Cassi: entidades melhoram proposta e atendem anseios do corpo social

Publicado em: 30/10/2019

Correndo contra o tempo, a Diretoria Executiva e o Conselho Deliberativo da Cassi aprovaram nesta sexta-feira (25/10) o encaminhamento ao Banco do Brasil da proposta negociada com as entidades (ANABB, AAFBB, Contraf-CUT e FAABB) para realização de nova consulta ao corpo social.

Dada a grave situação financeira da Cassi, que está sendo vivenciada por todos os associados, as melhorias apresentadas pelas entidades buscam contemplar mais fortemente os anseios dos associados e o equilíbrio das contas da Caixa de Assistência.

Agora, é aguardar a aprovação do patrocinador. Na sequência, a proposta será submetida para decisão do corpo social sobre o futuro da Cassi. O texto contém alterações nos pontos mais questionados pelos associados na proposta aprovada em maio de 2019, que não alcançou os 2/3 do quórum estatutário, preservando os principais direitos do corpo social.

A urgente situação financeira da Cassi não permite estender as negociações para 2020. Com o encerramento do exercício, a Cassi deixa de receber cerca de R$ 700 milhões de recursos orçados para 2019 pelo BB (taxa de administração e contribuição por dependente retroativas). Além disso, a partir de janeiro cessam as contribuições extraordinárias decorrentes do Memorando de Entendimentos, com redução de receitas da ordem de R$ 600 milhões/ano.

O importante objetivo da proposta é reverter a não conformidade de todos os indicadores financeiros da Cassi, que estão sendo amplamente divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS):

Resultado Líquido R$ -58.062
Patrimônio Social R$ -120.202
Patrimônio Social Ajustado R$ -137.145
Insuficiência de Margem de Solvência R$ -905.556
Ativo Garantidor R$ -116.965

Programa de Saneamento até 23 de novembro

A diretora fiscal da Cassi, nomeada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), comunicou, na quarta-feira 23, que a entidade deve apresentar até dia 23 de novembro um Programa de Saneamento a ser cumprido em 24 meses. O objetivo é garantir a recuperação do equilíbrio financeiro, do Patrimônio Líquido, da Margem de Solvência e a constituição de ativos garantidores para suportar as provisões técnicas. As informações são da Contraf-CUT.

De acordo com nota emitida pelo presidente da Cassi, Dênis Corrêa, disponível no site da entidade, o Patrimônio Líquido é negativo em R$ 137 milhões, a insuficiência na margem de solvência é de R$ 905 milhões e os ativos garantidores estão negativos em R$ 116 milhões. A soma destes números chega na casa do R$ 1,2 bilhão, valor necessário para recuperar as reservas e readquirir o equilíbrio.

O Programa de Saneamento exigido pela representante da ANS deverá estar aprovado dentro de 30 dias e, pelos dados disponibilizados publicamente pela Cassi, exigirá um aporte extraordinário, do banco e dos associados, de R$ 1,2 bilhão. Além disso, a Cassi terá de rever o seu plano de custeio para que tenha recursos suficientes para manter o equilíbrio entre receitas e despesas. De acordo com Dênis Corrêa, em agosto, a Caixa de Assistência fechou com déficit de R$ 58 milhões.

“A situação não é nada fácil. Mas, vamos continuar cobrando da Cassi e do Banco do Brasil o compromisso de encontrarmos uma solução. É preciso que o banco cumpra sua parte nos ajustes necessários para que a assistência à saúde dos funcionários da ativa, aposentados e seus familiares não seja prejudicada”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Privatização do Banco do Brasil será inevitável, diz presidente da instituição

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O clima esquentou no Banco do Brasil antes do fim do expediente desta sexta-feira, 25 de outubro. Os funcionários foram surpreendidos pela declaração do presidente da instituição, Rubem Novaes, de que a privatização do banco será inevitável.

Mesmo diante do ímpeto privatista do ministro da Economia, Paulo Guedes, a venda do controle do BB ao setor privado é vista como um tabu. O presidente da República, Jair Bolsonaro, se recusa a falar sobre o assunto. Os militares que estão no governo, também.

Segundo Novaes, diante da enorme revolução tecnológica que está se vendo no setor bancário — estimulada pelo Banco Central, que regulamentou as fintechs e vai incentivar o open banking, permitindo o compartilhamento de informações de clientes entre todos os atores do mercado —, não haverá espaço para bancos com as amarras impostas pela máquina estatal.

Diz o presidente do BB: “Do jeito que a modernização do sistema bancário se acelera, nesse mundo de inovações constantes, é óbvio que uma instituição publica não vai ter a mesma velocidade de adaptação”.

Ele reconhece, que, “por enquanto, o banco ainda é extremamente eficiente e vai permanecer eficiente por algum tempo, mas, em algum momento, a perspectiva da privatização vai ter que ser enfrentada”. Essa visão, frisa ele, é pessoal.

Preparação

Funcionários do Banco do Brasil admitem que a instituição já vem sendo preparada para ser privatizada. Tanto que o governo está vendendo todas as ações que excedem o controle acionário. Também estão sendo ofertadas participações que o banco tem em outras empresas.

Novaes reforça esse movimento. Ele afirma que o Banco do Brasil está buscando um parceiro para a BB DTVM a fim de reduzir a participação que tem na instituição. Isso já ocorreu no banco de investimentos. Em setembro último, o BB e o suíço UBS assinaram um memorando de entendimento para uma parceria.

Entre os funcionários do BB, a perspectiva é de que, mesmo com toda a resistência de Bolsonaro, o controle do Banco do Brasil poderá ser vendido até o fim deste governo. Eles frisam que tudo está caminhando nessa direção. É esperar para ver.

Fonte: Correio Braziliense

BB convoca funcionários licenciados a ocupar cargos vagos após PAQ e falta de concursos

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O Banco do Brasil (BB) está convocando funcionários em “licença interesse” para ocupar cargos vagos na empresa pública. Segundo informam fontes internas do banco, o motivo é a defasagem de pessoal, situação agravada pela falta de concursos públicos e pelo Programa de Adequação de Quadros (PAQ). O cenário abrange centenas de servidores licenciados, mas o próprio BB não informou o número exato.

A licença interesse é um afastamento que, a critério da empresa, poderá ser concedido ao servidor ocupante de cargo efetivo, estável, pelo prazo de até três anos consecutivos, sem remuneração.

O Metrópoles teve acesso a mensagens encaminhadas pela Diretoria de Gestão de Pessoas (Dipes) à Administração do banco. Nos textos, a instituição financeira informa que identificou vagas em um determinado setor do Banco do Brasil. Por esse motivo, a Dipes estaria convocando o funcionário para retornar de licença e assumir o cargo vago até 22 de novembro de 2019.

A mensagem diz que, caso o funcionário não compareça para assumir o posto, suas ausências serão registradas a partir de 25 de novembro do ano vigente e classificadas como “falta não abonada” e “não autorizada”. Com isso, a Dipes afirma, no conteúdo do e-mail, que será aberto um processo administrativo contra o funcionário por abandono de emprego, passível de demissão por justa causa.

O Banco do Brasil foi procurado para saber quantos funcionários receberam a carta, mas a assessoria de imprensa não forneceu a informação.

Em julho deste ano, o BB anunciou um conjunto de medidas que mexeria com o quadro de funcionários do banco, entre elas a possibilidade de um funcionário pedir demissão mediante um “incentivo” da empresa pública.

Na época do anúncio, o Banco do Brasil afirmou que o programa oferece ao funcionário um plano de ajuste da força de trabalho, “equalizando situações de vagas e excessos nas dependências/praças”.

Concurso público

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal manteve a obrigatoriedade de concurso para nível superior na empresa. A decisão é do ministro Marco Aurélio.

Em 2018, o Banco do Brasil protocolou um recurso no Supremo contra decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRF-10) de 2017, que determinou a realização de concursos públicos para cargos de nível superior na instituição bancária.

No processo, o BB argumentou que o ministro Gilmar Mendes havia determinado, por meio de um outro recurso, a suspensão de processos, em nível nacional, sobre questões envolvendo seleção e admissão de pessoal, bem como a nulidade de concurso público em casos envolvendo pessoa jurídica integrante da administração pública indireta. Na peça do Banco do Brasil, no entanto, Marco Aurélio avaliou que não havia relação entre os processos.

A alocação de servidores de nível médio para o superior era baseada em norma interna do próprio banco. Ao negar a reclamação, o ministro revogou automaticamente uma liminar de novembro de 2018 concedida por ele mesmo, até que fosse julgado o recurso.

O que diz o Banco do Brasil

Em nota, o Banco do Brasil diz que a medida foi adotada para “atender necessidade de alocação de pessoal” do banco. Leia a íntegra:

“De acordo com a previsão normativa do processo, a licença interesse pode ou não ser concedida, a critério e conveniência do Banco, sendo que o retorno aos quadros da empresa pode se dar a qualquer momento por iniciativa do Banco.

A medida visa atender necessidade de alocação de pessoal do Banco do Brasil em algumas localidades respeitando o comportamento e demandas dos clientes.”

A reportagem questionou a instituição sobre quantas pessoas em licença interesse estariam sendo chamadas, além do número de cargos vagos. Sobre esses tópicos, o Banco do Brasil não se pronunciou até a última atualização desta reportagem.

Fonte: Rondônia ao Vivo

BB anuncia nova remoção compulsória para além das regiões metropolitanas

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O Banco do Brasil anunciou nesta segunda-feira (28) que fará nova rodada de remoções compulsórias que atingirá 467 funcionários. Como a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) já havia anunciado, as remoções extrapolam os limites da região metropolita e seus municípios limítrofes. A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com o banco nesta terça-feira (29), na sede do Sindicato dos Bancários de Brasília, para tratar do assunto.

O BB está descumprindo acordo firmado com as entidades de representação dos trabalhadores. Anteriormente tinha sido acertado que não seriam realizadas remoções compulsórias para municípios que não fossem o da origem dos funcionários.

O acordo previa remoções para localidades até 30km de distância do local de origem, podendo, no máximo, chegar a 50km quando não houvessem vagas em distância inferior. Mesmo assim, haveria uma consulta ao trabalhador antes de definida a remoção.

Alegações

Segundo o banco, o parágrafo terceiro do artigo 469 da nova CLT dá respaldo para as transferências compulsórias que estão sendo realizadas.

O banco alega que abriu várias vezes a possibilidade de remoção voluntária, inclusive pelo Sistema Automático de Concorrência à Remoção (SACR) especial em âmbito nacional. Como não conseguiu preencher as vagas existentes e permanecem funcionários em excesso em várias praças, o banco precisou fazer as remoções compulsórias.

O banco diz ainda que todos os funcionários que foram removidos compulsoriamente poderão concorrer a outras vagas pelo (SACR) especial.

As pessoas estão sendo removidas de suas cidades de origem porque, segundo o banco não existem vagas para elas lá. O SACR não dará a elas a possibilidade de voltarem para suas cidades. Sem contar que as remoções geram custo para o banco e para as pessoas transferidas.

O banco disse ainda que haverá outras rodadas de transferências de funcionários e que as Gerências de Pessoas estão orientadas a passar informações e atender os sindicatos de forma local para tratar sobre esses casos.

Outras remoções

Na rodada anterior de remoções compulsórias, o público-alvo era 577 funcionários. Destes, 206 foram removidos compulsoriamente. Os demais foram excluídos da lista de remoção por serem Pessoas com Deficiência (PCDs), terem problemas de saúde, entre outros motivos.

Com a alegação de precisar preencher vagas existentes, o banco também está convocando funcionários que estão em licença-interesse.

Representantes dos trabalhadores deixaram claro sua discordância com essa política de gestão, que menospreza o ser humano e leva as pessoas ao desespero e que o movimento sindical irá tomar todas as medias possíveis para proteger os direitos dos funcionários.

O banco está fazendo uma escolha triste e equivocada. É lembrar que não faz muito tempo que houve reestruturações, agências foram fechadas e pessoas precisaram reorganizar suas vidas, agora passam por remoção compulsória. Como será daqui há um ano? São pessoas, não peças de um jogo de xadrez que o banco pode jogar de um lado para outro como se isso não interferisse em suas vidas.

Ressarcimento dos gastos

O parágrafo 3º do artigo 469 da CLT, que o banco usa como respaldo para as transferências, diz que, em caso de necessidade de serviço, o empregador poderá transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do contrato, mas, nesse caso, ficará obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% dos salários do empregado enquanto ele for mantido fora de sua localidade de origem.

Além da CLT, a Cláusula 44 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos Funcionários do Banco Brasil estabelece que no caso de movimentação de pessoal a pedido do banco para dependências localizadas em outro município, o banco deverá ressarcir as despesas com transporte de móveis, passagens, abonar os dias de trânsito (para preparativos e instalação), na forma regulamentar estabelecida para as remoções concedidas no interesse do serviço e o crédito de valor equivalente a 30 verbas-hospedagem para cobrir despesas eventuais ou imprevistos.

O banco, também tem que pagar mais 30 verbas-hospedagem aos funcionários removidos no curso do período letivo, desde que possuam filhos cursando o ensino fundamental, ou que tenham filhos excepcionais de qualquer idade que estejam sob acompanhamento de escolas especializadas. Tais pagamentos também são devidos aos funcionários transferidos nos casos de fechamento de unidades.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Santos

BB convoca assembleia para 27 de novembro para discutir alterações em estatuto

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O Banco do Brasil convocou uma assembleia geral extraordinária (AGE) para o dia 27 de novembro para alterar diversos pontos do seu estatuto. Um deles é no artigo terceiro, estabelecendo que a gestão de recursos de terceiros poderá ser realizada mediante a contratação de sociedade coligada. Até então, só poderiam ser contratadas subsidiárias e controladas.

Na semana passada, o presidente do BB, Rubem Novaes, afirmou que está procurando um parceiro internacional para a gestora de ativos do banco, a BB DTVM. Segundo ele, o esquema deve ser parecido com o que está sendo feito na área de banco de investimento, em que o BB negocia uma parceria com o suíço UBS, que teria o controle da nova empresa a ser constituída.

Outra alteração a ser votada é no artigo 18, parágrafo sétimo, com a inclusão do inciso quarto. O novo trecho diz que o Ministério da Economia deverá indicar os membros independentes do conselho de administração, caso os demais acionistas não o façam, de forma a garantir o atingimento do percentual mínimo de 30%.

Além disso, o número máximo de integrantes da diretoria executiva será reduzido de 38 para 37, com o número de vice-presidentes caindo de dez para nove.

Fonte: Valor Econômico

BB deve assinar acordo com UBS em novembro e busca parceiros globais para a BB DTVM

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O Banco do Brasil deve assinar em novembro um acordo para uma planejada joint venture com o suíço UBS em banco de investimento, disse nesta sexta-feira o presidente-executivo do banco brasileiro, Rubem Novaes.

Durante evento no Rio de Janeiro, Novaes disse que o banco também procura parceiros internacionais para a BB DTVM, braço de gestão de recursos de terceiros do banco, e que as conversas estão em andamento. Ele não deu pistas sobre possíveis parceiros e prazo para um acordo.

“Da mesma forma que vamos anunciar uma parceira com um banco de investimento internacional fortíssimo, pretendemos encontrar um parceiro que tenha complementariedade com nossa empresa de administração de ativos”, afirmou Novaes. “Esse parceiro pode agregar experiência internacional, distribuição no mundo inteiro, expertise técnica em certas áreas e tecnologia”.

O executivo voltou a defender a privatização do BB, mas afirmou que a classe política do país ainda não está preparada para discutir do tema.

“Do jeito que esse mundo bancário se acelera com inovações constantes, é óbvio que uma instituição pública não vai ter a mesma velocidade de adaptação”, disse Novaes. “Por enquanto o banco ainda é eficiente e vai permanecer por algum tempo, mas a gente sabe que em algum momento a perspectiva da privatização vai ter que ser enfrentada”.

Novaes disse que a resistência à privatização, em parte, se deve à preocupação com o crédito para o setor agrícola, segmento no qual o BB é líder, mas ele acha que esse papel pode ser exercido por bancos privados.

Fonte: Reuters

BB Investimentos prevê melhores resultados no 3º trimestre; ação do Itaú é a preferida

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A equipe de análise do BB Investimentos prevê para os bancos resultados um pouco melhores no 3º trimestre ante o período anterior devido à estratégia adotada pelas empresas de alterar o mix das carteiras, priorizando linhas de crédito com spreads mais elevados.

As estimativas são reforçadas pelos dados do Banco Central, que demonstraram um início de trimestre bem tímido, mas surpreenderam em agosto e setembro, com dois meses de alta expressivas.

“Entretanto, essa estratégia leva para uma possibilidade de piora nos índices de inadimplência que, na nossa visão, acontecerá de forma muito branda”, salienta o banco.

Para os analistas Vinícius Soares e Wesley Bernabé, a única exceção do segmento é o Banco ABC (ABCB3), que deve apresentar uma leve redução em seu lucro líquido proveniente de uma alíquota maior. Bradesco (BBDC4), por sua vez, será o maior beneficiado dentro deste cenário.

O BB acredita que a aprovação da reforma da previdência, somada à possibilidade de acordo entre Estados Unidos e China, impactará positivamente nos indicadores de confiança e crescimento, beneficiando o desempenho dos bancos nos próximos trimestres.

“Ao longo do quarto trimestre, esperamos: (i) melhora no volume de concessões de crédito, principalmente PJ, como reflexo de uma melhora de confiança dos empresários; (ii) melhora nos spreads praticados, com os bancos buscando priorizar linhas mais rentáveis; (iii) e possível elevação nas taxas de inadimplência”, comentam Soares e Bernabé.

Top Pick

O banco mantém sua preferência pelas ações do Itaú (ITUB4) para o ano de 2019, trazendo recomendação outperform (acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 45. O potencial de valorização é de 23%.

BB

Fonte: Money Times

Correios e BB encerram acordo do Banco Postal em dezembro, mas serviço será mantido

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O contrato de funcionamento do Banco Postal, firmado pelos Correios e o Banco do Brasil, será encerrado no dia 15 de dezembro. De acordo com informações dos Correios, a partir desta data, a empresa continuará a prestação de atendimento de serviços básicos, tais como saques, depósitos, pagamentos de contas e consultas, em parceria com “mais de uma instituição financeira interessada, por meio do serviço Balcão do Cidadão”.

As demais opções de serviços, como Vale Postal (remessa de valores sem a necessidade de conta bancária) e doações, também permanecem ativos.

Ainda segundo a estatal, as unidades de atendimento dos Correios estarão disponíveis para a prestação do serviço Balcão do Cidadão, que será formalizada por meio de contratos comerciais entre a empresa e as instituições financeiras.

O Banco do Brasil informou que “BB e Correios permanecem em negociação”.

Em 2018, o serviço prestado em 6.058 agências de atendimento dos Correios registrou uma receita de R$ 234,61 milhões. Entretanto, o número de agências que oferece o serviço à população caiu 60% de dezembro de 2018 a agosto deste ano, totalizando 2.448 postos.

Fonte: Jornal Extra

Proibição de palestra sobre saúde mental para funcionários escancara censura no BB

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Em uma atitude arbitrária por parte dos gestores, bancários do Banco do Brasil foram impedidos de assistir a uma palestra sobre adoecimento mental no local de trabalho. O evento faria parte da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) e não pode ser realizado porque os palestrantes, dois psicólogos especialistas em saúde mental no trabalho, foram barrados quando chegaram ao prédio do Varicred, no centro de São Paulo, onde funciona os departamentos de crédito imobiliário.

A palestra seria realizada nesta quinta-feira 24. Ao chegarem ao local, os palestrantes tiveram o acesso negado pela administração. Os funcionários já estavam se preparando para a atividade, que havia sido organizada pelos cipeiros democraticamente eleitos pelos bancários.

“Por que não pode falar sobre saúde mental no Banco do Brasil? São verdades incômodas?”, questiona o dirigente sindical Diego Pereira. “A categoria bancária é a que mais sofre com doenças mentais, quase sempre de fundo laboral, provocadas pelas metas abusivas, volume de trabalho extenuante, pressão e outros problemas que geram este tipo de adoecimento”, completou.

Diego ressalta, também, que a atitude dos gestores do Varicred atenta, também, contra a liberdade de atuação da Cipa do local.

“É uma dupla censura: tanto aos psicólogos, que se dispuseram a vir trazer esclarecimentos e informação, quanto aos cipeiros, que foram escolhidos entre seus colegas e não puderam levar a cabo a atividade que já vinha sendo divulgada internamente. Sem contar a grosseria da atitude dos gestores, ao barrar os convidados na porta, em cima da hora do evento. Este tipo de postura não condiz com que é esperado no Banco do Brasil”.

O Síndicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região já solicitou reunião com o gestor do Cenop Imobiliário e com a Gepes SP, a fim de procurar entender essa situação.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

OAB-CE busca a reabertura do BB de Independência e volta do Fórum ao local de original

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O presidente da OAB Ceará, Erinaldo Dantas; o presidente da Subsecção de Crateús, Alexandre Maia; a delegada da OAB no município de Independência, Fernanda Coutinho; o prefeito do município de Independência, Valdir Coutinho, o superintendente em exercício do Banco do Brasil no Ceará, Fabio Alexandre Pereira; e a gerente geral de agência, Abadia Maria de Araújo Rodrigues, estiveram reunidos, na tarde desta segunda-feira, na sede da OAB Ceará. Na oportunidade, foram apresentadas dois pedidos: que a agência bancária do Banco do brasil do município de Independência seja reaberta, já que atualmente trabalha sem numerário, e que o Fórum volte a funcionar no espaço físico original, que é mais adequada para atender à demanda.

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Alexandre Maia afirmou que os moradores do município de Independência vem perdendo muito com a ausência da agência bancária do Banco do Brasil e também com a mudança de local de funcionamento do Fórum. “Essas melhorias trarão muitos benefícios não só para a advocacia, mas para toda a cidade, até mesmo do ponto de vista econômico. A mudança foi por questões de segurança e atualmente, o fórum funciona de modo precário”, disse.

Fernanda Coutinho complementou afirmando que os benefícios serão enormes para toda a população, uma vez que os munícipes precisam se deslocar para outras cidades para fazer pagamentos e saques.

De acordo com Valdir Coutinho, esta foi uma grande oportunidade de sentar com a OAB e com a superintendência do Banco do Brasil. “Essa reunião foi exatamente para tentar reabrir a agência para voltar a trabalhar com dinheiro, além da parte burocrática que já está fazendo e para que o fórum passe a funcionar em sua estrutura, capaz de mais conforto para todos os profissionais e a sociedade e geral. Esperamos ter nossos pedidos atendidos.

Os representantes do Banco do Brasil vão levar o pleito para Brasília a quem vai caber a decisão.

Fonte: OAB do Ceará

BB é o melhor banco do país, segundo revista Época; instituição foca em blockchain

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O Banco do Brasil, um dos principais bancos do país, foi eleito pela Revista Época, o melhor banco do Brasil, na premiação Época NEGÓCIOS 360º, ocorrida em 21 de outubro na Sala São Paulo, no centro da capital paulista.

O guia da Revista é fruto de uma parceria com a Fundação Dom Cabral da Boa Vista SCPC e conta com a colaboração da Economatica, para dados e rankings de companhias de capital aberto. Além do banco brasileiro, outras empresa foram premiadas em seus segmentos como Ambev, MRV, Natura entre outras. Os troféus entregues as vencedoras foram criados pelo designer Ronald Sasson.

Superando outras instituições financeiras o Banco do Brasil vem investindo em inovação com destaque para a tecnologia blockchain. Recentemente a instituição anunciou a criação de uma plataforma usando a tecnologia, para a Petrobras, visando permitir, entre outros, transferências e pagamentos 24×7, automatizando e reduzindo o tempo de atendimento além de proporcionar ganho em eficiência operacional.

Neste ano, o Banco do Brasil em parceria com a Caixa Econômica Federal, Sicoob, Banrisul e Santander desenvolveram uma solução conjunta, baseada em blockchain, o SFD, Sistema Financeiro Digital, para que clientes destas instituições possam fazer transferências de recursos entre si, 24 horas por dia, incluindo fins de semana, com dinheiro caindo na conta em questão de minutos, agilizando os processos de TED.

Com a tecnologia blockchain, a instituição também integrou o DeviceID, projeto da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que é a primeira plataforma baseada em blockhain para conectar diferentes instituições financeiras e permite o compartilhamento de um conjunto de informação dos usuários de bancos e instituições financeiras, para com isso criar uma camada nova de segurança para sistemas antifraude e de identificação.

O projeto já está integrado ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e foi desenvolvida pela CIP junto com bancos brasileiros e a IBM. Atualmente a plataforma é usa o Hyperledger Fabric, no entanto segundo Joaquim Kiyoshi Kavakama, superintendente Geral da CIP, o Corda, do consórcio R3, também será integrado ao sistema.

Ainda sobre a premiação da Revista Época, um levantamento feito pelo Cointelegraph, revelou que das cerca de 27 empresas premiadas pelo grupo de mídia, 70% delas já vem desenvolvendo provas de conceito ou pretendem estudar aplicações baseadas em blockchain.

Como noticiou o Cointelegraph, sobre a interação entre bancos e a indústria cripto/blockchain, um professor da Stanford Graduate School of Business diz que as criptomoedas acabarão com o dinheiro que os bancos desfrutam atualmente de depósitos com juros baixos.

Fonte: Cointelegraph

Educação do AC assina termo de adesão com o BB para aquisição de merenda escolar

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O secretário de Educação, Cultura e Esportes (SEE), professor Mauro Sérgio Ferreira da Cruz, e representantes da superintendência do Banco do Brasil assinaram na tarde desta terça-feira, 29, o termo de adesão da SEE ao Cartão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O ato de assinatura do termo aconteceu no gabinete do secretário Mauro Cruz e foi acompanhado pelo secretário-adjunto da SEE, professor Márcio Mourão, e pela chefe da divisão de Merenda Escolar, Andréa Araújo.

Pela assinatura do termo, a SEE poderá realizar a aquisição de merenda escolar para a rede pública de ensino por meio do cartão, que entre as vantagens apresentadas pelos representantes do Banco do Brasil estão a desburocratização dos serviços e a agilidade no pagamento.

De acordo com a chefe da merenda escolar da SEE, Andréa Araújo, todo o procedimento para aquisição de merenda continuará da mesma forma, seguindo todos os ritos e trâmites estabelecidos na lei. “O que muda é a forma de pagamento, que o cartão simplificará para quem recebe”, explicou.

Com a inclusão da SEE no novo modelo de repasses, mediante abertura de conta de relacionamento pelo Fundo Nacional de Alimentação Escolar (FNDE), os próximos repasses das parcelas do programa já estarão vinculados ao cartão, podendo a SEE realizar a utilização dos recursos.

O próximo passo, segundo Andréa Araújo, são as chamadas públicas para a aquisição de alimentos para os agricultores familiares que já estão cadastrados. Essas chamadas serão realizadas entre os dias 26 de novembro e 03 de dezembro. “Esses agricultores já irão receber por meio desse cartão”, informa.

Fonte: Agência Acre

Aprosoja/MS busca com o Banco do Brasil alternativas de seguro para safrinha 2020

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A baixa frequência das chuvas em Mato Grosso do Sul atrasou o plantio da soja na safra 2019/20, que segundo o Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga MS), conta atualmente com 12,4% semeada, enquanto que o ideal nesta época do ano, seria de 44%. Esse atraso pode impactar a 2ª safra do milho 2020, e isso estimula a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja/MS) à busca por alternativas financeiras preventivas, destinadas ao agricultor.

Nesta sexta-feira (25) o presidente e o diretor executivo da Associação, André Dobashi e Frederico Azevedo, respectivamente, reuniram-se com o superintendente do Banco do Brasil em MS, Sandro Jacobsen Grando, e com o gerente de mercado Flávio Zocchi, a fim de discutir alternativas, destinadas ao agricultor em situação de risco quanto a safrinha.

“Buscamos com o Banco do Brasil alternativas para seguro agrícola, com a intenção de assegurar o faturamento do produtor e não a produtividade mínima. A intenção é de que o produtor consiga fazer um seguro de faturamento mínimo que ele pode ter em uma área específica e, com isso, possibilitar o mapeamento dos possíveis investimentos na safrinha, a fim de garantir uma margem mínima de rentabilidade”, relata o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi.

Segundo o superintendente do Banco do Brasil também existe uma preocupação por parte da instituição financeira, principal financiadora do crédito rural oficial. “Pelo andamento no Estado, verificamos produtores com plantio adiantado e outros bastante atrasados, isso gera sim uma preocupação”, aponta Grando, ao apontar viabilidade do seguro para quem conseguir plantar o milho dentro das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático – ZARC.

Durante a reunião os diretores da Aprosoja/MS pontuaram sobre a importância de um amplo conhecimento do produtor quanto ao seguro faturamento, que permita desenhar um investimento para cada propriedade ou talhão da fazenda.

“Teremos quase 40% da safra de soja semeada depois do segundo decêndio de outubro, e isso faz com que a janela de milho safrinha seja lançada para o segundo decêndio de fevereiro de 2020, período que representa o fim da janela ideal para o milho. Isso já traz risco para a cultura e o alerta ao produtor é de que, mesmo semeando em uma boa janela, precisa-se de cuidado com os investimentos para se garantir a rentabilidade. Precisamos levar em conta que semeadura após o início de março, tem uma produtividade menor e ainda há riscos de geada, especialmente ao Sul do Estado”, justifica Dobashi.

Diante do atual cenário a Aprosoja/MS recomenda cautela ao agricultor, tanto no planejamento da safra, quanto no nível dos investimentos. “O ideal é aproveitar os melhores valores de compra de insumos, mas sem perder o Norte de um possível período crítico para a semeadura da safrinha. É importante analisar racionalmente os investimentos, especialmente em áreas de maior risco, pois podemos ter dificuldades para recuperar esses investimentos”, sugere o presidente da Associação.

Fonte: Notícias Agrícolas

Fundação BB ganha prêmio Aberje em MG com a proposta do Programa Integridade

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A Fundação Banco do Brasil ganhou o Prêmio Aberje regional Minas Gerais e Centro-Oeste na categoria Ética, Integridade e Compliance. A conquista veio por meio da apresentação do Programa de Integridade – um documento que reúne dispositivos para prevenir e detectar ocorrências de fraudes, corrupção e desvios de conduta.

As ações foram implementadas em setembro de 2018 pela na Fundação BB, e desde então, tem gerado visibilidade externa junto a parceiros interessados em implementar o programa, por meio de ações internas de capacitação e disseminação junto aos funcionários da fundação. Além disso, estas medidas fortaleceram a reputação da instituição gerando mais valor e atratividade para os investidores sociais.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, afirma que esta premiação é um grande reconhecimento. “Recebemos este prêmio com grande alegria porque simboliza que o Programa Integridade contribui para a construção de um ambiente ético, alinhado com as políticas do nosso instituidor, o Banco do Brasil, além de trazer repercussões positivas perante nossos parceiros e a sociedade”, avalia.

O Prêmio Aberje é uma iniciativa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial que visa reconhecer as ações de comunicação empresarial em âmbito nacional. Este ano o prêmio completa 45 edições, tendo premiado 915 instituições e reconhecido 2611 projetos de comunicação. A próxima etapa do Prêmio Aberje é a seleção do vencedor nacional que ocorreu em São Paulo, no dia 31 de outubro.

Programa Integridade

O Programa Integridade foi aprovado pelo Conselho Curador (maior instância deliberativa da Fundação BB) em 2018 , mas o início dos trabalhos começou em 2017 como forma de construir um mecanismo de prevenção da prática de atos lesivos contra administração pública nacional ou estrangeira. O objetivo do Programa foi construir medidas para prevenir atos ilícitos, reduzir perdas financeiras, danos à reputação, medidas anticorrupção e disseminar a cultura de integridade para todo o corpo funcional da Fundação BB. O documento está disponível neste link.

Como medidas para disseminação do Programa Integridade, os documentos foram publicados nos canais internos e externos da Fundação BB, foi criado um canal de comunicação para denúncias com indícios de ilicitude de qualquer natureza ( sem necessidade de identificação do denunciante), boletins de divulgação sobre a promoção de ética e integridade, além de palestras de sensibilização aos funcionários.

Nos últimos três anos a Fundação BB tem sido reconhecida regionalmente com as premiações da Aberje. Em 2018, a Fundação BB recebeu o Prêmio na categoria Comunicação e Organização de Eventos com o case Prêmio Fundação Banco do Brasil. Em 2017, a premiação foi na categoria Comunicação e Relacionamento com a Imprensa, com o case 10º Encontro de Jornalistas da Fundação BB . Já em 2016, foi vencedora na categoria Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial – Fundação BB com o case Há 30 Anos Transformando a História de quem Transforma.

Fonte: Portal Gife

Previ: nova oportunidade para participar da seleção de conselheiros 2020

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Desde o dia 28 de outubro até as 18h de 8 de novembro estarão reabertos o cadastramento e a atualização de currículos para a Seleção de Conselheiros nas empresas participadas da Previ. A reabertura, prevista no edital, permitirá novos cadastramentos, ajuste de informações já cadastradas e envio de documentação comprobatória pendente. Basta acessar a Sala de Conselheiros do site da Previ, na seção Investimentos >> Governança >> Conselheiros, e preencher seu login e senha.

Como divulgado em Conheça o novo modelo de currículo para a Seleção de Conselheiros, o currículo mudou e é necessário estar atento aos novos parâmetros exigidos. Após a primeira etapa de validação das informações curriculares, a Previ identificou que o principal equívoco cometido pelos candidatos é deixar de selecionar mais de um quesito nas questões que admitem a múltipla marcação de alternativas. São elas: pós-graduações, certificações e produção e aquisição de conhecimento contínuo.

Caso você possua mais de uma pós-graduação com carga horária mínima de 360 horas, por exemplo, selecione as opções “Primeira Pós-Graduação (MBA, Mestrado ou Especialização), com mais de 360 horas de duração” e “Segunda (ou mais) Pós-Graduação (MBA, Mestrado ou Especialização), com mais de 360 horas de duração”.

O segundo maior equívoco verificado é quanto à classificação das certificações emitidas pelo ICSS, que deverão ser classificadas como “Certificação de Conselheiro de Administração” ou “Certificação de Conselheiro Fiscal”. Caso possua mais de uma certificação, o candidato pode marcar mais de uma opção.

O preenchimento correto do currículo garantirá melhor análise das informações e a justa definição da pontuação final.

Fonte: Previ

Cassi precisa de R$ 1,4 bilhão até o princípio de 2020 para não quebrar

Publicado em: 23/10/2019

A Cassi, Caixa de Assistência que administra os planos de saúde dos funcionários do Banco do Brasil, precisa de R$ 1,4 bilhão até o início de 2020 para formar a reserva de segurança exigida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Desse montante, a Cassi dispõe de aproximadamente R$ 500 milhões. Mas enfrenta dificuldades para convencer sua patrocinadora, o Banco do Brasil, e seus associados a dividirem a fatura para não quebrar. A Cassi já está sob direção fiscal da ANS, devido sua delicada situação financeira.

Sem as reservas exigidas pela ANS, a decisão do órgão regulador pode ser dramática. O problema é que nem o Banco do Brasil nem os associados ao plano querem abrir o bolso para compor as reservas de R$ 1,4 bilhão.

Para aumentar as contribuições dos associados a fim de reforçar as reservas da Cassi, dois terços dos associados têm que votarem a favor da medida. O BB, por sua vez, sofre com as limitações impostas pelo governo para contribuir com os planos de saúde de seus empregados.

Flexibilização

Quem acompanha de perto a situação da Cassi garante que ainda há solução. A operadora atende mais de 670 mil pessoas. Em 2018, registrou rombo de R$ 377,7 milhões, depois de um deficit de R$ 206 milhões em 2017 . Nos primeiros seis meses deste ano, o resultado foi positivo em cerca de R$ 80 milhões.

Na avaliação de Anderson Mendes, presidente da Unidas, associação que reúne as operadoras de autogestão, como a Cassi, a exigência de reservas tão altas por parte da ANS não condiz com a atual realidade do mercado. Não por acaso, as operadoras recorreram ao Congresso na tentativa de flexibilizar as regras dos planos de saúde.

Mendes acredita que as regras que regem o mercado precisam passar por uma atualização, de forma a incluir mais gente no mercado e não afastar aqueles que desejam ter planos de saúde. Desde 2014, as operadoras perderam 3 milhões de associados, a maior parte, no sistema de autogestão.

Fonte: Correio Braziliense

Previ passará a aceitar parentes dos participantes em plano de previdência

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A Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, passará a aceitar a adesão de parentes de funcionários do BB a partir do primeiro trimestre do ano que vem. A fundação – a maior do país, com patrimônio de R$ 203,4 bilhões – é o primeiro grande fundo de pensão de estatais a anunciar o chamado plano família. Esse formato é uma das principais apostas de crescimento do setor e, na prática, permitirá aos fundos de pensão competir por novos clientes com a previdência privada oferecida pelos bancos.

O Previ Família vai permitir a adesão de parentes consanguíneos de até 3º grau, o que engloba de bisavôs a bisnetos. Também poderão se tornar participantes familiares até o 2º grau, o que abrange de cunhados e sogros até tios e netos do cônjuge. A data de lançamento ainda não foi determinada, mas ocorrerá até março, segundo José Maurício Coelho, presidente da entidade.

O plano será apartado dos outros que a Previ oferece a funcionários e seguirá o modelo de Contribuição Definida, pelo qual o participante escolhe quanto contribuirá cada mês, podendo ajustar os valores quando preferir.

O valor do benefício lá na frente será determinado pela rentabilidade desses investimentos, de acordo com o perfil de risco pelo qual o participante optar – algo semelhante à previdência privada tradicional.

Uma diferença importante é que os participantes do plano família não contarão com aportes de qualquer empresa patrocinadora (no caso da Previ, a BB), que é um dos principais atrativos dos fundos de pensão. Quando o funcionário do BB contribui para seu plano na Previ, o banco entra com fatia semelhante, turbinando o patrimônio acumulado.

O presidente da Previ acredita, porém, que o plano será atraente dados a governança e o histórico de rentabilidade da fundação. Além disso, por ser uma fundação sem fins lucrativos, a Previ aposta que poderá oferecer taxas competitivas para fisgar os novos clientes.

– Os percentuais ainda não foram definidos, mas acreditamos que podemos ser competitivos em termos de taxas. E a ideia é levar a experiência de 115 anos da Previ e sua governança para construir o futuro desses familiares – afirmou Coelho ao GLOBO durante congresso organizado pela Abrapp, associação dos fundos de pensão. – Para nós, o plano família é uma avenida de crescimento que não existia antes.

A Previ, que tem cerca de 89 mil participantes ativos e 105 mil aposentados, não divulga estimativas de quantos novos clientes espera atrair com o plano família. O objetivo é disponibilizar canais de adesão via site e aplicativo, contou Marcel Barros, diretor de Seguridade da Previ.

Segundo a Abrapp, 25 planos família já foram aprovados pela Previc, autarquia que fiscaliza o setor. A Abrapp espera que, ao fim do ano, haja mais de 50 planos desse tipo instituídos.

Para os participantes do Previ Futuro, plano que abriga os profissionais mais novos, a fundação está lançando um novo modelo que permite adequar o nível de risco do investimento de acordo com a previsão de aposentadoria do trabalhador.

Até então, o beneficiário precisava escolher entre quatro perfis de risco – conservador,moderado, arrojado e agressivo -, e era isso que determinava, por exemplo, a fatia da aplicação que seria investida em ações.

Agora, a Previ passará a oferecer mais três possibilidades, dessa vez baseadas no que chama de ciclos de vida. Quem deve se aposentar entre 2036 e 2045, por exemplo, poderá aderir a um perfil que reservará de 25% a 45% do patrimônio a aplicações em Bolsa, de forma a proporcionar uma rentabilidade que atenda à necessidade de acumulação até a aposentadoria. O balanceamento será feito automaticamente pelo fundo ao longo dos anos. A migração para esse novo modelo é voluntária.

Estreia nos multimercados

Como noticiou O GLOBO em julho, a queda intensa dos juros tem feito com que a Previ desacelere seu plano de vender ações para comprar títulos de renda fixa. Diferentemente dos outros fundos, a instituição tem nível elevado de aplicações em Bolsa e, na contramão dos seus pares, planejava reduzir essa exposição de cerca de 45% para 30% ao longo de sete anos. Agora, a Previ está revendo esse ritmo e aproveitando para diversificar a carteira.

A Previ fará nos próximos meses o primeiro investimento de sua história em fundos multimercados, categoria que tem liberdade mais ampla para fazer suas aplicações. Segundo o diretor de investimentos da Previ, Marcus Moreira, a fundação está avaliando 9 mil fundos. Ao fim do processo, o objetivo é filtrar de dez a 15 fundos, de até dez gestoras.

– Hoje, não temos nada em multimercados, uma vez que temos parcela significativa em ações, Mas com a carência de papéis atraentes de renda fixa, enxergamos esse segmento como uma oportunidade – observou Moreira.

Em outro exemplo de diversificação, a Previ aportou recentemente R$ 120 milhões em dois fundos de investimento imobiliário, um da XP e outro do Credit Suisse, com focos em shoppings e galpões logísticos.

Fonte: Discrepantes

Dirigentes bancários no RS e MA cobram cumprimento de acordo do BB

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Colegas que optaram por manter-se no lugar em que estão e que não querem saber de remoção começam a ser tratados como “excesso” pelo Banco do Brasil no Rio Grande do Sul. Sem cumprir acordos nas mesas de negociação permanentes o Banco do Brasil impõe transferências compulsórias para bancários que ficam longe de seus atuais de trabalho e alteram a vida das pessoas para muito pior.

Andar mais de 30 quilômetros para trabalhar. Enfrentar engarrafamentos. E aqueles que não quiseram aderir ao PAQ, estão sendo perseguidos por descomissionamentos e ameaças. É o caso de cerca de 50 bancários no Estado. Foi por causa desses colegas que dirigentes sindicais se encontraram com a gestora da Gepes Porto Alegre, Nádia Brugnara Soares, na quinta-feira, 17 de outubro.

Participaram da reunião representantes dos sindicatos do Paranhana, Guaporé, Rio Grande, Frederico Westphalen, da Fetrafi/RS e do SindBancários de Porto Alegre. Foi solicitada atenção especial aos casos de colegas que não aderiram à remoção.

Os representantes dos trabalhadores relataram casos de falta de vagas na própria cidade em que o bancário atua. “Não há vagas nem mesmo em cidades limítrofes, causando sérias complicações para os funcionários, com respeito à organização de suas vidas familiares e financeira”, explicou a diretora do SindBancários e funcionária do BB, Bianca Garbelini.

Durante a reunião, os dirigentes obtiveram alguns compromissos. “Tiramos da reunião o compromisso da Gepes de acompanhar os casos apresentados. Os Sindicatos do Interior, a Federação e o SindBancários estão acompanhando. Também tivemos a garantia de que haverá novas reuniões para tratar dos bancários ainda sob risco de remoção compulsória”, acrescentou a diretora da Fetrafi-RS, Priscila Aguirres.

Os dirigentes sindicais alertam os funcionários do Banco do Brasil a procurar seus sindicatos no Interior e na Capital, além da Federação, com suas demandas e preocupações. Os casos relatados serão levados a Gepes e acompanhados.

Descumprimento de acordo

Vale lembrar que o BB descumpre acordo estabelecido em mesa de negociação. O PAQ previa remoções, conforme representantes da direção do Banco do Brasil nas mesas de negociação permanente, para localidades distantes até 30 quilômetros do local de origem, a municípios limítrofes ou para a Região Metropolitana.

Outra promessa era transferência para locais em que houvesse linhas diretas de transporte coletivo intermunicipal. Os trabalhadores também seriam consultados, e os casos de transferências que apresentassem dificuldades para o trabalhador seriam tratados pontualmente. Nada disso vem acontecendo como combinado.

Cobrança também no Maranhão

O Sindicato dos Bancários no Maranhão (SEEB-MA) também cobra o fim das transferências forçadas que estão sendo realizadas pelo Banco do Brasil, no interior do Maranhão. Para o diretor do SEEB-MA e bancário do BB, Dielson Rodrigues, essa prática abusiva tem provocado graves prejuízos para a vida e para a carreira dos funcionários. Questionado pelo SEEB-MA, o BB diz que o objetivo das transferências é preencher vagas em aberto em unidades de difícil acesso mediante incentivo financeiro.

No entanto, por diversas vezes, o Sindicato já afirmou que essa medida não resolverá o problema da falta de funcionários, que foi agravado nos últimos anos pelos planos de demissão voluntária e aposentadorias. “A única forma de resolver esse déficit é a realização de novos concursos públicos e a contratação de mais bancários” – afirmou Dielson.

O diretor criticou, ainda, o fato dos funcionários serem transferidos de agências que possuem poucos bancários para outras que possuem quase nenhum. “No fim das contas, ambas as agências ficam com o quadro escasso, sobrecarregando os bancários e precarizando o atendimento à população” – explicou.

Fonte: SindBancários com Sindicato dos Bancários do Maranhão

Funcionários de alta patente do BB têm dificuldades para conseguir aposentadorias

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O INSS dificulta a concessão de aposentadorias de aproximadamente 200 funcionários de alta patente do Banco do Brasil. Uma delas é do vice-presidente de governo, João Pinto Rabelo Júnior. Quem acompanha o assunto diz que o governo alega falta de dinheiro para deferir os pedidos. Um deles foi feito em fevereiro e até agora nada.

Além das aposentadorias em si, os empregados do BB ainda têm direito ao FGTS porque são regidos pela CLT. “Cada um receberá, no mínimo, R$ 300 mil de FGTS”, diz um dos que pleiteam o benefício. O assunto chegará em breve no escaninho do ministro da Economia, Paulo Guedes, caso o INSS não consiga resolvê-lo.

Com a palavra

Procurado, o INSS informou que tem convênio firmado com o BB para que os requerimentos sejam feitos pela Previ. Contudo, a funcionária da Previ/BB, responsável por realizar os requerimentos, está afastada por motivos de saúde, o que gerou a situação.

A demora, diz, “é por parte daquela instituição, responsável por enviar os requerimentos ao INSS”. Já a Previ disse que não houve qualquer acúmulo de requerimentos de aposentadoria dos funcionários do BB e todos já foram analisados e aguardam tratamento por parte do INSS.

Fonte: Estadão

BB prepara mudanças no alto escalão, a primeira do governo Bolsonaro

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O Banco do Brasil prepara uma reestruturação em sua alta cúpula, a primeira no governo de Jair Bolsonaro, segundo apurou o ‘Estadão/Broadcast’, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. O entendimento da gestão Rubem Novaes, escolhido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para chefiar o banco, é de que a ampliação das vice-presidências do BB nas gestões anteriores ocorreu para acomodar indicados políticos.

O BB tem 9 vice-presidências, 27 diretorias e 12 unidades de negócios. A estrutura supera a dos concorrentes privados, que possuem entre três e quatro vice-presidências, no máximo, com exceção do Santander Brasil. A gestão anterior do BB fez tentativas de reestruturação, mas não tocou em questões críticas como a redução de cargos de direção. Agora, as mudanças devem atingir as vice-presidências de varejo, agronegócios, tecnologia e governo, de acordo com fontes.

Ontem, o assunto foi debatido durante longa reunião do Conselho de Administração do BB. O martelo, contudo, ainda não estaria batido e as mudanças estão sendo discutidas.

Dentre as possibilidades, está desmembrar a vice-presidência de negócios de varejo, antes capitaneada por Marcelo Labuto, que deixou o BB no início do ano para reforçar o quadro do concorrente Santander. Uma alternativa, conta uma fonte, é dividir as atividades entre a vice-presidência de distribuição de varejo, tocada por Carlos Motta dos Santos, e a de tecnologia chefiada por Fabio Barbosa.

Já estaria definido, por exemplo, que a diretoria de canais digitais, uma das mais relevantes na vice-presidência de negócios de varejo, será integrada à de tecnologia. Outra vice-presidência que deve passar por mudanças é a de governo, que tem João Pinto Rabelo Júnior no comando. Tradicionalmente ocupada por indicações políticas, a área pode ser integrada à de agronegócios, cujo destino também está em análise.

Como grande parte dos créditos no segmento tem foco na pessoa física, diz uma fonte, uma possibilidade é combinar parte dessa estrutura também em uma vice-presidência única de negócios de varejo.

Outra mudança no radar é a unificação de algumas áreas corporativas do BB como jurídico, marketing e segurança. Também causa desconforto na gestão atual o fato de vice-presidentes e diretores do banco participarem de conselhos de administração de outras empresas.

Planos

Um estudo chegou a ser feito pela consultoria Mckinsey em 2017 para apontar possíveis movimentos de redução na estrutura do BB. Uma das propostas era justamente o movimento considerado pela administração atual, de fundir as vice-presidências de agronegócios e governo. Questões políticas, contudo, impediram que a máquina do BB fosse enxugada na ocasião.

Entre analistas, o movimento de reestruturação do BB é bem recebido sob a ótica de corte de custos, eficiência e governança corporativa. Um deles, na condição de anonimato, lamenta que esse passo ocorra somente após o banco ter perdido executivos de peso para a iniciativa privada.

No início do ano, o então vice-presidente de negócios de varejo do BB, Marcelo Labuto, renunciou ao cargo. Antes dele, Rogério Panca, de meios de pagamentos, e Alberto Monteiro, que chefiava a vice-presidência de relações com investidores, também saíram da instituição rumo ao Santander Brasil.

Neste ano, sob a gestão de Rubem Novaes, o BB fez um programa de demissão voluntária, chamado pelo banco de Programa de Adequação de Quadros (PAQ), com mais de 2,3 mil adesões. O objetivo era adequar o pessoal às necessidades do banco. Agora, a perspectiva é ir além. Procurado, o BB não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

Ex-BB Marcelo Serfaty deve presidir conselho de administração do BNDES

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O ex-conselheiro do Banco do Brasil, Marcelo Serfaty, já tem destino dentro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele deve presidir o Conselho de Administração do banco de fomento no lugar de Carlos Thadeu de Freitas Gomes. Sócio-fundador do fundo de private equity (que compra participação de companhias) G5 Partners, Serfaty chegou ao BNDES com a missão de ajudar e acelerar no processo de venda de ativos, que até aqui tem deixado a desejar.

Tá puxado. A troca no colegiado do banco de fomento ocorre após a destituição do diretor de Investimentos, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, André Laloni, que pediu licença do banco após falta de apoio da direção para tocar a agenda de desinvestimentos. Serfaty substituirá Gomes que, antes de comandar o colegiado da instituição, ocupou o cargo de diretor do BNDES entre agosto de 2017 a janeiro deste ano.

Falou demais. Internamente havia quem visse com preocupação declarações recentes dadas por Carlos Thadeu Gomes à imprensa. A mais recente foi sobre a destituição de Laloni enquanto o tema ainda estava em votação no Conselho.

De cima. A indicação de seu nome, que fica a cargo do governo, já teria sido feita e está no Comitê de Elegibilidade do BNDES. No BB, Serfaty era o conselheiro independente indicado pelo Ministério da Economia. O nome tem de ser votado em Assembleia Geral Extraordinária do banco. Procurado, o BNDES não comentou. O Ministério da Economia também não se manifestou.

Renúncia no BB Seguridade

A BB Seguridade, empresa de seguros e previdência do Banco do Brasil, informou a renúncia do presidente do conselho de administração, Marcelo Augusto Dutra Labuto.

“Para exercer tal função, os membros do Conselho de Administração elegeram o Sr. Carlos Motta dos Santos, atual vice-presidente do órgão colegiado”, disse em comunicado ao mercado.

Fonte: Estadão com UOL

BB tem 30% das novas ações compradas por pessoas físicas, por R$ 7 bilhões

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O Banco do Brasil conseguiu atrair R$ 7 bilhões em investimentos de pessoas físicas para sua reemissão de ações. Uma parcela de 30% da operação foi destinada ao varejo, superando a marca da oferta da Petrobras, em junho, quando pessoas físicas ficaram com pouco mais de 20% do volume.

O resultado foi bem recebido pelo mercado financeiro. As ações ordinárias do BB fecharam na sexta-feira, 19, em alta de 2,56%, cotadas a R$ 46,06.

Ao ultrapassar a marca de R$ 7 bilhões somente no público de varejo, a demanda seria mais suficiente do que todo o valor da oferta, de R$ 5,8 bilhões. Deste total, 40% foram captados com investidores estrangeiros.

Por causa da alta demanda de investidores, os bancos que coordenaram a oferta conseguiram puxar para cima o preço da ação que no início da oferta estava em R$ 43,42. As próprias ordens dos investidores institucionais estavam abaixo desse patamar, concentradas em R$ 43, mas o preço foi elevado para R$ 44,05, valor superior ao cotação no dia em que a oferta foi lançada.

Resultados

A elevada demanda do investidor pessoa física vem a reboque de uma reviravolta nos resultados do BB nos últimos anos. Além de mais lucrativo, o banco conseguiu melhorar sua rentabilidade, encostando nos rivais privados.

Fonte: Exame

Negada distribuição do superávit da Previ aos beneficiários do plano

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A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) negou provimento ao recurso ordinário interposto por três Sindicatos dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Santos) e pela Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) contra decisão da 8ª Vara do Trabalho de Brasília a qual rejeitou ação coletiva que solicitava a distribuição de metade do superávit da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) aos beneficiários do plano. A causa envolve R$ 7,5 bilhões.

O relator do recurso, desembargador Alexandre Nery, rebateu a argumentação das entidades sindicais de que o artigo 202 da Constituição Federal não se aplicaria no caso porque a Previ foi criada antes de 1988. O parágrafo 2ºdo artigoo prevê que as contribuições do empregador, os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não integram a remuneração dos participantes, nos termos da lei.

Cabe repelir essa argumentação sob pena de considerar-se, então, possível estabelecer vazios normativos em que o Estado não teria norma alguma de regência e a desprezar-se, ainda, a consideração de que hão há direito adquirido em face da Constituição. Que regula, à sua conta, a própria preservação dos atos pretéritos, mas permite avançar para elencar nova estrutura normativa a partir de sua promulgação ou de emendas constitucionais que a alterem, apontou o relator.

Paridade – O desembargador apontou ainda que o artigo 3º do artigo 202 estabelece a paridade contributiva (o patrocinador e o participante do fundo de pensão contribuem de forma igualitária) quando envolvida entidade de previdência privada patrocinada por sociedade de economia mista, como é o caso da Previ, cujos clientes são funcionários do Banco do Brasil.

Se a Constituição exige das entidades estatais, paridade do aporte contributivo, eventual retorno por superávit deve igualmente encontrar, entre seus contribuintes, a mesma paridade descrita pela Constituição, sob pena de instituir anomalia não admitida pela norma constitucional, alegou o desembargador.

Segundo o relator, a Lei Complementar 109/2001, que regulamentou a previdência complementar fechada, estabeleceu que o superávit dos planos de benefícios das entidades será destinado à constituição de reserva de contingência, para garantia de benefícios, até o limite de 25% do valor das reservas matemáticas (diferença entre os benefícios futuros e as contribuições futuras dos participantes e das patrocinadoras).

A lei previu ainda que, formada a reserva de contingência, com os valores excedentes será constituída reserva especial para revisão do plano de benefícios sendo que a não utilização da reserva especial por três exercícios consecutivos determinará a revisão obrigatória do plano de benefícios da entidade. Além disso, se a revisão do plano de benefícios implicar redução de contribuições deverá ser levada em consideração a proporção existente entre as contribuições dos patrocinadores e dos participantes, inclusive dos assistidos.

Contudo, mesmo com essa consideração, não se percebe ter havido indicação de transferência de superávit ao Banco do Brasil pela PREVI, mas apenas o uso do fundo segregado decorrente deste excedente específico em prol de suspensão contributiva pelo empregador e patrocinador, em situação paritária à dos empregados e participantes.

Reserva – O relator afirmou que a o dispositivo da Resolução 26/2008 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar, que prevê a reversão de valores aos participantes, como modo de utilização da reserva especial, é ilegal, pois afronta a Lei Complementar 109/2001. A legislação complementar não previu reversão direta de valores aos contribuintes, mas apenas a reversão indireta, assim aquela compreendida na mera suspensão ou redução contributiva ou no implemento de benefícios, mediante revisão do plano, desde que assegurada contrapartida à outra parte, explicou.

Não há, na lei, qualquer permissivo à reversão de valores decorrentes de superávit diretamente ao patrocinador ou aos participantes, mas apenas o efeito de benefício indireto pela redução contributiva, assim inclusive a que decorre da suspensão temporária à contribuição, observada, em relação a entidades como a Previ, a necessária paridade entre os dois grupos quando ao benefício auferido, ou, havendo similitude, na melhoria de benefícios do grupo de participantes e assistidos se houver igual correspondente segregação de valores em favor dos patrocinadores, sustentou o desembargador.

Na avaliação do desembargador, não foi demonstrada a alegada transferência direta de valores dos fundos previdenciais para o Banco do Brasil, já que não se pode ter a mera ameaça de tal ocorrência como consubstanciada, nem mesmo ameaça efetiva e real a indicar a perversão da regra legal.

Fonte: JusBrasil

Campanha #Não mexe no meu BB da ANABB está cada dia mais forte

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Desde o início da campanha #Não mexe no meu BB em defesa do Banco do Brasil e seus funcionários temos recebido muitas mensagens de apoio. E os números refletem a força que essa iniciativa lançada pela ANABB alcançou na internet e nas redes sociais. Mais de 16 milhões de pessoas foram engajadas, ou seja, comentaram, curtiram ou compartilharam as publicações divulgadas pela campanha. Além disso, os materiais publicados nas mais variadas plataformas digitais e eletrônicas já foram visualizados mais de 52 milhões de vezes.

A forte comunicação com a veiculação de anúncios na televisão; publicação de conteúdos no site da ANABB, Facebook, Twitter, Instagram e YouTube; o envio de milhares de e-mails; mensagens de WhatsApp; de cartas aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, associações comerciais e entidades de classe; veiculação de artigos em jornais e colunas, além da pesquisa com 300 parlamentares sobre a importância do BB para a Nação garantiram o reconhecimento nacional do movimento.

E vamos continuar, pois sabemos a importância que o BB e os funcionários representam para o Brasil. Participe você também, acompanhe nossas redes sociais, faça comentários, curta, compartilhe conteúdos, inclusive por WhatsApp, e sempre utilize a hashtag #nãomexenomeuBB.

Campanha #nãomexenomeuBB

Para fazer funcionar uma Instituição com tamanho porte e tanta importância, o BB conta com o empenho e dedicação de 96,8 mil funcionários. Foi justamente a valorização destes funcionários, da ativa e aposentados, que motivou a ANABB a lançar o movimento Não mexe no meu BB e, com ele, uma campanha nacional para mostrar à sociedade a relevância do Banco do Brasil enquanto agente indutor dos avanços sociais e econômicos no País.

O BB é motor do agronegócio e da agricultura familiar, gera divisas na exportação, produz o alimento dos brasileiros, oferece suporte a micro e pequenos empreendimentos, contribui para geração de trabalho e renda e apoia políticas de sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional. Os funcionários do Banco do Brasil participaram ativamente da geração de riqueza no País, estão trabalhando arduamente pelo desenvolvimento nacional e vão seguir colaborando para projetar o futuro da Nação. Para estar à altura dos desafios do Brasil, é preciso ter a força de quem trabalha no Banco do Brasil.

Fonte: Agência ANABB

BB é condenado por assédio moral pelo Ministério Público do Trabalho na BA

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Diante de diversos casos de assédio moral, o Banco do Brasil foi condenado a pagar indenização coletiva de R$ 600 mil, além de ser obrigado a divulgar os termos da decisão para todos os funcionários. Porém, a instituição financeira só tem propagado a decisão judicial na rede interna da Dipes (Divisão de Ética e Ouvidoria Interna).

Segundo as acusações do MPT (Ministério Público do Trabalho), as denúncias são sobre retaliação a grevistas, descomissionamento como forma de punição pelo ingresso de ação judicial, isolamento de empregado portador de HIV, além de desrespeito à licença-maternidade.

A condenação foi da 7ª Vara do Trabalho em Brasília e confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO), baseada após denuncias de comportamento abusivo de uma gerente do banco na capital do país.

A sentença também estipula que o BB é obrigado a constituir uma comissão especial capaz de receber, apurar, além de investigar e prevenir casos de assédio moral. O banco recorreu da decisão.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

Em crise, setor de café ganha linha de crédito do BB para quitar dívidas

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Com objetivo de conter o déficit causado pela baixa de preços no setor de cafeicultura, o Banco do Brasil (BB) criou uma linha emergencial de crédito a fim de prolongar em até 12 anos prazos para pagamento de dívidas de produtores. A área sofre com queda na produção desde o ano passado, mas a situação se agravou nos primeiros meses de 2019.

A medida foi lançada nesta segunda-feira (22) em Belo Horizonte, durante evento que reuniu representantes do agronegócio mineiro, agentes do Legislativo estadual e federal e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

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Produtores presentes na apresentação do projeto afirmam que a perda de faturamento no período chega a 80%. A principal causa é a disparidade entre o preço de produção do café, que gira em torno de R$ 400 e R$ 500, e o valor de revenda da mercadoria, que varia entre R$ 250 e R$ 400.

O problema se arrasta há cerca de dois anos, mas se intensificou a partir de abril de 2019, quando o preço da mercadoria começou a cair mais rapidamente, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).

Com isso, Zema foi para Brasília no início do mês pedir apoio ao Ministério da Agricultura e à direção nacional do BB. O BB oferece duas novas alternativas para que produtores renegociem dívidas de contratos de financiamento firmados com a entidade.

A primeira consiste no alongamento dos débitos por cinco anos, com parcelas que podem ser mensais, anuais ou trimestrais, a serem cobradas a partir de 2020. Nesta opção, os empresários ainda podem fazer outros financiamentos com o banco e as taxas de juro são iguais àquelas acordadas anteriormente.

A segunda, mais drástica, visa auxiliar produtores que não têm capacidade de honrar suas dívidas e estende o pagamento em até 12 anos. Nessa categoria, empresário fica impossibilitado de buscar mais crédito com o banco até que 50% da quantia devida seja quitada e há juro adicional de 0,8% ao mês.

Nas duas opções oferecidas pelo BB não é necessário que o produtor apresente um laudo técnico de sua cafeicultura, nem comprove que pode pagar. A única documentação pedida pela operadora de crédito é um termo assinado pelo cliente requisitando o prolongamento da dívida.

Já em vigor, a linha de crédito tem teto de R$ 3 milhões para grandes produtores e R$ 1,5 milhão para pequenos. A medida está disponível a todas as 264 mil cafeiculturas brasileiras, das quais 123 mil são em Minas. O Estado representa 46,6% da produção nacional.

O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio da Costa, explica que as alternativas oferecidas foram pensadas para que a cafeicultura continue em atividade. “O crédito é muito importante para o produtor rural e essa solução foi feita especialmente para o de café. A medida vai abranger mais de 80% desses empresários em todo o Brasil”, diz.

“Nossa cafeicultura tem enfrentado grandes dificuldades, quebra na safra e na qualidade do café, e preços muito baixos. Os produtores têm muita dificuldade de honrar seus compromissos junto aos bancos”, afirma Ana Maria Soares Valentine, Secretária de Agricultura, Pecuária e Agricultura do Estado de Minas Gerais. Presente, o governador Romeu Zema não falou com a imprensa.

Esperança

As linhas de crédito apresentadas ontem pelo Banco do Brasil para o setor de cafeicultura brasileiro animam produtores. Breno mesquita, vice presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e presidente da comissão nacional de café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), acredita que a linha de crédito não é uma solução definitiva, mas deve ajudar produtores. “Esperamos que seja uma abertura para outros agentes financeiros oferecerem alternativas do tipo”, afirma.

Admar Rodrigue Soares, cafeicultor na cidade Manhumirim, na Zona da Mata, e presidente da Câmara do Café do Leste de Minas, afirma que a classe espera estabilidade e segurança com a nova linha de crédito. “Quem depende da renda do café está em crise”, diz.

João Valério Cardoso, produtor rural do município de Alto Jequitibá, região da Zona da Mata, afirma que o café move a região e toda a cidade sofreu com a baixa de preços. “Cada dia estamos em situação mais delicada e, em 2019, tivemos vários problemas. Eu produzia 3 mil sacas por ano e agora colho 900. A perda é assustadora”, conta.

Fonte: Jornal O Tempo

BB e Caixa disponibilizam R$ 450 milhões a empresários do Mato Grosso do Sul

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Com a expectativa de movimentar a economia de Mato Grosso do Sul neste fim de ano, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal anunciaram, nesta segunda-feira (21), durante reunião na sede do Sebrae/MS, em Campo Grande, com representantes do setor produtivo, a disponibilização de R$ 450 milhões em linhas de crédito para as micro, pequenas e médias empresas do Estado utilizaram como pagamento do 13º salário e capital de giro. Pelo menos R$ 250 milhões são oriundos de linhas de crédito da Caixa, enquanto os outros R$ 200 milhões restantes são do Banco do Brasil via financiamento do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste).

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Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, que também preside o Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, os recursos vão ajudar a alavancar a economia do Estado. “Entendemos que este é um momento muito significativo na retomada da economia. Mato Grosso do Sul vem se consolidando em todos os setores e pensamos de que forma poderíamos alavancar ainda mais a economia e conversamos com os representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, dois parceiros que têm contribuído para o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou.

Só no FCO Empresarial, ainda estão disponíveis em Mato Grosso do Sul R$ 200 milhões para projetos, desde que as solicitações sejam encaminhadas até dia 14 de novembro. “Até agosto deste ano, já registramos 1.750 operações do FCO Empresarial e ainda temos recursos disponíveis para essa modalidade. Estamos aproveitando para anunciar uma linha especial que é o FCO Giro 13º salário, com taxas atrativas para os empresários. Todas as nossas agências já estão preparadas para atender os interessados, com recursos suficientes para atender toda a demanda que surgir”, ressaltou o superintendente do Banco do Brasil, Sandro Grando.

Já o superintendente da Caixa Econômica Federal, Evandro Lima, explicou que o banco disponibiliza para os micro e pequenos empresários R$ 250 milhões em linhas de crédito específicas para 13º salário. “A linha 1 com recursos do PIS (Programa Integração Social), com taxas de 0,83%, a linha 2 com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e também acessível a qualquer cliente, e linha 3, com recursos próprios da Caixa e taxa de juros a partir de 0,95% ao mês. Temos condição de atender qualquer empresa que nos procurar”, detalhou.

Ele ainda reforçou que, somado a esse valor, a Caixa Econômica Federal também injetará, até o fim do ano, R$ 430 milhões referentes ao saque imediato do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). “Já foram liberados R$ 215 milhões e, até dezembro, serão mais R$ 215 milhões. Isso é uma forma de dinamizarmos a economia porque são valores pequenos que as pessoas sacam em dinheiro e que têm, portanto, uma aderência muito grande no comércio e nos serviços, dando de fato maior celeridade à economia neste final de ano. Queremos movimentar a economia, gerar emprego e renda neste período através de empréstimos e financiamentos”, completou.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, destacou que os empresários que desejam solicitar o FCO Empresarial têm apenas 20 dias para encaminhar seus projetos. “A nossa meta é que consigamos terminar o ano com 100% dos recursos aplicados. E o CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO) já me deu anuência de aprovar os projetos que chegarem à Semagro para resolvermos tudo nesses 20 dias. Então essas são ações de curto prazo importantes para que a gente chegue até o final do ano dando condições ao setor produtivo”, salientou o secretário, que também presidente o CEIF/FCO.

Já o secretário estadual de Governo, Eduardo Riedel, ressaltou que Mato Grosso do Sul conquistou o 5º lugar entre os Estados mais competitivos no Prêmio Excelência em Competitividade 2019. “E isso tem muito a ver com o que está acontecendo aqui hoje. Quando temos instituições públicas e privadas unidas e buscando o mesmo objetivo, que é o desenvolvimento do nosso Estado, conquistamos bons resultados e nossa população passa a se sentir respaldada e com confiança para investimentos”, finalizou.

Além do presidente da Fiems e do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, Sérgio Longent, também participaram da reunião os outros representantes do setor produtivo de Mato Grosso: o presidente da Famasul, Mauricio Saito, o presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, e o presidente da Faems, Alfredo Zamlutti.

Fonte: Jornal da Nova

Bancos fecham 1.928 postos de trabalho só em setembro, aponta Caged

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De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), somente em setembro os bancos cortaram 1.928 postos de trabalho. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o saldo negativo de contratações já alcança 3.328 empregos bancários. Desde 2013, a categoria perdeu 63.934 postos de trabalho.

“O saldo negativo de postos de trabalho em setembro, superior ao acumulado de todos os meses anteriores de 2019, é inadmissível e foi fortemente impactado pelos planos de demissões voluntárias do Itaú, Caixa e BB. Esses números escancaram a falta de responsabilidade social dos bancos, que apenas no primeiro semestre lucraram R$ 50,5 bilhões [Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil], crescimento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo enquanto concessões públicas, que faturam alto com tarifas e juros extorsivos cobrados da população, os bancos oferecem muito pouco retorno para a sociedade”, critica a diretora de Comunicação do Sindicato, Marta Soares.

As demissões sem justa causa representaram 52,8% do total de desligamentos no setor nos nove primeiros meses de 2019. As saídas a pedido do trabalhador representaram 38,1%. Entre janeiro e setembro foram, ainda, registrados 158 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, a Reforma Trabalhista, em vigência desde novembro de 2017.

“Como concessões públicas, os bancos deveriam oferecer retorno à sociedade na forma de crédito a juros civilizados, tarifas não abusivas e criação de vagas de empregos. Porém, em um cenário de crise, com mais de 12 milhões de desempregados, no qual ainda assim o setor financeiro segue batendo recordes de lucratividade, os bancos vão na direção contrária. Mesmo cobrindo com folga todos os gastos com pessoal apenas com a receita de tarifas cobradas dos clientes, seguem cortando postos de trabalho”, enfatiza Marta

Para a diretora do Sindicato, os cortes de postos de trabalho prejudicam não somente bancários, mas também o país como um todo. “Os bancários que permanecem no setor enfrentam uma sobrecarga de trabalho e níveis de adoecimento cada vez maiores. A população, por sua vez, tem o atendimento cada vez mais prejudicado. Além disso, os cortes nos bancos contribuem para a já elevada taxa de desemprego no país”

Rotatividade

Além de maximizar seus lucros por meio dos cortes de postos de trabalho, os bancos também lucram com a rotatividade no setor. Segundo o Caged, em setembro, o salário médio dos bancários que ingressaram no setor (R$ 4.458) corresponde a apenas 57% do que recebiam em média os trabalhadores desligados (R$ 7.811).

Desigualdade de gênero

Os dados do Caged também escancaram a desigualdade de gênero no setor bancário. As 11.965 mulheres admitidas nos bancos entre janeiro e setembro de 2019 receberam, em média, R$ 3.938,85. Esse valor corresponde a 75,6% da remuneração média dos 14.151 homens contratados no período. Constata-se uma diferença de remuneração ainda maior entre homens e mulheres nos desligamentos. As 14.319 mulheres desligadas dos bancos recebiam, em média, R$ 5.920,32, o que representa 72,8% da remuneração média dos 15.125 homens desligados no período.

“O Caged revela a permanência da desigualdade de gênero no setor bancário, que aumenta ainda mais com o avanço na carreira, ainda que dados levantados pelo Censo da Diversidade 2014 demonstrem que as mulheres bancárias são mais escolarizadas que os homens. Para combater essa realidade, é fundamental a conheçamos em detalhes. Para isso, é de extrema importância que todos os bancários e bancárias respondam ao Censo da Diversidade 2019, uma conquista da Campanha Nacional 2018. Com os dados, o Sindicato e demais entidades representativas terão mais argumentos para cobrar dos bancos, nas negociações, medidas que promovam maior igualdade de oportunidades e remuneração no setor”, conclui Marta.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil projeta economia de R$ 67 milhões com troca de lâmpadas

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Com o intuito de aumentar a eficiência energética, o Banco do Brasil moderniza a iluminação de suas dependências e, até o final de 2020, substituirá, em todo o país, aproximadamente 1,5 milhão de lâmpadas fluorescentes por luminárias LED. A expectativa é de que, ao longo dos 30 meses do projeto, a iniciativa gere uma economia financeira acumulada de até R$ 67 milhões.

A troca das lâmpadas pelo BB começou em 2017. Até agora, foram substituídas mais de 1,2 milhão, o que vem promovendo a redução de despesas acumuladas de aproximadamente R$ 42 milhões e redução na emissão de quase 400 toneladas de gases de efeito estufa. Ao todo, 374 toneladas de CO2 deixaram de ser emitidos pelo BB, o equivalente ao plantio de 2.600 árvores.

Quando concluído, esse movimento vai proporcionar uma redução do consumo de energia de cerca de 6 GWh por mês, o equivalente ao gasto de mais de 30 mil residências com consumo médio de 2.400 kWh/ano (similar ao teto da tarifa social). Outro ponto importante é que as lâmpadas de LED são fabricadas com uma estrutura 95% reciclável, o que torna o descarte muito mais fácil em relação às fluorescentes. O modelo ainda gera uma economia de até 12,5% na conta de energia e dura cerca de 25 mil horas, contra oito mil horas das lâmpadas fluorescentes.

Fonte: O Debate

Ministério da Justiça recomenda denunciar vendas casadas em bancos

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Quem já pesquisou as condições para pegar dinheiro emprestado com um banco para adquirir um imóvel sabe que, na hora de conceder crédito imobiliário, as instituições financeiras costumam oferecer taxas de juros menores para quem já é correntista ou contrata um serviço, como, por exemplo, um seguro.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o que o Mercado chama de “relacionamento com o cliente”, pode configurar uma venda casada. Ou seja, uma prática legalmente proibida, que se caracteriza por condicionar a oferta de um produto ou serviço à aquisição de outro. Segundo o secretário nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Luciano Timm, esse tipo de prática deve ser denunciada para que as autoridades públicas possam, se necessário, adotar alguma providência.

“Queremos saber se isto é um problema. Tendo provas, tomamos as medidas [necessárias]”, disse Timm ao participar, hoje (16), da cerimônia de assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para proteger da oferta indevida de serviços bancários os produtores rurais que solicitam crédito agrícola.

Embora uma simples simulação de financiamento no site de alguns dos principais bancos financiadores demonstre que taxas de juros menores são oferecidas a quem se dispõe a se tornar cliente ou contratar serviços da instituição, Timm afirma que, para que a Secretaria Nacional do Consumidor possa fazer algo, é preciso que quem se sinta prejudicado registre uma queixa formal. O que pode ser feito na plataforma consumidor.gov.br, que é monitorada pela Secretaria Nacional do Consumidor, pelos Procons e pelos Ministérios Públicos.

“Este é um primeiro passo. Sem dados, sem reclamações [não há o que fazer]. As coisas não caem do céu. É preciso batalhar. Reclamar na plataforma, no Procon, nos dar informação. Nós, então, tomamos as medidas cabíveis”, acrescentou o secretário nacional.

Ao comentar o acordo assinado com o Ministério da Agricultura para buscar resolver a reclamação específica dos produtores rurais, o secretário nacional disse que, além de oferecer uma possibilidade para o denunciante resolver seu problema individual, o portal consumidor.gov.br permite às autoridades conhecer as queixas mais frequentes e adotar soluções mais amplas para eventuais problemas. “Teremos base fática para fazer política pública”,

Segundo a economista do Idec, Ione Amorim, é no mínimo “complicado” uma instituição vincular taxa de juros à aquisição de produtos e serviços bancários. “A fronteira entre a fidelização de clientes e a venda casada é muito tênue. Ainda assim, esta é uma prática recorrente que os consumidores têm que denunciar, pois os bancos usam e abusam disso que pode ferir as práticas concorrenciais”, declarou a economista a Agência Brasil.

Segundo Ione, o simples fato de consumidores temerem ter um empréstimo negado ao reclamar da pressão para adquirirem outros produtos bancários – a exemplo do que, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acontece com os produtores que solicitam o crédito agrícola subvencionado pelo governo – é um indício. “Os consumidores que precisam de crédito estão acuados, com medo de denunciar. E isto, por si só, já configura o quanto o sistema é abusivo. No entanto, se as pessoas se calarem, consubstanciarão tal prática.”

A economista aconselha que, antes de registrar uma queixa junto ao Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) ou na plataforma consumidor.gov.br, o consumidor que se sentir prejudicado procure o SAC do banco. “A própria instituição tem que reconhecer a abusividade destas práticas quando elas ocorrerem.”

Procurada pela Agência Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban),principal entidade representativa do setor bancário brasileiro, disse os bancos “assumiram diversos compromissos públicos com os consumidores que vão além do estritamente legal. Além disso, a entidade e as instituições financeiras têm atuado em sintonia com o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e com a Senacon, na defesa dos clientes e de seu direito a recorrer a outras instâncias, como os órgãos de defesa do consumidor ou plataformas como o site consumidor.gov.br, para avaliação e atendimento de queixas no relacionamento com o setor bancário”.

Em nota, a entidade ressalta que as instituições financeiras também contam com canais de atendimento ao consumidor. “Importante esclarecer que as taxas de juros cobradas pelos bancos variam entre as instituições financeiras conforme a avaliação de risco dos clientes; e essa avaliação leva em consideração um conjunto de fatores, entre eles o histórico de relacionamento de cada banco com cada demandante de crédito”, concluiu a Febraban.

Fonte: Agência Brasil