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“O assunto foi zerado”, diz vice-presidente do BRDE ao negar rumor de venda do banco

Publicado em: 21/09/2017

“Isso sempre existiu”, comentou Pessuti durante evento de assinatura de parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) na última quinta-feira (15), sobre os rumores da venda da instituição. “Toda vez que o governo federal fala em fazer ajustes na sua estrutura, fala-se em vender o banco”, aponta, lembrando das privatizações de instituições financeiras como o Banestado, Besc, de Santa Catarina, e Banespa, de São Paulo. “Quando o Rio Grande do Sul procurou o governo federal para fazer seus ajustes, pediu o Banrisul, o Badesul e o BRDE. Então surgiu o comentário de que o estado poderia propor a federalização do banco. De imediato, o Paraná se manifestou contra. Santa Catarina também, e o assunto foi zerado. Não há perspectiva de vender ou federalizar”, afirmou.

Pessuti, que deve assumir a presidência do banco a partir de novembro, quando se encerra a gestão do atual presidente Odacir Klein (do RS), defende a ideia de que a instituição permaneça regional, pertencente aos três estados do Sul do país — embora não seja sócio, o Mato Grosso do Sul tem assento no Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) —, e que siga buscando alternativas para ampliar recursos a serem repassados em projetos de financiamento.

“Conseguimos essa parceria com a AFD, vamos fazer com o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e outros bancos do país. Temos possibilidade de parcerias que possam estruturar conosco projetos que visem o desenvolvimento econômico dos três estados do Sul”, avalia.

Em carta, o G7 — grupo que reúne as principais entidades do setor produtivo paranaense — enfatizou a importância do banco para o desenvolvimento do estado. As cooperativas agrícolas, por exemplo, costumam recorrer a empréstimos com juros mais baixos oferecidos pela instituição.
Não é tão simples

“Quem está falando isso [sobre a venda] não entende de política pública, nem da atuação do BRDE. Não existe privatização”, afirma Paulo Starke, superintendente do banco. Embora não veja a ideia de federalização como algo necessariamente negativo para o futuro, o executivo defende a tese de que a instituição, da maneira que foi constituída e como opera, não é “privatizável”.

“Bancos como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BRDE não são privatizáveis. Porque se você coloca na mão do mercado privado, o crédito imobiliário, por exemplo, que a Caixa faz, não se faz mais, simplesmente. Se abandona, porque a percepção de risco que o mercado privado tem do segmento imobiliário é muito diferente da necessidade do país. E se você deixa de ter um banco público para atender a esse segmento, você abre mão de uma política pública fundamental”, aponta.

Por questões estatutárias, o executivo lembra ainda que uma eventual venda não poderia acontecer sem a anuência dos três estados sócios mais o Mato Grosso do Sul. E que qualquer alteração no estatuto precisaria de aprovação das quatro assembleias legislativas envolvidas na formatação do banco.

“Não basta passar [um eventual projeto de venda do banco] na assembleia do Rio Grande do Sul”, destaca. “Tem que passar também nas assembleias de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Os atos constitutivos do BRDE foram aprovados também na assembleia do Mato Grosso do Sul, então é quase impossível, é muito difícil qualquer alteração.”

Starke não descarta, no futuro, a busca por outras formas de constituição do banco, mas defende que o tema, se for o caso de ser trazido à tona novamente, venha “em um momento de boa discussão”.

Fonte: Gazeta do Povo

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