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Movimentos de massa podem ser muito perigosos

Publicado em: 22/09/2017

Há tempos venho observando movimentos de massa. Nas ruas, internet, redes sociais, mercados, etc. Geralmente em torno de uma causa, como Diretas Já, impeachment ou contra o preconceito, entre outras coisas.

E ao observar esses movimentos, tenho me perguntado, se as pessoas que estão lá, envolvidas com aquela causa, realmente acreditam naquela bandeira. Com certeza, muitas pessoas acham que sim. São ativistas de uma causa, querem transformar o mundo, imaginam que com suas ações irão promover mudanças, e, enfim, construir um futuro melhor.

E em muitos casos isso acontece. Muitas realidades foram transformadas a partir de movimentos de massa. Presenciamos isso no próprio Brasil nos últimos anos. E isso é muito bom.

No entanto, ao observar alguns desses movimentos, e conversar com algumas pessoas, notei que muitas não tinham a real clareza dos motivos que a levaram a abraçar aquela causa. Por desinformação, por saberem de parte da verdade, ou simplesmente porque mais alguém estava indo naquela direção. E isso é preocupante.

Essa realidade preocupa porque essas pessoas que se engajam em uma causa sem saber o seu real propósito acabam sofrendo as consequências da mesma forma que aquelas que o fizeram com clareza e muitas vezes acabam não recebendo o benefício. Um exemplo clássico são as brigas entre torcidas de futebol, que acabam em tragédia. Tomados pelo movimento de massa e acreditando em um suposto anonimato, uma pessoa agride um torcedor do time adversário que acaba morrendo, é identificado por câmeras e termina preso. E às vezes nem foi ele que começou a briga.

Outro exemplo do dia a dia é quando surge um boato no mercado financeiro. Tomados pela emoção e tentando se antecipar a algum fato, um trader que se vê no meio do efeito manada pode realizar operações impulsivas e gerar prejuízos enormes.

E o que fazer nesses momentos então? Como agir? Devemos então nadar contra a maré? Acredito que a melhor solução é composta de três etapas:

1- Procure um estado interno de equilíbrio emocional. Isso é fundamental para não se deixar levar pelo movimento de massa. Só assim podemos tomar atitudes mais centradas e sensatas.

2- Procurar informações de fontes confiáveis. Com informações de qualidade temos um substrato melhor para fazer nossos julgamentos e tomar decisões.

3- Observar o movimento. Perceber para que lado as pessoas estão indo, o que estão dizendo ou pensando. Compare com as informações que você já obteve e veja se elas são coerentes.

A partir daí decida qual parece ser o melhor caminho para você e aja. Não temos como predizer o futuro, mas podemos agir de forma consciente no momento presente. E isso já é um bom começo, na direção do sucesso.

Artigo de Marcelo Katayama, médico e terapeuta do Núcleo Ser Treinamento e Consultoria

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