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Lucro dos três grandes bancos privados do país sobe 16% em 2025

Publicado em: 12/02/2026

Os três grandes bancos privados do país -Itaú, Bradesco e Santander tiveram um lucro acumulado de R$ 87,1 bilhões no acumulado de 2025.

O resultado cresceu 16,4% em relação ao ano anterior, quando somou R$ 76,8 bilhões, mesmo diante dos juros altos e da pressão na inadimplência.

Itaú lidera

Como era de se esperar, o Itaú entregou a maior parte desse resultado, ao registrar mais um lucro recorde.

O maior banco do país lucrou R$ 46,8 bilhões em 2025. Isto é, um resultado superior ao do Bradesco e do Santander juntos.

O Itaú ainda manteve a liderança no quesito rentabilidade, ao entregar um ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Anualizado) de 23,4%.

Bradesco cresce

Porém, foi o Bradesco que reportou as maiores taxas de crescimento dos três bancões, mostrando que o processo de recuperação seguiu avançando em 2025.

O Bradesco lucrou R$ 24,6 bilhões em 2025, ou seja, 26,1% a mais que em 2024. Além disso, melhorou a sua rentabilidade de forma significativa, levando o ROE de 11,7% para 14,8%.

Os resultados vieram ligeiramente acima do esperado pelo mercado. Contudo, as ações caem nesta sexta-feira (6) porque os analistas acreditam que o banco foi cauteloso demais no seu guidance para 2026.

Santander fica dentro do esperado

Já o Santander cresceu em um ritmo mais lento e deixou o mercado preocupado em relação à qualidade dos seus ativos.

O lucro do Santander subiu 12,6% em relação a 2024, chegando a R$ 15,6 bilhões. Já a rentabilidade ficou praticamente estável, em 17,6%.

Crédito

Com os juros e a inadimplência elevada, os bancos brasileiros adotaram uma postura mais cautelosa em relação à concessão de crédito em 2025.

Ainda assim, a carteira de crédito seguiu em crescimento, puxada pelos segmentos considerados menos arriscados pelos bancos. A inadimplência, no entanto, ainda está sob pressão.

Dos três grandes bancos privados, apenas o Itaú conseguiu reduzir a taxa de inadimplência acima de 90 dias ao longo de 2025, de 2,0% para 1,9%.

Já a do Santander teve um aumento de 0,5 ponto percentual, saltando de 3,2% para 3,7%. Mesmo assim, o Bradesco ainda apresenta a maior taxa do setor: 4,1%, contra os 4,0% de 2024.

Ao apresentar os dados, o Bradesco garantiu que a inadimplência está sob controle e creditou o resultado à “resiliência” do indicador referente à carteira de pessoas físicas.

Diante desse cenário, no entanto, os bancos continuaram ampliando as provisões para perdas esperadas e o Bradesco foi o que mais precisou reforçar esse tipo de despesa.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná