Banco do Brasil “trava” negociações salariais e acende alerta no mercado

Publicado em: 07/08/2026

Em meio à Campanha Nacional dos Bancários, a estatal submete cláusulas de reajuste e PLR às definições do setor privado, acendendo sinal de alerta sobre governança, custos operacionais e clima organizacional.

Principais Pontos

Trava na pauta econômica: O Banco do Brasil (BBAS3) travou os debates sobre reajuste salarial, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e benefícios nas mesas específicas com as entidades representativas.

Condicionamento à Fenaban: A direção da estatal condicionou qualquer avanço nos itens de impacto financeiro aos desfechos das negociações de âmbito geral conduzidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Supervisão do Governo Federal: Por ser uma sociedade de economia mista, o BB atua sob os limites orçamentários fixados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Sinal de alerta na B3: Analistas do mercado financeiro acompanham o encadeamento dos acordos para mensurar a pressão sobre a linha de despesas de pessoal e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco.

As negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Banco do Brasil entraram em uma fase de travamento tático. Durante as reuniões com a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) e demais representações dos funcionários, a gestão da instituição financeira recusou-se a apresentar propostas econômicas próprias, alinhando sua posição ao ritmo das tratativas da mesa geral promovida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A postura de aguardar as definições do setor privado para só então deliberar sobre reajustes salariais, abonos e a fórmula da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) gerou forte insatisfação entre os líderes sindicais. As entidades sustentam que o Banco do Brasil, ao registrar resultados financeiros elevados e ganhos contínuos de rentabilidade, possui margem e autonomia suficientes para conduzir uma negociação condizente com suas peculiaridades operacionais.

A dependência das definições da Fenaban, contudo, reflete uma engrenagem burocrática e regulatória mais ampla. Como empresa estatal de capital aberto controlada pela União, o Banco do Brasil opera sob duplo espartilho: de um lado, as exigências de rentabilidade da B3; de outro, os parâmetros normativos estabelecidos pelo Poder Executivo Federal.

As diretrizes estipuladas pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) impõem teto de gastos e rigor na concessão de reajustes à folha de pagamento de empresas públicas e sociedades de economia mista. Esse arcabouço normativo faz com que a diretoria do banco utilize a negociação da Fenaban como um “piso de referência” para evitar desgastes orçamentários com o Fisco e garantir que qualquer concessão esteja resguardada pelos limites do governo central.

Impacto nos custos operacionais e na percepção do mercado financeiro

Para os investidores que acompanham as ações do Banco do Brasil (BBAS3) na bolsa de valores, o desfecho do embate trabalhista é uma variável de peso no modelo de valoração da companhia. A linha de despesas de pessoal representa uma das maiores fatias do custo operacional fixo dos grandes bancos do país.

A manutenção de um rigor tático nas negociações traz implicações diretas sob duas óticas de mercado:

Controle da Eficiência Operacional: A contenção de reajustes descolados da inflação ou de aumentos expressivos em benefícios fixos preserva o índice de eficiência do banco, indicador em que o BB tem mantido patamares altamente competitivos frente aos pares privados.

Risco de Clima e Paralisações: Por outro lado, a protelação prolongada das decisões econômicas eleva o risco de greves ou paralisações pontuais na rede de agências. A eventual degradação no clima organizacional pode afetar o atendimento, a originação de crédito e a eficiência nas metas operacionais de final de ano.

O nó da PLR e a cobrança por valorização do funcionalismo

Um dos pontos de maior atrito na mesa de negociação envolve o regramento da PLR. Enquanto os bancários exigem o aprimoramento da distribuição do lucro líquido proporcional aos resultados expressivos apresentados no balanço, o banco busca manter previsibilidade orçamentária e mitigar sobressaltos na distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas.

A estratégia do Banco do Brasil de amarrar sua proposta econômica ao veredito dos bancos privados visa neutralizar aumentos acima da média do mercado. As entidades sindicais, no entanto, prometem intensificar a mobilização da base, cobrando da administração da estatal o reconhecimento do papel dos trabalhadores nos indicadores de rentabilidade divulgados ao mercado financeiro.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Empresas dos sonhos para jovens: Google, Banco do Brasil, Itaú e Petrobras lideram ranking

Publicado em: 06/08/2026

O Prêmio Empregabilidade Jovem Rede Bandeirantes e CIEE 2026 revelou quais são as empresas em que os jovens brasileiros mais sonham em trabalhar. A pesquisa, realizada pelo Instituto Locomotiva a pedido do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), aponta que Google, Banco do Brasil, Itaú e Petrobras dividem a liderança entre os entrevistados de 14 a 24 anos.

A premiação também reconheceu empresas e instituições que mais criaram oportunidades para jovens por meio de contratos CLT, programas de aprendizagem e estágios durante o primeiro trimestre de 2026, com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Quais são as empresas dos sonhos para os jovens?

Na categoria “Meu Match Perfeito”, que mede a preferência dos jovens sobre onde gostariam de trabalhar, houve empate técnico entre quatro organizações na primeira colocação:

Google;
Banco do Brasil;
Itaú;
Petrobras.

Na segunda colocação, também com empate técnico, aparecem:

Coca-Cola;
Bradesco;
Caixa Econômica Federal;
Sicoob;
Microsoft;
Mercado Livre;
Santander.

Segundo o levantamento, a escolha considera fatores como reputação, oportunidades de crescimento, inovação, estabilidade e identificação dos jovens com as marcas.

Mercado Livre lidera geração de empregos CLT para jovens

Entre as empresas que mais contrataram jovens com carteira assinada (CLT) no primeiro trimestre de 2026, o destaque nacional foi o Mercado Livre.

O ranking é composto por:

Mercado Livre;
AEC Centro de Contatos S/A;
Almaviva;
Vulcabras;
Atento Brasil S/A;
Teleperformance CRM S.A;
Concentrix Brasil;
Hospital Israelita Albert Einstein;
Grendene S.A.;
LAR Cooperativa Agroindustrial.

Destaques por região

Sudeste: Mercado Livre;
Nordeste: AEC Centro de Contatos S/A;
Centro-Oeste: MBRF S.A.;
Sul: Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata;
Norte: Moto Honda da Amazônia Ltda.

Assaí Atacadista lidera contratação de aprendizes

Na categoria Aprendiz, o destaque nacional ficou com a Sendas Distribuidora S/A (Assaí Atacadista).

As dez primeiras colocadas foram:

Assaí Atacadista;
Arcos Dourados (McDonald’s);
AEC Centro de Contatos S/A;
Seara Alimentos;
MBRF S.A.;
Supermercados BH;
Correios;
Raia Drogasil;
Vale;
SPDM.

Destaques regionais

Sudeste: COMLURB;
Nordeste: Dass Nordeste Calçados;
Centro-Oeste: CAOA Montadora;
Sul: LAR Cooperativa Agroindustrial;
Norte: Vale S.A.

Tribunais lideram oferta de estágios

O levantamento também destacou as instituições que mais abriram vagas de estágio em 2026.

O ranking nacional ficou assim:

Tribunal de Justiça de São Paulo;
Tribunal de Justiça de Minas Gerais;
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro;
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
Itaú Unibanco;
Prefeitura do Recife;
Tribunal de Justiça do Paraná;
Prefeitura de Curitiba;
Defensoria Pública do Estado de São Paulo;
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná.

Destaques por região

Sudeste: Tribunal de Justiça de São Paulo;
Nordeste: Prefeitura do Recife;
Centro-Oeste: INSS;
Sul: Tribunal de Justiça do Paraná;
Norte: Prefeitura de Manaus.
Premiação destaca inclusão produtiva da juventude

Realizado pela Rede Bandeirantes em parceria com o CIEE, o prêmio chegou à quarta edição e, pela primeira vez, contou com participação da Rádio Band.

Durante a cerimônia, representantes das instituições destacaram a importância da inclusão produtiva dos jovens e da geração de oportunidades no mercado de trabalho.

O presidente do Conselho de Administração do CIEE e do Sistema Nacional CIEE, José Augusto Minarelli, ressaltou que oferecer a primeira oportunidade profissional aos jovens contribui para o desenvolvimento social e econômico.

Já o superintendente institucional do CIEE, Rodrigo Dib, afirmou que reconhecer empresas comprometidas com a empregabilidade juvenil fortalece o acesso de milhares de brasileiros ao mercado de trabalho.

O que é o CIEE?

Fundado há 62 anos, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) é considerado a maior organização da América Latina voltada à inclusão produtiva de jovens.

Segundo a instituição, mais de 7 milhões de brasileiros já ingressaram no mercado de trabalho por meio de seus programas de estágio e aprendizagem. Além disso, o CIEE oferece cursos gratuitos de capacitação e desenvolve projetos sociais voltados à formação profissional da juventude.

Fonte: News Rondônia

Autorregulação reforça governança e credibilidade das EFPC, avalia Economus

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A autorregulação tem se consolidado como um dos pilares de governança do sistema de previdência complementar fechada, ao aprofundar o compromisso das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) com a transparência e a gestão responsável dos recursos de terceiros.

Para Flávio A. F. de Medeiros, Diretor de Finanças e Previdência do Economus, esse processo vai muito além do cumprimento de exigências formais. Trata-se de uma camada de segurança essencial em um sistema fundamentado na relação fiduciária, já que a atividade fim das EFPC é administrar e gerir benefícios de terceiros.

Em 2022, o Economus obteve pela primeira vez o Selo de Autorregulação em Investimentos e, mais recentemente, conquistou a renovação da certificação, que tem validade de três anos. Segundo o diretor, o acompanhamento da Abrapp junto às entidades ao longo desse processo contribui diretamente para a melhoria do ambiente institucional, trazendo mais credibilidade ao trabalho realizado pelas EFPC e fortalecendo a sustentabilidade e o equilíbrio financeiro de todo o sistema.

Em entrevista ao Blog Abrapp em Foco, Flávio Medeiros detalha os benefícios do processo, o nível de exigência para obtenção do selo e os próximos passos da entidade em relação à autorregulação.

Confira a entrevista na íntegra:

Blog Abrapp em Foco: Quando foi que o Economus obteve o Selo de Autorregulação em Investimentos pela primeira vez?

Flávio A. F. de Medeiros: A primeira conquista ocorreu em maio de 2022. Esse reconhecimento atestou a qualidade do trabalho do Economus e o nosso compromisso em oferecer as melhores soluções em previdência e saúde. Como a certificação possui validade de três anos, iniciamos um novo ciclo de avaliação e, recentemente, conquistamos a renovação. Esse resultado demonstra a consolidação de uma cultura de aprimoramento contínuo e a manutenção dos elevados padrões de governança adotados pelo Instituto.

Blog: Agora, com a renovação, conte os principais benefícios de passar pelo processo de autorregulação. O que mudou na entidade?

Flávio Medeiros: O processo de autorregulação representa uma importante oportunidade de evolução institucional. Mais do que atender requisitos, ele estimula uma análise criteriosa dos processos, dos controles e das práticas de governança, promovendo maior alinhamento às melhores referências do segmento. Ao longo dos ciclos de certificação, fortalecemos procedimentos, aperfeiçoamos mecanismos de controle e revisamos processos que contribuem para uma gestão cada vez mais transparente, eficiente e segura. Como consequência, ampliamos nossa capacidade de gerar valor para os participantes e reforçamos a confiança depositada na entidade.

Blog: Como você avalia o nível de exigência para obtenção do Selo?

Flávio Medeiros: O nível é alto, mas compatível com o que se espera das entidades de previdência fechada. Durante a renovação, realizamos adequações e aprimoramentos pontuais que contribuíram para fortalecer ainda mais nossas práticas. A renovação do selo demonstra a maturidade dos processos do Economus e nosso compromisso permanente com a excelência na gestão.

Blog: O Economus já obteve o Selo de Autorregulação em Governança Corporativa?

Flávio A. F. de Medeiros: Sim, em novembro de 2023 conquistamos também esse selo. Esse reconhecimento é importante, pois atesta a eficiência do Economus e que nossos parâmetros de governança estão aderentes ao Código de Autorregulação em Governança Corporativa, da Abrapp. A obtenção deste selo, somada à certificação em Governança de Investimentos, reforça nosso compromisso com uma gestão pautada pela transparência, responsabilidade e geração de valor.

Reforço ainda que é de interesse do Economus iniciar, em breve, o processo de renovação desse importante reconhecimento.

Blog: Qual é a importância da autorregulação para o sistema de previdência complementar fechada como um todo?

Flávio Medeiros: A autorregulação é uma camada de governança e segurança crucial, especialmente em um sistema cuja relação fiduciária é tão relevante, já que a atividade fim das EFPC é administrar e gerir benefícios de terceiros. O olhar, o direcionamento e o acompanhamento da Abrapp sob as EFPC nesse processo contribuem muito para a melhoria do ambiente. Dessa forma, trazemos mais credibilidade e confiança ao trabalho que realizamos, fortalecendo a sustentabilidade e o equilíbrio financeiro de todo o sistema.

Fonte: Blog da Abrapp

Economus: diálogo com conselheiros resulta em propostas de melhorias no processo de autorização para exames

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Os conselheiros Rodrigo Leite, Adriana Ferreira e Lucas Lima estiveram reunidos com a diretoria do Economus para apresentar as principais demandas dos associados relacionadas à área de saúde. O ponto central da pauta foram as negativas para exames, motivadas pela falta de justificativa ou informações técnicas nos pedidos médicos encaminhados pelos prestadores.

Durante o encontro, a diretoria do Economus relacionou uma série de medidas que estão sendo implementadas para reduzir esse tipo de ocorrência e melhorar a experiência dos usuários ao longo de todo o processo de autorização.

Comunicação direta com o usuário: o beneficiário passará a receber uma mensagem informativa no aplicativo da Saúde, no momento em que o prestador encaminhar o pedido de autorização ao Economus, permitindo o acompanhamento do processo desde o início.

Implementação de inteligência artificial no registro dos pedidos: um agente de inteligência artificial atuará no processo de inclusão dos pedidos pelos prestadores. A tecnologia tem como objetivo evitar que o processo já comece com falhas, como ausência de código CID ou falta de relatório médico, situações apontadas como as principais causas das negativas.

Melhoria na qualidade das informações apresentadas nas respostas para negativas ou autorizações parciais, para que os usuários compreendam melhor o processo e conheçam as alternativas disponíveis.

Produção de vídeos explicativos: será desenvolvida e publicada uma série de vídeos com orientações aos usuários sobre os procedimentos corretos para solicitação e os prazos de liberação de exames.

Aprimoramento da comunicação entre prestadores e operadora: o Economus se comprometeu a intensificar os esforços para alinhar o fluxo de informações entre os prestadores e a entidade, reduzindo ruídos que hoje impactam diretamente o beneficiário.

“Acompanhamos de perto os indicadores e identificamos que falhas na troca de informações entre os prestadores e o Economus vinham gerando retrabalho e descontentamento evitáveis. A melhora dos fluxos logo na origem do atendimento e a transparência no acompanhamento do pedido atacam a causa raiz do problema, descomplicando o processo e agilizando o atendimento ao participante. Seguiremos vigilantes no acompanhamento dessas ações”, relata Rodrigo Leite, conselheiro fiscal eleito do Economus e diretor executivo da FETEC-CUT/SP.

Acompanhamento contínuo

Durante a reunião, a diretoria do Economus apresentou dados que indicam que o número de negativas de exames é baixo em relação ao total de pedidos analisados diariamente e informou que o tempo médio de autorização está abaixo do prazo máximo definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Também foi anunciada a retomada do atendimento da Policlin, em São José dos Campos. A unidade enfrentava dificuldades devido à falta de médicos pediatras, mas a questão foi solucionada e o atendimento pediátrico voltou a funcionar.

A diretoria do Economus reforçou, ainda, o compromisso com a qualidade no atendimento e orientou que, em caso de dúvidas, os usuários procurem os canais de atendimento da entidade, como a Central Telefônica, a Ouvidoria e o WhatsApp do “Fale com o Presidente”.

Os conselheiros destacaram que continuarão acompanhando de perto a implantação das medidas, com novas reuniões para buscar melhorias que garantam um atendimento cada vez mais ágil e de qualidade aos participantes.

“É importante destacar e valorizar esse canal permanente de diálogo. É por meio dele que conseguimos levar as demandas apresentadas pelos associados, acompanhar de perto o encaminhamento das soluções e cobrar avanços concretos para aperfeiçoar os serviços prestados”, ressalta Adriana Ferreira, conselheira deliberativa eleita do Economus e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Fonte: FETEC-CUT/SP

BB Seguridade: resultado do 2T26, dinâmicas e perspectivas

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Conversamos sobre o resultado do 2T26 da BB Seguridade com Pedro Galdi, analista CNPI do AGF.

Qual a sua avaliação sobre o resultado do 2T26 da BB Seguridade?

O resultado da BB Seguridade veio dentro da expectativa do mercado, que esperava uma pressão por conta do momento do Agro, já que a BB Seguridade atua através do Banco do Brasil. Contudo, o momento ruim do Agro, que está afetando o Banco do Brasil, apareceu na BB Seguridade de uma forma não tão expressiva. Por exemplo, por mais que a receita da Brasilseg, que é a mais representativa, tenha tido uma queda de 6% em relação ao 2T25, passando de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,22 bilhão, esse impacto foi minimizado pela venda de seguros para outros segmentos da economia.

Um ponto que não podemos esquecer é que a Selic elevada é um vetor frustrante para a venda de seguros, pois à medida que pessoas e empresas ficam fragilizadas pelo endividamento, elas deixam de comprar serviços como seguros. Dessa forma, além do impacto causado pela crise do Agro, a Selic elevada tem reduzido a demanda por seguros.

Quais são os principais pontos de análise da BB Seguridade?

Entre os principais vetores de receita da BB Seguridade (seguros, R$ 1,2 bilhão; previdência, R$ 253 milhões; capitalização, R$ 50 milhões, e planos odontológicos, R$ 5 milhões), a receita de previdência teve uma queda de 18,8% em relação ao 2T25. Ocorre que isso não se deve à queda nas vendas do produto, mas sim à redução do resultado financeiro gerado pela marcação a mercado dos títulos públicos e ao aumento do IGP-M em ritmo mais acelerado que o IPCA. No entanto, não há nenhuma surpresa nisso, pois esse impacto se anula no decorrer do ano conforme os indicadores se aproximam. Assim, essa queda foi pontual, e não recorrente.

Além da receita direta, a BB Seguridade teve uma receita de R$ 858 milhões com a distribuição de produtos de terceiros através da sua rede. Esse valor teve uma queda de 3% em relação ao 2T25, mas isso não é muita coisa.

Com isso, o lucro líquido no 2T26 ficou em R$ 2,15 bilhões, com uma queda de 4% em relação ao 2T25, quando havia ficado em 2,24 bilhões. Ou seja, apesar do impacto do Agro, a BB Seguridade conseguiu manter o equilíbrio dos seus números devido ao resultado financeiro, que passou de R$ 6,7 milhões no 2T25 para R$ 59,2 milhões no 2T26. O aumento dessa receita se deve à Selic de dois dígitos, que apesar de inibir a venda de seguros, fortalece o resultado financeiro.

Cabe destacar que a linearidade da BB Seguridade está ajudando o Banco do Brasil a não ficar com um resultado pior, pois por mais que o estrutural do banco seja muito bom, ele está sendo obrigado a provisionar um volume muito maior de PDD.

Qual a sua avaliação sobre o comportamento da ação da BB Seguridade?

Em janeiro e fevereiro, nós tínhamos um cenário econômico que apontava para uma inflação decrescente e a queda da Selic, o que geraria uma demanda maior por seguros, mas aí veio a Guerra do Irã, a inflação aumentou e os juros não caíram da forma como se esperava, o que teve impacto direto na venda de seguros.

Ocorre que o mercado passou a entender que as seguradoras performariam bem mesmo com uma Selic de dois dígitos, pois da mesma forma que elas perdem em cima com a receita, elas ganham embaixo com o resultado financeiro, ou seja, esses papeis passaram a ser vistos como defensivos em um cenário de juros altos. Cabe destacar que em conformidade com o Focus, a Selic vai continuar com dois dígitos em 2027 e 2028.

Como o mercado passou a pagar um prêmio pela BB Seguridade e também pela Caixa Seguridade, elas tiveram um rali tão forte que muitas casas passaram a rever suas recomendações. Independente disso, do ponto de vista de potencialidade, eu continuo muito otimista com as ações da BB Seguridade.

Qual a sua avaliação sobre o valor da ação da BB Seguridade?

Nesse momento, as ações da BB Seguridade estão sendo negociadas pouco acima de R$ 41,50. Para que o investidor possa ser remunerado a 6%, o nosso preço teto projetivo indica R$ 67,37, mas a média das projeções dos analistas indica R$ 37,66. Como a cotação atual bateu o preço justo de muitos analistas, muitos deles passaram a recomendar a venda do papel, o que acabou pressionando a ação.

Qual a sua avaliação sobre os proventos pagos pela BB Seguridade?

A BB Seguridade possui um dos melhores dividendos entre as principais pagadoras de dividendos do mercado. Para este ano, a companhia possui um dividendo por ação projetivo de R$ 4,04. Diga-se de passagem, esse é um belo dividendo. Por exemplo, um investidor que possui mil ações vai receber R$ 4 mil em dividendos. Em termos de dividend yield, isso dá 9,78%, um dos retornos mais altos do mercado. Veja que mesmo depois da alta da ação, a BB Seguridade está pagando quase 10% de dividend yield.

Como você está vendo as perspectivas da BB Seguridade?

Com a Selic a dois dígitos, a tesouraria aproveitando esse momento e o comercial se esforçando para buscar outros segmentos da economia, já que a crise do Agro não vai passar tão rápido, eu vejo a continuidade do atual quadro da BB Seguridade.

Fonte: Monitor Mercantil

BB não apresenta respostas às reivindicações dos trabalhadores

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A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) voltou a se reunir, nesta quarta-feira (5), com o Banco do Brasil, em mais uma rodada de negociações da Campanha Nacional por aumento na remuneração e melhores condições de trabalho.

Os trabalhadores iniciaram a rodada reforçando as principais reivindicações:

  • Cassi: que o banco apresente um plano de custeio, com o aumento da responsabilidade da empresa na sustentabilidade da caixa de assistência.
  • Metas: revisão da gestão por metas, em vista do aumento de reclamações, em todo o país, de trabalhadores com dificuldades de alcaçarem as metas impostas, a ponto de sofrerem prejuízos na remuneração (PLR).
  • Isonomia: igualdade de acesso e atendimento à Cassi e Previ para os funcionários egressos (que ingressaram no banco em razão da incorporação de outras instituições).
  • Previ: novas melhorias na Tabela PIP, para contemplar mais trabalhadores com a valorização da previdência complementar.
  • PCS/PCR: aperfeiçoamento do Programa de Cargos e Salários (também chamado de Programa de Carreira e Remuneração), com foco na revisão de critérios de progressão, valorização do mérito, reajuste de adicionais de função e atualização dos vencimentos do funcionalismo.
    Poucos e sobrecarregados

Os dirigentes sindicais também reforçaram a reivindicação pela abertura de concursos públicos para suprir a falta de funcionários em várias localidades do país. “Filas de atendimento, colegas sobrecarregados de funções e metas, casos de agências fechadas por falta de funcionários para atender clientes. Todos esses foram pontos que colocamos na mesa e que o banco só irá solucionar com a contratação de novos bancários e bancárias por concursos públicos”, cobrou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes.

Os representantes dos trabalhadores registraram que as avaliações ruins de agências com déficit de funcionários acabam recaindo sobre os trabalhadores que, por sua vez, são penalizados financeiramente pelo não atingimento de metas. “Novamente incorremos, neste ponto, à questão de estresse e impactos negativos à saúde física e mental”, completou a dirigente.

O movimento sindical criticou ainda a contratação, por parte do BB, de correspondentes bancários. Isso porque, além de uma forma de terceirização de serviços, a disponibilidade do acesso à carteira de clientes do BB aos correspondentes fragiliza a segurança de dados.

Defesa do BB como banco público

A CEBB também criticou o afastamento do BB de seu papel como banco público. “O Banco do Brasil tem aplicado os juros mais altos no crédito consignado público. Então, além de isso ferir o princípio do papel social do BB, como exigir dos funcionários que batam metas de venda de crédito, oferecendo os juros mais altos?”, questionou Fernanda Lopes.

Devolutivas dos negociadores do BB

Cassi – O banco reconheceu a urgência sobre a questão financeira da caixa de assistência. Declarou que para se alcançar uma “solução definitiva e estruturante” precisará de mais tempo.

Egressos – Sobre a Cassi, não apresentaram avanços, reafirmando que ainda estão na fase de estudos de um modelo de custeio para fraquear o acesso de todos os egressos ao plano de saúde.

Em relação à previdência, também não apresentaram avanços, mas se comprometeram a retomar as mesas específicas, quando irão apresentar propostas de estudos que já desenvolveram para cobrir os egressos.

Metas – O banco se comprometeu a chamar uma mesa específica para apresentar um programa novo, chamado REVISA, onde as unidades teriam a oportunidade de pedir uma revisão, após o recebimento de indicadores.

Cláusulas econômicas e melhores condições de trabalho

Em seguida, os negociadores do BB fizeram uma apresentação na tentativa de provar que existe crescimento de carreira no banco, criticando, também, os pedidos de reajustes de verbas da minuta de reivindicações da categoria.

O movimento sindical rebateu. “A minuta de reivindicações é uma construção democrática e coletiva e que envolve funcionários do país inteiro. O anseio das bases é que o banco traga como respostas propostas de reajustes que valorizam a categoria”, explicou Fernanda Lopes.

Os trabalhadores também exigiram que o banco revise o PCS e o piso. “Na composição do salário hoje, no BB, existe uma verba complementar de função que impede que a remuneração efetiva aumente. Então, conforme o funcionário avança na pontuação de mérito ou na carreira de antiguidade, a verba complementar é reduzida, não trazendo aumento real no salário. E esse formato, simplesmente, transformou o que deveria ser piso em teto”, pontuou o representante da Contraf-CUT na CEBB, Gustavo Tabatinga Jr.

Próxima mesa

Os representantes dos trabalhadores e do BB voltarão a se reunir no dia 14 de agosto. “A data-base se aproxima, então a nossa expectativa é que o banco traga finalmente, no próximo encontro, propostas concretas às nossas reivindicações e que reflitam a responsabilidade da empresa para com a valorização dos funcionários e funcionárias”, concluiu Fernanda Lopes.

Fonte: Contraf_CUT

BB e Pagaleve lançam nova experiencia de crédito para e-commerce

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O Banco do Brasil, em parceria com a fintech Pagaleve, líder em soluções de parcelamento via Pix, lança uma nova experiência de crédito para o e-commerce que integra pagamento e financiamento diretamente na tela de pagamento das lojas virtuais. A novidade nasce da conexão entre o Banco e a startup investida pelo BB Ventures, em mais uma iniciativa alinhada à estratégia de inovação aberta da instituição para gerar valor para os clientes.

A solução vem para transformar a experiência de crédito no ambiente online, combinando conveniência, inovação e uma jornada de contratação mais simples e intuitiva. No momento da compra, ao selecionar a forma de pagamento “Parcelamento via Pix” da Pagaleve, o cliente passa a visualizar de forma simples e integrada as condições de parcelamento disponíveis. E para clientes do Banco do Brasil, são ofertadas opções de financiamento em até 60 vezes, ampliando a capacidade de compra da pessoa física em categorias de maior valor agregado.

A oferta é feita por meio da integração da Pagaleve com o BB Pay, que permite a identificação automática do cliente via API, em tempo real, e o acesso personalizado ao crédito do Banco.

A integração gera valor para as lojas parceiras da Pagaleve ao viabilizar aumento de conversão e impulsionar vendas de tickets mais altos, especialmente em segmentos nos quais o prazo estendido é decisivo para a conclusão da compra. Para o Banco, representa a expansão da distribuição do crédito, de forma sustentável, em ambientes digitais de grande escala. O modelo conecta, em um único fluxo, meios de pagamento, crédito e experiência digital com resposta imediata.

“Estamos avançando na integração entre crédito e meios de pagamento, levando ao cliente uma experiência mais simples, transparente e eficiente no momento da compra. Essa parceria amplia o acesso ao crédito de forma responsável e fortalece a presença do Banco do Brasil no e-commerce digital”, afirma Viviane Silva, executiva de financiamentos do BB.

Disponível em lojas dos segmentos de vestuário, eletroeletrônicos, informática, móveis, eventos, joias, perfumaria, entre outros, a nova solução conjunta reforça o posicionamento do Banco do Brasil na evolução do crédito digital e amplia o alcance comercial da rede da Pagaleve. Para fortalecer a visibilidade da iniciativa e ampliar o engajamento com o público, o Banco do Brasil destaca, no site www.bb.com.br/bbrealiza, algumas lojas parceiras já integradas. Em breve, mais lojas parceiras estarão disponíveis.

Confira como usar o crédito BB em lojas parceiras via Pagaleve

  1. Consulte lojas disponíveis: Acesse o site do BB Crédito Realiza para descobrir as lojas parceiras (www.bb.com.br/bbrealiza, aba “Pagaleve”).
  2. Acesse o site da loja parceira: No site da loja parceira, escolha seus produtos. No momento de finalizar o carrinho de compra, selecione Pagaleve como meio de pagamento.

3.Simule a opção de crédito BB: Na plataforma da Pagaleve, clientes Banco do Brasil visualizam opções de financiamento em até 60 parcelas. Clique em “Simular sem compromisso” para ser direcionado ao App BB.

  1. Confirme a contratação no App BB: Faça login com segurança no aplicativo, selecione Financiar com o BB, confira as condições do crédito e conclua a contratação.
  2. Finalize a compra: Após a confirmação no App BB, você retorna automaticamente à loja. O pagamento é confirmado, a compra é concluída e o lojista segue com o envio do produto.

“O Banco do Brasil já é nosso parceiro há alguns anos, mas agora conseguimos fortalecer ainda mais essa parceria. A iniciativa entre Banco do Brasil e Pagaleve representa mais um avanço importante na oferta de crédito no momento da compra, conectando de forma simples e inteligente o cliente ao financiamento. Um dos desafios de um banco é conseguir oferecer crédito para seu correntista no momento da compra e é exatamente onde nós estamos. Poder proporcionar para o consumidor a possibilidade de utilizar uma linha de crédito que ele já tem disponível em seu banco é uma forma inovadora de conceder crédito, até porque de vez em quando o consumidor sequer sabe disso”, afirma Eduardo Zucareli, responsável pelas áreas Comercial e Operações da Pagaleve.

A Pagaleve é uma startup de meios de pagamento especializada em Parcelamento via Pix. Fundada em 2021, a fintech brasileira atua com soluções de parcelamento no modelo Buy Now, Pay Later e já tem parceria com mais de 10 mil varejistas, oferecendo a possibilidade de milhões de brasileiros parcelarem suas compras via Pix sem juros, além de contar também com parcelamentos mensais e mais longos com foco em ampliar conversão do varejista e aumentar acesso ao consumo.

Fundada em 2021, a Pagaleve é uma fintech brasileira especializada em meios de pagamentos, com soluções focadas em Parcelamento via Pix. A empresa conta com solução de parcelamento com análise de risco instantânea, “transação a transação”, que garante segurança para o lojista e maior acesso ao crédito ao consumidor. Com um modelo de negócios que recebeu o aporte de investidores estratégicos como Banco do Brasil, OIF Ventures, Sun Hung Kai & Co, Endeavor Catalyst, Salesforce Ventures e Founder Collective, a Pagaleve atende grandes nomes do varejo nacional e internacional como SHEIN, Cobasi, Hering, Farm, Reserva, consolidando-se como uma das infraestruturas de pagamento mais eficientes do ecossistema digital brasileiro.

Fonte: Banco do Brasil

BB iniciou contratações da linha Move Brasil – Entregadores e Motoapp

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O Banco do Brasil iniciou no dia 27 de julho a contratação de financiamentos de motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas novas, contribuindo para a renovação da frota, a redução dos custos operacionais e o aumento da produtividade, no âmbito do Move Brasil – Entregadores e Motoapp.

A linha de crédito contempla motociclistas e ciclistas que atuam em plataformas de transporte ou entrega há pelo menos 6 meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas; mototaxistas, motofretistas e outros profissionais com contratos celetistas (CLT) que tenham carteira assinada há, pelo menos, 6 meses na mesma empresa.

É possível financiar 100% dos veículos de duas rodas, com prazo de pagamento de até 48 meses, incluída a carência de 2 meses. As taxas de juros são de 0,90% ao mês para mulheres; e 0,97% ao mês para homens.

A simulação e a contratação do financiamento podem ser realizadas nas agências e no app do BB, propiciando orientação, assessoria financeira, conveniência e comodidade aos clientes.

A solicitação inicial de cadastramento e verificação dos critérios de enquadramento dos profissionais interessados na linha do Move Brasil é realizada na plataforma oficial do programa (gov.br/movebrasil). Em até 5 dias úteis após o cadastro na plataforma, o participante é informado se atende ou não aos requisitos de elegibilidade.

Empresas – Financiamentos para Infraestrutura Sustentável

Além das condições de empréstimos destinadas aos motociclistas, o BB iniciou ainda a contratação no âmbito do Move Brasil Infraestrutura de Recarga. Nessa modalidade, os financiamentos são voltados para empresas que prestam serviços de carregamento de energia, locação de baterias, troca de baterias ou operação de infraestrutura de micromobilidade elétrica.

O limite é de até R$ 70 milhões por empresa, com prazo de pagamento de até 48 meses, incluída a carência de 2 meses, e taxa de juros de 0,98% ao mês. Os principais itens financiáveis passíveis de enquadramento contemplam estações de recarga; equipamentos para troca de baterias; sistemas de locação de baterias e capital de giro associado, de acordo com as especificações estabelecidas na regulamentação.

A relação completa dos bens financiáveis está disponível na lista de bens financiáveis do Move Brasil.

“Ao disponibilizar soluções de financiamento em condições competitivas e adequadas, inclusive considerando o uso de fundos garantidores, o Banco do Brasil reafirma o compromisso com o desenvolvimento sustentável, a inclusão produtiva e a ampliação do acesso ao crédito. Ao apoiar trabalhadores, empreendedores e empresas que integram a cadeia de mobilidade e logística urbana, o BB contribui para a geração de renda, a adoção de tecnologias mais eficientes e o fortalecimento de um ecossistema de mobilidade urbana sustentável em todo o País”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

Move Máquinas Agrícolas: BB inicia contratações com recursos da Finep

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Produtores rurais de todo o país já podem procurar o Banco do Brasil para financiar máquinas, equipamentos e implementos agrícolas inovadores de fabricação nacional por meio da linha Aquisição Inovadora – Programa Move Máquinas Agrícolas. Podem ser financiados até 100% do valor do bem, com limite de até R$ 30 milhões por beneficiário e prazo de pagamento de até 60 meses.

Anunciada durante a Agrishow, a iniciativa busca ampliar o acesso a tecnologias nacionais que contribuam para a modernização da produção agropecuária, o aumento da produtividade e a sustentabilidade no campo. O programa conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e os financiamentos contam com encargos de 7,12% a.a + TR, IOF zero, prazo de até 60 meses e pagamento em parcelas semestrais ou anuais.

“O Banco do Brasil quer ser o principal operador da linha de crédito, colocando sua capilaridade, expertise em crédito rural e proximidade com o produtor a serviço da inovação no campo. Essa iniciativa amplia o acesso a tecnologias nacionais e fortalece a competitividade, a produtividade e a sustentabilidade do agro”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

A linha permanecerá aberta durante a vigência da MP 1.374/26.

Fonte: Banco do Brasil

Gerente do BB lança livro sobre autonomia financeira das mulheres

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A gerente de relacionamento do Banco do Brasil, Patrícia Marins, lançou no dia 31 de julho, na Livraria Circulares, na 714/715 Norte, o livro Entre contas, talentos e sobrevivência – Transforme sua relação com o dinheiro e conquiste a liberdade financeira que você merece.

Para falar sobre o lançamento do livro e outros assuntos, a vice-presidente de Comunicação da ANABB, Sybelle Chagas, recebeu, no dia 30 de julho, as colegas do Banco do Brasil que sã lideranças dos grupos auto organizados: Adê Mire Ribeiro, da Dipes; a autora do livro Patrícia Marins, e Kelly Quirino, assessora da CRM Digital.

Patrícia Marins é formada em Matemática, especialista em finanças descoloniais, idealizadora da comunidade Mulheres Pretas nas Finanças e do podcast Preta Financeira. Sua página no Instagram, Finanças para Mulheres Pretas, reúne 31,3 mil seguidores. No Banco do Brasil, Patrícia exerce uma liderança fundamental no movimento BB Black Power.

“Ver esse livro encontrando tantas pessoas me fortalece e reafirma que vale a pena seguir construindo caminhos por meio da pesquisa, da educação e da transformação”, destacou Patrícia.

A ideia de ajudar mulheres pretas a crescerem financeiramente surgiu durante a pandemia, quando Patrícia participou de grupos de doações, ajudando pessoas, inclusive com apoio financeiro. O trabalho no Banco do Brasil também contribuiu para que a bancária encontrasse um caminho para auxiliar pessoas negras a prosperarem financeiramente.

“No banco, eu via o sorriso no rosto dos clientes negros ao cruzarem a porta e me encontrarem. Essa identificação é poderosa. Levei essa experiência para fora e percebi que mulheres negras com rendas altas sofrem com sentimento de culpa e de não pertencimento. Muitas vezes, o consumo de bens de luxo é uma tentativa de parecer igual para ser aceita. O meu trabalho é mostrar que o pertencimento vem da autonomia financeira, e não apenas da posse de um objeto”, explicou.

Ao longo das páginas do livro, Patrícia Marins compartilha experiências reais, reflexões sobre comportamento financeiro, histórias de mulheres negras e caminhos possíveis para construir a prosperidade sem abrir mão da própria identidade. Com uma escrita acessível, direta e humana, a obra conecta educação financeira, autoestima, ancestralidade e consciência social.

Fonte: ANABB

BB da Avenida da Integração em Petrolina encerra serviço de caixas eletrônicos

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As atividades da bateria de caixas da agência do Banco do Brasil, localizada na Avenida da Integração, em Petrolina, serão encerradas a partir do dia 18 de agosto, de acordo com informações do Sindicato dos Bancários de Petrolina e região. O encerramento das atividades de autoatendimento presencial do banco é visto como prejudicial pelo sindicato, que tem realizado protestos contrários à decisão do banco.

Em entrevista ao link Nossa Voz, o presidente do sindicato, Augusto Ribeiro, afirmou que a decisão pode prejudicar trabalhadores e clientes, especialmente aqueles que dependem dos serviços presenciais.

“Isso prejudica, sobremaneira, a clientela na questão do atendimento bancário diretamente na bateria. Fora isso, ainda tem a diminuição da das comissões, os cargos e também o próprio emprego. É diminuído o espaço para nossa categoria”, afirmou o presidente.

Ainda de acordo com Ribeiro, o fechamento dos caixas eletrônicos direciona os clientes ao uso de aplicativos o que, para ele, torna o atendimento inacessível para muitas pessoas.

“Cada vez mais prejudicando o atendimento, jogando todo mundo para aplicativos. Nem todo mundo sabe mexer com aplicativo. Até eu mesmo não sei mexer com aplicativo e joga toda essa população e clientes bancários para uma situação de dificuldade cada vez maior”.

Augusto Ribeiro destacou que essa também uma realidade em bancos privados de Petrolina, como Itaú e Bradesco que, segundo ele, recentemente, também encerraram seus serviços de caixa eletrônico de autoatendimento.

“Isso já está acontecendo aqui dentro da nossa cidade, com o Banco Itaú, com o Banco Bradesco. Então, o Itaú vizinho à prefeitura, já é uma agência de negócio, já não tem também bateria e também não tem caixas. Aqui no Bradesco da Souza Filho a gente chama a agência 1122, ela também é uma agência de negócio. Ela tinha três caixas e uma tesoura, uma tesouraria. Hoje não tem nem tesouraria nem caixa. Então, cada vez mais, prejudicando um bom atendimento, dificultando o relacionamento banco-cliente, os usuários e clientes bancários”, informou.

O presidente do sindicato elencou uma série de caixas eletrônicos de outros bancos, os chamados pubs, que teve o atendimento encerrado em Petrolina.

“Na Justiça Federal tinha um pub da Caixa Econômica já fechou. Na GRE tinha um pub do Bradesco fechou. No 5º BPM tinha um pub do Bradesco também fechou. Só trazendo constrangimento e diminuindo o atendimento ao público de de forma presencial”, disse.

Encerramento de serviços também é realidade em outros municípios

O presidente do Sindicato dos Bancários de Petrolina e região também ressaltou sobre o encerramento de serviços de caixas eletrônicos de autoatendimento em municípios vizinhos como Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande e Afrânio. Segundo ele, a situação tem gerado um movimento maior de busca por serviços na agência central de Petrolina.

“Para vocês terem uma ideia, a agência Santa Maria, a agência Lagoa Grande, essas duas agências fecharam. A agência de Afrânio. Todos esses clientes dessas agências estão centralizados aqui na Dom Vital com um atendimento de um caixa só, um caixa para todo mundo. Então, no final e começo de mês, nós temos o pagamento de aposentados e pensionistas e traz uma dificuldade para atender esse público que dá dinheiro ao banco”, disse.

Sindicato busca negociação

Augusto Ribeiro informou que o Sindicato dos Bancários tem discutido o cenário em mesas de negociação da categoria, considerando que a situação recai, diretamente, sobre a manutenção de empregos nas agências.

“A gente está em mesa negociando exatamente a manutenção do emprego. A gente está com dificuldade. A gente quer que o cliente seja bem atendido. E aí quando a gente diminui um caixa, diminui uma uma bateria ou uma agência deixa de atender, há uma demanda reprimida para ser atendido em outra agência e aí sobrecarrega os colegas da outra unidade”, explicou.

Segundo ele, a negociação do sindicato ocorre em âmbito nacional junto à Federação Bancária do Brasil (Febraban), cobrando de todos os bancos a manutenção das agências. Além disso, Augusto Ribeiro destacou sobre a realização de manifestações.

“A gente fez no dia 28 uma manifestação nacional, reclamando é esse fechamento de unidades, esse fechamento de baterias de caixa, essa reestruturação que os bancos estão fazendo, notadamente, nos bancos federais que prejudica sobremaneira a nossa categoria”, afirmou.

O que diz o Banco do Brasil

Em nota enviada ao blog Nossa Voz, o Banco do Brasil disse que a Agência do Banco do Brasil está passando por um “processo de Centralização de Caixa, que prevê a desativação do atendimento presencial de caixa”.

O Banco informou que o atendimento negocial e a Sala de Autoatendimento (SAA) permanecem com operação normal, com terminais de autoatendimento disponíveis e orientou que os clientes que necessitarem de atendimento presencial de caixa devem se dirigir à agência 0963, localizada no centro de Petrolina. “Além desta, os clientes podem encontrar atendimento nas agências 0069, Juazeiro, ou 5749, Rio São Francisco, que também ficam na região”, disse a nota.

Na nota, o Banco do Brasil informou ainda que, de forma alternativa, os clientes também contam com atendimento via App, Internet Banking, Correspondentes Bancários e Central de Relacionamento pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 729 0001 (demais localidades).

A redação do blog Nossa Voz também entrou em contato a Tecban, responsável pela gestão de caixas eletrônicos/bancos 24Horas e aguarda retorno.

Fonte: Blog Nossa Voz

Nubank, Itaú, Bradesco e BB lideram ranking de IA entre bancos da América Latina

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O Brasil é sede de sete das 20 instituições avaliadas pelo levantamento. O BTG Pactual aparece na sétima colocação, enquanto a Caixa Econômica Federal vem em 12.° lugar e o Banco Safra, em 17.°.

Segundo a pesquisa, o Nubank se destaca por ter uma das maiores concentrações de profissionais especializados em IA. Mais de 5% da força de trabalho da fintech atua em funções relacionadas a essa tecnologia, cerca de três vezes acima da média dos demais bancos da região.

O modelo conhecido como “Nuformer”, por exemplo, ajuda na modelagem de risco e concessão de crédito. A solução reduziu o risco de crédito em 70% em comparação aos modelos anteriores, lembra o levantamento.

“Há anos tratamos a IA como uma infraestrutura estratégica, incorporando-a à forma como desenvolvemos produtos, atendemos nossos clientes e operamos o negócio”, afirmou o diretor de tecnologia (CTO) do Nubank, Eric Young.

Na segunda posição, o Itaú tem o maior número absoluto de profissionais de IA entre os bancos avaliados. Também mobiliza investimentos em governança e mecanismos de controles voltados ao uso responsável da IA, ainda conforme o estudo.

O Bradesco, por sua vez, tem fortalecido capacidades tecnológicas internas e ampliado o uso de IA por meio de iniciativas como a plataforma Bridge e os assistentes BIA, ressalta a publicação. Iniciativas de análise de análise de crédito apoiadas por IA já contribuíram com mais de R$ 1 bilhão em receita adicional para o banco, segundo o relatório.

Já o Banco do Brasil, em quarto, tinha mais de 2 mil soluções de IA em produção até o primeiro trimestre, incluindo modelos de machine learning, IA generativa e agentes autonômos.

Confira a lista do Evident AI Index for Banks in Latin America:

Nubank
Itaú Unibanco (Brasil);
Banco Bradesco (Brasil);
Banco do Brasil (Brasil);
Credicorp (BCP) (Peru);
Bancolombia (Colômbia);
BTG Pactual (Brasil);
Intercorp (Interbank) (Peru);
Banco de Crédito e Inversiones (Chile);
Banorte (México);
Grupo Financiero Galicia (Argentina);
Caixa Econômica Federal (Brasil);
Banco Davivienda (Colômbia);
Banco de Bogotá (Colômbia);
Banco de Chile (Chile);
BAC (Costa Rica);
Banco Safra (Brasil);
Banco Pichincha (Equador);
Banco de la Nación Argentina (Argentina);
Banco del Estado de Chile (Chile).

Fonte: Sindicato dos Bancários de Cascavel

Diante dos lucros, bancários cobram aumento real para salários e demais verbas

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Foi realizada no dia 30 de julho a quinta mesa de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários – que representa bancários de todo o Brasil, de bancos públicos e privados, nas tratativas da Campanha Nacional da categoria – e a Fenaban (federação dos bancos).

A extenuante negociação desta quinta teve como tema Remuneração e Cláusulas Econômicas, mas também contou com o retorno da Fenaban sobre pontos da última negociação, quando foram debatidas questões sobre saúde e condições de trabalho (leia abaixo).

“O setor bancário segue como um dos mais lucrativos e com o maior acúmulo de patrimônio líquido do país. Em 2025, os cinco maiores bancos tiveram lucro de R$ 124 bilhões. Somente no 1º trimestre deste ano, os lucros atingiram R$ 29,8 bilhões. Em relação ao patrimônio líquido, no ano passado o setor bancário registrou o montante de R$ 1,2 trilhão, valor 25 vezes maior do que a soma dos dois setores mais rentáveis do país, em 2025, que foram eletroeletrônica e mecânica, que, juntos, apresentaram patrimônio líquido de R$ 48 bilhões”, pontua Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

“Os bancos possuem total capacidade de atender nossas reivindicações e valorizar os trabalhadores que constroem seus resultados com aumento real”, acrescenta.

Aumento real é prioridade

Na Consulta Nacional dos Bancários 2026, que ouviu mais de 54 mil bancários, o aumento real, acima da inflação, foi apontado como a principal prioridade da categoria, citado por 93% dos respondentes. Em seguida, aparece o aumento da PLR, com 63%, e o reajuste maior no vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA), com 51%.

Entre outros pontos relacionados com as cláusulas econômicas, os bancários reivindicam 5% de aumento real (reposição da inflação mais 5% de reajuste) para salários e demais verbas; aumento no piso salarial da categoria, de forma que alcance o salário mínimo ideal calculado pelo Dieese (R$ 7.999,44); piso para a área de TI; aumento maior para VA e VR; e valorização da PLR.

“Os bancos cobrem com folga sua despesa com pessoal apenas com a receita com tarifas, uma receita secundária. Por isso, é justo que compartilhem seus lucros com quem efetivamente contribui para esses resultados. Além disso, os números evidenciam uma enorme desigualdade: de acordo com os Formulários de Referência enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a remuneração média anual dos integrantes da diretoria estatutária de quatro dos maiores bancos do país alcança R$ 10,3 milhões por executivo. Esse valor equivale a cerca de 120 vezes a remuneração anual total de um escriturário”, destaca Neiva Ribeiro.

Após ouvir os dados apresentados pela representação dos bancários (veja abaixo) e as reivindicações da categoria, a Fenaban informou que irá analisar as propostas apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários e apresentar um retorno nas próximas rodadas de negociação.

Banqueiros podem pagar

Os dados apresentados pelo Comando Nacional dos Bancários na mesa de negociação mostram, de forma inequívoca, que os banqueiros possuem todas as condições para atender às reivindicações da categoria:

  • Entre 2003 e 2025, o lucro líquido dos maiores bancos brasileiros cresceu 178% acima da inflação;
  • Após a pandemia, entre 2020 e 2025, a variação real do lucro no setor bancário apresentou grande crescimento: 61% nos bancos privados, 10% nos bancos públicos; 1.580% nos bancos digitais;
  • Em 2025, os cinco maiores bancos tiveram lucro de R$ 124 bilhões;
  • A rentabilidade média dos bancos, desde 2003, fica invariavelmente muito acima da inflação. Mesmo após a pandemia, a rentabilidade média ficou três vezes acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo);
  • A taxa de juros reais, diferença entre a taxa de juros e a inflação, no Brasil, é uma das maiores do mundo. Portanto, análises que envolvam comparação de rentabilidade dos bancos com a taxa de juros Selic devem levar em conta a especificidade brasileira. Mesmo com a Selic em patamar muito elevado (média de 14,33% em 2025), a ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) média dos bancos supera a taxa. Após a pandemia, ficou, em média, 2,3 vezes acima e, desde 2022, está 1,2 vezes acima;
  • O Patrimônio Líquido (PL) somado dos dois setores mais rentáveis que os bancos, em 2025, somou R$ 48 bilhões. O PL do setor bancário foi de cerca de R$ 1,2 trilhão, ou seja, 25 vezes maior.

Bancários precisam ser valorizados

Além dos dados econômicos, o Comando Nacional apresentou dados referentes à trajetória da remuneração da categoria, que comprovam a necessidade de valorização dos trabalhadores:

  • Redução do emprego na categoria levou a uma queda na massa salarial real de 17% desde 2014 e de 2% no ano passado, o que corresponde a uma perda de R$ 1 bilhão por mês para os trabalhadores;
  • Entre 2019 e 2025, as despesas de pessoal (salário, PLR, VA/VR e outros itens de remuneração) nos bancos caíram 15%. Separando a PLR dessa conta, a queda foi ainda maior: 17%;
  • Em 2025, a cobertura das despesas com pessoal com a receita com tarifas dos cinco maiores bancos, uma receita secundária, foi de 123%. Ou seja, com o que cobraram dos clientes, os bancos pagam toda a despesa de pessoal, inclusive PLR, com sobra equivalente a 23%. Quando retirada a PLR da conta, essa cobertura sobe para 142%;
  • A média da remuneração per capita anual de um diretor estatutário de banco é de R$ 10,3 milhões, 120 vezes maior que a remuneração anual da função de escriturário, incluindo salários, 13º, férias, VA, VR e PLR;
  • Desde 1997, a PLR de caixa teve aumento real de 140%. No mesmo período, o crescimento real do lucro dos bancos foi de 360%, 2,6 vezes maior que o valor da PLR;
  • Ainda que a CCT preveja a possibilidade de distribuir até 15% do lucro líquido, os grandes bancos privados distribuem, em média, um percentual bem menor: 5,9%;
  • A inflação estimada para a data-base da categoria bancária de 2026 é de 4,39%. Para retomar a mesma relação observada em setembro de 2019 (1,34 vezes) do vale-alimentação em relação ao valor da cesta básica, seria necessário um reajuste de cerca de 40%. Ou seja, dos atuais R$ 924,47 para R$ 1.293,73;
  • Em cinco municípios (São Paulo, Brasília, Osasco, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), que juntos somam 50% da categoria bancária, o preço médio da refeição é superior ao vale-refeição atual de R$ 53,33/dia dos bancários.

Retorno sobre a mesa de Saúde e Condições de Trabalho

Na mesa de negociação desta quinta, a Fenaban também deu retorno das reivindicações do Comando Nacional dos Bancários sobre saúde e condições de trabalho, apresentadas na negociação de 21 de julho. Porém, também trouxe para a mesa pontos que representam ataques aos direitos, rechaçados pela representação dos trabalhadores.

Embora os bancos representem apenas 0,7% do estoque de empregos do país, foram responsáveis por 2,8% do total de afastamentos acidentários registrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2024.

Quando considerados apenas transtornos mentais e comportamentais, os bancos múltiplos lideraram o ranking de atividades com maior número de afastamentos acidentários por saúde mental, com 1.946 registros, e ficaram na quinta posição nos afastamentos previdenciários, com 8.345 ocorrências.

Entre as reivindicações para enfrentar o atual cenário de adoecimento da categoria, os bancários cobram a participação da representação dos trabalhadores na elaboração, implementação e acompanhamento do plano de gerenciamento dos riscos psicossociais (PGR), incluindo o mapeamento dos fatores de risco e a definição de ações de prevenção e combate ao assédio moral, conforme determina a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).

Por sua vez, a Fenaban sinalizou disposição para debater periodicamente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) nas Comissões de Organização dos Empregados (COEs) e na mesa nacional de negociação. “Consideramos um avanço e esperamos que estes debates resultem em medidas para prevenir o adoecimento”, avalia Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

Entretanto, a Fenaban argumentou também que os dados referentes à saúde dos trabalhadores estariam sendo impactados por uma maior facilidade de obtenção de atestados médicos, aumento no número de profissionais de saúde e ausência de perícia pelo INSS para concessão de afastamentos. Os banqueiros também criticaram os dados da plataforma Smartlab.

“O adoecimento da nossa categoria não pode ser atribuído à maior facilidade de acesso a serviços e atestados médicos, mas sim ao modelo de gestão dos bancos, marcado por metas abusivas, pressão por resultados, assédio e sobrecarga. Reforçamos nossas reivindicações, deixando claro que o debate sobre a saúde dos trabalhadores deve ser focado na prevenção e na melhoria das condições de trabalho, e não colocando em xeque atestados médicos e afastamentos”, enfatiza Neiva Ribeiro.

“Não compactuamos com fraudes. Também não podemos pautar o debate a partir de má-fé, seja de alguns médicos ou de trabalhadores. Entidades internacionais, como a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a OMS (Organização Mundial da Saúde), e nacionais, como o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho, afirmam que a sobrecarga no trabalho está diretamente relacionada ao adoecimento mental dos trabalhadores”, completa Juvandia Moreira.

A Fenaban solicitou ainda a revisão da Cláusula 29 da CCT, que trata da complementação do benefício por incapacidade temporária, de natureza previdenciária ou acidentária. Os banqueiros colocaram como proposta que o médico do trabalho dos bancos possa avaliar, a cada 45 dias, a continuidade do direito à complementação.

O Comando Nacional dos Bancários ressaltou, no entanto, que repudia qualquer alteração que possa resultar em restrição de direitos ou prejuízos aos trabalhadores. Por sua vez, diante da reação do Comando, a Fenaban recuou da proposta sobre a Cláusula 29, mas o debate sobre saúde e condições de trabalho será retomado nas próximas negociações.

Mesa única

Ao final da negociação, o Comando Nacional dos Bancários reforçou a defesa da mesa única de negociação, que reúne bancários de bancos públicos e privados. “A categoria se manifestou em todo o país na defesa da nossa mesa única de negociação. Não vamos permitir que avance qualquer tentativa de divisão da força da nossa unidade”, destaca a presidenta do Sindicato.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Associados aprovam alterações no Estatuto Social do Instituto ANABB

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O Instituto ANABB aprovou, em Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada na tarde desta terça-feira (4 de agosto), na sede da entidade, em Brasília (DF), a proposta de alteração do Estatuto Social, adequando e atualizando disposições relacionadas à estrutura, ao funcionamento e às competências da Diretoria Executiva e dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, além de aspectos operacionais do Instituto.

Foram convocados à AGO pelo presidente do Conselho Deliberativo, Valmir Camilo, os associados em pleno gozo de seus direitos estatutários, ou seus representantes legais. A reforma estatutária foi aprovada por unanimidade entre os associados presentes.

O Instituto é responsável pela implementação das ações de responsabilidade social da ANABB, cujo vínculo é de instituidora e atual mantenedora da entidade, desenvolvendo iniciativas voltadas a comunidades em situação de vulnerabilidade e risco social.

Fonte: ANABB