Banco do Brasil desafia o mercado e vê recuperação do agro, mas números acendem alerta para 2026

Publicado em: 08/01/2026

O Banco do Brasil sustenta que o agronegócio já dá sinais de recuperação, mas dados de mercado e relatos de produtores indicam um cenário mais delicado. A inadimplência no crédito rural segue em alta, o crédito ficou mais restritivo e a carteira prorrogada do banco saltou para níveis recordes, criando riscos relevantes para resultados e dividendos em 2026.
Inadimplência no agro sobe e pressiona o crédito

O agronegócio brasileiro enfrenta um ciclo adverso marcado por queda nos preços das commodities agrícolas, aumento dos custos de produção e margens comprimidas. Nesse ambiente, a inadimplência rural avançou e forçou os bancos a endurecer as exigências de garantias.
No caso do Banco do Brasil, líder absoluto no crédito ao agro, a consequência direta é a redução da oferta de novos financiamentos, justamente em um momento em que o produtor depende de capital para plantar a próxima safra.

Carteira prorrogada dispara e vira ponto crítico

Um dos principais sinais de alerta está na chamada carteira prorrogada — créditos que ultrapassaram 90 dias sem pagamento e foram renegociados. Esse volume saiu de cerca de R$ 10 bilhões para mais de R$ 50 bilhões, transformando-se em um problema estrutural.

Embora essa carteira não apareça imediatamente como perda no balanço, ela representa risco real: em algum momento, o dinheiro precisa retornar ao banco. Com produtores descapitalizados e sem acesso a novo crédito, a capacidade de pagamento futuro fica comprometida.

Safra recorde não garante recuperação

O argumento de que safras recordes resolveriam o problema ignora um ponto central: volume sem preço não gera lucro.

Mesmo com produção elevada, a manutenção dos preços em patamares baixos impede que o produtor gere caixa suficiente para honrar dívidas antigas e novas. Esse descompasso mantém a pressão sobre o sistema financeiro rural e reduz a eficácia de planos de estímulo ao crédito.

Recuperações judiciais aumentam no campo

Diante da falta de perspectiva, cresce o número de produtores que recorrem à recuperação judicial. Ao contrário da narrativa de oportunismo, esse movimento reflete incapacidade real de pagamento.

O efeito colateral é grave: produtores em RJ ficam praticamente excluídos do sistema de crédito, reforçando um ciclo de queda — menos financiamento, menor produção rentável e menor chance de recuperação financeira.

Impacto direto nos resultados e dividendos

Com maior risco de crédito, aumento das provisões e crescimento limitado da carteira agro, o impacto tende a aparecer nos resultados do banco.

Para 2026, o cenário aponta lucro pressionado e dividendos mais fracos, contrariando expectativas de investidores que apostam em forte geração de caixa no curto prazo. O desempenho de bancos costuma cair rapidamente em ciclos de crédito adversos e levar anos para se recuperar.

Eleições podem mexer com a ação, mas não com os fundamentos

O debate eleitoral de 2026 adiciona volatilidade ao papel. Como estatal, o Banco do Brasil pode reagir positivamente a mudanças de humor político, independentemente dos fundamentos.

No entanto, movimentos de preço motivados por eleição tendem a ser desconectados da realidade operacional. Sem melhora efetiva nos preços das commodities agrícolas, a recuperação estrutural do banco permanece limitada.

Apesar do discurso otimista, os dados indicam que o agro ainda atravessa um ciclo difícil. Inadimplência elevada, carteira prorrogada bilionária e crédito restrito tornam o cenário do Banco do Brasil mais desafiador para 2026.

A recuperação sustentável depende menos de discursos e mais de uma virada no ciclo de preços das commodities — condição que, até agora, ainda não se confirmou.

Fonte: A Revista

Voluntariado BB beneficia 47 mil pessoas e arrecada mais de mil toneladas de alimento em 2025

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O Programa Voluntariado BB se consolidou em 2025 como o maior programa de voluntariado corporativo do país. Ao todo, são 30.630 voluntários cadastrados e 440 ações realizadas, que beneficiaram mais de 47 mil pessoas em todo o Brasil. Eles também foram responsáveis pela arrecadação de mais de mil toneladas de alimentos. Esses números evidenciam a força da mobilização dos funcionários do BB e mostram como o engajamento transforma solidariedade e cidadania em impacto social concreto, realizando sonhos individuais, fortalecendo comunidades ou abrindo caminhos para o futuro de milhares de jovens.

O programa foi criado em 2001 para promover o desenvolvimento humano e sustentável e está alinhado à Agenda 30 BB. Ao longo do ano, iniciativas simples, replicáveis e escaláveis mostram que, quando funcionários se mobilizam, o cuidado sai do discurso e vira prática.

O Voluntariado BB também conta com o Programa Mentoria Voluntariado BB, que mostra como o cuidado pode gerar transformação no longo prazo. A iniciativa conecta os voluntários a jovens da rede pública, aprendizes e estagiários, oferecendo orientação estruturada para ampliar oportunidades e reduzir desigualdades, em alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade) e 10 (Redução das Desigualdades).

“Ao apoiar o voluntariado, o BB abre caminhos para a geração de oportunidades, redução de desigualdades e formação de cidadãos mais confiantes e preparados para o futuro. Esse é o papel de uma instituição como o BB, considerada por seis vezes o banco mais sustentável do mundo, para reforçar o compromisso com a transformação social”, afirma Mariana Dias, diretora de Gestão da Cultura e Pessoas do Banco do Brasil.

Podem se cadastrar no Portal Voluntariado BB funcionários do Banco do Brasil da ativa ou aposentados. Além disso, qualquer cidadão convidado por um voluntário BB é bem-vindo para se engajar nas ações.

Para mais informações, acesse https://voluntariadobb.v2v.net/.

Fonte: Banco do Brasil

O que esperar do Banco do Brasil em 2026? Recuperação lenta e gradual

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Após um período de desempenho excepcional entre 2021 e meados de 2024, o Banco do Brasil (BBAS3) entrou em uma fase bem mais desafiadora em 2025, marcada por deterioração do crédito rural, queda expressiva da rentabilidade e forte correção das ações.

A melhora desse cenário ainda não deve vir toda em 2026, segundo Daniel Utsch, gestor de renda variável da Nero Capital, que classifica o momento atual como resultado de uma “tempestade perfeita” após um ciclo extraordinariamente favorável.

Segundo o gestor, o banco colheu frutos relevantes nos anos recentes. “O Banco do Brasil teve um desempenho excelente, muito acima da expectativa, entre 2021 e meados de 2024”, afirma. Esse resultado foi impulsionado por um ciclo do agronegócio bastante positivo, pela forte presença da carteira de funcionários públicos federais e por um retorno sobre patrimônio (ROE) que superou os 20%, patamar historicamente elevado para a instituição.

O cenário começou a mudar há cerca de um ano e meio. A piora significativa do agronegócio levou a inadimplência a níveis recordes, pressionando a rentabilidade. “Agora tem um ano e meio que passa, entre aspas, por uma tempestade perfeita, puxada pelo agro, que piorou demais”, diz Utsch. Como consequência, o ROE recuou para cerca de 8,5%, bem abaixo do observado no auge do ciclo.

Na avaliação do gestor, o problema atual do agro é majoritariamente conjuntural. Apesar de os preços das commodities agrícolas ainda estarem relativamente favoráveis quando comparados ao câmbio em uma perspectiva histórica, o setor sofreu forte aumento de custos nos anos anteriores. “Muitos produtores talvez tenham investido mais do que deveriam e assumiram uma alavancagem mais alta”, explica.

Esse movimento foi mais intenso entre pequenos e médios produtores, especialmente no Sul do país, com destaque para o Rio Grande do Sul. “O produtor enorme do Mato Grosso não teve tanto essa característica, mas os pequenos e médios do Sul, sim”, afirma. É justamente nesse segmento que o Banco do Brasil possui maior exposição, o que, segundo Utsch, não é inesperado, dado o papel histórico da instituição. “É exatamente onde o Banco do Brasil tem a sua maior exposição naturalmente, porque ele tem o seu objeto social de fomentar o negócio.”

Além do choque de custos e de preços menos favoráveis, o cenário climático adverso da última safra contribuiu para o pico de inadimplência observado. Para enfrentar esse quadro, o banco vem adotando uma série de medidas internas. “O banco está com uma série de iniciativas de renegociação, extensão de prazo e rolagem”, diz o gestor, ressaltando que a estratégia busca permitir uma reação efetiva da inadimplência ao longo do tempo, e não apenas adiar o problema.

A expectativa, segundo Utsch, é de alguma melhora com a acomodação do ciclo do agronegócio, mas sem uma recuperação plena no curto prazo. “A gente espera uma melhora, mas ainda não vem toda provavelmente nesse ano de 26”, afirma. Um retorno sobre capital acima do custo de capital, na visão do gestor, deve ficar mais para frente. “Isso deve vir mais para 27, 28 talvez.”

Enquanto isso, o mercado segue refletindo esse cenário nos preços das ações. O papel do Banco do Brasil acumula queda de cerca de 35% a 40% em relação às máximas e hoje negocia próximo de 0,7 vez o valor patrimonial, com múltiplos entre 4,5 e 5 vezes o lucro. “É uma queda relevante, óbvio que aconteceu, mas a gente acha que vai ter uma reversão”, diz Utsch, ressaltando que a tese é voltada ao longo prazo. “Talvez a reversão não ocorra rapidamente, então não há do nosso lado um otimismo de curtíssimo prazo.”

Além dos desafios operacionais, o gestor destaca o risco político associado ao fato de o Banco do Brasil ser uma estatal. “A gente tem um ano eleitoral, uma eleição que muito provavelmente para o mercado vai ser bastante binária, polarizada, e isso reflete também nas ações”, afirma.

Embora o banco não seja visto hoje como um ativo político tão sensível quanto em outros momentos, esse fator tende a ganhar peso ao longo de 2026, especialmente à medida que o calendário eleitoral avança.

Ainda assim, na visão da Nero Capital, o valuation deprimido e a perspectiva de normalização gradual sustentam uma posição construtiva para quem tem horizonte mais longo. “A gente gosta da posição olhando para um prazo mais longo”, conclui Utsch, mesmo reconhecendo que o caminho até a recuperação deve ser lento e sujeito a volatilidade.

A XP acredita que uma melhora nos indicadores de inadimplência pode ocorrer em 2026; no entanto, não há expectativa de reversão de provisões, que só devem acontecer quando os produtores demonstrarem comportamento de pagamento consistente, menor alavancagem, garantias mais robustas e ciclos de fluxo de caixa mais saudáveis.

“As melhorias serão graduais, pois a reversão de provisões depende de reduções mensuráveis ​​e progressivas nas perdas esperadas. No longo prazo, o crédito rural continua sendo um negócio essencial, mas a carteira deve crescer em um ritmo mais lento, com disciplina de risco mais rigorosa e maior seletividade na concessão de crédito”, apontam os analistas. A XP tem recomendação neutra para os ativos BBAS3, com preço-alvo de R$ 25.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil deixa o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025

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O ranking das 10 empresas mais valiosas da bolsa brasileira mudou de forma significativa ao longo de 2025, com a ascensão de nomes como BTG Pactual (BPAC11) e Axia Energia (AXIA3) e a desvalorização de companhias como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4).

A Petrobras despontava como a empresa mais valiosa da bolsa brasileira até meados do ano, mas agora disputa essa liderança com o Itaú (ITUB4). Afinal, a estatal perdeu mais de R$ 80 bilhões em valor de mercado diante da baixa do petróleo, enquanto o banco teve uma valorização superior a R$ 131 bilhões, impulsionado por resultados e dividendos robustos.

Com isso, o Itaú era avaliado em R$ 413 bilhões no fechamento de 29 de dezembro, enquanto a Petrobras valia R$ 407,9 bilhões, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. O banco caminha, então, para fechar o ano no topo da B3, a não ser que algo extraordinário aconteça nas últimas horas de negociação de 2025.

O salto do Itaú impressiona, mas ainda não foi o maior do ano. É que o BTG Pactual ganhou impressionantes R$ 178 bilhões em valor de mercado em 2025, até 29 de dezembro. Por isso, saltou da 7ª para a 3ª posição no ranking das empresas mais valiosas da B3, chegando a superar a Vale (VALE3), que briga para retomar o 3ª lugar no último pregão do ano.

Outro avanço significativo foi da Axia Energia, a antiga Eletrobras, que quase dobrou sua capitalização ao longo do ano e, com isso, pulou da 12ª para a 8ª posição na lista das companhias de maior valor de mercado da bolsa brasileira.

Destaque ainda para o Bradesco (BBDC4), que teve uma valorização superior a R$ 65 bilhões, com isso, subiu uma posição no “top 10” da B3.

Baixas

O Banco do Brasil, por outro lado, deixou o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025. Pressionado pela alta da inadimplência no agronegócio e das provisões, o BB lucrou menos e, com isso, perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado ao longo do ano. Por isso, caiu da 6ª para a 11ª posição da lista de maiores empresas da bolsa.

A Weg (WEGE3) também perdeu espaço no ranking, caindo da 4ª para a 6ª posição. Afinal, também não animou o mercado com os seus resultados e ainda entrou na mira do tarifaço de Donald Trump. Por isso, perdeu cerca de R$ 17 bilhões em valor de mercado ao longo de 2025.

Em meio a essas altas e baixas, três companhias conseguiram manter-se firmes na lista das empresas mais valiosas da B3.

Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, o feito foi obtido por Ambev (ABEV3), Itaúsa (ITSA4) e Santander (SANB11), que seguraram a 5ª, 9ª e 10ª posição do ranking, respectivamente.

Fonte: Investidor 10

Douglas André Stédile assume gerência do BB em Farroupilha

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Douglas André Stédile é o novo gerente da agência do Banco do Brasil em Farroupilha. Ele substitui Suzan Elaine Franco Tonial, que foi transferida para a cidade de Nova Bassano.

Stédile assumiu a função no dia 29 de outubro, vindo de Passo Fundo, e destacou estar satisfeito com a mudança. Segundo ele, Farroupilha é um município próspero, com economia forte e sustentável, o que reforça as expectativas positivas para o trabalho à frente da agência.

Em entrevista à Spaço FM, o novo gerente comentou sobre os desafios da nova função e ressaltou que tanto pessoas físicas quanto jurídicas contarão com um atendimento cada vez mais qualificado e diferenciado.

Durante a conversa, Stédile também abordou as mudanças previstas para o Pix em 2026, alertando os correntistas sobre golpes aplicados por criminosos que se aproveitam de momentos de transição e atualização no sistema financeiro. Ele reforçou a importância da atenção e dos cuidados na realização de transações bancárias.

Fonte: Spaço FM

Em reunião, dirigentes em SP querem ampliação do trabalho remoto

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No dia 18 de dezembro, o Sindicato esteve reunido com o superintendente estadual do Banco do Brasil para debater a ampliação do TRI (Regime de Trabalho Remoto), que combina trabalho remoto e presencial, para todos os escritórios.

Outra demanda apresentada ao banco foi a inclusão dos gerentes de serviços no TRI, como inicialmente estava previsto no plano piloto, com um dia de home office.

Também foi debatida a situação de dois escritórios do Cenesp. Os dirigentes do Sindicato cobraram uma posição do banco sobre o destino destes escritórios. Se vão sair do Cenesp e, se sim, para onde vão.

“Na reunião com o superintendente estadual trouxemos questões relacionadas com a qualidade de vida dos bancários. Cobramos esclarecimentos sobre o fato de alguns escritórios ainda não estarem em TRI, o que cria modelos de trabalho diferentes para os mesmos cargos, e a ampliação do TRI para todos, inclusive para os gerentes de serviço”, relata a dirigente do Sindicato e bancária do BB Juliana Carminato.

“O TRI melhora a qualidade de vida do bancário, ainda mais em uma cidade como São Paulo; reduz o adoecimento dos trabalhadores; e, inclusive, traz maior produtividade para o banco. Seguiremos na luta para que o modelo seja ampliado para todos”, conclui a dirigente.

O Sindicato aguarda um posicionamento da superintendência estadual sobre os temas abordados na reunião.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Sindicato na Bahia intervém e BB mantém caixas em agência de Salvador

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Depois da intervenção do Sindicato dos Bancários da Bahia, atento às necessidades da população e aos direitos dos funcionários, o Banco do Brasil vai manter os caixas na agência da Liberdade, bairro populoso de Salvador.

A retirada dos caixas representaria uma série de problemas, como barreira tecnológica enfrentada por clientes, sobretudo os mais idosos, sobrecarga de trabalho dos funcionários e risco de adoecimento.

A vitória do Sindicato na agência da Liberdade, portanto, para além da questão trabalhista, é uma garantia de cidadania. Manter os caixas é assegurar que o desenvolvimento tecnológico do setor bancário não deixe para trás aqueles que mais precisam do atendimento presencial e humano.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

BB apresenta proposta de antecipação de valores aquém das necessidades da Cassi

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Representantes das entidades que compõe a comissão de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), realizaram, no dia 10 de dezembro, uma reunião com a direção do BB para discutirem soluções ao fortalecimento financeiro da Cassi.

Para reforçar o caixa e o capital regulatório da entidade de assistência, os trabalhadores solicitaram ao banco o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas, referentes aos 12 meses de 2026, já em janeiro.

Os representantes do BB, entretanto, negaram o pedido dos trabalhadores e apresentaram, como contraproposta, apenas a antecipação de três valores do 13º salário, sem nenhum adiantamento das taxas administrativas, com a alegação de que já seria o suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados.

A direção da Cassi, por sua vez, apontou que esses valores cobririam o caixa até julho de 2026, prazo que os representantes das entidades têm receio de não ser suficiente para uma proposta de equalização das contas, que demanda medidas complexas.

A coordenadora da mesa de negociação, Fernanda Lopes, lembrou que o objetivo da negociação entre os representantes dos trabalhadores e do banco é encontrar soluções definitivas para o custeio. “O atendimento do pedido, feito pelas entidades sindicais que representamos, daria tranquilidade durante a continuidade da negociação para construir uma solução perene à Cassi”, pontuou.

“Nossa reivindicação permanece, para que, o mais breve possível, a gente alcance uma solução de valorização e fortalecimento de uma das maiores conquistas do funcionalismo do BB, para eles mesmos e seus familiares, que é um plano de saúde acessível e que tem como pilar a solidariedade, com o custeio compartilhado entre os participantes e o patrocinador, que é o Banco do Brasil”, completou.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Pará

PrevMais abre novo período para alteração de perfil; prazo até o dia 15/1

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Os participantes ativos, autopatrocinados ou em Benefício Proporcional Diferido (BPD) do PrevMais já podem solicitar mudança em seu perfil de investimento. O primeiro período de alterações do ano permanecerá aberto até o dia 15 de janeiro.

Para auxiliá-lo neste momento, o Economus disponibiliza dados e informações. O Teste de Perfil de Investidor, disponível clicando aqui, oferece acesso à autoavaliação para definir qual perfil é mais aderente a você.

Para saber mais sobre as características de cada perfil de investimento, temos a cartilha completa, que descreve as características. Já o desempenho dos perfis de investimento* apresenta os resultados obtidos nos últimos meses em cada um.

Vale lembrar que, caso a opção de investimento atual ou a pretendida não estejam alinhadas ao perfil do participante, será apresentada uma declaração, para que seja manifestada a ciência dos riscos que serão assumidos inerentes ao perfil escolhido.

Confira outras ferramentas que disponibilizamos para auxiliá-lo em sua escolha:

Como realizar a alteração do seu perfil: clique aqui.
Perguntas e respostas frequentes sobre esse tema aqui.
Vídeo sobre os perfis de investimentos aqui.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco através dos nossos canais de atendimento.

Fonte: Economus

Cláudio Gonçalves, diretor de Investimentos da Previ, é eleito para o Board do PRI

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O diretor de Investimentos da Previ, Cláudio Gonçalves, foi eleito para o board do PRI, Principles for Responsible Investment, comunidade global apoiada pelas Nações Unidas dedicada à promoção de práticas de investimento responsável. A eleição ocorreu entre outubro e dezembro, e o mandato de três anos tem início em 2026.

Mais do que uma conquista institucional, a eleição representa a oportunidade de ampliar a contribuição da Previ, e da América do Sul, para o fortalecimento de mercados financeiros mais sustentáveis, inclusivos e alinhados ao longo prazo. A presença no board do PRI reforça o papel protagonista da Previ no estímulo à agenda do investimento responsável.

Reconhecido mundialmente, o PRI atua para incentivar investidores institucionais a integrar fatores ambientais, sociais e de governança (ASG) no centro de suas decisões, promovendo maior transparência, melhor gestão de riscos e geração de valor sustentável ao longo do tempo.

Para Cláudio Gonçalves, integrar o board do PRI é uma forma de contribuir ativamente para que a agenda global de investimento responsável incorpore diferentes realidades e produza impactos concretos, especialmente em mercados emergentes.

“É uma enorme honra poder representar não só a Previ, mas toda a América do Sul no board do PRI. Nossa região reúne desafios e oportunidades únicas, que exigem abordagens próprias para que o investimento responsável seja, de fato, efetivo. Levar essa perspectiva ao conselho é contribuir para que o PRI construa soluções mais inclusivas, conectadas aos contextos locais e capazes de gerar transformação real”, afirma Cláudio.

Segundo o diretor, o propósito do investimento responsável conjuga desempenho financeiro com engajamento ativo, fortalecimento da governança corporativa e estímulo a práticas mais éticas, transparentes e sustentáveis nas empresas e nos mercados.

“Quando falamos de investimento responsável, falamos de alinhar retorno financeiro com impacto positivo. Risco ASGI é risco financeiro, e integrar esses fatores às decisões de investimentos é uma convicção estratégica de longo prazo. Estar no board do PRI é uma oportunidade de colaborar para que esse entendimento avance globalmente, especialmente em regiões onde o investimento pode ser um vetor importante de desenvolvimento”, completa.

Por que isso é importante para a Previ e seus associados

A participação de Cláudio Gonçalves no PRI fortalece a atuação da Previ em fóruns internacionais estratégicos e amplia sua contribuição para a construção de práticas que impactam diretamente a qualidade dos investimentos e a sustentabilidade dos recursos previdenciários. A atuação no conselho é voluntária e não remunerada, reforçando o caráter institucional e o compromisso com o interesse coletivo.

Além disso, a presença de um representante da América do Sul no board contribui para que as discussões globais considerem as especificidades de mercados emergentes, como contextos regulatórios distintos, desafios de implementação e oportunidades de impacto social e ambiental, fortalecendo o papel do investimento responsável como ferramenta de transformação.

Fonte: Previ

Bancos devem acirrar corrida pelo consignado privado em 2026

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Nos primeiros meses do programa do governo para o consignado privado, aprovado no mês de julho, os bancos públicos aceleraram as concessões já na largada, mas uma série de gargalos operacionais impôs uma postura mais cautelosa entre os bancos privados. Houve inconsistências nas bases de informações das empresas, falhas na integração dos sistemas, problemas no desconto em folha, entre outros entraves.

Superados os pontos mais críticos, as instituições financeiras dão indícios de que pretendem colocar o pé no acelerador, em 2026, para destravar a linha. Em outubro, as concessões no consignado para trabalhadores do setor privado cresceram 4,3% ante setembro, para R$ 6,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central. Um ano antes, o volume era de R$ 1,7 bilhão. Para efeito de comparação, o consignado público somava R$ 8,6 bilhões em outubro.

Reduzir custos segue como uma das maiores dificuldades num cenário de disputa acirrada pelo mercado. Os juros médios praticados para a modalidade chegaram a 59% ao ano em outubro, de 38,7% em igual mês de 2024. Para agentes do setor, os desafios operacionais seguram as taxas em níveis elevados.

“Os próximos 12 meses serão importantes para termos ideia da materialidade dessa linha”, afirma o diretor da S&P Global Ratings Guilherme Machado, responsável pela análise dos bancos em escala nacional. “Esse é um crédito que pode substituir, em certa medida, linhas de crédito pessoal por meio de taxas menores”, acrescenta.

BB quer 20% do mercado

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram os primeiros a liderar o movimento. No BB, a carteira do consignado privado registrou expansão superior a 500% no comparativo anual do terceiro trimestre, a R$ 8,8 bilhões. A meta do banco público é alcançar 20% de participação de mercado. “Já desembolsamos quase R$ 11 bilhões em mais de um milhão de operações, mantendo excelente nível de escrituração”, afirmou a presidente do BB, Tarciana Medeiros.

Os pares privados, por outro lado, adotaram uma perspectiva mais conservadora na abertura do programa. Um dos principais desafios foi o funcionamento do processo de averbação, ou seja, o registro oficial em que a empresa autoriza o desconto direto na folha. No Bradesco, a inadimplência por falta de averbação chegou a superar 12%, segundo o presidente do banco, Marcelo Noronha. “Adotamos uma política de crédito mais restritiva no início, exatamente para não correr certos riscos”, disse Noronha, durante teleconferência com analistas.

Com ajustes operacionais, o Bradesco migrou para uma política mais aberta de adesão e já começou a acelerar as concessões. O Santander, por sua vez, não pretende conceder empréstimos de maneira indiscriminada, mas vê oportunidades de crescimento. “Vamos ser seletivos como sempre fomos, mas o mercado está maior agora, então seremos seletivos em um mercado maior”, explicou o presidente do banco, Mario Leão.

Linha colateralizada

A modalidade é vista como uma oportunidade para preservação da qualidade da carteira de crédito, porque prevê o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. A inadimplência do produto estava em 5% em outubro, abaixo da taxa observada em alternativas não consignadas (8,3%), conforme o BC.

O instrumento também pode ocupar o vácuo deixado pelo colapso nas operações atreladas à antecipação do saque-aniversário, após a adoção de restrições. Entre os ajustes, as normas determinam uma carência de 90 dias entre a adesão ao modelo e a contratação de um empréstimo, além de valores mínimos e máximos nas parcelas. Com as mudanças, as concessões pela linha caíram 80%, de R$ 3 bilhões para R$ 600 milhões, segundo estimativa da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

A substituição, porém, não é automática. Dos 134 milhões de trabalhadores com saldo no FGTS, mais de 85 milhões não têm vínculo de emprego formal, o que bloqueia o acesso ao consignado, conforme a ABBC. Ao mesmo tempo, entre as 26 milhões de pessoas que contrataram operações atreladas à antecipação, 9 milhões estão desempregadas.

“O consignado privado não é o substituto perfeito, porque o FGTS tinha um risco muito atrelado ao fundo de aposentadoria”, diz Machado, da S&P. “Mas independentemente de quanto você tem de FGTS, você consegue usar o consignado privado. No caso da antecipação, dependia muito de quanto era o seu saldo”, destaca.

Cenário positivo

Para instituições ainda em estágios de diversificação, essa característica abre o caminho para atrair consumidores do vasto, mas disputado segmento de média e baixa renda. O PagBank, por exemplo, desenvolveu uma solução no consignado privado como aposta para substituir para compensar as mudanças do FGTS e ampliar uma carteira de crédito que atingiu R$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre. No Inter, o produto resultou em R$ 1,3 bilhões em originações em seis meses, com quase 300 mil novos clientes.

Na visão da equipe de analistas do Itaú BBA, liderada por Pedro Leduc, a popularidade crescente do consignado privado é um dos fatores que contribuirão para uma dinâmica de crédito positiva em 2026. Segundo eles, o consignado de aposentados e pensionistas vem se recuperando, após o cerco do INSS a práticas abusivas. “No geral, o volume de crédito às famílias deverá crescer a taxas sólidas de um dígito alto no próximo ano”, projeta.

Fonte: Invest Talk BB

BC revela os bancos com mais reclamações no Brasil em novo ranking

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A divulgação dos piores bancos do Brasil pelo Banco Central reacendeu alertas no mercado financeiro. O cenário ficou ainda mais sensível após a revelação de que o FGC possui apenas 2,3% do valor que promete garantir, reforçando o Tesouro Direto como alternativa mais segura.

O ranking divulgado pelo Banco Central não avalia solvência ou lucro das instituições. A base da análise está na quantidade de reclamações consideradas procedentes, ponderadas pelo número de clientes, evitando que bancos grandes apareçam pior apenas pelo volume absoluto.

Quanto maior o índice calculado, pior a reputação do banco no atendimento ao consumidor. Nesse levantamento, Banco Inter, Bradesco e C6 figuram entre os mais mal avaliados, enquanto o Nubank aparece com índice baixo, mesmo com base ampla de clientes.

As reclamações que elevam o índice do Banco Central seguem um padrão claro. Elas revelam falhas operacionais que, em situações extremas, podem desencadear crises de confiança e até riscos de liquidez, como mostram os principais pontos a seguir.

Antes de olhar apenas a rentabilidade de um CDB, é essencial analisar o índice de Basileia, que mede a relação entre patrimônio e crédito concedido. O Banco Central exige nível acima de 11% para indicar segurança mínima.

Outro dado relevante é o índice de imobilização, que mostra quanto do patrimônio está preso em ativos difíceis de vender. Quanto menor, melhor. No exemplo citado, o Nubank apresenta Basileia de 15,8% e imobilização de apenas 2,6%.

O Fundo Garantidor de Créditos é visto como escudo automático para aplicações bancárias, mas essa percepção não reflete a realidade. Dados recentes mostram limites estruturais importantes, que merecem atenção, como indicam os pontos abaixo.

Diante das fragilidades do sistema bancário privado, o Tesouro Direto ganhou protagonismo. Ao investir nesses títulos, o aplicador empresta diretamente ao governo federal, eliminando o risco específico de uma instituição financeira.

O emissor soberano possui instrumentos que bancos não têm, como rolagem de dívida e emissão monetária. Por isso, para a parcela do patrimônio que não pode sofrer perdas, os títulos públicos federais hoje funcionam como o cofre mais robusto do investidor brasileiro.

Fonte: Estado de Minas