BB reposiciona segmento Estilo e projeta ampliação de base em 25% nos próximos cinco anos

Publicado em: 23/10/2025

O Banco do Brasil o reposicionamento do segmento Estilo, voltado ao público de alta renda, com uma proposta que une sofisticação, brasilidade, escuta ativa e diversas entregas de valor a seus clientes. A iniciativa reforça o compromisso do BB com a excelência no relacionamento bancário e com a inclusão de experiências personalizadas na jornada dos clientes, bem como um novo posicionamento da marca.

O BB Estilo tem mais de duas décadas de atuação no segmento de alta renda, a maior rede de atendimento do Brasil e o único presente em todas as capitais do país. O segmento se destaca pela fidelização, satisfação, forte potencial de geração de resultados, NPS na zona de qualidade e os clientes mais engajados com a plataforma de benefícios do Banco.

A transformação da marca foi construída com base em escuta ativa e cocriação com clientes, em encontros realizados em todo o país. A nova identidade reflete atributos como sofisticação, personalização, proximidade e excelência, conectando o BB às atuais aspirações de um público exigente e em constante evolução. A nova marca BB Estilo apresenta um banco completo, que une status, benefícios relevantes e experiência integrada, tanto no ambiente físico quanto no digital.

Além disso, reflete os desejos dos clientes por exclusividade, conveniência e valor agregado. Trata-se de uma evolução estratégica, com linguagem contemporânea, experiências relevantes e canais integrados. “Essa renovação fortalece o posicionamento do BB como referência em relacionamento bancário de alto padrão, alinhado às melhores práticas globais e à ambição de ampliar sua presença no mercado de alta renda”, comenta Larissa Novais, diretora de clientes PF do Banco do Brasil.

A estratégia renovada do segmento Estilo projeta um salto de desempenho para os próximos cinco anos, com expectativa de ampliar a base de clientes em 25%, garantindo o crescimento sustentável da receita e rentabilidade imediata. Trata-se de um perfil de clientes com inadimplência controlada, baixo risco de crédito e elevado potencial para investimentos, o que contribui para a geração de spread e o aumento das receitas financeiras. O novo posicionamento foca em capturar esse potencial por meio de ações que elevem os ativos sob gestão e incrementem o saldo da carteira de crédito e faturamento em cartões, preservando a solidez do risco creditício

Estes resultados refletem a robustez do novo posicionamento e o compromisso com a excelência, a inovação e a geração de valor sustentável para clientes, acionistas e parceiros de negócios.

O novo posicionamento do BB Estilo reafirma o papel do Banco do Brasil como referência em relacionamento bancário, com atuação que valoriza a brasilidade, a inovação e o relacionamento humano como pilares de diferenciação.

A estratégia para o novo posicionamento Estilo prevê entregas escaláveis até o final de 2025, com destaque para:

  • Casa Estilo, um novo conceito de ambiência para acolher o cliente em momentos cotidianos e decisivos, com inauguração da primeira prevista em Belém;
  • Novo cartão Estilo com design e funcionalidades alinhadas ao perfil global do cliente;
  • App BB Estilo com jornada digital personalizada, funcionalidades exclusivas e integração do portfólio;
  • Programa de formação Estilo, focado em upskilling e reskilling dos profissionais para atuação consultiva e especializada no atendimento ao cliente;
  • Campanha publicitária e novo merchandising.

Foco na atuação com clientes investidores

O BB lançou e segue expandindo o modelo High Estilo, que oferece assessoria ainda mais próxima e proativa para investidores com saldo acima de R$ 1 milhão e reflete um aprimoramento da proposta de valor da instituição ao integrar assessoria proativa, soluções on e offshore, benefícios exclusivos e experiências personalizadas. O modelo está presente em dez cidades e até o final do ano chegará a 23.

A ambição do Banco é ampliar o market share no segmento Estilo com clientes investidores e consolidar a marca como referência em gestão patrimonial de excelência, trazendo uma proposta de valor que alia assessoria personalizada, integração de portfólio e acesso a benefícios exclusivos.

“A expansão do High Estilo reforça o posicionamento do Banco do Brasil no mercado de clientes investidores, com uma abordagem que combina sofisticação, excelência no atendimento e proximidade no relacionamento”, afirma Larissa Novais.

Estratégia offshore

O Banco do Brasil avança na construção de um ecossistema offshore robusto, integrado e centrado na jornada do cliente. A iniciativa contempla a atuação conjunta de suas coligadas internacionais (BB Américas, BB Portugal e BB Securities LLC), com o objetivo de ampliar o portfólio de soluções financeiras e de investimentos para brasileiros no exterior e clientes Estilo com perfil global.

Com o BB Américas, nossos clientes realizam operações bancárias internacionais diretamente pelo app BB, tais como abertura de conta, extrato de transações, ativação e alteração de senha do cartão e emissão de documentos fiscais.

Já a BB Securities LLC oferece acesso direto ao mercado de capitais americano, com produtos como ações, ETFs, bonds e fundos globais.

Fonte: Banco do Brasil

Estilo repaginado: os planos do Banco do Brasil para conquistar novos clientes endinheirados

Publicado em: 02/10/2025

Depois de mais de 20 anos atendendo o público de alta renda por meio da bandeira Estilo, o Banco do Brasil (BBAS3) decidiu remodelar a estratégia para conquistar novos clientes endinheirados. Em entrevista ao Seu Dinheiro, a diretora de clientes Pessoa Física do BB, Larissa Novais, revelou que o objetivo é capturar a nova onda de milionários do país.

“Entendemos que o crescimento do público de alta renda no Brasil é uma oportunidade para ampliarmos nosso alcance”, afirmou Novais.

“É um mercado muito concorrido e rentável. Como temos a maior base, a oportunidade está em nos especializarmos cada vez mais para entregar nossa proposta de valor, tanto para o público interno quanto na prospecção”, acrescentou a executiva.

Durante encontro com investidores nos últimos dias, a CEO do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou que “ter a prerrogativa de ser o banco dos servidores públicos traz ao BB uma vantagem competitiva muito grande em alta renda, mas o banco quer mais”.

“Para o futuro, e esse futuro é agora, teremos uma repaginada da marca Estilo. Teremos novos segmentos, e uma expansão da rede especializada Agro para atender esse cliente. Em 2025, trabalharemos focados no crescimento da carteira de pessoa física e, em 2026, no segmento de alta renda de forma bem mais estruturada”, disse a CEO.

O lançamento oficial da nova estratégia do Banco do Brasil deve acontecer entre outubro e novembro, mas o Seu Dinheiro já teve acesso a algumas das novidades previstas para as próximas semanas.

O pilar central dessa nova fase será a criação do “High Estilo”, uma nova camada de especialização dentro do já consolidado segmento Estilo, voltada para clientes com mais de R$ 1 milhão investidos no banco. Para o Estilo, o acesso se dá com renda a partir de R$ 15 mil ou R$ 200 mil em investimentos.

A proposta é oferecer um atendimento ainda mais exclusivo, com um número menor de clientes por gerente. O modelo prevê uma assessoria dupla: um gerente de banking para o dia a dia da conta-corrente e um gerente especializado exclusivamente em investimentos, focado em assessoria.

Hoje, o High Estilo já está presente, de forma piloto, em 10 cidades, e a expectativa é encerrar o ano com presença em 23 cidades.

Banco do Brasil (BBAS3) quer crescer em alta renda até 2029

Os novos planos do Banco do Brasil (BBAS3) para o público de alta renda são de longo prazo, com o efeito completo previsto para os próximos cinco anos. Porém, a diretora prevê que já será possível ver resultados mais sólidos na estratégia a partir do primeiro trimestre de 2026.

A meta com a reestruturação é ambiciosa: ampliar a base de clientes Estilo em 25% até o final de 2029 e aumentar a margem de contribuição do segmento em mais de 70%.

Atualmente, o público de alta renda já representa mais da metade da margem de contribuição do segmento de varejo do Banco do Brasil. Apenas para o novo segmento High Estilo, a instituição projeta encerrar o ano com 140 mil clientes.

Fontes do mercado afirmam que o número de clientes Estilo do Banco do Brasil, considerando também os clientes tombados para o High, poderia passar dos 2,5 milhões nos próximos cinco anos.

De acordo com a diretora do BB, uma parte do crescimento virá da atual base de clientes, com ampliação dos negócios com o banco por meio da maior especialização. Já a outra parte deve vir da prospecção de novos clientes no mercado, com gerentes especializados em busca dos novos milionários.

“A especialização nos permite captar mais clientes e realizar uma prospecção maior”, afirmou a diretora do BB. “No ano que vem, teremos uma estratégia de expansão bem arrojada.”

Embora o timing da mudança de estratégia chame atenção — em um momento em que o BB apresenta alta inadimplência, provisões elevadas e deterioração da carteira de crédito —, a diretora afirma que a repaginada no Estilo não foi uma resposta aos recentes problemas no balanço do banco.

“A estratégia já estava planejada para este ano, não foi antecipada. Começamos um piloto com 10 mil clientes no final do ano passado e expandimos em 2025. Mas, obviamente, capturamos mais valor com esse movimento”, disse Novais.

Ciro Calaça, gerente executivo da estratégia de clientes PF, acrescenta que a mudança “não é algo que está sendo feito agora por conta de fatores atuais”. “É um projeto amadurecido nos últimos dois anos e que mira os próximos cinco”, afirmou.

Repaginada no aplicativo e cartão: o que está por vir no Estilo do Banco do Brasil

Uma das novidades previstas para o público de alta renda do Banco do Brasil é a criação de uma versão do aplicativo do banco personalizada para o cliente Estilo.

Não se trata de um novo aplicativo, mas de uma reconfiguração da plataforma existente, que se adapta ao perfil do usuário. A ideia é que o app traga uma interface com foco em investimentos, benefícios e as transações mais utilizadas pelo cliente.

“É uma personalização da experiência, sem a necessidade de baixar um novo app. Fizemos isso com o público jovem e agro, e funcionou muito bem. A hiperpersonalização também amplia nossas possibilidades de negócios. Com o público jovem, conseguimos não só crescer a base, mas também rentabilizá-la mais”, afirmou Calaça.

A estratégia se completa com o lançamento de um novo cartão para o segmento Estilo, com alguns diferenciais para o High Estilo, com benefícios ampliados, como mais acesso a salas VIP, pontuação diferenciada e vantagens para uso no exterior.

“Estamos prevendo o lançamento de um cartão novo para o cliente do High. Ele terá experiências mais completas, não apenas um ingresso de camarote, mas algo completo no Brasil e no exterior”, afirmou Novais.

Embora a diretora não tenha aberto detalhes da novidade, ela destacou que se trata de um “produto voltado para clientes que buscam benefícios, exclusividade e reconhecimento real no seu relacionamento com o BB”.

Novos espaços físicos: a estratégia com a Casa Estilo e o Ponto BB

A repaginação não se limita ao modelo de atendimento. O Banco do Brasil está investindo em novos espaços físicos em busca de uma nova experiência bancária.

Concebida como um novo modelo de agência, a primeira “Casa Estilo” do Brasil será inaugurada em Belém (PA), antes da COP30.

Diferente de uma agência tradicional, a Casa Estilo funcionará como um espaço aberto, sem as tradicionais portas giratórias. O local terá auditório para eventos com investidores e espaços para parceiros locais, e será ambientado com arte e cultura da região.

A ideia é que as 280 agências do segmento Estilo em praças estratégicas, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, sejam gradualmente transformadas em “Casas Estilo”.

A unidade de Belém nascerá dentro de outro conceito novo no banco, o Ponto BB, um espaço que oferece uma experiência “phygital” (físico + digital), com robôs de recepção, cabines de atendimento virtual com especialistas de qualquer lugar do país e até um shopping interno via aplicativo.

Segundo o Banco do Brasil, a proposta deste novo espaço é integrar tecnologia, esportes, sustentabilidade, cultura e atendimento.

Ambos os espaços estarão abertos para clientes e não clientes, como uma forma de ajudar na prospecção de novos consumidores.

“Estrategicamente, um cliente com potencial para alta renda que entra no Ponto BB já será direcionado para a Casa Estilo, recebendo um atendimento especializado e compatível com sua aspiração. Isso amplia nossa capacidade de gerar negócios no ponto físico”, disse Novais.

Toda essa transformação, segundo os executivos, foi fruto de um processo de co-criação com os próprios clientes, que participaram de conselhos para ajudar a redesenhar a marca e o posicionamento estratégico.

Fonte: Seu Dinheiro

BB recebe reivindicações dos bancários que atuam em “Agências Estilo Investidor”

Publicado em: 04/07/2025

No início de junho, o movimento sindical se reuniu com a Gepes-SP e a Superintendência Nacional do Banco do Brasil para apresentar as reivindicações dos bancários que atuam em “Agências Estilo Investidor”, segmento voltado para clientes de alta renda. Os principais pontos debatidos foram: atingimento de metas; Prêmio Conexão; home office; remuneração; e a quantidade de assistentes por carteira.

Atingimento de metas

Os bancários estão enfrentando dificuldades para atingir o orçamento (metas), em razão do fato de que muitos clientes não possuem perfil compatível com o segmento e não têm interesse em aumentar o volume de investimento. O pedido de revisão da carteira foi bem recebido pela Superintendência, que informou que a medida está em curso desde criação do segmento, buscando retirar clientes fora do perfil.

Além disso, foi informado que haverá a possibilidade de que gerentes de relacionamento possam incluir novos clientes em suas carteiras por interesse negocial. Contudo, ainda não há data definida para a medida ter início.

Conexão

A ausência de produtos e serviços variados para os trabalhadores do segmento alcançarem as metas do Prêmio Conexão foi relatada pelo movimento sindical. Apesar do pagamento do Conexão ser para todos que atingem as metas, e não apenas para os 30% melhores, como era antes da campanha salarial do ano passado, os bancários das agências Estilo Investidor enfrentam maiores dificuldades.

Isso porque, segundo a regra, haverá o pagamento de dois VRs (Valores de Referência), divididos em 1,2 VR pelo cumprimento de metas gerais, e 0,8 baseado em produtos e serviços específicos. Diante disso, os bancários do segmento reivindicaram que este 0,8 seja adequado aos produtos e serviços oferecidos no modelo Estilo Investidor.

Em resposta, a Superintendência afirmou que a demanda será encaminhada para a direção do banco, de forma que a adequação seja feita ainda neste ano.

Home office

A adoção do home office em parte da semana para os trabalhadores das Agências Estilo Investidor também foi solicitada. Embora o BB tenha firmado acordo em 2024, prevendo o compromisso com a ampliação do home office, o modelo não está sendo colocado em prática em algumas áreas.

Remuneração

Por possuírem uma grande responsabilidade com a administração dos investimentos e precisarem obter certificações específicas, os gerentes do segmento reivindicam, há anos, um salário diferenciado dos demais. Contudo, o banco segue resistente à demanda.

Assistente por carteira

Por fim, foi reivindicado que exista um assistente por carteira, considerando a complexidade do segmento. Atualmente, existe um assistente para duas carteiras, ou seja, um assistente para dois gerentes pessoa física.

A medida impactaria positivamente na sobrecarga de trabalho e possibilitaria mais oportunidades para ascensão de carreira no Banco do Brasil.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Bauru e Região

BB se junta a Bradesco e Itaú na oferta de gestor independente

Publicado em: 19/07/2018


O Banco do Brasil (BB), líder no segmento de gestão de recursos no país, com R$ 876 bilhões ao fim de junho, vai passar a oferecer a partir de hoje fundos de terceiros para a segmentação Estilo – com renda a partir de R$ 10 mil. A grade começa com três gestoras independentes conhecidas no universo dos multimercados: Bahia AM Maraú, Gávea e SPX Nimitz. É a primeira vez que o banco federal desce para o varejo um tipo de oferta que até aqui era restrita ao grupo dos mais afortunados do private banking.

O movimento vem na sequência de outros grandes conglomerados financeiros. O Itaú tem mais de três dezenas de fundos de terceiros na prateleira, incluindo multifundos, carteiras espelho e os portfólios da Kinea, gestora de classes alternativas do próprio banco. O Bradesco começou a testar em janeiro a distribuição para o topo da segmentação Prime, com aplicações entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, com nomes como Pimco, Gávea, SPX, Kapitalo e Adam Capital, mas planeja logo estender a oferta para a alta renda como um todo, apurou o Valor. Paralelamente, a corretora Ágora vem sendo repaginada para ter uma plataforma completa de investimentos, acessando clientes fora do banco.

Chegar mais tarde do que os seus pares diretos na abertura da plataforma é uma resposta a uma mudança de comportamento identificada dentro da base do próprio banco, segundo a gerente geral de captação e investimentos do BB, Paula Mazanék, e se pauta menos pelo movimento dos competidores. Este é, contudo, um passo sem volta, reconhece, especialmente após a Selic cair de 14,25% para 6,5%, com o aplicador se tornando mais inclinado a experimentar ativos além da renda fixa tradicional com que já está familiarizado. “O investidor está mais informado e passou a ser mais assediado pela concorrência”, diz.

De um ano para cá, o BB manteve a primeira posição no ranking de gestão de recursos, mas perdeu alguma participação de mercado, saindo de uma fatia de 25,2% em junho de 2017 para 23,99% no fechamento do primeiro semestre de 2018. Os dados são da Morningstar e não excluem fundos de fundos e carteiras “feeder”, criadas para acolher recursos de uma estratégia principal como um fundo em cotas ou um fundo espelho.

De acordo com a executiva, o banco mapeou com ferramentas analíticas o tipo de cliente que teria maior propensão à tomada de risco e identificou um universo de 100 mil investidores potenciais para alocar de 5% a 10% dos seus recursos em fundos de terceiros. Ainda que seja uma gota no oceano num universo de 22 milhões de clientes, dois anos atrás essa quantia era irrisória, diz. Na segmentação Estilo, que reúne cerca de R$ 65 bilhões em fundos sob gestão do BB, se 5% da base com perfil moderado e arrojado optasse pela diversificação, as estratégias de terceiros poderiam atingir R$ 2,3 bilhões.

Não há, entretanto, nenhuma meta estabelecida para essa grade específica e a oferta não vai contemplar todo esse conjunto, diz Paula. Só no perfil moderado, o Estilo conta com 99 mil clientes, com R$ 38 bilhões investidos, enquanto no grupo dos arrojados estão 24 mil correntistas, que reúnem R$ 8 bilhões.

“São produtos com volatilidade acima dos [fundos] mais tradicionais, o que inspira um pouco mais de cuidado sob a perspectiva do investidor, acompanhando o cenário conjuntural. Mas ao mesmo tempo ele deve tomar a decisão olhando não 2018 nem 2019, mas um horizonte de 24 a 36 meses.” Na rede, os gerentes da segmentação e os assessores especialistas têm metas de incrementar ativos sob gestão, que não é voltada para produtos específicos. No private banking, que oferece fundos de terceiros há dez anos, o patrimônio chega a R$ 2 bilhões.

No topo da pirâmide são 15 gestoras aprovadas, o que significa que a oferta na alta renda ainda pode ser ampliada. Os fundos espelho Gávea Macro, SPX Nimitz e Bahia Maraú chegam com aplicação mínima de R$ 50 mil e taxa de administração de 1,975%, 2,20% e 1,90%, respectivamente.

O Itaú, o primeiro top 5 do setor bancário no país a avançar no chamado modelo de arquitetura aberta do fim de 2016 para cá, acrescentou recentemente novos nomes à lista de fundos de terceiros distribuídos na segmentação Personnalité – com investimentos entre R$ 100 mil e R$ 10 milhões. SPX Nimitz, Neo Multi Estratégia, Adam Macro e Canvas Enduro passaram a compor a oferta. No grupo de portfólios globais, a novidade trazida foi um espelho da gigante internacional BlackRock com o seu “macro opportunities”, que se soma a outro nome de referência em gestão global, a carteira Pimco Income, há um ano na grade e que reúne R$ 993 milhões.

No conjunto do varejo de alta renda, já são mais de R$ 10 bilhões em fundos de terceiros, segundo Bruno Stein, superintendente do Itaú Unibanco. No fim de maio, o varejo de alta renda do banco reunia R$ 114,5 bilhões, segundo dados da Anbima.

De acordo com o executivo, a oferta de produtos de terceiros, que se estende a títulos de renda fixa, teve um papel relevante no ganho de “market share” no segmento de varejo. “Não tenho dúvida nenhuma de que foi um fator decisivo. Eu estou dando poder de escolha para o investidor.”

Apesar de a captação de um fundo próprio trazer mais receita para o banco que um portfólio de terceiro, na rede os gerentes não têm incentivos diferenciados para vender uma carteira ou outra, afirma Stein, apenas metas de captação líquida.

Pelos dados da Morningtar, no conjunto o Itaú fechou o primeiro semestre com R$ 588 bilhões em gestão de recursos, saindo de uma participação de 16,93% em junho de 2017 para 16,09% na fotografia mais atual. Ocupava o segundo lugar, enquanto o Bradesco caiu para a terceira posição, com 15,75% do mercado, ante 17,5% de um ano atrás. A Caixa saiu de 7,66% para 7,94% e o Santander de 6,55% para 6,57%.

Fonte: Valor Econômico

Diretor do BB diz que inadimplência na alta renda é menor

Publicado em: 02/12/2016


As condições gerais de crédito custam a apresentar alguma melhora, mas a fonte não seca para um grupo de mais alta renda que, pelo bom histórico de pagamento, está sempre na mira dos bancos. Enquanto as concessões gerais do crédito direto ao consumidor caíram 8,3% nos 12 meses até setembro, o varejo de alta renda – atendido por meio de bandeiras como Personnalité, Prime, Premier, Estilo, Van Gogh e Select – segue recebendo ofertas de crédito, muitas vezes de maneira bastante insistente, por diferentes canais.

É um tipo de abordagem comum, dizem especialistas, mas que se acentua em cenário de risco elevado, no qual o bom histórico de pagamento da alta renda fala mais alto e favorece o grupo. O Banco Central não abre as informações sobre inadimplência por faixas, mas um exemplo do que ocorre em algumas linhas de crédito do Banco do Brasil (BB) ilustra bem esse movimento.

No cheque especial, por exemplo, enquanto o índice de inadimplência do banco está ao redor de 7%, entre os clientes com renda acima de R$ 8 mil não chega a 1%, diz Edmar Casalatina, diretor de empréstimos e financiamentos do Banco do Brasil. No consignado, a inadimplência está em 1,3% na linha geral. Para esse público, ela cai para 0,7%.

Para João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho, a inadimplência nas faixas mais baixas de renda está mais elevada, especialmente em razão do desemprego. Como os gerentes de banco continuam sendo extremamente cobrados para engordar a carteira, acabam voltando suas baterias à alta renda. “O banco refuta a base da pirâmide e faz estratégia agressiva na outra ponta”, afirma.

Mesmo tendo vendido suas operações de varejo para o Itaú e aguardando apenas a chancela do regulador ao negócio, o Citibank entrou outubro com ofertas agressivas de crédito pessoal. Para um cliente com renda mensal a partir de R$ 10 mil, os valores chegavam a R$ 50 mil ou R$ 60 mil. Tudo em 48 meses, ou dez meses acima da média registrada pelo crédito pessoal geral, segundo o BC.

O Valor teve acesso a propostas com taxas de juros de 3,9% ao mês, ou taxa efetiva de 63,72% ao ano. O percentual fica muito abaixo da taxa média cobrada em empréstimo pessoal feito com recursos livres que, segundo o BC, subiu quase três pontos percentuais de agosto para setembro, chegando a 135,1% ao ano – de longe, a maior da série histórica iniciada em 2011.

Um pouco antes do Dia das Crianças, o Bradesco oferecia uma linha especial a seus clientes Prime reforçando a ideia de “tornar a data inesquecível”. Um deles, recebeu uma oferta, por mala direta, de um limite de crédito pessoal capaz de marcar o dia de não uma, mas de várias crianças. O folheto oferecia R$ 24,8 mil e indicava que as condições do empréstimo precisavam ser consultadas na agência ou por telefone – algo que o cliente não fez.

Bastante agressivo, o Santander tem buscado convencer os seus clientes de alta renda, especialmente por telefone, a aceitar ofertas que chegam a R$ 100 mil. A insistência do banco tem incomodado parte dos clientes que, na tentativa de se desvencilhar da oferta, não querem nem ouvir as condições do empréstimo. “Sinto que meu banco tenta me pegar pelo braço. Aperto o botão para sacar R$ 100 e tem R$ 30 mil disponíveis para mim”, conta uma fonte.

Os bancos se defendem dizendo que, mesmo em um cenário difícil, não deixam ninguém, nem mesmo os clientes de menor renda, na mão. “Não fizemos nenhuma restrição quanto à renda”, diz Casalatina, do BB. Segundo o executivo, o que existe são taxas de juros diferenciadas para clientes que têm grau de relacionamento maior com o banco, o que é comum no mercado.

Cássio Schmitt, diretor de produtos de créditos e recuperação para pessoa física do Santander, explica que o banco tem mantido e estimulado o crédito independentemente da faixa de renda, após um período de ajustes internos no segmento. A taxa de inadimplência da carteira de pessoa física, diz Schmitt, saiu de 7% em 2012 e hoje está em 4,5%.

Schmitt reconhece que o banco faz aproximações com clientes sem que tenha sido provocado, mas diz que boa parte das ofertas tenta, na verdade, detectar as vontades do público. “Se o cliente faz a cotação de crédito em um dos nossos canais faz mais sentido ofertar para ele”.

Segundo o executivo do Santander, o objetivo é retomar de uma maneira que chama de “consciente” as ações de estímulo ao crédito, em especial os menos voláteis, como o imobiliário ou com garantia de imóvel ou veículo. O balanço do terceiro trimestre banco sinalizou melhora do crédito nessas linhas.

No geral, as condições de crédito pessoal com recursos livres pioraram de uma maneira significativa nos últimos dois anos. Uma olhada mais atenta aos números mostra, porém, que os juros subiram bem mais rápido do que os atrasos. Enquanto a inadimplência subiu pouco mais de dois pontos, de 7,24% em setembro de 2104 para 9,61%, os juros cobrados ao ano saltaram quase 40 pontos, de 96% para 135,1%.

Salles, da Lopes Filho, avalia que a inadimplência só não é maior porque os bancos estão empenhados em renegociar dívidas e repactuar o crédito para outras linhas mais baratas, como o consignado privado. Mas a retomada das operações deve ficar para o segundo trimestre do ano que vem. “Os bancos têm abundância de recursos e querem emprestar, mas a demanda está muito reprimida. Não vemos melhoria no curto prazo”.

Fonte: http://www.valor.com.br/financas/4765029/oferta-de-credito-alta-renda-vira-estrategia