Conhecimento sobre bancos digitais quase dobra em quatro anos

Publicado em: 16/04/2026

O conhecimento dos brasileiros sobre bancos e carteiras digitais quase dobrou em quatro anos. Passou de 23,9% em 2022 para 45,6% em 2025, segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro. Divulgado nesta semana, a pesquisa foi realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com o instituto Datafolha.

Para Marcelo Billi, superintendente de sustentabilidade, inovação e educação da Anbima, o avanço reflete uma mudança consistente na forma como a população se relaciona com o sistema financeiro.

“As pessoas estão mais expostas ao universo digital e, ao mesmo tempo, mais atentas às diferentes formas de acessar serviços”, diz Billi. “Esse movimento amplia as opções e fortalece a inclusão.”

No geral, bancos tradicionais e digitais já fazem parte do cotidiano da população. De acordo com o levantamento, 97% dos brasileiros afirmam conhecer ao menos uma instituição financeira.

O reconhecimento dos bancos tradicionais segue elevado e crescente. Em 2022, 78% citaram espontaneamente algum banco convencional. Em 2025, o índice subiu para 91,5%.

Geração Z é a que mais usa bancos digitais

Nove em cada dez brasileiros têm ao menos uma conta ativa. Entre os canais, bancos tradicionais permanecem como a porta de entrada mais comum, chegando a 73,67%. Bancos e carteiras digitais avançaram na série, mas recuaram no último ano, depois do pico de 43,78%, em 2024, para 38,87% ,em 2025 (a mesma pessoa pode ter conta em mais de um tipo de instituição, por isso os porcentuais não são excludentes e ultrapassam 100% quando somados).

O recorte geracional evidencia um contraste. De acordo com o Raio X, 92% da geração Z (16 a 29 anos em 2025) tem algum tipo de conta, com empate na quantidade de público em cada instituição: 67% têm conta em banco tradicional e 66% em banco digital, sinal de sobreposição de relacionamento.

Entre millennials (30 a 44 anos), o padrão é híbrido: 77% com pelo menos uma conta em bancos tradicionais e 48% nos digitais.

Nas faixas mais maduras, o digital perde fôlego: na geração X (45 a 64 anos), 76% estão em casas tradicionais, enquanto 24% focam em digitais.

Entre boomers+ (acima de 65 anos), 75% possuem contas tradicionais. Apenas 7% têm movimentações financeiras em plataformas digitais.

“O conjunto mostra que a inclusão financeira avança, mas a adoção do digital ainda é desigual”, explica Billi. “Pessoas mais jovens já operam com dupla porta de entrada e transitam entre canais, enquanto os boomers e a geração X têm preferência pelo modelo tradicional. O resultado reforça a leitura de que o digital complementa, mas não substitui, o relacionamento bancário para parte significativa da população.”

Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro

A 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro retrata a população com 16 anos ou mais, o que equivale a mais de 168 milhões de pessoas, sendo 48% homens e 51% mulheres economicamente ativas, com uma média de idade de 44 anos.

O estudo ouviu 5.832 pessoas em todas as regiões do país, de 4 a 21 de novembro de 2025. A versão completa do levantamento será apresentada em breve pela Anbima.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Resultado do BB pode surpreender negativamente no 1º tri, diz BTG Pactual

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Analistas do BTG Pactual esperam um resultado fraco do Banco do Brasil para o primeiro trimestre do ano, avaliando que a magnitude da queda sequencial do lucro e no retorno sobre o patrimônio (ROE) em relação aos últimos quatro meses de 2025 pode surpreender negativamente.

Na visão de Eduardo Rosman e equipe, os resultados do banco deterioraram-se desde o começo do ano, quando a administração sinalizou que 2026 seria um período de transição, com o primeiro semestre ainda pressionado por provisões, mas com recuperação esperada no segundo semestre.

“O principal ponto de inflexão era esperado a partir dos pagamentos das últimas safras originadas sob critérios de concessão de crédito mais rigorosos, com abril e maio sendo vistos como meses cruciais”, afirmaram em relatório enviado a clientes com data de terça-feira.

“No entanto, nossa impressão é de que o primeiro trimestre já ficou aquém das expectativas iniciais. Combinado com a contínua deterioração das condições no agronegócio — especialmente devido aos maiores custos de diesel e ao câmbio — vemos um risco crescente de que o segundo trimestre também decepcione.”

Nesse contexto, eles também veem riscos crescentes de frustração em relação às expectativas atuais para o resultado no ano, para o qual o guidance do banco aponta um intervalo entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Para o primeiro trimestre, o BTG estima lucro líquido na faixa de R$ 3 bilhões a 3,5 bilhões, calculando uma margem financeira (NII) menor e provisões para perdas com crédito ainda elevadas.

No quarto trimestre do ano passado, o BB reportou um lucro de R$ 5,7 bilhões, acrescentaram, beneficiado por um efeito tributário positivo pontual e muito significativo, “de modo que uma comparação trimestral mais fraca não deve surpreender na ausência de melhorias operacionais claras”.

“Ainda assim, embora um primeiro trimestre mais fraco não seja novidade, acreditamos que a magnitude da queda sequencial nos resultados e no ROE em relação ao quarto trimestre ainda pode surpreender negativamente.”

De acordo com os analistas, a qualidade do crédito continua sendo a principal preocupação e deve seguir pressionando os resultados, especialmente no agronegócio, onde a inadimplência acima de 90 dias ainda está em deterioração.

O crédito corporativo, avaliam, deve se estabilizar após casos específicos no quarto trimestre, enquanto o varejo deve refletir a habitual alta sazonal.

Rosman e equipe estimam que a formação de inadimplência deve cair de R$ 24,5 bilhões no quarto trimestre para cerca de R$ 20 bilhões, principalmente devido à normalização no segmento corporativo. No entanto, calculam, as provisões devem permanecer elevadas.

“Esperamos um novo aumento trimestral…. (com o custo do crédito ficando) bem acima da média trimestral de aproximadamente R$ 14 bilhões implícita no guidance”, afirmaram.

No quarto trimestre de 2025, as provisões somaram quase R$ 18 bilhões.

Os analistas destacaram que, anteriormente, esperavam alguma melhora no lucro antes dos impostos (EBT), mas agora enxergam uma maior probabilidade de uma queda de cerca de 20% na base trimestral. “A alíquota efetiva de impostos deve permanecer “positiva”, em linha com o terceiro trimestre, embora menos favorável do que no quarto trimestre.”

Para a equipe do BTG, o evento do banco com investidores e analistas na próxima semana (dia 23) deve ser um catalisador importante, especialmente em relação à trajetória da carteira de agronegócio, às tendências de provisões e ao timing de uma possível recuperação.

“O timing é crucial, à medida que nos aproximamos do fim de abril — um período crítico para avaliar os pagamentos antecipados da última safra”, ressaltaram.

Eles afirmaram que preferem aguardar um guidance atualizado da administração antes de ajustar suas previsões para o BB. Mas reforçaram que, neste momento, veem riscos relevantes de queda nas suas projeções, nas estimativas no mercado e no guidance.

No relatório, eles também apontam que a ação negocia a cerca de 0,8 vez o valor patrimonial mais recente, com um ROE “que pode ter dificuldade de atingir 10% em 2026 e um dividend yield na faixa de um dígito médio — níveis que não parecem particularmente atrativos em relação aos padrões históricos”.

Caso o mercado revise o lucro deste ano em cerca de 20%, para R$ 20 bilhões, avaliam, a ação passaria a negociar a aproximadamente 7,3 vezes o preço sobre lucro e com um dividend yield de cerca de 4% — “níveis que também não são particularmente atrativos pelos padrões históricos do BB”.

Nesta quarta-feira, por volta de 14h30, as ações recuavam 3,7%, a R$ 24,44. No ano, ainda acumulam alta de 12,7%.

“Dessa forma, mantemos nossa recomendação neutra e uma postura cautelosa. Entre os grandes bancos brasileiros, o Itaú segue como nossa única recomendação de compra, enquanto, na margem, atualmente preferimos Bradesco em relação a BB.”

O BB divulga seu balanço do primeiro trimestre no dia 13 de maio.

Fonte: CNN Brasil

Banco do Brasil vê virada no agro no segundo semestre do ano

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Relatório do BTG Pactual (BPAC11) aponta que o Banco do Brasil (BBAS3) trabalha com a expectativa de uma inflexão relevante na qualidade da carteira do agronegócio a partir do segundo semestre de 2026, após um período de forte pressão observado ao longo de 2025. A sinalização foi reforçada pela CEO Tarciana Medeiros em entrevista recente, indicando que o pior momento do ciclo pode ter ficado para trás.

Segundo a análise, o principal ponto de atenção segue sendo o crédito rural, que ainda concentra os maiores riscos de deterioração. No entanto, a leitura da administração é de que o estresse é cíclico, e não estrutural, o que sustenta a visão de normalização gradual ao longo dos próximos trimestres.

De acordo com o relatório, cerca de 95% da carteira agro do banco permanece adimplente, o que implica uma taxa de inadimplência (NPL) ao redor de 5%. Apesar disso, o BTG chama atenção para dados de mercado que ainda indicam deterioração em curso no segmento, citando, por exemplo, a elevação da inadimplência reportada por outros bancos.

A pressão recente é atribuída a uma combinação de fatores: aumento da alavancagem por produtores durante o ciclo de juros baixos, elevação dos custos de insumos após a guerra entre Rússia e Ucrânia, frustrações de safra em determinadas regiões e, posteriormente, queda nos preços das commodities agrícolas.

Mesmo diante desse cenário, o banco mantém a avaliação de que não há uma crise generalizada no setor agrícola brasileiro, mas sim um ajuste pontual após um ciclo atípico.

Fonte: Eu Quero Investir

BB formaliza crédito de R$ 2,57 bi para o túnel imerso Santos-Guarujá

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O Banco do Brasil formalizou nesta segunda-feira, 13 de abril, a operação de crédito no valor de R$ 2,57 bilhões que viabiliza a contrapartida do Estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Imerso Santos–Guarujá, um dos mais relevantes projetos de infraestrutura do país e o maior investimento individual do Novo PAC. Participaram da assinatura o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e o secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita.

O projeto prevê a construção do primeiro túnel imerso da América Latina, conectando os municípios de Santos e Guarujá por meio de uma ligação submersa sob o canal do Porto de Santos. Com extensão total de 1,5 km, sendo 870 metros submersos, a estrutura contará com três faixas de rolamento por sentido, além de VLT, ciclovia e passagem para pedestres.

Com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, o empreendimento deve reduzir o tempo de travessia entre as cidades de cerca de 50 minutos para menos de cinco minutos, beneficiando aproximadamente 2 milhões de pessoas na Baixada Santista e gerando cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos. A operação de crédito estruturada pelo Banco do Brasil tem prazo de 23 anos, carência de 12 meses e taxa de CDI + 1,59% ao ano, e conta com garantia da União.

“O Banco do Brasil tem honrado, ao longo de sua história, a missão de ser um instrumento do desenvolvimento do país. Atuamos ao lado do Governo Federal, dos Estados e dos Municípios, apoiando políticas públicas e investimentos que promovem crescimento econômico com responsabilidade social”, afirmou Tarciana Medeiros.

“É um dia de celebração”, acrescentou Samuel Kinoshita. “É um financiamento não só de uma obra muito cara aos 45 milhões de brasileiros que vivem aqui no estado de São Paulo, mas também um projeto muito bonito pelo que representa para toda a Baixada Santista, para todo o estado de São Paulo e para o Brasil”.

Para Tomé Franca, “é um projeto concebido ouvindo a sociedade, para oferecer à população aquilo que tem de melhor, com acesso para pedestres, ciclovia, VLT e transporte rodoviário. Vai economizar o tempo de quem precisa sair de Guarujá para Santos ou de Santos para o Guarujá de 50 minutos para cinco minutos”.

“Estamos falando de um projeto estruturante, com impacto positivo na mobilidade, na eficiência econômica e no meio ambiente, com benefícios claros para a população”, disse Dario Durigan. “Esse é um exemplo de como o investimento público, aliado à pareceria federativa e à boa governança, pode gerar desenvolvimento e melhorar a vida das pessoas”.

“O Porto de Santos é o maior porto da América Latina, e um terço da exportação e importação brasileira passam por ele. O túnel imerso é um grande ganho para o porto e um grande ganho para a região, porque o que leva uma hora passa a ser feito em poucos minutos. Estamos fechando uma belíssima parceria que vai executar uma grande obra, atrair mais investimentos e melhorar a qualidade de vida da população”, concluiu Geraldo Alckmin.

As obras estão previstas para começar em 2027, com entrada em operação comercial estimada para 2031.

Fonte: Banco do Brasil

Seleção de Conselheiros: Previ formaliza nomes junto às empresas participadas

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A Seleção de Conselheiros 2026 contou com 432 candidatos inscritos, sendo 42% deles sub-representados. Do total de inscritos, 368 candidatos foram classificados para seguir no processo, por terem atingido os critérios mínimos obrigatórios previstos em edital. Do total de classificados, 40% são candidatos sub-representados.

Na seleção de conselheiros da Previ são considerados candidatos sub-representados o público a seguir:

Após a verificação do atingimento dos critérios mínimos, iniciou-se a etapa de consultas, momento no qual os candidatos foram analisados quanto à existência de impedimentos e/ou conflitos de interesses com a Previ e/ou com o Banco do Brasil. Em seguida, passou-se à identificação dos perfis de candidatos mais aderentes às vagas a serem preenchidas em Conselhos de Administração e/ou Fiscal das empresas participadas (etapa de matching).

Na sequência, os candidatos selecionados foram submetidos à aprovação das alçadas competentes da Previ e após aprovação foram contatados pela equipe da Previ para formalização de seus nomes junto às empresas participadas.

Indicações aos órgãos de governança

Os nomes dos candidatos aprovados pelo Conselho Deliberativo da Previ foram encaminhados para as empresas com a solicitação de divulgação nos documentos relativos às Assembleias Gerais Ordinárias que ocorrem nos meses de março a abril. O sucesso na eleição depende da participação acionária detida pela Previ no ativo, da concorrência de outros candidatos indicados e da obtenção de apoios de outros acionistas, quando necessário.

Após a temporada de assembleias, que se encerra em abril, a Previ divulgará mais duas matérias de forma a dar publicidade ao resultado do processo, conforme cronograma previsto no Edital:

Canal de Atendimento da Seleção 2026

Manteremos disponível até final de maio a caixa postal da seleção de conselheiros para eventuais dúvidas sobre o certame (selecaodeconselheiros@previ.com.br).

Fonte: Previ

Rigor técnico e governança na gestão de riscos da Previ

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Há mais de 20 anos, o processo de determinação de Limites Operacionais para Instituições Financeiras (LOF) se consolidou como um dos principais pilares de proteção dos recursos administrados pela Previ. Certificada externamente e aprovada pelos órgãos de governança interna, a metodologia reforça, ao longo do tempo, a segurança dos planos de benefícios e a credibilidade da Entidade.

Durante esses anos, a análise de crédito conduzida no âmbito do LOF demonstrou elevada capacidade de identificar fragilidades em instituições relevantes do sistema financeiro. Esse rigor técnico foi decisivo para evitar exposição da Previ em episódios marcantes do mercado financeiro brasileiro, inclusive casos de fraudes de grande impacto.

Integração, governança e foco no associado

Historicamente, a Previ avançou na integração do processo decisório para investimentos em ativos emitidos por instituições financeiras. Com uma atuação integrada e criteriosa, permanentemente orientada pelo monitoramento contínuo do mercado e pela priorização estratégica das análises, assegura-se uma avaliação profunda da solidez econômico-financeira das instituições financeiras e dos riscos envolvidos.

Esse processo estruturado resulta em uma lista qualificada de instituições financeiras aptas a operar com a Entidade, submetida à aprovação da Diretoria Executiva, o que reforça o alinhamento às melhores práticas de governança e à Gestão Baseada em Riscos.

O sistema proprietário que operacionaliza a metodologia LOF passa por um processo de modernização. O LOF segue como elemento essencial para garantir segurança, previsibilidade e responsabilidade na escolha das instituições financeiras parceiras da Previ.

Para o associado, que está sempre no centro das decisões da Entidade, essa disciplina técnica e de governança significa mais segurança para os recursos dos planos, que vão garantir o pagamento de benefícios a todos os participantes, de acordo com a nossa missão.

Fonte: Previ

Nubank, Inter e Itaú lideram ranking dos melhores bancos do Brasil

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Nubank, Inter e Itaú Unibanco estão entre os primeiros colocados da lista dos oito melhores bancos do Brasil, segundo o ranking anual da revista Forbes. A lista é resultado de uma pesquisa conduzida em parceria com a Statista, plataforma internacional de dados e inteligência de negócios, que ouviu 54 mil pessoas em 34 países entre outubro e novembro de 2025.

Além dos três primeiros colocados, o ranking da Forbes aponta mais cinco instituições entre as melhores do Brasil: Bradesco, BTG Pactual, Sicredi, C6 Bank e Santander. Juntas, as oito instituições formam um retrato diversificado do sistema financeiro nacional, reunindo bancos digitais, cooperativas de crédito e grandes players tradicionais.

Para montar a oitava edição do ranking, os entrevistados avaliaram os bancos com base em cinco critérios: confiabilidade, condições e tarifas, atendimento ao cliente, serviços digitais e qualidade da assessoria financeira. Desses pontos, confiabilidade, serviços digitais e atendimento ao cliente foram os mais valorizados pelos participantes.

De acordo com dados do BC, o Brasil tem cerca de 1,8 mil instituições, entre bancos, fintechs, cooperativas e outros. Apesar desse volume, apenas dez brasileiras apareceram no ranking mundial da Forbes, o que torna a presença do Brasil na pesquisa ainda mais potente dentro do contexto global. A lista completa reúne mais de 300 instituições ao redor do mundo e está disponível para consulta no site da Forbes.

Nubank vai para o topo da lista

No topo da lista, o Nubank mantém sua posição como símbolo da transformação bancária no Brasil. Fundado em 2013 como uma fintech, o banco digital acumula hoje mais de 113 milhões de clientes, o que o coloca como a maior instituição financeira privada do Brasil, segundo o Banco Central.

A trajetória do banco digital, conhecido pela overdose de roxo em seus produtos, começou com uma promessa que até então aparentava ser impossível: acabar com a burocracia bancária e facilitar o acesso ao crédito. O resultado aparece nos números. Em 2025, o lucro líquido atingiu US$ 2,87 bilhões, alta de 45,6% na comparação anual e o maior resultado da história da instituição.

Inter: de crédito imobiliário a banco digital

Logo atrás do Nubank, o Inter ocupa o segundo lugar da lista. Criado em 1994 com o nome de Banco Intermedium, sua atuação inicial era focada em operações de crédito. A virada veio em 2015, quando reformulou a proposta para apostar na simplificação dos serviços financeiros. Um ano depois, já contava com 80 mil clientes digitais, crescimento de 599% em relação a 2015.

No 4T25, o banco afirmou ter tido lucro de R$ 374 milhões, avanço de 36% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado anual de 2025 foi ainda mais acentuado: R$ 1,312 bilhão, com crescimento de 44,6% em relação ao ano anterior. A base de clientes chegou a 43,1 milhões de usuários, dos quais 25 milhões são considerados ativos.

Itaú: o bancão que aprendeu a ser digital

O Itaú fecha o pódio do ranking em terceiro lugar. A instituição nasceu não como banco, mas como um armazém. Em 1924, a Casa Moreira Salles funcionava como estabelecimento comercial e só migrou para o setor financeiro em 1943, quase vinte anos depois. Em 2008, no auge da crise econômica internacional, veio a fusão entre Itaú e Unibanco, operação que ampliou tanto a base de clientes quanto o capital da companhia. Nas décadas seguintes, o banco tradicional abraçou a digitalização e passou a oferecer uma experiência 100% online.

Em 2024, registrou o maior lucro entre os bancos listados na B3, atingindo R$ 40 bilhões, segundo dados da Elos Ayta Consultoria. Em 2025, o desempenho continuou forte: lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre, alta de 13,2% ante o mesmo período de 2024, e resultado anual de R$ 46,8 bilhões.

Fonte: Finsiders

O que está por trás da ofensiva dos bancos no mercado dos EUA

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Bancos brasileiros fazem uma ofensiva para alavancar seus negócios nos Estados Unidos, num momento em que a concorrência cresce com a investida de neobancos no mercado americano. Além de ampliar a presença física, com novos pedidos de licença a reguladores locais, miram brasileiros endinheirados, com potencial de expandir esse relacionamento além das fronteiras, e também a elite da América Latina, ainda pouco explorada e com presença relevante no país.

Mais do que se digladiar entre si, como ocorre no Brasil, os bancos replicam nos Estados Unidos estratégias já usadas no mercado doméstico para internacionalizar o relacionamento com os clientes. Para atraí-los, investem numa oferta mais ampla de produtos e serviços locais – além dos investimentos offshore – e em atendimento integrado que, de quebra, ajuda a fortalecer o vínculo dentro e fora de casa.

Em sua nova fase de expansão, o Bradesco Bank, antigo BAC Florida Bank, aposta no Principal, segmento de alta renda do banco voltado a pessoas com renda mensal acima de R$ 25 mil e investimentos entre R$ 300 mil e R$ 10 milhões. A base alcançou 320 mil usuários no ano passado e a meta para 2026 é elevar esse contingente para 800 mil – ou 1 milhão, como dizem nos bastidores.

“Temos um mega projeto de integração com o Brasil. O Principal é nossa grande aposta”, diz o novo presidente do Bradesco Bank, Carlos Leibowicz, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast, a primeira desde que assumiu o comando do banco, em novembro do ano passado.

De acordo com o executivo, entre 30% e 50% dos clientes Private já demandam algum tipo de exposição no exterior. No Principal, a expectativa é de que uma parcela “razoável” queira abrir conta no Bradesco Bank. “Estamos falando de dezenas de milhares de famílias”, afirma Leibowicz.

O BB Americas também quer explorar melhor a base do Banco do Brasil, com mais de 80 milhões de clientes. Desde que comprou o então EuroBank, em 2012, para expandir sua presença internacional e atender melhor os clientes brasileiros que vivem ou fazem negócios nos EUA, o banco nunca trabalhou essa via de forma tão proativa.

“O potencial de clientes do BB com perfil de ter uma conta nos Estados Unidos é enorme”, diz o presidente do BB Americas, Mario Fujii, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast, a primeira desde que assumiu a posição, em agosto do ano passado.

De acordo com o executivo, o banco tem feito um esforço de integração dos serviços oferecidos no seu aplicativo nos EUA e no Brasil. Além disso, o BB quer resgatar clientes que migraram para a concorrência. “Temos muitos clientes que saíram do banco porque não tínhamos esta opção, mas hoje estamos prontos”, diz o vice-presidente de negócios de atacado do BB, Francisco Lassalvia.

Além da Brickell

Enquanto uns bancos instalam catapultas de negócios no Brasil com o alvo apontado para os EUA, outros avançam localmente e para clientes da América Latina. Em sua terceira fase de expansão externa, o Inter, listado na Nasdaq, acaba de desembarcar na Argentina e mira países como Colômbia, México e Chile. A estratégia nesses mercados é a mesma: servir de ponte para o acesso ao mercado americano.

“A América Latina é um prato cheio”, afirma o CEO global do Inter, João Vitor Menin, em entrevista ao Estadão/Broadcast, do escritório em Miami, na Flórida.

Em paralelo, o Inter segue reforçando sua operação nos EUA. O banco de Minas Gerais recebeu em janeiro aval do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do regulador da Flórida, o Office of Financial Regulation (OFR), para abrir uma agência em Miami. A licença permite captar recursos por meio de depósitos em dólar e oferecer crédito e contas no país, ampliando sua atuação como banco físico nos EUA.

O Itaú Unibanco também avança na direção de ser um competidor mais local no mercado americano. A instituição solicitou em março aval do Escritório do Controlador da Moeda (OCC), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, para operar como um ‘banco nacional’. A licença o permitirá abrir agências em qualquer canto do país e ofertar produtos como cartão de crédito, financiamento imobiliário e outras linhas de crédito.

Além disso, o posicionará ao lado de mais de mil bancos que têm autorização de ‘national bank’ nos EUA e são regulados pelo OCC. Bradesco e Banco do Brasil, por exemplo, têm uma atuação mais focada na Flórida. Ambos até podem atuar em outros Estados americanos, mas com restrições.

Até então, o foco do Itaú nos EUA era atender os clientes do Private com investimentos offshore. Nesta frente, o banco quer expandir sua operação na América Latina a partir de Miami em países como Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Argentina. “Temos a ambição de ser muito relevantes nesses países”, afirma o diretor do Itaú Private Internacional, Percy Moreira.

Outro rival brasileiro que solicitou licença ao OCC foi o Nubank. A fintech, que também busca aval do Banco Central (BC) para se tornar um banco no Brasil, quer atender melhor sua clientela nos EUA e se consolidar como plataforma global. O BTG Pactual, por sua vez, concluiu em janeiro último a compra do americano M.Y. Safra Bank. A aquisição serve de passaporte para o banco de investimentos passar a operar com uma licença bancária nos EUA.

Apesar do reforço dos bancos brasileiros nos EUA, o presidente do BB Americas diz que o aumento da rivalidade no país é bem diferente do movimento de ‘rouba-monte’ visto em determinados segmentos no Brasil. “Tem espaço para todo mundo crescer”, conclui Fujii.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Briga por clientes de alta renda muda o tabuleiro dos grandes bancos

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O mercado financeiro brasileiro vive um movimento silencioso, mas de alto impacto: o BTG Pactual (BPAC11) está atacando sistematicamente a base de clientes de patrimônio elevado que sempre foi reduto do Itaú Unibanco (ITUB4). A disputa, que combina agressividade comercial, inovação em produtos e geração de ROE de 27%, redefine o jogo competitivo entre os maiores nomes do setor bancário do país.

O diagnóstico vem de André Caldas, sócio, CIO e administrador da Springs Capital, que carrega nas costas quase três décadas de mercado financeiro e mantém posição relevante nos dois bancos dentro do portfólio da gestora. Para ele, a rivalidade é real, mas não elimina o valor de nenhum dos dois papéis.

A análise foi feita no programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo. “Hoje, o principal vetor de captação do BTG tem sido o cliente de patrimônio elevado, que é um cliente em que o Itaú sempre atuou como liderança”, avaliou. “E ele tem atacado nisso associado a uma geração de ROE de 27%.”

A resposta do Itaú não tardou. O banco criou uma área própria de special situations — movimento que, na leitura de Caldas, é um sinal claro de que o incômodo chegou à alta gestão. “Você percebe que tem coisas acontecendo entre os dois, que um está incomodando o outro.”

Animais diferentes no mesmo ecossistema

O Itaú, na visão dele, é um banco de inércia grande, que aposta na eficiência operacional como principal alavanca de crescimento. Quando o atual CEO, Milton Maluhy, foi indicado por Roberto Setúbal, Caldas leu o movimento como um sinal estratégico claro.

“Eu achei um sinal muito claro do Setúbal sobre o que ele queria, como ele via o futuro”, afirmou. Na leitura do gestor, a escolha indicava que o banco entraria numa fase de apertar parafusos e maximizar eficiência operacional — preparação para um ambiente mais difícil à frente.

O BTG, por sua vez, opera em outra velocidade. Caldas atribui ao banco um instinto para identificar oportunidades antes dos concorrentes — e cita o consignado privado como prova mais recente.

Por meio da aquisição da Meu Tudo, fintech especializada em crédito consignado privado, o banco se posicionou rapidamente no segmento e se tornou o maior originador da modalidade. “Recentemente saiu o tamanho da carteira”, disse o gestor.

A agilidade do BTG também se reflete na diversificação das receitas. Quando o banco abriu capital, a área de Sales & Trading respondia por cerca de 70% do resultado. Hoje, assim como a XP (XPBR31) se reinventou em linhas de receita, o BTG também o fez — e com uma sinergia entre as áreas que Caldas considera rara.

“O fato de ele ter vários agentes autônomos no Brasil todo serve de originação para a área de special situations”, diz André Caldas, sócio e CIO da Springs Capital.

O gestor ainda ressalta a qualidade do capital humano como diferencial competitivo do BTG. “Eu brinco, o cara que serve o café no BTG, sei lá de onde eles tiram esses caras, porque é todo mundo um monstro de bom”, disse, em tom bem-humorado.

Fonte: Infomoney

Com mais serviços digitais, região de Campinas perde 31 agências desde 2019

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A RPT (Região do Polo Têxtil) perdeu 31 agências bancárias entre 2019 e 2025, uma redução de 34,4% no número de unidades físicas. O total caiu de 90 para 59 nas cidades de Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com base em dados do Banco Central.

O estudo foi realizado a pedido do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, que abrange, com exceção de Santa Bárbara d’Oeste, os outros quatro municípios da RPT. No caso da cidade barbarense, os dados foram fornecidos pelo Sindicato dos Bancários de Piracicaba.

O cenário regional acompanha uma tendência nacional. De acordo com o Dieese, o Brasil perdeu 37% das agências bancárias nos últimos dez anos e conta atualmente com pouco mais de 14 mil unidades em funcionamento. Além disso, 638 municípios brasileiros já não possuem nenhuma agência bancária.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Lourival Rodrigues, a redução vai além de uma mudança estrutural impulsionada pela digitalização e pelo uso de ferramentas como o pix.

Segundo ele, o fechamento das unidades físicas tem provocado exclusão financeira, especialmente entre idosos, pessoas com dificuldade de acesso à internet e moradores de regiões mais afastadas. “O discurso da digitalização não pode servir de justificativa para o abandono das cidades. O que estamos vendo é o fechamento de agências mesmo com os bancos registrando lucros elevados. Isso reduz o acesso da população, enfraquece a economia local e sobrecarrega trabalhadores bancários e clientes nas unidades que restam”, afirmou.

Ele também critica o movimento do setor. “Para nós, isso não é evolução. É exclusão. Trata-se de uma estratégia deliberada dos bancos que, mesmo com lucros bilionários, reduzem sua presença física, enxugam equipes e ignoram sua função social. É dever de toda a sociedade reagir a esse cenário”, completa.

Economia – Na avaliação do economista-chefe da G11 Finance, Hugo Garbe, a redução das agências é resultado de uma combinação de fatores econômicos. Entre eles, estão o avanço da digitalização dos serviços financeiros, a busca por redução de custos operacionais por parte dos bancos e o aumento da concorrência com fintechs. Além disso, segundo ele, a menor rentabilidade de algumas unidades físicas também contribui para o fechamento.

Os impactos, porém, não são uniformes. Garbe destaca que, em cidades menores ou com menor desenvolvimento econômico, o fechamento das agências pode afetar diretamente a circulação de recursos, já que essas unidades funcionam como polos de serviços, geração de empregos e fluxo financeiro.

Para a população, especialmente grupos com menor inclusão digital, a redução do atendimento presencial pode dificultar o acesso a serviços básicos, crédito e orientação financeira. Pequenos empresários e comerciantes também podem ser prejudicados, uma vez que dependem do relacionamento direto com gerentes para negociações.

Por outro lado, o economista aponta que há possíveis efeitos positivos no médio prazo, como maior eficiência do sistema financeiro, redução de custos e ampliação do acesso por meios digitais – desde que haja infraestrutura adequada e educação financeira.

Digital – Dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada pela Deloitte, mostram que 82% das transações bancárias no Brasil já são feitas por canais digitais, como internet banking e aplicativos. Em 2024, foram registradas 208,2 bilhões de transações, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.

Desse total, 75% foram realizadas por meio de celulares. O mobile banking, sozinho, somou 155 bilhões de operações, 20 bilhões a mais que em 2023, alta de 15%.

Em nota enviada ao LIBERAL, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que a abertura ou fechamento de agências é uma decisão individual de cada instituição financeira, dentro de sua política de negócios, não sendo monitorada pela entidade.

A federação destaca ainda que os canais digitais e os caixas eletrônicos são alternativas práticas e seguras, oferecendo praticamente a totalidade das transações disponíveis no sistema bancário.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Cascavel

Eleições Economus 2026, a mudança necessária

Publicado em: 15/04/2026

Os participantes do Economus irão escolher, mais uma vez, seus representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal do Instituto de Seguridade Social. A votação eletrônica acontecerá das 10h do dia 16 de abril até as 16h do dia 7 de maio de 2026, e será realizada exclusivamente pela internet, por meio de um link onde os associados poderão registrar seus votos.

Saiba mais sobre os candidatos

A eleição ocorre em um momento importante para os associados. O Regulamento Geral (BD) registra déficits acumulados, o que exige atenção permanente e acompanhamento responsável por parte dos representantes eleitos. Por isso, é fundamental que os conselheiros atuem com transparência, diálogo e firmeza na defesa dos direitos dos participantes.

Outro tema que exige vigilância é a discussão sobre a possível transferência da gestão dos planos vinculados ao Economus para outras entidades. Até o momento, o Banco do Brasil não apresentou uma proposta completa sobre o assunto. A Previ está realizando estudos de viabilidade técnica sobre a transferência dos planos de previdência, mas ainda há muitas indefinições, especialmente em relação aos planos de saúde. Por isso, é essencial acompanhar cada etapa desse processo para garantir que nenhum participante seja prejudicado.

Além da atuação institucional, também é fundamental manter os participantes informados. Para isso, foram criados grupos e um canal de comunicação no WhatsApp, que permitem acompanhar resultados de reuniões, debates e encaminhamentos importantes relacionados ao Economus. O objetivo é ampliar a participação e garantir que as informações cheguem de forma clara e contínua a todos os associados.

Os candidatos contam com o apoio do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e região (SindBan) e instituições associativas representativas da categoria, o que reforça o compromisso com uma atuação responsável, transparente e alinhada às demandas dos participantes. A proposta é fortalecer a defesa da previdência, melhorar a comunicação com os associados e buscar soluções para os desafios enfrentados pelos planos.

Clique aqui e vote!

BB diz que nova regra ambiental para crédito rural reduz riscos

Publicado em: 09/04/2026

O Banco do Brasil, principal financiador do agronegócio brasileiro, afirmou que a nova regra de monitoramento socioambiental para concessão de crédito rural fortalece a agenda de sustentabilidade do país e reduz riscos nas operações de financiamento.

“Entendemos que a iniciativa aprimora a destinação dos recursos, fortalece a agenda de sustentabilidade e contribui para a redução de riscos na concessão de crédito ao mitigar a exposição a produtores que possam vir a sofrer embargos ou restrições futuras. Sua implementação tende, ainda, a estimular uma postura mais pro-ativa dos produtores no processo de regularização ambiental”, informou o BB, em resposta à reportagem.

Há receios no setor produtivo de que a regra poderá travar o acesso a produtores que cumprem a legislação.

A nova norma, que entrou em vigor no dia 1º de abril, promoveu ajustes no sistema de avaliação de desmatamento ilegal, que passou a considerar a base oficial de dados consolidada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a partir das informações do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“O direcionamento da medida é a mitigação do desmatamento ilegal. Nesse sentido, produtores que comprovem a regularidade da intervenção, mediante a apresentação da documentação prevista no próprio normativo, poderão dar prosseguimento à proposta de crédito”, avaliou o BB.

O Ministério do Meio Ambiente já disponibilizou orientações sobre o tema e ferramentas de consulta ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) a ser considerado nas operações.

Fonte: Canal Rural

BB indica movimentações na diretoria executiva em linha com sua estratégia e política de sucessão

Publicado em:

O Banco do Brasil informou no dia 27 de março, que foi encaminhada ao Conselho de Administração a indicação de movimentações em sua Diretoria Executiva, priorizando a rotação de executivos atualmente em exercício entre diferentes áreas da companhia. As indicações foram realizadas em estrita observância à Política Específica de Indicação e Sucessão e ao programa de formação de dirigentes, conduzido com o apoio de assessoria externa especializada, considerando o processo de aceleração digital do Banco, suas diretrizes estratégicas e de negócios, bem como a experiência, a qualificação e a capacidade técnica de seu corpo executivo.

“Esse movimento reforça o compromisso que firmamos com o mercado e com a sociedade para entregarmos, todos juntos, as nossas projeções financeiras para 2026. Temos o conforto e a segurança de contar no Banco com um programa robusto de formação e capacitação, que nos permite identificar perfis de liderança com alta capacidade de transitar e liderar áreas distintas, potencializando a construção de novas soluções e o crescimento sustentável dos nossos resultados”, destaca a presidenta do BB, Tarciana Medeiros.

“Nosso objetivo é garantir que os melhores talentos estejam posicionados em funções estratégicas aderentes a cada perfil para continuarmos promovendo eficiência, inovação e geração de valor para o BB e seus acionistas,” acrescenta Tarciana.

As movimentações estão sujeitas às aprovações nas esferas de governança competentes. Os indicados, bem como os atuais ocupantes das referidas posições, permanecerão no exercício regular de suas funções até a nova investidura dos dirigentes eleitos. Fatos adicionais considerados importantes serão prontamente divulgados ao mercado.

Abaixo, confira os detalhes das movimentações, em ordem alfabética:

Alan Carlos Guedes de Oliveira
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Gestão de Riscos e foi indicado para o cargo de Diretor de Crédito.

Bárbara dos Santos Lopes Freitas
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde abril de 2023 o cargo de Gerente Geral da Unidade Atendimento e Canais Físicos e Digitais e foi indicada para o cargo de Diretora de Soluções em Meios de Pagamentos e Serviços.

Bárbara Favero dos Santos Bosi
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde abril de 2024 o cargo de Gerente Executiva da Diretoria de Finanças e foi indicada para o cargo de Diretora de Finanças.

Bruno Alves do Nascimento
Atua há mais de 26 anos no BB, ocupa desde setembro de 2021 o cargo de Diretor de Tecnologia, Portfolio e IA na BB Seguridade e foi indicado para o cargo de Diretor de Operações.

Carlos Eduardo Guedes Pinto
Atua há mais de 26 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Suprimentos Infraestrutura e Patrimônio e foi indicado para o cargo de Diretor de Empreendedorismo Micro e Pequenas Empresas.

João Vagnes de Moura Silva
Atua há mais de 28 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Finanças e foi indicado para o cargo de Diretor de Gestão de Riscos.

Larissa da Silva Novais Vieira
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretora de Clientes Varejo PF e foi indicada para o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação.

Marcelo Henrique Gomes da Silva
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Empreendedorismo Micro e Pequenas Empresas e foi indicado para o cargo de Diretor de Clientes Varejo PF.

Neudson Peres de Freitas
Atua há mais 26 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Operações e foi indicado para o cargo de Diretor de Estratégia e Organização.

Paula Sayão Carvalho Araújo
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde janeiro de 2021 o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação e foi indicada para a área de Canais Físicos e Digitais do BB.

Pedro Bramont
Atua há mais de 17 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Soluções em Meios de Pagamentos e Serviços e foi indicado para o cargo de Diretor de Negócios Digitais.

Rodrigo Costa Vasconcelos
Atua há mais de 23 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Negócios Digitais e foi indicado para o cargo de Diretor de Controladoria.

Rosiane Barbosa Laviola
Atua há 27 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretora de Controladoria e foi indicada para o cargo de Diretora de Suprimentos Infraestrutura e Patrimônio.

Luciano Matarazzo Regno, que estava na Diretoria de Crédito, e Thiago Affonso Borsari, que estava na Diretoria de Estratégia e Organização, permanecerão no Conglomerado BB.

Fonte: Banco do Brasil

BB fortalece empreendedorismo feminino com apoio a 1,3 milhão de empresas lideradas por mulheres

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O Banco do Brasil reconhece o empreendedorismo feminino como um vetor estratégico para o crescimento econômico e a transformação social do país. Atualmente, o BB atende 1,3 milhão de empresas dirigidas por mulheres, o que representa cerca de 41% da base de clientes do varejo Pessoa Jurídica e 36% do saldo da carteira de crédito destinada a pequenos negócios.

Uma das principais alavancas dessa estratégia é o portal Mulheres no Topo, lançado em 2023, que integra crédito, capacitação e soluções de apoio à gestão, com foco em promover inclusão produtiva, autonomia financeira e desenvolvimento sustentável dos negócios liderados por mulheres em todo o país.

Desde o início dessas iniciativas, o Banco do Brasil já liberou mais de R$ 102 bilhões em recursos por meio de linhas de crédito para empresas lideradas por mulheres, reforçando seu compromisso histórico com a democratização do acesso ao crédito e o fortalecimento de micro e pequenas empresas.

De acordo com Gisele Pessoa, head de empréstimos e financiamentos PJ do BB, a diversidade, quando apoiada por tecnologia e inteligência analítica, se traduz em performance negocial. “Ao integrar soluções financeiras, inteligência digital e educação empreendedora, criamos um ambiente em que negócios liderados por mulheres conseguem tomar decisões melhores, crescer de forma sustentável e acessar novas oportunidades”, afirma.

Ela ressalta que a diversidade é central na estratégia corporativa do Banco do Brasil. “Quando ampliamos o acesso de mulheres ao crédito, à capacitação e à tecnologia, estamos fortalecendo empresas e as tornando mais resilientes, mais produtivas e com maior capacidade de crescimento. Os resultados mostram que inclusão bem estruturada gera valor econômico e impacto social ao mesmo tempo”, complementa.

“Com conjunto de soluções disponíveis para as empreendedoras, o Banco do Brasil reafirma seu papel como agente de desenvolvimento, promovendo inclusão financeira inteligente, democratização do acesso à tecnologia e equidade de gênero nos negócios, e contribuindo para o fortalecimento de micro e pequenas empresas lideradas por mulheres em todas as regiões do país”, afirma o diretor de empreendedorismo e MPE do BB, Marcelo Gomes.

Linhas de crédito voltadas para empreendedoras
Entre as principais soluções financeiras disponibilizadas pelo BB para negócios liderados por mulheres, destacam-se:

Giro Mulher Empreendedora
Linha de capital de giro com condições diferenciadas de prazo e carência, destinada a empresas com faturamento anual de até R$ 5 milhões, oferecendo maior flexibilidade financeira para o crescimento dos negócios.

Giro Mãe Empreendedora
Benefício que permite a prorrogação de até quatro parcelas do BB Capital de Giro Digital quando solicitado após o nascimento de um filho, garantindo maior fôlego financeiro em um momento sensível da vida da empreendedora.

FCO Mulher Empreendedora
Linha com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), que oferece condições especiais de prazo, carência e valor financiado para empreendimentos localizados em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Pronampe e Procred 360 Mulheres
Empresas com dirigentes mulheres podem contratar até 50% do faturamento bruto anual, com limite de até R$ 250 mil, de acordo com as regras específicas de cada programa.

As contratações estão sujeitas à política de crédito do Banco do Brasil. Informações detalhadas sobre condições, elegibilidade e orientações estão disponíveis no portal Mulheres no Topo, no site do BB e nas agências do banco.

Educação empreendedora e uso inteligente da tecnologia
Além do crédito, o Banco do Brasil entende que o crescimento sustentável dos negócios liderados por mulheres passa pela educação empreendedora, gestão financeira qualificada e uso estratégico da tecnologia.

Nesse contexto, o Painel PJ se destaca como uma plataforma digital, gratuita e integrada, que oferece uma visão completa e intuitiva da gestão financeira da empresa. Atualmente, 43% das empresas que utilizam o Painel PJ são lideradas por mulheres, evidenciando a aderência da solução a esse público.

De forma complementar, a ARI – Área de Recomendações Inteligentes transforma dados bancários e de mercado em insights práticos, apoiando decisões mais informadas e sustentáveis no dia a dia dos negócios.

O ecossistema do Mulheres no Topo também se conecta à Liga PJ, hub de educação empreendedora e financeira baseado em estratégia de marketing de conteúdo multicanal, com presença em redes sociais, newsletter e plataforma digital. A iniciativa oferece conteúdos gratuitos sobre gestão empresarial, além de temas como empoderamento, organização da rotina, definição de prioridades e redes de apoio.

Para empreendedoras que desejam acessar o mercado internacional, o BB disponibiliza ainda o programa Primeira Exportação – Mulheres no Mundo, voltado à capacitação de negócios liderados por mulheres interessadas em iniciar operações de exportação.

Fonte: Banco do Brasil

BB reforça consultoria e aposta em modelo híbrido para atender cliente

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Brasileiros buscam mais investimentos e crédito, e bancos viram espaço de consultoria financeira, diz Banco do Brasil. Na prática, a mudança aparece no balcão — ou na tela do celular. Enquanto parte dos brasileiros amplia investimentos e busca produtos mais sofisticados, outra recorre ao crédito ou tenta reorganizar as finanças. Esse movimento duplo, que vem ganhando força em 2026, já é percebido no dia a dia do Banco do Brasil (BBAS3), segundo executivas da instituição.

O E-Investidor participou da inauguração de um novo ponto de atendimento do banco em Belém (PA) e conversou com Larissa Novais, diretora de clientes pessoa física, e Barbara Freitas, gerente-geral da unidade de atendimento e canais físicos e digitais.

As duas executivas apontam que enquanto parte da base amplia investimentos e patrimônio, outra parcela busca reorganizar as finanças ou ter mais acesso ao crédito.

Demandas diferentes para perfis diferentes

De acordo com Novais, as necessidades variam bastante conforme o perfil de cliente. No segmento de maior renda, cresce o interesse por diversificação de investimentos e produtos mais sofisticados.

“Quando se olha para o segmento de mais alta renda, o estilo investidor, que é um que a gente está impulsionando bastante agora, observa uma parcela desses clientes buscando mais investimentos, como produtos offshore [ investimentos no exterior, que o BB oferece em contas e investimentos no exterior com BB Américas e BB Portugal]”, afirma.

Já entre clientes do varejo, que representam a base mais abrangente da pirâmide, o movimento recente foi outro. Segundo a executiva, houve aumento na procura por crédito, especialmente após iniciativas voltadas ao financiamento do trabalhador. “Quando implementamos o crédito do trabalhador, por exemplo, houve uma busca maior”, diz.

Essa diferença ajuda a explicar por que as instituições financeiras têm estruturado estratégias segmentadas. Enquanto investidores buscam orientação para gestão de patrimônio, clientes com menor renda tendem a procurar soluções ligadas a financiamento, reorganização de dívidas ou melhora do fluxo de caixa.

A agência virou espaço de consultoria

Outra mudança observada pelas executivas está na forma como os clientes usam os canais bancários. Operações simples migraram de vez para o digital, enquanto as agências passaram a ter um papel mais consultivo.

Barbara Freitas explica que cada canal hoje cumpre uma função específica na jornada do cliente. “Nos canais digitais, os clientes buscam muito o autosserviço, o atendimento de transações simples do dia a dia, com uma crescente cada vez maior de busca de negócios também no digital”, afirma.

Por outro lado, quando o assunto envolve decisões financeiras mais complexas (como investimentos, crédito estruturado ou planejamento patrimonial), o contato humano continua sendo valorizado.

“Quando falamos de canal presencial, as agências são cada vez mais vocacionadas para o negócio, para assessoria financeira. O cliente utiliza bastante o atendimento digital, mas. quando quer falar de operações mais estruturadas, valoriza muito o humano, o olho no olho”, diz Freitas.

Essa dinâmica ajuda a explicar o avanço de modelos híbridos de atendimento no sistema financeiro, que combinam aplicativos, chat, videochamadas e encontros presenciais.

Atendimento híbrido ganha espaço

Uma das apostas do banco é ampliar o uso de vídeoatendimento e agendamento digital. A proposta é permitir que especialistas atendam clientes de qualquer lugar do País, sem depender da presença física em uma agência.

Segundo Larissa Novais, o modelo ajuda a ampliar o acesso a especialistas, principalmente em temas como investimentos. “Quando a gente oferece um atendimento digital, pensa que um especialista em São Paulo que fala muito bem sobre investimento pode atender um cliente em outras cidades, como Belém. Você consegue atender às expectativas do cliente de forma mais completa mesmo sem ter todos os funcionários presencialmente”, explica.

Freitas acrescenta que o formato também ajuda a levar atendimento qualificado a regiões mais distantes.

“Eu posso ter uma equipe que atende clientes do País inteiro. Além da eficiência, isso traz maximização de negócios e encantamento do cliente”, afirma.

Segundo ela, a adesão dos brasileiros ao modelo tem sido positiva. “O brasileiro adora tecnologia nova. Essa é mais uma solução que está sendo adotada com bastante receptividade”, celebra Freitas.

Digital cresce, mas o relacionamento continua central

Apesar do avanço dos canais digitais e da concorrência com fintechs, as executivas avaliam que o diferencial dos bancos tradicionais continua sendo o relacionamento e a confiança construída com o cliente.

A diretora de clientes lembra que a instituição tem investido em tecnologia e aumentado o acesso digital, inclusive na abertura de contas.

“Só no último ano foram 3,7 milhões de clientes que abriram conta no digital em menos de cinco minutos [por usuário]”, afirma. Segundo Barbara Freitas, o banco já tem 35 milhões de clientes que utilizam canais digitais e chega a registrar cerca de 12 milhões de acessos ao aplicativo em um único dia.

Mesmo assim, ela ressalta que o atendimento humano continua relevante, principalmente em momentos decisivos da vida financeira. “Mesmo o cliente que é 100% digital, quando quer uma consultoria financeira ele busca alguém para apoiar, dar confiança naquele negócio”, diz.

Um retrato do momento financeiro do brasileiro

Na avaliação das executivas, as demandas que chegam aos bancos hoje refletem um momento de maior complexidade nas finanças pessoais. Parte dos brasileiros busca crédito ou reorganização financeira, enquanto outra parcela amplia investimentos e demanda assessoria especializada.

Para Barbara Freitas, esse cenário deve reforçar três tendências ao longo de 2026:

  • Expansão do digital;
  • Crescimento do atendimento assistido;
  • Maior busca por consultoria financeira.

“A questão da consultoria é uma grande tendência. Cada vez mais o cliente investidor quer discutir sua estratégia e receber orientações”, afirma.

O resultado, segundo ela, é uma transformação gradual no papel das instituições financeiras, como o Banco do Brasil, que passam a atuar menos como simples prestadoras de serviços bancários e mais como parceiras na gestão financeira dos clientes.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Sindicato cobra mais funcionários na agência Tiradentes Negreiros, do BB

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O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou mais um protesto por mais funcionários em uma agência do Banco do Brasil. Desta vez, o ato foi na agência Tiradentes Negreiros, na zona leste, e ocorreu nessa terça-feira (7 de abril).

A agência funciona há muito tempo com uma equipe reduzida diante da demanda, o que gera longas filas, muito estresse de clientes e usuários, sobrecarga e adoecimento dos trabalhadores. “Já houve, inclusive, casos de conflitos e ameaças, em que a polícia teve de ser chamada. Ou seja, um caos, que prejudica a população e os trabalhadores”, conta o diretor do Sindicato João Maia, funcionários do Banco do Brasil.

“Muitos clientes dessa agência são idosos e aposentados, com dificuldade de mobilidade, e a agência não tem acessibilidade, o que é outro desrespeito”, acrescenta Maia.

O ato dessa terça e o protesto anterior – realizado em fevereiro, em uma unidade de Guaianases (zona leste) – têm em comum o fato de que a falta de funcionários suficientes para atender a população ocorre em bairros da periferia de São Paulo, onde já existe carência de agências bancárias e a população se vê obrigada a procurar serviços bancários em uma só unidade.

“Isso demonstra o descaso do banco com a população mais pobre. O Banco do Brasil falha em sua função social. O BB continua tratando funcionárias e funcionários com descaso e falta de empatia com a população”, critica Maia.

O dirigente destaca ainda que o Sindicato já cobrou do banco o reforço da equipe. “Já reivindicamos uma melhora do quadro, mas o banco não nos dá resposta e não toma providências para melhorar a situação para clientes e trabalhadores. Vamos continuar acompanhando a situação e cobrando”, diz.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Visa e Banco do Brasil testam compras feitas por agentes de IA

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Em um futuro bem próximo, não serão apenas CEOs que terão secretárias para resolver burocracias do dia a dia, como comprar passagens aéreas, flores para a esposa ou encomendar um terno para um evento especial. Até o próximo ano, é possível que qualquer consumidor tenha a sua própria assistente pessoal de compras, graças à inteligência artificial.

A Visa realizou a primeira transação via agentes de inteligência artificial do Brasil na quarta-feira, 11 de março. O teste foi feito em parceria com o Banco do Brasil, utilizando a plataforma Visa Intelligent Commerce (VIC). A perspectiva é que a tecnologia seja liberada para amplo uso já no segundo semestre.

O chamado “comércio agêntico”, aquele que ocorre quando agentes movidos por IA e não por pessoas conduzem o processo de compra, é o que está por trás do teste realizado pela Visa e pelo Banco do Brasil.

Na prática, o sistema permitiu que um agente de inteligência artificial executasse o pagamento utilizando um cartão BB Visa previamente habilitado, com autenticação, tokenização e controles de segurança apoiados pela infraestrutura global da Visa.

A novidade propõe uma mudança na lógica do e-commerce. Em vez de o consumidor navegar por sites e aplicativos, ele delega parte da jornada de compra a um agente de IA — sejam grandes LLMs, como ChatGPT, ou mesmo bots de lojas — que pode buscar produtos, comparar ofertas e concluir a transação dentro de parâmetros definidos pelo usuário.

“Você pode falar: procure uma passagem do Rio de Janeiro e, se encontrar por menos de R$ 300, pode comprar. O agente monitora e executa quando encontra a condição. É como ter uma secretária digital que faz a pesquisa e executa a compra”, afirma Leandro Garcia, diretor-executivo de produtos da Visa do Brasil, ao NeoFeed.

Além do Banco do Brasil, outros emissores brasileiros também participam dos testes da tecnologia. Se ganhar escala, o impacto pode ir além da experiência do consumidor. Para Garcia, o comércio agêntico também pode mudar a dinâmica de competição no varejo digital.

De acordo com ele, pequenos lojistas, que hoje têm dificuldade de aparecer nas primeiras posições das buscas, podem ganhar mais visibilidade quando a recomendação passa a ser feita por algoritmos. “Em vez de disputar a primeira página do buscador, as empresas vão disputar a preferência dos agentes de IA”, diz Garcia.

A Visa lançou globalmente o Visa Intelligent Commerce no ano passado e já realizou as primeiras transações desse tipo nos Estados Unidos e na Europa. Desde o fim de 2025, a companhia vinha trabalhando para antecipar a chegada da tecnologia ao mercado brasileiro.

Um dos desafios foi adaptar a solução às particularidades do sistema de pagamentos local, que combina diferentes modalidades — como crédito e débito — e exige controles adicionais.

“É um país desafiador. A gente precisa colocar uma lupa maior para garantir que todos os mecanismos de segurança e controle funcionem”, diz Garcia.

Além da infraestrutura de pagamentos, a companhia também desenvolveu um protocolo chamado Trust Agent Protocol, lançado globalmente em novembro, que permite identificar quando uma transação está sendo iniciada por um agente de IA certificado pela Visa. A ideia é dar mais transparência aos comerciantes e reduzir o risco de fraudes.

Outro foco da fase atual de testes é entender o comportamento tanto dos usuários quanto dos próprios agentes de IA. A preocupação é garantir que o sistema opere dentro dos padrões de segurança e evitar erros de interpretação ou decisões indevidas dos algoritmos.

Fonte: Neofeed

Banco do Brasil estuda alívio a produtores rurais por impacto da guerra

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O Banco do Brasil avalia novas medidas de alívio financeiro para produtores rurais afetados pela guerra no Irã, em um movimento que pode pressionar o balanço e reacender a necessidade de venda de ativos ou de um aumento de capital.

Uma das opções em discussão no banco estatal, maior financiador do agronegócio no país, é estender os prazos dos empréstimos, permitindo que os produtores adiem parte dos pagamentos para o fim dos contratos existentes, em vez de suspender as obrigações de forma integral, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto que falou com a Bloomberg News.

No ano passado, o Banco do Brasil (BBAS3) conseguiu evitar um aumento de capital quando a inadimplência em sua carteira de crédito agrícola disparou, forçando a renegociação de R$ 35,5 bilhões em dívidas de produtores afetados por secas, enchentes e outros eventos climáticos adversos.

A pressão sobre o balanço do banco diminuiu no fim do ano, com o aumento das receitas provenientes de crédito consignado privado, mas o risco de um aumento de capital ainda persiste, segundo três pessoas familiarizadas com a situação que falaram com a Bloomberg News.

O banco também avalia a venda de ativos para reforçar o capital, de acordo com três diferentes pessoas familiarizadas com o assunto.

As opções incluem mudanças no modelo de negócios de seguros e um possível IPO da sua unidade de cartões, a Elo.

O Banco do Brasil disse em um comunicado que não há “estudo e nem demanda que envolvam ações específicas para extensão de prazos por conta dos conflitos no Oriente Médio.”

O índice de inadimplência acima de 90 dias do banco subiu para 5,17% ao fim de 2025, ante 3,16% um ano antes, impulsionado principalmente pelas carteiras de agronegócio e cartões de crédito.

A inadimplência no setor rural atingiu 6,09%, com alta de 1,25 ponto percentual apenas no quarto trimestre, levando a maiores provisões.

No início deste ano, o Banco do Brasil solicitou ao Ministério da Fazenda o adiamento de pagamentos ao Tesouro. A instituição pediu para postergar R$ 1,8 bilhão devidos em 2026 e 2027 para 2029.

A CEO, Tarciana Medeiros, afirmou que a medida faz parte de um plano “prudencial” de gestão de capital.
Impacto da guerra

O Banco do Brasil avalia se as interrupções no transporte marítimo global — especialmente os riscos ao fluxo pelo Estreito de Ormuz — podem elevar os custos para exportadores brasileiros de commodities e eventualmente exigir medidas de alívio, segundo uma pessoa a par do assunto.

Executivos monitoram de perto as próximas 12 semanas como uma janela-chave para avaliar se o conflito irá afetar significativamente as rotas globais de comércio. Por ora, as exportações brasileiras seguem ocorrendo, embora o aumento nos preços do diesel já tenha elevado os custos de transporte.

Novas medidas de alívio poderiam ajudar Lula a reduzir tensões com o agronegócio antes das eleições, mas também podem reacender preocupações sobre o uso de bancos públicos para atingir objetivos de política econômica em detrimento da solidez do balanço. Todas as fontes falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do tema.

O Banco do Brasil há muito atua como um instrumento-chave do governo para financiar o vasto setor agrícola brasileiro, que responde por quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB).

Esse papel é especialmente relevante para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que historicamente enfrenta dificuldades para conquistar apoio do agronegócio e agora encara uma disputa eleitoral apertada contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O banco também enfrenta um ambiente operacional mais desafiador. Uma regra do Banco Central implementada no ano passado exige que os bancos constituam provisões antecipadas para perdas esperadas e deixem de reconhecer juros sobre créditos inadimplentes.

Embora o Banco do Brasil tradicionalmente seja mais conservador que seus pares, registrando provisões mais elevadas, essa postura foi relaxada mais recentemente na tentativa de sustentar a rentabilidade. A mudança regulatória agravou uma tendência mais ampla de aumento da inadimplência.

Fonte: Bloomberg Línea

BB lança Selo de Reconhecimento FGO e mira qualidade do crédito garantido

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O Banco do Brasil lançou no dia 1º de abril, durante a 11ª edição do Fórum do Desenvolvimento, o Selo de Reconhecimento FGO, um novo instrumento voltado a elevar o padrão de qualidade do crédito garantido no país. O lançamento ocorre na Arena do Banco do Brasil, em Brasília.

A iniciativa institui um modelo estruturado de avaliação, incentivo e padronização da atuação dos agentes financeiros que operam com o Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Na prática, o selo introduz critérios objetivos para mensurar a qualidade das operações realizadas com garantia, induzindo melhoria contínua na atuação das instituições financeiras e fortalecendo a eficiência das políticas públicas associadas ao crédito. A certificação será concedida anualmente aos agentes que se destacarem na operacionalização do FGO, com base em indicadores que avaliam desempenho, qualidade das informações e aderência às diretrizes do programa.

A metodologia de avaliação está estruturada em quatro eixos principais: excelência operacional, compliance e governança, gestão de carteira e impacto em políticas públicas. Entre os critérios analisados estão a qualidade e a tempestividade no envio de dados, a conformidade com normas e auditorias, a capacidade de recuperação de operações e o alcance do crédito a públicos prioritários, como mulheres empreendedoras.

A apresentação da iniciativa integra a programação do Fórum do Desenvolvimento, encontro que reúne autoridades, especialistas e representantes do setor público e privado para discutir caminhos para o financiamento do desenvolvimento no país.

Fonte: Banco do Brasil

O que dizem os bancos líderes em ações movidas por clientes

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Procurados, bancos que lideram índice de ações judiciais movidas por clientes apresentaram explicações e, em alguns casos, questionaram a metodologia do estudo elaborado pela Faculdade de Direito da USP Ribeirão Preto.

Alguns atribuíram o volume de ações a fatores como a chamada “litigância abusiva” e a ausência de tentativa prévia de solução extrajudicial.

Agibank
“O Agibank esclarece que os processos judiciais mencionados representam cerca de 2% de sua base de clientes, patamar alinhado aos padrões de mercado e em trajetória de queda nos últimos trimestres.

A instituição acessou as mesmas bases utilizadas no estudo e identificou divergências relevantes em relação às informações apresentadas na reportagem.

Adicionalmente, cabe destacar que a metodologia adotada tende a penalizar instituições de menor porte, o que pode distorcer a análise comparativa entre os participantes do setor.”

Daycoval
“O Daycoval não possui visibilidade completa sobre os critérios metodológicos adotados no estudo quanto ao índice de litigância do sistema financeiro, incluindo a base considerada para o cálculo, e irá analisá-los após sua apresentação. O banco atua e monitora seus indicadores com base nos canais regulatórios, reputacionais e de defesa do consumidor, como BACEN, Susep, CVM e Procon, todos eles com sinalizações positivas. Esses dados são divulgados regularmente em seu relatório de ouvidoria, disponível no site www.daycoval.com.br.”

BMG
“O banco Bmg acompanha a litigiosidade no setor e destaca a importância de analisar não apenas o volume de ações, mas seu mérito e desfecho. Em 2025, alcançou êxito superior a 74%, refletindo atuação eficiente na resolução de conflitos. Também identifica práticas de litigância predatória que distorcem indicadores. Cerca de 70% dos clientes recorrem diretamente ao Judiciário sem usar canais de atendimento, reforçando a necessidade de análises mais amplas. A instituição informa, ainda, que investe na prevenção de conflitos e na resolução administrativa para reduzir a judicialização e garantir respostas ágeis, mantendo diálogo aberto e permanente com os órgãos de defesa do consumidor e com seus canais oficiais de atendimento à disposição.”

BTG Pactual/Pan
“O Pan [incorporado pelo BTG] investe continuamente em soluções para o aperfeiçoamento de suas operações e apoia as ações dedicadas à redução do alto volume de processos que chega ao Poder Judiciário, como as iniciativas para o combate à litigância fraudulenta e as dedicadas à solução consensual de conflitos, a exemplo do Programa Amigos da Justiça do TJSP, do qual o Banco participa.”

Safra
Não respondeu até o momento de publicação.

Mercantil do Brasil
“O Banco Mercantil informa que adota políticas e normas em total conformidade com as legislações vigentes do Banco Central do Brasil e do Código de Defesa do Consumidor. Para o Mercantil, mitigar quaisquer tipos de reclamações e manter uma relação de transparência com seus clientes são prioridades. O Banco reitera seu compromisso com a melhoria contínua e se mantém à disposição dos clientes e órgãos de defesa do consumidor em seus canais oficiais.

Bradesco
Afirmou que não irá comentar.

Votorantim
“Em atenção à publicação que mencionou o banco BV como um dos dez maiores litigantes do país, cumpre esclarecer que a informação não corresponde à realidade desta instituição financeira.

Segundo dados oficiais do Banco Central do Brasil, o Banco BV ocupa a 34ª posição no ranking secundário de reclamações, com uma carteira de aproximadamente 9 milhões de clientes.

Para que o BV apresentasse um índice de litigância de 783 ações por 100 mil clientes, seria necessária a entrada de cerca de 70 mil novas ações por mês. Tal cenário não reflete a realidade vivenciada pelo Banco.

O banco BV reafirma seu compromisso com a transparência, o respeito aos seus clientes e a observância das normas regulatórias, reiterando que os números apresentados não guardam relação com a realidade da instituição.”

Banco do Brasil
“O Banco do Brasil mantém compromisso permanente com o relacionamento próximo e a excelência no atendimento aos seus clientes, além de adotar uma política consistente de estímulo à solução consensual de conflitos e à desjudicialização das relações, inclusive por meio de convênios com os principais Tribunais do País, como o STJ e o TST.

Em um contexto de elevada judicialização e de crescimento da litigância abusiva, que impacta especialmente as instituições financeiras, o BB apoia medidas que reforçam a racionalidade do sistema e o incentivo à tentativa prévia de solução extrajudicial, contribuindo para maior eficiência do Judiciário e relações de consumo mais equilibradas.”

Santander
“O Santander entende que o alto volume de ações judiciais está relacionado a três fatores principais. Um deles é a advocacia predatória, ou seja, a utilização contumaz e massiva do sistema judiciário para propor processos temerários ou fraudulentos.

Outro é a ausência de tentativas de conciliação ou mediação, antes do acionamento da Justiça. E o terceiro ponto é a concessão indiscriminada e pouco criteriosa dos benefícios da justiça gratuita, sem a devida comprovação documental da situação de pobreza ou de vulnerabilidade do litigante.”

Banpará
Não respondeu até o momento de publicação.

PicPay
Afirmou que não irá comentar.

Pine
“O Banco Pine informa que não teve acesso à íntegra do conteúdo nem ao relatório analítico do estudo denominado “Índice de Litigância do Sistema Financeiro: Instrumento para Identificação e Controle das Condutas dos Bancos”. Entretanto, esclarece que adota as melhores práticas de mercado e está aderente à legislação e às regulamentações vigentes.

Esclarece ainda que o alto volume de ações também está relacionado à ‘litigância abusiva’, em razão das elevadas taxas de êxito no julgamento das ações pelos bancos. Por fim, destaca que o Banco Pine atua permanentemente para mitigar o ingresso de ações cíveis e reduzir os litígios judiciais.”

C6
“Nossa posição no ranking reflete um modelo de atendimento ao cliente que prioriza a resolução dos casos nos nossos canais internos, com uso de tecnologia e eficiência operacional, o que reduz a judicialização. De qualquer forma, vale destacar que uma parcela relevante do nosso estoque de ações judiciais corresponde a litigância abusiva, um desafio de todo o mercado.”

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Kleuvânio Dias de Souza toma posse como novo presidente do Economus

Publicado em:

Desde o último dia 1º de abril, o Economus tem como presidente Kleuvânio Dias de Souza. O executivo teve a indicação homologada pelo Conselho Deliberativo do Instituto e já tomou posse do cargo.

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Kleuvânio ingressou na instituição na década de 1990 e construiu trajetória sólida, com atuação como gestor responsável por negociações com entes públicos, Gerente de Soluções e Gerente Geral de Unidade Estratégica, além de Diretor Executivo do BB Banco de Investimentos (BB-BI). Antes de assumir a presidência do Economus, exercia atividades na Unidade Estratégica de Cobrança e Recuperação de Créditos no BB.

“Estou convicto de que encontrarei uma equipe capacitada e comprometida em entregar o melhor ao participante, venho com o intuito de ajudar nesse trabalho, contribuindo para a evolução do Instituto”, ressalta Kleuvânio.

Graduado em administração de empresas e pós-graduado em Gerenciamento de Projetos; Planejamento e Gestão Estratégica; Gestão de Negócios Inovadores; Ciência de Dados e Inteligência Artificial; e Direito Imobiliário. Também possui curso de Conselheiro de Administração pelo IBGC.

Eleições Economus 2026

Entre os dias 16 de abril e 7 de maio, o Economus tem as Eleições 2026 para definir seus novos membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal. A votação poderá ser feita exclusivamente em ambiente eletrônico, por meio de link, no qual o eleitor registrará seus votos nos candidatos habilitados. Nestas eleições serão escolhidos um representante para o Conselho Deliberativo e um para o Conselho Fiscal, mais os respectivos suplentes.

O Conselho Deliberativo é o órgão de decisão e orientação superior do Economus, responsável pelas principais decisões que impactam o presente e o futuro dos Participantes e Assistidos. Estabelece as diretrizes e normas gerais para organização e administração, bem como para os planos de benefícios e saúde. É composto por 6 (seis) membros titulares e 6 (seis) membros suplentes, nomeados, paritariamente, entre os participantes dos planos previdenciários (por meio de eleição direta) e representantes do Patrocinador, Banco do Brasil.

O Conselho Fiscal é o órgão de controle interno do Economus, responsável por zelar pela gestão econômico-financeira e o cumprimento das regras de governança. Emite pareceres sobre o balanço, aponta deficiências, avalia adequação de hipóteses atuariais e execução orçamentária, entre outras atribuições. É integrado por, no máximo, 4 (quatro) membros titulares e 4 (quatro) membros suplentes, escolhidos, paritariamente, entre os participantes dos planos previdenciários (por meio de eleição direta) e representantes do Patrocinador, Banco do Brasil.

Confira abaixo a relação final de candidatos habilitados para o Processo Eleitoral – 2026:

Conselho Deliberativo
Edson Soares de Siqueira
Fábio Riberi Punsuvo
Lucas Passos de Lima

Conselho Fiscal
Américo Antonio Cosentino
Rodrigo Franco Leite

Fonte: Economus

Previ publica seu Relatório Anual 2025 para associados e stakeholders

Publicado em:

A Previ mais uma vez antecipou em um mês o prazo legal e publicou o Relatório Anual de Informações de 2025. Voltado aos associados e demais públicos de relacionamento, o Relatório aborda aspectos mais gerais do funcionamento da Entidade, como sua estrutura de governança e modelo de negócios, passando pelos direcionadores estratégicos e a gestão de investimentos e riscos, até chegar nos resultados e destaques de 2025 de todos os planos geridos pela Previ.

Na sequência, está a seção dedicada aos públicos impactados por esses resultados, que inclui as iniciativas ligadas aos associados, colaboradores e demais partes interessadas. Com foco em transparência, o Relatório Anual da Previ integra as informações financeiras com os aspectos ambientais, sociais, de governança e integridade (ASGI), incluindo um anexo de indicadores de sustentabilidade reportados de acordo com metodologias internacionalmente reconhecidas.

O ano de 2025 trouxe importantes conquistas para a Previ, que não se limitam ao superávit de R$ 12,5 bilhões e à rentabilidade acima do índice de referência nos perfis de investimento. O avanço da estratégia de imunização do passivo fortaleceu o equilíbrio de longo prazo do Plano 1. A implementação da nova tabela PIP e a conclusão do projeto Cotas proporcionaram aprimoramentos importantes ao Previ Futuro. O regulamento do Previ Família foi atualizado, trazendo ainda mais flexibilidade ao plano. Por sua vez, inovações no relacionamento com os associados permitiram ampliar o acesso a serviços importantes, como a assessoria previdenciária, e unificar os serviços disponibilizados no site e no aplicativo.

O Relatório Anual traz os detalhes desses e de outros pontos de destaque de 2025. Para acessar o documento, clique aqui, ou acesse o site da Previ pelo menu Transparência >> Prestação de Contas >> Relatórios Anuais >> Relatório 2025.

A consolidação do resultado da Previ é publicada uma vez ao ano, por meio do Relatório Anual. Por lei, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar são obrigadas a divulgar seus balanços anuais até o dia 30 de abril do ano subsequente ao ano de referência. A exemplo de 2024 e 2025, a Previ manteve a publicação, em 2026, bem antes do prazo exigido pela legislação.

Fonte: Previ

Conheça as principais ações e resultados da Cassi no último ano

Publicado em:

A CASSI divulga o Relatório 2025, com as principais ações da gestão, demonstrações contábeis e análise econômico-financeira da Instituição no período. O documento (acesse aqui) está disponível em hotsite de fácil navegação, pelo computador e pelo celular, e conta com uma versão PDF, que possibilita a impressão.

A publicação permite dar amplo conhecimento sobre as iniciativas de cuidado em saúde e gestão, o cenário e os principais resultados da Caixa de Assistência aos funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil associados à CASSI, que serão chamados a se manifestar sobre o documento, em votação agendada para maio. A aprovação dos resultados do exercício anterior, pelos associados, está prevista no Estatuto Social da instituição.

Desde o dia 8 de abril, a Diretoria Executiva da CASSI iniciou uma série de apresentações aos associados, para detalhar o Relatório 2025, abrindo também espaço para perguntas. A primeira, no Edifício Sede do Banco do Brasil, em Brasília, terá transmissão ao vivo pelo Youtube – inscreva-se e ative o sininho para receber lembrete.

O calendário completo das apresentações nos estados será divulgado em breve. Acompanhe as informações sobre o Relatório 2025 aqui no site, no app CASSI e siga @cassi.saude nas redes sociais para ficar por dentro das novidades sobre o plano.

Fonte: Cassi

AGEBB apoia Chapa 1 nas Eleições Previ 2026

Publicado em:

Entre os dias 13 e 27 de abril serão realizadas as Eleições Previ 2026 para a escolha de representantes dos participantes e assistidos dos Planos de Benefícios administrados pela Previ na diretoria executiva e nos conselhos Deliberativo, Fiscal e consultivos dos Planos de Benefícios 1 e Previ Futuro. Duas chapas concorrem em 2026: Chapa 1 – Somos Previ pelo associado e a Chapa 2 – Previ para os associados. O mandato para os membros eleitos será de 1º de junho de 2026 a 2 de junho de 2030.

A AGEBB apoia a Chapa 1 (veja aqui o programa de trabalho), onde o diretor jurídico da associação, Luiz Gustavo Sunhiga, participa como candidato a diretor de Administração. A chapa ainda tem Arnaldo José Vollet (Diretoria de Planejamento), Carmem Sylvia Borges Tibério, Francisco Reinoldo Schwarz (Conselho Deliberativo), Emerson Luis Zanin, Rizele Santana Norberto Marques Sereno (Conselho Fiscal), Rubens da Fonseca Marques Monteiro, Marta Maria Coutinho Carneiro de Saboya, José Luiz Barbosa, Marinei Sabadin Balbinot (Conselho Consultivo – Plano de Benefícios 1), Fabiane Campos Vale Jerke, Marcela Bosa, Tarciso Madeira e Waleska Magaldi Collares (Conselho Consultivo – Previ Futuro).

Conheça aqui o breve histórico e a carreira de um dos integrantes da Chapa 1.

Poderão votar todos os participantes e assistidos maiores de 18 anos inscritos nos planos de benefícios da Previ até o dia 31 de janeiro deste ano. Os participantes vinculados a Planos Instituídos terão direito a voto desde que atendam a, pelo menos, uma das seguintes condições: tenham realizado, no mínimo, 12 contribuições ordinárias mensais ao plano, ou que tenham cumprido carência mínima de 12 meses de vinculação ao plano e sejam elegíveis ou estejam em gozo de benefício de renda mensal.  

Os participantes, funcionários e estatutários do Banco do Brasil, em atividade na instituição, cedidos ou adidos, podem votar pelo site da Previ, App Previ, terminais de autoatendimento (TAA) do Banco do Brasil e terminais SiSBB. Os aposentados, pensionistas e funcionários em afastamentos regulamentares e demais participantes só não poderão utilizar o SiSBB.

O processo de votação será realizado para preenchimento dos seguintes cargos:

  • Conselho Deliberativo: um membro titular e um membro suplente
  • Conselho Fiscal: um membro titular e um membro suplente;
  • Diretoria Executiva: diretor(a) de Administração e diretor(a) de Planejamento;
  • Conselho Consultivo do Plano de Benefícios 1: dois membros titulares e dois membros suplentes;
  • Conselho Consultivo do Plano de Benefícios Previ Futuro: dois membros titulares e dois membros suplentes.

Na Previ, a Diretoria Executiva e os Conselhos Deliberativo, Fiscal e consultivos têm metade de seus integrantes indicados pelo Banco do Brasil, enquanto a outra metade é eleita pelos participantes. Esse modelo de paridade é um dos pilares da governança da Entidade, reconhecidamente uma das melhores no segmento previdência fechada.

Nas Eleições Previ de 2024 foram contabilizados 54.512 votos (51,77% do total de votantes). Foram computados ainda 4.847 votos em branco e 7.268 nulos. O número total de eleitores votantes foi de 105.306, contra 91.198 abstenções. 

Fonte: AGEBB

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Eleições Previ 2026: conheça os números das chapas inscritas

Eleições Previ 2026: conheça os números das chapas inscritas

Publicado em: 27/03/2026

De 13 a 27 de abril serão realizadas as Eleições Previ 2026 para a escolha de representantes dos participantes e assistidos dos Planos de Benefícios administrados pela Previ na Diretoria Executiva e nos Conselhos Deliberativo, Fiscal e Consultivos dos Planos de Benefícios 1 e Previ Futuro, na forma do Estatuto da Previ e do Regulamento Eleitoral.

A composição, em igual número, de representantes eleitos pelos associados e de indicados pelo patrocinador Banco do Brasil, em todos os colegiados da Previ, é parte do modelo de governança da Entidade. Poderão votar todos os participantes e assistidos maiores de 18 anos inscritos nos planos de benefícios da Previ até o dia 31 de janeiro de 2026.

A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições regulamentares, conforme estabelecido no artigo 9° do Regulamento Eleitoral, divulga aos participantes e assistidos as composições e os números de ordem atribuídos a cada uma das chapas homologadas. O número de ordem foi atribuído por sorteio, realizado nesta segunda-feira, 23 de março, com a presença dos observadores das chapas inscritas.

Conforme cronograma Eleitoral, as chapas concorrentes têm até o dia 27 de março para apresentar os respectivos programas e currículos para divulgação em Boletim Especial.

Veja os números das chapas homologadas e os seus integrantes.

CHAPA 1 – SOMOS PREVI – PELO ASSOCIADO

Conselho Deliberativo
Titular: Carmem Sylvia Borges Tibério
Suplente: Francisco Reinoldo Schwarz

Conselho Fiscal
Titular: Emerson Luis Zanin
Suplente: Rizele Santana Norberto Marques Sereno

Diretoria
Diretoria de Administração: Luiz Gustavo Sunhiga
Diretoria de Planejamento: Arnaldo José Vollet

Conselho Consultivo – Plano de Benefícios 1
Titular: Rubens da Fonseca Marques Monteiro
Suplente: Marta Maria Coutinho Carneiro de Saboya

Titular: José Luiz Barbosa
Suplente: Marinei Sabadin Balbinot

Conselho Consultivo – Previ Futuro
Titular: Fabiane Campos Vale Jerke
Suplente: Marcela Bosa

Titular: Tarciso Madeira
Suplente: Waleska Magaldi Collares

CHAPA 2 – PREVI PARA OS ASSOCIADOS

Conselho Deliberativo
Titular: Carlos Alberto Guimarães de Sousa
Suplente: Fátima Suzana Marsaro

Conselho Fiscal
Titular: Carlos Eduardo Bezerra Marques
Suplente: Waldyr Peixoto Filho

Diretoria
Diretoria de Administração: Alencar Rodrigues Ferreira Junior
Diretoria de Planejamento: Lissane Pereira Holanda

Conselho Consultivo – Plano de Benefícios 1
Titular: Edson Branco da Cruz Filho
Suplente: Nadja Maria Santana da Silva

Titular: Haroldo do Rosário Vieira
Suplente: Ivanilson Batista Luz

Conselho Consultivo – Previ Futuro
Titular: Karla Roberta Revert Mota
Suplente: Laurito Porto de Lira Filho

Titular: Samuel Bastos Macedo
Suplente: Leonardo Imbiriba Diniz

Você pode conferir as informações completas e atualizadas sobre o processo eleitoral no site da Previ, na seção A Previ > Eleições e pelo App Previ, na aba Eleições.

Fonte: Previ

Brasil perde 37% das agências bancárias em dez anos; 638 cidades ficaram sem banco

Publicado em: 26/03/2026

O número de agências bancárias caiu 37% em dez anos no Brasil, indo para pouco mais de 14 mil, em meio ao avanço da tecnologia para realizar transações e à decisão dos bancos de cortar custos, muitas vezes deixando uma parcela da população sem atendimento.

Desde 2015, 638 municípios ficaram sem agência bancária, o que desassistiu 6,9 milhões de pessoas, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base em dados do Banco Central. São 2.649 municípios sem agências, o equivalente a 48% do total, ante 36% dez anos atrás. Em termos populacionais, isso afeta 9% dos brasileiros (19,7 milhões) atualmente, ante 3,4% na década passada.

O fechamento se intensificou com a pandemia e o lançamento do Pix, e quase 6.000 agências tradicionais foram encerradas. Enquanto isso, os bancos investiram mais no atendimento remoto de gerentes e na criação de agências-conceito, com serviços como consultoria de investimentos.

“Funcionários são desligados e a população é impactada. Sabemos que a tendência é digital, mas até chegar ao ponto de todas as pessoas serem digitais, é preciso dar condições de atendimento a quem não tem afinidade”, diz Edilson Julian, presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, no interior de São Paulo.

O sindicalista diz que, no início de cada mês, há filas antes da abertura das agências da região. Marília, que chegou a ter 50 unidades, hoje conta com 20. A entidade cita o exemplo da rural Oscar Bressane (SP), com 2.470 habitantes, que ficou sem ponto de atendimento físico e seus moradores precisam viajar cerca de 40 km até Marília para encontrar um banco.

“Os bancos estão ganhando cada vez mais dinheiro e deixando a população desassistida. Não é como se eles estivessem em dificuldade financeira” afirma Julian.

No Ceará, o fechamento está acelerado. Foram encerrados 117 locais desde 2022, aponta o Sindicato dos Bancários do estado. Só em 2025 foram 62.

De acordo com o presidente do sindicato, José Eduardo Rodrigues, há moradores que, além da falta de aptidão digital, carecem de um pacote de dados de internet que dê conta das transações pelo aplicativo.

“As economias locais sucumbem com a inexistência de um posto de atendimento bancário”, diz.

Para Tiago Couto, sócio-diretor da Peers Consulting + Technology, o fechamento de agências não é simplesmente uma redução de gastos dos bancos em tempos de juros e inadimplência em alta e competição com fintechs, cuja operação é mais rentável.

DIGITALIZAÇÃO

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), as instituições estão adequando suas estruturas à nova realidade do mercado, em que os canais digitais são preferidos pelo novo perfil do consumidor. “Atualmente, praticamente todas as operações bancárias podem ser feitas de forma eletrônica”, diz a entidade.

Na direção contrária estão os Estados Unidos, cujos maiores bancos seguem em expansão física dada a falta de tração das transações digitais. Em fevereiro, o JPMorgan Chase anunciou planos para abrir mais de 160 agências em mais de 30 estados, além de reformar outras 600 unidades neste ano. O objetivo é ir a novos mercados, “incluindo comunidades rurais e de baixa a moderada renda”.

Já no Brasil, com o Pix, ir ao banco pode parecer obsoleto. Porém, muitas transações e contratações ainda são feitas presencialmente. Em 2024, 27% dos pagamentos de contas, 14% das contratações de investimento e 5% das transações foram feitos por canais físicos, aponta levantamento da Deloitte em parceria com a Febraban.

Todo mês, Célia Moura, 60, leva seu pai de 89 anos ao banco para sacar a aposentadoria. “Ele prefere gastar em dinheiro porque não tem cartão de crédito, não tem Pix, nada dessas coisas de celular, internet, computador. É só na agência física.”

Há ainda serviços cujo volume aumentou nas agências em relação ao ano anterior. A contratação de crédito subiu 11%, indo a 45 milhões de operações, e a de seguros teve alta de 6%, para 55,5 milhões.

Segundo a Deloitte, a procura pelo atendimento presencial se deve à complexidade de alguns produtos, o que reforça o papel consultivo das agências. “Para muitos clientes, a possibilidade de esclarecer dúvidas, obter orientações claras e estabelecer uma relação mais próxima com um especialista permanece como algo essencial.”

Outro fator é o medo de golpes e fraudes, especialmente envolvendo altos valores, e a dificuldade com a tecnologia.

“Não sei lidar muito bem com aplicativos, internet. Na agência, retiro dinheiro no caixa, pago algum boleto que não posso deixar em débito automático e faço a prova de vida da pensão que recebo”, diz Débora Bordoni, 80. A professora aposentada conta que resolve muitas pendências via WhatsApp, conversando com sua gerente.

Apesar disso, a maior parte das operações migra para os canais digitais. Em 2024, 75% das transações bancárias foram via celular.

Essa demanda pelo aplicativo e fuga das agências levaram os bancos a aumentar o investimento em tecnologia e acelerar o fechamento dos postos físicos. Somando aluguel, segurança, funcionários e manutenção, a maioria das agências não se paga.

“Transportar dinheiro custa uma fortuna. Tínhamos receita com conta-corrente e anuidade de cartão [de crédito], que hoje caiu. Na hora de fazer todo esse processo, você deixa de pagar a conta. Por isso que tem de afunilar no digital, não tem alternativa. E tem tecnologia para isso”, disse Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, à Folha em fevereiro. Segundo Noronha, é difícil uma agência ser rentável em cidades abaixo de 20 mil habitantes.

“É inegável que o fechamento de agências é um dos componentes mais interessantes para a redução de custo dos bancos. Não é algo que deve desacelerar, mas é preciso ter cuidado na velocidade para não desatender”, diz Eduardo Carlier, codiretor da Azimut Brasil, gestora de patrimônio, que avalia ativos, como ações de bancos, para investimento.

Para Rosângela Vieira, economista do Dieese que atua no Sindicato dos Bancários de São Paulo, a política de fechamento de agências afeta sobretudo a população idosa e periférica, “ao ampliar dificuldades de acesso ao crédito e potencialmente aumentar a exposição a golpes e fraudes em ambientes digitais”.

Os bancos têm preferido abrir pontos de atendimento mais especializados, para atrair a parcela da população que tem investimentos e faz negócios rentáveis.

“Mais do que gestão de custo, é uma mudança que reflete o hábito dos consumidores. Grandes bancos já estão na transformação digital há um tempo e têm agência mais como ambiente de construção de negócios e menos de transação, com pagamento de conta e saque. Fechar agência não é necessariamente a alavanca para competir com banco digital, e sim ter a jornada centralizada no cliente”, afirma Tiago Couto.

IMÓVEIS FICAM VAZIOS

O mercado imobiliário é impactado, pois geralmente são imóveis comerciais grandes, de baixa demanda. Fechados por meses e até anos, podem ser alvos de vandalismo e invasões.

“São agências com mais de 1.000 metros quadrados desativadas, especialmente de bancos privados, no centro histórico. Dificilmente há empresas que ocupam espaços tão grandes”, afirma Adriano Leocadio, secretário de Finanças e Gestão de Santos, um dos municípios que mais perdeu postos em 2025, com 14 fechamentos.

Agora, são 80 agências e postos de atendimentos em Santos, que tem a maior concentração de idosos entre as grandes cidades. “Há reclamação por parte considerável dos idosos, mas eles estão se adequando a essa nova realidade”, diz Leocadio.

Em São José do Rio Preto (SP), que perdeu 11 agências no ano passado, a prefeitura trabalha em um plano de revitalização do centro, com isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) para proprietários que reformarem e derem destinação a imóveis fechados ou abandonados.

“No geral, somando as duas principais avenidas da área central da cidade, temos mais de cem imóveis fechados, entre agências bancárias e comércios em geral”, afirma Mario Welber, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São José do Rio Preto.

BANCOS INVESTEM EM AGÊNCIA-CONCEITO, E CAIXA NÃO TEM REDUÇÃO

BRADESCO
Muitos gerentes de agências que fecham são realocados e recapacitados para seguir atendendo clientes, mas de forma remota. O Bradesco investe para transformar pontos estratégicos em unidades do Principal, nova linha voltada à alta renda, com atendimento semelhante ao de uma butique de investimentos. Esse cliente paga anuidade no cartão de crédito e taxas sobre investimentos.

SANTANDER
No Santander, há dois anos, alguns funcionários que atendem pequenas empresas foram deslocados para ir atrás dos clientes, o que, segundo o banco, tem gerado melhores resultados e mais receita.

“Essa turma não tem mesinha e cadeirinha na agência. Essa turma tem um laptop, um iPad e fica o dia inteiro fazendo visita. Com isso, eu tenho o banco que sai do banco e está na rua, na casa do cliente, que tem uma potência muito maior”, disse Mario Leão, CEO do Santander, ao comentar o balanço do banco de 2025.

Dos grandes bancos, a instituição é a que tem menos presença física: 17 das agências mantidas são WorkCafé, coworking misturado com escritório de investimento, em que clientes e não clientes podem trabalhar e aproveitar a cafeteria.

BANCO DO BRASIL
O Banco do Brasil tem estratégia semelhante com o .BB (Ponto BB). Em 2024, transformou a agência Marco Zero do Recife (PE). Com robô como recepcionista, tablets, atendentes presenciais e online, caixas eletrônicos, loja e área para palestras e eventos, o local perdeu a cara de agência. O BB é a instituição com mais agências físicas (3.955) e recentemente inaugurou um segundo Ponto BB em Belém (PA).

“Só em 2025 foram 504 obras, melhorando a ambiência e o conforto da rede de agências naquelas praças em que o cliente ainda vai muito ao banco”, disse Tarciana Medeiros, CEO do BB, ao comentar o resultado da instituição.

ITAÚ UNIBANCO
O Itaú Unibanco inaugurou neste ano o Espaço Uniclass, voltado a clientes do varejo, na avenida Paulista, em São Paulo. Aberto ao público em geral, há atendimento especializado e orientação financeira, espaço para eventos, loja com produtos Itaú, Stanley e Decolar, além de um café da Biscoitê.

Diferente das agências tradicionais, que funcionam das 10h às 16h, os serviços bancários da unidade vão até 19h. Já a loja também funciona aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.

“O varejo bancário está passando por uma grande transformação, em que as pessoas buscam por mais simplificação, autonomia digital e orientação qualificada com apoio humano para decisões complexas”, afirma Beatriz Couto, diretora do Itaú Uniclass.

CAIXA
A Caixa Econômica Federal teve a menor redução dentre os grandes bancos. Desde 2019, a rede de atendimento caiu 5%. Com programas governamentais para a baixa renda e financiamento imobiliário, o banco não fala em reduzir a presença física.

A instituição diz investir no digital e em modelos de atendimento especializado. Para este ano, o foco é estruturar a Plataforma Empresas, unidades para pessoas jurídicas. “A Caixa atua continuamente na otimização da rede de atendimento, tendo como foco adequar a estrutura à demanda dos clientes, assegurando atendimento presencial onde é essencial, mantendo a capilaridade em todas as regiões do país.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Banco do Brasil passa a aceitar todas as formas de recebimento do Prevmais na Cassi

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Uma ótima notícia para os egressos da Nossa Caixa: o Banco do Brasil passa a aceitar todas as formas de recebimento do Prevmais, plano do Economus, previdência complementar dos funcionários da Nossa Caixa.

Assim, as formas do Prevmais aceitas agora são: Vitalício, Percentual, Prazo determinado e também os que não possuem previdência complementar (autopatrocínio). Para os colegas sem previdência complementar (autopatrocinio), a contribuição passa a ser calculada com base na média salarial dos últimos 6 meses da ativa, além do pagamento da parte patronal, num total de 8,5% (sem dependente), permitindo finalmente que esse grupo também possa aderir ao plano.

“Essa medida representa uma vitória na nossa luta por Cassi e Previ para todos. Essa era uma notícia aguardada por muitos colegas aposentados. Seguiremos atentos e empenhados em buscar isonomia dos direitos dos incorporados, da ativa e dos aposentados”, ressalta Adriana Ferreira, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e representante eleita do Conselho Deliberativo do Economus.

“É uma decisão importante e reflete toda a mobilização e luta do movimento sindical bancário para que os colegas egressos de bancos incorporados pelo BB tenham tratamento isonômico em relação aos demais”, acrescenta Antonio Netto, diretor do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

O dirigente destaca que, apesar dessa vitória, a luta continuará firme. “É importante lembrar que muitos colegas ainda continuam sem acesso ao plano, e que seguimos na mesa de negociação lutando para que todos os funcionários do BB tenham os mesmo direitos. Portanto, vencemos uma batalha e não a guerra. Vamos continuar pressionando o banco por isonomia e Cassi e Previ para todos”, ressalta.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Chapas 2 e 55 vencem as Eleições Cassi 2026

Publicado em:

Com 25.643 votos, a chapa 2 foi a vencedora das Eleições CASSI 2026 para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo. A chapa 55 ganhou a eleição para o Conselho Fiscal com 23.777 votos.

Foram registrados 4.187 votos em branco e 6.377 votos nulos na eleição para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo, e 4.007 votos em branco e 6.333 votos nulos na eleição para o Conselho Fiscal.

Com o resultado, foram eleitos os seguintes candidatos:

Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento 
Luciana Bagno

Conselho Deliberativo
Titular: Humberto Fernandes
Suplente: Loreni de Senger
Titular: Gilmar Santos
Suplente: Diusa Almeida

Conselho Fiscal
Titular: Diego Carvaho
Suplente: Luana Narimatsu da Silva

Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de junho de 2026 e têm à frente um mandato de quatro anos de duração.

Para acessar o hotsite das Eleições, clique aqui.

Fonte: Cassi

Tesouro e BB avançam em testes e Tesouro Reserva deve ser lançado em abril

Publicado em:

O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto que deve concorrer com a poupança, já começou a ser oferecido a alguns clientes do Banco do Brasil em fase de testes, e seu lançamento para toda a clientela deve ocorrer em abril, informou hoje o BB. “Os últimos ajustes estão sendo concluídos com um grupo restrito de clientes”, disse o banco em nota. “A previsão é que esta nova modalidade esteja disponível para todos os correntistas ao longo do mês de abril”, acrescentou.

Segundo o banco, a compra do Tesouro Reserva será realizada mediante pagamento via Pix e a venda via crédito na conta do cliente no BB, “tudo realizado no app Investimentos BB, na opção Tesouro Direto”.

A expectativa inicial era que o lançamento ocorresse ainda em março. No balanço do Tesouro Direto de fevereiro, divulgado nesta terça-feira (24), o Tesouro informou que começou no mês passado a venda do novo título, com um total simbólico de R$ 100 mil vendidos.

O Tesouro Reserva vai permitir aplicações a partir de R$ 1,00 e resgates em qualquer horário e dia da semana, sem marcação a mercado e corrigido pela taxa Selic. O título vai funcionar quase como uma conta remunerada e deve concorrer com a caderneta de poupança, com as caixinhas e cofrinhos dos bancos, com fundos DI e com o próprio Tesouro Selic.

Segundo Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do BB, os testes estão sendo feitos em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e a B3. “O BB está disponibilizando em seu app de investimentos a negociação do novo título Tesouro Reserva”, diz. Ele destaca que será um investimento simples, com horário de movimentação estendido e valores baixos de entrada que possibilitam a inclusão de milhares de brasileiros no mercado financeiro e que ampliam o acesso para quem deseja formar uma reserva de emergência ou diversificar seus investimentos.

Porta de entrada

O Tesouro Reserva é uma das iniciativas bastante positivas do Tesouro, afirma Mayara Rodrigues, analista de Renda Fixa da XP Investimentos. “O Tesouro já tem o Renda Mais, o Educa Mais e o Reserva vai ser bem importante porque o Tesouro Direto é o primeiro contato com o investimento além da poupança”, diz.

Segundo ela, o Tesouro Direto vem buscando criar aplicações de acordo com os objetivos do investidor e o Reserva deve ser uma porta de entrada que vai se comparar com o CDB diário, com rentabilidade muito parecida com Tesouro Selic, mas com maior flexibilidade. “Ele terá benefícios além do que já existia no próprio Tesouro Direto”, diz. Ela lembra, porém, que para um portfólio mais completo será interessante fazer uma diversificação com outros investimentos.

Mayara lembra que o investidor brasileiro ainda é muto focado em poupança e o novo título vai ter um papel importante em termos de educação financeira para a população. “O próprio Tesouro fazendo esse marketing é importante porque, historicamente, a poupança, que costuma ser a reserva financeira de grande parte da população, rende abaixo de praticamente qualquer outro título do mercado”, lembra.

Alguns títulos, como as LCAs e LCIs, hoje têm prazos mínimos de três meses, o que limita sua liquidez, lembra Mayara, mas olhando além desses prazos, a poupança deixa muito a desejar em termos de rentabilidade, compara.

Para ela, dado esse passo inicial de educação financeira e informação para a população, será preciso pensar na diversificação de ativos. E o Tesouro tem um papel importante na educação e na democratização dos investimentos. “O investidor compra o Tesouro Reserva e depois olha outro título e isso reforça a educação financeira”, diz Mayara.

“É uma excelente porta de entrada, mas investidor tem de se educar para não cair em armadilhas, mesmo no Tesouro Direto”, alerta. Para isso, ele precisa entender a diferença entre os diversos títulos oferecidos, seus prazos, os impactos da marcação a mercado e a oscilação de preços. “O Tesouro Direto é uma excelente porta de entrada, mas o investidor precisa continuar nessa agenda de educação financeira”, acrescenta.

Vantagens e alertas

Na comparação entre os investimentos, Mayara diz que o Tesouro Reserva vai ter vantagens sobre seu similar, o Tesouro Selic, com um valor mínimo de aplicação menor e resgates mais flexíveis.

Já em relação ao CDB diário, seu rendimento deve ser muito similar, mas pode haver um complicador que é a facilidade do investimento, mesmo com a possibilidade de uso do PIX nas movimentações. “O Tesouro Reserva vai ser em outra plataforma, do Tesouro Direto, que é diferente de um CDB que já está integrado na conta do cliente”, diz.

O mesmo vale para outros tipos de aplicação oferecidos pelos bancos e fintechs, como as caixinhas e cofrinhos, também conectados com a conta corrente.

Mas, em relação à poupança, o Tesouro Reserva deve ser mais competitivo e pode haver migração das cadernetas para o novo título. “Já estamos observando isso, a poupança vem perdendo depósitos enquanto crescem as aplicações em CDBs, títulos bancários e no Tesouro Direto”, diz.

Isso pode ser intensificado com Tesouro Reserva e todo o esforço do governo em marketing e incentivo para o novo título. “O Tesouro Reserva vai concorrer diretamente com a poupança, mas nos outros investimentos a facilidade de uso vai ser fator chave para o sucesso”, conclui.

Fonte: Infomoney