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Bancos somam R$ 111 bilhões com tarifa e serviço

Publicado em: 02/03/2018

Os quatro maiores bancos do País listados no Ibovespa somaram mais de R$ 111 bilhões em receitas de serviços e tarifas bancárias em 2017. O volume, que veio para compensar a queda no crédito, é 9% superior do que o visto em 2016 e deve ser ainda maior em 2018.

O Banco do Brasil foi a instituição que mais arrecadou com as rendas provenientes de serviços prestados e tarifas cobradas em cartão de crédito, conta corrente, administração de fundos entre outros, ao totalizar cerca de R$ 39,1 bilhões em 2017.

Em seguida vieram Bradesco, com R$ 30,8 bilhões, Itaú com R$ 25,9 bilhões e Santander (R$ 15,6 bilhões).

De acordo com o analista da Planner Corretora, Victor Martins, tanto as rendas com serviços e tarifas como a redução significativa nos volumes passados à prejuízo vão corroborar para um crescimento significativo no lucro desses bancos neste ano.

“A tendência é de um crescimento semelhante para essas receitas e de uma queda ainda maior nas perdas. Ambos os cenário são positivos, principalmente para também dar fôlego ao crédito”, comenta o especialista.

As despesas com provisões [volume de créditos passados a prejuízo por falta de pagamento] das quatro instituições somaram R$ 17,3 bilhões em 2017, volume 19,3% menor do que o observado em 2016, de R$ 21,5 bilhões.

Já segundo o analista da Austin Ratings, Luiz Miguel Santacreu, a melhora do risco global ajudará a controlar as provisões ao longo deste ano, mas o aumento dos empréstimos será contido e a busca por rentabilidade continuará forte.

“A concessão acontecerá para quem tiver um risco melhor. Os bancos vão priorizar créditos que tenham mais ganho e manter os spreads altos, repassando pouco ou quase nada para a ponta tomadora”, explica Santacreu, da Austin.

Nesse sentido, ainda que a taxa básica de juros (Selic) tenha alcançado os 6,75% neste ano – queda de 7,5 pontos percentuais do seu ápice de 14,25% –, as perspectivas são de que as instituições mantenham o custo de crédito alto e continuem seletivos nas concessões aos tomadores.

“O redirecionamento dos juros está dado, mas os spreads não vão cair na mesma velocidade e nem na mesma proporção. Assim, com alta gradual do crédito, é possível dizer que os bancos ainda não vão prescindir das receitas com tarifas e serviços”, diz Martins.

Volatilidade

O movimento em manter receitas mesmo com melhora do crédito condiz ainda com as expectativas em relação às incertezas macroeconômicas e políticas do País em 2018.

“O ambiente de crédito terá retomada gradual exatamente porque o cenário ainda pode trazer volatilidade. A melhora vem, mas nunca com excesso de otimismo”, diz Santacreu.

Fonte: Jornal DCI

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