Banco do Brasil libera JCP bilionário; saiba quem tem direito

Publicado em: 27/02/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) confirmou a distribuição de R$ 400.396.500,00 em Juros sobre o Capital Próprio (JCP) referentes ao primeiro trimestre de 2026. A decisão foi aprovada em 12 de fevereiro de 2026 e divulgada por meio de Fato Relevante na última quinta-feira, 19, como parte da remuneração antecipada aos acionistas.

O valor corresponde a R$ 0,07014190105 por ação ordinária (BB ON), seguindo o cronograma já comunicado anteriormente ao mercado em 19 de janeiro de 2026.

Quem recebe o JCP da BBAS3

O pagamento será realizado em 11 de março de 2026, considerando a posição acionária de 2 de março de 2026. As ações serão negociadas “ex” a partir de 3 de março de 2026, ou seja, investidores que comprarem os papéis a partir dessa data não terão direito ao provento.

O crédito será efetuado em conta corrente, poupança-ouro ou por caixa. Acionistas com cadastro desatualizado terão a remuneração retida até que regularizem seus registros em uma das agências do Banco do Brasil. Para a regularização, poderá ser necessária a apresentação de documento de identidade, CPF e comprovante de residência, no caso de pessoa física, ou estatuto/contrato social e prova de representação, no caso de pessoa jurídica.

No caso de ações custodiadas na Central Depositária da B3, os valores serão pagos à entidade depositária, que fará o repasse aos acionistas titulares por meio de seus respectivos agentes de custódia.

Tributação do provento

O Banco do Brasil informou que haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal do JCP, conforme a legislação vigente. Acionistas dispensados da tributação deverão comprovar essa condição até 4 de março de 2026 em uma das agências do banco.

Em comunicado ao mercado, o Banco do Brasil reforçou os detalhes da remuneração aprovada para os acionistas da BBAS3, afirmando: “O Banco do Brasil S.A. comunica que aprovou em 12/02/2026 a distribuição de R$ 400.396.500,00 a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), relativos ao primeiro trimestre de 2026.”

Fonte: Suno Notícias

BB e entidades ligadas destinam R$ 22 milhões a projetos sociais

Publicado em: 26/02/2026

O Banco do Brasil e suas Entidades Ligadas (ELBBs) destinaram R$ 22 milhões a projetos sociais em 2025 por meio do programa Mãos Dadas BB, iniciativa de Investimento Social Privado (ISP) realizada via incentivos fiscais. Ao todo, 31 entidades foram contempladas, com impacto estimado em 81 mil pessoas em 26 municípios.

O programa registrou crescimento de 50% no número de projetos cadastrados em relação a 2024, totalizando 144 inscrições. Desses, 43 foram habilitados. Os números consolidam o fortalecimento da governança do Mãos Dadas BB e ampliam a capilaridade do investimento social do Conglomerado BB.

Criado para estruturar as doações incentivadas do Banco do Brasil, o Mãos Dadas BB direciona parte do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) devido, dentro dos limites legais, para financiar projetos aprovados em mecanismos como o Fundo para Infância e Adolescência (FIA), Fundo do Idoso, Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), e do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Desde 2024, o programa passou a operar exclusivamente na modalidade Doações Incentivadas, ampliando a organização e a eficiência do processo.

“A ampliação do programa em 2025 mostra o crescimento da nossa governança em ISP. Mais do que um repasse financeiro, o Mãos Dadas fortalece a estratégia social do BB e permite, com nossa capilaridade, que a atuação chegue à ponta. Assim, reforçamos o compromisso de sermos presentes e relevantes nas comunidades onde atuamos, gerando impacto positivo”, afirma José Alves, gerente-geral de ASG do Banco do Brasil.
Como participar

Podem participar entidades sem fins lucrativos, regularmente constituídas e adimplentes com o Banco do Brasil, que possuam projetos aprovados para captação em um dos mecanismos habilitados (FIA, Fundo da Pessoa Idosa, Pronon ou Pronas/PCD). A inscrição ocorre conforme edital anual, lançado no segundo semestre de cada ano, com envio de projeto e documentação dentro do prazo estabelecido.

Após a seleção, os recursos são destinados via incentivo fiscal, e a entidade executa o projeto com acompanhamento e prestação de contas ao Banco.

Mais informações em bb.com.br/maosdadasbb.

Fonte: ESG Inside

Banco do Brasil e BNDES lançam linhas para modernizar saúde e educação pública

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O Banco do Brasil, em parceria com o BNDES, anuncia o lançamento do BB FIIS Automático, nova linha de financiamento destinada a Estados, Municípios e ao Distrito Federal. O objetivo com a criação é impulsionar a aquisição de máquinas e equipamentos para aprimorar a infraestrutura dos serviços públicos nas áreas de saúde e educação, por meio de recursos do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), criado pela Lei nº 14.947/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 12.157/2024.

Com o BB FIIS Automático, os entes públicos poderão acessar até R$ 50 milhões por modalidade de financiamento, que poderá ser contratada diretamente com o Banco do Brasil ou através de outros agentes financeiros credenciados pelo BNDES, por meio do Programa FIIS Automático, nas modalidades FIIS Educação e FIIS Saúde. Para valores superiores, o financiamento pode ser solicitado diretamente com o BNDES. Para obtenção dos recursos, os projetos devem ser habilitados pelo Comitê Gestor do FIIS, conforme edital disponível na plataforma TransfereGov. No BB FIIS Automático, as condições da linha incluem taxa fixa subsidiada a partir de 11,63% ao ano, financiamento de até 100% do valor dos equipamentos, prazo de pagamento de até 10 anos e carência de até 24 meses.

De acordo com José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, “o BB FIIS Automático é um marco estratégico que reforça nosso compromisso em apoiar o setor público e estimular iniciativas que geram valor à sociedade. Ao priorizar a compra de máquinas e equipamentos de fabricantes nacionais, a linha contribui para o fortalecimento da indústria, geração de empregos e desenvolvimento sustentável em todo o território brasileiro”.

Sasseron também reforça que as linhas são rentáveis e com baixa inadimplência. “As operações de crédito ao Setor Público são estruturadas de forma a assegurar retorno adequado sobre os recursos próprios investidos, considerando de maneira integrada o risco do ente público, o prazo das operações, os custos operacionais e a taxa pactuada”, complementa.

“A cooperação entre os bancos públicos é uma diretriz do presidente Lula e a atuação por meio do FIIS é mais um exemplo dessa exitosa parceria, que fortalece o papel do crédito público na retomada do desenvolvimento econômico. Gerido pelo BNDES, o FIIS é um importante instrumento para que estados, municípios, além de redes e entidades privadas, como as santas casas, possam ampliar investimentos em infraestrutura social, apoiando projetos para reforma e construção de escolas e de unidades de saúde e compra de equipamentos, por exemplo”, afirma Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce.

O BB FIIS Automático oferece taxas competitivas e acessíveis, facilitando a obtenção de financiamento para investimentos essenciais em saúde e educação. Por utilizar recursos do FIIS, as condições são ainda mais vantajosas, alinhadas à política de retorno do Banco do Brasil, tornando o financiamento atrativo e sustentável para gestores públicos que buscam modernizar seus serviços.

O Banco do Brasil possui equipe especializada disponível para apoiar os gestores públicos em todas as etapas do processo, oferecendo orientação, atendimento personalizado e suporte técnico para facilitar contratação e aquisição dos equipamentos necessários, promovendo maior eficiência e agilidade na resposta às demandas sociais.

Fonte: Banco do Brasil

ANABB celebra 40 anos de protagonismo e defesa dos funcionários do BB

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A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) completa, nesta sexta-feira (20), quatro décadas de uma trajetória marcada pela defesa técnica, política e jurídica de seus associados. Para celebrar o marco, a entidade realiza um evento comemorativo no Unique Palace, em Brasília, reunindo parlamentares, autoridades ligadas ao Banco do Brasil e lideranças do funcionalismo público.

Uma História de Lutas e Representatividade

Fundada em 20 de fevereiro de 1986 por 74 funcionários pioneiros, em um contexto de transição democrática e instabilidade econômica, a ANABB consolidou-se como a maior entidade representativa de uma única categoria de trabalhadores na América Latina, superando hoje a marca de 100 mil associados.
Ao longo dessas 40 anos, a associação tem sido a voz do funcionalismo em momentos decisivos, como na elaboração da Constituição de 1988, onde garantiu direitos históricos como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação da “Bancada do BB” no Congresso Nacional.

Conquistas Jurídicas e Proteção ao Patrimônio

A atuação da ANABB é reconhecida por ofensivas jurídicas recordes, que resultaram em ressarcimentos bilionários e na proteção de direitos. Entre os destaques da sua trajetória estão:

  • Vitórias Judiciais: Liderança histórica em ações de correção do FGTS, Imposto de Renda e planos econômicos. Um dos marcos recentes foi a recuperação de R$ 120 milhões para 35 mil associados no caso do IR Quilometragem em 2010.
  • Defesa do BB Público: Atuação firme e estratégica contra a privatização do Banco do Brasil em diversas frentes parlamentares e sociais.
  • Previdência e Saúde: Gestão vigilante junto à PREVI e CASSI, garantindo avanços como a criação do BET (Bônus de 20%) em 2010 e a resistência contra a devolução de reservas ao banco, protegendo o patrimônio dos associados.

O evento no Unique Palace não apenas celebra o passado, mas reafirma o compromisso da ANABB em continuar sendo uma autoridade técnica e política na fiscalização do sistema financeiro e na proteção dos direitos dos funcionários ativos, aposentados e pensionistas.

Fonte: Lago Sul

Banco do Brasil lucra R$ 5,7 bilhões no 4T25 e fecha 2025 com R$ 20,7 bilhões

Publicado em: 12/02/2026

O Banco do Brasil (BOV:BBAS3) encerrou a temporada de resultados dos grandes bancos da bolsa de valores brasileira com lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), conforme balanço financeiro divulgado na noite de quarta-feira (11 de fevereiro). No acumulado do ano, o lucro somou R$ 20,7 bilhões, dentro do guidance revisado pela instituição ao longo do exercício.

Na comparação anual, o resultado do 4T25 representa queda relevante frente aos R$ 9,59 bilhões registrados no quarto trimestre de 2024. Por outro lado, houve forte avanço de 51% em relação ao terceiro trimestre de 2025, sinalizando uma inflexão operacional após um ano marcado por revisão de projeções e maior pressão no custo de crédito.

A margem financeira bruta do Banco do Brasil totalizou R$ 103,1 bilhões em 2025. Apenas no 4T25, o indicador atingiu R$ 27,8 bilhões, com crescimento de 5,4% na comparação trimestral e de 3,8% na base anual. Segundo a administração, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das receitas financeiras, com destaque para as operações de crédito com pessoas físicas, especialmente o Crédito do Trabalhador.

“A performance da Margem Financeira Bruta demonstra a consistência de geração de receitas do BB”, informou o banco em comunicado ao mercado.

A Carteira de Crédito Expandida alcançou R$ 1,3 trilhão em dezembro de 2025, alta de 2,5% frente a dezembro de 2024. O segmento de Pessoa Física foi o principal vetor de crescimento, avançando 7,6% no ano. Linhas como Crédito Não Consignado (+11,8%) e Cartão de Crédito (+19,6%) registraram expansão de dois dígitos — fator relevante para investidores atentos à diversificação do mix de crédito do BBAS3.

O custo de crédito somou R$ 61,9 bilhões em 2025, refletindo aumento do risco, especialmente no setor do agronegócio. No quarto trimestre, o custo ficou em R$ 18 bilhões, estável frente ao trimestre anterior. Já a inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 5,17%, alta de 66 pontos-base em relação a setembro de 2025.

Ao longo de 2025, o Banco do Brasil revisou seu guidance de lucro líquido ajustado, inicialmente projetado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, antes da suspensão em maio. Em agosto, a estimativa foi ajustada para uma faixa inferior e, em novembro, consolidada entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões — intervalo efetivamente cumprido, com lucro anual de R$ 20,7 bilhões.

Além do lucro, o banco também entregou crescimento da carteira de crédito de 3,6% (dentro da faixa projetada de 3% a 6%) e receitas de serviços de R$ 34,8 bilhões, dentro da banda estimada de R$ 34,5 bilhões a R$ 36,5 bilhões.

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, destacou que o banco conseguiu se adaptar ao cenário macroeconômico mais desafiador. “Nosso guidance mostra isso e nossos resultados indicam sinais de inflexão, com lucro de R$ 5,7 bilhões e crescimento de 51,7% na comparação com o trimestre anterior”, afirmou.

As ações do Banco do Brasil (BOV:BBAS3) encerraram quarta-feira (11/02) cotadas a R$ 24,91, estabilidade de 0,00%, segundo dados da bolsa de valores. O papel operou sem variação relevante ao longo do dia, refletindo possível cautela dos investidores diante da queda anual do lucro no 4T25, apesar da melhora sequencial e do cumprimento do guidance.

Para o próximo pregão, o mercado tende a avaliar com mais profundidade a qualidade do lucro, o comportamento da inadimplência e a sustentabilidade da margem financeira em 2026.

O Banco do Brasil S.A. (BOV:BBAS3) é uma das maiores instituições financeiras do país, com forte atuação em crédito rural, agronegócio, varejo bancário, serviços financeiros e mercado de capitais. Concorrente direto de Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), Bradesco (BOV:BBDC4) e Santander Brasil (BOV:SANB11), o BB é listado na bolsa de valores brasileira e figura entre as empresas com maior capitalização de mercado da B3.

Para investidores que acompanham ações BBAS3 hoje, dividendos, resultado trimestral e perspectivas para investir em bancos na B3, o desempenho de 2025 reforça um cenário de transição, com sinais de recuperação operacional, mas ainda sob pressão de crédito.

Fonte: Advanced Financial Network

BB anuncia distribuição de R$ 1,23 bi em juros sobre capital próprio

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O Banco do Brasil (BBAS3) comunicou a aprovação na última terça-feira (10 de fevereiro) da distribuição de cerca de R$ 1,23 bilhão a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), relativo ao quarto trimestre de 2025.

O valor corresponde a R$ 0,21630429188 por ação, com o valor atualizado até esta quarta-feira (11) de R$ 0,21978938776.

Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (31 de dezembro de 2025) até a data do pagamento (05 de março 2026) e terão como base a posição acionária de 23 de fevereiro 2026. Assim, as ações serão negociadas sem direito ao provento a partir de 24 de fevereiro.

Além do imposto de renda incidente sobre a atualização, haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal de acordo com a legislação vigente.

Adicionalmente, o BB informou que R$ 261,63 milhões foram pagos, em 12 de dezembro 2025, a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de JCP, relativo ao quarto trimestre de 2025, conforme Fato Relevante de 19 de novembro.

Fonte: Infomoney

BB libera R$ 950 milhões de empréstimo para obras ao governo de MS

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O empréstimo de R$ 950 milhões do Banco do Brasil ao Governo de Mato Grosso do Sul foi assinado no dia 5 de fevereiro e publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (9).

Destinado à segunda fase do programa MS Ativo do governador Eduardo Riedel (PP), o empréstimo deverá ser pago em 216 meses, com juros de 1,6% ao ano.

O pedido de empréstimo passou pela Alems (Assembleia Legislativa) em regime de urgência no ano passado.

Contudo, o valor será destinado para rodovias, estradas, municípios e escolas.

De acordo com a publicação de hoje, o empréstimo é sob a forma de financiamento concedido pelo Banco do Brasil, com finalidade única e exclusiva de financiar as despesas de capital.

Assinaram o financiamento: Sebastião Vanderlan Borges Soares e Eduardo Riedel.

Fonte: Mídiamax

Como o Banco do Brasil vai estragar a festa bilionária do lucro dos bancões em 2025

Publicado em: 05/02/2026

Os quatro maiores bancos brasileiros em atacado e varejo (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) devem lucrar juntos 101,6 bilhões de reais em 2025, queda de 9,56% em relação ao lucro de 112,34 bilhões de reais. As informações foram levantadas por VEJA nesta sexta-feira, 30, com base em relatórios da Ágora Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA e XP Investimentos.

A queda no lucro das empresas reflete o desempenho do Banco do Brasil, que, segundo as estimativas mais conservadoras, deve lucrar 18,84 bilhões de reais em 2025, baixa de 50,27% em relação ao lucro líquido de 37,89 bilhões de reais em 2024. O BB será o único entre os quatro líderes do setor a registrar queda no lucro.

O BB vem passando por uma situação complicada em meio à inadimplência do agronegócio e à piora dos calotes nas carteiras de pessoas jurídicas. Para o quarto trimestre, analistas consultados pela reportagem esperam a continuidade da inadimplência. A equipe da XP Investimentos lembra que, apesar dos fortes desembolsos vinculados à MP 1.314, o impacto deverá ser limitado no quarto trimestre de 2025. Isso porque a medida entrou em vigor apenas no final de outubro de 2025, e o quarto trimestre normalmente apresenta um cronograma de vencimentos mais leve.

A corretora também destaca que a carteira de crédito para empresas deverá continuar enfrentando pressão devido ao ambiente de altas taxas de juros e aos efeitos persistentes do setor agrícola. Desse modo, estima que as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), recursos destinados a cobrir os calotes dos clientes, devem permanecer elevadas, em cerca de 62 bilhões de reais no acumulado de 2025.

A Ágora Investimentos afirma que essas provisões devem refletir uma inadimplência de 4,9% do BB no quarto trimestre de 2025, alta de 3,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, mas estabilidade na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

“Esperamos um crescimento da receita de 3,5% em relação ao trimestre anterior, com a expansão da carteira de empréstimos e das margens no período, enquanto prevemos a estabilização das despesas com provisões”, diz Renato Chanes, que assina o relatório da Ágora.

O Itaú BBA é mais pessimista em relação ao BB e prevê uma piora generalizada em suas carteiras na comparação anual, mas uma estabilização frente ao terceiro trimestre de 2025. Assim, o banco estatal deve seguir pressionado em relação a 2024, mas apresentar certa estabilização na margem trimestral.

Itaú será joia da coroa entre os bancos

O Itaú deve manter sua liderança entre os quatro grandes bancos no quarto trimestre de 2025 e no acumulado do ano. As estimativas apontam um lucro entre 12,17 bilhões de reais (XP Investimentos) e 12,28 bilhões de reais (Genial Investimentos) no período. Os números representam altas entre 11,8% e 12,86%.

Para o acumulado de 2025, com base na estimativa mais conservadora, a instituição financeira pode lucrar 42,68 bilhões de reais, avanço de 4% em relação ao resultado de 41,04 bilhões de reais registrado em 2024. Para a Genial Investimentos, a casa mais otimista, o banco deve apresentar mais um trimestre sólido, beneficiado pela sazonalidade positiva do período.

“O resultado será reflexo da manutenção de uma qualidade de ativos benigna, apesar de pressão pontual no segmento de atacado sobre o custo de crédito. No varejo, o custo permanece controlado, refletindo um mix mais defensivo, com maior participação de linhas com garantia e consignado”, argumentam Eduardo Nishio e Ygor Bastos, que assinam o relatório da Genial.

Os especialistas também atribuem o bom desempenho do Itaú à sua elevada participação no segmento de alta renda, considerado mais resiliente, o que mantém a inadimplência da companhia sob controle. A Genial estima que a inadimplência do banco deve encerrar o quarto trimestre de 2025 em 2,28%, queda de 0,17 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Diante disso, os analistas reforçam que o banco, gerido por Milton Maluhy Filho, deverá apresentar o melhor balanço entre os tradicionais.

Bradesco dará novo passo para recuperação

O Bradesco deve apresentar mais uma melhora em seus resultados. A companhia tende a elevar sua rentabilidade para um patamar equivalente ao seu custo de capital. Os analistas calculam que o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) deve atingir 15%, mesmo percentual da Selic, que baliza a remuneração dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Em termos práticos, o banco terá a rentabilidade dos empréstimos no mesmo nível do custo de captação. O número pode parecer modesto, mas vale lembrar que o Bradesco chegou a registrar rentabilidade inferior a 10% no auge da crise, o que evidencia a melhora promovida pela gestão de Marcelo Noronha desde que assumiu, no fim de 2023 e início de 2024.

Para o lucro, os analistas estimam ganhos entre 6,39 bilhões de reais e 6,44 bilhões de reais, altas entre 18,3% e 19,25% em relação ao quarto trimestre de 2024. Para a XP Investimentos, o quarto trimestre reforça a percepção de que o banco está ligeiramente adiantado em seu cronograma de reestruturação. “Isso permite ao Bradesco usar parte dessa reserva para proteger o balanço e acelerar os investimentos previstos no plano”, afirmam Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães.

Santander ficará estagnado

O Santander será o primeiro a divulgar o balanço, que deve ser morno e sem grandes novidades. Esses resultados estagnados fazem parte da estratégia da instituição de adotar uma postura cautelosa em um ano de juros elevados e inflação que chegou a ultrapassar o teto da meta, embora o indicador tenha ficado abaixo do limite no acumulado do ano.

Para o quarto trimestre de 2025, os analistas esperam uma rentabilidade próxima de 17%, mesmo patamar observado no terceiro trimestre de 2025 e no quarto trimestre de 2024. Segundo a Ágora Investimentos, a receita de Tesouraria deve permanecer pressionada, movimento que tende a ser parcialmente compensado pela expansão da margem com clientes e por um crescimento anual de 3% na carteira de crédito.

“Além disso, as tarifas e despesas operacionais deverão ser sazonalmente mais altas, o que deve impactar o lucro líquido”, afirma Renato Chanes. A estimativa é que o Santander registre lucro entre 4,04 bilhões de reais e 4,15 bilhões de reais, crescimento de 5% a 7,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em suma, os grandes bancos devem apresentar crescimento no lucro e avanços em algumas linhas do balanço. A única exceção será o Banco do Brasil, que seguirá pressionado, mesmo após anunciar, no balanço do terceiro trimestre, que passará a priorizar a concessão de crédito à pessoa física, uma vez que a inadimplência do agronegócio e das empresas deve continuar elevada.

Fonte: Veja

Banco do Brasil tem novos gestores nas unidades ASG e Estratégia Governo

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O Banco do Brasil anuncia mudanças na liderança das unidades ASG e de Estratégia Governo. José Alves assume a gerência geral da Unidade ASG após atuar como executivo na área. Alves liderou a Ação Estratégica COP30 no BB. Já na Unidade Estratégia Governo (UEG), a nova gerente-geral é Michele Alencar, que dá continuidade às iniciativas da área, onde já exercia a função de executiva.

José Alves possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP), MBA em Comércio Exterior pela Universidade Paulista (Unip), em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e aperfeiçoamento em Setor Público pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Em 27 anos de empresa, Alves atuou nos segmentos varejo, atacado e setor público, dedicado à estratégia de negócios com governos estaduais e municipais.

Michele Alencar é graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com MBA em Governança de Tecnologia da Informação pela Fundação Instituto de Administração (FIA), MBA em Controladoria e Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e especialização em Tecnologia, Inovação e Inteligência pelo Instituto César. No BB desde 2003, atuou nos segmentos varejo e governo, bem como na Diretoria de Controles Internos, com ênfase em governança, estratégia e inovação.

A Unidade ASG é responsável por planejar novos negócios e projetos ASG e ações de Sustentabilidade Empresarial do Banco, de Diversidade, Equidade e Inclusão, relacionadas aos programas sociais, ambientais, climáticos e de investimento social privado, com foco em Direitos Humanos e de gestão do risco social, ambiental e climático em 1ª linha de defesa. Ainda, coordena a Agenda de Sustentabilidade do Banco, atualizando a Agenda 30 BB, o principal instrumento indutor de práticas e negócios ASG da instituição, e apoia as áreas na definição de ações e indicadores que mensuram a performance sustentável do Banco do Brasil.

A Unidade Estratégia Governo (UEG) é responsável pelo desenvolvimento de soluções e estratégias voltadas ao Mercado Setor Público. Atua na gestão de clientes, produtos e canais, com a formulação, coordenação e integração das iniciativas que asseguram inovação e satisfação dos clientes. Também é responsável pela prospecção, estruturação de soluções e gestão de fundos e programas governamentais, promovendo resultados sustentáveis para o Banco.

Fonte: Banco do Brasil

Mudanças no BB geram insegurança; dirigentes cobram garantias para funcionários

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A movimentação anunciada pelo Banco do Brasil na sua rede de atendimento está causando muitas dúvidas e insegurança em funcionários lotados na base de atuação do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

Na gerência de investimentos (Geinv), em todos os prefixos houve redução de vagas dos gerentes de relacionamento. Mesmo com a garantia do banco de que todos os comissionados terão seus salários mantidos em vagas no mesmo município, a maioria dos funcionários da dependência terá de optar entre ter redução salarial ou procurar outro local com vaga disponível.

“A promessa de resolver problemas na rede de atendimento está trazendo mal estar entre os funcionários da Geinv, que estão apreensivos porque não conseguirão manter o salário no mesmo prefixo e terão ou de se deslocar para outras agências ou aceitar a redução salarial para permanecer no mesmo prefixo”, destaca Leonardo Imbiriba Diniz, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancário do BB.

Queremos garantias

O Sindicato acompanha também a transferência dos agentes comerciais para agências com claros, uma das mudanças prometidas pela reestruturação.

Também cobra do banco medidas para atenuar os impactos dessa movimentação durante o processo de realocação e adaptação, que poderá ser radical em alguns casos. Após outra cobrança, banco já se comprometeu com a questão da preparação para capacitações, cursos e certificações.

“Essa movimentação trouxe oportunidades em alguns casos, mas algumas questões seguem preocupando o movimento sindical. Nosso compromisso é acompanhar e garantir que o processo seja concluído com a melhor alocação possível para todos os funcionários. Algo que também nos preocupa é a quantidade de claros e o eventual prejuízo do atendimento nas regiões mais distantes e periféricas, por isso é fundamental que, além dessas movimentações, o banco realize concurso para preencher essas vagas e cumprir seu papel social”, enfatiza Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

A movimentação

O Banco do Brasil anunciou uma série de mudanças na sua rede de atendimento que prevê a criação de mais de 1.100 novas funções comissionadas, com foco no fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes.

Novas oportunidades e reforço na rede

De acordo com o BB, serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas e em segmentos com alto potencial de crescimento.

Entre as mudanças está o acionamento de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que não contam com gerência média, a fim de garantir que 100% das unidades passem a ter ao menos dois comissionados.

Além disso, 15 unidades de negócios serão transformadas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e movimentação de equipes para melhor atender demandas futuras.

As principais áreas que receberão reforço de pessoal incluem:

  • Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv);
  • Private Investidor e Megaprodutor;
  • Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido;
  • Carteira Digital Setor Público;
  • Agência Digital PJ;
  • Gerag e Gcash Atacado.

Movimentações e cuidados com os funcionários

O banco informou que as movimentações considerarão o fluxo de atendimento presencial e a demanda por especialização em cada localidade. Segundo a instituição, haverá oportunidades suficientes de lateralidade ou ascensão no mesmo município para os comissionados que eventualmente fiquem em excesso em unidades com ajustes de quadro.

“No caso de cobranças excessivas ou qualquer situação atípica, o Sindicato está à disposição e deve ser acionado”, orienta Antônio.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil define data do balanço do quarto trimestre de 2025 e entra em silêncio

Publicado em: 29/01/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou o calendário oficial de publicação do balanço do quarto trimestre de 2025.Segundo comunicado à CVM, os números serão apresentados em 11 de fevereiro, após o fechamento do mercado.

O banco informou que a live com executivos ocorrerá no dia 12 de fevereiro, às 9h. Além disso, o evento detalhará os resultados financeiros e operacionais do período. Assim, investidores poderão acompanhar guidance, margens e indicadores-chave.

O Banco do Brasil destacou que entrará em período de silêncio a partir de 27 de janeiro. Esse intervalo seguirá até a divulgação oficial do balanço, em 11 de fevereiro. Segundo a instituição, a medida reforça boas práticas de governança corporativa.

A companhia afirmou que o quiet period busca garantir equidade no acesso às informações. Além disso, o banco segue padrões exigidos pelo mercado de capitais. Portanto, não haverá comentários sobre desempenho até a data oficial.

Fonte: Guia do Investidor

BB afasta cenário de crise para o agronegócio; desafios são pontuais

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O Banco do Brasil (BBAS3) descartou a avaliação de que o agronegócio vive um momento de crise e afirmou que o setor enfrenta, na verdade, desafios pontuais.

Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Gilson Alceu Bittencourt, há produtores que passaram por dificuldades de fluxo de caixa. A situação é influenciada pela Selic mais elevada, prorrogações de custeio, condições climáticas adversas, problemas de preços e, principalmente, falhas de gestão.

“Quando você olha o agro como um todo, não vê uma crise. Os problemas estão concentrados nos grandes produtores, em função de decisões tomadas no passado, em um momento de margens muito favoráveis. O desafio é superar essas dificuldades no médio e longo prazo. A crise não está nos pequenos e médios”, afirmou.

As declarações foram feitas durante um painel sobre grãos e infraestrutura, no segundo dia do Latin America Investment Conference, evento promovido pelo UBS, em São Paulo.

Para enfrentar os problemas de liquidez, o Banco do Brasil tem atuado de forma intensa na renegociação de dívidas por meio da Medida Provisória (MP) 1.304.

“Com a MP, trouxemos uma solução para os produtores que realmente tiveram problemas de fluxo de caixa. Vale destacar que a grande maioria não precisou recorrer à renegociação, mesmo com a Selic mais elevada”, disse Bittencourt.

No médio e longo prazo, o vice-presidente mantém uma visão positiva para o agronegócio, sustentada por três pilares: o aumento estrutural da demanda global por alimentos, proteínas e energia; a crescente exigência por sustentabilidade; e a vantagem competitiva do Brasil na produção sustentável.

Fonte: Money Times

Justiça determina reabertura de agências do Banco do Brasil no Maranhão

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A Justiça determinou que o Banco do Brasil mantenha o atendimento nas agências de São Luís (Cohatrac e Reviver), Bacabal (Teixeira Mendes), Imperatriz (Praça da Cultura) e Caxias (Volta Redonda), evitando o fechamento, suspensão ou redução dos serviços. Além disso, o banco deve garantir que os serviços ofertados nessas unidades sejam mantidos.

O Banco do Brasil também está obrigado a manter as agências em Amarante do Maranhão, Itinga do Maranhão, Lima Campos, Matões, Olho d’Água das Cunhãs, Parnarama e as unidades Alemanha e Anil em São Luís. Essas agências não podem ser transformadas em postos de atendimento. Caso já tenham sido fechadas ou transformadas, o banco deverá reabrir as unidades, com estrutura e funcionários para atender a população local.

A decisão também impôs ao banco o pagamento de R$ 54 milhões em indenização por danos morais coletivos, a ser depositado no Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

As determinações foram feitas pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, ao julgar uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC/MA). A ação questiona o Plano de Reorganização do Banco do Brasil, anunciado em 11 de janeiro de 2021.

Segundo o IBEDEC, a medida é abusiva, pois altera unilateralmente a prestação de serviços essenciais. A ação também destaca o impacto da pandemia de Covid-19, que poderia agravar a aglomeração de pessoas e expor a população a riscos sanitários e exclusão social.

O IBEDEC ainda informou que uma pesquisa do IBGE, de 2017, apontou que o Maranhão é o estado com menor acesso à internet no país. Para a entidade, a imposição do atendimento digital à população composta por idosos, aposentados, trabalhadores rurais e pessoas com baixa familiaridade digital torna esses consumidores ainda mais vulneráveis, promovendo a exclusão financeira.

O g1 solicitou um posicionamento para a instituição financeira, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem.

Fundamentos da decisão judicial

Na decisão, o juiz lembrou que a Constituição Federal de 1988 garante a livre iniciativa, mas também estabelece que a ordem econômica deve priorizar a defesa do consumidor e a função social da propriedade e da empresa. O objetivo, conforme a Constituição, é garantir uma existência digna e respeitar a justiça social.

Além disso, o fechamento de cinco agências em cidades polo e a transformação de outras sete unidades em postos de atendimento (com serviços limitados) configuram uma falha na prestação do serviço, violando o Código de Defesa do Consumidor.

Embora o Banco do Brasil tenha justificado a medida com a alta taxa de transações online (92,7%), o juiz considerou que o lucro do banco não pode se sobrepor aos custos sociais e humanos que essa mudança impõe à população, o que, segundo ele, representa uma grave lesão à dignidade humana.

Fonte: G1

Banco do Brasil vai fechar posto no Foro Trabalhista de Pelotas

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O Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, por meio de sua diretoria, manifestou-se contrariamente ao encerramento do Posto de Atendimento Bancário (PAB) do Banco do Brasil, instalado no Foro Trabalhista de Pelotas. Em ofício enviado à direção do banco, a entidade sindical pede a reversão da medida, pois há o entendimento de que o fechamento representa um prejuízo direto ao atendimento da população e compromete o acesso a serviços essenciais ligados à atividade jurídica.

O PAB cumpre papel estratégico no atendimento a trabalhadores, advogados, servidores e usuários do Foro, especialmente para operações relacionadas ao saque de requisições de pequeno valor (RPVs), precatórios, alvarás judiciais, além do recolhimento de custas e depósitos judiciais. A retirada desse serviço do espaço físico do Foro, na visão dos sindicalistas, tende a dificultar o cotidiano de quem depende desses atendimentos, ampliando deslocamentos e burocracias.

O Sindicato também ressalta que não há agência do Banco do Brasil nas imediações do Foro Trabalhista, o que torna ainda mais frágil qualquer argumento de que o encerramento poderia ser compensado por unidades próximas. Na avaliação da entidade, trata-se de um serviço com função social relevante, que deve ser preservado em respeito ao interesse público.

A preocupação com o fechamento do PAB também foi compartilhada por outras instituições. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Pelotas encaminhou ofício ao presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) alertando para os impactos negativos da medida e solicitando esforços institucionais para garantir a manutenção do atendimento bancário no Foro. A assessoria de imprensa do Banco do Brasil foi contatada, mas ainda não retornou à reportagem.

Fonte: Jornal do Comércio

Banco do Brasil aprova payout de 30% para 2026 e define calendário de remuneração aos acionistas

Publicado em: 22/01/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) informou nesta segunda-feira (19) que o Conselho de Administração aprovou payout de 30% para o exercício de 2026, por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) e/ou dividendos, em conformidade com a Política Específica de Remuneração aos Acionistas.

Segundo o comunicado, a definição do payout considerou, entre outros fatores, os resultados do banco, sua condição financeira, a Declaração de Apetite e Tolerância a Riscos, metas e projeções de capital, além das perspectivas dos mercados de atuação e das oportunidades de investimento, com foco na manutenção e expansão da capacidade operacional.

O percentual é o mesmo do revisto pelo banco após o desempenho do segundo trimestre, quando houve alta da inadimplência, principalmente no agronegócio. Até então, o payout era de 40-45%.

Ainda conforme o Banco do Brasil, a remuneração aos acionistas será feita em oito fluxos ao longo de 2026. Quatro pagamentos ocorrerão de forma antecipada, ao longo dos trimestres de referência, e outros quatro serão complementares, realizados após o encerramento de cada trimestre.

Os pagamentos antecipados terão como datas de pagamento 11 de março, 11 de junho, 11 de setembro e 10 de dezembro de 2026, referentes, respectivamente, ao primeiro, segundo, terceiro e quarto trimestres do ano. Já os pagamentos complementares ocorrerão em 11 de junho, 11 de setembro e 4 de dezembro de 2026, além de 10 de março de 2027, conforme o trimestre de referência.

O banco destacou ainda que, quando a distribuição ocorrer via JCP, o valor será bruto e poderá sofrer incidência de tributos.

Fonte: Money Times

Banco do Brasil lança manual de garantias públicas para concessões e PPPs

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O Banco do Brasil lançou o Manual de Garantias Públicas para Concessões e PPPs, em parceria com o escritório Manesco Advogados e a Accenture, durante o Fórum Nacional de PPPs 2025. O documento também contou com o apoio do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) e do Tesouro Nacional. Assista à transmissão do evento neste link.

O documento foi estruturado em um passo a passo de sete etapas, descrevendo o fluxo ideal desde a concepção da garantia até a contratação do agente fiduciário. Além disso, o estudo avaliou mais de 20 fontes de garantias utilizadas no país, reuniu a análise de mais de 60 contratos e entrevistou 40 grupos entre entes públicos e privados.

Segundo o gerente de Soluções do Banco do Brasil, Leiner Bastos, a ideia é “disseminar melhores práticas” e lançar um manual a cada ano. Ele adiantou ainda que pretende propor ao PPI, para 2026, a elaboração de um manual voltado especificamente para a gestão contratual.

Durante o evento, o Banco do Brasil também anunciou que deve assinar em breve um protocolo de intenções com o FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável) para estudar novas formas de utilização de instrumentos de garantia em concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas).

Bastos afirmou que o objetivo é dar “segurança jurídica de que vai ser assinado no curto prazo” e preparar o terreno para que, nos próximos anos, banco e fundo desenvolvam soluções conjuntas de mitigação de risco.

Investidores estrangeiros

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) apresentou uma coleção de 11 guias de investimentos voltados ao investidor internacional interessado em infraestrutura.

Fruto de parceria com o PPI, os materiais abrangem temas como energia elétrica, logística – incluindo portos, hidrovias, aeroportos, rodovias e ferrovias –, florestas e mecanismos de fomento. Segundo Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil, os guias têm o objetivo de orientar investidores estrangeiros sobre ambiente regulatório, segurança jurídica e oportunidades de negócios no país.

Seguro e capitalização

Também foi realizado no evento o lançamento do Guia Prático de Seguros e Capitalização para Concessões e PPPs, do Ministério dos Portos e Aeroportos, em conjunto com a CNseg. A diretora de Assuntos Econômicos da pasta, Helena Venceslau, reforçou a necessidade de aperfeiçoamento do setor.

Ela observou que o mercado segurador tem participado de audiências públicas e contribuído para projetos considerados inovadores, como o canal de acesso ao Porto de Paranaguá e concessões de hidrovias, onde já se testam gatilhos de compartilhamento de risco entre poder concedente e concessionário.

Venceslau afirmou que o próximo passo é evoluir no seguro de operador portuário, que é obrigatório, mas cercado de desafios tanto na oferta quanto na contratação. Segundo ela, o ministério e a CNseg estudam como esse tipo de seguro é estruturado em outros países para eventualmente modernizar a legislação brasileira, tornando o produto mais eficiente e reduzindo a judicialização.

O diretor-presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, acrescentou que as PPPs vêm ganhando espaço devido à falta de recursos dos estados, mas exigem gestão constante e profundo cuidado na elaboração. Ele observou que os primeiros contratos do país não foram dos melhores e que “até hoje estamos administrando os problemas”, reforçando que uma matriz de riscos detalhada é essencial para garantir eficiência e previsibilidade.

Fonte: Programa de Parceria de Investimentos

BB: posicionamento estratégico e seus reflexos nas relações de trabalho

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A partir de meados de 2016, o Banco do Brasil passou por uma inflexão estratégica com impactos diretos sobre sua função social e sobre as relações de trabalho. Desde então, o banco passou a priorizar a lógica de mercado, a rentabilidade e a geração de valor para os acionistas, em detrimento de seu papel histórico como instrumento de desenvolvimento econômico e social do país.

Nos últimos anos, o BB intensificou a prestação de contas ao mercado financeiro, realizando apresentações trimestrais a investidores, lives institucionais com a alta administração e eventos como o Investor Day, inclusive no exterior. Em contraste, deixou de cumprir a prestação de contas semestral ao Congresso Nacional sobre sua atuação na execução de programas e políticas públicas, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Na prática, são nove eventos anuais voltados ao mercado e nenhum destinado à sociedade.

Questiona-se por que o Governo indica representantes na governança do Banco do Brasil se não para orientar sua atuação em consonância com o interesse público. Como banco público, o BB deveria priorizar objetivos e programas de interesse governamental, e não demonstrar aversão à sua dimensão pública.

O controle estatal garante ao BB a gestão e a custódia de recursos e fundos públicos, assegurando acesso a fontes estáveis de financiamento e receitas. Além disso, quando necessário, o banco conta com o suporte de capital do Tesouro Nacional, como ocorreu em capitalizações recentes.

Sobre a Função Social da Empresa Estatal

O cumprimento da função social da empresa estatal ocorre pela efetiva realização do interesse coletivo. Isso implica reconhecer que as empresas estatais não devem se guiar simplesmente pelos interesses privados, estando vinculadas ao interesse coletivo. Ou seja, todo empreendimento estatal é constituído para atender a um objetivo estratégico — o interesse coletivo — muito além da mera obtenção de recursos para o Estado (via dividendos, por exemplo).

Logo, a empresa estatal pode — e deveria, para cumprir sua função social — construir caminhos de gestão e execução de políticas públicas que julgue mais adequadas à proteção do interesse coletivo, ainda que em prejuízo da maximização dos lucros. Essa matéria está tratada também na Lei nº 13.303/2016, a denominada Lei das Estatais. No caso do Banco do Brasil, sua função social foi estabelecida na Lei nº 4.595/1964 (Lei da Reforma Monetária).

Na crise financeira global de 2008, o BB cumpriu função anticíclica, apoiou o país e fez crescer sua participação no mercado — segundo dados do Banco Central, entre dezembro de 2007 e dezembro de 2010, sua posição em ativos passou de 13,4% para 20,7% do PIB, e, na oferta de crédito, de 5,2% para 8,9% do PIB. Em 2012, o BB liderou o movimento de redução das taxas e spreads bancários (Programa Bom para Todos).

Os exemplos citados demonstram que o exercício da função social do Banco do Brasil atende ao interesse coletivo e também gera resultados positivos para a própria instituição e para o país. No período recente, porém, a adoção de uma estratégia alinhada aos bancos privados levou à perda de participação de mercado — incluindo a ultrapassagem pelo Itaú Unibanco em 2018 — e à exclusão de clientes e segmentos considerados menos rentáveis. Essa inflexão decorre da mudança na estratégia de atuação do banco, materializada na Estratégia Corporativa do Banco do Brasil (ECBB).

A Estratégia Corporativa em execução e o interesse coletivo

Até 2016, a missão do Banco do Brasil explicitava o compromisso com o desenvolvimento sustentável do país e o cumprimento de sua função pública, com ênfase na inclusão social e produtiva. Esse direcionamento foi rompido em setembro de 2016, após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, quando o BB passou a se apresentar como “Banco de Mercado com Espírito Público”, priorizando rentabilidade, experiência do cliente e transformação digital.

Nesse novo direcionamento, a partir de 2019, a missão deu lugar ao propósito, que, na ECBB 2025–2029, é: “Ser próximo e relevante na vida das pessoas em todos os momentos. Cuidar do que é valioso para as pessoas”.

Por sua vez, os objetivos indicados no Mapa Estratégico também se distanciam, em sua formulação, do interesse coletivo acima referido, a saber:

  • Proporcionar a melhor experiência aos clientes em todos os momentos (dimensão Clientes);
  • Criar valor e gerar resultados sustentáveis (dimensão Financeira);
  • Ser protagonista em sustentabilidade e na promoção de negócios e práticas ASG;
  • Evoluir nosso jeito de trabalhar para acelerar a transformação digital e a inovação (dimensão Processos);
  • Ter as pessoas engajadas com os valores do BB e promotoras da colaboração, respeito e inclusão (dimensão Pessoas).

Então, indaga-se: a que preço a administração “fez desaparecer” os compromissos do BB com o interesse coletivo em troca de seu novo propósito e da priorização da rentabilidade, da otimização do capital e da geração de valor para os acionistas?

A história tem mostrado que essa busca da rentabilidade tem resultado na definição de metas financeiras de “retorno livre de risco” acima de 20%, as quais acabam por excluir clientes e mercados definidos como menos promissores.

A Estratégia Corporativa em execução: a geração de valor para os acionistas…

Essa supremacia da racionalidade empresarial privada fica transparente no discurso da Administração, conforme atestam excertos selecionados do Relatório de Administração 2024 do Banco do Brasil:

“Temos trabalhado continuamente para entregar um Banco do Brasil personalizado para cada cliente, com relacionamento próximo e experiência figital. Desta forma, a geração de negócios é sustentável, e o retorno aos nossos acionistas e à sociedade é uma consequência natural do nosso jeito de ser BB.

Além de remunerar acionistas e sustentar o crescimento do crédito, geramos R$ 85,4 bilhões em valor adicionado à sociedade, considerando impostos, salários, dividendos e outros componentes.
(…)
Em 2025, renovamos nosso compromisso de gerar resultados sustentáveis para nossos acionistas, ao mesmo tempo em que agregamos valor à sociedade. Nosso propósito é estar sempre presente e relevante na vida das pessoas, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil.” (grifamos)

O discurso da Administração do Banco do Brasil expressa uma opção ideológica clara pela geração e maximização de valor para os acionistas, tratando esse objetivo como o propósito central da empresa e orientador de todas as decisões de gestão. Essa lógica subordina a atuação do banco à valorização financeira, medida pelo valor da ação, pelo valor de mercado e pela distribuição de resultados.

Nessa perspectiva de “todo o poder ao acionista”, a governança corporativa passa a operar como instrumento de financeirização do banco, impondo altas taxas de retorno livre de risco e, quando necessário, promovendo a venda de participações societárias, afastando-se progressivamente de seu compromisso histórico com o desenvolvimento sustentável do país.

Conforme afirmado, a lógica de criação de valor para o acionista, ao orientar todas as práticas e decisões empresariais e exercer pressão sobre os administradores com vistas à ampliação da margem financeira e à otimização de despesas administrativas, tem resultado em:

a) elitização da clientela, via oferta de crédito com elevadas taxas de retorno livre de risco e foco na digitalização do atendimento e no rejuvenescimento da clientela;
b) redução da rede de atendimento: o número de agências passou de 5.544 em junho de 2015 (5.428 em junho de 2016) para 3.983 em dezembro de 2022 (3.987 em setembro de 2025), com impactos significativos nos territórios de menor dinamismo econômico, em especial na Região Nordeste;
c) consolidação do modelo de negócios do BB como plataforma digital de comercialização de produtos e serviços financeiros e não financeiros voltada para clientes e não clientes de alta maturidade digital, reforçando a elitização da clientela e a transferência de serviços e custos para o autoatendimento remoto;
d) redução do número de funcionários: o quadro saiu de 112.325 em junho de 2015 (109.615 em junho de 2016) para 85.953 em dezembro de 2022 (85.802 em setembro de 2025), enquanto o número de clientes e contas cresceu, evidenciando a intensificação do trabalho bancário;
e) redefinição do modelo de trabalho e de atendimento, com extinção ou redução de cargos ligados ao suporte operacional e ao atendimento presencial, sobrecarga de trabalho e piora da qualidade do atendimento;
f) adoção da remuneração variável como elo entre a geração de valor para os acionistas e o engajamento das equipes, subordinando o desenvolvimento profissional ao cumprimento de metas financeiras.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

O que o mercado espera dos bancos em 2026; veja o que revela Goldman Sachs

Publicado em: 16/01/2026

O Goldman Sachs avalia que 2026 tende a ser mais um ano sólido para os bancos brasileiros, após o forte desempenho de 2025, com expectativa de crescimento moderado a robusto do crédito, apoiado por mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades, como o consignado privado. Mesmo com a Selic ainda restritiva, o banco projeta crescimento do crédito em torno de 9,5% ao ano e vê a qualidade dos ativos relativamente estável, com riscos de inadimplência considerados moderados, além de destacar fatores regulatórios e o ambiente político em 2026.

Na Bolsa, o setor começou 2026 em ritmo mais cauteloso, após fortes valorizações no ano passado. Itaú e Bradesco avançaram 63,13% e 73,52% em 2025, enquanto o Banco do Brasil recuou 5,55%. Neste início de ano, predomina um movimento de acomodação dos preços e lateralização, o que reforça a importância dos níveis técnicos de curto prazo, com o Goldman mantendo compra para o Itaú e recomendação neutra para Bradesco e Banco do Brasil.

Para entender até onde o preço de Bando do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

As ações do Banco do Brasil iniciaram 2026 em movimento de baixa, acumulando recuo de 3,28% no ano, após também terem encerrado 2025 no negativo, com queda de 5,55%. Diferentemente de outros grandes bancos, o papel segue enfrentando um ambiente de menor apetite comprador, o que se reflete diretamente em sua dinâmica de preços.

No gráfico diário, BBAS3 vem negociando de lado, com o preço oscilando dentro de uma faixa bem definida, o que reforça a leitura de consolidação no curto prazo. Atualmente, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando fragilidade técnica e exigindo atenção redobrada aos próximos pregões.

Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, será necessário inicialmente superar a média móvel na região de R$ 21,71. Acima desse patamar, a quebra da resistência em R$ 22,20 tende a melhorar a leitura gráfica, abrindo espaço para avanços em R$ 23,48, R$ 24,71, R$ 25,48 e R$ 26,21.

Por outro lado, a perda da região de R$ 21,05 pode reforçar o fluxo vendedor no curto prazo. Abaixo desse nível, o mercado passa a monitorar o suporte em R$ 19,93, cuja quebra tende a intensificar o movimento de baixa, com próximos níveis em R$ 18,04, R$ 17,27, R$ 15,26 e R$ 13,24.

Análise técnica Bradesco (BBDC4)

As ações do Bradesco começaram 2026 com leve alta, acumulando avanço de 0,09% no ano, após um desempenho bastante expressivo em 2025, quando o papel registrou valorização de 73,52%. Apesar do forte histórico recente, observo que o ativo entrou em um período de maior acomodação, especialmente após testar uma região técnica decisiva.

No gráfico diário, BBDC4 negocia de forma lateral, após encontrar forte resistência na faixa dos R$ 19,45, nível que vem se mostrando decisivo e tem limitado novas tentativas de avanço. Atualmente, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça um viés de cautela no curto prazo e indica ausência de força compradora consistente.

Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, será necessária a recuperação da média curta na região de R$ 18,44. Superado esse nível, o rompimento da resistência em R$ 19,45 tende a destravar um movimento mais consistente de alta, com projeções em R$ 19,85, R$ 20,39 e, em um cenário mais estendido, na máxima histórica em R$ 20,67.

Em sentido oposto, a perda da região de R$ 18,06 pode intensificar o fluxo corretivo. Abaixo desse patamar, o mercado passa a monitorar o suporte em R$ 17,25, que atua como nível técnico importante. Caso essa faixa seja rompida, o movimento de baixa pode ganhar força, com próximos suportes em R$ 16,26, R$ 15,56, R$ 14,70 e R$ 13,73.

Análise técnica Itaú (ITUB4)

As ações do Itaú Unibanco iniciaram 2026 com leve correção, acumulando baixa de 0,11% no ano, após um desempenho bastante expressivo em 2025, quando o papel avançou 63,13%. Mesmo com o ajuste recente, destaco que o ativo mantém uma estrutura técnica positiva, sustentada por uma sequência de cinco meses consecutivos de alta — e, caso janeiro feche no campo positivo, poderá marcar o sexto mês seguido de valorização.

No gráfico diário, ITUB4 segue inserida em tendência de alta, apesar do movimento corretivo iniciado após a renovação da máxima histórica em R$ 40,48. Desde então, o papel passou a trabalhar em um fluxo de acomodação, negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que sugere um momento de equilíbrio no curto prazo e maior seletividade por parte do mercado.

Para que o ativo retome o fluxo comprador com maior consistência, considero essencial a superação da média curta na região de R$ 39,41. Acima desse patamar, o rompimento da máxima histórica em R$ 40,48 tende a destravar um novo movimento de alta, com projeções técnicas em R$ 41,22, R$ 42,58, R$ 43,00 e R$ 44,77.

Por outro lado, a perda da região de R$ 38,95 pode intensificar o movimento de correção no curto prazo. Abaixo desse nível, o mercado passa a monitorar a faixa de R$ 37,61 como suporte mais relevante. Caso esse patamar seja rompido, o fluxo vendedor tende a ganhar força, com próximos suportes em R$ 36,27, R$ 35,41, R$ 33,95 e R$ 32,87.

Fonte: Infomoney

BB consolida liderança ASG ao integrar o ICO2 B3 pela 16ª vez consecutiva

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O Banco do Brasil integra, pela 16ª vez consecutiva, a carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) da B3. Criado em 2010 pela B3, em parceria com o BNDES, o ICO2 é um dos principais indicadores ESG do mercado brasileiro e tem como objetivo incentivar práticas empresariais voltadas à eficiência na gestão das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), contribuindo para a transição para uma economia de baixo carbono.

Ao todo, 65 empresas constam no índice, uma elevação ante as 61 que constavam em sua composição no período anterior. O Banco do Brasil figura entre as companhias com melhor relação entre emissões de carbono e receita, além de estar entre as que cumpriram integralmente os dez critérios de gestão climática do índice, fato que reflete o compromisso em unir crescimento econômico e sustentabilidade na transição para uma economia de baixo carbono.

Em 2025, a metodologia do índice passou a ser mais rigorosa, avaliando a relação entre emissões e receita, o Score de Gestão de Emissões (SGEE), a adoção mínima de práticas de gestão e a validação das informações por meio da plataforma ESG Workspace. Essa evolução reflete a crescente exigência do mercado por transparência e governança climática.

“A presença do BB no ICO2 é resultado de uma trajetória consistente, pois desde 2008 divulgamos nosso inventário anual de emissões de GEE, que é auditado externamente e reconhecido com 14 selos Ouro pelo GHG Protocol (FGVces). Além disso, o Banco implementa um plano robusto de descarbonização e compensação, que inclui metas alinhadas ao Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB.

A atuação do Banco do Brasil vai além da gestão interna. A instituição é protagonista em iniciativas que fomentem a descarbonização em toda a cadeia de valor, oferecendo consultoria para elaboração de inventários de emissões, linhas de crédito com condições diferenciadas para projetos sustentáveis e soluções inovadoras como fundos de investimento lastreados em ativos de carbono. Em parceria com organismos internacionais, como o Banco Mundial, o BB lançou programas que exigem planos de descarbonização validados por entidades especializadas, garantindo que seus clientes também avancem na agenda climática. Além disso, participa de projetos de REDD+, que preservam mais de 850 mil hectares de florestas, e investe em bioeconomia, energia renovável e agricultura de baixo carbono, consolidando-se como um agente transformador no mercado brasileiro.

Em 2025, o Banco completou 20 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), também da B3, e segue listado em índices internacionais como o Dow Jones Sustainability Index e o FTSE4Good, além de integrar a A-List do Carbon Disclosure Project (CDP), grupo que reúne apenas 2% das empresas avaliadas globalmente. Esses resultados refletem uma governança robusta, metas baseadas em ciência e uma estratégia integrada que considera variáveis econômicas, sociais, ambientais e climáticas no desenvolvimento de produtos e serviços.

“Mais do que um reconhecimento, essa conquista reafirma que sustentabilidade é parte essencial da cultura corporativa do BB e orienta sua estratégia de negócios. Com esse propósito, o Banco segue avançando em sua Agenda 30 BB, que estabelece compromissos ambiciosos até 2030, como atingir R$ 500 bilhões em carteira de crédito sustentável, ampliar investimentos em energias renováveis e conservar dois milhões de hectares de áreas florestais”, completa Sasseron.

Fonte: Banco do Brasil

Fim de 2025 foi um alívio para diretor do Banco do Brasil, revelam consultores

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O diretor financeiro do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias da Silva, relatou em encontro com o time de análise do BTG Pactual que se sente aliviado pelo fim do ano passado, quando a estatal teve fortes quedas nos lucros trimestrais, de cerca de 60% na comparação anual.

Os resultados de 2025 foram impactados pelo aumento de provisão para perdas esperadas, devido à alta da inadimplência, principalmente no agronegócio.

Para os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, os resultados do quarto trimestre do ano passado, que ainda não foram divulgados, devem vir com uma melhora marginal. Mas, depois da conversa com o diretor do Banco do Brasil, eles ficaram com a impressão de que a situação da estatal para este ano ainda é incerta, segundo relatório publicado no dia 12 de janeiro.

“O primeiro semestre de 2026 ainda deve ser fortemente impactado por provisões”, afirmaram. Eles acreditam, porém, que o segundo trimestre de 2026 servirá como um teste importante, porque traz os primeiros vencimentos de empréstimos que foram originados depois de mudanças na política de crédito rural do banco, que agora possui mais restrições.

“Se os pagamentos melhorarem, o BB poderá começar a ver uma recuperação mais forte no segundo semestre de 2026”, disseram os analistas.

“No geral, continuamos a acreditar que esta não será uma solução fácil, principalmente porque o BB precisará reconstruir reservas e capital —e melhorar o ROE [retorno sobre o patrimônio] enquanto se reduz o endividamento é normalmente doloroso.”

Na reunião com o BTG, o diretor financeiro reconheceu que o Banco do Brasil demorou a perceber que não possuía as garantias mais robustas para efrentar a alta dos pedidos de recuperação pelos produtores rurais, que bateram recorde no ano passado.

A instituição financeira estava muito dependente de hipotecas, enquanto seus concorrentes já tinham migrado para estruturas de títulos de crédito que oferecem maior proteção de garantias e execução mais rápida, segundo os analistas do BTG.

Ao banco, o diretor financeiro disse que a estatal está fortemente comprometida a migrar todos os novos contratos para estruturas de cessão fiduciária de títulos de crédito, que possuem mais garantias para a instituição financeira.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BTG prevê semestre difícil para o BB e adia dividendos ‘gordos’

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Após a tempestade de 2025, o mercado financeiro aguarda ansiosamente pelo “trimestre da virada” do Banco do Brasil (BBAS3), mas o BTG Pactual jogou um balde de água fria nos mais otimistas.

A visibilidade segue baixa e a recomendação permanece neutra, com preço-alvo de R$ 25. Segundo os analistas, o banco ainda precisará de tempo para digerir as provisões contra calotes no agronegócio antes de retomar a rentabilidade histórica.

O ponto de inflexão está marcado para o segundo trimestre de 2026. Este será o momento em que os primeiros vencimentos da última safra, já concedidos sob critérios mais rígidos e uma nova política de crédito, serão testados.

Se os produtores honrarem esses compromissos, o banco poderá, enfim, sinalizar uma recuperação consistente para a segunda metade do ano.

No entanto, o BTG alerta que o processo de recomposição do ROE (retorno sobre o patrimônio) e do capital raramente é veloz, citando os exemplos de Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), que levaram vários trimestres para se reerguerem de crises semelhantes.

O desafio das garantias e a “cura” do agro

Um dos pontos mais sensíveis revelados pela gestão do BB foi a percepção tardia de que suas garantias rurais eram frágeis.

Enquanto concorrentes como o Itaú (ITUB4) já utilizavam a alienação fiduciária, o Banco do Brasil ainda dependia fortemente de hipotecas tradicionais.

Agora, a estatal corre para migrar seus contratos para o novo modelo, um processo que, embora mais seguro, torna a concessão de crédito mais lenta e burocrática no curto prazo.

No front governamental, a Medida Provisória 1.314 e as mudanças nas normas do Banco Central trouxeram algum fôlego para as renegociações de dívidas rurais, que somam R$ 12 bilhões.

Apesar da demora inicial, a execução melhorou e o BB espera desembolsar até R$ 25 bilhões em programas de apoio, o que deve destravar algum alívio de capital.

Contudo, o RI do banco, Marcelo Oliveira, já sinalizou que a inadimplência acima de 90 dias ainda deve subir antes de cair, colocando os indicadores de estágio inicial sob vigilância máxima.

Dividendos: A paciência será a maior virtude

Para o investidor que busca o famoso dividend yield “gordo” do BB, a mensagem é de cautela.

O BTG projeta que o payout de 2026 deve ficar em torno de 30%, com a prioridade absoluta sendo a preservação de capital para enfrentar novos requisitos regulatórios.

Com uma estimativa de ROE na casa dos 13% para este ano, patamar inferior aos seus pares privados mais rentáveis, o Banco do Brasil deve entregar um retorno em dividendos menos atrativo que o do Itaú no curto prazo.

Apesar do múltiplo P/VPA ser considerado baixo e “não exigente”, o BTG ressalta que o banco está escolhendo crescer mais devagar para ser mais rentável no futuro.

Para quem carrega BB na carteira, 2026 será o ano de observar a eficácia dessa nova política de crédito. Se o “trimestre da virada” se confirmar entre abril e junho, o Banco do Brasil poderá encerrar o ano com uma narrativa muito mais favorável do que a atual.

Fonte: Investidor 10

BB: falta de funcionários em agências prejudica bancários, clientes e população

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A situação das agências de varejo do Banco do Brasil não está fácil para ninguém. As unidades – por conta de cargos vagos, os chamados “claros”, e da transferência de funcionários para escritórios digitais – estão com cada vez menos funcionários. Cenário este que sobrecarrega e adoece os bancários que seguem nas agências e prejudica o atendimento para os clientes e a população como um todo.

O Sindicato cobra com urgência o preenchimento dos “claros”, a valorização dos bancários da rede de varejo, além da realização de novo concurso público pelo Banco do Brasil.

“O Banco do Brasil, enquanto banco público, tem a obrigação de bem atender a população. É inadmissível que bancários sigam cada vez mais sobrecarregados nas unidades e o atendimento precarizado. Cobramos o imediato preenchimento dos claros, a valorização dos colegas das agências de varejo e a realização de novo concurso público. Vamos seguir nessa luta, inclusive levando este debate para a Campanha Nacional Unificada deste ano”, diz Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

“É importante reforçar também que o Sindicato é contrário e estará mobilizado contra qualquer eventual movimento do Banco do Brasil de fechamento de agências. O BB tem uma importante função social, da qual faz parte oferecer atendimento de qualidade para a população”, acrescenta.

Atendimento contingenciado

Já na primeira semana de 2026, em visita a agências localizadas na área de abrangência da Regional Osasco do Sindicato, dirigentes da entidade flagraram três unidades operando com o atendimento contingenciado. As agências 4867 Jardim Santo Antônio; 1528 Jardim Bela Vista; e 4706 Avenida Presidente Médici.

“O atendimento contingenciado nada mais é do que a agência permanecer de portas fechadas, sendo liberada a entrada dos clientes conforme a capacidade de atendimento. Uma situação que não pode ser normalizada de forma alguma. Flagramos clientes aguardando atendimento no sol e pessoas idosas sentadas no chão do autoatendimento [foto abaixo]”, relata o dirigente sindical e representante dos funcionários do BB na Regional Osasco do Sindicato, Diego Carvalho.

De acordo com o dirigente, existem relatos de outras agências do BB operando com atendimento contingenciado em outras regiões da base de atuação do Sindicato.

“Esta situação é tão normalizada que existe até mesmo normativo para contingenciar o atendimento. Diante da falta de funcionários, o gestor da unidade indica no Sistema Geral de Continuidade de Negócios a necessidade do contingenciamento. A partir daí a solicitação vai para análise da superintendência administrativa (Super Adm), responsável pela autorização. Ou seja, é a precarização das agências de varejo e do atendimento normalizada institucionalmente no Banco do Brasil”, indigna-se Diego Carvalho.

“É preciso deixar claro que os gestores das unidades não possuem qualquer responsabilidade sobre esta situação. São tão vítimas quanto os demais bancários e a população. Vivem o dilema de manter o funcionamento regular, com dificuldades para atender e sobrecarregando os bancários; ou contingenciar o atendimento, penalizando os clientes. É preciso que o banco assuma a responsabilidade e garanta condições de trabalho adequadas para os bancários e atendimento digno para a população”, conclui o dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil soma mais de 800 modelos e agentes de IA em operação

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Rafael Rovani, head de IA do Banco do Brasil, detalhou como há mais de uma década, o BB vem utilizando essas tecnologias para criar valor, consolidando um legado de inovação, transformação e confiança. Posicionamento que foi reafirmado ao longo de 2025, com o banco avançando na adoção estratégica e responsável da IA.

Desta forma, Rovani destacou a estruturação da Estratégia de IA e Dados, alinhada à arquitetura estratégica corporativa, com o objetivo de garantir a sustentabilidade digital e ampliar o uso de dados e IA de maneira coordenada, escalável e sustentada por uma governança robusta.

Nesse contexto, com um olhar atento à ética e à transparência, o BB foi o primeiro banco da América Latina a publicar seu Guia de Diretrizes e Boas Práticas para IA Ética e Responsável. Esse documento estabelece padrões rigorosos para o desenvolvimento e uso de sistemas de IA, reforçando princípios como privacidade de dados, combate a vieses e supervisão humana.

“No Banco do Brasil, a Inteligência Artificial tem um propósito claro: gerar resultados, aumentar a eficiência operacional, apoiar iniciativas ASG e, acima de tudo, oferecer experiências mais personalizadas aos clientes,” afirma Rovani.

Esse compromisso se reflete em números expressivos: são mais de 1.600 soluções analíticas catalogadas em nossa ferramenta corporativa, incluindo mais de 800 modelos, casos de uso de IA Generativa e agentes inteligentes, reconhecidos tanto internamente quanto pelo mercado.

Com isso, Rovani destacou a solução de IA Gen para os clientes pessoa física. A iniciativa Dicas Personalizadas, está integrada ao Minhas Finanças Multibanco, ferramenta de gestão financeira disponível a nos canais digitais, e oferece insights com o objetivo de promover uma melhor educação financeira e assessorar, mensalmente, mais de 7 milhões de clientes no gerenciamento de suas finanças pessoais de forma simples e eficiente. Desde o lançamento da versão multibanco em março de 2022, foram realizados mais de 3 milhões de planejamentos, somando R$ 22 bilhões em valores planejados e R$ 7,5 bilhões em economia estimada. A ferramenta já acumula mais de 460 milhões de acessos por 25 milhões de usuários únicos.

Entre as soluções criadas para apoiar empresas na gestão financeira, a ARI Conversacional – Área de Recomendações Inteligentes, oferece orientações personalizadas conforme o perfil de cada cliente PJ. Disponível no app BB, BB Digital PJ e Painel PJ, a ARI gera mensalmente recomendações para cerca de 2,6 milhões de clientes, com mais de 55 tipos de sugestões distribuídas em 11 temas. A Pequenas Empresas representa mais de 40% dos usuários, com índice de aprovação superior a 89%. Para os funcionários, a ARI também atua como agente conversacional, oferecendo acesso rápido a informações atualizadas e agilizando o atendimento ao cliente PJ não gerenciado.

Para os funcionários, o IN.GPT sintetiza todo o conteúdo de mais de 1,3 mil instruções normativas internas em um único lugar com o objetivo de facilitar a busca de informações. Desde o lançamento, final de abril/2025, a solução já registrou mais de 800 mil buscas realizadas por 45 mil usuários, resultando em um ganho de 50 mil horas de produtividade.

“Na jornada de adoção da Inteligência Artificial Generativa, enfrentamos desafios que evidenciam a complexidade de integrar tecnologia, cultura e governança em larga escala. A compreensão de que a preparação de pessoas e processos é indispensável para essa transformação foi decisiva.”

Para promover a capacitação contínua e aproximar os profissionais dos desafios reais da era digital, o Banco estruturou frentes de capacitação contínua, AcademIA, CuradorIA e Líder Digital, voltados para diferentes perfis, desde iniciantes até líderes estratégicos. O AcademIA, programa que contou com mais de 24 mil inscritos em 2024, hoje está disponível para todos os funcionários na Universidade Corporativa Banco do Brasil – UniBB, enquanto o CuradorIA conecta conhecimento à prática para especialistas em IA e Dados. Já o Líder Digital, lançado no segundo semestre de 2025, fortalece a atuação das lideranças na condução dessa mudança.

Ao democratizar o acesso à Inteligência Artificial e Analítica, o Banco acelerou a evolução de sua maturidade analítica, refletida no aumento de mais de 16% no Índice de Maturidade Analítica em apenas seis meses.

Outro ponto foi a construção e aprimoramento constante da governança, não apenas como requisito regulatório, mas como pilar estratégico para mitigar riscos e gerar confiança. Indicadores como Prontidão de Dados para IA, que avançou mais de 28% em menos de um ano, e Maturidade da Governança de Dados, com crescimento superior a 59% em dois anos, comprovam esse esforço para assegurar dados confiáveis e escaláveis.

“Ao superar esses desafios, o Banco do Brasil não apenas incorporou a IA Generativa, mas o fez de maneira ética, segura e estratégica, consolidando seu papel de liderança na transformação digital do setor financeiro”, afirmou Rovani.

Em 2026, o foco permanece centrado no ser humano, que segue como protagonista nas decisões e na definição do comportamento dos agentes. “Mais do que substituir tarefas, acreditamos no poder da IA para potencializar capacidades humanas. Nesse cenário, o Banco está escalando um novo modelo de trabalho, com foco no desenvolvimento de soluções reutilizáveis para diversos processos e negócios, assegurando eficiência e impulsionando a inovação em toda a organização”, finalizou.

Fonte: TI Inside

Banco do Brasil desafia o mercado e vê recuperação do agro, mas números acendem alerta para 2026

Publicado em: 08/01/2026

O Banco do Brasil sustenta que o agronegócio já dá sinais de recuperação, mas dados de mercado e relatos de produtores indicam um cenário mais delicado. A inadimplência no crédito rural segue em alta, o crédito ficou mais restritivo e a carteira prorrogada do banco saltou para níveis recordes, criando riscos relevantes para resultados e dividendos em 2026.
Inadimplência no agro sobe e pressiona o crédito

O agronegócio brasileiro enfrenta um ciclo adverso marcado por queda nos preços das commodities agrícolas, aumento dos custos de produção e margens comprimidas. Nesse ambiente, a inadimplência rural avançou e forçou os bancos a endurecer as exigências de garantias.
No caso do Banco do Brasil, líder absoluto no crédito ao agro, a consequência direta é a redução da oferta de novos financiamentos, justamente em um momento em que o produtor depende de capital para plantar a próxima safra.

Carteira prorrogada dispara e vira ponto crítico

Um dos principais sinais de alerta está na chamada carteira prorrogada — créditos que ultrapassaram 90 dias sem pagamento e foram renegociados. Esse volume saiu de cerca de R$ 10 bilhões para mais de R$ 50 bilhões, transformando-se em um problema estrutural.

Embora essa carteira não apareça imediatamente como perda no balanço, ela representa risco real: em algum momento, o dinheiro precisa retornar ao banco. Com produtores descapitalizados e sem acesso a novo crédito, a capacidade de pagamento futuro fica comprometida.

Safra recorde não garante recuperação

O argumento de que safras recordes resolveriam o problema ignora um ponto central: volume sem preço não gera lucro.

Mesmo com produção elevada, a manutenção dos preços em patamares baixos impede que o produtor gere caixa suficiente para honrar dívidas antigas e novas. Esse descompasso mantém a pressão sobre o sistema financeiro rural e reduz a eficácia de planos de estímulo ao crédito.

Recuperações judiciais aumentam no campo

Diante da falta de perspectiva, cresce o número de produtores que recorrem à recuperação judicial. Ao contrário da narrativa de oportunismo, esse movimento reflete incapacidade real de pagamento.

O efeito colateral é grave: produtores em RJ ficam praticamente excluídos do sistema de crédito, reforçando um ciclo de queda — menos financiamento, menor produção rentável e menor chance de recuperação financeira.

Impacto direto nos resultados e dividendos

Com maior risco de crédito, aumento das provisões e crescimento limitado da carteira agro, o impacto tende a aparecer nos resultados do banco.

Para 2026, o cenário aponta lucro pressionado e dividendos mais fracos, contrariando expectativas de investidores que apostam em forte geração de caixa no curto prazo. O desempenho de bancos costuma cair rapidamente em ciclos de crédito adversos e levar anos para se recuperar.

Eleições podem mexer com a ação, mas não com os fundamentos

O debate eleitoral de 2026 adiciona volatilidade ao papel. Como estatal, o Banco do Brasil pode reagir positivamente a mudanças de humor político, independentemente dos fundamentos.

No entanto, movimentos de preço motivados por eleição tendem a ser desconectados da realidade operacional. Sem melhora efetiva nos preços das commodities agrícolas, a recuperação estrutural do banco permanece limitada.

Apesar do discurso otimista, os dados indicam que o agro ainda atravessa um ciclo difícil. Inadimplência elevada, carteira prorrogada bilionária e crédito restrito tornam o cenário do Banco do Brasil mais desafiador para 2026.

A recuperação sustentável depende menos de discursos e mais de uma virada no ciclo de preços das commodities — condição que, até agora, ainda não se confirmou.

Fonte: A Revista

O que esperar do Banco do Brasil em 2026? Recuperação lenta e gradual

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Após um período de desempenho excepcional entre 2021 e meados de 2024, o Banco do Brasil (BBAS3) entrou em uma fase bem mais desafiadora em 2025, marcada por deterioração do crédito rural, queda expressiva da rentabilidade e forte correção das ações.

A melhora desse cenário ainda não deve vir toda em 2026, segundo Daniel Utsch, gestor de renda variável da Nero Capital, que classifica o momento atual como resultado de uma “tempestade perfeita” após um ciclo extraordinariamente favorável.

Segundo o gestor, o banco colheu frutos relevantes nos anos recentes. “O Banco do Brasil teve um desempenho excelente, muito acima da expectativa, entre 2021 e meados de 2024”, afirma. Esse resultado foi impulsionado por um ciclo do agronegócio bastante positivo, pela forte presença da carteira de funcionários públicos federais e por um retorno sobre patrimônio (ROE) que superou os 20%, patamar historicamente elevado para a instituição.

O cenário começou a mudar há cerca de um ano e meio. A piora significativa do agronegócio levou a inadimplência a níveis recordes, pressionando a rentabilidade. “Agora tem um ano e meio que passa, entre aspas, por uma tempestade perfeita, puxada pelo agro, que piorou demais”, diz Utsch. Como consequência, o ROE recuou para cerca de 8,5%, bem abaixo do observado no auge do ciclo.

Na avaliação do gestor, o problema atual do agro é majoritariamente conjuntural. Apesar de os preços das commodities agrícolas ainda estarem relativamente favoráveis quando comparados ao câmbio em uma perspectiva histórica, o setor sofreu forte aumento de custos nos anos anteriores. “Muitos produtores talvez tenham investido mais do que deveriam e assumiram uma alavancagem mais alta”, explica.

Esse movimento foi mais intenso entre pequenos e médios produtores, especialmente no Sul do país, com destaque para o Rio Grande do Sul. “O produtor enorme do Mato Grosso não teve tanto essa característica, mas os pequenos e médios do Sul, sim”, afirma. É justamente nesse segmento que o Banco do Brasil possui maior exposição, o que, segundo Utsch, não é inesperado, dado o papel histórico da instituição. “É exatamente onde o Banco do Brasil tem a sua maior exposição naturalmente, porque ele tem o seu objeto social de fomentar o negócio.”

Além do choque de custos e de preços menos favoráveis, o cenário climático adverso da última safra contribuiu para o pico de inadimplência observado. Para enfrentar esse quadro, o banco vem adotando uma série de medidas internas. “O banco está com uma série de iniciativas de renegociação, extensão de prazo e rolagem”, diz o gestor, ressaltando que a estratégia busca permitir uma reação efetiva da inadimplência ao longo do tempo, e não apenas adiar o problema.

A expectativa, segundo Utsch, é de alguma melhora com a acomodação do ciclo do agronegócio, mas sem uma recuperação plena no curto prazo. “A gente espera uma melhora, mas ainda não vem toda provavelmente nesse ano de 26”, afirma. Um retorno sobre capital acima do custo de capital, na visão do gestor, deve ficar mais para frente. “Isso deve vir mais para 27, 28 talvez.”

Enquanto isso, o mercado segue refletindo esse cenário nos preços das ações. O papel do Banco do Brasil acumula queda de cerca de 35% a 40% em relação às máximas e hoje negocia próximo de 0,7 vez o valor patrimonial, com múltiplos entre 4,5 e 5 vezes o lucro. “É uma queda relevante, óbvio que aconteceu, mas a gente acha que vai ter uma reversão”, diz Utsch, ressaltando que a tese é voltada ao longo prazo. “Talvez a reversão não ocorra rapidamente, então não há do nosso lado um otimismo de curtíssimo prazo.”

Além dos desafios operacionais, o gestor destaca o risco político associado ao fato de o Banco do Brasil ser uma estatal. “A gente tem um ano eleitoral, uma eleição que muito provavelmente para o mercado vai ser bastante binária, polarizada, e isso reflete também nas ações”, afirma.

Embora o banco não seja visto hoje como um ativo político tão sensível quanto em outros momentos, esse fator tende a ganhar peso ao longo de 2026, especialmente à medida que o calendário eleitoral avança.

Ainda assim, na visão da Nero Capital, o valuation deprimido e a perspectiva de normalização gradual sustentam uma posição construtiva para quem tem horizonte mais longo. “A gente gosta da posição olhando para um prazo mais longo”, conclui Utsch, mesmo reconhecendo que o caminho até a recuperação deve ser lento e sujeito a volatilidade.

A XP acredita que uma melhora nos indicadores de inadimplência pode ocorrer em 2026; no entanto, não há expectativa de reversão de provisões, que só devem acontecer quando os produtores demonstrarem comportamento de pagamento consistente, menor alavancagem, garantias mais robustas e ciclos de fluxo de caixa mais saudáveis.

“As melhorias serão graduais, pois a reversão de provisões depende de reduções mensuráveis ​​e progressivas nas perdas esperadas. No longo prazo, o crédito rural continua sendo um negócio essencial, mas a carteira deve crescer em um ritmo mais lento, com disciplina de risco mais rigorosa e maior seletividade na concessão de crédito”, apontam os analistas. A XP tem recomendação neutra para os ativos BBAS3, com preço-alvo de R$ 25.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil deixa o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025

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O ranking das 10 empresas mais valiosas da bolsa brasileira mudou de forma significativa ao longo de 2025, com a ascensão de nomes como BTG Pactual (BPAC11) e Axia Energia (AXIA3) e a desvalorização de companhias como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4).

A Petrobras despontava como a empresa mais valiosa da bolsa brasileira até meados do ano, mas agora disputa essa liderança com o Itaú (ITUB4). Afinal, a estatal perdeu mais de R$ 80 bilhões em valor de mercado diante da baixa do petróleo, enquanto o banco teve uma valorização superior a R$ 131 bilhões, impulsionado por resultados e dividendos robustos.

Com isso, o Itaú era avaliado em R$ 413 bilhões no fechamento de 29 de dezembro, enquanto a Petrobras valia R$ 407,9 bilhões, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. O banco caminha, então, para fechar o ano no topo da B3, a não ser que algo extraordinário aconteça nas últimas horas de negociação de 2025.

O salto do Itaú impressiona, mas ainda não foi o maior do ano. É que o BTG Pactual ganhou impressionantes R$ 178 bilhões em valor de mercado em 2025, até 29 de dezembro. Por isso, saltou da 7ª para a 3ª posição no ranking das empresas mais valiosas da B3, chegando a superar a Vale (VALE3), que briga para retomar o 3ª lugar no último pregão do ano.

Outro avanço significativo foi da Axia Energia, a antiga Eletrobras, que quase dobrou sua capitalização ao longo do ano e, com isso, pulou da 12ª para a 8ª posição na lista das companhias de maior valor de mercado da bolsa brasileira.

Destaque ainda para o Bradesco (BBDC4), que teve uma valorização superior a R$ 65 bilhões, com isso, subiu uma posição no “top 10” da B3.

Baixas

O Banco do Brasil, por outro lado, deixou o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025. Pressionado pela alta da inadimplência no agronegócio e das provisões, o BB lucrou menos e, com isso, perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado ao longo do ano. Por isso, caiu da 6ª para a 11ª posição da lista de maiores empresas da bolsa.

A Weg (WEGE3) também perdeu espaço no ranking, caindo da 4ª para a 6ª posição. Afinal, também não animou o mercado com os seus resultados e ainda entrou na mira do tarifaço de Donald Trump. Por isso, perdeu cerca de R$ 17 bilhões em valor de mercado ao longo de 2025.

Em meio a essas altas e baixas, três companhias conseguiram manter-se firmes na lista das empresas mais valiosas da B3.

Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, o feito foi obtido por Ambev (ABEV3), Itaúsa (ITSA4) e Santander (SANB11), que seguraram a 5ª, 9ª e 10ª posição do ranking, respectivamente.

Fonte: Investidor 10

BB apresenta proposta de antecipação de valores aquém das necessidades da Cassi

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Representantes das entidades que compõe a comissão de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), realizaram, no dia 10 de dezembro, uma reunião com a direção do BB para discutirem soluções ao fortalecimento financeiro da Cassi.

Para reforçar o caixa e o capital regulatório da entidade de assistência, os trabalhadores solicitaram ao banco o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas, referentes aos 12 meses de 2026, já em janeiro.

Os representantes do BB, entretanto, negaram o pedido dos trabalhadores e apresentaram, como contraproposta, apenas a antecipação de três valores do 13º salário, sem nenhum adiantamento das taxas administrativas, com a alegação de que já seria o suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados.

A direção da Cassi, por sua vez, apontou que esses valores cobririam o caixa até julho de 2026, prazo que os representantes das entidades têm receio de não ser suficiente para uma proposta de equalização das contas, que demanda medidas complexas.

A coordenadora da mesa de negociação, Fernanda Lopes, lembrou que o objetivo da negociação entre os representantes dos trabalhadores e do banco é encontrar soluções definitivas para o custeio. “O atendimento do pedido, feito pelas entidades sindicais que representamos, daria tranquilidade durante a continuidade da negociação para construir uma solução perene à Cassi”, pontuou.

“Nossa reivindicação permanece, para que, o mais breve possível, a gente alcance uma solução de valorização e fortalecimento de uma das maiores conquistas do funcionalismo do BB, para eles mesmos e seus familiares, que é um plano de saúde acessível e que tem como pilar a solidariedade, com o custeio compartilhado entre os participantes e o patrocinador, que é o Banco do Brasil”, completou.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Pará

Por que estrangeiros estão comprando Banco do Brasil enquanto brasileiros vendem

Publicado em: 19/12/2025

Enquanto muitos investidores brasileiros reduziram ou zeraram posição no Banco do Brasil (BBAS3) após a forte deterioração dos resultados recentes, o movimento dos investidores estrangeiros segue na direção oposta. Em encontros com grandes fundos internacionais, o banco estatal brasileiro voltou ao radar como uma oportunidade clássica de valor, impulsionada principalmente pela forte assimetria entre preço e fundamentos.

O BBAS3 negocia atualmente com desconto relevante em relação ao valor patrimonial, refletindo um cenário de pessimismo elevado no mercado doméstico. Esse descolamento chamou atenção de fundos globais, especialmente os especializados em ciclos econômicos e mercados emergentes.

Para esses investidores, o atual nível de preço não reflete apenas resultados fracos recentes, mas embute um prêmio excessivo de risco, principalmente político e setorial.

Agronegócio sustenta a tese: posição estratégica segue intacta

Um dos pilares centrais da tese dos investidores estrangeiros é o agronegócio brasileiro, que permanece como um dos setores mais competitivos e estratégicos da economia nacional. O Banco do Brasil é, historicamente, o principal financiador do agro, com presença dominante no crédito rural.

A leitura dos fundos internacionais é que o ciclo negativo recente no setor — marcado por inadimplência pontual e compressão de margens — tem caráter cíclico, não estrutural. Na visão desses investidores, a normalização da qualidade da carteira pode ocorrer nos próximos anos, devolvendo parte da rentabilidade histórica do banco.

Essa percepção sustenta a expectativa de recuperação gradual dos resultados, mesmo que o curto prazo ainda seja desafiador.

Eleições de 2026 entram no radar e ampliam a assimetria

Outro fator que impulsiona o interesse estrangeiro é o cenário político de 2026. Estatais brasileiras tendem a oscilar fortemente em períodos pré-eleitorais, justamente pela sensibilidade a mudanças de governo e diretrizes estratégicas.

A pergunta que ronda os grandes fundos é direta: quanto o Banco do Brasil poderia valer caso o risco político diminua?

Uma eventual vitória de um candidato de centro ou uma mudança na percepção institucional poderia provocar uma reprecificação rápida dos múltiplos, reduzindo o desconto histórico e destravando valor para os acionistas.

Esse mesmo movimento já foi observado em ciclos anteriores, tanto no Banco do Brasil quanto em outras estatais relevantes do mercado brasileiro.

Possível venda da BB Seguridade em 2026 levanta dúvidas estratégicas

Além do movimento dos estrangeiros, outra informação ganhou força no mercado: a possibilidade de o Banco do Brasil vender parte de sua participação na BB Seguridade em 2026. Atualmente, o banco detém cerca de 66% da seguradora, que é uma das principais fontes de receita recorrente via dividendos.

A eventual venda teria impactos relevantes:

Pontos positivos

  • Entrada expressiva de caixa
  • Reforço de capital
  • Possibilidade de redução de alavancagem
  • Maior flexibilidade para investimentos ou distribuição extraordinária

Pontos negativos

  • Redução direta do fluxo recorrente de dividendos
  • Enfraquecimento de uma das unidades mais rentáveis do conglomerado
  • Dúvidas sobre a estratégia de longo prazo
  • Risco de execução em ano eleitoral

Para investidores focados em renda passiva, a leitura tende a ser mais negativa, já que a BB Seguridade é responsável por uma parcela relevante da previsibilidade dos resultados do Banco do Brasil.
Resultados pressionados e rentabilidade em queda explicam o pessimismo local

O ceticismo do investidor brasileiro não é infundado. Os números recentes mostram uma queda acentuada na rentabilidade do banco:

  • Retorno sobre investimento (ROI) despencou nos últimos 12 meses
  • Lucro apresentou retração anualizada superior a 60%
  • Margens pressionadas pelo ciclo do crédito e pelo agro
  • Dividendos seguem sendo pagos, mas com menor conforto operacional

Esses fatores explicam por que muitos investidores enxergam o papel como uma ação “em carrego”, que pode levar tempo para voltar a entregar retornos mais robustos.

Visão de longo prazo: empresa centenária em ciclo adverso

Na visão de investidores estrangeiros, o Banco do Brasil atravessa mais um ciclo adverso, algo recorrente em sua história de mais de dois séculos. O banco já enfrentou crises econômicas, políticas e setoriais profundas e, ainda assim, conseguiu se manter relevante e lucrativo ao longo do tempo.

A aposta é que, passada a fase mais dura do ciclo atual, a combinação de:

  • desconto elevado
  • normalização do agro
  • redução do risco político
  • pode criar uma janela rara de valorização

Vale a pena investir agora no Banco do Brasil?

O cenário atual exige análise cuidadosa. Para quem já possui BBAS3 na carteira, o momento pede uma revisão da tese, considerando:

  • tolerância ao risco político
  • horizonte de investimento
  • dependência de dividendos no curto prazo

Para quem pensa em entrar, a decisão passa por entender o tempo de recuperação, o custo de oportunidade frente a outras ações e a capacidade de conviver com volatilidade até que os fundamentos voltem a melhorar.

O Banco do Brasil segue pagando dividendos e ocupa posição estratégica na economia brasileira, mas os próximos meses serão decisivos para confirmar se o pessimismo atual representa risco estrutural ou apenas mais um ciclo negativo em uma história longa e resiliente.

Fonte: A Revista

Banco do Brasil lança Pix de presente neste final de ano; sem custo em 2025

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O Pix nasceu em 2020, conquistou o Brasil e hoje é o meio de pagamento mais utilizado no país, segundo o Banco Central. Rápido, simples e sem custo, virou parte da rotina dos brasileiros e, com o tempo, também passou a ser usado como forma de presentear. Por isso, o Banco do Brasil inova e cria o Pix de presente. A solução já está disponível para todos os clientes Pessoas Físicas e permite transferências via Pix de forma personalizada, com um cartão digital temático e uma mensagem especial no momento do envio.

O envio do presente é simples. Após a escolha do tema, da arte e de escrever a mensagem, é possível compartilhar por diferentes aplicativos de mensagens. O projeto, que teve a participação da agência Lew’Lara\TBWA na criação das artes, traz ilustrações de quatro artistas brasileiros e está disponível diretamente no App do BB. As artes trazem cores, ilustrações e temas que representam a cultura nacional. Cada artista desenvolveu ilustrações para os principais temas comemorativos do calendário. E inicialmente, estão disponíveis artes natalinas e de aniversários.

Bacaro Borges: Direto de Bezerros, Pernambuco, Bacaro começou na xilogravura aos 4 anos, inspirado pelo pai, o mestre J. Borges. Sua arte mistura tradição e modernidade, levando a cultura nordestina para murais e superfícies diversas.

Filipe Grimaldi: Designer gráfico e artista visual, Filipe é referência na pintura de letra popular no Brasil. Seu estilo tem traços únicos e inspiração na cultura de rua, além de compartilhar conhecimento como professor e ministrar oficinas.

Agatha de Faveri: Natural de Santo André/SP, Agatha combina pintura acrílica, óleo e spray com lettering artístico. Suas obras trazem rostos e figuras cheias de expressão, sempre com um toque contemporâneo.

Luiza de Souza: Ilustradora e quadrinista de Currais Novos/RN, Luiza é criadora de HQs que conquistaram a internet, como Arlindo. Suas ilustrações contam histórias sobre pessoas, afetos e os pequenos universos ao nosso redor.

O serviço é opcional e neste Natal, o BB está disponibilizando a novidade sem custo. Em 2026, o custo será a partir de R$ 0,99. A funcionalidade agrega valor emocional à transação, sem alterar a dinâmica do Pix, que permanece gratuito e disponível para todos os usuários.

“Com o Pix de presente, o BB reforça sua vocação para conectar pessoas e tornar a experiência financeira mais próxima, além do seu compromisso com a inovação e a valorização dos laços afetivos A novidade transforma um simples envio em um gesto cheio de carinho, e ainda reforça o nosso papel na valorização da identidade e cultura brasileira”, comenta a executiva de Meios de Pagamento do Banco do Brasil, Dione Cordioli.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil fechou 1.557 agências e deixando cidades sem atendimento bancário

Publicado em: 12/12/2025

Ao longo da última década, o fechamento de agências bancárias no Brasil alterou de forma significativa a forma como a população se relaciona com o sistema financeiro. Entre 2015 e 2025, milhares de pontos físicos deixaram de funcionar, afetando o cotidiano de clientes em todas as regiões do país. No centro desse movimento está o Banco do Brasil, que reduziu parte importante de sua rede, acompanhando uma tendência já observada em outros grandes bancos.

O dado mais citado nessa discussão é o de que o Banco do Brasil encerrou 1.557 agências físicas no período. Em vez de uma ação repentina, trata-se de um processo gradual, distribuído ao longo de dez anos. Nesse mesmo intervalo, o total de agências bancárias no Brasil caiu de forma expressiva, indicando que a mudança não se limita a uma instituição específica, mas a todo o setor financeiro nacional.

Fechamento de agências bancárias no Brasil

Entre março de 2015 e 2025, o número de agências bancárias no país recuou de 23.154 para 15.529 unidades, o que representa a perda de quase um terço da rede física de atendimento. Dentro desse contexto, o fechamento de agências do Banco do Brasil corresponde a 1.557 unidades desativadas, enquanto outros bancos privados também promoveram cortes relevantes em suas estruturas presenciais.

Esse redesenho do mapa bancário ajuda a entender por que tantas cidades passaram a contar com menos opções de atendimento presencial. Em grandes centros urbanos, a redução costuma ser compensada por outras unidades próximas. Em municípios menores, porém, a saída de uma agência pode representar o fim do atendimento bancário tradicional dentro do próprio território, alterando rotinas de comércio, serviços públicos e da população em geral.

Fonte: Estado de Minas