Boa tarde! Hoje é quarta, 19 de agosto de 2026

(11) 3104-4441

Como o mercado avaliou o resultado do segundo trimestre do Banco do Brasil?

Publicado em: 19/08/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou no dia 12 de agosto que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). O número veio acima do esperado por analistas de mercado. O consenso da Bloomberg projetava lucro de R$ 3,5 bilhões. Já as projeções reunidas pela Lseg apontavam para R$ 3,6 bilhões. As projeções de analistas consultados pelo Valor Econômico eram de R$ 3,57 bilhões. Mas as ações caíam 3,42% cotadas a R$ 18,35 às 14h do dia seguinte.

Para o BTG, o Banco do Brasil apresentou um segundo trimestre marcado por deterioração relevante da qualidade dos ativos e redução do patrimônio tangível, apesar de o lucro líquido ter ficado próximo das estimativas.

O lucro líquido gerencial, com ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 8%, foi sustentado por receitas de juros e tarifas ligeiramente melhores do que o esperado e bom controle de despesas administrativas, comenta o time de analistas.

Já a carteira de crédito cresceu apenas 1% na base trimestral, enquanto a inadimplência acima de 90 dias avançou para 5,6%, com forte deterioração nas carteiras de pessoa física, cartões de crédito, agronegócio e empresas.

Além disso, o BTG ressalta que as provisões permaneceram elevadas e a cobertura da inadimplência recuou, refletindo a piora da qualidade da carteira e o aumento da formação de créditos problemáticos.

Para a equipe do banco, a implementação das medidas voltadas à renegociação de dívidas rurais tem avançado mais lentamente do que o esperado, mantendo incertezas sobre a normalização da carteira do agronegócio e pressionando as perspectivas de resultados para os próximos períodos.

A Genial Investimentos comenta em relatório que, apesar da melhora ainda que marginal da rentabilidade do Banco do Brasil no trimestre, houve uma piora na qualidade do resultado. Os analistas seguem vendo uma rentabilidade muito abaixo do custo de capital e, principalmente, uma dinâmica de crédito ainda frágil.

Já a XP avalia que o Banco do Brasil (BBAS3) apresentou um resultado claramente acima do esperado no 2T26, com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, 15% acima da estimativa de seus analistas, apoiado por um Custo do Risco melhor que o esperado e bom controle das despesas operacionais. Mas a equipe considera que a qualidade subjacente do trimestre permanece mista.

A avaliação é que, embora o BB continue aumentando as reservas antes das perdas e melhorando a cobertura no Agro, as tendências de crédito permanecem desafiadoras em toda a carteira, especialmente em Pessoas Físicas, na qual a deterioração impulsionada pelos cartões acelerou de forma significativa, a formação de NPLs (Non-Performing Loan – crédito não produtivo ou em atraso) novos mais que dobrou na base trimestral e os índices de cobertura enfraqueceram.

Fonte: Finance News