O Banco do Brasil será responsável pela neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), que acontece de 23 a 29 de março de 2026, em Campo Grande (MS). A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a agenda climática e com o apoio a eventos internacionais estratégicos para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade.
O evento, liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), reúne cerca de 2 mil participantes de diversos países, entre representantes de governos, organismos internacionais, comunidade científica e sociedade civil, para debater medidas globais de proteção às espécies migratórias e seus habitats.
A neutralização das emissões da COP15 é resultado de negociação institucional entre o Banco do Brasil e o MMA, como forma de apoiar a realização da conferência e fortalecer práticas alinhadas à sustentabilidade e o combate às mudanças climáticas. A pegada de emissões do evento é estimada entre 2,5 mil toneladas e 3 mil toneladas. O número final é aferido a partir da quantidade exata de participantes, ao final do evento, além de cruzar dados sobre a distância percorrida por eles da origem ao local do evento e sobre o meio de transporte utilizado, consumo de energia, entre outros fatores.
A compensação será realizada por meio de créditos de carbono autorizados no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Os créditos fazem parte do portfólio de negócios do Banco do Brasil e são gerados por projeto de energia solar, assegurando a neutralização integral da pegada de carbono do evento.
“As espécies migratórias são fortemente impactadas pela crise climática, que prejudica suas rotas de deslocamento e habitats. O principal objetivo da COP15 é a proteção desses animais fundamentais para o equilíbrio ecológico de nosso planeta. Por isso, neutralizar o contingente de emissões gerado durante a conferência é medida prioritária para o Governo do Brasil, comprometido com o enfrentamento à mudança do clima em todas as suas frentes”, destaca o secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco.
Para José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, a parceria com o MMA reforça o papel estratégico da atuação do Banco do Brasil em reduzir a pegada de carbono em todas as frentes. “Nós apoiamos diversos projetos ligados ao mercado de carbono que possuem ativos ambientais com qualidade e integridade, além de assessorar clientes na elaboração de inventários de emissões, em planos de descarbonização e estratégias de compensação. O BB também opera mesa de créditos de carbono própria, lançada durante a COP30, que já realiza operações tanto com créditos próprios quanto de terceiros, inclusive para a neutralização de eventos corporativos como este”.
Atualmente, o Banco do Brasil apoia o desenvolvimento de diversas metodologias de geração de créditos de carbono, como agricultura de baixo carbono (ALM), preservação florestal (REDD+), Reflorestamento (ARR), Biogás e Energia Renovável, entre outros. Os projetos apoiados reduzem cerca de 3,6 milhões de toneladas de GEE por ano. Além disso, o BB atingiu 1,4 milhão de hectares preservados e/ou reflorestados por meio de projetos de carbono de REDD+ e ARR. O objetivo é alcançar 2 milhões de hectares até 2030, conforme divulgado nos Compromissos BB 2030 para um Mundo mais Sustentável.
