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Bancos querem investir R$ 50,4 bi em tecnologia neste ano, alta de 8%

Publicado em: 28/08/2026

Os bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia neste ano, alta de 8% em relação ao ano anterior, com cibersegurança como prioridade para todas as instituições. Os dados são da 34ª edição da “Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária“, divulgada pela Deloitte nesta terça-feira (25/8), durante o “Febraban Tech 2026“.

Além da segurança, os bancos concentram os investimentos em cloud, Inteligência Artificial (IA) e IA generativa. A nuvem aparece como prioridade para 84% das instituições, enquanto IA generativa e IA são citadas por 84% e 80%, respectivamente.

Investimento consistente

Nos últimos cinco anos, o orçamento dos bancos para tecnologia aumentou 58%, mostrando uma “consistência desse crescimento do investimento no setor bancário”, segundo executivos. Nesse período, temas como IA e cloud ganharam espaço nas estratégias das instituições.

Segundo a pesquisa, realizada em parceria com a Deloitte, os bancos brasileiros devem investir cerca de R$ 3 bilhões em IA, analytics e big data este ano, alta projetada de 8%. Já os aportes em migração para cloud devem chegar a R$ 3,9 bilhões, crescimento de 30%.

“Os 8% não estão fora do esperado. Mas por que vemos cloud com maior prioridade e maior nível de investimento? Porque para processar com IA, você precisa estar com a sua infraestrutura redonda, estrutura de dados muito bem calibrada, balanceada e avançada”, disse Sergio Biagini, sócio-líder de banking & capital markets da Deloitte, em entrevista a jornalistas.

“Antes de avançar na agenda de IA, principalmente generativa, você tem que avançar na agenda de infraestrutura e arquitetura, principalmente pensando no mundo das aplicações e no mundo de dados. Mas acho que os números do ano que vem vão ser mais agressivos”, afirmou.

O estudo revela que 52% das instituições já adotam agentes de IA em suas operações. Desse total, 16% utilizam a tecnologia em grande escala, com captura de valor, 36% em pequena escala e 16% ainda em caráter experimental.

Os dados também mostram que os bancos já identificam ganhos com a tecnologia. 92% apontam aumento na velocidade de execução de tarefas rotineiras, enquanto 52% relatam redução de custos, 52% maior eficiência na análise de dados, 52% maior capacidade de resposta aos clientes e 48% melhora na detecção de fraudes.

Foco em cibersegurança

A cibersegurança é prioridade para 100% dos bancos consultados, enquanto 58% das instituições já contam com pelo menos um profissional especialista no tema em seus conselhos de administração.

A IA também começa a ser usada para reforçar a proteção contra ataques. Entre as aplicações, 77% dos bancos citam a análise preditiva de riscos cibernéticos e outros 77% a detecção de ameaças e padrões anômalos. Testes de intrusão aparecem em 46% das instituições e a automação de respostas a incidentes, em 31%.

Além disso, as áreas de cibersegurança, prevenção a fraudes e prevenção à lavagem de dinheiro (PLD) estão mais integradas. 88% dos bancos afirmam ter integração consolidada entre as equipes, enquanto 40% atuam de forma conjunta na resposta a incidentes e 36% compartilham diretamente informações.

Entre as prioridades de segurança voltadas aos clientes, os bancos destacam autenticação multifator (MFA), citada por 88%; monitoramento preditivo de transações, por 76%; biometria comportamental, por 60%; e uso de IA e machine learning na detecção de fraudes, por 56%.

Panorama das transações

No campo das transações, o mobile banking continua ganhando espaço. Em 2025, a modalidade cresceu 15%, para R$ 187,5 bilhões.

Do total de R$ 240,8 bilhões de transações, 83% foram realizadas em canais digitais. Destas, 78% ocorreram pelo mobile. Há cinco anos, o canal respondia por 50% das transações.

O perfil de uso também mudou. Em 2024, 20% das transações realizadas pelo mobile eram financeiras e 80% não financeiras. Em 2025, a participação das operações financeiras subiu para 23%, enquanto as não financeiras recuaram para 77%.

Fonte: FInsiders