Eleições Previ 2026: conheça os números das chapas inscritas

Publicado em: 27/03/2026

De 13 a 27 de abril serão realizadas as Eleições Previ 2026 para a escolha de representantes dos participantes e assistidos dos Planos de Benefícios administrados pela Previ na Diretoria Executiva e nos Conselhos Deliberativo, Fiscal e Consultivos dos Planos de Benefícios 1 e Previ Futuro, na forma do Estatuto da Previ e do Regulamento Eleitoral.

A composição, em igual número, de representantes eleitos pelos associados e de indicados pelo patrocinador Banco do Brasil, em todos os colegiados da Previ, é parte do modelo de governança da Entidade. Poderão votar todos os participantes e assistidos maiores de 18 anos inscritos nos planos de benefícios da Previ até o dia 31 de janeiro de 2026.

A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições regulamentares, conforme estabelecido no artigo 9° do Regulamento Eleitoral, divulga aos participantes e assistidos as composições e os números de ordem atribuídos a cada uma das chapas homologadas. O número de ordem foi atribuído por sorteio, realizado nesta segunda-feira, 23 de março, com a presença dos observadores das chapas inscritas.

Conforme cronograma Eleitoral, as chapas concorrentes têm até o dia 27 de março para apresentar os respectivos programas e currículos para divulgação em Boletim Especial.

Veja os números das chapas homologadas e os seus integrantes.

CHAPA 1 – SOMOS PREVI – PELO ASSOCIADO

Conselho Deliberativo
Titular: Carmem Sylvia Borges Tibério
Suplente: Francisco Reinoldo Schwarz

Conselho Fiscal
Titular: Emerson Luis Zanin
Suplente: Rizele Santana Norberto Marques Sereno

Diretoria
Diretoria de Administração: Luiz Gustavo Sunhiga
Diretoria de Planejamento: Arnaldo José Vollet

Conselho Consultivo – Plano de Benefícios 1
Titular: Rubens da Fonseca Marques Monteiro
Suplente: Marta Maria Coutinho Carneiro de Saboya

Titular: José Luiz Barbosa
Suplente: Marinei Sabadin Balbinot

Conselho Consultivo – Previ Futuro
Titular: Fabiane Campos Vale Jerke
Suplente: Marcela Bosa

Titular: Tarciso Madeira
Suplente: Waleska Magaldi Collares

CHAPA 2 – PREVI PARA OS ASSOCIADOS

Conselho Deliberativo
Titular: Carlos Alberto Guimarães de Sousa
Suplente: Fátima Suzana Marsaro

Conselho Fiscal
Titular: Carlos Eduardo Bezerra Marques
Suplente: Waldyr Peixoto Filho

Diretoria
Diretoria de Administração: Alencar Rodrigues Ferreira Junior
Diretoria de Planejamento: Lissane Pereira Holanda

Conselho Consultivo – Plano de Benefícios 1
Titular: Edson Branco da Cruz Filho
Suplente: Nadja Maria Santana da Silva

Titular: Haroldo do Rosário Vieira
Suplente: Ivanilson Batista Luz

Conselho Consultivo – Previ Futuro
Titular: Karla Roberta Revert Mota
Suplente: Laurito Porto de Lira Filho

Titular: Samuel Bastos Macedo
Suplente: Leonardo Imbiriba Diniz

Você pode conferir as informações completas e atualizadas sobre o processo eleitoral no site da Previ, na seção A Previ > Eleições e pelo App Previ, na aba Eleições.

Fonte: Previ

Brasil perde 37% das agências bancárias em dez anos; 638 cidades ficaram sem banco

Publicado em: 26/03/2026

O número de agências bancárias caiu 37% em dez anos no Brasil, indo para pouco mais de 14 mil, em meio ao avanço da tecnologia para realizar transações e à decisão dos bancos de cortar custos, muitas vezes deixando uma parcela da população sem atendimento.

Desde 2015, 638 municípios ficaram sem agência bancária, o que desassistiu 6,9 milhões de pessoas, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base em dados do Banco Central. São 2.649 municípios sem agências, o equivalente a 48% do total, ante 36% dez anos atrás. Em termos populacionais, isso afeta 9% dos brasileiros (19,7 milhões) atualmente, ante 3,4% na década passada.

O fechamento se intensificou com a pandemia e o lançamento do Pix, e quase 6.000 agências tradicionais foram encerradas. Enquanto isso, os bancos investiram mais no atendimento remoto de gerentes e na criação de agências-conceito, com serviços como consultoria de investimentos.

“Funcionários são desligados e a população é impactada. Sabemos que a tendência é digital, mas até chegar ao ponto de todas as pessoas serem digitais, é preciso dar condições de atendimento a quem não tem afinidade”, diz Edilson Julian, presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, no interior de São Paulo.

O sindicalista diz que, no início de cada mês, há filas antes da abertura das agências da região. Marília, que chegou a ter 50 unidades, hoje conta com 20. A entidade cita o exemplo da rural Oscar Bressane (SP), com 2.470 habitantes, que ficou sem ponto de atendimento físico e seus moradores precisam viajar cerca de 40 km até Marília para encontrar um banco.

“Os bancos estão ganhando cada vez mais dinheiro e deixando a população desassistida. Não é como se eles estivessem em dificuldade financeira” afirma Julian.

No Ceará, o fechamento está acelerado. Foram encerrados 117 locais desde 2022, aponta o Sindicato dos Bancários do estado. Só em 2025 foram 62.

De acordo com o presidente do sindicato, José Eduardo Rodrigues, há moradores que, além da falta de aptidão digital, carecem de um pacote de dados de internet que dê conta das transações pelo aplicativo.

“As economias locais sucumbem com a inexistência de um posto de atendimento bancário”, diz.

Para Tiago Couto, sócio-diretor da Peers Consulting + Technology, o fechamento de agências não é simplesmente uma redução de gastos dos bancos em tempos de juros e inadimplência em alta e competição com fintechs, cuja operação é mais rentável.

DIGITALIZAÇÃO

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), as instituições estão adequando suas estruturas à nova realidade do mercado, em que os canais digitais são preferidos pelo novo perfil do consumidor. “Atualmente, praticamente todas as operações bancárias podem ser feitas de forma eletrônica”, diz a entidade.

Na direção contrária estão os Estados Unidos, cujos maiores bancos seguem em expansão física dada a falta de tração das transações digitais. Em fevereiro, o JPMorgan Chase anunciou planos para abrir mais de 160 agências em mais de 30 estados, além de reformar outras 600 unidades neste ano. O objetivo é ir a novos mercados, “incluindo comunidades rurais e de baixa a moderada renda”.

Já no Brasil, com o Pix, ir ao banco pode parecer obsoleto. Porém, muitas transações e contratações ainda são feitas presencialmente. Em 2024, 27% dos pagamentos de contas, 14% das contratações de investimento e 5% das transações foram feitos por canais físicos, aponta levantamento da Deloitte em parceria com a Febraban.

Todo mês, Célia Moura, 60, leva seu pai de 89 anos ao banco para sacar a aposentadoria. “Ele prefere gastar em dinheiro porque não tem cartão de crédito, não tem Pix, nada dessas coisas de celular, internet, computador. É só na agência física.”

Há ainda serviços cujo volume aumentou nas agências em relação ao ano anterior. A contratação de crédito subiu 11%, indo a 45 milhões de operações, e a de seguros teve alta de 6%, para 55,5 milhões.

Segundo a Deloitte, a procura pelo atendimento presencial se deve à complexidade de alguns produtos, o que reforça o papel consultivo das agências. “Para muitos clientes, a possibilidade de esclarecer dúvidas, obter orientações claras e estabelecer uma relação mais próxima com um especialista permanece como algo essencial.”

Outro fator é o medo de golpes e fraudes, especialmente envolvendo altos valores, e a dificuldade com a tecnologia.

“Não sei lidar muito bem com aplicativos, internet. Na agência, retiro dinheiro no caixa, pago algum boleto que não posso deixar em débito automático e faço a prova de vida da pensão que recebo”, diz Débora Bordoni, 80. A professora aposentada conta que resolve muitas pendências via WhatsApp, conversando com sua gerente.

Apesar disso, a maior parte das operações migra para os canais digitais. Em 2024, 75% das transações bancárias foram via celular.

Essa demanda pelo aplicativo e fuga das agências levaram os bancos a aumentar o investimento em tecnologia e acelerar o fechamento dos postos físicos. Somando aluguel, segurança, funcionários e manutenção, a maioria das agências não se paga.

“Transportar dinheiro custa uma fortuna. Tínhamos receita com conta-corrente e anuidade de cartão [de crédito], que hoje caiu. Na hora de fazer todo esse processo, você deixa de pagar a conta. Por isso que tem de afunilar no digital, não tem alternativa. E tem tecnologia para isso”, disse Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, à Folha em fevereiro. Segundo Noronha, é difícil uma agência ser rentável em cidades abaixo de 20 mil habitantes.

“É inegável que o fechamento de agências é um dos componentes mais interessantes para a redução de custo dos bancos. Não é algo que deve desacelerar, mas é preciso ter cuidado na velocidade para não desatender”, diz Eduardo Carlier, codiretor da Azimut Brasil, gestora de patrimônio, que avalia ativos, como ações de bancos, para investimento.

Para Rosângela Vieira, economista do Dieese que atua no Sindicato dos Bancários de São Paulo, a política de fechamento de agências afeta sobretudo a população idosa e periférica, “ao ampliar dificuldades de acesso ao crédito e potencialmente aumentar a exposição a golpes e fraudes em ambientes digitais”.

Os bancos têm preferido abrir pontos de atendimento mais especializados, para atrair a parcela da população que tem investimentos e faz negócios rentáveis.

“Mais do que gestão de custo, é uma mudança que reflete o hábito dos consumidores. Grandes bancos já estão na transformação digital há um tempo e têm agência mais como ambiente de construção de negócios e menos de transação, com pagamento de conta e saque. Fechar agência não é necessariamente a alavanca para competir com banco digital, e sim ter a jornada centralizada no cliente”, afirma Tiago Couto.

IMÓVEIS FICAM VAZIOS

O mercado imobiliário é impactado, pois geralmente são imóveis comerciais grandes, de baixa demanda. Fechados por meses e até anos, podem ser alvos de vandalismo e invasões.

“São agências com mais de 1.000 metros quadrados desativadas, especialmente de bancos privados, no centro histórico. Dificilmente há empresas que ocupam espaços tão grandes”, afirma Adriano Leocadio, secretário de Finanças e Gestão de Santos, um dos municípios que mais perdeu postos em 2025, com 14 fechamentos.

Agora, são 80 agências e postos de atendimentos em Santos, que tem a maior concentração de idosos entre as grandes cidades. “Há reclamação por parte considerável dos idosos, mas eles estão se adequando a essa nova realidade”, diz Leocadio.

Em São José do Rio Preto (SP), que perdeu 11 agências no ano passado, a prefeitura trabalha em um plano de revitalização do centro, com isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) para proprietários que reformarem e derem destinação a imóveis fechados ou abandonados.

“No geral, somando as duas principais avenidas da área central da cidade, temos mais de cem imóveis fechados, entre agências bancárias e comércios em geral”, afirma Mario Welber, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São José do Rio Preto.

BANCOS INVESTEM EM AGÊNCIA-CONCEITO, E CAIXA NÃO TEM REDUÇÃO

BRADESCO
Muitos gerentes de agências que fecham são realocados e recapacitados para seguir atendendo clientes, mas de forma remota. O Bradesco investe para transformar pontos estratégicos em unidades do Principal, nova linha voltada à alta renda, com atendimento semelhante ao de uma butique de investimentos. Esse cliente paga anuidade no cartão de crédito e taxas sobre investimentos.

SANTANDER
No Santander, há dois anos, alguns funcionários que atendem pequenas empresas foram deslocados para ir atrás dos clientes, o que, segundo o banco, tem gerado melhores resultados e mais receita.

“Essa turma não tem mesinha e cadeirinha na agência. Essa turma tem um laptop, um iPad e fica o dia inteiro fazendo visita. Com isso, eu tenho o banco que sai do banco e está na rua, na casa do cliente, que tem uma potência muito maior”, disse Mario Leão, CEO do Santander, ao comentar o balanço do banco de 2025.

Dos grandes bancos, a instituição é a que tem menos presença física: 17 das agências mantidas são WorkCafé, coworking misturado com escritório de investimento, em que clientes e não clientes podem trabalhar e aproveitar a cafeteria.

BANCO DO BRASIL
O Banco do Brasil tem estratégia semelhante com o .BB (Ponto BB). Em 2024, transformou a agência Marco Zero do Recife (PE). Com robô como recepcionista, tablets, atendentes presenciais e online, caixas eletrônicos, loja e área para palestras e eventos, o local perdeu a cara de agência. O BB é a instituição com mais agências físicas (3.955) e recentemente inaugurou um segundo Ponto BB em Belém (PA).

“Só em 2025 foram 504 obras, melhorando a ambiência e o conforto da rede de agências naquelas praças em que o cliente ainda vai muito ao banco”, disse Tarciana Medeiros, CEO do BB, ao comentar o resultado da instituição.

ITAÚ UNIBANCO
O Itaú Unibanco inaugurou neste ano o Espaço Uniclass, voltado a clientes do varejo, na avenida Paulista, em São Paulo. Aberto ao público em geral, há atendimento especializado e orientação financeira, espaço para eventos, loja com produtos Itaú, Stanley e Decolar, além de um café da Biscoitê.

Diferente das agências tradicionais, que funcionam das 10h às 16h, os serviços bancários da unidade vão até 19h. Já a loja também funciona aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.

“O varejo bancário está passando por uma grande transformação, em que as pessoas buscam por mais simplificação, autonomia digital e orientação qualificada com apoio humano para decisões complexas”, afirma Beatriz Couto, diretora do Itaú Uniclass.

CAIXA
A Caixa Econômica Federal teve a menor redução dentre os grandes bancos. Desde 2019, a rede de atendimento caiu 5%. Com programas governamentais para a baixa renda e financiamento imobiliário, o banco não fala em reduzir a presença física.

A instituição diz investir no digital e em modelos de atendimento especializado. Para este ano, o foco é estruturar a Plataforma Empresas, unidades para pessoas jurídicas. “A Caixa atua continuamente na otimização da rede de atendimento, tendo como foco adequar a estrutura à demanda dos clientes, assegurando atendimento presencial onde é essencial, mantendo a capilaridade em todas as regiões do país.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Banco do Brasil passa a aceitar todas as formas de recebimento do Prevmais na Cassi

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Uma ótima notícia para os egressos da Nossa Caixa: o Banco do Brasil passa a aceitar todas as formas de recebimento do Prevmais, plano do Economus, previdência complementar dos funcionários da Nossa Caixa.

Assim, as formas do Prevmais aceitas agora são: Vitalício, Percentual, Prazo determinado e também os que não possuem previdência complementar (autopatrocínio). Para os colegas sem previdência complementar (autopatrocinio), a contribuição passa a ser calculada com base na média salarial dos últimos 6 meses da ativa, além do pagamento da parte patronal, num total de 8,5% (sem dependente), permitindo finalmente que esse grupo também possa aderir ao plano.

“Essa medida representa uma vitória na nossa luta por Cassi e Previ para todos. Essa era uma notícia aguardada por muitos colegas aposentados. Seguiremos atentos e empenhados em buscar isonomia dos direitos dos incorporados, da ativa e dos aposentados”, ressalta Adriana Ferreira, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e representante eleita do Conselho Deliberativo do Economus.

“É uma decisão importante e reflete toda a mobilização e luta do movimento sindical bancário para que os colegas egressos de bancos incorporados pelo BB tenham tratamento isonômico em relação aos demais”, acrescenta Antonio Netto, diretor do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

O dirigente destaca que, apesar dessa vitória, a luta continuará firme. “É importante lembrar que muitos colegas ainda continuam sem acesso ao plano, e que seguimos na mesa de negociação lutando para que todos os funcionários do BB tenham os mesmo direitos. Portanto, vencemos uma batalha e não a guerra. Vamos continuar pressionando o banco por isonomia e Cassi e Previ para todos”, ressalta.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Chapas 2 e 55 vencem as Eleições Cassi 2026

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Com 25.643 votos, a chapa 2 foi a vencedora das Eleições CASSI 2026 para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo. A chapa 55 ganhou a eleição para o Conselho Fiscal com 23.777 votos.

Foram registrados 4.187 votos em branco e 6.377 votos nulos na eleição para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo, e 4.007 votos em branco e 6.333 votos nulos na eleição para o Conselho Fiscal.

Com o resultado, foram eleitos os seguintes candidatos:

Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento 
Luciana Bagno

Conselho Deliberativo
Titular: Humberto Fernandes
Suplente: Loreni de Senger
Titular: Gilmar Santos
Suplente: Diusa Almeida

Conselho Fiscal
Titular: Diego Carvaho
Suplente: Luana Narimatsu da Silva

Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de junho de 2026 e têm à frente um mandato de quatro anos de duração.

Para acessar o hotsite das Eleições, clique aqui.

Fonte: Cassi

Tesouro e BB avançam em testes e Tesouro Reserva deve ser lançado em abril

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O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto que deve concorrer com a poupança, já começou a ser oferecido a alguns clientes do Banco do Brasil em fase de testes, e seu lançamento para toda a clientela deve ocorrer em abril, informou hoje o BB. “Os últimos ajustes estão sendo concluídos com um grupo restrito de clientes”, disse o banco em nota. “A previsão é que esta nova modalidade esteja disponível para todos os correntistas ao longo do mês de abril”, acrescentou.

Segundo o banco, a compra do Tesouro Reserva será realizada mediante pagamento via Pix e a venda via crédito na conta do cliente no BB, “tudo realizado no app Investimentos BB, na opção Tesouro Direto”.

A expectativa inicial era que o lançamento ocorresse ainda em março. No balanço do Tesouro Direto de fevereiro, divulgado nesta terça-feira (24), o Tesouro informou que começou no mês passado a venda do novo título, com um total simbólico de R$ 100 mil vendidos.

O Tesouro Reserva vai permitir aplicações a partir de R$ 1,00 e resgates em qualquer horário e dia da semana, sem marcação a mercado e corrigido pela taxa Selic. O título vai funcionar quase como uma conta remunerada e deve concorrer com a caderneta de poupança, com as caixinhas e cofrinhos dos bancos, com fundos DI e com o próprio Tesouro Selic.

Segundo Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do BB, os testes estão sendo feitos em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e a B3. “O BB está disponibilizando em seu app de investimentos a negociação do novo título Tesouro Reserva”, diz. Ele destaca que será um investimento simples, com horário de movimentação estendido e valores baixos de entrada que possibilitam a inclusão de milhares de brasileiros no mercado financeiro e que ampliam o acesso para quem deseja formar uma reserva de emergência ou diversificar seus investimentos.

Porta de entrada

O Tesouro Reserva é uma das iniciativas bastante positivas do Tesouro, afirma Mayara Rodrigues, analista de Renda Fixa da XP Investimentos. “O Tesouro já tem o Renda Mais, o Educa Mais e o Reserva vai ser bem importante porque o Tesouro Direto é o primeiro contato com o investimento além da poupança”, diz.

Segundo ela, o Tesouro Direto vem buscando criar aplicações de acordo com os objetivos do investidor e o Reserva deve ser uma porta de entrada que vai se comparar com o CDB diário, com rentabilidade muito parecida com Tesouro Selic, mas com maior flexibilidade. “Ele terá benefícios além do que já existia no próprio Tesouro Direto”, diz. Ela lembra, porém, que para um portfólio mais completo será interessante fazer uma diversificação com outros investimentos.

Mayara lembra que o investidor brasileiro ainda é muto focado em poupança e o novo título vai ter um papel importante em termos de educação financeira para a população. “O próprio Tesouro fazendo esse marketing é importante porque, historicamente, a poupança, que costuma ser a reserva financeira de grande parte da população, rende abaixo de praticamente qualquer outro título do mercado”, lembra.

Alguns títulos, como as LCAs e LCIs, hoje têm prazos mínimos de três meses, o que limita sua liquidez, lembra Mayara, mas olhando além desses prazos, a poupança deixa muito a desejar em termos de rentabilidade, compara.

Para ela, dado esse passo inicial de educação financeira e informação para a população, será preciso pensar na diversificação de ativos. E o Tesouro tem um papel importante na educação e na democratização dos investimentos. “O investidor compra o Tesouro Reserva e depois olha outro título e isso reforça a educação financeira”, diz Mayara.

“É uma excelente porta de entrada, mas investidor tem de se educar para não cair em armadilhas, mesmo no Tesouro Direto”, alerta. Para isso, ele precisa entender a diferença entre os diversos títulos oferecidos, seus prazos, os impactos da marcação a mercado e a oscilação de preços. “O Tesouro Direto é uma excelente porta de entrada, mas o investidor precisa continuar nessa agenda de educação financeira”, acrescenta.

Vantagens e alertas

Na comparação entre os investimentos, Mayara diz que o Tesouro Reserva vai ter vantagens sobre seu similar, o Tesouro Selic, com um valor mínimo de aplicação menor e resgates mais flexíveis.

Já em relação ao CDB diário, seu rendimento deve ser muito similar, mas pode haver um complicador que é a facilidade do investimento, mesmo com a possibilidade de uso do PIX nas movimentações. “O Tesouro Reserva vai ser em outra plataforma, do Tesouro Direto, que é diferente de um CDB que já está integrado na conta do cliente”, diz.

O mesmo vale para outros tipos de aplicação oferecidos pelos bancos e fintechs, como as caixinhas e cofrinhos, também conectados com a conta corrente.

Mas, em relação à poupança, o Tesouro Reserva deve ser mais competitivo e pode haver migração das cadernetas para o novo título. “Já estamos observando isso, a poupança vem perdendo depósitos enquanto crescem as aplicações em CDBs, títulos bancários e no Tesouro Direto”, diz.

Isso pode ser intensificado com Tesouro Reserva e todo o esforço do governo em marketing e incentivo para o novo título. “O Tesouro Reserva vai concorrer diretamente com a poupança, mas nos outros investimentos a facilidade de uso vai ser fator chave para o sucesso”, conclui.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil inaugura primeira agência modular no Mato Grosso

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O Banco do Brasil inaugurou esta semana, em Cotriguaçu (MT), a sua primeira agência modular. Construída a partir de módulos industriais pré-fabricados, o novo formato permite uma rápida instalação de agência, em cerca de dois meses, e se adapta a diferentes realidades, tanto para reforço de atendimento, na otimização de presença ou até em situações de calamidade e emergência.

Internamente, não há diferença em relação a uma agência comum. As modulares possuem ambiência padrão BB, climatização, banheiros, área de atendimento negocial e sala de autoatendimento, além de estarem plenamente adaptadas às normas técnicas de acessibilidade e segurança. A instalação é rápida porque não há necessidade de realizar grandes obras de engenharia, fundações profundas ou intervenções no solo. Além disso, os módulos podem ser transportados e reinstalados em outros locais a qualquer tempo, gerando otimização de recursos.

Cotriguaçu, com cerca de 11 mil habitantes e foco no agronegócio, foi escolhida para receber o novo modelo de agência. O imóvel onde a agência funcionava vinha enfrentando limitações de espaço para atendimento, que era incompatível com as necessidades locais dos clientes, funcionários e o potencial do município. A nova estrutura garante melhor ambiência, acessibilidade e condições operacionais para fortalecer o relacionamento com a comunidade local. O BB já avalia a expansão do modelo para outras cidades.

“A agência modular representa uma solução estratégica que combina agilidade, eficiência, sustentabilidade e proximidade com o cliente. O BB está preparado para expandir esse modelo, sempre que houver necessidade ou oportunidade, disponibilizando de forma rápida o atendimento presencial à população”, afirma Bárbara Freitas, head de atendimento e canais do BB.

Fonte: Banco do Brasil

Conglomerado BB vai implantar Pontos de Apoio a entregadores de aplicativos

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Nesta terça-feira, 24 de março, o Banco do Brasil, via Fundação BB, firmou parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) para a implantação de Pontos de Apoio destinados a entregadores e entregadoras de aplicativos. A iniciativa é voltada à ampliação das condições de dignidade, saúde, segurança, inclusão produtiva e bem-estar desses trabalhadores em todas as regiões do país.

O acordo prevê a criação de espaços físicos padronizados, com infraestrutura essencial para apoiar o trabalho de entrega urbana e fortalecer o desenvolvimento social e econômico nos territórios. Cada unidade destes pontos de apoio vai contemplar infraestrutura sanitária, áreas de descanso, pontos de hidratação e recarga elétrica. O cenário de expansão nacional prevê a expectativa de implementar cerca de 100 pontos destes, com investimento estimado de R$ 24 milhões.

“Esses pontos de apoio representam umas das demandas mais frequentes dos entregadores e motoristas. Muitas vezes os trabalhadores não têm um local para parar, ir ao banheiro, carregar o celular, por exemplo. Os pontos de apoio terão impacto real e concreto no dia a dia desses profissionais”, diz o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

A iniciativa parte do reconhecimento de que grande parte dos entregadores atua sem acesso garantido a banheiros, água potável, áreas de descanso e pontos de recarga elétrica, o que impacta diretamente a saúde física e mental, além de aumentar a exposição a riscos operacionais. O projeto incorpora recortes de equidade e cidadania, considerando vulnerabilidades específicas enfrentadas por mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e pela população negra, majoritária no setor e, em grande parte, residente em periferias urbanas.

Para a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, a iniciativa reforça o papel do conglomerado BB como agente de inclusão. “O Banco do Brasil tem um compromisso histórico com o desenvolvimento do país e com a geração de emprego e renda de forma sustentável. Apoiar iniciativas que promovem condições dignas de trabalho, em todas as regiões do Brasil, é parte essencial da nossa atuação como conglomerado financeiro comprometido com a melhoria das condições sociais e econômicas dos territórios onde estamos presentes”, afirma.

Na fase inicial, o projeto será implementado por meio de um piloto, com recomendação técnica da Fundação BB para a instalação de até 20 Pontos de Apoio, permitindo a calibração do modelo de gestão, operação e monitoramento antes de uma eventual expansão nacional. Cada unidade contará, obrigatoriamente, com banheiros adequados — incluindo estrutura para higiene menstrual —, água potável gratuita, área de descanso protegida, estações de recarga de celulares, mobiliário interno e externo, além de iluminação e ambiente seguro. As medidas estão detalhadas dentro do relatório do grupo de trabalho técnico interministerial sobre os entregadores de aplicativo.

Segundo o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, o acordo anunciado tem caráter estruturante. “Ao implantar os Pontos de Apoio, a Fundação BB assume um compromisso concreto com a promoção da cidadania e com a redução de vulnerabilidades no trabalho de entregadoras e entregadores por aplicativos. Trata-se de uma iniciativa de grande impacto social, que amplia o acesso a direitos básicos, fortalece a inclusão e contribui para a construção de políticas públicas permanentes voltadas a esses trabalhadores”, destaca.

A governança do projeto prevê coordenação nacional da SGPR, com diretrizes, acompanhamento e monitoramento sob responsabilidade da Fundação Banco do Brasil. Durante o piloto, A execução e gestão cotidiana ficará sob responsabilidade de Organizações da Sociedade Civil.

A duração do Acordo de Cooperação está prevista inicialmente para 24 meses. Com essa iniciativa, o Banco do Brasil, via Fundação BB, reafirma seu compromisso com projetos estruturantes de impacto social, que contribuem para a promoção da cidadania, da inclusão produtiva e do desenvolvimento econômico sustentável no Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

BB economiza R$ 76 milhões com expansão do uso de energia renovável

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As iniciativas de modernização e eficiência energética adotadas pelo Banco do Brasil resultaram em avanços significativos na gestão do consumo de energia, com impactos financeiros e ambientais relevantes. As medidas implementadas proporcionaram uma redução de 16,21% nas despesas com energia, o que representa uma economia de R$ 76 milhões em 2025. Além disso, houve uma redução de 6% no consumo energético, equivalente de 33,62 gigawatts-hora.

De acordo com o diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do BB, Carlos Eduardo Guedes Pinto, as ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade, eficiência operacional e responsabilidade ambiental, ao mesmo tempo em que contribuem para a otimização de recursos e a redução da pegada de carbono. “A combinação entre Mercado Livre de Energia e geração distribuída consolida uma estratégia energética mais resiliente, alinhada às melhores práticas de gestão e à transição para uma matriz cada vez mais limpa e renovável, fortalecendo a segurança energética e a gestão dos custos da instituição”, afirma.

Atualmente, diversas unidades de negócios do BB operam no Mercado Livre de Energia, após a migração de mais 635 prédios para esse modelo, que permite maior previsibilidade de custos e contratação de energia de fontes renováveis. Recentemente, o modelo de geração distribuída passou por expansão: 27 usinas de energia renovável do Banco já estão em operação em 19 estados em todas as regiões do país, após a entrada de quatro novas em 2025, ampliando o fornecimento de energia limpa para cerca de 1.700 unidades atendidas no último ano.

Fonte: Banco do Brasil

BB apoia MMA a neutralizar emissões de gases de efeito estufa da COP15

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O Banco do Brasil será responsável pela neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), que acontece de 23 a 29 de março de 2026, em Campo Grande (MS). A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a agenda climática e com o apoio a eventos internacionais estratégicos para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade.

O evento, liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), reúne cerca de 2 mil participantes de diversos países, entre representantes de governos, organismos internacionais, comunidade científica e sociedade civil, para debater medidas globais de proteção às espécies migratórias e seus habitats.

A neutralização das emissões da COP15 é resultado de negociação institucional entre o Banco do Brasil e o MMA, como forma de apoiar a realização da conferência e fortalecer práticas alinhadas à sustentabilidade e o combate às mudanças climáticas. A pegada de emissões do evento é estimada entre 2,5 mil toneladas e 3 mil toneladas. O número final é aferido a partir da quantidade exata de participantes, ao final do evento, além de cruzar dados sobre a distância percorrida por eles da origem ao local do evento e sobre o meio de transporte utilizado, consumo de energia, entre outros fatores.

A compensação será realizada por meio de créditos de carbono autorizados no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Os créditos fazem parte do portfólio de negócios do Banco do Brasil e são gerados por projeto de energia solar, assegurando a neutralização integral da pegada de carbono do evento.

“As espécies migratórias são fortemente impactadas pela crise climática, que prejudica suas rotas de deslocamento e habitats. O principal objetivo da COP15 é a proteção desses animais fundamentais para o equilíbrio ecológico de nosso planeta. Por isso, neutralizar o contingente de emissões gerado durante a conferência é medida prioritária para o Governo do Brasil, comprometido com o enfrentamento à mudança do clima em todas as suas frentes”, destaca o secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco.

Para José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, a parceria com o MMA reforça o papel estratégico da atuação do Banco do Brasil em reduzir a pegada de carbono em todas as frentes. “Nós apoiamos diversos projetos ligados ao mercado de carbono que possuem ativos ambientais com qualidade e integridade, além de assessorar clientes na elaboração de inventários de emissões, em planos de descarbonização e estratégias de compensação. O BB também opera mesa de créditos de carbono própria, lançada durante a COP30, que já realiza operações tanto com créditos próprios quanto de terceiros, inclusive para a neutralização de eventos corporativos como este”.

Atualmente, o Banco do Brasil apoia o desenvolvimento de diversas metodologias de geração de créditos de carbono, como agricultura de baixo carbono (ALM), preservação florestal (REDD+), Reflorestamento (ARR), Biogás e Energia Renovável, entre outros. Os projetos apoiados reduzem cerca de 3,6 milhões de toneladas de GEE por ano. Além disso, o BB atingiu 1,4 milhão de hectares preservados e/ou reflorestados por meio de projetos de carbono de REDD+ e ARR. O objetivo é alcançar 2 milhões de hectares até 2030, conforme divulgado nos Compromissos BB 2030 para um Mundo mais Sustentável.

Fonte: Banco do Brasil

BB Móvel chega a Ubá para atender vítimas atingidas pela enchente na região

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Os clientes do Banco do Brasil no município de Ubá e região, em Minas Gerais, passam a contar a partir desta semana com atendimento presencial no BB Móvel, instalado na rodoviária de Ubá. A unidade temporária foi acionada para assegurar a continuidade dos serviços bancários e o suporte necessário aos clientes locais.

O BB Móvel é um posto compacto de atendimento temporário, utilizado pelo Banco do Brasil em situações emergenciais, como interdições de agências, eventos climáticos extremos ou outras ocorrências que impactem o atendimento tradicional. A estrutura é formada por um módulo metálico, com três posições de atendimento negocial e um terminal de autoatendimento, oferecendo agilidade e conveniência aos clientes.

“Com a instalação do BB Móvel, os clientes da região poderão realizar atendimentos essenciais, orientações negociais e operações básicas, reforçando o compromisso do Banco do Brasil com a população e a manutenção do atendimento mesmo em cenários adversos”, afirma Bárbara Lopes, head de atendimento e canais do BB.

O modelo do BB Móvel permite rápida implementação e é ativado em curto prazo, garantindo resposta eficiente às necessidades da comunidade e a continuidade dos serviços bancários. A iniciativa integra a estratégia do BB de combinar soluções presenciais e digitais para atender clientes em todo o país.

Fonte: Banco do Brasil

TJMT e BB firmam cooperação para ampliar conciliação e renegociação de dívidas

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Com o objetivo de ampliar a conciliação e a mediação de conflitos em todo o estado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), firmou o Termo de Cooperação Técnica nº 2/2026 com o Banco do Brasil S.A.. A iniciativa busca reduzir a judicialização de conflitos entre a instituição bancária e seus clientes, incentivar acordos e ampliar o acesso da população à justiça.

O acordo prevê a realização de mutirões temáticos de conciliação e mediação, tanto em processos já em andamento, quanto em demandas pré-processuais, abrangendo conflitos de natureza cível, empresarial e consumerista. Entre os principais objetivos estão a renegociação de dívidas, a prevenção de litígios e a promoção de soluções consensuais mais rápidas e eficazes.

De acordo com o presidente do Nupemec, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, a parceria tem caráter amplo e deve impactar diferentes áreas. “É um acordo que contempla várias finalidades, como direito do consumidor, recuperações judiciais no agronegócio e contratos bancários. A partir dele, teremos mutirões em diversas frentes, incluindo demandas do agro, relações de consumo e parcerias agrícolas, com alcance em todo o estado”, destacou.

O magistrado também ressaltou a relevância da iniciativa em Mato Grosso, onde o agronegócio possui forte presença econômica. Segundo ele, a expectativa é de que a parceria estimule outras instituições financeiras a adotarem medidas semelhantes, ampliando o uso de soluções consensuais.

Pelo lado do Banco do Brasil, o gerente jurídico regional, Marcelo Guimarães Marotta, enfatizou que a cooperação fortalece a atuação conjunta com o Judiciário na resolução de conflitos.

“Essa iniciativa contribui para a redução da litigiosidade e para a pacificação social. Temos muitas demandas, especialmente nos Juizados Especiais e também no agronegócio, envolvendo renegociação de dívidas e recuperação judicial. O banco já possui estrutura para negociação e, com essa parceria, poderemos ampliar as soluções consensuais também no âmbito judicial”, afirmou.

Como funcionará na prática

O termo estabelece que o Banco do Brasil deverá identificar previamente os casos com potencial de acordo e encaminhá-los aos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). A instituição também se compromete a enviar representantes com autonomia para negociação durante as audiências, o que deve aumentar as chances de resolução rápida dos conflitos.

Já o Nupemec ficará responsável por organizar os mutirões, indicar os Cejuscs competentes e garantir a estrutura necessária para a realização das sessões de mediação e conciliação, sejam elas presenciais ou virtuais.

Benefícios para a população

A parceria tem como foco oferecer soluções mais rápidas, reduzir custos e evitar o prolongamento de processos judiciais. Além disso, busca facilitar a renegociação de dívidas, especialmente em contextos de crise financeira, contribuindo para a recuperação econômica de pessoas físicas, empresas e produtores rurais.

Outro ponto previsto é o incentivo à cultura do diálogo, com ações de conscientização sobre os benefícios da conciliação, além da capacitação contínua de mediadores judiciais.

O Termo de Cooperação tem vigência por prazo indeterminado e abrange todo o estado de Mato Grosso.

Fonte: Tribunal de Justiça do Mato Grosso

Banco do Brasil anuncia novo gerente geral da Tesouraria Global

Publicado em: 20/03/2026

O Banco do Brasil anunciou a indicação de Tiago Cruz Alexandre para o cargo de gerente geral da Unidade de Tesouraria Global, sediada no Brasil. O executivo assume a posição com a missão de fortalecer a atuação estratégica da Tesouraria em um ambiente de mercado cada vez mais dinâmico, ampliando a sofisticação das operações, a disciplina financeira e a geração de valor para o conglomerado BB. A atuação da área tem foco crescente em soluções que tornem a Tesouraria cada vez mais próxima e relevante na vida dos clientes do Banco do Brasil.

De acordo com o vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, Francisco Lassalvia, a nomeação reforça a estratégia do Banco do Brasil de alinhar perfis de liderança altamente qualificados às áreas essenciais do negócio. “No caso da Tesouraria Global, a expectativa é evoluir continuamente seu papel institucional, aproximando-se ainda mais das áreas de negócio e dos clientes do BB, contribuindo para soluções financeiras mais eficientes, inovadoras e alinhadas às necessidades reais do mercado, fortalecendo o protagonismo do Banco do Brasil no cenário financeiro global”, destaca o vice-presidente, que lidera o setor.

O novo gerente da Tesouraria Global do BB, Tiago Cruz Alexandre, diz que a atuação coordenada das equipes de diversos setores do Banco é um elemento central para ampliar a geração de valor e consolidar a presença do Banco do Brasil no mercado financeiro internacional. “Assumo a liderança da Unidade de Tesouraria Global com o compromisso de fortalecer seu papel institucional e aprofundar a integração com as demais áreas do Banco do Brasil. Nosso foco será a evolução contínua da gestão de riscos, capital e liquidez, além do desenvolvimento de soluções financeiras cada vez mais eficientes, competitivas e alinhadas à estratégia do Banco”, complementa.

Com 17 anos de trajetória no Banco do Brasil, Tiago Cruz já atuou em posições estratégicas no Brasil e no exterior. Antes de assumir a Tesouraria Global do BB, ele estava baseado em Londres, onde atuou como Diretor da BB Securities Limited. Também exerceu funções como head da mesa de renda fixa externa na Diretoria de Finanças, gerente de soluções na Unidade de Captações e Investimentos do BB e também já atuou como gerente de Negócios Digitais do BB na Califórnia, acumulando experiência em mercados globais, gestão de riscos, investimentos, derivativos e estratégia de negócios.

Tiago Cruz é graduado em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), possui MBA em Finanças pelo Ibmec e Mestrado em Finanças Internacionais (MSc) pela University of Reading, no Reino Unido, além de formação no Programa de Executivos de Stanford, nos Estados Unidos. Seu perfil técnico é complementado por um conjunto de competências que inclui gestão de riscos, investment banking, investimentos, derivativos e estratégia empresarial.

Fonte: Banco do Brasil

BB aumenta investimentos em capacitação e certificação profissional

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A transformação tecnológica e regulatória no sistema financeiro tem ampliado a demanda por profissionais mais qualificados no setor bancário. O Banco do Brasil vem fortalecendo sua estratégia de desenvolvimento de pessoas e ampliando de forma consistente os investimentos em capacitação e certificação profissional de seus funcionários. Só no último ano, 97,74% dos funcionários do BB participaram de programas de treinamento e desenvolvimento, nas modalidades autoinstrucional, presencial e on-line ao vivo.

Ao longo do ano, foram registradas mais de 3 milhões de horas de capacitação, com uma média de 149,73 horas de treinamento por funcionário, reforçando o compromisso do Banco com a aprendizagem contínua entre os principais eixos de capacitação, destacam-se tecnologia, inteligência artificial e metodologias ágeis, além de temas como prevenção a fraudes, segurança nos negócios e compliance, agronegócio, governança e gestão ASG e também sobre gestão e liderança feminina.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a procura por certificações e capacitações para o setor bancário, voltadas aos profissionais do setor financeiro e interessados de outras áreas, cresceu 25% em 2025, alcançando no ano o maior volume já registrado na série histórica. Desde 2020, o crescimento foi de 34,4%, segundo a Febraban Educação, escola de negócios e finanças da Febraban, especialmente em áreas específicas, como ouvidoria, suitability, agro, mercado financeiro, cooperativas, controles internos e prevenção a fraudes.

O gerente executivo de gestão da cultura e de pessoas do BB, Rodrigo Quintiliano, destaca o foco em escala de capacitações, além da atuação para fortalecimento da cultura organizacional da empresa para impactar positivamente nos negócios.

“A transformação tecnológica e regulatória do sistema financeiro exige profissionais cada vez mais preparados. No Banco do Brasil, investir de forma contínua na capacitação e na certificação dos nossos funcionários é uma decisão estratégica, que garante a qualidade do atendimento, a solidez do negócio e a nossa capacidade de gerar valor sustentável para a sociedade”, diz Quintiliano.

“Além das formações internas, o Banco do Brasil incentiva seus profissionais a obterem certificações reconhecidas pelo mercado, tanto obrigatórias quanto voltadas à diferenciação profissional. Em 2025, o BB alcançou a marca de mais de 45 mil funcionários da rede de atendimento BB com certificações regulatórias, como as de investimentos da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)”.

Fonte: Monitor Mercantil

BB reforça consultoria e agências para disputar investidores com fintechs: “cliente quer contato humano”

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Com novas agências, atendimento consultivo e foco em clientes de alta renda, BB busca ampliar relacionamento financeiro e ganhar espaço no mercado de investimentos.

A estratégia do Banco do Brasil (BBAS3) quer reforçar a proximidade com o cliente em um momento em que bancos digitais e corretoras independentes ampliam a disputa por investidores envolve combinar tecnologia, atendimento especializado e presença física em um modelo híbrido – que mistura canais digitais e presenciais – para fortalecer o relacionamento financeiro e ampliar o espaço no mercado de investimentos.

No dia 5 de março, o E-Investidor acompanhou, em Belém (PA), a inauguração de um novo Ponto BB e da primeira Casa Estilo do País, iniciativa focada no público de alta renda, em empresas e no agronegócio. Durante o evento, executivas do banco afirmaram que uma das prioridades para 2026 é tornar o atendimento ao investidor mais próximo e acolhedor, oferecendo consultoria financeira mais estruturada e integrada entre diferentes segmentos de clientes.

Segundo Larissa Novais, diretora de clientes pessoa física do banco, a estratégia parte da constatação de que o perfil do consumidor mudou e hoje ele combina autonomia digital com busca por orientação especializada.

Barbara Freitas, gerente-geral da unidade de atendimento, explica que “nos canais digitais os clientes buscam muito o autosserviço e as transações do dia a dia”. “Já no canal presencial, como as agências, vemos um movimento cada vez maior voltado para negócios e assessoria financeira. Quando o cliente quer falar de operações mais estruturadas, ele valoriza muito o contato humano”, afirma.

Estratégia usa agências como centros de consultoria

A mudança no comportamento do investidor também ajuda a explicar a reformulação das agências bancárias. Em vez de espaços focados apenas em operações bancárias, o banco quer transformar esses pontos físicos em centros de relacionamento e orientação financeira. Nesse contexto, surgem os chamados Pontos BB, que combinam atendimento bancário com parcerias comerciais e experiências para clientes.

“As parcerias ajudam a oferecer uma experiência mais completa para o cliente e transformam a agência em um ponto de encontro”, afirma Freitas. “ Além disso, quando você compartilha o espaço físico com parceiros, consegue uma gestão mais eficiente daquele ponto”, complementa.

Segundo ela, em algumas localidades o modelo já permite dividir custos operacionais com empresas parceiras. “Dependendo da parceria, até 25% do custo do imóvel pode ser compartilhado”, diz. O sistema é chamado de “win-win” (ganha-ganha) pelas executivas, melhora a experiência do cliente e traz mais fluxo para a agência e ainda aumenta a eficiência.

O banco já testa esse modelo em algumas unidades. Um dos pilotos citados por Bárbara Freitas envolve uma parceria com a Cacau Show em uma agência na região da Faria Lima, na Capital paulista.

Integração entre pessoa física e empresas

Outra frente da estratégia envolve integrar melhor o atendimento de clientes pessoa física (PF) e pessoa jurídica (PJ), algo que o banco considera como potencial relevante de geração de negócios. Segundo Novais, muitos clientes já mantêm relacionamento com o BB nos dois perfis, mas a instituição vê espaço para ampliar essa conexão dentro das agências.

Testes realizados pelo banco indicam que essa abordagem pode aumentar significativamente o potencial de receita. Em um piloto realizado com dirigentes que possuem contas como PF e PJ, o banco observou um aumento expressivo no desempenho comercial.

“Observamos um incremento de margem de 70% na pessoa jurídica quando há integração no atendimento e no relacionamento. Isso mostra que existe um espaço grande para crescer nessa frente”, afirma Novais.

Competição com fintechs e plataformas digitais

A estratégia também responde a um ambiente de competição crescente no sistema financeiro, marcado pela expansão de fintechs e plataformas digitais de investimento. “A gente costuma dizer que somos uma fintech de mais de 200 anos. Apesar da nossa longevidade, inovamos todos os dias”, explica a diretora de clientes.

Hoje, segundo a executiva, o banco já possui uma base significativa de clientes digitais. Apenas no último ano, cerca de 3,7 milhões de contas foram abertas digitalmente e em menos de 5 minutos por cliente.

Freitas acrescenta que o app do BB já concentra grande parte da interação com os correntistas. “Temos 35 milhões de clientes que usam canais digitais e chagamos a ter 12 milhões acessando o aplicativo do banco em um único dia”, diz.

Para ela, o diferencial competitivo está justamente na combinação entre tecnologia e relacionamento humano. “Mesmo o cliente que é 100% digital, quando precisa tomar uma decisão importante de investimento, muitas vezes quer conversar com alguém e ter orientação”, afirma.

A corrida do BB pela “principalidade” na alta renda

No centro do Banco do Brasil está um indicador acompanhado de perto chamado “principalidade“. Basicamente, é utilizado internamente para medir o grau de relacionamento financeiro que um cliente mantém com o banco. Segundo Larissa Novais, diretora de clientes pessoa física da instituição, o indicador reflete quando o cliente concentra no banco a maior parte do seu fluxo financeiro, como recebimento de salário, movimentação de conta, crédito e investimentos.

“A principalidade é um indicador que a gente sempre quer crescer”, afirma a diretora.

Na prática, quanto maior a principalidade, maior também tende a ser a rentabilidade do relacionamento. Isso ocorre porque o banco passa a concentrar diferentes produtos financeiros do mesmo cliente – como investimentos, cartões, crédito e seguros – aumentando a recorrência de receitas.

Uma das frentes para impulsionar esse indicador está no segmento de alta renda, considerado estratégico para a expansão da base de investidores. Entre as iniciativas está o lançamento da Casa Estilo, um espaço dedicado a clientes de maior patrimônio e investidores, além de novos produtos voltados a esse segmento.

“Na estratégia para alta renda acabamos de lançar um cartão premium (o Altus Liv, lançado no final de 2025) e já cresceu mais de 33% na quantidade de clientes com esse produto, que têm um faturamento muito maior. No total, o faturamento dessa frente cresceu mais de 20%”, afirma a executiva.

O banco também criou um novo subsegmento voltado a investidores com patrimônio mais elevado. Chamado de High Estilo, o modelo é direcionado a clientes com pelo menos R$ 1 milhão em investimentos, oferecendo atendimento personalizado. “Hoje já temos 185 mil clientes nesse novo modelo de relacionamento”, afirma Novais.

O banco pretende ampliar em cerca de 25% o número de clientes do segmento Estilo até 2029, com a expansão iniciada em 2025.

“Já crescemos cerca de 6% na base Estilo em 2025 e a estratégia continua para os próximos anos”, diz a diretora.

Crédito do trabalhador puxa varejo do Banco do Brasil

Ao mesmo tempo, o banco busca ampliar o relacionamento com clientes de outros perfis, incluindo o público de varejo. Uma das apostas nessa frente é o chamado crédito do trabalhador, que ganhou força nos últimos anos e deve continuar sendo expandido com apoio de modelos analíticos.

Segundo Novais, o banco vem utilizando cruzamento de dados entre empresas e clientes para aumentar a precisão da concessão de crédito. O BB está tornando o processo mais cauteloso utilizando inteligência de dados aplicada à análise de crédito. Basicamente, o sistema cruza informações de diferentes fontes para entender o perfil financeiro do cliente, seu histórico de relacionamento com o banco e seu comportamento ao longo do tempo.

Na prática, os modelos analisam dados como movimentação financeira, histórico de crédito, pontualidade nos pagamentos, nível de endividamento, renda, relacionamento com o BB e variáveis econômicas mais amplas. Esses dados são tratados por modelos estatísticos e de inteligência artificial que identificam padrões, riscos e oportunidades, ajudando o BB a avaliar a capacidade de pagamento e a oferecer condições mais adequadas a cada cliente.

“Isso permite ampliar o público com segurança e crescer também nesse segmento”, explica.

Lembrando que: o BB confirmou que toda a análise é realizada conforme a legislação vigente e não substitui a governança e nem as políticas de crédito.

Outro grupo considerado estratégico para elevar a principalidade contém os chamados proventistas, clientes que recebem salário pelo banco. Atualmente, cerca de 11,3 milhões de clientes se enquadram nessa categoria. “Esses clientes, em geral, já têm muita principalidade conosco, porque o fluxo financeiro deles está no banco. Então também é nossa estratégia ampliar cada vez mais o relacionamento com esses clientes e trazer mais proventistas para a nossa base”, explica Larissa Novais.

A estratégia do Banco do Brasil (BBAS3) é que essa combinação entre tecnologia, consultoria e presença física mais estruturada ajude a fortalecer o relacionamento com investidores e a disputar espaço em um mercado cada vez mais concorrido. (Estadão)

Fonte: Sindicato dos Bancários de Cascavel

BB viabiliza doação de 20 milhões de euros de banco alemão para ampliar inclusão socioeconômica no país

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O Banco do Brasil formalizou, nesta semana, uma parceria internacional que viabiliza a doação de 20 milhões de euros do banco de desenvolvimento alemão KfW para fortalecer ações de inclusão socioeconômica no Brasil. Os recursos serão destinados ao programa FGO Acredita no Primeiro Passo, que faz parte do Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo BB, ampliando o acesso ao crédito para empreendedores em situação de vulnerabilidade social.

“Como administrador do Fundo de Garantia de Operações (FGO), o Banco do Brasil assegura que esses recursos internacionais serão aplicados com forte rigor técnico e governança, ampliando a capacidade do fundo de mitigar riscos e viabilizar crédito para empreendedores do Cadastro Único, incluindo a destinação de uma parcela dos recursos exclusivamente para mulheres empreendedoras. Trata-se de um instrumento financeiro estruturante para promover inclusão socioeconômica com sustentabilidade”, destaca Michele Azevedo Alencar, gerente geral da Unidade de Estratégia Governo do BB.

A iniciativa está inserida no Programa Acredita no Primeiro Passo, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e tem como foco facilitar o financiamento de pessoas inscritas no Cadastro Único que desejam iniciar ou ampliar pequenos negócios. O FGO Acredita no Primeiro Passo estabelece que, no mínimo, 50% das operações garantidas serão direcionadas a mulheres empreendedoras. Na prática, os recursos reforçam o fundo garantidor, reduzindo o risco das operações de crédito para os bancos e ampliando as chances de aprovação de financiamentos, em condições mais favoráveis, para famílias de baixa renda.

A doação, que será disponibilizada em até cinco tranches (parcelas), foi formalizada por meio de contrato de contribuição financeira entre o KfW e o FGO, administrado pelo Banco do Brasil. Um segundo acordo estabelece diretrizes de governança e de implementação das ações, assegurando a correta aplicação dos recursos e a efetividade da política pública.

KfW: é o banco de desenvolvimento da Alemanha e atua no financiamento de projetos sociais, econômicos e ambientais, com foco em proteção climática, infraestrutura e apoio a pequenas empresas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável em diversos países.

Fonte: Banco do Brasil

BB diz ao TCU que não tem estudos ou discussões sobre federalizar BRB

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O Banco do Brasil afirmou ao Tribunal de Contas da União (TCU), em documento produzido nesta semana, que não tem estudos ou discussões, concluídos ou em andamento, sobre a possibilidade de ‘federalizar’ o Banco de Brasília (BRB).

Segundo o ofício enviado ao órgão na quarta-feira (11), o banco não tem estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório relacionados a qualquer intenção de assumir o controle do BRB.

O texto é uma resposta ao pedido do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, que abriu prazo de 15 dias para que bancos públicos federais e o Ministério da Fazenda indicassem se chegaram a cogitar ou analisar uma possibilidade de “federalização” do Banco de Brasília (BRB).

O prazo ainda está em aberto e, até a publicação desta reportagem, outros órgãos ainda não tinham respondido.

Entenda

O BRB tenta recompor e melhorar a qualidade de seu patrimônio, abalado por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master – cujas irregularidades foram reveladas pela operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro de 2025.

Em meio a essas tentativas, começaram a circular rumores de que instituições federais poderiam comprar o BRB para salvar as operações do banco – o que, na prática, tiraria o governo do Distrito Federal da posição de acionista controlador da entidade.

A decisão atende a um pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. As informações deverão ser prestadas pela Caixa, pelo Banco do Brasil, pelo BNDES e pelo Ministério da Fazenda.

Bruno Dantas determinou que, se o tema estiver sendo estudado pelo governo, os órgãos terão de enviar os “documentos mínimos” que deem um panorama geral das discussões.

No despacho, Bruno Dantas reconhece que Furtado não juntou ao processo nenhum ato administrativo da União que, de fato, indique a intenção do governo federal de assumir o controle do BRB.

Em entrevista no dia 25 de fevereiro, no entanto, o secretário do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou em entrevista que o banco acompanha a situação do BRB como uma eventual “oportunidade de negócio”.

Ao pedir informações aos órgãos, Bruno Dantas afirmou que a medida se justifica pela “materialidade potencial elevada, considerada a ordem de grandeza dos valores” envolvidos no tema; e pelo “risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal”.

“Ademais, em operações envolvendo reestruturação bancária, aquisição de ativos, participação societária ou soluções de capitalização, é comum que a formação da decisão se dê de forma célere e por etapas, com atos preparatórios e registros de governança que antecedem a formalização final, muitas vezes sob sigilo e condicionados a janelas de mercado”, prossegue o ministro.

Quais informações o TCU pediu?

O despacho de Bruno Dantas pede informações diferentes para cada um dos órgãos acionados. Veja:

Banco do Brasil e Caixa: estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório (análise de aquisição, participação societária, operação de crédito, modelagem de solução ou absorção/federalização);

BNDES: pleitos/consultas/demandas, formais ou registradas, relativas à estruturação de garantias, modelagens ou linhas de financiamento associadas ao saneamento financeiro do BRB;

Ministério da Fazenda (incluindo Tesouro Nacional, no que couber): iniciativas, grupos de trabalho, notas técnicas, despachos ou tratativas sobre alternativas relacionadas ao BRB, inclusive eventual estimativa preliminar de impacto fiscal para a União/Tesouro Nacional em cenário de assunção de responsabilidades.

Fonte: G1

BB conclui 1ª transação com agente de IA no País usando plataforma da Visa

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O Banco do Brasil afirma ter conduzido no dia 11 de março, a primeira transação no País em que um agente de inteligência artificial realizou uma compra em nome do consumidor. O procedimento foi feito por meio do Visa Intelligent Commerce, a plataforma da bandeira multinacional que viabiliza o chamado “comércio agêntico”.

O processo ocorreu em um ambiente de produção controlado, espécie de teste monitorado com aplicação real. A partir de uma autorização prévia, o cartão do portador é habilitado para o processamento da transação, o que permite que o agente de IA faça o pagamento em favor do cliente. Em um exemplo hipotético prático, o usuário pode pedir que a ferramenta compre passagens aéreas para determinado destino a partir de certo preço.

A rede da Visa fica responsável pela autenticação e os controles de segurança, além da tokenização — a substituição de dados sensíveis de um cartão por um código único para proteção da informações.

“A adoção do Agentic Commerce amplia a conveniência para os clientes, sem abrir mão da segurança e da confiabilidade tradicionais do BB, e aproveita a oportunidade gerada com a adoção massificada de IA pelo mundo”, afirmou o diretor de Soluções em Meios de Pagamento e Serviços do BB, Pedro Bramont.

O Visa Intelligent Commerce entra como o viabilizador da infraestrutura tecnológica que permite transações baseadas em consentimento, iniciadas por agentes de IA em nome dos consumidores. A empresa garante seguir “rigorosos padrões de segurança e requisitos regulatórios”.

“Esse movimento inaugura uma era de conveniência e eficiência sem precedentes, tornando essencial que empresas, consumidores e todos os participantes da cadeia de valor de pagamentos estejam preparados para se adaptar rapidamente a esse ‘novo mundo’, em que a inteligência artificial redefine padrões de consumo, competitividade e inovação no varejo digital”, disse o presidente da Visa no Brasil, Rodrigo Cury.

O comércio agêntico é uma das grandes apostas do setor para alavancar o uso da IA no e-commerce, que completou 30 anos no Brasil. A principal rival da Visa, a Mastercard, tem concentrado o desenvolvimento da tecnologia no chamado Agent Pay e tem parceiros como Microsoft e PayPal.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BB lança cupons de desconto para avançar na disputada pelo consignado

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O Banco do Brasil vai oferecer cupons de desconto para a contratação do crédito consignado, em meio ao crescente apetite do setor bancário pela modalidade. Com o lançamento, o banco se inspira em uma prática comum no varejo para reforçar o relacionamento com os clientes.

A funcionalidade estará disponível no aplicativo do banco e promete condições personalizadas para os usuários. Ao aplicar o cupom, o beneficiário terá acesso ao valor das parcelas com o desconto e a economia total obtida na operação.

“Com o Cupom BB, o Banco do Brasil passa a incorporar ao crédito pessoal uma prática já consolidada em outros setores, como o varejo e o comércio eletrônico, aplicando esse modelo ao ambiente financeiro com foco na conveniência e no fortalecimento do relacionamento com os clientes”, afirmou a diretora de clientes pessoa física do BB, Larissa Novais.

O lançamento do cupom ocorre em um momento de crescente disputa entre bancos pelo público-alvo do consignado, particularmente na modalidade privada. Em um relatório divulgado na semana passada, o Bank of America (BofA) estima que as originações nessa linha cresceram seis vezes desde o início do programa de incentivo do governo, a R$ 110 bilhões. “Esperamos que o produto ganhe mais impulso no segundo semestre de 2026, à medida que as garantias dos fundos de indenização dos trabalhadores [FGTS] entrem em operação”, projeta o BofA.

Fonte: Broadcast Estadão

BB vê recuperação em andamento na agropecuária do Rio Grande do Sul

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Após cinco safras frustradas, com seca, estiagem severa e enchente, a agropecuária do Rio Grande do Sul encontra-se em recuperação, avalia o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BB), Gilson Bittencourt. “O Rio Grande do Sul ainda vai demorar alguns anos para a recuperação. Em outras regiões, onde o problema foi mais pontual, o tempo de recuperação é muito mais rápido. Agora No Rio Grande do Sul, o processo vai demorar um pouco mais, e, por isso, a necessidade do melhor planejamento, do produtor olhar a sua atividade do ponto de vista produtivo e econômico em um prazo maior”, disse Bittencourt, em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro , nos bastidores da Expodireto Cotrijal, feira agropecuária realizada em Não-me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul.

Para Bittencourt, uma das necessidades dos agricultores gaúchos será a busca da constância. “Não adianta ter uma produtividade em uma determinada região de 60 a 70 sacas de soja por hectare em um ano, que é uma boa produtividade, e nos dois, três anos seguintes, obter com 20 a 30 sacas de soja”, apontou. Isso perpassa o investimento em solos, em tecnologia ou até mesmo a mudança de atividade, segundo ele, pra que os produtores possam manter renda constante no longo prazo. “O Rio Grande do Sul ainda tem muito trabalho a fazer, que não é somente um trabalho do produtor. Os produtores têm mostrado essa resiliência, mas é um trabalho que envolve também assistência técnica das instituições financeiras, dos órgãos governamentais, para incentivar cada vez mais adoção de tecnologias e mecanismos de redução e mitigação dos efeitos climáticos que o Estado tem vivenciado nesses últimos anos”, observou.

Na análise do vice-presidente do BB, o Estado tem produtores em diferentes situações quanto a regiões, culturas e perfil de produtor. “Em determinadas regiões, o impacto foi menor. Há um conjunto de produtores que está em uma situação razoável, não estão endividados, estão com operações de investimento vigentes e adimplentes. Talvez este grupo seja a maior parte dos produtores”, apontou Bittencourt.

Outro grupo de produtores foi afetado pelos eventos climáticos adversos e prorrogou as dívidas, com as renegociações afetando seu fluxo de caixa. “Esse grupo de produtor é o que tem maior dificuldade hoje. Estamos que parte importante desses produtores tenham sido atendidos pela Medida Provisória 1314 de renegociação de dívidas”, pontuou o executivo do BB. O banco registrou R$ 3,3 bilhões em operações de renegociação com juros controlados, sendo grande fatia referente a débitos de produtores do Rio Grande do Sul. “Acreditamos que esse fôlego vai dar condição de recuperação desses produtores que estavam com um problema maior de fluxo de caixa por renegociações anteriores”, pontuou Bittencourt.

Ele destacou, ainda, que parcela das perdas verificadas nos últimos anos no Estado foi coberta pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o que evitou a necessidade de rolagem de financiamentos.

Uma terceira parcela de produtores, entretanto, ainda enfrenta dificuldades financeiras mesmo com a postergação dos financiamentos, apontou Bittencourt. “O maior desafio é buscar alternativas. Parte desses produtores precisará reestruturar os seus ativos e terá necessidade de repensar mecanismos de reduzir o seu endividamento, às vezes se desfazendo de um ativo que tenha sido adquirido, para permitir a manutenção na atividade”, avaliou o vice-presidente do BB.

A mitigação dos eventos climáticos extremos, que têm sido frequentes no Rio Grande do Sul, deve ser outra prioridade dos produtores, segundo Bittencourt, com o usos de novas tecnologias, desde irrigação à proteção do solo. “Não se trata de eliminar o risco, mas reduzir a perda, porque um solo melhor tem condições de suportar uma pequena seca. Em alguns casos, a possibilidade pode ser mudar o ciclo das culturas, em outros até mesmo mudar a atividade ou repensar as atividades dentro de cada área da propriedade”, acrescentou. O seguro é um dos instrumentos necessários na conjuntura da agropecuária gaúcha, completou.

Fonte: Investalk BB

BB diz que crédito privado ganha espaço no agro, mas tendência é equilíbrio

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Os instrumentos do mercado financeiro, como LCAs, CRAs, CPRs e Fiagros, têm ampliado participação no financiamento da safra brasileira nos últimos anos, mas o sistema tende a voltar ao equilíbrio histórico entre diferentes fontes de recursos, segundo o Vice-Presidente de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), Gilson Bittencourt.

“Historicamente, o mercado financeiro é responsável por cerca de um terço do custeio da safra brasileira. Um terço o próprio produtor utiliza recursos próprios, um terço ele vai buscar seja em revendas de insumos ou em tradings, e um terço junto às instituições financeiras. Esse patamar vem se mantendo”, afirmou ao CNN Agro durante o Expodireto Cotrijal, no Rio Grande do Sul.

As linhas de crédito e outros instrumentos do mercado financeiro têm ganhado espaço como alternativa de funding para o agronegócio, em um cenário de maior custo do crédito e pressão financeira sobre parte dos produtores após eventos climáticos e oscilações de preços nos últimos anos.

Segundo dados do BC (Banco Central), entre julho e janeiro do ciclo atual, as contratações via instituições financeiras de CPR cresceram quase 50% na comparação anual, saltando de cerca de R$ 104 bilhões para aproximadamente R$ 154,8 bilhões.

O próprio desenho do Plano Safra já vem ganhando contornos nos quais esses instrumentos passam a ter participação maior no financiamento da atividade.

“Houve até um aumento da participação do sistema financeiro nos últimos anos. Agora a tendência é ter um retorno ao equilíbrio de um terço, um terço, um terço”, disse Bittencourt.

Desta forma, a avaliação dele é que as linhas com taxas controladas dentro do crédito bancário seguem operando normalmente, especialmente para agricultores familiares e médios produtores.

“Quando a gente olha os recursos controlados de custeio, especialmente Pronaf e Pronamp, além de uma parte para os demais produtores, eles estão fluindo normalmente. Tanto que essa semana o governo divulgou aumento na concessão de crédito para esses produtores”, disse.

Já as linhas com taxas livres, mais sensíveis ao patamar elevado da taxa básica de juros, têm apresentado maior retração.

“Onde houve uma redução foi especialmente nas linhas com taxa livre, que estão mais elevadas, considerando a Selic em 15%. Isso acaba penalizando ou dificultando o financiamento”, afirmou, dizendo que é esperado um corte na taxa básica de juros ainda no copom de março – como vem sendo sinalizado pelo próprio BC.

Endividamento e reorganização

Bittencourt afirmou que o cenário financeiro do setor varia conforme região e atividade. Enquanto parte dos produtores segue investindo, outros enfrentaram aperto no fluxo de caixa após eventos climáticos ou queda de preços.

“Bem, o Brasil é diverso e tem uma produção distinta, seja em relação a produtos, seja em relação à situação dos produtores. Então nós temos produtores que estão numa situação muito boa e estão conseguindo investir cada vez mais. E aí, seja pela região, seja pelo produto — café é um exemplo —, como a gente tem produtores que, em função de problemas climáticos ou de preços nos últimos anos, tiveram aperto no fluxo de caixa. Este é o momento em que eles estão mais cautelosos. Eu acho que é um bom momento de refletir e reorganizar as finanças”, afirmou.

Segundo ele, medidas recentes ajudaram produtores a reorganizar o fluxo de caixa.

“A Medida Provisória 1314, na qual o banco fez um grande número de operações, seja com recursos controlados, com taxa subsidiada vinda diretamente do governo, seja com recursos livres do banco, foi uma forma de contribuir para que os produtores reorganizassem seu fluxo de caixa e pudessem se reestruturar para os próximos anos, voltando a investir”, disse.

Ele destacou ainda que a maior parte dos produtores segue adimplente.

“O que é importante destacar é que a maior parte dos produtores, inclusive clientes do Banco do Brasil, estão adimplentes e vêm se mantendo adimplentes, sejam pequenos, médios ou uma parte importante dos grandes produtores”, afirmou.

Seguro e investimento em tecnologia

O diretor do BB afirmou que, no caso do Rio Grande do Sul, o seguro rural teve papel importante para manter a capacidade de pagamento de parte dos agricultores após eventos climáticos recentes.

“Quando a gente olha, inclusive pelos problemas que o Rio Grande do Sul teve nos últimos anos, em função de seca e da própria enchente, o seguro — especialmente o Proagro — teve um papel fundamental na manutenção da adimplência e, em muitos casos, inclusive zerando a dívida dos produtores com as instituições financeiras”, disse.

“Só nos últimos cinco anos foram quase R$ 30 bilhões pagos pelo Proagro para produtores, grande parte disso no Rio Grande do Sul”, acrescentou.

Para ele, além do seguro, será necessário ampliar investimentos em tecnologia para reduzir impactos climáticos.

“Eventos climáticos não são resolvidos apenas com seguro. Se o produtor acha que vai perder, o seguro sozinho não resolve. Nós precisamos investir em tecnologia para mitigar esses impactos”, afirmou.

“No Rio Grande do Sul há necessidade de investimento em recuperação de solos, melhoria da camada de proteção do solo para dar maior resistência a pequenas secas e veranicos, além de avanços em irrigação”, disse.

Segundo Bittencourt, o banco pretende apoiar esses investimentos.

“O Banco do Brasil quer ser parceiro nesse processo, financiando soluções e tecnologias que aumentem a resiliência do produtor”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

BB irá remover compulsoriamente 177 escriturários de suas agências

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Segundo nota da Contec, o Banco do Brasil irá trocar compulsoriamente de agência 177 escriturários, que estão em prefixos com “excesso de funcionários”. Medida ocorrerá em 60 municípios de todo o país, e funcionários das agências afetadas já foram avisados por seus gerentes que a movimentação ocorrerá a partir de sexta-feira. Os funcionários de cada agência foram ranqueados, e aquele que tiver menos pontos será o removido. Os critérios não são transparentes e os escriturários ainda não sabem quem será removido de cada agência.

Ainda segundo a Contec, o banco se comprometeu a realocar todos os funcionários no mesmo município, o que no caso de cidades grandes pode significar muito pouco em termos do esforço necessário para se deslocar até o novo local de trabalho, fora a mudanças das dinâmicas de vida dos funcionários. Após o anúncio da reestruturação, os funcionários tinham até o dia 13 de março para pedir uma remoção “voluntária”, ou seja, onde poderia indicar para qual agência gostaria de ir. Não se pode chamar de voluntária, no entanto, a mudança que é feita sob a premissa de que o funcionário poderá ser removido para uma agência de escolha do banco caso não o faça.

No fim de janeiro, o BB anunciou uma nova reestruturação da rede de atendimento. Essa reestruturação alterou a dotação de funcionários de cada agência, deixando com algumas com funcionários em “excesso” que deverão ser direcionados para agências onde há falta de funcionários. Isso, por óbvio, não resolve o problema da falta de funcionários e dos claros nas agências: mesmo diminuindo o número de funcionários necessários na canetada, o mapa de vagas do próprio banco mostra mais de 3 mil postos em aberto para escriturários no país, o que já é, por si, uma subestimação da real necessidade de funcionários. Se vê, na rede de atendimento, agências trabalhando em contingenciamento devido à falta de funcionários, com alto tempo de espera e escriturários que atendem dezenas de senhas por dia, bem como regiões grandes onde há apenas uma ou nenhuma agência. Não há como resolver esse problema por fora da contratação de mais funcionários, mas o próprio banco diz não estar planejando nenhum concurso.

Esta última reestruturação mostra qual é a estratégia do banco: ampliar as redes de atendimento para clientes de alta renda e investidores, as agências Estilo e High Estilo, e para o agronegócio e grandes produtores rurais, as custas do atendimento de varejo, que se mostra ainda muito necessário mesmo com as tentativas do BB de empurrar todos os clientes para o uso do aplicativo.

Estas mudanças vem na esteira de outros ataques nos últimos anos: o aumento da jornada de assessores de TI na Diretoria de Tecnologia (Ditec) que foram coagidos e ameaçados por seus superiores para aceitarem a mudança “voluntária” para uma jornada de 8 horas, em vez das 6 horas previstas na CLT, e funcionários que se recusaram foram descomissionados, tendo uma perda salarial significativa. Recentemente esta mudança foi declarada nula pela Justiça do Trabalho de Brasília.

Os caixas executivos, que prestam um serviço essencial a população, também têm sido alvos do banco, que não comissiona novos caixas desde 2021. Desde então, essa função passou a ser feita por escriturários que atuam como caixa em caráter eventual, recebendo a comissão por dia em que abrem o caixa, mesmo que muitos na prática façam isso todos os dias. Além disso, tem acumulado novas funções como lidar com demandas judiciais, e sofrido maior pressão para vendas de produtos bancários.

Enquanto isso ocorre, chama a atenção o silêncio da CONTRAF/CUT, que nada falou sobre essas remoções em seu site. A CONTEC se furtou a publicar uma nota apenas dando ciência de que o banco havia informado os sindicatos, mas sequer disse se opor a medida. Não é de hoje que a política de cooperação das direções sindicais com a patronal tem levado a ataques aos direitos dos funcionários, como é visto agora no BB, mas também na questão do Saúde Caixa, nas demissões e fechamentos de agências nos bancos privados e na terceirização que avança com rapidez.

As direções cutistas, quando do anúncio da reestruturação atual, fizeram textos ecoando o discurso do banco que se trataria de uma oportunidade de ascensão para os funcionários. Isso é uma demonstração de sua política aberta de colaboração com os bancos, que no caso dos bancos públicos assume contornos ainda mais explícitos, afinal fazem parte de um mesmo campo político governista.

É necessário exigir a suspensão das remoções forçadas, bem como que as vagas em aberto sejam preenchidas por novos funcionários, começando pela efetivação sem necessidade de concurso de todos os terceirizados que hoje trabalham no Banco do Brasil, e que sejam revertidas as mudanças recentes para os caixas executivos e na Ditec. É na luta unificada de todos os bancos, públicos e privados, e passando por cima das direções pelegas, que se pode reverter os ataques que a categoria vem sofrendo nos últimos anos.

Fonte: Esquerda Diário

Previ, fundo de pensão do BB, tem superávit de R$ 12,5 bilhões em 2025

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A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, fechou o ano de 2025 com superávit de R$ 12,5 bilhões. A entidade registrou rentabilidade acumulada de 16,1%, impulsionada tanto por ganhos na renda variável quanto na fixa.

O índice supera a meta atuarial da entidade, de INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 4,75%, destacou o presidente da Previ, Márcio Chiumento, em entrevista a jornalistas.

O resultado vem como um alívio, após o resultado ruim de 2024, quando o Plano 1, maior linha da Previ, registrou déficit de R$ 3,16 bilhões, após consumir o superávit do ano anterior. O resultado foi atribuído à desvalorização de ativos e à marcação a mercado de títulos.

Já o resultado de 2025 – R$ 15,7 bilhões, dos quais foram subtraídos R$ 3,16 bilhões do déficit de 2024, resultando no superávit R$ 12,5 bilhões – se deveu a rentabilidade da carteira de 16,1%. “Isso reafirma a resiliência de nossos ativos”, disse Chiumento.

Na abertura da carteira, os investimentos de renda variável do Plano 1, maior e mais maduro, alcançaram ganho de 39,6%, seguindo a valorização da Bolsa. Este tipo de alocação representa 22% da carteira do Plano 1. A renda fixa, na qual estão alocados 69,3% dos recursos, atingiu 10,6%.

A divulgação dos resultados de 2025 foi a primeira apresentação de Chiumento à imprensa já no cargo de presidente da Previ. O executivo foi indicado ao cargo em outubro de 2025 para substituir João Fukunaga, que renunciou após desgastes relacionados à sua nomeação, ao déficit de 2024 e às estratégias de investimento da entidade sob sua gestão.

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Chiumento é graduado em direito. Antes de chegar à Presidência da Previ, foi diretor de Participações. Em relação ao resultado da entidade, o executivo reconheceu que houve “desgastes naturais” em 2024, mas ressaltou que a recuperação em 2025 foi “bastante expressiva”.

A Previ não fez nenhum “movimento brusco” em 2025, apenas vendas oportunísticas de alguns ativos. O desinvestimento atingiu 12 empresas, incluindo BRF e Neoenergia, e somou R$ 21 bilhões. “Vale, Petrobras e Banco do Brasil subiram”, comentou o diretor de Investimentos da entidade, Claudio Gonçalves. “Foi quase 40% de rentabilidade no segmento de renda variável.”

Por outro lado, a entidade investiu em NTN-Bs com taxa média de IPCA somada a 7,36%.

Em 2025, a Previ ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões em ativos totais, abrangendo o Plano 1 (R$ 240 bilhões) e o Previ Futuro (R$ 42,1 bilhões), mais novo, que está em fase de acumulação.

Chiumento ressaltou que a Previ alcançou um recorde de pagamento de benefícios, de R$ 17 bilhões, e, com uma carteira sólida de fluxo de pagamentos, não precisou vender ativos para fazer frente aos compromissos. “Esse é um grande diferencial da Previ”, disse Chiumento.

Fonte: CNN Brasil

Previ recebe R$ 4,4 bilhões em dividendos e JCP de grandes empresas em 2025

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A Previ recebeu R$ 4,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio em 2025, com investimentos em Banco do Brasil, Itaú, Itaúsa, Bradesco, Vale, Neoenergia, Petrobras e Tupy, de acordo com balanço da entidade divulgado nesta sexta-feira (13).

Os dividendos e juros sobre capital próprio ajudaram a compor o fluxo de pagamentos da Previ, que é o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

“Tivemos uma saída de R$ 17 bilhões e as nossas entradas foram R$ 16,6 bilhões”, disse o presidente da entidade, Marcio Chiumento.

“Outros R$ 8,1 bilhões vieram de juros e cupons de títulos públicos, R$ 0,9 bilhões nos aluguéis e R$ 3,3 bilhões nas contribuições e outros recursos que somaram o ingresso de R$ 16,6 bilhões”, enumera o executivo.

Fonte: CNN Brasil

Previ passa dos R$ 300 bi e registra pagamento recorde de benefícios

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A Previ encerrou o exercício de 2025 com uma marca histórica que reafirma a robustez do fundo de pensão e sua função social. Os ativos totais sob gestão da entidade atingiram R$ 302,17 bilhões, um patamar recorde impulsionado pelo desempenho do Plano 1 e do Previ Futuro. O crescimento patrimonial veio acompanhado de outro número expressivo: o pagamento de R$ 17 bilhões em benefícios a cerca de 110 mil aposentados e pensionistas, o maior volume anual já registrado em sua trajetória.

Na apresentação de resultados às entidades, evento no qual a ANABB fora representada pelos vice-presidentes Lissane Holanda e Marcel Barros, a governança da Previ demonstrou o resultado, com otimismo.

Resultado superavitário
O Plano 1 reverteu o déficit anterior e encerrou o ano com superávit acumulado de R$ 12,5 bilhões, impulsionado por uma rentabilidade de 16,8%, que superou a meta atuarial de 8,83%. Paralelamente, o Previ Futuro, que recebe as contribuições dos funcionários que ingressaram no Banco do Brasil a partir de 1998, alcançou o marco histórico de R$ 42,1 bilhões em ativos totais, com desempenho positivo em todos os seus perfis de investimento — destaque para o perfil Agressivo, que rendeu 22,38%. Juntos, os planos reafirmam a eficiência da gestão e a segurança no pagamento de benefícios aos associados.

A distribuição dos recursos reflete a maturidade de cada plano. Enquanto no Previ Futuro majoritariamente constam colegas da ativa, o Plano 1, voltado aos associados já em fase de utilização dos recursos, encerrou o ano com R$ 258,2 bilhões.

O desafio da longevidade
Os dados de 2025 revelam um fenômeno demográfico acelerado dentro da base da Previ. A Entidade registrou 175 associados centenários ao final do ano, o que representa um salto de 45% em relação aos 120 contabilizados em 2024. A pirâmide etária da instituição mostra ainda que 4 mil associados possuem entre 90 e 99 anos. Projeções atuariais indicam que, até 2050, a marca de 2 mil centenários será atingida.

Essa mudança no perfil dos participantes exige uma gestão técnica rigorosa para garantir o cumprimento da missão institucional de pagar benefícios a longo prazo. No caso da Capec, que completou 100 anos em 2025, o compromisso de proteção familiar resultou no pagamento de R$ 566,41 milhões a 5.741 beneficiários ao longo do ano.

Modernização operacional e agilidade
Para além dos números bilionários, a Previ investiu na atualização de seus processos de gestão. Uma das principais mudanças foi a conclusão do “Projeto Cotas”, que reformulou a estrutura de investimentos do Previ Família e do Previ Futuro. Desde fevereiro de 2025, os recursos desses planos passaram a ser alocados em fundos exclusivos com estratégias específicas, o que permitiu uma redução drástica no tempo de processamento. Atualmente, o participante consegue visualizar o valor atualizado de suas reservas com uma defasagem de apenas três a cinco dias úteis, garantindo maior transparência e controle sobre o patrimônio individual.

Governança e influência global
A gestão de 2025 também foi marcada pelo endurecimento das regras de governança e pelo protagonismo internacional. A Previ reforçou os critérios de integridade e independência para a escolha de conselheiros em empresas participadas, além de estabelecer diretrizes mais claras para evitar a concentração excessiva de riscos em poucos gestores de mercado. No setor imobiliário, novas regras trouxeram maior objetividade às decisões de desinvestimento.

No cenário externo, a eleição do diretor de Investimentos da Previ, Cláudio Gonçalves, para o Conselho do PRI (Princípios para o Investimento Responsável), marcou o retorno da Entidade ao centro das discussões globais sobre sustentabilidade. Primeira signatária da América Latina a convite da ONU, há duas décadas, a Previ reforça sua identidade ligada aos pilares ambientais, sociais e de governança (ASG).

Os detalhes completos sobre o superávit do Plano 1 e o desempenho do Previ Futuro serão apresentados no Relatório Anual 2025, com publicação prevista para o dia 30 de abril. Os associados já podem conferir as atualizações trimestrais na nova seção “Desempenho dos Planos”, na aba transparência, disponível no portal da Entidade www.previ.com.br.

Fonte: ANABB

Gerente de banco será indenizada por receber 22% a menos que colega homem

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A 11ª turma do TRT da 4ª região proferiu decisão favorável a gerente de agência bancária, reconhecendo a ocorrência de discriminação salarial em razão do gênero. A profissional recebia uma remuneração 22% inferior à de um colega do sexo masculino que exercia a mesma função.

A decisão, tomada por maioria de votos, reformou a sentença inicial que havia julgado o caso improcedente na 12ª vara do Trabalho de Porto Alegre.

Além da determinação de equiparação salarial, com os devidos reflexos em horas extras e intervalos intrajornada, a instituição bancária foi condenada ao pagamento de uma indenização por danos morais, fixada em R$ 10 mil, em virtude da conduta discriminatória.

A relatora do acórdão, juíza convocada Valdete Souto Severo, fundamentou sua decisão nos depoimentos das testemunhas, que comprovaram a identidade de funções entre os gerentes, caracterizando a equiparação salarial e a discriminação de gênero.

A magistrada destacou que a autora da ação e seu colega desempenhavam as mesmas atividades, possuíam o mesmo nível técnico e hierárquico, e apresentavam idêntica produtividade. Ambos atuavam em municípios da mesma região metropolitana, o que, antes da vigência da lei 13.467/17, atendia ao requisito de mesma localidade previsto no art. 461 da CLT.

A juíza Valdete enfatizou a inexistência de justificativa para a disparidade salarial observada, próxima de 22%, e ressaltou que a condição de mulher, por si só, frequentemente acarreta um tratamento diferenciado no ambiente de trabalho.

Ela mencionou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ, que busca sensibilizar o sistema de Justiça para a existência de uma estrutura social que naturaliza o tratamento desigual entre homens e mulheres no âmbito profissional.

“Trata-se de hipótese típica de discriminação de gênero, que deve ser coibida de forma veemente pelo sistema de justiça, pois boicota o propósito constitucional de isonomia e o parâmetro internacional de proteção às mulheres, seja mediante o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 5 da Agenda 2030 da ONU, seja por meio das recomendações e convenções da OIT sobre a matéria, notadamente a Convenção 190 e a Convenção 100, ratificada pelo Brasil em 1957”, declarou a magistrada.

Conforme o acórdão da 11ª turma, o próprio banco empregador apresentou relatório, referente a 2024, que informa que as mulheres em cargo de gerência recebem 72,3% do salário dos homens para idêntica função.

Fonte: Migalhas

BB aposta em carteira de pessoa física para melhorar margem financeira

Publicado em: 12/03/2026

O Banco do Brasil sempre teve um perfil um pouco diferente dos rivais privados, com sua carteira dividida basicamente em três partes iguais entre pessoa física, pessoa jurídica e agronegócio. Isso lhe garantia, inclusive, uma inadimplência média menor que os rivais, já que as operações no agro têm mais garantias. Agora, no entanto, com uma situação conjuntural bem complexa no campo, o banco estatal quer crescer mais em pessoa física, onde vê um melhor retorno ajustado ao risco.

A projeção (“guidance”) do BB é ampliar sua carteira de crédito este ano entre 0,5% e 4,5%, mas com uma boa diferença entre os portfólios. Enquanto em PF a expansão deve ser de 6% a 10%, em PJ deve ficar entre queda de 3% e alta de 1%; e no agro, entre baixa de 2% e crescimento de 2%, isso mesmo em um ano em que se espera uma nova safra recorde.

No fim de 2025, da carteira total expandida de R$ 1,296 trilhão do BB, 27,5% eram de PF; 35,8%, de PJ; e 31,3%, agro. Dentro da carteira para famílias, 31,3% do portfólio do banco está no consignado público, em que já é muito forte. Nos últimos anos, tem expandido também a atuação no consignado INSS, e em meados do ano passado entrou com força no novo consignado privado lançado pelo governo. Só nessa vertical, já originou R$ 13 bilhões.

Recentemente, ao divulgar os resultados do quarto trimestre, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, comentou que o banco quer chegar a uma participação de mercado de 20% no consignado privado. Ela lembrou ainda a aprovação da isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, “que, na prática, aumentou a renda disponível para milhões e milhões de brasileiros” e vai gerar um espaço para uma expansão de até R$ 28 bilhões em limite de crédito no consignado. “A gente vai buscar o ajuste do fluxo financeiro desses clientes ao longo do ano, mas, na expansão do crédito, traz oportunidades muito interessantes”, afirmou.

O vice-presidente financeiro do BB, Geovanne Tobias, afirmou que a instituição terá uma sala VIP exclusiva no terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, que deve começar a operar em maio, e também outra em Brasília. “Ainda estamos avaliando outras localidades.” A novidade faz parte da estratégia do BB para ampliar a carteira de pessoa física, delimitando o público-alvo, inclusive o alta renda. O banco lançou em novembro um novo cartão premium, o Visa Altus Liv, e também reformulou recentemente o segmento de alta renda, chamado BB Estilo.

Expansão em pessoa física deve ser de até 10%; agro pode ficar entre baixa de 2% e avanço de igual magnitude. “Vamos focar em públicos estratégicos, em perfis de clientes que conhecemos”, comentou Tarciana. Tobias lembrou ainda que o banco começou a permitir, no fim do ano passado, que clientes parcelassem as faturas do cartão de crédito que estão em atraso, seguindo o exemplo de outros bancos que já fazem isso.

No início da pandemia de coronavírus, em 2020 e 2021, o BB, assim como os outros grandes bancos incumbentes e os players digitais, acelerou muito a emissão de cartões, e depois viu um aumento da inadimplência, sendo obrigado a rever essa estratégia de conquistar novos relacionamentos no chamado “mar aberto’.

Questionada sobre esse ponto, Tarciana explicou que o banco será mais conservador desta vez, focando em quem já é cliente da base e especialmente no público de alta renda. “No crédito não consignado, que é onde no passado nós tivemos algumas questões, o foco vai ser em públicos estratégicos.” Mas também emendou com um verso de Lulu Santos: “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”.

Sobre a recomposição do caixa do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após os desembolsos em função do caso Master, Tobias afirmou que a antecipação de cinco anos de contribuição ao fundo deve custar cerca de R$ 5 bilhões ao banco. Além disso, a alíquota extraordinária que o FGC deve cobrar custará mais cerca de R$ 450 milhões ao BB por ano. Segundo ele, todo esse contexto vai gerar uma perda de receita financeira para o setor bancário em geral, “e o regulador está ciente disso”. Ainda assim, ele evitou defender publicamente uma redução dos compulsórios. “Isso tem de ser perguntado à Febraban”, limitou-se a dizer.

Fonte: Televendas e Cobrança

Banco do Brasil lança primeira Casa Estilo em Belém, no Pará

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O Banco do Brasil inaugurou no dia 5 de março sua primeira Casa Estilo, em Belém do Pará. O novo espaço apresenta um conceito de ambiente pensado para acolher clientes em diferentes momentos da vida financeira, oferecendo um local funcional, integrado e facilitador de conversas qualificadas. A proposta reforça o compromisso do BB de ser próximo e relevante na vida dos clientes em todos os momentos.

A Casa Estilo foi projetada para fortalecer o relacionamento por meio de atendimento especializado e experiências que evidenciam o cuidado do Banco em cada detalhe. A escolha de Belém conecta o conceito à energia cultural e ao dinamismo econômico da região, onde o BB tem ampliado sua atuação. Em 2024, o lançamento do Hub Financeiro de Bioeconomia aproximou ainda mais o Banco das comunidades locais. Em 2025, a participação do BB na COP30 reforçou a presença institucional na capital. Agora, a chegada da Casa Estilo se integra ao Ponto BB Belém, inaugurado no mesmo dia e voltado à oferta de serviços e soluções em modelo de loja.

“O Banco do Brasil vem aprofundando sua estratégia de relacionamento com o público de alta renda, combinando proximidade, atendimento especializado e soluções que apoiam decisões importantes na vida financeira dos clientes. A Casa Estilo materializa essa proposta em um ambiente pensado para conversas qualificadas, curadoria de soluções e experiências relevantes. Mais do que um espaço físico, ela representa uma nova forma de relacionamento, que integra o melhor do atendimento humano com a conveniência do digital”, afirma Larissa Novais, diretora de Clientes Pessoa Física do Banco do Brasil.

No funcionamento cotidiano, a Casa Estilo se torna um ponto de encontro entre o cliente e o Banco. Ela estimula conversas relevantes, reforça vínculos e mostra que a presença física complementa a experiência digital. Essa visão está alinhada à assinatura “BB Estilo. Viva o seu!”, que incentiva cada pessoa a conduzir sua jornada, com o apoio do BB.

Estratégia Alta Renda e reposicionamento

A Casa Estilo traduz a estratégia do Banco do Brasil para o público de alta renda, que combina proximidade, curadoria e soluções capazes de apoiar decisões relevantes. Para os próximos anos, o Banco projeta ampliar em 25% sua base de clientes deste segmento, fortalecendo o vínculo com quem já integra o Estilo.

Entre os marcos recentes está o cartão Altus Liv, lançado no final de 2025, que ampliou o valor percebido em benefícios e experiências exclusivas.

Os resultados de 2025 mostram a relevância do BB Estilo para o Varejo PF do Banco. Os resultados do ano reforçam a relevância do segmento: crescimento de 6% na base de clientes, avanço de 11% no volume sob gestão, aumento de 20% no faturamento de cartões e alta de 5 pontos no NPS. Esses indicadores confirmam que o modelo está alinhado às necessidades do público e tem capacidade de sustentar crescimento nos próximos anos.

Novas Casas Estilo pelo país

O Banco do Brasil avança na consolidação de um novo formato de relacionamento com clientes de alta renda. Depois da estreia em Belém, a Casa Estilo passa a integrar o planejamento de praças selecionadas pelo banco. Brasília deve receber a próxima unidade, prevista para o primeiro semestre deste ano. No interior paulista, a região de Campinas também está no radar para abrigar uma Casa Estilo, reforçando a proposta de oferecer atendimento altamente especializado em ambientes concebidos para promover proximidade, consultoria qualificada e experiências exclusivas.

Fonte: Banco do Brasil

BB moderniza conectividade de suas agências para impulsionar estratégia fígital

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O Banco do Brasil avança com nova solução de conectividade em suas agências com projeto que já alcança 93% das cerca de 5 mil unidades de atendimento do BB espalhadas por todo o país. Chamado de SD-WAN, o projeto reforça o compromisso do BB em ampliar a qualidade do atendimento ao cliente e fortalecer sua estratégia fígital, a integração entre canais físicos e digitais.

A iniciativa substitui a infraestrutura anterior, marcada por conexões de baixa velocidade em diversos pontos do país, e eleva o patamar tecnológico das unidades físicas de atendimento com banda mínima de 100 Mbps, podendo chegar a 500 Mbps, além de prover infraestrutura com dois links, bem como com dois roteadores em cada agência, reduzindo riscos de indisponibilidade e pontos de falha de conexão.

“A modernização da conectividade das nossas agências é um passo essencial para fortalecer a estratégia fígital do Banco do Brasil. Estamos garantindo que a experiência do cliente seja fluida, integrada e consistente, independentemente do canal de atendimento. A tecnologia passa a ser um facilitador do relacionamento, permitindo mais agilidade, personalização e qualidade no atendimento presencial e digital”, comenta a vice-presidenta de Negócios Digitais e Tecnologia do BB, Marisa Reghini.

A modernização da rede já garante ao BB economia mensal de cerca de R$ 3,8 milhões, com expectativa de esses números mais que dobrarem com o avanço da nova rede. O projeto também desonera os data centers do BB, já que dados destinados à internet passam a ir diretamente para a nuvem, aliviando a infraestrutura central.

Neste contexto, ela ainda ressalta que o BB possui um parque tecnológico robusto e eficiente e atentos aos movimentos do mercado. Ela diz que o BB vem mantendo seu protagonismo tecnológico investindo continuamente em tecnologia e segurança para sustentar o crescimento orgânico, a resiliência operacional e a evolução dos serviços. “Esses investimentos viabilizam avanços relevantes em arquitetura em nuvem, segurança cibernética, modernização de sistemas e escalabilidade das soluções, assegurando confiabilidade, agilidade e flexibilidade às operações do Banco, em linha com as melhores práticas do mercado financeiro. Para se ter uma ideia, desde 2016, esses esforços totalizam R$ 43,7 bilhões em investimentos em tecnologia, sendo R$ 6,8 bilhões destinados somente em 2025”, contextualiza.

Ela ainda destaca que em 2025, mais de 93% das transações realizadas pelos clientes ocorreram por meio de canais digitais, refletindo a preferência crescente por interações simples, seguras e resolutivas. A base de clientes ativos nos canais digitais atingiu 35,8 milhões, enquanto 42,7 milhões de clientes únicos utilizaram ao menos um de nossos canais. O Super App BB consolidou-se como principal ponto de contato digital e plataforma de ecossistema, reunindo serviços financeiros e não financeiros em uma experiência integrada, com elevados índices de satisfação nas principais lojas de aplicativos. Ao longo de 2025, 34,1 milhões de usuários acessaram em algum momento o App BB, evolução de 12% em relação à 2024. Seguimos entre os líderes em satisfação, com notas de 4,7 no Google Play e 4,8 na Apple Store.

Benefícios diretos para clientes e funcionários

A nova conectividade viabiliza melhorias na experiência do cliente, como a redução no tempo de atendimento, integração total com o CRM do Banco, incluindo interações via WhatsApp e canais remotos, melhora da performance de ferramentas de uso interno, aceleração de processos internos e disponibilização de wi-fi para clientes.

A melhoria da rede reduz a sensação de lentidão, com aumento de eficiência e ainda contribui para melhorar o clima organizacional.

Com a nova rede, o BB reitera a importância das agências como pontos de relacionamento e de resolução de questões complexas, um diferencial do Banco do Brasil devido à sua presença em praticamente todos os municípios do país e com sua diversidade de perfis de clientes.

Operação para todo o território nacional

Em cinco meses, o BB implementou a nova solução em 93% de todas as dependências negociais. A previsão é alcançar 100% ainda no primeiro trimestre de 2026, considerando possíveis ajustes pontuais em regiões de difícil acesso. Com a substituição total da antiga rede, o BB elimina gradualmente a dependência de soluções por satélite, que oferecem baixa velocidade e alta latência.

Padrão de qualidade

O projeto SD-WAN garante o mesmo padrão de qualidade de atendimento para todos os clientes que procuram as agências e demais canais para contato. A experiência também ficou melhor para os funcionários em contatos por videoconferência e no uso de soluções de voz e vídeo. “A tecnologia está a serviço do relacionamento, garantindo conveniência, agilidade e qualidade no atendimento, sem abrir mão da nossa presença física em todos os cantos do país”, finaliza Marisa Reghini. Com isso, o BB reforça seu propósito de ser próximo e relevante para as pessoas, em todos os momentos, oferecendo mais conveniência, agilidade e qualidade no atendimento, unindo tecnologia à sua presença física em todo o país.

Fonte: Banco do Brasil

BB é a ação preferida das mulheres que investem na Bolsa; veja ranking

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As mulheres ainda são minoria na Bolsa brasileira. Porém, têm elevado os seus investimentos e já demonstram uma preferência clara quando se trata de ações. Segundo a B3, as mulheres representam 26,7% das pessoas que investem em produtos de renda variável no Brasil, o que inclui ações, FIIS, ETFs e BDRs, por exemplo.

Em fevereiro, por exemplo, elas respondiam por 1,48 milhão dos 5,56 milhões de investidores registrados na B3. A maioria delas têm de 25 a 59 anos de idade (80%) e pertence à região Sudeste (60,2%).
Ainda assim, a participação feminina tem crescido na Bolsa, sobretudo por meio da entrada de investidoras de fora do eixo Rio–São Paulo.

Segundo a B3, o número de mulheres investidores cresceu 83,4% nos últimos cinco anos. E, nos últimos 12 meses, avançou de forma mais rápida que o número total de investidores: 8% contra 5,5%, respectivamente.

Mulheres investem mais que os homens

Embora possam pensar mais antes de entrar na Bolsa, as mulheres costumam investir mais que os homens quando tomam essa decisão. Segundo a B3, cada mulher destina cerca de R$ 3.034 para os seus investimentos. Já entre os homens, esse valor é de R$ 1.716. Por isso, elas já mantêm R$ 164,9 bilhões aplicados na Bolsa.

“Temos percebido que, quando as mulheres decidem ingressar nesse caminho, fazem isso com preparo, cautela e foco em segurança”, afirmou a superintendente de Negócios para Pessoa Física da B3, Christianne Bariquelli.

Os investimentos preferidos das mulheres

As ações são o investimento preferido das mulheres que decidem ampliar em renda variável, mas os FIIs também se destacam nas carteiras femininas. Veja quantas mulheres investem em cada tipo de ativo, segundo a B3:

  • Ações: 1 milhão;
  • FIIs: 813 mil;
  • BDRs: 236 mil;
  • ETFs: 200 mil.

Setor financeiro sai ganhando

Quando se trata de ações, a preferência das mulheres recai sob o segmento financeiro, conhecido pela solidez e alta rentabilidade, além do pagamento recorrente de dividendos. Segundo a B3, 6 das 15 ações que mais têm mulheres investidoras são do setor financeiro. Destaque para Banco do Brasil (BBAS3) e Itaúsa (ITSA4), que contam com mais de 200 mil investidoras cada.

O setor de utilidade pública, que desfruta de contratos de longo prazo e, por isso, oferece previsibilidade de receitas, resiliência a crises e bons dividendos, também se destaca, com quatro ações. A Taesa (TAEE11), por exemplo, já conta com mais de 110 mil investidoras.

As carteiras femininas ainda costumam reservar um espaço para as grandes empresas da Bolsa, como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

Fonte: Investidor 10

Banco do Brasil adota cautela no crédito e foca varejo em 2026

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O Banco do Brasil (BBSA3) reafirmou uma postura mais prudente na gestão de risco e crédito durante reunião recenteda equipe de Relações com Investidores (RI) com analistas, segundo o Banco Safra. O BB adotou padrões de originação mais rígidos e reforçou a disciplina na concessão de crédito, especialmente diante de um início de ano ainda desafiador para o agronegócio.

A diretoria sinalizou um tom conservador para o primeiro semestre de 2026, reconhecendo que os indicadores do crédito rural seguem pressionados. Ainda assim, não foram identificados sinais de deterioração inesperada. A expectativa é de que a visibilidade sobre a trajetória do crédito melhore ao longo do ano, com os dados de inadimplência inicial de abril e maio sendo considerados determinantes para a leitura do ciclo.

Estratégia de provisões antecipa impacto e suaviza resultados

O custo de risco deve permanecer elevado no curto prazo, refletindo uma estratégia mais antecipada de provisões. Segundo o Safra, essa abordagem busca diluir a volatilidade dos resultados ao longo do tempo, mesmo que pressione os números no início do ano.

Fora do agronegócio, o Banco do Brasil mantém uma gestão conservadora das exposições corporativas e vem realocando gradualmente o crescimento para segmentos de varejo com maior spread, com destaque para o crédito consignado privado. Paralelamente, o banco segue avançando na mudança da composição da margem financeira (NII), priorizando receitas mais estáveis e ligadas ao relacionamento com o cliente.

Ajuste no apetite de risco e uso de renegociações

No crédito rural, o BB reconhece um ambiente operacional mais complexo e vem conduzindo um esforço relevante para estabilizar a carteira. O apetite de risco foi recalibrado, com maior seletividade na originação, uso ampliado de colaterais e redução da exposição por cliente.

As renegociações têm sido utilizadas de forma estratégica, principalmente para conter a formação de novos créditos inadimplentes (NPLs) e apoiar os produtores ao longo do ciclo. Como resultado dessa postura mais equilibrada, a administração espera que a carteira de agronegócio permaneça praticamente estável em 2026.

Cerca de 25% da carteira rural teve prazos estendidos por meio de renegociações ou rollovers, medida que deve aliviar a pressão de inadimplência no curto prazo e aumentar a resiliência da carteira ao longo do ano.

Custo de risco ainda pressionado, com melhora esperada no 2º semestre

Apesar da expectativa de custo de crédito elevado no curto prazo — influenciado pelo avanço dos NPLs rurais acima de 90 dias e por exposições reestruturadas do passado —, a administração projeta uma normalização gradual a partir do segundo semestre de 2026.

Indicadores-chave devem surgir no 2T26

O segundo trimestre deve ser decisivo para a leitura do ano. A dinâmica do crédito no agronegócio segue fortemente ligada ao ciclo de caixa do setor, com melhora na qualidade dos ativos ocorrendo, em geral, após a temporada de pagamentos da colheita. Nesse contexto, os indicadores de inadimplência inicial de abril e maio devem oferecer o primeiro sinal relevante sobre a eficácia das medidas adotadas.

A avaliação do banco também incorpora um cenário mais favorável para a safra atual, com condições climáticas neutras e menor preocupação com a volatilidade recente dos custos de insumos, apesar dos riscos geopolíticos.

Fonte: O Especialista Safra