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BB é pioneiro global em diretrizes para IA generativa e agêntica

Publicado em: 28/08/2026

O Banco do Brasil é a primeira instituição financeira do mundo a estruturar e publicar diretrizes específicas para Inteligência Artificial Generativa e IA Agêntica. A iniciativa evolui o Guia de Diretrizes e Boas Práticas para IA Ética e Responsável, lançado em 2025, e reforça uma estratégia que combina governança, gestão de riscos, desenvolvimento tecnológico e capacitação de pessoas.

As novas diretrizes estabelecem parâmetros para certificação de modelos, uso seguro de dados, aplicação de mecanismos de proteção, definição de níveis de autonomia, rastreabilidade, governança de agentes e responsabilidade sobre decisões automatizadas. O conjunto também prevê procedimentos formais de avaliação, aprovação e monitoramento ao longo de todo o ciclo de vida das soluções de IA.

Entre os aspectos contemplados estão mecanismos de interrupção de agentes, definição de autonomia faseada com supervisão humana em situações críticas e restrições para utilização de IA generativa em ambientes que envolvam dados sensíveis. O modelo busca garantir que a evolução tecnológica esteja associada a critérios de governança, segurança, transparência e responsabilidade institucional.

Para Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do Banco do Brasil, a evolução do modelo de governança reflete a forma como a instituição incorpora a inteligência artificial à sua estratégia de transformação digital. “A inteligência artificial amplia nossa capacidade de gerar valor para clientes, funcionários e negócios. Ao estabelecer diretrizes específicas para IA generativa e IA agêntica, o Banco do Brasil reforça a importância de combinar inovação, gestão de riscos, transparência e responsabilidade em todas as etapas do ciclo de vida das soluções. A tecnologia evolui rapidamente e a governança precisa acompanhar esse movimento, oferecendo segurança para que a inovação avance de forma consistente”, avalia.

A evolução das diretrizes faz parte de uma estratégia de governança integrada de dados, modelos e inteligência artificial. O Banco vem ampliando as capacidades do Gaia, plataforma de gestão de ativos de Dados e IA, que incorpora processos de catalogação, avaliação de risco, monitoramento contínuo e rastreabilidade para soluções de inteligência artificial, incluindo assistentes inteligentes e aplicações baseadas em IA generativa.

O Banco do Brasil foi o primeiro banco da América Latina a dar transparência pública às suas diretrizes para a inteligência artificial em 2025. Desde então, o documento passou por atualizações para incorporar orientações específicas relacionadas a IA generativa e IA agêntica, acompanhando a evolução tecnológica e regulatória.

Soluções catalogadas

A adoção da inteligência artificial também ganha escala dentro da organização. No primeiro semestre de 2026, o BB superou a marca de 2,3 mil soluções catalogadas, incluindo mais de 1,4 mil modelos de inteligência artificial tradicional, generativa e agentes inteligentes aplicados a atividades de atendimento, crédito, risco e eficiência operacional.

Entre as iniciativas de disseminação da tecnologia, o Banco mantém plataformas corporativas específicas para desenvolvimento e uso de IA generativa, incluindo o Genera BB, ambiente interno voltado à criação de assistentes inteligentes com requisitos de governança, segurança e conformidade.

O investimento em pessoas acompanha a expansão do uso da inteligência artificial. A edição de 2026 do AcademIA BB, programa corporativo de disseminação do conhecimento em inteligência artificial, registrou mais de 36 mil inscritos em trilhas de capacitação voltadas a IA generativa, IA agêntica, dados e analytics. A iniciativa integra a estratégia de desenvolvimento de competências digitais e de fortalecimento da cultura de uso responsável da tecnologia em todo o conglomerado.

Atualmente, o Banco do Brasil opera mais de 12 mil agentes baseados em Copilot, além de outros assistentes inteligentes aplicados a atividades internas, negócios e atendimento. A estratégia combina evolução tecnológica, desenvolvimento humano e governança para ampliar a utilização da inteligência artificial em processos corporativos e na prestação de serviços financeiros.

Fonte: Banco do Brasil