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Banco do Brasil: o que esperar após o balanço e a alta recente da ação

Publicado em: 27/02/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) é analisado em um ambiente de cautela por parte do mercado. Levantamento da LSEG mostra predominância de recomendações neutras — são 7 de manutenção, contra apenas 2 de compra e 1 de venda — em meio às dúvidas sobre a sustentabilidade dos resultados e a evolução da qualidade dos ativos. Embora o banco tenha reportado lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no 4º trimestre, acima das projeções e com reação positiva de 4,50% das ações no pós-balanço, o ROE de 12,4% ainda está bem abaixo dos 20,8% de um ano antes, mantendo a leitura mais conservadora por parte dos analistas.

Relatórios de JPMorgan, Goldman Sachs e BBI reforçam esse tom ao apontar incertezas ligadas ao ritmo de crescimento do crédito, à pressão sobre margens, ao volume elevado de operações prorrogadas e renegociadas e aos riscos no agronegócio. Enquanto investidores estrangeiros enxergam o papel como descontado e com desafios de natureza cíclica, o investidor local segue mais sensível à necessidade de provisões e à capacidade de o banco sustentar rentabilidade em um ambiente de expansão mais moderada, o que ajuda a explicar a volatilidade recente e a postura mais seletiva com as ações.

Do ponto de vista técnico, porém, o ativo mantém uma estrutura construtiva. O papel fechou a última sessão com alta de 1,53%, aos R$ 25,82, negociando acima das médias móveis, que seguem como suporte, enquanto o IFR (14) em 65,87 se aproxima da sobrecompra sem sinal de reversão.

No gráfico semanal, a valorização de 17,79% em 2026 preserva a formação de topos e fundos ascendentes e o domínio do fluxo comprador, ainda que o movimento mais esticado aumente a probabilidade de correções pontuais ao longo da tendência de alta.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

No curto prazo, observo que a estrutura segue claramente altista, com o ativo sustentado acima das médias de 9 e 21 períodos, que continuam servindo como suporte para os preços. O fechamento em R$ 25,82, com avanço de 1,53%, reforça o movimento de alta.

Para que a tendência de alta ganhe continuidade, o papel precisa superar as resistências em R$ 26,09 e R$ 26,89. Um rompimento consistente dessa faixa, preferencialmente acompanhado por aumento de volume, pode destravar alvos em R$ 27,66 e R$ 28,49, com referência mais longa na máxima histórica em R$ 29,44 e projeções em R$ 29,90 e R$ 31,15. O IFR (14) encontra-se em 65,87, em zona neutra e próximo da sobrecompra.

No campo da correção, o ponto de atenção está na perda da região das médias, com suportes imediatos em R$ 25,20 e R$ 24,30. O rompimento dessa faixa, especialmente com aumento de volume, pode acelerar um movimento corretivo mais amplo em direção a R$ 23,48 e à média de 200 períodos em R$ 22,08, com suportes mais longos em R$ 21,05 e R$ 19,93.

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, o Banco do Brasil mantém um movimento de alta neste início de 2026, com valorização acumulada de 17,79% e negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para cima e sustentando o fluxo comprador.

Apesar da estrutura construtiva, destaco que o preço já apresenta afastamento das médias, característica de um movimento mais esticado e que aumenta a probabilidade de uma correção técnica de curto prazo dentro da tendência principal. O IFR (14) em 64,68, próximo da sobrecompra, reforça essa leitura de possível acomodação, ainda sem sinal claro de reversão.

Para continuidade do ciclo altista no médio prazo, será fundamental o rompimento da resistência em R$ 26,89. Caso essa região seja superada com consistência, o ativo pode buscar R$ 28,49 e novamente a máxima histórica em R$ 29,44, com projeções mais longas em R$ 30,45, R$ 34,30, R$ 36,22 e R$ 40,00. Enquanto permanecer acima das médias, o cenário segue construtivo e com predominância compradora.

Por outro lado, uma inflexão mais relevante do fluxo só ganharia força com a perda da região de suporte e das médias em R$ 24,24 e R$ 23,48, o que abriria espaço para correções em direção a R$ 21,05 e R$ 19,93, com alvos mais longos em R$ 18,04 e R$ 17,25.

Fonte: Infomoney