasil é o maior beneficiário do financiamento do BEI na América Latina.

Fonte: Banco do Brasil

Com Nota Digital, BB amplia atuação no mercado de ativos digitais

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O Banco do Brasil participou, como investidor por meio da tesouraria proprietária, da emissão de uma Nota Estruturada Digital Nativa (Digitally Native Structured Note), no valor de US$ 5 milhões, emitida pelo Citigroup Global Markets Funding Luxembourg S.C.A. na plataforma Digital Financial Market Infrastructure (D-FMI) da Euroclear, uma das principais infraestruturas globais de mercado financeiro. Trata-se da primeira operação deste tipo na América Latina. O Citi Issuer Services, por meio de sua franquia em Londres (Citibank N.A. London Branch), atuou como Agente de Emissão e Pagamento da nota.

Diferentemente de uma nota tradicional, que depende de múltiplos sistemas, intermediários e processos sequenciais, a nota digital é emitida, registrada e administrada em uma infraestrutura baseada em tecnologia blockchain. Esse modelo permite maior integração entre os participantes, redução de etapas operacionais, mais transparência e rastreabilidade das transações, além de potencial para processos de liquidação, reconciliação e administração do ativo mais ágeis e eficientes.

Ao participar da operação, no último dia 19, o BB reforça seu compromisso com a inovação e com o acompanhamento das transformações que vêm moldando o futuro do setor. A iniciativa está alinhada à estratégia do Banco de avaliar novas tecnologias e modelos de infraestrutura capazes de contribuir para a modernização do sistema financeiro e para o desenvolvimento de novos produtos e serviços destinados a investidores institucionais.

“Acreditamos que a digitalização dos mercados financeiros representa uma tendência estrutural de longo prazo. Iniciativas como esta contribuem para a construção dos padrões, da governança e da infraestrutura que poderão sustentar uma nova geração de ativos digitais, ampliando a eficiência dos mercados e promovendo inovação com segurança e robustez operacional”, afirma Franscisco Lassalvia, vice-presidente de Atacado do Banco do Brasil.

“A emissão mais recente da nossa Nota Estruturada Digital Nativa reforça o papel que o Citi está desempenhando na aceleração do crescimento dos mercados de capitais digitais. O uso da Tecnologia de Registro Distribuído (Distributed Ledger Technology) nos mercados de capitais está resultando em maior eficiência, transparência e acessibilidade para os investidores, e continuamos comprometidos em liderar o desenvolvimento de modelos novos e transformadores que impulsionem os mercados financeiros globais”, acrescenta Roksolana Dushynska, gerente de Estruturação de Renda Variável para Emissões de Global Markets (Global Markets Issuance Equity Structuring) do Citi.

A utilização de plataformas digitais para emissão e liquidação de instrumentos financeiros tem atraído crescente atenção de reguladores, instituições financeiras e investidores ao redor do mundo. A tecnologia permite a digitalização nativa dos ativos, reduzindo etapas operacionais, aumentando a rastreabilidade das transações e criando bases para novos modelos de negociação, liquidação e gestão de ativos.

A iniciativa reforça o posicionamento do BB como uma das principais instituições financeiras da América Latina na adoção de soluções inovadoras e na promoção do desenvolvimento sustentável e tecnológico do sistema financeiro.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil dá início à tokenização do crédito imobiliário

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O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, Ailos, Sicoob, Sicredi e Unicred e com o Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para desenvolver, em conjunto, soluções para digitalizar as jornadas do crédito imobiliário. A iniciativa prevê maior integração entre instituições financeiras e registradores por meio do uso de tecnologia blockchain, permitindo a tokenização da jornada do crédito imobiliário.

Com a assinatura do ACT, as instituições participantes darão início ao detalhamento das jornadas de negócio, à definição dos modelos de integração entre os diversos agentes do ecossistema e das soluções tecnológicas necessárias para viabilizar a solução. O objetivo é construir, de forma colaborativa, uma infraestrutura digital baseada em blockchain capaz de suportar a tokenização da jornada do crédito imobiliário.

“Este acordo impulsiona a modernização mercado imobiliário brasileiro, utilizando novas tecnologias para reduzir fronteiras, integrar jornadas e melhorar a experiência dos clientes das instituições envolvidas. A tokenização viabiliza a integração de processos, gera mais eficiência, segurança, rastreabilidade e valor ao mercado”, afirma Julierme de Souza, gerente geral de tecnologia do BB.

Os testes terão início previsto para março de 2027, marcando uma importante evolução na eficiência operacional do ecossistema. O projeto busca fortalecer a interoperabilidade entre os participantes, proporcionar uma experiência mais simples aos clientes e reduzir os prazos necessários para registro e pagamento das operações.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil amplia segurança nas ligações com Origem Verificada

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Os clientes do Banco do Brasil contam agora com um novo recurso para identificação de chamadas realizadas pelo BB. As ligações realizadas pelo Banco por meio do número 4003-3001, utilizadas por agências, escritórios de negócios, Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), centrais de relacionamento Banco do Brasil (CRBBs) e outras áreas de atendimento, passam a exibir na tela do celular uma identificação que confirma a origem da chamada.

A iniciativa utiliza a tecnologia Origem Verificada, desenvolvida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que valida a autenticidade dos números utilizados nas ligações telefônicas em tempo real. O objetivo é contribuir para o combate a fraudes telefônicas e chamadas automatizadas indevidas, conhecidas como robocalls.

Com a solução, o número utilizado pelo Banco recebe uma assinatura digital que comprova sua autenticidade. Antes da ligação chegar ao destinatário, a operadora realiza a verificação dessa assinatura. Quando o processo é validado, o aparelho exibe a identificação de que a chamada foi originada pelo Banco do Brasil.

O telefone segue sendo um dos principais canais de relacionamento do Banco do Brasil com seus clientes. Em 2025, foram registradas, em média, 2,3 milhões de chamadas receptivas por mês, realizadas pelos clientes para o Banco, e 1,5 milhão de chamadas ativas mensais, originadas pelo BB. Nos testes da funcionalidade Origem Verificada, a identificação das chamadas contribuiu para um aumento de cerca de 30% na taxa de atendimento.

O recurso é gratuito para os clientes e não exige instalação de aplicativos adicionais. É indicado que os aparelhos estejam conectados às redes 4G ou 5G, para o pleno funcionamento da tecnologia. As informações exibidas durante a chamada podem variar de acordo com o modelo do aparelho celular e a operadora utilizada pelo cliente.

O Banco do Brasil não solicita instalação de aplicativos, acesso a sites externos, senhas, códigos de autenticação, dados pessoais ou acesso remoto ao celular dos clientes durante ligações telefônicas. Em caso de dúvida sobre a autenticidade de um contato, a orientação é encerrar a chamada e procurar os canais oficiais do Banco.

Para evitar fraudes, o Banco do Brasil orienta os clientes a utilizarem apenas os canais oficiais de atendimento: 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades). O número 4004-0001 é exclusivamente receptivo; se ele aparecer como originador de uma ligação, o cliente deve desconfiar e encerrar o contato.

Fonte: Banco do Brasil

MPMA aciona BB por regularização de atendimento em Alcântara

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O Ministério Público do Maranhão, por meio da Promotoria de Justiça de Alcântara, ingressou, no dia 3 de setembro, com uma Ação Civil Pública contra o Banco do Brasil, na qual cobra o restabelecimento de serviços bancários básicos no município. Os atendimentos estão comprometidos desde maio, quando houve o desabamento parcial de uma das paredes do imóvel que abrigava a única agência bancária existente em Alcântara.

Desde maio, o MPMA está em contato direto com o Banco do Brasil para solucionar o problema. A instituição bancária disponibilizou um “ponto de apoio” em Alcântara, mas as demandas dos consumidores não têm sido atendidas. O banco não disponibiliza dinheiro suficiente e as condições estruturais não permitem o atendimento regular da grande quantidade de pessoas que dependem do serviço.

As dificuldades enfrentadas pela população foram agravadas pela paralisação, neste mesmo período, da única casa lotérica existente no município de Alcântara.

De acordo com o promotor de justiça Raimundo Nonato Leite Filho, a grave situação tem levado boa parte da população a precisar se deslocar a municípios vizinhos, inclusive idosos e pessoas com deficiência. Outro ponto de preocupação são os impactos ao comércio local, diante da diminuição de circulação de moeda no município.

Em resposta oficial à Promotoria, encaminhada em 18 de agosto, a área técnica do Banco do Brasil informou que a elaboração do projeto executivo de recuperação da agência foi contratada, mas o prazo para conclusão das obras vai até março de 2027.

“A interrupção das operações essenciais de uma agência bancária – única existente no município – por um período de cerca de 10 meses, sem que se assegure à população alternativa funcional equivalente, viola frontalmente a boa-fé objetiva, a função social do contrato e a própria dignidade da pessoa humana”, aponta, na Ação, Raimundo Nonato Leite Filho.

LIMINAR

O Ministério Público do Maranhão requer que a Justiça conceda Liminar determinando que o Banco do Brasil disponibilize, em até 30 dias, uma solução emergencial que assegure à população o acesso a operações de saque e depósito, seja por meio do reforço da estrutura temporária existente ou por outro meio. Em caso de descumprimento da determinação, foi pedida a aplicação de multa diária não inferior a R$ 5 mil.

Outro pedido é para que seja fixado prazo máximo e improrrogável de 60 dias para a plena conclusão das obras e o integral restabelecimento do funcionamento da agência do Banco do Brasil em Alcântara, com todas as operações essenciais, sob pena de multa de, pelo menos, R$ 10 mil por dia de descumprimento da decisão.

Fonte: CCOM-MPMA

Proposta do BB mantém direitos, prevê avanços e bônus de R$ 3 mil

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Após as 11 rodadas de negociação específicas entre a representação dos funcionários e a direção do Banco do Brasil, foi apresentada a proposta final do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico.

Além da proposta apresentada na mesa da Fenaban para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria – entre elas, aumento real de 0,60% para 2026 e 2027 sobre salários e todas as demais verbas –, a proposta do BB reúne medidas construídas ao longo das negociações e contempla avanços em saúde, carreira, inclusão, condições de trabalho, desenvolvimento profissional e benefícios, além de compromissos relacionados à Cassi e ao Plano de Carreira e Remuneração (PCR).

Avanço no último momento: abono de R$ 3 mil

As negociações com o BB foram mantidas até o último momento e garantiu, nesta quinta-feira (3), mais uma conquista para as funcionárias e funcionários: um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil no âmbito da Campanha de Adimplência 2026.

A medida beneficiará aproximadamente 71,5 mil funcionários das Unidades de Negócios e Unidades de Apoio. O pagamento está previsto para ocorrer após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026, com previsão para fevereiro de 2027.

O valor de R$ 3 mil será destinado aos funcionários que estiverem dentro do público definido pela campanha, conforme as regras que serão estabelecidas pelo Banco do Brasil. O pagamento está condicionado ao cumprimento do indicador previsto na campanha, que, atualmente, já tem 85% de probabilidade de ser alcançado. O regulamento deverá ser divulgado pelo banco na próxima semana.

“É importante deixar muito claro que não é uma nova meta individual para os funcionários. É uma meta geral, que já está colocada para esse conjunto de trabalhadores. Se ela for alcançada e forem cumpridas as regras da campanha, todo o público definido, de aproximadamente 71,5 mil funcionários, receberá os R$ 3 mil. Esse foi um avanço que conseguimos na negociação e representa um reconhecimento pelo trabalho de todos”, afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

O novo pagamento também será adicional aos programas já existentes no banco. A conquista não substitui nem altera a PLR, o PDG ou qualquer outro instrumento de remuneração já estabelecido.

O Sindicato indica a aprovação da proposta apresentada pelo BB.

Outros pontos da proposta

Entre os principais pontos da proposta do BB está o adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal do BB para o Plano de Associados da Cassi. Segundo o banco, o recurso permitirá a manutenção das reservas mínimas do plano até novembro de 2026 e criará condições para a construção, junto às entidades representativas, de uma proposta conjunta para o custeio da Cassi.

O banco também se comprometeu a realizar estudos para revisar os critérios do Plano de Carreira e Remuneração (PCR), com encaminhamento às instâncias de governança competentes até o final do primeiro semestre de 2027.

Confira abaixo todos os demais pontos da proposta, que será votada pelos funcionários e funcionárias na assembleia desta quinta-feira (3).

Benefícios e condições de trabalho

  • A proposta prevê o pagamento da PLR em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases;
  • Prevê ainda abono da ausência em 31 de dezembro de 2026;
  • A licença-paternidade será ampliada de 20 para 35 dias para pais de filhos nascidos a partir de 30 dias após a assinatura do ACT;
  • Para os funcionários da Central de Relacionamento e SAC, o banco propõe reavaliar as funções, com novos papéis e responsabilidades, e elevar o salário de referência de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027, também sem considerar o reajuste da Campanha Nacional. Atualmente, são 558 funcionários nessa função, com previsão de abertura de mais 30 vagas.
  • Também está prevista a criação de mesa específica para discutir os modelos de acompanhamento da rede Diope.

Saúde e previdência

  • O BB propõe revisar, a partir de 2027, os exames complementares destinados à identificação e ao monitoramento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e dislipidemia.
  • Funcionários egressos de bancos incorporados poderão ser incluídos no Programa Bem Viver, condicionado à expansão do atendimento nas CliniCassi. O banco também se compromete a dar continuidade às avaliações, encaminhamentos e diálogos sobre saúde e previdência dos egressos, com acompanhamento da representação sindical e previsão de inclusão da medida no ACT.
  • Para atendimento às mudanças da NR-1, será adotado o modelo do SESMT.
  • A proposta ainda amplia de R$ 316,6 mil para R$ 550,5 mil a indenização por morte decorrente de assalto e estabelece que, em até 60 dias, o banco apresente alternativas para o enfrentamento do endividamento dos funcionários.

Família e diversidade

  • O auxílio para filhos com deficiência passará de R$ 760,48 para R$ 874,55, aumento de 15%, sem considerar o índice de reajuste que será definido na Campanha Nacional dos Bancários 2026.
  • Nos casos de união estável, a proposta prevê oito dias de afastamento para funcionários que formalizarem a união.
    Para funcionários aprovados em certificações da Anbima, o BB prevê ressarcimento dos custos e abono de até cinco dias para a realização das provas.
  • O banco também se compromete com o desenvolvimento e a requalificação profissional dos funcionários.
  • Na área de inclusão, o Programa de Apoio à Mobilidade de Dependentes com Deficiência (PAS) será ampliado para pais e mães de filhos com deficiência. O programa prevê antecipação salarial para aquisição de veículos de até R$ 100 mil, prazo de pagamento de até 96 meses, sem juros e limite de até 12 salários. Com a mudança, o número de potenciais beneficiários passa de 3.404 para 7.271.
  • Funcionários com deficiência terão ampliado de duas para cinco jornadas de trabalho por ano o direito destinado à realização de reparos em seus equipamentos.
  • A proposta inclui ainda no ACT políticas de ações afirmativas, priorizando mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos do banco.

Proteção às mulheres

  • Funcionárias vítimas de violência doméstica terão garantia de estabilidade na função comissionada por seis meses após o retorno ao trabalho. A medida amplia a proteção já prevista pela legislação, garantindo a manutenção da função comissionada nesse período.
  • O BB também propõe redução de jornada para mulheres em lactação induzida, estendendo o direito a casais homoafetivos nos quais as duas mães sejam funcionárias do banco.

Outras medidas

A proposta contempla ainda a revisão das atribuições e responsabilidades de determinadas funções, medidas de desenvolvimento profissional e o compromisso de buscar soluções para questões apresentadas pelos trabalhadores durante as negociações.

Fim da ultratividade coloca direitos em risco

Caso a proposta do Banco do Brasil seja recusada na assembleia, os direitos previstos no ACT estarão em risco. Isso porque, desde a reforma trabalhista aprovada em 2017, não há mais a ultratividade, um princípio jurídico que determinava que um acordo continuaria válido mesmo após o fim de sua vigência original, até que um novo texto fosse assinado. Sem esse princípio, todas as cláusulas do ACT do Banco do Brasil e as da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários ficariam sem efetividade, uma vez que seu prazo de validade expirou.

“Os colegas do BB precisam avaliar o conjunto da proposta apresentada pelo banco levando em consideração não apenas cada reivindicação isoladamente, mas também o cenário atual, sem a ultratividade. A decisão sobre o ACT deve considerar os avanços conquistados nas negociações e, ao mesmo tempo, o risco de deixar vencer o acordo sem uma nova garantia coletiva para os direitos específicos do funcionalismo”, destaca a dirigente Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB.

Sem a ultratividade, benefícios que não estão previstos diretamente na lei trabalhista dependem da negociação coletiva para continuar existindo. Entre eles, vários direitos conquistados em décadas de luta pela categoria bancária, como a PLR da CCT e as regras de PLR específicas do BB, o VA e VR dos bancários, e regras de proteção para a categoria que estão além do que determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Cerca de 85% das cláusula da nossa CCT preveem direitos que estão acima do que determina a legislação trabalhista brasileira”, ressalta a dirigente.

O que está em discussão?

Os dois meses e meio de difíceis negociações com a Fenaban, e com BB e Caixa em suas mesas específicas, e ressaltamos que o que está em jogo não é apenas um índice de reajuste.

Os bancos tentaram, durante toda a Campanha, reduzir e atacar nossos direitos. Tentaram separar bancos privados e bancos públicos propondo o fim da mesa única; tentaram dividir a categoria propondo reajustes diferenciados; tentaram acabar com a complementação dos trabalhadores afastados e com outras cláusulas de proteção.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Acesso à CliniCassi é avanço para incorporados do BNC, avalia AGEBB

Publicado em: 28/08/2026

Um importante avanço para os funcionários do Banco do Brasil vinculados ao Economus foi anunciado nesta semana. A partir de 1º de setembro, os participantes passarão a ter acesso aos serviços oferecidos pela CliniCassi, inicialmente nas duas unidades localizadas em Brasília.

O acordo celebrado entre a Cassi e o Economus representa mais um passo na busca pela ampliação dos direitos e das possibilidades de atendimento aos trabalhadores oriundos do Banco Nossa Caixa (BNC), incorporado pelo Banco do Brasil em 2009. A expectativa é de que o atendimento seja gradualmente expandido para outras localidades, especialmente São Paulo, onde estão concentrados mais de 6 mil funcionários vinculados ao Economus.

Para a Associação dos Gerentes do Banco do Brasil (AGEBB), a medida representa uma conquista importante e responde, ainda que parcialmente, a uma reivindicação histórica dos incorporados. “O sentimento é de satisfação e felicidade com esse desfecho. Sabemos o quanto essa questão vinha sendo discutida e o quanto os colegas vinculados ao Economus aguardavam por avanços que ampliassem suas possibilidades de atendimento. O acesso à CliniCassi é uma conquista importante e demonstra que o diálogo e a mobilização podem produzir resultados concretos”, afirma Adriano Domingos, presidente da AGEBB.

Um passo importante rumo à isonomia

A parceria permitirá que os participantes do Economus utilizem a estrutura própria de atendimento da Cassi por meio de cessão de rede, mesmo sem serem associados ao plano de saúde. A CliniCassi oferece atendimento em diversas especialidades e serviços de saúde, ampliando as opções de assistência aos trabalhadores.

O acordo é resultado de um processo de diálogo que envolveu representantes dos trabalhadores, dirigentes sindicais e as diretorias da Cassi e do Economus. A dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e conselheira eleita do Economus, Adriana Ferreira, destacou que a iniciativa representa um passo relevante para garantir aos participantes acesso a serviços de excelência e avançar na esperada isonomia entre os funcionários do Banco do Brasil.

Também participaram do processo os representantes eleitos do Economus nos Conselhos Deliberativo e Fiscal, Lucas Lima e Rodrigo Leite, além de outros representantes dos participantes que acompanharam as tratativas para viabilizar o convênio.

Para Adriano Domingos, entretanto, embora a conquista deva ser celebrada, a busca pela isonomia não termina com o novo acordo. “Estamos muito felizes com esse avanço, mas é importante deixar claro que a nossa busca continua. A AGEBB seguirá defendendo a isonomia dos incorporados do BNC e trabalhando para que esses colegas tenham assegurados os mesmos direitos e benefícios disponíveis aos demais funcionários do Banco do Brasil. Esse é um passo importante, mas ainda temos um caminho a percorrer”, ressalta o presidente.

Cassi e Previ para todos

Desde a incorporação do Banco Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, uma das principais reivindicações dos trabalhadores passou a ser a garantia de igualdade de direitos em relação aos demais funcionários do BB. A bandeira “Cassi e Previ para todos” tornou-se, ao longo dos anos, uma das principais demandas dos incorporados.

As negociações realizadas na campanha salarial de 2024 avançaram na discussão de alternativas para o ingresso dos trabalhadores vinculados ao Economus na Cassi e na Previ, embora o entendimento definitivo ainda não tenha sido concluído.

A expectativa é de que o tema continue presente nas negociações e nas discussões envolvendo o futuro dos trabalhadores incorporados. “Não podemos perder de vista o objetivo maior. O acesso à CliniCassi representa uma melhoria concreta e imediata para os colegas, especialmente à medida que esse atendimento for ampliado para outras cidades. Mas a nossa defesa continua sendo pela plena isonomia. Os incorporados do Banco Nossa Caixa fazem parte do Banco do Brasil e merecem ter seus direitos reconhecidos de forma igualitária”, reforça Domingos.

“Esse resultado nos anima e reforça a importância de continuarmos unidos e mobilizados. A AGEBB reconhece o esforço de todos que participaram desse processo e agradece especialmente aos representantes e entidades que contribuíram para essa conquista, como Lucas Lima, Rodrigo Leite, Adriana Pereira e Mario Valente, que estão sempre em conversa com a AGEBB, visando construir a viabilidade da isonomia em relação à saúde dos funcionários, egressos ou não. Ao mesmo tempo, reafirmamos nosso compromisso de continuar acompanhando e defendendo os interesses dos incorporados do BNC, especialmente na busca pela tão necessária isonomia”, argumenta Ronald Feres, vice-presidente e diretor de Comunicação da AGEBB.

Fonte: AGEBB

Os desafios do Banco do Brasil vão além do agro; instituição estima que R$ 30 bi sejam renegociados

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“Quem tem, mantenha, e quem não tem, compre”.

Com esta frase, a CEO Tarciana Medeiros recomendou (!) a ação do Banco do Brasil numa call de resultados em agosto de 2025 – um ‘vai tourinho’ que se tornou alvo de um processo sancionador na CVM.

De lá pra cá, o papel caiu 5% em meio à piora significativa da qualidade do crédito e da estrutura de capital do banco. O ROE foi de apenas 8,3% no segundo trimestre – em linha com os 8,4% registrados um ano antes, mas abaixo de concorrentes como Bradesco (16%), Santander (12,5%) e Itaú (24%).

Além disso, o mercado passou a questionar a viabilidade do guidance – e a prever que o banco precisará adotar medidas para elevar seu capital, como fez o Bradesco recentemente.

“Acreditamos que uma revisão para baixo (do guidance) seja apenas uma questão de tempo,” Eduardo Rosman, que cobre o banco no BTG, disse num relatório a clientes.

O banco negocia a apenas 0,6x o valor patrimonial, mas os analistas estão longe de achar a ação barata.

Em meio à “baixa visibilidade” sobre como e quando os problemas serão resolvidos, o Citi reduziu recentemente o preço-alvo para R$ 18.

O papel fechou ontem a R$ 19,57 e cai 10% no ano. O Banco do Brasil vale R$ 112 bilhões na Bolsa.

Em pleno ano eleitoral, o que faz preço no BB são os fundamentos. “Se um candidato liberal crescer nas pesquisas ou ganhar, pode até ser que a ação suba um pouco. Mas será um voo de galinha. A questão ali é operacional,” disse um analista do sellside.

Um dos grandes problemas do BB é a deterioração da carteira do agronegócio, que somou R$ 422 bilhões no segundo trimestre – um terço da carteira total do banco.

A inadimplência acima de 90 dias no agro chegou a 6,3% no segundo tri – ante 3,2% em junho de 2025, 1,3% no ano anterior e 0,6% em junho de 2023 (a média histórica gira em torno de 1,5%). O indicador de curto prazo subiu para 9%.

“O BB perdeu a principalidade de clientes do agro porque aumentou a concorrência com outros bancos e também com o mercado de capitais. No passado, se o produtor não pagasse o BB, poderia ficar sem alternativa de financiamento. Hoje não é mais assim,” disse outro analista.

No segundo tri, essa piora contaminou o segmento de pessoas físicas porque muitos produtores rurais deixaram de pagar empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e outras linhas, disse o BB, sem especificar quantos.

A inadimplência de pessoas físicas acima de 90 dias aumentou para 8,4% – ante 6,8% no tri anterior e 5,6% há um ano – e a chamada “NPL formation” (a formação de novos empréstimos com problemas) mais que dobrou.

Em cartões de crédito, o indicador chegou a 14,6%, o dobro dos 7,1% do tri anterior.

Mas, infelizmente, fora da área de influência do agro o banco também amarga dificuldades.

A inadimplência das PMEs acima de 90 dias foi de 9,7% – mais que os 8,8% do trimestre anterior, mas abaixo dos 10,6% registrados há um ano.

Tudo somado, a inadimplência total do BB foi de 5,6% – acima dos 5,1% do tri anterior e dos 4% de junho de 2025.

O BB espera uma “melhora relevante” das provisões do agro com a MP 1376, o CRO Felipe Prince disse na última call de resultados. A MP prevê a criação de linhas de crédito com juros subsidiados para produtores inadimplentes, com um fundo garantidor bancado pela União.

O BB estima que R$ 30 bilhões sejam renegociados. “Já esperávamos uma piora em pessoas físicas. Agora precisamos entregar essa melhora no agro, que trará reflexos na carteira PF,” disse Prince.

Com isso, mais os ajustes que estão sendo feitos nas carteiras de pessoas físicas e PMEs e no mix de crédito do banco – com crescimento maior em linhas com mais garantias, como os consignados público e privado –, o banco prevê que as provisões vão convergir para o intervalo do guidance, de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões no ano.

No primeiro semestre, as provisões somaram R$ 37,5 bilhões – um total de R$ 75 bilhões anualizado. Isso apesar da queda do índice de cobertura, que mede a relação entre a PDD e o estoque de empréstimos inadimplentes.

O problema é que, apesar de aprovada, a MP ainda não saiu do papel: o Governo Lula ainda não definiu as regras de equalização dos juros, nem os detalhes operacionais do programa. “Isso deve estar esbarrando na questão fiscal,” especula um analista.

Para o Citi, “dado que as negociações de dívida ainda precisam ganhar tração e o terceiro tri já passou da metade, os impactos mais significativos devem ser sentidos apenas no quarto tri”.

E os efeitos num primeiro momento serão apenas contábeis, já que haverá rolagem das dívidas, lembrou outro analista. “Para esse dinheiro entrar efetivamente em caixa, os produtores precisam pagar, e só veremos isso ao longo de 2027 e à frente.”

No Citi, a equipe liderada por Gustavo Schroden reduziu em 5% a projeção de lucro do ano para R$ 16,6 bilhões – abaixo do piso do guidance do banco, que vai de R$ 18 bi a R$ 22 bi. Para 2027, a estimativa caiu 20% para R$ 21,1 bilhões.

Além do crédito, o capital é outro ponto crítico.

O índice de capital principal caiu para 11,3% no segundo tri, enquanto o patrimônio tangível (em caixa) diminuiu 15%, passando a representar apenas 48% do patrimônio total, frente aos 54% do primeiro tri, nas contas do BTG.

O tangível caiu porque o BB segue acumulando créditos tributários gerados pelas provisões – as PDDs reduzem o lucro contábil assim que são feitas, mas o impacto no lucro tributável é diferido, o que gera créditos fiscais.

Esses créditos podem ser utilizados quando a operação bancária dá lucro – o que não é o caso hoje. Segundo o Citi, o banco teve uma perda de R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre. Os ganhos do grupo vieram de negócios como seguros, consórcios, assets e do Banco Patagônia.

Créditos tributários não rendem juros, o que é um enorme custo de oportunidade para o banco num ambiente de Selic elevada, lembra o BTG.

O management reconhece o problema, mas acredita que os impactos da MP e de outras ações tomadas para reduzir a inadimplência – além do aumento de receitas e da redução de custos – serão suficientes para recompor o capital de forma orgânica.

No segundo tri, ao contrário do que se viu nos bancos privados, a receita com tarifas e serviços do BB surpreendeu positivamente, crescendo 3% no trimestre e 4% na comparação anual – acima das expectativas do BTG.

A margem financeira aumentou 8% na comparação anual e também superou as projeções, enquanto as despesas administrativas cresceram menos que o esperado.

“Isso contribui de maneira estruturante para o capital,” disse Tarciana Medeiros nesta última coletiva de resultados.

Os analistas, porém, acreditam que o banco adotará alguma solução “à la Bradesco” para resolver a estrutura de capital.

Uma capitalização, como anunciou o Bradesco, é vista como improvável, dada a situação fiscal do governo. Mas o BB poderia vender participações em negócios como Elo, BB Seguridade, BB Asset e Banco Patagônia – ou fazer uma reorganização societária para incorporar uma subsidiária lucrativa no banco, e assim poder usar os créditos tributários.

“O problema de tentar vender algo agora, com o mercado deprimido, é o preço. Mas, numa necessidade, existem alternativas,” disse um analista do buyside.

Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB

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A negociação específica entre os funcionários do Banco do Brasil e a direção da instituição, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026, chegou à sétima rodada sem respostas para as principais reivindicações da categoria. Desde o início das discussões, em 8 de julho, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por meio da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), tem levado à mesa uma pauta que reúne defesa do emprego, valorização profissional, melhores condições de trabalho, saúde, igualdade e fortalecimento do caráter público do banco.

1ª mesa

Na primeira mesa, o foco foi a defesa do emprego e da rede de atendimento. Os trabalhadores reivindicaram a abertura de concursos públicos para recompor o quadro de funcionários, diante da sobrecarga nas agências e da redução do atendimento presencial. Também foram cobradas a manutenção de mecanismos de segurança, a incorporação das comissões, o combate ao acúmulo e desvio de funções e a equiparação dos direitos de funcionários oriundos de bancos incorporados, especialmente em relação à Cassi e à Previ. A discussão também incluiu a defesa da escala 4×3 e medidas voltadas aos trabalhadores com dependentes PCDs (Pessoas com Deficiência).

2ª mesa

A segunda rodada, realizada em 17 de julho, tratou de inclusão, igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento. Entre as propostas apresentadas pelos trabalhadores estavam a ampliação dos direitos das pessoas com deficiência, medidas para aumentar a presença de mulheres na área de Tecnologia, proteção às vítimas de violência doméstica, licença parental e equiparação da união estável ao casamento para fins de benefícios. A categoria também reivindicou uma linha de crédito específica para funcionários endividados, com condições capazes de adequar as parcelas à capacidade de pagamento. Na área de monitoramento, foi defendido o fim do controle individual do tempo de atendimento e a construção de indicadores mais justos e compatíveis com a realidade do trabalho.

3ª mesa

Na terceira mesa, em 23 de julho, a saúde dos trabalhadores ganhou destaque. A representação sindical denunciou o avanço do adoecimento relacionado às condições de trabalho, às metas consideradas abusivas e à sobrecarga. A categoria voltou a cobrar a realização de concurso público e, principalmente, uma solução definitiva para a sustentabilidade da Cassi, incluindo maior participação do banco no custeio e a inclusão dos funcionários oriundos de instituições incorporadas. Também foram discutidos os problemas enfrentados pelos trabalhadores do PSO, com acúmulo e desvio de funções.

4ª mesa

A quarta rodada, em 31 de julho, foi dedicada principalmente à carreira, remuneração e condições de trabalho. A CEBB reivindicou o aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, revisão dos critérios de progressão, valorização do mérito e atualização dos vencimentos. Também foram cobrados reajustes dos adicionais de função, pagamento integral das substituições desde o primeiro dia, fim da lateralidade e incorporação das comissões após dez anos de exercício. A ampliação do teletrabalho e a recomposição das equipes nas agências também estiveram na pauta.

5ª mesa

A partir da quinta rodada, realizada em 5 de agosto, a expectativa dos trabalhadores era de que o banco começasse a apresentar devolutivas. A representação sindical voltou a destacar como prioridades a Cassi, a revisão da gestão por metas, a isonomia para funcionários egressos, melhorias na Previ e o aperfeiçoamento do PCS/PCR. O banco reconheceu a urgência da situação financeira da Cassi, mas não apresentou uma solução definitiva. Em relação aos funcionários egressos, informou que os estudos sobre modelos de custeio ainda estavam em andamento. Para as metas, anunciou o programa Revisa, voltado à possibilidade de revisão dos indicadores pelas unidades.

Na mesma rodada, os trabalhadores voltaram a denunciar a falta de funcionários, as filas nas agências e a sobrecarga provocada pela redução dos quadros. Também cobraram a revisão do PCS e do piso salarial, apontando problemas na estrutura remuneratória que limitam o crescimento efetivo dos salários.

6ª mesa

Na sexta mesa, em 14 de agosto, o Banco do Brasil novamente não apresentou proposta econômica, deixando a discussão dos reajustes para a mesa única entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Para as demais demandas, o banco se comprometeu a apresentar devolutivas posteriormente.

7ª mesa

A sétima rodada, realizada em 19 de agosto, trouxe alguns avanços pontuais, mas não alterou o quadro geral da negociação. O BB propôs incluir no Acordo Coletivo de Trabalho políticas de ações afirmativas para mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos. Também apresentou a proposta de garantir seis meses de estabilidade na função comissionada para bancárias vítimas de violência doméstica após o retorno ao trabalho e de reduzir a jornada de mulheres em situação de lactação induzida, com extensão para casais homoafetivos em que ambas sejam funcionárias do banco.

Apesar desses pontos, permaneceram sem resposta diversas reivindicações consideradas centrais pela categoria, entre elas a valorização do piso e da carreira, o aperfeiçoamento do PCS/PCR, a recomposição do quadro por meio de concursos, o combate à sobrecarga e às metas abusivas, além de uma solução para a sustentabilidade da Cassi e para a isonomia dos funcionários egressos.

Ao longo das sete mesas, portanto, a negociação avançou na apresentação e detalhamento das reivindicações dos trabalhadores, mas ainda não alcançou o nível de respostas esperado. A CEBB permanece em plantão permanente e cobra do Banco do Brasil propostas concretas capazes de valorizar seus funcionários, melhorar as condições de trabalho e fortalecer o papel público da instituição.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil fecha guichês, aumenta sobrecarga nas PSOs e normaliza incertezas

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O Banco do Brasil vem avançando no fechamento de guichês de caixa e na redução do atendimento presencial nas Plataformas de Suporte Operacional (PSOs), inclusive em unidades com fluxo significativo de clientes.

As medidas, chamadas pelo banco de “absorção” de agências, têm sido implementadas sem transparência e sem comunicação adequada aos trabalhadores, segundo denúncias recebidas pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A situação contraria, inclusive, informação apresentada pelo próprio banco em reunião realizada em 6 de maio, com a participação de dirigentes sindicais das Regionais Sul e Oeste do Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Comissão de Empresa Estadual.

Na ocasião, a Gerência da PSO informou que não havia previsão de novos fechamentos de Suporte Operacional (SOP) e que, caso houvesse mudanças, as gerências seriam comunicadas.

Na prática, porém, novos fechamentos vêm ocorrendo.

“O Banco do Brasil tem normalizado essa questão. O bancário vai trabalhar na sua SOP e não sabe o que vai encontrar naquele dia. É sempre um estado constante de insegurança e incerteza para quem trabalha nesse setor”, pontua Priscilla Semencio, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancária do Banco do Brasil.

Trabalhadores descobrem fechamento por empresa terceirizada

Na zona oeste de São Paulo, já foram fechados pontos de atendimento em guichês de caixa no Jardim Bonfiglioli, na Rua Clélia (Lapa) e, mais recentemente, na unidade de varejo da Avenida Sumaré (Perdizes).

O caso da agência Alfonso Bovero, também em Perdizes, é ainda mais preocupante. Menos de duas semanas depois da mudança para uma nova SOP, os funcionários foram surpreendidos com a informação de que os guichês também seriam fechados.

A forma como os trabalhadores tomaram conhecimento da decisão gerou grande indignação. Segundo relato recebido pelo Sindicato, funcionários descobriram o fechamento por meio de plantas do novo layout da agência apresentadas por uma empresa terceirizada de engenharia contratada pelo banco.

Ao procurarem a base da PSO, em Pinheiros, os trabalhadores teriam sido informados de que nem mesmo a gerência local tinha conhecimento da mudança.

“É o ápice do desrespeito com funcionários que vêm trabalhando com sobrecarga e total falta de apoio. Descobrir, por meio de uma empresa terceirizada, que seu local de trabalho ou posto deixará de existir demonstra a completa falta de transparência e comunicação do banco”, afirma Priscilla.

Banco reduz quadro e aumenta acúmulo de funções

Os problemas não se restringem ao fechamento dos guichês. As PSOs também vêm sendo alvo de denúncias relacionadas ao descumprimento das atribuições dos cargos e de procedimentos de segurança.

Segundo os trabalhadores, caixas executivos estão realizando atividades que seriam prerrogativas dos Gerentes de Módulo (Gemods), desrespeitando limites operacionais e aumentando o risco de erros e eventuais sinistros que podem trazer consequências para os próprios funcionários.

Também há relatos de ampliação do chamado “transbordo de cadastro”, com atividades sendo transferidas dos Centros de Negócios Operacionais (Cenops) para as PSOs. O resultado disso é que agentes comerciais e caixas estão executando tarefas do Cenops sem receber de acordo com o cargo adequado para essas funções.

Ao mesmo tempo, o banco reduz seu quadro de pessoal. Vagas deixadas por trabalhadores que são promovidos, removidos ou se aposentam estariam sendo bloqueadas, sem reposição. O resultado é menos funcionários para executar um volume cada vez maior de atividades.

Sindicato cobra respeito aos trabalhadores

Também chegaram ao Sindicato denúncias de que agentes comerciais estariam recebendo comissão de caixa diariamente, enquanto continuam desempenhando atividades atribuídas aos Gemods.

Para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o banco vem adotando uma política de redução gradual de pessoal e de ampliação das atribuições dos trabalhadores, testando os limites das equipes e tratando como pontuais mudanças que, acumuladas, provocam impactos concretos nas condições de trabalho.

“Nos locais de trabalho não existem apenas números. Existem pessoas. Cada vaga bloqueada, cada atividade transferida e cada função acumulada representa mais pressão e sobrecarga para quem permanece”, destaca Priscilla.

O Sindicato cobra do Banco do Brasil transparência sobre os critérios utilizados para fechamento dos guichês, comunicação prévia aos trabalhadores e suas entidades representativas e respeito às atribuições e aos limites operacionais de cada função.

A entidade também defende a reposição das vagas e a manutenção de estrutura adequada para garantir atendimento de qualidade aos clientes e condições dignas e seguras de trabalho aos funcionários. Reduzir postos e concentrar atividades sem considerar a realidade das unidades não pode ser tratado apenas como uma decisão administrativa: é uma medida que afeta diretamente trabalhadores e clientes.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

TST reconhece responsabilidade do BB por depressão de bancário

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A 3ª turma do TST reconheceu a responsabilidade do Banco do Brasil pelo agravamento do quadro de saúde de bancário diagnosticado com episódio depressivo grave com sintomas psicóticos.

Para o colegiado, o trabalho contribuiu para o adoecimento, conforme apontaram a perícia judicial e o NTEP – nexo técnico epidemiológico previdenciário.

Entenda

O caso envolve empregado admitido em 2000, que exerceu funções gerenciais por mais de 20 anos. Ao longo do contrato, o bancário desenvolveu episódio depressivo grave com sintomas psicóticos e passou por sucessivos afastamentos do trabalho. Na ação, afirmou que era submetido a cobranças intensas por metas e que, após os afastamentos, perdeu a função comissionada e retornou ao cargo de escriturário.

Em 1ª instância, o juízo reconheceu que o trabalho contribuiu para o agravamento da doença e condenou o Banco do Brasil ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais.

A sentença, porém, foi reformada pelo TRT da 18ª região. Embora tenha admitido o enquadramento da enfermidade como doença ocupacional, o tribunal afastou a responsabilidade civil da instituição financeira por considerar que não havia prova suficiente da culpa do empregador nem da contribuição efetiva do trabalho para o agravamento do quadro.

O regional também relativizou as conclusões da perícia judicial, segundo a qual a depressão tinha origem multifatorial, mas as atividades profissionais haviam contribuído, de forma moderada, para o agravamento da doença.

Nexo epidemiológico

Ao analisar o caso no TST, o relator, ministro Maurício Godinho Delgado, entendeu que as próprias premissas registradas pelo TRT permitiam reconhecer a relação entre o adoecimento e o trabalho. Godinho destacou a incidência do NTEP, instrumento previsto na legislação previdenciária que estabelece, a partir de dados epidemiológicos, uma presunção de vínculo entre determinadas enfermidades e atividades econômicas.

No caso, segundo o ministro, há associação estatística entre transtornos depressivos e a atividade bancária. Essa circunstância, explicou, estabelece presunção relativa de nexo ocupacional, que pode ser afastada mediante prova em sentido contrário.

Para o relator, porém, o Banco do Brasil não apresentou elementos suficientes para derrubar essa presunção.

Perícia

O ministro também considerou relevante a conclusão da perícia produzida no processo. Embora o especialista não tenha atribuído exclusivamente ao trabalho a origem da depressão, reconheceu a existência de concausa, isto é, a contribuição das condições laborais para o agravamento de uma enfermidade que também pode decorrer de outros fatores.

Godinho observou que essa conclusão era compatível com circunstâncias já registradas no processo, entre elas o longo período em que o empregado ocupou funções de chefia, as cobranças inerentes à atividade bancária, os afastamentos médicos e a alteração de função durante o período de adoecimento.

Assim, concluiu que havia elementos para reconhecer a contribuição do trabalho para o agravamento do quadro depressivo e, consequentemente, a responsabilidade civil do empregador.

Acompanhando o entendimento, o colegiado declarou a responsabilidade civil do Banco do Brasil pelo adoecimento do empregado e determinou o retorno dos autos ao TRT da 18ª região para que prossiga no julgamento dos pedidos relacionados a essa responsabilização.

Contra a decisão, o Banco do Brasil apresentou embargos de declaração alegando omissões, contradição e obscuridade no acórdão.

A instituição sustentou que a 3ª turma não teria examinado adequadamente o alcance do art. 21-A, § 1º, da lei 8.213/91 nem a decisão do STF na ADIn 3.931.

Segundo o banco, o NTEP foi criado para orientar a perícia médica do INSS e não poderia ser transportado automaticamente para o campo da responsabilidade civil trabalhista. Argumentou, nesse sentido, que a existência do nexo epidemiológico gera apenas uma presunção relativa de relação entre determinada atividade econômica e uma doença, passível de ser afastada pelas demais provas do processo.

O banco também questionou a interpretação dada à perícia. Conforme alegou, o laudo afastou a existência de nexo causal direto entre a depressão e o trabalho, diante da origem multifatorial da doença. Para a defesa, o acórdão não teria considerado adequadamente essa conclusão nem as particularidades das doenças psiquiátricas.

Outro ponto levantado foi a culpa. A instituição afirmou que o caso deveria ser analisado sob a responsabilidade civil subjetiva e que, portanto, não bastaria a existência do NTEP ou do nexo concausal. Conforme sustentou, seria necessária a demonstração concreta de dolo ou culpa do empregador, conforme o art. 7º, XXVIII, da Constituição.

Na avaliação do banco, embora o TST tenha expressamente afastado a responsabilidade objetiva, teria reconhecido o dever de indenizar sem indicar qual conduta culposa lhe poderia ser atribuída.

Embargos rejeitados

Ao analisar os embargos, o relator concluiu que todas as questões relevantes já haviam sido enfrentadas no julgamento anterior. Quanto ao NTEP, reiterou que, embora o art. 21-A da lei 8.213/91 seja direcionado à atuação do INSS, a decisão do STF na ADIn 3.931 reconheceu a legitimidade do nexo epidemiológico como presunção relativa para a caracterização de doença ocupacional.

Segundo o ministro, essa orientação também pode ser considerada pela Justiça do Trabalho nas controvérsias envolvendo acidentes e doenças relacionados ao trabalho, desde que ponderada à luz das circunstâncias de cada processo.

No caso concreto, S. Exa. reconheceu que a condenação não se baseou exclusivamente no NTEP. A presunção epidemiológica foi confrontada com as provas e, em vez de ser afastada, encontrou respaldo nas próprias premissas registradas pelo TRT e na perícia judicial, que reconheceu agravamento moderado da depressão relacionado ao trabalho.

Conforme observou, foram considerados, entre outros fatores, os quase 24 anos de vínculo, o longo período em atividades de vendas e submetido a metas, as mudanças ocorridas durante a pandemia, os afastamentos médicos e a retirada da função gerencial.

Sobre a culpa, o ministro reafirmou que as circunstâncias registradas no processo permitiam reconhecer a responsabilidade subjetiva do banco, pois revelavam descumprimento do dever de cuidado com a segurança e a integridade do trabalhador.

Para S. Exa., o ambiente laboral proporcionou condições adversas que contribuíram para o adoecimento, estando presentes dano, nexo concausal e culpa patronal.

Assim, entendeu que o recurso demonstrou inconformismo do banco com o resultado do julgamento, e não omissão, contradição ou obscuridade passível de correção. Ressaltou ainda que o julgador não precisa rebater individualmente todos os argumentos apresentados pelas partes quando a decisão expõe de forma suficiente as razões que fundamentam a conclusão.

O entendimento foi acompanhado pelo colegiado.

Fonte: Migalhas

Negociação com o BB avança em pautas para PCDs, mas lista de pendências continua longa

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A rodada de negociação entre a CONTEC e o Banco do Brasil, realizada nesta terça-feira (25 de agosto), em São Paulo, teve como principais resultados duas propostas voltadas aos funcionários com deficiência. Ao mesmo tempo, outros pontos apresentados pelas entidades permaneceram sem definição, entre eles questões relacionadas à PREVI, descomissionamentos, controle de jornada, desvio de função e condições de trabalho.

Uma das medidas apresentadas pelo BB prevê a ampliação do Programa de Apoio à Mobilidade de Pessoas com Deficiência (PAS). Atualmente, o programa atende cerca de 3.400 funcionários com deficiência cuja necessidade está relacionada à mobilidade. Pela proposta apresentada na reunião, o benefício também poderá alcançar pais de filhos com deficiência, ampliando o público potencial para 7.270 pessoas. O financiamento poderá chegar a R$ 100 mil, com prazo de até 96 meses, limitado ao menor valor entre o preço do veículo, a margem consignável e 12 vezes a remuneração do funcionário.

A segunda proposta trata do abono para tecnologia assistiva. Atualmente, os 3.775 funcionários com deficiência do Banco do Brasil contam com dois dias de abono por ano para aquisição, manutenção e reparo desses equipamentos. A proposta apresentada amplia o período para cinco dias anuais. Durante a reunião, o Banco também informou que o benefício poderá ser utilizado para cuidados com cão-guia. Além dessas medidas, a representação dos trabalhadores retomou temas que seguem em discussão nas negociações com o Banco.

Os descomissionamentos e o chamado “descenso” também voltaram à pauta. A entidade sindical relatou preocupação com o volume de casos e com os possíveis reflexos sobre a saúde dos funcionários, especialmente diante do cenário econômico. A questão foi levada à direção do Banco, mas não houve apresentação de medidas específicas sobre o tema. Na discussão sobre jornada, foram apresentados relatos envolvendo o chamado “Caixa Minuto”, incluindo situações de exigência de compensação do tempo utilizado em idas ao banheiro e outras pausas necessárias.

A situação dos funcionários oriundos de bancos incorporados também permaneceu entre os pontos em aberto. A Confederação cobrou a equiparação em relação à contribuição adicional da PREVI após os 60 anos, benefício concedido aos funcionários originários do Banco do Brasil. Com parte da pauta ainda sem definição, a CONTEC mantém a cobrança por encaminhamentos nas próximas negociações.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Banco do Brasil inicia renegociação de operações agro via MP 1.376

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O Banco do Brasil deu início nesta quarta-feira, 26 de agosto, às renegociações por meio da MP nº 1.376/2026, a qual autorizou a criação de linhas especiais de crédito para composição de dívidas rurais de produtores e cooperativas que sofreram perdas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras, entre 2019 e 2025. As linhas preveem mecanismos para apoiar a recuperação da capacidade produtiva e a regularização financeira do setor agropecuário.

A carteira agro do BB possui cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis às condições previstas na MP, representando um volume de até R$ 100 bilhões. Desse total, 36% correspondem a operações inadimplentes, enquanto o restante contempla operações adimplentes que foram prorrogadas ou renegociadas, inclusive no âmbito da MP nº 1.314/2025.

Os produtores interessados, que já vinham procurando o BB para informações de enquadramento na medida e dos documentos necessários, já podem dar início à contratação das operações e adequação de seu fluxo de caixa aos recebimentos previstos. As contratações dependem da apresentação de laudos que comprovem perdas na produção ou redução na renda bruta agropecuária esperada.

“A MP 1.376 cria uma oportunidade importante para restabelecer as condições financeiras de produtores afetados por sucessivos ciclos de perdas. Nossa equipe em todo o Brasil está engajada em estar próxima dos clientes, avaliando soluções compatíveis com a realidade de cada produtor, com foco na sustentabilidade do crédito e na continuidade da atividade agropecuária de nossos clientes. A MP contribuirá para acelerar a regularização das operações estressadas, além de contribuir para a retomada dos índices de pontualidade do setor”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil lança novo app com hiperpersonalização e assistente integrado

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O Banco do Brasil lançou o novo App BB nesta segunda-feira, 24 de agosto. O novo aplicativo terá seu público ampliado gradualmente e a previsão é de que 100% dos clientes do Banco estejam utilizando o novo app até o final do mês de setembro. Ele foi concebido para aprimorar a experiência digital dos clientes por meio de uma navegação reorganizada, organização dinâmica de informações e novas formas de interação. A proposta é materializar o conceito de “um banco para cada cliente”, utilizando inteligência de dados para adaptar a experiência de acordo com o contexto, os produtos contratados, o comportamento de uso e as necessidades de cada pessoa.

Entre as funcionalidades disponíveis nesta nova etapa estão as jornadas conversacionais apoiadas por um assistente integrado, que permitem ao cliente interagir com o Banco utilizando linguagem natural por texto ou voz para realizar consultas e acessar serviços. O modelo preserva a navegação tradicional, mas passa a oferecer uma camada adicional de orientação contextual para tornar as jornadas mais fluidas e intuitivas.

O aplicativo passa a incorporar recursos de hiperpersonalização que influenciam diversos elementos da experiência digital. Entre eles estão a organização dinâmica da página inicial, a recomendação de widgets e atalhos, conteúdos e comunicações aderentes ao contexto do cliente, recomendações de produtos e serviços e a experiência “Meu BB”, que reúne informações e benefícios personalizados.

Para a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, o novo aplicativo reflete a evolução da estratégia digital da instituição. “O novo app foi desenhado a partir da escuta ativa dos nossos clientes e funcionários, para tornar a experiência digital mais simples, moderna e resolutiva. Um diferencial importante é que estamos lançando um aplicativo verdadeiramente personalizável. A experiência passa a se adaptar a cada cliente, com menu e home inteligentes que priorizam produtos, serviços e oportunidades relevantes para o seu perfil e, para quem desejar, haverá ainda liberdade para organizar e personalizar o aplicativo da forma que fizer sentido no seu dia a dia”.

As jornadas conversacionais também ampliam o potencial do aplicativo como ferramenta de educação financeira e inclusão. Ao permitir interações em linguagem natural, a solução facilita o acesso a informações sobre produtos, serviços e gestão financeira para diferentes perfis de clientes. A combinação entre conversação, personalização e recursos de acessibilidade contribui para apoiar decisões financeiras e ampliar o acesso aos serviços bancários digitais.

A inteligência artificial é um componente da solução e atua como habilitadora da experiência digital. Seu papel é ajudar o Banco a compreender contextos, apoiar jornadas conversacionais, recomendar soluções e simplificar a interação dos clientes com os canais digitais.

O novo App BB também incorpora evoluções voltadas à performance, estabilidade e acessibilidade da plataforma. A iniciativa integra a estratégia figital do Banco do Brasil e reforça a visão de futuro da instituição para experiências digitais baseadas em contexto, dados e personalização.

A evolução do aplicativo contribui ainda para a atuação da rede de negócios. Com maior autonomia dos clientes na realização de operações e consultas pelo canal digital, os funcionários passam a dedicar mais tempo a atividades de relacionamento, orientação financeira, investimentos e oferta de soluções adequadas ao perfil de cada cliente.

Fonte: Banco do Brasil

BB desenvolve plataforma própria para acelerar inovação no aplicativo

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O Banco do Brasil desenvolveu o Kodiak, plataforma no-code/low-code criada para acelerar a entrega de funcionalidades no aplicativo do Banco. A solução utiliza templates de tela, fluxos de navegação e componentes padronizados para permitir que novas jornadas sejam construídas e atualizadas com menor dependência do ciclo tradicional de publicação nas lojas de aplicativos.

Durante testes realizados em 2025, o Kodiak gerou mais de R$ 72 milhões em capacidade produtiva adicional estimada, refletindo ganhos de eficiência operacional. Esses resultados estão associados à redução do tempo de desenvolvimento (de aproximadamente 60 para 7 dias), à diminuição do esforço técnico e retrabalho e ao aumento da produtividade das squads, ampliando a capacidade de entrega de soluções digitais.

A plataforma foi concebida para escalar entregas no mobile, ampliar a autonomia dos times e apoiar a evolução da experiência digital dos clientes. A arquitetura permite testar configurações de tela, padronizar interfaces, aplicar diretrizes de usabilidade e acessibilidade e acompanhar métricas de uso e funcionamento das jornadas.

“O Kodiak mostra como o Banco do Brasil vem utilizando tecnologia desenvolvida internamente para acelerar a evolução dos seus canais digitais. A plataforma amplia a autonomia dos times, reduz etapas do desenvolvimento mobile e permite entregar novas jornadas com padronização, segurança e foco na experiência do cliente”, comenta Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do BB.

Um dos casos é o do Shopping BB Viagens, funcionalidade desenvolvida integralmente no Kodiak. A solução permite pesquisar ofertas de passagens e hospedagens diretamente no App BB.

A evolução da plataforma também inclui integrações que executam validações técnicas e de conformidade antes da implantação de serviços. O sistema classifica e avalia aspectos como navegação entre telas, templates, acessibilidade, dependências e compatibilidade entre versões.

Com o Kodiak, o Banco do Brasil fortalece sua capacidade de desenvolver soluções digitais em escala, com foco em eficiência, padronização e evolução contínua da experiência nos canais mobile. A plataforma integra a agenda de tecnologia do Banco e está entre as soluções apresentadas no estande do BB no Febraban Tech 2026.

Fonte: Banco do Brasil

BB é pioneiro global em diretrizes para IA generativa e agêntica

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O Banco do Brasil é a primeira instituição financeira do mundo a estruturar e publicar diretrizes específicas para Inteligência Artificial Generativa e IA Agêntica. A iniciativa evolui o Guia de Diretrizes e Boas Práticas para IA Ética e Responsável, lançado em 2025, e reforça uma estratégia que combina governança, gestão de riscos, desenvolvimento tecnológico e capacitação de pessoas.

As novas diretrizes estabelecem parâmetros para certificação de modelos, uso seguro de dados, aplicação de mecanismos de proteção, definição de níveis de autonomia, rastreabilidade, governança de agentes e responsabilidade sobre decisões automatizadas. O conjunto também prevê procedimentos formais de avaliação, aprovação e monitoramento ao longo de todo o ciclo de vida das soluções de IA.

Entre os aspectos contemplados estão mecanismos de interrupção de agentes, definição de autonomia faseada com supervisão humana em situações críticas e restrições para utilização de IA generativa em ambientes que envolvam dados sensíveis. O modelo busca garantir que a evolução tecnológica esteja associada a critérios de governança, segurança, transparência e responsabilidade institucional.

Para Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do Banco do Brasil, a evolução do modelo de governança reflete a forma como a instituição incorpora a inteligência artificial à sua estratégia de transformação digital. “A inteligência artificial amplia nossa capacidade de gerar valor para clientes, funcionários e negócios. Ao estabelecer diretrizes específicas para IA generativa e IA agêntica, o Banco do Brasil reforça a importância de combinar inovação, gestão de riscos, transparência e responsabilidade em todas as etapas do ciclo de vida das soluções. A tecnologia evolui rapidamente e a governança precisa acompanhar esse movimento, oferecendo segurança para que a inovação avance de forma consistente”, avalia.

A evolução das diretrizes faz parte de uma estratégia de governança integrada de dados, modelos e inteligência artificial. O Banco vem ampliando as capacidades do Gaia, plataforma de gestão de ativos de Dados e IA, que incorpora processos de catalogação, avaliação de risco, monitoramento contínuo e rastreabilidade para soluções de inteligência artificial, incluindo assistentes inteligentes e aplicações baseadas em IA generativa.

O Banco do Brasil foi o primeiro banco da América Latina a dar transparência pública às suas diretrizes para a inteligência artificial em 2025. Desde então, o documento passou por atualizações para incorporar orientações específicas relacionadas a IA generativa e IA agêntica, acompanhando a evolução tecnológica e regulatória.

Soluções catalogadas

A adoção da inteligência artificial também ganha escala dentro da organização. No primeiro semestre de 2026, o BB superou a marca de 2,3 mil soluções catalogadas, incluindo mais de 1,4 mil modelos de inteligência artificial tradicional, generativa e agentes inteligentes aplicados a atividades de atendimento, crédito, risco e eficiência operacional.

Entre as iniciativas de disseminação da tecnologia, o Banco mantém plataformas corporativas específicas para desenvolvimento e uso de IA generativa, incluindo o Genera BB, ambiente interno voltado à criação de assistentes inteligentes com requisitos de governança, segurança e conformidade.

O investimento em pessoas acompanha a expansão do uso da inteligência artificial. A edição de 2026 do AcademIA BB, programa corporativo de disseminação do conhecimento em inteligência artificial, registrou mais de 36 mil inscritos em trilhas de capacitação voltadas a IA generativa, IA agêntica, dados e analytics. A iniciativa integra a estratégia de desenvolvimento de competências digitais e de fortalecimento da cultura de uso responsável da tecnologia em todo o conglomerado.

Atualmente, o Banco do Brasil opera mais de 12 mil agentes baseados em Copilot, além de outros assistentes inteligentes aplicados a atividades internas, negócios e atendimento. A estratégia combina evolução tecnológica, desenvolvimento humano e governança para ampliar a utilização da inteligência artificial em processos corporativos e na prestação de serviços financeiros.

Fonte: Banco do Brasil

BB e iFood firmam parceria para ampliar financiamentos no Move Brasil Motos

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O Banco do Brasil e o iFood anunciam parceria com o objetivo de apoiar os entregadores no acesso ao financiamento da linha Move Brasil Motos, ampliando as oportunidades de aquisição de veículos novos e contribuindo para o fortalecimento da mobilidade produtiva e para a maior eficiência dos serviços prestados.

A iniciativa prevê a atuação conjunta das instituições na identificação de entregadores elegíveis ao programa, na integração de informações e na oferta ativa das soluções de financiamento, com ações direcionadas de comunicação e relacionamento.

O Move Brasil contempla o atendimento a motociclistas e ciclistas que atuam em plataformas de transporte ou entrega há pelo menos 6 meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas na respectiva plataforma.

A linha de crédito possibilita o financiamento de 100% do valor das motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas novas, com prazo de pagamento de até 48 meses, incluindo carência de dois meses. As taxas são de 0,90% ao mês para mulheres e 0,97% ao mês para homens.

A simulação e a contratação do financiamento podem ser realizadas nas agências e no app do BB, propiciando orientação, assessoria financeira, conveniência e comodidade aos clientes.

“O Banco do Brasil tem buscado construir parcerias estratégicas para gerar impacto positivo e inclusão financeira. Ao construir este convênio com o iFood, combinamos a proximidade da plataforma com os entregadores parceiros à solidez e expertise do Banco na oferta de soluções financeiras. Dessa forma, ampliamos o alcance do Programa Move Brasil e reforçamos o compromisso de estar cada vez mais próximo dos trabalhadores e empreendedores que movimentam a economia brasileira, oferecendo produtos e serviços adequados às suas necessidades e promovendo uma relação financeira mais sustentável e inclusiva”, afirma Julio Vezzaro, diretor de Corporate and Investment Bank do Banco do Brasil.

O histórico de ganhos no iFood pode contribuir para uma análise de crédito mais aderente à realidade financeira do entregador. Esses dados ajudam a compor uma visão mais ampla de seu perfil e podem ampliar as possibilidades de acesso a produtos e serviços bancários. “Inclusão financeira passa por reconhecer as diferentes formas de trabalho e geração de renda que existem hoje. Essa parceria cria uma ponte entre a trajetória profissional dos entregadores e o sistema bancário, ampliando as possibilidades para que eles tenham acesso a crédito e possam investir em seus próximos passos”, afirma Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto Social do iFood.

Poderão participar da iniciativa entregadores cadastrados no iFood como pessoas físicas, observados os critérios de elegibilidade definidos entre as instituições e os requisitos de enquadramento das linhas de crédito disponibilizadas. A contratação das operações estará sujeita à disponibilidade de recursos, aprovação cadastral e econômico-financeira dos proponentes, bem como à viabilidade técnica de cada proposta.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil: lucro sobe e supera projeções, mas por que ações caíram 4%?

Publicado em: 19/08/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou na noite da última quarta-feira (12) um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 14% em relação ao trimestre anterior e de 3% na comparação anual. O número superou as estimativas da maior parte do mercado, beneficiado por despesas menores com provisões jurídicas, controle de custos e receitas extraordinárias.

Contudo, para analistas de mercado, o ambiente ainda é de cautela, diante da piora dos indicadores de qualidade de crédito, especialmente em pessoas físicas, e da deterioração dos índices de capital.

XP, Itaú BBA, Bradesco BBI, Goldman Sachs, Morgan Stanley e JPMorgan avaliam que a qualidade do resultado é questionável e os riscos para o segundo semestre seguem elevados.
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Os papéis BBAS3, que operavam perto da estabilidade durante a manhã, passaram a ter perdas durante a tarde e fecharam em queda de 4,16%, a R$ 18,21.

A ação passou a ter queda firme desde o começo da tarde em resposta a comentários feitos durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre.

Na ocasião, o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, afirmou que as provisões deverão ficar na ponta alta das estimativas do banco, enquanto o lucro deve ficar na ponta baixa.

A XP classificou o trimestre como claramente melhor do que o esperado, destacando que o lucro veio 15% acima de sua projeção, impulsionado por um custo de risco menor que o previsto e por despesas operacionais sob controle. O Bradesco BBI também apontou que o resultado foi sustentado por itens não recorrentes, como maiores receitas de equivalência patrimonial e menores despesas legais.

Para o Goldman Sachs, o lucro serviu como um alívio após as fortes preocupações do mercado, mas não eliminou os sinais de alerta. O banco ressaltou que o retorno sobre patrimônio (ROE) de 8,3% continua significativamente abaixo do custo de capital e que as provisões seguem em patamar elevado.

O Itaú BBA classificou o desempenho como um “beat de baixa qualidade”, com a surpresa positiva no lucro sendo consequência de provisões inferiores à formação de novos créditos problemáticos e de um efeito tributário favorável, enquanto as tendências operacionais permaneceram frágeis.

Inadimplência em pessoas físicas domina preocupações

O principal tema do trimestre foi a deterioração da carteira de pessoas físicas. Os índices de inadimplência acima de 90 dias nesse segmento saltaram para 8,4%, ante 6,8% no trimestre anterior, enquanto o índice de cobertura caiu para 125,8%, de 147,9%. O índice de inadimplência acima de 90 dias total atingiu 5,61%, de 3,96% um ano antes e 5,05% nos primeiros três meses de 2026.

Os cartões de crédito foram o principal foco de preocupação. A XP aponta que os atrasos acima de 90 dias mais que dobraram, atingindo 14,6%, e responderam por praticamente toda a deterioração observada no trimestre. Os analistas da casa ainda destacaram que o crescimento da carteira de cartões tem sido impulsionado mais pelo financiamento do saldo do que pelo aumento do consumo, resultando em um perfil de risco mais elevado.

O Itaú BBA observou que a formação de novos créditos inadimplentes em pessoas físicas mais que dobrou na comparação trimestral, chegando a R$ 11,8 bilhões. Para o banco, os financiamentos em cartões e crédito consignado privado originados ao longo dos últimos trimestres ainda não maturaram totalmente, o que mantém riscos adicionais à frente.

Morgan Stanley e Bradesco BBI também ressaltaram a piora dos indicadores antecedentes de inadimplência, observando que os atrasos acima de 30 dias continuaram aumentando, o que sugere novas pressões sobre as provisões nos próximos trimestres.

Se o foco da deterioração migrou para pessoas físicas, a carteira agropecuária continua sendo um dos principais temas da tese de investimento.

A XP destacou avanços importantes na cobertura de provisões, com a cobertura das operações problemáticas do agronegócio chegando a 99,3% dos saldos combinados de estágio 2 e 3. Além disso, as reservas para operações adimplentes aumentaram significativamente.

Por outro lado, os indicadores antecedentes seguem pressionados. O banco destacou que os atrasos iniciais avançaram para 9% e que há R$ 66,5 bilhões em operações rurais com prorrogação legal de prazo, além de R$ 39,3 bilhões enquadrados no programa BB Regulariza Agro.

O Itaú BBA também chamou atenção para a alta da inadimplência de curto prazo e para a redução da cobertura por seguro rural em novas operações, fatores que podem dificultar uma normalização rápida do segmento.

Enquanto a qualidade do crédito piora, a geração de receitas continua sendo um dos principais fatores de sustentação do resultado.

A margem financeira (NII) somou R$ 27,5 bilhões e permaneceu estável frente ao trimestre anterior. O destaque foi a margem com clientes, que cresceu 2,2%, enquanto a dependência dos resultados de tesouraria diminuiu.

As receitas de prestação de serviços atingiram R$ 9,1 bilhões, com crescimento puxado por gestão de recursos, serviços bancários e consórcios. XP, BBI e Morgan Stanley classificaram a evolução das tarifas como resiliente e acima das expectativas em algumas linhas.

Outro destaque positivo foi o controle de despesas. As despesas administrativas cresceram abaixo da inflação e dos reajustes salariais, ajudando a melhorar os índices de eficiência do banco. Para os analistas, a disciplina de custos tem sido uma importante compensação para a necessidade crescente de provisões.

Capital vira novo foco de atenção

Se a inadimplência é a principal preocupação operacional, o capital regulatório emerge como um dos grandes debates para o restante do ano.

O índice de capital principal (CET1) caiu para 11,27%, recuo de cerca de 30 pontos-base no trimestre. O movimento foi influenciado por ajustes atuariais ligados à Previ e pelo crescimento dos ativos fiscais diferidos (DTAs).

Goldman Sachs chamou atenção para o fato de que os ativos fiscais líquidos já representam cerca de 46% do patrimônio líquido. O JPMorgan destacou que os DTAs líquidos chegaram a aproximadamente R$ 87 bilhões, ou cerca de 48% do patrimônio, tornando-se um importante ponto de atenção para investidores.

O JPMorgan avaliou negativamente o fato de que, apesar do lucro de R$ 3,9 bilhões no trimestre, o patrimônio líquido tenha encolhido mais de R$ 5 bilhões devido aos impactos atuariais registrados em outros resultados abrangentes.

Guidance mantido, mas mercado segue cético

O Banco do Brasil manteve suas projeções para 2026, mas diversos analistas avaliam que o cumprimento das metas ficou mais difícil após o desempenho do primeiro semestre.

Segundo XP e Itaú BBA, os R$ 7,3 bilhões de lucro acumulados no primeiro semestre implicam a necessidade de gerar entre R$ 10,7 bilhões e R$ 14,7 bilhões na segunda metade do ano para alcançar o guidance anual de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões.

Além disso, o custo de crédito acumulado já roda acima da faixa projetada pela administração, enquanto a qualidade do crédito continua se deteriorando. Por isso, a percepção predominante entre as casas é que, embora o resultado tenha sido melhor do que o mercado temia, ainda não há evidências claras de estabilização dos indicadores de risco.

Para a XP, o trimestre “foi melhor do que o temido”, mas não altera de forma relevante a tese de investimento. O BBI afirma que ainda não vê sinais de estabilização da qualidade dos ativos. O Itaú BBA mantém uma visão cautelosa diante do longo caminho para recuperação da rentabilidade. Já JPMorgan e Goldman Sachs consideram que os riscos ligados ao crédito e ao capital continuam sendo os principais obstáculos para uma reprecificação mais positiva das ações.

Fonte: Infomoney

Tem algo de errado com a ‘pechincha’ do Banco do Brasil? Citi acende alerta e corta preço-alvo

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O Banco do Brasil (BBAS3) até parece barato na bolsa. O problema é que, para o Citi, talvez exista um bom motivo para isso.

Segundo os analistas, as ações do BB continuam negociando a um múltiplo que, à primeira vista, parece convidativo. Mas o banco norte-americano acredita que o preço pode estar escondendo uma deterioração maior do que o mercado está colocando na conta.

Por isso, o Citi colocou BBAS3 sob “monitoramento de catalisador negativo” e manteve a recomendação neutra para as ações.

Os analistas também reduziram o preço-alvo para BBAS3, de R$ 21 para R$ 18, o que implica uma leve queda potencial de 2% em relação ao último fechamento, além de cortarem suas estimativas para o Banco do Brasil em 6% para 2026 e 21% para 2027.

“A tese de investimento depende cada vez mais de premissas difíceis de conciliar com as tendências operacionais recentes”, afirma o Citi.

Crédito continua sendo a grande tormenta do Banco do Brasil

A qualidade dos ativos segue como um dos principais pontos de pressão sobre a tese de Banco do Brasil (BBAS3).

No segundo trimestre (2T26), os indicadores de saúde da carteira continuaram se deteriorando, especialmente a formação de inadimplência (NPL formation) e a criação de operações classificadas no Estágio 3, que reúne créditos com problemas mais graves de recuperação.

Embora a administração tenha destacado sinais de estabilização em algumas carteiras, o Citi avalia que as provisões continuam atrás da deterioração do crédito.

“Continuamos preocupados com a possibilidade de que os níveis atuais de provisão sejam insuficientes para absorver totalmente o enfraquecimento contínuo da qualidade do crédito”, dizem os analistas.

O guidance para 2026 também entrou na mira. Para o Citi, a projeção mantida pela administração pressupõe uma trajetória de custo de crédito “excessivamente otimista” para o segundo semestre.

Para chegar ao ponto médio do guidance, seria necessária uma queda relevante nas provisões justamente enquanto a formação de inadimplência continua avançando.

Os analistas avaliam que a nova medida provisória de apoio ao agronegócio pode ajudar, mas o Citi vê pouco espaço para uma melhora rápida.

Como as renegociações ainda não ganharam tração significativa e o terceiro trimestre já está em andamento, os benefícios mais relevantes provavelmente apareceriam apenas no 4T26, segundo o Citi.

Nível de capital entra no radar

Além do crédito, o Citi chama atenção para outro ponto de pressão do balanço: a posição de capital.

O capital principal, medido pelo CET1, continua em trajetória de queda, enquanto a operação bancária individual permanece registrando prejuízo.

Ao mesmo tempo, os ativos fiscais diferidos (DTAs) seguem crescendo, impulsionados pelas maiores provisões de crédito e pelos prejuízos recorrentes.

Para o Citi, isso faz com que o patrimônio líquido tangível mereça mais atenção do que o patrimônio contábil tradicional na hora de avaliar a solidez financeira do BB.

BBAS3 está realmente barato?

Para o Citi, o Banco do Brasil continua parecendo barato quando observado pelo múltiplo de preço sobre valor patrimonial (P/BV).

O problema, segundo os analistas, é que essa métrica pode estar dando uma impressão otimista demais sobre a real força de capital do banco.

Quando os ativos fiscais diferidos são considerados, o desconto diminui consideravelmente: pelas contas do Citi, BBAS3 negocia a 1,2 vez o patrimônio líquido tangível (P/TBV), contra apenas 0,6 vez o patrimônio líquido contábil (P/BV).

Ou seja, o que parece uma pechincha olhando apenas para o valor patrimonial pode não ser tão barato quando a qualidade desse patrimônio entra na conta.

É justamente essa diferença que sustenta o alerta do Citi. Para os analistas, o desafio agora não é apenas saber se BBAS3 está barato, mas se o desconto é suficiente para compensar os riscos que ainda podem aparecer no crédito, nos resultados e no capital do banco.

Fonte: Seu Dinheiro

Pressão da inadimplência no BB vai além do balanço e reflete gargalos da economia

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O mercado financeiro reagiu de forma cautelosa ao mais recente balanço trimestral (2T26) do Banco do Brasil (BBAS3). Embora a instituição tenha reportado um lucro de R$ 3,9 bilhões, vindo acima das estimativas do mercado, a leitura minuciosa das linhas de crédito acendeu um alerta vermelho em relação à qualidade dos ativos e à sustentabilidade do guidance do banco público.

Para Charles Mendlowicz, economista, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e criador do canal Economista Sincero, a leitura dos números precisa ir além do resultado final.

“Quando o lucro vem acima do esperado, passa uma sensação que pode não condizer com a realidade. Ao analisar os dados, percebemos que um problema muito grave estourou no Banco do Brasil e vai aparecer em outras instituições: a questão da inadimplência”, afirma o economista.

Inadimplência escancara aperto do consumidor

A disparada nos calotes atingiu de forma drástica a carteira de pessoa física, com destaque para a modalidade de cartão de crédito, na qual a inadimplência saltou de 6,53% em junho de 2025 para 14,58% em junho de 2026. Para Mendlowicz, esse patamar reflete o real impacto do custo de vida no bolso da população.

“As pessoas estão sem dinheiro. Quando o orçamento aperta, a pessoa escolhe pagar a luz, a água ou a parcela do carro, e deixa para pagar o cartão de crédito depois. O salário do brasileiro subiu marginalmente, mas o condomínio, a escola dos filhos e o plano de saúde dobraram ou triplicaram nos últimos anos. Esse movimento reflete na inadimplência no cartão”, explica Mendlowicz.

Além da pessoa física, o agronegócio, considerado um tradicional motor do banco estatal, passou a dar sinais de estresse. A inadimplência acima de 90 dias encerrou junho em 6,27%, pressionada por eventos climáticos como o El Niño.
Diagnóstico macro e posição do investidor

Mendlowicz reforça que a instituição permanece sólida, descartando riscos sistêmicos, mas pondera que a deterioração do crédito ultrapassa as fronteiras do Banco do Brasil.

“Eu não estou tão preocupado com o Banco do Brasil como estou preocupado com o Brasil. O estresse estourou primeiro no banco público, mas a inadimplência é generalizada. Se você tem um armário com 15 gavetas e abre uma que tem uma aranha, a chance de ter aranhas nas outras gavetas é enorme”, adverte o economista.

De olho nas movimentações do setor bancário frente a uma futura rotação de carteiras na bolsa de valores, Mendlowicz orienta que os investidores tenham uma postura analítica e seletiva. “O momento requer paciência, é delicado. O investidor precisa observar como cada instituição financeira vai atravessar esse ciclo de crédito antes de tomar qualquer decisão”, conclui Charles Mendlowicz.

Fonte: Finance News

Como o mercado avaliou o resultado do segundo trimestre do Banco do Brasil?

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O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou no dia 12 de agosto que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). O número veio acima do esperado por analistas de mercado. O consenso da Bloomberg projetava lucro de R$ 3,5 bilhões. Já as projeções reunidas pela Lseg apontavam para R$ 3,6 bilhões. As projeções de analistas consultados pelo Valor Econômico eram de R$ 3,57 bilhões. Mas as ações caíam 3,42% cotadas a R$ 18,35 às 14h do dia seguinte.

Para o BTG, o Banco do Brasil apresentou um segundo trimestre marcado por deterioração relevante da qualidade dos ativos e redução do patrimônio tangível, apesar de o lucro líquido ter ficado próximo das estimativas.

O lucro líquido gerencial, com ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 8%, foi sustentado por receitas de juros e tarifas ligeiramente melhores do que o esperado e bom controle de despesas administrativas, comenta o time de analistas.

Já a carteira de crédito cresceu apenas 1% na base trimestral, enquanto a inadimplência acima de 90 dias avançou para 5,6%, com forte deterioração nas carteiras de pessoa física, cartões de crédito, agronegócio e empresas.

Além disso, o BTG ressalta que as provisões permaneceram elevadas e a cobertura da inadimplência recuou, refletindo a piora da qualidade da carteira e o aumento da formação de créditos problemáticos.

Para a equipe do banco, a implementação das medidas voltadas à renegociação de dívidas rurais tem avançado mais lentamente do que o esperado, mantendo incertezas sobre a normalização da carteira do agronegócio e pressionando as perspectivas de resultados para os próximos períodos.

A Genial Investimentos comenta em relatório que, apesar da melhora ainda que marginal da rentabilidade do Banco do Brasil no trimestre, houve uma piora na qualidade do resultado. Os analistas seguem vendo uma rentabilidade muito abaixo do custo de capital e, principalmente, uma dinâmica de crédito ainda frágil.

Já a XP avalia que o Banco do Brasil (BBAS3) apresentou um resultado claramente acima do esperado no 2T26, com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, 15% acima da estimativa de seus analistas, apoiado por um Custo do Risco melhor que o esperado e bom controle das despesas operacionais. Mas a equipe considera que a qualidade subjacente do trimestre permanece mista.

A avaliação é que, embora o BB continue aumentando as reservas antes das perdas e melhorando a cobertura no Agro, as tendências de crédito permanecem desafiadoras em toda a carteira, especialmente em Pessoas Físicas, na qual a deterioração impulsionada pelos cartões acelerou de forma significativa, a formação de NPLs (Non-Performing Loan – crédito não produtivo ou em atraso) novos mais que dobrou na base trimestral e os índices de cobertura enfraqueceram.

Fonte: Finance News

Presidente do BB vira alvo da CVM por declarações na divulgação do 2° tri

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A presidente do BancodoBrasil, Tarciana Medeiros, e o vice-presidente de Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias, se tornaram alvo de processo sancionador da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suposta violação do artigo 15 da Resolução 80, que exige a divulgação de informações verdadeiras, completas e consistentes, sem induzir investidores a erro. Procurado, o Banco do Brasil não respondeu até o fechamento deste texto.

Segundo a área técnica da CVM, as declarações dos executivos do Banco do Brasil sobre as ações da instituição motivaram um pedido de esclarecimentos à companhia.

O caso envolve uma fala de Tarciana durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, quando afirmou: “quem tem ação do BB mantenha; quem não tem, compre”.

Na ocasião, a CVM questionou o banco sobre as declarações.

Em resposta, o BB afirmou que as falas deveriam ser interpretadas no contexto integral da apresentação dos resultados, e não a partir de trechos isolados ou manchetes.

A instituição também disse que não teve intenção de influenciar decisões de investimento ou a cotação das ações e que as declarações se basearam em informações previamente divulgadas.

Tarciana deverá ser formalmente notificada sobre o processo nos próximos dias. Como se trata de um processo sancionador, já há acusação formulada e o caso será submetido a julgamento pela CVM.

Fonte: CNN Brasil

BB propõe clausular ações afirmativas, mas não responde às principais reivindicações

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Em mais uma rodada de negociações por aumento real e melhores condições de trabalho, realizada nesta quarta-feira (19 de agosto), em São Paulo, a gestão do Banco do Brasil não apresentou proposta às principais reivindicações das funcionárias e funcionários.

“Reforçamos a cobrança da nossa minuta de reivindicações, que as negociações precisam avançar e que vamos unir forças à paralisação nacional desta quinta-feira (20) pela valorizaçao de toda a categoria bancária”, destacou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.

O que a gestão do BB apresentou na mesa de negociação desta quarta foi a garantia de clausular no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa.

O BB também disse que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.

Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. Direito que seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.

“Todas essas propostas são muito importantes. Mas registramos que precisamos avançar em muitos outros pontos da minuta de reivindicações, pontos que refletem diretamente na melhoria das condições de trabalho e no reconhecimento que o banco precisa dar a todas as funcionárias e funcionários”, destacou Fernanda Lopes.

Próxima rodada e dia nacional de paralisação

A próxima rodada da negociação específica entre BB e funcionários não tem data confirmada, mas a comissão dos funcionários seguirá em plantão permanente.

“A CEBB somará forças às bases sindicais na paralisação nacional desta quinta-feira (20). A categoria bancária tem histórico de lutas que deram certo e, amanhã, vamos mostrar aos banqueiros a força da nossa unidade por condições dignas de trabalho, fim do enxugamento de postos de trabalho e do fechamento de agências”, reforçou a coordenadora da CEBB.

Entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos do país – incluindo o Banco do Brasil – aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços.

“Esse é mais um entre tantos dados que comprovam que os bancos não deveriam estar reduzindo o quadro de funcionários, e sim o contrário. A contratação de correspondente bancário, a queda de postos e o fechamento de agências estão sendo utilizados pelo setor bancário como manobra para ampliar lucros em cima da precarização do trabalho, sobrecarga dos funcionários e, consequentemente, queda do atendimento qualificado e presencial aos clientes”, pontuou a dirigente.

Saiba como foram as negociações anteriores

1ª mesa: Mesa com BB: Sindicato reivindica abertura de concursos públicos e valorização dos funcionários 2ª mesa: Funcionários do Banco do Brasil cobram avanços em inclusão, igualdade e apoio a trabalhadores endividados 3ª mesa: Banco do Brasil: bancários denunciam metas abusivas e cobram solução definitiva para a Cassi 4ª mesa: Em mesa com BB, trabalhadores cobram valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho 5ª mesa: BB perde a oportunidade de apresentar respostas às reivindicações dos trabalhadores 6ª mesa: Banco do Brasil não apresenta proposta econômica nem devolutivas e frustra funcionários

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Negociação com o BB avança em diversidade e proteção, mas deixa pendências na mesa

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A negociação específica entre a CONTEC e o Banco do Brasil avançou no dia 19 de agosto em temas como diversidade, proteção a vítimas de violência doméstica e expansão de vagas de especialistas, mas terminou com uma série de reivindicações ainda sem resposta. Para os representantes dos trabalhadores, as devolutivas apresentadas pelo banco seguem tímidas diante do volume de demandas acumuladas. A cobrança ocorre em meio ao aumento da insatisfação dos funcionários, que envolve não apenas questões econômicas, mas também metas, assédio, condições de trabalho e pautas funcionais.

Entre os avanços da rodada, o BB confirmou a construção de uma cláusula para o Acordo Coletivo de Trabalho voltada à igualdade de oportunidades e às políticas de diversidade, equidade e inclusão. A minuta deve ser encaminhada até sexta-feira (21). O banco também apresentou dados sobre a participação de mulheres e pessoas negras em funções de liderança. Atualmente, mulheres ocupam cerca de 37% da alta liderança, enquanto a meta é chegar a 50% até 2030. Para lideranças pretas e pardas, o objetivo é alcançar 30% ainda em 2026.

Outro ponto discutido foi o protocolo de atendimento a vítimas de violência doméstica, implantado no segundo semestre de 2025. Desde então, foram realizados 59 atendimentos, sendo 52 de mulheres e sete de homens. O protocolo prevê acolhimento, orientação, apoio psicológico e social, além de mudanças de local de trabalho por segurança e apoio financeiro em situações excepcionais. Na mesa, também foi apresentada a proposta de incluir no ACT a estabilidade no cargo para vítimas de violência doméstica, ampliando a proteção oferecida aos trabalhadores nessas situações.

O Banco do Brasil atualizou ainda os números da criação de 600 vagas de especialistas. As duas primeiras etapas já alcançam 256 agências em 241 municípios. No recorte das entidades vinculadas à CONTEC, são 48 agências em 46 municípios, distribuídos por dez federações.

A reunião também tratou das regras para deslocamentos a serviço do banco. O uso de veículo próprio continuará excepcional e voluntário, com reembolso de R$ 0,92 por quilômetro e pagamento de pedágio mediante comprovação, além de autorização prévia. Apesar dos avanços, a CONTEC voltou a cobrar respostas para os pontos que seguem pendentes. O banco argumentou que parte das demandas ainda depende de análise interna e disponibilidade de recursos.

Fonte: Contec

Após críticas, BB suspende fechamento de guichês de caixas em algumas agências

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O Banco do Brasil comunicou aos funcionários a suspensão temporária do fechamento de guichês de caixa em algumas agências em todo o país, dentre elas três unidades na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A medida foi tomada dias após o Sindicato se manifestar criticando as mudanças que, como destacou a entidade, prejudicam trabalhadores e clientes, pois reduz o atendimento presencial nas Plataformas de Suporte Operacional (PSOs), inclusive em unidades com fluxo significativo de clientes.

“Em visita à base, um dia após a publicação da matéria sobre as PSO’s, gestores nos relataram sobre o envio de e-mail do banco acerca da alteração do fechamento das SOPs. Entendemos nesse momento que o banco sentiu a mobilização do Sindicato e dos funcionários, porém, utiliza como de costume, medidas que são temporárias e sem diálogo com o movimento sindical”, diz a diretora do Sindicato, Priscilla Semencio, bancária do BB.

Entenda

As medidas, chamadas pelo banco de “absorção” de agências, têm sido implementadas sem transparência e sem comunicação adequada aos trabalhadores, segundo denúncias recebidas pelo Sindicato.

A situação contraria, inclusive, informação apresentada pelo próprio banco em reunião realizada em 6 de maio, com a participação de dirigentes sindicais das Regionais Sul e Oeste do Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Comissão de Empresa Estadual.

Na ocasião, a Gerência da PSO informou que não havia previsão de novos fechamentos de Suporte Operacional (SOP) e que, caso houvesse mudanças, as gerências seriam comunicadas. Na prática, porém, os fechamentos continuaram ocorrendo, até a divulgação da suspensão da medida.

“A medida tomada pelo banco demonstra que a organização dos funcionários, junto com o Sindicato, produz resultados e o banco sente isso”, acrescenta Priscilla, destacando, entretanto, que a medida foi anunciada como temporária e a luta dos trabalhadores deve continuar. “Foi uma vitória ela é temporária e, além disso, o Sindicato não foi procurado em nenhum momento para um diálogo. A mobilização deve ser constante, pois nenhuma vitória ou direito permanecem protegidos sem isso”, ressalta.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB anuncia 680 novas vagas para especialistas e edital segue em fase de estudos

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Boas novas para os concurseiros a espera por desdobramentos por um dos editais mais aguardados no país ainda para este 2026. Falamos do Banco do Brasil (BB), que encerrou no dia 14 de agosto mais uma rodada de negociações sem apontar as definições esperadas pelas entidades sindicais, deixando uma série de pontos ainda em avaliação, sem deliberação definitiva, entre eles a realização de um novo edital para servidores.

Na atividade, o ponto de maior divergência ocorreu ao longo da discussão da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com o banco apresentando negativas e indicando a manutenção de regras vigentes. Ainda assim, as entidades sindicais consideram que há espaço para avançar em temas que afetam diretamente as condições de trabalho e a carreira dos funcionários, entre eles a realização de um novo concurso público. A posição da categoria é de que a negociação não pode se limitar à reprodução automática do acordo atual quando existem reivindicações que ainda precisam de resposta.

Nisso, dentro do debate sobre o quadro de pessoal, as entidades sindicais reinvindicam a realização de um novo concurso público para a contratação de 5 mil novos servidores. Ao mesmo tempo, o banco também informou que, em razão das restrições do período eleitoral, ainda não há expectativa de novo edital neste ano, mas anunciou a criação de 680 vagas de especialistas, destinadas principalmente a dependências com dificuldade de preenchimento.

Por fim, uma nova rodada de negociações entre os representantes dos trabalhadores e do Banco do Brasil deverá ser anunciada nos próximos dias, que pode registrar um avanço em relação as tratativas para realização de um novo edital para servidores do BB.


Novo edital segue em fase de estudos

Mesmo ainda sem uma sinalização positiva por parte do Banco do Brasil, vale lembrar que recentemente, no último dia 7 de abril, o Blog do Ceisc em contato com a assessoria de imprensa do órgão, confirmou a futura seleção segue em fase de estudos e análise por parte do órgão, o que pode ser um indicativo de que uma nova seleção ocorra em breve.

Vale lembrar que a indefinição sobre a banca ocorre desde janeiro deste ano, quando o Banco do Brasil confirmou o encerramento do contrato com a Fundação Cesgranrio e informou que realizava estudos para escolha de uma nova organizadora. Desde então, o tema segue em aberto. Recentemente, em nota publicada sem seu site oficial no último dia 19 de fevereiro, o banco esclareceu que no momento não há previsão para um novo edital de servidores, mas deixou em aberto a possibilidade de um certame ainda em 2026, tendo em vista que este tema segue em aberto.

Ainda assim, na nota enviada no último dia 7 de abril, o banco ressalta que estudos e análises necessários à gestão contratual de banca organizadora, com objetivo de garantir a continuidade das seleções externas com segurança e eficiência, estão em andamento, o que pode ser um indicativo de que uma nova seleção pode estar à caminho.​

Por fim, vale ressaltar que a expectativa por um novo concurso para o Banco do Brasil, segue deixando os candidatos em alerta por conta de alguns fatores importantes, com o banco já tendo finalizado a fase de convocação de todos os aprovados do último certame, incluindo vagas imediatas e cadastro de reserva para os cargos de Agente Comercial e Agente de Tecnologia.

Último edital foi publicado em dezembro de 2022

Organizado pela Fundação Cesgranrio, o último edital para o Banco do Brasil foi publicado no mês de dezembro de 2022. Na ocasião, a seleção ofertou 6 mil vagas, para os cargos de Agente Comercial e Agente de Tecnologia, sendo 4 mil para preenchimento imediato e 2 mil para formação de cadastro reserva. A remuneração inicial é de R$5.436,03, sendo R$3.622,23 de vencimento inicial, R$1.014,42 de auxílio-alimentação/refeição e R$799,38 de cesta alimentação.

Fonte: CEISC