PDV do BB vai até o dia 14; diretoria da AGEBB estuda as mudanças

Publicado em: 31/07/2019

O Banco do Brasil anunciou no princípio desta semana uma reorganização institucional para transferência de funcionários entre as diversas cidades em que possui agências. Além disso, um Programa de Adequação de Quadro (PAQ) foi aberto para os empregados do banco e oferece incentivos de R$ 20 mil a R$ 200 mil para aqueles que se demitirem voluntariamente. A estimativa, segundo fontes da equipe econômica, é que as mudanças afetem de 2 mil e 3 mil funcionários. A previsão inclui remanejamento de pessoas entre as unidades do banco, além das demissões. Os funcionários que reúnam as condições estabelecidas no regulamento poderão aderir ao plano de desligamento incentivado até 14 de agosto.

A diretoria da AGEBB, encabeçada pelo presidente Francisco Vianna de Oliveira Júnior, acompanha de perto toda a movimentação. “Mais uma vez os gerentes e gestores do banco foram surpreendidos com esse tipo de notícia e ficaram sabendo da anunciada reestruturação pela imprensa. Isso já havia ocorrido em 2016 e caracteriza desrespeito com os funcionários que vestem a camisa e defendem o BB há anos”, afirma o executivo.

Nesse cenário, a AGEBB está atenta às negociações e informações. Uma reunião entre seus diretores, especialmente aqueles da ativa e com a presença de seu corpo jurídico, será realizada no sábado, dia 3 de agosto, a partir das 9 horas, em caráter de urgência na sede da associação, em São Paulo. “Convocamos a todos para discutirmos a defesa dos interesses dos gerentes associados. É o momento de estarmos juntos, pois as regras ainda não estão muito claras, mas é certo que todas as áreas do banco serão atingidas nesse processo de reestruturação”, afirma Oliveira Júnior.

Além disso, lembra o presidente da AGEBB, é de se ressaltar o exíguo prazo dado aos mais de 90 mil funcionários para optar ou não por aposentar-se e deixar o emprego no banco. Para quem ficar, o futuro também é incerto. “O que mais aflige e nos preocupa é com o gerente que pretende continuar no banco. Muitos deles, certamente, ficarão longe de suas atuais agências, distantes de suas famílias, acumulando funções e ainda serão descomissionados nesse processo”, argumenta o dirigente.

No papel de única associação representativa dos gerentes do BB, a AGEBB, segundo o seu presidente, cumpre o dever de defender seus associados de riscos e perdas individuais ou coletivas, bem como manter e aumentar suas conquistas. “Sem o viés dos sindicatos, que cumprem o papel específico que lhes cabe na sociedade, acreditamos que à medida que os principais líderes da empresa sejam tratados com isonomia, respeito e dignidade, quem ganha é o banco, quem se fortalece e aumenta sua reputação, junto ao mercado e à comunidade, é o próprio BB”, argumenta Oliveira Júnior.

Melhorar a eficiência do banco

Segundo a estatal, a intenção nesse processo de reestruturação é melhorar a eficiência no atendimento e acabar com excesso de pessoal em algumas praças. A opção de desligamento é exclusiva para os funcionários lotados em função com excesso de pessoal. Empregados com até 20 anos de banco receberão até 7,8 salários brutos como incentivo para o desligamento. Quem está há mais de 20 anos na empresa pública receberá até 9,8 salários como incentivo para o desligamento. Nos dois casos, o piso de R$ 20 mil e o teto de R$ 200 mil devem ser respeitados.

O banco também pagará por até um ano as mensalidades do plano de saúde dos empregados e dos dependentes inscritos até o desligamento. Quem aderir ao PAQ fica dispensado de ressarcir custos com treinamentos, entre eles, cursos de MBA, graduação, idiomas e certificações, desde que estejam matriculados e cursando regularmente as disciplinas. Os empregados também ficam liberados de restituir o banco de vantagens recebidas em nomeação ou remoção ocorrida com menos de 365 dias da data de desligamento.

O atual presidente do BB, Rubem Novaes, já vinha demonstrando, por diversas vezes, que a instituição tem que diminuir de tamanho e abrir espaço para os concorrentes privados. O banco, inclusive, vem se desfazendo, sem alarde, de vários ativos. O certo é que, pelos dados do Banco Central, os bancos públicos vêm diminuindo o ritmo de crescimento. Nos seis primeiros meses deste ano, o estoque de crédito dessas instituições avançou 1,2%. Já o total do setor privado saltou 2,1%.

Fonte: UOL com AGEBB

Corretoras digitais disputam investidores com bancos tradicionais

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Uma nova geração de corretoras digitais está incomodando um punhado de bancos brasileiros, como Itaú Unibanco e Banco Bradesco, que por muito tempo se mantiveram como destino único para investidores de varejo que buscavam um lugar único para manter conta bancária e aplicações.
As recém-chegadas plataformas de investimentos já atraíram mais de 10% dos 2,98 trilhões de reais investidos pelos brasileiros em fundos mútuos locais, ações e títulos.

Isso pode ser apenas o começo, já que várias empresas agora estão prontas para expandir suas plataformas de investimento para se tornarem bancos com serviços completos, oferecendo cartões de crédito, contas correntes e serviços de pagamento de contas.

“Acreditamos que os bancos serão ameaçados pelas empresas de tecnologia, principalmente em negócios baseados em tarifas, como gestão de ativos, cartão de crédito e credenciamento de cartões”, disse o estrategista do UBS Philip Finch.

Ele acrescentou que os negócios de empréstimos dos bancos tradicionais parecem mais seguros, já que os requisitos de capital criam uma barreira maior à entrada. Por trás das plataformas digitais, há grandes investidores como a chinesa Fosun International e as firmas de private equity General Atlantic LLC, Advent International e Warburg Pincus LLC.

A XP Investimentos, líder entre as plataformas digitais de investimento e que tem como investidores o Itaú e a General Atlantic, pretende quadruplicar seus ativos sob custódia para 1 trilhão de reais até dezembro de 2020, quase quatro vezes seu tamanho atual. Outras corretoras têm metas igualmente ousadas.

Como a maior economia da América Latina continua a crepitar, as start-ups de investimento digital são um dos poucos setores que contratam em ritmo alucinante. “Um ano atrás, nós tínhamos 30 funcionários. Provavelmente chegaremos a 200 pessoas este ano”, disse Habib Nascif, CEO da plataforma de investimentos online Órama, que foi uma das primeiras empresas brasileiras a oferecer fundos mútuos com taxa zero em 2011.

Corte de tarifas

O Brasil tem um dos mercados bancários mais concentrados do mundo, com seus cinco principais bancos detendo 82% do total de ativos, muito acima dos 43% nos EUA ou 48% no Reino Unido.
Os brasileiros detêm cerca de 61 milhões de contas-poupança, com 737 bilhões de reais em depósitos, geralmente rendendo bem abaixo da taxa básica de juros Selic, que vem caindo nos últimos anos. Os retornos mais baixos acabam por abrir mais possibilidades de investimentos para os aplicadores para além da poupança.

Fonte: Exame

Bancos fecharam mais de 2 mil postos de trabalho no país em 2019, revela pesquisa do Caged

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A Pesquisa de Empego Bancário (PEB), realizada pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que, no primeiro semestre de 2019, os bancos fecharam 2.057 postos de trabalho no país. Desde 2013, o saldo acumulado mostra uma redução de 62,7 mil postos na categoria.

Nos seis primeiros meses de 2019, os piores saldos no período foram registrados no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, onde houve redução de 732, 722 e 274 postos de trabalho respectivamente. No sentido oposto, São Paulo e Pará apresentaram os maiores saldos positivos, com a abertura de 553 e 166 postos respectivamente.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os “Bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, foi responsável pelo fechamento de 1.658 postos no período, enquanto a Caixa fechou 489.

Faixa Etária

No semestre, a abertura dos postos bancários concentrou-se nas faixas entre 18 e 29 anos, com criação de 5.286 postos de trabalho. Acima de 30 anos, todas as faixas apresentaram saldo negativo, com destaque para a de 50 a 64 anos, com fechamento de 3.213 postos. Na faixa de 30 a 39 anos foram fechados 2.432 e entre 40 e 49 anos o saldo foi de 1.804 postos fechados.

“Os bancos têm lucros exorbitantes que crescem ano após ano. Mesmo assim, continuam aumentando a sobrecarga de trabalho com a demissão de funcionários e aumentando seus lucros, uma vez que demitem aqueles mais velhos, que têm salários mais altos, e recontratam mais jovens, com salários menores”, observou o secretário geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga.

A Contraf-CUT cobra dos bancos a redução do turnover na categoria, com a criação dos centros de realocação e requalificação dos funcionários que são atingidos pelas reestruturações das instituições e alterações no perfil de trabalho da categoria.

Desigualdade entre homens e mulheres

No semestre, os bancos admitiram 7.023 mulheres. A remuneração média delas foi de R$ 3.966,84, o que representa 75,1% da remuneração dos 8.199 homens contratados no mesmo período. A diferença de remuneração é ainda maior entre homens e mulheres que foram desligados dos bancos nos seis primeiros meses de 2019. As 8.438 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.848,43, o que corresponde a 72% da remuneração média dos 8.841 homens desligados dos bancos no período.

“Estes dados mostram que as mulheres são discriminadas pelos bancos desde o início da carreira. Mas, mais do que isso, comprova que elas não têm as mesmas oportunidades de ascensão profissional do que homens, ainda que elas tenham melhor formação. Os homens entram ganhando mais do que as mulheres e, quando saem, estão ganhando mais ainda”, observou a secretária de Mulheres da Contraf-CUT. Elaine Cutis.

“Isso mostra, também, o quanto é importante a conscientização sobre a diversidade nos bancos”, completou Elaine. A Campanha da Diversidade, realizada pela Contraf-CUT com os sindicatos e federações a ela filiados, em parceria com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), faz parte do Censo da Diversidade Bancária e é uma conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2018.

Reflexos da Reforma Trabalhista nos dados do Caged

As demissões sem justa causa representaram 53,9% do total de desligamentos no setor, no 1º semestre de 2019. As saídas a pedido do trabalhador representaram 34,6%. Entre janeiro e junho foram, ainda, registrados 103 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017. Os empregados que saíram dos bancos por essa modalidade apresentaram remuneração média de R$ 11.175,81.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

Sob início de direção fiscal, Cassi presta contas, mas está na mira do mercado

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Sob início de intervenção fiscal, a Cassi virou assunto da mídia que defende a privatização irrestrita da saúde, além de estar na mira dos privatistas da atual diretoria do Banco do Brasil. Segundo o Broadcast do Estadão, a venda da carteira da caixa de assistência, maior plano de autogestão do país, com cerca de 400 mil assistidos, “é uma opção considerada internamente no BB”. Caso isso ocorra, o público com salário maior que R$ 6 mil seria jogado para os planos de saúde privados, aumentando suas receitas e trazendo prejuízo aos associados da Cassi.

A Cassi já está sendo acompanhada pela diretora fiscal nomeada pela ANS, Maria Socorro de Oliveira Barbosa, agente de mercado alinhada ideologicamente com o atual governo e com um histórico de liquidação de planos de saúde no currículo. Maria Socorro tem 90 dias para reportar a situação da Cassi à reguladora. A partir daí, a caixa de assistência tem 30 dias para apresentar seu plano de resgate.

A diretora fiscal terá o salário pago pela Cassi enquanto durar a intervenção (prevista minimamente por 6 meses, porém prorrogável até 24 meses). Sem poderes de gestão (apenas de auditoria), ela pode indicar, ao fim do regime, a alienação ou a liquidação da operadora.

“Se os indicados do mercado na atual diretoria do BB, verdadeiros urubus, miram a privatização do banco, o que dirá da Cassi? Não à toa que o governo, por meio da ANS, decidiu pela intervenção na caixa de assistência e colocou uma agente do mercado alinhada com os privatistas do atual governo para a direção fiscal. O objetivo é claro e alinhado com a notícia veiculada pelo Estadão: entregar a saúde dos funcionários do BB aos planos de saúde privados”, critica João Fukunaga, funcionário do BB e secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato.

“Este é um momento de unidade, no qual o futuro da Cassi e as propostas de recuperação financeira devem ser debatidos e negociados entre o patrocinador (Banco do Brasil) da Cassi e os associados. Não pode haver mais decisões unilaterais apoiadas por parte dos eleitos que prejudiquem e onerem somente os associados”, acrescenta o dirigente.

Dados apresentados em reunião

Em reunião no dia 24 de julho, foram apresentados os balancetes financeiros mais recentes e as curvas de evolução de diversos indicadores, entre eles o índice de solvência e de patrimônio líquido. A diretoria da Cassi informou ainda sobre as medidas tomadas que, segundo eles, melhoraram o índice de eficiência, mas que ainda se mostram insuficientes para reverter o patrimônio líquido negativo ou uma melhoria significativa do índice de solvência.

Entre elas estão a melhoria em despesas administrativas e assistenciais, bem como o aumento da coparticipação e o congelamento de salários dos funcionários da Cassi.

Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e representante da Contraf-CUT nas negociações com o BB e a Cassi, ressaltou que é contra o aumento da coparticipação. “É uma medida que pune quem mais precisa e não resolve o problema financeiro da Cassi”, disse.

Para Nascimento, a melhoria dos números da Cassi é positiva, mas insuficiente para garantir a perenidade do plano. “Vamos continuar defendendo a Cassi para os funcionários e aposentados do Banco do Brasil, mas é preocupante, porque uma nova proposta, se negociada, terá que atender o que a ANS espera para a garantia do plano”, disse.

A diretoria da Cassi também prestou esclarecimentos sobre a direção fiscal e o escopo do trabalho da ANS dentro da Cassi até o momento.

Reabertura das negociações com o BB

A Contraf-CUT cobrou mais intensidade da diretoria da Cassi na cobrança ao Banco do Brasil para a reabertura do processo de negociação, pedido apoiado pelas demais entidades.

Wagner também pediu esclarecimentos sobre matéria veiculada sobre possível venda da carteira da Cassi, lembrou que a entidade tem gestão paritária e seu estatuto prevê consultas ao corpo social para temas desta relevância.

A Cassi, no entanto, informou que, não havendo medida que garanta a sustentabilidade e a ANS entenda que a alienação da carteira ou a liquidação seja a medida administrativa a ser adotada, a mesma não passará por consulta aos associados.

Para Wagner, é estranha a movimentação e interesse da imprensa e do mercado financeiro na intervenção da ANS. “Precisamos conscientizar os associados de que a falta de proposta agrava a situação e a perda da Cassi por venda da carteira ou liquidação deixa de ser algo remoto. Por isso, continuaremos cobrando a reabertura das negociações com o Banco do Brasil”.

A Cassi estava com um patrimônio negativo de R$ 109 milhões em dezembro de 2018 e apresentava insuficiência de margem de solvência de R$ 810 milhões. Em 2019, a caixa de assistência vem apresentando resultados positivos, mas permanece em situação econômico-financeira crítica, com números insuficientes para recomposição do patrimônio nos níveis exigidos pelo órgão regulador.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

28 agências do BB serão transformadas em Postos de Atendimento na Bahia

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O Banco do Brasil anunciou nesta semana um conjunto de medidas que busca reforçar a a sua competitividade e adequar a capacidade de atendimento às necessidades de cada praça, privilegiando a experiência do cliente, transformando 333 agências em Postos de Atendimento e outras 49 em agências. Entre outras ações, funcionários localizados em dependências com excesso no quadro podem aderir a um plano de desligamento incentivado até 14 de agosto.

Na Bahia, 28 agências serão atingidas pela reformulação ao longo do segundo semestre deste ano. Segundo o Banco do Brasil, “o dimensionamento da estrutura foi feito de acordo com a necessidade observada em cada ponto, considerando aspectos como tipo de demanda, localização do ponto e dias de pico, não alterando em nada o atendimento ao cliente.”

Veja as cidades que terão agências transformadas em PA

Ponto Novo; Uruçuca; Sobradinho; Tanque Novo; Barra do Choca; Alcobaça; Brejões; Cachoeira; Coronel João Sá; Iuiú; Tremedal; Mirangaba; Malhada; Laje; Jussara; Jitaúna; Jaguarari; Itapé; Itagi; Ibirapuã; Ibirapitanga; Guaratinga; Central; Buerarema; Boa Vista do Tupim; Jacaraci; Ibicuí; Água Fria.

No entanto o Banco não informa se cada cidade tem mais de uma agência.

Outras ações do programa de reestruturação do banco:

– Criação de 42 novas agências especializados no atendimento a empresas, até outubro, que preveem a especialização de atendimento em carteira varejo, sem mudança física.

– Criação da Unidade Inteligência Analítica, que surge com a missão de centralizar o acompanhamento das evoluções, inovações e desenvolvimento de técnicas, ferramentas e soluções com uso de Inteligência Analítica e de Inteligência Artificial.

Fonte: Portal do Cerrado

Prefeita em exercício solicita apoio para permanência de BB em Macieira

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Na última sexta-feira (26), a prefeita em exercício de Macieira, em Santa Catarina, Esther Tasca acompanhada de Luciane Andrade estiveram na cidade de Lages em visita a Deputada federal Carmen Zanotto. A prefeita Esther entregou para a Deputada importantes pleitos para benefício da população macieirense, entre eles a permanência do Banco do Brasil no município que está com suas atividades suspensas e possibilidade de fechar permanentemente.

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Esther explicou a Deputada que o Banco do Brasil é uma instituição de grande importância para a cidade e o comércio local e que a saída implica em impactos severos na economia do município e solicitou a deputada uma intermediação com a superintendência estadual e em Brasília para que permaneça com suas atividades.

Esther entregou a Deputada outras duas importantes solicitações, de um ônibus para o grupo da 3ª idade utilizado no transporte em eventos e outras atividades sociais, e ainda a pavimentação asfáltica da SC 465 que liga Macieira até a cidade de Arroio Trinta.

Segundo a prefeita Esther o projeto do asfalto desta rodovia já foi entregue ao Deinfra e aguarda apenas a liberação de recursos para o início das obras.

A Deputada Carmen Zanotto recebeu a comitiva macieirense e se propôs a intermediar a situação do Banco do Brasil no município e ainda verificar a possibilidade de atender as outras duas demandas, sendo elas o ônibus e a pavimentação asfáltica desta importante rodovia.

Fonte: Tropical FM

Sucateamento do BB tem como objetivo a sua privatização, afirma sindicalista

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O sucateamento do Banco do Brasil (BB) para que a instituição seja privatizada segue a passos largos. O banco anunciou dia 29 que está oferecendo incentivos de R$ 20 mil a R$ 200 mil para aqueles que se demitirem voluntariamente, além de implementar o Programa de Adequação de Quadro (PAQ), que nada mais é do que a transferência de funcionários de uma cidade para outra. Segundo o BB, a opção de desligamento é exclusiva para os funcionários lotados em função com “excesso de pessoas”. Hoje, o Banco do Brasil tem 98 mil trabalhadores, ante 120 mil durante os governos Lula e Dilma.

“O sucateamento começou com Temer que instituiu um programa de reestruturação, fechando agências. Ali começou o assédio moral contra os funcionários do banco que se sentiram pressionados a aceitar planos de demissão voluntária temendo perder seus empregos, benefícios e salários”, conta João Fukunaga, secretário de assuntos jurídicos do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionário do Banco do Brasil.

O dirigente critica a intenção do banco de demitir 2,3 mil funcionários e transformar 333 agências em todo o país em postos de atendimento e 49 postos em agências, sob o argumento de que os clientes não serão prejudicados já que eles serão compensados pela ampliação do modelo digital em que têm acesso às suas contas por meio da internet.

Para Fukunaga essa decisão acaba com o papel de um banco público de atender a parcela mais pobre da população. “Em São Paulo você até pode achar que tem uma posição consolidada de clientes que utilizam a internet e os smartphones, mas as filas continuam imensas nas cidades com uma população de menor poder aquisitivo, porque o os mais pobres utilizam as agências para tirar suas dúvidas também”.

Para o dirigente, um banco público pode dar lucro, mas não pode adotar um modelo de banco privado que não atende o seu papel social. De acordo com dados da própria instituição, desde o golpe de 2016 o BB perdeu mais de 1 milhão de clientes de contas pessoas física e jurídica, além de investidores de cadernetas de poupança.

“Essa diminuição do papel social de Banco do Brasil para uma lógica de mercado privado impede que a população mais pobre tenha acesso aos serviços que a instituição tem de prestar enquanto banco público”, adverte Fukunaga, que também é representante da comissão de funcionários dentro do BB.

A proposta de demissão do BB

Pela proposta apresentada pela direção do Banco do Brasil, os trabalhadores e trabalhadoras com até 20 anos de banco receberão até 7,8 salários brutos. Quem está há mais de 20 anos receberá até 9,8 salários, desde que o piso não seja menor do que R$ 20 mil e o teto de R$ 200 mil. Os funcionários e seus dependentes terão as mensalidades do plano de saúde pagas por um ano. Eles também serão dispensados de ressarcir custos com treinamentos e cursos e de restituir ao banco “vantagens” recebidas em nomeação ou remoção ocorrida com menos de 365 dias da data de desligamento.

Fonte: ABCD Maior

PDV do Itaú contempla 6,9 mil funcionários, diz Candido Bracher

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O programa de demissão voluntária (PDV) anunciado na segunda-feira, 29, pelo Itaú Unibanco abrange 6,9 mil funcionários, de acordo com o presidente do banco, Candido Bracher. “É difícil projetar. O último PDV fizemos há dez anos. Não temos uma base estatística para saber a taxa de adesão. Só sabemos que o público que pode optar é de cerca de 6,9 mil funcionários”, disse ele, em teleconferência com a imprensa, para comentar os resultados do segundo trimestre, nesta manhã de terça-feira, 30.

Os funcionários do Itaú podem aderir ao PDV entre os dias 1 a 31 de agosto. Ao final de junho, o banco totalizava 98.446 colaboradores.Segundo Bracher, a razão que motivou o banco a capitanear um PDV no cenário atual é o avanço da plataforma digital.

Ele explicou que não se trata de uma redução de funcionários, mas uma oportunidade de otimização do quadro do banco.”O Itaú tem feito diversas iniciativas digitais que têm contribuído para uma menor necessidade de mão de obra. Isso criou oportunidade de redução do quadro”, disse o presidente do Itaú.

Apesar disso, o banco ainda abre mais contas nas agências físicas. Segundo Bracher, por mês o Itaú abre 70 mil contas. Nas agências o número é quase três vezes maior. “Abrimos bem mais que isso nas agências físicas uma vez que todas as contas de folha de pagamento das empresas são abertas nas agências”, afirmou ele, acrescentando que foram abertas 1 milhão de contas nas agências e 205 mil digitais no segundo trimestre.

Após fechar cerca de 200 agências no segundo trimestre, o Itaú Unibanco segue avaliando o encerramento de mais unidades físicas, mas não prevê um número maior no segundo semestre, de acordo com Bracher. O movimento, conforme ele, é uma resposta ao comportamento do cliente da instituição e não há uma meta estabelecida.

“Temos visto o incremento da digitalização. Já abrimos mais de 1 milhão de contas no aplicativo, que passa a ter novas funcionalidades como reconhecimento facial para o financiamento de veículos, serviço de câmbio. Vários produtos têm sido digitalizados, o que tem diminuído a busca da agência pelo cliente”, explicou Bracher.

Sem precisar um número de agências a ser fechado, o presidente do Itaú disse que o banco ainda tem uma “quantidade” de agências muito próximas como resultado das inúmeras fusões que a instituição fez. “Onde temos agências e uma pode comportar o fluxo de clientes da outra, vemos possibilidade de redução. Continuamos avaliando a redução de agências. Não temos projeção para o segundo semestre, mas não será maior”, garantiu Bracher.

Fonte: Jornal DCI

Reestruturações anunciadas pelo BB e Itaú fortalecem agências digitais

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O Banco do Brasil e o Itaú Unibanco anunciaram nesta semana reestruturações que afetarão funções, agências e departamentos no segundo semestre deste ano. O Itaú lançou o PDV (Programa de Desligamento Voluntário) e o Banco do Brasil o PQA (Programa de Adequação de Quadro), ambos com planos de demissão voluntária.

O BB oferta incentivos de R$ 20 mil a R$ 200 mil para os colaboradores que se demitirem voluntariamente. Já pelo Itaú, são dois pacotes de benefícios: pagamento de 0,5 salário por ano trabalhado (limitado a 6 salários) e manutenção do plano de saúde por 60 meses ou pagamento de 0,5 salário por ano trabalhado (limitado a 10 salários) e manutenção do plano de saúde por 24 meses.

Com as medidas, os bancos estimam atrair até 10 mil colaboradores. Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá, Claudecir de Souza, as reestruturações são ‘cortes’ de funcionários sem previsão de recontratações.

As propostas divulgadas pelos bancos mostram um fortalecimento das agências digitais. No caso do Banco do Brasil, as mudanças incluem a criação de uma unidade que acompanhará o desenvolvimento de técnicas, ferramentas e inovações que utilizam soluções com inteligência analítica e inteligência artificial.

O BB também anunciou que serão criadas 42 novas Agências Empresas (até outubro); transformadas 333 agências em Postos de Atendimento Avançado e outros 49 PAAs em agências. Em nota enviada à CBN, o Itaú informou que o objetivo é adequar as estruturas do banco à realidade do mercado.

Fonte: CBN Maringá

Número de funcionários em bancos no Japão cai ao menor nível em 13 anos

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O número de funcionários trabalhando em bancos públicos e privados no Japão reduziu ao menor nível em treze anos, informou a emissora pública NHK, citando como fonte o relatório de uma empresa de pesquisa divulgado no fim de semana.

Os dados disponibilizados pela NHK News mostram que houve uma redução de 3.629 empregados no ano fiscal de 2018, encerrado em 31 de março, em relação ao ano fiscal anterior.

Trata-se do maior declínio desde 2006, quando os três principais grupos financeiros, Mitsubishi UFJ, Sumitomo Mitsui e Mizuho, foram formados.

Até o final de março, o número de funcionários em 81 bancos existentes no Japão somava 223.778. Desse total, 62 bancos, ou cerca de 80%, reduziram o número de empregados no ano fiscal de 2018.

A redução acorre em razão da adoção de tecnologia digital, com os bancos modernizando suas operações e automatizando o processamento de uma grande quantidade de dados.

Além disso, um crescente número de bancos está também diminuindo a quantidade de agências, uma vez que poucos clientes estão indo a instituições financeiras nesta era de Internet Banking.

“A tendência agrada aos bancos por conta da redução de gastos na folha de pagamento, o que pode ser repassado ao cliente”, segundo especialista consultado pela agência Kyodo.

Nana Otsuki, analista chefe da corretora de seguros Monex, disse que o modelo convencional de negócios –que depende da mão de obra para obter lucros– está entrando em um período de transição.

Segundo ela, esta é uma tendência [internet banking] que está praticamente no início, mas que deve entrar em um ritmo de aceleração cada vez maior.

Fonte: Mundo Nipo

BB e Pan têm piores ouvidorias entre os grandes bancos, diz BC

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O banco Pan e o Banco do Brasil possuem as piores ouvidorias entre as instituições financeiras de maior porte no país, indicou nesta segunda-feira o “Ranking de Qualidade de Ouvidorias”, divulgado pelo Banco Central.

Em uma escalada de zero a cinco, o índice do Pan foi de 2,64 no segundo trimestre de 2019, enquanto o do Banco do Brasil foi de 3,05. Quanto menor o índice, pior a ouvidoria.

O índice é formado a partir das reclamações registradas pelos cidadãos nos canais de atendimento do Banco Central. São considerados aspectos como o prazo de resposta dos bancos às reclamações e a qualidade da resposta.

Além disso, o indicador leva em conta a iniciativa dos bancos em aderir a plataformas públicas de resolução de conflitos com os clientes.

Entre as instituições com mais de quatro milhões de clientes, o Pan apresentou prazo médio de respostas de 11,03 dias úteis, sendo que houve 31 reclamações sobre a qualidade da resposta e 1 reclamação sobre a própria ouvidoria.

No caso do Banco do Brasil foram 9,83 dias úteis para resposta e 24 reclamações contra a qualidade da resposta. Houve ainda 2 reclamações contra a ouvidoria.

A terceira pior ouvidoria, conforme o ranking, é do Banco CSF, com índice de 3,17. Na lista com 12 instituições, o Banco do Nordeste aparece com a melhor classificação para ouvidorias, com índice de 4,95.

Instituições menores

Entre as instituições financeiras com menos de quatro milhões de clientes, a pior ouvidoria é a da Modal, com índice de 1,43. Na sequência aparecem GMAC (1,46) e Inter (1,58).

A reportagem pediu um posicionamentos dos bancos que tiveram avaliação ruim. O espaço está aberto para as considerações da instituições.

O Banco PAN informa que investe constantemente na melhoria e modernização de processos internos, de produtos e na qualidade do atendimento ao cliente.

Fonte: Portal R7

Exchange de criptomoedas perde R$ 98 mil após BB encerrar conta

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A Justiça de São Paulo decidiu que o Banco do Brasil não deve ressarcir a exchange Brasil Bitcoin de retirada de R$ 98 mil de sua conta. A corretora havia procurado o judiciário após ter sua conta corrente encerrada pela instituição bancária. Apesar de o processo estar em segredo de justiça, a sentença foi publicada na quarta-feira (24) no Diário Oficial de São Paulo.

De acordo com o documento, a corretora de criptomoedas teve sua conta corrente encerrada pelo Banco do Brasil e nisso o valor de R$ 98 mil que estava nessa conta foi devolvida pela instituição financeira ao Banco Itaú.

A questão é que o juiz responsável pelo caso afirmou que a ação era improcedente e deu razão ao Banco do Brasil, pois entendeu que o saque se tratava de culpa exclusiva de terceiro.

“Em que pese o banco réu ter confirmado que devolveu valores da conta do autor para o Banco Itaú, tenho que o requerido não pode ser responsabilizado pelo evento danoso, já que foi a correntista que pediu a devolução das transferências bancárias alegando fraude”.

O juiz disse que caberia à exchange ao invés de mover uma ação contra o Banco do Brasil, processar esse correntista que pediu que o valor fosse devolvido a sua conta no Itaú.

“Assim, o autor, que afirma ter as notas fiscais da operação, deve se voltar contra a correntista que alegou ser a operação fraudulenta”, afirmou o juiz em sentença.

O resultado é que a corretora terá de arcar com as custas processuais pelo fato de ter perdido a ação.

Banco do Brasil e Itaú

Erick Crus, dono da Brasil Bitcoin, disse ao Portal do Bitcoin que mesmo sabendo que cabe recurso contra essa decisão não irá recorrer. Ele explicou que “isso está ocorrendo desde o ano passado”.

“Foi uma fraude que aconteceu no banco Itaú. Depois que o banco notou a fraude pediu o dinheiro de volta. Ultimamente não tivemos tempo para ver isso. Estamos nos dedicando ao crescimento da empresa”.

De acordo com Crus, recorrer dessa decisão seria desvantajoso em questão da logística que teria de ser adotada. “Se a gente fosse contratar alguém para ver isso e ir atrás se perderia muito tempo. O desgaste seria enorme. A gente vai deixar para lá esse dinheiro”.

Ele afirmou que não possui o porte de grandes players do mercado, como Mercado Bitcoin e BitcoinTrade, que tem dezenas de funcionários.

“A gente, diferente deles, não tem esse número grande de funcionários”.

Bancos x exchanges

O problema envolvendo o encerramento de contas de corretoras de criptomoedas por parte dos bancos está sendo analisado num inquérito administrativo junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O órgão instaurou o inquérito para apurar se esse ato dos bancos se amolda a uma espécie de conduta anticoncorrencial, vedada pela legislação brasileira.

Apesar de o caso ter sido levado à autarquia pela Associação Brasileira de Criptoativos e Blockchain (ABCB) após o encerramento da conta da plataforma Atlas pelo Banco do Brasil, a decisão do Cade irá vincular todos os atores do mercado.

A expectativa agora é saber se o órgão vai ou não promover um processo administrativo. Caso promova e o órgão, por fim, entenda que o caso é de conduta lesiva a competitividade no mercado, os bancos terão de se abster de encerrar contas dessas empresas.

Mas isso dependerá do resultado do processo administrativo que sequer foi aberto ainda.

Fonte: Portal do Bitcoin

MP da Liberdade Econômica quer bancos abertos aos sábados

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O relatório da Medida Provisória (MP) da Liberdade Econômica autoriza a abertura de agências bancárias aos sábados. Atualmente, este tipo de funcionamento é estritamente proibido.

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), relator da medida, propõe a revogação de uma lei criada no ano de 1962, que veta o expediente interno e externo de “estabelecimentos de crédito”.

O novo texto foi aprovado em comissão especial no dia 11 de julho, mas a medida já enfrenta resistência de sindicatos de bancários, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

A possibilidade de abertura dos bancos aos sábados vem de uma emenda inserida por Goergen na MP. O parlamentar também defende liberar o trabalho aos domingos e feriados.

Fonte: Renova Mídia

Mudanças anunciadas pelo BB vão afetar até 3 mil pessoas

Publicado em: 30/07/2019

O anúncio de reorganização feito pelo Banco do Brasil prevê um programa de readequação de pessoal, incluindo demissão voluntária, e a redução do número de agências. A estimativa, segundo fontes da equipe econômica, é que as mudanças afetem de 2 mil e 3 mil funcionários. A previsão inclui remanejamento de pessoas entre as unidades do banco, além das demissões. Não há meta de desligamentos.

Segundo comunicado distribuído ao mercado, os funcionários “que reúnam as condições estabelecidas no regulamento poderão aderir a um plano de desligamento incentivado”, que foi batizado de Programa Adequação de Quadros (PAQ). Os interessados poderão fazer a adesão até 14 de agosto.

O BB informou que o programa visa a equacionar “as situações de vagas e de excessos nas unidades” da instituição. A ideia era divulgá-lo há três ou quatro semanas, segundo fontes. Mas o anúncio acabou atrasando, e o banco entrou no chamado período de silêncio, que antecede a divulgação de resultado trimestral.

O impacto financeiro do programa deverá ser revelado justamente na data de divulgação do resultado em 8 de agosto.

Segundo o BB, os funcionários que decidirem se desligar do banco receberão uma indenização vinculada ao tempo de trabalho, de até 9,8 salários, conforme critérios do programa. Além disso e de outros direitos trabalhistas, o banco ressarcirá o plano de saúde desses empregados e dependentes por um dano 1 ano.

O plano de reestruturação prevê ainda a redução do número de agências: 333 delas serão transformadas em postos de atendimento avançado. Isso significa que deixarão de ter gerentes. Na prática, nada muda para o cliente, mas haverá redução de cargos. Aqueles que perderem a função manterão sua renda pelo período de 120 dias, segundo o BB.

Haverá ainda fusão entre susperintendências estaduais. O plano foi aprovado pelo Conselho de Administração do banco, e as medidas serão implementadas ao longo do segundo semestres de 2019. Mas estima-se que o efeito maior será sentido em 2020.

O comunicado do banco também diz que, para aumentar a eficiência operacional, serão criadas 42 novas Agências Empresas, até outubro. São unidades que trabalham apenas com pessoas jurídicas. Outros 49 postos de atendimento avançado serão “promovidos” a agências.

A reestruturação contempla a criação da Unidade Inteligência Analítica, que acompanhará o desenvolvimento de técnicas, ferramentas e inovações que utilizam soluções com inteligência analítica e inteligência artificial, com objetivo de acelerar o desenvolvimento digital do BB.

“O Banco do Brasil reitera que estas e outras iniciativas se alinham ao propósito de ampliar a competitividade, por meio da transformação digital e do dinamismo do modelo de atendimento e relacionamento”, diz a nota.

Quem aderir ao programa de demissão voluntária vai receber a título de indenização um salário por ano trabalhado na instituição. Haverá um limite de 7,8 salários para quem tem até 20 anos de serviço no BB e de 9,8 salários no caso do funcionário com mais de 20 anos. Além disso, foi fixado um piso de R$ 20 mil e um teto de R$ 200 mil, nas duas situações.

Essa não é a primeira vez que o BB anuncia um plano de enxugamento de quadros. Em 2016, o então presidente do banco, Paulo Caffarelli, anunciou o fechamento de 402 agências e transformação de outras 379 em postos de atendimento avançado.

Caffarelli também anunciou um Plano de Incentivo à Aposentadoria, que teve 9,4 mil adesões.

Fonte: O Globo

Diretoria da AGEBB se reúne em SP para discutir plano de desligamentos no BB

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O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta segunda-feira (29) que vai lançar um conjunto de ações para promover uma reorganização institucional, que vai incluir uma adequação nos quadros de funcionários no banco, com lançamento de um plano de desligamento incentivado. “O Conselho de Administração aprovou o Programa Adequação de Quadros (PAQ) que visa otimizar a distribuição da força de trabalho, equacionando as situações de vagas e de excessos nas unidades do Banco. Cabe notar que os funcionários que reúnam as condições estabelecidas no regulamento poderão aderir a um plano de desligamento incentivado”, diz o banco em comunicado.

Diante da notícia, o presidente da AGEBB, Francisco Vianna de Oliveira Júnior, convocou uma reunião entre os diretores, especialmente gerentes do banco na ativa, para discutir o plano de reestruturação anunciado e analisar as medidas que serão tomadas. “Mais uma vez os funcionários do BB tomam conhecimento desse plano pela imprensa. Isso é um descaso com esses trabalhadores, alguns deles com anos de casa na instituição”, afirma o executivo. A reunião ocorre no dia 3 de agosto, na sede da AGEBB, em São Paulo.

O BB diz que o impacto financeiro das alterações no quadro de pessoal será divulgado até o fim de agosto e não altera as projeções (guidance) divulgadas para 2019. Em 2018, o banco já havia reduzido em 2.195 o número de funcionários através desse tipo de mecanismo. No final do ano, o quadro da estatal era de cerca de 101 mil trabalhadores.

O lançamento de um PDV pelo Banco do Brasil já era esperado. Em maio, Fernando Soares, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) do Ministério da Economia, já havia afirmado ao G1 que o governo havia aprovado sete programas de demissão voluntária ou aposentadoria incentivada de empresas estatais distintas, e que outros quatro estavam em discussão.

Redimensionamento da estrutura

Dentre as ações da reorganização, estão a revisão e o redimensionamento da estrutura organizacional nos níveis estratégico (direção geral), tático (superintendências), de apoio (órgãos regionais) e de negócios (agências). A implementação dessas ações ocorrerá no segundo semestre deste ano.

Uma das mudanças antecipadas pelo BB é a criação de uma unidade de inteligência analítica, em linha com o objetivo estratégico de acelerar a transformação digital. Essa unidade acompanhará o desenvolvimento de técnicas, ferramentas e inovações que utilizam soluções com inteligência analítica e inteligência artificial.

O banco também diz que vai criar 42 novas “agências empresas”, até outubro; transformar 333 agências em postos de atendimento avançado (PAA); e mudar outros 49 PAAs para agências.

“O Banco do Brasil reitera que estas e outras iniciativas se alinham ao propósito de ampliar a competitividade, por meio da transformação digital e do dinamismo do modelo de atendimento e relacionamento. Fatos adicionais, julgados relevantes, serão prontamente divulgados ao mercado”.

Fonte: G1 (Com AGEBB)

Plano dos funcionários do BB sob intervenção; ANS já nomeou diretora fiscal

Publicado em: 24/07/2019

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) instaurou regime de direção fiscal na Cassi, operadora de planos de saúde dos funcionários do Banco do Brasil. A direção fiscal é um processo em que um diretor da agência reguladora acompanha ‘in loco’ as finanças das operadoras.

Com cerca de 680 mil usuários, a Cassi encerrou o ano passado com prejuízo de R$ 377,7 milhões. É o terceiro ano consecutivo que a Cassi apura perdas relevantes. Em 2017, o prejuízo havia sido de R$ 206 milhões e em, 2016, foi de R$ 159,3 milhões. Em abril, o presidente da ANS, Leandro Fonseca, havia recomendado o regime de direção fiscal após a operadora apresentar o balanço de 2018.

Em dezembro de 2018, a Cassi detinha um patrimônio social ajustado negativo de R$ 109 milhões e apresentava insuficiência de margem de solvência de R$ 810 milhões.

“As medidas administrativas e a renegociação com prestadores permitiram a redução de despesas assistenciais e geraram superávits em 2019, como aconteceu em novembro e dezembro de 2018. Contudo, a Cassi permanece em situação econômico-financeira crítica, apresentando desconformidades financeiras perante à ANS. Os recentes resultados positivos ainda são insuficientes para recomposição do patrimônio nos níveis exigidos pelo órgão regulador”, informou a Cassi em comunicado.

Diretora fiscal da Cassi

Com a intervenção, a própria agência reguladora nomeou nesta segunda-feira (22/07) Maria Socorro de Oliveira Barbosa como diretora fiscal da Cassi. Nos próximos 90 dias, a diretora fiscal fará reportes à ANS sobre a situação econômico-financeira encontrada e poderá determinar a apresentação de um Programa de Saneamento, de forma a solucionar anormalidades identificadas no curso do regime de direção fiscal. Caso seja identificado qualquer problema, a Cassi terá prazo de 30 dias a partir do recebimento da ID para se manifestar.

O Programa de Saneamento a ser elaborado deverá conter, em projeções mensais, as ações e metas para a solução dos problemas identificados. O Regime Especial de Direção Fiscal terá prazo de vigência de até 24 meses, podendo ser prorrogado por até 12 meses, a critério da Diretoria de Normas e Habilitação de Operadoras (Diope) da ANS.
De acordo com a Cassi, a Direção Fiscal só será encerrada pela Diretoria Colegiada da ANS em um dos seguintes casos: quando afastada a gravidade das anormalidades constatadas; quando aprovado o Programa de Saneamento pelo diretor da Diope; decretada a liquidação extrajudicial ou cancelada a autorização de funcionamento da operadora.

Patrimônio negativo

A Cassi estava com um patrimônio negativo de R$ 109 milhões em dezembro de 2018 e apresentava insuficiência de margem de solvência de R$ 810 milhões. Em 2019, a caixa de assistência vem apresentando resultados positivos, mas permanece em situação econômico-financeira crítica, com números insuficientes para recomposição do patrimônio nos níveis exigidos pelo órgão regulador.

“O problema da intervenção é como sair dela depois, seja com redução de rol de atendimentos ou fim de contratos, ou até mesmo liquidação ou alienação da carteira da Cassi, que abriga cerca de 400 mil assistidos. Há ainda o momento de ataques do atual governo, inclusive às agências reguladoras, o que pode interferir nessa intervenção da ANS no plano”, salienta o diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Fukunaga.

O dirigente lembra que a caixa de assistência é o maior plano de autogestão do país e que há interesses do mercado nele. “Há de se pontuar que o interventor será um agente do mercado, ou seja, que já teve atuação em planos privados. Há setores da direção do banco e do governo que desejam acabar com a Cassi e eliminar a participação dos associados na gestão, com o objetivo de entregar a saúde dos funcionários do BB aos planos privados”, acrescenta Fukunaga.

“Por isso, neste momento, a solução é a negociação entre o patrocinador (Banco do Brasil) da Cassi e as entidades representativas. É um momento de unidade, no qual o futuro da Cassi e as propostas de recuperação financeira devem ser debatidos por todos. Não pode haver mais decisões unilaterais que prejudiquem e onerem somente os associados. Lembremos que o Conselho Deliberativo da Cassi recentemente aprovou novo aumento na coparticipação sobre exames e consultas – inclusive com voto favorável dos indicados do Banco do Brasil e de Sergio Faraco, representante eleito pelos associados –, um golpe contra os usuários, pois coloca no bolso dos trabalhadores todo o custeio do tratamento de saúde”, finaliza o dirigente.

Encontro com entidades

A CASSI convidou os presidentes das entidades representativas dos associados para uma reunião na quarta-feira, 24 de julho. Na ocasião seriam apresentados os resultados da Instituição, as ações que estão sendo adotadas, voltadas à melhoria no fluxo de caixa, e informações sobre o processo de direção fiscal instaurado na segunda-feira, 22.

Foram convidadas as seguintes entidades: Confederação Nacional das Empresas de Crédito (Contec), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf), a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), a Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (FAABB) e a Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (AAFBB).

Fonte: Valor Econômico, com ANABB, Portal Cassi e Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Governo e BB Seguros levantam R$ 7,4 bilhões em oferta de ações da IRB Brasil Resseguros

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O governo brasileiro e a BB Seguros , ambos acionistas do IRB Brasil Resseguros, levantaram cerca de R$ 7,4 bilhões com a oferta secundária de ações fechada na noite de quitna-feira, como parte de um plano mais abrangente do presidente Jair Bolsonaro de vender ativos. A resseguradora IRB Brasil estabeleceu preço de ação em R$ 88. As ações distribuídas na oferta começam a ser negociadas na bolsa paulista B3 na próxima segunda-feira.

Em comunicado, o BB disse que estima impacto positivo no resultado do terceiro trimestre de 2019 do banco de aproximadamente R$ 1,6 bilhão com a operação. A BB Seguros é uma subsidiária da BB Seguridade, que por sua vez pertence ao Banco do Brasil.

O preço da oferta teve um desconto ao redor de 2% em relação ao preço de fechamento da ação na quinta-feira, de R$ 90. O papel acumula queda de 8,4% nos últimos 30 dias, após os acionistas divulgarem a intenção de se desfazerem de fatia na empresa.

As unidades de banco de investimentos do Banco do Brasil, Bank of America, Banco Bradesco, Caixa Econômica Federal [CEF.UL], Citigroup, Itaú Unibanco e UBS coordenaram a operação.

Após a oferta, os bancos privados Bradesco e Itaú continuarão como os principais acionistas do IRB, com uma participação de 15,2% cada. Ele não podem vender suas fatias pelos próximos seis meses.

No começo do ano, um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal vendeu sua participação de 8,9% no IRB em uma oferta de ações a R$ 91 por papel.

Fonte: O Globo

BB compra carteira de crédito do Banco Votorantim por R$ 683,5 milhões

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O Banco do Brasil informou nesta segunda-feira (22) que comprou uma carteira de crédito do Banco Votorantim (BV Financeira) – que controla em parceria com a família Ermírio de Morares – por R$ 683,459 milhões. O contrato para cessão de direitos creditórios com retenção substancial de riscos e benefícios (com coobrigação do cedente) foi firmado no dia 10 de julho.

Em abril, o BB já havia realizado duas operações semelhantes, pagando um total de R$ 1,974 bilhão para adquirir carteiras do Votorantim.

Segundo o BB, a coobrigação assumida pelo Votorantim prevê o pagamento dos vencimentos independentemente da inadimplência da carteira, com mecanismo de “first loss”. De acordo com o banco, o negócio com o Votorantim, que é uma parte relacionada, “decorre da sinergia estratégica entre as instituições”.

“Os procedimentos e medidas adotadas seguem os padrões do mercado de cessões de créditos, sendo formalizadas por intermédio de contratos de cessões de direitos creditórios e validadas e liquidadas na C3 (central de registro de contratos de crédito) a preço de mercado”.

Fonte: G1

Banco do Brasil inova no pagamento do resgate de abono do Pasep

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Eles são mais de 2,9 milhões de trabalhadores e, juntos, têm direito a um total de R$ 2,6 bilhões, que serão distribuídos pelo Banco do Brasil (BB) em forma de abonos do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) a partir desta quinta, 25, conforme calendário anunciado pelo Governo Federal. A novidade é uma solução desenvolvida com exclusividade pelo BB: correntistas de outras instituições financeiras também podem enviar TED, com custo zero. Para os clientes BB, está mantido o crédito automático em conta dois dias antes da liberação dos pagamentos.

Entre os servidores públicos e militares, com direito ao saque do abono no exercício 2019-2020, cerca de 1,6 milhão não têm conta no BB. Para facilitar o recebimento, esse público sequer precisará se deslocar a uma das agências do Banco. Por meio da internet, acessando o endereço www.bb.com.br/pasep, ele poderá solicitar a transferência bancária do valor do seu abono, de acordo com o calendário de pagamento estabelecido pelo Governo. A transferência ainda pode ser realizada em qualquer TAA do Banco do Brasil, antes mesmo do início do atendimento físico.

Os demais beneficiários, cerca de 1,3 milhão de trabalhadores, são correntistas do BB e, a exemplo de anos anteriores, receberão o saldo automaticamente em conta, dois dias antes da liberação dos pagamentos, de acordo com o número final da inscrição no Programa.

Quem pode receber

O abono salarial é pago anualmente ao trabalhador cadastrado no programa há, pelo menos, cinco anos e cujos dados estejam declarados corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) pelo empregador. Para ter direito a receber o benefício, é preciso ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2018, com remuneração média de até dois salários mínimos.

O teto pago é de até um salário mínimo, ou seja, R$ 998,00, com o valor calculado na proporção 1/12 do salário. A quantia que cada trabalhador vai receber é proporcional ao número de meses trabalhados formalmente em 2018.

Os herdeiros também têm direito ao saque. No caso de falecimento do participante, basta apresentar na agência mais próxima os documentos que comprovem o óbito e a condição de beneficiário legal.

Para saber se tem direito ao abono, o trabalhador pode consultar o site www.bb.com.br/pasep ou telefonar para a Central de Atendimento do Banco do Brasil, nos telefones 4004-0001 e 0800-729-0001.

Fonte: Banco do Brasil

Bancos brasileiros elevam tarifas acima da inflação, aponta pesquisa do IDEC

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Os maiores bancos do Brasil aplicaram reajuste médio de 14% nas tarifas de serviços nos últimos dois anos, subindo quase o dobro da inflação no mesmo período (7,45%). Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que realizou o estudo com as cinco principais instituições financeiras do País (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander), há reajustes de até 89%, como é o caso do serviço de pagamento de conta no cartão de crédito do Banco do Brasil. Além desse, serviços básicos, como o serviço de saque, no caso do banco Itaú, registrou aumento de 22%.

De acordo com a economista do Idec Ione Amorim, não há motivos explícitos para alta de reajustes. Na realidade, com aumento da oferta bancária a partir do crescimento dos bancos digitais, conhecidos como fintechs, que oferecem taxas menores – em alguns casos, taxa zero -, os serviços dos bancos tradicionais deveriam sinalizar uma redução no preço, indica Ione. O que se viu, porém, foi o contrário.

Por exemplo, os serviços de DOC (transferência de até R$ 4.999,99 de um banco para outro) e TED (transferência a partir de R$ 5 mil de um banco para outro), que são operações caras nos bancos tradicionais – custam entre R$ 10,00 e R$ 20,00 – têm isenção tarifária na maioria dessas operações nos bancos digitais. “Se esses novatos estão dando os serviços com gratuidade, nos bancos tradicionais, esse serviço deveria ser tão caro? Haveria possibilidade de rever esses custos”, diz Ione. “Se não houvesse o crescimento das fintechs, que deu mais concorrência ao setor, o aumento poderia ser ainda maior”, acrescenta a economista do Idec.

O processo de redução da carga operacional no setor bancário brasileiro, que já cortou mais de 2 mil postos de trabalho entre janeiro e maio deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), também indica que as tarifas pagas pelo consumidor final deveriam ser menores.

Também há, segundo Ione, um investimento considerável, em tecnologia por parte das instituições financeiras tradicionais no País, o que deveria fazer reduzir as despesas bancárias de maneira geral.

Na pesquisa do Idec, entre os 20 principais serviços bancários mais utilizados pelos consumidores, também demonstra-se aumentos acima do esperado. Com exceção do Itaú, que reajustou apenas sete das 20 tarifas (35% do total) acima da inflação, todos os outros bancos tiveram mais da metade dos seus serviços reajustados acima da inflação. Nesse caso, foram encontrados reajustes entre 10% e 89%.

Os indicadores, segundo a economista do Idec, explicitam tarifas abusivas e que, de certa forma, influenciam no aumento da inadimplência no Brasil, onde já se encontram mais de 60 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Serasa Experian.

Fonte: Jornal do Comércio

Número de inadimplentes no Brasil passa de 63 milhões; bancos e cartões lideram ranking

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Milhões de brasileiros que conseguiram pagar as dívidas atrasadas nos últimos 12 meses voltaram a ficar com o nome sujo neste ano. Segundo estudo da Serasa Experian, em maio de 2019, o Brasil registrou um total de 62,8 milhões de consumidores inadimplentes, o que representa 40,1% da população adulta do país. Entre janeiro e maio, o grupo de brasileiros que voltou para a lista de inadimplentes totaliza, em média, 27% do total de devedores.

Com representatividade de 28,5%, Bancos e Cartões mantiveram a liderança entre as dívidas não pagas em maio de 2019. Muitos desses inadimplentes solicitaram crédito para quitarem suas dívidas e não conseguiram pagar nem este empréstimo solicitado. Esta análise demonstra que as famílias continuam com dificuldade de honrar um compromisso que costuma ser prioridade se endividando cada vez mais.

Em 2018, os bancos adotaram um normativo da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), considerado por muitos uma cartilha com novas regras para tratamento e negociação de dívidas. Entre elas, estão algumas normas mais “humanizadas” como, por exemplo, os bancos devem disponibilizar canais específicos para receber e propor negociação de dívidas, sempre considerando a situação e as possibilidades individuais dos clientes.

Para Edemilson Koji Motoda, presidente do Grupo KSL – empresa atua no segmento de crédito e cobrança – esse normativo, assim como qualquer ação que vise auxiliar o consumidor é de extrema importância. “As orientações servem para deixar ainda mais claro as possibilidades que o inadimplente tem no momento de negociar suas dívidas, facilitando a negociação para ambos, seja para o credor quanto para o consumidor”.

O diálogo entre cobradores e inadimplentes deve ser mais flexíveis em caso de contratempos ou fatalidades, como desemprego, redução da renda, divórcio ou morte. “Na KSL, nós orientamos nossos colaboradores a sempre negociar caso a caso com os inadimplentes, e principalmente sempre tentar conhecer o que os levaram a situação de inadimplência, pois só dessa forma, é possível oferecer dentro dos parâmetros uma opção que se adequa ao cliente”, comenta Edemilson.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou neste mês de maio o resultado da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. Segundo os dados, o percentual de endividados – com contas a pagar – ficou em 60,2%, já o percentual de inadimplentes – com contas em atraso – ficou em 25%. O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas é de 64 dias em média. Ricardo Garcia, gerente de resultados da KSL Associados – empresa especializada em cobrança – afirma que é necessário reforçar a importância de se honrar um acordo, evitando o acúmulo de encargos e principalmente os benefícios de estar com o seu nome limpo.

Fonte: Varejo Brasil

Venda do Banco do Brasil pela Caixa pode ficar para setembro, diz XP Investimentos

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A XP Investimentos publicou relatório nesta quarta-feira (17) avaliando a oferta de ações do Banco do Brasil (BBAS3) a ser realizada pela CEF (Caixa Econômica Federal).

De acordo com a corretora, a “oferta poderá ser concluída rapidamente, antes do final de julho, devido ao fato de que seria um follow-on e considerando a alta liquidez das ações”.

Por outro lado, caso não seja concretizada em julho, a oferta de ações “teria que ser adiada para setembro, após as férias no hemisfério norte, quando o fluxo de negócios é mais fraco”.

Fonte: Money Times

Justiça determina reabertura de agência do BB em 30 dias na Paraíba

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A Justiça deferiu liminar requerida pelo Ministério Público da Paraíba e determinou que o Banco do Brasil restabeleça, no prazo de 30 dias, o funcionamento total de sua agência física no município de Alagoa Grande, inclusive, com a disponibilização dos serviços de saques e depósitos, nos caixas internos e nos caixas eletrônicos da agência. Em caso de descumprimento da decisão, será aplicada multa diária de R$ 5 mil.

A liminar foi requerida em ação civil pública ajuizada pelo promotor de Justiça João Benjamim Delgado Neto. Na ação, o promotor relata que, no dia 23 de fevereiro de 2016, a agência bancária foi alvo de explosão em seus caixas eletrônicos e que, desde esse evento, o banco deixou de prestar aos munícipes e clientes, os serviços essenciais em sua integralidade, principalmente quando deixou de abastecer por carro-forte seus caixas eletrônicos.

A ação foi ajuizada com o objetivo de regularizar a prestação do serviço publico essencial de atividade bancária aos habitantes do município bem como ao grupo de consumidores, que firmaram com o banco contrato para prestação de serviços bancários.

Na liminar, o juiz da Vara de Alagoa Grande, José Jackson Guimarães destaca que a explosão ocorreu há mais de três anos, tempo suficiente para que o banco se manifestasse quanto à reabertura da referida agência bancária ou até mesmo sobre o seu fechamento de forma definitiva. Uma audiência de conciliação foi agendada para o dia 29 de agosto, às 9h, no fórum local.

Fonte: Se Liga Paraíba

Superintendência do BB concede recursos para o agronegócio em Rondônia

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O superintendente do Banco do Brasil, em Rondônia, Gustavo Arruda anunciou que para o Plano safra 2019/2020, a instituição disponibilizou R$ 1,4 bilhões para investimentos na área do agronegócio. O Banco da Amazônia, na figura do superintendente Wilson Evaristo, frisa que tem recursos da ordem de R$ 1,1 bilhão para investimentos na agricultura familiar. Na outra ponta da linha o Sicoob, com mais de 100 mil associados, neste Plano Safra conta com R$ 1 bilhão, segundo informa o gerente regional Valdir Rotendel.

Vendendo o peixe

O secretário de Agricultura, Evandro Padovani, vem se desdobrando na parceria com outras instituições ligadas a piscicultura no estado de Rondônia. Nos dias 6 e 7 de agosto, em evento programado para Esplanada dos Ministérios em Brasília, será mostrado ao público a qualidade do tambaqui produzido aqui. São quatro mil bandas do pescado representando em torno de 6 mil quilos, assados para ser degustados pelos consumidores na capital federal. Além de outras autoridades ligadas ao setor produtivos, deverão marcar presença o presidente Jair Bolsonaro, a ministra da Agricultura Teresa Cristina, assim como o governador Marcos Rocha.

Uma central de abastecimento para Porto Velho

Na opinião do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia, (FAPERON), Hélio Dias, a instalação de uma central de abastecimento, na capital trará benefícios significativos para pequenos, médios e grandes comerciantes. Os Pequenos produtores rurais, terão um local adequado para comercializar suas produções. Hélio Dias entende que participação da bancada federal no Congresso Nacional destacando emendas com recursos para implantar a central de abastecimento é muito importante.

Algodão

Na próxima terça-feira (23) terá início em Vilhena, no Cone Sul do estado a primeira colheita de algodão. Assim, Rondônia passa a ser destaque, não só na produção de soja, milho, café e bovinos, mas também no algodão que tem ótima aceitação no mercado externo. É mais uma frente que se abre na direção do desenvolvimento econômico.

Suinocultura em alta

Os estados produtores e exportadores de carne suína, estão de olho no mercado Asiático. A China abateu 220 milhões de animais contaminados pela peste suína, o que representa 20% da produção mundial. Segundo, José Neves, secretário executivo da Câmara Setorial de Aves e Suínos, em Rondônia, o estado tem muita possibilidade de ampliar a suinocultura, uma vez que a produção Chinesa levará de cinco a sete anos para se recuperar.

Vinte anos de bons serviços

Na sexta-feira (19), Agência Idaron completou vinte anos de implantação no estado de Rondônia. Com proposta de funcionamento semelhante ao Instituto de Defesa Animal no estado de Mato Grosso, Agência Idaron se tornou na instituição mais moderna e respeitada no Brasil, em termos de defesa sanitária animal, servindo de referência para a região Norte, conforme relata o Diretor Executivo, Licério Magalhães.

As obras na ponte continuam

As obras de arte na cabeceira da ponte sobre o rio Madeira na Ponta do Abunã, com o levantamento dos aterros nas laterais do rio, prosseguem normalmente depois da ação da Policia Federal e do Ministério Público, afastando a diretoria regional do DNIT.

Fonte: Diário da Amazônia

Em 200 dias de governo, bancos públicos já venderam R$ 16 bilhões em ativos

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Enquanto o governo prepara um superpacote de privatizações, os bancos públicos saíram na frente e puxaram a fila de venda de ativos. Capitaneadas por Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, as operações somaram quase R$ 16 bilhões nos 200 dias da administração do presidente Jair Bolsonaro. Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ficou na condição de coadjuvante em meio à troca de comando e à orientação de desmontar a “caixa-preta”.

As vendas por parte dos bancos públicos são uma orientação da equipe econômica do governo, que não quer “competir com banqueiro”. Em suas apresentações ao mercado, o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, tem reforçado a necessidade de desestatizar o crédito no Brasil, reduzindo o tamanho das instituições oficiais no setor.

Novas vendas já estão engatilhadas para o segundo semestre, com potencial de multiplicar o volume arrecadado e contribuir com os planos do governo de alcançar US$ 20 bilhões em privatizações só este ano. As operações envolvem não só negócios do setor financeiro, mas também a participação dos bancos estatais em empresas de outros segmentos, como energia, saneamento, logística.

A União ganha de duas formas com as vendas de ativos por meio dos bancos públicos. Além dos impostos das operações, considerando o ganho de capital, ainda se beneficia de dividendos distribuídos, uma vez que é o acionista controlador.

“A maioria dos ativos vendidos pelos bancos públicos já estava listada na Bolsa e, por isso, é muito mais fácil vender. Além de já ter um valor estabelecido, o mercado conhece a história das empresas”, diz o analista do Brasil Plural, Eduardo Nishio. “Se a história é boa, tem comprador.”

Segundo ele, a estratégia dos bancos estatais é se desfazer de investimentos que não são foco da operação bancária. No caso da Caixa, acrescenta, pesa ainda a “reestruturação profunda” da nova gestão para torná-la mais eficiente e diminuir a intervenção do governo no sistema financeiro.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou recentemente que estão previstas “outras 15” operações. A meta da instituição para o ano era levantar R$ 15 bilhões. No primeiro semestre, já foram R$ 10 bilhões, com a venda de ações do ressegurador IRB Brasil Re e da Petrobras.

A Caixa vai listar os negócios de seguros, cartões, lotéricas e gestão de recursos na Bolsa e vender as participações detidas pelo FI-FGTS (fundo que concentra os recursos dos trabalhadores e é gerido pelo banco público).

Horizonte

Só a venda da área de seguros pode superar o valor de tudo do que a Caixa se desfez até agora. Neste momento, segundo Estadão/Broadcast apurou, o banco resolve questões de governança para enviar a segunda leva de informações para os interessados. De posse desses dados é que os candidatos farão as ofertas para disputar o ativo.

Enquanto isso, a Caixa negocia também com a sócia francesa CNP Assurances e tenta elevar o preço fechado pela nova parceria, de R$ 4,65 bilhões, ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer. Além das operações que deseja levar à Bolsa, o banco público vai tocar a venda as fatias do FI-FGTS no BB e na Alupar, de energia.

O BB também tem uma fila de vendas pela frente. Entre elas, estão sua empresa de recuperação de créditos vencidos, a Ativos, o banco Votorantim, do qual é sócio com a família Ermírio de Moraes; BB Americas, sua filial nos Estados Unidos, além do argentino Patagônia. O BB procura ainda parceiro nas áreas de banco de investimento e gestão de recursos.

Até o momento, além de vender a participação na Neoenergia, em que levantou R$ 1,775 bilhão, o BB saiu do IRB por meio de uma venda de ações em Bolsa que lhe rendeu R$ 4,181 bilhões. Encerrou também as atividades da BBTur, de viagens, e vendeu, juntamente com o BNDES, a fatia que detinha na Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE) por R$ 3,27 milhões.

Para o segundo semestre, o mercado espera que o BNDES, comandado agora por Gustavo Montezano, após a saída de Joaquim Levy, seja mais ativo. Em sua posse, o executivo disse que suas metas são explicar a “caixa-preta” do banco e acelerar a venda de participações por meio da BNDESPar, seu braço de investimento em empresas, que somam em torno de R$ 100 bilhões.

Fonte: UOL

Bancos públicos ficam atrás de privados em ranking de reclamações do BC

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Bradesco e Santander voltaram a liderar a lista de bancos com os maiores índices de reclamações no segundo trimestre, consideradas as cinco maiores instituições financeiras do país (Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander). O ranking é divulgado trimestralmente pelo Banco Central.

O Bradesco registrou um índice de 24,50 e, o Santander, de 23,75. Os dois principais bancos públicos do país – a Caixa e o BB – vêm logo depois, com 20,71 pontos e 20,63 pontos, respectivamente. São seguidos pelo Itaú, com 19,49.

O índice de reclamação é calculado pelo BC em uma conta que leva em consideração a quantidade de reclamações procedentes recebidas por cada instituição em proporção à sua quantidade de clientes (o número de reclamações é multiplicado por 1.000.000 e dividido pelo total de clientes).

O líder de reclamações no segundo trimestre entre as instituições de grande porte (aquelas com mais 4 milhões de clientes) foi o Banco Pan, que, com 4,2 milhões de clientes, acaba de sair da lista de pequenos para a dos grandes. Os cinco maiores têm mais de 60 milhões de clientes cada. O índice de reclamações do Pan no segundo trimestre foi de 168,45 pontos, de acordo com o BC.

“O Banco Pan informa que seu índice no ranking do Banco Central vem caindo de forma constante e expressiva nos últimos trimestres”, afirmou o Pan, por meio de nota. “Investimos constantemente na melhoria e modernização de produtos, processos internos e na qualidade do atendimento ao cliente.”

Bancos pequenos mais reclamados

Entre os bancos e financeiras de porte menor – com menos de 4 milhões de clientes -, o ranking é liderado pela Facta Financeira, com um índice de reclamações de 953,3, seguida pela Modal (415,6) e pelo banco Inter (367,7).

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Veja abaixo as 10 mais reclamadas no segundo trimestre, por porte, de acordo com o BC:

Bancos e financeiras grandes (mais de 4 milhões de clientes)

Veja abaixo as 10 mais reclamadas no segundo trimestre, por porte, de acordo com o BC:

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Fonte: Exame

O que esperar para o lucro dos grandes bancos no segundo trimestre?

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Aumento da concorrência com as fintechs, juros baixos, economia em ritmo lento… tudo parece conspirar contra o resultado dos grandes bancos brasileiros. Mas se você é acionista de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco ou Santander Brasil, não se preocupe. Os lucros bilionários estão garantidos.

O resultado combinado dos quatro maiores bancos de capital aberto deve atingir R$ 20,9 bilhões no segundo trimestre, de acordo com a média das projeções dos analistas compiladas pela Bloomberg. Trata-se de um avanço de 17,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As estimativas dos analistas também indicam que os grandes bancos privados – Itaú, Bradesco e Santander – fecharão mais um trimestre com rentabilidade acima dos 20%. Isso significa mais de três vezes o CDI – conhece aplicação melhor?

A temporada de divulgação dos resultados dos bancões começa na terça-feira, dia 23, com o Santander. O Bradesco publica o balanço dois dias depois. Na segunda-feira seguinte, dia 29, será a vez do Itaú. Quem fecha a temporada é o Banco do Brasil, que divulga os resultados no dia 8 de agosto.

De olho no crédito

Olhando apenas para o lucrão esperado pelos analistas, pode parecer mais um filme repetido como aqueles da sessão da tarde. Mas essa história pode reservar surpresas. Uma parte dos investidores segue desconfiada da capacidade de os grandes bancos navegarem em mares cada vez mais revoltos.

Embora os bancos tenham mostrado em mais de uma ocasião que são capazes de lucrar em qualquer cenário, a queda da taxa de juros para os menores níveis históricos representa um novo teste para as instituições.

Eu costumo dizer que, se quiserem sustentar os lucros em alta, os bancos precisam voltar a ser bancos. Isso quer dizer que dependem cada vez mais de sua atividade principal, ou seja, a concessão de financiamentos.

O problema é que abrir as torneiras do crédito remando contra a maré da economia é bem mais difícil. Mas essas preocupações diminuíram depois da divulgação dos dados mais recentes do mercado de crédito pelo Banco Central e que mostram uma retomada dos financiamentos.

Entre os bancões, o primeiro a perceber que tinha espaço para crescer e lucrar mais pisando no acelerador do crédito foi o Santander. Sob a gestão de Sérgio Rial, o banco espanhol saiu da lanterna para o segundo lugar em rentabilidade, atrás apenas do Itaú.

Quem sai na frente tem seus benefícios, mas a grande dúvida do mercado agora é saber se o banco espanhol conseguirá manter o ritmo agora que Itaú e Bradesco entraram para valer no páreo.

As pequenas que incomodam

Se a competição fosse restrita aos grandes bancos, provavelmente o mercado não veria muito problema. Mas o avanço da tecnologia permitiu a entrada na arena de uma série de novas empresas, as chamadas fintechs.

Uma amostra do poder de fogo das novas concorrentes está acontecendo neste momento no mercado de maquininhas de cartões. A Cielo, controlada por Banco do Brasil e Bradesco, já perdeu mais da metade do valor na bolsa depois do ataque de empresas como PagSeguro e Stone.

Em meio à guerra de preços que tomou conta desse setor, o Itaú deu um passo além ao zerar a taxa de juros cobrada dos lojistas para antecipar os recursos das vendas realizadas pela Rede, a sua empresa de maquininhas.

Essa estratégia, é claro, teve custos e levou o maior banco privado brasileiro a diminuir suas projeções de receita com tarifas e serviços e também de margem financeira, linha na qual os bancos contabilizam as receitas com crédito.

Apertem os cintos

O corte nas estimativas só não provocou estrago nas ações do Itaú na bolsa porque o banco anunciou em conjunto um plano de corte de custos para compensar a perda esperada nas receitas.

O controle de custos também foi o principal destaque nos números do Banco do Brasil nos três primeiros meses do ano. A expectativa dos analistas é que o BB mantenha a disciplina nos custos no balanço do segundo trimestre.

O Banco do Brasil segue bem atrás dos concorrentes privados no crédito. Mas como ainda contava com um estoque de financiamentos concedidos a taxas abaixo de mercado – da época da fatídica “cruzada” da ex-presidente Dilma Rousseff contra os juros altos – conseguiu melhorar seus resultados com a renovação dessas linhas em condições mais favoráveis (para o banco, é claro).

Ainda do lado das despesas, vale a pena ficar de olho em como vão ficar as provisões dos bancos para calotes. Nos anos de crise, essa foi a linha que mais drenou resultados das instituições, em meio ao aumento da inadimplência e da quebra de grandes empresas.

Depois da queda nos índices de atrasos com a recuperação da economia, os bancos enfrentam uma nova dor de cabeça com a recuperação judicial da Odebrecht. A conta do calote da empresa deve aparecer nos balanços que começam a ser divulgados a partir da semana que vem. Mas as projeções para os lucros no segundo trimestre mostram que os bancos conseguirão digerir bem as perdas esperadas com os empréstimos concedidos ao grupo.

Fonte: Seu Dinheiro

Bancos não estão preparados para nova crise, aponta Bloomberg

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As reformas adotadas pelos Estados Unidos após a crise financeira de 2008 deveriam assegurar que os bancos estivessem mais bem preparados para suportar as perdas com os chamados créditos podres. Estão preparados? Em um importante aspecto, nem tanto.

Quando os bancos concedem empréstimos, sabem que alguns deles nunca serão pagos. Para estarem preparados e refletirem melhor o verdadeiro valor dos empréstimos em seus livros, os bancos fazem provisões contra perdas esperadas. Idealmente, essas reservas são a primeira linha de defesa em uma crise, fornecendo um amortecedor antes que as perdas comecem a corroer o capital de um banco.

No entanto, na crise mais recente, o mecanismo não funcionou como deveria. Quando a economia estava em expansão e os níveis de perdas eram baixos, os bancos faziam provisões insuficientes, supondo que as coisas continuariam do mesmo jeito. Por isso, quando os índices de inadimplência dispararam, as instituições financeiras tiveram de correr para elevar as reservas de uma só vez. Esse provisionamento levou a perdas líquidas e corroeu o capital dos bancos precisamente no momento em que mais precisavam dele.

Agora, a economia está longe de uma longa expansão, e sinais de excesso aparecem novamente, desta vez, principalmente em empréstimos corporativos. Diante disso, os bancos estão mais bem preparados?

Embora tenham mais capital, o volume ainda não é suficiente para que enfrentem uma crise grave. E os bancos não parecem estar protegendo esse capital fazendo mais provisões para perdas com empréstimos. Em março, as reservas dos maiores bancos dos EUA (os que contam com mais de US$ 500 bilhões em ativos) respondiam por 1,2% do total de empréstimos. É mais ou menos onde estavam antes de serem atingidos pela última crise.

Os bancos não são inteiramente culpados. No passado, os reguladores castigaram as instituições pelo provisionamento excessivo, alegando que estavam manipulando as reservas para melhorar a aparência dos lucros. As atuais regras contábeis permitem que os bancos aumentem as provisões somente quando as perdas são prováveis ??- o que normalmente significa que os empréstimos já devem estar vencidos há mais de 90 dias. Por isso, caso quisessem estar melhor preparados, poderiam ter problemas.

A boa notícia é que, após anos de análise, as autoridades contábeis estão mudando as regras. A partir do próximo ano, exigirão que os bancos analisem o ciclo, fazendo provisões com base em quanto esperam perder durante a vida útil de suas carteiras de empréstimos. Se os bancos responderem aumentando as provisões, os lucros terão um impacto temporário. Mas todo o sistema será mais resistente quando a próxima crise chegar.

Infelizmente, as organizações que fazem lobby em nome dos bancos estão tentando suspender ou pelo menos atrasar a reforma. Projetos de lei apresentados tanto na Câmara dos Deputados dos EUA quanto no Senado bloqueariam a mudança e exigiriam mais estudos – embora pesquisas mostrem que a alteração funcionaria conforme o planejado e grande parte do mundo já tenha adotado reformas semelhantes.

Esperemos que os parlamentares usem melhor seu tempo e que a nova regra resulte em mais prudência.

Fonte: Infomoney

Maioria dos brasileiros tem, em média, relacionamentos com dois bancos

Publicado em: 17/07/2019

No Brasil, 77% de internautas têm conta em banco. E os chamados bancos digitais já são conhecidos por 78% deles. Esse foi um dos resultados coletados na pesquisa Banking & Fintech Insights, sobre finanças pessoais, realizada pelo Instituto QualiBest.

A pesquisa apurou uma série de dados para entender a relação da população internauta com o sistema bancário, o uso e conhecimento de bancos digitais e tradicionais, principais produtos e serviços consumidos e quais os motivos que ainda levam 23% dos entrevistados a fazer parte da população que não usa nenhum banco.

De acordo com o estudo, cada pessoa em média tem relacionamento com dois bancos. Caixa Econômica Federal é o mais popular entre os internautas bancarizados, mantendo relacionamento com 51% dos entrevistados. Bradesco, Banco do Brasil e Itaú têm relacionamento com 25% dos internautas, Santander com 18% e Nubank aparece com 8%. A facilidade de acesso, tanto presencial quanto virtual, são os principais fatores de escolha de um banco e 65% prefere o canal digital, como internet banking e app do banco, na hora de ser atendido pelos bancos.

Entretanto, 81% dos entrevistados ainda consideram importante a existência de agências físicas. Mesmo assim, apenas 30% dos entrevistados vão a uma agência bancária mais de uma vez ao mês. Esta insegurança com a ausência de agências físicas existe entre aqueles que só ouviram falar sobre os bancos digitais (50%) ou não conhecem bem a categoria. Entre aqueles que declaram conhecer os bancos digitais esse percentual cai para 24%.

“A insegurança com os bancos digitais diminui quando aumenta o conhecimento sobre eles. A ausência de tarifas, praticidade no gerenciamento de contas e a inovação de ser 100% digital são os principais fatores que motivam a abertura de contas em bancos digitais” aponta Daniela Malouf, Diretora-geral do Instituto QualiBest

O investimento preferido dos brasileiros continua sendo a caderneta de poupança, índice que chega a 91% entre entrevistados que investem. Ainda 8% investem no Tesouro Direto e 5% em renda fixa. A motivação para mais da metade dos entrevistados fazer algum investimento é ter uma reserva de emergência. Além disso, 28% investem para comprar um imóvel e 20% para realizar um curso. Um quinto não tem objetivo específico e apenas 14% pensam em destinar o montante para a aposentadoria.

A população de internautas que ainda não utiliza um serviço bancário, de acordo com a pesquisa do Instituto QualiBest, é de 23%. Entre este grupo, 55% estão na faixa dos 18 e 19 anos. Também foi possível identificar a forma como os não bancarizados se relacionam com o dinheiro: 72% usam em espécie em seu dia a dia, 25% têm cartão de crédito e ainda, 71% não se incomodam em não ter conta.

Falta de interesse, nome negativado ou alto custo das tarifas praticadas estão entre os principais motivos para a ausência de relacionamento com um banco. “Para atrair os desbancarizados os bancos vão precisar de tarifas mais baixas, sistema menos burocrático e limites de créditos melhores”. explica Daniela.

A pesquisa quantitativa, virtual, foi realizada com o painel de respondentes do QualiBest entre os dias 28 de novembro de 2018 a 22 de janeiro de 2019. Ao todo foram entrevistados 1.631 homens e mulheres acima de 18 anos em todo o país.

Fonte: Monitor Digital

Evolução tecnológica corta 282 mil vagas no setor financeiro do país

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O maior acesso à tecnologia facilitou a vida dos usuários de serviços bancários ao mesmo tempo em que reduziu o número de agências físicas e de postos de trabalho nos bancos brasileiros. A presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, Eliana Brasil, conta que, hoje, o país tem cerca de 450 mil bancários. “O emprego no setor vem se reduzindo ano a ano. Além da tecnologia mais acessível, outras empresas passaram a fazer serviços bancários, como é o caso das lotéricas e fintechs”, diz.

Nas contas de Eliana, os cortes atingiram perto de 40% dos postos de trabalho em quase 30 anos. Quem frequenta os bancos físicos percebe a mudança na quantidade de bancários no atendimento. Antes, eram muitos caixas. “O primeiro impacto (no mercado de trabalho) foi com o autoatendimento. Depois, com a internet e os celulares”, analisa ela.

Em 1990, eram 732 mil bancários no país, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em 2018, o setor tinha 450 mil trabalhadores diretos (excluindo-se terceirizados), um corte de 282 mil vagas em 28 anos.

Somente no ano passado, Bradesco, Itaú e Caixa, juntos, fecharam 212 agências bancárias no país, segundo informação da 15ª edição do estudo “Desempenho dos Bancos”, produzido pelo Dieese. Banco do Brasil e Santander, por sua vez, apresentaram saldos positivos, com 76 e 28 unidades abertas no ano, respectivamente, totalizando 104 novas agências. No total dos cinco bancos, 108 agências deixaram de existir.

Bancos públicos respondem por 64% das vagas eliminadas

De acordo com o levantamento, desde 2012, observa-se contínua redução no número de trabalhadores nos cinco maiores bancos que atuam no Brasil: Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica Federal.

Segundo o Dieese, a despeito das aquisições e fusões ocorridas nesse período, essas instituições, juntas, fecharam 39.529 postos de trabalho bancário ou 8,7% do total das vagas. Os dois bancos públicos (Caixa e Banco do Brasil) responderam pela maior parte, quase 64%, do total de vagas eliminadas entre 2012 e 2018.

Ainda de acordo com o Dieese, esse movimento está relacionado à política empreendida pelos maiores bancos do país, de migração dos clientes das plataformas tradicionais de atendimento (as agências bancárias) para os canais digitais (internet e mobile banking).

A reestruturação em curso nas grandes instituições passa pela introdução acelerada de novas tecnologias e digitalização de processos, mas, principalmente, pelo encolhimento das estruturas físicas e de pessoal.
Enquanto a maioria dos grandes bancos está reduzindo postos de trabalho, o banco Inter segue contratando, segundo a diretora de marketing e gestão de relacionamento com o cliente, Priscila Salles.

“São contratadas por volta de 60 pessoas por mês em diversas áreas. Nossa realidade é inversa a do mercado”, diz. E o banco que oferece, entre outros produtos, uma conta digital, não tem agências físicas.

Mineiro deve encerrar 2019 entre os seis maiores

Com atuação 100% digital, o Banco Inter, com sede em Belo Horizonte, pretende encerrar 2019 como o sexto maior do país. “Somos o maior banco digital do Brasil”, diz a diretora de marketing e gestão de relacionamento com o cliente, Priscila Salles.

Em junho deste ano, a instituição financeira chegou a contabilizar 2,5 milhões de clientes. “São feitas cerca de 20 mil solicitações de abertura de contas por dia”, afirma.

O banco passou a atuar com a conta digital em 2015. A partir daí, o número de clientes cresceu de forma expressiva ano a ano. “Antes de 2015, sem considerar o crédito consignado, não passávamos de 10 mil clientes”, diz.

O Banco Inter está no mercado há 25 anos e, ao longo desse período, passou por várias mudanças. Ela conta que a empresa começou como uma financeira, a Intermedium, em 1994. Em 2008, passou a ser um banco múltiplo.
“Em 2019, a meta é chegar a ser o sexto maior banco do país”, afirma Priscila.

Para ela, as agências físicas podem perfeitamente ser trocadas pelo aplicativo. “Não dá para falar em prazo, só que as agências tradicionais, físicas, estão fadadas a morrer”, afirma.

Para o professor do Instituto de Economia da Unicamp, especialista no sistema bancário, Giuliano Contento de Oliveira, o processo de “bancarização” e de acesso a produtos e serviços financeiros teve avanços consideráveis com a flexibilização dos critérios das instituições financeiras e não financeiras para a abertura de contas e acesso aos produtos e serviços. “Isso tem relação com o surgimento de inovações realizadas, sobretudo, pelas chamadas ‘fintechs’”, diz.

Atualmente, há 697 fintechs no Brasil, conforme dados da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs). No ano anterior, eram 694 e, em 2017, 521. Minas Gerais responde por 9% das unidades brasileiras.

Fonte: O Tempo