Comissão de Trabalho debate reestruturação das carreiras no BB

Publicado em: 27/02/2026

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realiza, nesta segunda-feira (2 de março), audiência pública para debater a reestruturação das carreiras no Banco do Brasil. O debate atende a pedido da deputada Erika Kokay (PT-DF) e está marcado para as 10 horas, no plenário 12.

Segundo a parlamentar, o objetivo é discutir o processo recente de reestruturação do banco, especialmente os impactos dos chamados “movimentos estruturantes” implementados pela instituição.

Erika Kokay afirma que as medidas têm gerado preocupações quanto à ampliação indevida da jornada de trabalho, à reclassificação de funções técnicas sem a correspondente fidúcia especial e aos descomissionamentos que, além de implicarem redução remuneratória, podem provocar instabilidade funcional, adoecimento e insegurança entre os trabalhadores.

A deputada informa ainda que entidades representativas apontam que a reestruturação envolve movimentação forçada de pessoal, fechamento de unidades e criação de excedentes, configurando um ambiente de forte pressão laboral.

“Embora o banco associe parte dessas iniciativas a estratégias de modernização e aceleração digital, é fundamental que o Parlamento promova um espaço de diálogo transparente para avaliar os efeitos dessas mudanças sobre os bancários, a qualidade do atendimento à população e o papel estratégico do Banco do Brasil no desenvolvimento nacional”, defende.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Banco do Brasil: o que esperar após o balanço e a alta recente da ação

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O Banco do Brasil (BBAS3) é analisado em um ambiente de cautela por parte do mercado. Levantamento da LSEG mostra predominância de recomendações neutras — são 7 de manutenção, contra apenas 2 de compra e 1 de venda — em meio às dúvidas sobre a sustentabilidade dos resultados e a evolução da qualidade dos ativos. Embora o banco tenha reportado lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no 4º trimestre, acima das projeções e com reação positiva de 4,50% das ações no pós-balanço, o ROE de 12,4% ainda está bem abaixo dos 20,8% de um ano antes, mantendo a leitura mais conservadora por parte dos analistas.

Relatórios de JPMorgan, Goldman Sachs e BBI reforçam esse tom ao apontar incertezas ligadas ao ritmo de crescimento do crédito, à pressão sobre margens, ao volume elevado de operações prorrogadas e renegociadas e aos riscos no agronegócio. Enquanto investidores estrangeiros enxergam o papel como descontado e com desafios de natureza cíclica, o investidor local segue mais sensível à necessidade de provisões e à capacidade de o banco sustentar rentabilidade em um ambiente de expansão mais moderada, o que ajuda a explicar a volatilidade recente e a postura mais seletiva com as ações.

Do ponto de vista técnico, porém, o ativo mantém uma estrutura construtiva. O papel fechou a última sessão com alta de 1,53%, aos R$ 25,82, negociando acima das médias móveis, que seguem como suporte, enquanto o IFR (14) em 65,87 se aproxima da sobrecompra sem sinal de reversão.

No gráfico semanal, a valorização de 17,79% em 2026 preserva a formação de topos e fundos ascendentes e o domínio do fluxo comprador, ainda que o movimento mais esticado aumente a probabilidade de correções pontuais ao longo da tendência de alta.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

No curto prazo, observo que a estrutura segue claramente altista, com o ativo sustentado acima das médias de 9 e 21 períodos, que continuam servindo como suporte para os preços. O fechamento em R$ 25,82, com avanço de 1,53%, reforça o movimento de alta.

Para que a tendência de alta ganhe continuidade, o papel precisa superar as resistências em R$ 26,09 e R$ 26,89. Um rompimento consistente dessa faixa, preferencialmente acompanhado por aumento de volume, pode destravar alvos em R$ 27,66 e R$ 28,49, com referência mais longa na máxima histórica em R$ 29,44 e projeções em R$ 29,90 e R$ 31,15. O IFR (14) encontra-se em 65,87, em zona neutra e próximo da sobrecompra.

No campo da correção, o ponto de atenção está na perda da região das médias, com suportes imediatos em R$ 25,20 e R$ 24,30. O rompimento dessa faixa, especialmente com aumento de volume, pode acelerar um movimento corretivo mais amplo em direção a R$ 23,48 e à média de 200 períodos em R$ 22,08, com suportes mais longos em R$ 21,05 e R$ 19,93.

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, o Banco do Brasil mantém um movimento de alta neste início de 2026, com valorização acumulada de 17,79% e negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas inclinadas para cima e sustentando o fluxo comprador.

Apesar da estrutura construtiva, destaco que o preço já apresenta afastamento das médias, característica de um movimento mais esticado e que aumenta a probabilidade de uma correção técnica de curto prazo dentro da tendência principal. O IFR (14) em 64,68, próximo da sobrecompra, reforça essa leitura de possível acomodação, ainda sem sinal claro de reversão.

Para continuidade do ciclo altista no médio prazo, será fundamental o rompimento da resistência em R$ 26,89. Caso essa região seja superada com consistência, o ativo pode buscar R$ 28,49 e novamente a máxima histórica em R$ 29,44, com projeções mais longas em R$ 30,45, R$ 34,30, R$ 36,22 e R$ 40,00. Enquanto permanecer acima das médias, o cenário segue construtivo e com predominância compradora.

Por outro lado, uma inflexão mais relevante do fluxo só ganharia força com a perda da região de suporte e das médias em R$ 24,24 e R$ 23,48, o que abriria espaço para correções em direção a R$ 21,05 e R$ 19,93, com alvos mais longos em R$ 18,04 e R$ 17,25.

Fonte: Infomoney

Cofrinho BB ganha espaço na disputa pelo investidor e alcança R$ 1 bi sob gestão

Publicado em: 26/02/2026

Na disputa cada vez mais acirrada pelo investidor iniciante, o Banco do Brasil alcançou R$ 1 bilhão em saldo no Cofrinho BB e avança sobre um território que, nos últimos anos, passou a ser dominado por bancos digitais, como o Nubank. O movimento reforça a estratégia da instituição de disputar espaço na formação da nova geração de investidores, especialmente os mais jovens.

Criado para permitir aplicações a partir de R$ 0,01, com liquidez diária e sem tarifas adicionais, o Cofrinho direciona os recursos para um fundo de renda fixa simples atrelado à Selic. Segundo o banco, mais de 42% dos investidores da ferramenta têm até 25 anos, evidenciando o foco no rejuvenescimento da base e na atração de clientes desde os primeiros aportes.

A comparação com as fintechs dimensiona o desafio. No Nubank, as “Caixinhas” já acumulavam mais de R$ 15 bilhões somente em 2023 e milhões de usuários ativos, consolidando o modelo como porta de entrada para reservas de curto prazo dentro do próprio aplicativo.

Inicialmente lançado para o público de 8 a 17 anos, o Cofrinho foi expandido ao público geral em maio de 2025 e passou a integrar a jornada digital do banco. A funcionalidade inclui pedidos de contribuição via Pix e integração com a ferramenta Minhas Finanças, ampliando o engajamento e criando potenciais fluxos de recursos para dentro do ecossistema do BB.

Ao atingir o primeiro bilhão, o banco sinaliza que quer mais do que volume: busca capturar relacionamento e potencial de conversão futura para produtos de maior margem, em um mercado onde a batalha começa cada vez mais cedo.

“O resultado demonstra a capacidade de escalar uma solução simples, com alto nível de adoção e potencial de conversão para outros produtos do portfólio do Banco”, avalia Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do Banco do Brasil.

Fonte: Money Times

BB e entidades ligadas destinam R$ 22 milhões a projetos sociais

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O Banco do Brasil e suas Entidades Ligadas (ELBBs) destinaram R$ 22 milhões a projetos sociais em 2025 por meio do programa Mãos Dadas BB, iniciativa de Investimento Social Privado (ISP) realizada via incentivos fiscais. Ao todo, 31 entidades foram contempladas, com impacto estimado em 81 mil pessoas em 26 municípios.

O programa registrou crescimento de 50% no número de projetos cadastrados em relação a 2024, totalizando 144 inscrições. Desses, 43 foram habilitados. Os números consolidam o fortalecimento da governança do Mãos Dadas BB e ampliam a capilaridade do investimento social do Conglomerado BB.

Criado para estruturar as doações incentivadas do Banco do Brasil, o Mãos Dadas BB direciona parte do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) devido, dentro dos limites legais, para financiar projetos aprovados em mecanismos como o Fundo para Infância e Adolescência (FIA), Fundo do Idoso, Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), e do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Desde 2024, o programa passou a operar exclusivamente na modalidade Doações Incentivadas, ampliando a organização e a eficiência do processo.

“A ampliação do programa em 2025 mostra o crescimento da nossa governança em ISP. Mais do que um repasse financeiro, o Mãos Dadas fortalece a estratégia social do BB e permite, com nossa capilaridade, que a atuação chegue à ponta. Assim, reforçamos o compromisso de sermos presentes e relevantes nas comunidades onde atuamos, gerando impacto positivo”, afirma José Alves, gerente-geral de ASG do Banco do Brasil.
Como participar

Podem participar entidades sem fins lucrativos, regularmente constituídas e adimplentes com o Banco do Brasil, que possuam projetos aprovados para captação em um dos mecanismos habilitados (FIA, Fundo da Pessoa Idosa, Pronon ou Pronas/PCD). A inscrição ocorre conforme edital anual, lançado no segundo semestre de cada ano, com envio de projeto e documentação dentro do prazo estabelecido.

Após a seleção, os recursos são destinados via incentivo fiscal, e a entidade executa o projeto com acompanhamento e prestação de contas ao Banco.

Mais informações em bb.com.br/maosdadasbb.

Fonte: ESG Inside

Banco do Brasil e BNDES lançam linhas para modernizar saúde e educação pública

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O Banco do Brasil, em parceria com o BNDES, anuncia o lançamento do BB FIIS Automático, nova linha de financiamento destinada a Estados, Municípios e ao Distrito Federal. O objetivo com a criação é impulsionar a aquisição de máquinas e equipamentos para aprimorar a infraestrutura dos serviços públicos nas áreas de saúde e educação, por meio de recursos do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), criado pela Lei nº 14.947/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 12.157/2024.

Com o BB FIIS Automático, os entes públicos poderão acessar até R$ 50 milhões por modalidade de financiamento, que poderá ser contratada diretamente com o Banco do Brasil ou através de outros agentes financeiros credenciados pelo BNDES, por meio do Programa FIIS Automático, nas modalidades FIIS Educação e FIIS Saúde. Para valores superiores, o financiamento pode ser solicitado diretamente com o BNDES. Para obtenção dos recursos, os projetos devem ser habilitados pelo Comitê Gestor do FIIS, conforme edital disponível na plataforma TransfereGov. No BB FIIS Automático, as condições da linha incluem taxa fixa subsidiada a partir de 11,63% ao ano, financiamento de até 100% do valor dos equipamentos, prazo de pagamento de até 10 anos e carência de até 24 meses.

De acordo com José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, “o BB FIIS Automático é um marco estratégico que reforça nosso compromisso em apoiar o setor público e estimular iniciativas que geram valor à sociedade. Ao priorizar a compra de máquinas e equipamentos de fabricantes nacionais, a linha contribui para o fortalecimento da indústria, geração de empregos e desenvolvimento sustentável em todo o território brasileiro”.

Sasseron também reforça que as linhas são rentáveis e com baixa inadimplência. “As operações de crédito ao Setor Público são estruturadas de forma a assegurar retorno adequado sobre os recursos próprios investidos, considerando de maneira integrada o risco do ente público, o prazo das operações, os custos operacionais e a taxa pactuada”, complementa.

“A cooperação entre os bancos públicos é uma diretriz do presidente Lula e a atuação por meio do FIIS é mais um exemplo dessa exitosa parceria, que fortalece o papel do crédito público na retomada do desenvolvimento econômico. Gerido pelo BNDES, o FIIS é um importante instrumento para que estados, municípios, além de redes e entidades privadas, como as santas casas, possam ampliar investimentos em infraestrutura social, apoiando projetos para reforma e construção de escolas e de unidades de saúde e compra de equipamentos, por exemplo”, afirma Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce.

O BB FIIS Automático oferece taxas competitivas e acessíveis, facilitando a obtenção de financiamento para investimentos essenciais em saúde e educação. Por utilizar recursos do FIIS, as condições são ainda mais vantajosas, alinhadas à política de retorno do Banco do Brasil, tornando o financiamento atrativo e sustentável para gestores públicos que buscam modernizar seus serviços.

O Banco do Brasil possui equipe especializada disponível para apoiar os gestores públicos em todas as etapas do processo, oferecendo orientação, atendimento personalizado e suporte técnico para facilitar contratação e aquisição dos equipamentos necessários, promovendo maior eficiência e agilidade na resposta às demandas sociais.

Fonte: Banco do Brasil

BB renegocia R$ 35,5 bilhões em dívidas rurais com base na MP 1.314/25

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O Banco do Brasil atingiu a marca de R$ 35,5 bilhões em dívidas rurais renegociadas com base na Medida Provisória 1.314/25, que estabeleceu regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e CPR. Ao todo, 29 mil operações de crédito foram prorrogadas, beneficiando 21 mil clientes. Do total renegociado, R$ 32,2 bilhões são referentes a operações com recursos livres e R$ 3,3 bilhões com fontes supervisionadas.

“Durante toda a vigência da MP, trabalhamos forte e conduzimos as operações com elevado rigor técnico, avaliando cuidadosamente a capacidade de pagamento dos produtores e a qualidade das garantias envolvidas. Nossa estratégia foi muito clara: apoiar os clientes na recomposição do fluxo de caixa, analisando caso a caso, e assegurando a continuidade da atividade produtiva. Com a renegociação, reafirmamos o papel do Banco do Brasil como parceiro estratégico do agro”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do BB.

Em 2025, a carteira agro do Banco do Brasil atingiu o montante de R$ 406,1 bilhões, com crescimento de 2,1% em 12 meses. Até dezembro, o BB desembolsou R$ 103,9 bilhões no âmbito do Plano Safra 2025/26, além de R$ 12,3 bi em linhas para a cadeia de valor. Do total de 281 mil operações contratadas, 73% foram destinadas à agricultura familiar (Pronaf) e médios produtores (Pronamp).

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil pede adiamento de devolução de R$ 4,1 bi ao Tesouro

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O Banco do Brasil (BBAS3) solicitou aos órgãos competentes a repactuação do cronograma de devolução do Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) contratado com o Tesouro Nacional em 2012. Dos R$ 8,1 bilhões originalmente emitidos, ainda restam R$ 4,1 bilhões a serem pagos.

A proposta prevê o diferimento dos pagamentos para duas parcelas de R$ 100 milhões em julho de 2026 e 2027, R$ 1 bilhão em julho de 2028 e R$ 2,9 bilhões em julho de 2029.

Segundo comunicado, a medida faz parte do conjunto de ações prudenciais para reforço de capital do banco, que incluiu a redução do payout para 30% em 2025 e 2026. Se aprovada, a repactuação preservará 8 pontos-base de capital em 2026 e 2027. Até a decisão final, segue válido o cronograma aprovado em 2021.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil esclarece que não há previsão de novo concurso

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O Banco do Brasil reitera que não há previsão de divulgação de edital para concurso. O BB lamenta a divulgação de algumas notícias falsas e a desinformação que circula em alguns sites na internet e perfis de redes sociais a respeito do assunto.

O Banco tem como prática comunicar formalmente toda e qualquer novidade relevante sobre o tema e orienta seus clientes e a sociedade em geral a consultar os canais oficiais do BB para informações sobre a empresa.

Canais oficiais do BB:
www.bb.com.br
Central de Relacionamento BB, 24h por dia: 4004 0001 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 729 0001 (demais localidades)
SAC: 0800 729 0722

Fonte: Banco do Brasil

BB adota medidas de apoio às vítimas das enchentes em Minas Gerais

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O Conglomerado Banco do Brasil aciona protocolo do Programa Ajuda Humanitária e lança campanha em apoio às pessoas atingidas pelas fortes chuvas na região da Zona da Mata, em Minas Gerais. Inicialmente, o aporte de R$ 200 mil, via Fundação BB, será destinado a instituições sem fins lucrativos locais que serão responsáveis pela aquisição e distribuição de itens, como roupas, alimentos, kits de higiene e de limpeza.

Adicionalmente, para apoiar as comunidades atingidas pelas chuvas em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata, em Minas Gerais, o BB anuncia uma série de medidas que já estão à disposição das famílias e dos munícipios das regiões afetadas. As iniciativas irão atender a mais de 159 mil clientes pessoas físicas e cerca de 9 mil clientes pessoas jurídicas da região.

Confira algumas das principais medidas:

Clientes PF

Os clientes PF contarão com carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela nas operações de renovação ou contratação do BB Crédito Consignado e do BB Crédito Salário. Além disso, será possível repactuar até quatro parcelas de capital e encargos básicos das operações de financiamento imobiliário e de empréstimo com garantia de imóvel, com transferência dessas parcelas para o final do cronograma de pagamento.

Clientes PJ

Para os clientes PJ, será disponibilizada o Pula Parcela Emergencial PJ nas principais linhas de capital de giro e para o BB Financiamento PJ, permitindo a prorrogação extraordinária de até seis parcelas. Também estará disponível linha de repactuação de dívidas (Reperfilamento PJ), com prazo de até 60 meses e até seis meses de carência para empresas.

Clientes Agro

Nesta frente, o BB anuncia, como principais medidas:

  • Recursos do crédito rural: alocação emergencial de recursos para linhas de custeio e investimento, incluindo créditos destinados a construção e/ou reforma de moradias rurais por meio do Pronaf.
  • Prorrogação simplificada de operações: alertas de safra por cultura e região reportados por nossos técnicos agrícolas em campo permitirão a simplificação e automação dos processos de prorrogação de operações, apoiando as necessidades dos clientes.
  • Parceiros Agro/Correspondentes Bancários: acionamento dos parceiros do Banco do Brasil que atuam nos municípios afetados para prestar assistência operacional e negocial aos produtores que tiveram perdas.
  • Proagro: priorização no processamento dos comunicados de perdas do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) originados em toda a região afetada, garantindo maior agilidade no atendimento aos produtores.

Meios de Pagamento

Como parte do conjunto de medidas emergenciais, o Banco do Brasil também adotou ações operacionais excepcionais para reduzir os impactos financeiros nas regiões afetadas, com estorno de juros, encargos, IOF e tarifas em faturas e operações de pagamento. As ações incluem flexibilização de prazos e condições para abertura e manutenção de contas, além da ampliação temporária dos limites para transações via Pix. Foram ainda aplicadas exceções sistêmicas para clientes com prejuízos cadastrais decorrentes do evento climático. A comunicação ocorre de forma ativa pelos canais oficiais do Banco.

Seguros

Comunicação ativa, via WhatsApp, aos segurados dos municípios impactados, reforçando o fluxo para acionamento de assistências e abertura de sinistros, bem como os canais disponíveis. A BB Seguros está acompanhando o volume de acionamentos dessas ocorrências, com priorização de análise e atendimento para esses casos. Além disso, no atendimento telefônico, haverá reforço da capacidade de atendimento para as regiões afetadas, além de priorização nos chamados oriundos da Zona da Mata.

Setor Público

O BB está em contato com os entes públicos dos municípios atingidos, com o objetivo de prestar apoio e oferecer operações de crédito, com processo priorizado na esteira de concessão. O BB também tem orientado os gestores públicos da região a solicitarem recursos por meio do Cartão da Defesa Civil. Outra iniciativa é a oferta de solução de pagamento de benefícios, que possibilita o pagamento de auxílio aos afetados.

Doações e apoio humanitário

O conglomerado Banco do Brasil, incluindo a Fundação Banco do Brasil e a Livelo, estão mobilizados a prestar auxílio às pessoas diretamente afetadas pelas enchentes em Minas Gerais. Além dos R$ 200 mil de doação inicial realizada via Fundação BB, os valores arrecadados pelas doações serão destinados a instituições sem fins lucrativos que atuam na região, que serão responsáveis pela aquisição e distribuição de alimentos, kits de higiene e limpeza e outros itens necessários neste momento. Em outra ação, a partir deste dia 26 de fevereiro, todas as AABB (Associações Atléticas Banco do Brasil) de Minas serão utilizadas como pontos oficiais de doações para atingidos pelas chuvas em Juiz de Fora e região. Serão recebidos itens como água mineral, materiais de limpeza, produtos de higiene pessoal, cobertores, travesseiros, toalhas de banho e roupas e calçados em bom estado de conservação, por exemplo.

Ainda sobre a campanha de arrecadação de recursos para ajudar as pessoas da região, cabe destacar que as doações de pontos serão dobradas pela Livelo. Todo o recurso arrecadado será destinado para aquisição e entrega de itens de primeira necessidade às famílias. A sua participação é essencial para ampliar o impacto social positivo e ajudar as comunidades afetadas.

Doe e ajude quem mais precisa

Para valores em dinheiro:
Enchentes Minas Gerais
Banco do Brasil 001
Agência: 1607-1
Conta: 80.000-7
Chave PIX: pix.enchentesmg@fundacaobb.org.br

Para doações via pontos Livelo:
A campanha é válida desde já, até 31 de março de 2026 para doações realizadas para Enchentes MG da Instituição Fundação BB no Catálogo Livelo em: livelo.com.br> Trocar Pontos> Doação > Todos os parceiros.

Fonte: Banco do Brasil

ANABB celebra 40 anos de protagonismo e defesa dos funcionários do BB

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A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) completa, nesta sexta-feira (20), quatro décadas de uma trajetória marcada pela defesa técnica, política e jurídica de seus associados. Para celebrar o marco, a entidade realiza um evento comemorativo no Unique Palace, em Brasília, reunindo parlamentares, autoridades ligadas ao Banco do Brasil e lideranças do funcionalismo público.

Uma História de Lutas e Representatividade

Fundada em 20 de fevereiro de 1986 por 74 funcionários pioneiros, em um contexto de transição democrática e instabilidade econômica, a ANABB consolidou-se como a maior entidade representativa de uma única categoria de trabalhadores na América Latina, superando hoje a marca de 100 mil associados.
Ao longo dessas 40 anos, a associação tem sido a voz do funcionalismo em momentos decisivos, como na elaboração da Constituição de 1988, onde garantiu direitos históricos como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação da “Bancada do BB” no Congresso Nacional.

Conquistas Jurídicas e Proteção ao Patrimônio

A atuação da ANABB é reconhecida por ofensivas jurídicas recordes, que resultaram em ressarcimentos bilionários e na proteção de direitos. Entre os destaques da sua trajetória estão:

  • Vitórias Judiciais: Liderança histórica em ações de correção do FGTS, Imposto de Renda e planos econômicos. Um dos marcos recentes foi a recuperação de R$ 120 milhões para 35 mil associados no caso do IR Quilometragem em 2010.
  • Defesa do BB Público: Atuação firme e estratégica contra a privatização do Banco do Brasil em diversas frentes parlamentares e sociais.
  • Previdência e Saúde: Gestão vigilante junto à PREVI e CASSI, garantindo avanços como a criação do BET (Bônus de 20%) em 2010 e a resistência contra a devolução de reservas ao banco, protegendo o patrimônio dos associados.

O evento no Unique Palace não apenas celebra o passado, mas reafirma o compromisso da ANABB em continuar sendo uma autoridade técnica e política na fiscalização do sistema financeiro e na proteção dos direitos dos funcionários ativos, aposentados e pensionistas.

Fonte: Lago Sul

Banco do Brasil lucra R$ 5,7 bilhões no 4T25 e fecha 2025 com R$ 20,7 bilhões

Publicado em: 12/02/2026

O Banco do Brasil (BOV:BBAS3) encerrou a temporada de resultados dos grandes bancos da bolsa de valores brasileira com lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), conforme balanço financeiro divulgado na noite de quarta-feira (11 de fevereiro). No acumulado do ano, o lucro somou R$ 20,7 bilhões, dentro do guidance revisado pela instituição ao longo do exercício.

Na comparação anual, o resultado do 4T25 representa queda relevante frente aos R$ 9,59 bilhões registrados no quarto trimestre de 2024. Por outro lado, houve forte avanço de 51% em relação ao terceiro trimestre de 2025, sinalizando uma inflexão operacional após um ano marcado por revisão de projeções e maior pressão no custo de crédito.

A margem financeira bruta do Banco do Brasil totalizou R$ 103,1 bilhões em 2025. Apenas no 4T25, o indicador atingiu R$ 27,8 bilhões, com crescimento de 5,4% na comparação trimestral e de 3,8% na base anual. Segundo a administração, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das receitas financeiras, com destaque para as operações de crédito com pessoas físicas, especialmente o Crédito do Trabalhador.

“A performance da Margem Financeira Bruta demonstra a consistência de geração de receitas do BB”, informou o banco em comunicado ao mercado.

A Carteira de Crédito Expandida alcançou R$ 1,3 trilhão em dezembro de 2025, alta de 2,5% frente a dezembro de 2024. O segmento de Pessoa Física foi o principal vetor de crescimento, avançando 7,6% no ano. Linhas como Crédito Não Consignado (+11,8%) e Cartão de Crédito (+19,6%) registraram expansão de dois dígitos — fator relevante para investidores atentos à diversificação do mix de crédito do BBAS3.

O custo de crédito somou R$ 61,9 bilhões em 2025, refletindo aumento do risco, especialmente no setor do agronegócio. No quarto trimestre, o custo ficou em R$ 18 bilhões, estável frente ao trimestre anterior. Já a inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 5,17%, alta de 66 pontos-base em relação a setembro de 2025.

Ao longo de 2025, o Banco do Brasil revisou seu guidance de lucro líquido ajustado, inicialmente projetado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, antes da suspensão em maio. Em agosto, a estimativa foi ajustada para uma faixa inferior e, em novembro, consolidada entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões — intervalo efetivamente cumprido, com lucro anual de R$ 20,7 bilhões.

Além do lucro, o banco também entregou crescimento da carteira de crédito de 3,6% (dentro da faixa projetada de 3% a 6%) e receitas de serviços de R$ 34,8 bilhões, dentro da banda estimada de R$ 34,5 bilhões a R$ 36,5 bilhões.

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, destacou que o banco conseguiu se adaptar ao cenário macroeconômico mais desafiador. “Nosso guidance mostra isso e nossos resultados indicam sinais de inflexão, com lucro de R$ 5,7 bilhões e crescimento de 51,7% na comparação com o trimestre anterior”, afirmou.

As ações do Banco do Brasil (BOV:BBAS3) encerraram quarta-feira (11/02) cotadas a R$ 24,91, estabilidade de 0,00%, segundo dados da bolsa de valores. O papel operou sem variação relevante ao longo do dia, refletindo possível cautela dos investidores diante da queda anual do lucro no 4T25, apesar da melhora sequencial e do cumprimento do guidance.

Para o próximo pregão, o mercado tende a avaliar com mais profundidade a qualidade do lucro, o comportamento da inadimplência e a sustentabilidade da margem financeira em 2026.

O Banco do Brasil S.A. (BOV:BBAS3) é uma das maiores instituições financeiras do país, com forte atuação em crédito rural, agronegócio, varejo bancário, serviços financeiros e mercado de capitais. Concorrente direto de Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), Bradesco (BOV:BBDC4) e Santander Brasil (BOV:SANB11), o BB é listado na bolsa de valores brasileira e figura entre as empresas com maior capitalização de mercado da B3.

Para investidores que acompanham ações BBAS3 hoje, dividendos, resultado trimestral e perspectivas para investir em bancos na B3, o desempenho de 2025 reforça um cenário de transição, com sinais de recuperação operacional, mas ainda sob pressão de crédito.

Fonte: Advanced Financial Network

BB anuncia distribuição de R$ 1,23 bi em juros sobre capital próprio

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O Banco do Brasil (BBAS3) comunicou a aprovação na última terça-feira (10 de fevereiro) da distribuição de cerca de R$ 1,23 bilhão a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), relativo ao quarto trimestre de 2025.

O valor corresponde a R$ 0,21630429188 por ação, com o valor atualizado até esta quarta-feira (11) de R$ 0,21978938776.

Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (31 de dezembro de 2025) até a data do pagamento (05 de março 2026) e terão como base a posição acionária de 23 de fevereiro 2026. Assim, as ações serão negociadas sem direito ao provento a partir de 24 de fevereiro.

Além do imposto de renda incidente sobre a atualização, haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal de acordo com a legislação vigente.

Adicionalmente, o BB informou que R$ 261,63 milhões foram pagos, em 12 de dezembro 2025, a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de JCP, relativo ao quarto trimestre de 2025, conforme Fato Relevante de 19 de novembro.

Fonte: Infomoney

BB libera R$ 950 milhões de empréstimo para obras ao governo de MS

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O empréstimo de R$ 950 milhões do Banco do Brasil ao Governo de Mato Grosso do Sul foi assinado no dia 5 de fevereiro e publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (9).

Destinado à segunda fase do programa MS Ativo do governador Eduardo Riedel (PP), o empréstimo deverá ser pago em 216 meses, com juros de 1,6% ao ano.

O pedido de empréstimo passou pela Alems (Assembleia Legislativa) em regime de urgência no ano passado.

Contudo, o valor será destinado para rodovias, estradas, municípios e escolas.

De acordo com a publicação de hoje, o empréstimo é sob a forma de financiamento concedido pelo Banco do Brasil, com finalidade única e exclusiva de financiar as despesas de capital.

Assinaram o financiamento: Sebastião Vanderlan Borges Soares e Eduardo Riedel.

Fonte: Mídiamax

“Pensar na felicidade dos funcionários é melhorar as condições de trabalho”, defende Sindicato em cobrança ao BB

Publicado em: 05/02/2026

Mais de um mês após reunião com a superintendência estadual do Banco do Brasil, realizada em 18 de dezembro, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região segue sem atendimento às demandas apresentadas sobre condições de trabalho. O encontro tratou de temas centrais para a categoria, como a ampliação do TRI (Regime de Trabalho Remoto), a inclusão de gerentes de serviços no modelo híbrido e o futuro de escritórios localizados no Cenesp.

Na reunião, o Sindicato defendeu a ampliação do TRI para todos os escritórios do banco, garantindo a combinação entre trabalho remoto e presencial. Outra reivindicação foi a inclusão dos gerentes de serviços no regime, conforme previsto inicialmente no plano piloto, com ao menos um dia de home office. Também foi cobrada uma definição sobre a situação de dois escritórios do Cenesp, com questionamentos diretos sobre a possibilidade de saída do complexo e, em caso positivo, para onde esses trabalhadores seriam transferidos.

Apesar da relevância dos temas e do impacto direto na vida dos funcionários, até o momento, a única resposta veio com redução dos dias de trabalho remoto em dois locais na base do sindicato. Para a dirigente sindical Juliana Carminato, a postura demonstra desrespeito com os trabalhadores e com a representação sindical.

“Entendemos que há um desrespeito com os trabalhadores e com o movimento sindical, visto que, após a nossa reunião, a resposta veio na redução de dois dias para um dia de home office nos Escritórios Exclusivos Barueri e Moema. Aguardamos uma resposta no sentido de que os trabalhadores que estejam na mesma função tenham os mesmos direitos e que as demandas anteriormente solicitadas sejam atendidas”, afirma Juliana.

“Houve ampliação do TRI em várias outras cidades semana passada, menos na região metropolitana de São Paulo, que é a região com maior tempo de deslocamento do país. Embora seja positiva a ampliação do modelo de trabalho remoto, reduzi-lo justamente na região que tem uma das piores condições de mobilidade urbana da América Latina é um contrassenso”, completa a dirigente.

Questão de saúde

Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), lembra que a categoria bancária está entre as mais adoecidas em função do trabalho. Segundo ele, o deslocamento diário até o local de trabalho é um dos principais fatores de agravamento da saúde e de insatisfação profissional.

“O trabalho remoto não é um privilégio, é um modelo de trabalho que se torna cada vez mais requisitado em cidades onde os trabalhadores perdem muito tempo para se deslocar no dia a dia. Quem pensa na felicidade de seus funcionários, deveria refletir melhor sobre suas condições de trabalho”, cobra o dirigente.

“No momento em que a sociedade brasileira discute a redução de jornada de trabalho sem redução de salários, com o projeto de fim da escala 6×1, nada mais razoável do que pensar na redução do tempo de deslocamento do trabalhador nos casos em que a tecnologia e a atividade desempenhada permitem. Mitigar o tempo perdido no trânsito e o estresse diário pode contribuir para um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, algo fundamental para uma categoria que adoece cada vez mais”, defende Netto.

Os dados reforçam a gravidade do cenário. Informações do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab) mostram que, embora a categoria bancária represente apenas 0,8% do emprego formal no país, foi responsável por 2,18% dos 168,7 mil afastamentos acidentários (B91) registrados em 2024. No mesmo ano, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a primeira posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental, com 1.946 registros, e a quinta posição entre os afastamentos previdenciários, somando 8.345 ocorrências.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Como o Banco do Brasil vai estragar a festa bilionária do lucro dos bancões em 2025

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Os quatro maiores bancos brasileiros em atacado e varejo (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) devem lucrar juntos 101,6 bilhões de reais em 2025, queda de 9,56% em relação ao lucro de 112,34 bilhões de reais. As informações foram levantadas por VEJA nesta sexta-feira, 30, com base em relatórios da Ágora Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA e XP Investimentos.

A queda no lucro das empresas reflete o desempenho do Banco do Brasil, que, segundo as estimativas mais conservadoras, deve lucrar 18,84 bilhões de reais em 2025, baixa de 50,27% em relação ao lucro líquido de 37,89 bilhões de reais em 2024. O BB será o único entre os quatro líderes do setor a registrar queda no lucro.

O BB vem passando por uma situação complicada em meio à inadimplência do agronegócio e à piora dos calotes nas carteiras de pessoas jurídicas. Para o quarto trimestre, analistas consultados pela reportagem esperam a continuidade da inadimplência. A equipe da XP Investimentos lembra que, apesar dos fortes desembolsos vinculados à MP 1.314, o impacto deverá ser limitado no quarto trimestre de 2025. Isso porque a medida entrou em vigor apenas no final de outubro de 2025, e o quarto trimestre normalmente apresenta um cronograma de vencimentos mais leve.

A corretora também destaca que a carteira de crédito para empresas deverá continuar enfrentando pressão devido ao ambiente de altas taxas de juros e aos efeitos persistentes do setor agrícola. Desse modo, estima que as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), recursos destinados a cobrir os calotes dos clientes, devem permanecer elevadas, em cerca de 62 bilhões de reais no acumulado de 2025.

A Ágora Investimentos afirma que essas provisões devem refletir uma inadimplência de 4,9% do BB no quarto trimestre de 2025, alta de 3,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, mas estabilidade na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

“Esperamos um crescimento da receita de 3,5% em relação ao trimestre anterior, com a expansão da carteira de empréstimos e das margens no período, enquanto prevemos a estabilização das despesas com provisões”, diz Renato Chanes, que assina o relatório da Ágora.

O Itaú BBA é mais pessimista em relação ao BB e prevê uma piora generalizada em suas carteiras na comparação anual, mas uma estabilização frente ao terceiro trimestre de 2025. Assim, o banco estatal deve seguir pressionado em relação a 2024, mas apresentar certa estabilização na margem trimestral.

Itaú será joia da coroa entre os bancos

O Itaú deve manter sua liderança entre os quatro grandes bancos no quarto trimestre de 2025 e no acumulado do ano. As estimativas apontam um lucro entre 12,17 bilhões de reais (XP Investimentos) e 12,28 bilhões de reais (Genial Investimentos) no período. Os números representam altas entre 11,8% e 12,86%.

Para o acumulado de 2025, com base na estimativa mais conservadora, a instituição financeira pode lucrar 42,68 bilhões de reais, avanço de 4% em relação ao resultado de 41,04 bilhões de reais registrado em 2024. Para a Genial Investimentos, a casa mais otimista, o banco deve apresentar mais um trimestre sólido, beneficiado pela sazonalidade positiva do período.

“O resultado será reflexo da manutenção de uma qualidade de ativos benigna, apesar de pressão pontual no segmento de atacado sobre o custo de crédito. No varejo, o custo permanece controlado, refletindo um mix mais defensivo, com maior participação de linhas com garantia e consignado”, argumentam Eduardo Nishio e Ygor Bastos, que assinam o relatório da Genial.

Os especialistas também atribuem o bom desempenho do Itaú à sua elevada participação no segmento de alta renda, considerado mais resiliente, o que mantém a inadimplência da companhia sob controle. A Genial estima que a inadimplência do banco deve encerrar o quarto trimestre de 2025 em 2,28%, queda de 0,17 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Diante disso, os analistas reforçam que o banco, gerido por Milton Maluhy Filho, deverá apresentar o melhor balanço entre os tradicionais.

Bradesco dará novo passo para recuperação

O Bradesco deve apresentar mais uma melhora em seus resultados. A companhia tende a elevar sua rentabilidade para um patamar equivalente ao seu custo de capital. Os analistas calculam que o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) deve atingir 15%, mesmo percentual da Selic, que baliza a remuneração dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Em termos práticos, o banco terá a rentabilidade dos empréstimos no mesmo nível do custo de captação. O número pode parecer modesto, mas vale lembrar que o Bradesco chegou a registrar rentabilidade inferior a 10% no auge da crise, o que evidencia a melhora promovida pela gestão de Marcelo Noronha desde que assumiu, no fim de 2023 e início de 2024.

Para o lucro, os analistas estimam ganhos entre 6,39 bilhões de reais e 6,44 bilhões de reais, altas entre 18,3% e 19,25% em relação ao quarto trimestre de 2024. Para a XP Investimentos, o quarto trimestre reforça a percepção de que o banco está ligeiramente adiantado em seu cronograma de reestruturação. “Isso permite ao Bradesco usar parte dessa reserva para proteger o balanço e acelerar os investimentos previstos no plano”, afirmam Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães.

Santander ficará estagnado

O Santander será o primeiro a divulgar o balanço, que deve ser morno e sem grandes novidades. Esses resultados estagnados fazem parte da estratégia da instituição de adotar uma postura cautelosa em um ano de juros elevados e inflação que chegou a ultrapassar o teto da meta, embora o indicador tenha ficado abaixo do limite no acumulado do ano.

Para o quarto trimestre de 2025, os analistas esperam uma rentabilidade próxima de 17%, mesmo patamar observado no terceiro trimestre de 2025 e no quarto trimestre de 2024. Segundo a Ágora Investimentos, a receita de Tesouraria deve permanecer pressionada, movimento que tende a ser parcialmente compensado pela expansão da margem com clientes e por um crescimento anual de 3% na carteira de crédito.

“Além disso, as tarifas e despesas operacionais deverão ser sazonalmente mais altas, o que deve impactar o lucro líquido”, afirma Renato Chanes. A estimativa é que o Santander registre lucro entre 4,04 bilhões de reais e 4,15 bilhões de reais, crescimento de 5% a 7,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em suma, os grandes bancos devem apresentar crescimento no lucro e avanços em algumas linhas do balanço. A única exceção será o Banco do Brasil, que seguirá pressionado, mesmo após anunciar, no balanço do terceiro trimestre, que passará a priorizar a concessão de crédito à pessoa física, uma vez que a inadimplência do agronegócio e das empresas deve continuar elevada.

Fonte: Veja

Banco do Brasil tem novos gestores nas unidades ASG e Estratégia Governo

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O Banco do Brasil anuncia mudanças na liderança das unidades ASG e de Estratégia Governo. José Alves assume a gerência geral da Unidade ASG após atuar como executivo na área. Alves liderou a Ação Estratégica COP30 no BB. Já na Unidade Estratégia Governo (UEG), a nova gerente-geral é Michele Alencar, que dá continuidade às iniciativas da área, onde já exercia a função de executiva.

José Alves possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP), MBA em Comércio Exterior pela Universidade Paulista (Unip), em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e aperfeiçoamento em Setor Público pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Em 27 anos de empresa, Alves atuou nos segmentos varejo, atacado e setor público, dedicado à estratégia de negócios com governos estaduais e municipais.

Michele Alencar é graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com MBA em Governança de Tecnologia da Informação pela Fundação Instituto de Administração (FIA), MBA em Controladoria e Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e especialização em Tecnologia, Inovação e Inteligência pelo Instituto César. No BB desde 2003, atuou nos segmentos varejo e governo, bem como na Diretoria de Controles Internos, com ênfase em governança, estratégia e inovação.

A Unidade ASG é responsável por planejar novos negócios e projetos ASG e ações de Sustentabilidade Empresarial do Banco, de Diversidade, Equidade e Inclusão, relacionadas aos programas sociais, ambientais, climáticos e de investimento social privado, com foco em Direitos Humanos e de gestão do risco social, ambiental e climático em 1ª linha de defesa. Ainda, coordena a Agenda de Sustentabilidade do Banco, atualizando a Agenda 30 BB, o principal instrumento indutor de práticas e negócios ASG da instituição, e apoia as áreas na definição de ações e indicadores que mensuram a performance sustentável do Banco do Brasil.

A Unidade Estratégia Governo (UEG) é responsável pelo desenvolvimento de soluções e estratégias voltadas ao Mercado Setor Público. Atua na gestão de clientes, produtos e canais, com a formulação, coordenação e integração das iniciativas que asseguram inovação e satisfação dos clientes. Também é responsável pela prospecção, estruturação de soluções e gestão de fundos e programas governamentais, promovendo resultados sustentáveis para o Banco.

Fonte: Banco do Brasil

Mudanças no BB geram insegurança; dirigentes cobram garantias para funcionários

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A movimentação anunciada pelo Banco do Brasil na sua rede de atendimento está causando muitas dúvidas e insegurança em funcionários lotados na base de atuação do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

Na gerência de investimentos (Geinv), em todos os prefixos houve redução de vagas dos gerentes de relacionamento. Mesmo com a garantia do banco de que todos os comissionados terão seus salários mantidos em vagas no mesmo município, a maioria dos funcionários da dependência terá de optar entre ter redução salarial ou procurar outro local com vaga disponível.

“A promessa de resolver problemas na rede de atendimento está trazendo mal estar entre os funcionários da Geinv, que estão apreensivos porque não conseguirão manter o salário no mesmo prefixo e terão ou de se deslocar para outras agências ou aceitar a redução salarial para permanecer no mesmo prefixo”, destaca Leonardo Imbiriba Diniz, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancário do BB.

Queremos garantias

O Sindicato acompanha também a transferência dos agentes comerciais para agências com claros, uma das mudanças prometidas pela reestruturação.

Também cobra do banco medidas para atenuar os impactos dessa movimentação durante o processo de realocação e adaptação, que poderá ser radical em alguns casos. Após outra cobrança, banco já se comprometeu com a questão da preparação para capacitações, cursos e certificações.

“Essa movimentação trouxe oportunidades em alguns casos, mas algumas questões seguem preocupando o movimento sindical. Nosso compromisso é acompanhar e garantir que o processo seja concluído com a melhor alocação possível para todos os funcionários. Algo que também nos preocupa é a quantidade de claros e o eventual prejuízo do atendimento nas regiões mais distantes e periféricas, por isso é fundamental que, além dessas movimentações, o banco realize concurso para preencher essas vagas e cumprir seu papel social”, enfatiza Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

A movimentação

O Banco do Brasil anunciou uma série de mudanças na sua rede de atendimento que prevê a criação de mais de 1.100 novas funções comissionadas, com foco no fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes.

Novas oportunidades e reforço na rede

De acordo com o BB, serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas e em segmentos com alto potencial de crescimento.

Entre as mudanças está o acionamento de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que não contam com gerência média, a fim de garantir que 100% das unidades passem a ter ao menos dois comissionados.

Além disso, 15 unidades de negócios serão transformadas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e movimentação de equipes para melhor atender demandas futuras.

As principais áreas que receberão reforço de pessoal incluem:

  • Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv);
  • Private Investidor e Megaprodutor;
  • Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido;
  • Carteira Digital Setor Público;
  • Agência Digital PJ;
  • Gerag e Gcash Atacado.

Movimentações e cuidados com os funcionários

O banco informou que as movimentações considerarão o fluxo de atendimento presencial e a demanda por especialização em cada localidade. Segundo a instituição, haverá oportunidades suficientes de lateralidade ou ascensão no mesmo município para os comissionados que eventualmente fiquem em excesso em unidades com ajustes de quadro.

“No caso de cobranças excessivas ou qualquer situação atípica, o Sindicato está à disposição e deve ser acionado”, orienta Antônio.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB anuncia criação de mais de 1,1 mil novas funções comissionadas e reforço no atendimento especializado

Publicado em: 29/01/2026

O Banco do Brasil apresentou, nesta terça-feira (27 de janeiro), um amplo conjunto de mudanças na sua rede de atendimento, incluindo a criação de mais de 1.100 novas funções comissionadas em todo o país. O objetivo, segundo a instituição, é fortalecer o atendimento consultivo e especializado, alinhando a operação às novas demandas do mercado financeiro e ao comportamento atual dos clientes.

De acordo com o BB, as mudanças fazem parte de uma estratégia para adequar o modelo de relacionamento às transformações do setor financeiro. Embora os canais digitais já representem cerca de 94% das transações, cresce a necessidade de atendimento presencial especializado em áreas estratégicas, especialmente para clientes que demandam consultoria, orientação avançada e soluções de maior complexidade.

Após um estudo de dimensionamento nacional, o banco informou que serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas. Entre as principais medidas anunciadas está a atuação de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que atualmente não possuem gerência média. Com isso, todas as unidades passarão a contar com pelo menos dois comissionados, garantindo maior consistência no atendimento.

Além disso, 15 unidades de negócios serão convertidas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e redistribuição de equipes para atender de forma mais eficiente às demandas projetadas.

As oportunidades de reforço no quadro abrangem áreas consideradas essenciais para o crescimento do banco:

  • Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv);
  • Private Investidor e Megaprodutor;
  • Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido;
  • Carteira Digital Setor Público;
  • Agência Digital PJ;
  • Gerag e Gcash Atacado.

Movimentações internas e compromisso com os trabalhadores

O Banco do Brasil afirmou que as movimentações respeitarão o fluxo de atendimento de cada região e a necessidade de especialização local. A direção garantiu que haverá oportunidades de lateralidade ou ascensão profissional dentro do próprio município para os comissionados que venham a ficar excedentes após ajustes de quadro.

Em reunião com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), os representantes do BB anunciaram que o foco seria o fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes. Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., é fundamental que qualquer processo de reorganização venha acompanhado de garantias aos funcionários.

“O banco apresentou um movimento amplo, que envolve criação de funções, realocação de equipes e mudanças no modelo de atendimento. Nosso papel é acompanhar de perto para assegurar que essas transformações não gerem prejuízos aos trabalhadores, que haja oportunidades suficientes no próprio município e que os critérios sejam claros e justos”, destacou Gustavo.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Maringá e Região com Contraf-CUT

Com passivo de R$ 135 milhões, BB é o maior credor da Aliança Agrícola do Cerrado

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Já faz alguns trimestres que o Banco do Brasil vê a inadimplência do agro subir em seus balanços, e agora, um caso notório deu cor ao que são apenas números na instituição financeira.

Na lista com 50 credores anexada pela Aliança Agrícola do Cerrado ao pedido de tutela cautelar feito esta semana, o banco estatal lidera o ranking de passivos.

Do total de R$ 1,1 bilhão em dívidas, o BB é responsável por R$ 134,9 milhões, de acordo com o documento no qual o AgFeed teve acesso. Instituições financeiras são a grande maioria da lista, que relaciona apenas credores com valores acima de R$ 1 milhão. Bancos como Santander (passivo de R$ 95 milhões), Macquarie Bank (R$ 104 milhões), ABC (R$ 41 milhões) e Bradesco (R$ 56 milhões) estão entre elas.

Gestoras e players da Faria Lima também figuram no processo: XP e Multiplike, com R$ 80 milhões e R$ 24 milhões, respectivamente. A securitizadora Ecoagro, uma das responsáveis por expor a crise da trading de controle russo ao executar garantias logo após um calote no pagamento mensal de juros, soma R$ 110 milhões no documento.

Outros montantes expressivos ficam a cargo do Sicoob com R$ 65 milhões, Banco Industrial do Brasil, com R$ 40 milhões e Banco Pine, com R$ 38 milhões em passivos.

A lista mostra poucos players do agro, como a cooperativa LAR, a Agrícola Alvorada e a Itahum Export Comércio de Cereais. Entre armazéns, fornecedores de insumos e cooperativas, são quase R$ 140 milhões em passivos distribuídos em montantes menores, embora milionários.

O pedido de tutela cautelar da Aliança Agrícola do Cerrado, ocorrido no final desta semana, veio após semanas de silêncio da companhia com credores, investidores e parceiros comerciais. E-mails não respondidos, ligações ignoradas e até a exclusão de perfis de executivos no LinkedIn passaram a ser interpretados, nos bastidores, como o prenúncio de um processo de insolvência.

Controlada pelo grupo russo Sodrugestvo, do empresário Alexander Lutsenko, a trading desapareceu do radar do mercado no início de janeiro, pouco antes do vencimento antecipado de dívidas e da execução de garantias.

A empresa então protocolou um pedido de tutela de urgência cautelar na Justiça de São Paulo para suspender o pagamento de dívidas por 60 dias, o chamado stay period, numa tentativa de ganhar fôlego para negociar com credores, buscar novos financiamentos ou avaliar alternativas como parcerias e arrendamentos.

O pedido segue em análise, mas teve seu segredo de justiça negado pelo juíz Marco Antonio Abdallah Deotti Ibrahim. Segundo um advogado que acompanha de perto o processo, a estratégia adotada pela companhia acabou produzindo o efeito oposto ao desejado.

“Até o final do ano passado, havia comunicação permanente com credores. De repente, a empresa adotou uma estratégia de silêncio absoluto, sem responder e-mails ou ligações, provavelmente já costurando essa tutela com efeitos de recuperação”, afirmou ao AgFeed.

Fonte: AgFeed

Banco do Brasil pode lançar novo concurso neste primeiro semestre de 2026

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O concurso Banco do Brasil ainda não teve edital oficialmente confirmado, mas diversos fatores internos e institucionais reforçam a expectativa de uma nova seleção ao longo deste ano.

Apesar das movimentações, o Banco do Brasil informa que, até o momento, não há definição formal sobre a abertura do concurso. A possibilidade de publicação do edital após o Carnaval ganhou força nos bastidores, já que uma divulgação antes do período festivo poderia impactar o cronograma operacional.

Para que o certame ocorra sem a necessidade de nova licitação, o edital precisaria ser lançado ainda no primeiro semestre de 2026. A Fundação Cesgranrio segue como a principal candidata para organizar o concurso Banco do Brasil.

O contrato entre o banco e a banca foi prorrogado até dezembro, prevendo a realização de quantos concursos forem necessários durante sua vigência. Com isso, caso o edital seja publicado dentro desse prazo, não seria preciso abrir um novo processo licitatório.

Apesar dos indícios, o Banco do Brasil reafirma que não existe decisão oficial sobre a realização de um novo concurso. A instituição informou que qualquer novidade será divulgada exclusivamente por seus canais oficiais.

Déficit de pessoal reforça possibilidade de edital

Um dos principais argumentos a favor de um novo concurso é o déficit de pessoal, estimado em cerca de 8 mil vacâncias. Mesmo após as convocações do concurso de 2022, o banco ainda enfrenta necessidade de recomposição do quadro funcional.

Em setembro de 2024, foi iniciado um levantamento interno de vagas, procedimento comum que costuma anteceder a autorização de concursos públicos. O banco firmou um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que prevê remoções incentivadas até 2026.

Os funcionários puderam solicitar mudanças de função ou unidade com apoio financeiro. Esse tipo de reorganização interna geralmente ocorre antes de concursos, pois ajuda a identificar áreas com maior carência de servidores.

Outro ponto relevante é a Proposta Global, apresentada em agosto de 2024, que prevê alterações nas carreiras e ajustes salariais. O documento menciona a possibilidade de criação de até 7,2 mil vagas, especialmente na rede de negócios.

Entre as previsões estão novas funções com jornadas de seis e oito horas, além de cargos de Gerente de Relacionamento. Ainda não há definição se essas vagas seriam ofertadas em um único edital ou de forma escalonada.

Possível edital exclusivo para PcD

O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou que o Banco do Brasil realize concurso com vagas específicas para pessoas com deficiência (PcD), após identificar que o percentual mínimo legal não foi atingido.

Caso a recomendação seja acatada, o banco pode lançar um edital exclusivo ou ampliar a reserva de vagas em futuros concursos. A maior expectativa no concurso Banco do Brasil é para o cargo de Escriturário – Agente Comercial, que exige nível médio completo.

No concurso de 2022, todos os aprovados para essa função já foram convocados, o que impede novas nomeações pelo edital vigente. Com o déficit de pessoal ainda elevado, a abertura de novo concurso para essa carreira em 2026 é considerada possível.

Já para o cargo de Agente de Tecnologia, a expectativa é menor, pois ainda existem aprovados que podem ser convocados até julho de 2026. No último edital, o salário inicial do Escriturário foi de aproximadamente R$ 3,6 mil, podendo chegar a cerca de R$ 3,9 mil após reajustes.

A jornada é de 30 horas semanais. Os benefícios incluem:

  • Participação nos lucros e resultados (PLR)
  • Auxílio-alimentação
  • Vale-transporte
  • Auxílio-creche
  • Previdência complementar
  • Plano de saúde e plano odontológico
  • Programas de capacitação e desenvolvimento profissional

Formato das provas

Caso a Cesgranrio seja mantida como banca, o concurso deve seguir o modelo de 2022, com prova objetiva e redação. Após a aprovação, os candidatos ainda passam por procedimentos admissionais e perícia médica.

As disciplinas cobradas costumam incluir:

  • Língua Portuguesa
  • Língua Inglesa
  • Matemática
  • Matemática Financeira
  • Atualidades do Mercado Financeiro
  • Conhecimentos Bancários
  • Informática
  • Vendas e Negociação

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Justiça determina reabertura de agências do Banco do Brasil no Maranhão

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A Justiça determinou que o Banco do Brasil mantenha o atendimento nas agências de São Luís (Cohatrac e Reviver), Bacabal (Teixeira Mendes), Imperatriz (Praça da Cultura) e Caxias (Volta Redonda), evitando o fechamento, suspensão ou redução dos serviços. Além disso, o banco deve garantir que os serviços ofertados nessas unidades sejam mantidos.

O Banco do Brasil também está obrigado a manter as agências em Amarante do Maranhão, Itinga do Maranhão, Lima Campos, Matões, Olho d’Água das Cunhãs, Parnarama e as unidades Alemanha e Anil em São Luís. Essas agências não podem ser transformadas em postos de atendimento. Caso já tenham sido fechadas ou transformadas, o banco deverá reabrir as unidades, com estrutura e funcionários para atender a população local.

A decisão também impôs ao banco o pagamento de R$ 54 milhões em indenização por danos morais coletivos, a ser depositado no Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

As determinações foram feitas pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, ao julgar uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC/MA). A ação questiona o Plano de Reorganização do Banco do Brasil, anunciado em 11 de janeiro de 2021.

Segundo o IBEDEC, a medida é abusiva, pois altera unilateralmente a prestação de serviços essenciais. A ação também destaca o impacto da pandemia de Covid-19, que poderia agravar a aglomeração de pessoas e expor a população a riscos sanitários e exclusão social.

O IBEDEC ainda informou que uma pesquisa do IBGE, de 2017, apontou que o Maranhão é o estado com menor acesso à internet no país. Para a entidade, a imposição do atendimento digital à população composta por idosos, aposentados, trabalhadores rurais e pessoas com baixa familiaridade digital torna esses consumidores ainda mais vulneráveis, promovendo a exclusão financeira.

O g1 solicitou um posicionamento para a instituição financeira, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem.

Fundamentos da decisão judicial

Na decisão, o juiz lembrou que a Constituição Federal de 1988 garante a livre iniciativa, mas também estabelece que a ordem econômica deve priorizar a defesa do consumidor e a função social da propriedade e da empresa. O objetivo, conforme a Constituição, é garantir uma existência digna e respeitar a justiça social.

Além disso, o fechamento de cinco agências em cidades polo e a transformação de outras sete unidades em postos de atendimento (com serviços limitados) configuram uma falha na prestação do serviço, violando o Código de Defesa do Consumidor.

Embora o Banco do Brasil tenha justificado a medida com a alta taxa de transações online (92,7%), o juiz considerou que o lucro do banco não pode se sobrepor aos custos sociais e humanos que essa mudança impõe à população, o que, segundo ele, representa uma grave lesão à dignidade humana.

Fonte: G1

Banco do Brasil vai fechar posto no Foro Trabalhista de Pelotas

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O Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região, por meio de sua diretoria, manifestou-se contrariamente ao encerramento do Posto de Atendimento Bancário (PAB) do Banco do Brasil, instalado no Foro Trabalhista de Pelotas. Em ofício enviado à direção do banco, a entidade sindical pede a reversão da medida, pois há o entendimento de que o fechamento representa um prejuízo direto ao atendimento da população e compromete o acesso a serviços essenciais ligados à atividade jurídica.

O PAB cumpre papel estratégico no atendimento a trabalhadores, advogados, servidores e usuários do Foro, especialmente para operações relacionadas ao saque de requisições de pequeno valor (RPVs), precatórios, alvarás judiciais, além do recolhimento de custas e depósitos judiciais. A retirada desse serviço do espaço físico do Foro, na visão dos sindicalistas, tende a dificultar o cotidiano de quem depende desses atendimentos, ampliando deslocamentos e burocracias.

O Sindicato também ressalta que não há agência do Banco do Brasil nas imediações do Foro Trabalhista, o que torna ainda mais frágil qualquer argumento de que o encerramento poderia ser compensado por unidades próximas. Na avaliação da entidade, trata-se de um serviço com função social relevante, que deve ser preservado em respeito ao interesse público.

A preocupação com o fechamento do PAB também foi compartilhada por outras instituições. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção de Pelotas encaminhou ofício ao presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) alertando para os impactos negativos da medida e solicitando esforços institucionais para garantir a manutenção do atendimento bancário no Foro. A assessoria de imprensa do Banco do Brasil foi contatada, mas ainda não retornou à reportagem.

Fonte: Jornal do Comércio

Banco do Brasil adota postura cautelosa para dividendos

Publicado em: 22/01/2026

O Banco do Brasil definiu um payout de apenas 30% para 2026. Isso significa que o banco vai destinar apenas 30% de seu lucro líquido para o pagamento aos acionistas através de mecanismos de Juros sobre Capital Próprio e Dividendos. O valor é considerado baixo no mercado.

A postura mais cautelosa reflete o momento atual do Banco do Brasil. Sem o mesmo crescimento agressivo de seus pares do setor – principalmente Itaú e Bradesco –, o Banco do Brasil viu os resultados de 2025 ficarem aquém das expectativas.

Nos resultados do terceiro trimestre, divulgados em novembro, o Banco do Brasil reportou queda de 60,2% no lucro líquido recorrente. A cifra somou apenas R$ 3,78 bilhões. A expectativa do mercado era de que o valor pudesse chegar a R$ 4,03 bilhões.

Não foi o único número preocupante do balanço. O ROAE, sigla utilizada para definir o retorno sobre o patrimônio líquido médio, chegou a 8,4%. É o nível mais baixo em quase uma década. A diferença na comparação anual é de 12,7 pontos percentuais.

Esse indicador é importante porque mostra quanto a empresa consegue gerar de lucro a partir do capital dos próprios acionistas. É uma métrica utilizada para comparar a rentabilidade e diferentes bancos, independente do tamanho e da linha de atuação de cada um.

O payout de 30% não chega a surpreender. O BB já havia reduzido a margem em 2025 para o mesmo patamar. A postura mais conservadora indica também preocupação com os níveis de inadimplência registrados pela instituição. Um momento mais delicado do agro tem atrapalhado o banco, que depende do setor.

Para os esperançosos de plantão, a expectativa é de pagamentos extraordinários de dividendos. Esse valor não entraria na conta dos 30% destinados para payout. Isso vai depender, claro, de bons resultados nos próximos trimestres.

Fonte: Times Brasil

Banco do Brasil deixa o ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo

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Não é só na bolsa de valores que o Banco do Brasil vem perdendo espaço. Além de deixar o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3, o BB saiu do seleto grupo das 500 marcas mais valiosas do mundo em 2025.

A lista das marcas globais de maior valor foi atualizada nesta terça-feira (20) pela consultoria inglesa Brand Finance e, agora, só conta com um representante brasileiro: o Itaú.

O Banco do Brasil aparecia na 467ª posição do ranking no início de 2025, com uma marca avaliada em US$ 5,2 bilhões. Mas, agora, ficou de fora do levantamento.

A Brand Finance não explicou o que motivou a exclusão, mas no ano passado havia destacado a “estabilidade e confiabilidade” do BB. “Como uma das instituições financeiras mais antigas do país, o Banco do Brasil desfruta de patrimônio e credibilidade inigualáveis”, disse, em 2025.

No ano passado, no entanto, o BB viu seus resultados encolherem, devido ao aumento da inadimplência no agronegócio e das provisões. E ainda foi apontado como o banco brasileiro mais suscetível às sanções da Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras.

Com isso, o Banco do Brasil perdeu espaço nas recomendações de investimento de muitos analistas e teve um ano turbulento na bolsa. Tanto que perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado em 2025 e caiu da 6ª para a 11ª posição da lista de maiores empresas da B3.

O salto do Itaú

Por outro lado, o Itaú disparou na bolsa e ainda ampliou o seu valor de marca em 15%, subindo 20 posições no levantamento da Brand Finance.

Com isso, o banco apresenta a 254ª marca mais valiosa do mundo em 2026, avaliada em US$ 9,9 bilhões. Isto é, pouco mais de R$ 53 bilhões no câmbio atual.

Segundo o diretor-gerente da Brand Finance no Brasil, Eduardo Chaves, o crescimento do valor de marca do Itaú reflete o forte crescimento das receitas e os ganhos de participação de mercado no Brasil.

O movimento foi impulsionado pelo avanço do crédito e da estratégia de banco digital do Itaú, mas também por campanhas publicitárias eficazes, de acordo com o especialista.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Banco do Brasil lança manual de garantias públicas para concessões e PPPs

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O Banco do Brasil lançou o Manual de Garantias Públicas para Concessões e PPPs, em parceria com o escritório Manesco Advogados e a Accenture, durante o Fórum Nacional de PPPs 2025. O documento também contou com o apoio do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) e do Tesouro Nacional. Assista à transmissão do evento neste link.

O documento foi estruturado em um passo a passo de sete etapas, descrevendo o fluxo ideal desde a concepção da garantia até a contratação do agente fiduciário. Além disso, o estudo avaliou mais de 20 fontes de garantias utilizadas no país, reuniu a análise de mais de 60 contratos e entrevistou 40 grupos entre entes públicos e privados.

Segundo o gerente de Soluções do Banco do Brasil, Leiner Bastos, a ideia é “disseminar melhores práticas” e lançar um manual a cada ano. Ele adiantou ainda que pretende propor ao PPI, para 2026, a elaboração de um manual voltado especificamente para a gestão contratual.

Durante o evento, o Banco do Brasil também anunciou que deve assinar em breve um protocolo de intenções com o FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável) para estudar novas formas de utilização de instrumentos de garantia em concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas).

Bastos afirmou que o objetivo é dar “segurança jurídica de que vai ser assinado no curto prazo” e preparar o terreno para que, nos próximos anos, banco e fundo desenvolvam soluções conjuntas de mitigação de risco.

Investidores estrangeiros

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) apresentou uma coleção de 11 guias de investimentos voltados ao investidor internacional interessado em infraestrutura.

Fruto de parceria com o PPI, os materiais abrangem temas como energia elétrica, logística – incluindo portos, hidrovias, aeroportos, rodovias e ferrovias –, florestas e mecanismos de fomento. Segundo Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil, os guias têm o objetivo de orientar investidores estrangeiros sobre ambiente regulatório, segurança jurídica e oportunidades de negócios no país.

Seguro e capitalização

Também foi realizado no evento o lançamento do Guia Prático de Seguros e Capitalização para Concessões e PPPs, do Ministério dos Portos e Aeroportos, em conjunto com a CNseg. A diretora de Assuntos Econômicos da pasta, Helena Venceslau, reforçou a necessidade de aperfeiçoamento do setor.

Ela observou que o mercado segurador tem participado de audiências públicas e contribuído para projetos considerados inovadores, como o canal de acesso ao Porto de Paranaguá e concessões de hidrovias, onde já se testam gatilhos de compartilhamento de risco entre poder concedente e concessionário.

Venceslau afirmou que o próximo passo é evoluir no seguro de operador portuário, que é obrigatório, mas cercado de desafios tanto na oferta quanto na contratação. Segundo ela, o ministério e a CNseg estudam como esse tipo de seguro é estruturado em outros países para eventualmente modernizar a legislação brasileira, tornando o produto mais eficiente e reduzindo a judicialização.

O diretor-presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, acrescentou que as PPPs vêm ganhando espaço devido à falta de recursos dos estados, mas exigem gestão constante e profundo cuidado na elaboração. Ele observou que os primeiros contratos do país não foram dos melhores e que “até hoje estamos administrando os problemas”, reforçando que uma matriz de riscos detalhada é essencial para garantir eficiência e previsibilidade.

Fonte: Programa de Parceria de Investimentos

BB: posicionamento estratégico e seus reflexos nas relações de trabalho

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A partir de meados de 2016, o Banco do Brasil passou por uma inflexão estratégica com impactos diretos sobre sua função social e sobre as relações de trabalho. Desde então, o banco passou a priorizar a lógica de mercado, a rentabilidade e a geração de valor para os acionistas, em detrimento de seu papel histórico como instrumento de desenvolvimento econômico e social do país.

Nos últimos anos, o BB intensificou a prestação de contas ao mercado financeiro, realizando apresentações trimestrais a investidores, lives institucionais com a alta administração e eventos como o Investor Day, inclusive no exterior. Em contraste, deixou de cumprir a prestação de contas semestral ao Congresso Nacional sobre sua atuação na execução de programas e políticas públicas, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Na prática, são nove eventos anuais voltados ao mercado e nenhum destinado à sociedade.

Questiona-se por que o Governo indica representantes na governança do Banco do Brasil se não para orientar sua atuação em consonância com o interesse público. Como banco público, o BB deveria priorizar objetivos e programas de interesse governamental, e não demonstrar aversão à sua dimensão pública.

O controle estatal garante ao BB a gestão e a custódia de recursos e fundos públicos, assegurando acesso a fontes estáveis de financiamento e receitas. Além disso, quando necessário, o banco conta com o suporte de capital do Tesouro Nacional, como ocorreu em capitalizações recentes.

Sobre a Função Social da Empresa Estatal

O cumprimento da função social da empresa estatal ocorre pela efetiva realização do interesse coletivo. Isso implica reconhecer que as empresas estatais não devem se guiar simplesmente pelos interesses privados, estando vinculadas ao interesse coletivo. Ou seja, todo empreendimento estatal é constituído para atender a um objetivo estratégico — o interesse coletivo — muito além da mera obtenção de recursos para o Estado (via dividendos, por exemplo).

Logo, a empresa estatal pode — e deveria, para cumprir sua função social — construir caminhos de gestão e execução de políticas públicas que julgue mais adequadas à proteção do interesse coletivo, ainda que em prejuízo da maximização dos lucros. Essa matéria está tratada também na Lei nº 13.303/2016, a denominada Lei das Estatais. No caso do Banco do Brasil, sua função social foi estabelecida na Lei nº 4.595/1964 (Lei da Reforma Monetária).

Na crise financeira global de 2008, o BB cumpriu função anticíclica, apoiou o país e fez crescer sua participação no mercado — segundo dados do Banco Central, entre dezembro de 2007 e dezembro de 2010, sua posição em ativos passou de 13,4% para 20,7% do PIB, e, na oferta de crédito, de 5,2% para 8,9% do PIB. Em 2012, o BB liderou o movimento de redução das taxas e spreads bancários (Programa Bom para Todos).

Os exemplos citados demonstram que o exercício da função social do Banco do Brasil atende ao interesse coletivo e também gera resultados positivos para a própria instituição e para o país. No período recente, porém, a adoção de uma estratégia alinhada aos bancos privados levou à perda de participação de mercado — incluindo a ultrapassagem pelo Itaú Unibanco em 2018 — e à exclusão de clientes e segmentos considerados menos rentáveis. Essa inflexão decorre da mudança na estratégia de atuação do banco, materializada na Estratégia Corporativa do Banco do Brasil (ECBB).

A Estratégia Corporativa em execução e o interesse coletivo

Até 2016, a missão do Banco do Brasil explicitava o compromisso com o desenvolvimento sustentável do país e o cumprimento de sua função pública, com ênfase na inclusão social e produtiva. Esse direcionamento foi rompido em setembro de 2016, após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, quando o BB passou a se apresentar como “Banco de Mercado com Espírito Público”, priorizando rentabilidade, experiência do cliente e transformação digital.

Nesse novo direcionamento, a partir de 2019, a missão deu lugar ao propósito, que, na ECBB 2025–2029, é: “Ser próximo e relevante na vida das pessoas em todos os momentos. Cuidar do que é valioso para as pessoas”.

Por sua vez, os objetivos indicados no Mapa Estratégico também se distanciam, em sua formulação, do interesse coletivo acima referido, a saber:

  • Proporcionar a melhor experiência aos clientes em todos os momentos (dimensão Clientes);
  • Criar valor e gerar resultados sustentáveis (dimensão Financeira);
  • Ser protagonista em sustentabilidade e na promoção de negócios e práticas ASG;
  • Evoluir nosso jeito de trabalhar para acelerar a transformação digital e a inovação (dimensão Processos);
  • Ter as pessoas engajadas com os valores do BB e promotoras da colaboração, respeito e inclusão (dimensão Pessoas).

Então, indaga-se: a que preço a administração “fez desaparecer” os compromissos do BB com o interesse coletivo em troca de seu novo propósito e da priorização da rentabilidade, da otimização do capital e da geração de valor para os acionistas?

A história tem mostrado que essa busca da rentabilidade tem resultado na definição de metas financeiras de “retorno livre de risco” acima de 20%, as quais acabam por excluir clientes e mercados definidos como menos promissores.

A Estratégia Corporativa em execução: a geração de valor para os acionistas…

Essa supremacia da racionalidade empresarial privada fica transparente no discurso da Administração, conforme atestam excertos selecionados do Relatório de Administração 2024 do Banco do Brasil:

“Temos trabalhado continuamente para entregar um Banco do Brasil personalizado para cada cliente, com relacionamento próximo e experiência figital. Desta forma, a geração de negócios é sustentável, e o retorno aos nossos acionistas e à sociedade é uma consequência natural do nosso jeito de ser BB.

Além de remunerar acionistas e sustentar o crescimento do crédito, geramos R$ 85,4 bilhões em valor adicionado à sociedade, considerando impostos, salários, dividendos e outros componentes.
(…)
Em 2025, renovamos nosso compromisso de gerar resultados sustentáveis para nossos acionistas, ao mesmo tempo em que agregamos valor à sociedade. Nosso propósito é estar sempre presente e relevante na vida das pessoas, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil.” (grifamos)

O discurso da Administração do Banco do Brasil expressa uma opção ideológica clara pela geração e maximização de valor para os acionistas, tratando esse objetivo como o propósito central da empresa e orientador de todas as decisões de gestão. Essa lógica subordina a atuação do banco à valorização financeira, medida pelo valor da ação, pelo valor de mercado e pela distribuição de resultados.

Nessa perspectiva de “todo o poder ao acionista”, a governança corporativa passa a operar como instrumento de financeirização do banco, impondo altas taxas de retorno livre de risco e, quando necessário, promovendo a venda de participações societárias, afastando-se progressivamente de seu compromisso histórico com o desenvolvimento sustentável do país.

Conforme afirmado, a lógica de criação de valor para o acionista, ao orientar todas as práticas e decisões empresariais e exercer pressão sobre os administradores com vistas à ampliação da margem financeira e à otimização de despesas administrativas, tem resultado em:

a) elitização da clientela, via oferta de crédito com elevadas taxas de retorno livre de risco e foco na digitalização do atendimento e no rejuvenescimento da clientela;
b) redução da rede de atendimento: o número de agências passou de 5.544 em junho de 2015 (5.428 em junho de 2016) para 3.983 em dezembro de 2022 (3.987 em setembro de 2025), com impactos significativos nos territórios de menor dinamismo econômico, em especial na Região Nordeste;
c) consolidação do modelo de negócios do BB como plataforma digital de comercialização de produtos e serviços financeiros e não financeiros voltada para clientes e não clientes de alta maturidade digital, reforçando a elitização da clientela e a transferência de serviços e custos para o autoatendimento remoto;
d) redução do número de funcionários: o quadro saiu de 112.325 em junho de 2015 (109.615 em junho de 2016) para 85.953 em dezembro de 2022 (85.802 em setembro de 2025), enquanto o número de clientes e contas cresceu, evidenciando a intensificação do trabalho bancário;
e) redefinição do modelo de trabalho e de atendimento, com extinção ou redução de cargos ligados ao suporte operacional e ao atendimento presencial, sobrecarga de trabalho e piora da qualidade do atendimento;
f) adoção da remuneração variável como elo entre a geração de valor para os acionistas e o engajamento das equipes, subordinando o desenvolvimento profissional ao cumprimento de metas financeiras.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

O que o mercado espera dos bancos em 2026; veja o que revela Goldman Sachs

Publicado em: 16/01/2026

O Goldman Sachs avalia que 2026 tende a ser mais um ano sólido para os bancos brasileiros, após o forte desempenho de 2025, com expectativa de crescimento moderado a robusto do crédito, apoiado por mercado de trabalho resiliente, estímulos fiscais e novas modalidades, como o consignado privado. Mesmo com a Selic ainda restritiva, o banco projeta crescimento do crédito em torno de 9,5% ao ano e vê a qualidade dos ativos relativamente estável, com riscos de inadimplência considerados moderados, além de destacar fatores regulatórios e o ambiente político em 2026.

Na Bolsa, o setor começou 2026 em ritmo mais cauteloso, após fortes valorizações no ano passado. Itaú e Bradesco avançaram 63,13% e 73,52% em 2025, enquanto o Banco do Brasil recuou 5,55%. Neste início de ano, predomina um movimento de acomodação dos preços e lateralização, o que reforça a importância dos níveis técnicos de curto prazo, com o Goldman mantendo compra para o Itaú e recomendação neutra para Bradesco e Banco do Brasil.

Para entender até onde o preço de Bando do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

As ações do Banco do Brasil iniciaram 2026 em movimento de baixa, acumulando recuo de 3,28% no ano, após também terem encerrado 2025 no negativo, com queda de 5,55%. Diferentemente de outros grandes bancos, o papel segue enfrentando um ambiente de menor apetite comprador, o que se reflete diretamente em sua dinâmica de preços.

No gráfico diário, BBAS3 vem negociando de lado, com o preço oscilando dentro de uma faixa bem definida, o que reforça a leitura de consolidação no curto prazo. Atualmente, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando fragilidade técnica e exigindo atenção redobrada aos próximos pregões.

Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, será necessário inicialmente superar a média móvel na região de R$ 21,71. Acima desse patamar, a quebra da resistência em R$ 22,20 tende a melhorar a leitura gráfica, abrindo espaço para avanços em R$ 23,48, R$ 24,71, R$ 25,48 e R$ 26,21.

Por outro lado, a perda da região de R$ 21,05 pode reforçar o fluxo vendedor no curto prazo. Abaixo desse nível, o mercado passa a monitorar o suporte em R$ 19,93, cuja quebra tende a intensificar o movimento de baixa, com próximos níveis em R$ 18,04, R$ 17,27, R$ 15,26 e R$ 13,24.

Análise técnica Bradesco (BBDC4)

As ações do Bradesco começaram 2026 com leve alta, acumulando avanço de 0,09% no ano, após um desempenho bastante expressivo em 2025, quando o papel registrou valorização de 73,52%. Apesar do forte histórico recente, observo que o ativo entrou em um período de maior acomodação, especialmente após testar uma região técnica decisiva.

No gráfico diário, BBDC4 negocia de forma lateral, após encontrar forte resistência na faixa dos R$ 19,45, nível que vem se mostrando decisivo e tem limitado novas tentativas de avanço. Atualmente, o papel negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça um viés de cautela no curto prazo e indica ausência de força compradora consistente.

Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, será necessária a recuperação da média curta na região de R$ 18,44. Superado esse nível, o rompimento da resistência em R$ 19,45 tende a destravar um movimento mais consistente de alta, com projeções em R$ 19,85, R$ 20,39 e, em um cenário mais estendido, na máxima histórica em R$ 20,67.

Em sentido oposto, a perda da região de R$ 18,06 pode intensificar o fluxo corretivo. Abaixo desse patamar, o mercado passa a monitorar o suporte em R$ 17,25, que atua como nível técnico importante. Caso essa faixa seja rompida, o movimento de baixa pode ganhar força, com próximos suportes em R$ 16,26, R$ 15,56, R$ 14,70 e R$ 13,73.

Análise técnica Itaú (ITUB4)

As ações do Itaú Unibanco iniciaram 2026 com leve correção, acumulando baixa de 0,11% no ano, após um desempenho bastante expressivo em 2025, quando o papel avançou 63,13%. Mesmo com o ajuste recente, destaco que o ativo mantém uma estrutura técnica positiva, sustentada por uma sequência de cinco meses consecutivos de alta — e, caso janeiro feche no campo positivo, poderá marcar o sexto mês seguido de valorização.

No gráfico diário, ITUB4 segue inserida em tendência de alta, apesar do movimento corretivo iniciado após a renovação da máxima histórica em R$ 40,48. Desde então, o papel passou a trabalhar em um fluxo de acomodação, negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que sugere um momento de equilíbrio no curto prazo e maior seletividade por parte do mercado.

Para que o ativo retome o fluxo comprador com maior consistência, considero essencial a superação da média curta na região de R$ 39,41. Acima desse patamar, o rompimento da máxima histórica em R$ 40,48 tende a destravar um novo movimento de alta, com projeções técnicas em R$ 41,22, R$ 42,58, R$ 43,00 e R$ 44,77.

Por outro lado, a perda da região de R$ 38,95 pode intensificar o movimento de correção no curto prazo. Abaixo desse nível, o mercado passa a monitorar a faixa de R$ 37,61 como suporte mais relevante. Caso esse patamar seja rompido, o fluxo vendedor tende a ganhar força, com próximos suportes em R$ 36,27, R$ 35,41, R$ 33,95 e R$ 32,87.

Fonte: Infomoney

Fim de 2025 foi um alívio para diretor do Banco do Brasil, revelam consultores

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O diretor financeiro do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias da Silva, relatou em encontro com o time de análise do BTG Pactual que se sente aliviado pelo fim do ano passado, quando a estatal teve fortes quedas nos lucros trimestrais, de cerca de 60% na comparação anual.

Os resultados de 2025 foram impactados pelo aumento de provisão para perdas esperadas, devido à alta da inadimplência, principalmente no agronegócio.

Para os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, os resultados do quarto trimestre do ano passado, que ainda não foram divulgados, devem vir com uma melhora marginal. Mas, depois da conversa com o diretor do Banco do Brasil, eles ficaram com a impressão de que a situação da estatal para este ano ainda é incerta, segundo relatório publicado no dia 12 de janeiro.

“O primeiro semestre de 2026 ainda deve ser fortemente impactado por provisões”, afirmaram. Eles acreditam, porém, que o segundo trimestre de 2026 servirá como um teste importante, porque traz os primeiros vencimentos de empréstimos que foram originados depois de mudanças na política de crédito rural do banco, que agora possui mais restrições.

“Se os pagamentos melhorarem, o BB poderá começar a ver uma recuperação mais forte no segundo semestre de 2026”, disseram os analistas.

“No geral, continuamos a acreditar que esta não será uma solução fácil, principalmente porque o BB precisará reconstruir reservas e capital —e melhorar o ROE [retorno sobre o patrimônio] enquanto se reduz o endividamento é normalmente doloroso.”

Na reunião com o BTG, o diretor financeiro reconheceu que o Banco do Brasil demorou a perceber que não possuía as garantias mais robustas para efrentar a alta dos pedidos de recuperação pelos produtores rurais, que bateram recorde no ano passado.

A instituição financeira estava muito dependente de hipotecas, enquanto seus concorrentes já tinham migrado para estruturas de títulos de crédito que oferecem maior proteção de garantias e execução mais rápida, segundo os analistas do BTG.

Ao banco, o diretor financeiro disse que a estatal está fortemente comprometida a migrar todos os novos contratos para estruturas de cessão fiduciária de títulos de crédito, que possuem mais garantias para a instituição financeira.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BTG prevê semestre difícil para o BB e adia dividendos ‘gordos’

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Após a tempestade de 2025, o mercado financeiro aguarda ansiosamente pelo “trimestre da virada” do Banco do Brasil (BBAS3), mas o BTG Pactual jogou um balde de água fria nos mais otimistas.

A visibilidade segue baixa e a recomendação permanece neutra, com preço-alvo de R$ 25. Segundo os analistas, o banco ainda precisará de tempo para digerir as provisões contra calotes no agronegócio antes de retomar a rentabilidade histórica.

O ponto de inflexão está marcado para o segundo trimestre de 2026. Este será o momento em que os primeiros vencimentos da última safra, já concedidos sob critérios mais rígidos e uma nova política de crédito, serão testados.

Se os produtores honrarem esses compromissos, o banco poderá, enfim, sinalizar uma recuperação consistente para a segunda metade do ano.

No entanto, o BTG alerta que o processo de recomposição do ROE (retorno sobre o patrimônio) e do capital raramente é veloz, citando os exemplos de Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), que levaram vários trimestres para se reerguerem de crises semelhantes.

O desafio das garantias e a “cura” do agro

Um dos pontos mais sensíveis revelados pela gestão do BB foi a percepção tardia de que suas garantias rurais eram frágeis.

Enquanto concorrentes como o Itaú (ITUB4) já utilizavam a alienação fiduciária, o Banco do Brasil ainda dependia fortemente de hipotecas tradicionais.

Agora, a estatal corre para migrar seus contratos para o novo modelo, um processo que, embora mais seguro, torna a concessão de crédito mais lenta e burocrática no curto prazo.

No front governamental, a Medida Provisória 1.314 e as mudanças nas normas do Banco Central trouxeram algum fôlego para as renegociações de dívidas rurais, que somam R$ 12 bilhões.

Apesar da demora inicial, a execução melhorou e o BB espera desembolsar até R$ 25 bilhões em programas de apoio, o que deve destravar algum alívio de capital.

Contudo, o RI do banco, Marcelo Oliveira, já sinalizou que a inadimplência acima de 90 dias ainda deve subir antes de cair, colocando os indicadores de estágio inicial sob vigilância máxima.

Dividendos: A paciência será a maior virtude

Para o investidor que busca o famoso dividend yield “gordo” do BB, a mensagem é de cautela.

O BTG projeta que o payout de 2026 deve ficar em torno de 30%, com a prioridade absoluta sendo a preservação de capital para enfrentar novos requisitos regulatórios.

Com uma estimativa de ROE na casa dos 13% para este ano, patamar inferior aos seus pares privados mais rentáveis, o Banco do Brasil deve entregar um retorno em dividendos menos atrativo que o do Itaú no curto prazo.

Apesar do múltiplo P/VPA ser considerado baixo e “não exigente”, o BTG ressalta que o banco está escolhendo crescer mais devagar para ser mais rentável no futuro.

Para quem carrega BB na carteira, 2026 será o ano de observar a eficácia dessa nova política de crédito. Se o “trimestre da virada” se confirmar entre abril e junho, o Banco do Brasil poderá encerrar o ano com uma narrativa muito mais favorável do que a atual.

Fonte: Investidor 10

BB: falta de funcionários em agências prejudica bancários, clientes e população

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A situação das agências de varejo do Banco do Brasil não está fácil para ninguém. As unidades – por conta de cargos vagos, os chamados “claros”, e da transferência de funcionários para escritórios digitais – estão com cada vez menos funcionários. Cenário este que sobrecarrega e adoece os bancários que seguem nas agências e prejudica o atendimento para os clientes e a população como um todo.

O Sindicato cobra com urgência o preenchimento dos “claros”, a valorização dos bancários da rede de varejo, além da realização de novo concurso público pelo Banco do Brasil.

“O Banco do Brasil, enquanto banco público, tem a obrigação de bem atender a população. É inadmissível que bancários sigam cada vez mais sobrecarregados nas unidades e o atendimento precarizado. Cobramos o imediato preenchimento dos claros, a valorização dos colegas das agências de varejo e a realização de novo concurso público. Vamos seguir nessa luta, inclusive levando este debate para a Campanha Nacional Unificada deste ano”, diz Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

“É importante reforçar também que o Sindicato é contrário e estará mobilizado contra qualquer eventual movimento do Banco do Brasil de fechamento de agências. O BB tem uma importante função social, da qual faz parte oferecer atendimento de qualidade para a população”, acrescenta.

Atendimento contingenciado

Já na primeira semana de 2026, em visita a agências localizadas na área de abrangência da Regional Osasco do Sindicato, dirigentes da entidade flagraram três unidades operando com o atendimento contingenciado. As agências 4867 Jardim Santo Antônio; 1528 Jardim Bela Vista; e 4706 Avenida Presidente Médici.

“O atendimento contingenciado nada mais é do que a agência permanecer de portas fechadas, sendo liberada a entrada dos clientes conforme a capacidade de atendimento. Uma situação que não pode ser normalizada de forma alguma. Flagramos clientes aguardando atendimento no sol e pessoas idosas sentadas no chão do autoatendimento [foto abaixo]”, relata o dirigente sindical e representante dos funcionários do BB na Regional Osasco do Sindicato, Diego Carvalho.

De acordo com o dirigente, existem relatos de outras agências do BB operando com atendimento contingenciado em outras regiões da base de atuação do Sindicato.

“Esta situação é tão normalizada que existe até mesmo normativo para contingenciar o atendimento. Diante da falta de funcionários, o gestor da unidade indica no Sistema Geral de Continuidade de Negócios a necessidade do contingenciamento. A partir daí a solicitação vai para análise da superintendência administrativa (Super Adm), responsável pela autorização. Ou seja, é a precarização das agências de varejo e do atendimento normalizada institucionalmente no Banco do Brasil”, indigna-se Diego Carvalho.

“É preciso deixar claro que os gestores das unidades não possuem qualquer responsabilidade sobre esta situação. São tão vítimas quanto os demais bancários e a população. Vivem o dilema de manter o funcionamento regular, com dificuldades para atender e sobrecarregando os bancários; ou contingenciar o atendimento, penalizando os clientes. É preciso que o banco assuma a responsabilidade e garanta condições de trabalho adequadas para os bancários e atendimento digno para a população”, conclui o dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região