O Banco do Brasil será um dos apoiadores do Projeto Antares, iniciativa estruturada pela Carbonext que propõe um novo modelo para expandir a geração de créditos de carbono na Amazônia. A proposta combina uma rede descentralizada de projetos conduzidos por proprietários locais com uma plataforma digital integrada, a Gaia OS, que padroniza e agiliza etapas como desenvolvimento, monitoramento e certificação. Com isso, o sistema reduz custos, aumenta a transparência e encurta prazos, permitindo maior escala e previsibilidade na oferta de créditos de carbono.
O potencial de expansão parte de um universo de cerca de 254 milhões de hectares na Amazônia, filtrado para aproximadamente 26 milhões de hectares elegíveis para projetos que utilizam a metodologia REDD+, um mecanismo internacional criado para incentivar financeiramente países em desenvolvimento a protegerem suas florestas, de alta qualidade. A ambição é alcançar até 5 milhões de hectares sob gestão até 2030, área equivalente ao Espírito Santo, com produção anual estimada de 7,5 milhões de créditos de carbono e receita líquida em torno de US$ 50 milhões por ano. O modelo de negócios se apoia em contratos de compra antecipada de créditos de carbono, chamadas de offtake, de longo prazo, com até 50% do volume previamente contratado, que combinam financiamento antecipado e captura de valor na comercialização dos créditos.
A arquitetura do Projeto Antares responde a desafios históricos do mercado voluntário de carbono, como longos prazos de análise e custos elevados. Ao digitalizar etapas como desenvolvimento, monitoramento e certificação, o modelo reduz o ciclo de emissão de créditos de 18 a 36 meses para 6 a 12 meses, além de viabilizar economias de até 60% em auditorias. A solução também estrutura uma rede de “nós” conectados, permitindo ganhos de escala e previsibilidade na entrega de créditos, com base em metodologia Verra e alinhamento a padrões internacionais de integridade.
“Projetos como o Antares representam uma evolução importante do mercado de carbono ao combinar escala, padronização e integridade ambiental. Para o BB, iniciativas com esse perfil ampliam nossa capacidade de estruturar soluções financeiras inovadoras e gerar valor sustentável para nossos clientes e para a sociedade”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade do Banco do Brasil.
“O mercado entrou em uma nova fase”, observa Janaina Dallan, presidente da Carbonext. “A escassez não é mais de projetos, mas de demanda para os projetos de alta integridade”.
“O desafio agora é produzir volume com qualidade, de forma consistente e verificável”, afirma Luciano Corrêa da Fonseca, CEO da empresa. “A padronização e a tecnologia são o caminho para alcançar essa escala sem comprometer a credibilidade”.
Para o Banco do Brasil, o Antares abre novas frentes estratégicas alinhadas à agenda ASG, incluindo a estruturação de operações financeiras lastreadas em créditos de carbono, o desenvolvimento de produtos inovadores e a geração de receitas associadas ao mercado climático. Entre as possibilidades, destaca-se a integração de créditos de carbono a linhas de financiamento, como forma de apoiar a transição para uma economia de baixo carbono, ampliando o impacto socioambiental das operações do Banco.
Compromissos com a Sustentabilidade
O Banco do Brasil registra avanços consistentes em seus compromissos de Sustentabilidade, como alcançar carteira de crédito sustentável com saldo de R$ 500 bilhões até 2030. O BB também possui o objetivo de conservar e/ou reflorestar 2 milhões de hectares, além de recuperar 1,5 milhão de hectares de áreas degradadas no mesmo período.
A LCAW é uma plataforma estratégica para a originação de novos negócios e estruturação de ativos. Estar presente nesse evento global coloca o BB ainda mais em contato direto com fundos soberanos, instituições internacionais e investidores institucionais que buscam alocar capital em projetos de transição energética, infraestrutura sustentável e créditos de carbono.
