Bancos digitais explodem e deixam gigantes, como Banco do Brasil, em alerta

Publicado em: 05/02/2026

O Nubank encerrou 2025 com um marco histórico: a conquista de 11,2 milhões de novos clientes, movimento que levou o banco digital a se tornar o segundo maior banco do Brasil em número de clientes, segundo dados do Banco Central (BC). O avanço consolidou o protagonismo das instituições digitais no sistema financeiro nacional e redefiniu o equilíbrio de forças com os bancos tradicionais.

O crescimento do “roxinho” não ocorreu de forma isolada. Dados oficiais do BC mostram que os bancos digitais lideraram a captação de novos clientes em 2025, refletindo uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro, que busca serviços financeiros mais ágeis, baratos e acessíveis via celular.

Bancos digitais lideram a captação de clientes em 2025

Além do Nubank, outras fintechs e plataformas digitais registraram expansão acelerada no último ano, ampliando significativamente sua base de usuários.

O Mercado Pago, braço financeiro do Mercado Livre (MELI34), ficou em segundo lugar entre os que mais cresceram, com 8,7 milhões de novos clientes. Na sequência, aparecem Inter (INBR32), PicPay e 99Pay, todos com mais de 4 milhões de novos usuários em 2025.

Outro destaque foi o Agibank, que adicionou 3,5 milhões de clientes e anunciou, no início de 2026, a intenção de abrir capital nos Estados Unidos — sinal de amadurecimento do modelo digital brasileiro no mercado internacional.

Bancos que mais conquistaram clientes no Brasil em 2025

Segundo dados do Banco Central, o ranking de crescimento em número de clientes ficou assim:

  • Nubank (ROXO34): 11,247 milhões
  • Mercado Pago: 8,713 milhões
  • Inter (INBR32): 6,834 milhões
  • PicPay: 6,758 milhões
  • 99Pay: 4,219 milhões
  • Banco do Brasil (BBAS3): 3,908 milhões
  • Caixa Econômica Federal: 3,890 milhões
  • Agibank: 3,527 milhões
  • Stone (STOC31): 3,165 milhões
  • C6 Bank: 1,923 milhão
  • Santander (SANB11): 1,836 milhão
  • Itaú (ITUB4): 1,818 milhão
  • BRB (BSLI4): 1,455 milhão
  • Bradesco (BBDC4): 1,363 milhão
  • PagSeguro (PAGS34): 1,173 milhão

Os números evidenciam que, embora os bancos tradicionais ainda concentrem grandes bases históricas, o ritmo de crescimento está claramente do lado dos digitais.

O que os brasileiros buscam ao escolher um banco

Uma pesquisa da Akamai Technologies ajuda a explicar por que os bancos digitais têm avançado mais rapidamente. O levantamento mostra que a satisfação dos brasileiros com os bancos vem caindo desde 2020, mas essa queda é menos intensa entre usuários de instituições digitais.

A principal razão está nos atributos valorizados pelo consumidor moderno, cada vez mais conectado e exigente.

Principais critérios na escolha de um banco

De acordo com a pesquisa, os brasileiros priorizam:

Velocidade para resolver necessidades: 29,2%
Segurança de dados: 28,3%
Taxas menores: 27,6%
Menos burocracia: 27,5%

Esses fatores estão diretamente associados ao modelo digital, que elimina agências físicas, reduz custos operacionais e oferece atendimento e transações quase instantâneas pelo aplicativo.

Uso combinado de bancos tradicionais e digitais

O estudo também revela que o sistema financeiro brasileiro vive uma fase de transição:

  • 56,6% dos entrevistados mantêm contas em bancos tradicionais e digitais
  • 22,6% utilizam apenas bancos digitais
  • 20,8% permanecem exclusivamente em bancos tradicionais

O dado mostra que, embora os bancões ainda tenham relevância, a dependência exclusiva dessas instituições vem diminuindo ano após ano.

Bancos tradicionais crescem menos — com exceção dos públicos

Em contraste com os digitais, os bancos privados tradicionais tiveram um crescimento bem mais moderado em 2025. O Bradesco (BBDC4), por exemplo, encerrou o ano com cerca de 1,3 milhão de novos clientes, desempenho que contribuiu para a perda do posto de segundo maior banco do país para o Nubank.

Santander (SANB11) e Itaú (ITUB4) também cresceram, mas em ritmo semelhante, com aproximadamente 1,8 milhão de novos clientes cada.

Banco do Brasil e Caixa se destacam entre os bancões

O grande diferencial entre os bancos tradicionais veio das instituições públicas. Banco do Brasil (BBAS3) e Caixa Econômica Federal conquistaram cerca de 3,9 milhões de novos clientes cada, superando com folga os concorrentes privados.

O desempenho do Banco do Brasil chama atenção especialmente por ter ocorrido em um ano desafiador, marcado pelo aumento da inadimplência no agronegócio e pela elevação das provisões. Mesmo assim, o BB manteve forte apelo junto à população, sustentado por sua presença nacional, programas de crédito rural, benefícios sociais e relacionamento histórico com milhões de brasileiros.

Apesar de ter caído no ranking das empresas mais valiosas da B3 e entre as marcas globais, o Banco do Brasil manteve o posto de quinto maior banco do país em número de clientes em 2025.

Quem são hoje os maiores bancos do Brasil em número de clientes

Com o avanço acelerado das fintechs, o ranking dos maiores bancos do Brasil passou a mesclar instituições tradicionais e digitais. Segundo dados do Banco Central, o “top 10” atual inclui:

  • Caixa Econômica Federal
  • Nubank
  • Banco do Brasil
  • Itaú
  • Bradesco
  • Santander
  • Mercado Pago
  • Inter
  • PicPay
  • C6 Bank

A presença de plataformas como Mercado Pago e PicPay entre os maiores do país reforça que o modelo bancário digital deixou de ser alternativo e passou a ser central no sistema financeiro brasileiro.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Artigo: Previ realiza Programa de Mentoria Liderança Feminina, por Paula Goto

Publicado em:

Paula Goto*

Como sua organização tem promovido o desenvolvimento de lideranças femininas?

Que ações têm fortalecido o protagonismo das mulheres nos espaços de decisão?

A Previ realizou a segunda sessão do Programa de Mentoria Liderança Feminina, com o tema “Jornada de Autoconhecimento”, tendo como nossa convidada especial a líder inspiradora Cristiane Albuquerque. Primeira Superintendente Estadual Negra da história do BB, ela foi nomeada na gestão de Tarciana Medeiros. Superintendente Nordeste II, ela é responsável pelos estados de Alagoas e Sergipe.

Com uma história potente, Cristiane compartilhou sua trajetória de vida e carreira, emocionando as participantes da roda de conversa e inspirando com seu exemplo de coragem, autenticidade e resiliência. Com seu sorriso contagiante, ela nos lembra da importância da leveza e do cuidado – conosco e com nossas equipes – para construirmos resultados sólidos e sustentáveis.

Um ponto marcante da sua fala foi o reforço de que resiliência é resistência, não resignação.

E ainda, que ocupar espaços historicamente masculinizados exige repertório, presença e posicionamento. É isso que molda e fortalece as mulheres para a liderança, junto com ações intencionais de inclusão e letramento da diversidade nas empresas. Destacou os compromissos do Banco do Brasil, sob a liderança e vocalidade da presidenta Tarciana Medeiros, com a Agenda 30 e iniciativas estruturantes como Salário Digno, Raça é Prioridade e Mulheres na Liderança.

Tive a honra de participar da abertura ao lado da presidenta em exercício da Previ, Adriana Chagastelles, do diretor de Administração Márcio de Souza, da coordenadora do Comitê de Equidade Cris Toledo, da gerente de Pessoas e Cultura Jaqueline Medeiros e de Natalia K., idealizadora deste Programa de Mentoria.

Eu e o diretor Wagner Nascimento acompanhamos a Cristiane em um PreviTour, no qual ela, associada do Plano 1, pôde conhecer áreas, pessoas e projetos que dão vida à missão previdenciária da Previ e ampliam nosso propósito de cuidar do futuro das pessoas e gerar e maximizar valor para os associados e associadas.

Agradecemos a visita da Superintendente Cristiane e seguimos à disposição para levar cada vez mais educação previdenciária aos estados, aos Enlids e a todos os encontros que conectam e engajam funcionários e funcionárias do BB na construção de sua riqueza previdenciária.

*É Diretora de Planejamento da Previ

Fonte: Blog Abrapp

“Pensar na felicidade dos funcionários é melhorar as condições de trabalho”, defende Sindicato em cobrança ao BB

Publicado em:

Mais de um mês após reunião com a superintendência estadual do Banco do Brasil, realizada em 18 de dezembro, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região segue sem atendimento às demandas apresentadas sobre condições de trabalho. O encontro tratou de temas centrais para a categoria, como a ampliação do TRI (Regime de Trabalho Remoto), a inclusão de gerentes de serviços no modelo híbrido e o futuro de escritórios localizados no Cenesp.

Na reunião, o Sindicato defendeu a ampliação do TRI para todos os escritórios do banco, garantindo a combinação entre trabalho remoto e presencial. Outra reivindicação foi a inclusão dos gerentes de serviços no regime, conforme previsto inicialmente no plano piloto, com ao menos um dia de home office. Também foi cobrada uma definição sobre a situação de dois escritórios do Cenesp, com questionamentos diretos sobre a possibilidade de saída do complexo e, em caso positivo, para onde esses trabalhadores seriam transferidos.

Apesar da relevância dos temas e do impacto direto na vida dos funcionários, até o momento, a única resposta veio com redução dos dias de trabalho remoto em dois locais na base do sindicato. Para a dirigente sindical Juliana Carminato, a postura demonstra desrespeito com os trabalhadores e com a representação sindical.

“Entendemos que há um desrespeito com os trabalhadores e com o movimento sindical, visto que, após a nossa reunião, a resposta veio na redução de dois dias para um dia de home office nos Escritórios Exclusivos Barueri e Moema. Aguardamos uma resposta no sentido de que os trabalhadores que estejam na mesma função tenham os mesmos direitos e que as demandas anteriormente solicitadas sejam atendidas”, afirma Juliana.

“Houve ampliação do TRI em várias outras cidades semana passada, menos na região metropolitana de São Paulo, que é a região com maior tempo de deslocamento do país. Embora seja positiva a ampliação do modelo de trabalho remoto, reduzi-lo justamente na região que tem uma das piores condições de mobilidade urbana da América Latina é um contrassenso”, completa a dirigente.

Questão de saúde

Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), lembra que a categoria bancária está entre as mais adoecidas em função do trabalho. Segundo ele, o deslocamento diário até o local de trabalho é um dos principais fatores de agravamento da saúde e de insatisfação profissional.

“O trabalho remoto não é um privilégio, é um modelo de trabalho que se torna cada vez mais requisitado em cidades onde os trabalhadores perdem muito tempo para se deslocar no dia a dia. Quem pensa na felicidade de seus funcionários, deveria refletir melhor sobre suas condições de trabalho”, cobra o dirigente.

“No momento em que a sociedade brasileira discute a redução de jornada de trabalho sem redução de salários, com o projeto de fim da escala 6×1, nada mais razoável do que pensar na redução do tempo de deslocamento do trabalhador nos casos em que a tecnologia e a atividade desempenhada permitem. Mitigar o tempo perdido no trânsito e o estresse diário pode contribuir para um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal, algo fundamental para uma categoria que adoece cada vez mais”, defende Netto.

Os dados reforçam a gravidade do cenário. Informações do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab) mostram que, embora a categoria bancária represente apenas 0,8% do emprego formal no país, foi responsável por 2,18% dos 168,7 mil afastamentos acidentários (B91) registrados em 2024. No mesmo ano, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a primeira posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental, com 1.946 registros, e a quinta posição entre os afastamentos previdenciários, somando 8.345 ocorrências.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Como o Banco do Brasil vai estragar a festa bilionária do lucro dos bancões em 2025

Publicado em:

Os quatro maiores bancos brasileiros em atacado e varejo (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) devem lucrar juntos 101,6 bilhões de reais em 2025, queda de 9,56% em relação ao lucro de 112,34 bilhões de reais. As informações foram levantadas por VEJA nesta sexta-feira, 30, com base em relatórios da Ágora Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA e XP Investimentos.

A queda no lucro das empresas reflete o desempenho do Banco do Brasil, que, segundo as estimativas mais conservadoras, deve lucrar 18,84 bilhões de reais em 2025, baixa de 50,27% em relação ao lucro líquido de 37,89 bilhões de reais em 2024. O BB será o único entre os quatro líderes do setor a registrar queda no lucro.

O BB vem passando por uma situação complicada em meio à inadimplência do agronegócio e à piora dos calotes nas carteiras de pessoas jurídicas. Para o quarto trimestre, analistas consultados pela reportagem esperam a continuidade da inadimplência. A equipe da XP Investimentos lembra que, apesar dos fortes desembolsos vinculados à MP 1.314, o impacto deverá ser limitado no quarto trimestre de 2025. Isso porque a medida entrou em vigor apenas no final de outubro de 2025, e o quarto trimestre normalmente apresenta um cronograma de vencimentos mais leve.

A corretora também destaca que a carteira de crédito para empresas deverá continuar enfrentando pressão devido ao ambiente de altas taxas de juros e aos efeitos persistentes do setor agrícola. Desse modo, estima que as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), recursos destinados a cobrir os calotes dos clientes, devem permanecer elevadas, em cerca de 62 bilhões de reais no acumulado de 2025.

A Ágora Investimentos afirma que essas provisões devem refletir uma inadimplência de 4,9% do BB no quarto trimestre de 2025, alta de 3,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, mas estabilidade na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

“Esperamos um crescimento da receita de 3,5% em relação ao trimestre anterior, com a expansão da carteira de empréstimos e das margens no período, enquanto prevemos a estabilização das despesas com provisões”, diz Renato Chanes, que assina o relatório da Ágora.

O Itaú BBA é mais pessimista em relação ao BB e prevê uma piora generalizada em suas carteiras na comparação anual, mas uma estabilização frente ao terceiro trimestre de 2025. Assim, o banco estatal deve seguir pressionado em relação a 2024, mas apresentar certa estabilização na margem trimestral.

Itaú será joia da coroa entre os bancos

O Itaú deve manter sua liderança entre os quatro grandes bancos no quarto trimestre de 2025 e no acumulado do ano. As estimativas apontam um lucro entre 12,17 bilhões de reais (XP Investimentos) e 12,28 bilhões de reais (Genial Investimentos) no período. Os números representam altas entre 11,8% e 12,86%.

Para o acumulado de 2025, com base na estimativa mais conservadora, a instituição financeira pode lucrar 42,68 bilhões de reais, avanço de 4% em relação ao resultado de 41,04 bilhões de reais registrado em 2024. Para a Genial Investimentos, a casa mais otimista, o banco deve apresentar mais um trimestre sólido, beneficiado pela sazonalidade positiva do período.

“O resultado será reflexo da manutenção de uma qualidade de ativos benigna, apesar de pressão pontual no segmento de atacado sobre o custo de crédito. No varejo, o custo permanece controlado, refletindo um mix mais defensivo, com maior participação de linhas com garantia e consignado”, argumentam Eduardo Nishio e Ygor Bastos, que assinam o relatório da Genial.

Os especialistas também atribuem o bom desempenho do Itaú à sua elevada participação no segmento de alta renda, considerado mais resiliente, o que mantém a inadimplência da companhia sob controle. A Genial estima que a inadimplência do banco deve encerrar o quarto trimestre de 2025 em 2,28%, queda de 0,17 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Diante disso, os analistas reforçam que o banco, gerido por Milton Maluhy Filho, deverá apresentar o melhor balanço entre os tradicionais.

Bradesco dará novo passo para recuperação

O Bradesco deve apresentar mais uma melhora em seus resultados. A companhia tende a elevar sua rentabilidade para um patamar equivalente ao seu custo de capital. Os analistas calculam que o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) deve atingir 15%, mesmo percentual da Selic, que baliza a remuneração dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Em termos práticos, o banco terá a rentabilidade dos empréstimos no mesmo nível do custo de captação. O número pode parecer modesto, mas vale lembrar que o Bradesco chegou a registrar rentabilidade inferior a 10% no auge da crise, o que evidencia a melhora promovida pela gestão de Marcelo Noronha desde que assumiu, no fim de 2023 e início de 2024.

Para o lucro, os analistas estimam ganhos entre 6,39 bilhões de reais e 6,44 bilhões de reais, altas entre 18,3% e 19,25% em relação ao quarto trimestre de 2024. Para a XP Investimentos, o quarto trimestre reforça a percepção de que o banco está ligeiramente adiantado em seu cronograma de reestruturação. “Isso permite ao Bradesco usar parte dessa reserva para proteger o balanço e acelerar os investimentos previstos no plano”, afirmam Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães.

Santander ficará estagnado

O Santander será o primeiro a divulgar o balanço, que deve ser morno e sem grandes novidades. Esses resultados estagnados fazem parte da estratégia da instituição de adotar uma postura cautelosa em um ano de juros elevados e inflação que chegou a ultrapassar o teto da meta, embora o indicador tenha ficado abaixo do limite no acumulado do ano.

Para o quarto trimestre de 2025, os analistas esperam uma rentabilidade próxima de 17%, mesmo patamar observado no terceiro trimestre de 2025 e no quarto trimestre de 2024. Segundo a Ágora Investimentos, a receita de Tesouraria deve permanecer pressionada, movimento que tende a ser parcialmente compensado pela expansão da margem com clientes e por um crescimento anual de 3% na carteira de crédito.

“Além disso, as tarifas e despesas operacionais deverão ser sazonalmente mais altas, o que deve impactar o lucro líquido”, afirma Renato Chanes. A estimativa é que o Santander registre lucro entre 4,04 bilhões de reais e 4,15 bilhões de reais, crescimento de 5% a 7,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em suma, os grandes bancos devem apresentar crescimento no lucro e avanços em algumas linhas do balanço. A única exceção será o Banco do Brasil, que seguirá pressionado, mesmo após anunciar, no balanço do terceiro trimestre, que passará a priorizar a concessão de crédito à pessoa física, uma vez que a inadimplência do agronegócio e das empresas deve continuar elevada.

Fonte: Veja

Banco do Brasil tem novos gestores nas unidades ASG e Estratégia Governo

Publicado em:

O Banco do Brasil anuncia mudanças na liderança das unidades ASG e de Estratégia Governo. José Alves assume a gerência geral da Unidade ASG após atuar como executivo na área. Alves liderou a Ação Estratégica COP30 no BB. Já na Unidade Estratégia Governo (UEG), a nova gerente-geral é Michele Alencar, que dá continuidade às iniciativas da área, onde já exercia a função de executiva.

José Alves possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP), MBA em Comércio Exterior pela Universidade Paulista (Unip), em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e aperfeiçoamento em Setor Público pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Em 27 anos de empresa, Alves atuou nos segmentos varejo, atacado e setor público, dedicado à estratégia de negócios com governos estaduais e municipais.

Michele Alencar é graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com MBA em Governança de Tecnologia da Informação pela Fundação Instituto de Administração (FIA), MBA em Controladoria e Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e especialização em Tecnologia, Inovação e Inteligência pelo Instituto César. No BB desde 2003, atuou nos segmentos varejo e governo, bem como na Diretoria de Controles Internos, com ênfase em governança, estratégia e inovação.

A Unidade ASG é responsável por planejar novos negócios e projetos ASG e ações de Sustentabilidade Empresarial do Banco, de Diversidade, Equidade e Inclusão, relacionadas aos programas sociais, ambientais, climáticos e de investimento social privado, com foco em Direitos Humanos e de gestão do risco social, ambiental e climático em 1ª linha de defesa. Ainda, coordena a Agenda de Sustentabilidade do Banco, atualizando a Agenda 30 BB, o principal instrumento indutor de práticas e negócios ASG da instituição, e apoia as áreas na definição de ações e indicadores que mensuram a performance sustentável do Banco do Brasil.

A Unidade Estratégia Governo (UEG) é responsável pelo desenvolvimento de soluções e estratégias voltadas ao Mercado Setor Público. Atua na gestão de clientes, produtos e canais, com a formulação, coordenação e integração das iniciativas que asseguram inovação e satisfação dos clientes. Também é responsável pela prospecção, estruturação de soluções e gestão de fundos e programas governamentais, promovendo resultados sustentáveis para o Banco.

Fonte: Banco do Brasil

Maurício Itagyba assume como novo gerente geral do Banco do Brasil Nova York

Publicado em:

O Banco do Brasil indicou Maurício Itagyba como o novo gerente geral para a sua operação em Nova York (EUA) e a posse do executivo na unidade ocorreu na terça-feira, 3 de fevereiro. Itagyba é formado em ciências econômicas pela FAAP, com MBA em Global Finance & Banking pela King’s College London e MBA em Finanças pela PUC-Rio; e possui ainda especializações nas áreas de Marketing (Cásper Líbero), Finanças (USP) e Gestão e Negócios (FGV).

Ele atua há 32 anos no BB, com mais de duas décadas e meia de experiência no segmento empresarial. Nas suas mais recentes funções, esteve à frente do BB Londres por sete anos, respondendo pela Tesouraria Regional da Europa, Compliance e Risco, Sindicalizações, Trade Finance e foi conselheiro da Association of Foreign Banks in UK (AFB), da Brazilian Chamber of Commerce e da BB Securities Londres. Desde 2022 atuava como superintendente Corporate no Brasil, liderando os negócios com grandes empresas nas regiões Sul e Centro-Oeste.

A posição do BB em Nova York estava vaga desde a nomeação de Mario Fujii para a presidência do BB Americas, no fim de agosto de 2025.

Fonte: Banco do Brasil

Mudanças no BB geram insegurança; dirigentes cobram garantias para funcionários

Publicado em:

A movimentação anunciada pelo Banco do Brasil na sua rede de atendimento está causando muitas dúvidas e insegurança em funcionários lotados na base de atuação do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

Na gerência de investimentos (Geinv), em todos os prefixos houve redução de vagas dos gerentes de relacionamento. Mesmo com a garantia do banco de que todos os comissionados terão seus salários mantidos em vagas no mesmo município, a maioria dos funcionários da dependência terá de optar entre ter redução salarial ou procurar outro local com vaga disponível.

“A promessa de resolver problemas na rede de atendimento está trazendo mal estar entre os funcionários da Geinv, que estão apreensivos porque não conseguirão manter o salário no mesmo prefixo e terão ou de se deslocar para outras agências ou aceitar a redução salarial para permanecer no mesmo prefixo”, destaca Leonardo Imbiriba Diniz, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancário do BB.

Queremos garantias

O Sindicato acompanha também a transferência dos agentes comerciais para agências com claros, uma das mudanças prometidas pela reestruturação.

Também cobra do banco medidas para atenuar os impactos dessa movimentação durante o processo de realocação e adaptação, que poderá ser radical em alguns casos. Após outra cobrança, banco já se comprometeu com a questão da preparação para capacitações, cursos e certificações.

“Essa movimentação trouxe oportunidades em alguns casos, mas algumas questões seguem preocupando o movimento sindical. Nosso compromisso é acompanhar e garantir que o processo seja concluído com a melhor alocação possível para todos os funcionários. Algo que também nos preocupa é a quantidade de claros e o eventual prejuízo do atendimento nas regiões mais distantes e periféricas, por isso é fundamental que, além dessas movimentações, o banco realize concurso para preencher essas vagas e cumprir seu papel social”, enfatiza Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

A movimentação

O Banco do Brasil anunciou uma série de mudanças na sua rede de atendimento que prevê a criação de mais de 1.100 novas funções comissionadas, com foco no fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes.

Novas oportunidades e reforço na rede

De acordo com o BB, serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas e em segmentos com alto potencial de crescimento.

Entre as mudanças está o acionamento de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que não contam com gerência média, a fim de garantir que 100% das unidades passem a ter ao menos dois comissionados.

Além disso, 15 unidades de negócios serão transformadas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e movimentação de equipes para melhor atender demandas futuras.

As principais áreas que receberão reforço de pessoal incluem:

  • Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv);
  • Private Investidor e Megaprodutor;
  • Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido;
  • Carteira Digital Setor Público;
  • Agência Digital PJ;
  • Gerag e Gcash Atacado.

Movimentações e cuidados com os funcionários

O banco informou que as movimentações considerarão o fluxo de atendimento presencial e a demanda por especialização em cada localidade. Segundo a instituição, haverá oportunidades suficientes de lateralidade ou ascensão no mesmo município para os comissionados que eventualmente fiquem em excesso em unidades com ajustes de quadro.

“No caso de cobranças excessivas ou qualquer situação atípica, o Sindicato está à disposição e deve ser acionado”, orienta Antônio.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Brasileiros já podem vender a argentinos do Banco Patagonia com o “QR Pix”

Publicado em:

A partir de agora, os comerciantes brasileiros já podem realizar vendas aos clientes argentinos do Banco Patagonia por meio da solução “QR Pix” no Brasil. A solução ajuda a fomentar o comércio no turismo brasileiro, já que a funcionalidade para os clientes do Banco Patagonia tem como objetivo oferecer uma experiência de pagamento rápida e segura para quem viaja ao Brasil.

“Ao habilitar pagamentos com a solução ‘QR Pix’ diretamente no app do Banco Patagonia, o conglomerado Banco do Brasil dá um passo concreto para integrar Brasil e Argentina, oferecendo ao turista argentino uma experiência 100% digital, rápida e segura, sem fricção e sem baixar outros aplicativos, que impulsiona o comércio e o turismo brasileiro”, afirma Felipe Prince, conselheiro de administração do Banco Patagonia e vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do Banco do Brasil. De acordo com ele, este primeiro passo promove a interação ágil de pagamentos de argentinos no Brasil, mas em poucos dias uma outra solução também será lançada para promover pagamentos via Pix por clientes do BB que estejam viajando para a Argentina.

A solução permite que clientes argentinos paguem compras no Brasil usando QR Pix diretamente pelo app do Banco Patagonia, sem baixar outros aplicativos ou lidar com câmbio em espécie. O comerciante apenas apresenta seu QR Code Pix, e o cliente realiza o pagamento pelo aplicativo. Embora a operação envolva uma transação financeira complexa — que converte a compra para dólares e debita da conta do cliente na Argentina, enquanto o comerciante brasileiro recebe imediatamente via Pix — toda a experiência entre comprador e vendedor é simples e familiar, como já ocorre com o Pix no Brasil.

A iniciativa reforça a relevância do mercado argentino no fluxo regional de turismo, comércio e investimentos, além de fortalecer a integração prática entre os dois países por meio de soluções financeiras que facilitam transações do dia a dia. Ao ampliar o acesso a meios de pagamento digitais em viagens internacionais, o Banco do Brasil e o Banco Patagonia contribuem para um ambiente de negócios mais fluido e eficiente para empresas e consumidores.

A solução está alinhada à estratégia de atuação internacional do Banco do Brasil, que busca estar presente nos principais centros financeiros e onde seus clientes desenvolvem negócios. Presente no exterior há 84 anos, atualmente, o BB está em 88 países, por meio de rede própria e de correspondentes bancários, o que garante capilaridade global e apoio a clientes em diferentes regiões do mundo. Essa presença tem como objetivo apoiar o crescimento das empresas por meio de operações internacionais e soluções completas, reforçando o compromisso do Banco com inovação, competitividade e internacionalização.

A atuação internacional do BB é orientada por estar ao lado dos clientes onde quer que estejam, oferecendo soluções que apoiem suas operações e estratégias de crescimento. O Banco trabalha continuamente para fortalecer sua presença global, atender brasileiros no exterior e estreitar o relacionamento com parceiros e investidores, contribuindo para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Scott Linhares, gerente executivo de Negócios Digitais do Banco Patagonia, afirma que “com esta novidade, o Banco Patagonia facilita ao turista argentino uma viagem ao Brasil sem preocupações. É uma funcionalidade intuitiva, segura e que garante uma experiência digital única para cada um dos nossos clientes”.

Como o brasileiro pode fazer?

  1. Apresentar o QR Code de pagamento tradicional via Pix ao cliente argentino do Banco Patagonia
  2. Pronto! Só isso mesmo, bem rápido e fácil.

E como o cliente argentino do Banco Patagonia faz?

  1. Abre o app do Banco Patagonia.
  2. Seleciona “Pagar com QR” e escaneia o código QR Pix do estabelecimento
  3. Escolhe pagar com a sua conta poupança em dólares
  4. Pronto!

Sobre o Banco Patagonia

O Banco Patagonia S.A. é um banco comercial sediado em Buenos Aires, Argentina, e que faz parte do conglomerado Banco do Brasil. O BB, presente na Argentina desde 1960, entrou no capital do Patagonia em 2011 — hoje tem uma fatia de quase 80%. O banco argentino tem aproximadamente 3 mil colaboradores e 200 agências distribuídas em todo o país. Atua no varejo, atacado e com o setor público, agronegócios, pequenas e médias empresas, entre outros setores.

Fonte: Banco do Brasil

Previ Futuro alcança marco histórico de R$ 40 bilhões em ativos

Publicado em:

O Previ Futuro, um dos maiores planos de previdência complementar do Brasil, alcançou, em 2025, o marco histórico de R$ 40 bilhões em ativos, consolidando sua trajetória de crescimento e solidez. O resultado reflete um ano especialmente positivo para o plano, com rentabilidade favorável em todos os perfis de investimento, que superaram o índice de referência e registraram ganho real acima da inflação.

Ao longo de 2025 os perfis do Previ Futuro apresentaram bom desempenho, com destaque para aqueles com horizonte de longo prazo e maior exposição a ativos de risco, que superaram 20% de rentabilidade no ano. Em um cenário marcado por volatilidade ao longo de alguns meses, todos os perfis encerraram dezembro com resultados positivos.

Os bons resultados estão diretamente ligados tanto à forte valorização da bolsa brasileira e ao desempenho dos investimentos atrelados à Selic, em 2025, quanto às mudanças estruturantes na gestão dos investimentos, como o Projeto Cotas, que trouxe maior diversificação, controle de riscos e eficiência na composição dos portfólios.

Projeto Cotas reestruturou a gestão de investimentos dos perfis do Previ Futuro, que passaram a adotar uma estrutura de fundos exclusivos, cada um com uma estratégia específica. Ao todo, são 20 alternativas de alocação que permitem buscar a otimização do portfólio de cada perfil, de acordo com o nível de risco definido na política de investimentos.

Resultados sólidos também no Plano 1 e no Previ Família

Além do desempenho histórico do Previ Futuro, os outros planos da Entidade também apresentaram resultados expressivos em 2025.

O Plano 1 registrou rentabilidade de aproximadamente 16,7% no ano, superando a meta atuarial e revertendo o cenário mais desafiador observado em 2024. A estratégia de longo prazo, com foco na imunização do passivo e na alocação em títulos públicos indexados à inflação, contribuiu para o fortalecimento do equilíbrio atuarial e para a formação de um superávit.

Já o Previ Família também teve um ano bastante positivo, com todos os seus perfis de investimento apresentando rentabilidade acima do CDI, reforçando o plano como uma alternativa sólida de previdência complementar para familiares de associados e para quem busca diversificação de investimentos.

Transparência e acompanhamento dos resultados

Para apoiar os participantes no acompanhamento do desempenho de seus planos e na tomada de decisões, a Previ disponibiliza diversas ferramentas de transparência:

  • Papo Previ – MesaCast mensal no YouTube, no qual especialistas da Casa detalham os resultados dos planos, o cenário econômico e as estratégias de investimento. O episódio 6, sobre o fechamento de 2025, conta com a participação do diretor de Investimentos, Claudio Gonçalves, da diretora de Planejamento, Paula Goto, e traz uma análise completa do Previ Futuro, do Plano 1 e do Previ Família.
  • Carta do Gestor – Publicação mensal que apresenta, de forma clara, a análise da rentabilidade dos perfis de investimento, o cenário macroeconômico e as decisões estratégicas adotadas pela gestão. O documento está disponível no menu Transparência do site da Previ.
  • Desempenho dos Planos – Ferramenta disponível no menu Transparência do site da Previ, onde os associados podem consultar rentabilidades, comparativos e informações atualizadas sobre cada plano e perfil de investimento.

Crescimento com foco no longo prazo

O alcance dos R$ 40 bilhões em ativos do Previ Futuro representa mais do que um número expressivo: é o reflexo de uma gestão orientada para o longo prazo, com disciplina, diversificação e foco na segurança dos participantes.

Em um ano marcado por resultados consistentes em todos os planos, a Previ reforça seu compromisso com a solidez, a transparência e a construção de um futuro previdenciário cada vez mais seguro para seus associados.

Fonte: Previ

Três chapas se inscreveram para disputar as eleições Cassi 2026, em março

Publicado em:

Três chapas se inscreveram para disputar a eleição que escolherá o futuro diretor de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento da Cassi e parte do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal. O prazo para inscrição das chapas terminou às 18h desta segunda-feira 26 e a eleição será realizada entre os dias 13 e 23 de março. O mandato dos eleitos vai de 1º de junho de 2026 a 31 de maio de 2030.

O direito de eleger a metade da Diretoria Executiva e os conselhos Deliberativo e Fiscal é uma das grandes conquistas do funcionalismo do Banco do Brasil, uma vez que permite a participação direta dos associados, os verdadeiros donos da Cassi, na gestão e na fiscalização da entidade. Isso garante transparência em todas as instâncias de decisão, mais democracia e defesa dos interesses dos associados na tomada de decisões.

A Cassi é a única entidade de todo o sistema de autogestão em saúde onde os associados conquistaram esse direito.

A divulgação das chapas aptas à homologação ocorrerá até o dia 28 de janeiro, após a análise dos documentos apresentados e saneamento de eventuais irregularidades. A partir da divulgação das chapas aptas à homologação, ficará aberto o prazo para apresentação de pedido de impugnação de chapa e/ou candidato, conforme Cronograma das Eleições Cassi 2026.

Confira a composição das três chapas inscritas:

▪ Para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo

▪ Para o Conselho Fiscal

Fonte: Associados Cassi

CASSI amplia rede no interior do país em parceria com Unimed

Publicado em:

A CASSI firmou parceria inédita com a Unimed Nacional para ampliar a oferta de rede em cerca de 340 municípios do interior dos 26 estados. Desde o dia 2 de fevereiro, aproximadamente 20 mil participantes CASSI passaram a contar com profissionais e serviços de saúde locais da rede Unimed.

Esta iniciativa se soma às ações de expansão rede de prestadores CASSI iniciada no último ano e que resultou na ampliação de aproximadamente 5 mil especialidades, por meio de mais de 1,8 mil credenciamentos. “Como reforço, para complementar a rede em algumas praças com dificuldade de credenciamento, optamos por contratar a Unimed”, diz o diretor de Planos de saúde e Relacionamento com Clientes, Alberto Júnior. A opção pela cooperativa de médicos está relacionada à maior disponibilidade de rede nos municípios onde o credenciamento não foi possível, explica.

Para enxergar onde havia maior carência de rede e que tipo de especialidade ou serviços eram necessários, a CASSI levou em conta os pedidos de garantia de atendimento abertos pelos participantes nos últimos anos. “Foi o próprio usuário que sinalizou o que era necessário. Se havia muitas garantias de atendimento de endocrinologista em determinada região, por exemplo, fomos atrás desse profissional”, explicou o diretor, que aposta na “percepção de melhora da qualidade assistencial pelos participantes já neste ano”, como reflexo dessa parceria e de outras iniciativas previstas para 2026.

Segundo o diretor, está em andamento também uma parceria semelhante com o Saúde Caixa, dos funcionários da Caixa Federal, para mais um reforço da rede CASSI também em cidades menores. E há ainda outra solução, prevista para ser lançada em março, que levará especialidades também para locais onde há dificuldade de credenciamento. “Nosso foco é ampliar as possibilidades de atendimento aos nossos participantes no interior, pois sabemos das dificuldades nesses locais, embora a CASSI tenha uma das maiores redes do país”, completa.

Acesso à Unimed

Os beneficiados pelo convênio com a Unimed serão contatados diretamente pela CASSI, por email, com as orientações para acessar os serviços. Eles receberão carteirinha Unimed específica, válida para a sua região de abrangência, e contarão ainda com acesso a um aplicativo e a uma central telefônica específicos para suporte e orientações. O convênio é exclusivo para participantes que moram nas cidades abrangidas pela parceria e a cobertura permanece a mesma oferecida pela CASSI.

Fonte: Cassi

Fraudes em bancos digitais levaram a prejuízos na Caixa e no BB

Publicado em:

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (4/2), uma operação contra uma quadrilha envolvida em fraudes bancárias que causaram prejuízos à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil. A ação aconteceu em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo.

Segundo a PF, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência de um casal apontado como líder da associação criminosa. O mandado foi expedido pela 1ª Vara Federal de São José dos Campos.

Fraude em bancos digitais

As investigações constataram que o grupo usava documentos e artifícios fraudulentos para abrir contas em bancos digitais, que eram usadas em transferências bancárias, especialmente por meio de pagamentos de boletos emitidos a partir de múltiplas contas.

Nesse esquema, a quadrilha causou prejuízos à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil.
Além disso, a operação, chamada de German Parking, identificou fraudes envolvendo cartões pré-pagos, assim como a aquisição de imóveis, que revelou uma evolução patrimonial incompatível com os rendimentos declarados pelos investigados.

Os crimes investigados são furto mediante fraude por meio de dispositivo eletrônico ou informático e associação criminosa.

Fonte: Metrópoles

Grandes bancos brasileiros sobem a régua e miram a alta renda

Publicado em:

Com a Selic em 15% e a inflação ainda apertando o orçamento, os bancos estão redesenhando suas estratégias e deixando isso bem claro nos balanços. O foco migra para o cliente de alta renda visto como mais resiliente num ambiente de dinheiro caro. A leitura é simples: a baixa renda sofreu mais com juros elevados, o que aumentou a inadimplência e reduziu o apetite das instituições para ampliar limites e assumir novos riscos.

O caso do Santander ilustra bem esse movimento. Segundo análise de Bruno Andrade, da Veja Negócios, o banco lucrou 4,1 bilhões de reais no quarto trimestre, dentro do esperado, mas segue pressionado pela inadimplência, que subiu para 3,7%, puxada principalmente pela pessoa física de baixa renda. “É uma má experiência”, resumiu. A resposta estratégica é clara: reduzir o apetite de crédito nesse segmento para “limpar a carteira” e buscar clientes com maior patrimônio.

A comparação com os pares ajuda a entender a lógica. O Itaú, líder na alta renda, entrega rentabilidade acima de 20% e inadimplência perto de 2%, números que o Santander quer alcançar. O Bradesco tenta se recuperar após reestruturação, enquanto até o Nubank já anunciou foco maior na alta renda. No fim das contas, não é abandono do cliente mais pobre, mas seletividade: menos crédito para quem sente mais o juro alto e mais espaço para quem atravessa esse ciclo com fôlego.

Fonte: Veja