‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do BB sobre 2026 — e o que vem depois da crise

Publicado em: 23/04/2026

Depois de atravessar um ciclo pesado de inadimplência, provisões e pressão sobre a rentabilidade, o Banco do Brasil (BBAS3) mudou o tom do discurso. Em vez de prometer uma virada rápida, a mensagem é que a recuperação vai precisar de tempo. À frente do banco, a CEO Tarciana Medeiros foi direta: 2026 não será o ano da colheita.

“Será um ano de reestruturação, de retomada, de crescimento. Não vai ser fácil, especialmente no primeiro semestre”, afirmou Medeiros, durante o BB Day, realizado nesta quinta-feira (23), na cidade de São Paulo.

Na visão da CEO, o próximo ciclo será sobre consolidar mudanças. Isso inclui um redirecionamento claro da estratégia de crédito — com mais filtros, mais garantias e uma abordagem mais seletiva na concessão.

“Não é crescer por crescer. Vamos crescer com a prudência necessária, sem deixar de fazer crédito, mas com mitigadores de risco mais modernos e adequados a cada linha de crédito na carteira”, disse.

“Esse trabalho está sendo feito, mas vai demandar tempo para ver o resultado. Estamos construindo 2026 pensando na próxima década do Banco do Brasil.”

A fala da presidenta ajuda a entender o pano de fundo do Banco do Brasil. Para Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, o banco vem de um choque relevante.

“O ano de 2025 foi, provavelmente, o mais desafiador da história do Banco do Brasil. Foi uma tempestade perfeita”, afirmou Tobias.

A combinação de fatores macroeconômicos e setoriais atingiu em cheio a carteira do agronegócio, elevando a inadimplência, exigindo provisões bilionárias e pressionando os resultados.

Agora, com esse ciclo ainda em digestão, o banco tenta convencer o mercado de que o foco deve sair do retrovisor — e se voltar para a estratégia que começa a ganhar forma.

A nova estratégia do Banco do Brasil (BBAS3)

Para os executivos, o principal “trunfo” o Banco do Brasil para recuperar a força dos resultados no futuro é a capilaridade do ecossistema da instituição, ampliando o peso de outras avenidas de receita.

A ideia, nas palavras do CFO, é transformar o BB em uma espécie de “galáxia” financeira, onde diferentes unidades de negócio orbitam e sustentam o resultado consolidado — reduzindo a dependência de ciclos específicos, como o do agronegócio.

“Temos certeza que, com a estratégia de fortalecer esses planetas em volta do conglomerado BB, vamos conseguir garantir uma entrega de valor para os nossos acionistas, passar por este momento de ajustes e retomar a rentabilidade do tamanho desta galáxia chamada Banco do Brasil”, afirmou Tobias.

Hoje, esse ecossistema já tem peso relevante no balanço. Mais de 80 empresas fazem parte do conglomerado, e cerca de 52% do resultado vem de subsidiárias ligadas a áreas como seguros, meios de pagamento, consórcios e mercado de capitais.

“São as forças entre esses diferentes planetas que efetivamente nos permitem, apesar do aumento dentro do risco do crédito num patamar nunca visto antes na história do Banco do Brasil, continuar entregando um ROE de dois dígitos para os nossos acionistas”, disse o executivo.

As avenidas de crescimento do Banco do Brasil

Tobias revelou que o setor de seguros está no centro da estratégia da administração para consolidar a força dos resultados do Banco do Brasil daqui para frente.

Entre os destaques está a BB Seguridade (BBSE3), frequentemente vista pelo mercado como um porto seguro dentro do grupo. “Temos muitas avenidas de crescimento nesse planeta e muitas coisas para ainda serem exploradas”, afirmou Tobias, reforçando o papel da operação de seguros como geradora de valor recorrente.

Outro pilar que ganha protagonismo é o negócio de consórcios. O que antes era uma operação menor hoje se tornou líder de mercado, com R$ 150 bilhões sob gestão e 1,7 milhão de cotas ativas.

Além de ampliar receitas, o segmento funciona como alternativa de financiamento mais barata para clientes — algo especialmente relevante em um ambiente de juros elevados.

Na frente de meios de pagamento, o banco também aposta em um ecossistema integrado que inclui participações em empresas como Cielo, Elo, Alelo e Livelo.

“Esta é uma avenida extremamente importante de proximidade e de soluções para as nossas clientelas, mas também de geração de valor”, disse o executivo. “Esse planeta também tem nos propiciado a sustentabilidade do nosso resultado.”

A estratégia agora é conectar essas operações de forma mais eficiente ao restante do grupo, ampliando sinergias e geração de valor.

Para isso, o banco já iniciou uma reorganização interna, transformando a antiga área de governança dessas participações em uma unidade focada em parcerias estratégias.

Segundo Tobias, o próximo passo é elevar a unidade ao nível de diretoria estatutária, para que “efetivamente esteja presente estatutariamente a responsabilidade do Banco do Brasil em fazer a gestão de toda essa galáxia de planetas que geram resultado”.

O foco do BB também se estende ao mercado de capitais, com a parceria com o UBS, um banco de investimentos próprio e o fortalecimento de uma gestora que já soma R$ 1,8 trilhão em ativos sob gestão. A ambição aqui é ampliar o leque de produtos e capturar mais valor na relação com clientes corporativos.

O Banco do Brasil também está de olho na expansão da atuação no exterior, começando a dar passos mais concretos para se posicionar como uma plataforma global.

Um exemplo é o lançamento do Pix na Argentina, em parceria com o Banco Patagonia. O objetivo é abrir caminho para a exportação da tecnologia de pagamentos instantâneos brasileira para outros mercados. “O nosso desafio agora é levar o Pix para os Estados Unidos”, disse o diretor.

Entre os planos para o exterior, também está a ambição de fortalecer a atuação focada na pessoa física em Portugal.

O caminho da recuperação do Banco do Brasil

Apesar da agenda robusta, a administração do Banco do Brasil (BBAS3) faz questão de calibrar as expectativas. A recuperação não deve ser imediata, e muito menos linear.

“O nosso compromisso é garantir a sustentabilidade do resultado do Banco do Brasil no longo prazo. Eu sei que o mercado, o investidor, o analista, ele acaba tendo uma tendência a olhar muito no trimestre, mas queremos trazer uma perspectiva mais longa”, disse Tobias.

Ao comparar o momento atual com crises passadas, como a de 2016, o executivo evitou promessas de retomada rápida. A leitura interna é que o ciclo do agronegócio ainda pode passar por ajustes, e a trajetória de recuperação pode ser irregular.

“Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, na nova safra que ainda vai ser colhida… Se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U, ainda não sabemos. Eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W”, afirmou o executivo.

Segundo a CEO do BB, a melhora da qualidade dos ativos acontecerá em ‘U’, mas a trajetória dos resultados tende a vivenciar altos e baixos ao longo de 2026.

“Este ano é um ano de El Niño. Isso significa ter lugares onde a produtividade vai ser muito maior e outros em que a produtividade vai ser menor do que o previsto. Por si só, a inconstância e a incerteza em relação a como essa produtividade acontece no país traz para nós um gráfico em W”, disse a CEO.

Fonte: Seu Dinheiro

Recuperação do Banco do Brasil será em W, diz CFO Marco Geovanne Tobias

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O vice-presidente de finanças (CFO) do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias, acredita em uma recuperação da companhia em W. O comentário foi declarado durante evento do Banco do Brasil com investidores e analistas do mercado financeiro realizado nesta quinta-feira, 23 de abril.

Segundo o executivo, a diretoria da empresa ainda não chegou a um consenso de qual será a trajetória de recuperação da empresa, mas ele tem a sua própria opinião. “Acho que a recuperação será em W, pois ainda vamos passar por momentos de ajustes para depois retomar a rentabilidade”, explicou Tobias.

O Banco do Brasil encerrou 2025 com o menor lucro desde 2020. A companhia reportou ganhos de 20,7 bilhões no acumulado de 2025, tombo de 45,4% na comparação com 2024. Essa piora aconteceu devido a deterioração da carteira da crédito da empresa.

O Banco do Brasil reportou uma inadimplência acima de 90 dias de 5,17% ao fim de 2025, avanço 2,11 pontos porcentuais em relação à inadimplência de 3,16% do quarto trimestre de 2024. Segundo o banco, a alta do indicador de calotes foi impactada por uma empresa do segmento atacado, que gerou um rombo de 3,6 bilhões de reais. Desconsiderando esse caso, o indicador seria de 4,88%.

Mesmo assim, o Banco do Brasil continua com a maior inadimplência entre os pares, a menor é a do Itaú (1,9%), seguida por Santander (3,7%) e Bradesco (4,1%). Essa deterioração diante dos concorrentes acontece devido a alta da inadimplência da carteira de crédito do agronegócio, que avançou 3,86 pontos percentuais em 12 meses.

Diante da inadimplência, o BB reportou 17,9 bilhões de reais em Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), piora de 93,9% na comparação anual. Segundo o CFO, esse cenário tende a mudar de forma gradual. “Nosso foco é uma recuperação de longo prazo com uma carteira de crédito sustentável”, conclui Tobias no BB Day desta quinta-feira.

Fonte: Veja

BB vê sinais de melhora em pagamentos do agro, mas ainda monitora setor

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O Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio, viu no início de abril alguma melhora na adimplência de operações de crédito de custeio, após elevar as garantias, mas ainda monitora com cautela o setor, que vem numa escalada de recuperações judiciais e agora enfrenta os efeitos da guerra no Oriente Médio.

De acordo com dados apresentados por executivos do banco a investidores no BB Day, o fluxo de vencimentos de agro soma R$ 155,6 bilhões em 2026, com 59,4% deles concentrados de abril a setembro. No montante total para o ano, R$ 87,8 bilhões são relacionados a crédito para custeio.

O vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar, Gilson Bittencourt, destacou que mais de 80% do que o banco está recebendo do custeio agora em abril foram operações contratadas em abril, maio e junho do ano passado. Assim, boa parte da carteira vencendo em abril ainda tem um reflexo do processo anterior de contratação do banco.

Mas, acrescentou, numa perspectiva dos primeiros 15 dias do mês, o BB começa a verificar que a carteira que foi concedida com base nas alienações fiduciárias e melhoria de garantias – que representa ainda pouco, cerca de 20% do total, no recebimento de custeio – já tem um resultado bem mais significativo em relação à adimplência.

O vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias, afirmou que o BB ainda está observando se a recuperação nas renegociações de crédito da carteira do agronegócio será em “U” ou “W”, após o segmento representar o principal detrator dos resultados da instituição no ano passado.
“Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, a nova safra que vai ser colhida, se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U ou em W. Ainda não sabemos, eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W”, afirmou.

De acordo com o BB, fluxo de vencimento no âmbito da MP 1314, que autoriza renegociações de dívidas, soma R$ 36,5 bilhões, com 91,8% com garantia de imóvel e mais de 72% com vinculação de alienação fiduciária. No caso da carteira prorrogada, os vencimentos somam R$ 64,5 bilhões.

“O fluxo de vencimentos (da safra) 2025/26 é mais equilibrado e também traz um saldo associado menor, reflexo da política de melhor originação, de maior qualificação, de vinculação adicional de garantias”, reforçou o vice-presidente de gestão de risco, Felipe Prince. “E aí passamos a entregar safras (de crédito) melhores.”

Prince também chamou a atenção para a queda nos volumes de novos processos de recuperação judicial, embora ainda não no montante que o banco espera. E citou que há produtores procurando o BB para desistir das recuperações judiciais.

“Eles estão no momento de fazer os investimentos para a nova safra e não encontram crédito. E aí têm nos procurado para que possamos apoiar nesse processo de saída das recuperações judiciais.

O volume de novos processos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026 somava R$1,34 bilhão, de R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre e R$ 1,84 bilhão no terceiro trimestre do ano passado. Em relação ao fluxo de novos processos, houve 162 registros, ante 158 no quarto trimestre e 209 no terceiro trimestre do ano passado.

As ações do Banco do Brasil caíam 1,4% às 15h, a R$23,07, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 0,5%. No mesmo horário, Itaú Unibanco recuava 1,3%, Bradesco perdia 1,6% e Santander Brasil mostrava queda de 0,7%.

Guerra

Ao comentar potenciais efeitos da guerra do Irã nos custos dos produtores rurais e potencial de pagamentos, Prince ponderou que não há um efeito do custo de produção imediato dos clientes do BB, dado o período em que a guerra eclodiu, com os insumos já nas fazendas e a produção encerrando no fim da safra 2025/26.

“Agora, sim, pode trazer um efeito para a próxima safra”, afirmou, acrescentando que o BB está acompanhando os desenvolvimentos no Oriente Médio, para que a modelagem de concessão de crédito para a safra da 2026/27 contemple uma eventual elevação de custos que possa ter em função do prolongamento ou não do conflito.

Bittencourt ponderou que qualquer afirmação feita agora, que a margem vai estar apertada, que os produtores vão pagar mais caro, que vão ter dificuldade, “é estudo de futurologia”, acrescentando que a maior parte dos insumos será adquirida a partir de junho e julho.

“Pode ser sim, se chegarmos em junho e a guerra ainda estiver em andamento, o bloqueio do Estreito de Ormuz ainda estiver com limitações de transporte, pode sim (ter um impacto) e estamos nos preparando para isso. Da mesma forma que estamos nos preparando para o debate sobre o El Niño”, acrescentou.

Semestre ainda apertado

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que 2026 será um ano de reestruturação e de retomada de crescimento, mas que não será fácil e que o primeiro semestre ainda será “apertado”, mas reiterou o guidance do banco para o ano.

“Esse primeiro semestre é um semestre ainda de ajuste dentro do ciclo 2025-26. Esse ciclo acaba em junho e entendemos que o segundo semestre vai ter um perfil diferente do primeiro, mas o guidance previsto para o ano de 2026…está mantido”, afirmou à jornalistas após o evento.

Medeiros disse que o banco terá neste ano um olhar diferente para a qualidade do crédito. “Não é o foco só em volume, não é o foco só em crescimento da carteira por crescer. É um foco muito mais direcionado para a qualidade. É como estamos crescendo a carteira”, afirmou durante sua apresentação.

“Nós estamos crescendo com a prudência necessária, sem deixar de fazer crédito, mas entendendo que agregar mitigadores de risco nessa carteira, mitigadores mais modernos, adequados a cada linha de crédito, é necessário.”

A executiva também destacou que o Banco do Brasil de agora está mais preparado para entregar um resultado diferente do que ele estava no início de 2025. “A carteira de crédito está mais qualificada, a plataforma digital está mais robusta, o modelo de atendimento está cada vez mais integrado, os compromissos socioambientais mais sólidos, a cultura organizacional está cada vez mais madura.”

A executiva também afirmou que o BB não foi procurado para tratar sobre o Banco de Brasília (BRB), após questionamento de repórteres relacionado a uma eventual solução de mercado para a instituição financeira. Sobre interesse nos ativos, ela não descartou, mas disse que o BB não olhou.

“Nós somos um banco comercial. Assim, não só o Banco do Brasil, mas como qualquer banco, a proposição comercial é feita, nós analisamos e falamos sim ou não, mas nós não fomos procurados e nós não fizemos nenhuma análise, acrescentou.

O BRB vem tomando uma série de medidas para recompor seu capital após operações nocivas envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado.

Conglomerado

Tobias destacou no evento que o BB tem como um dos principais propósitos o financiamento ao agronegócio brasileiro, mas ressaltou que o papel do banco vai muito além do financiamento à agricultura, sendo um conglomerado de mais de 80 empresas (incluindo participações), incluindo BB Consórcios, BB Seguros, BB Asset Management, banco BV, Alelo, Cateno, Tecban, entre outros.

“O Banco do Brasil não é somente isso (agro). O Banco do Brasil vai muito além”, afirmou, chamando a atenção para a soma da margem financeira bruta, que reflete basicamente o negócio bancário, com tarifas e o resultado de equivalência patrimonial, que desde 2022 mudou o patamar de crescimento dos negócios.

“Na média, essas empresas vêm somando ao Banco do Brasil 52% do resultado. E foi fundamental essa nossa estratégia… de conglomerado para enfrentar o que enfrentamos em 2025.”

Fonte: Forbes

Banco do Brasil realiza captação inédita de Nature Bonds no exterior

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O Banco do Brasil realizou na quinta-feira, 16 de abril, nova captação no mercado primário internacional por meio da emissão de Nature Bond com benchmark size, ou seja, a partir de US$ 500 milhões e com vencimento em 5 anos e meio. A operação reforça a atuação do BB em finanças sustentáveis e amplia a presença da Instituição em instrumentos financeiros alinhados à agenda socioambiental e climática.

Nature Bond é um título de dívida emitido no mercado externo com objetivo de financiar projetos relacionados à natureza, seguindo padrões internacionais reconhecidos. No caso do BB, os recursos captados serão destinados a projetos de recuperação produtiva de áreas degradadas.

“Com essa operação, o Banco do Brasil amplia seu portfólio de instrumentos financeiros alinhados aos compromissos climáticos e socioambientais, reforçando a integração entre financiamento responsável, geração de impacto positivo e criação de valor de longo prazo”, afirma Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB. “A emissão evidencia a capacidade do BB de estruturar uma operação sustentável inédita entre os grandes bancos, com foco na preservação de recursos naturais e na recuperação produtiva de áreas degradadas, além de refletir a confiança do mercado e o nosso protagonismo na agenda ASG e no mercado de capitais”, acrescenta.

A operação dá continuidade à estratégia adotada pelo Banco do Brasil nos últimos anos, período em que o BB protagonizou emissões pioneiras de bonds Verde e Social entre instituições financeiras, com reconhecimento do mercado internacional e destaque na comunicação institucional. Essas operações consolidaram o Banco como referência na América Latina em instrumentos financeiros sustentáveis.

Com a emissão do Nature Bond somada às três últimas emissões internacionais anteriores (uma Social, em 2022, e duas Sustentáveis, em 2023 e 2024), o BB passa a figurar entre os bancos comerciais com maior proporção de dívidas sustentáveis no mercado global.

A operação está alinhada aos objetivos estratégicos e compromissos BB em Finanças Sustentáveis. Também está baseada no Framework de Finanças Sustentáveis do Banco do Brasil, que observa padrões internacionais de mercado e as melhores práticas de transparência, governança e reporte, e que passou por processo de revisão específico para esta emissão.

Fonte: Banco do Brasil

Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.

Fonte: Agência Brasil

Banco do Brasil lança plataforma educacional de investimentos

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O Banco do Brasil apresenta nesta quarta-feira, 22 de abril, a Plataforma Educacional, um espaço dedicado à disseminação de conhecimento sobre investimentos e à promoção da educação financeira. A iniciativa busca facilitar e dar mais autonomia na gestão das finanças pessoais.

Disponibilizada no InvesTalk, a plataforma oferece cursos gratuitos inteiramente produzidos pelas áreas do BB especializadas em investimento, adaptados para visualização no computador, tablet ou celular. Para acessar, não é necessário ser cliente do BB: basta utilizar o login das redes sociais.

Os cursos estão organizados em trilhas de conhecimento e foram desenvolvidos com linguagem simples e acessível, sem perder a robustez técnica e a profundidade que o tema exige. Além disso, a construção foi permeada por um olhar especial para a questão da acessibilidade, reforçando os compromissos do BB com a agenda ASG.

“A Plataforma Educacional do InvesTalk reforça nosso compromisso com a educação financeira como instrumento de inclusão e transformação social. Ao oferecer conteúdo com linguagem simples, olhar de acessibilidade e acesso descomplicado, ampliamos o alcance do conhecimento e ajudamos pessoas de diferentes perfis a organizarem suas finanças, construírem segurança e avançarem com confiança nas decisões de investimento”, afirma Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do Banco do Brasil. “Esse é o papel social do Banco do Brasil: democratizar oportunidades, promover bem-estar financeiro e proporcionar autonomia e inclusão financeira para milhares de brasileiros”, acrescenta.

Cursos disponíveis

Neste primeiro momento, estão disponíveis quatro cursos, organizados em duas trilhas, além de uma calculadora do índice de saúde financeira:

Trilha proteção – O primeiro passo para suas conquistas futuras

  • Educação Financeira para a vida
  • Introdução aos investimentos

Trilha estratégia – Aprenda a investir com ousadia calculada: coragem com método

  • Introdução ao Crédito Privado
  • Introdução a Renda Variável – Ações

Em breve serão disponibilizados cursos nas trilhas “Domínio” e “Sabedoria”, dedicados ao aprofundamento sobre o mercado, estratégias de diversificação e construção de patrimônio consistente.

Para mais informações, acesse o InvestTalk.

Fonte: Banco do Brasil

Resultado do BB pode surpreender negativamente no 1º tri, diz BTG Pactual

Publicado em: 16/04/2026

Analistas do BTG Pactual esperam um resultado fraco do Banco do Brasil para o primeiro trimestre do ano, avaliando que a magnitude da queda sequencial do lucro e no retorno sobre o patrimônio (ROE) em relação aos últimos quatro meses de 2025 pode surpreender negativamente.

Na visão de Eduardo Rosman e equipe, os resultados do banco deterioraram-se desde o começo do ano, quando a administração sinalizou que 2026 seria um período de transição, com o primeiro semestre ainda pressionado por provisões, mas com recuperação esperada no segundo semestre.

“O principal ponto de inflexão era esperado a partir dos pagamentos das últimas safras originadas sob critérios de concessão de crédito mais rigorosos, com abril e maio sendo vistos como meses cruciais”, afirmaram em relatório enviado a clientes com data de terça-feira.

“No entanto, nossa impressão é de que o primeiro trimestre já ficou aquém das expectativas iniciais. Combinado com a contínua deterioração das condições no agronegócio — especialmente devido aos maiores custos de diesel e ao câmbio — vemos um risco crescente de que o segundo trimestre também decepcione.”

Nesse contexto, eles também veem riscos crescentes de frustração em relação às expectativas atuais para o resultado no ano, para o qual o guidance do banco aponta um intervalo entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Para o primeiro trimestre, o BTG estima lucro líquido na faixa de R$ 3 bilhões a 3,5 bilhões, calculando uma margem financeira (NII) menor e provisões para perdas com crédito ainda elevadas.

No quarto trimestre do ano passado, o BB reportou um lucro de R$ 5,7 bilhões, acrescentaram, beneficiado por um efeito tributário positivo pontual e muito significativo, “de modo que uma comparação trimestral mais fraca não deve surpreender na ausência de melhorias operacionais claras”.

“Ainda assim, embora um primeiro trimestre mais fraco não seja novidade, acreditamos que a magnitude da queda sequencial nos resultados e no ROE em relação ao quarto trimestre ainda pode surpreender negativamente.”

De acordo com os analistas, a qualidade do crédito continua sendo a principal preocupação e deve seguir pressionando os resultados, especialmente no agronegócio, onde a inadimplência acima de 90 dias ainda está em deterioração.

O crédito corporativo, avaliam, deve se estabilizar após casos específicos no quarto trimestre, enquanto o varejo deve refletir a habitual alta sazonal.

Rosman e equipe estimam que a formação de inadimplência deve cair de R$ 24,5 bilhões no quarto trimestre para cerca de R$ 20 bilhões, principalmente devido à normalização no segmento corporativo. No entanto, calculam, as provisões devem permanecer elevadas.

“Esperamos um novo aumento trimestral…. (com o custo do crédito ficando) bem acima da média trimestral de aproximadamente R$ 14 bilhões implícita no guidance”, afirmaram.

No quarto trimestre de 2025, as provisões somaram quase R$ 18 bilhões.

Os analistas destacaram que, anteriormente, esperavam alguma melhora no lucro antes dos impostos (EBT), mas agora enxergam uma maior probabilidade de uma queda de cerca de 20% na base trimestral. “A alíquota efetiva de impostos deve permanecer “positiva”, em linha com o terceiro trimestre, embora menos favorável do que no quarto trimestre.”

Para a equipe do BTG, o evento do banco com investidores e analistas na próxima semana (dia 23) deve ser um catalisador importante, especialmente em relação à trajetória da carteira de agronegócio, às tendências de provisões e ao timing de uma possível recuperação.

“O timing é crucial, à medida que nos aproximamos do fim de abril — um período crítico para avaliar os pagamentos antecipados da última safra”, ressaltaram.

Eles afirmaram que preferem aguardar um guidance atualizado da administração antes de ajustar suas previsões para o BB. Mas reforçaram que, neste momento, veem riscos relevantes de queda nas suas projeções, nas estimativas no mercado e no guidance.

No relatório, eles também apontam que a ação negocia a cerca de 0,8 vez o valor patrimonial mais recente, com um ROE “que pode ter dificuldade de atingir 10% em 2026 e um dividend yield na faixa de um dígito médio — níveis que não parecem particularmente atrativos em relação aos padrões históricos”.

Caso o mercado revise o lucro deste ano em cerca de 20%, para R$ 20 bilhões, avaliam, a ação passaria a negociar a aproximadamente 7,3 vezes o preço sobre lucro e com um dividend yield de cerca de 4% — “níveis que também não são particularmente atrativos pelos padrões históricos do BB”.

Nesta quarta-feira, por volta de 14h30, as ações recuavam 3,7%, a R$ 24,44. No ano, ainda acumulam alta de 12,7%.

“Dessa forma, mantemos nossa recomendação neutra e uma postura cautelosa. Entre os grandes bancos brasileiros, o Itaú segue como nossa única recomendação de compra, enquanto, na margem, atualmente preferimos Bradesco em relação a BB.”

O BB divulga seu balanço do primeiro trimestre no dia 13 de maio.

Fonte: CNN Brasil

Banco do Brasil vê virada no agro no segundo semestre do ano

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Relatório do BTG Pactual (BPAC11) aponta que o Banco do Brasil (BBAS3) trabalha com a expectativa de uma inflexão relevante na qualidade da carteira do agronegócio a partir do segundo semestre de 2026, após um período de forte pressão observado ao longo de 2025. A sinalização foi reforçada pela CEO Tarciana Medeiros em entrevista recente, indicando que o pior momento do ciclo pode ter ficado para trás.

Segundo a análise, o principal ponto de atenção segue sendo o crédito rural, que ainda concentra os maiores riscos de deterioração. No entanto, a leitura da administração é de que o estresse é cíclico, e não estrutural, o que sustenta a visão de normalização gradual ao longo dos próximos trimestres.

De acordo com o relatório, cerca de 95% da carteira agro do banco permanece adimplente, o que implica uma taxa de inadimplência (NPL) ao redor de 5%. Apesar disso, o BTG chama atenção para dados de mercado que ainda indicam deterioração em curso no segmento, citando, por exemplo, a elevação da inadimplência reportada por outros bancos.

A pressão recente é atribuída a uma combinação de fatores: aumento da alavancagem por produtores durante o ciclo de juros baixos, elevação dos custos de insumos após a guerra entre Rússia e Ucrânia, frustrações de safra em determinadas regiões e, posteriormente, queda nos preços das commodities agrícolas.

Mesmo diante desse cenário, o banco mantém a avaliação de que não há uma crise generalizada no setor agrícola brasileiro, mas sim um ajuste pontual após um ciclo atípico.

Fonte: Eu Quero Investir

BB formaliza crédito de R$ 2,57 bi para o túnel imerso Santos-Guarujá

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O Banco do Brasil formalizou nesta segunda-feira, 13 de abril, a operação de crédito no valor de R$ 2,57 bilhões que viabiliza a contrapartida do Estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Imerso Santos–Guarujá, um dos mais relevantes projetos de infraestrutura do país e o maior investimento individual do Novo PAC. Participaram da assinatura o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e o secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita.

O projeto prevê a construção do primeiro túnel imerso da América Latina, conectando os municípios de Santos e Guarujá por meio de uma ligação submersa sob o canal do Porto de Santos. Com extensão total de 1,5 km, sendo 870 metros submersos, a estrutura contará com três faixas de rolamento por sentido, além de VLT, ciclovia e passagem para pedestres.

Com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, o empreendimento deve reduzir o tempo de travessia entre as cidades de cerca de 50 minutos para menos de cinco minutos, beneficiando aproximadamente 2 milhões de pessoas na Baixada Santista e gerando cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos. A operação de crédito estruturada pelo Banco do Brasil tem prazo de 23 anos, carência de 12 meses e taxa de CDI + 1,59% ao ano, e conta com garantia da União.

“O Banco do Brasil tem honrado, ao longo de sua história, a missão de ser um instrumento do desenvolvimento do país. Atuamos ao lado do Governo Federal, dos Estados e dos Municípios, apoiando políticas públicas e investimentos que promovem crescimento econômico com responsabilidade social”, afirmou Tarciana Medeiros.

“É um dia de celebração”, acrescentou Samuel Kinoshita. “É um financiamento não só de uma obra muito cara aos 45 milhões de brasileiros que vivem aqui no estado de São Paulo, mas também um projeto muito bonito pelo que representa para toda a Baixada Santista, para todo o estado de São Paulo e para o Brasil”.

Para Tomé Franca, “é um projeto concebido ouvindo a sociedade, para oferecer à população aquilo que tem de melhor, com acesso para pedestres, ciclovia, VLT e transporte rodoviário. Vai economizar o tempo de quem precisa sair de Guarujá para Santos ou de Santos para o Guarujá de 50 minutos para cinco minutos”.

“Estamos falando de um projeto estruturante, com impacto positivo na mobilidade, na eficiência econômica e no meio ambiente, com benefícios claros para a população”, disse Dario Durigan. “Esse é um exemplo de como o investimento público, aliado à pareceria federativa e à boa governança, pode gerar desenvolvimento e melhorar a vida das pessoas”.

“O Porto de Santos é o maior porto da América Latina, e um terço da exportação e importação brasileira passam por ele. O túnel imerso é um grande ganho para o porto e um grande ganho para a região, porque o que leva uma hora passa a ser feito em poucos minutos. Estamos fechando uma belíssima parceria que vai executar uma grande obra, atrair mais investimentos e melhorar a qualidade de vida da população”, concluiu Geraldo Alckmin.

As obras estão previstas para começar em 2027, com entrada em operação comercial estimada para 2031.

Fonte: Banco do Brasil

BB diz que nova regra ambiental para crédito rural reduz riscos

Publicado em: 09/04/2026

O Banco do Brasil, principal financiador do agronegócio brasileiro, afirmou que a nova regra de monitoramento socioambiental para concessão de crédito rural fortalece a agenda de sustentabilidade do país e reduz riscos nas operações de financiamento.

“Entendemos que a iniciativa aprimora a destinação dos recursos, fortalece a agenda de sustentabilidade e contribui para a redução de riscos na concessão de crédito ao mitigar a exposição a produtores que possam vir a sofrer embargos ou restrições futuras. Sua implementação tende, ainda, a estimular uma postura mais pro-ativa dos produtores no processo de regularização ambiental”, informou o BB, em resposta à reportagem.

Há receios no setor produtivo de que a regra poderá travar o acesso a produtores que cumprem a legislação.

A nova norma, que entrou em vigor no dia 1º de abril, promoveu ajustes no sistema de avaliação de desmatamento ilegal, que passou a considerar a base oficial de dados consolidada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a partir das informações do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“O direcionamento da medida é a mitigação do desmatamento ilegal. Nesse sentido, produtores que comprovem a regularidade da intervenção, mediante a apresentação da documentação prevista no próprio normativo, poderão dar prosseguimento à proposta de crédito”, avaliou o BB.

O Ministério do Meio Ambiente já disponibilizou orientações sobre o tema e ferramentas de consulta ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) a ser considerado nas operações.

Fonte: Canal Rural

BB indica movimentações na diretoria executiva em linha com sua estratégia e política de sucessão

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O Banco do Brasil informou no dia 27 de março, que foi encaminhada ao Conselho de Administração a indicação de movimentações em sua Diretoria Executiva, priorizando a rotação de executivos atualmente em exercício entre diferentes áreas da companhia. As indicações foram realizadas em estrita observância à Política Específica de Indicação e Sucessão e ao programa de formação de dirigentes, conduzido com o apoio de assessoria externa especializada, considerando o processo de aceleração digital do Banco, suas diretrizes estratégicas e de negócios, bem como a experiência, a qualificação e a capacidade técnica de seu corpo executivo.

“Esse movimento reforça o compromisso que firmamos com o mercado e com a sociedade para entregarmos, todos juntos, as nossas projeções financeiras para 2026. Temos o conforto e a segurança de contar no Banco com um programa robusto de formação e capacitação, que nos permite identificar perfis de liderança com alta capacidade de transitar e liderar áreas distintas, potencializando a construção de novas soluções e o crescimento sustentável dos nossos resultados”, destaca a presidenta do BB, Tarciana Medeiros.

“Nosso objetivo é garantir que os melhores talentos estejam posicionados em funções estratégicas aderentes a cada perfil para continuarmos promovendo eficiência, inovação e geração de valor para o BB e seus acionistas,” acrescenta Tarciana.

As movimentações estão sujeitas às aprovações nas esferas de governança competentes. Os indicados, bem como os atuais ocupantes das referidas posições, permanecerão no exercício regular de suas funções até a nova investidura dos dirigentes eleitos. Fatos adicionais considerados importantes serão prontamente divulgados ao mercado.

Abaixo, confira os detalhes das movimentações, em ordem alfabética:

Alan Carlos Guedes de Oliveira
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Gestão de Riscos e foi indicado para o cargo de Diretor de Crédito.

Bárbara dos Santos Lopes Freitas
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde abril de 2023 o cargo de Gerente Geral da Unidade Atendimento e Canais Físicos e Digitais e foi indicada para o cargo de Diretora de Soluções em Meios de Pagamentos e Serviços.

Bárbara Favero dos Santos Bosi
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde abril de 2024 o cargo de Gerente Executiva da Diretoria de Finanças e foi indicada para o cargo de Diretora de Finanças.

Bruno Alves do Nascimento
Atua há mais de 26 anos no BB, ocupa desde setembro de 2021 o cargo de Diretor de Tecnologia, Portfolio e IA na BB Seguridade e foi indicado para o cargo de Diretor de Operações.

Carlos Eduardo Guedes Pinto
Atua há mais de 26 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Suprimentos Infraestrutura e Patrimônio e foi indicado para o cargo de Diretor de Empreendedorismo Micro e Pequenas Empresas.

João Vagnes de Moura Silva
Atua há mais de 28 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Finanças e foi indicado para o cargo de Diretor de Gestão de Riscos.

Larissa da Silva Novais Vieira
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretora de Clientes Varejo PF e foi indicada para o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação.

Marcelo Henrique Gomes da Silva
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Empreendedorismo Micro e Pequenas Empresas e foi indicado para o cargo de Diretor de Clientes Varejo PF.

Neudson Peres de Freitas
Atua há mais 26 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Operações e foi indicado para o cargo de Diretor de Estratégia e Organização.

Paula Sayão Carvalho Araújo
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde janeiro de 2021 o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação e foi indicada para a área de Canais Físicos e Digitais do BB.

Pedro Bramont
Atua há mais de 17 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Soluções em Meios de Pagamentos e Serviços e foi indicado para o cargo de Diretor de Negócios Digitais.

Rodrigo Costa Vasconcelos
Atua há mais de 23 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Negócios Digitais e foi indicado para o cargo de Diretor de Controladoria.

Rosiane Barbosa Laviola
Atua há 27 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretora de Controladoria e foi indicada para o cargo de Diretora de Suprimentos Infraestrutura e Patrimônio.

Luciano Matarazzo Regno, que estava na Diretoria de Crédito, e Thiago Affonso Borsari, que estava na Diretoria de Estratégia e Organização, permanecerão no Conglomerado BB.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil estuda alívio a produtores rurais por impacto da guerra

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O Banco do Brasil avalia novas medidas de alívio financeiro para produtores rurais afetados pela guerra no Irã, em um movimento que pode pressionar o balanço e reacender a necessidade de venda de ativos ou de um aumento de capital.

Uma das opções em discussão no banco estatal, maior financiador do agronegócio no país, é estender os prazos dos empréstimos, permitindo que os produtores adiem parte dos pagamentos para o fim dos contratos existentes, em vez de suspender as obrigações de forma integral, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto que falou com a Bloomberg News.

No ano passado, o Banco do Brasil (BBAS3) conseguiu evitar um aumento de capital quando a inadimplência em sua carteira de crédito agrícola disparou, forçando a renegociação de R$ 35,5 bilhões em dívidas de produtores afetados por secas, enchentes e outros eventos climáticos adversos.

A pressão sobre o balanço do banco diminuiu no fim do ano, com o aumento das receitas provenientes de crédito consignado privado, mas o risco de um aumento de capital ainda persiste, segundo três pessoas familiarizadas com a situação que falaram com a Bloomberg News.

O banco também avalia a venda de ativos para reforçar o capital, de acordo com três diferentes pessoas familiarizadas com o assunto.

As opções incluem mudanças no modelo de negócios de seguros e um possível IPO da sua unidade de cartões, a Elo.

O Banco do Brasil disse em um comunicado que não há “estudo e nem demanda que envolvam ações específicas para extensão de prazos por conta dos conflitos no Oriente Médio.”

O índice de inadimplência acima de 90 dias do banco subiu para 5,17% ao fim de 2025, ante 3,16% um ano antes, impulsionado principalmente pelas carteiras de agronegócio e cartões de crédito.

A inadimplência no setor rural atingiu 6,09%, com alta de 1,25 ponto percentual apenas no quarto trimestre, levando a maiores provisões.

No início deste ano, o Banco do Brasil solicitou ao Ministério da Fazenda o adiamento de pagamentos ao Tesouro. A instituição pediu para postergar R$ 1,8 bilhão devidos em 2026 e 2027 para 2029.

A CEO, Tarciana Medeiros, afirmou que a medida faz parte de um plano “prudencial” de gestão de capital.
Impacto da guerra

O Banco do Brasil avalia se as interrupções no transporte marítimo global — especialmente os riscos ao fluxo pelo Estreito de Ormuz — podem elevar os custos para exportadores brasileiros de commodities e eventualmente exigir medidas de alívio, segundo uma pessoa a par do assunto.

Executivos monitoram de perto as próximas 12 semanas como uma janela-chave para avaliar se o conflito irá afetar significativamente as rotas globais de comércio. Por ora, as exportações brasileiras seguem ocorrendo, embora o aumento nos preços do diesel já tenha elevado os custos de transporte.

Novas medidas de alívio poderiam ajudar Lula a reduzir tensões com o agronegócio antes das eleições, mas também podem reacender preocupações sobre o uso de bancos públicos para atingir objetivos de política econômica em detrimento da solidez do balanço. Todas as fontes falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do tema.

O Banco do Brasil há muito atua como um instrumento-chave do governo para financiar o vasto setor agrícola brasileiro, que responde por quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB).

Esse papel é especialmente relevante para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que historicamente enfrenta dificuldades para conquistar apoio do agronegócio e agora encara uma disputa eleitoral apertada contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O banco também enfrenta um ambiente operacional mais desafiador. Uma regra do Banco Central implementada no ano passado exige que os bancos constituam provisões antecipadas para perdas esperadas e deixem de reconhecer juros sobre créditos inadimplentes.

Embora o Banco do Brasil tradicionalmente seja mais conservador que seus pares, registrando provisões mais elevadas, essa postura foi relaxada mais recentemente na tentativa de sustentar a rentabilidade. A mudança regulatória agravou uma tendência mais ampla de aumento da inadimplência.

Fonte: Bloomberg Línea

BB lança Selo de Reconhecimento FGO e mira qualidade do crédito garantido

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O Banco do Brasil lançou no dia 1º de abril, durante a 11ª edição do Fórum do Desenvolvimento, o Selo de Reconhecimento FGO, um novo instrumento voltado a elevar o padrão de qualidade do crédito garantido no país. O lançamento ocorre na Arena do Banco do Brasil, em Brasília.

A iniciativa institui um modelo estruturado de avaliação, incentivo e padronização da atuação dos agentes financeiros que operam com o Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Na prática, o selo introduz critérios objetivos para mensurar a qualidade das operações realizadas com garantia, induzindo melhoria contínua na atuação das instituições financeiras e fortalecendo a eficiência das políticas públicas associadas ao crédito. A certificação será concedida anualmente aos agentes que se destacarem na operacionalização do FGO, com base em indicadores que avaliam desempenho, qualidade das informações e aderência às diretrizes do programa.

A metodologia de avaliação está estruturada em quatro eixos principais: excelência operacional, compliance e governança, gestão de carteira e impacto em políticas públicas. Entre os critérios analisados estão a qualidade e a tempestividade no envio de dados, a conformidade com normas e auditorias, a capacidade de recuperação de operações e o alcance do crédito a públicos prioritários, como mulheres empreendedoras.

A apresentação da iniciativa integra a programação do Fórum do Desenvolvimento, encontro que reúne autoridades, especialistas e representantes do setor público e privado para discutir caminhos para o financiamento do desenvolvimento no país.

Fonte: Banco do Brasil

Brasil perde 37% das agências bancárias em dez anos; 638 cidades ficaram sem banco

Publicado em: 26/03/2026

O número de agências bancárias caiu 37% em dez anos no Brasil, indo para pouco mais de 14 mil, em meio ao avanço da tecnologia para realizar transações e à decisão dos bancos de cortar custos, muitas vezes deixando uma parcela da população sem atendimento.

Desde 2015, 638 municípios ficaram sem agência bancária, o que desassistiu 6,9 milhões de pessoas, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base em dados do Banco Central. São 2.649 municípios sem agências, o equivalente a 48% do total, ante 36% dez anos atrás. Em termos populacionais, isso afeta 9% dos brasileiros (19,7 milhões) atualmente, ante 3,4% na década passada.

O fechamento se intensificou com a pandemia e o lançamento do Pix, e quase 6.000 agências tradicionais foram encerradas. Enquanto isso, os bancos investiram mais no atendimento remoto de gerentes e na criação de agências-conceito, com serviços como consultoria de investimentos.

“Funcionários são desligados e a população é impactada. Sabemos que a tendência é digital, mas até chegar ao ponto de todas as pessoas serem digitais, é preciso dar condições de atendimento a quem não tem afinidade”, diz Edilson Julian, presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, no interior de São Paulo.

O sindicalista diz que, no início de cada mês, há filas antes da abertura das agências da região. Marília, que chegou a ter 50 unidades, hoje conta com 20. A entidade cita o exemplo da rural Oscar Bressane (SP), com 2.470 habitantes, que ficou sem ponto de atendimento físico e seus moradores precisam viajar cerca de 40 km até Marília para encontrar um banco.

“Os bancos estão ganhando cada vez mais dinheiro e deixando a população desassistida. Não é como se eles estivessem em dificuldade financeira” afirma Julian.

No Ceará, o fechamento está acelerado. Foram encerrados 117 locais desde 2022, aponta o Sindicato dos Bancários do estado. Só em 2025 foram 62.

De acordo com o presidente do sindicato, José Eduardo Rodrigues, há moradores que, além da falta de aptidão digital, carecem de um pacote de dados de internet que dê conta das transações pelo aplicativo.

“As economias locais sucumbem com a inexistência de um posto de atendimento bancário”, diz.

Para Tiago Couto, sócio-diretor da Peers Consulting + Technology, o fechamento de agências não é simplesmente uma redução de gastos dos bancos em tempos de juros e inadimplência em alta e competição com fintechs, cuja operação é mais rentável.

DIGITALIZAÇÃO

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), as instituições estão adequando suas estruturas à nova realidade do mercado, em que os canais digitais são preferidos pelo novo perfil do consumidor. “Atualmente, praticamente todas as operações bancárias podem ser feitas de forma eletrônica”, diz a entidade.

Na direção contrária estão os Estados Unidos, cujos maiores bancos seguem em expansão física dada a falta de tração das transações digitais. Em fevereiro, o JPMorgan Chase anunciou planos para abrir mais de 160 agências em mais de 30 estados, além de reformar outras 600 unidades neste ano. O objetivo é ir a novos mercados, “incluindo comunidades rurais e de baixa a moderada renda”.

Já no Brasil, com o Pix, ir ao banco pode parecer obsoleto. Porém, muitas transações e contratações ainda são feitas presencialmente. Em 2024, 27% dos pagamentos de contas, 14% das contratações de investimento e 5% das transações foram feitos por canais físicos, aponta levantamento da Deloitte em parceria com a Febraban.

Todo mês, Célia Moura, 60, leva seu pai de 89 anos ao banco para sacar a aposentadoria. “Ele prefere gastar em dinheiro porque não tem cartão de crédito, não tem Pix, nada dessas coisas de celular, internet, computador. É só na agência física.”

Há ainda serviços cujo volume aumentou nas agências em relação ao ano anterior. A contratação de crédito subiu 11%, indo a 45 milhões de operações, e a de seguros teve alta de 6%, para 55,5 milhões.

Segundo a Deloitte, a procura pelo atendimento presencial se deve à complexidade de alguns produtos, o que reforça o papel consultivo das agências. “Para muitos clientes, a possibilidade de esclarecer dúvidas, obter orientações claras e estabelecer uma relação mais próxima com um especialista permanece como algo essencial.”

Outro fator é o medo de golpes e fraudes, especialmente envolvendo altos valores, e a dificuldade com a tecnologia.

“Não sei lidar muito bem com aplicativos, internet. Na agência, retiro dinheiro no caixa, pago algum boleto que não posso deixar em débito automático e faço a prova de vida da pensão que recebo”, diz Débora Bordoni, 80. A professora aposentada conta que resolve muitas pendências via WhatsApp, conversando com sua gerente.

Apesar disso, a maior parte das operações migra para os canais digitais. Em 2024, 75% das transações bancárias foram via celular.

Essa demanda pelo aplicativo e fuga das agências levaram os bancos a aumentar o investimento em tecnologia e acelerar o fechamento dos postos físicos. Somando aluguel, segurança, funcionários e manutenção, a maioria das agências não se paga.

“Transportar dinheiro custa uma fortuna. Tínhamos receita com conta-corrente e anuidade de cartão [de crédito], que hoje caiu. Na hora de fazer todo esse processo, você deixa de pagar a conta. Por isso que tem de afunilar no digital, não tem alternativa. E tem tecnologia para isso”, disse Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, à Folha em fevereiro. Segundo Noronha, é difícil uma agência ser rentável em cidades abaixo de 20 mil habitantes.

“É inegável que o fechamento de agências é um dos componentes mais interessantes para a redução de custo dos bancos. Não é algo que deve desacelerar, mas é preciso ter cuidado na velocidade para não desatender”, diz Eduardo Carlier, codiretor da Azimut Brasil, gestora de patrimônio, que avalia ativos, como ações de bancos, para investimento.

Para Rosângela Vieira, economista do Dieese que atua no Sindicato dos Bancários de São Paulo, a política de fechamento de agências afeta sobretudo a população idosa e periférica, “ao ampliar dificuldades de acesso ao crédito e potencialmente aumentar a exposição a golpes e fraudes em ambientes digitais”.

Os bancos têm preferido abrir pontos de atendimento mais especializados, para atrair a parcela da população que tem investimentos e faz negócios rentáveis.

“Mais do que gestão de custo, é uma mudança que reflete o hábito dos consumidores. Grandes bancos já estão na transformação digital há um tempo e têm agência mais como ambiente de construção de negócios e menos de transação, com pagamento de conta e saque. Fechar agência não é necessariamente a alavanca para competir com banco digital, e sim ter a jornada centralizada no cliente”, afirma Tiago Couto.

IMÓVEIS FICAM VAZIOS

O mercado imobiliário é impactado, pois geralmente são imóveis comerciais grandes, de baixa demanda. Fechados por meses e até anos, podem ser alvos de vandalismo e invasões.

“São agências com mais de 1.000 metros quadrados desativadas, especialmente de bancos privados, no centro histórico. Dificilmente há empresas que ocupam espaços tão grandes”, afirma Adriano Leocadio, secretário de Finanças e Gestão de Santos, um dos municípios que mais perdeu postos em 2025, com 14 fechamentos.

Agora, são 80 agências e postos de atendimentos em Santos, que tem a maior concentração de idosos entre as grandes cidades. “Há reclamação por parte considerável dos idosos, mas eles estão se adequando a essa nova realidade”, diz Leocadio.

Em São José do Rio Preto (SP), que perdeu 11 agências no ano passado, a prefeitura trabalha em um plano de revitalização do centro, com isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) para proprietários que reformarem e derem destinação a imóveis fechados ou abandonados.

“No geral, somando as duas principais avenidas da área central da cidade, temos mais de cem imóveis fechados, entre agências bancárias e comércios em geral”, afirma Mario Welber, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São José do Rio Preto.

BANCOS INVESTEM EM AGÊNCIA-CONCEITO, E CAIXA NÃO TEM REDUÇÃO

BRADESCO
Muitos gerentes de agências que fecham são realocados e recapacitados para seguir atendendo clientes, mas de forma remota. O Bradesco investe para transformar pontos estratégicos em unidades do Principal, nova linha voltada à alta renda, com atendimento semelhante ao de uma butique de investimentos. Esse cliente paga anuidade no cartão de crédito e taxas sobre investimentos.

SANTANDER
No Santander, há dois anos, alguns funcionários que atendem pequenas empresas foram deslocados para ir atrás dos clientes, o que, segundo o banco, tem gerado melhores resultados e mais receita.

“Essa turma não tem mesinha e cadeirinha na agência. Essa turma tem um laptop, um iPad e fica o dia inteiro fazendo visita. Com isso, eu tenho o banco que sai do banco e está na rua, na casa do cliente, que tem uma potência muito maior”, disse Mario Leão, CEO do Santander, ao comentar o balanço do banco de 2025.

Dos grandes bancos, a instituição é a que tem menos presença física: 17 das agências mantidas são WorkCafé, coworking misturado com escritório de investimento, em que clientes e não clientes podem trabalhar e aproveitar a cafeteria.

BANCO DO BRASIL
O Banco do Brasil tem estratégia semelhante com o .BB (Ponto BB). Em 2024, transformou a agência Marco Zero do Recife (PE). Com robô como recepcionista, tablets, atendentes presenciais e online, caixas eletrônicos, loja e área para palestras e eventos, o local perdeu a cara de agência. O BB é a instituição com mais agências físicas (3.955) e recentemente inaugurou um segundo Ponto BB em Belém (PA).

“Só em 2025 foram 504 obras, melhorando a ambiência e o conforto da rede de agências naquelas praças em que o cliente ainda vai muito ao banco”, disse Tarciana Medeiros, CEO do BB, ao comentar o resultado da instituição.

ITAÚ UNIBANCO
O Itaú Unibanco inaugurou neste ano o Espaço Uniclass, voltado a clientes do varejo, na avenida Paulista, em São Paulo. Aberto ao público em geral, há atendimento especializado e orientação financeira, espaço para eventos, loja com produtos Itaú, Stanley e Decolar, além de um café da Biscoitê.

Diferente das agências tradicionais, que funcionam das 10h às 16h, os serviços bancários da unidade vão até 19h. Já a loja também funciona aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.

“O varejo bancário está passando por uma grande transformação, em que as pessoas buscam por mais simplificação, autonomia digital e orientação qualificada com apoio humano para decisões complexas”, afirma Beatriz Couto, diretora do Itaú Uniclass.

CAIXA
A Caixa Econômica Federal teve a menor redução dentre os grandes bancos. Desde 2019, a rede de atendimento caiu 5%. Com programas governamentais para a baixa renda e financiamento imobiliário, o banco não fala em reduzir a presença física.

A instituição diz investir no digital e em modelos de atendimento especializado. Para este ano, o foco é estruturar a Plataforma Empresas, unidades para pessoas jurídicas. “A Caixa atua continuamente na otimização da rede de atendimento, tendo como foco adequar a estrutura à demanda dos clientes, assegurando atendimento presencial onde é essencial, mantendo a capilaridade em todas as regiões do país.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Tesouro e BB avançam em testes e Tesouro Reserva deve ser lançado em abril

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O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto que deve concorrer com a poupança, já começou a ser oferecido a alguns clientes do Banco do Brasil em fase de testes, e seu lançamento para toda a clientela deve ocorrer em abril, informou hoje o BB. “Os últimos ajustes estão sendo concluídos com um grupo restrito de clientes”, disse o banco em nota. “A previsão é que esta nova modalidade esteja disponível para todos os correntistas ao longo do mês de abril”, acrescentou.

Segundo o banco, a compra do Tesouro Reserva será realizada mediante pagamento via Pix e a venda via crédito na conta do cliente no BB, “tudo realizado no app Investimentos BB, na opção Tesouro Direto”.

A expectativa inicial era que o lançamento ocorresse ainda em março. No balanço do Tesouro Direto de fevereiro, divulgado nesta terça-feira (24), o Tesouro informou que começou no mês passado a venda do novo título, com um total simbólico de R$ 100 mil vendidos.

O Tesouro Reserva vai permitir aplicações a partir de R$ 1,00 e resgates em qualquer horário e dia da semana, sem marcação a mercado e corrigido pela taxa Selic. O título vai funcionar quase como uma conta remunerada e deve concorrer com a caderneta de poupança, com as caixinhas e cofrinhos dos bancos, com fundos DI e com o próprio Tesouro Selic.

Segundo Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do BB, os testes estão sendo feitos em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e a B3. “O BB está disponibilizando em seu app de investimentos a negociação do novo título Tesouro Reserva”, diz. Ele destaca que será um investimento simples, com horário de movimentação estendido e valores baixos de entrada que possibilitam a inclusão de milhares de brasileiros no mercado financeiro e que ampliam o acesso para quem deseja formar uma reserva de emergência ou diversificar seus investimentos.

Porta de entrada

O Tesouro Reserva é uma das iniciativas bastante positivas do Tesouro, afirma Mayara Rodrigues, analista de Renda Fixa da XP Investimentos. “O Tesouro já tem o Renda Mais, o Educa Mais e o Reserva vai ser bem importante porque o Tesouro Direto é o primeiro contato com o investimento além da poupança”, diz.

Segundo ela, o Tesouro Direto vem buscando criar aplicações de acordo com os objetivos do investidor e o Reserva deve ser uma porta de entrada que vai se comparar com o CDB diário, com rentabilidade muito parecida com Tesouro Selic, mas com maior flexibilidade. “Ele terá benefícios além do que já existia no próprio Tesouro Direto”, diz. Ela lembra, porém, que para um portfólio mais completo será interessante fazer uma diversificação com outros investimentos.

Mayara lembra que o investidor brasileiro ainda é muto focado em poupança e o novo título vai ter um papel importante em termos de educação financeira para a população. “O próprio Tesouro fazendo esse marketing é importante porque, historicamente, a poupança, que costuma ser a reserva financeira de grande parte da população, rende abaixo de praticamente qualquer outro título do mercado”, lembra.

Alguns títulos, como as LCAs e LCIs, hoje têm prazos mínimos de três meses, o que limita sua liquidez, lembra Mayara, mas olhando além desses prazos, a poupança deixa muito a desejar em termos de rentabilidade, compara.

Para ela, dado esse passo inicial de educação financeira e informação para a população, será preciso pensar na diversificação de ativos. E o Tesouro tem um papel importante na educação e na democratização dos investimentos. “O investidor compra o Tesouro Reserva e depois olha outro título e isso reforça a educação financeira”, diz Mayara.

“É uma excelente porta de entrada, mas investidor tem de se educar para não cair em armadilhas, mesmo no Tesouro Direto”, alerta. Para isso, ele precisa entender a diferença entre os diversos títulos oferecidos, seus prazos, os impactos da marcação a mercado e a oscilação de preços. “O Tesouro Direto é uma excelente porta de entrada, mas o investidor precisa continuar nessa agenda de educação financeira”, acrescenta.

Vantagens e alertas

Na comparação entre os investimentos, Mayara diz que o Tesouro Reserva vai ter vantagens sobre seu similar, o Tesouro Selic, com um valor mínimo de aplicação menor e resgates mais flexíveis.

Já em relação ao CDB diário, seu rendimento deve ser muito similar, mas pode haver um complicador que é a facilidade do investimento, mesmo com a possibilidade de uso do PIX nas movimentações. “O Tesouro Reserva vai ser em outra plataforma, do Tesouro Direto, que é diferente de um CDB que já está integrado na conta do cliente”, diz.

O mesmo vale para outros tipos de aplicação oferecidos pelos bancos e fintechs, como as caixinhas e cofrinhos, também conectados com a conta corrente.

Mas, em relação à poupança, o Tesouro Reserva deve ser mais competitivo e pode haver migração das cadernetas para o novo título. “Já estamos observando isso, a poupança vem perdendo depósitos enquanto crescem as aplicações em CDBs, títulos bancários e no Tesouro Direto”, diz.

Isso pode ser intensificado com Tesouro Reserva e todo o esforço do governo em marketing e incentivo para o novo título. “O Tesouro Reserva vai concorrer diretamente com a poupança, mas nos outros investimentos a facilidade de uso vai ser fator chave para o sucesso”, conclui.

Fonte: Infomoney

BB apoia MMA a neutralizar emissões de gases de efeito estufa da COP15

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O Banco do Brasil será responsável pela neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), que acontece de 23 a 29 de março de 2026, em Campo Grande (MS). A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a agenda climática e com o apoio a eventos internacionais estratégicos para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade.

O evento, liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), reúne cerca de 2 mil participantes de diversos países, entre representantes de governos, organismos internacionais, comunidade científica e sociedade civil, para debater medidas globais de proteção às espécies migratórias e seus habitats.

A neutralização das emissões da COP15 é resultado de negociação institucional entre o Banco do Brasil e o MMA, como forma de apoiar a realização da conferência e fortalecer práticas alinhadas à sustentabilidade e o combate às mudanças climáticas. A pegada de emissões do evento é estimada entre 2,5 mil toneladas e 3 mil toneladas. O número final é aferido a partir da quantidade exata de participantes, ao final do evento, além de cruzar dados sobre a distância percorrida por eles da origem ao local do evento e sobre o meio de transporte utilizado, consumo de energia, entre outros fatores.

A compensação será realizada por meio de créditos de carbono autorizados no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Os créditos fazem parte do portfólio de negócios do Banco do Brasil e são gerados por projeto de energia solar, assegurando a neutralização integral da pegada de carbono do evento.

“As espécies migratórias são fortemente impactadas pela crise climática, que prejudica suas rotas de deslocamento e habitats. O principal objetivo da COP15 é a proteção desses animais fundamentais para o equilíbrio ecológico de nosso planeta. Por isso, neutralizar o contingente de emissões gerado durante a conferência é medida prioritária para o Governo do Brasil, comprometido com o enfrentamento à mudança do clima em todas as suas frentes”, destaca o secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco.

Para José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, a parceria com o MMA reforça o papel estratégico da atuação do Banco do Brasil em reduzir a pegada de carbono em todas as frentes. “Nós apoiamos diversos projetos ligados ao mercado de carbono que possuem ativos ambientais com qualidade e integridade, além de assessorar clientes na elaboração de inventários de emissões, em planos de descarbonização e estratégias de compensação. O BB também opera mesa de créditos de carbono própria, lançada durante a COP30, que já realiza operações tanto com créditos próprios quanto de terceiros, inclusive para a neutralização de eventos corporativos como este”.

Atualmente, o Banco do Brasil apoia o desenvolvimento de diversas metodologias de geração de créditos de carbono, como agricultura de baixo carbono (ALM), preservação florestal (REDD+), Reflorestamento (ARR), Biogás e Energia Renovável, entre outros. Os projetos apoiados reduzem cerca de 3,6 milhões de toneladas de GEE por ano. Além disso, o BB atingiu 1,4 milhão de hectares preservados e/ou reflorestados por meio de projetos de carbono de REDD+ e ARR. O objetivo é alcançar 2 milhões de hectares até 2030, conforme divulgado nos Compromissos BB 2030 para um Mundo mais Sustentável.

Fonte: Banco do Brasil

TJMT e BB firmam cooperação para ampliar conciliação e renegociação de dívidas

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Com o objetivo de ampliar a conciliação e a mediação de conflitos em todo o estado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), firmou o Termo de Cooperação Técnica nº 2/2026 com o Banco do Brasil S.A.. A iniciativa busca reduzir a judicialização de conflitos entre a instituição bancária e seus clientes, incentivar acordos e ampliar o acesso da população à justiça.

O acordo prevê a realização de mutirões temáticos de conciliação e mediação, tanto em processos já em andamento, quanto em demandas pré-processuais, abrangendo conflitos de natureza cível, empresarial e consumerista. Entre os principais objetivos estão a renegociação de dívidas, a prevenção de litígios e a promoção de soluções consensuais mais rápidas e eficazes.

De acordo com o presidente do Nupemec, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, a parceria tem caráter amplo e deve impactar diferentes áreas. “É um acordo que contempla várias finalidades, como direito do consumidor, recuperações judiciais no agronegócio e contratos bancários. A partir dele, teremos mutirões em diversas frentes, incluindo demandas do agro, relações de consumo e parcerias agrícolas, com alcance em todo o estado”, destacou.

O magistrado também ressaltou a relevância da iniciativa em Mato Grosso, onde o agronegócio possui forte presença econômica. Segundo ele, a expectativa é de que a parceria estimule outras instituições financeiras a adotarem medidas semelhantes, ampliando o uso de soluções consensuais.

Pelo lado do Banco do Brasil, o gerente jurídico regional, Marcelo Guimarães Marotta, enfatizou que a cooperação fortalece a atuação conjunta com o Judiciário na resolução de conflitos.

“Essa iniciativa contribui para a redução da litigiosidade e para a pacificação social. Temos muitas demandas, especialmente nos Juizados Especiais e também no agronegócio, envolvendo renegociação de dívidas e recuperação judicial. O banco já possui estrutura para negociação e, com essa parceria, poderemos ampliar as soluções consensuais também no âmbito judicial”, afirmou.

Como funcionará na prática

O termo estabelece que o Banco do Brasil deverá identificar previamente os casos com potencial de acordo e encaminhá-los aos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). A instituição também se compromete a enviar representantes com autonomia para negociação durante as audiências, o que deve aumentar as chances de resolução rápida dos conflitos.

Já o Nupemec ficará responsável por organizar os mutirões, indicar os Cejuscs competentes e garantir a estrutura necessária para a realização das sessões de mediação e conciliação, sejam elas presenciais ou virtuais.

Benefícios para a população

A parceria tem como foco oferecer soluções mais rápidas, reduzir custos e evitar o prolongamento de processos judiciais. Além disso, busca facilitar a renegociação de dívidas, especialmente em contextos de crise financeira, contribuindo para a recuperação econômica de pessoas físicas, empresas e produtores rurais.

Outro ponto previsto é o incentivo à cultura do diálogo, com ações de conscientização sobre os benefícios da conciliação, além da capacitação contínua de mediadores judiciais.

O Termo de Cooperação tem vigência por prazo indeterminado e abrange todo o estado de Mato Grosso.

Fonte: Tribunal de Justiça do Mato Grosso

Banco do Brasil anuncia novo gerente geral da Tesouraria Global

Publicado em: 20/03/2026

O Banco do Brasil anunciou a indicação de Tiago Cruz Alexandre para o cargo de gerente geral da Unidade de Tesouraria Global, sediada no Brasil. O executivo assume a posição com a missão de fortalecer a atuação estratégica da Tesouraria em um ambiente de mercado cada vez mais dinâmico, ampliando a sofisticação das operações, a disciplina financeira e a geração de valor para o conglomerado BB. A atuação da área tem foco crescente em soluções que tornem a Tesouraria cada vez mais próxima e relevante na vida dos clientes do Banco do Brasil.

De acordo com o vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, Francisco Lassalvia, a nomeação reforça a estratégia do Banco do Brasil de alinhar perfis de liderança altamente qualificados às áreas essenciais do negócio. “No caso da Tesouraria Global, a expectativa é evoluir continuamente seu papel institucional, aproximando-se ainda mais das áreas de negócio e dos clientes do BB, contribuindo para soluções financeiras mais eficientes, inovadoras e alinhadas às necessidades reais do mercado, fortalecendo o protagonismo do Banco do Brasil no cenário financeiro global”, destaca o vice-presidente, que lidera o setor.

O novo gerente da Tesouraria Global do BB, Tiago Cruz Alexandre, diz que a atuação coordenada das equipes de diversos setores do Banco é um elemento central para ampliar a geração de valor e consolidar a presença do Banco do Brasil no mercado financeiro internacional. “Assumo a liderança da Unidade de Tesouraria Global com o compromisso de fortalecer seu papel institucional e aprofundar a integração com as demais áreas do Banco do Brasil. Nosso foco será a evolução contínua da gestão de riscos, capital e liquidez, além do desenvolvimento de soluções financeiras cada vez mais eficientes, competitivas e alinhadas à estratégia do Banco”, complementa.

Com 17 anos de trajetória no Banco do Brasil, Tiago Cruz já atuou em posições estratégicas no Brasil e no exterior. Antes de assumir a Tesouraria Global do BB, ele estava baseado em Londres, onde atuou como Diretor da BB Securities Limited. Também exerceu funções como head da mesa de renda fixa externa na Diretoria de Finanças, gerente de soluções na Unidade de Captações e Investimentos do BB e também já atuou como gerente de Negócios Digitais do BB na Califórnia, acumulando experiência em mercados globais, gestão de riscos, investimentos, derivativos e estratégia de negócios.

Tiago Cruz é graduado em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), possui MBA em Finanças pelo Ibmec e Mestrado em Finanças Internacionais (MSc) pela University of Reading, no Reino Unido, além de formação no Programa de Executivos de Stanford, nos Estados Unidos. Seu perfil técnico é complementado por um conjunto de competências que inclui gestão de riscos, investment banking, investimentos, derivativos e estratégia empresarial.

Fonte: Banco do Brasil

BB aumenta investimentos em capacitação e certificação profissional

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A transformação tecnológica e regulatória no sistema financeiro tem ampliado a demanda por profissionais mais qualificados no setor bancário. O Banco do Brasil vem fortalecendo sua estratégia de desenvolvimento de pessoas e ampliando de forma consistente os investimentos em capacitação e certificação profissional de seus funcionários. Só no último ano, 97,74% dos funcionários do BB participaram de programas de treinamento e desenvolvimento, nas modalidades autoinstrucional, presencial e on-line ao vivo.

Ao longo do ano, foram registradas mais de 3 milhões de horas de capacitação, com uma média de 149,73 horas de treinamento por funcionário, reforçando o compromisso do Banco com a aprendizagem contínua entre os principais eixos de capacitação, destacam-se tecnologia, inteligência artificial e metodologias ágeis, além de temas como prevenção a fraudes, segurança nos negócios e compliance, agronegócio, governança e gestão ASG e também sobre gestão e liderança feminina.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a procura por certificações e capacitações para o setor bancário, voltadas aos profissionais do setor financeiro e interessados de outras áreas, cresceu 25% em 2025, alcançando no ano o maior volume já registrado na série histórica. Desde 2020, o crescimento foi de 34,4%, segundo a Febraban Educação, escola de negócios e finanças da Febraban, especialmente em áreas específicas, como ouvidoria, suitability, agro, mercado financeiro, cooperativas, controles internos e prevenção a fraudes.

O gerente executivo de gestão da cultura e de pessoas do BB, Rodrigo Quintiliano, destaca o foco em escala de capacitações, além da atuação para fortalecimento da cultura organizacional da empresa para impactar positivamente nos negócios.

“A transformação tecnológica e regulatória do sistema financeiro exige profissionais cada vez mais preparados. No Banco do Brasil, investir de forma contínua na capacitação e na certificação dos nossos funcionários é uma decisão estratégica, que garante a qualidade do atendimento, a solidez do negócio e a nossa capacidade de gerar valor sustentável para a sociedade”, diz Quintiliano.

“Além das formações internas, o Banco do Brasil incentiva seus profissionais a obterem certificações reconhecidas pelo mercado, tanto obrigatórias quanto voltadas à diferenciação profissional. Em 2025, o BB alcançou a marca de mais de 45 mil funcionários da rede de atendimento BB com certificações regulatórias, como as de investimentos da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)”.

Fonte: Monitor Mercantil

BB reforça consultoria e agências para disputar investidores com fintechs: “cliente quer contato humano”

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Com novas agências, atendimento consultivo e foco em clientes de alta renda, BB busca ampliar relacionamento financeiro e ganhar espaço no mercado de investimentos.

A estratégia do Banco do Brasil (BBAS3) quer reforçar a proximidade com o cliente em um momento em que bancos digitais e corretoras independentes ampliam a disputa por investidores envolve combinar tecnologia, atendimento especializado e presença física em um modelo híbrido – que mistura canais digitais e presenciais – para fortalecer o relacionamento financeiro e ampliar o espaço no mercado de investimentos.

No dia 5 de março, o E-Investidor acompanhou, em Belém (PA), a inauguração de um novo Ponto BB e da primeira Casa Estilo do País, iniciativa focada no público de alta renda, em empresas e no agronegócio. Durante o evento, executivas do banco afirmaram que uma das prioridades para 2026 é tornar o atendimento ao investidor mais próximo e acolhedor, oferecendo consultoria financeira mais estruturada e integrada entre diferentes segmentos de clientes.

Segundo Larissa Novais, diretora de clientes pessoa física do banco, a estratégia parte da constatação de que o perfil do consumidor mudou e hoje ele combina autonomia digital com busca por orientação especializada.

Barbara Freitas, gerente-geral da unidade de atendimento, explica que “nos canais digitais os clientes buscam muito o autosserviço e as transações do dia a dia”. “Já no canal presencial, como as agências, vemos um movimento cada vez maior voltado para negócios e assessoria financeira. Quando o cliente quer falar de operações mais estruturadas, ele valoriza muito o contato humano”, afirma.

Estratégia usa agências como centros de consultoria

A mudança no comportamento do investidor também ajuda a explicar a reformulação das agências bancárias. Em vez de espaços focados apenas em operações bancárias, o banco quer transformar esses pontos físicos em centros de relacionamento e orientação financeira. Nesse contexto, surgem os chamados Pontos BB, que combinam atendimento bancário com parcerias comerciais e experiências para clientes.

“As parcerias ajudam a oferecer uma experiência mais completa para o cliente e transformam a agência em um ponto de encontro”, afirma Freitas. “ Além disso, quando você compartilha o espaço físico com parceiros, consegue uma gestão mais eficiente daquele ponto”, complementa.

Segundo ela, em algumas localidades o modelo já permite dividir custos operacionais com empresas parceiras. “Dependendo da parceria, até 25% do custo do imóvel pode ser compartilhado”, diz. O sistema é chamado de “win-win” (ganha-ganha) pelas executivas, melhora a experiência do cliente e traz mais fluxo para a agência e ainda aumenta a eficiência.

O banco já testa esse modelo em algumas unidades. Um dos pilotos citados por Bárbara Freitas envolve uma parceria com a Cacau Show em uma agência na região da Faria Lima, na Capital paulista.

Integração entre pessoa física e empresas

Outra frente da estratégia envolve integrar melhor o atendimento de clientes pessoa física (PF) e pessoa jurídica (PJ), algo que o banco considera como potencial relevante de geração de negócios. Segundo Novais, muitos clientes já mantêm relacionamento com o BB nos dois perfis, mas a instituição vê espaço para ampliar essa conexão dentro das agências.

Testes realizados pelo banco indicam que essa abordagem pode aumentar significativamente o potencial de receita. Em um piloto realizado com dirigentes que possuem contas como PF e PJ, o banco observou um aumento expressivo no desempenho comercial.

“Observamos um incremento de margem de 70% na pessoa jurídica quando há integração no atendimento e no relacionamento. Isso mostra que existe um espaço grande para crescer nessa frente”, afirma Novais.

Competição com fintechs e plataformas digitais

A estratégia também responde a um ambiente de competição crescente no sistema financeiro, marcado pela expansão de fintechs e plataformas digitais de investimento. “A gente costuma dizer que somos uma fintech de mais de 200 anos. Apesar da nossa longevidade, inovamos todos os dias”, explica a diretora de clientes.

Hoje, segundo a executiva, o banco já possui uma base significativa de clientes digitais. Apenas no último ano, cerca de 3,7 milhões de contas foram abertas digitalmente e em menos de 5 minutos por cliente.

Freitas acrescenta que o app do BB já concentra grande parte da interação com os correntistas. “Temos 35 milhões de clientes que usam canais digitais e chagamos a ter 12 milhões acessando o aplicativo do banco em um único dia”, diz.

Para ela, o diferencial competitivo está justamente na combinação entre tecnologia e relacionamento humano. “Mesmo o cliente que é 100% digital, quando precisa tomar uma decisão importante de investimento, muitas vezes quer conversar com alguém e ter orientação”, afirma.

A corrida do BB pela “principalidade” na alta renda

No centro do Banco do Brasil está um indicador acompanhado de perto chamado “principalidade“. Basicamente, é utilizado internamente para medir o grau de relacionamento financeiro que um cliente mantém com o banco. Segundo Larissa Novais, diretora de clientes pessoa física da instituição, o indicador reflete quando o cliente concentra no banco a maior parte do seu fluxo financeiro, como recebimento de salário, movimentação de conta, crédito e investimentos.

“A principalidade é um indicador que a gente sempre quer crescer”, afirma a diretora.

Na prática, quanto maior a principalidade, maior também tende a ser a rentabilidade do relacionamento. Isso ocorre porque o banco passa a concentrar diferentes produtos financeiros do mesmo cliente – como investimentos, cartões, crédito e seguros – aumentando a recorrência de receitas.

Uma das frentes para impulsionar esse indicador está no segmento de alta renda, considerado estratégico para a expansão da base de investidores. Entre as iniciativas está o lançamento da Casa Estilo, um espaço dedicado a clientes de maior patrimônio e investidores, além de novos produtos voltados a esse segmento.

“Na estratégia para alta renda acabamos de lançar um cartão premium (o Altus Liv, lançado no final de 2025) e já cresceu mais de 33% na quantidade de clientes com esse produto, que têm um faturamento muito maior. No total, o faturamento dessa frente cresceu mais de 20%”, afirma a executiva.

O banco também criou um novo subsegmento voltado a investidores com patrimônio mais elevado. Chamado de High Estilo, o modelo é direcionado a clientes com pelo menos R$ 1 milhão em investimentos, oferecendo atendimento personalizado. “Hoje já temos 185 mil clientes nesse novo modelo de relacionamento”, afirma Novais.

O banco pretende ampliar em cerca de 25% o número de clientes do segmento Estilo até 2029, com a expansão iniciada em 2025.

“Já crescemos cerca de 6% na base Estilo em 2025 e a estratégia continua para os próximos anos”, diz a diretora.

Crédito do trabalhador puxa varejo do Banco do Brasil

Ao mesmo tempo, o banco busca ampliar o relacionamento com clientes de outros perfis, incluindo o público de varejo. Uma das apostas nessa frente é o chamado crédito do trabalhador, que ganhou força nos últimos anos e deve continuar sendo expandido com apoio de modelos analíticos.

Segundo Novais, o banco vem utilizando cruzamento de dados entre empresas e clientes para aumentar a precisão da concessão de crédito. O BB está tornando o processo mais cauteloso utilizando inteligência de dados aplicada à análise de crédito. Basicamente, o sistema cruza informações de diferentes fontes para entender o perfil financeiro do cliente, seu histórico de relacionamento com o banco e seu comportamento ao longo do tempo.

Na prática, os modelos analisam dados como movimentação financeira, histórico de crédito, pontualidade nos pagamentos, nível de endividamento, renda, relacionamento com o BB e variáveis econômicas mais amplas. Esses dados são tratados por modelos estatísticos e de inteligência artificial que identificam padrões, riscos e oportunidades, ajudando o BB a avaliar a capacidade de pagamento e a oferecer condições mais adequadas a cada cliente.

“Isso permite ampliar o público com segurança e crescer também nesse segmento”, explica.

Lembrando que: o BB confirmou que toda a análise é realizada conforme a legislação vigente e não substitui a governança e nem as políticas de crédito.

Outro grupo considerado estratégico para elevar a principalidade contém os chamados proventistas, clientes que recebem salário pelo banco. Atualmente, cerca de 11,3 milhões de clientes se enquadram nessa categoria. “Esses clientes, em geral, já têm muita principalidade conosco, porque o fluxo financeiro deles está no banco. Então também é nossa estratégia ampliar cada vez mais o relacionamento com esses clientes e trazer mais proventistas para a nossa base”, explica Larissa Novais.

A estratégia do Banco do Brasil (BBAS3) é que essa combinação entre tecnologia, consultoria e presença física mais estruturada ajude a fortalecer o relacionamento com investidores e a disputar espaço em um mercado cada vez mais concorrido. (Estadão)

Fonte: Sindicato dos Bancários de Cascavel

BB diz ao TCU que não tem estudos ou discussões sobre federalizar BRB

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O Banco do Brasil afirmou ao Tribunal de Contas da União (TCU), em documento produzido nesta semana, que não tem estudos ou discussões, concluídos ou em andamento, sobre a possibilidade de ‘federalizar’ o Banco de Brasília (BRB).

Segundo o ofício enviado ao órgão na quarta-feira (11), o banco não tem estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório relacionados a qualquer intenção de assumir o controle do BRB.

O texto é uma resposta ao pedido do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, que abriu prazo de 15 dias para que bancos públicos federais e o Ministério da Fazenda indicassem se chegaram a cogitar ou analisar uma possibilidade de “federalização” do Banco de Brasília (BRB).

O prazo ainda está em aberto e, até a publicação desta reportagem, outros órgãos ainda não tinham respondido.

Entenda

O BRB tenta recompor e melhorar a qualidade de seu patrimônio, abalado por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master – cujas irregularidades foram reveladas pela operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro de 2025.

Em meio a essas tentativas, começaram a circular rumores de que instituições federais poderiam comprar o BRB para salvar as operações do banco – o que, na prática, tiraria o governo do Distrito Federal da posição de acionista controlador da entidade.

A decisão atende a um pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. As informações deverão ser prestadas pela Caixa, pelo Banco do Brasil, pelo BNDES e pelo Ministério da Fazenda.

Bruno Dantas determinou que, se o tema estiver sendo estudado pelo governo, os órgãos terão de enviar os “documentos mínimos” que deem um panorama geral das discussões.

No despacho, Bruno Dantas reconhece que Furtado não juntou ao processo nenhum ato administrativo da União que, de fato, indique a intenção do governo federal de assumir o controle do BRB.

Em entrevista no dia 25 de fevereiro, no entanto, o secretário do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou em entrevista que o banco acompanha a situação do BRB como uma eventual “oportunidade de negócio”.

Ao pedir informações aos órgãos, Bruno Dantas afirmou que a medida se justifica pela “materialidade potencial elevada, considerada a ordem de grandeza dos valores” envolvidos no tema; e pelo “risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal”.

“Ademais, em operações envolvendo reestruturação bancária, aquisição de ativos, participação societária ou soluções de capitalização, é comum que a formação da decisão se dê de forma célere e por etapas, com atos preparatórios e registros de governança que antecedem a formalização final, muitas vezes sob sigilo e condicionados a janelas de mercado”, prossegue o ministro.

Quais informações o TCU pediu?

O despacho de Bruno Dantas pede informações diferentes para cada um dos órgãos acionados. Veja:

Banco do Brasil e Caixa: estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório (análise de aquisição, participação societária, operação de crédito, modelagem de solução ou absorção/federalização);

BNDES: pleitos/consultas/demandas, formais ou registradas, relativas à estruturação de garantias, modelagens ou linhas de financiamento associadas ao saneamento financeiro do BRB;

Ministério da Fazenda (incluindo Tesouro Nacional, no que couber): iniciativas, grupos de trabalho, notas técnicas, despachos ou tratativas sobre alternativas relacionadas ao BRB, inclusive eventual estimativa preliminar de impacto fiscal para a União/Tesouro Nacional em cenário de assunção de responsabilidades.

Fonte: G1

BB conclui 1ª transação com agente de IA no País usando plataforma da Visa

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O Banco do Brasil afirma ter conduzido no dia 11 de março, a primeira transação no País em que um agente de inteligência artificial realizou uma compra em nome do consumidor. O procedimento foi feito por meio do Visa Intelligent Commerce, a plataforma da bandeira multinacional que viabiliza o chamado “comércio agêntico”.

O processo ocorreu em um ambiente de produção controlado, espécie de teste monitorado com aplicação real. A partir de uma autorização prévia, o cartão do portador é habilitado para o processamento da transação, o que permite que o agente de IA faça o pagamento em favor do cliente. Em um exemplo hipotético prático, o usuário pode pedir que a ferramenta compre passagens aéreas para determinado destino a partir de certo preço.

A rede da Visa fica responsável pela autenticação e os controles de segurança, além da tokenização — a substituição de dados sensíveis de um cartão por um código único para proteção da informações.

“A adoção do Agentic Commerce amplia a conveniência para os clientes, sem abrir mão da segurança e da confiabilidade tradicionais do BB, e aproveita a oportunidade gerada com a adoção massificada de IA pelo mundo”, afirmou o diretor de Soluções em Meios de Pagamento e Serviços do BB, Pedro Bramont.

O Visa Intelligent Commerce entra como o viabilizador da infraestrutura tecnológica que permite transações baseadas em consentimento, iniciadas por agentes de IA em nome dos consumidores. A empresa garante seguir “rigorosos padrões de segurança e requisitos regulatórios”.

“Esse movimento inaugura uma era de conveniência e eficiência sem precedentes, tornando essencial que empresas, consumidores e todos os participantes da cadeia de valor de pagamentos estejam preparados para se adaptar rapidamente a esse ‘novo mundo’, em que a inteligência artificial redefine padrões de consumo, competitividade e inovação no varejo digital”, disse o presidente da Visa no Brasil, Rodrigo Cury.

O comércio agêntico é uma das grandes apostas do setor para alavancar o uso da IA no e-commerce, que completou 30 anos no Brasil. A principal rival da Visa, a Mastercard, tem concentrado o desenvolvimento da tecnologia no chamado Agent Pay e tem parceiros como Microsoft e PayPal.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BB lança cupons de desconto para avançar na disputada pelo consignado

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O Banco do Brasil vai oferecer cupons de desconto para a contratação do crédito consignado, em meio ao crescente apetite do setor bancário pela modalidade. Com o lançamento, o banco se inspira em uma prática comum no varejo para reforçar o relacionamento com os clientes.

A funcionalidade estará disponível no aplicativo do banco e promete condições personalizadas para os usuários. Ao aplicar o cupom, o beneficiário terá acesso ao valor das parcelas com o desconto e a economia total obtida na operação.

“Com o Cupom BB, o Banco do Brasil passa a incorporar ao crédito pessoal uma prática já consolidada em outros setores, como o varejo e o comércio eletrônico, aplicando esse modelo ao ambiente financeiro com foco na conveniência e no fortalecimento do relacionamento com os clientes”, afirmou a diretora de clientes pessoa física do BB, Larissa Novais.

O lançamento do cupom ocorre em um momento de crescente disputa entre bancos pelo público-alvo do consignado, particularmente na modalidade privada. Em um relatório divulgado na semana passada, o Bank of America (BofA) estima que as originações nessa linha cresceram seis vezes desde o início do programa de incentivo do governo, a R$ 110 bilhões. “Esperamos que o produto ganhe mais impulso no segundo semestre de 2026, à medida que as garantias dos fundos de indenização dos trabalhadores [FGTS] entrem em operação”, projeta o BofA.

Fonte: Broadcast Estadão

BB vê recuperação em andamento na agropecuária do Rio Grande do Sul

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Após cinco safras frustradas, com seca, estiagem severa e enchente, a agropecuária do Rio Grande do Sul encontra-se em recuperação, avalia o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BB), Gilson Bittencourt. “O Rio Grande do Sul ainda vai demorar alguns anos para a recuperação. Em outras regiões, onde o problema foi mais pontual, o tempo de recuperação é muito mais rápido. Agora No Rio Grande do Sul, o processo vai demorar um pouco mais, e, por isso, a necessidade do melhor planejamento, do produtor olhar a sua atividade do ponto de vista produtivo e econômico em um prazo maior”, disse Bittencourt, em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro , nos bastidores da Expodireto Cotrijal, feira agropecuária realizada em Não-me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul.

Para Bittencourt, uma das necessidades dos agricultores gaúchos será a busca da constância. “Não adianta ter uma produtividade em uma determinada região de 60 a 70 sacas de soja por hectare em um ano, que é uma boa produtividade, e nos dois, três anos seguintes, obter com 20 a 30 sacas de soja”, apontou. Isso perpassa o investimento em solos, em tecnologia ou até mesmo a mudança de atividade, segundo ele, pra que os produtores possam manter renda constante no longo prazo. “O Rio Grande do Sul ainda tem muito trabalho a fazer, que não é somente um trabalho do produtor. Os produtores têm mostrado essa resiliência, mas é um trabalho que envolve também assistência técnica das instituições financeiras, dos órgãos governamentais, para incentivar cada vez mais adoção de tecnologias e mecanismos de redução e mitigação dos efeitos climáticos que o Estado tem vivenciado nesses últimos anos”, observou.

Na análise do vice-presidente do BB, o Estado tem produtores em diferentes situações quanto a regiões, culturas e perfil de produtor. “Em determinadas regiões, o impacto foi menor. Há um conjunto de produtores que está em uma situação razoável, não estão endividados, estão com operações de investimento vigentes e adimplentes. Talvez este grupo seja a maior parte dos produtores”, apontou Bittencourt.

Outro grupo de produtores foi afetado pelos eventos climáticos adversos e prorrogou as dívidas, com as renegociações afetando seu fluxo de caixa. “Esse grupo de produtor é o que tem maior dificuldade hoje. Estamos que parte importante desses produtores tenham sido atendidos pela Medida Provisória 1314 de renegociação de dívidas”, pontuou o executivo do BB. O banco registrou R$ 3,3 bilhões em operações de renegociação com juros controlados, sendo grande fatia referente a débitos de produtores do Rio Grande do Sul. “Acreditamos que esse fôlego vai dar condição de recuperação desses produtores que estavam com um problema maior de fluxo de caixa por renegociações anteriores”, pontuou Bittencourt.

Ele destacou, ainda, que parcela das perdas verificadas nos últimos anos no Estado foi coberta pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o que evitou a necessidade de rolagem de financiamentos.

Uma terceira parcela de produtores, entretanto, ainda enfrenta dificuldades financeiras mesmo com a postergação dos financiamentos, apontou Bittencourt. “O maior desafio é buscar alternativas. Parte desses produtores precisará reestruturar os seus ativos e terá necessidade de repensar mecanismos de reduzir o seu endividamento, às vezes se desfazendo de um ativo que tenha sido adquirido, para permitir a manutenção na atividade”, avaliou o vice-presidente do BB.

A mitigação dos eventos climáticos extremos, que têm sido frequentes no Rio Grande do Sul, deve ser outra prioridade dos produtores, segundo Bittencourt, com o usos de novas tecnologias, desde irrigação à proteção do solo. “Não se trata de eliminar o risco, mas reduzir a perda, porque um solo melhor tem condições de suportar uma pequena seca. Em alguns casos, a possibilidade pode ser mudar o ciclo das culturas, em outros até mesmo mudar a atividade ou repensar as atividades dentro de cada área da propriedade”, acrescentou. O seguro é um dos instrumentos necessários na conjuntura da agropecuária gaúcha, completou.

Fonte: Investalk BB

BB diz que crédito privado ganha espaço no agro, mas tendência é equilíbrio

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Os instrumentos do mercado financeiro, como LCAs, CRAs, CPRs e Fiagros, têm ampliado participação no financiamento da safra brasileira nos últimos anos, mas o sistema tende a voltar ao equilíbrio histórico entre diferentes fontes de recursos, segundo o Vice-Presidente de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), Gilson Bittencourt.

“Historicamente, o mercado financeiro é responsável por cerca de um terço do custeio da safra brasileira. Um terço o próprio produtor utiliza recursos próprios, um terço ele vai buscar seja em revendas de insumos ou em tradings, e um terço junto às instituições financeiras. Esse patamar vem se mantendo”, afirmou ao CNN Agro durante o Expodireto Cotrijal, no Rio Grande do Sul.

As linhas de crédito e outros instrumentos do mercado financeiro têm ganhado espaço como alternativa de funding para o agronegócio, em um cenário de maior custo do crédito e pressão financeira sobre parte dos produtores após eventos climáticos e oscilações de preços nos últimos anos.

Segundo dados do BC (Banco Central), entre julho e janeiro do ciclo atual, as contratações via instituições financeiras de CPR cresceram quase 50% na comparação anual, saltando de cerca de R$ 104 bilhões para aproximadamente R$ 154,8 bilhões.

O próprio desenho do Plano Safra já vem ganhando contornos nos quais esses instrumentos passam a ter participação maior no financiamento da atividade.

“Houve até um aumento da participação do sistema financeiro nos últimos anos. Agora a tendência é ter um retorno ao equilíbrio de um terço, um terço, um terço”, disse Bittencourt.

Desta forma, a avaliação dele é que as linhas com taxas controladas dentro do crédito bancário seguem operando normalmente, especialmente para agricultores familiares e médios produtores.

“Quando a gente olha os recursos controlados de custeio, especialmente Pronaf e Pronamp, além de uma parte para os demais produtores, eles estão fluindo normalmente. Tanto que essa semana o governo divulgou aumento na concessão de crédito para esses produtores”, disse.

Já as linhas com taxas livres, mais sensíveis ao patamar elevado da taxa básica de juros, têm apresentado maior retração.

“Onde houve uma redução foi especialmente nas linhas com taxa livre, que estão mais elevadas, considerando a Selic em 15%. Isso acaba penalizando ou dificultando o financiamento”, afirmou, dizendo que é esperado um corte na taxa básica de juros ainda no copom de março – como vem sendo sinalizado pelo próprio BC.

Endividamento e reorganização

Bittencourt afirmou que o cenário financeiro do setor varia conforme região e atividade. Enquanto parte dos produtores segue investindo, outros enfrentaram aperto no fluxo de caixa após eventos climáticos ou queda de preços.

“Bem, o Brasil é diverso e tem uma produção distinta, seja em relação a produtos, seja em relação à situação dos produtores. Então nós temos produtores que estão numa situação muito boa e estão conseguindo investir cada vez mais. E aí, seja pela região, seja pelo produto — café é um exemplo —, como a gente tem produtores que, em função de problemas climáticos ou de preços nos últimos anos, tiveram aperto no fluxo de caixa. Este é o momento em que eles estão mais cautelosos. Eu acho que é um bom momento de refletir e reorganizar as finanças”, afirmou.

Segundo ele, medidas recentes ajudaram produtores a reorganizar o fluxo de caixa.

“A Medida Provisória 1314, na qual o banco fez um grande número de operações, seja com recursos controlados, com taxa subsidiada vinda diretamente do governo, seja com recursos livres do banco, foi uma forma de contribuir para que os produtores reorganizassem seu fluxo de caixa e pudessem se reestruturar para os próximos anos, voltando a investir”, disse.

Ele destacou ainda que a maior parte dos produtores segue adimplente.

“O que é importante destacar é que a maior parte dos produtores, inclusive clientes do Banco do Brasil, estão adimplentes e vêm se mantendo adimplentes, sejam pequenos, médios ou uma parte importante dos grandes produtores”, afirmou.

Seguro e investimento em tecnologia

O diretor do BB afirmou que, no caso do Rio Grande do Sul, o seguro rural teve papel importante para manter a capacidade de pagamento de parte dos agricultores após eventos climáticos recentes.

“Quando a gente olha, inclusive pelos problemas que o Rio Grande do Sul teve nos últimos anos, em função de seca e da própria enchente, o seguro — especialmente o Proagro — teve um papel fundamental na manutenção da adimplência e, em muitos casos, inclusive zerando a dívida dos produtores com as instituições financeiras”, disse.

“Só nos últimos cinco anos foram quase R$ 30 bilhões pagos pelo Proagro para produtores, grande parte disso no Rio Grande do Sul”, acrescentou.

Para ele, além do seguro, será necessário ampliar investimentos em tecnologia para reduzir impactos climáticos.

“Eventos climáticos não são resolvidos apenas com seguro. Se o produtor acha que vai perder, o seguro sozinho não resolve. Nós precisamos investir em tecnologia para mitigar esses impactos”, afirmou.

“No Rio Grande do Sul há necessidade de investimento em recuperação de solos, melhoria da camada de proteção do solo para dar maior resistência a pequenas secas e veranicos, além de avanços em irrigação”, disse.

Segundo Bittencourt, o banco pretende apoiar esses investimentos.

“O Banco do Brasil quer ser parceiro nesse processo, financiando soluções e tecnologias que aumentem a resiliência do produtor”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

Previ, fundo de pensão do BB, tem superávit de R$ 12,5 bilhões em 2025

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A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, fechou o ano de 2025 com superávit de R$ 12,5 bilhões. A entidade registrou rentabilidade acumulada de 16,1%, impulsionada tanto por ganhos na renda variável quanto na fixa.

O índice supera a meta atuarial da entidade, de INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 4,75%, destacou o presidente da Previ, Márcio Chiumento, em entrevista a jornalistas.

O resultado vem como um alívio, após o resultado ruim de 2024, quando o Plano 1, maior linha da Previ, registrou déficit de R$ 3,16 bilhões, após consumir o superávit do ano anterior. O resultado foi atribuído à desvalorização de ativos e à marcação a mercado de títulos.

Já o resultado de 2025 – R$ 15,7 bilhões, dos quais foram subtraídos R$ 3,16 bilhões do déficit de 2024, resultando no superávit R$ 12,5 bilhões – se deveu a rentabilidade da carteira de 16,1%. “Isso reafirma a resiliência de nossos ativos”, disse Chiumento.

Na abertura da carteira, os investimentos de renda variável do Plano 1, maior e mais maduro, alcançaram ganho de 39,6%, seguindo a valorização da Bolsa. Este tipo de alocação representa 22% da carteira do Plano 1. A renda fixa, na qual estão alocados 69,3% dos recursos, atingiu 10,6%.

A divulgação dos resultados de 2025 foi a primeira apresentação de Chiumento à imprensa já no cargo de presidente da Previ. O executivo foi indicado ao cargo em outubro de 2025 para substituir João Fukunaga, que renunciou após desgastes relacionados à sua nomeação, ao déficit de 2024 e às estratégias de investimento da entidade sob sua gestão.

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Chiumento é graduado em direito. Antes de chegar à Presidência da Previ, foi diretor de Participações. Em relação ao resultado da entidade, o executivo reconheceu que houve “desgastes naturais” em 2024, mas ressaltou que a recuperação em 2025 foi “bastante expressiva”.

A Previ não fez nenhum “movimento brusco” em 2025, apenas vendas oportunísticas de alguns ativos. O desinvestimento atingiu 12 empresas, incluindo BRF e Neoenergia, e somou R$ 21 bilhões. “Vale, Petrobras e Banco do Brasil subiram”, comentou o diretor de Investimentos da entidade, Claudio Gonçalves. “Foi quase 40% de rentabilidade no segmento de renda variável.”

Por outro lado, a entidade investiu em NTN-Bs com taxa média de IPCA somada a 7,36%.

Em 2025, a Previ ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões em ativos totais, abrangendo o Plano 1 (R$ 240 bilhões) e o Previ Futuro (R$ 42,1 bilhões), mais novo, que está em fase de acumulação.

Chiumento ressaltou que a Previ alcançou um recorde de pagamento de benefícios, de R$ 17 bilhões, e, com uma carteira sólida de fluxo de pagamentos, não precisou vender ativos para fazer frente aos compromissos. “Esse é um grande diferencial da Previ”, disse Chiumento.

Fonte: CNN Brasil

Banco do Brasil lança primeira Casa Estilo em Belém, no Pará

Publicado em: 12/03/2026

O Banco do Brasil inaugurou no dia 5 de março sua primeira Casa Estilo, em Belém do Pará. O novo espaço apresenta um conceito de ambiente pensado para acolher clientes em diferentes momentos da vida financeira, oferecendo um local funcional, integrado e facilitador de conversas qualificadas. A proposta reforça o compromisso do BB de ser próximo e relevante na vida dos clientes em todos os momentos.

A Casa Estilo foi projetada para fortalecer o relacionamento por meio de atendimento especializado e experiências que evidenciam o cuidado do Banco em cada detalhe. A escolha de Belém conecta o conceito à energia cultural e ao dinamismo econômico da região, onde o BB tem ampliado sua atuação. Em 2024, o lançamento do Hub Financeiro de Bioeconomia aproximou ainda mais o Banco das comunidades locais. Em 2025, a participação do BB na COP30 reforçou a presença institucional na capital. Agora, a chegada da Casa Estilo se integra ao Ponto BB Belém, inaugurado no mesmo dia e voltado à oferta de serviços e soluções em modelo de loja.

“O Banco do Brasil vem aprofundando sua estratégia de relacionamento com o público de alta renda, combinando proximidade, atendimento especializado e soluções que apoiam decisões importantes na vida financeira dos clientes. A Casa Estilo materializa essa proposta em um ambiente pensado para conversas qualificadas, curadoria de soluções e experiências relevantes. Mais do que um espaço físico, ela representa uma nova forma de relacionamento, que integra o melhor do atendimento humano com a conveniência do digital”, afirma Larissa Novais, diretora de Clientes Pessoa Física do Banco do Brasil.

No funcionamento cotidiano, a Casa Estilo se torna um ponto de encontro entre o cliente e o Banco. Ela estimula conversas relevantes, reforça vínculos e mostra que a presença física complementa a experiência digital. Essa visão está alinhada à assinatura “BB Estilo. Viva o seu!”, que incentiva cada pessoa a conduzir sua jornada, com o apoio do BB.

Estratégia Alta Renda e reposicionamento

A Casa Estilo traduz a estratégia do Banco do Brasil para o público de alta renda, que combina proximidade, curadoria e soluções capazes de apoiar decisões relevantes. Para os próximos anos, o Banco projeta ampliar em 25% sua base de clientes deste segmento, fortalecendo o vínculo com quem já integra o Estilo.

Entre os marcos recentes está o cartão Altus Liv, lançado no final de 2025, que ampliou o valor percebido em benefícios e experiências exclusivas.

Os resultados de 2025 mostram a relevância do BB Estilo para o Varejo PF do Banco. Os resultados do ano reforçam a relevância do segmento: crescimento de 6% na base de clientes, avanço de 11% no volume sob gestão, aumento de 20% no faturamento de cartões e alta de 5 pontos no NPS. Esses indicadores confirmam que o modelo está alinhado às necessidades do público e tem capacidade de sustentar crescimento nos próximos anos.

Novas Casas Estilo pelo país

O Banco do Brasil avança na consolidação de um novo formato de relacionamento com clientes de alta renda. Depois da estreia em Belém, a Casa Estilo passa a integrar o planejamento de praças selecionadas pelo banco. Brasília deve receber a próxima unidade, prevista para o primeiro semestre deste ano. No interior paulista, a região de Campinas também está no radar para abrigar uma Casa Estilo, reforçando a proposta de oferecer atendimento altamente especializado em ambientes concebidos para promover proximidade, consultoria qualificada e experiências exclusivas.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil adota cautela no crédito e foca varejo em 2026

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O Banco do Brasil (BBSA3) reafirmou uma postura mais prudente na gestão de risco e crédito durante reunião recenteda equipe de Relações com Investidores (RI) com analistas, segundo o Banco Safra. O BB adotou padrões de originação mais rígidos e reforçou a disciplina na concessão de crédito, especialmente diante de um início de ano ainda desafiador para o agronegócio.

A diretoria sinalizou um tom conservador para o primeiro semestre de 2026, reconhecendo que os indicadores do crédito rural seguem pressionados. Ainda assim, não foram identificados sinais de deterioração inesperada. A expectativa é de que a visibilidade sobre a trajetória do crédito melhore ao longo do ano, com os dados de inadimplência inicial de abril e maio sendo considerados determinantes para a leitura do ciclo.

Estratégia de provisões antecipa impacto e suaviza resultados

O custo de risco deve permanecer elevado no curto prazo, refletindo uma estratégia mais antecipada de provisões. Segundo o Safra, essa abordagem busca diluir a volatilidade dos resultados ao longo do tempo, mesmo que pressione os números no início do ano.

Fora do agronegócio, o Banco do Brasil mantém uma gestão conservadora das exposições corporativas e vem realocando gradualmente o crescimento para segmentos de varejo com maior spread, com destaque para o crédito consignado privado. Paralelamente, o banco segue avançando na mudança da composição da margem financeira (NII), priorizando receitas mais estáveis e ligadas ao relacionamento com o cliente.

Ajuste no apetite de risco e uso de renegociações

No crédito rural, o BB reconhece um ambiente operacional mais complexo e vem conduzindo um esforço relevante para estabilizar a carteira. O apetite de risco foi recalibrado, com maior seletividade na originação, uso ampliado de colaterais e redução da exposição por cliente.

As renegociações têm sido utilizadas de forma estratégica, principalmente para conter a formação de novos créditos inadimplentes (NPLs) e apoiar os produtores ao longo do ciclo. Como resultado dessa postura mais equilibrada, a administração espera que a carteira de agronegócio permaneça praticamente estável em 2026.

Cerca de 25% da carteira rural teve prazos estendidos por meio de renegociações ou rollovers, medida que deve aliviar a pressão de inadimplência no curto prazo e aumentar a resiliência da carteira ao longo do ano.

Custo de risco ainda pressionado, com melhora esperada no 2º semestre

Apesar da expectativa de custo de crédito elevado no curto prazo — influenciado pelo avanço dos NPLs rurais acima de 90 dias e por exposições reestruturadas do passado —, a administração projeta uma normalização gradual a partir do segundo semestre de 2026.

Indicadores-chave devem surgir no 2T26

O segundo trimestre deve ser decisivo para a leitura do ano. A dinâmica do crédito no agronegócio segue fortemente ligada ao ciclo de caixa do setor, com melhora na qualidade dos ativos ocorrendo, em geral, após a temporada de pagamentos da colheita. Nesse contexto, os indicadores de inadimplência inicial de abril e maio devem oferecer o primeiro sinal relevante sobre a eficácia das medidas adotadas.

A avaliação do banco também incorpora um cenário mais favorável para a safra atual, com condições climáticas neutras e menor preocupação com a volatilidade recente dos custos de insumos, apesar dos riscos geopolíticos.

Fonte: O Especialista Safra

Clientes do Banco do Brasil podem renegociar dívidas até o fim do mês

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O Banco do Brasil abriu prazo até dia 31 de março para que clientes possam renegociar dívidas com condições especiais e descontos que podem chegar a até 90%, de acordo com cada perfil. Segundo o banco, o objetivo é reforçar o compromisso com a recuperação da saúde financeira de seus clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito.

“Caso a renegociação não esteja disponível de forma automática, o cliente deve procurar sua agência de relacionamento para atendimento personalizado. Em todos esses canais, não é necessário o envio de documentos”, explicou o gerente-executivo da Unidade de Cobrança e Reestruturação de Ativos do Banco do Brasil, Daniel Brum.

A campanha do Banco do Brasil acontece simultaneamente ao Mutirão Nacional de Negociação e Orientação Financeira, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), quando será possível renegociar dívidas bancárias em atraso, como cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e outras modalidades de crédito sem garantia e não prescritas.

Segundo a Febraban, o mutirão representa uma oportunidade para que os cidadãos regularizem suas pendências financeiras, reorganizem o orçamento e evitem o superendividamento, além de fortalecer a relação entre consumidores e instituições financeiras.

Fonte: Agência Brasil

BB pediu para adiar pagamentos ao Tesouro por gestão prudencial, diz CEO

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A presidente do Banco do Brasil (BB), Tarciana Medeiros, afirmou que o pedido feito pela instituição financeira para adiar pagamentos ao Tesouro Nacional faz parte de um “plano prudencial” de gestão do capital.

“Temos [capital] bem acima do que Basileia coloca como nível de prudência e a gente não quer tocar nessa linha”, afirmou a executiva durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi ao ar na noite de ontem e contou com a participação do Valor.

Medeiros negou que a medida tenha como objetivo aumentar os índices de capital do BB neste momento.

Conforme o Valor revelou, o Banco do Brasil pediu ao Tesouro Nacional o diferimento, até 2029, do pagamento de R$ 1,8 bilhão em Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD). O instrumento foi usado nos governos Lula 2 e Dilma para fortalecer o capital de bancos públicos, mas há um cronograma de devoluções à União.

Medeiros lembrou que o BB constituiu cerca de R$ 60 bilhões em provisões no ano passado, quando foi afetado pela inadimplência recorde na carteira de crédito ao agronegócio. Neste contexto, disse, o banco identificou que o IHCD era um dos fatores que penalizariam o capital mais adiante.

“A gente precisa cuidar desse capital futuro. Nessa previsão de capital futuro, um dos indicadores que trariam algum decréscimo era o IHCD”, afirmou. “Não quer dizer que a gente necessite e que seja indispensável para a sobrevivência e o capital do banco esse diferimento.”

A executiva ressaltou que o Banco do Brasil era o único que vinha pagando integralmente o IHCD, enquanto outras instituições públicas já renegociaram com o Tesouro.

O BB encerrou 2025 com índice de Basileia de 15,13%. O capital de nível 1, de melhor qualidade, fechou o ano em 14,26%.

Recuperação

Depois de amargar uma queda de 45,4% no lucro líquido em 2025, o Banco do Brasil deve entrar em trajetória de recuperação neste ano apostando no aumento da rentabilidade da carteira de crédito para pessoa física, enquanto os segmentos de pessoa jurídica e agro devem se manter estáveis nesse quesito.

De acordo com Medeiros, essa combinação vai permitir a melhora do resultado, conforme as projeções divulgadas pelo banco. “Parece um crescimento pequeno, mas é de 20% em cima de R$ 20,7 bilhões”, disse.

A executiva relativizou a queda do lucro no ano passado, afirmando que o tombo se deu em relação ao maior resultado da história do BB, alcançado em 2024. Medeiros acrescentou que, se somados os lucros de 2023, quando chegou à presidência do banco, até este ano (conforme o previsto no “guidance”), a instituição entregará um ganho de R$ 118 bilhões. “É a soma dos sete anos anteriores a 2023.”

Para Medeiros, o banco tem condições de continuar entregando um aumento da margem financeira e o foco neste ano é ter uma participação maior de pessoas físicas no mix de crédito. Ao mesmo tempo, o objetivo é controlar a carteira de agro, com alguma possibilidade de inflexão a partir do segundo semestre.

O BB fechou dezembro com inadimplência recorde de 6,09% na carteira de crédito ao agronegócio. Medeiros negou que haja uma crise geral no setor. “Não há uma crise no agro brasileiro. Prova disso é a safra recorde”, afirmou.

Segundo a executiva, houve uma “conjunção de fatores históricos”, com impacto para “uma parcela de produtores, para algumas safras muito específicas e em regiões também específicas” que gerou dificuldades no pagamento dos créditos.

Caso Master

A presidente do BB defendeu que, após as implicações da quebra do Banco Master, haja uma reavaliação de normativos e das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), sem especificar medidas.

“No instante em que em se tem situações que são anômalas, a necessidade de evolução da governança desse processo se mostra urgente”, disse.

Na avaliação da executiva, não é necessariamente um problema haver um banco — como fazia o Master — que emita CDBs a 140% do CDI, desde que esse custo de captação seja compatível com seu modelo de negócios. “Mas é preciso prestar atenção quando não condiz.”

Segundo ela, não existe sistema infalível, mas desvios devem ser combatidos.

A executiva lembrou ainda que a conta da recomposição do caixa do FGC após os pagamentos aos depositantes do Master e outras instituições relacionadas está recaindo principalmente sobre BB, Caixa, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. O Banco Central aprovou a liberação de compulsórios para mitigar o impacto.

A presidente do BB disse não estar envolvida em conversas para uma eventual ajuda dos bancos na capitalização do Banco de Brasília (BRB). A executiva também afirmou não ter tratado do assunto com a Fazenda.

“Não fomos chamados ou consultados para discutir um possível aporte ou crédito para aporte ao BRB”, disse. “Não conversei com Fazenda sobre isso. Mas te diria que, neste momento, estou muito preocupada com meus ativos do BB, cuidando deles direitinho para que a gente possa entregar o ‘guidance’ de 2026.”

Fonte: Valor Econômico