Acesso à CliniCassi é avanço para incorporados do BNC, avalia AGEBB

Publicado em: 28/08/2026

Um importante avanço para os funcionários do Banco do Brasil vinculados ao Economus foi anunciado nesta semana. A partir de 1º de setembro, os participantes passarão a ter acesso aos serviços oferecidos pela CliniCassi, inicialmente nas duas unidades localizadas em Brasília.

O acordo celebrado entre a Cassi e o Economus representa mais um passo na busca pela ampliação dos direitos e das possibilidades de atendimento aos trabalhadores oriundos do Banco Nossa Caixa (BNC), incorporado pelo Banco do Brasil em 2009. A expectativa é de que o atendimento seja gradualmente expandido para outras localidades, especialmente São Paulo, onde estão concentrados mais de 6 mil funcionários vinculados ao Economus.

Para a Associação dos Gerentes do Banco do Brasil (AGEBB), a medida representa uma conquista importante e responde, ainda que parcialmente, a uma reivindicação histórica dos incorporados. “O sentimento é de satisfação e felicidade com esse desfecho. Sabemos o quanto essa questão vinha sendo discutida e o quanto os colegas vinculados ao Economus aguardavam por avanços que ampliassem suas possibilidades de atendimento. O acesso à CliniCassi é uma conquista importante e demonstra que o diálogo e a mobilização podem produzir resultados concretos”, afirma Adriano Domingos, presidente da AGEBB.

Um passo importante rumo à isonomia

A parceria permitirá que os participantes do Economus utilizem a estrutura própria de atendimento da Cassi por meio de cessão de rede, mesmo sem serem associados ao plano de saúde. A CliniCassi oferece atendimento em diversas especialidades e serviços de saúde, ampliando as opções de assistência aos trabalhadores.

O acordo é resultado de um processo de diálogo que envolveu representantes dos trabalhadores, dirigentes sindicais e as diretorias da Cassi e do Economus. A dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e conselheira eleita do Economus, Adriana Ferreira, destacou que a iniciativa representa um passo relevante para garantir aos participantes acesso a serviços de excelência e avançar na esperada isonomia entre os funcionários do Banco do Brasil.

Também participaram do processo os representantes eleitos do Economus nos Conselhos Deliberativo e Fiscal, Lucas Lima e Rodrigo Leite, além de outros representantes dos participantes que acompanharam as tratativas para viabilizar o convênio.

Para Adriano Domingos, entretanto, embora a conquista deva ser celebrada, a busca pela isonomia não termina com o novo acordo. “Estamos muito felizes com esse avanço, mas é importante deixar claro que a nossa busca continua. A AGEBB seguirá defendendo a isonomia dos incorporados do BNC e trabalhando para que esses colegas tenham assegurados os mesmos direitos e benefícios disponíveis aos demais funcionários do Banco do Brasil. Esse é um passo importante, mas ainda temos um caminho a percorrer”, ressalta o presidente.

Cassi e Previ para todos

Desde a incorporação do Banco Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, uma das principais reivindicações dos trabalhadores passou a ser a garantia de igualdade de direitos em relação aos demais funcionários do BB. A bandeira “Cassi e Previ para todos” tornou-se, ao longo dos anos, uma das principais demandas dos incorporados.

As negociações realizadas na campanha salarial de 2024 avançaram na discussão de alternativas para o ingresso dos trabalhadores vinculados ao Economus na Cassi e na Previ, embora o entendimento definitivo ainda não tenha sido concluído.

A expectativa é de que o tema continue presente nas negociações e nas discussões envolvendo o futuro dos trabalhadores incorporados. “Não podemos perder de vista o objetivo maior. O acesso à CliniCassi representa uma melhoria concreta e imediata para os colegas, especialmente à medida que esse atendimento for ampliado para outras cidades. Mas a nossa defesa continua sendo pela plena isonomia. Os incorporados do Banco Nossa Caixa fazem parte do Banco do Brasil e merecem ter seus direitos reconhecidos de forma igualitária”, reforça Domingos.

“Esse resultado nos anima e reforça a importância de continuarmos unidos e mobilizados. A AGEBB reconhece o esforço de todos que participaram desse processo e agradece especialmente aos representantes e entidades que contribuíram para essa conquista, como Lucas Lima, Rodrigo Leite, Adriana Pereira e Mario Valente, que estão sempre em conversa com a AGEBB, visando construir a viabilidade da isonomia em relação à saúde dos funcionários, egressos ou não. Ao mesmo tempo, reafirmamos nosso compromisso de continuar acompanhando e defendendo os interesses dos incorporados do BNC, especialmente na busca pela tão necessária isonomia”, argumenta Ronald Feres, vice-presidente e diretor de Comunicação da AGEBB.

Fonte: AGEBB

Os desafios do Banco do Brasil vão além do agro; instituição estima que R$ 30 bi sejam renegociados

Publicado em:

“Quem tem, mantenha, e quem não tem, compre”.

Com esta frase, a CEO Tarciana Medeiros recomendou (!) a ação do Banco do Brasil numa call de resultados em agosto de 2025 – um ‘vai tourinho’ que se tornou alvo de um processo sancionador na CVM.

De lá pra cá, o papel caiu 5% em meio à piora significativa da qualidade do crédito e da estrutura de capital do banco. O ROE foi de apenas 8,3% no segundo trimestre – em linha com os 8,4% registrados um ano antes, mas abaixo de concorrentes como Bradesco (16%), Santander (12,5%) e Itaú (24%).

Além disso, o mercado passou a questionar a viabilidade do guidance – e a prever que o banco precisará adotar medidas para elevar seu capital, como fez o Bradesco recentemente.

“Acreditamos que uma revisão para baixo (do guidance) seja apenas uma questão de tempo,” Eduardo Rosman, que cobre o banco no BTG, disse num relatório a clientes.

O banco negocia a apenas 0,6x o valor patrimonial, mas os analistas estão longe de achar a ação barata.

Em meio à “baixa visibilidade” sobre como e quando os problemas serão resolvidos, o Citi reduziu recentemente o preço-alvo para R$ 18.

O papel fechou ontem a R$ 19,57 e cai 10% no ano. O Banco do Brasil vale R$ 112 bilhões na Bolsa.

Em pleno ano eleitoral, o que faz preço no BB são os fundamentos. “Se um candidato liberal crescer nas pesquisas ou ganhar, pode até ser que a ação suba um pouco. Mas será um voo de galinha. A questão ali é operacional,” disse um analista do sellside.

Um dos grandes problemas do BB é a deterioração da carteira do agronegócio, que somou R$ 422 bilhões no segundo trimestre – um terço da carteira total do banco.

A inadimplência acima de 90 dias no agro chegou a 6,3% no segundo tri – ante 3,2% em junho de 2025, 1,3% no ano anterior e 0,6% em junho de 2023 (a média histórica gira em torno de 1,5%). O indicador de curto prazo subiu para 9%.

“O BB perdeu a principalidade de clientes do agro porque aumentou a concorrência com outros bancos e também com o mercado de capitais. No passado, se o produtor não pagasse o BB, poderia ficar sem alternativa de financiamento. Hoje não é mais assim,” disse outro analista.

No segundo tri, essa piora contaminou o segmento de pessoas físicas porque muitos produtores rurais deixaram de pagar empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e outras linhas, disse o BB, sem especificar quantos.

A inadimplência de pessoas físicas acima de 90 dias aumentou para 8,4% – ante 6,8% no tri anterior e 5,6% há um ano – e a chamada “NPL formation” (a formação de novos empréstimos com problemas) mais que dobrou.

Em cartões de crédito, o indicador chegou a 14,6%, o dobro dos 7,1% do tri anterior.

Mas, infelizmente, fora da área de influência do agro o banco também amarga dificuldades.

A inadimplência das PMEs acima de 90 dias foi de 9,7% – mais que os 8,8% do trimestre anterior, mas abaixo dos 10,6% registrados há um ano.

Tudo somado, a inadimplência total do BB foi de 5,6% – acima dos 5,1% do tri anterior e dos 4% de junho de 2025.

O BB espera uma “melhora relevante” das provisões do agro com a MP 1376, o CRO Felipe Prince disse na última call de resultados. A MP prevê a criação de linhas de crédito com juros subsidiados para produtores inadimplentes, com um fundo garantidor bancado pela União.

O BB estima que R$ 30 bilhões sejam renegociados. “Já esperávamos uma piora em pessoas físicas. Agora precisamos entregar essa melhora no agro, que trará reflexos na carteira PF,” disse Prince.

Com isso, mais os ajustes que estão sendo feitos nas carteiras de pessoas físicas e PMEs e no mix de crédito do banco – com crescimento maior em linhas com mais garantias, como os consignados público e privado –, o banco prevê que as provisões vão convergir para o intervalo do guidance, de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões no ano.

No primeiro semestre, as provisões somaram R$ 37,5 bilhões – um total de R$ 75 bilhões anualizado. Isso apesar da queda do índice de cobertura, que mede a relação entre a PDD e o estoque de empréstimos inadimplentes.

O problema é que, apesar de aprovada, a MP ainda não saiu do papel: o Governo Lula ainda não definiu as regras de equalização dos juros, nem os detalhes operacionais do programa. “Isso deve estar esbarrando na questão fiscal,” especula um analista.

Para o Citi, “dado que as negociações de dívida ainda precisam ganhar tração e o terceiro tri já passou da metade, os impactos mais significativos devem ser sentidos apenas no quarto tri”.

E os efeitos num primeiro momento serão apenas contábeis, já que haverá rolagem das dívidas, lembrou outro analista. “Para esse dinheiro entrar efetivamente em caixa, os produtores precisam pagar, e só veremos isso ao longo de 2027 e à frente.”

No Citi, a equipe liderada por Gustavo Schroden reduziu em 5% a projeção de lucro do ano para R$ 16,6 bilhões – abaixo do piso do guidance do banco, que vai de R$ 18 bi a R$ 22 bi. Para 2027, a estimativa caiu 20% para R$ 21,1 bilhões.

Além do crédito, o capital é outro ponto crítico.

O índice de capital principal caiu para 11,3% no segundo tri, enquanto o patrimônio tangível (em caixa) diminuiu 15%, passando a representar apenas 48% do patrimônio total, frente aos 54% do primeiro tri, nas contas do BTG.

O tangível caiu porque o BB segue acumulando créditos tributários gerados pelas provisões – as PDDs reduzem o lucro contábil assim que são feitas, mas o impacto no lucro tributável é diferido, o que gera créditos fiscais.

Esses créditos podem ser utilizados quando a operação bancária dá lucro – o que não é o caso hoje. Segundo o Citi, o banco teve uma perda de R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre. Os ganhos do grupo vieram de negócios como seguros, consórcios, assets e do Banco Patagônia.

Créditos tributários não rendem juros, o que é um enorme custo de oportunidade para o banco num ambiente de Selic elevada, lembra o BTG.

O management reconhece o problema, mas acredita que os impactos da MP e de outras ações tomadas para reduzir a inadimplência – além do aumento de receitas e da redução de custos – serão suficientes para recompor o capital de forma orgânica.

No segundo tri, ao contrário do que se viu nos bancos privados, a receita com tarifas e serviços do BB surpreendeu positivamente, crescendo 3% no trimestre e 4% na comparação anual – acima das expectativas do BTG.

A margem financeira aumentou 8% na comparação anual e também superou as projeções, enquanto as despesas administrativas cresceram menos que o esperado.

“Isso contribui de maneira estruturante para o capital,” disse Tarciana Medeiros nesta última coletiva de resultados.

Os analistas, porém, acreditam que o banco adotará alguma solução “à la Bradesco” para resolver a estrutura de capital.

Uma capitalização, como anunciou o Bradesco, é vista como improvável, dada a situação fiscal do governo. Mas o BB poderia vender participações em negócios como Elo, BB Seguridade, BB Asset e Banco Patagônia – ou fazer uma reorganização societária para incorporar uma subsidiária lucrativa no banco, e assim poder usar os créditos tributários.

“O problema de tentar vender algo agora, com o mercado deprimido, é o preço. Mas, numa necessidade, existem alternativas,” disse um analista do buyside.

Sete mesas, muitas cobranças e poucas respostas: relembre a negociação com o BB

Publicado em:

A negociação específica entre os funcionários do Banco do Brasil e a direção da instituição, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026, chegou à sétima rodada sem respostas para as principais reivindicações da categoria. Desde o início das discussões, em 8 de julho, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, por meio da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), tem levado à mesa uma pauta que reúne defesa do emprego, valorização profissional, melhores condições de trabalho, saúde, igualdade e fortalecimento do caráter público do banco.

1ª mesa

Na primeira mesa, o foco foi a defesa do emprego e da rede de atendimento. Os trabalhadores reivindicaram a abertura de concursos públicos para recompor o quadro de funcionários, diante da sobrecarga nas agências e da redução do atendimento presencial. Também foram cobradas a manutenção de mecanismos de segurança, a incorporação das comissões, o combate ao acúmulo e desvio de funções e a equiparação dos direitos de funcionários oriundos de bancos incorporados, especialmente em relação à Cassi e à Previ. A discussão também incluiu a defesa da escala 4×3 e medidas voltadas aos trabalhadores com dependentes PCDs (Pessoas com Deficiência).

2ª mesa

A segunda rodada, realizada em 17 de julho, tratou de inclusão, igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento. Entre as propostas apresentadas pelos trabalhadores estavam a ampliação dos direitos das pessoas com deficiência, medidas para aumentar a presença de mulheres na área de Tecnologia, proteção às vítimas de violência doméstica, licença parental e equiparação da união estável ao casamento para fins de benefícios. A categoria também reivindicou uma linha de crédito específica para funcionários endividados, com condições capazes de adequar as parcelas à capacidade de pagamento. Na área de monitoramento, foi defendido o fim do controle individual do tempo de atendimento e a construção de indicadores mais justos e compatíveis com a realidade do trabalho.

3ª mesa

Na terceira mesa, em 23 de julho, a saúde dos trabalhadores ganhou destaque. A representação sindical denunciou o avanço do adoecimento relacionado às condições de trabalho, às metas consideradas abusivas e à sobrecarga. A categoria voltou a cobrar a realização de concurso público e, principalmente, uma solução definitiva para a sustentabilidade da Cassi, incluindo maior participação do banco no custeio e a inclusão dos funcionários oriundos de instituições incorporadas. Também foram discutidos os problemas enfrentados pelos trabalhadores do PSO, com acúmulo e desvio de funções.

4ª mesa

A quarta rodada, em 31 de julho, foi dedicada principalmente à carreira, remuneração e condições de trabalho. A CEBB reivindicou o aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, revisão dos critérios de progressão, valorização do mérito e atualização dos vencimentos. Também foram cobrados reajustes dos adicionais de função, pagamento integral das substituições desde o primeiro dia, fim da lateralidade e incorporação das comissões após dez anos de exercício. A ampliação do teletrabalho e a recomposição das equipes nas agências também estiveram na pauta.

5ª mesa

A partir da quinta rodada, realizada em 5 de agosto, a expectativa dos trabalhadores era de que o banco começasse a apresentar devolutivas. A representação sindical voltou a destacar como prioridades a Cassi, a revisão da gestão por metas, a isonomia para funcionários egressos, melhorias na Previ e o aperfeiçoamento do PCS/PCR. O banco reconheceu a urgência da situação financeira da Cassi, mas não apresentou uma solução definitiva. Em relação aos funcionários egressos, informou que os estudos sobre modelos de custeio ainda estavam em andamento. Para as metas, anunciou o programa Revisa, voltado à possibilidade de revisão dos indicadores pelas unidades.

Na mesma rodada, os trabalhadores voltaram a denunciar a falta de funcionários, as filas nas agências e a sobrecarga provocada pela redução dos quadros. Também cobraram a revisão do PCS e do piso salarial, apontando problemas na estrutura remuneratória que limitam o crescimento efetivo dos salários.

6ª mesa

Na sexta mesa, em 14 de agosto, o Banco do Brasil novamente não apresentou proposta econômica, deixando a discussão dos reajustes para a mesa única entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Para as demais demandas, o banco se comprometeu a apresentar devolutivas posteriormente.

7ª mesa

A sétima rodada, realizada em 19 de agosto, trouxe alguns avanços pontuais, mas não alterou o quadro geral da negociação. O BB propôs incluir no Acordo Coletivo de Trabalho políticas de ações afirmativas para mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos. Também apresentou a proposta de garantir seis meses de estabilidade na função comissionada para bancárias vítimas de violência doméstica após o retorno ao trabalho e de reduzir a jornada de mulheres em situação de lactação induzida, com extensão para casais homoafetivos em que ambas sejam funcionárias do banco.

Apesar desses pontos, permaneceram sem resposta diversas reivindicações consideradas centrais pela categoria, entre elas a valorização do piso e da carreira, o aperfeiçoamento do PCS/PCR, a recomposição do quadro por meio de concursos, o combate à sobrecarga e às metas abusivas, além de uma solução para a sustentabilidade da Cassi e para a isonomia dos funcionários egressos.

Ao longo das sete mesas, portanto, a negociação avançou na apresentação e detalhamento das reivindicações dos trabalhadores, mas ainda não alcançou o nível de respostas esperado. A CEBB permanece em plantão permanente e cobra do Banco do Brasil propostas concretas capazes de valorizar seus funcionários, melhorar as condições de trabalho e fortalecer o papel público da instituição.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil fecha guichês, aumenta sobrecarga nas PSOs e normaliza incertezas

Publicado em:

O Banco do Brasil vem avançando no fechamento de guichês de caixa e na redução do atendimento presencial nas Plataformas de Suporte Operacional (PSOs), inclusive em unidades com fluxo significativo de clientes.

As medidas, chamadas pelo banco de “absorção” de agências, têm sido implementadas sem transparência e sem comunicação adequada aos trabalhadores, segundo denúncias recebidas pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A situação contraria, inclusive, informação apresentada pelo próprio banco em reunião realizada em 6 de maio, com a participação de dirigentes sindicais das Regionais Sul e Oeste do Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Comissão de Empresa Estadual.

Na ocasião, a Gerência da PSO informou que não havia previsão de novos fechamentos de Suporte Operacional (SOP) e que, caso houvesse mudanças, as gerências seriam comunicadas.

Na prática, porém, novos fechamentos vêm ocorrendo.

“O Banco do Brasil tem normalizado essa questão. O bancário vai trabalhar na sua SOP e não sabe o que vai encontrar naquele dia. É sempre um estado constante de insegurança e incerteza para quem trabalha nesse setor”, pontua Priscilla Semencio, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancária do Banco do Brasil.

Trabalhadores descobrem fechamento por empresa terceirizada

Na zona oeste de São Paulo, já foram fechados pontos de atendimento em guichês de caixa no Jardim Bonfiglioli, na Rua Clélia (Lapa) e, mais recentemente, na unidade de varejo da Avenida Sumaré (Perdizes).

O caso da agência Alfonso Bovero, também em Perdizes, é ainda mais preocupante. Menos de duas semanas depois da mudança para uma nova SOP, os funcionários foram surpreendidos com a informação de que os guichês também seriam fechados.

A forma como os trabalhadores tomaram conhecimento da decisão gerou grande indignação. Segundo relato recebido pelo Sindicato, funcionários descobriram o fechamento por meio de plantas do novo layout da agência apresentadas por uma empresa terceirizada de engenharia contratada pelo banco.

Ao procurarem a base da PSO, em Pinheiros, os trabalhadores teriam sido informados de que nem mesmo a gerência local tinha conhecimento da mudança.

“É o ápice do desrespeito com funcionários que vêm trabalhando com sobrecarga e total falta de apoio. Descobrir, por meio de uma empresa terceirizada, que seu local de trabalho ou posto deixará de existir demonstra a completa falta de transparência e comunicação do banco”, afirma Priscilla.

Banco reduz quadro e aumenta acúmulo de funções

Os problemas não se restringem ao fechamento dos guichês. As PSOs também vêm sendo alvo de denúncias relacionadas ao descumprimento das atribuições dos cargos e de procedimentos de segurança.

Segundo os trabalhadores, caixas executivos estão realizando atividades que seriam prerrogativas dos Gerentes de Módulo (Gemods), desrespeitando limites operacionais e aumentando o risco de erros e eventuais sinistros que podem trazer consequências para os próprios funcionários.

Também há relatos de ampliação do chamado “transbordo de cadastro”, com atividades sendo transferidas dos Centros de Negócios Operacionais (Cenops) para as PSOs. O resultado disso é que agentes comerciais e caixas estão executando tarefas do Cenops sem receber de acordo com o cargo adequado para essas funções.

Ao mesmo tempo, o banco reduz seu quadro de pessoal. Vagas deixadas por trabalhadores que são promovidos, removidos ou se aposentam estariam sendo bloqueadas, sem reposição. O resultado é menos funcionários para executar um volume cada vez maior de atividades.

Sindicato cobra respeito aos trabalhadores

Também chegaram ao Sindicato denúncias de que agentes comerciais estariam recebendo comissão de caixa diariamente, enquanto continuam desempenhando atividades atribuídas aos Gemods.

Para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o banco vem adotando uma política de redução gradual de pessoal e de ampliação das atribuições dos trabalhadores, testando os limites das equipes e tratando como pontuais mudanças que, acumuladas, provocam impactos concretos nas condições de trabalho.

“Nos locais de trabalho não existem apenas números. Existem pessoas. Cada vaga bloqueada, cada atividade transferida e cada função acumulada representa mais pressão e sobrecarga para quem permanece”, destaca Priscilla.

O Sindicato cobra do Banco do Brasil transparência sobre os critérios utilizados para fechamento dos guichês, comunicação prévia aos trabalhadores e suas entidades representativas e respeito às atribuições e aos limites operacionais de cada função.

A entidade também defende a reposição das vagas e a manutenção de estrutura adequada para garantir atendimento de qualidade aos clientes e condições dignas e seguras de trabalho aos funcionários. Reduzir postos e concentrar atividades sem considerar a realidade das unidades não pode ser tratado apenas como uma decisão administrativa: é uma medida que afeta diretamente trabalhadores e clientes.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

TST reconhece responsabilidade do BB por depressão de bancário

Publicado em:

A 3ª turma do TST reconheceu a responsabilidade do Banco do Brasil pelo agravamento do quadro de saúde de bancário diagnosticado com episódio depressivo grave com sintomas psicóticos.

Para o colegiado, o trabalho contribuiu para o adoecimento, conforme apontaram a perícia judicial e o NTEP – nexo técnico epidemiológico previdenciário.

Entenda

O caso envolve empregado admitido em 2000, que exerceu funções gerenciais por mais de 20 anos. Ao longo do contrato, o bancário desenvolveu episódio depressivo grave com sintomas psicóticos e passou por sucessivos afastamentos do trabalho. Na ação, afirmou que era submetido a cobranças intensas por metas e que, após os afastamentos, perdeu a função comissionada e retornou ao cargo de escriturário.

Em 1ª instância, o juízo reconheceu que o trabalho contribuiu para o agravamento da doença e condenou o Banco do Brasil ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais.

A sentença, porém, foi reformada pelo TRT da 18ª região. Embora tenha admitido o enquadramento da enfermidade como doença ocupacional, o tribunal afastou a responsabilidade civil da instituição financeira por considerar que não havia prova suficiente da culpa do empregador nem da contribuição efetiva do trabalho para o agravamento do quadro.

O regional também relativizou as conclusões da perícia judicial, segundo a qual a depressão tinha origem multifatorial, mas as atividades profissionais haviam contribuído, de forma moderada, para o agravamento da doença.

Nexo epidemiológico

Ao analisar o caso no TST, o relator, ministro Maurício Godinho Delgado, entendeu que as próprias premissas registradas pelo TRT permitiam reconhecer a relação entre o adoecimento e o trabalho. Godinho destacou a incidência do NTEP, instrumento previsto na legislação previdenciária que estabelece, a partir de dados epidemiológicos, uma presunção de vínculo entre determinadas enfermidades e atividades econômicas.

No caso, segundo o ministro, há associação estatística entre transtornos depressivos e a atividade bancária. Essa circunstância, explicou, estabelece presunção relativa de nexo ocupacional, que pode ser afastada mediante prova em sentido contrário.

Para o relator, porém, o Banco do Brasil não apresentou elementos suficientes para derrubar essa presunção.

Perícia

O ministro também considerou relevante a conclusão da perícia produzida no processo. Embora o especialista não tenha atribuído exclusivamente ao trabalho a origem da depressão, reconheceu a existência de concausa, isto é, a contribuição das condições laborais para o agravamento de uma enfermidade que também pode decorrer de outros fatores.

Godinho observou que essa conclusão era compatível com circunstâncias já registradas no processo, entre elas o longo período em que o empregado ocupou funções de chefia, as cobranças inerentes à atividade bancária, os afastamentos médicos e a alteração de função durante o período de adoecimento.

Assim, concluiu que havia elementos para reconhecer a contribuição do trabalho para o agravamento do quadro depressivo e, consequentemente, a responsabilidade civil do empregador.

Acompanhando o entendimento, o colegiado declarou a responsabilidade civil do Banco do Brasil pelo adoecimento do empregado e determinou o retorno dos autos ao TRT da 18ª região para que prossiga no julgamento dos pedidos relacionados a essa responsabilização.

Contra a decisão, o Banco do Brasil apresentou embargos de declaração alegando omissões, contradição e obscuridade no acórdão.

A instituição sustentou que a 3ª turma não teria examinado adequadamente o alcance do art. 21-A, § 1º, da lei 8.213/91 nem a decisão do STF na ADIn 3.931.

Segundo o banco, o NTEP foi criado para orientar a perícia médica do INSS e não poderia ser transportado automaticamente para o campo da responsabilidade civil trabalhista. Argumentou, nesse sentido, que a existência do nexo epidemiológico gera apenas uma presunção relativa de relação entre determinada atividade econômica e uma doença, passível de ser afastada pelas demais provas do processo.

O banco também questionou a interpretação dada à perícia. Conforme alegou, o laudo afastou a existência de nexo causal direto entre a depressão e o trabalho, diante da origem multifatorial da doença. Para a defesa, o acórdão não teria considerado adequadamente essa conclusão nem as particularidades das doenças psiquiátricas.

Outro ponto levantado foi a culpa. A instituição afirmou que o caso deveria ser analisado sob a responsabilidade civil subjetiva e que, portanto, não bastaria a existência do NTEP ou do nexo concausal. Conforme sustentou, seria necessária a demonstração concreta de dolo ou culpa do empregador, conforme o art. 7º, XXVIII, da Constituição.

Na avaliação do banco, embora o TST tenha expressamente afastado a responsabilidade objetiva, teria reconhecido o dever de indenizar sem indicar qual conduta culposa lhe poderia ser atribuída.

Embargos rejeitados

Ao analisar os embargos, o relator concluiu que todas as questões relevantes já haviam sido enfrentadas no julgamento anterior. Quanto ao NTEP, reiterou que, embora o art. 21-A da lei 8.213/91 seja direcionado à atuação do INSS, a decisão do STF na ADIn 3.931 reconheceu a legitimidade do nexo epidemiológico como presunção relativa para a caracterização de doença ocupacional.

Segundo o ministro, essa orientação também pode ser considerada pela Justiça do Trabalho nas controvérsias envolvendo acidentes e doenças relacionados ao trabalho, desde que ponderada à luz das circunstâncias de cada processo.

No caso concreto, S. Exa. reconheceu que a condenação não se baseou exclusivamente no NTEP. A presunção epidemiológica foi confrontada com as provas e, em vez de ser afastada, encontrou respaldo nas próprias premissas registradas pelo TRT e na perícia judicial, que reconheceu agravamento moderado da depressão relacionado ao trabalho.

Conforme observou, foram considerados, entre outros fatores, os quase 24 anos de vínculo, o longo período em atividades de vendas e submetido a metas, as mudanças ocorridas durante a pandemia, os afastamentos médicos e a retirada da função gerencial.

Sobre a culpa, o ministro reafirmou que as circunstâncias registradas no processo permitiam reconhecer a responsabilidade subjetiva do banco, pois revelavam descumprimento do dever de cuidado com a segurança e a integridade do trabalhador.

Para S. Exa., o ambiente laboral proporcionou condições adversas que contribuíram para o adoecimento, estando presentes dano, nexo concausal e culpa patronal.

Assim, entendeu que o recurso demonstrou inconformismo do banco com o resultado do julgamento, e não omissão, contradição ou obscuridade passível de correção. Ressaltou ainda que o julgador não precisa rebater individualmente todos os argumentos apresentados pelas partes quando a decisão expõe de forma suficiente as razões que fundamentam a conclusão.

O entendimento foi acompanhado pelo colegiado.

Fonte: Migalhas

Negociação com o BB avança em pautas para PCDs, mas lista de pendências continua longa

Publicado em:

A rodada de negociação entre a CONTEC e o Banco do Brasil, realizada nesta terça-feira (25 de agosto), em São Paulo, teve como principais resultados duas propostas voltadas aos funcionários com deficiência. Ao mesmo tempo, outros pontos apresentados pelas entidades permaneceram sem definição, entre eles questões relacionadas à PREVI, descomissionamentos, controle de jornada, desvio de função e condições de trabalho.

Uma das medidas apresentadas pelo BB prevê a ampliação do Programa de Apoio à Mobilidade de Pessoas com Deficiência (PAS). Atualmente, o programa atende cerca de 3.400 funcionários com deficiência cuja necessidade está relacionada à mobilidade. Pela proposta apresentada na reunião, o benefício também poderá alcançar pais de filhos com deficiência, ampliando o público potencial para 7.270 pessoas. O financiamento poderá chegar a R$ 100 mil, com prazo de até 96 meses, limitado ao menor valor entre o preço do veículo, a margem consignável e 12 vezes a remuneração do funcionário.

A segunda proposta trata do abono para tecnologia assistiva. Atualmente, os 3.775 funcionários com deficiência do Banco do Brasil contam com dois dias de abono por ano para aquisição, manutenção e reparo desses equipamentos. A proposta apresentada amplia o período para cinco dias anuais. Durante a reunião, o Banco também informou que o benefício poderá ser utilizado para cuidados com cão-guia. Além dessas medidas, a representação dos trabalhadores retomou temas que seguem em discussão nas negociações com o Banco.

Os descomissionamentos e o chamado “descenso” também voltaram à pauta. A entidade sindical relatou preocupação com o volume de casos e com os possíveis reflexos sobre a saúde dos funcionários, especialmente diante do cenário econômico. A questão foi levada à direção do Banco, mas não houve apresentação de medidas específicas sobre o tema. Na discussão sobre jornada, foram apresentados relatos envolvendo o chamado “Caixa Minuto”, incluindo situações de exigência de compensação do tempo utilizado em idas ao banheiro e outras pausas necessárias.

A situação dos funcionários oriundos de bancos incorporados também permaneceu entre os pontos em aberto. A Confederação cobrou a equiparação em relação à contribuição adicional da PREVI após os 60 anos, benefício concedido aos funcionários originários do Banco do Brasil. Com parte da pauta ainda sem definição, a CONTEC mantém a cobrança por encaminhamentos nas próximas negociações.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Banco do Brasil inicia renegociação de operações agro via MP 1.376

Publicado em:

O Banco do Brasil deu início nesta quarta-feira, 26 de agosto, às renegociações por meio da MP nº 1.376/2026, a qual autorizou a criação de linhas especiais de crédito para composição de dívidas rurais de produtores e cooperativas que sofreram perdas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras, entre 2019 e 2025. As linhas preveem mecanismos para apoiar a recuperação da capacidade produtiva e a regularização financeira do setor agropecuário.

A carteira agro do BB possui cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis às condições previstas na MP, representando um volume de até R$ 100 bilhões. Desse total, 36% correspondem a operações inadimplentes, enquanto o restante contempla operações adimplentes que foram prorrogadas ou renegociadas, inclusive no âmbito da MP nº 1.314/2025.

Os produtores interessados, que já vinham procurando o BB para informações de enquadramento na medida e dos documentos necessários, já podem dar início à contratação das operações e adequação de seu fluxo de caixa aos recebimentos previstos. As contratações dependem da apresentação de laudos que comprovem perdas na produção ou redução na renda bruta agropecuária esperada.

“A MP 1.376 cria uma oportunidade importante para restabelecer as condições financeiras de produtores afetados por sucessivos ciclos de perdas. Nossa equipe em todo o Brasil está engajada em estar próxima dos clientes, avaliando soluções compatíveis com a realidade de cada produtor, com foco na sustentabilidade do crédito e na continuidade da atividade agropecuária de nossos clientes. A MP contribuirá para acelerar a regularização das operações estressadas, além de contribuir para a retomada dos índices de pontualidade do setor”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil lança novo app com hiperpersonalização e assistente integrado

Publicado em:

O Banco do Brasil lançou o novo App BB nesta segunda-feira, 24 de agosto. O novo aplicativo terá seu público ampliado gradualmente e a previsão é de que 100% dos clientes do Banco estejam utilizando o novo app até o final do mês de setembro. Ele foi concebido para aprimorar a experiência digital dos clientes por meio de uma navegação reorganizada, organização dinâmica de informações e novas formas de interação. A proposta é materializar o conceito de “um banco para cada cliente”, utilizando inteligência de dados para adaptar a experiência de acordo com o contexto, os produtos contratados, o comportamento de uso e as necessidades de cada pessoa.

Entre as funcionalidades disponíveis nesta nova etapa estão as jornadas conversacionais apoiadas por um assistente integrado, que permitem ao cliente interagir com o Banco utilizando linguagem natural por texto ou voz para realizar consultas e acessar serviços. O modelo preserva a navegação tradicional, mas passa a oferecer uma camada adicional de orientação contextual para tornar as jornadas mais fluidas e intuitivas.

O aplicativo passa a incorporar recursos de hiperpersonalização que influenciam diversos elementos da experiência digital. Entre eles estão a organização dinâmica da página inicial, a recomendação de widgets e atalhos, conteúdos e comunicações aderentes ao contexto do cliente, recomendações de produtos e serviços e a experiência “Meu BB”, que reúne informações e benefícios personalizados.

Para a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, o novo aplicativo reflete a evolução da estratégia digital da instituição. “O novo app foi desenhado a partir da escuta ativa dos nossos clientes e funcionários, para tornar a experiência digital mais simples, moderna e resolutiva. Um diferencial importante é que estamos lançando um aplicativo verdadeiramente personalizável. A experiência passa a se adaptar a cada cliente, com menu e home inteligentes que priorizam produtos, serviços e oportunidades relevantes para o seu perfil e, para quem desejar, haverá ainda liberdade para organizar e personalizar o aplicativo da forma que fizer sentido no seu dia a dia”.

As jornadas conversacionais também ampliam o potencial do aplicativo como ferramenta de educação financeira e inclusão. Ao permitir interações em linguagem natural, a solução facilita o acesso a informações sobre produtos, serviços e gestão financeira para diferentes perfis de clientes. A combinação entre conversação, personalização e recursos de acessibilidade contribui para apoiar decisões financeiras e ampliar o acesso aos serviços bancários digitais.

A inteligência artificial é um componente da solução e atua como habilitadora da experiência digital. Seu papel é ajudar o Banco a compreender contextos, apoiar jornadas conversacionais, recomendar soluções e simplificar a interação dos clientes com os canais digitais.

O novo App BB também incorpora evoluções voltadas à performance, estabilidade e acessibilidade da plataforma. A iniciativa integra a estratégia figital do Banco do Brasil e reforça a visão de futuro da instituição para experiências digitais baseadas em contexto, dados e personalização.

A evolução do aplicativo contribui ainda para a atuação da rede de negócios. Com maior autonomia dos clientes na realização de operações e consultas pelo canal digital, os funcionários passam a dedicar mais tempo a atividades de relacionamento, orientação financeira, investimentos e oferta de soluções adequadas ao perfil de cada cliente.

Fonte: Banco do Brasil

BB desenvolve plataforma própria para acelerar inovação no aplicativo

Publicado em:

O Banco do Brasil desenvolveu o Kodiak, plataforma no-code/low-code criada para acelerar a entrega de funcionalidades no aplicativo do Banco. A solução utiliza templates de tela, fluxos de navegação e componentes padronizados para permitir que novas jornadas sejam construídas e atualizadas com menor dependência do ciclo tradicional de publicação nas lojas de aplicativos.

Durante testes realizados em 2025, o Kodiak gerou mais de R$ 72 milhões em capacidade produtiva adicional estimada, refletindo ganhos de eficiência operacional. Esses resultados estão associados à redução do tempo de desenvolvimento (de aproximadamente 60 para 7 dias), à diminuição do esforço técnico e retrabalho e ao aumento da produtividade das squads, ampliando a capacidade de entrega de soluções digitais.

A plataforma foi concebida para escalar entregas no mobile, ampliar a autonomia dos times e apoiar a evolução da experiência digital dos clientes. A arquitetura permite testar configurações de tela, padronizar interfaces, aplicar diretrizes de usabilidade e acessibilidade e acompanhar métricas de uso e funcionamento das jornadas.

“O Kodiak mostra como o Banco do Brasil vem utilizando tecnologia desenvolvida internamente para acelerar a evolução dos seus canais digitais. A plataforma amplia a autonomia dos times, reduz etapas do desenvolvimento mobile e permite entregar novas jornadas com padronização, segurança e foco na experiência do cliente”, comenta Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do BB.

Um dos casos é o do Shopping BB Viagens, funcionalidade desenvolvida integralmente no Kodiak. A solução permite pesquisar ofertas de passagens e hospedagens diretamente no App BB.

A evolução da plataforma também inclui integrações que executam validações técnicas e de conformidade antes da implantação de serviços. O sistema classifica e avalia aspectos como navegação entre telas, templates, acessibilidade, dependências e compatibilidade entre versões.

Com o Kodiak, o Banco do Brasil fortalece sua capacidade de desenvolver soluções digitais em escala, com foco em eficiência, padronização e evolução contínua da experiência nos canais mobile. A plataforma integra a agenda de tecnologia do Banco e está entre as soluções apresentadas no estande do BB no Febraban Tech 2026.

Fonte: Banco do Brasil

BB é pioneiro global em diretrizes para IA generativa e agêntica

Publicado em:

O Banco do Brasil é a primeira instituição financeira do mundo a estruturar e publicar diretrizes específicas para Inteligência Artificial Generativa e IA Agêntica. A iniciativa evolui o Guia de Diretrizes e Boas Práticas para IA Ética e Responsável, lançado em 2025, e reforça uma estratégia que combina governança, gestão de riscos, desenvolvimento tecnológico e capacitação de pessoas.

As novas diretrizes estabelecem parâmetros para certificação de modelos, uso seguro de dados, aplicação de mecanismos de proteção, definição de níveis de autonomia, rastreabilidade, governança de agentes e responsabilidade sobre decisões automatizadas. O conjunto também prevê procedimentos formais de avaliação, aprovação e monitoramento ao longo de todo o ciclo de vida das soluções de IA.

Entre os aspectos contemplados estão mecanismos de interrupção de agentes, definição de autonomia faseada com supervisão humana em situações críticas e restrições para utilização de IA generativa em ambientes que envolvam dados sensíveis. O modelo busca garantir que a evolução tecnológica esteja associada a critérios de governança, segurança, transparência e responsabilidade institucional.

Para Marisa Reghini, vice-presidente de negócios digitais e tecnologia do Banco do Brasil, a evolução do modelo de governança reflete a forma como a instituição incorpora a inteligência artificial à sua estratégia de transformação digital. “A inteligência artificial amplia nossa capacidade de gerar valor para clientes, funcionários e negócios. Ao estabelecer diretrizes específicas para IA generativa e IA agêntica, o Banco do Brasil reforça a importância de combinar inovação, gestão de riscos, transparência e responsabilidade em todas as etapas do ciclo de vida das soluções. A tecnologia evolui rapidamente e a governança precisa acompanhar esse movimento, oferecendo segurança para que a inovação avance de forma consistente”, avalia.

A evolução das diretrizes faz parte de uma estratégia de governança integrada de dados, modelos e inteligência artificial. O Banco vem ampliando as capacidades do Gaia, plataforma de gestão de ativos de Dados e IA, que incorpora processos de catalogação, avaliação de risco, monitoramento contínuo e rastreabilidade para soluções de inteligência artificial, incluindo assistentes inteligentes e aplicações baseadas em IA generativa.

O Banco do Brasil foi o primeiro banco da América Latina a dar transparência pública às suas diretrizes para a inteligência artificial em 2025. Desde então, o documento passou por atualizações para incorporar orientações específicas relacionadas a IA generativa e IA agêntica, acompanhando a evolução tecnológica e regulatória.

Soluções catalogadas

A adoção da inteligência artificial também ganha escala dentro da organização. No primeiro semestre de 2026, o BB superou a marca de 2,3 mil soluções catalogadas, incluindo mais de 1,4 mil modelos de inteligência artificial tradicional, generativa e agentes inteligentes aplicados a atividades de atendimento, crédito, risco e eficiência operacional.

Entre as iniciativas de disseminação da tecnologia, o Banco mantém plataformas corporativas específicas para desenvolvimento e uso de IA generativa, incluindo o Genera BB, ambiente interno voltado à criação de assistentes inteligentes com requisitos de governança, segurança e conformidade.

O investimento em pessoas acompanha a expansão do uso da inteligência artificial. A edição de 2026 do AcademIA BB, programa corporativo de disseminação do conhecimento em inteligência artificial, registrou mais de 36 mil inscritos em trilhas de capacitação voltadas a IA generativa, IA agêntica, dados e analytics. A iniciativa integra a estratégia de desenvolvimento de competências digitais e de fortalecimento da cultura de uso responsável da tecnologia em todo o conglomerado.

Atualmente, o Banco do Brasil opera mais de 12 mil agentes baseados em Copilot, além de outros assistentes inteligentes aplicados a atividades internas, negócios e atendimento. A estratégia combina evolução tecnológica, desenvolvimento humano e governança para ampliar a utilização da inteligência artificial em processos corporativos e na prestação de serviços financeiros.

Fonte: Banco do Brasil

BB e iFood firmam parceria para ampliar financiamentos no Move Brasil Motos

Publicado em:

O Banco do Brasil e o iFood anunciam parceria com o objetivo de apoiar os entregadores no acesso ao financiamento da linha Move Brasil Motos, ampliando as oportunidades de aquisição de veículos novos e contribuindo para o fortalecimento da mobilidade produtiva e para a maior eficiência dos serviços prestados.

A iniciativa prevê a atuação conjunta das instituições na identificação de entregadores elegíveis ao programa, na integração de informações e na oferta ativa das soluções de financiamento, com ações direcionadas de comunicação e relacionamento.

O Move Brasil contempla o atendimento a motociclistas e ciclistas que atuam em plataformas de transporte ou entrega há pelo menos 6 meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas na respectiva plataforma.

A linha de crédito possibilita o financiamento de 100% do valor das motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas novas, com prazo de pagamento de até 48 meses, incluindo carência de dois meses. As taxas são de 0,90% ao mês para mulheres e 0,97% ao mês para homens.

A simulação e a contratação do financiamento podem ser realizadas nas agências e no app do BB, propiciando orientação, assessoria financeira, conveniência e comodidade aos clientes.

“O Banco do Brasil tem buscado construir parcerias estratégicas para gerar impacto positivo e inclusão financeira. Ao construir este convênio com o iFood, combinamos a proximidade da plataforma com os entregadores parceiros à solidez e expertise do Banco na oferta de soluções financeiras. Dessa forma, ampliamos o alcance do Programa Move Brasil e reforçamos o compromisso de estar cada vez mais próximo dos trabalhadores e empreendedores que movimentam a economia brasileira, oferecendo produtos e serviços adequados às suas necessidades e promovendo uma relação financeira mais sustentável e inclusiva”, afirma Julio Vezzaro, diretor de Corporate and Investment Bank do Banco do Brasil.

O histórico de ganhos no iFood pode contribuir para uma análise de crédito mais aderente à realidade financeira do entregador. Esses dados ajudam a compor uma visão mais ampla de seu perfil e podem ampliar as possibilidades de acesso a produtos e serviços bancários. “Inclusão financeira passa por reconhecer as diferentes formas de trabalho e geração de renda que existem hoje. Essa parceria cria uma ponte entre a trajetória profissional dos entregadores e o sistema bancário, ampliando as possibilidades para que eles tenham acesso a crédito e possam investir em seus próximos passos”, afirma Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto Social do iFood.

Poderão participar da iniciativa entregadores cadastrados no iFood como pessoas físicas, observados os critérios de elegibilidade definidos entre as instituições e os requisitos de enquadramento das linhas de crédito disponibilizadas. A contratação das operações estará sujeita à disponibilidade de recursos, aprovação cadastral e econômico-financeira dos proponentes, bem como à viabilidade técnica de cada proposta.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil: lucro sobe e supera projeções, mas por que ações caíram 4%?

Publicado em: 19/08/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou na noite da última quarta-feira (12) um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 14% em relação ao trimestre anterior e de 3% na comparação anual. O número superou as estimativas da maior parte do mercado, beneficiado por despesas menores com provisões jurídicas, controle de custos e receitas extraordinárias.

Contudo, para analistas de mercado, o ambiente ainda é de cautela, diante da piora dos indicadores de qualidade de crédito, especialmente em pessoas físicas, e da deterioração dos índices de capital.

XP, Itaú BBA, Bradesco BBI, Goldman Sachs, Morgan Stanley e JPMorgan avaliam que a qualidade do resultado é questionável e os riscos para o segundo semestre seguem elevados.
Comece agora!

Os papéis BBAS3, que operavam perto da estabilidade durante a manhã, passaram a ter perdas durante a tarde e fecharam em queda de 4,16%, a R$ 18,21.

A ação passou a ter queda firme desde o começo da tarde em resposta a comentários feitos durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre.

Na ocasião, o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, afirmou que as provisões deverão ficar na ponta alta das estimativas do banco, enquanto o lucro deve ficar na ponta baixa.

A XP classificou o trimestre como claramente melhor do que o esperado, destacando que o lucro veio 15% acima de sua projeção, impulsionado por um custo de risco menor que o previsto e por despesas operacionais sob controle. O Bradesco BBI também apontou que o resultado foi sustentado por itens não recorrentes, como maiores receitas de equivalência patrimonial e menores despesas legais.

Para o Goldman Sachs, o lucro serviu como um alívio após as fortes preocupações do mercado, mas não eliminou os sinais de alerta. O banco ressaltou que o retorno sobre patrimônio (ROE) de 8,3% continua significativamente abaixo do custo de capital e que as provisões seguem em patamar elevado.

O Itaú BBA classificou o desempenho como um “beat de baixa qualidade”, com a surpresa positiva no lucro sendo consequência de provisões inferiores à formação de novos créditos problemáticos e de um efeito tributário favorável, enquanto as tendências operacionais permaneceram frágeis.

Inadimplência em pessoas físicas domina preocupações

O principal tema do trimestre foi a deterioração da carteira de pessoas físicas. Os índices de inadimplência acima de 90 dias nesse segmento saltaram para 8,4%, ante 6,8% no trimestre anterior, enquanto o índice de cobertura caiu para 125,8%, de 147,9%. O índice de inadimplência acima de 90 dias total atingiu 5,61%, de 3,96% um ano antes e 5,05% nos primeiros três meses de 2026.

Os cartões de crédito foram o principal foco de preocupação. A XP aponta que os atrasos acima de 90 dias mais que dobraram, atingindo 14,6%, e responderam por praticamente toda a deterioração observada no trimestre. Os analistas da casa ainda destacaram que o crescimento da carteira de cartões tem sido impulsionado mais pelo financiamento do saldo do que pelo aumento do consumo, resultando em um perfil de risco mais elevado.

O Itaú BBA observou que a formação de novos créditos inadimplentes em pessoas físicas mais que dobrou na comparação trimestral, chegando a R$ 11,8 bilhões. Para o banco, os financiamentos em cartões e crédito consignado privado originados ao longo dos últimos trimestres ainda não maturaram totalmente, o que mantém riscos adicionais à frente.

Morgan Stanley e Bradesco BBI também ressaltaram a piora dos indicadores antecedentes de inadimplência, observando que os atrasos acima de 30 dias continuaram aumentando, o que sugere novas pressões sobre as provisões nos próximos trimestres.

Se o foco da deterioração migrou para pessoas físicas, a carteira agropecuária continua sendo um dos principais temas da tese de investimento.

A XP destacou avanços importantes na cobertura de provisões, com a cobertura das operações problemáticas do agronegócio chegando a 99,3% dos saldos combinados de estágio 2 e 3. Além disso, as reservas para operações adimplentes aumentaram significativamente.

Por outro lado, os indicadores antecedentes seguem pressionados. O banco destacou que os atrasos iniciais avançaram para 9% e que há R$ 66,5 bilhões em operações rurais com prorrogação legal de prazo, além de R$ 39,3 bilhões enquadrados no programa BB Regulariza Agro.

O Itaú BBA também chamou atenção para a alta da inadimplência de curto prazo e para a redução da cobertura por seguro rural em novas operações, fatores que podem dificultar uma normalização rápida do segmento.

Enquanto a qualidade do crédito piora, a geração de receitas continua sendo um dos principais fatores de sustentação do resultado.

A margem financeira (NII) somou R$ 27,5 bilhões e permaneceu estável frente ao trimestre anterior. O destaque foi a margem com clientes, que cresceu 2,2%, enquanto a dependência dos resultados de tesouraria diminuiu.

As receitas de prestação de serviços atingiram R$ 9,1 bilhões, com crescimento puxado por gestão de recursos, serviços bancários e consórcios. XP, BBI e Morgan Stanley classificaram a evolução das tarifas como resiliente e acima das expectativas em algumas linhas.

Outro destaque positivo foi o controle de despesas. As despesas administrativas cresceram abaixo da inflação e dos reajustes salariais, ajudando a melhorar os índices de eficiência do banco. Para os analistas, a disciplina de custos tem sido uma importante compensação para a necessidade crescente de provisões.

Capital vira novo foco de atenção

Se a inadimplência é a principal preocupação operacional, o capital regulatório emerge como um dos grandes debates para o restante do ano.

O índice de capital principal (CET1) caiu para 11,27%, recuo de cerca de 30 pontos-base no trimestre. O movimento foi influenciado por ajustes atuariais ligados à Previ e pelo crescimento dos ativos fiscais diferidos (DTAs).

Goldman Sachs chamou atenção para o fato de que os ativos fiscais líquidos já representam cerca de 46% do patrimônio líquido. O JPMorgan destacou que os DTAs líquidos chegaram a aproximadamente R$ 87 bilhões, ou cerca de 48% do patrimônio, tornando-se um importante ponto de atenção para investidores.

O JPMorgan avaliou negativamente o fato de que, apesar do lucro de R$ 3,9 bilhões no trimestre, o patrimônio líquido tenha encolhido mais de R$ 5 bilhões devido aos impactos atuariais registrados em outros resultados abrangentes.

Guidance mantido, mas mercado segue cético

O Banco do Brasil manteve suas projeções para 2026, mas diversos analistas avaliam que o cumprimento das metas ficou mais difícil após o desempenho do primeiro semestre.

Segundo XP e Itaú BBA, os R$ 7,3 bilhões de lucro acumulados no primeiro semestre implicam a necessidade de gerar entre R$ 10,7 bilhões e R$ 14,7 bilhões na segunda metade do ano para alcançar o guidance anual de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões.

Além disso, o custo de crédito acumulado já roda acima da faixa projetada pela administração, enquanto a qualidade do crédito continua se deteriorando. Por isso, a percepção predominante entre as casas é que, embora o resultado tenha sido melhor do que o mercado temia, ainda não há evidências claras de estabilização dos indicadores de risco.

Para a XP, o trimestre “foi melhor do que o temido”, mas não altera de forma relevante a tese de investimento. O BBI afirma que ainda não vê sinais de estabilização da qualidade dos ativos. O Itaú BBA mantém uma visão cautelosa diante do longo caminho para recuperação da rentabilidade. Já JPMorgan e Goldman Sachs consideram que os riscos ligados ao crédito e ao capital continuam sendo os principais obstáculos para uma reprecificação mais positiva das ações.

Fonte: Infomoney

Tem algo de errado com a ‘pechincha’ do Banco do Brasil? Citi acende alerta e corta preço-alvo

Publicado em:

O Banco do Brasil (BBAS3) até parece barato na bolsa. O problema é que, para o Citi, talvez exista um bom motivo para isso.

Segundo os analistas, as ações do BB continuam negociando a um múltiplo que, à primeira vista, parece convidativo. Mas o banco norte-americano acredita que o preço pode estar escondendo uma deterioração maior do que o mercado está colocando na conta.

Por isso, o Citi colocou BBAS3 sob “monitoramento de catalisador negativo” e manteve a recomendação neutra para as ações.

Os analistas também reduziram o preço-alvo para BBAS3, de R$ 21 para R$ 18, o que implica uma leve queda potencial de 2% em relação ao último fechamento, além de cortarem suas estimativas para o Banco do Brasil em 6% para 2026 e 21% para 2027.

“A tese de investimento depende cada vez mais de premissas difíceis de conciliar com as tendências operacionais recentes”, afirma o Citi.

Crédito continua sendo a grande tormenta do Banco do Brasil

A qualidade dos ativos segue como um dos principais pontos de pressão sobre a tese de Banco do Brasil (BBAS3).

No segundo trimestre (2T26), os indicadores de saúde da carteira continuaram se deteriorando, especialmente a formação de inadimplência (NPL formation) e a criação de operações classificadas no Estágio 3, que reúne créditos com problemas mais graves de recuperação.

Embora a administração tenha destacado sinais de estabilização em algumas carteiras, o Citi avalia que as provisões continuam atrás da deterioração do crédito.

“Continuamos preocupados com a possibilidade de que os níveis atuais de provisão sejam insuficientes para absorver totalmente o enfraquecimento contínuo da qualidade do crédito”, dizem os analistas.

O guidance para 2026 também entrou na mira. Para o Citi, a projeção mantida pela administração pressupõe uma trajetória de custo de crédito “excessivamente otimista” para o segundo semestre.

Para chegar ao ponto médio do guidance, seria necessária uma queda relevante nas provisões justamente enquanto a formação de inadimplência continua avançando.

Os analistas avaliam que a nova medida provisória de apoio ao agronegócio pode ajudar, mas o Citi vê pouco espaço para uma melhora rápida.

Como as renegociações ainda não ganharam tração significativa e o terceiro trimestre já está em andamento, os benefícios mais relevantes provavelmente apareceriam apenas no 4T26, segundo o Citi.

Nível de capital entra no radar

Além do crédito, o Citi chama atenção para outro ponto de pressão do balanço: a posição de capital.

O capital principal, medido pelo CET1, continua em trajetória de queda, enquanto a operação bancária individual permanece registrando prejuízo.

Ao mesmo tempo, os ativos fiscais diferidos (DTAs) seguem crescendo, impulsionados pelas maiores provisões de crédito e pelos prejuízos recorrentes.

Para o Citi, isso faz com que o patrimônio líquido tangível mereça mais atenção do que o patrimônio contábil tradicional na hora de avaliar a solidez financeira do BB.

BBAS3 está realmente barato?

Para o Citi, o Banco do Brasil continua parecendo barato quando observado pelo múltiplo de preço sobre valor patrimonial (P/BV).

O problema, segundo os analistas, é que essa métrica pode estar dando uma impressão otimista demais sobre a real força de capital do banco.

Quando os ativos fiscais diferidos são considerados, o desconto diminui consideravelmente: pelas contas do Citi, BBAS3 negocia a 1,2 vez o patrimônio líquido tangível (P/TBV), contra apenas 0,6 vez o patrimônio líquido contábil (P/BV).

Ou seja, o que parece uma pechincha olhando apenas para o valor patrimonial pode não ser tão barato quando a qualidade desse patrimônio entra na conta.

É justamente essa diferença que sustenta o alerta do Citi. Para os analistas, o desafio agora não é apenas saber se BBAS3 está barato, mas se o desconto é suficiente para compensar os riscos que ainda podem aparecer no crédito, nos resultados e no capital do banco.

Fonte: Seu Dinheiro

Pressão da inadimplência no BB vai além do balanço e reflete gargalos da economia

Publicado em:

O mercado financeiro reagiu de forma cautelosa ao mais recente balanço trimestral (2T26) do Banco do Brasil (BBAS3). Embora a instituição tenha reportado um lucro de R$ 3,9 bilhões, vindo acima das estimativas do mercado, a leitura minuciosa das linhas de crédito acendeu um alerta vermelho em relação à qualidade dos ativos e à sustentabilidade do guidance do banco público.

Para Charles Mendlowicz, economista, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e criador do canal Economista Sincero, a leitura dos números precisa ir além do resultado final.

“Quando o lucro vem acima do esperado, passa uma sensação que pode não condizer com a realidade. Ao analisar os dados, percebemos que um problema muito grave estourou no Banco do Brasil e vai aparecer em outras instituições: a questão da inadimplência”, afirma o economista.

Inadimplência escancara aperto do consumidor

A disparada nos calotes atingiu de forma drástica a carteira de pessoa física, com destaque para a modalidade de cartão de crédito, na qual a inadimplência saltou de 6,53% em junho de 2025 para 14,58% em junho de 2026. Para Mendlowicz, esse patamar reflete o real impacto do custo de vida no bolso da população.

“As pessoas estão sem dinheiro. Quando o orçamento aperta, a pessoa escolhe pagar a luz, a água ou a parcela do carro, e deixa para pagar o cartão de crédito depois. O salário do brasileiro subiu marginalmente, mas o condomínio, a escola dos filhos e o plano de saúde dobraram ou triplicaram nos últimos anos. Esse movimento reflete na inadimplência no cartão”, explica Mendlowicz.

Além da pessoa física, o agronegócio, considerado um tradicional motor do banco estatal, passou a dar sinais de estresse. A inadimplência acima de 90 dias encerrou junho em 6,27%, pressionada por eventos climáticos como o El Niño.
Diagnóstico macro e posição do investidor

Mendlowicz reforça que a instituição permanece sólida, descartando riscos sistêmicos, mas pondera que a deterioração do crédito ultrapassa as fronteiras do Banco do Brasil.

“Eu não estou tão preocupado com o Banco do Brasil como estou preocupado com o Brasil. O estresse estourou primeiro no banco público, mas a inadimplência é generalizada. Se você tem um armário com 15 gavetas e abre uma que tem uma aranha, a chance de ter aranhas nas outras gavetas é enorme”, adverte o economista.

De olho nas movimentações do setor bancário frente a uma futura rotação de carteiras na bolsa de valores, Mendlowicz orienta que os investidores tenham uma postura analítica e seletiva. “O momento requer paciência, é delicado. O investidor precisa observar como cada instituição financeira vai atravessar esse ciclo de crédito antes de tomar qualquer decisão”, conclui Charles Mendlowicz.

Fonte: Finance News

Como o mercado avaliou o resultado do segundo trimestre do Banco do Brasil?

Publicado em:

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou no dia 12 de agosto que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25). O número veio acima do esperado por analistas de mercado. O consenso da Bloomberg projetava lucro de R$ 3,5 bilhões. Já as projeções reunidas pela Lseg apontavam para R$ 3,6 bilhões. As projeções de analistas consultados pelo Valor Econômico eram de R$ 3,57 bilhões. Mas as ações caíam 3,42% cotadas a R$ 18,35 às 14h do dia seguinte.

Para o BTG, o Banco do Brasil apresentou um segundo trimestre marcado por deterioração relevante da qualidade dos ativos e redução do patrimônio tangível, apesar de o lucro líquido ter ficado próximo das estimativas.

O lucro líquido gerencial, com ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 8%, foi sustentado por receitas de juros e tarifas ligeiramente melhores do que o esperado e bom controle de despesas administrativas, comenta o time de analistas.

Já a carteira de crédito cresceu apenas 1% na base trimestral, enquanto a inadimplência acima de 90 dias avançou para 5,6%, com forte deterioração nas carteiras de pessoa física, cartões de crédito, agronegócio e empresas.

Além disso, o BTG ressalta que as provisões permaneceram elevadas e a cobertura da inadimplência recuou, refletindo a piora da qualidade da carteira e o aumento da formação de créditos problemáticos.

Para a equipe do banco, a implementação das medidas voltadas à renegociação de dívidas rurais tem avançado mais lentamente do que o esperado, mantendo incertezas sobre a normalização da carteira do agronegócio e pressionando as perspectivas de resultados para os próximos períodos.

A Genial Investimentos comenta em relatório que, apesar da melhora ainda que marginal da rentabilidade do Banco do Brasil no trimestre, houve uma piora na qualidade do resultado. Os analistas seguem vendo uma rentabilidade muito abaixo do custo de capital e, principalmente, uma dinâmica de crédito ainda frágil.

Já a XP avalia que o Banco do Brasil (BBAS3) apresentou um resultado claramente acima do esperado no 2T26, com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, 15% acima da estimativa de seus analistas, apoiado por um Custo do Risco melhor que o esperado e bom controle das despesas operacionais. Mas a equipe considera que a qualidade subjacente do trimestre permanece mista.

A avaliação é que, embora o BB continue aumentando as reservas antes das perdas e melhorando a cobertura no Agro, as tendências de crédito permanecem desafiadoras em toda a carteira, especialmente em Pessoas Físicas, na qual a deterioração impulsionada pelos cartões acelerou de forma significativa, a formação de NPLs (Non-Performing Loan – crédito não produtivo ou em atraso) novos mais que dobrou na base trimestral e os índices de cobertura enfraqueceram.

Fonte: Finance News

Presidente do BB vira alvo da CVM por declarações na divulgação do 2° tri

Publicado em:

A presidente do BancodoBrasil, Tarciana Medeiros, e o vice-presidente de Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias, se tornaram alvo de processo sancionador da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suposta violação do artigo 15 da Resolução 80, que exige a divulgação de informações verdadeiras, completas e consistentes, sem induzir investidores a erro. Procurado, o Banco do Brasil não respondeu até o fechamento deste texto.

Segundo a área técnica da CVM, as declarações dos executivos do Banco do Brasil sobre as ações da instituição motivaram um pedido de esclarecimentos à companhia.

O caso envolve uma fala de Tarciana durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, quando afirmou: “quem tem ação do BB mantenha; quem não tem, compre”.

Na ocasião, a CVM questionou o banco sobre as declarações.

Em resposta, o BB afirmou que as falas deveriam ser interpretadas no contexto integral da apresentação dos resultados, e não a partir de trechos isolados ou manchetes.

A instituição também disse que não teve intenção de influenciar decisões de investimento ou a cotação das ações e que as declarações se basearam em informações previamente divulgadas.

Tarciana deverá ser formalmente notificada sobre o processo nos próximos dias. Como se trata de um processo sancionador, já há acusação formulada e o caso será submetido a julgamento pela CVM.

Fonte: CNN Brasil

BB propõe clausular ações afirmativas, mas não responde às principais reivindicações

Publicado em:

Em mais uma rodada de negociações por aumento real e melhores condições de trabalho, realizada nesta quarta-feira (19 de agosto), em São Paulo, a gestão do Banco do Brasil não apresentou proposta às principais reivindicações das funcionárias e funcionários.

“Reforçamos a cobrança da nossa minuta de reivindicações, que as negociações precisam avançar e que vamos unir forças à paralisação nacional desta quinta-feira (20) pela valorizaçao de toda a categoria bancária”, destacou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.

O que a gestão do BB apresentou na mesa de negociação desta quarta foi a garantia de clausular no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa.

O BB também disse que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.

Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. Direito que seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.

“Todas essas propostas são muito importantes. Mas registramos que precisamos avançar em muitos outros pontos da minuta de reivindicações, pontos que refletem diretamente na melhoria das condições de trabalho e no reconhecimento que o banco precisa dar a todas as funcionárias e funcionários”, destacou Fernanda Lopes.

Próxima rodada e dia nacional de paralisação

A próxima rodada da negociação específica entre BB e funcionários não tem data confirmada, mas a comissão dos funcionários seguirá em plantão permanente.

“A CEBB somará forças às bases sindicais na paralisação nacional desta quinta-feira (20). A categoria bancária tem histórico de lutas que deram certo e, amanhã, vamos mostrar aos banqueiros a força da nossa unidade por condições dignas de trabalho, fim do enxugamento de postos de trabalho e do fechamento de agências”, reforçou a coordenadora da CEBB.

Entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos do país – incluindo o Banco do Brasil – aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços.

“Esse é mais um entre tantos dados que comprovam que os bancos não deveriam estar reduzindo o quadro de funcionários, e sim o contrário. A contratação de correspondente bancário, a queda de postos e o fechamento de agências estão sendo utilizados pelo setor bancário como manobra para ampliar lucros em cima da precarização do trabalho, sobrecarga dos funcionários e, consequentemente, queda do atendimento qualificado e presencial aos clientes”, pontuou a dirigente.

Saiba como foram as negociações anteriores

1ª mesa: Mesa com BB: Sindicato reivindica abertura de concursos públicos e valorização dos funcionários 2ª mesa: Funcionários do Banco do Brasil cobram avanços em inclusão, igualdade e apoio a trabalhadores endividados 3ª mesa: Banco do Brasil: bancários denunciam metas abusivas e cobram solução definitiva para a Cassi 4ª mesa: Em mesa com BB, trabalhadores cobram valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho 5ª mesa: BB perde a oportunidade de apresentar respostas às reivindicações dos trabalhadores 6ª mesa: Banco do Brasil não apresenta proposta econômica nem devolutivas e frustra funcionários

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Negociação com o BB avança em diversidade e proteção, mas deixa pendências na mesa

Publicado em:

A negociação específica entre a CONTEC e o Banco do Brasil avançou no dia 19 de agosto em temas como diversidade, proteção a vítimas de violência doméstica e expansão de vagas de especialistas, mas terminou com uma série de reivindicações ainda sem resposta. Para os representantes dos trabalhadores, as devolutivas apresentadas pelo banco seguem tímidas diante do volume de demandas acumuladas. A cobrança ocorre em meio ao aumento da insatisfação dos funcionários, que envolve não apenas questões econômicas, mas também metas, assédio, condições de trabalho e pautas funcionais.

Entre os avanços da rodada, o BB confirmou a construção de uma cláusula para o Acordo Coletivo de Trabalho voltada à igualdade de oportunidades e às políticas de diversidade, equidade e inclusão. A minuta deve ser encaminhada até sexta-feira (21). O banco também apresentou dados sobre a participação de mulheres e pessoas negras em funções de liderança. Atualmente, mulheres ocupam cerca de 37% da alta liderança, enquanto a meta é chegar a 50% até 2030. Para lideranças pretas e pardas, o objetivo é alcançar 30% ainda em 2026.

Outro ponto discutido foi o protocolo de atendimento a vítimas de violência doméstica, implantado no segundo semestre de 2025. Desde então, foram realizados 59 atendimentos, sendo 52 de mulheres e sete de homens. O protocolo prevê acolhimento, orientação, apoio psicológico e social, além de mudanças de local de trabalho por segurança e apoio financeiro em situações excepcionais. Na mesa, também foi apresentada a proposta de incluir no ACT a estabilidade no cargo para vítimas de violência doméstica, ampliando a proteção oferecida aos trabalhadores nessas situações.

O Banco do Brasil atualizou ainda os números da criação de 600 vagas de especialistas. As duas primeiras etapas já alcançam 256 agências em 241 municípios. No recorte das entidades vinculadas à CONTEC, são 48 agências em 46 municípios, distribuídos por dez federações.

A reunião também tratou das regras para deslocamentos a serviço do banco. O uso de veículo próprio continuará excepcional e voluntário, com reembolso de R$ 0,92 por quilômetro e pagamento de pedágio mediante comprovação, além de autorização prévia. Apesar dos avanços, a CONTEC voltou a cobrar respostas para os pontos que seguem pendentes. O banco argumentou que parte das demandas ainda depende de análise interna e disponibilidade de recursos.

Fonte: Contec

Após críticas, BB suspende fechamento de guichês de caixas em algumas agências

Publicado em:

O Banco do Brasil comunicou aos funcionários a suspensão temporária do fechamento de guichês de caixa em algumas agências em todo o país, dentre elas três unidades na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A medida foi tomada dias após o Sindicato se manifestar criticando as mudanças que, como destacou a entidade, prejudicam trabalhadores e clientes, pois reduz o atendimento presencial nas Plataformas de Suporte Operacional (PSOs), inclusive em unidades com fluxo significativo de clientes.

“Em visita à base, um dia após a publicação da matéria sobre as PSO’s, gestores nos relataram sobre o envio de e-mail do banco acerca da alteração do fechamento das SOPs. Entendemos nesse momento que o banco sentiu a mobilização do Sindicato e dos funcionários, porém, utiliza como de costume, medidas que são temporárias e sem diálogo com o movimento sindical”, diz a diretora do Sindicato, Priscilla Semencio, bancária do BB.

Entenda

As medidas, chamadas pelo banco de “absorção” de agências, têm sido implementadas sem transparência e sem comunicação adequada aos trabalhadores, segundo denúncias recebidas pelo Sindicato.

A situação contraria, inclusive, informação apresentada pelo próprio banco em reunião realizada em 6 de maio, com a participação de dirigentes sindicais das Regionais Sul e Oeste do Sindicato dos Bancários de São Paulo e representante da Comissão de Empresa Estadual.

Na ocasião, a Gerência da PSO informou que não havia previsão de novos fechamentos de Suporte Operacional (SOP) e que, caso houvesse mudanças, as gerências seriam comunicadas. Na prática, porém, os fechamentos continuaram ocorrendo, até a divulgação da suspensão da medida.

“A medida tomada pelo banco demonstra que a organização dos funcionários, junto com o Sindicato, produz resultados e o banco sente isso”, acrescenta Priscilla, destacando, entretanto, que a medida foi anunciada como temporária e a luta dos trabalhadores deve continuar. “Foi uma vitória ela é temporária e, além disso, o Sindicato não foi procurado em nenhum momento para um diálogo. A mobilização deve ser constante, pois nenhuma vitória ou direito permanecem protegidos sem isso”, ressalta.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB anuncia 680 novas vagas para especialistas e edital segue em fase de estudos

Publicado em:

Boas novas para os concurseiros a espera por desdobramentos por um dos editais mais aguardados no país ainda para este 2026. Falamos do Banco do Brasil (BB), que encerrou no dia 14 de agosto mais uma rodada de negociações sem apontar as definições esperadas pelas entidades sindicais, deixando uma série de pontos ainda em avaliação, sem deliberação definitiva, entre eles a realização de um novo edital para servidores.

Na atividade, o ponto de maior divergência ocorreu ao longo da discussão da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com o banco apresentando negativas e indicando a manutenção de regras vigentes. Ainda assim, as entidades sindicais consideram que há espaço para avançar em temas que afetam diretamente as condições de trabalho e a carreira dos funcionários, entre eles a realização de um novo concurso público. A posição da categoria é de que a negociação não pode se limitar à reprodução automática do acordo atual quando existem reivindicações que ainda precisam de resposta.

Nisso, dentro do debate sobre o quadro de pessoal, as entidades sindicais reinvindicam a realização de um novo concurso público para a contratação de 5 mil novos servidores. Ao mesmo tempo, o banco também informou que, em razão das restrições do período eleitoral, ainda não há expectativa de novo edital neste ano, mas anunciou a criação de 680 vagas de especialistas, destinadas principalmente a dependências com dificuldade de preenchimento.

Por fim, uma nova rodada de negociações entre os representantes dos trabalhadores e do Banco do Brasil deverá ser anunciada nos próximos dias, que pode registrar um avanço em relação as tratativas para realização de um novo edital para servidores do BB.


Novo edital segue em fase de estudos

Mesmo ainda sem uma sinalização positiva por parte do Banco do Brasil, vale lembrar que recentemente, no último dia 7 de abril, o Blog do Ceisc em contato com a assessoria de imprensa do órgão, confirmou a futura seleção segue em fase de estudos e análise por parte do órgão, o que pode ser um indicativo de que uma nova seleção ocorra em breve.

Vale lembrar que a indefinição sobre a banca ocorre desde janeiro deste ano, quando o Banco do Brasil confirmou o encerramento do contrato com a Fundação Cesgranrio e informou que realizava estudos para escolha de uma nova organizadora. Desde então, o tema segue em aberto. Recentemente, em nota publicada sem seu site oficial no último dia 19 de fevereiro, o banco esclareceu que no momento não há previsão para um novo edital de servidores, mas deixou em aberto a possibilidade de um certame ainda em 2026, tendo em vista que este tema segue em aberto.

Ainda assim, na nota enviada no último dia 7 de abril, o banco ressalta que estudos e análises necessários à gestão contratual de banca organizadora, com objetivo de garantir a continuidade das seleções externas com segurança e eficiência, estão em andamento, o que pode ser um indicativo de que uma nova seleção pode estar à caminho.​

Por fim, vale ressaltar que a expectativa por um novo concurso para o Banco do Brasil, segue deixando os candidatos em alerta por conta de alguns fatores importantes, com o banco já tendo finalizado a fase de convocação de todos os aprovados do último certame, incluindo vagas imediatas e cadastro de reserva para os cargos de Agente Comercial e Agente de Tecnologia.

Último edital foi publicado em dezembro de 2022

Organizado pela Fundação Cesgranrio, o último edital para o Banco do Brasil foi publicado no mês de dezembro de 2022. Na ocasião, a seleção ofertou 6 mil vagas, para os cargos de Agente Comercial e Agente de Tecnologia, sendo 4 mil para preenchimento imediato e 2 mil para formação de cadastro reserva. A remuneração inicial é de R$5.436,03, sendo R$3.622,23 de vencimento inicial, R$1.014,42 de auxílio-alimentação/refeição e R$799,38 de cesta alimentação.

Fonte: CEISC

BB e Agrorobótica ampliam agenda de agricultura regenerativa e projetos de carbono

Publicado em:

O Banco do Brasil e a Agrorobótica reforçam sua atuação conjunta para impulsionar a agricultura regenerativa e o mercado de carbono no agronegócio brasileiro. A parceira já reúne 27 clientes e projetos em andamento, que representam aproximadamente 80 mil hectares sob gestão. Esta ação integra uma frente estratégica para o BB de promover a recuperação de áreas degradadas, com a meta de alcançar 1,5 milhão de hectares restaurados até 2030.

A expectativa é ampliar significativamente esse número nos próximos anos, aproveitando as oportunidades criadas pelo programa Eco Invest Brasil. No segundo leilão da iniciativa, o Banco do Brasil captou mais de R$ 6 bilhões destinados ao financiamento da recuperação de áreas degradadas e da expansão de sistemas produtivos sustentáveis. Os recursos ampliam a capacidade do Banco de apoiar iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas e podem contribuir para acelerar a expansão de projetos associados à agricultura regenerativa e ao mercado de carbono.

A Agrorobótica é uma empresa brasileira de base tecnológica especializada em soluções para análise e monitoramento do solo, contribuindo para iniciativas de agricultura regenerativa, sustentabilidade, carbono no solo e gestão eficiente de propriedades rurais. A empresa integra o portfólio do programa de Corporate Venture Capital (CVC) do Banco do Brasil e atua no desenvolvimento de soluções para mensuração de carbono no solo e agricultura regenerativa.

José Alves Cardoso, head de Sustentabilidade do Banco do Brasil, afirma que “o desenvolvimento de soluções que conectam tecnologia, crédito e sustentabilidade é fundamental para acelerar a recuperação de áreas degradadas e fortalecer a competitividade do agro brasileiro. Com parceiros como a Agrorobótica, ampliamos a capacidade de apoiar os produtores rurais na adoção de práticas regenerativas, contribuindo para a geração de valor econômico e ambiental em larga escala”.

Dentro desse contexto, o BB e Agrorobótica promoveram o Agrorobótica Day, encontro que reuniu clientes, empresas e representantes do agronegócio para apresentar as oportunidades associadas à agricultura regenerativa e ao mercado de carbono. O evento permitiu discutir modelos de negócios, mecanismos de financiamento e soluções tecnológicas voltadas à mensuração de carbono no solo e à geração de créditos ambientais.

Um dos destaques apresentados foi a tecnologia desenvolvida pela Agrorobótica para análise e monitoramento do solo, que permite maior precisão na mensuração de carbono, fertilidade e outros indicadores relevantes para a gestão sustentável das propriedades rurais. As soluções contribuem para aumentar a confiabilidade dos dados utilizados em projetos de carbono e ampliar a rastreabilidade dos resultados ambientais alcançados pelos produtores.

O encontro também reuniu empresas da cadeia agroindustrial interessadas em ampliar a adoção de práticas sustentáveis e fortalecer projetos de agricultura regenerativa. Entre elas, a China Oil and Foodstuffs Corporation (COFCO) destacou a importância da troca de conhecimento e da construção de parcerias capazes de impulsionar soluções escaláveis.

“Participar do Agrorobótica Day foi uma ótima oportunidade para discutir como inovação, tecnologia e sustentabilidade podem caminhar juntas para acelerar a transição para uma agricultura de baixo carbono. Para a COFCO, iniciativas como essa são fundamentais para promover a troca de conhecimento e fortalecer parcerias capazes de impulsionar soluções escaláveis, que contribuam tanto para a competitividade do agronegócio quanto para a construção de uma cadeia cada vez mais sustentável e resiliente”, afirma Natália Mendes, coordenadora de sustentabilidade da companhia.

A atuação conjunta reforça o compromisso das instituições com a construção de soluções que conciliem produtividade, inovação e responsabilidade ambiental, conectando crédito, tecnologia e conhecimento técnico para apoiar a transformação sustentável do agronegócio brasileiro.

Fonte: Banco do Brasil

Novo Desenrola: BB negociou cerca de R$ 31 bilhões no âmbito do programa

Publicado em:

O Banco do Brasil já negociou cerca de R$ 31 bilhões no âmbito do Novo Desenrola Brasil. O valor considera as quatro frentes do programa, além das renegociações realizadas pelo próprio BB com os demais clientes e das atualizações implementadas no crédito consignado para públicos específicos.

No Desenrola Famílias, foram negociados R$ 3,9 bilhões em dívidas de 442 mil clientes PF. Paralelamente, o BB realizou negociações com outros 660 mil clientes, que repactuaram R$ 7,6 bilhões em débitos fora do escopo do programa.

Na frente volta às empresas, o Desenrola Pessoa Jurídica viabilizou R$ 5,1 bilhões em desembolsos por meio do Pronampe e do Procred, beneficiando 40 mil clientes desde maio.

No Desenrola FIES, o BB registrou R$ 2,9 bilhões de dívidas renegociadas, alcançando 53 mil estudantes.

Já no Desenrola Rural, foram realizadas operações que somam R$ 178,9 milhões, beneficiando 10,2 mil produtores desde o início do programa.

Além dessas frentes, o BB disponibilizou as atualizações no crédito consignado para beneficiários do INSS e servidores públicos federais vinculados ao convênio SIAPE. As mudanças ocorrem no âmbito da MP 1355, que instituiu o Programa Desenrola Famílias. Para esse público o BB desembolsou mais R$ 11,3 bilhões, beneficiando 235 mil pessoas. As novas condições favorecem o equilíbrio financeiro dos clientes, ampliam a flexibilidade das operações e reforçam a sustentabilidade do crédito, com ajustes em itens como prazo, carência e margem consignável.

Serviço aos clientes

O BB oferece a seus clientes a possibilidade de renegociar dívidas diretamente pelo WhatsApp oficial do BB (61 4004-0001), com descontos que podem chegar a 90%, além de condições facilitadas de pagamento. A partir do contato pelo WhatsApp, com uso da senha pessoal, a renegociação pode ser concluída ali mesmo, de forma ágil. E os clientes ainda contam com atendimento especializado realizado por atendentes da Central de Relacionamento BB, garantindo suporte humano durante todo o processo de negociação, de forma simples, segura e digital, aos clientes que precisarem de consultoria específica. O BB oferece ainda o acesso às negociações por outros canais, como o aplicativo da instituição, Internet Banking, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.

O Banco do Brasil incentiva hábitos financeiros mais saudáveis e reafirma seu papel como agente de desenvolvimento econômico e social, oferecendo soluções responsáveis que apoiam a regularização de dívidas, a recuperação do equilíbrio financeiro e o planejamento do futuro com mais segurança.

Cuidados contra fraudes

O Banco do Brasil reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais do BB, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida contra tentativas de fraude.

Fonte: Banco do Brasil

Move Brasil: BB atinge R$ 1,4 bilhão em negócios com motoristas e entregadores

Publicado em:

O Banco do Brasil atingiu a marca de R$ 1,4 bilhão em negócios realizados por meio do Move Brasil Táxi e Aplicativos, programa que amplia o acesso ao crédito para motoristas profissionais e estimula a renovação da frota utilizada no transporte individual de passageiros. Até o momento, foram realizados negócios com mais de 12,7 mil clientes em 1,1 mil municípios.

Já na linha Move Brasil Entregadores e Motoapp, iniciada em 27 de julho, o BB já desembolsou R$ 17,1 milhões em contratos com clientes de 247 municípios. A modalidade atende motociclistas e ciclistas que atuam em plataformas de transporte ou entrega há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. A linha contempla mototaxistas, motofretistas, autônomos e outros profissionais contratados via CLT que tenham carteira assinada há, pelo menos, 6 meses na mesma empresa.

“Esse valor de R$ 1,4 bilhão representa um incremento de 40% do saldo de junho da carteira de veículos originada pelo BB, um sinal claro da relevância dessa frente. Essa atuação mostra como combinamos geração de negócios, inclusão produtiva, sustentabilidade e relacionamento digital. E já nasce conectada ao que queremos para o Banco: crescimento com qualidade, conveniência para o cliente e retorno ajustado ao risco adequado”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do BB.

Saiba mais sobre as linhas

O Move Brasil Táxi e Aplicativos é destinado a motoristas de aplicativo e taxistas ativos que atendam aos critérios do programa. Os clientes contam com prazo de até 72 meses, carência de até seis meses para começar a pagar e taxas de 0,91% para mulheres e 0,99% para homens. A simulação e a contratação do financiamento podem ser realizadas nas agências e app do BB, de forma simples e ágil.

Já para a linha Move Brasil Entregadores e Motoapp, é possível financiar 100% do valor de veículos de duas rodas, com prazo de pagamento de até 48 meses, incluindo carência de dois meses. As taxas partem de 0,90% ao mês para mulheres e 0,97% ao mês para homens. Assim como na linha voltada a motoristas de táxi e aplicativos, a simulação e a contratação do financiamento são realizadas agências ou no app do BB, propiciando orientação, assessoria financeira, conveniência e comodidade aos clientes.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil: lucro sobe 3,3%, chega a R$ 3,9 bilhões e vem melhor que esperado no 2T26

Publicado em: 12/08/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) terminou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% ante mesmo período de 2025, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta (12). Em relação ao primeiro trimestre, a elevação é de 13,9%.

A cifra ficou acima do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 3,5 bilhões. Um conjunto de fatores, que incluem a piora da inadimplência do agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021, que endureceu e obrigou os bancos a elevarem as provisões para calotes, fez o banco perder o seu status de ‘porto seguro’ da bolsa.

Com isso, o banco vinha de seis trimestres consecutivos de piora devido aos efeitos da falta de pagamento do produtor.

Um dos pontos que pode ter ajudado o BB, porém, é o resultado de tesouraria, que subiu 2,1% no trimestre e 10% no ano, para R$ 9 bilhões.

“O resultado maior sobre o trimestre anterior traz ainda a evolução da nossa margem financeira bruta, sustentada por um mix de crédito que tem uma melhor relação risco x retorno, pela diversificação das captações e pela boa alocação da nossa liquidez”, afirma a CEO do BB, Tarciana Medeiros.

Banco do Brasil: Rentabilidade em alta

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) subiu 1,07 ponto percentual, encerrando o trimestre a 8,4%. Consenso da Bloomberg esperava 7,3%.

Mesmo assim, o banco ficou mais um trimestre abaixo dos 20% de rentabilidade, número mágico olhado pelo mercado. Encerrou, ainda, abaixo do Itaú (ITUB4), que terminou com ROE de 24% e Bradesco (BBDC4), que terminou o período a 16,1%.

O banco também aprovou R$ 584,9 milhões em juros sobre o capital próprio.

Inadimplência e despesas do Banco do Brasil

Uma das maiores preocupações dos analistas, o indicador de inadimplência acima de 90 dias voltou a subir e encerrou em 5,61%, alta de 1,65 ponto percentual no ano.

Porém, a maior alta foi observada na inadimplência curta, de 30 dias, que saltou 2,14 pontos percentuais. A inadimplência da carteira agro também foi um vilão e atingiu 5,61%, aumento de 1,65 ponto percentual no ano.

O setor passa por uma alta expressiva do número de recuperações judiciais. A própria administração já sinalizava que a inadimplência no agronegócio seguia elevada. “O primeiro semestre tende a ser mais apertado — isso já vínhamos discutindo desde o ano passado”, afirmou a CEO.

Dados mais recentes da Serasa dão conta de 474 pedidos, aumento de 21,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além disso, as provisões, colchão usado pelos bancos para se protegerem dos calotes, voltaram a subir: 15,4% em relação ao ano passado, para R$ 33 bilhões, e 3,4% no trimestre, movimento observado em outros bancos diante da piora da situação macroeconômica.

O custo do crédito subiu 16% no ano, para R$ 18,5 bilhões, mas teve alívio de 2,1% contra o primeiro trimestre.

Pior já passou?

De acordo com Octaciano Neto, fundador da Zera, a trajetória da inadimplência e do custo de crédito começa a dar sinais de melhora, mas ainda exige atenção.

No agronegócio, o estoque de inadimplência continuou subindo, com o INAD+30d passando de 7,35% no 1T26 para 8,97% no 2T26, enquanto a Perda Esperada avançou de R$ 40,6 bilhões para R$ 43,7 bilhões, no quarto trimestre seguido de alta.

Por outro lado, lembra, o fluxo de novos atrasos desacelerou significativamente: o New NPL caiu de R$ 7,18 bilhões para R$ 5,72 bilhões no trimestre, quase metade do pico registrado no 4T25. Ao mesmo tempo, a cobertura desses novos NPLs aumentou de 102,9% para 145,9%.

“A combinação indica que o pior pode ter passado, embora a recuperação deva ser gradual, já que o estoque elevado ainda reflete problemas de safras anteriores, enquanto a queda nas novas entradas sugere melhora na qualidade das concessões”.

Outros indicadores

A margem financeira bruta, por outro lado, subiu 9,6%, para R$ 27,5 bilhões. Segundo o próprio banco, a alta foi puxada pelas receitas com tesouraria.

As receitas de prestação de serviços alcançaram R$ 9,1 bilhões no trimestre, avanço de 3,4% comparado ao primeiro trimestre e alta de 4,2% na comparação com 2025.

“O aumento das receitas com prestação de serviços ganha potência pela complementariedade do nosso conglomerado e os custos permaneceram sob controle, a partir de um trabalho constante de eficiência, sem abrir mão de investir naquilo que constrói o futuro: pessoas e tecnologia”, destaca a CEO.

Segundo o banco, destacam-se as linhas de administração de fundos (+6,3%), conta corrente (+7,6%) e operações de crédito e garantias (+4,7%).

As despesas administrativas ficaram em R$ 10,1 bilhões, com alta de 4,1% no ano e 0,6% no trimestre.

Carteira de crédito sobe

Mesmo com a piora nos indicadores, o BB manteve a sua carteira de crédito estável, com alta de 1,5% em 12 meses, para R$ 1,3 trilhão.

O maior aumento foi observado na pessoa física. O banco alcançou R$ 357,6 bilhões, crescimento de 4,4% em um ano, influenciado, principalmente, pelo desempenho do crédito consignado, mas com queda de 1,2% no trimestre.

O consignado privado, lançado no ano passado, é uma das grandes bandeiras do governo para incentivar o crédito.

A carteira de pessoa jurídica encolheu, por outro lado, e atingiu R$ 456,2 bilhões, queda de 2,5% no ano, influenciada pela redução nas carteiras de médias e pequenas empresas e de grandes empresas.

No agronegócio, a carteira teve crescimento de 4,1% nos últimos 12 meses e no trimestre, totalizando R$ 421,6 bilhões.

Fonte: Money Times

BB paga R$ 100 milhões à União em novo cronograma de quitação de dívida híbrida

Publicado em:

O Banco do Brasil efetuou o pagamento à União da parcela de R$ 100 milhões prevista no novo cronograma de quitação do chamado Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD). O desembolso é o primeiro desde que o Tribunal de Contas da União (TCU) deu o sinal verde para a repactuação dos prazos, que se estendem até 2029.

À época da decisão, o BB ainda tinha R$ 4,1 bilhões em saldo remanescente de IHCD, de um total de R$ 8,1 bilhões emitidos originalmente.

Pelo plano, o banco acertou a amortização do valor restante de forma escalonada: duas parcelas anuais de R$ 100 milhões, em julho de 2026 (a que foi confirmada agora) e julho de 2027; uma parcela de R$ 1 bilhão, em julho de 2028; e uma parcela de R$ 2 9 bilhões, em julho de 2029.

Contratado em 2012, o IHCD foi um instrumento de captação de recursos do BB com o Tesouro que tinha características de capital: o banco devia devolver o dinheiro, mas o recurso também reforçava seu capital regulatório.

Em fevereiro, a instituição financeira pediu uma reestruturação do cronograma de pagamento. Em uma entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, caracterizou o pedido como uma medida normal. “A questão não é o pedido, nem a leitura, mas sim a publicização de algo que outros bancos também fizeram e que, para nós, é um plano prudencial”, afirmou.

Fonte: Diário de Pernambuco

Banco do Brasil nega consórcio em socorro ao BRB

Publicado em:

O Banco do Brasil afirmou ao Supremo Tribunal Federal que “jamais houve a constituição de consórcio de bancos” para garantir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões voltado ao resgate do Banco de Brasília (BRB). Em petição enviada na última quinta-feira, 6 de agosto, a instituição também pediu o adiamento da audiência que discute a operação.

Segundo o BB, a empresa não detém mandato de nenhuma instituição financeira para assumir obrigações em nome de terceiros. A manifestação ocorreu às vésperas da audiência marcada para o dia 13, convocada pelo ministro Luiz Fux a pedido do Distrito Federal.

Conciliação no STF tenta destravar operação

A audiência será uma tentativa de conciliação entre a União e o Distrito Federal, que controla o BRB. O objetivo é encontrar uma saída para viabilizar o empréstimo, que depende de uma estrutura de garantias ainda sem consenso entre os envolvidos.

O governo do DF acusa a União de inércia na condução da solução, enquanto os bancos privados demonstram resistência em participar da operação sem um esquema de proteção mais claro. Fontes ouvidas apontam que as negociações permanecem travadas justamente pela falta de avanço nessa arquitetura de garantias.

Garantias seguem no centro do impasse

Entre as alternativas em discussão, o Distrito Federal sugeriu à União a vinculação de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantia ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A proposta, porém, ainda não foi destravada.

Sem acordo sobre quem assume o risco e em quais condições, a operação segue paralisada. A audiência no STF deve concentrar as tentativas de aproximação entre as partes para definir um caminho que permita avançar com o socorro ao BRB. (com informações da Agência Estado)

Fonte: Jornal do Brasil

BB anuncia parceria com WayCarbon para apoiar gestão climática no país

Publicado em:

O Banco do Brasil e a WayCarbon lançam, nesta semana, o Programa Gestão Climática Municipal, iniciativa para apoiar municípios brasileiros na elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa, diagnósticos climáticos e planos de adaptação às mudanças do clima. O programa pretende ampliar a capacidade dos governos locais de estruturar projetos sustentáveis e acessar fontes de financiamento climático.

“O Banco do Brasil acredita que a agenda climática se materializa nos territórios. Por isso, estamos unindo esforços para apoiar municípios na qualificação de seu planejamento climático e na estruturação de projetos capazes de gerar impacto ambiental, social e econômico positivo. Com o Programa lançado, contribuímos para tornar as cidades brasileiras mais resilientes, competitivas e preparadas para os desafios do futuro, aliando fomento a capacidades técnicas e ampliando as condições para acesso a recursos voltados à transição climática”, afirma José Alves Cardoso, head de Sustentabilidade do Banco do Brasil.

A inciativa prevê apoiar a estruturação de projetos climáticos prioritários em 100 municípios brasileiros de pequeno e médio porte, voltados tanto à redução das emissões de gases de efeito estufa quanto à adaptação aos impactos climáticos. O objetivo é fortalecer a resiliência urbana e preparar projetos aptos à captação de recursos. A iniciativa foi concebida para ampliar o acesso de entes públicos locais a ferramentas de planejamento climático e estruturação de projetos sustentáveis.

Nesta primeira etapa, serão convidados municípios previamente mapeados pelo Banco do Brasil com potencial para desenvolver projetos de mitigação e adaptação climática.

Entre os benefícios previstos para os municípios estão a identificação de riscos climáticos; a priorização técnica de investimentos; o mapeamento de oportunidades de geração de receitas associadas à transição climática; e o fortalecimento da capacidade local de planejamento e governança. O programa também contribuirá para aumentar a resiliência urbana frente aos impactos das mudanças climáticas, além de apoiar a preparação de projetos aptos à captação de recursos junto a instituições nacionais e internacionais.

A WayCarbon, empresa parceira do BB nesta iniciativa, é especializada em soluções para gestão climática, descarbonização e desenvolvimento sustentável, atuando junto a empresas, governos e instituições financeiras.

“Há 20 anos, a WayCarbon trabalha para transformar conhecimento climático em ação concreta. Este programa representa um passo importante nessa trajetória ao combinar ciência climática, dados e tecnologia para que os municípios possam identificar seus principais riscos e emissões, priorizar ações e, principalmente, transformar essas prioridades em projetos capazes de atrair financiamento. Fazer isso em escala, apoiando 100 cidades e arranjos municipais e capacitando mil gestores públicos, nos dá a oportunidade de construir um modelo inovador de gestão climática local, fortalecer a capacidade técnica e a governança dos municípios e acelerar investimentos que reduzam emissões e tornem as cidades brasileiras mais resilientes”, afirma Felipe Bittencourt, CEO e cofundador da WayCarbon.

Além dos benefícios ambientais e econômicos, o Programa Gestão Climática Municipal possui importante dimensão social, pois a iniciativa contribui em apoiar municípios na identificação e no planejamento de ações para enfrentamento dos riscos climáticos. Com esse apoio, os entes municipais conseguirão propor ações para proteger populações mais vulneráveis dos impactos das mudanças do clima, como secas prolongadas, escassez hídrica, enchentes, inundações, entre outros eventos climáticos extremos. Por meio de diagnósticos técnicos, mapeamento de áreas de risco e definição de medidas prioritárias de adaptação, o Programa busca fortalecer a resiliência das cidades e melhorar a qualidade de vida da população.

Com o Programa Gestão Climática Municipal, Banco do Brasil e WayCarbon unem esforços para ampliar a capacidade de planejamento climático dos municípios brasileiros, contribuindo para a construção de cidades mais resilientes, sustentáveis e preparadas para enfrentar os desafios da transição para uma economia de baixo carbono.

Fonte: Banco do Brasil

BB amplia atuação no Move Brasil com parceria com a BYD

Publicado em:

O Banco do Brasil e a BYD anunciam parceria estratégica no âmbito do Programa Move Brasil, iniciativa do Governo Federal, para ampliar o acesso de motoristas de aplicativos e taxistas às linhas de crédito voltadas à renovação de frota e à aquisição de veículos sustentáveis.

A parceria prevê atuação integrada das instituições para promover o financiamento de veículos elétricos novos elegíveis no Programa, com valor de até R$ 150 mil, prazo de pagamento de até 72 meses, carência de até seis meses e taxas de juros de 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para homens.

Além das condições diferenciadas de financiamento, a iniciativa disponibiliza aos motoristas um conjunto de benefícios oferecidos pelo Banco do Brasil, incluindo seguros, cartões, assistências e coberturas personalizadas. A proposta busca apoiar a atividade profissional desses clientes de forma abrangente, proporcionando mais segurança, conveniência e proteção aos motoristas.

“O Banco do Brasil tem atuado na construção de parcerias estratégicas capazes de ampliar oportunidades e gerar desenvolvimento econômico. Ao lado da BYD, fortalecemos um ecossistema que conecta crédito, inovação e mobilidade sustentável, permitindo que mais profissionais tenham acesso a veículos modernos e eficientes para desenvolver suas atividades”, afirma Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do Banco do Brasil.

“A parceria da BYD com o Banco do Brasil acontece focada no Programa Move e representa mais um avanço no propósito de tornar a mobilidade sustentável cada vez mais acessível aos brasileiros. Ao combinar tecnologia e soluções financeiras, criamos condições para que mais motoristas, em todo o país, troquem seus veículos por modelos mais modernos e eficientes, contribuindo para a renovação da frota e para um novo patamar da mobilidade urbana no país”, destaca Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil e head de marketing e comercial da BYD Auto.

A união da expertise do Banco do Brasil em soluções financeiras e da BYD em mobilidade sustentável consolida um ecossistema que reúne crédito, tecnologia e inovação, contribuindo para a geração de renda, a melhoria da prestação de serviços de transporte de passageiros e a modernização da atividade dos motoristas de aplicativos e taxistas.

Atuação conjunta gera R$ 30 milhões em propostas em um único dia
A parceria também prevê a realização conjunta de ações de relacionamento e negócios, incluindo eventos, feirões e atendimento especializado aos motoristas. Essas ações têm como objetivo ampliar o alcance das soluções oferecidas pelas instituições, proporcionando uma experiência integrada aos clientes e facilitando o acesso a veículos sustentáveis, às linhas de financiamento do Move Brasil e aos demais benefícios disponibilizados pela parceria.

Alinhada a esse direcionamento, foi realizada, no último sábado (8 de agosto), uma ampla mobilização nacional em todas as regiões do país, com a atuação de equipes do Banco do Brasil em cerca de 125 concessionárias da BYD. A ação resultou no atendimento de aproximadamente 1,2 mil motoristas e na geração de mais de R$ 30 milhões em propostas de financiamento por meio das linhas de crédito do Move Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil testa primeiro débito online via Click to Pay

Publicado em:

Banco do Brasil, Visa e Stone concluíram a primeira transação de débito utilizando o Click to Pay no Brasil. Realizada em ambiente de produção controlado, a operação marca um avanço na adoção do débito nas compras online ao eliminar a necessidade de inserir manualmente os dados do cartão durante o pagamento.

Segundo as empresas, a solução está na fase final de implementação e deve ser disponibilizada ao mercado ainda em 2026.

A novidade amplia o uso do Click to Pay, tecnologia que já vinha sendo utilizada para pagamentos com cartão de crédito, e busca tornar a experiência de compra com débito mais simples, rápida e segura.

Débito online ganha jornada mais simples

Embora o débito seja um dos meios de pagamento mais utilizados pelos brasileiros nas compras presenciais, sua utilização no comércio eletrônico ainda enfrenta etapas adicionais em comparação com outras modalidades.

Com a nova solução, as transações passam a ser autenticadas automaticamente pelo emissor com base no usuário e no dispositivo utilizado, reduzindo atritos durante o checkout.

Nos últimos 12 meses, o número de transações realizadas por meio do Click to Pay cresceu quase 12 vezes no Brasil, refletindo a expansão da tecnologia no mercado nacional.

Biometria reforça segurança da operação

A primeira transação foi viabilizada pela integração das tecnologias desenvolvidas por Banco do Brasil, Visa e Stone.

O processo utilizou o Visa Passkey, solução de autenticação biométrica que adiciona uma camada extra de segurança às transações.

O Banco do Brasil foi responsável pela autenticação do consumidor, permitindo o cadastro da credencial diretamente no aplicativo da instituição por meio do push provisioning e utilizando a tecnologia Cloud Token Framework (CTF), que possibilita a geração do Visa Passkey.

Segundo Bárbara Lopes, diretora de Meios de Pagamento do Banco do Brasil, a iniciativa busca ampliar o uso do débito no comércio eletrônico com uma experiência mais fluida para os consumidores.

Já a Stone informou que prepara sua infraestrutura para disponibilizar a funcionalidade aos estabelecimentos que utilizam suas soluções de pagamento.

Tokenização melhora aprovação das compras

A tecnologia é baseada em tokenização, processo que substitui os dados reais do cartão por um identificador digital exclusivo durante a transação.

Segundo a Visa, esse modelo pode reduzir em até 60% os índices de fraude.

A empresa informa ainda que as compras realizadas por meio do Click to Pay registram taxa média de aprovação de 81%, resultado dois pontos percentuais superior ao das transações tokenizadas tradicionais e oito pontos acima dos pagamentos realizados sem tokenização.

Fonte: E-Commerce Brasil

Banco do Brasil “trava” negociações salariais e acende alerta no mercado

Publicado em: 07/08/2026

Em meio à Campanha Nacional dos Bancários, a estatal submete cláusulas de reajuste e PLR às definições do setor privado, acendendo sinal de alerta sobre governança, custos operacionais e clima organizacional.

Principais Pontos

Trava na pauta econômica: O Banco do Brasil (BBAS3) travou os debates sobre reajuste salarial, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e benefícios nas mesas específicas com as entidades representativas.

Condicionamento à Fenaban: A direção da estatal condicionou qualquer avanço nos itens de impacto financeiro aos desfechos das negociações de âmbito geral conduzidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Supervisão do Governo Federal: Por ser uma sociedade de economia mista, o BB atua sob os limites orçamentários fixados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Sinal de alerta na B3: Analistas do mercado financeiro acompanham o encadeamento dos acordos para mensurar a pressão sobre a linha de despesas de pessoal e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco.

As negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Banco do Brasil entraram em uma fase de travamento tático. Durante as reuniões com a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) e demais representações dos funcionários, a gestão da instituição financeira recusou-se a apresentar propostas econômicas próprias, alinhando sua posição ao ritmo das tratativas da mesa geral promovida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A postura de aguardar as definições do setor privado para só então deliberar sobre reajustes salariais, abonos e a fórmula da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) gerou forte insatisfação entre os líderes sindicais. As entidades sustentam que o Banco do Brasil, ao registrar resultados financeiros elevados e ganhos contínuos de rentabilidade, possui margem e autonomia suficientes para conduzir uma negociação condizente com suas peculiaridades operacionais.

A dependência das definições da Fenaban, contudo, reflete uma engrenagem burocrática e regulatória mais ampla. Como empresa estatal de capital aberto controlada pela União, o Banco do Brasil opera sob duplo espartilho: de um lado, as exigências de rentabilidade da B3; de outro, os parâmetros normativos estabelecidos pelo Poder Executivo Federal.

As diretrizes estipuladas pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) impõem teto de gastos e rigor na concessão de reajustes à folha de pagamento de empresas públicas e sociedades de economia mista. Esse arcabouço normativo faz com que a diretoria do banco utilize a negociação da Fenaban como um “piso de referência” para evitar desgastes orçamentários com o Fisco e garantir que qualquer concessão esteja resguardada pelos limites do governo central.

Impacto nos custos operacionais e na percepção do mercado financeiro

Para os investidores que acompanham as ações do Banco do Brasil (BBAS3) na bolsa de valores, o desfecho do embate trabalhista é uma variável de peso no modelo de valoração da companhia. A linha de despesas de pessoal representa uma das maiores fatias do custo operacional fixo dos grandes bancos do país.

A manutenção de um rigor tático nas negociações traz implicações diretas sob duas óticas de mercado:

Controle da Eficiência Operacional: A contenção de reajustes descolados da inflação ou de aumentos expressivos em benefícios fixos preserva o índice de eficiência do banco, indicador em que o BB tem mantido patamares altamente competitivos frente aos pares privados.

Risco de Clima e Paralisações: Por outro lado, a protelação prolongada das decisões econômicas eleva o risco de greves ou paralisações pontuais na rede de agências. A eventual degradação no clima organizacional pode afetar o atendimento, a originação de crédito e a eficiência nas metas operacionais de final de ano.

O nó da PLR e a cobrança por valorização do funcionalismo

Um dos pontos de maior atrito na mesa de negociação envolve o regramento da PLR. Enquanto os bancários exigem o aprimoramento da distribuição do lucro líquido proporcional aos resultados expressivos apresentados no balanço, o banco busca manter previsibilidade orçamentária e mitigar sobressaltos na distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas.

A estratégia do Banco do Brasil de amarrar sua proposta econômica ao veredito dos bancos privados visa neutralizar aumentos acima da média do mercado. As entidades sindicais, no entanto, prometem intensificar a mobilização da base, cobrando da administração da estatal o reconhecimento do papel dos trabalhadores nos indicadores de rentabilidade divulgados ao mercado financeiro.

Fonte: IstoÉ Dinheiro