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Clientes do BB movimentam R$ 234 bi mensais via Pix entre janeiro e junho

Publicado em: 22/07/2022

Responsável por quase um terço das operações realizadas por meio do Pix, o Banco do Brasil registrou movimentação média mensal de R$ 234 bilhões, entre janeiro e junho. Foram 324 milhões de operações por mês, o que leva a um tíquete médio de R$ 722 por operação.

Desde o ano passado, o BB tem sido responsável por cerca de 30% da movimentação financeira realizada pelo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, lançado em novembro de 2020. No primeiro trimestre, por exemplo, fez 27% da movimentação total, e tinha 20,1 milhões de chaves cadastradas.

Segundo o Banco Central, a adoção do Pix continua em forte escalada no País. No quarto trimestre (dado mais recente), houve mais operações com Pix do que com os demais meios de pagamento (excluído dinheiro vivo), entre eles os cartões de crédito e débito. Foram, ao todo, 3,9 bilhões de operações.

Por outro lado, o Pix ainda continua movimentando valores menores do que os “rivais”. Foi R$ 1,9 trilhão em volume, enquanto a campeã, a Transferência Eletrônica Disponível (TED) teve giro de R$ 9,8 trilhões. Especialistas têm apontado que embora seja mais lenta, a TED está consolidada em vários sistemas de gestão empresarial, por exemplo, o que explicar sua resiliência ante o Pix.

No caso do BB, o Pix é visto como uma forma de fidelizar os clientes em suas plataformas digitais. Cerca de 96% das operações de pessoas físicas com o sistema eram feitas por meio do aplicativo no primeiro trimestre. Entre clientes pessoas jurídicas, 79% preferiam o canal de internet direcionado ao atacado.

Transição de modelo

Para os bancos, o Pix tem ajudado a aumentar o engajamento, mas no curto prazo, tira receitas. No ano passado, o sistema reduziu o faturamento das instituições com a gestão de conta corrente, linha atacada também pela concorrência com competidores digitais. No BB, a queda foi de 17,2%.

O banco tem mirado uma mudança na relação com os clientes, para que as transações deem lugar ao relacionamento e à assessoria financeira na geração de receitas. Isso tem fortalecido a arrecadação com a administração de fundos e em linhas como seguros e previdência privada. O resultado é que a receita com serviços, em que todas essas linhas são computadas, tem crescido.

Os bancos são autorizados pelo BC a cobrar clientes pessoas jurídicas pelo uso do Pix. No BB, a cobrança é feita para micro e pequenas empresas, exceto nos casos de microempreendedores individuais e empreendedores individuais, e em alguns tipos de operação – Pix entre contas do banco, por exemplo, não é cobrado. Há ainda pacotes de serviços que incluem transações via Pix.

Fonte: Broadcast Estadão

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