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Nubank, Inter e Itaú lideram ranking dos melhores bancos do Brasil

Publicado em: 16/04/2026

Nubank, Inter e Itaú Unibanco estão entre os primeiros colocados da lista dos oito melhores bancos do Brasil, segundo o ranking anual da revista Forbes. A lista é resultado de uma pesquisa conduzida em parceria com a Statista, plataforma internacional de dados e inteligência de negócios, que ouviu 54 mil pessoas em 34 países entre outubro e novembro de 2025.

Além dos três primeiros colocados, o ranking da Forbes aponta mais cinco instituições entre as melhores do Brasil: Bradesco, BTG Pactual, Sicredi, C6 Bank e Santander. Juntas, as oito instituições formam um retrato diversificado do sistema financeiro nacional, reunindo bancos digitais, cooperativas de crédito e grandes players tradicionais.

Para montar a oitava edição do ranking, os entrevistados avaliaram os bancos com base em cinco critérios: confiabilidade, condições e tarifas, atendimento ao cliente, serviços digitais e qualidade da assessoria financeira. Desses pontos, confiabilidade, serviços digitais e atendimento ao cliente foram os mais valorizados pelos participantes.

De acordo com dados do BC, o Brasil tem cerca de 1,8 mil instituições, entre bancos, fintechs, cooperativas e outros. Apesar desse volume, apenas dez brasileiras apareceram no ranking mundial da Forbes, o que torna a presença do Brasil na pesquisa ainda mais potente dentro do contexto global. A lista completa reúne mais de 300 instituições ao redor do mundo e está disponível para consulta no site da Forbes.

Nubank vai para o topo da lista

No topo da lista, o Nubank mantém sua posição como símbolo da transformação bancária no Brasil. Fundado em 2013 como uma fintech, o banco digital acumula hoje mais de 113 milhões de clientes, o que o coloca como a maior instituição financeira privada do Brasil, segundo o Banco Central.

A trajetória do banco digital, conhecido pela overdose de roxo em seus produtos, começou com uma promessa que até então aparentava ser impossível: acabar com a burocracia bancária e facilitar o acesso ao crédito. O resultado aparece nos números. Em 2025, o lucro líquido atingiu US$ 2,87 bilhões, alta de 45,6% na comparação anual e o maior resultado da história da instituição.

Inter: de crédito imobiliário a banco digital

Logo atrás do Nubank, o Inter ocupa o segundo lugar da lista. Criado em 1994 com o nome de Banco Intermedium, sua atuação inicial era focada em operações de crédito. A virada veio em 2015, quando reformulou a proposta para apostar na simplificação dos serviços financeiros. Um ano depois, já contava com 80 mil clientes digitais, crescimento de 599% em relação a 2015.

No 4T25, o banco afirmou ter tido lucro de R$ 374 milhões, avanço de 36% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado anual de 2025 foi ainda mais acentuado: R$ 1,312 bilhão, com crescimento de 44,6% em relação ao ano anterior. A base de clientes chegou a 43,1 milhões de usuários, dos quais 25 milhões são considerados ativos.

Itaú: o bancão que aprendeu a ser digital

O Itaú fecha o pódio do ranking em terceiro lugar. A instituição nasceu não como banco, mas como um armazém. Em 1924, a Casa Moreira Salles funcionava como estabelecimento comercial e só migrou para o setor financeiro em 1943, quase vinte anos depois. Em 2008, no auge da crise econômica internacional, veio a fusão entre Itaú e Unibanco, operação que ampliou tanto a base de clientes quanto o capital da companhia. Nas décadas seguintes, o banco tradicional abraçou a digitalização e passou a oferecer uma experiência 100% online.

Em 2024, registrou o maior lucro entre os bancos listados na B3, atingindo R$ 40 bilhões, segundo dados da Elos Ayta Consultoria. Em 2025, o desempenho continuou forte: lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre, alta de 13,2% ante o mesmo período de 2024, e resultado anual de R$ 46,8 bilhões.

Fonte: Finsiders