“Pensar na felicidade dos funcionários é melhorar as condições de trabalho”, defende Sindicato em cobrança ao BB

Publicado em: 05/02/2026

Mais de um mês após reunião com a superintendência estadual do Banco do Brasil, realizada em 18 de dezembro, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região segue sem atendimento às demandas apresentadas sobre condições de trabalho. O encontro tratou de temas centrais para a categoria, como a ampliação do TRI (Regime de Trabalho Remoto), a inclusão de gerentes de serviços no modelo híbrido e o futuro de escritórios localizados no Cenesp.

Na reunião, o Sindicato defendeu a ampliação do TRI para todos os escritórios do banco, garantindo a combinação entre trabalho remoto e presencial. Outra reivindicação foi a inclusão dos gerentes de serviços no regime, conforme previsto inicialmente no plano piloto, com ao menos um dia de home office. Também foi cobrada uma definição sobre a situação de dois escritórios do Cenesp, com questionamentos diretos sobre a possibilidade de saída do complexo e, em caso positivo, para onde esses trabalhadores seriam transferidos.

Apesar da relevância dos temas e do impacto direto na vida dos funcionários, até o momento, a única resposta veio com redução dos dias de trabalho remoto em dois locais na base do sindicato. Para a dirigente sindical Juliana Carminato, a postura demonstra desrespeito com os trabalhadores e com a representação sindical.

“Entendemos que há um desrespeito com os trabalhadores e com o movimento sindical, visto que, após a nossa reunião, a resposta veio na redução de dois dias para um dia de home office nos Escritórios Exclusivos Barueri e Moema. Aguardamos uma resposta no sentido de que os trabalhadores que estejam na mesma função tenham os mesmos direitos e que as demandas anteriormente solicitadas sejam atendidas”, afirma Juliana.

“Houve ampliação do TRI em várias outras cidades semana passada, menos na região metropolitana de São Paulo, que é a região com maior tempo de deslocamento do país. Embora seja positiva a ampliação do modelo de trabalho remoto, reduzi-lo justamente na região que tem uma das piores condições de mobilidade urbana da América Latina é um contrassenso”, completa a dirigente.

Questão de saúde

Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), lembra que a categoria bancária está entre as mais adoecidas em função do trabalho. Segundo ele, o deslocamento diário até o local de trabalho é um dos principais fatores de agravamento da saúde e de insatisfação profissional.

“O trabalho remoto não é um privilégio, é um modelo de trabalho que se torna cada vez mais requisitado em cidades onde os trabalhadores perdem muito tempo para se deslocar no dia a dia. Quem pensa na felicidade de seus funcionários, deveria refletir melhor sobre suas condições de trabalho”, cobra o dirigente.

“No momento em que a sociedade brasileira discute a redução de jornada de trabalho sem redução de salários, com o projeto de fim da escala 6×1, nada mais razoável do que pensar na redução do tempo de deslocamento do trabalhador nos casos em que a tecnologia e a atividade desempenhada permitem. Mitigar o tempo perdido no trânsito e o estresse diário pode contribuir para um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, algo fundamental para uma categoria que adoece cada vez mais”, defende Netto.

Os dados reforçam a gravidade do cenário. Informações do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab) mostram que, embora a categoria bancária represente apenas 0,8% do emprego formal no país, foi responsável por 2,18% dos 168,7 mil afastamentos acidentários (B91) registrados em 2024. No mesmo ano, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a primeira posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental, com 1.946 registros, e a quinta posição entre os afastamentos previdenciários, somando 8.345 ocorrências.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Como o Banco do Brasil vai estragar a festa bilionária do lucro dos bancões em 2025

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Os quatro maiores bancos brasileiros em atacado e varejo (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) devem lucrar juntos 101,6 bilhões de reais em 2025, queda de 9,56% em relação ao lucro de 112,34 bilhões de reais. As informações foram levantadas por VEJA nesta sexta-feira, 30, com base em relatórios da Ágora Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA e XP Investimentos.

A queda no lucro das empresas reflete o desempenho do Banco do Brasil, que, segundo as estimativas mais conservadoras, deve lucrar 18,84 bilhões de reais em 2025, baixa de 50,27% em relação ao lucro líquido de 37,89 bilhões de reais em 2024. O BB será o único entre os quatro líderes do setor a registrar queda no lucro.

O BB vem passando por uma situação complicada em meio à inadimplência do agronegócio e à piora dos calotes nas carteiras de pessoas jurídicas. Para o quarto trimestre, analistas consultados pela reportagem esperam a continuidade da inadimplência. A equipe da XP Investimentos lembra que, apesar dos fortes desembolsos vinculados à MP 1.314, o impacto deverá ser limitado no quarto trimestre de 2025. Isso porque a medida entrou em vigor apenas no final de outubro de 2025, e o quarto trimestre normalmente apresenta um cronograma de vencimentos mais leve.

A corretora também destaca que a carteira de crédito para empresas deverá continuar enfrentando pressão devido ao ambiente de altas taxas de juros e aos efeitos persistentes do setor agrícola. Desse modo, estima que as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), recursos destinados a cobrir os calotes dos clientes, devem permanecer elevadas, em cerca de 62 bilhões de reais no acumulado de 2025.

A Ágora Investimentos afirma que essas provisões devem refletir uma inadimplência de 4,9% do BB no quarto trimestre de 2025, alta de 3,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, mas estabilidade na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

“Esperamos um crescimento da receita de 3,5% em relação ao trimestre anterior, com a expansão da carteira de empréstimos e das margens no período, enquanto prevemos a estabilização das despesas com provisões”, diz Renato Chanes, que assina o relatório da Ágora.

O Itaú BBA é mais pessimista em relação ao BB e prevê uma piora generalizada em suas carteiras na comparação anual, mas uma estabilização frente ao terceiro trimestre de 2025. Assim, o banco estatal deve seguir pressionado em relação a 2024, mas apresentar certa estabilização na margem trimestral.

Itaú será joia da coroa entre os bancos

O Itaú deve manter sua liderança entre os quatro grandes bancos no quarto trimestre de 2025 e no acumulado do ano. As estimativas apontam um lucro entre 12,17 bilhões de reais (XP Investimentos) e 12,28 bilhões de reais (Genial Investimentos) no período. Os números representam altas entre 11,8% e 12,86%.

Para o acumulado de 2025, com base na estimativa mais conservadora, a instituição financeira pode lucrar 42,68 bilhões de reais, avanço de 4% em relação ao resultado de 41,04 bilhões de reais registrado em 2024. Para a Genial Investimentos, a casa mais otimista, o banco deve apresentar mais um trimestre sólido, beneficiado pela sazonalidade positiva do período.

“O resultado será reflexo da manutenção de uma qualidade de ativos benigna, apesar de pressão pontual no segmento de atacado sobre o custo de crédito. No varejo, o custo permanece controlado, refletindo um mix mais defensivo, com maior participação de linhas com garantia e consignado”, argumentam Eduardo Nishio e Ygor Bastos, que assinam o relatório da Genial.

Os especialistas também atribuem o bom desempenho do Itaú à sua elevada participação no segmento de alta renda, considerado mais resiliente, o que mantém a inadimplência da companhia sob controle. A Genial estima que a inadimplência do banco deve encerrar o quarto trimestre de 2025 em 2,28%, queda de 0,17 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Diante disso, os analistas reforçam que o banco, gerido por Milton Maluhy Filho, deverá apresentar o melhor balanço entre os tradicionais.

Bradesco dará novo passo para recuperação

O Bradesco deve apresentar mais uma melhora em seus resultados. A companhia tende a elevar sua rentabilidade para um patamar equivalente ao seu custo de capital. Os analistas calculam que o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) deve atingir 15%, mesmo percentual da Selic, que baliza a remuneração dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Em termos práticos, o banco terá a rentabilidade dos empréstimos no mesmo nível do custo de captação. O número pode parecer modesto, mas vale lembrar que o Bradesco chegou a registrar rentabilidade inferior a 10% no auge da crise, o que evidencia a melhora promovida pela gestão de Marcelo Noronha desde que assumiu, no fim de 2023 e início de 2024.

Para o lucro, os analistas estimam ganhos entre 6,39 bilhões de reais e 6,44 bilhões de reais, altas entre 18,3% e 19,25% em relação ao quarto trimestre de 2024. Para a XP Investimentos, o quarto trimestre reforça a percepção de que o banco está ligeiramente adiantado em seu cronograma de reestruturação. “Isso permite ao Bradesco usar parte dessa reserva para proteger o balanço e acelerar os investimentos previstos no plano”, afirmam Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães.

Santander ficará estagnado

O Santander será o primeiro a divulgar o balanço, que deve ser morno e sem grandes novidades. Esses resultados estagnados fazem parte da estratégia da instituição de adotar uma postura cautelosa em um ano de juros elevados e inflação que chegou a ultrapassar o teto da meta, embora o indicador tenha ficado abaixo do limite no acumulado do ano.

Para o quarto trimestre de 2025, os analistas esperam uma rentabilidade próxima de 17%, mesmo patamar observado no terceiro trimestre de 2025 e no quarto trimestre de 2024. Segundo a Ágora Investimentos, a receita de Tesouraria deve permanecer pressionada, movimento que tende a ser parcialmente compensado pela expansão da margem com clientes e por um crescimento anual de 3% na carteira de crédito.

“Além disso, as tarifas e despesas operacionais deverão ser sazonalmente mais altas, o que deve impactar o lucro líquido”, afirma Renato Chanes. A estimativa é que o Santander registre lucro entre 4,04 bilhões de reais e 4,15 bilhões de reais, crescimento de 5% a 7,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em suma, os grandes bancos devem apresentar crescimento no lucro e avanços em algumas linhas do balanço. A única exceção será o Banco do Brasil, que seguirá pressionado, mesmo após anunciar, no balanço do terceiro trimestre, que passará a priorizar a concessão de crédito à pessoa física, uma vez que a inadimplência do agronegócio e das empresas deve continuar elevada.

Fonte: Veja

Banco do Brasil tem novos gestores nas unidades ASG e Estratégia Governo

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O Banco do Brasil anuncia mudanças na liderança das unidades ASG e de Estratégia Governo. José Alves assume a gerência geral da Unidade ASG após atuar como executivo na área. Alves liderou a Ação Estratégica COP30 no BB. Já na Unidade Estratégia Governo (UEG), a nova gerente-geral é Michele Alencar, que dá continuidade às iniciativas da área, onde já exercia a função de executiva.

José Alves possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP), MBA em Comércio Exterior pela Universidade Paulista (Unip), em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e aperfeiçoamento em Setor Público pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Em 27 anos de empresa, Alves atuou nos segmentos varejo, atacado e setor público, dedicado à estratégia de negócios com governos estaduais e municipais.

Michele Alencar é graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com MBA em Governança de Tecnologia da Informação pela Fundação Instituto de Administração (FIA), MBA em Controladoria e Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e especialização em Tecnologia, Inovação e Inteligência pelo Instituto César. No BB desde 2003, atuou nos segmentos varejo e governo, bem como na Diretoria de Controles Internos, com ênfase em governança, estratégia e inovação.

A Unidade ASG é responsável por planejar novos negócios e projetos ASG e ações de Sustentabilidade Empresarial do Banco, de Diversidade, Equidade e Inclusão, relacionadas aos programas sociais, ambientais, climáticos e de investimento social privado, com foco em Direitos Humanos e de gestão do risco social, ambiental e climático em 1ª linha de defesa. Ainda, coordena a Agenda de Sustentabilidade do Banco, atualizando a Agenda 30 BB, o principal instrumento indutor de práticas e negócios ASG da instituição, e apoia as áreas na definição de ações e indicadores que mensuram a performance sustentável do Banco do Brasil.

A Unidade Estratégia Governo (UEG) é responsável pelo desenvolvimento de soluções e estratégias voltadas ao Mercado Setor Público. Atua na gestão de clientes, produtos e canais, com a formulação, coordenação e integração das iniciativas que asseguram inovação e satisfação dos clientes. Também é responsável pela prospecção, estruturação de soluções e gestão de fundos e programas governamentais, promovendo resultados sustentáveis para o Banco.

Fonte: Banco do Brasil

Mudanças no BB geram insegurança; dirigentes cobram garantias para funcionários

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A movimentação anunciada pelo Banco do Brasil na sua rede de atendimento está causando muitas dúvidas e insegurança em funcionários lotados na base de atuação do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

Na gerência de investimentos (Geinv), em todos os prefixos houve redução de vagas dos gerentes de relacionamento. Mesmo com a garantia do banco de que todos os comissionados terão seus salários mantidos em vagas no mesmo município, a maioria dos funcionários da dependência terá de optar entre ter redução salarial ou procurar outro local com vaga disponível.

“A promessa de resolver problemas na rede de atendimento está trazendo mal estar entre os funcionários da Geinv, que estão apreensivos porque não conseguirão manter o salário no mesmo prefixo e terão ou de se deslocar para outras agências ou aceitar a redução salarial para permanecer no mesmo prefixo”, destaca Leonardo Imbiriba Diniz, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancário do BB.

Queremos garantias

O Sindicato acompanha também a transferência dos agentes comerciais para agências com claros, uma das mudanças prometidas pela reestruturação.

Também cobra do banco medidas para atenuar os impactos dessa movimentação durante o processo de realocação e adaptação, que poderá ser radical em alguns casos. Após outra cobrança, banco já se comprometeu com a questão da preparação para capacitações, cursos e certificações.

“Essa movimentação trouxe oportunidades em alguns casos, mas algumas questões seguem preocupando o movimento sindical. Nosso compromisso é acompanhar e garantir que o processo seja concluído com a melhor alocação possível para todos os funcionários. Algo que também nos preocupa é a quantidade de claros e o eventual prejuízo do atendimento nas regiões mais distantes e periféricas, por isso é fundamental que, além dessas movimentações, o banco realize concurso para preencher essas vagas e cumprir seu papel social”, enfatiza Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

A movimentação

O Banco do Brasil anunciou uma série de mudanças na sua rede de atendimento que prevê a criação de mais de 1.100 novas funções comissionadas, com foco no fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes.

Novas oportunidades e reforço na rede

De acordo com o BB, serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas e em segmentos com alto potencial de crescimento.

Entre as mudanças está o acionamento de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que não contam com gerência média, a fim de garantir que 100% das unidades passem a ter ao menos dois comissionados.

Além disso, 15 unidades de negócios serão transformadas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e movimentação de equipes para melhor atender demandas futuras.

As principais áreas que receberão reforço de pessoal incluem:

  • Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv);
  • Private Investidor e Megaprodutor;
  • Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido;
  • Carteira Digital Setor Público;
  • Agência Digital PJ;
  • Gerag e Gcash Atacado.

Movimentações e cuidados com os funcionários

O banco informou que as movimentações considerarão o fluxo de atendimento presencial e a demanda por especialização em cada localidade. Segundo a instituição, haverá oportunidades suficientes de lateralidade ou ascensão no mesmo município para os comissionados que eventualmente fiquem em excesso em unidades com ajustes de quadro.

“No caso de cobranças excessivas ou qualquer situação atípica, o Sindicato está à disposição e deve ser acionado”, orienta Antônio.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB anuncia criação de mais de 1,1 mil novas funções comissionadas e reforço no atendimento especializado

Publicado em: 29/01/2026

O Banco do Brasil apresentou, nesta terça-feira (27 de janeiro), um amplo conjunto de mudanças na sua rede de atendimento, incluindo a criação de mais de 1.100 novas funções comissionadas em todo o país. O objetivo, segundo a instituição, é fortalecer o atendimento consultivo e especializado, alinhando a operação às novas demandas do mercado financeiro e ao comportamento atual dos clientes.

De acordo com o BB, as mudanças fazem parte de uma estratégia para adequar o modelo de relacionamento às transformações do setor financeiro. Embora os canais digitais já representem cerca de 94% das transações, cresce a necessidade de atendimento presencial especializado em áreas estratégicas, especialmente para clientes que demandam consultoria, orientação avançada e soluções de maior complexidade.

Após um estudo de dimensionamento nacional, o banco informou que serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas. Entre as principais medidas anunciadas está a atuação de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que atualmente não possuem gerência média. Com isso, todas as unidades passarão a contar com pelo menos dois comissionados, garantindo maior consistência no atendimento.

Além disso, 15 unidades de negócios serão convertidas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e redistribuição de equipes para atender de forma mais eficiente às demandas projetadas.

As oportunidades de reforço no quadro abrangem áreas consideradas essenciais para o crescimento do banco:

  • Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv);
  • Private Investidor e Megaprodutor;
  • Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido;
  • Carteira Digital Setor Público;
  • Agência Digital PJ;
  • Gerag e Gcash Atacado.

Movimentações internas e compromisso com os trabalhadores

O Banco do Brasil afirmou que as movimentações respeitarão o fluxo de atendimento de cada região e a necessidade de especialização local. A direção garantiu que haverá oportunidades de lateralidade ou ascensão profissional dentro do próprio município para os comissionados que venham a ficar excedentes após ajustes de quadro.

Em reunião com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), os representantes do BB anunciaram que o foco seria o fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes. Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., é fundamental que qualquer processo de reorganização venha acompanhado de garantias aos funcionários.

“O banco apresentou um movimento amplo, que envolve criação de funções, realocação de equipes e mudanças no modelo de atendimento. Nosso papel é acompanhar de perto para assegurar que essas transformações não gerem prejuízos aos trabalhadores, que haja oportunidades suficientes no próprio município e que os critérios sejam claros e justos”, destacou Gustavo.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Maringá e Região com Contraf-CUT

Com passivo de R$ 135 milhões, BB é o maior credor da Aliança Agrícola do Cerrado

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Já faz alguns trimestres que o Banco do Brasil vê a inadimplência do agro subir em seus balanços, e agora, um caso notório deu cor ao que são apenas números na instituição financeira.

Na lista com 50 credores anexada pela Aliança Agrícola do Cerrado ao pedido de tutela cautelar feito esta semana, o banco estatal lidera o ranking de passivos.

Do total de R$ 1,1 bilhão em dívidas, o BB é responsável por R$ 134,9 milhões, de acordo com o documento no qual o AgFeed teve acesso. Instituições financeiras são a grande maioria da lista, que relaciona apenas credores com valores acima de R$ 1 milhão. Bancos como Santander (passivo de R$ 95 milhões), Macquarie Bank (R$ 104 milhões), ABC (R$ 41 milhões) e Bradesco (R$ 56 milhões) estão entre elas.

Gestoras e players da Faria Lima também figuram no processo: XP e Multiplike, com R$ 80 milhões e R$ 24 milhões, respectivamente. A securitizadora Ecoagro, uma das responsáveis por expor a crise da trading de controle russo ao executar garantias logo após um calote no pagamento mensal de juros, soma R$ 110 milhões no documento.

Outros montantes expressivos ficam a cargo do Sicoob com R$ 65 milhões, Banco Industrial do Brasil, com R$ 40 milhões e Banco Pine, com R$ 38 milhões em passivos.

A lista mostra poucos players do agro, como a cooperativa LAR, a Agrícola Alvorada e a Itahum Export Comércio de Cereais. Entre armazéns, fornecedores de insumos e cooperativas, são quase R$ 140 milhões em passivos distribuídos em montantes menores, embora milionários.

O pedido de tutela cautelar da Aliança Agrícola do Cerrado, ocorrido no final desta semana, veio após semanas de silêncio da companhia com credores, investidores e parceiros comerciais. E-mails não respondidos, ligações ignoradas e até a exclusão de perfis de executivos no LinkedIn passaram a ser interpretados, nos bastidores, como o prenúncio de um processo de insolvência.

Controlada pelo grupo russo Sodrugestvo, do empresário Alexander Lutsenko, a trading desapareceu do radar do mercado no início de janeiro, pouco antes do vencimento antecipado de dívidas e da execução de garantias.

A empresa então protocolou um pedido de tutela de urgência cautelar na Justiça de São Paulo para suspender o pagamento de dívidas por 60 dias, o chamado stay period, numa tentativa de ganhar fôlego para negociar com credores, buscar novos financiamentos ou avaliar alternativas como parcerias e arrendamentos.

O pedido segue em análise, mas teve seu segredo de justiça negado pelo juíz Marco Antonio Abdallah Deotti Ibrahim. Segundo um advogado que acompanha de perto o processo, a estratégia adotada pela companhia acabou produzindo o efeito oposto ao desejado.

“Até o final do ano passado, havia comunicação permanente com credores. De repente, a empresa adotou uma estratégia de silêncio absoluto, sem responder e-mails ou ligações, provavelmente já costurando essa tutela com efeitos de recuperação”, afirmou ao AgFeed.

Fonte: AgFeed

Banco do Brasil pode lançar novo concurso neste primeiro semestre de 2026

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O concurso Banco do Brasil ainda não teve edital oficialmente confirmado, mas diversos fatores internos e institucionais reforçam a expectativa de uma nova seleção ao longo deste ano.

Apesar das movimentações, o Banco do Brasil informa que, até o momento, não há definição formal sobre a abertura do concurso. A possibilidade de publicação do edital após o Carnaval ganhou força nos bastidores, já que uma divulgação antes do período festivo poderia impactar o cronograma operacional.

Para que o certame ocorra sem a necessidade de nova licitação, o edital precisaria ser lançado ainda no primeiro semestre de 2026. A Fundação Cesgranrio segue como a principal candidata para organizar o concurso Banco do Brasil.

O contrato entre o banco e a banca foi prorrogado até dezembro, prevendo a realização de quantos concursos forem necessários durante sua vigência. Com isso, caso o edital seja publicado dentro desse prazo, não seria preciso abrir um novo processo licitatório.

Apesar dos indícios, o Banco do Brasil reafirma que não existe decisão oficial sobre a realização de um novo concurso. A instituição informou que qualquer novidade será divulgada exclusivamente por seus canais oficiais.

Déficit de pessoal reforça possibilidade de edital

Um dos principais argumentos a favor de um novo concurso é o déficit de pessoal, estimado em cerca de 8 mil vacâncias. Mesmo após as convocações do concurso de 2022, o banco ainda enfrenta necessidade de recomposição do quadro funcional.

Em setembro de 2024, foi iniciado um levantamento interno de vagas, procedimento comum que costuma anteceder a autorização de concursos públicos. O banco firmou um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que prevê remoções incentivadas até 2026.

Os funcionários puderam solicitar mudanças de função ou unidade com apoio financeiro. Esse tipo de reorganização interna geralmente ocorre antes de concursos, pois ajuda a identificar áreas com maior carência de servidores.

Outro ponto relevante é a Proposta Global, apresentada em agosto de 2024, que prevê alterações nas carreiras e ajustes salariais. O documento menciona a possibilidade de criação de até 7,2 mil vagas, especialmente na rede de negócios.

Entre as previsões estão novas funções com jornadas de seis e oito horas, além de cargos de Gerente de Relacionamento. Ainda não há definição se essas vagas seriam ofertadas em um único edital ou de forma escalonada.

Possível edital exclusivo para PcD

O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou que o Banco do Brasil realize concurso com vagas específicas para pessoas com deficiência (PcD), após identificar que o percentual mínimo legal não foi atingido.

Caso a recomendação seja acatada, o banco pode lançar um edital exclusivo ou ampliar a reserva de vagas em futuros concursos. A maior expectativa no concurso Banco do Brasil é para o cargo de Escriturário – Agente Comercial, que exige nível médio completo.

No concurso de 2022, todos os aprovados para essa função já foram convocados, o que impede novas nomeações pelo edital vigente. Com o déficit de pessoal ainda elevado, a abertura de novo concurso para essa carreira em 2026 é considerada possível.

Já para o cargo de Agente de Tecnologia, a expectativa é menor, pois ainda existem aprovados que podem ser convocados até julho de 2026. No último edital, o salário inicial do Escriturário foi de aproximadamente R$ 3,6 mil, podendo chegar a cerca de R$ 3,9 mil após reajustes.

A jornada é de 30 horas semanais. Os benefícios incluem:

  • Participação nos lucros e resultados (PLR)
  • Auxílio-alimentação
  • Vale-transporte
  • Auxílio-creche
  • Previdência complementar
  • Plano de saúde e plano odontológico
  • Programas de capacitação e desenvolvimento profissional

Formato das provas

Caso a Cesgranrio seja mantida como banca, o concurso deve seguir o modelo de 2022, com prova objetiva e redação. Após a aprovação, os candidatos ainda passam por procedimentos admissionais e perícia médica.

As disciplinas cobradas costumam incluir:

  • Língua Portuguesa
  • Língua Inglesa
  • Matemática
  • Matemática Financeira
  • Atualidades do Mercado Financeiro
  • Conhecimentos Bancários
  • Informática
  • Vendas e Negociação

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Justiça determina reabertura de agências do Banco do Brasil no Maranhão

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A Justiça determinou que o Banco do Brasil mantenha o atendimento nas agências de São Luís (Cohatrac e Reviver), Bacabal (Teixeira Mendes), Imperatriz (Praça da Cultura) e Caxias (Volta Redonda), evitando o fechamento, suspensão ou redução dos serviços. Além disso, o banco deve garantir que os serviços ofertados nessas unidades sejam mantidos.

O Banco do Brasil também está obrigado a manter as agências em Amarante do Maranhão, Itinga do Maranhão, Lima Campos, Matões, Olho d’Água das Cunhãs, Parnarama e as unidades Alemanha e Anil em São Luís. Essas agências não podem ser transformadas em postos de atendimento. Caso já tenham sido fechadas ou transformadas, o banco deverá reabrir as unidades, com estrutura e funcionários para atender a população local.

A decisão também impôs ao banco o pagamento de R$ 54 milhões em indenização por danos morais coletivos, a ser depositado no Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

As determinações foram feitas pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, ao julgar uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC/MA). A ação questiona o Plano de Reorganização do Banco do Brasil, anunciado em 11 de janeiro de 2021.

Segundo o IBEDEC, a medida é abusiva, pois altera unilateralmente a prestação de serviços essenciais. A ação também destaca o impacto da pandemia de Covid-19, que poderia agravar a aglomeração de pessoas e expor a população a riscos sanitários e exclusão social.

O IBEDEC ainda informou que uma pesquisa do IBGE, de 2017, apontou que o Maranhão é o estado com menor acesso à internet no país. Para a entidade, a imposição do atendimento digital à população composta por idosos, aposentados, trabalhadores rurais e pessoas com baixa familiaridade digital torna esses consumidores ainda mais vulneráveis, promovendo a exclusão financeira.

O g1 solicitou um posicionamento para a instituição financeira, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem.

Fundamentos da decisão judicial

Na decisão, o juiz lembrou que a Constituição Federal de 1988 garante a livre iniciativa, mas também estabelece que a ordem econômica deve priorizar a defesa do consumidor e a função social da propriedade e da empresa. O objetivo, conforme a Constituição, é garantir uma existência digna e respeitar a justiça social.

Além disso, o fechamento de cinco agências em cidades polo e a transformação de outras sete unidades em postos de atendimento (com serviços limitados) configuram uma falha na prestação do serviço, violando o Código de Defesa do Consumidor.

Embora o Banco do Brasil tenha justificado a medida com a alta taxa de transações online (92,7%), o juiz considerou que o lucro do banco não pode se sobrepor aos custos sociais e humanos que essa mudança impõe à população, o que, segundo ele, representa uma grave lesão à dignidade humana.

Fonte: G1

Banco do Brasil vai fechar posto no Foro Trabalhista de Pelotas

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O Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, por meio de sua diretoria, manifestou-se contrariamente ao encerramento do Posto de Atendimento Bancário (PAB) do Banco do Brasil, instalado no Foro Trabalhista de Pelotas. Em ofício enviado à direção do banco, a entidade sindical pede a reversão da medida, pois há o entendimento de que o fechamento representa um prejuízo direto ao atendimento da população e compromete o acesso a serviços essenciais ligados à atividade jurídica.

O PAB cumpre papel estratégico no atendimento a trabalhadores, advogados, servidores e usuários do Foro, especialmente para operações relacionadas ao saque de requisições de pequeno valor (RPVs), precatórios, alvarás judiciais, além do recolhimento de custas e depósitos judiciais. A retirada desse serviço do espaço físico do Foro, na visão dos sindicalistas, tende a dificultar o cotidiano de quem depende desses atendimentos, ampliando deslocamentos e burocracias.

O Sindicato também ressalta que não há agência do Banco do Brasil nas imediações do Foro Trabalhista, o que torna ainda mais frágil qualquer argumento de que o encerramento poderia ser compensado por unidades próximas. Na avaliação da entidade, trata-se de um serviço com função social relevante, que deve ser preservado em respeito ao interesse público.

A preocupação com o fechamento do PAB também foi compartilhada por outras instituições. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Pelotas encaminhou ofício ao presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) alertando para os impactos negativos da medida e solicitando esforços institucionais para garantir a manutenção do atendimento bancário no Foro. A assessoria de imprensa do Banco do Brasil foi contatada, mas ainda não retornou à reportagem.

Fonte: Jornal do Comércio

Banco do Brasil adota postura cautelosa para dividendos

Publicado em: 22/01/2026

O Banco do Brasil definiu um payout de apenas 30% para 2026. Isso significa que o banco vai destinar apenas 30% de seu lucro líquido para o pagamento aos acionistas através de mecanismos de Juros sobre Capital Próprio e Dividendos. O valor é considerado baixo no mercado.

A postura mais cautelosa reflete o momento atual do Banco do Brasil. Sem o mesmo crescimento agressivo de seus pares do setor – principalmente Itaú e Bradesco –, o Banco do Brasil viu os resultados de 2025 ficarem aquém das expectativas.

Nos resultados do terceiro trimestre, divulgados em novembro, o Banco do Brasil reportou queda de 60,2% no lucro líquido recorrente. A cifra somou apenas R$ 3,78 bilhões. A expectativa do mercado era de que o valor pudesse chegar a R$ 4,03 bilhões.

Não foi o único número preocupante do balanço. O ROAE, sigla utilizada para definir o retorno sobre o patrimônio líquido médio, chegou a 8,4%. É o nível mais baixo em quase uma década. A diferença na comparação anual é de 12,7 pontos percentuais.

Esse indicador é importante porque mostra quanto a empresa consegue gerar de lucro a partir do capital dos próprios acionistas. É uma métrica utilizada para comparar a rentabilidade e diferentes bancos, independente do tamanho e da linha de atuação de cada um.

O payout de 30% não chega a surpreender. O BB já havia reduzido a margem em 2025 para o mesmo patamar. A postura mais conservadora indica também preocupação com os níveis de inadimplência registrados pela instituição. Um momento mais delicado do agro tem atrapalhado o banco, que depende do setor.

Para os esperançosos de plantão, a expectativa é de pagamentos extraordinários de dividendos. Esse valor não entraria na conta dos 30% destinados para payout. Isso vai depender, claro, de bons resultados nos próximos trimestres.

Fonte: Times Brasil

Banco do Brasil deixa o ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo

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Não é só na bolsa de valores que o Banco do Brasil vem perdendo espaço. Além de deixar o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3, o BB saiu do seleto grupo das 500 marcas mais valiosas do mundo em 2025.

A lista das marcas globais de maior valor foi atualizada nesta terça-feira (20) pela consultoria inglesa Brand Finance e, agora, só conta com um representante brasileiro: o Itaú.

O Banco do Brasil aparecia na 467ª posição do ranking no início de 2025, com uma marca avaliada em US$ 5,2 bilhões. Mas, agora, ficou de fora do levantamento.

A Brand Finance não explicou o que motivou a exclusão, mas no ano passado havia destacado a “estabilidade e confiabilidade” do BB. “Como uma das instituições financeiras mais antigas do país, o Banco do Brasil desfruta de patrimônio e credibilidade inigualáveis”, disse, em 2025.

No ano passado, no entanto, o BB viu seus resultados encolherem, devido ao aumento da inadimplência no agronegócio e das provisões. E ainda foi apontado como o banco brasileiro mais suscetível às sanções da Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras.

Com isso, o Banco do Brasil perdeu espaço nas recomendações de investimento de muitos analistas e teve um ano turbulento na bolsa. Tanto que perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado em 2025 e caiu da 6ª para a 11ª posição da lista de maiores empresas da B3.

O salto do Itaú

Por outro lado, o Itaú disparou na bolsa e ainda ampliou o seu valor de marca em 15%, subindo 20 posições no levantamento da Brand Finance.

Com isso, o banco apresenta a 254ª marca mais valiosa do mundo em 2026, avaliada em US$ 9,9 bilhões. Isto é, pouco mais de R$ 53 bilhões no câmbio atual.

Segundo o diretor-gerente da Brand Finance no Brasil, Eduardo Chaves, o crescimento do valor de marca do Itaú reflete o forte crescimento das receitas e os ganhos de participação de mercado no Brasil.

O movimento foi impulsionado pelo avanço do crédito e da estratégia de banco digital do Itaú, mas também por campanhas publicitárias eficazes, de acordo com o especialista.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Banco do Brasil lança manual de garantias públicas para concessões e PPPs

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O Banco do Brasil lançou o Manual de Garantias Públicas para Concessões e PPPs, em parceria com o escritório Manesco Advogados e a Accenture, durante o Fórum Nacional de PPPs 2025. O documento também contou com o apoio do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) e do Tesouro Nacional. Assista à transmissão do evento neste link.

O documento foi estruturado em um passo a passo de sete etapas, descrevendo o fluxo ideal desde a concepção da garantia até a contratação do agente fiduciário. Além disso, o estudo avaliou mais de 20 fontes de garantias utilizadas no país, reuniu a análise de mais de 60 contratos e entrevistou 40 grupos entre entes públicos e privados.

Segundo o gerente de Soluções do Banco do Brasil, Leiner Bastos, a ideia é “disseminar melhores práticas” e lançar um manual a cada ano. Ele adiantou ainda que pretende propor ao PPI, para 2026, a elaboração de um manual voltado especificamente para a gestão contratual.

Durante o evento, o Banco do Brasil também anunciou que deve assinar em breve um protocolo de intenções com o FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável) para estudar novas formas de utilização de instrumentos de garantia em concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas).

Bastos afirmou que o objetivo é dar “segurança jurídica de que vai ser assinado no curto prazo” e preparar o terreno para que, nos próximos anos, banco e fundo desenvolvam soluções conjuntas de mitigação de risco.

Investidores estrangeiros

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) apresentou uma coleção de 11 guias de investimentos voltados ao investidor internacional interessado em infraestrutura.

Fruto de parceria com o PPI, os materiais abrangem temas como energia elétrica, logística – incluindo portos, hidrovias, aeroportos, rodovias e ferrovias –, florestas e mecanismos de fomento. Segundo Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil, os guias têm o objetivo de orientar investidores estrangeiros sobre ambiente regulatório, segurança jurídica e oportunidades de negócios no país.

Seguro e capitalização

Também foi realizado no evento o lançamento do Guia Prático de Seguros e Capitalização para Concessões e PPPs, do Ministério dos Portos e Aeroportos, em conjunto com a CNseg. A diretora de Assuntos Econômicos da pasta, Helena Venceslau, reforçou a necessidade de aperfeiçoamento do setor.

Ela observou que o mercado segurador tem participado de audiências públicas e contribuído para projetos considerados inovadores, como o canal de acesso ao Porto de Paranaguá e concessões de hidrovias, onde já se testam gatilhos de compartilhamento de risco entre poder concedente e concessionário.

Venceslau afirmou que o próximo passo é evoluir no seguro de operador portuário, que é obrigatório, mas cercado de desafios tanto na oferta quanto na contratação. Segundo ela, o ministério e a CNseg estudam como esse tipo de seguro é estruturado em outros países para eventualmente modernizar a legislação brasileira, tornando o produto mais eficiente e reduzindo a judicialização.

O diretor-presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, acrescentou que as PPPs vêm ganhando espaço devido à falta de recursos dos estados, mas exigem gestão constante e profundo cuidado na elaboração. Ele observou que os primeiros contratos do país não foram dos melhores e que “até hoje estamos administrando os problemas”, reforçando que uma matriz de riscos detalhada é essencial para garantir eficiência e previsibilidade.

Fonte: Programa de Parceria de Investimentos

BB: posicionamento estratégico e seus reflexos nas relações de trabalho

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A partir de meados de 2016, o Banco do Brasil passou por uma inflexão estratégica com impactos diretos sobre sua função social e sobre as relações de trabalho. Desde então, o banco passou a priorizar a lógica de mercado, a rentabilidade e a geração de valor para os acionistas, em detrimento de seu papel histórico como instrumento de desenvolvimento econômico e social do país.

Nos últimos anos, o BB intensificou a prestação de contas ao mercado financeiro, realizando apresentações trimestrais a investidores, lives institucionais com a alta administração e eventos como o Investor Day, inclusive no exterior. Em contraste, deixou de cumprir a prestação de contas semestral ao Congresso Nacional sobre sua atuação na execução de programas e políticas públicas, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Na prática, são nove eventos anuais voltados ao mercado e nenhum destinado à sociedade.

Questiona-se por que o Governo indica representantes na governança do Banco do Brasil se não para orientar sua atuação em consonância com o interesse público. Como banco público, o BB deveria priorizar objetivos e programas de interesse governamental, e não demonstrar aversão à sua dimensão pública.

O controle estatal garante ao BB a gestão e a custódia de recursos e fundos públicos, assegurando acesso a fontes estáveis de financiamento e receitas. Além disso, quando necessário, o banco conta com o suporte de capital do Tesouro Nacional, como ocorreu em capitalizações recentes.

Sobre a Função Social da Empresa Estatal

O cumprimento da função social da empresa estatal ocorre pela efetiva realização do interesse coletivo. Isso implica reconhecer que as empresas estatais não devem se guiar simplesmente pelos interesses privados, estando vinculadas ao interesse coletivo. Ou seja, todo empreendimento estatal é constituído para atender a um objetivo estratégico — o interesse coletivo — muito além da mera obtenção de recursos para o Estado (via dividendos, por exemplo).

Logo, a empresa estatal pode — e deveria, para cumprir sua função social — construir caminhos de gestão e execução de políticas públicas que julgue mais adequadas à proteção do interesse coletivo, ainda que em prejuízo da maximização dos lucros. Essa matéria está tratada também na Lei nº 13.303/2016, a denominada Lei das Estatais. No caso do Banco do Brasil, sua função social foi estabelecida na Lei nº 4.595/1964 (Lei da Reforma Monetária).

Na crise financeira global de 2008, o BB cumpriu função anticíclica, apoiou o país e fez crescer sua participação no mercado — segundo dados do Banco Central, entre dezembro de 2007 e dezembro de 2010, sua posição em ativos passou de 13,4% para 20,7% do PIB, e, na oferta de crédito, de 5,2% para 8,9% do PIB. Em 2012, o BB liderou o movimento de redução das taxas e spreads bancários (Programa Bom para Todos).

Os exemplos citados demonstram que o exercício da função social do Banco do Brasil atende ao interesse coletivo e também gera resultados positivos para a própria instituição e para o país. No período recente, porém, a adoção de uma estratégia alinhada aos bancos privados levou à perda de participação de mercado — incluindo a ultrapassagem pelo Itaú Unibanco em 2018 — e à exclusão de clientes e segmentos considerados menos rentáveis. Essa inflexão decorre da mudança na estratégia de atuação do banco, materializada na Estratégia Corporativa do Banco do Brasil (ECBB).

A Estratégia Corporativa em execução e o interesse coletivo

Até 2016, a missão do Banco do Brasil explicitava o compromisso com o desenvolvimento sustentável do país e o cumprimento de sua função pública, com ênfase na inclusão social e produtiva. Esse direcionamento foi rompido em setembro de 2016, após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, quando o BB passou a se apresentar como “Banco de Mercado com Espírito Público”, priorizando rentabilidade, experiência do cliente e transformação digital.

Nesse novo direcionamento, a partir de 2019, a missão deu lugar ao propósito, que, na ECBB 2025–2029, é: “Ser próximo e relevante na vida das pessoas em todos os momentos. Cuidar do que é valioso para as pessoas”.

Por sua vez, os objetivos indicados no Mapa Estratégico também se distanciam, em sua formulação, do interesse coletivo acima referido, a saber:

  • Proporcionar a melhor experiência aos clientes em todos os momentos (dimensão Clientes);
  • Criar valor e gerar resultados sustentáveis (dimensão Financeira);
  • Ser protagonista em sustentabilidade e na promoção de negócios e práticas ASG;
  • Evoluir nosso jeito de trabalhar para acelerar a transformação digital e a inovação (dimensão Processos);
  • Ter as pessoas engajadas com os valores do BB e promotoras da colaboração, respeito e inclusão (dimensão Pessoas).

Então, indaga-se: a que preço a administração “fez desaparecer” os compromissos do BB com o interesse coletivo em troca de seu novo propósito e da priorização da rentabilidade, da otimização do capital e da geração de valor para os acionistas?

A história tem mostrado que essa busca da rentabilidade tem resultado na definição de metas financeiras de “retorno livre de risco” acima de 20%, as quais acabam por excluir clientes e mercados definidos como menos promissores.

A Estratégia Corporativa em execução: a geração de valor para os acionistas…

Essa supremacia da racionalidade empresarial privada fica transparente no discurso da Administração, conforme atestam excertos selecionados do Relatório de Administração 2024 do Banco do Brasil:

“Temos trabalhado continuamente para entregar um Banco do Brasil personalizado para cada cliente, com relacionamento próximo e experiência figital. Desta forma, a geração de negócios é sustentável, e o retorno aos nossos acionistas e à sociedade é uma consequência natural do nosso jeito de ser BB.

Além de remunerar acionistas e sustentar o crescimento do crédito, geramos R$ 85,4 bilhões em valor adicionado à sociedade, considerando impostos, salários, dividendos e outros componentes.
(…)
Em 2025, renovamos nosso compromisso de gerar resultados sustentáveis para nossos acionistas, ao mesmo tempo em que agregamos valor à sociedade. Nosso propósito é estar sempre presente e relevante na vida das pessoas, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil.” (grifamos)

O discurso da Administração do Banco do Brasil expressa uma opção ideológica clara pela geração e maximização de valor para os acionistas, tratando esse objetivo como o propósito central da empresa e orientador de todas as decisões de gestão. Essa lógica subordina a atuação do banco à valorização financeira, medida pelo valor da ação, pelo valor de mercado e pela distribuição de resultados.

Nessa perspectiva de “todo o poder ao acionista”, a governança corporativa passa a operar como instrumento de financeirização do banco, impondo altas taxas de retorno livre de risco e, quando necessário, promovendo a venda de participações societárias, afastando-se progressivamente de seu compromisso histórico com o desenvolvimento sustentável do país.

Conforme afirmado, a lógica de criação de valor para o acionista, ao orientar todas as práticas e decisões empresariais e exercer pressão sobre os administradores com vistas à ampliação da margem financeira e à otimização de despesas administrativas, tem resultado em:

a) elitização da clientela, via oferta de crédito com elevadas taxas de retorno livre de risco e foco na digitalização do atendimento e no rejuvenescimento da clientela;
b) redução da rede de atendimento: o número de agências passou de 5.544 em junho de 2015 (5.428 em junho de 2016) para 3.983 em dezembro de 2022 (3.987 em setembro de 2025), com impactos significativos nos territórios de menor dinamismo econômico, em especial na Região Nordeste;
c) consolidação do modelo de negócios do BB como plataforma digital de comercialização de produtos e serviços financeiros e não financeiros voltada para clientes e não clientes de alta maturidade digital, reforçando a elitização da clientela e a transferência de serviços e custos para o autoatendimento remoto;
d) redução do número de funcionários: o quadro saiu de 112.325 em junho de 2015 (109.615 em junho de 2016) para 85.953 em dezembro de 2022 (85.802 em setembro de 2025), enquanto o número de clientes e contas cresceu, evidenciando a intensificação do trabalho bancário;
e) redefinição do modelo de trabalho e de atendimento, com extinção ou redução de cargos ligados ao suporte operacional e ao atendimento presencial, sobrecarga de trabalho e piora da qualidade do atendimento;
f) adoção da remuneração variável como elo entre a geração de valor para os acionistas e o engajamento das equipes, subordinando o desenvolvimento profissional ao cumprimento de metas financeiras.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

O que o mercado espera dos bancos em 2026; veja o que revela Goldman Sachs

Publicado em: 16/01/2026

O Goldman Sachs avalia que 2026 tende a ser mais um ano sólido para os bancos brasileiros, após o forte desempenho de 2025, com expectativa de crescimento moderado a robusto do crédito, apoiado por mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades, como o consignado privado. Mesmo com a Selic ainda restritiva, o banco projeta crescimento do crédito em torno de 9,5% ao ano e vê a qualidade dos ativos relativamente estável, com riscos de inadimplência considerados moderados, além de destacar fatores regulatórios e o ambiente político em 2026.

Na Bolsa, o setor começou 2026 em ritmo mais cauteloso, após fortes valorizações no ano passado. Itaú e Bradesco avançaram 63,13% e 73,52% em 2025, enquanto o Banco do Brasil recuou 5,55%. Neste início de ano, predomina um movimento de acomodação dos preços e lateralização, o que reforça a importância dos níveis técnicos de curto prazo, com o Goldman mantendo compra para o Itaú e recomendação neutra para Bradesco e Banco do Brasil.

Para entender até onde o preço de Bando do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

As ações do Banco do Brasil iniciaram 2026 em movimento de baixa, acumulando recuo de 3,28% no ano, após também terem encerrado 2025 no negativo, com queda de 5,55%. Diferentemente de outros grandes bancos, o papel segue enfrentando um ambiente de menor apetite comprador, o que se reflete diretamente em sua dinâmica de preços.

No gráfico diário, BBAS3 vem negociando de lado, com o preço oscilando dentro de uma faixa bem definida, o que reforça a leitura de consolidação no curto prazo. Atualmente, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando fragilidade técnica e exigindo atenção redobrada aos próximos pregões.

Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, será necessário inicialmente superar a média móvel na região de R$ 21,71. Acima desse patamar, a quebra da resistência em R$ 22,20 tende a melhorar a leitura gráfica, abrindo espaço para avanços em R$ 23,48, R$ 24,71, R$ 25,48 e R$ 26,21.

Por outro lado, a perda da região de R$ 21,05 pode reforçar o fluxo vendedor no curto prazo. Abaixo desse nível, o mercado passa a monitorar o suporte em R$ 19,93, cuja quebra tende a intensificar o movimento de baixa, com próximos níveis em R$ 18,04, R$ 17,27, R$ 15,26 e R$ 13,24.

Análise técnica Bradesco (BBDC4)

As ações do Bradesco começaram 2026 com leve alta, acumulando avanço de 0,09% no ano, após um desempenho bastante expressivo em 2025, quando o papel registrou valorização de 73,52%. Apesar do forte histórico recente, observo que o ativo entrou em um período de maior acomodação, especialmente após testar uma região técnica decisiva.

No gráfico diário, BBDC4 negocia de forma lateral, após encontrar forte resistência na faixa dos R$ 19,45, nível que vem se mostrando decisivo e tem limitado novas tentativas de avanço. Atualmente, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça um viés de cautela no curto prazo e indica ausência de força compradora consistente.

Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, será necessária a recuperação da média curta na região de R$ 18,44. Superado esse nível, o rompimento da resistência em R$ 19,45 tende a destravar um movimento mais consistente de alta, com projeções em R$ 19,85, R$ 20,39 e, em um cenário mais estendido, na máxima histórica em R$ 20,67.

Em sentido oposto, a perda da região de R$ 18,06 pode intensificar o fluxo corretivo. Abaixo desse patamar, o mercado passa a monitorar o suporte em R$ 17,25, que atua como nível técnico importante. Caso essa faixa seja rompida, o movimento de baixa pode ganhar força, com próximos suportes em R$ 16,26, R$ 15,56, R$ 14,70 e R$ 13,73.

Análise técnica Itaú (ITUB4)

As ações do Itaú Unibanco iniciaram 2026 com leve correção, acumulando baixa de 0,11% no ano, após um desempenho bastante expressivo em 2025, quando o papel avançou 63,13%. Mesmo com o ajuste recente, destaco que o ativo mantém uma estrutura técnica positiva, sustentada por uma sequência de cinco meses consecutivos de alta — e, caso janeiro feche no campo positivo, poderá marcar o sexto mês seguido de valorização.

No gráfico diário, ITUB4 segue inserida em tendência de alta, apesar do movimento corretivo iniciado após a renovação da máxima histórica em R$ 40,48. Desde então, o papel passou a trabalhar em um fluxo de acomodação, negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que sugere um momento de equilíbrio no curto prazo e maior seletividade por parte do mercado.

Para que o ativo retome o fluxo comprador com maior consistência, considero essencial a superação da média curta na região de R$ 39,41. Acima desse patamar, o rompimento da máxima histórica em R$ 40,48 tende a destravar um novo movimento de alta, com projeções técnicas em R$ 41,22, R$ 42,58, R$ 43,00 e R$ 44,77.

Por outro lado, a perda da região de R$ 38,95 pode intensificar o movimento de correção no curto prazo. Abaixo desse nível, o mercado passa a monitorar a faixa de R$ 37,61 como suporte mais relevante. Caso esse patamar seja rompido, o fluxo vendedor tende a ganhar força, com próximos suportes em R$ 36,27, R$ 35,41, R$ 33,95 e R$ 32,87.

Fonte: Infomoney

Fim de 2025 foi um alívio para diretor do Banco do Brasil, revelam consultores

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O diretor financeiro do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias da Silva, relatou em encontro com o time de análise do BTG Pactual que se sente aliviado pelo fim do ano passado, quando a estatal teve fortes quedas nos lucros trimestrais, de cerca de 60% na comparação anual.

Os resultados de 2025 foram impactados pelo aumento de provisão para perdas esperadas, devido à alta da inadimplência, principalmente no agronegócio.

Para os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, os resultados do quarto trimestre do ano passado, que ainda não foram divulgados, devem vir com uma melhora marginal. Mas, depois da conversa com o diretor do Banco do Brasil, eles ficaram com a impressão de que a situação da estatal para este ano ainda é incerta, segundo relatório publicado no dia 12 de janeiro.

“O primeiro semestre de 2026 ainda deve ser fortemente impactado por provisões”, afirmaram. Eles acreditam, porém, que o segundo trimestre de 2026 servirá como um teste importante, porque traz os primeiros vencimentos de empréstimos que foram originados depois de mudanças na política de crédito rural do banco, que agora possui mais restrições.

“Se os pagamentos melhorarem, o BB poderá começar a ver uma recuperação mais forte no segundo semestre de 2026”, disseram os analistas.

“No geral, continuamos a acreditar que esta não será uma solução fácil, principalmente porque o BB precisará reconstruir reservas e capital —e melhorar o ROE [retorno sobre o patrimônio] enquanto se reduz o endividamento é normalmente doloroso.”

Na reunião com o BTG, o diretor financeiro reconheceu que o Banco do Brasil demorou a perceber que não possuía as garantias mais robustas para efrentar a alta dos pedidos de recuperação pelos produtores rurais, que bateram recorde no ano passado.

A instituição financeira estava muito dependente de hipotecas, enquanto seus concorrentes já tinham migrado para estruturas de títulos de crédito que oferecem maior proteção de garantias e execução mais rápida, segundo os analistas do BTG.

Ao banco, o diretor financeiro disse que a estatal está fortemente comprometida a migrar todos os novos contratos para estruturas de cessão fiduciária de títulos de crédito, que possuem mais garantias para a instituição financeira.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BTG prevê semestre difícil para o BB e adia dividendos ‘gordos’

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Após a tempestade de 2025, o mercado financeiro aguarda ansiosamente pelo “trimestre da virada” do Banco do Brasil (BBAS3), mas o BTG Pactual jogou um balde de água fria nos mais otimistas.

A visibilidade segue baixa e a recomendação permanece neutra, com preço-alvo de R$ 25. Segundo os analistas, o banco ainda precisará de tempo para digerir as provisões contra calotes no agronegócio antes de retomar a rentabilidade histórica.

O ponto de inflexão está marcado para o segundo trimestre de 2026. Este será o momento em que os primeiros vencimentos da última safra, já concedidos sob critérios mais rígidos e uma nova política de crédito, serão testados.

Se os produtores honrarem esses compromissos, o banco poderá, enfim, sinalizar uma recuperação consistente para a segunda metade do ano.

No entanto, o BTG alerta que o processo de recomposição do ROE (retorno sobre o patrimônio) e do capital raramente é veloz, citando os exemplos de Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), que levaram vários trimestres para se reerguerem de crises semelhantes.

O desafio das garantias e a “cura” do agro

Um dos pontos mais sensíveis revelados pela gestão do BB foi a percepção tardia de que suas garantias rurais eram frágeis.

Enquanto concorrentes como o Itaú (ITUB4) já utilizavam a alienação fiduciária, o Banco do Brasil ainda dependia fortemente de hipotecas tradicionais.

Agora, a estatal corre para migrar seus contratos para o novo modelo, um processo que, embora mais seguro, torna a concessão de crédito mais lenta e burocrática no curto prazo.

No front governamental, a Medida Provisória 1.314 e as mudanças nas normas do Banco Central trouxeram algum fôlego para as renegociações de dívidas rurais, que somam R$ 12 bilhões.

Apesar da demora inicial, a execução melhorou e o BB espera desembolsar até R$ 25 bilhões em programas de apoio, o que deve destravar algum alívio de capital.

Contudo, o RI do banco, Marcelo Oliveira, já sinalizou que a inadimplência acima de 90 dias ainda deve subir antes de cair, colocando os indicadores de estágio inicial sob vigilância máxima.

Dividendos: A paciência será a maior virtude

Para o investidor que busca o famoso dividend yield “gordo” do BB, a mensagem é de cautela.

O BTG projeta que o payout de 2026 deve ficar em torno de 30%, com a prioridade absoluta sendo a preservação de capital para enfrentar novos requisitos regulatórios.

Com uma estimativa de ROE na casa dos 13% para este ano, patamar inferior aos seus pares privados mais rentáveis, o Banco do Brasil deve entregar um retorno em dividendos menos atrativo que o do Itaú no curto prazo.

Apesar do múltiplo P/VPA ser considerado baixo e “não exigente”, o BTG ressalta que o banco está escolhendo crescer mais devagar para ser mais rentável no futuro.

Para quem carrega BB na carteira, 2026 será o ano de observar a eficácia dessa nova política de crédito. Se o “trimestre da virada” se confirmar entre abril e junho, o Banco do Brasil poderá encerrar o ano com uma narrativa muito mais favorável do que a atual.

Fonte: Investidor 10

BB: falta de funcionários em agências prejudica bancários, clientes e população

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A situação das agências de varejo do Banco do Brasil não está fácil para ninguém. As unidades – por conta de cargos vagos, os chamados “claros”, e da transferência de funcionários para escritórios digitais – estão com cada vez menos funcionários. Cenário este que sobrecarrega e adoece os bancários que seguem nas agências e prejudica o atendimento para os clientes e a população como um todo.

O Sindicato cobra com urgência o preenchimento dos “claros”, a valorização dos bancários da rede de varejo, além da realização de novo concurso público pelo Banco do Brasil.

“O Banco do Brasil, enquanto banco público, tem a obrigação de bem atender a população. É inadmissível que bancários sigam cada vez mais sobrecarregados nas unidades e o atendimento precarizado. Cobramos o imediato preenchimento dos claros, a valorização dos colegas das agências de varejo e a realização de novo concurso público. Vamos seguir nessa luta, inclusive levando este debate para a Campanha Nacional Unificada deste ano”, diz Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

“É importante reforçar também que o Sindicato é contrário e estará mobilizado contra qualquer eventual movimento do Banco do Brasil de fechamento de agências. O BB tem uma importante função social, da qual faz parte oferecer atendimento de qualidade para a população”, acrescenta.

Atendimento contingenciado

Já na primeira semana de 2026, em visita a agências localizadas na área de abrangência da Regional Osasco do Sindicato, dirigentes da entidade flagraram três unidades operando com o atendimento contingenciado. As agências 4867 Jardim Santo Antônio; 1528 Jardim Bela Vista; e 4706 Avenida Presidente Médici.

“O atendimento contingenciado nada mais é do que a agência permanecer de portas fechadas, sendo liberada a entrada dos clientes conforme a capacidade de atendimento. Uma situação que não pode ser normalizada de forma alguma. Flagramos clientes aguardando atendimento no sol e pessoas idosas sentadas no chão do autoatendimento [foto abaixo]”, relata o dirigente sindical e representante dos funcionários do BB na Regional Osasco do Sindicato, Diego Carvalho.

De acordo com o dirigente, existem relatos de outras agências do BB operando com atendimento contingenciado em outras regiões da base de atuação do Sindicato.

“Esta situação é tão normalizada que existe até mesmo normativo para contingenciar o atendimento. Diante da falta de funcionários, o gestor da unidade indica no Sistema Geral de Continuidade de Negócios a necessidade do contingenciamento. A partir daí a solicitação vai para análise da superintendência administrativa (Super Adm), responsável pela autorização. Ou seja, é a precarização das agências de varejo e do atendimento normalizada institucionalmente no Banco do Brasil”, indigna-se Diego Carvalho.

“É preciso deixar claro que os gestores das unidades não possuem qualquer responsabilidade sobre esta situação. São tão vítimas quanto os demais bancários e a população. Vivem o dilema de manter o funcionamento regular, com dificuldades para atender e sobrecarregando os bancários; ou contingenciar o atendimento, penalizando os clientes. É preciso que o banco assuma a responsabilidade e garanta condições de trabalho adequadas para os bancários e atendimento digno para a população”, conclui o dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Petrobras e BB preparam concursos com salário de até R$ 20 mil para 2026

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O ano de 2026 consolidou-se como o “ano das oportunidades” para quem busca a estabilidade do setor público. Após um 2025 movimentado, o foco agora se volta para instituições que possuem orçamentos bilionários e planos de carreira altamente atrativos.

O grande motor dessa nova leva de concursos é a vacância gerada por aposentadorias e pelos recentes programas de incentivo ao desligamento.

Banco do Brasil pode abrir 7.200 novas vagas

A seleção do Banco do Brasil é, sem dúvida, a que gera maior expectativa em termos de volume. Fontes internas indicam que a instituição já está na fase de escolha da banca organizadora, com a Fundação Cesgranrio sendo a favorita para repetir o sucesso do último certame.

O debate sobre o novo edital ganhou força durante o 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), onde foi discutido o déficit no quadro de servidores.

A proposta que circula nos bastidores é a abertura de 7.200 vagas focadas nos cargos de Assistente de Negócios e Gerente de Relacionamento.

Além da estabilidade, o novo concurso deve vir acompanhado de uma reestruturação salarial e da elevação do teto da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), tornando a carreira bancária uma das mais cobiçadas do ano.

Petrobras prepara renovação após demissões

Na Petrobras (PETR4), o caminho para o novo concurso foi pavimentado pela aprovação de um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV) no final de 2025.

Com a estimativa de saída de 1.100 empregados, a estatal agora realiza estudos contínuos para ajustar sua força de trabalho às demandas operacionais de 2026.

Embora o edital oficial ainda não tenha sido publicado, o histórico da companhia serve de bússola para os candidatos. O último concurso para nível superior, organizado pelo Cebraspe, ofereceu salários iniciais de R$ 11.716,82 para diversas áreas da engenharia.

Especialistas acreditam que o próximo certame possa diversificar as áreas de atuação, focando também em tecnologia e sustentabilidade energética.

BNDES e as carreiras de elite

O BNDES também não ficou para trás e confirmou que está estudando a realização de um novo concurso, desta vez com foco no nível médio.

Após o sucesso do último edital para Analista, que ofereceu remuneração inicial de R$ 20.900, o banco busca agora reforçar sua base de apoio administrativo.

Diferente de concursos municipais ou estaduais, as seleções para estas estatais exigem um conhecimento profundo de atualidades do mercado financeiro, sustentabilidade (ESG) e, no caso da Petrobras, conhecimentos técnicos de alto nível.

Com o Banco do Brasil já analisando o certame desde meados de 2024, a janela para a publicação do edital pode se abrir a qualquer momento neste primeiro semestre de 2026.

Resposta do Banco do Brasil

Em nota, o BB afirmou que que não há qualquer definição sobre um novo concurso no momento e, por padrão administrativo, sempre comunica formalmente toda e qualquer novidade relevante sobre o tema.

O banco também informou que estudos e análises necessários à gestão contratual de banca organizadora, com objetivo de garantir a continuidade das seleções externas com segurança e eficiência, estão em andamento.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BNDES e BB firmam parceria para garantir transparência na gestão do Fundo Rio Doce

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou um acordo de cooperação com o Banco do Brasil para adoção da solução BB Gestão Ágil como sistema de controle e movimentação das contas correntes destinadas ao recebimento de recursos do Fundo Rio Doce. A iniciativa reforça o compromisso com a transparência e a eficiência na aplicação dos recursos voltados à reparação socioeconômica e socioambiental do rompimento da barragem de Fundão, que integrava um complexo da mineradora Samarco S/A em Mariana (MG).

A solução BB Gestão Ágil, desenvolvida pelo Banco do Brasil, é utilizada por mais de 100 agentes repassadores e 29 órgãos de controle, tendo movimentado cerca de R$ 500 bilhões em 2024. O sistema permite disponibilização pública dos extratos bancários em portal na internet, garantindo maior transparência e agilidade no acompanhamento financeiro, respeitando a legislação de proteção de dados. As consultas públicas podem ser realizadas na plataforma online do BB Gestão Ágil.

O rompimento da barragem, ocorrido em 2015, liberou milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração que escoou pelo Rio Doce e afetou diversos municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Sob gestão do BNDES, o Fundo Rio Doce foi instituído conforme um novo acordo firmado em 2024, desenhado para trazer soluções definitivas e superar as dificuldades enfrentadas no modelo de reparação anterior. A Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton se comprometeram com repasses adicionais que somam R$ 100 bilhões, com desembolsos parcelados ao longo de 20 anos. Desse total, R$ 49,1 bilhões diz respeito a ações que ficaram sob responsabilidade da União e serão integralmente aportados no Fundo Rio Doce.

O BNDES administra os valores seguindo as diretrizes do Comitê Gestor do Fundo Rio Doce, que foi instituído pelo Decreto Federal 12.412/2025. Sob coordenação da Casa Civil, ele tem uma composição que inclui também a Secretaria de Relações Institucionais e a Secretaria-Geral da Presidência. Conta ainda com subcomitês temáticos nos quais há participação de outros ministérios. As liberações de recursos para um determinado projeto ocorrem apenas após a aprovação do Comitê Gestor. O BNDES participa das reuniões sem direito a voto.

A utilização obrigatória do BB Gestão Ágil pelas entidades executoras para movimentação e prestação de contas dos recursos do Fundo Rio Doce foi uma determinação do Comitê Gestor. O acordo firmado entre BNDES e Banco do Brasil não envolve transferência ou aporte de recursos entre as partes, mas estabelece responsabilidades para garantir a efetividade do controle.

Ainda conforme a determinação do Comitê Gestor, as operações de repasse financeiro envolvendo os ministérios responsáveis por cada projeto deverão incluir a obrigação contratual de utilização do BB Gestão Ágil. Além disso, a aplicação dos recursos do Fundo Rio Doce por todas as entidades executoras de projetos aprovados deverá se dar exclusivamente pelas contas específicas abertas no Banco do Brasil.

“É uma parceria que reforça o compromisso com a governança, a transparência e a eficiência na gestão dos recursos destinados à reparação do rompimento da barragem de Fundão”, destacou Maria Fernanda Coelho, que lidera a diretoria do BNDES responsável pela gestão do Fundo do Rio Doce. “Com a adoção do BB Gestão Ágil, qualquer cidadão terá acesso aos extratos bancários das entidades executoras que recebem recursos do Fundo Rio Doce. Será possível acompanhar o destino final da utilização dos recursos em tempo real”, acrescentou.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, observou que a parceria com o BB gera múltiplos benefícios. “Além de favorecer o acompanhamento do público geral, a solução facilita o trabalho de auditoria pelos órgãos de controle e viabiliza consultas e análises mais sistematizadas pelas entidades da sociedade civil e instituições de pesquisa interessadas na reparação da bacia do Rio Doce, em Minas e no Espírito Santo”.

O Banco do Brasil ficará responsável pela disponibilização pública dos extratos e pelo suporte técnico referente à solução. Além disso, fará a guarda das informações por até 10 anos. Euler Mathias, diretor de Negócios Governo do Banco do Brasil, considera que a parceria agrega transparência na operacionalização e acompanhamento financeiro das ações do Fundo Rio Doce. Segundo ele, se trata de uma iniciativa essencial para garantir uma efetiva reparação social, econômica e ambiental das áreas atingidas pelo rompimento da barragem.

“O BB Gestão Ágil é uma solução desenvolvida de forma exclusiva pelo Banco do Brasil para proporcionar transparência e rastreabilidade na execução de repasses de recursos de forma simples e com possibilidade de acesso integral dos dados pelos órgãos repassadores e de controle, além da publicação das movimentações financeiras em ambiente aberto para viabilizar o controle social”, explicou.

Ações integradas – Desde o início das operações do Fundo Rio Doce, em junho de 2025, foram aprovados mais de R$ 6,7 bilhões para projetos que estão sob responsabilidade de diferentes ministérios. Mais de R$1,7 bilhão já foi liberado para execução de ações de reparação. O último repasse, no valor de R$ 157,5 milhões, ocorreu no mês passado e foi destinado ao custeio do Programa de Transferência de Renda (PTR), que garante recursos mensais aos agricultores e pescadores atingidos pelo rompimento de barragem. É a terceira liberação para a iniciativa, somando um total de R$ 679,15 milhões.

Recursos também foram destinados para ações de fortalecimento da saúde e da assistência social, para a realização de uma consulta à garimpeiros e faiscadores e para atividades de assessorias técnicas independentes que prestam suporte aos atingidos. Além de atuar como repassador de recursos, o BNDES poderá executar, direta ou indiretamente, projetos previstos no novo acordo. Para tanto, o ministério interessado deverá firmar um contrato com o Banco.

No mês passado, os avanços do acordo de reparação foram tema de um encontro em Belo Horizonte, durante a Caravana Federativa, evento do governo federal dedicado a aproximar seus serviços, programas e políticas da realidade de estados e municípios. Na ocasião, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e gestores públicos puderam participar de discussões sobre ações integradas de reparação nos territórios impactados pelo rompimento da barragem.

O encontro, que contou com representantes de diferentes órgãos federais, foi organizado pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e pela Casa Civil da Presidência da República. Representantes do BNDES participaram como ouvintes. “Foi uma oportunidade para ampliar o diálogo em torno das necessidades dos territórios e avançar em soluções pactuadas entre União, estados e municípios. Representantes dos órgãos federais puderam apresentar as diversas iniciativas em andamento e destacaram a importância da participação social para uma reparação integral”, disse Guilherme Tinoco, gerente institucional do Fundo Rio Doce.

Fonte: Agência de Notícias do BNDES

Banco do Brasil soma mais de 800 modelos e agentes de IA em operação

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Rafael Rovani, head de IA do Banco do Brasil, detalhou como há mais de uma década, o BB vem utilizando essas tecnologias para criar valor, consolidando um legado de inovação, transformação e confiança. Posicionamento que foi reafirmado ao longo de 2025, com o banco avançando na adoção estratégica e responsável da IA.

Desta forma, Rovani destacou a estruturação da Estratégia de IA e Dados, alinhada à arquitetura estratégica corporativa, com o objetivo de garantir a sustentabilidade digital e ampliar o uso de dados e IA de maneira coordenada, escalável e sustentada por uma governança robusta.

Nesse contexto, com um olhar atento à ética e à transparência, o BB foi o primeiro banco da América Latina a publicar seu Guia de Diretrizes e Boas Práticas para IA Ética e Responsável. Esse documento estabelece padrões rigorosos para o desenvolvimento e uso de sistemas de IA, reforçando princípios como privacidade de dados, combate a vieses e supervisão humana.

“No Banco do Brasil, a Inteligência Artificial tem um propósito claro: gerar resultados, aumentar a eficiência operacional, apoiar iniciativas ASG e, acima de tudo, oferecer experiências mais personalizadas aos clientes,” afirma Rovani.

Esse compromisso se reflete em números expressivos: são mais de 1.600 soluções analíticas catalogadas em nossa ferramenta corporativa, incluindo mais de 800 modelos, casos de uso de IA Generativa e agentes inteligentes, reconhecidos tanto internamente quanto pelo mercado.

Com isso, Rovani destacou a solução de IA Gen para os clientes pessoa física. A iniciativa Dicas Personalizadas, está integrada ao Minhas Finanças Multibanco, ferramenta de gestão financeira disponível a nos canais digitais, e oferece insights com o objetivo de promover uma melhor educação financeira e assessorar, mensalmente, mais de 7 milhões de clientes no gerenciamento de suas finanças pessoais de forma simples e eficiente. Desde o lançamento da versão multibanco em março de 2022, foram realizados mais de 3 milhões de planejamentos, somando R$ 22 bilhões em valores planejados e R$ 7,5 bilhões em economia estimada. A ferramenta já acumula mais de 460 milhões de acessos por 25 milhões de usuários únicos.

Entre as soluções criadas para apoiar empresas na gestão financeira, a ARI Conversacional – Área de Recomendações Inteligentes, oferece orientações personalizadas conforme o perfil de cada cliente PJ. Disponível no app BB, BB Digital PJ e Painel PJ, a ARI gera mensalmente recomendações para cerca de 2,6 milhões de clientes, com mais de 55 tipos de sugestões distribuídas em 11 temas. A Pequenas Empresas representa mais de 40% dos usuários, com índice de aprovação superior a 89%. Para os funcionários, a ARI também atua como agente conversacional, oferecendo acesso rápido a informações atualizadas e agilizando o atendimento ao cliente PJ não gerenciado.

Para os funcionários, o IN.GPT sintetiza todo o conteúdo de mais de 1,3 mil instruções normativas internas em um único lugar com o objetivo de facilitar a busca de informações. Desde o lançamento, final de abril/2025, a solução já registrou mais de 800 mil buscas realizadas por 45 mil usuários, resultando em um ganho de 50 mil horas de produtividade.

“Na jornada de adoção da Inteligência Artificial Generativa, enfrentamos desafios que evidenciam a complexidade de integrar tecnologia, cultura e governança em larga escala. A compreensão de que a preparação de pessoas e processos é indispensável para essa transformação foi decisiva.”

Para promover a capacitação contínua e aproximar os profissionais dos desafios reais da era digital, o Banco estruturou frentes de capacitação contínua, AcademIA, CuradorIA e Líder Digital, voltados para diferentes perfis, desde iniciantes até líderes estratégicos. O AcademIA, programa que contou com mais de 24 mil inscritos em 2024, hoje está disponível para todos os funcionários na Universidade Corporativa Banco do Brasil – UniBB, enquanto o CuradorIA conecta conhecimento à prática para especialistas em IA e Dados. Já o Líder Digital, lançado no segundo semestre de 2025, fortalece a atuação das lideranças na condução dessa mudança.

Ao democratizar o acesso à Inteligência Artificial e Analítica, o Banco acelerou a evolução de sua maturidade analítica, refletida no aumento de mais de 16% no Índice de Maturidade Analítica em apenas seis meses.

Outro ponto foi a construção e aprimoramento constante da governança, não apenas como requisito regulatório, mas como pilar estratégico para mitigar riscos e gerar confiança. Indicadores como Prontidão de Dados para IA, que avançou mais de 28% em menos de um ano, e Maturidade da Governança de Dados, com crescimento superior a 59% em dois anos, comprovam esse esforço para assegurar dados confiáveis e escaláveis.

“Ao superar esses desafios, o Banco do Brasil não apenas incorporou a IA Generativa, mas o fez de maneira ética, segura e estratégica, consolidando seu papel de liderança na transformação digital do setor financeiro”, afirmou Rovani.

Em 2026, o foco permanece centrado no ser humano, que segue como protagonista nas decisões e na definição do comportamento dos agentes. “Mais do que substituir tarefas, acreditamos no poder da IA para potencializar capacidades humanas. Nesse cenário, o Banco está escalando um novo modelo de trabalho, com foco no desenvolvimento de soluções reutilizáveis para diversos processos e negócios, assegurando eficiência e impulsionando a inovação em toda a organização”, finalizou.

Fonte: TI Inside

Banco do Brasil desafia o mercado e vê recuperação do agro, mas números acendem alerta para 2026

Publicado em: 08/01/2026

O Banco do Brasil sustenta que o agronegócio já dá sinais de recuperação, mas dados de mercado e relatos de produtores indicam um cenário mais delicado. A inadimplência no crédito rural segue em alta, o crédito ficou mais restritivo e a carteira prorrogada do banco saltou para níveis recordes, criando riscos relevantes para resultados e dividendos em 2026.
Inadimplência no agro sobe e pressiona o crédito

O agronegócio brasileiro enfrenta um ciclo adverso marcado por queda nos preços das commodities agrícolas, aumento dos custos de produção e margens comprimidas. Nesse ambiente, a inadimplência rural avançou e forçou os bancos a endurecer as exigências de garantias.
No caso do Banco do Brasil, líder absoluto no crédito ao agro, a consequência direta é a redução da oferta de novos financiamentos, justamente em um momento em que o produtor depende de capital para plantar a próxima safra.

Carteira prorrogada dispara e vira ponto crítico

Um dos principais sinais de alerta está na chamada carteira prorrogada — créditos que ultrapassaram 90 dias sem pagamento e foram renegociados. Esse volume saiu de cerca de R$ 10 bilhões para mais de R$ 50 bilhões, transformando-se em um problema estrutural.

Embora essa carteira não apareça imediatamente como perda no balanço, ela representa risco real: em algum momento, o dinheiro precisa retornar ao banco. Com produtores descapitalizados e sem acesso a novo crédito, a capacidade de pagamento futuro fica comprometida.

Safra recorde não garante recuperação

O argumento de que safras recordes resolveriam o problema ignora um ponto central: volume sem preço não gera lucro.

Mesmo com produção elevada, a manutenção dos preços em patamares baixos impede que o produtor gere caixa suficiente para honrar dívidas antigas e novas. Esse descompasso mantém a pressão sobre o sistema financeiro rural e reduz a eficácia de planos de estímulo ao crédito.

Recuperações judiciais aumentam no campo

Diante da falta de perspectiva, cresce o número de produtores que recorrem à recuperação judicial. Ao contrário da narrativa de oportunismo, esse movimento reflete incapacidade real de pagamento.

O efeito colateral é grave: produtores em RJ ficam praticamente excluídos do sistema de crédito, reforçando um ciclo de queda — menos financiamento, menor produção rentável e menor chance de recuperação financeira.

Impacto direto nos resultados e dividendos

Com maior risco de crédito, aumento das provisões e crescimento limitado da carteira agro, o impacto tende a aparecer nos resultados do banco.

Para 2026, o cenário aponta lucro pressionado e dividendos mais fracos, contrariando expectativas de investidores que apostam em forte geração de caixa no curto prazo. O desempenho de bancos costuma cair rapidamente em ciclos de crédito adversos e levar anos para se recuperar.

Eleições podem mexer com a ação, mas não com os fundamentos

O debate eleitoral de 2026 adiciona volatilidade ao papel. Como estatal, o Banco do Brasil pode reagir positivamente a mudanças de humor político, independentemente dos fundamentos.

No entanto, movimentos de preço motivados por eleição tendem a ser desconectados da realidade operacional. Sem melhora efetiva nos preços das commodities agrícolas, a recuperação estrutural do banco permanece limitada.

Apesar do discurso otimista, os dados indicam que o agro ainda atravessa um ciclo difícil. Inadimplência elevada, carteira prorrogada bilionária e crédito restrito tornam o cenário do Banco do Brasil mais desafiador para 2026.

A recuperação sustentável depende menos de discursos e mais de uma virada no ciclo de preços das commodities — condição que, até agora, ainda não se confirmou.

Fonte: A Revista

O que esperar do Banco do Brasil em 2026? Recuperação lenta e gradual

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Após um período de desempenho excepcional entre 2021 e meados de 2024, o Banco do Brasil (BBAS3) entrou em uma fase bem mais desafiadora em 2025, marcada por deterioração do crédito rural, queda expressiva da rentabilidade e forte correção das ações.

A melhora desse cenário ainda não deve vir toda em 2026, segundo Daniel Utsch, gestor de renda variável da Nero Capital, que classifica o momento atual como resultado de uma “tempestade perfeita” após um ciclo extraordinariamente favorável.

Segundo o gestor, o banco colheu frutos relevantes nos anos recentes. “O Banco do Brasil teve um desempenho excelente, muito acima da expectativa, entre 2021 e meados de 2024”, afirma. Esse resultado foi impulsionado por um ciclo do agronegócio bastante positivo, pela forte presença da carteira de funcionários públicos federais e por um retorno sobre patrimônio (ROE) que superou os 20%, patamar historicamente elevado para a instituição.

O cenário começou a mudar há cerca de um ano e meio. A piora significativa do agronegócio levou a inadimplência a níveis recordes, pressionando a rentabilidade. “Agora tem um ano e meio que passa, entre aspas, por uma tempestade perfeita, puxada pelo agro, que piorou demais”, diz Utsch. Como consequência, o ROE recuou para cerca de 8,5%, bem abaixo do observado no auge do ciclo.

Na avaliação do gestor, o problema atual do agro é majoritariamente conjuntural. Apesar de os preços das commodities agrícolas ainda estarem relativamente favoráveis quando comparados ao câmbio em uma perspectiva histórica, o setor sofreu forte aumento de custos nos anos anteriores. “Muitos produtores talvez tenham investido mais do que deveriam e assumiram uma alavancagem mais alta”, explica.

Esse movimento foi mais intenso entre pequenos e médios produtores, especialmente no Sul do país, com destaque para o Rio Grande do Sul. “O produtor enorme do Mato Grosso não teve tanto essa característica, mas os pequenos e médios do Sul, sim”, afirma. É justamente nesse segmento que o Banco do Brasil possui maior exposição, o que, segundo Utsch, não é inesperado, dado o papel histórico da instituição. “É exatamente onde o Banco do Brasil tem a sua maior exposição naturalmente, porque ele tem o seu objeto social de fomentar o negócio.”

Além do choque de custos e de preços menos favoráveis, o cenário climático adverso da última safra contribuiu para o pico de inadimplência observado. Para enfrentar esse quadro, o banco vem adotando uma série de medidas internas. “O banco está com uma série de iniciativas de renegociação, extensão de prazo e rolagem”, diz o gestor, ressaltando que a estratégia busca permitir uma reação efetiva da inadimplência ao longo do tempo, e não apenas adiar o problema.

A expectativa, segundo Utsch, é de alguma melhora com a acomodação do ciclo do agronegócio, mas sem uma recuperação plena no curto prazo. “A gente espera uma melhora, mas ainda não vem toda provavelmente nesse ano de 26”, afirma. Um retorno sobre capital acima do custo de capital, na visão do gestor, deve ficar mais para frente. “Isso deve vir mais para 27, 28 talvez.”

Enquanto isso, o mercado segue refletindo esse cenário nos preços das ações. O papel do Banco do Brasil acumula queda de cerca de 35% a 40% em relação às máximas e hoje negocia próximo de 0,7 vez o valor patrimonial, com múltiplos entre 4,5 e 5 vezes o lucro. “É uma queda relevante, óbvio que aconteceu, mas a gente acha que vai ter uma reversão”, diz Utsch, ressaltando que a tese é voltada ao longo prazo. “Talvez a reversão não ocorra rapidamente, então não há do nosso lado um otimismo de curtíssimo prazo.”

Além dos desafios operacionais, o gestor destaca o risco político associado ao fato de o Banco do Brasil ser uma estatal. “A gente tem um ano eleitoral, uma eleição que muito provavelmente para o mercado vai ser bastante binária, polarizada, e isso reflete também nas ações”, afirma.

Embora o banco não seja visto hoje como um ativo político tão sensível quanto em outros momentos, esse fator tende a ganhar peso ao longo de 2026, especialmente à medida que o calendário eleitoral avança.

Ainda assim, na visão da Nero Capital, o valuation deprimido e a perspectiva de normalização gradual sustentam uma posição construtiva para quem tem horizonte mais longo. “A gente gosta da posição olhando para um prazo mais longo”, conclui Utsch, mesmo reconhecendo que o caminho até a recuperação deve ser lento e sujeito a volatilidade.

A XP acredita que uma melhora nos indicadores de inadimplência pode ocorrer em 2026; no entanto, não há expectativa de reversão de provisões, que só devem acontecer quando os produtores demonstrarem comportamento de pagamento consistente, menor alavancagem, garantias mais robustas e ciclos de fluxo de caixa mais saudáveis.

“As melhorias serão graduais, pois a reversão de provisões depende de reduções mensuráveis ​​e progressivas nas perdas esperadas. No longo prazo, o crédito rural continua sendo um negócio essencial, mas a carteira deve crescer em um ritmo mais lento, com disciplina de risco mais rigorosa e maior seletividade na concessão de crédito”, apontam os analistas. A XP tem recomendação neutra para os ativos BBAS3, com preço-alvo de R$ 25.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil deixa o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025

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O ranking das 10 empresas mais valiosas da bolsa brasileira mudou de forma significativa ao longo de 2025, com a ascensão de nomes como BTG Pactual (BPAC11) e Axia Energia (AXIA3) e a desvalorização de companhias como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4).

A Petrobras despontava como a empresa mais valiosa da bolsa brasileira até meados do ano, mas agora disputa essa liderança com o Itaú (ITUB4). Afinal, a estatal perdeu mais de R$ 80 bilhões em valor de mercado diante da baixa do petróleo, enquanto o banco teve uma valorização superior a R$ 131 bilhões, impulsionado por resultados e dividendos robustos.

Com isso, o Itaú era avaliado em R$ 413 bilhões no fechamento de 29 de dezembro, enquanto a Petrobras valia R$ 407,9 bilhões, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. O banco caminha, então, para fechar o ano no topo da B3, a não ser que algo extraordinário aconteça nas últimas horas de negociação de 2025.

O salto do Itaú impressiona, mas ainda não foi o maior do ano. É que o BTG Pactual ganhou impressionantes R$ 178 bilhões em valor de mercado em 2025, até 29 de dezembro. Por isso, saltou da 7ª para a 3ª posição no ranking das empresas mais valiosas da B3, chegando a superar a Vale (VALE3), que briga para retomar o 3ª lugar no último pregão do ano.

Outro avanço significativo foi da Axia Energia, a antiga Eletrobras, que quase dobrou sua capitalização ao longo do ano e, com isso, pulou da 12ª para a 8ª posição na lista das companhias de maior valor de mercado da bolsa brasileira.

Destaque ainda para o Bradesco (BBDC4), que teve uma valorização superior a R$ 65 bilhões, com isso, subiu uma posição no “top 10” da B3.

Baixas

O Banco do Brasil, por outro lado, deixou o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025. Pressionado pela alta da inadimplência no agronegócio e das provisões, o BB lucrou menos e, com isso, perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado ao longo do ano. Por isso, caiu da 6ª para a 11ª posição da lista de maiores empresas da bolsa.

A Weg (WEGE3) também perdeu espaço no ranking, caindo da 4ª para a 6ª posição. Afinal, também não animou o mercado com os seus resultados e ainda entrou na mira do tarifaço de Donald Trump. Por isso, perdeu cerca de R$ 17 bilhões em valor de mercado ao longo de 2025.

Em meio a essas altas e baixas, três companhias conseguiram manter-se firmes na lista das empresas mais valiosas da B3.

Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, o feito foi obtido por Ambev (ABEV3), Itaúsa (ITSA4) e Santander (SANB11), que seguraram a 5ª, 9ª e 10ª posição do ranking, respectivamente.

Fonte: Investidor 10

BB apresenta proposta de antecipação de valores aquém das necessidades da Cassi

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Representantes das entidades que compõe a comissão de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), realizaram, no dia 10 de dezembro, uma reunião com a direção do BB para discutirem soluções ao fortalecimento financeiro da Cassi.

Para reforçar o caixa e o capital regulatório da entidade de assistência, os trabalhadores solicitaram ao banco o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas, referentes aos 12 meses de 2026, já em janeiro.

Os representantes do BB, entretanto, negaram o pedido dos trabalhadores e apresentaram, como contraproposta, apenas a antecipação de três valores do 13º salário, sem nenhum adiantamento das taxas administrativas, com a alegação de que já seria o suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados.

A direção da Cassi, por sua vez, apontou que esses valores cobririam o caixa até julho de 2026, prazo que os representantes das entidades têm receio de não ser suficiente para uma proposta de equalização das contas, que demanda medidas complexas.

A coordenadora da mesa de negociação, Fernanda Lopes, lembrou que o objetivo da negociação entre os representantes dos trabalhadores e do banco é encontrar soluções definitivas para o custeio. “O atendimento do pedido, feito pelas entidades sindicais que representamos, daria tranquilidade durante a continuidade da negociação para construir uma solução perene à Cassi”, pontuou.

“Nossa reivindicação permanece, para que, o mais breve possível, a gente alcance uma solução de valorização e fortalecimento de uma das maiores conquistas do funcionalismo do BB, para eles mesmos e seus familiares, que é um plano de saúde acessível e que tem como pilar a solidariedade, com o custeio compartilhado entre os participantes e o patrocinador, que é o Banco do Brasil”, completou.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Pará

Bancos devem acirrar corrida pelo consignado privado em 2026

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Nos primeiros meses do programa do governo para o consignado privado, aprovado no mês de julho, os bancos públicos aceleraram as concessões já na largada, mas uma série de gargalos operacionais impôs uma postura mais cautelosa entre os bancos privados. Houve inconsistências nas bases de informações das empresas, falhas na integração dos sistemas, problemas no desconto em folha, entre outros entraves.

Superados os pontos mais críticos, as instituições financeiras dão indícios de que pretendem colocar o pé no acelerador, em 2026, para destravar a linha. Em outubro, as concessões no consignado para trabalhadores do setor privado cresceram 4,3% ante setembro, para R$ 6,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central. Um ano antes, o volume era de R$ 1,7 bilhão. Para efeito de comparação, o consignado público somava R$ 8,6 bilhões em outubro.

Reduzir custos segue como uma das maiores dificuldades num cenário de disputa acirrada pelo mercado. Os juros médios praticados para a modalidade chegaram a 59% ao ano em outubro, de 38,7% em igual mês de 2024. Para agentes do setor, os desafios operacionais seguram as taxas em níveis elevados.

“Os próximos 12 meses serão importantes para termos ideia da materialidade dessa linha”, afirma o diretor da S&P Global Ratings Guilherme Machado, responsável pela análise dos bancos em escala nacional. “Esse é um crédito que pode substituir, em certa medida, linhas de crédito pessoal por meio de taxas menores”, acrescenta.

BB quer 20% do mercado

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram os primeiros a liderar o movimento. No BB, a carteira do consignado privado registrou expansão superior a 500% no comparativo anual do terceiro trimestre, a R$ 8,8 bilhões. A meta do banco público é alcançar 20% de participação de mercado. “Já desembolsamos quase R$ 11 bilhões em mais de um milhão de operações, mantendo excelente nível de escrituração”, afirmou a presidente do BB, Tarciana Medeiros.

Os pares privados, por outro lado, adotaram uma perspectiva mais conservadora na abertura do programa. Um dos principais desafios foi o funcionamento do processo de averbação, ou seja, o registro oficial em que a empresa autoriza o desconto direto na folha. No Bradesco, a inadimplência por falta de averbação chegou a superar 12%, segundo o presidente do banco, Marcelo Noronha. “Adotamos uma política de crédito mais restritiva no início, exatamente para não correr certos riscos”, disse Noronha, durante teleconferência com analistas.

Com ajustes operacionais, o Bradesco migrou para uma política mais aberta de adesão e já começou a acelerar as concessões. O Santander, por sua vez, não pretende conceder empréstimos de maneira indiscriminada, mas vê oportunidades de crescimento. “Vamos ser seletivos como sempre fomos, mas o mercado está maior agora, então seremos seletivos em um mercado maior”, explicou o presidente do banco, Mario Leão.

Linha colateralizada

A modalidade é vista como uma oportunidade para preservação da qualidade da carteira de crédito, porque prevê o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. A inadimplência do produto estava em 5% em outubro, abaixo da taxa observada em alternativas não consignadas (8,3%), conforme o BC.

O instrumento também pode ocupar o vácuo deixado pelo colapso nas operações atreladas à antecipação do saque-aniversário, após a adoção de restrições. Entre os ajustes, as normas determinam uma carência de 90 dias entre a adesão ao modelo e a contratação de um empréstimo, além de valores mínimos e máximos nas parcelas. Com as mudanças, as concessões pela linha caíram 80%, de R$ 3 bilhões para R$ 600 milhões, segundo estimativa da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

A substituição, porém, não é automática. Dos 134 milhões de trabalhadores com saldo no FGTS, mais de 85 milhões não têm vínculo de emprego formal, o que bloqueia o acesso ao consignado, conforme a ABBC. Ao mesmo tempo, entre as 26 milhões de pessoas que contrataram operações atreladas à antecipação, 9 milhões estão desempregadas.

“O consignado privado não é o substituto perfeito, porque o FGTS tinha um risco muito atrelado ao fundo de aposentadoria”, diz Machado, da S&P. “Mas independentemente de quanto você tem de FGTS, você consegue usar o consignado privado. No caso da antecipação, dependia muito de quanto era o seu saldo”, destaca.

Cenário positivo

Para instituições ainda em estágios de diversificação, essa característica abre o caminho para atrair consumidores do vasto, mas disputado segmento de média e baixa renda. O PagBank, por exemplo, desenvolveu uma solução no consignado privado como aposta para substituir para compensar as mudanças do FGTS e ampliar uma carteira de crédito que atingiu R$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre. No Inter, o produto resultou em R$ 1,3 bilhões em originações em seis meses, com quase 300 mil novos clientes.

Na visão da equipe de analistas do Itaú BBA, liderada por Pedro Leduc, a popularidade crescente do consignado privado é um dos fatores que contribuirão para uma dinâmica de crédito positiva em 2026. Segundo eles, o consignado de aposentados e pensionistas vem se recuperando, após o cerco do INSS a práticas abusivas. “No geral, o volume de crédito às famílias deverá crescer a taxas sólidas de um dígito alto no próximo ano”, projeta.

Fonte: Invest Talk BB

Por que estrangeiros estão comprando Banco do Brasil enquanto brasileiros vendem

Publicado em: 19/12/2025

Enquanto muitos investidores brasileiros reduziram ou zeraram posição no Banco do Brasil (BBAS3) após a forte deterioração dos resultados recentes, o movimento dos investidores estrangeiros segue na direção oposta. Em encontros com grandes fundos internacionais, o banco estatal brasileiro voltou ao radar como uma oportunidade clássica de valor, impulsionada principalmente pela forte assimetria entre preço e fundamentos.

O BBAS3 negocia atualmente com desconto relevante em relação ao valor patrimonial, refletindo um cenário de pessimismo elevado no mercado doméstico. Esse descolamento chamou atenção de fundos globais, especialmente os especializados em ciclos econômicos e mercados emergentes.

Para esses investidores, o atual nível de preço não reflete apenas resultados fracos recentes, mas embute um prêmio excessivo de risco, principalmente político e setorial.

Agronegócio sustenta a tese: posição estratégica segue intacta

Um dos pilares centrais da tese dos investidores estrangeiros é o agronegócio brasileiro, que permanece como um dos setores mais competitivos e estratégicos da economia nacional. O Banco do Brasil é, historicamente, o principal financiador do agro, com presença dominante no crédito rural.

A leitura dos fundos internacionais é que o ciclo negativo recente no setor — marcado por inadimplência pontual e compressão de margens — tem caráter cíclico, não estrutural. Na visão desses investidores, a normalização da qualidade da carteira pode ocorrer nos próximos anos, devolvendo parte da rentabilidade histórica do banco.

Essa percepção sustenta a expectativa de recuperação gradual dos resultados, mesmo que o curto prazo ainda seja desafiador.

Eleições de 2026 entram no radar e ampliam a assimetria

Outro fator que impulsiona o interesse estrangeiro é o cenário político de 2026. Estatais brasileiras tendem a oscilar fortemente em períodos pré-eleitorais, justamente pela sensibilidade a mudanças de governo e diretrizes estratégicas.

A pergunta que ronda os grandes fundos é direta: quanto o Banco do Brasil poderia valer caso o risco político diminua?

Uma eventual vitória de um candidato de centro ou uma mudança na percepção institucional poderia provocar uma reprecificação rápida dos múltiplos, reduzindo o desconto histórico e destravando valor para os acionistas.

Esse mesmo movimento já foi observado em ciclos anteriores, tanto no Banco do Brasil quanto em outras estatais relevantes do mercado brasileiro.

Possível venda da BB Seguridade em 2026 levanta dúvidas estratégicas

Além do movimento dos estrangeiros, outra informação ganhou força no mercado: a possibilidade de o Banco do Brasil vender parte de sua participação na BB Seguridade em 2026. Atualmente, o banco detém cerca de 66% da seguradora, que é uma das principais fontes de receita recorrente via dividendos.

A eventual venda teria impactos relevantes:

Pontos positivos

  • Entrada expressiva de caixa
  • Reforço de capital
  • Possibilidade de redução de alavancagem
  • Maior flexibilidade para investimentos ou distribuição extraordinária

Pontos negativos

  • Redução direta do fluxo recorrente de dividendos
  • Enfraquecimento de uma das unidades mais rentáveis do conglomerado
  • Dúvidas sobre a estratégia de longo prazo
  • Risco de execução em ano eleitoral

Para investidores focados em renda passiva, a leitura tende a ser mais negativa, já que a BB Seguridade é responsável por uma parcela relevante da previsibilidade dos resultados do Banco do Brasil.
Resultados pressionados e rentabilidade em queda explicam o pessimismo local

O ceticismo do investidor brasileiro não é infundado. Os números recentes mostram uma queda acentuada na rentabilidade do banco:

  • Retorno sobre investimento (ROI) despencou nos últimos 12 meses
  • Lucro apresentou retração anualizada superior a 60%
  • Margens pressionadas pelo ciclo do crédito e pelo agro
  • Dividendos seguem sendo pagos, mas com menor conforto operacional

Esses fatores explicam por que muitos investidores enxergam o papel como uma ação “em carrego”, que pode levar tempo para voltar a entregar retornos mais robustos.

Visão de longo prazo: empresa centenária em ciclo adverso

Na visão de investidores estrangeiros, o Banco do Brasil atravessa mais um ciclo adverso, algo recorrente em sua história de mais de dois séculos. O banco já enfrentou crises econômicas, políticas e setoriais profundas e, ainda assim, conseguiu se manter relevante e lucrativo ao longo do tempo.

A aposta é que, passada a fase mais dura do ciclo atual, a combinação de:

  • desconto elevado
  • normalização do agro
  • redução do risco político
  • pode criar uma janela rara de valorização

Vale a pena investir agora no Banco do Brasil?

O cenário atual exige análise cuidadosa. Para quem já possui BBAS3 na carteira, o momento pede uma revisão da tese, considerando:

  • tolerância ao risco político
  • horizonte de investimento
  • dependência de dividendos no curto prazo

Para quem pensa em entrar, a decisão passa por entender o tempo de recuperação, o custo de oportunidade frente a outras ações e a capacidade de conviver com volatilidade até que os fundamentos voltem a melhorar.

O Banco do Brasil segue pagando dividendos e ocupa posição estratégica na economia brasileira, mas os próximos meses serão decisivos para confirmar se o pessimismo atual representa risco estrutural ou apenas mais um ciclo negativo em uma história longa e resiliente.

Fonte: A Revista

Banco do Brasil lança Pix de presente neste final de ano; sem custo em 2025

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O Pix nasceu em 2020, conquistou o Brasil e hoje é o meio de pagamento mais utilizado no país, segundo o Banco Central. Rápido, simples e sem custo, virou parte da rotina dos brasileiros e, com o tempo, também passou a ser usado como forma de presentear. Por isso, o Banco do Brasil inova e cria o Pix de presente. A solução já está disponível para todos os clientes Pessoas Físicas e permite transferências via Pix de forma personalizada, com um cartão digital temático e uma mensagem especial no momento do envio.

O envio do presente é simples. Após a escolha do tema, da arte e de escrever a mensagem, é possível compartilhar por diferentes aplicativos de mensagens. O projeto, que teve a participação da agência Lew’Lara\TBWA na criação das artes, traz ilustrações de quatro artistas brasileiros e está disponível diretamente no App do BB. As artes trazem cores, ilustrações e temas que representam a cultura nacional. Cada artista desenvolveu ilustrações para os principais temas comemorativos do calendário. E inicialmente, estão disponíveis artes natalinas e de aniversários.

Bacaro Borges: Direto de Bezerros, Pernambuco, Bacaro começou na xilogravura aos 4 anos, inspirado pelo pai, o mestre J. Borges. Sua arte mistura tradição e modernidade, levando a cultura nordestina para murais e superfícies diversas.

Filipe Grimaldi: Designer gráfico e artista visual, Filipe é referência na pintura de letra popular no Brasil. Seu estilo tem traços únicos e inspiração na cultura de rua, além de compartilhar conhecimento como professor e ministrar oficinas.

Agatha de Faveri: Natural de Santo André/SP, Agatha combina pintura acrílica, óleo e spray com lettering artístico. Suas obras trazem rostos e figuras cheias de expressão, sempre com um toque contemporâneo.

Luiza de Souza: Ilustradora e quadrinista de Currais Novos/RN, Luiza é criadora de HQs que conquistaram a internet, como Arlindo. Suas ilustrações contam histórias sobre pessoas, afetos e os pequenos universos ao nosso redor.

O serviço é opcional e neste Natal, o BB está disponibilizando a novidade sem custo. Em 2026, o custo será a partir de R$ 0,99. A funcionalidade agrega valor emocional à transação, sem alterar a dinâmica do Pix, que permanece gratuito e disponível para todos os usuários.

“Com o Pix de presente, o BB reforça sua vocação para conectar pessoas e tornar a experiência financeira mais próxima, além do seu compromisso com a inovação e a valorização dos laços afetivos A novidade transforma um simples envio em um gesto cheio de carinho, e ainda reforça o nosso papel na valorização da identidade e cultura brasileira”, comenta a executiva de Meios de Pagamento do Banco do Brasil, Dione Cordioli.

Fonte: Banco do Brasil

Funcionários do Banco do Brasil serão transferidos do Cenesp

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Após anos de muita luta e reivindicações junto ao Banco do Brasil, o Sindicato dos Bancários de São Paulo conquistou a transferência de 2,3 mil funcionários lotados no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp) para um prédio situado na rua da Consolação, no centro de São Paulo.

A transferência envolve a Central de Negócios e Operações (Cenop), a Super Operações e a Plataforma de Soluções em Valores (CSV).

O Cenesp fica no Jardim São Luís, na zona sul da capital paulista. O local é considerado isolado e de difícil acesso. A mudança para uma área mais acessível era uma reivindicação dos funcionários desde que foram transferidos para o Cenesp, em 2019.

“É uma conquista da luta do movimento sindical iniciada a partir de uma reivindicação feita há anos. É também uma demonstração clara de que mesmo diante de problemas, há uma diferença de olhar da atual gestão do BB para com os trabalhadores. Houve de fato uma preocupação com as reivindicações daqueles funcionários, que avaliam muito positivamente a mudança”, destaca Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

O Banco do Brasil havia iniciado ainda em 2023 a transferência do pessoal lotado no Cenesp para outros locais mais próximos das suas residências.

Os escritórios exclusivos já tinham sido transferidos e agora foi a vez de todos os prefixos do Cenop em São Paulo, que ficarão reunidos no prédio situado na Consolação, onde há muitas opções de transporte público, restaurantes e comércio.

A transferência está sendo realizada em etapas, e a previsão é que seja concluída até o fim de janeiro.

O evento oficial de lançamento do novo centro administrativo do Banco do Brasil foi realizado nesta terça-feira 16, com a presença da vice-presidente corporativa da empresa, Ana Cristina Rosa Garcia, de membros da Gestão de Pessoas (Gepes) e do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

“Nós avaliamos positivamente a mudança e seguiremos acompanhando os trabalhadores no novo local. Mas, para isto, é fundamental que o Sindicato continue tendo acesso aos funcionários que foram transferidos”, enfatiza Leonardo Imbiriba, dirigente sindical e bancários do Banco do Brasil.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil amarga 2025 dramático, mas pode ser a ação para 2026

Publicado em: 12/12/2025

O motivo da euforia faz sentido. Durante quatro anos, entre 2021 e 2024, o BB foi um fenômeno da bolsa, atraindo uma gama de mais de 1 milhão de investidores — a estatal tem uma das maiores bases acionárias do mercado.

Impulsionado pelos seus gordos proventos e pela resiliência operacional, o Banco do Brasil surfou o excelente momento do agronegócio brasileiro, beneficiado pela disparada dos grãos, como soja e milho.

A invasão da Rússia à Ucrânia — importante produtor agrícola — bagunçou os preços globais, impulsionando o setor e, consequentemente, o maior financiador do agro: o BB.

Para se ter uma ideia do salto, o lucro anual pulou de R$ 12,6 bilhões, em 2020, para o recorde histórico de R$ 38 bilhões, em 2024 — alta de 200%, suficiente para deixar qualquer investidor mal-acostumado.

Mas, ao que parece, o banco gastou toda a “sorte” nesse período. Se os anos anteriores foram de bonança, 2025 foi um ano para esquecer — ou “desastroso”, nas palavras de um gestor ouvido pelo Money Times.

O ROE (retorno sobre patrimônio líquido) despencou dos desejados 20% para 8%. O lucro caiu 60%, para R$ 3,8 bilhões. Nos tempos áureos, o banco chegou a registrar quase R$ 10 bilhões em um único trimestre.

Na bolsa, enquanto outros bancos — como Itaú, Bradesco e BTG — dispararam mais de 50%, o Banco do Brasil deve encerrar o ano com queda de 10%. Em relação à máxima de 2025, o tombo chega a 29%.

Tempestade perfeita

Como na queda de um avião, um desastre raramente tem um único motivo — e, no caso do BB, não é diferente.

A primeira peça desse dominó foi a mudança nas regras do CMN (Conselho Monetário Nacional). A resolução nº 4.966/21, que passou a valer neste ano, alterou a forma de provisionamento das carteiras.

Se antes os bancos registravam provisões quando as perdas aconteciam, agora são obrigados a antecipar riscos. Em outras palavras: trocaram as perdas realizadas pelas perdas esperadas.

A regra mais dura veio justamente quando o agronegócio — antes o bastião do banco — enfrentou uma explosão de inadimplência.

Em 2025, o índice atingiu 8%, nível recorde, segundo a Serasa. E, para piorar, a maior parte dos calotes veio do setor financeiro.

O resultado foi um salto no colchão contra a inadimplência, o PDD, que subiu de “elevador”, como os executivos do banco descrevem.

Só no terceiro trimestre, o BB foi obrigado a elevar a provisão em 52%, para R$ 100 bilhões, afetando diretamente o lucro.

Nos cálculos de um gestor que conversou com o Money Times, considerando a inflação, isso representou uma perda real de 11% no desempenho das ações. E, comparado à bolsa — que renovou recordes —, o BB deixou quase 40% de performance na mesa.

Para completar, sem os lucros robustos do passado, o banco reduziu o payout (parcela do lucro distribuída como dividendos) para 30%. Nos tempos de bonança, esse número já foi de 45%.

Erro de quem?

Na visão de um gestor ouvido pelo Money Times, a administração errou no acompanhamento, monitoramento e construção da gestão de risco.

A mudança do CMN foi anunciada em 2021 — ou seja, os bancos tiveram quatro anos para se adequar às novas regras.

“Subestimou problemas conhecidos e deveria ter feito trabalhos adicionais de ativos e passivos, com o objetivo de alongar e adequar o risco gerado pelo agronegócio, que já era sabido.”

O gestor lembra que todos os bancos estavam expostos ao mesmo risco e vinham ampliando a carteira no agro.

“Por esses fatores, é possível, sim, classificar 2025 como um ano desastroso.”

Resposta à crise

O governo reagiu com uma Medida Provisória (MP 1314) para permitir renegociação de dívidas rurais em condições especiais. Ao todo, são R$ 12 bilhões para apoiar até 100 mil produtores, principalmente pequenos e médios.

O Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) dará acesso a até R$ 250 mil em crédito, com taxa de 6% ao ano.

Outra ajuda veio do Banco Central, que alterou a Resolução nº 4.966/21, suavizando os critérios de cura para empréstimos com parcelas vencidas há mais de três meses.

A instituição já renegociou R$ 13 bilhões em contratos sob a MP 1314 e projeta chegar a R$ 20 bilhões a 25 bilhões.

“A administração enfatizou que não prevê reversão de provisões neste momento, e a data-chave a acompanhar é abril, quando os empréstimos do Plano Safra começam a ser pagos”, diz o JPMorgan.

Além do agro, houve deterioração nas carteiras de cartões de crédito vinculadas a produtores rurais. Os desafios em pequenas e médias empresas também persistem.

“Para 2026, o banco espera crescimento de empréstimos na faixa de um dígito médio, impulsionado principalmente por pessoas físicas.”

Oportunidade de ouro para 2026

Crises costumam revelar oportunidades — e muitos investidores se perguntam se este seria o caso do Banco do Brasil. O consenso é de que o agronegócio ainda enfrentará dificuldades.

Para o analista Flavio Conte, da Levante, porém, trata-se de uma boa janela para investir no banco. Em sua visão, a queda neste ano, junto com um cenário eleitoral favorável, pode criar uma oportunidade de ouro.

“Quem tem deve manter, e quem não tem deve comprar”.

De todas as formas, Conte recomenda não ter mais que 10% da carteira em ações do BB, para evitar exposição excessiva.

O preço-alvo é de R$ 29 — potencial de alta de 35% —, mas pode ser maior caso o cenário eleitoral contribua.

“Se vencer um candidato de centro-direita, provavelmente haverá euforia pós-eleição. E, conforme as pesquisas, caso surja um candidato competitivo numa simulação de segundo turno, o mercado tende a reagir.”

Ele lembra que as estatais são extremamente sensíveis ao “risco político” — e hoje só restam duas relevantes: Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil.

Conte recorda, ainda, que várias ações já subiram 40%, 50%, 70% e até 80% em 2026.

“Por isso, vejo o Banco do Brasil como uma excelente ação — tanto pela avaliação atual quanto por essa opção gratuita: se houver avanço de um candidato de centro-direita nas pesquisas ou se ele empatar numericamente com o presidente Lula, o BB tende a ser a ação que mais reage.”

Vai depender do agro

Para o gestor ouvido pelo Money Times, a recuperação do banco dependerá diretamente da melhora do agronegócio.

A equação é simples: se o agro reagir, alivia a pressão de risco e reconstrói parte da carteira.

“O banco precisa resolver a questão do risco. Sem isso, 2026 seguirá desafiador. Se o ajuste vier de forma definitiva — passando uma régua —, é possível recuperar a rentabilidade para dois dígitos. Mas ainda muito longe dos 20%.”

Sobre o agro, ele acredita em melhora. Já houve avanço nos preços, no risco financeiro dos produtores e na saúde operacional.

“Isso pode dar fôlego e melhorar a perspectiva. Se for um ano de condições perfeitas — safra, safrinha, exportações, câmbio —, a recuperação pode ser mais rápida.”

Mas ressalva: “No caso do Banco do Brasil, porém, ele ainda não ajustou o risco principal. Portanto, não espero um ano melhor para a instituição. Resolver o risco agora daria maior visibilidade à ineficiência de gestão — algo que nem diretoria nem conselho parecem querer neste momento.”

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

B3 estende prazo para BB adequar composição de Conselho ao regulamento do Novo Mercado

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A diretoria de Emissores e Relacionamento da B3 deferiu, em caráter excepcional, um pedido do Banco do Brasil (BBAS3) relacionado ao regulamento do Novo Mercado, que estabelece a participação de membro independente do Conselho de Administração no comitê de auditoria.

Segundo o banco, o colegiado possui dois conselheiros independentes, eleitos pelos acionistas minoritários, impedidos de integrar o comitê por restrições regulatórias relacionadas ao critério de independência. A B3 estabeleceu que a composição do comitê seja adequada pelo BB até 30 de abril de 2026.

“Cabe destacar que uma dessas restrições tem caráter temporário e se encerra em 29 de abril de 2026, ocasião em que o referido conselheiro estará apto a compor o comitê”, informou o BB.

Atualmente o órgão conta com cinco membros e, segundo o Estatuto Social do Banco do Brasil (BBAS3), todos os integrantes do comitê de auditoria devem ser independentes.

Fonte: Estadão