As empresas devem construir caminhos coletivos para realizar transformações sociais relevantes no país, afirmou o presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), André Castelo Branco Machado, durante o Toque da Campainha pela Filantropia, realizado pela B3 em São Paulo.
Em entrevista ao Observatório do Terceiro Setor, Machado lembrou que não existe concorrência na filantropia. “Quando pensamos em territórios, temos que entender que as soluções se constroem também com essa unidade de ação entre as diferentes empresas para enfrentar problemas que são tão relevantes e importantes.”
Ainda, o presidente da FBB reforçou que o Brasil é um país com problemas sociais diversos e que eles precisam ser combatidos pelos diferentes setores da sociedade, incluindo o setor privado.
“O Brasil é um país com muitos desafios e eles serão enfrentados com políticas públicas, evidentemente, com um Estado que exerça seu papel, trazendo políticas que possam construir soluções, mas também o papel das grandes empresas”, afirmou.
Na última semana (20/10), Machado foi um dos palestrantes no Toque de Campainha pela Filantropia, realizado na sede da B3 em São Paulo. O evento reuniu empresários, representantes de fundações e lideranças do terceiro setor para discutir e celebrar o Investimento Social Privado no Dia Nacional da Filantropia.
Para Machado, o Toque de Campainha pela filantropia é um ato essencial, trazendo a pauta de transformação social para um espaço que está, majoritariamente, associado aos negócios.
“Quando a B3 chama as grandes empresas para discutir a questão da filantropia, ela está também dizendo que a pauta ESG não é só uma pauta de relatório de sustentabilidade, mas ela é uma pauta, de fato, de transformação social.”
Filantropia apoiando iniciativas comunitárias
Durante entrevista ao OTS, Machado foi questionado sobre o papel dos investidores privados em apoiar iniciativas comunitárias. Segundo ele, as grandes empresas, institutos e fundações não devem trabalhar a partir da imposição de valores, mas sim construir soluções junto com as comunidades, em uma visão decolonial.
“Para a gente construir junto às comunidades, trazendo o conhecimento acadêmico e científico, mas ao mesmo tempo, levando a sério o conhecimento tradicional e o modo de viver dessas comunidades.”
Nesse sentido, Machado destacou que a FBB, há anos, vem construindo tecnologias sociais. Em seu ponto de vista, são justamente essas soluções baseadas nas vivências de quem vive os problemas que trarão as mudanças reais.
“O grande legado que a gente pode deixar para as comunidades é, de fato, esse fortalecimento das suas capacidades locais”, finaliza.
