Reestruturações e falta de funcionários geram caos nas agências do BB em Rondônia

Publicado em: 15/10/2020

Filas gigantescas e intermináveis, clientes e usuários aglomerados e revoltados com a demora no atendimento, bancários desesperados e sobrecarregados. É essa a rotina diária nas agências do Banco do Brasil em Rondônia, tudo por conta dos inúmeros processos de reestruturação promovidos pela direção nacional do banco nos últimos anos, e que tem diminuído consideravelmente o número de funcionários para fazer o atendimento ao público.

E uma prova bem recente deste caos pôde ser comprovada nesta terça-feira, 13 de outubro, quando dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) foram à agência da avenida Calama, em Porto Velho. Na unidade, uma fila quilométrica de clientes e usuários que, aglomerados e expostos ao sol e ao risco de contaminação pelo novo coronavírus, tinham que esperar horas para poder adentrar à agência, já que o atendimento continua contingenciado por conta da pandemia.

De acordo com o Sindicato, aquela agência tinha uma dotação de mais de 20 funcionários, mas após a última reestruturação do banco, ficaram apenas 10. E destes 10 existem quatro claros (vagas não ocupadas no quadro funcional), ficando apenas seis. E destes seis apenas três funcionários estavam fazendo o atendimento nesta terça-feira, 13/10.

O presidente do Sindicato, José Pinheiro, imediatamente entrou em contato com o superintendente do Banco em Rondônia, Édson Lemos, que respondeu que a agência estava com atendimento contingenciado e que a gerente estava conduzindo a situação e fazendo o possível para ‘agilizar’ este atendimento.

“Acontece que não tem como a gerente – ou o gerente – fazer milagre sem que haja funcionários, sem que o banco recomponha as dotações das agências. São poucos funcionários para atender a uma demanda gigantesca mesmo em época de pandemia e medidas de prevenção que são adotadas nos bancos. E infelizmente esta realidade não é apenas da agência da Calama, mas de todas as agências do BB no Estado. Falta funcionários no Banco do Brasil de Guajará-Mirim a Corumbiara. E com esse déficit no quadro de funcionários o atendimento, que já era precário, só piora, gerando ainda mais a revolta de clientes e usuários, que acabam descontando sua fúria nos funcionários”, comenta o presidente do Sindicato.

Pinheiro acrescenta ainda que esses “claros” promovem o adoecimento de mais funcionários que, sobrecarregados física e mentalmente (pois tem que trabalhar por dois ou três), também acabam tendo que se afastar do trabalho para cuidar da própria saúde.

“E com isso as agências ficam com menos pessoas para atender. É um descaso total do BB não apenas com seus trabalhadores, mas também com seus clientes, e nós, enquanto Sindicato, cobramos providências há anos, e o BB em Rondônia continua fazendo o mesmo de sempre: fecha os olhos e não faz absolutamente nada para solucionar este caos que se arrasta – e se amplia – a cada ano”, dispara o dirigente.

Vale ressaltar que atualmente existem mais de 100 ‘claros’ nas agências do Banco do Brasil em Rondônia, um número considerado alarmante e que deixa as dotações nas agências muito longe do ideal.

“Face à demanda gigantesca de clientes, deveria ter, no mínimo, 50% a mais do atual quadro funcional existente no banco no Estado. Só assim o BB poderia dar um atendimento digno aos clientes e garantir melhores condições de trabalhos aos seus funcionários”, esclarece José Pinheiro.

Metas

O presidente destaca ainda que além de trabalhar dobrado para compensar o déficit no quadro funcional, os empregados ainda tem que cumprir as famigeradas metas, que mesmo na pandemia, só aumentam.

“Ou seja, se não bastasse ter que fazer o atendimento de milhares de pessoas diariamente, trabalhando sem descanso e sobre pressão constante, os bancários ainda tem que produzir e fazer captações, vender produtos do banco para os clientes que já estão horas na fila, cansados, revoltados e muitos indo ao banco apenas para pegar algum dinheiro para seu sustento nessa época de crise econômica”, concluiu o dirigente.

Fonte: Rondônia Dinâmica

Comissão discute fechamento da superintendência regional do BB em Rondônia

Publicado em: 18/09/2019

A Comissão de Indústria e Comércio, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Rondônia, presidida pelo deputado Chiquinho da Emater (PSB), se reuniu no Plenarinho 1 na manhã desta terça-feira (17) para deliberações. O deputado Aélcio da TV (PP), leu ofício encaminhado pelo Sindicato dos Bancários apontando que a Superintendência Regional do Banco do Brasil foi fechada em Rondônia.

Chiquinho da Emater disse ser uma pena o Estado ter perdido as superintendências do Dnit e do Banco do Brasil. Ele acrescentou que o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB) já preparou ofício dirigido à bancada federal solicitando providências.

Aélcio da TV disse que aparentemente houve uma alteração no organograma do BB. “O banco manteve a superintendência estadual em Rondônia, mas fechou a regional, que se estendia até o Acre. Centralizou tudo em Manaus”, destacou.

O deputado Chiquinho da Emater disse que, segundo o Sindicato dos Bancários, a alteração afeta os grandes empreendimentos, porque projetos maiores terão que ser analisados em Manaus. “Além disso perdemos alguns funcionários”, destacou.

Para o deputado Aélcio da TV, o mais importante é saber se foi reduzido o volume de empréstimos destinados a Rondônia. “Gostaria de saber o quanto foi emprestado no ano passado e quanto será neste ano. Minha preocupação maior é o financiamento da produção”, afirmou.

Fonte: Tudo Rondônia

Superintendência do BB concede recursos para o agronegócio em Rondônia

Publicado em: 24/07/2019

O superintendente do Banco do Brasil, em Rondônia, Gustavo Arruda anunciou que para o Plano safra 2019/2020, a instituição disponibilizou R$ 1,4 bilhões para investimentos na área do agronegócio. O Banco da Amazônia, na figura do superintendente Wilson Evaristo, frisa que tem recursos da ordem de R$ 1,1 bilhão para investimentos na agricultura familiar. Na outra ponta da linha o Sicoob, com mais de 100 mil associados, neste Plano Safra conta com R$ 1 bilhão, segundo informa o gerente regional Valdir Rotendel.

Vendendo o peixe

O secretário de Agricultura, Evandro Padovani, vem se desdobrando na parceria com outras instituições ligadas a piscicultura no estado de Rondônia. Nos dias 6 e 7 de agosto, em evento programado para Esplanada dos Ministérios em Brasília, será mostrado ao público a qualidade do tambaqui produzido aqui. São quatro mil bandas do pescado representando em torno de 6 mil quilos, assados para ser degustados pelos consumidores na capital federal. Além de outras autoridades ligadas ao setor produtivos, deverão marcar presença o presidente Jair Bolsonaro, a ministra da Agricultura Teresa Cristina, assim como o governador Marcos Rocha.

Uma central de abastecimento para Porto Velho

Na opinião do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia, (FAPERON), Hélio Dias, a instalação de uma central de abastecimento, na capital trará benefícios significativos para pequenos, médios e grandes comerciantes. Os Pequenos produtores rurais, terão um local adequado para comercializar suas produções. Hélio Dias entende que participação da bancada federal no Congresso Nacional destacando emendas com recursos para implantar a central de abastecimento é muito importante.

Algodão

Na próxima terça-feira (23) terá início em Vilhena, no Cone Sul do estado a primeira colheita de algodão. Assim, Rondônia passa a ser destaque, não só na produção de soja, milho, café e bovinos, mas também no algodão que tem ótima aceitação no mercado externo. É mais uma frente que se abre na direção do desenvolvimento econômico.

Suinocultura em alta

Os estados produtores e exportadores de carne suína, estão de olho no mercado Asiático. A China abateu 220 milhões de animais contaminados pela peste suína, o que representa 20% da produção mundial. Segundo, José Neves, secretário executivo da Câmara Setorial de Aves e Suínos, em Rondônia, o estado tem muita possibilidade de ampliar a suinocultura, uma vez que a produção Chinesa levará de cinco a sete anos para se recuperar.

Vinte anos de bons serviços

Na sexta-feira (19), Agência Idaron completou vinte anos de implantação no estado de Rondônia. Com proposta de funcionamento semelhante ao Instituto de Defesa Animal no estado de Mato Grosso, Agência Idaron se tornou na instituição mais moderna e respeitada no Brasil, em termos de defesa sanitária animal, servindo de referência para a região Norte, conforme relata o Diretor Executivo, Licério Magalhães.

As obras na ponte continuam

As obras de arte na cabeceira da ponte sobre o rio Madeira na Ponta do Abunã, com o levantamento dos aterros nas laterais do rio, prosseguem normalmente depois da ação da Policia Federal e do Ministério Público, afastando a diretoria regional do DNIT.

Fonte: Diário da Amazônia

Reativação de convênio entre Emater e BB agiliza crédito rural em Rondônia

Publicado em: 13/03/2019

Paralisada devido à mudança jurídica da Emater-RO, o convênio firmado entre o Banco do Brasil e autarquia para agilizar as operações de crédito rural volta a ativa. A proposta foi finalizada esta semana e os extensionistas que receberam capacitação para atuar no sistema já poderão fazer as operações diretamente no portal do Banco do Brasil. O convênio, que era de correspondente bancário, passa agora a ser de agente bancário e traz grandes benefícios tanto para o órgão público quanto para os produtores rurais.

O sistema criado pelo Banco do Brasil visa permitir que outras instituições que atuam com crédito rural possam colaborar na agilização de cadastros e liberação de crédito rural. Com o convênio, a Emater-RO que tem entre as suas ações a elaboração de projetos para financiamento através da linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), torna-se apta para atuar como agente bancário viabilizando a liberação do crédito para investimento rural.

Segundo Jhovito Evaristo Correa, Jhovito Evaristo Correa gerente de mercado agro em Rondônia do Banco do Brasil, as propostas podem ser enviadas diretamente pelo portal de crédito do banco (portalcredito.bb.com.br). “Nesse portal foi disponibilizado também o acompanhamento das propostas que estavam sendo conduzidas anteriormente, pelo convenio antigo”, diz o gerente.

Correa explica ainda que a mudança no convênio fez-se necessária para corrigir as alterações legais devido à mudança jurídica da Emater-RO que deixou de ser empresa publica para ser autarquia, o que acabou bloqueando o antigo convênio antes de sua finalização. “Tivemos que mudar o convênio que era de correspondente bancário por meio de uma resolução do Banco Central (Bacen) para agente de crédito, que é outra resolução do Bacen”, explica.

Além de agilizar a contratação de crédito pelos produtores rurais, o convênio é uma grande fonte de recursos financeiros para a Emater-RO. Correa destaca que a autarquia receberá R$ 60 a cada custeio e R$ 92 a cada investimento contratado, além do bônus de adimplência sobre o custeio. “Cada semestre, geralmente em agosto e fevereiro, a gente faz a medição de como foi o controle da carteira da Emater, como foram feitas as operações, como foi conduzido o pagamento desses custeios que foram feitos e, tendo uma inadimplência dentro do padrão que o banco considera ajustado para continuar operando o Pronaf, que é no máximo, até 2% de inadimplência, a Emater pode estar recebendo um bônus e, em caso de 100% de adimplência, esse bônus poderá chegar até a um por cento sobre o valor dos custeios, além dos 2% que já recebe do convênio”.

Para o diretor presidente da Emater-RO, Luciano Brandão, a reativação do contrato será de grande ajuda para a Emater-RO e trará mais benefícios para o público beneficiário. “Agora cada gerente da Emater-RO local deverá entrar em contato com o gerente da agencia de seu município e trabalharem nas contratações de crédito rural oferecendo maior agilidade e benefício para o produtor rural.

Fonte: Rondônia News

Reestruturação do BB gera superlotação nas agências e revolta da população em RO

Publicado em: 08/03/2018

Um verdadeiro caos. É assim que está sendo classificada a rotina dentro das agências do Banco do Brasil em Rondônia, principalmente na capital, em que se vê, diariamente, superlotação, um atendimento totalmente precário e um clima de revolta dos clientes e usuários que chegam a passar até três horas esperando para ser atendidos.

E de acordo com as informações e denúncias passadas ao Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), essa situação de penúria e desespero nas agências se deve ao mero capricho da direção do banco, que quer priorizar o atendimento aos chamados ‘grandes’ clientes e realocou inúmeros funcionários de cada uma das agências para o prédio da avenida Farqhuar, onde funcionam as novas unidades do banco e a própria Superintendência em Rondônia.

Só para se ter um exemplo, na última sexta-feira 3/2, a agência Centro – a maior do Estado – que antes tinha 52 funcionários, estava atendendo ao público com apenas sete funcionários, enquanto que a agência da avenida Nações Unidas fazia o atendimento com apenas três funcionários. O resultado disso? Superlotação, demora no atendimento e a revolta dos clientes e usuários, que não se conformam em ter que esperar horas por atendimento, muitas vezes apenas para trocar um cheque.

Lotação-atendimento-BB-Março-2018-0007

“Esse novo formato de atendimento que está sendo implantado pelo banco no Estado favorece somente aos clientes de alta renda, quem tem mais poder aquisitivo e é isso que interessa ao banco: o lucro, o dinheiro a qualquer custo. Enquanto isso o cliente, o usuário e a população em geral ficam totalmente desprezados, abandonados pelo maior banco público do país e que, recentemente, divulgou lucro de R$ 11,1 bilhões em 2017, valor quase 55% maior em relação ao ano anterior. Ou seja, quanto mais lucra, mais o BB continua indo na direção contrária do seu papel social, que é se aproximar da população e lhe oferecer um atendimento ágil e de qualidade, o que não acontece nem de longe”, avalia José Pinheiro, presidente do Sindicato.

O dirigente diz ainda que essa situação será levada a conhecimento do Ministério Público do Trabalho (MPT), que deve apurar de perto essa iniciativa do BB que, além de ampliar o caos no atendimento ao povo, promove a sobrecarga de trabalho para os funcionários que ficam nessas agências superlotadas e que acabam recebendo toda a revolta dos clientes e usuários.

“E sabemos que esse tipo de pressão no ambiente de trabalho apenas contribui para o adoecimento do trabalhador, que terá que se redobrar para atender uma demanda diária ainda mais extenuante e ainda ter que ouvir as reclamações e até ataques da população em geral, revoltada com esse completo descaso, e em todas agências da capital os funcionários chegam a sofrer agressões verbais, como se a culpa pelo péssimo atendimento fosse deles, e não do banco, como vem acontecendo, por exemplo, na avenida Nações Unidas. E não vamos admitir nenhuma situação que possa colocar em risco a saúde e a integridade física e moral do trabalhador”, conclui Pinheiro.

Fonte: Portal Rondônia

BB adere ao Agro+, programa do Ministério da Agricultura

Publicado em: 16/03/2017

O Banco do Brasil passou a adotar na carteira de crédito agrícola o Plano Agro+, encampado pelo Ministério da Agricultura e que visa à desburocratização de procedimentos no setor. A informação foi passada nesta sexta-feira, dia 10, pelo próprio ministério.

“Entre os produtos oferecidos pelo Banco do Brasil aos produtores rurais destacam-se o Custeio Agrícola Digital, o Investe Agro, o GeoMapa Rural e o Extrato de Financiamento, possibilitando maior agilidade no acesso ao crédito agrícola”, acrescentou a pasta. Para acelerar a análise de crédito, o BB lançou o custeio agrícola digital, oferecido inicialmente em feiras agropecuárias, como a Expodireto Cotrijal, realizada até esta sexta-feira em Não-me-Toque (RS). O sistema permite o encaminhamento de propostas de contratação de crédito via celular.

Já o Investe Agro é uma linha de investimento simplificada, para financiar sem limitação de crédito máquinas e equipamentos novos e usados importados para a formação de lavouras permanentes. O GeoMapa, por sua vez, que também faz parte do Agro+, é um aplicativo que permite ao produtor captar e enviar ao banco as coordenadas geodésicas de área a ser plantada. “As coordenadas são necessárias para obter financiamento junto à instituição”, diz o ministério. “Já o Extrato de Financiamento visa possibilitar consulta também pelo celular sobre operações com detalhamento de liberações, pagamentos e saldo devedor”, finalizou.

Rondônia

O ministro Blairo Maggi vai lançar o Plano Agro+ em mais um estado, desta vez em Rondônia, conforme informou o ministério. Na segunda-feira, dia 13, Maggi estará em Porto Velho para o evento. A Agricultura informa que este é o terceiro estado – após Rio Grande do Sul e São Paulo – a aderir ao Agro+, lançado em agosto de 2016.

Fonte: Canal Rural