O Banco do Brasil (BB) e a Universidade de Brasília (UnB) vão desenvolver pesquisas conjuntas em dados e Inteligência Artificial (IA). O acordo de cooperação técnico-científica acompanha um movimento cada vez mais frequente no sistema financeiro, no qual bancos se aproximam de universidades para transformar pesquisas acadêmicas em soluções voltadas a desafios do negócio. O anúncio foi feito pelas instituições na quarta-feira (7 de julho).
A parceria prevê o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de programas de capacitação. Os trabalhos devem envolver áreas como IA, analítica, experiência do usuário e segurança digital.
Segundo as instituições, as pesquisas deverão resultar em aplicações para o Banco do Brasil. Além disso, a cooperação prevê estudos de interesse da instituição, do mercado financeiro e da sociedade.
O acordo também prevê a atuação conjunta de equipes do banco e da universidade em iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e capacitação, aproximando a academia do setor financeiro.
Mas o movimento não é isolado. No ano passado, o Itaú lançou o Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), voltado ao desenvolvimento de pesquisas em parceria com universidades brasileiras e internacionais. À época, o banco afirmou que a iniciativa busca transformar a produção científica em aplicações práticas, com foco em IA.
Além disso, o ICTi reúne projetos em machine learning, computação quântica, engenharia de software e ciência de dados. Nesse sentido, o modelo prevê pesquisadores, bolsistas de mestrado e doutorado trabalhando diretamente em desafios tecnológicos do setor financeiro.
Antes disso, em 2024, outros grandes bancos tradicionais também reforçaram essa aproximação com a academia. O Bradesco, por meio do ecossistema de inovação Inovabra, ampliou o acordo com o InovaUSP e diferentes laboratórios da universidade. Com isso, a parceria passou a desenvolver pesquisas em IA generativa, computação quântica, cibersegurança, otimização de investimentos e defesa contra ataques a modelos de IA.
Já a Caixa Econômica Federal, no mesmo período, anunciou sua associação ao Parque Científico e Tecnológico da UnB. Assim, passou a integrar uma estrutura voltada ao desenvolvimento de soluções digitais e tecnológicas.
