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Carteira de crédito do Banco do Brasil só cresce em 2020, aponta projeção

Publicado em: 14/08/2019

O ajuste para linhas de maior risco e a migração das grandes empresas para o mercado de capitais têm limitado o crescimento da carteira de crédito do Banco do Brasil. As projeções foram revisadas para baixo e a expectativa é que o avanço venha só em 2020.

O guidance do BB para a carteira total de crédito saiu de uma projeção de crescimento entre 3% e 6% para um intervalo de -2% a 1%. Apesar da estimativa para pessoas físicas ser mais positiva (de uma alta entre 7% e 10% para um avanço entre 8% e 11%), as expectativas para o crédito corporativo pioraram (de um aumento entre 0% e 3% para um decréscimo entre -13% e -10%).

Em relação ao realizado, a carteira de crédito ampliada do BB atingiu R$ 686,6 bilhões no segundo trimestre deste ano, uma redução de 0,45% em relação ao registrado no mesmo período de 2018 (R$ 689,6 bilhões). De acordo com o vice-presidente de negócios de varejo do BB, Marcelo Labuto, o novo guidance “conversa” com a mudança no mix de produtos do banco, que passa a ampliar o público alvo, calcado principalmente em pessoas físicas e também em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

Na abertura por segmentos, a carteira de pessoas físicas somou R$ 204,6 bilhões, alta de 7,8% frente ao segundo trimestre de 2018 (R$ 189,8 bilhões). Já a carteira de pessoas jurídicas marcou R$ 257,7 bilhões, queda de 3,7% em igual comparação (R$ 267,6 bilhões). O crédito para as MPMEs ficou em R$ 60,7 bilhões, alta de 3,2% (R$ 58,8 bilhões). “O ajuste no Large Corporate é muito grande e, por isso, o crescimento deve ficar apenas para o ano que vem”, afirmou Labuto ao DCI. “Mas continuamos investindo fortemente no segmento MPME e pretendemos obter uma parcela substancial de crescimento na nossa carteira”, acrescenta.

A inadimplência do BB ao final do segundo trimestre ficou em 3,25%, alta de 0,67 ponto percentual (p.p.) ante os três meses anteriores (2,58) e uma queda de 0,07 p.p. ante o mesmo intervalo de 2018 (3,32%). O avanço, segundo os executivos, foi puxado por conta de um caso específico, sem o qual a inadimplência ficaria em 2,61% no período.Mercado de capitais Como reflexo da migração ao mercado de capitais, as receitas do BB com o segmento R$ 311 milhões, alta de 66,3% ante o mesmo período do ano passado (R$ 187 milhões).“Ainda temos uma capacidade ociosa muito grande nas indústrias que vai retomando conforme a melhora da confiança e da economia. Mas já temos atuado muito fortemente no mercado de capitais para atender a nossa carteira de grandes companhias e transformar a perda da carteira de crédito em receita de serviços”, afirmou o vice-presidente de negócios de atacado, Márcio Hamilton Ferreira.

O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil somou R$ 4,4 bilhões, alta de 37,5% ante igual período de 2018 (R$ 3,2 bilhões). Vale lembrar, porém, que o montante está sob influência do não pagamento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) neste ano, diferente do ano passado. Ao final do pregão de ontem, as ações ON do BB fecharam em R$ 48,80 (+0,72%).

Fonte: Jornal DCI

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