O Banco do Brasil definiu um payout de apenas 30% para 2026. Isso significa que o banco vai destinar apenas 30% de seu lucro líquido para o pagamento aos acionistas através de mecanismos de Juros sobre Capital Próprio e Dividendos. O valor é considerado baixo no mercado.
A postura mais cautelosa reflete o momento atual do Banco do Brasil. Sem o mesmo crescimento agressivo de seus pares do setor – principalmente Itaú e Bradesco –, o Banco do Brasil viu os resultados de 2025 ficarem aquém das expectativas.
Nos resultados do terceiro trimestre, divulgados em novembro, o Banco do Brasil reportou queda de 60,2% no lucro líquido recorrente. A cifra somou apenas R$ 3,78 bilhões. A expectativa do mercado era de que o valor pudesse chegar a R$ 4,03 bilhões.
Não foi o único número preocupante do balanço. O ROAE, sigla utilizada para definir o retorno sobre o patrimônio líquido médio, chegou a 8,4%. É o nível mais baixo em quase uma década. A diferença na comparação anual é de 12,7 pontos percentuais.
Esse indicador é importante porque mostra quanto a empresa consegue gerar de lucro a partir do capital dos próprios acionistas. É uma métrica utilizada para comparar a rentabilidade e diferentes bancos, independente do tamanho e da linha de atuação de cada um.
O payout de 30% não chega a surpreender. O BB já havia reduzido a margem em 2025 para o mesmo patamar. A postura mais conservadora indica também preocupação com os níveis de inadimplência registrados pela instituição. Um momento mais delicado do agro tem atrapalhado o banco, que depende do setor.
Para os esperançosos de plantão, a expectativa é de pagamentos extraordinários de dividendos. Esse valor não entraria na conta dos 30% destinados para payout. Isso vai depender, claro, de bons resultados nos próximos trimestres.
