BB: nova MP do agro traz alívio no curto prazo, mas não elimina desafios

Publicado em: 16/07/2026

Após anos de dificuldades provocadas por quebras de safra, eventos climáticos extremos, queda nos preços de algumas commodities e juros elevados, o agronegócio brasileiro passou a representar uma preocupação crescente para o sistema financeiro, especialmente para o Banco do Brasil (BBAS3), instituição com a maior exposição ao setor no país. O aumento da inadimplência entre produtores rurais e as incertezas em torno de um programa de renegociação de dívidas pressionaram as perspectivas para a qualidade dos ativos do banco nos últimos trimestres.

Nesse contexto, o governo anunciou na quarta-feira (15) uma nova medida provisória (MP) para viabilizar a renegociação de dívidas do agronegócio, após meses de impasse político em torno do Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, aprovado pelo Senado.

Na avaliação do JPMorgan, a nova versão é mais restritiva do ponto de vista fiscal e mais sustentável do que a proposta original, ao reduzir o volume potencial de renegociações e elevar as taxas de juros cobradas dos produtores.

Banco do Brasil: MP tem efeito positivo no curto prazo

Para o Banco do Brasil, a medida tende a ter um efeito positivo no curto prazo. Segundo o banco americano, o programa deve aliviar a situação financeira de produtores rurais, aumentar as chances de recuperação de créditos e reduzir parte das preocupações relacionadas ao risco moral criado pela expectativa de sucessivas renegociações.

Além disso, a MP pode destravar os desembolsos do Plano Safra, importante motor de crescimento da carteira agrícola do BB. A suspensão, por 30 dias, dos pagamentos de parcelas com vencimento em julho também deve dar fôlego aos produtores e ampliar o acesso às novas linhas de crédito.

Cenário segue desafiador

Apesar do alívio imediato, o JPMorgan destaca que a medida não resolve os problemas estruturais de qualidade dos ativos do setor agrícola. O banco continua esperando um cenário desafiador para o Banco do Brasil nos próximos trimestres, uma vez que a expectativa pela criação do programa pode ter incentivado produtores a postergar pagamentos no segundo trimestre, pressionando a inadimplência e as despesas com provisões.

No primeiro trimestre de 2026, o BB registrou cerca de R$ 19 bilhões em provisões. Caso esse ritmo seja mantido ao longo do ano, o custo anualizado poderia se aproximar de R$ 80 bilhões, acima do guidance atual de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões.

O JPMorgan também ressalta que a suspensão temporária dos pagamentos pode reduzir a entrada de caixa no curto prazo e postergar o reconhecimento de inadimplência para o terceiro trimestre. Além disso, o forte crescimento esperado da carteira rural, impulsionado pelo Plano Safra e pela menor amortização dos financiamentos renegociados, pode aumentar as necessidades de capital e financiamento do Banco do Brasil.

Por fim, o banco segue atento aos efeitos indiretos da crise no campo sobre outras linhas de crédito, como empréstimos a pessoas físicas e cartões, já que muitos produtores rurais também são clientes do Banco do Brasil nesses segmentos. Assim, embora a nova MP represente um alívio relevante para o BB no curto prazo, os desafios relacionados à qualidade dos ativos e à rentabilidade do banco ainda devem permanecer no radar dos investidores.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil sinaliza avanço nas negociações sobre o custeio da Cassi

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O Banco do Brasil recebeu de forma positiva a proposta de negociação sobre o custeio da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI), mas ainda não apresentou resposta definitiva ao consenso construído pelas entidades sindicais. A proposta foi consolidada na sexta-feira, 3 de julho, durante reunião na sede da ANABB, em Brasília. Representando a CONTEC, participaram o coordenador da Comissão de Negociação com o Banco do Brasil, Gilberto Vieira, e o diretor de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Goiás (SEEB-GO), Ivanilson Batista.

Após o debate, as entidades reafirmaram a proposta construída no último mês, que prevê aporte emergencial de R$ 580 milhões para assegurar a continuidade da assistência aos associados e o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o final de 2027.

O gerente executivo de Gestão de Pessoas da instituição, Fabrizio Bordalo Calixto, afirmou que o Banco recebeu a proposta de forma positiva, mas destacou que ainda precisa avaliar os impactos financeiros e jurídicos das medidas. O representante do Banco também ponderou que a antecipação do 13º salário, de forma isolada, não resolve o desenquadramento do capital regulatório da CASSI e destacou qualquer solução definitiva deverá passar por consulta ao corpo social.

O presidente da CASSI, Cláudio Said, explicou que o comunicado enviado às entidades e ao Banco decorreu do dever de diligência da Diretoria, diante da necessidade de registrar formalmente a situação financeira do Plano de Associados e os riscos da ausência de novos recursos. A preocupação também foi registrada em ata da última reunião do Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência.

As entidades sindicais também reforçaram que a recomposição das reservas deve observar a proporção de 70% de participação do Banco e 30% dos associados, conforme possibilita a Resolução CGPAR nº 52/2024. Foi sugerido ainda a celebração de um Memorando de Entendimentos formalizando os compromissos assumidos entre Banco e entidades e estabelecendo os parâmetros para os aportes e para a consulta aos associados.

Ao fim da reunião, o Banco informou que fará a avaliação técnica da proposta e se comprometeu a apresentar manifestação em curto prazo, além de indicar nova data para a continuidade das negociações.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Cascavel

BB coloca agentes de IA ao lado de gerentes para melhorar o atendimento a seus 88 milhões de clientes

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Durante muito tempo, inteligência artificial nos bancos significou modelos capazes de calcular risco de crédito, detectar fraudes ou responder perguntas simples em um chatbot. Agora, uma nova geração de sistemas começa a assumir um papel diferente: atuar como um colega de trabalho dos funcionários.

É exatamente esse movimento que o Banco do Brasil iniciou nos últimos meses. Em parceria com a Salesforce, a instituição passou a colocar agentes de inteligência artificial ao lado dos gerentes de relacionamento para ajudá-los a entender melhor cada cliente antes mesmo do início da conversa.

Hoje, cerca de 12 mil funcionários já utilizam esses agentes, número que deve chegar a 36 mil até o fim do ano. A aposta faz parte da estratégia do banco para escalar um atendimento mais personalizado para seus mais de 88 milhões de clientes, sem substituir o contato humano.

“Nossa premissa é transformar o nosso humano em um superfuncionário. Queremos eliminar os fardos operacionais e trazer informações relevantes para que ele ajude o cliente em uma transação ou em uma decisão financeira”, afirma Analaura Morais, head de CRM do Banco do Brasil.

Ganhos em satisfação e conversão

O agente mais avançado do banco recebeu o nome de “Resume Aí”. Sua função é reunir, em poucos segundos, informações que antes estavam espalhadas por centenas de sistemas internos.

O Banco do Brasil possui mais de 900 sistemas legados. Antes de iniciar um atendimento, um gerente precisava consultar diferentes plataformas para entender o relacionamento daquele cliente com a instituição. Agora, o agente faz esse trabalho automaticamente.

Ele reúne transações recentes, conversas realizadas em diferentes canais, perfil financeiro, histórico de relacionamento e até análises de sentimento das últimas interações. Com base nesse conjunto de informações, produz um resumo executivo e recomenda qual deve ser a melhor abordagem naquele atendimento.

“O agente consegue integrar qualquer canal. Se o cliente falou no chat, no WhatsApp ou fez alguma transação, ele reúne tudo em um único espaço. Com um clique, o funcionário recebe um briefing completo sobre aquele cliente, além das melhores recomendações para aquele momento”, explica Morais.

Além de reconstruir rapidamente o histórico do relacionamento, o sistema indica em que estágio o cliente se encontra – se o foco deve ser fidelização, aquisição de novos produtos ou ampliação dos negócios – e sugere os próximos passos ao gerente.

Segundo o Banco do Brasil, os primeiros resultados apareceram rapidamente. Nas unidades que já utilizam o “Resume Aí”, o banco registrou aumento de cinco pontos no NPS (Net Promoter Score, pesquisa para avaliar a satisfação do cliente), crescimento de aproximadamente 30% na conversão de leads e expansão do relacionamento comercial com os clientes.

A implantação também chamou atenção pela velocidade. Da concepção até o início da operação passaram menos de dois meses. Hoje, a tecnologia está presente nas agências digitais e em cerca de 200 agências físicas que participam dos testes da nova plataforma.

IA também ajuda na concessão de crédito

Outro agente em desenvolvimento atua durante as negociações de crédito. Enquanto o gerente conversa com o cliente, a IA acompanha a negociação e sugere, em tempo real, quais produtos fazem mais sentido para aquele perfil, quais taxas podem ser oferecidas e alerta quando determinada solução não é adequada ou não atende aos critérios regulatórios.

“A ideia é que ele seja esse grande cérebro que apoia o funcionário. Ele padroniza processos, aumenta a segurança e ajuda a recomendar a melhor solução sem que o gerente precise consultar diversos sistemas durante a conversa”, diz Morais.

Apesar da expansão dos agentes, tanto o Banco do Brasil quanto a Salesforce insistem que o objetivo não é substituir funcionários, mas aumentar sua capacidade de atendimento.

“Temos 125 mil funcionários e 88 milhões de clientes. A IA entra como um conector entre um humano e outro humano. Ela vem para complementar e potencializar as relações, não para substituir colaboradores”, afirma Morais.

Para Rodrigo Bessa, country manager da Salesforce Brasil, esse tipo de implementação representa uma nova etapa da evolução da inteligência artificial nas empresas.

“Depois da IA preditiva e da IA generativa, entramos oficialmente na era da IA agêntica. O agente já funciona como um colega de trabalho capaz de ampliar a capacidade das pessoas. O grande desafio agora é preparar os profissionais para trabalharem ao lado dessas inteligências”, afirma.

Fonte: Época Negócios

BB leva pesquisas em IA para dentro da UnB e reforça tendência no setor

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O Banco do Brasil (BB) e a Universidade de Brasília (UnB) vão desenvolver pesquisas conjuntas em dados e Inteligência Artificial (IA). O acordo de cooperação técnico-científica acompanha um movimento cada vez mais frequente no sistema financeiro, no qual bancos se aproximam de universidades para transformar pesquisas acadêmicas em soluções voltadas a desafios do negócio. O anúncio foi feito pelas instituições na quarta-feira (7 de julho).

A parceria prevê o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de programas de capacitação. Os trabalhos devem envolver áreas como IA, analítica, experiência do usuário e segurança digital.

Segundo as instituições, as pesquisas deverão resultar em aplicações para o Banco do Brasil. Além disso, a cooperação prevê estudos de interesse da instituição, do mercado financeiro e da sociedade.

O acordo também prevê a atuação conjunta de equipes do banco e da universidade em iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e capacitação, aproximando a academia do setor financeiro.

Mas o movimento não é isolado. No ano passado, o Itaú lançou o Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), voltado ao desenvolvimento de pesquisas em parceria com universidades brasileiras e internacionais. À época, o banco afirmou que a iniciativa busca transformar a produção científica em aplicações práticas, com foco em IA.

Além disso, o ICTi reúne projetos em machine learning, computação quântica, engenharia de software e ciência de dados. Nesse sentido, o modelo prevê pesquisadores, bolsistas de mestrado e doutorado trabalhando diretamente em desafios tecnológicos do setor financeiro.

Antes disso, em 2024, outros grandes bancos tradicionais também reforçaram essa aproximação com a academia. O Bradesco, por meio do ecossistema de inovação Inovabra, ampliou o acordo com o InovaUSP e diferentes laboratórios da universidade. Com isso, a parceria passou a desenvolver pesquisas em IA generativa, computação quântica, cibersegurança, otimização de investimentos e defesa contra ataques a modelos de IA.

Já a Caixa Econômica Federal, no mesmo período, anunciou sua associação ao Parque Científico e Tecnológico da UnB. Assim, passou a integrar uma estrutura voltada ao desenvolvimento de soluções digitais e tecnológicas.

Fonte: FInsiders

BB anuncia fim de cartão e envia alerta para clientes com contas a pagar

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O Banco do Brasil confirmou o encerramento do Cartão Ame e emitiu um aviso aos clientes por e-mail e pelo aplicativo da instituição.

A descontinuição do produto, prevista para ocorrer em até 30 dias, não interrompe a cobrança de compras parceladas nem de valores ainda em aberto, que continuarão sendo enviados até a quitação total.

A medida atinge exclusivamente o Cartão Ame emitido pelo Banco do Brasil com bandeira Mastercard, sem impacto sobre os demais cartões oferecidos pela instituição.

Conforme comunicado do Banco do Brasil, mesmo após o fim do cartão, clientes que ainda possuem despesas pendentes não deixarão de receber as cobranças.

A instituição informou que “se ainda houver compras parceladas ou valores pendentes no seu Cartão Ame, as faturas continuarão sendo enviadas pelos canais que você já utiliza, até a quitação total”.

A medida ocorre quase dois anos depois do encerramento da carteira digital Ame. Na ocasião, a Americanas informou que concentraria seus esforços em um novo programa de fidelidade, deixando de oferecer a conta de pagamento e os demais serviços financeiros vinculados à marca.

Agora, o processo avança com o encerramento definitivo do cartão de crédito emitido em parceria com o Banco do Brasil.

Quem ainda utiliza o Cartão Ame deve acompanhar os comunicados enviados pelo aplicativo e pelo e-mail cadastrado para verificar prazos e informações sobre o encerramento do produto.

Enquanto houver parcelas ou débitos pendentes, o envio das faturas continuará normalmente, garantindo que os compromissos financeiros possam ser quitados mesmo após a desativação do cartão.

Fonte: ND Mais

Banco do Brasil pode enfrentar nova pressão no segundo semestre, diz BTG Pactual

Publicado em: 03/07/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) deve enfrentar mais um trimestre desafiador diante da piora no comportamento de pagamento de produtores rurais, segundo avaliação do BTG Pactual. Para o banco, a expectativa de aprovação, no Congresso Nacional, de um programa de renegociação de dívidas do agronegócio pode estar levando parte dos tomadores de crédito a adiar o pagamento de financiamentos, aumentando a pressão sobre a qualidade da carteira rural.

A análise foi elaborada após reportagem do jornal Valor Econômico informar que produtores rurais têm postergado pagamentos na expectativa de que suas operações sejam incluídas em um eventual programa de renegociação. Executivos de grandes bancos e cooperativas relataram ao jornal que os índices de inadimplência apresentaram deterioração em maio e junho, contrariando o padrão sazonal normalmente observado para o período.

Na avaliação do BTG Pactual, esse movimento está alinhado com as conversas recentes mantidas pela instituição com participantes do mercado. O banco afirma que o debate em torno de novas medidas de renegociação pode estar criando um ambiente de “risco moral”, no qual produtores optam racionalmente por atrasar pagamentos enquanto aguardam possíveis condições mais favoráveis para regularizar suas dívidas.

Segundo o relatório, a implementação do Desenrola 2.0 e as discussões sobre programas de renegociação para contratos ainda adimplentes reforçaram essa dinâmica, elevando as incertezas sobre o comportamento dos clientes do crédito rural.

Calendário amplia riscos

O BTG destaca que o calendário de vencimentos da carteira rural do Banco do Brasil aumenta a sensibilidade dos resultados do segundo trimestre. Conforme dados apresentados pela própria instituição durante o Investor Day, o banco possui R$ 155,6 bilhões em operações com produtores rurais vencendo ao longo de 2026.

Desse total, R$ 44,2 bilhões — o equivalente a 28,4% dos vencimentos do ano — concentram-se justamente no segundo trimestre. As linhas de financiamento de custeio agrícola representam 56% dos vencimentos de abril, 60% dos de maio e 63% dos de junho, enquanto quase 60% de todos os vencimentos anuais estão concentrados entre abril e setembro.

Na visão do BTG, essa concentração, combinada com os relatos de enfraquecimento da disciplina de pagamentos, tende a manter elevada a pressão sobre a capacidade de cobrança do banco e sobre o custo do risco nos resultados do segundo trimestre.

Desafios persistem

A avaliação ocorre após um primeiro trimestre já considerado difícil para o Banco do Brasil. Na ocasião, a instituição reportou um ROE (Return on Equity) de 7,3% e revisou suas projeções para 2026, citando a deterioração da qualidade da carteira de crédito voltada ao agronegócio.

Para o BTG Pactual, os próximos resultados deverão continuar refletindo os desafios enfrentados pelo segmento rural. Embora o lançamento do Plano Safra 2026/2027 possa trazer maior previsibilidade ao setor, a instituição acredita que a discussão sobre renegociação de dívidas continuará sendo um fator relevante para o comportamento dos produtores e para o desempenho financeiro do Banco do Brasil nos próximos meses.

Fonte: Eu Quero Investir

BB celebra 30 anos de Pronaf com mais de 2,5 milhões de agricultores atendidos

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O Banco do Brasil comemora nesta semana 30 anos ao lado de quem acorda cedo, dedica-se com esforço próprio e mantém viva a produção de alimentos no Brasil: os agricultores familiares. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal política pública de crédito voltada a produtores rurais que compõem unidades familiares, incluindo agricultores, pescadores artesanais, aquicultores, silvicultores e extrativistas e suas cooperativas, esse compromisso se traduz em apoio para gerar renda, ampliar oportunidades, fortalecer a inclusão produtiva e estimular o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

Nessas três décadas, o Banco do Brasil se consolidou como o principal parceiro financeiro da agricultura familiar, apoiando produtores, cooperativas e empreendimentos rurais em atividades agropecuárias e não agropecuárias. Desde o início do programa, o BB já desembolsou R$ 500 bilhões em operações de crédito no âmbito do Pronaf, um impulso que chegou a aproximadamente 2,5 milhões de famílias em todas as regiões do país. Somente na safra atual, foram liberados R$ 23 bilhões para produtores do Pronaf, contribuindo para transformar a realidade dos produtores familiares. Esses recursos têm possibilitado tirar planos do papel, investir no cuidado com a terra e garantir mais segurança para a continuidade da produção.

A presença do BB no Pronaf fortalece, na prática, a base produtiva do agronegócio brasileiro ao apoiar pequenos produtores responsáveis por grande parte do alimento que chega diariamente à mesa da população. São famílias que, em sua maioria, utilizam a própria mão de obra, mantêm uma produção diversificada e constroem, dia após dia, um vínculo profundo com o desenvolvimento das suas comunidades, prosperando sem perder suas raízes.

“A agricultura familiar é estratégica para a segurança alimentar do país. É ela que coloca comida na mesa do brasileiro. Apoiar esses produtores, com crédito acessível, orientação técnica e soluções pensadas para a realidade do campo é mais do que uma prioridade: é um compromisso que renovamos todos os dias e que mantemos há 30 anos com o desenvolvimento do Brasil”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil.

Saiba mais sobre as principais linhas do Pronaf operadas pelo BB

O Pronaf é estruturado em diferentes linhas de crédito, desenvolvidas para atender às diversas realidades da agricultura familiar, respeitando o perfil produtivo, a renda e o estágio de desenvolvimento dos produtores rurais:

  • Pronaf Custeio
    Destinado ao financiamento das despesas normais das atividades agropecuárias e não agropecuárias, como preparo do solo, plantio, tratos culturais, colheita, criação de animais e atividades de base agroecológica. Atende agricultores familiares com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) válido, respeitando os limites de renda e enquadramento definidos pelo programa.
  • Pronaf Investimento
    Voltado à implantação, ampliação ou modernização da estrutura produtiva das propriedades rurais familiares. Financia, entre outros itens, máquinas, equipamentos, benfeitorias, sistemas de irrigação, armazenagem, conectividade no campo e práticas sustentáveis, contribuindo para o aumento da produtividade e da renda no meio rural.
  • Pronaf Mais Alimentos
    Linha de investimento destinada à modernização da produção da agricultura familiar, com foco no fortalecimento da capacidade produtiva, melhoria da infraestrutura rural e ampliação da competitividade dos empreendimentos familiares.
  • Pronaf Agroindústria
    Apoia o beneficiamento, processamento e comercialização da produção da agricultura familiar, incluindo a implantação, ampliação ou modernização de agroindústrias familiares e cooperativas, agregando valor à produção e fortalecendo a economia local.
  • Pronaf Mulher e Pronaf Jovem
    Linhas específicas voltadas à ampliação do acesso ao crédito por mulheres e jovens agricultores familiares, incentivando a sucessão rural, a autonomia produtiva e a permanência das novas gerações no campo.
  • Pronaf Floresta, Agroecologia e Bioeconomia
    Direcionadas a projetos sustentáveis, sistemas agroflorestais, produção agroecológica, recuperação ambiental, uso racional dos recursos naturais e atividades alinhadas à conservação ambiental e à sociobiodiversidade.
  • Pronaf Grupo B e Programas Especiais
    Focados em agricultores familiares de menor renda, incluindo indígenas, quilombolas e povos tradicionais, com condições diferenciadas, incentivo à inclusão produtiva e apoio à geração de renda, inclusive por meio do microcrédito produtivo orientado.

Para acessar o Pronaf, o agricultor deve ter CAF válido, atender aos critérios de renda, área e predominância de mão de obra familiar. A contratação exige documentação pessoal, comprovação do imóvel e apresentação de proposta ou projeto técnico. O pedido é analisado pelo banco quanto à capacidade de pagamento e regularidade. Após aprovação, o contrato é formalizado e os recursos liberados. A aplicação segue o projeto, com acompanhamento e fiscalização conforme normas.

Além do crédito, o Banco do Brasil atua de forma integrada no apoio à agricultura familiar, oferecendo assistência técnica, incentivo à modernização produtiva, inclusão financeira e estímulo à sustentabilidade econômica, social e ambiental das propriedades rurais. O Pronaf também possibilita o acesso dos produtores a outras políticas públicas voltadas ao fortalecimento do campo, ampliando oportunidades e renda no meio rural.

Ao celebrar os 30 anos do Pronaf, o BB reafirma seu compromisso histórico com a agricultura familiar e com a construção de um modelo de desenvolvimento que valoriza o produtor rural, gera empregos, promove inclusão e garante alimentos de qualidade para a população brasileira.

Fonte: Banco do Brasil

BB autoriza missão internacional no Peru para tratar de finanças sustentáveis

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O Banco do Brasil, por meio de sua vice-presidência, autorizou o afastamento do país do especialista Jorge Andre Gildi dos Santos para uma missão oficial em Lima, no Peru. O objetivo da viagem, que ocorre entre os dias 30 de junho e 5 de julho de 2026, é representar a instituição financeira na Quinta Reunião do Comitê Técnico da Coalizão Verde de Bancos Públicos de Desenvolvimento. A medida foi oficializada por meio de um despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A autorização, assinada pelo vice-presidente do banco, Jose Ricardo Sasseron, fundamenta-se na necessidade de representação institucional em fóruns internacionais de alta relevância para a agenda de sustentabilidade. O especialista Jorge Andre Gildi dos Santos atua na área de ASG – sigla para Ambiental, Social e Governança –, setor que tem ganhado protagonismo crescente nas estratégias de investimento e concessão de crédito do governo federal e de suas autarquias. A viagem será realizada com ônus para o banco, o que inclui o custeio de passagens e diárias para o período de trânsito e permanência no exterior.

Foco em desenvolvimento e parcerias internacionais

Além da participação na Coalizão Verde, a agenda em solo peruano prevê reuniões paralelas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras instituições financeiras (IFs) parceiras. Esses encontros visam estreitar laços de cooperação técnica e financeira para projetos que conciliem o crescimento econômico com a preservação ambiental, especialmente em biomas sensíveis como a Amazônia, que integra tanto o território brasileiro quanto o peruano.

A Coalizão Verde de Bancos Públicos de Desenvolvimento é uma iniciativa que reúne diversas instituições da América Latina e do Caribe com o intuito de harmonizar práticas bancárias e promover o financiamento de soluções baseadas na natureza. O comitê técnico, do qual o Banco do Brasil faz parte, é responsável por definir as métricas e os critérios de aplicação de recursos que devem impulsionar a economia de baixo carbono na região.

Base legal e governança

O afastamento foi concedido com base no Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995, que disciplina a viagem ao exterior de servidores públicos e empregados de empresas públicas. A decisão também observa diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Fazenda, por meio de portarias publicadas em 2016 e 2023, além de resoluções internas da presidência da instituição.

Segundo apurou O TEMPO, a participação do banco nesses eventos reforça o posicionamento da instituição como líder em finanças sustentáveis no mercado brasileiro. A governança do Banco do Brasil tem buscado alinhar suas operações aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e de outros tratados climáticos.

Os custos operacionais da missão são justificados pelo caráter estratégico dos diálogos com o BID, que é um dos principais parceiros do país no financiamento de infraestrutura sustentável. Ao final do período em Lima, o especialista deverá apresentar relatórios técnicos sobre os avanços nas negociações e as diretrizes estabelecidas pelo comitê técnico da coalizão.

A movimentação de técnicos e especialistas do escalão do governo federal para agendas internacionais integra o esforço de retomada do protagonismo brasileiro na diplomacia ambiental e financeira. A expectativa é que os resultados da reunião no Peru possam se desdobrar em novas linhas de crédito para empresas e produtores brasileiros que adotem práticas regenerativas e sustentáveis em suas cadeias produtivas.

Fonte: O Tempo

Banco do Brasil lança Validador de Comprovantes no portal BB

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O Banco do Brasil lançou o Validador de Comprovantes BB, uma solução digital que permite a qualquer pessoa, cliente ou não do Banco, validar a autenticidade de comprovantes de transações financeiras emitidos pela instituição. A ferramenta amplia a segurança, a transparência e a confiabilidade nas operações, além de responder a uma demanda recorrente por maior segurança e confiabilidade na conferência de pagamentos, transferências e outras transações.

Disponível na página inicial do portal BB (bb.com.br), o Validador pode ser acessado por dispositivos móveis e desktops. A funcionalidade permite conferir informações como valor e data da transação, desde que o comprovante contenha a informação “Autenticação SISBB”. Estão contemplados pela solução comprovantes de Pix, boletos, convênios, transferências da conta corrente e TED. Por dispensar a necessidade de login e consulta ao extrato, o validador facilita o dia a dia de pessoas físicas e jurídicas.

A iniciativa contribui para a prevenção de fraudes e golpes financeiros, aumenta a credibilidade dos comprovantes emitidos pelo Banco do Brasil e fortalece a confiança nas transações digitais.

Para Dione Cordioli, executiva de conta, serviços e Pix do Banco, o Validador de Comprovantes BB é uma resposta concreta à insegurança na conferência de transações financeiras, um problema que afeta pessoas e negócios no dia a dia.

“Ao permitir a validação oficial de comprovantes de forma simples e acessível, o Banco do Brasil protege relações comerciais e fortalece a confiança no ambiente digital. Essa entrega combina tecnologia, transparência e foco nas pessoas, ao facilitar decisões e reduzir riscos sem criar barreiras para o usuário”, afirma a executiva. “Com o Validador, o BB reafirma seu papel de liderança na construção de um ecossistema financeiro mais seguro, confiável e orientado à experiência do cliente”, finaliza.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil pisa no freio, Caixa e BNDES aceleram: veja o alerta da Moody’s

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O Banco do Brasil (BBAS3) entrou em 2026 com uma estratégia oposta ao que se espera normalmente de um banco público em um momento de estímulo à economia: ele apertou o crédito.

Depois de ver as provisões saltarem com a piora da carteira rural e do crédito ao consumo sem garantia, o BB reduziu o ritmo das concessões e passou a selecionar com mais rigor os novos tomadores.

A prioridade deixou de ser crescer a carteira a qualquer custo e passou a ser evitar que a inadimplência pressione ainda mais os resultados.

A mudança diferencia o BB da Caixa Econômica Federal e do BNDES, que mantêm uma postura mais expansionista.

Mas também expõe o dilema enfrentado pelos bancos públicos em 2026: emprestar mais pode ajudar a atividade econômica, mas, com juros elevados e tomadores mais pressionados, também aumenta o risco de novas perdas.

É esse o alerta da Moody’s Ratings. A agência de classificação de risco avalia que uma aceleração mais forte do crédito pode elevar os riscos para todo o sistema bancário.

No caso do BB, a resposta já está em curso: menos apetite nas linhas mais sensíveis e maior cautela depois de uma sequência de resultados entre os mais fracos desde 2020.
Banco do Brasil (BBAS3) aperta o crédito diante da piora da carteira

Para os analistas, a pressão sobre os resultados do Banco do Brasil aparece de forma clara nas métricas de provisionamento.

Segundo a Moody’s, a relação entre as provisões para perdas de crédito e o lucro antes dessas provisões saltou de 54% em março de 2025 para 83% em março de 2026 no Banco do Brasil.

Isso significa que uma parcela maior da geração operacional passou a ser consumida pela necessidade de cobrir eventuais perdas com crédito.

A agência também chama atenção para a piora gradual da inadimplência no sistema bancário desde meados de 2025.

No Banco do Brasil, os empréstimos vencidos há mais de 90 dias alcançaram 8,8% na carteira de pequenas e médias empresas, 6,8% no crédito ao consumidor e 6,2% no agronegócio em março de 2026.

É justamente nesse contexto que o BB passou a ajustar a estratégia.

A redução do apetite em algumas linhas não significa abandonar segmentos considerados estratégicos, mas tentar preservar a qualidade da carteira enquanto produtores rurais, pequenas empresas e consumidores enfrentam um cenário financeiro mais apertado.
Caixa e BNDES seguem em outra marcha

Enquanto o Banco do Brasil decidiu priorizar a defesa do balanço, Caixa e BNDES mantêm uma postura mais alinhada ao papel anticíclico esperado das instituições públicas — servindo como o braço do governo para injetar liquidez.

O BNDES vem registrando crescimento dos empréstimos acima da média do sistema financeiro, um movimento que a Moody’s interpreta como potencial aumento de risco caso o cenário econômico permaneça adverso por mais tempo.

Por sua vez, a Caixa continua focada na atuação no crédito habitacional e em programas de fomento, embora também tenha reforçado as provisões para operações ligadas ao agronegócio e às pequenas empresas.

Segundo a Moody’s, a pressão sobre a Caixa também se tornou mais evidente nos indicadores de cobertura de perdas. A relação entre as provisões e o lucro antes de provisões da instituição subiu de 26% em março de 2025 para 82% em março deste ano.

Para a agência, as três instituições ainda contam com capitalização adequada e colchões de provisionamento que ajudam a absorver uma deterioração adicional da carteira.

“Os três bancos se beneficiam de capital forte e colchões de provisionamento; no entanto, essas defesas podem ser testadas se as condições de crédito permanecerem fracas por um longo período”, alerta a Moody’s.

Crédito maior pode ajudar a economia — e elevar os riscos

O relatório da Moody’s reconhece que o governo intensificou, ao longo de 2026, medidas de apoio social e programas voltados à expansão do crédito. Em um ambiente de crescimento mais moderado, o impulso pode ajudar a sustentar a atividade econômica.

Mas há um limite delicado nessa equação. A ampliação das concessões ocorre justamente quando os juros seguem altos, a inadimplência avança e o endividamento das famílias continua elevado.

“Uma aceleração no crescimento dos empréstimos pode levar a um aumento dos riscos para todos os bancos brasileiros em meio a um cenário de enfraquecimento das condições de crédito”, alertam os analistas da Moody’s.

O que esperar do Banco do Brasil e de outros bancos públicos até 2027?

A Moody’s projeta que os resultados do sistema bancário brasileiro devem continuar pressionados ao longo de 2026 e possivelmente também em 2027.

Além das perdas de crédito, os bancos enfrentam uma combinação de menor geração de receitas com tarifas e competição mais intensa pela captação de recursos entre as grandes instituições de varejo, segundo os analistas.

Nesse cenário, a aposta da Moody’s é que a divergência entre os bancos públicos tende a continuar.

Caixa e BNDES devem permanecer como canais relevantes de crédito e fomento, enquanto o Banco do Brasil busca equilibrar seu papel no financiamento da economia com uma gestão mais rigorosa de risco.

Para o BB, a aposta é que a seletividade agora possa reduzir a necessidade de provisões mais adiante.

Fonte: Seu Dinheiro

Funcionários do Banco do Brasil entregam pauta de reivindicações à direção do banco

Publicado em: 26/06/2026

Representantes das funcionárias e dos funcionários do Banco do Brasil entregaram, nesta quarta-feira (24 de junho), a minuta de reivindicações da categoria à direção do banco. O documento foi protocolado na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, e reúne as principais demandas aprovadas durante o 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB).

Realizado entre os dias 21 e 23 de junho, o Congresso reuniu cerca de 280 delegados e delegadas de todo o país, que debateram e aprovaram os eixos que irão nortear a Campanha Nacional dos Bancários 2026 no Banco do Brasil. As reivindicações estão organizadas em quatro grandes temas: condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde.

Entre as prioridades aprovadas pelos delegados e delegadas está a ampliação do quadro de funcionários por meio da realização de novos concursos públicos. A medida é considerada fundamental para fortalecer o papel público do Banco do Brasil, melhorar o atendimento à população e reduzir a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos trabalhadores nas unidades em todo o país.

A defesa do papel público do Banco do Brasil também passa pela manutenção e pelo fortalecimento do atendimento presencial à população. Os representantes dos trabalhadores defendem a preservação da estrutura de atendimento bancário nas agências e a garantia de caixas em todas as unidades. Para a categoria, o banco não pode abrir mão de sua função social nem transformar suas agências em espaços voltados exclusivamente para a comercialização de produtos e serviços financeiros.

Para a coordenadora da Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, a defesa da saúde dos trabalhadores e do papel público do banco estão entre as prioridades da Campanha. “Os principais pontos da minuta de reivindicações que aprovamos foram em torno dos quatro eixos: condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde, com foco na defesa do Banco do Brasil como banco público. Isso passa pela realização de novos concursos, pela melhoria das condições de trabalho e também pela manutenção do atendimento à população. Vamos cobrar que o banco pare de transformar agências em lojas e preserve a presença de caixas em todas as unidades, garantindo que a população continue tendo acesso aos serviços bancários de forma adequada. Também defendemos mais contratações por meio de concurso público, tanto para melhorar o atendimento quanto para reduzir a sobrecarga de trabalho. A gente não pode permitir que colegas adoeçam no ambiente de trabalho”, destacou.

Segundo a dirigente, os debates realizados ao longo dos três dias de Congresso fortaleceram o funcionalismo para enfrentar uma campanha que exigirá unidade e mobilização. “Foram três dias muito importantes, ricos em debates sobre condições de trabalho, saúde e previdência. O funcionalismo do BB saiu do Congresso bem mais fortalecido para esta campanha, que será especialmente desafiadora neste ano”, completou.

A entrega da minuta marca o início do processo de negociação entre a representação dos trabalhadores e a direção do Banco do Brasil para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a discussão das principais demandas específicas do funcionalismo.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil abonará horas dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

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Os funcionários do Banco do Brasil não precisarão compensar as horas referentes aos períodos de liberação para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A decisão foi comunicada pelo banco nesta segunda-feira (23 de junho), após solicitação apresentada pelo movimento sindical.

Além de seguir as orientações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para o funcionamento das agências nos dias de jogos do Brasil, o BB informou que irá abonar as horas não trabalhadas dos funcionários, garantindo que não haja necessidade de compensação posterior.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e dirigente sindical, Fernanda Lopes, comemorou a medida. “Depois da solicitação, o BB informou nesta segunda-feira aos funcionários que irá abonar as horas para que todos possam acompanhar os jogos. Mesmo que tenham demorado para tomar a decisão, o mais importante é que o pedido tenha sido atendido”, destacou.

Conforme orientação da Fenaban aos bancos, quando as partidas da Seleção Brasileira tiverem início às 14h, as agências funcionarão das 9h às 12h. Nos jogos com início às 16h, o atendimento ao público será realizado das 10h às 14h. Já nas partidas marcadas para as 17h, as unidades abrirão às 10h e encerrarão o expediente às 15h.

Para os empregados que atuam em agências e postos de atendimento, a recomendação é que sejam dispensados do trabalho com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao início dos jogos.

No caso dos trabalhadores em regime de teletrabalho, a orientação da Fenaban prevê o direito à desconexão entre, no mínimo, 30 minutos antes do início das partidas e até 15 minutos após o término dos jogos.

Já os trabalhadores escalados para atividades presenciais nos dias das partidas poderão, sempre que possível, ser transferidos para o regime de teletrabalho ou ter garantida a mesma regra de liberação antecipada aplicada aos empregados das agências.

Fonte: Contraf-CUT

Régia Capital alcança R$ 17 bi e é reconhecida na London Climate Action Week

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A BB Asset realizará a entrega de um tombstone, tradicionalmente concedido a operações de destaque no mercado financeiro, à Régia Capital em reconhecimento à marca de aproximadamente R$ 17 bilhões em patrimônio sob gestão, consolidando a gestora como uma das principais referências em investimentos sustentáveis no Brasil e no Sul Global. O reconhecimento ocorre durante a participação do BB e da BB Asset na London Climate Action Week (LCAW).

A celebração será realizada em um momento em que a agenda climática e de sustentabilidade se afirmam como prioridade global e reforça o papel do Banco do Brasil e da BB Asset como protagonistas dessa transformação. O BB incorpora a sustentabilidade de forma transversal à sua estratégia, com impacto direto na gestão de riscos, na alocação de capital e no desenvolvimento de soluções voltadas à economia verde.

Com uma carteira de crédito sustentável de R$ 421,2 bilhões, o Banco do Brasil se posiciona como um agente transformador, apoiando setores estratégicos como energias renováveis, agricultura sustentável, bioeconomia e infraestrutura resiliente. O objetivo da instituição é alcançar saldo de R$ 500 bilhões até 2030, além de patrimônio líquido de R$ 30 bilhões em fundos de investimentos sustentáveis.

Nesse contexto, foi criada a Régia Capital, fruto da parceria entre a BB Asset e a gestora JGP, com o objetivo de estruturar uma plataforma dedicada a alinhar retorno financeiro e impacto socioambiental. A gestora nasceu como um hub de investimentos sustentáveis, combinando a capacidade de distribuição, capilaridade e força institucional do Banco do Brasil com a expertise de gestão ativa e inovação da JGP, mobilizando capital em escala para viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono e baseada na natureza.

Após quase dois anos de trajetória, período em que seu crescimento foi impulsionado principalmente pelos canais de distribuição do BB, a Régia evoluiu para uma estrutura de primeira linha e uma grade abrangente de produtos, posicionando-se para acessar também canais de outros alocadores e ampliar sua presença junto a investidores locais e internacionais. Esse avanço reflete a maturidade alcançada pela gestora e sua capacidade de dialogar com diferentes perfis de capital.

A conquista de R$ 17 bilhões em ativos sob gestão evidencia a validação de um modelo que responde diretamente a uma das principais barreiras apontadas por investidores internacionais no Sul Global: a escala e replicabilidade dos projetos investidos.

A Régia endereça esse desafio por meio de um robusto ecossistema de originação e estruturação de ativos, com pipeline diversificado que abrange crédito, infraestrutura, bioeconomia, energia renovável, soluções baseadas na natureza e minerais críticos, além do uso de instrumentos como blended finance, capazes de alavancar capital privado ao lado de recursos concessionais.

A conexão direta com o Banco do Brasil, um dos principais financiadores do agronegócio no mundo, confere à Régia uma vantagem competitiva única. Essa integração amplia significativamente a capacidade de originação de projetos em larga escala, especialmente em cadeias produtivas com alto potencial de descarbonização e regeneração de ecossistemas, mitigando riscos e criando oportunidades atrativas para investidores globais.

O posicionamento estratégico da Régia também reflete o papel do Brasil no cenário global. O país reúne atributos únicos, como a maior concentração de capital natural do planeta e um mercado financeiro sofisticado entre as economias do Sul Global, que o colocam como protagonista na transição para uma economia sustentável. Nesse contexto, a Régia se consolida como um elo entre investidores internacionais e oportunidades concretas de investimento verde no Brasil.

A entrega da premiação durante a LCAW consolida uma estrutura capaz de conectar escala, inovação e impacto. Ao reunir capital, expertise e propósito, a Régia Capital reafirma o potencial do Brasil para liderar soluções aos desafios climáticos globais e se posicionar como destino estratégico para investimentos sustentáveis de longo prazo.

Sobre a BB Asset

A BB Asset é a gestora de fundos de investimento líder do Brasil, com patrimônio líquido de R$ 1,89 trilhão e um market share de 18,06%, conforme ranking Anbima de abril de 2026. Seus produtos são distribuídos pelo Banco do Brasil, e nas principais plataformas de investimento. Sua excelência em gestão é atestada por duas renomadas agências de rating – Fitch Rating e Moody’s.

Sobre a Régia Capital

A Régia Capital é uma gestora de recursos dedicada a investimentos e soluções financeiras sustentáveis, fruto de uma parceria entre a JGP, sendo uma inovadora gestora de recursos independentes e a BB Asset, líder da indústria de fundos de investimento no Brasil, com R$ 1,89 trilhão sob gestão, conforme ranking Anbima de abril de 2026.

Fonte: Banco do Brasil

BB apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi

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Na manhã da terça-feira (23 de junho), representantes das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil se reuniram na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para alinhar posições antes da rodada de negociação com o banco sobre a Cassi, realizada no mesmo dia.

Durante o encontro preparatório, a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, apresentou um balanço dos debates e deliberações do 36º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, realizado entre os dias 17 e 19 de junho.

Segundo a dirigente, a principal preocupação dos delegados foi a sustentabilidade da Cassi, o que torna central a discussão sobre o modelo de custeio da entidade. Ela ressaltou, no entanto, que a solução para o financiamento da Caixa de Assistência precisa contemplar demandas históricas dos associados. “O debate no congresso deixou claro que a sustentabilidade da Cassi é uma prioridade para o funcionalismo. Mas também é fundamental encontrar soluções para questões pendentes, como o custeio do período pós-laboral dos colegas que ingressaram no banco após 2018 e a garantia de atendimento adequado aos funcionários oriundos dos bancos incorporados”, afirmou Fernanda Lopes.

A coordenadora também destacou a preocupação das entidades com a realização de uma consulta ao corpo social em um momento que coincide com as negociações da Campanha Nacional dos Bancários e da renovação dos acordos coletivos da categoria.

Diante da urgência para recompor as reservas da Cassi, os representantes dos trabalhadores defenderam que o Banco do Brasil realize um adiantamento de recursos, garantindo tempo adicional para a construção de uma solução definitiva para o custeio e para a elaboração de uma proposta de reforma estatutária que contemple temas pendentes, como adequação à Instrução Normativa ANS nº 649, atendimento às exigências da NR-1 e aperfeiçoamentos na governança da entidade.

Proposta do banco é considerada insuficiente

Na rodada de negociação realizada na terça-feira (23) à tarde, Fernanda Lopes lembrou que o banco ainda precisava responder à proposta apresentada pelas entidades em 9 de junho, que previa um aporte extraordinário para recompor as reservas da Cassi.

Durante a reunião, a representação do banco fez um resgate das negociações realizadas desde abril de 2025 e destacou o impacto da diferença entre a inflação médica e a inflação geral sobre as contas da Caixa de Assistência.

Em seguida, o BB apresentou uma proposta de aporte extraordinário de R$ 2,3 bilhões, valor considerado necessário para recompor as reservas da Cassi. O montante seria dividido entre banco e associados na proporção de 50,26% para o banco e 49,73% para o funcionalismo, com pagamento diferido em 18 meses.

A proposta foi rejeitada pelas entidades representativas dos funcionários, que reiteraram a defesa de uma divisão mais equilibrada, com participação de 70% do banco e 30% dos associados. “A proposta apresentada pelo banco está muito distante das premissas defendidas pelo funcionalismo. Entendemos a necessidade urgente de recomposição das reservas, mas isso não pode ocorrer transferindo quase metade da responsabilidade para os associados. Seguiremos buscando uma solução que preserve a sustentabilidade da Cassi e respeite a capacidade contributiva dos trabalhadores”, destacou Fernanda Lopes.

Como alternativa, os representantes dos funcionários propuseram que o Banco do Brasil inicie sua contribuição extraordinária já em julho, também parcelada em 18 meses, enquanto a participação dos associados seja discutida posteriormente, após consulta ao corpo social, com pagamento diferido em 12 meses.

As entidades também defenderam a criação imediata de um grupo de trabalho responsável pela elaboração de uma proposta de reforma estatutária da Cassi, a ser submetida aos associados ao longo de 2027.

Diante do caráter inédito da proposta apresentada pelos trabalhadores, o banco não apresentou resposta durante a reunião. As partes ficaram de agendar uma nova rodada de negociação para a próxima semana.

Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil em alerta: inadimplência no agronegócio sobe para 8,2%, mostra Serasa

Publicado em: 19/06/2026

A inadimplência no agronegócio brasileiro voltou a subir no quarto trimestre de 2025 (4T25), encerrando o ano a 8,2%, alta de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, num momento em que agricultores lidam com margens apertadas e custos elevados, apontou nesta segunda-feira (1) um levantamento da Serasa Experian.

Entre os fatores da elevação de custos mais recentes estão os fertilizantes e os combustíveis, que subiram pelos efeitos da guerra no Irã. Mas a inadimplência vem crescendo trimestre a trimestre pelo menos desde o final de 2024, segundo os dados da Serasa.

“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota.

O indicador apontou que a inadimplência rural está concentrada principalmente em dívidas contraídas com instituições financeiras (7,2%), afirmou a Serasa.

A inadimplência do agronegócio está entre os fatores que impactam os resultados do Banco do Brasil (BBAS3), o principal financiador do setor.

O índice de inadimplência considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio.

Na análise por porte, os dados mostram que produtores rurais sem informação de registro rural – possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos – registraram o maior nível de inadimplência (9,9%).

Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), seguidos pelos médios (8,3%) e pelos de pequeno porte (7,8%).

Por estados, o Rio Grande do Sul teve melhor desempenho, com apenas 5,3% de taxa de inadimplência, seguido pelo Paraná e Santa Catarina.

“O desempenho do Rio Grande do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de cooperativas e sistemas integrados, além do uso mais expressivo do seguro agrícola e de linhas de crédito para renegociação de dívidas”, comentou Pimenta.

Fonte: Money Times

BB agenda leilões de imóveis em junho com diversas modalidades de venda

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O Banco do Brasil realiza, ao longo do mês de junho, uma nova agenda de leilões de imóveis, com diferentes modalidades de venda e oportunidades para investidores e pessoas físicas interessadas na aquisição de bens com condições atrativas.

Ao todo, serão disponibilizados mais de 148 imóveis, distribuídos em diversas regiões do país, contemplando opções residenciais e comerciais, com características variadas de ocupação, renda e formato de oferta.

Confira a programação:

  • 23/06/2026 – Imóveis próprios com locação simultânea – 11h – 40 lotes;
  • 23/06/2026 – Imóveis próprios sem locação – 14h -10 lotes;
  • 24/06/2026 – Leilão Simplificado (imóveis retomados) – 10h – 98 lotes;
  • 30/06/2026 – Aceita BB – Proposta Final – último leilão da campanha de vendas.

Entre os destaques da agenda estão os imóveis com locação simultânea, que possibilitam ao comprador a geração de renda imediata, e o Leilão Simplificado, com imóveis retomados e oportunidades com valores competitivos.

A modalidade Aceita BB também integra a programação, oferecendo imóveis sem valor mínimo divulgado, em que o interessado apresenta sua proposta, que será analisada pelo Banco. Se aprovada, o imóvel é considerado arrematado, tornando o processo mais dinâmico e estratégico para aquisição.

A iniciativa busca atender diferentes perfis de público, desde quem procura o primeiro imóvel até investidores que desejam diversificar seu portfólio, com opções acessíveis e seguras.

Os leilões são realizados de forma 100% on-line, garantindo praticidade, transparência e segurança em todas as etapas.

Para participar e obter mais informações, acesse www.seuimovelbb.com.br, onde estão disponíveis os editais, fotos, descrições dos imóveis e condições completas de participação.

Fonte: Banco do Brasil

Justiça concede 15 anos para produtores rurais pagarem dívidas com BB

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Uma decisão judicial de forte impacto econômico trouxe alívio para a agricultura familiar do Sul do país. A Vara Estadual de Direito Bancário de Santa Catarina determinou o alongamento compulsório de contratos de crédito rural celebrados com o Banco do Brasil S.A., garantindo aos produtores um novo cronograma de pagamento estendido por 15 anos, com carência para o início das parcelas fixada apenas para 2028.

A ação foi movida por um casal de agricultores, que gerenciam um empreendimento de produção de soja, milho e leite no município de Riqueza, no extremo oeste catarinense.

Histórico de quebras de safra motivou a ação

Segundo a sentença do processo, o negócio da família sofreu um colapso financeiro estrutural após ser atingido por uma sequência avassaladora de eventos climáticos adversos entre os anos de 2019 e 2025. O período foi marcado por forte déficit hídrico (seca prolongada) intercalado com excesso de precipitações pluviométricas na região (p. 2).

Para agravar a situação do negócio, as intempéries coincidiram com a queda acentuada nos preços de comercialização das commodities e com uma elevação acentuada nos custos de produção, o que acabou eliminando a margem de lucro dos produtores e gerando fluxo de caixa negativo.

Laudos técnicos anexados ao processo comprovaram perdas catastróficas na propriedade: Milho: Perda total (100%) na safra 2019/2020 e quebras subsequentes de até 62,5% nas safras seguintes; atividade Leiteira: quedas na captação que variaram de 54% a 63,2%, agravadas pelo custo de produção que chegou a representar 275% da receita obtida no ano de 2020; soja: redução de mais de 33% na produtividade das safras 2023/2024 e 2024/2025.

Defesa estratégica e direito ao alongamento

A defesa dos agricultores foi conduzida pelo renomado escritório Juliano Quelho Advogados, liderado pelo especialista conhecido nacionalmente como o “Advogado do Agro”. A estratégia jurídica baseou-se na comprovação da perda da capacidade de pagamento somada à aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR 2.6.4) e da Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os quais estipulam que a prorrogação da dívida de crédito rural em casos de frustração de safra não é um favor ou uma mera “faculdade” do banco, mas sim um direito garantido por lei ao devedor.

O Banco do Brasil tentou contestar a ação alegando falta de amparo normativo e ausência de recursos do Tesouro Nacional para subsidiar o refinanciamento. Contudo, o juiz luiz carlos cittadin da silva rejeitou os argumentos da instituição financeira e confirmou a natureza puramente rural do crédito com base na destinação dos recursos, determinando o afastamento imediato da mora (juros atrasados e multas) e proibindo a negativação dos produtores em órgãos de proteção ao crédito como SERASA e SPC.

O Banco do Brasil tentou contestar a ação alegando falta de amparo normativo e ausência de recursos do Tesouro Nacional para subsidiar o refinanciamento. Contudo, o magistrado rejeitou os argumentos da instituição financeira e confirmou a natureza puramente rural do crédito com base na destinação dos recursos, determinando o afastamento imediato da mora (juros atrasados e multas) (pp. 13, 16) e proibindo a negativação dos produtores em órgãos de proteção ao crédito como SERASA e SISBACEN (pp. 14, 16).

Palavra do Especialista

O advogado do caso, Juliano Quelho, comentou o desfecho da ação ressaltando a relevância da segurança jurídica e da proteção às famílias que sustentam a base econômica do país: “Esta decisão é fundamental porque adequa o pagamento da dívida à real capacidade de produção da família, após anos de perdas climáticas severas. É importante dizer que o banco não sofre nenhum prejuízo com isso, pois ele vai receber o valor integral, de forma parcelada e com os juros contratuais garantidos. Com esse fôlego financeiro, evitamos a insolvência do produtor, mantemos o homem no campo e garantimos a própria soberania e sustentabilidade da produção de alimentos no país”.

Fonte: Notícias Agrícolas

Banco do Brasil engaja mais de 36 mil funcionários em programa de capacitação para IA Generativa e Agêntica

Publicado em: 12/06/2026

O Banco do Brasil acaba de lançar uma nova edição do AcademIA BB, seu programa corporativo de capacitação em Inteligência Artificial e Dados, voltado a todos os funcionários do Banco e do Conglomerado. Nesta nova edição, que tem foco em IA Generativa e Agêntica, foram mais de 36 mil inscritos, com perfis que envolvem as diferentes áreas de atuação no Banco.

A iniciativa tem como foco a democratização da IA, reforçando a tecnologia não apenas como uma tendência, mas como um dos pilares da transformação digital e cultural da organização. O programa se diferencia de um treinamento tradicional ao oferecer uma jornada de capacitação prática, com aplicação voltada à realidade do dia a dia de cada funcionário em sua área de atuação.

“Essa frente de capacitação conecta, de forma estruturada, estratégia, tecnologia e pessoas, traduzindo a Inteligência Artificial Generativa e Agêntica em aplicações práticas que qualificam decisões, ampliam a produtividade e fortalecem o impacto do negócio. O AcademIA BB 2026 promove uma mudança de mentalidade, combinando tecnologia avançada, curadoria humana, governança e alinhamento estratégico para gerar valor real, sustentável e responsável para o Banco e para a sociedade”, comenta Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do BB.

A iniciativa conta com a parceria de empresas globais de tecnologia como Microsoft, Google Cloud e IBM, que contribuem com conteúdo, experiências e visões de mercado alinhadas aos desafios atuais e futuros da adoção de IA nas organizações.

Atualmente, o BB já conta com um volume expressivo de soluções em operação, com mais de 12 mil agentes apenas do Copilot, além de outros assistentes corporativos aplicados às rotinas internas, aos negócios e ao atendimento ao cliente.

Nesse contexto, o AcademIA BB 2026 desempenha papel decisivo na otimização do uso dos assistentes e agentes de Inteligência Artificial já disponíveis, e dos que serão escalados, no ecossistema do Banco.

“A próxima fronteira da Inteligência Artificial nas empresas não está apenas na adoção de modelos generativos, mas na capacidade de escalar IA com governança, segurança e aplicação real ao negócio. O Banco do Brasil demonstra liderança ao combinar capacitação em larga escala, cultura orientada a dados e uso estratégico de agentes inteligentes para transformar a forma como as pessoas trabalham. Como parceira do AcademIA BB, a IBM contribui com sua experiência global em IA corporativa e IA agêntica para apoiar uma evolução responsável, confiável e orientada à geração de valor, ampliando produtividade, eficiência e qualidade das decisões em toda a organização”, afirma Sérgio Fortuna, vice-presidente de vendas da IBM.

A primeira edição do AcademIA, realizada em 2024, já teve números que chamam a atenção. Mobilizou mais de 24 mil funcionários, com participação feminina superior a 40%, contou com mais de 240 mil cursos realizados em IA e Dados por meio da UniBB, a Universidade Corporativa do Banco do Brasil.

A proposta do AcademIA vai além do fortalecimento da cultura digital. Trata-se da captura efetiva de ganhos de eficiência a partir do uso cotidiano da IA. Estudos e workshops adaptados do Gartner indicam que a adoção consistente de assistentes e agentes de IA pode gerar ganhos da ordem de 30% no tempo dedicado às atividades, ao comparar o esforço atual com um cenário de uso estruturado da Inteligência Artificial no trabalho diário.

“A experiência mostra que, à medida que a Inteligência Artificial ganha escala, o papel humano não desaparece, ele evolui. Programas como o AcademIA BB desenvolvem essas novas competências, preparando profissionais para atuar como direcionadores, curadores e orquestradores, capazes de transformar tecnologia em impacto real. Ao lado do Banco do Brasil no AcademIA BB, a Microsoft apoia a capacitação em IA e a adoção estratégica dessa tecnologia, sempre com responsabilidade e com a potencialização das capacidades humanas no centro das decisões”, comenta Eduardo Campos de Oliveira, vice-presidente da área de soluções da Microsoft Brasil.

Os resultados dessa estratégia já são visíveis. No primeiro trimestre de 2026, o BB superou a marca de 2.000 soluções catalogadas, incluindo mais de 1.200 modelos que abrangem IA tradicional, generativa e agentes inteligentes, aplicados a frentes estratégicas como atendimento, crédito, risco e eficiência operacional.

Com o AcademIA BB 2026, o objetivo é seguir na escalada do desenvolvimento dos casos de uso e continuar sendo referência na adoção estratégica da Inteligência Artificial no setor financeiro, conectando capacitação, inovação e impacto concreto para clientes, funcionários e a sociedade.

Fonte: TI Inside

Bancários do BB elegem delegados e debatem propostas para o 36º CNFBB

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Delegados de cidades englobadas pelos 15 sindicatos filiados à Fetec-CUT/SP elegeram no dia 6 de junho a delegação que representará os bancários paulistas no 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB).

A deliberação se deu no Encontro Estadual dos Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil 2026, realizado presencial e virtualmente. Os debates se concentraram nos desafios e propostas para a Previ, Cassi e Economus.

Leonardo Imbiriba, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e membro suplente do Conselho consultivo do Previ Futuro, lembrou da luta histórica do movimento sindical que resultou na aprovação, em 2025, do novo regulamento do plano.

A mudança possibilitou aos associados, desde o ingresso no plano, a contribuição de valores maiores – com contrapartida do banco –, a fim de garantir uma poupança mais robusta e uma aposentadoria mais tranquila. Mais de 60 mil participantes do Previ Futuro foram beneficiados com a conquista.

“A nova diretoria e conselhos da Previ estão comprometidos com a alteração da fórmula PIP para uma contribuição proporcional à remuneração e ao benefício desejado. Nós queremos uma Previ melhor para todos e todas. Contem conosco. Nós estamos aqui para escutar e levar a demanda da base para a Previ, e buscar avançar para o sonho virar a realidade de todo mundo”, afirmou.

Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), destacou a importância do encontro na junção de forças em torno da luta em defesa dos interesses dos funcionários do BB na Campanha Nacional dos Bancários 2026.

“Definimos as propostas da Fetec-CUT/SP para o CNFBB. Debatemos Cassi, Previ, Economus e como fortalecer nossa organização para melhor dialogar com nossos colegas sobre a importância da nossa luta”, destacou.

Propostas aprovadas para o 36º CNFBB

No encontro estadual também foram definidas as propostas que serão apresentadas no congresso nacional, que será realizado entre os dias 17 e 19 de junho. O encontro estadual e o 36º CNFBB são etapas preliminares da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Eixos do encontro estadual dos funcionários do BB Fetec-CUT

  • Fim do Performa
  • Cassi e Previ para todos
  • Concurso já
  • Redução da jornada de trabalho sem redução de salário;
  • Fim das metas;
  • Defesa do papel público do banco do brasil como agente de inclusão social;
  • Atendimento de qualidade à população com quadro próprio;
  • Defesa da soberania nacional contra os ataques do imperialismo e da extrema direita contra o BB.

Propostas da Fetec-CUT/SP para o CNFBB

  • Ampliação do TRI para todas as áreas onde esse modelo de trabalho possa ser implementado;
  • Programa para solução de dívidas de funcionários ativos e aposentados com melhores condições e taxas reduzidas;
  • Campanha de prevenção contra o câncer;
  • Ampliação dos níveis de promoção por antiguidade;
  • Garantir que mães com horário de amamentação não fiquem avaliáveis na GDP e possam concorrer a programas de remuneração e vagas;
  • Ampliação da licença-adoção para até 18 anos;
  • O delegado sindical que for aprovado para outro prefixo, independentemente de ser o caso de promoção ou não, não pode ser prejudicado pelo tempo que é necessário para retirada de inanomovilidade no sistema do banco;
  • Valor mínimo de um salário e meio para a PLR

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Contraf-CUT realiza pesquisa para ouvir funcionários do BB

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A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) está fazendo um levantamento para saber quais as prioridades e expectativas dos funcionários do Banco do Brasil para a Campanha Nacional 2026.

A pesquisa, feita em parceria com o Instituto Simplex, tem por objetivo aprofundar o conhecimento sobre as principais demandas da categoria e fortalecer a atuação das entidades sindicais durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A ideia é saber o que o funcionalismo pensa sobre temas, como, condições de trabalho, saúde, carreira, remuneração, diversidade, tecnologia, Cassi, Previ e os desafios enfrentados atualmente pelos trabalhadores do banco.

Em matéria publicada no site da Contraf-CUT, o secretário-geral da entidade, Gustavo Tabatinga disse que a iniciativa permitirá que as entidades tenham um retrato mais preciso da realidade vivida pelos colegas em todo o país. “A negociação coletiva precisa estar conectada com aquilo que os funcionários vivenciam diariamente. A pesquisa será uma ferramenta importante para identificar prioridades e orientar a atuação das entidades sindicais na Campanha Nacional de 2026”, afirmou.

A participação dos bancários é importante porque as respostas servirão de subsídio para a definição das estratégias de negociação com a direção do banco e para a construção de uma pauta cada vez mais alinhada às necessidades dos trabalhadores. “É fundamental que os colegas atendam à ligação e participem. Quanto maior for o número de respostas, mais representativo será o resultado e mais força teremos para defender as reivindicações dos funcionários nas mesas de negociação com o banco”, explicou Gustavo.

O levantamento permitirá também, uma avaliação mais detalhada das diferentes realidades dentro do BB, considerando aspectos como local de trabalho, função exercida, tempo de banco, jornada, faixa etária e região do país.

A pesquisa é rápida e segura e o anonimato dos participantes está assegurado. Por isso, a orientação dos sindicatos, do Comando Nacional e da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários) é que todos os funcionários e funcionárias que receberem a ligação reservem alguns minutos para responder ao questionário.

As informações coletadas serão tratadas de forma confidencial e utilizadas exclusivamente para subsidiar a atuação sindical durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026.

“A construção coletiva é a base de todo nosso trabalho. É de suma importância que os funcionários e funcionárias possam participar desse levantamento para que tenhamos o retrato mais fidedigno possível para subsidiar nossas demandas”, explicou o diretor Executivo de Bancos Públicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e representante da Comissão de Empresa do BB, Alexandre Batista.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

Entidades apresentam proposta para equalização das reservas da Cassi

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As entidades que compõem a Mesa de Negociações de custeio da CASSI reuniram-se no dia 9 de junho com representantes do Banco do Brasil. O encontro deu continuidade à construção conjunta de alternativas para garantir a sustentabilidade e a perenidade do Plano Associados.

Já no início das discussões, a coordenadora da mesa, Fernanda Lopes, apresentou à representação do Banco a necessidade de uma alternativa para equalizar as reservas obrigatórias, de forma a evitar problemas no curto prazo.

A criação de um “memorando de entendimento”, definindo contribuição transitória do Banco e dos associados, traria mais estabilidade às contas da CASSI e permitiria maior debate acerca dos pontos sobre os quais ainda não se formou consenso.

Foram apontados pontos importantes da reforma do estatuto da entidade ainda não ajustados, como a definição do custeio do período pós-laboral dos funcionários que ingressaram no Banco do Brasil após 2018, o direito de filiação ao plano dos trabalhadores egressos dos bancos incorporados e as alterações promovidas pela Instrução Normativa nº 649/2025, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Não temos ainda uma proposta clara sobre isso, mas há outra questão importante, que é a necessidade de equalização das reservas da CASSI”, disse o vice-presidente de Relações Funcionais da ANABB e membro da Mesa de Negociações, Marcel Barros.

Marcel destacou, ainda, que as reservas da CASSI têm prazo para se esgotar. “Na Mesa de Negociações de hoje, propusemos uma contribuição transitória e extraordinária, com vigência, no máximo, até o final de 2027 ou até a aprovação do novo estatuto, para estabilizarmos as reservas da CASSI”, explicou Marcel.

Os representantes do Banco se dispuseram a avaliar a proposta de equalização das reservas e trazer um posicionamento na próxima rodada, marcada para o dia 23 de junho.

Fonte: ANABB

Banco do Brasil desembolsa R$ 18,2 bilhões no Crédito do Trabalhador

Publicado em: 28/05/2026

O Banco do Brasil atingiu a marca de R$ 18,2 bilhões em desembolso no Crédito do Trabalhador para mais de 1,2 milhão de trabalhadores em pouco mais de um ano em que a solução passou a ser oferecida. Dessa forma, o BB se consolida como protagonista na oferta de crédito consignado ao trabalhador do setor privado e reforça seu compromisso com a inclusão financeira e o fortalecimento da economia.

Desde o lançamento do programa, em março do ano passado, o BB vem ampliando de forma consistente o acesso ao crédito com condições mais vantajosas, permitindo que milhares de trabalhadores substituam dívidas com juros elevados por parcelas mais adequadas ao seu orçamento. A atuação do Banco combina escala, capilaridade e proximidade, alcançando trabalhadores em praticamente todo o território nacional. Além dos trabalhadores, a atuação do Banco também se apoia na parceria com os empregadores, que desempenham papel fundamental na execução do programa, contribuindo para a segurança, a governança e a sustentabilidade das operações. As operações com mais de 1,2 milhão de trabalhadores vinculados a 203,7 mil empresas empregadoras foram realizadas em 98,8% dos municípios brasileiros.

A evolução do Crédito do Trabalhador ao longo do último ano reflete a expertise histórica do Banco do Brasil em crédito consignado, aliada à sua capacidade tecnológica e à excelência da assessoria financeira prestada pelos funcionários da rede de atendimento. Esses fatores têm permitido uma jornada de contratação cada vez mais simples, segura e personalizada, respeitando o perfil e a realidade financeira de cada cliente.

Com o Crédito do Trabalhador, o Banco do Brasil reforça seu papel como principal agente financeiro do país, ampliando o acesso ao crédito responsável, fortalecendo o relacionamento com clientes e empregadores e promovendo uma atuação cada vez mais centrada nas pessoas.

Fonte: Banco do Brasil

Encontro estadual dos funcionários do BB em SP será no dia 6 de junho

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O Encontro Estadual dos Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil 2026 será realizado no dia 6 de junho (sábado), a partir das 9h. A atividade será em formato híbrido, com participação presencial no Auditório Azul do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Rua São Bento, 413, Sé) e transmissão online por meio deste link.

O encontro terá como um dos principais objetivos a definição da delegação que representará a base paulista no Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

Trabalhadores e dirigentes sindicais de toda a base da Fetec-CUT/SP debaterão os desafios atuais do funcionalismo do BB, condições de trabalho, defesa dos direitos e construção das pautas nacionais da categoria.

Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), destaca a importância do encontro estadual para o 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, quando serão debatidos com funcionários de todo o país as prioridades para a renovação da minuta que será encaminhada à direção do banco.

“É um ano muito importante em que serão debatidas pautas colocadas pelo funcionalismo, principalmente a redução das metas que têm causado muitos adoecimentos, melhor qualidade de vida no trabalho e o teletrabalho. É um momento importante no caminho para uma campanha salarial vitoriosa”, afirma.

Unir forças

Segundo Antonio Netto, dirigente Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Fetec-CUT/SP na CEBB, o encontro será fundamental para fortalecer a unidade e construir propostas para a campanha nacional.

“Nosso encontro tem a finalidade de unir a força de toda a base dos funcionários do Banco do Brasil da FETEC-SP e dos sindicatos, para que o debate sobre a situação em que nos encontramos sirva de subsídio para encaminharmos as melhores propostas ao Congresso Nacional dos Funcionários do BB. Por isso, a participação de todas e todos é essencial”, destaca o dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Na Bahia, avança acordo do intervalo intrajornada do BB

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Depois de anos de disputa judicial e intensas negociações, o Banco do Brasil aprovou a proposta apresentada pelo Sindicato dos Bancários da Bahia para o pagamento do processo referente ao intervalo intrajornada de 1 hora. A ação beneficia cerca de 3.200 funcionários e representa uma importante vitória.

Inicialmente, o banco apresentou uma proposta considerada muito abaixo do esperado. O Sindicato recusou os termos e construiu uma contraproposta que garantisse justiça. O novo formato foi aceito pelo BB, mas dependia da aprovação do Conselho de Administração.

A confirmação oficial só ocorreu em audiência, intermediada pela Cejusc (Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos) na quinta-feira, quando o banco apresentou formalmente a aprovação do acordo, além das planilhas individuais com os respectivos valores destinados a cada beneficiário.

Agora, o Departamento Jurídico do Sindicato realiza a conferência detalhada dos cálculos para garantir que todos os valores estejam rigorosamente de acordo com o que foi negociado entre as partes. Caso não haja divergências, será realizada assembleia na quinta-feira.

Se aprovado pelos beneficiários, a expectativa é de que a homologação judicial aconteça já na audiência marcada para sexta-feira. Para o diretor Jurídico do Sindicato, Fábio Ledo, a construção do acordo demonstra a importância da persistência e da atuação sindical comprometida com os trabalhadores. “Esse resultado é fruto de muita responsabilidade e firmeza nas negociações. O Sindicato não aceitou uma proposta insuficiente e seguiu negociando até alcançar um patamar mais digno e justo”.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

BB celebra 54 anos em Portugal e aborda as oportunidades do acordo Mercosul-UE

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O Banco do Brasil realizou no dia 20 de maio, em comemoração aos 54 anos de presença contínua em Portugal, o evento “Brasil-Portugal: Oportunidades de Negócios no Contexto do Acordo Mercosul-União Europeia”. O encontro reuniu empresários, investidores e instituições de referência do mercado português e brasileiro para debater o impacto do acordo comercial mais significativo das últimas décadas e o papel do BB nessa nova realidade.

O evento, organizado pelo Banco do Brasil AG em parceria com a Embaixada do Brasil em Lisboa, contou com a presença do embaixador Raimundo Carreiro e do chairman do Banco do Brasil AG e head de Negócios Internacionais do Banco do Brasil SA, Juliano Marcatto. O programa incluiu ainda palestras do chefe do Setor Econômico da Embaixada do Brasil, Bruno Simões, do economista-chefe da IM Gestão de Ativos, Luís Andrade, e do economista-chefe do Banco do Brasil SA, Marcelo Rebelo Lopes, com encerramento numa sessão de perguntas e respostas com os participantes.

O encontro contou com a participação de cerca 50 representantes de empresas e instituições que atuam no fluxo comercial entre Brasil e Portugal, incluindo os setores de alimentos, óleo e gás, aviação, engenharia, infraestrutura, hotelaria e comércio.

Para Raimundo Carreiro, “o Banco do Brasil, hoje, não é apenas uma das mais antigas instituições financeiras do país, mas também um ator central na articulação entre o Brasil e os mercados internacionais. Sua presença em Portugal simboliza, de forma muito concreta, a profundidade das relações entre as nossas economias e a maturidade do sistema financeiro brasileiro. No contexto da consolidação do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia, a abertura de uma nova etapa de aproximação entre as duas regiões torna essa presença ainda mais relevante. Trata-se de um marco com potencial para intensificar os fluxos econômicos e ampliar a demanda por instrumentos financeiros cada vez mais sofisticados”.

“Celebrar a trajetória do Banco do Brasil em Portugal neste momento de maior aproximação entre Mercosul e União Europeia reforça a relevância estratégica da nossa presença no país. Portugal tem uma posição singular na relação entre o Brasil e a Europa, seja pelo vínculo histórico e cultural, seja pela capacidade de conectar empresas, investidores e pessoas que mantêm projetos nos dois lados do Atlântico. Para o BB, fortalecer essa atuação é seguir acompanhando a internacionalização dos nossos clientes com confiança, proximidade e visão de futuro”, afirma Juliano Marcatto.

“O acordo Mercosul-UE não cria negócios por decreto, cria oportunidades. O nosso papel é ajudar as empresas a transformar essas condições em operações concretas: câmbio, financiamento, cartas de crédito, acesso a capital. O Banco do Brasil está presente em Portugal há 54 anos. Conhecemos os dois mercados, falamos a mesma língua e temos a estrutura para conectar empresas brasileiras e portuguesas numa das janelas de oportunidade mais relevantes das últimas décadas”, conclui Karen Machado, head da operação do Banco do Brasil em Portugal.

Um acordo histórico

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro de 2026 após 26 anos de negociações, entrou em vigor de forma provisória no último dia 1º de maio. A zona de livre comércio criada reúne 31 países, O Acordo de Parceria integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo. Juntos, Mercosul e UE reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões de dólares. No âmbito do acordo, a UE eliminará progressivamente tarifas sobre 95% dos produtos do Mercosul num prazo de 12 anos. Considerando que a UE é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de bens, em 2025, de aproximadamente US$ 100 bilhões, este é um marco de extrema relevância.

Para Portugal, as perspectivas são igualmente relevantes. Setores como máquinas e equipamentos, componentes para a indústria de automóveis, farmacêutica, metalomecânica e de materiais de construção encontram no acordo um estímulo direto à competitividade no mercado sul-americano.

O BB em Portugal

Com presença em mais de 20 países e operação em Lisboa há 54 anos, o Banco do Brasil disponibiliza para empresas que operam no fluxo comercial Brasil-Portugal e Brasil-Europa um conjunto integrado de soluções:

Financiamento ao comércio exterior: Cartas de crédito, garantias internacionais e linhas de crédito para exportadores e importadores, com conhecimento profundo das exigências regulatórias dos dois mercados.

Câmbio e remessas internacionais: Operações de câmbio para pagamentos e recebimentos internacionais

Private Banking para brasileiros em Portugal: Atendimento personalizado a clientes de alta renda e investidores brasileiros estabelecidos em Portugal, com soluções de gestão e diversificação patrimonial em ambiente europeu.

O Banco do Brasil opera atualmente em Lisboa por meio de sua subsidiária integral BB AG com foco em comércio exterior, clientes corporativos e segmento Private.

Fonte: Banco do Brasil

Lucro do BB cai 53,5% no 1º tri com impacto agro e banco faz nova revisão de guidance

Publicado em: 14/05/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 53,5% na comparação anual e baixa de 40,2% frente ao último trimestre, em um resultado ainda fortemente impactado pela turbulência no agronegócio.

Apesar da queda, o resultado ficou em linha com as estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg, que estimavam um saldo de R$ 3,46 bilhões na última linha do balanço.

Em nota, a CEO Tarciana Medeiros reconheceu um ambiente mais desafiador para o crédito este ano, “com maior pressão especialmente na carteira de agronegócios”.

“Entre as medidas para enfrentar o ciclo de agravamento da inadimplência do agronegócio, ampliamos e evoluímos no uso de garantias por alienação fiduciária e revisamos as esteiras de cobranças. Nos primeiros meses de 2026, já dobramos o número de judicializações realizadas durante todo o ano passado. Isso reflete o nosso direcionamento de buscar a recuperação dos nossos ativos”, afirmou a CEO.

O banco estatal é líder no crédito ao agronegócio e tem um terço de sua carteira destinada ao setor. Os efeitos do endividamento e de uma alta no volume de recuperações judiciais no segmento vem impactando os negócios do BB desde o terceiro trimestre de 2024, com efeito mais pronunciado ao longo do último ano, marcado por duas revisões de projeções diante da piora dos números.

Junto com o resultado, o banco divulgou na noite desta quarta-feira (13) uma nova revisão de guidance – a terceira desde o início da crise e a primeira de 2026.

Foram revisadas as projeções para custo do crédito, margem financeira bruta e lucro líquido ajustado, a partir da reavaliação do cenário, “em especial a continuidade da dinâmica agravada do risco no agronegócio, das incertezas decorrentes do contexto geopolítico e seus reflexos nos indicadores macroeconômicos”, afirmou o banco em nota.

O BB agora projeta lucro líquido ajustado entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões, abaixo do piso da faixa anterior, que ia de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões.

O custo de crédito passou para o intervalo entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões, vindo de uma faixa entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões. Já a margem financeira bruta, que ficaria entre 4% e 7%, subiu para o intervalo entre 7% e 11%.

BB no 1º tri

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), principal indicador de rentabilidade do banco, caiu para 7,3% dos 16,7% registrados no mesmo período do ano passado. Na comparação trimestral, a queda foi de 5,1 pontos percentuais.

A margem financeira alcançou R$ 27,42 bilhões, ganho de 14,8% na comparação anual e leve queda de 1,3% em três meses.

A carteira de crédito expandida somou R$ 1,306 trilhão no período, alta de 2,2% em 12 meses e de 0,7% frente ao terceiro trimestre.

Em inadimplência, o índice de atrasos acima de 90 dias avançou de 3,63% em março do ano passado para 5,05% no fechamento do primeiro trimestre de 2026. Na comparação trimestral, o indicador teve leve queda de 0,12 ponto percentual.

Fonte: Bloomberg Línea

BB defende avanço em consignado e alta renda para recuperar rentabilidade

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O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em 7,3% – sua rentabilidade mais baixa em uma década, acima apenas dos 6,5% apurados no segundo trimestre de 2016.

Para sair das mínimas e buscar a retomada do indicador, o BB pretende avançar no crédito pelas linhas de maior spread enquanto o agronegócio – principal fonte da pressão para o balanço – ainda não se normaliza.

“Seguimos tracionados na pessoa física como uma estratégia para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos onde as outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou o CFO Geovanne Tobias, a jornalistas nesta quinta-feira (14).

“[Assim] entregamos rapidamente uma volta a uma rentabilidade em patamares mais elevados”, disse.

A expectativa do banco é alcançar um ROE entre 9% e 11% ao final de 2026 – ainda abaixo do patamar de 20% conquistado antes da crise do agro, mas já em trajetória de retorno aos dois dígitos.

A queda da rentabilidade no trimestre acompanhou a pressão do agro sobre o custo de crédito do banco, que avançou 85,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 18,9 bilhões no trimestre.

O saldo foi reflexo do aumento de provisões na carteira rural e da inadimplência persistentemente acima do que o banco havia projetado.

Em que áreas o BB pretende crescer

O crescimento em pessoa física está concentrado em dois eixos. O primeiro é o crédito consignado, no qual o BB já detém quase 25% do mercado público e mira 20% do privado. E o segundo envolve cartões e produtos para alta renda, público mais resiliente diante do ciclo econômico mais desafiador.

Os executivos destacaram a evolução do crédito ao trabalhador, linha de consignado privado para quem tem carteira assinada, para projetar a velocidade da expansão.

O Banco do Brasil saiu de 100 mil clientes atendidos no segmento no início de 2025 para 1,2 milhão este ano, com R$ 18 bilhões desembolsados.

Tobias reforçou ainda que o BB não pretende repetir o modelo de crescimento acelerado e indiscriminado do pós-pandemia, quando a expansão do crédito gerou ondas posteriores de inadimplência em todo o setor bancário. O CFO disse que vão evitar o chamado crescimento em ‘mar aberto’, buscando clientes não-correntistas.

Ainda na pessoa física, o banco enfrenta outro desafio: a “contaminação” dos portfólios por conta do agronegócio.

Produtores rurais que mantêm outras operações no banco, como cartão de crédito e crédito pessoal, passaram a atrasar também nessas linhas quando o fluxo de caixa apertou.

O BB identificou esse movimento e, de forma preventiva, reforçou as provisões sobre esse portfólio antes de os atrasos materializarem a inadimplência acima de 90 dias.

A inadimplência de pessoas físicas encerrou março em 6,82%, ante 5,10% um ano antes. O banco projeta que o segundo trimestre será o período de maior pressão nesse segmento, com concentração nas linhas de cartão de crédito e crédito pessoal.

A partir do terceiro trimestre, a expectativa é de normalização progressiva. O movimento pode ser acelerado, segundo Tobias, a depender dos frutos do novo programa Desenrola do Governo Federal, que deve estimular as renegociações e alongamento de dívidas entre os clientes mais apertados.

Nova revisão de guidance

Enquanto o crescimento não estabiliza os números do BB, o banco voltou a revisar suas projeções. O novo guidance de lucro líquido ajustado para 2026 passou para o intervalo de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões — abaixo do piso da faixa anterior, que ia de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões. Na prática, o teto do novo intervalo é igual ao piso do antigo.

O custo de crédito também foi revisado para cima, para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões, vindo de uma faixa entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.

A revisão no guidance já contempla também o desafio do BB em pontualização (indicador de pagamento em dia) no setor agro. Embora não seja ainda um indicador de inadimplência, a pontualização sinaliza um estresse no comportamento do setor.

Também inclui a mudança no cenário macroeconômico diante da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. “Não gostaríamos de estar revisando esse guidance agora, mas o mundo em que montamos o guidance anterior é completamente diferente do que temos hoje”, afirmou Tobias.

Para os próximos meses, a expectativa é que o agro ainda pressione os resultados, já que boa parte dos vencimentos deste ano ainda pertence ao portfólio originado antes da adoção de novas medidas de recuperação de crédito – iniciativa que veio a partir de julho de 2025. Apenas a partir de setembro mais de 50% dos vencimentos mensais serão de operações mais recentes, com critérios mais rigorosos de concessão.

Fonte: Bloomberg Línea

Banco do Brasil fecha a torneira: dividendos extras estão “totalmente descartados” em 2026, diz diretor

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Em meio à piora do cenário de crédito na largada de 2026, a diretoria do Banco do Brasil (BBAS3) decidiu antecipar a mensagem mais sensível para o investidor: não haverá espaço para dividendos extraordinários neste ano.

“Está totalmente descartado”, afirmou o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Geovanne Tobias, durante coletiva com jornalistas nesta quinta-feira (14 de maio).

A sinalização veio direto da diretoria durante a conferência de resultados do primeiro trimestre, em um momento em que o banco já lida com pressão crescente sobre a qualidade dos ativos, especialmente no agronegócio.

Além disso, a decisão também ocorre na esteira de uma revisão nas projeções (guidance) do BB para 2026, motivada por uma deterioração no cenário de crédito e um aumento nos riscos previstos.

Mais do que buscar acelerar a remuneração ao acionista nos próximos meses, a prioridade do Banco do Brasil agora é preservar capital e atravessar um ciclo de maior pressão com mais cautela.

O peso do agronegócio nos resultados do Banco do Brasil

Segundo o vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, o fluxo de pagamentos do setor de agronegócio em abril veio pior do que o esperado — um sinal relevante em um momento em que o mercado já monitora de perto a qualidade do crédito rural.

Embora a produção e produtividade brasileiras continuem em níveis recordes, o banco enfrenta problemas pontuais de liquidez em algumas atividades específicas, o que tem afetado a pontualidade dos pagamentos, segundo a administração do BB.

Esse descompasso entre produção forte e caixa mais apertado ajuda a explicar por que a inadimplência segue pressionada, mesmo em um setor que, historicamente, funciona como pilar da carteira do banco.

Além disso, o cenário climático adiciona mais uma camada de incerteza. Os efeitos do El Niño continuam no radar, com impactos distintos entre regiões e dificuldade maior de previsibilidade para os próximos meses.

Diante desse ambiente mais instável, o banco já começou a ajustar suas engrenagens internas.

O vice-presidente de controles internos e gestão de risco, Felipe Prince, destacou que o BB revisou suas estimativas de perda esperada — movimento que se traduziu em reforço de provisões e revisão do custo de crédito projetado para o ano.

Quando o agro transborda para a pessoa física

A deterioração do fluxo de caixa no agronegócio já começa a transbordar para outra ponta da carteira do Banco do Brasil: a pessoa física.

Como muitos produtores concentram seu relacionamento financeiro no Banco do Brasil, o aperto no campo acaba contaminando outras linhas de crédito dos mesmos clientes — elevando o risco também fora do segmento rural.

Para lidar com esse cenário, o BB vem acelerando a implementação de uma nova metodologia de concessão de crédito. O objetivo é elevar o nível de exigência, priorizar garantias mais robustas e tornar a originação mais seletiva.

Por enquanto, cerca de 25% da carteira agro já está enquadrada nesse novo modelo. A expectativa é que, até setembro, mais de 50% dos vencimentos mensais passem a seguir essas diretrizes.

A aposta da administração é que esse ajuste comece a aparecer de forma mais clara nos indicadores de inadimplência ao longo do segundo semestre, ainda que de maneira gradual.
O contra-ataque do Banco do Brasil no crédito

Enquanto recalibra o risco em algumas frentes de crédito, o banco também busca reequilibrar o portfólio por outro caminho: aumentando a exposição a linhas consideradas mais previsíveis e rentáveis.

O principal destaque é o crédito consignado privado. Em menos de um ano, o Banco do Brasil já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões nessa modalidade, alcançando 1,2 milhão de clientes.

O objetivo do BB é atingir cerca de 20% de participação de mercado, patamar similar ao que já detém no consignado do setor público.

A estratégia é ganhar tração em produtos com garantias mais sólidas e spreads mais atrativos, compensando a menor performance de carteiras mais sensíveis ao ciclo econômico.

“A gente segue tracionado na pessoa física… para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos em que outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou Prince.

Fonte: Seu Dinheiro

BB anuncia mais R$ 465 milhões em JCP após balanço fraco do 1T26

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A noite dos acionistas do Banco do Brasil (BBAS3) trouxe sinais mistos nesta quarta-feira (13 de maio). O balanço do 1T26 deixou um gosto amargo, com tombo no lucro, rentabilidade sob pressão e um guidance (projeção) mais fraco para 2026. Ainda assim, o BB não quis deixar os acionistas saírem de mãos vazias.

Em meio ao resultado mais pressionado, o BB anunciou o pagamento de R$ 465,7 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP).

Os proventos complementares correspondem a cerca de R$ 0,08157 por ação BBAS3. Os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Vale lembrar que a nova distribuição se soma aos R$ 400 milhões já antecipados aos acionistas em meados de março, reforçando a estratégia do banco de manter uma remuneração consistente mesmo diante de um ciclo difícil para lucro e rentabilidade.

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão do dia 1º de junho.

A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações do BB até a data de corte e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 02 de junho e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 11 de junho. O Banco do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões, tombo de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 40,2% frente ao trimestre passado.

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 7,3%, dentro das expectativas do mercado. A cifra representa uma queda de 9,4 pontos percentuais (p.p) na comparação anual e de 5,1 p.p frente ao trimestre anterior.

Fonte: Seu Dinheiro

Banco do Brasil joga a toalha para dividendos extraordinários

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A piora do cenário fez o Banco do Brasil (BBAS3) descartar completamente o pagamento de dividendos extraordinários, disse o CFO do banco, Giovanne Tobias em coletiva com jornalistas. A possibilidade foi levantada no terceiro trimestre de 2025.

Na ocasião, Tobias havia afirmado que só teria clareza desse pagamento ao final de 2026. Porém, a situação, hoje, é pior que o esperado. Na noite da última quarta-feira, o banco divulgou lucro de R$ 3,4 bilhões, queda de 52%. Mais do que isso, cortou o guidance (projeções) para ano.

A principal mudança diz respeito ao lucro. Se antes o banco projetava lucrar de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões, agora tem como meta o lucro de R$ 18 a R$ 22 bilhões. Ou seja, o teto virou piso.

O custo de capital disparou: saiu da faixa de R$ 53 bi a R$ 58 bi para R$ 65 bi a R$ 70 bi. Por outro lado, a margem financeira subiu de 4% a 8% para 7% a 11%.

Entre analistas, a previsão era de que o BB teria um primeiro trimestre tão fraco que corria o risco de não conseguir atingir seu guidance (projeções), o que, de fato, aconteceu.

Para o analista da Levante, Flavio Conte, supondo um lucro líquido de R$ 18 bi em 2026 e um payout de 30%, o banco distribuiria R$ 5,4 bi, equivalente a R$ 0,9422, a ser pago durante 2026. O dividend yield seria de 4,5% em relação a cotação de fechamento de R$ 20,76.

Banco do Brasil: foco na pessoa física

Uma das apostas do Banco do Brasil para mudar o jogo é para melhorar a rentabilidade, principalmente nos segmentos de alta renda e no crédito consignado. Apesar disso, o agro ainda continua pressionado.

“Nossa estratégia de crescimento em pessoa física é a melhor forma que temos para melhorar a rentabilidade do banco, fazer mais retorno. O cuidado que temos que ter aqui é focar naquelas operações de risco/retorno mais ajustado”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira do BB.

Ele destacou que o crédito consignado privado é um vetor de forte crescimento, enquanto em cartão de crédito apontou que o foco deve ficar na alta renda.

“Nós reduzimos muito o apetite (no segmento de cartões) para as pessoas físicas de menor renda, onde o risco está muito mais agravado”, afirmou, ponderando, contudo, que o Novo Desenrola traz expectativa de melhora na adimplência.

Segundo o banco, o cenário para pessoas físicas está mais desafiador, principalmente em função do elevado endividamento das famílias.

Esse contexto impacta especialmente os portfólios não garantidos, como cheque especial, cartão de crédito — que representa uma carteira relevante para o banco — e o crédito pessoal não consignado.

Por outro lado, o BB aposta forte no crédito consignado, o que inclui o privado e público. Atualmente, o banco é líder nesse segmento, com quase 25% de participação.

“Estamos fortemente empenhados em manter essa liderança e, paralelamente, avançamos de forma bastante relevante no crédito ao trabalhador”.

Até o momento, o banco já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões na nova modalide, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de clientes e trabalhadores. “Trata-se de uma linha que oferece um retorno ajustado ao risco bastante favorável”.

Agro ainda ruim

O vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, destacou que o abril continua um mês ruim para a inadimplência do segmento, o que pode sinalizar um segundo trimestre ainda fraco.

Desde o ano passado, porém, o BB adota medidas para diminuir esses calotes, como maior seletividade e o uso de garantias para os empréstimos: um quarto da carteira já é composto por créditos concedidos a partir da nova matriz de residência, que começou a ser operado em julho do ano passado.

“Nossa expectativa é que a adimplência melhore gradualmente ao longo dos próximos meses”.

Ainda há algum impacto daqui para frente? Para ele, certamente, até porque, explica, existem operações de investimento contratadas há um, dois ou até três anos, que continuarão afetando os resultados.

“No entanto, esses contratos terão um peso cada vez menor sobre o total de vencimentos futuros”.

Fonte: Money Times