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Banco do Brasil tem cobertura saudável para buscar mais risco em carteiras

Publicado em: 22/05/2022

O aumento da concessão de crédito em segmentos mais arriscados, como o de crédito pessoal, faz parte da estratégia do Banco do Brasil de buscar maiores spreads e aumentar sua margem bruta ao longo de 2022, disse hoje o diretor-presidente da empresa, Fausto Ribeiro, durante teleconferência de resultados.

O banco estatal reportou lucro líquido ajustado de R$6,66 bilhões entre janeiro e março, acima do consenso Mover de R$5,64 bilhões, renovando recorde histórico pelo quinto trimestre consecutivo.

O lucro recorde registrado no trimestre foi puxado pelo aumento na carteira de crédito, pelo mix rentável de carteira que elevou os spreads, o controle de despesas e o avanço nas receitas com serviços. Segundo Ribeiro, o BB demonstra trajetória “sustentável” de crescimento de lucros e pode renovar o recorde novamente no segundo trimestre, que costuma ser mais favorável sazonalmente para os bancos.

Também presente na teleconferência, diretor financeiro do Banco do Brasil, Ricardo Forni, reiterou que o índice de inadimplência do BB abaixo da média do mercado e o índice de cobertura acima dos pares dá segurança para buscar mais risco na carteira. “Estamos assumindo mais risco de maneira consciente e vamos refinar modelos caso seja necessário”, disse.

O BB está “reduzindo de forma significativa” a diferença de rentabilidade em relação a pares privados, disse Ribeiro. O banco fechou o primeiro trimestre com retorno sobre o patrimônio líquido anualizado de 17,6%, somente quatro pontos-base abaixo do rival Bradesco, que terminou o trimestre com ROE de 18%.

Além disso, o Banco do Brasil está confiante em entregar o guidance projetado para o ano para algumas das principais linhas do balanço e só fará mudanças nas projeções caso haja “confiança em atingir o topo da meta”, disse Ribeiro. O BB projeta lucro líquido acumulado entre R$23 bilhões e R$26 bilhões no ano, com crescimento de 11% a 15% na margem financeira bruta e de 8% a 12% na carteira de crédito.

O Banco do Brasil ainda projeta alta de 20% na demanda por financiamentos no âmbito do Plano Safra 2022/2023, disse Forni. Segundo ele, o volume deve ser favorecido pela alta global dos insumos. A carteira de crédito agro cresceu 28,2% ano a ano no primeiro trimestre, superando o avanço nos segmentos de pessoa jurídica – 17% – e de pessoa física – 14,9%

Fonte: Portal TC

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