O vice-presidente de finanças (CFO) do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias, acredita em uma recuperação da companhia em W. O comentário foi declarado durante evento do Banco do Brasil com investidores e analistas do mercado financeiro realizado nesta quinta-feira, 23 de abril.
Segundo o executivo, a diretoria da empresa ainda não chegou a um consenso de qual será a trajetória de recuperação da empresa, mas ele tem a sua própria opinião. “Acho que a recuperação será em W, pois ainda vamos passar por momentos de ajustes para depois retomar a rentabilidade”, explicou Tobias.
O Banco do Brasil encerrou 2025 com o menor lucro desde 2020. A companhia reportou ganhos de 20,7 bilhões no acumulado de 2025, tombo de 45,4% na comparação com 2024. Essa piora aconteceu devido a deterioração da carteira da crédito da empresa.
O Banco do Brasil reportou uma inadimplência acima de 90 dias de 5,17% ao fim de 2025, avanço 2,11 pontos porcentuais em relação à inadimplência de 3,16% do quarto trimestre de 2024. Segundo o banco, a alta do indicador de calotes foi impactada por uma empresa do segmento atacado, que gerou um rombo de 3,6 bilhões de reais. Desconsiderando esse caso, o indicador seria de 4,88%.
Mesmo assim, o Banco do Brasil continua com a maior inadimplência entre os pares, a menor é a do Itaú (1,9%), seguida por Santander (3,7%) e Bradesco (4,1%). Essa deterioração diante dos concorrentes acontece devido a alta da inadimplência da carteira de crédito do agronegócio, que avançou 3,86 pontos percentuais em 12 meses.
Diante da inadimplência, o BB reportou 17,9 bilhões de reais em Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), piora de 93,9% na comparação anual. Segundo o CFO, esse cenário tende a mudar de forma gradual. “Nosso foco é uma recuperação de longo prazo com uma carteira de crédito sustentável”, conclui Tobias no BB Day desta quinta-feira.
