Banco do Brasil aposta em pessoa física para melhorar rentabilidade, com agro ainda pressionado

Publicado em: 14/05/2026

O Banco do Brasil aposta no crédito à pessoa física para melhorar a rentabilidade, principalmente nos segmentos de alta renda e no crédito consignado, enquanto ainda enxerga um cenário pressionado para a carteira do agronegócio.

“Nossa estratégia de crescimento em pessoa física é a melhor forma que temos para melhorar a rentabilidade do banco, fazer mais retorno. O cuidado que temos que ter aqui é focar naquelas operações de risco/retorno mais ajustado”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira do BB, Geovanne Tobias, em teleconferência com analistas nesta quinta-feira, 14 de maio, após divulgação do balanço na véspera, com queda de mais de 50% no lucro e recuo do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) para 7,3%.

Ele destacou que o crédito consignado privado é um vetor de forte crescimento, enquanto em cartão de crédito apontou que o foco deve ficar na alta renda. “Nós reduzimos muito o apetite (no segmento de cartões) para as pessoas físicas de menor renda, em que o risco está muito mais agravado”, afirmou, ponderando, contudo, que o Novo Desenrola traz expectativa de melhora na adimplência.

No primeiro trimestre, a carteira de crédito expandida pessoa física cresceu 1,4% no trimestre e 7,7% em 12 meses, para R$361,8 bilhões, enquanto a inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,82%, de 5,10% um ano antes e 6,56% em dezembro de 2025.

Tal aposta vem mesmo com a visão de cenário para as pessoas físicas, em função do endividamento das famílias, mais desafiador, com perspectiva de uma piora na inadimplência no segmento.

De acordo com o vice-presidente de controles internos e gestão de risco do BB, Felipe Prince, esse cenário mais desafiador está principalmente no cheque especial, no cartão de crédito, no crédito não consignado. “Nós estamos atuando para que essas linhas sejam canalizadas aos nossos clientes de mais alto valor, onde ele tem mais resiliência para enfrentar esse ciclo e naturalmente maior capacidade de pagamento para avançar com essas linhas”, afirmou a jornalistas também nesta quinta-feira.

“Por outro lado, nós estamos muito tracionados no crédito consignado,… temos quase 25% do crédito consignado público, estamos fortemente tracionados para poder continuar liderando essa linha e, paralelamente, muito forte na atuação do ‘Crédito ao Trabalhador…uma linha que nos traz um retorno ajustado ao risco bastante favorável”, acrescentou.

Ainda assim, de acordo com Prince, dado o cenário macro mais desafiador e o efeito de contaminação dos clientes produtores rurais, que também são clientes nas linhas de pessoa física, os modelos indicam uma piora no desempenho da carteira de pessoa física, principalmente puxada pelo segmento de cartões — que, no primeiro trimestre, registrou um índice de inadimplência de 7,12%. Mas ele reforçou que o portfólio está adequadamente provisionado, buscando antecipar ao risco que o banco enxerga à frente.

“Nós nos antecipamos, fizemos o reforço perto de R$2 bilhões para essa carteira especificamente”, acrescentou Tobias.

AGRO

Para a carteira de crédito rural, porém, a perspectiva é de que continue pressionada, com alguma melhora em índices de inadimplência esperada somente a partir do segundo semestre.

De acordo com os executivos do banco, a pontualização em abril, quando os vencimentos começam a se materializar de uma forma mais forte, veio aquém do alvo que o banco tinha. Trata-se de um indicador do banco usado para medir a porcentagem de clientes e operações de crédito rural que estão com os pagamentos em dia.

Eles ressaltaram que isso não significa necessariamente que irá refletir na inadimplência, uma vez que o pagamento pode ocorrer nos dias seguintes. “Mas ela indica um comportamento do cliente”, ressaltou Prince, acrescentando que essa percepção foi um dos principais motes para a revisão para cima na previsão do banco para custo do crédito no ano.

O vice-presidente de agronegócio e agricultura familiar, Gilson Bittencourt, destacou que no mês de abril cerca de um quarto da carteira de agro era concedida a partir da nova matriz de resiliência que o BB começou a operar a partir de julho do ano passado. Assim, durante os próximos meses, o BB ainda tem um peso importante dos créditos concedidos antes desse novo formato.

“Somente a partir de setembro vamos ter um percentual superior a 50% dos vencimentos no mês já com a nova metodologia… Ainda vamos ver durante os próximos meses algum nível de inadimplência, porque estamos olhando ainda para uma carteira passada. A nossa expectativa é que essa adimplência vá melhorando ao longo dos próximos meses”, citou, não descartando efeitos ainda em 2027, mas com esses financiamentos cada vez com um peso menor sobre o total de vencimentos à frente.

“Isso nos dá uma esperança muito grande de que a adimplência volte aos patamares históricos”, afirmou, ressaltando que a produção agropecuária do Brasil continua forte e que o problema está centralizado mais em algumas atividades e principalmente por programas de fluxo de pagamento, mas não por receita que a atividade tem gerado.

De acordo com Prince, o risco de crédito total do banco deve cair um pouco no segundo trimestre, mas o risco de crédito do agro cresce.

De acordo com Bittencourt, o BB busca manter uma carteira de crédito rural na casa de R$405 bilhões, R$410 bilhões.

CAPITAL

Os executivos do banco destacaram que o BB mantém a perspectiva de capital ao redor de 11% durante 2026, incluindo efeitos regulatórios, apoiado pela MP 1.314 e pela geração orgânica de capital, compensando o crescimento dos ativos ponderados pelo risco (RWA). “A melhor estimativa que temos é que rodaremos entre 11% e 11,5% até o final do ano”, afirmou Prince. No primeiro trimestre, o índice de capital principal do banco ficou em 11,59%.

Em relação a discussões dentro do banco envolvendo monetização de ativos do conglomerado do BB, Tobias disse na teleconferência com analistas que o foco deste ano é crescer negócios e o crescer negócios não está limitado ao banking, mas também a todo esse “nosso sistema solar”.

“Eu falei da seguridade, falei da nossa asset, falei do nosso consórcio, tem todo o nosso negócio de meios de pagamento. De fato, quando estávamos olhando lá atrás, eventualmente possíveis medidas para estabilizar o nosso nível de capital, temos, sem dúvida alguma, inúmeras possibilidades para destravar valor. Mas, no momento, não vislumbramos isso, muito pelo contrário, porque elas são peças fundamentais para nos ajudar a passar por esse ciclo mais agravado de crédito”, afirmou o executivo.

“Nós não temos no curto prazo nenhuma expectativa de olhar essas empresas como um potencial de destravamento de valor, desacoplando-as desse sistema solar. Nós precisamos delas sim na órbita do nosso conglomerado. A nossa estratégia é uma estratégia de conglomerado porque ela retroalimenta a geração de negócios e ajuda na principalidade dos nossos clientes.”

Na entrevista a jornalistas, Tobias também citou que o ROE do primeiro trimestre ficou aquém daquilo que BB pode entregar e é muito fruto desse agravamento do risco, principalmente na carteira rural, mas também um pouco, agora, da posição prudencial do banco na carteira de pessoas físicas. Citando o guidance para 2026, ele destacou que embute uma perspectiva de melhoria da rentabilidade, “provavelmente entregando ROE entre 9 a 11%”.

Os executivos do BB reiteraram o payout de 30%, enquanto descartaram a possibilidade de dividendos extraordinários. “Está totalmente descartada essa possibilidade”, afirmou Tobias.

Na bolsa paulista, as ações chegaram a cair quase 5% no pior momento, mas reverteram as perdas e avançavam 1,4% por volta de 14h10, enquanto o Ibovespa tinha alta de 1,3%.

Fonte: Notícias Agrícolas

BB defende avanço em consignado e alta renda para recuperar rentabilidade

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O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em 7,3% – sua rentabilidade mais baixa em uma década, acima apenas dos 6,5% apurados no segundo trimestre de 2016.

Para sair das mínimas e buscar a retomada do indicador, o BB pretende avançar no crédito pelas linhas de maior spread enquanto o agronegócio – principal fonte da pressão para o balanço – ainda não se normaliza.

“Seguimos tracionados na pessoa física como uma estratégia para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos onde as outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou o CFO Geovanne Tobias, a jornalistas nesta quinta-feira (14).

“[Assim] entregamos rapidamente uma volta a uma rentabilidade em patamares mais elevados”, disse.

A expectativa do banco é alcançar um ROE entre 9% e 11% ao final de 2026 – ainda abaixo do patamar de 20% conquistado antes da crise do agro, mas já em trajetória de retorno aos dois dígitos.

A queda da rentabilidade no trimestre acompanhou a pressão do agro sobre o custo de crédito do banco, que avançou 85,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 18,9 bilhões no trimestre.

O saldo foi reflexo do aumento de provisões na carteira rural e da inadimplência persistentemente acima do que o banco havia projetado.

Em que áreas o BB pretende crescer

O crescimento em pessoa física está concentrado em dois eixos. O primeiro é o crédito consignado, no qual o BB já detém quase 25% do mercado público e mira 20% do privado. E o segundo envolve cartões e produtos para alta renda, público mais resiliente diante do ciclo econômico mais desafiador.

Os executivos destacaram a evolução do crédito ao trabalhador, linha de consignado privado para quem tem carteira assinada, para projetar a velocidade da expansão.

O Banco do Brasil saiu de 100 mil clientes atendidos no segmento no início de 2025 para 1,2 milhão este ano, com R$ 18 bilhões desembolsados.

Tobias reforçou ainda que o BB não pretende repetir o modelo de crescimento acelerado e indiscriminado do pós-pandemia, quando a expansão do crédito gerou ondas posteriores de inadimplência em todo o setor bancário. O CFO disse que vão evitar o chamado crescimento em ‘mar aberto’, buscando clientes não-correntistas.

Ainda na pessoa física, o banco enfrenta outro desafio: a “contaminação” dos portfólios por conta do agronegócio.

Produtores rurais que mantêm outras operações no banco, como cartão de crédito e crédito pessoal, passaram a atrasar também nessas linhas quando o fluxo de caixa apertou.

O BB identificou esse movimento e, de forma preventiva, reforçou as provisões sobre esse portfólio antes de os atrasos materializarem a inadimplência acima de 90 dias.

A inadimplência de pessoas físicas encerrou março em 6,82%, ante 5,10% um ano antes. O banco projeta que o segundo trimestre será o período de maior pressão nesse segmento, com concentração nas linhas de cartão de crédito e crédito pessoal.

A partir do terceiro trimestre, a expectativa é de normalização progressiva. O movimento pode ser acelerado, segundo Tobias, a depender dos frutos do novo programa Desenrola do Governo Federal, que deve estimular as renegociações e alongamento de dívidas entre os clientes mais apertados.

Nova revisão de guidance

Enquanto o crescimento não estabiliza os números do BB, o banco voltou a revisar suas projeções. O novo guidance de lucro líquido ajustado para 2026 passou para o intervalo de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões — abaixo do piso da faixa anterior, que ia de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões. Na prática, o teto do novo intervalo é igual ao piso do antigo.

O custo de crédito também foi revisado para cima, para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões, vindo de uma faixa entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.

A revisão no guidance já contempla também o desafio do BB em pontualização (indicador de pagamento em dia) no setor agro. Embora não seja ainda um indicador de inadimplência, a pontualização sinaliza um estresse no comportamento do setor.

Também inclui a mudança no cenário macroeconômico diante da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. “Não gostaríamos de estar revisando esse guidance agora, mas o mundo em que montamos o guidance anterior é completamente diferente do que temos hoje”, afirmou Tobias.

Para os próximos meses, a expectativa é que o agro ainda pressione os resultados, já que boa parte dos vencimentos deste ano ainda pertence ao portfólio originado antes da adoção de novas medidas de recuperação de crédito – iniciativa que veio a partir de julho de 2025. Apenas a partir de setembro mais de 50% dos vencimentos mensais serão de operações mais recentes, com critérios mais rigorosos de concessão.

Fonte: Bloomberg Línea

Banco do Brasil fecha a torneira: dividendos extras estão “totalmente descartados” em 2026, diz diretor

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Em meio à piora do cenário de crédito na largada de 2026, a diretoria do Banco do Brasil (BBAS3) decidiu antecipar a mensagem mais sensível para o investidor: não haverá espaço para dividendos extraordinários neste ano.

“Está totalmente descartado”, afirmou o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Geovanne Tobias, durante coletiva com jornalistas nesta quinta-feira (14 de maio).

A sinalização veio direto da diretoria durante a conferência de resultados do primeiro trimestre, em um momento em que o banco já lida com pressão crescente sobre a qualidade dos ativos, especialmente no agronegócio.

Além disso, a decisão também ocorre na esteira de uma revisão nas projeções (guidance) do BB para 2026, motivada por uma deterioração no cenário de crédito e um aumento nos riscos previstos.

Mais do que buscar acelerar a remuneração ao acionista nos próximos meses, a prioridade do Banco do Brasil agora é preservar capital e atravessar um ciclo de maior pressão com mais cautela.

O peso do agronegócio nos resultados do Banco do Brasil

Segundo o vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, o fluxo de pagamentos do setor de agronegócio em abril veio pior do que o esperado — um sinal relevante em um momento em que o mercado já monitora de perto a qualidade do crédito rural.

Embora a produção e produtividade brasileiras continuem em níveis recordes, o banco enfrenta problemas pontuais de liquidez em algumas atividades específicas, o que tem afetado a pontualidade dos pagamentos, segundo a administração do BB.

Esse descompasso entre produção forte e caixa mais apertado ajuda a explicar por que a inadimplência segue pressionada, mesmo em um setor que, historicamente, funciona como pilar da carteira do banco.

Além disso, o cenário climático adiciona mais uma camada de incerteza. Os efeitos do El Niño continuam no radar, com impactos distintos entre regiões e dificuldade maior de previsibilidade para os próximos meses.

Diante desse ambiente mais instável, o banco já começou a ajustar suas engrenagens internas.

O vice-presidente de controles internos e gestão de risco, Felipe Prince, destacou que o BB revisou suas estimativas de perda esperada — movimento que se traduziu em reforço de provisões e revisão do custo de crédito projetado para o ano.

Quando o agro transborda para a pessoa física

A deterioração do fluxo de caixa no agronegócio já começa a transbordar para outra ponta da carteira do Banco do Brasil: a pessoa física.

Como muitos produtores concentram seu relacionamento financeiro no Banco do Brasil, o aperto no campo acaba contaminando outras linhas de crédito dos mesmos clientes — elevando o risco também fora do segmento rural.

Para lidar com esse cenário, o BB vem acelerando a implementação de uma nova metodologia de concessão de crédito. O objetivo é elevar o nível de exigência, priorizar garantias mais robustas e tornar a originação mais seletiva.

Por enquanto, cerca de 25% da carteira agro já está enquadrada nesse novo modelo. A expectativa é que, até setembro, mais de 50% dos vencimentos mensais passem a seguir essas diretrizes.

A aposta da administração é que esse ajuste comece a aparecer de forma mais clara nos indicadores de inadimplência ao longo do segundo semestre, ainda que de maneira gradual.
O contra-ataque do Banco do Brasil no crédito

Enquanto recalibra o risco em algumas frentes de crédito, o banco também busca reequilibrar o portfólio por outro caminho: aumentando a exposição a linhas consideradas mais previsíveis e rentáveis.

O principal destaque é o crédito consignado privado. Em menos de um ano, o Banco do Brasil já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões nessa modalidade, alcançando 1,2 milhão de clientes.

O objetivo do BB é atingir cerca de 20% de participação de mercado, patamar similar ao que já detém no consignado do setor público.

A estratégia é ganhar tração em produtos com garantias mais sólidas e spreads mais atrativos, compensando a menor performance de carteiras mais sensíveis ao ciclo econômico.

“A gente segue tracionado na pessoa física… para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos em que outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou Prince.

Fonte: Seu Dinheiro

BB anuncia mais R$ 465 milhões em JCP após balanço fraco do 1T26

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A noite dos acionistas do Banco do Brasil (BBAS3) trouxe sinais mistos nesta quarta-feira (13 de maio). O balanço do 1T26 deixou um gosto amargo, com tombo no lucro, rentabilidade sob pressão e um guidance (projeção) mais fraco para 2026. Ainda assim, o BB não quis deixar os acionistas saírem de mãos vazias.

Em meio ao resultado mais pressionado, o BB anunciou o pagamento de R$ 465,7 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP).

Os proventos complementares correspondem a cerca de R$ 0,08157 por ação BBAS3. Os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Vale lembrar que a nova distribuição se soma aos R$ 400 milhões já antecipados aos acionistas em meados de março, reforçando a estratégia do banco de manter uma remuneração consistente mesmo diante de um ciclo difícil para lucro e rentabilidade.

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão do dia 1º de junho.

A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações do BB até a data de corte e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 02 de junho e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 11 de junho. O Banco do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões, tombo de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 40,2% frente ao trimestre passado.

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 7,3%, dentro das expectativas do mercado. A cifra representa uma queda de 9,4 pontos percentuais (p.p) na comparação anual e de 5,1 p.p frente ao trimestre anterior.

Fonte: Seu Dinheiro

Banco do Brasil joga a toalha para dividendos extraordinários

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A piora do cenário fez o Banco do Brasil (BBAS3) descartar completamente o pagamento de dividendos extraordinários, disse o CFO do banco, Giovanne Tobias em coletiva com jornalistas. A possibilidade foi levantada no terceiro trimestre de 2025.

Na ocasião, Tobias havia afirmado que só teria clareza desse pagamento ao final de 2026. Porém, a situação, hoje, é pior que o esperado. Na noite da última quarta-feira, o banco divulgou lucro de R$ 3,4 bilhões, queda de 52%. Mais do que isso, cortou o guidance (projeções) para ano.

A principal mudança diz respeito ao lucro. Se antes o banco projetava lucrar de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões, agora tem como meta o lucro de R$ 18 a R$ 22 bilhões. Ou seja, o teto virou piso.

O custo de capital disparou: saiu da faixa de R$ 53 bi a R$ 58 bi para R$ 65 bi a R$ 70 bi. Por outro lado, a margem financeira subiu de 4% a 8% para 7% a 11%.

Entre analistas, a previsão era de que o BB teria um primeiro trimestre tão fraco que corria o risco de não conseguir atingir seu guidance (projeções), o que, de fato, aconteceu.

Para o analista da Levante, Flavio Conte, supondo um lucro líquido de R$ 18 bi em 2026 e um payout de 30%, o banco distribuiria R$ 5,4 bi, equivalente a R$ 0,9422, a ser pago durante 2026. O dividend yield seria de 4,5% em relação a cotação de fechamento de R$ 20,76.

Banco do Brasil: foco na pessoa física

Uma das apostas do Banco do Brasil para mudar o jogo é para melhorar a rentabilidade, principalmente nos segmentos de alta renda e no crédito consignado. Apesar disso, o agro ainda continua pressionado.

“Nossa estratégia de crescimento em pessoa física é a melhor forma que temos para melhorar a rentabilidade do banco, fazer mais retorno. O cuidado que temos que ter aqui é focar naquelas operações de risco/retorno mais ajustado”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira do BB.

Ele destacou que o crédito consignado privado é um vetor de forte crescimento, enquanto em cartão de crédito apontou que o foco deve ficar na alta renda.

“Nós reduzimos muito o apetite (no segmento de cartões) para as pessoas físicas de menor renda, onde o risco está muito mais agravado”, afirmou, ponderando, contudo, que o Novo Desenrola traz expectativa de melhora na adimplência.

Segundo o banco, o cenário para pessoas físicas está mais desafiador, principalmente em função do elevado endividamento das famílias.

Esse contexto impacta especialmente os portfólios não garantidos, como cheque especial, cartão de crédito — que representa uma carteira relevante para o banco — e o crédito pessoal não consignado.

Por outro lado, o BB aposta forte no crédito consignado, o que inclui o privado e público. Atualmente, o banco é líder nesse segmento, com quase 25% de participação.

“Estamos fortemente empenhados em manter essa liderança e, paralelamente, avançamos de forma bastante relevante no crédito ao trabalhador”.

Até o momento, o banco já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões na nova modalide, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de clientes e trabalhadores. “Trata-se de uma linha que oferece um retorno ajustado ao risco bastante favorável”.

Agro ainda ruim

O vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, destacou que o abril continua um mês ruim para a inadimplência do segmento, o que pode sinalizar um segundo trimestre ainda fraco.

Desde o ano passado, porém, o BB adota medidas para diminuir esses calotes, como maior seletividade e o uso de garantias para os empréstimos: um quarto da carteira já é composto por créditos concedidos a partir da nova matriz de residência, que começou a ser operado em julho do ano passado.

“Nossa expectativa é que a adimplência melhore gradualmente ao longo dos próximos meses”.

Ainda há algum impacto daqui para frente? Para ele, certamente, até porque, explica, existem operações de investimento contratadas há um, dois ou até três anos, que continuarão afetando os resultados.

“No entanto, esses contratos terão um peso cada vez menor sobre o total de vencimentos futuros”.

Fonte: Money Times

BB amplia ‘BB, Sou Eu!’ para clientes PJ e fortalece segurança com cartão

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O Banco do Brasil anunciou na sexta-feira, 8 de maio, a ampliação do BB, Sou Eu!, solução de autenticação que agora passa a atender também transações com cartões de clientes Pessoa Jurídica (PJ) no App BB. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com inovação, segurança e melhoria contínua da experiência dos clientes.

Com a expansão, as empresas passam a contar com um processo mais ágil e eficiente para validação de transações. Sempre que uma operação apresentar indício de risco, o cliente é notificado em tempo real e pode confirmar, de forma simples no próprio aplicativo, se reconhece a compra, reduzindo novas recusas indevidas e garantindo maior fluidez no uso do cartão.

Para utilizar a solução, o cliente PJ precisa apenas ter o App BB instalado, chave J e senha de acesso ao App BB, o que possibilita uma jornada totalmente digital e prática. “A funcionalidade traz para o público PJ a mesma experiência já consolidada junto aos clientes PF, com interações rápidas e autonomia na tomada de decisão. A expansão fortalece a estratégia do Banco do Brasil de oferecer soluções digitais integradas, alinhadas às tendências do mercado financeiro e às necessidades dos clientes”, afirma Bárbara Freitas, diretora de Soluções em Meios de Pagamento do BB.

Sobre o ‘BB, Sou Eu!’

O ‘BB, Sou Eu!’ é uma solução de autenticação que informa o cliente, em tempo real, sobre situações de suspeita de fraude. Lançada em julho de 2025 para clientes PF, a solução permite, de forma simples e ágil, confirmar a autenticidade de uma compra, contribuindo para uma experiência de pagamento mais segura e sem interrupções.

Com a ampliação para clientes Pessoa Jurídica (PJ), a solução se torna ainda mais completa, oferecendo uma jornada 100% digital, simples, rápida e intuitiva, com mais autonomia e controle sobre as transações.

A iniciativa consolida o BB, Sou Eu! como uma ferramenta estratégica na evolução da experiência do cliente, combinando segurança, praticidade e inovação para pessoas físicas e jurídicas.

Fonte: Banco do Brasil

BB, Secretaria do Tesouro e B3 lançam Tesouro Reserva com operação 24h

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No dia 11 de maio, a Secretaria do Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil lançaram oficialmente o Tesouro Reserva, novo título do Programa Tesouro Direto. O produto terá rendimento indexado à taxa básica de juros (Selic) e poderá ser negociado em qualquer hora, todos os dias da semana, ou seja, 24×7.

Ao contrário do Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado, eliminando o risco de oscilações no valor do investimento em momentos de maior volatilidade do mercado financeiro. O título inicialmente ficará disponível para a base de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, instituição financeira parceira neste projeto. Outras instituições estão em fase de testes e devem ofertar o papel em breve.

O Tesouro Reserva foi criado para quem quer montar uma reserva de emergência de forma simples e segura. Alinhado ao objetivo do Tesouro Direto, o novo título visa atrair pessoas para iniciar a jornada de investimentos, fomentando a educação financeira de milhões de brasileiros, assim como outras iniciativas da Secretaria do Tesouro Nacional em parceria com a B3, a bolsa do Brasil, como a OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira).

“O Tesouro Reserva nasce para atender uma demanda concreta da população: a necessidade de guardar dinheiro com segurança, simplicidade e acesso imediato. Com a operação 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminamos barreiras de horário e aproximamos o investimento público da rotina das pessoas. É um título pensado para quem quer começar a investir, formar uma reserva de emergência e ter previsibilidade, sem sustos no momento do resgate”, explica Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.

O Tesouro Reserva tem rendimento a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O valor mínimo para começar a investir é de R$ 1, com limite de até R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates.

A B3 é responsável pela infraestrutura que viabiliza a operação dos títulos do Tesouro. Para o diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da bolsa, Felipe Paiva, o novo produto cumpre um papel importante na democratização do mercado financeiro do país.

“Temos estudado formatos distintos para promover em escala a atração e formação de novos investidores digitais no Brasil. Com o Tesouro Reserva, a pessoa pode aplicar valores a partir de R$ 1, acompanhar o rendimento e resgatar quando quiser, 24×7. Tudo feito de forma simples. Isso reforça uma questão importante de finanças comportamentais: quando a pessoa detém um investimento, aumenta seu interesse na jornada de educação financeira”, afirma.

O Banco do Brasil é um parceiro histórico do Tesouro Direto, desde o lançamento do programa, em 2002. Na avaliação de Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, “ser a primeira instituição a distribuir o novo título reforça nossa expertise e vanguarda, tanto em tecnologia quanto em investimentos. Fomentar a cultura de investimentos e a educação financeira é uma forma poderosa de apoiar o desenvolvimento da economia do nosso país e promover a autonomia dos cidadãos”.

Os investimentos e resgates do Tesouro Reserva são realizados por meio do app Investimentos BB, utilizando transação via Pix, o que simplifica o processo.

Tributação

O Tesouro Reserva segue as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto. Há incidência de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os rendimentos, no momento do resgate ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto.

Para aplicações resgatadas em até 30 dias, pode haver cobrança de IOF, que é também regressiva e zerada após esse período. A cobrança dos impostos é automática, feita pela instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor.

Fonte: Banco do Brasil

BB oferece condições especiais para renegociação no Desenrola FIES

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O Banco do Brasil já disponibiliza as condições do Desenrola FIES, iniciativa do Governo Federal voltada à renegociação de dívidas de estudantes e egressos do ensino superior.

Com descontos que podem chegar a até 99% do valor total da dívida, o programa busca apoiar a recuperação financeira dos beneficiários e contribuir para a continuidade ou retomada de seus projetos educacionais e profissionais.

O Desenrola FIES permite a renegociação de contratos a partir de 13 de maio, beneficiando potencialmente mais de 808 mil estudantes com operações ativas no Banco do Brasil.

Para o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, a iniciativa reforça o papel da instituição no apoio às políticas públicas de educação. “O Banco do Brasil tem um compromisso histórico com a educação e com o desenvolvimento do País. Ao viabilizar o Desenrola Fies, contribuímos diretamente para que milhares de estudantes regularizem sua situação financeira e possam retomar seus projetos de vida, com mais segurança e dignidade”.

Condições de renegociação

As condições se aplicam a financiamentos contratados até o segundo semestre de 2017 e que se encontravam em fase de amortização em 4 de maio de 2026.

Entre os principais benefícios estão:

Estudantes adimplentes

  • desconto de 12% sobre o valor total da dívida (incluindo o principal), para pagamento à vista.

Estudantes inadimplentes

  • débitos vencidos e não pagos até 90 dias em 4 de maio de 2026: desconto de 12% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), para pagamento à vista;
  • débitos vencidos e não pagos entre 91 e 360 dias em 4 de maio de 2026: desconto de 100% sobre encargos (juros e multas) e de 12% sobre o valor principal para pagamento à vista; ou parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com desconto de 100% dos juros e multas, mantidas as demais condições do contrato;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias em 4 de maio de 2026 que estejam inscritos no CadÚnico: desconto de 92% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 5 anos em 4 de maio de 2026 que estejam inscritos no CadÚnico: desconto de 99% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias, em 4 de maio de 2026, que não se enquadrem na hipótese prevista nos dois itens anteriores: desconto de 77% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses.

Acesso e canais de contratação

A renegociação pode ser realizada de forma simples e segura pelo App BB (Soluções de Dívidas > Central de Renegociações > FIES), ou alternativamente, se o estudante não tiver acesso ao App, em uma agência do Banco do Brasil. Os estudantes terão até 31 de dezembro de 2026 para aderir às condições especiais.

A atuação do Banco do Brasil no Desenrola FIES reafirma seu compromisso com a execução de políticas públicas de educação e com a ampliação de oportunidades para a população brasileira, contribuindo para a redução do endividamento e para a promoção do desenvolvimento social e econômico. Confira mais informações sobre o Novo Desenrola em bb.com.br/desenrola e sobre o FIES em bb.com.br/desenrolafies.

Cuidados contra fraudes

O BB reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida.

Fonte: Banco do Brasil

BB tem novo diretor de Participações, Parcerias e Operações Societárias

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O Banco do Brasil comunicou ao mercado, na noite desta terça-feira, 12, a eleição de Gilmar Dalilo Cezar Wanderley para o cargo de diretor de Participações, Parcerias e Operações Societárias. O novo diretor ocupava anteriormente o cargo de gerente geral da Unidade de Participações e Parcerias Estratégicas, recentemente reestruturada em linha com a diretriz de fortalecimento da atuação do Banco na gestão estratégica de suas participações, no desenvolvimento de parcerias, sinergias intra‑conglomerado, no fomento de novos negócios e na geração de valor.

Gilmar é graduado em Ciências Econômicas, com especialização em Previdência Complementar e mestrado em Engenharia de Produção. Atua há mais de 22 anos no BB, com trajetória também na Previ, sendo responsável pelas atividades nas áreas de gestão de participações, renda variável, derivativos, alocação offshore, análise de empresas e operações de M&A.

Gilmar possui ainda experiência em conselhos de administração e fiscal, além de atuação em diretorias de empresas abertas e fechadas. Atualmente, é presidente do Conselho de Administração do BB-BI, conselheiro de administração da Livelo, diretor-presidente na Elopar e diretor do BB Marketplace.

Fonte: Banco do Brasil

Acionistas do BB aprovam aumento de capital de R$ 150 bi em meio à pressão no agro

Publicado em: 07/05/2026

Os acionistas do Banco do Brasil aprovaram um plano para aumentar o capital autorizado do banco para R$ 150 bilhões, em um momento em que o crescimento da inadimplência pesa sobre o lucro.

O banco não pretende emitir ações para levantar capital neste momento, mas considera que aumentar o limite é uma medida prudente diante do aumento do custo de crédito, de acordo com uma pessoa familiarizada com o tema que falou à Bloomberg News.

O banco já tomou algumas medidas para aumentar os índices de capital, como reduzir a fatia do lucro que distribui aos acionistas, e vê uma capitalização como um último recurso, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada discutindo informações privadas.

O capital social do Banco do Brasil está em R$ 120 bilhões, o que consome todo o limite anterior. O banco discutiu a necessidade de um aumento de capital no ano passado diante da pressão da alta da inadimplência e de resultados mais fracos, de acordo com outra pessoa a par do tema.

No entanto, antes de decidir pelo movimento, o BB apertou condições de crédito, o que incluiu uma redução na concessão de crédito rural. O movimento ajudou a estabilizar o desempenho e melhorar os resultados do banco, reduzindo a urgência de uma potencial injeção de capital.

Uma expansão do crédito consignado para trabalhadores do setor privado também ajudou na melhoria dos resultados. O Banco do Brasil é líder no consignado para servidores públicos e quer atingir uma fatia de pelo menos 20% no consignado para o setor privado.

Embora um aumento de capital não seja mais visto como iminente, continua sob o radar e é discutido com frequência em reuniões internas, de acordo com a pessoa.

O BB disse em um comunicado enviado por e-mail que a decisão dos acionistas é uma das medidas prudenciais que o banco adota para resguardar seu capital.

O banco afirmou ainda que não há necessidade de medidas adicionais e que não há qualquer debate sobre aumento de capital, e que as projeções financeiras divulgadas ao mercado apontam para um reforço gradual dos níveis de capital.

A inadimplência no crédito agro bateu recordes no começo deste ano, de acordo com dados do Banco Central. O BB responde por mais de 50% deste mercado.

Os produtores rurais brasileiros tomaram dívidas nos últimos cinco anos diante de um boom nos preços das commodities após a pandemia da Covid 19. Quando os preços caíram, muitos deles se viram com dívidas mais caras em meio a um ciclo de alta de juros no Brasil.

Parte do impacto nos resultados do Banco do Brasil veio da aceleração dos pedidos de recuperação judicial no setor. O BB respondeu com um endurecimento de regras no crédito, pedindo mais garantias.

O banco espera que os resultados se mantenham sob pressão no curto prazo porque empréstimos mais antigos, que têm maior risco, ainda são a maior parte dos volumes em aberto. Mas o BB disse que operações mais novas já mostram resultados mais positivos em termos de pagamento.

“A carteira que foi concedida com base nas alienações fiduciárias teve resultados bem mais significativos em relação à adimplência nos primeiros dias de abril”, disse o vice-presidente de agronegócios do banco, Gilson Bittencourt, em um evento para investidores na semana passada.

Segundo ele, essas operações mais novas representam apenas 20% do que o banco está recebendo este ano em algumas linhas.

O Banco do Brasil deve divulgar os resultados do primeiro trimestre em meados de maio.

Na média, analistas consultados pela Bloomberg estimam que o banco mostrará um lucro líquido ajustado de R$ 3,52 bilhões neste ano, uma queda de 52% em relação ao mesmo período do ano passado. A estimativa do mercado caiu mais de 18% nas últimas quatro semanas.

Fonte: Bloomberg Línea

Com R$ 2,2 bilhões, BB Seguridade tem lucro 11% maior no 1º trimestre

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A BB Seguridade (BBSE3) teve lucro líquido ajustado de R$2,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11,2% sobre o desempenho obtido um ano antes, impulsionado em parte por melhora em resultado financeiro do grupo.

Analistas, em média esperavam lucro líquido de R$2,2 bilhões para a BB Seguridade, segundo dados da LSEG.

Em termos consolidados, a empresa teve resultado positivo de R$2,14 bilhões nos três primeiros meses do ano, ante R$1,96 bilhão um ano antes.

A companhia, braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, teve um resultado financeiro de R$507 milhões de janeiro ao final de março, correspondendo a 22,8% do lucro líquido e saltando 58,5% na comparação anual.

Segundo a empresa, a melhora no resultado financeiro ocorreu pela alta da taxa média Selic no período e redução do custo do passivo da Brasilprev, que foi favorecido pela deflação do IGP-M.

A BB Seguridade afirmou no balanço que os prêmios emitidos pela Brasilseg no primeiro trimestre ficaram dentro das estimativas para o ano e reservas de previdência PGBL e VGBLda Brasilprev variaram em linha com os intervalos das estimativas do grupo para 2026.

A Brasilseg apurou queda de 2,3% nos prêmios emitidos ante uma previsão para o ano de queda de 3% a alta de 2%. A sinistralidade foi de 23,9%, queda de 2,2 pontos percentuais sobre o primeiro trimestre do ano passado.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil anuncia investimento de R$ 5,4 milhões na Agrorobótica

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O BB Ventures, programa de Corporate Venture Capital do Banco do Brasil, anuncia o investimento de R$ 5,4 milhões na Agrorobótica, agtech brasileira que desenvolve soluções de inteligência agronômica e tecnologias voltadas ao mercado de carbono no solo.

A operação marca a entrada da Agrorobótica no portfólio do Fundo BB Impacto I, gerido pela Vox Capital e reforça a estratégia do Banco do Brasil de apoiar empresas inovadoras que contribuem para o aumento da eficiência no campo, a sustentabilidade do agronegócio e a inserção do Brasil em cadeias globais de valor associadas à nova economia de baixo carbono.

Para o vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, o investimento está alinhado ao papel histórico do Banco no setor. “O BB é o principal parceiro do agronegócio e investir em soluções como as desenvolvidas pela Agrorobótica reforça nosso compromisso com a inovação, a competitividade do produtor rural e a modernização do campo brasileiro, combinando produtividade, tecnologia e sustentabilidade”, afirma o executivo.

Fundada em 2015 e incubada na Embrapa Instrumentação, a Agrorobótica desenvolve tecnologias que integram agricultura de precisão, gestão da fertilidade do solo e mensuração de carbono, ampliando as oportunidades econômicas para o produtor rural e fortalecendo práticas alinhadas à transição sustentável do agro.

Com o investimento, o BB Ventures amplia sua presença no ecossistema de inovação com o olhar em negócios sustentáveis, fortalecendo conexões entre startups, unidades de negócio do Banco do Brasil e parceiros estratégicos, com foco em soluções que gerem valor econômico e impacto positivo de longo prazo.

O BB Ventures

O BB Ventures é o programa de Corporate Venture Capital do Banco do Brasil. Criado em 2020, conta hoje com R$ 500 milhões de capital comprometido. Em sua tese, o Programa busca soluções nas verticais agtechs, govtechs, fintechs e estreia a vertical de ASG com o aporte em Agrorobótica. O portfólio conta com cinco Fundos de Investimento em Participações e 51 startups investidas com estágios que vão desde o late seed até Serie B e aderência a tese.

Para saber mais, acesse bb.com.br/startups.

Banco do Brasil realiza 1,8 mil renegociações no primeiro dia do Desenrola

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Nesta quarta-feira, 6 de maio, primeiro dia de renegociações pelo Novo Desenrola, o Banco do Brasil realizou 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do Programa do Governo Federal. As operações somam cerca de R$ 3 milhões.

A instituição oferece ainda condições especiais de renegociação para clientes com outros perfis, que firmaram 10,1 mil novos acordos no mesmo dia; o montante total chega a R$ 94,8 milhões. Com o anúncio do Programa e a maior interesse pelos clientes, o BB notou um aumento significativo na procura durante esta semana. Para se ter uma ideia, a quantidade de renegociações, considerando todos os públicos, saltou 87% na comparação com o início da semana passada.

O BB oferece a seus clientes a possibilidade de renegociar dívidas diretamente pelo WhatsApp oficial do BB (61 4004-0001), com descontos que podem chegar a 90%, além de condições facilitadas de pagamento.

A partir do contato pelo WhatsApp, com uso da senha pessoal, a renegociação pode ser concluída ali mesmo, de forma ágil. E os clientes ainda contam com atendimento especializado realizado por atendentes da Central de Relacionamento BB, garantindo suporte humano durante todo o processo de negociação, de forma simples, segura e digital, aos clientes que precisarem de consultoria específica. O BB oferece ainda o acesso às negociações por outros canais, como o aplicativo da instituição, Internet Banking, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.

O Banco do Brasil incentiva hábitos financeiros mais saudáveis e reafirma seu papel como agente de desenvolvimento econômico e social, oferecendo soluções responsáveis que apoiam a regularização de dívidas, a recuperação do equilíbrio financeiro e o planejamento do futuro com mais segurança.

Cuidados contra fraudes

O Banco do Brasil reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais do BB, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida contra tentativas de fraude.

Fonte: Banco do Brasil

BB, em parceria com Aprova, impulsiona a digitização na gestão pública

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O Banco do Brasil, em parceria com a govtech Aprova, apresenta os primeiros resultados da implantação da solução BB Governo Digital, plataforma integrada para gestão e automação de processos do setor público que centraliza análises, autorizações, assinaturas e cobranças em um único ambiente digital, com elevado padrão de segurança, conformidade jurídica e governança. A solução visa apoiar gestores públicos na tomada de decisão e no controle dos fluxos administrativos.

Um dos municípios participantes do piloto é Ipatinga (MG), que já passou a operar com um sistema 100% digital de gestão pública. Processos que antes dependiam da circulação física de documentos entre secretarias passaram a tramitar de forma totalmente digital na plataforma, que oferece automação, inteligência artificial, rastreabilidade completa, padronização de fluxos e análise em tempo real.

Os resultados mostram que, além de melhorar a eficiência dos serviços públicos, a plataforma também auxilia na conservação ambiental:

  • 700 mil páginas não impressas mensalmente;
  • Redução de 42 toneladas de papel utilizadas por ano;
  • Redução de custos operacionais e de insumos;
  • Alinhamento à agenda de sustentabilidade e ESG;
  • Redução do prazo de processamento dos documentos de 5 a 20 dias para poucas horas e, em alguns casos, poucos minutos.

A população de Ipatinga também passou a se beneficiar da digitalização de documentos. Os cidadãos passaram, por meio da plataforma, a abrir e a acompanhar protocolos sobre serviços públicos de forma on-line, pelo celular ou computador, acompanhando todas as etapas do processo sem filas ou deslocamentos.

O projeto rendeu à cidade a Medalha Pan-Americana da Inovação, na Expo BH Cidades Inteligentes (Fórum Pan-americano da Inovação), evento realizado em 8 de abril, com projeção desse reconhecimento para a etapa Global, a ser realizada no mês de maio, em Boston.

Em Formiga (MG), a plataforma foi responsável pela economia de R$ 18 mil mensais para os cofres públicos e liberação de 125 horas de trabalho (que chegará a 300h/mês). Já em Uberaba (MG), os números projetam economia anual na ordem de R$ 3,5 milhões e 28 toneladas de papel fora de circulação.

A experiência em Minas Gerais mostra que a solução BB Governo Digital tem potencial para ser replicada em municípios de diferentes portes, aproveitando a capilaridade e a atuação histórica do Banco do Brasil com os entes públicos.

“Ao apoiar a transformação digital de processos administrativos, o Banco do Brasil reafirma seu compromisso com a inovação responsável, contribuindo para uma gestão pública mais eficiente, transparente e alinhada às necessidades do cidadão. A solução BB Governo Digital fortalece a atuação do BB como indutor de modernização do estado brasileiro, colocando a tecnologia a serviço da boa governança e da entrega de valor público”, afirma Michele Azevedo Alencar, gerente geral de estratégia de Governo do Banco do Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

BB inaugura sala vip em Cumbica de olho no público de alta renda

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O Banco do Brasil inaugurou seu espaço VIP no Aeroporto de Guarulhos (Cumbica), seguindo os passos dos bancos privados, como Bradesco, Nubank e C6, que abriram suas próprias salas, em uma acirrada disputa pelos clientes de mais alta renda.

No BB, a sala terá funcionamento 24 horas, sete dias por semana e é voltada a clientes que têm “cartões premium” do banco, de acordo com comunicado à imprensa. “A iniciativa reforça o posicionamento da marca no relacionamento com o público de alta renda.”

O espaço VIP do banco recebeu o nome de “Casa BB”, tem capacidade para atender até 320 pessoas simultaneamente e fica no terminal 3, de embarques internacionais, onde estão a maioria dessas salas.

“O Banco do Brasil avança estrategicamente na corrida dos cartões premium ao reforçar sua proposta de valor baseada em diferenciação, experiências exclusivas e relacionamento”, comenta o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, na nota à imprensa.

Além do BB, o Itaú está para inaugurar uma sala VIP própria em Guarulhos. Nos últimos meses, tem havido uma corrida dos bancos por espaços no aeroporto, que é o maior da América Latina, e por onde passaram mais de 47 milhões de passageiros em 2025, recorde histórico.

O Nubank inaugurou no começo de 2025 sua sala VIP para clientes de alta renda do segmento Ultravioleta, enquanto o C6 abriu um espaço para os clientes do segmento Carbon, também para os mais endinheirados. O BTG foi além e construiu seu próprio terminal em Guarulhos. Já o Bradesco tem feito salas VIPs não só em Guarulhos, mas em vários aeroportos, como em Congonhas, não só para voos internacionais, mas para passageiros domésticos também.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Banco deve suspender encargos controvertidos em contratos de crédito rural

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Produtora rural obteve, na Justiça, a suspensão imediata da exigibilidade de encargos controvertidos em contratos de crédito rural firmados com o Banco do Brasil.

A decisão é da juíza de Direito Lília Maria de Souza, da 22ª vara Cível de Goiânia/GO, que concedeu tutela de urgência e determinou, ainda, que a instituição financeira se abstenha de negativar o nome da autora. Caso a inscrição já tenha ocorrido, o banco deverá providenciar a exclusão no prazo de 10 dias, sob pena de multa diária.

Entenda o caso

A produtora rural ajuizou ação revisional alegando manter longa relação contratual com o banco, envolvendo diversas operações de crédito rural.

Segundo sustentou, houve cobrança reiterada de encargos ilegais, como juros acima do limite de 12% ao ano, juros moratórios superiores ao permitido, além de venda casada de seguros e operações de refinanciamento sucessivas (“mata-mata”).

Diante do agravamento da situação financeira e da negativação da conta bancária, a cliente reiterou o pedido de tutela de urgência para suspender as cobranças e impedir novas restrições de crédito.

Suspensão

Ao analisar o pedido, a juíza entendeu estarem presentes os requisitos do art. 300 do CPC.

Quanto à probabilidade do direito, destacou que a autora apresentou documentação robusta, incluindo contratos e laudo técnico que indicam possíveis ilegalidades, como a cobrança de juros acima do limite legal em operações de crédito rural.

A magistrada também mencionou entendimento consolidado do STJ no sentido de que, na ausência de fixação pelo Conselho Monetário Nacional, os juros nessas operações devem respeitar o teto de 12% ao ano, além da possibilidade de revisão de contratos renegociados ou quitados.

Quanto ao perigo de dano, a juíza ressaltou que a negativação já efetivada e a continuidade das cobranças configuram prejuízo concreto e de difícil reparação, com impacto na reputação econômica e na capacidade financeira da autora.

Assim com base nesses fundamentos, determinou:

  • a suspensão da exigibilidade dos encargos que excedam os limites legais, incluindo juros e tarifas questionadas;
  • a proibição de negativação do nome da autora;
  • a exclusão de eventual inscrição em cadastros restritivos no prazo de 10 dias;
  • multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a 30 dias em caso de descumprimento.

Para o advogado que atua no caso, Leandro Marmo, especialista em Direito do Agronegócio da banca João Domingos Advogados, a liminar “é um marco na defesa do produtor rural contra o sufocamento financeiro imposto por instituições bancárias. O reconhecimento pela Justiça de que os juros no crédito rural devem se limitar a 12% ao ano freia imediatamente essas cobranças milionárias abusivas, garantindo a continuidade da produção no campo”.

Fonte: Migalhas

Em nova campanha, BB reforça que a força do agro vem da nossa gente

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Está no ar a mais nova campanha de comunicação do Banco do Brasil, com foco no agro. Assinada pela Lola\TBWA, a iniciativa reforça o papel do BB como o principal parceiro dos pequenos, médios e grandes produtores, reafirmando o compromisso histórico da Instituição com a cadeia de valor do agro e o desenvolvimento do país.

Sob o conceito “a força do agro vem da nossa gente”, a campanha traduz o entendimento de que o agro é movido por pessoas, desde o produtor que acredita na colheita e investe em cada safra, até os parceiros especializados do BB que orientam, aconselham e estão presentes no dia a dia do campo.

“O Banco do Brasil é parceiro histórico do agro e a nossa estratégia de comunicação busca reforçar esse nosso protagonismo”, afirma Paula Sayão, diretora de Marketing e Comunicação do BB. “Ao valorizar os produtores na campanha, reforçamos a confiança, relevância da nossa marca e identificação com o BB”, acrescenta.

O planejamento de mídia contempla várias frentes do agro, como o patrocínio ao programa Viver Sertanejo, da TV Globo, presença nas principais feiras de agronegócios em todo o país, além de ações relacionadas à divulgação do Plano Safra e outras iniciativas ao longo do ano.

Clique aqui e confira o filme.

Fonte: Banco do Brasil

Bancária será indenização após 24 anos em atividades de digitação

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A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reduziu de R$ 250 mil para R$ 80 mil o valor da indenização a ser paga pelo Banco do Brasil S.A. a uma bancária que desenvolveu doença ocupacional por ter executado continuamente, durante 24 anos, atividades de digitação. A decisão tomou por base precedentes do TST em casos semelhantes envolvendo Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT).

A bancária trabalhou de 1993 a 2019 na agência do Banco do Brasil de Teixeira de Freitas (BA). Com dor nos punhos e ombros, ela foi diagnosticada em junho de 2000 com LER/DORT. As sequelas diminuíram sua capacidade de trabalho e a incapacitaram para as tarefas que desempenhava.
Banco não concedia paradas periódicas nem ginástica laboral

O juízo de primeiro grau reconheceu o direito da bancária à indenização, destacando que o banco não garantia a interrupção periódica da jornada nem oferecia ginástica laboral e mobiliário adequado. Apesar de material que alertava para riscos ergonômicos, a bancária não podia interromper seu trabalho por conta própria. A reparação foi fixada em R$ 250 mil, e a condenação foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.

No recurso ao TST, o Banco do Brasil pediu a redução desse valor, argumentando que a incapacidade da bancária é parcial e reversível e que ela não esgotou todas as formas de tratamento especializado para a enfermidade.

Casos semelhantes tiveram valores menores

O relator, ministro Augusto César, destacou que, de acordo com o quadro factual descrito pelo TRT, que não pode ser objeto de revisão no TST, o valor atribuído à indenização era elevado em relação a casos semelhantes. Ele citou como exemplo precedentes em que foram arbitrados valores de R$ 50 mil, R$ 70 mil e R$ 80 mil.

A decisão foi unânime.

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho

Última decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta ao mercado

Publicado em: 29/04/2026

O Banco do Brasil (BBSA3) voltou a frustrar o mercado. Mas, desta vez, o problema não foi apenas um número abaixo do esperado — foi a confirmação de uma tese que muitos investidores preferiam ignorar.

O desconto histórico das ações nunca foi um erro de precificação. Sempre foi um prêmio de risco. E ele voltou ao centro da discussão.

Nos últimos anos, o Banco do Brasil construiu uma narrativa poderosa: um banco estatal eficiente, lucrativo e, principalmente, uma máquina consistente de dividendos (parcelas do lucro de uma empresa distribuídas aos seus acionistas como forma de remuneração). Esse conjunto levou muitos investidores a relativizar o risco político, tratando-o quase como um ruído de fundo.

A reunião com investidores (Investor Day), no entanto, trouxe um choque de realidade.

Segundo relatório recente do Safra (além de outros bancos, como o BTG), o encontro reforçou um cenário de elevada incerteza, com recuperação em formato de “W” para o retorno sobre patrimônio (ROE) e pouca visibilidade sobre a qualidade dos ativos, especialmente no crédito ao agronegócio.

Na prática, isso significa que o lucro pode até se recuperar — mas de forma irregular, mais lenta e com riscos adicionais no caminho.

E o ponto central: com maior necessidade de provisões, o banco passa a operar com um nível de rentabilidade mais pressionado. Alguns bancos (sell side) revisaram para baixo suas estimativas de lucro para 2026, projetando um ROE ao redor de 10%, abaixo do guidance e das expectativas do mercado.

Mas talvez o maior impacto não esteja no lucro. Está nos dividendos.

O Banco do Brasil sempre foi visto como um dos principais pagadores de proventos da bolsa brasileira. Era essa característica que justificava, para muitos investidores, conviver com o risco estatal. O problema é que essa equação começa a mudar.

As projeções atuais indicam um dividend yield (índice que mede a rentabilidade dos dividendos de uma empresa em relação ao preço de suas ações) próximo de 4%, muito abaixo do histórico recente.

E isso muda tudo. Quando o retorno em dividendos deixa de ser excepcional, o investidor passa a exigir mais previsibilidade — justamente o ponto em que bancos estatais tradicionalmente falham. Sem o “colchão” do yield (rendimento) elevado, o risco político deixa de ser compensado. E, nesse momento, o mercado reprecifica.

O próprio relatório do Safra reforça que o ambiente permanece desafiador, com riscos que vão desde deterioração da qualidade de crédito até possíveis interferências regulatórias e políticas . Em outras palavras: o conjunto de incertezas que sempre justificou o desconto continua presente — e agora mais evidente.

Não por acaso, as ações do Banco do Brasil seguem negociando a múltiplos baixos. Mas a pergunta que fica é: isso é uma oportunidade ou um reflexo correto do risco?

Historicamente, o Banco do Brasil negociou com desconto em relação aos bancos privados — como Itaú ou Bradesco — justamente por carregar essa assimetria estrutural. Em momentos de execução forte, esse desconto parecia exagerado. Agora, talvez ele esteja apenas voltando ao seu nível “justo”.

A grande mudança, portanto, não está apenas nos números. Está na percepção.

O investidor começa a perceber que o Banco do Brasil não é apenas um banco barato e pagador de dividendos. É também um ativo sujeito a ciclos mais voláteis, influenciado por decisões que vão além do mercado.

E quando essa percepção muda, o múltiplo muda junto. A decepção recente pode até não ser a última. Mas ela cumpre um papel importante: lembrar que, no caso do Banco do Brasil, o desconto nunca foi um erro.

Fonte: E-Investidor

Pior ainda não passou: BB enfrenta ceticismo dos analistas após BB Day

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O Banco do Brasil (BBAS3) realizou seu Dia do Investidor no dia 23 de abril em um momento delicado. O banco precisava convencer o mercado de que está no caminho certo para superar o que a própria administração classificou como a pior crise dos últimos 20 anos.

A onda de calotes no agronegócio elevou o índice de inadimplência da média histórica de 1% para cerca de 6,1%, derrubou os lucros em 60% e arrastou o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) para um dígito. O sentimento geral após o evento foi de que o pior ainda não passou e que o primeiro semestre seguirá difícil.

A própria administração admitiu que a recuperação poderá seguir um formato de W, ou seja, haverá uma nova piora antes da melhora consistente.

Safra e BTG cortam preço-alvo

Pelo menos duas casas revisaram suas projeções para baixo após o evento. O Safra reduziu o preço-alvo de R$ 28 para R$ 27, e o BTG Pactual, de R$ 26 para R$ 25. O Itaú BBA manteve o preço-alvo em R$ 23. Todos os três bancos seguem com recomendação neutra para o papel.

Guidance em risco com primeiro trimestre fraco

A principal preocupação entre os analistas é que o primeiro trimestre de 2026 será tão fraco que o banco corre o risco de não atingir seu guidance de lucro entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.

O Itaú BBA e o BTG projetam lucro de R$ 21 bilhões para o ano, abaixo do piso do intervalo divulgado pelo banco. O Safra está ligeiramente mais otimista, estimando R$ 25 bilhões.

Para o Safra, as apresentações do BB Day reforçaram um 2026 ainda difícil, com recuperação do ROE em formato de W e o ciclo de crédito do agronegócio ainda em processo de normalização.

O BTG foi mais direto e afirmou que “o limite inferior da projeção se tornou, efetivamente, o teto, ou seja, R$ 22 bilhões. Já estamos ligeiramente abaixo desse valor, embora ainda consideremos a possibilidade de uma alíquota de imposto favorável ao longo do ano.”

Carteira e vencimentos mantêm pressão em 2026

A Medida Provisória nº 1.314 estendeu vencimentos de empréstimos que somam R$ 36,5 bilhões, mas ainda há cerca de R$ 24 bilhões de vencimentos em 2026 oriundos da carteira rolada, que tendem a pressionar a qualidade dos ativos por apresentarem maior formação de NPL (Non-Performing Loans, empréstimos não pagos).

O próprio Banco do Brasil divulgou que 36% da carteira de crédito agropecuário com vencimento estendido vence em 2026 e outros 22% em 2027.

A administração espera que as taxas de inadimplência na primeira parcela do setor agropecuário melhorem de 8% em 2025 para cerca de 5% em 2026. “Embora a tendência seja positiva, acreditamos que a incerteza em relação ao momento e à magnitude dessa melhora permanece alta”, avaliou o BTG.

Para contextualizar a dimensão do problema, a Caixa reportou índice de inadimplência no setor agropecuário de aproximadamente 14% no mesmo período, segundo o BTG.

O Safra resumiu o cenário em relatório. “No geral, o cenário permanece altamente incerto, com externalidades agravantes como conflitos geopolíticos e seus impactos sobre os custos de insumos, o ritmo elevado de pedidos de recuperação judicial entre produtores rurais e os potenciais efeitos de La Niña.”

Guerra no Irã pode piorar o que já está ruim

Felipe Prince, vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do Banco do Brasil, alertou que, após o início da guerra no Irã, o custo de insumos, especialmente fertilizantes, chegou a subir cerca de 80%.

Os efeitos diretos ainda não são sentidos agora, mas podem impactar a próxima safra. “Há pouca visibilidade sobre como essa situação irá evoluir”, destacou o BTG.

Há sinais positivos, no entanto. As novas entradas em recuperação judicial caíram para R$ 1,34 bilhão no primeiro trimestre, ante R$ 1,84 bilhão no quarto trimestre. “Esta é uma boa notícia, embora o nível ainda seja alto e uma maior concentração de dívidas esteja por vir”, afirmou o Itaú BBA.

Garantias reduzem calotes e crédito do trabalhador avança

No evento, o BB destacou que a maior seletividade e o uso de garantias nos empréstimos já estão ajudando a reduzir a inadimplência. “Observamos um resultado bem mais significativo em relação à inadimplência, mostrando que a mudança na forma de atuação, com maior foco em garantias, tem surtido efeito”, disse a administração.

Prince acrescentou que a garantia real traz “um efeito disciplinador, inclusive reduzindo o risco moral, já que, em caso de não pagamento, o cliente pode perder o bem dado em garantia.”

Para o Itaú BBA, as políticas de concessão de crédito foram substancialmente reforçadas e os frutos devem começar a ser colhidos no segundo semestre de 2026. Por outro lado, o banco espera uma expansão mais lenta da carteira de empréstimos.

No crédito do trabalhador, o BB construiu rapidamente uma carteira de R$ 17,2 bilhões, alcançando participação de mercado de aproximadamente 13%, com ambição de atingir 20%.

O Itaú BBA avalia a rentabilidade como atrativa, com valor médio de empréstimo de R$ 7,9 mil, taxa mensal média de aproximadamente 3% e prazo médio de 52 meses.

Ação não está cara, mas também não está atraente, diz BTG.

Negociada a cerca de 0,7 vez o valor patrimonial, a ação do Banco do Brasil não está cara, mas com ROE em torno de 10% em 2026, P/L de aproximadamente 6,5 vezes para o mesmo ano e dividend yield de cerca de 4%, “ela não é particularmente atraente quando comparada aos padrões históricos”, avaliou o BTG.

Fonte: Investidor 10

Diagnóstico do BB para o agro: “se a Selic for caindo, o setor reage rápido”

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O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BBAS3), Gilson Alceu Bittencourt, acredita que o setor deve reagir rápido caso a Selic, taxa básica de juros, continuar caindo.

“Se há uma sinalização de redução da taxa de juros, mesmo que em um ritmo mais lento do que o esperado, isso indica um cenário mais favorável à frente — tanto para novos investimentos quanto para a busca de soluções para problemas financeiros junto às instituições e credores”, disse ao Money Times durante o segundo dia da Agrishow. “Parte da inadimplência, inclusive, está concentrada em grandes indústrias de máquinas e insumos”, completou

O banco, que conta com uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio, espera ver uma estabilidade em 2026. “Manter esse volume já é um grande desafio, considerando os vencimentos que eu preciso repor e o cenário mais restritivo de crédito”.

Quanto ao volume de negócios na Agrishow, o BB projeta R$ 3 bilhões. “Ainda estamos no início da feira, cerca de um dia e meio, e o desempenho está positivo. Temos boas chances de atingir esse objetivo”.

Para o evento, o Banco do Brasil trouxe isenção da taxa operacional nas operações realizadas na feira, linhas de pré-custeio para safra 2026/2027, com taxas a partir de 8% para médios produtores e cerca de 11% para grandes, além de maior disponibilidade de recursos equalizados, inclusive para máquinas, graças à redistribuição feita pelo governo ao longo do ano para o Plano Safra.

Banco do Brasil descarta crise

Na avaliação de Bittencourt, o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas sim desafios pontuais — visão já apresentada em evento do UBS, em janeiro.

“A prova disso é a safra que nós estamos colhendo, seja em relação a área, produção e produtividade, mostrando que o agro continua pujante. A nossa expectativa é que o processo de adimplência vá se retomando, especialmente com o maior critério que nós estamos adotando nas concessões, ampliação das garantias e um olhar mais profundo da capacidade de pagamento de cada produtor”.

Segundo ele, o cenário mais desafiador está concentrado em partes da região Centro-Oeste e em determinados perfis de produtores.

“É importante destacar que os preços não estão baixos em termos históricos, estão dentro da média de longo prazo. O que aconteceu é que, entre 2020 e 2023, tivemos um período excepcional, com preços muito elevados. Quando você olha 10 anos para trás, observa preços em dólar, os preços estão dentro do patamar histórico. Para um conjunto de produtores, o problema é mais de fluxo de caixa”.

Isso acontece já que muitos desses produtores prorrogaram dívidas de custeio por problemas climáticos ou de preço no começo de 2024, assumiram arrendamentos caros naquele período de preços altos, fizeram investimentos quando máquinas e insumos estavam mais caros, imobilizaram capital em terra, equipamentos ou até imóveis urbanos. Tudo isso, somado a um cenário de juros mais elevados.

“A rentabilidade média de uma cultura como a soja está em torno de 25% a 30%, um pouco abaixo disso se for arrendamento. É algo em linha com a média histórica, só que a quantidade de pagamentos que alguns produtores tem por conta dessas questões gera dificuldade. Não é que o setor está crise, é mais uma questão de fluxo de pagamento que afeta mais uns produtores que outros”.

O que o produtor alavancado deve fazer?

Para o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar, o primeiro caminho para o produtor alavancado fica por conta da redistribuição dos seus vencimentos em prazos maiores.

“Com a MP 1314, renegociamos ou contratamos R$ 36,6 bilhões. Desse total, R$ 33 bilhões são com taxas livres e mais da metade são com taxas pós-fixadas, ou seja, na medida que a taxa Selic cair, cai a taxa de juros, beneficiando o produtor. Os outros R$ 3,6 bilhões são com taxas controladas concentradas no Rio Grande do Sul”.

Mas não basta alongar dívida. É preciso ajustar o caixa, reduzindo investimentos, revisando custos e, em alguns casos, vender ativos.

“Houve muita imobilização de capital nos últimos anos, e agora parte desses ativos pode precisar ser liquidada para reequilibrar a situação financeira”.

As recuperações judiciais

Segundo Bittencourt, as recuperações judiciais (RJ) ainda passam por um processo de aprendizado, tanto por parte dos produtores quanto do próprio Judiciário, avalia Gilson Alceu Bittencourt. Ele explica que embora o instrumento venha sendo utilizado de forma adequada em alguns casos, também há distorções, com pedidos feitos apenas para postergar dívidas.

Nesse contexto, um recente provimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe mais clareza sobre o que pode ou não ser incluído nas RJs, o que tende a melhorar o ambiente. “Há diferentes interpretações, e essa padronização ajuda a dar mais segurança ao processo”, afirma.

O executivo também destaca que já há produtores que recorreram à RJ e agora buscam sair do processo. Isso porque, ao contrário do que muitos imaginam, a recuperação judicial não significa apenas suspender pagamentos. “Você passa a ter um terceiro administrando o negócio, inclusive o caixa, e precisa comprovar uma reestruturação efetiva. Caso contrário, pode evoluir para falência”, explica.

Embora o objetivo da lei seja permitir a recuperação financeira, Bittencourt ressalta que, em determinadas situações, o produtor pode terminar em condição pior do que estaria em uma renegociação direta com credores. A expectativa, segundo ele, é que, com maior entendimento sobre o instrumento, o número de RJs tenda a diminuir ao longo do tempo.

Fonte: Money Times

Encontro dos Funcionários do Banco do Brasil será dia 9 de maio

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O Encontro do BB e o da Caixa será no dia 9 de maio, com cerimônia unificada de abertura, e debate sobre conjuntura, às 9 horas, no auditório do Sindicato. Os demais debates dos encontros serão realizados em separado: no auditório do Sindicato e no da CUT do Rio.

“É de suma importância a participação no encontro. Nele iniciamos a construção das nossas pautas de reivindicações para a Campanha Salarial deste ano, tanto para a negociação geral da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), quanto a específica a ser negociada com o BB. É o momento de compilarmos os assuntos mais prementes que afligem o funcionalismo no seu cotidiano”, afirmou o diretor da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), Alexandre Batista.

Ao se inscrever o funcionário receberá a minuta do último acordo para se basear na elaboração das propostas a serem avaliadas no Encontro do BB. E também o acordo atualmente em vigor.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários dos Municípios do Município do Rio de Janeiro

Banco do Brasil lança Boleto com Pix Automático para empresas

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O Banco do Brasil apresentou nesta terça-feira, 28 de abril, o Boleto com Pix Automático, uma solução inovadora de meios de pagamento voltada a empresas de qualquer porte que trabalham com cobranças recorrentes. A iniciativa reforça o protagonismo do BB no desenvolvimento de soluções digitais que combinam tecnologia, simplicidade e conveniência, ao permitir o pagamento automático de faturas mensais.

A solução permite que o pagador autorize pagamentos recorrentes no momento do pagamento do boleto por meio do QR Code, viabilizando o débito automático independentemente da instituição financeira do cliente. A partir dessa autorização, os boletos futuros passam a ser agendados automaticamente.

Para as empresas, o Boleto com Pix Automático reduz barreiras tecnológicas e custos de implementação, já que utiliza a estrutura tradicional de cobrança bancária, preservando funcionalidades como juros, multa, protesto e negativação. Além disso, a solução oferece conciliação unificada e maior previsibilidade de caixa, sem exigir adaptações complexas nos sistemas já utilizados pelos beneficiários.

“O lançamento do Boleto com Pix Automático reafirma a vocação do Banco do Brasil para o pioneirismo e a inovação. É uma solução que amplia a conversão para as empresas, fortalece a previsibilidade do fluxo de caixa e oferece aos clientes uma jornada mais simples, eficiente e integrada para a gestão de seus pagamentos recorrentes”, afirma o vice-presidente de Gestão Financeira e RI do BB, Geovanne Tobias.

A primeira companhia a utilizar a solução, inédita no mercado financeiro, é a Equatorial Energia, que está disponibilizando o Boleto com Pix Automático aos seus clientes nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas e Amapá. A previsão é expandir para Goiás e Rio Grande do Sul ao longo dos próximos meses.

Inicialmente, o Boleto com Pix Automático estará disponível para empresas que utilizam a API de Cobrança do Banco do Brasil, com planos de expansão gradual para outros canais, conforme a evolução do produto. Do lado do pagador, a principal vantagem está na simplicidade e liberdade de escolha: não é necessário ter conta no Banco do Brasil para utilizar a modalidade. Clientes de qualquer instituição financeira podem aderir à solução, com mais comodidade e autonomia no pagamento de suas contas.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil prorroga crédito de R$ 36 bilhões ao produtor rural

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O financiamento sustentável, a transição energética e a gestão de riscos climáticos foram temas debatidos no CNN Talks Agro, realizado nesta segunda-feira (27 de abril), durante a Agrishow. Representantes do setor público e financeiro defenderam maior integração entre crédito, tecnologia e inovação para ampliar a competitividade do campo brasileiro em um momento de ajustes econômicos para o setor.

O Superintendente Nacional Mega Produtor Rural do Banco do Brasil, Felipe Duch, afirmou que o agronegócio atravessa uma fase desafiadora, marcada por margens mais apertadas e necessidade de reorganização financeira. Segundo ele, o banco adotou medidas para dar fôlego aos produtores, incluindo prorrogações de cerca de R$ 36 bilhões em operações de crédito.

“É um momento de aprendizado e ajuste, mas seguimos otimistas. Temos recursos disponíveis e expectativa de movimentar R$ 3 bilhões em negócios durante a Agrishow”, afirmou. O executivo destacou ainda que 95% dos clientes da instituição seguem adimplentes, enquanto os demais recebem acompanhamento individualizado em busca de soluções.

Duch ressaltou que o papel dos bancos vai além da concessão de crédito e passa por orientar o produtor rural sobre oportunidades de geração de valor, sustentabilidade e proteção financeira. Segundo ele, cresce a procura por instrumentos como seguro rural, hedge cambial e proteção de preços de commodities.

“O futuro do banco vai muito além do crédito. É ajudar o produtor a aproveitar melhor as oportunidades e agregar valor ao trabalho realizado no campo”, disse.

No painel “Financiamento Estratégico: Crédito, Clima e Geopolítica”, o deputado federal Arnaldo Jardim destacou o potencial estratégico do hidrogênio verde para o agronegócio brasileiro, especialmente na produção de fertilizantes. Segundo ele, a amônia verde, derivada do hidrogênio renovável, pode reduzir a dependência externa do Brasil por insumos agrícolas, além de impulsionar projetos industriais ligados ao aço verde.

“O hidrogênio verde já possui base regulatória e pode ser decisivo para a nossa segurança em fertilizantes e para uma indústria de baixo carbono”, afirmou.

Outro tema central foi o avanço do seguro rural diante da intensificação dos eventos climáticos extremos. Jardim defendeu a modernização da legislação do setor e ampliação da cobertura no campo. Para ele, o Brasil precisa avançar também em uma mudança cultural, ampliando o uso do seguro como ferramenta permanente de gestão de risco.

O parlamentar lembrou que a necessidade total de recursos para custeio e financiamento da safra gira em torno de R$ 1,2 trilhão, enquanto o Plano Safra responde por cerca de um terço desse montante. Segundo ele, isso mostra que o mercado privado ganhou protagonismo e que o produtor precisará investir cada vez mais em planejamento e gestão.“O salto necessário para manter produtividade no futuro será de gestão”, afirmou.

Felipe Duch acrescentou que a tecnologia tem ajudado seguradoras a oferecer produtos mais personalizados e acessíveis, enquanto produtores também passaram a buscar mais ferramentas de proteção após perdas recentes provocadas por estiagens e enchentes.

Para a agricultura familiar, a diretora de Inovação para Produção Familiar e Transição Agroecológica do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Vivian Libório de Almeida, destacou políticas como Proagro, Garantia-Safra e programas de mecanização adaptada. Segundo ela, tecnologia e conectividade são fundamentais para elevar produtividade, reduzir custos e manter jovens no campo.“A tecnologia salva famílias, melhora a renda e fortalece a permanência no meio rural”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do BB sobre 2026 — e o que vem depois da crise

Publicado em: 23/04/2026

Depois de atravessar um ciclo pesado de inadimplência, provisões e pressão sobre a rentabilidade, o Banco do Brasil (BBAS3) mudou o tom do discurso. Em vez de prometer uma virada rápida, a mensagem é que a recuperação vai precisar de tempo. À frente do banco, a CEO Tarciana Medeiros foi direta: 2026 não será o ano da colheita.

“Será um ano de reestruturação, de retomada, de crescimento. Não vai ser fácil, especialmente no primeiro semestre”, afirmou Medeiros, durante o BB Day, realizado nesta quinta-feira (23), na cidade de São Paulo.

Na visão da CEO, o próximo ciclo será sobre consolidar mudanças. Isso inclui um redirecionamento claro da estratégia de crédito — com mais filtros, mais garantias e uma abordagem mais seletiva na concessão.

“Não é crescer por crescer. Vamos crescer com a prudência necessária, sem deixar de fazer crédito, mas com mitigadores de risco mais modernos e adequados a cada linha de crédito na carteira”, disse.

“Esse trabalho está sendo feito, mas vai demandar tempo para ver o resultado. Estamos construindo 2026 pensando na próxima década do Banco do Brasil.”

A fala da presidenta ajuda a entender o pano de fundo do Banco do Brasil. Para Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, o banco vem de um choque relevante.

“O ano de 2025 foi, provavelmente, o mais desafiador da história do Banco do Brasil. Foi uma tempestade perfeita”, afirmou Tobias.

A combinação de fatores macroeconômicos e setoriais atingiu em cheio a carteira do agronegócio, elevando a inadimplência, exigindo provisões bilionárias e pressionando os resultados.

Agora, com esse ciclo ainda em digestão, o banco tenta convencer o mercado de que o foco deve sair do retrovisor — e se voltar para a estratégia que começa a ganhar forma.

A nova estratégia do Banco do Brasil (BBAS3)

Para os executivos, o principal “trunfo” o Banco do Brasil para recuperar a força dos resultados no futuro é a capilaridade do ecossistema da instituição, ampliando o peso de outras avenidas de receita.

A ideia, nas palavras do CFO, é transformar o BB em uma espécie de “galáxia” financeira, onde diferentes unidades de negócio orbitam e sustentam o resultado consolidado — reduzindo a dependência de ciclos específicos, como o do agronegócio.

“Temos certeza que, com a estratégia de fortalecer esses planetas em volta do conglomerado BB, vamos conseguir garantir uma entrega de valor para os nossos acionistas, passar por este momento de ajustes e retomar a rentabilidade do tamanho desta galáxia chamada Banco do Brasil”, afirmou Tobias.

Hoje, esse ecossistema já tem peso relevante no balanço. Mais de 80 empresas fazem parte do conglomerado, e cerca de 52% do resultado vem de subsidiárias ligadas a áreas como seguros, meios de pagamento, consórcios e mercado de capitais.

“São as forças entre esses diferentes planetas que efetivamente nos permitem, apesar do aumento dentro do risco do crédito num patamar nunca visto antes na história do Banco do Brasil, continuar entregando um ROE de dois dígitos para os nossos acionistas”, disse o executivo.

As avenidas de crescimento do Banco do Brasil

Tobias revelou que o setor de seguros está no centro da estratégia da administração para consolidar a força dos resultados do Banco do Brasil daqui para frente.

Entre os destaques está a BB Seguridade (BBSE3), frequentemente vista pelo mercado como um porto seguro dentro do grupo. “Temos muitas avenidas de crescimento nesse planeta e muitas coisas para ainda serem exploradas”, afirmou Tobias, reforçando o papel da operação de seguros como geradora de valor recorrente.

Outro pilar que ganha protagonismo é o negócio de consórcios. O que antes era uma operação menor hoje se tornou líder de mercado, com R$ 150 bilhões sob gestão e 1,7 milhão de cotas ativas.

Além de ampliar receitas, o segmento funciona como alternativa de financiamento mais barata para clientes — algo especialmente relevante em um ambiente de juros elevados.

Na frente de meios de pagamento, o banco também aposta em um ecossistema integrado que inclui participações em empresas como Cielo, Elo, Alelo e Livelo.

“Esta é uma avenida extremamente importante de proximidade e de soluções para as nossas clientelas, mas também de geração de valor”, disse o executivo. “Esse planeta também tem nos propiciado a sustentabilidade do nosso resultado.”

A estratégia agora é conectar essas operações de forma mais eficiente ao restante do grupo, ampliando sinergias e geração de valor.

Para isso, o banco já iniciou uma reorganização interna, transformando a antiga área de governança dessas participações em uma unidade focada em parcerias estratégias.

Segundo Tobias, o próximo passo é elevar a unidade ao nível de diretoria estatutária, para que “efetivamente esteja presente estatutariamente a responsabilidade do Banco do Brasil em fazer a gestão de toda essa galáxia de planetas que geram resultado”.

O foco do BB também se estende ao mercado de capitais, com a parceria com o UBS, um banco de investimentos próprio e o fortalecimento de uma gestora que já soma R$ 1,8 trilhão em ativos sob gestão. A ambição aqui é ampliar o leque de produtos e capturar mais valor na relação com clientes corporativos.

O Banco do Brasil também está de olho na expansão da atuação no exterior, começando a dar passos mais concretos para se posicionar como uma plataforma global.

Um exemplo é o lançamento do Pix na Argentina, em parceria com o Banco Patagonia. O objetivo é abrir caminho para a exportação da tecnologia de pagamentos instantâneos brasileira para outros mercados. “O nosso desafio agora é levar o Pix para os Estados Unidos”, disse o diretor.

Entre os planos para o exterior, também está a ambição de fortalecer a atuação focada na pessoa física em Portugal.

O caminho da recuperação do Banco do Brasil

Apesar da agenda robusta, a administração do Banco do Brasil (BBAS3) faz questão de calibrar as expectativas. A recuperação não deve ser imediata, e muito menos linear.

“O nosso compromisso é garantir a sustentabilidade do resultado do Banco do Brasil no longo prazo. Eu sei que o mercado, o investidor, o analista, ele acaba tendo uma tendência a olhar muito no trimestre, mas queremos trazer uma perspectiva mais longa”, disse Tobias.

Ao comparar o momento atual com crises passadas, como a de 2016, o executivo evitou promessas de retomada rápida. A leitura interna é que o ciclo do agronegócio ainda pode passar por ajustes, e a trajetória de recuperação pode ser irregular.

“Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, na nova safra que ainda vai ser colhida… Se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U, ainda não sabemos. Eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W”, afirmou o executivo.

Segundo a CEO do BB, a melhora da qualidade dos ativos acontecerá em ‘U’, mas a trajetória dos resultados tende a vivenciar altos e baixos ao longo de 2026.

“Este ano é um ano de El Niño. Isso significa ter lugares onde a produtividade vai ser muito maior e outros em que a produtividade vai ser menor do que o previsto. Por si só, a inconstância e a incerteza em relação a como essa produtividade acontece no país traz para nós um gráfico em W”, disse a CEO.

Fonte: Seu Dinheiro

Recuperação do Banco do Brasil será em W, diz CFO Marco Geovanne Tobias

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O vice-presidente de finanças (CFO) do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias, acredita em uma recuperação da companhia em W. O comentário foi declarado durante evento do Banco do Brasil com investidores e analistas do mercado financeiro realizado nesta quinta-feira, 23 de abril.

Segundo o executivo, a diretoria da empresa ainda não chegou a um consenso de qual será a trajetória de recuperação da empresa, mas ele tem a sua própria opinião. “Acho que a recuperação será em W, pois ainda vamos passar por momentos de ajustes para depois retomar a rentabilidade”, explicou Tobias.

O Banco do Brasil encerrou 2025 com o menor lucro desde 2020. A companhia reportou ganhos de 20,7 bilhões no acumulado de 2025, tombo de 45,4% na comparação com 2024. Essa piora aconteceu devido a deterioração da carteira da crédito da empresa.

O Banco do Brasil reportou uma inadimplência acima de 90 dias de 5,17% ao fim de 2025, avanço 2,11 pontos porcentuais em relação à inadimplência de 3,16% do quarto trimestre de 2024. Segundo o banco, a alta do indicador de calotes foi impactada por uma empresa do segmento atacado, que gerou um rombo de 3,6 bilhões de reais. Desconsiderando esse caso, o indicador seria de 4,88%.

Mesmo assim, o Banco do Brasil continua com a maior inadimplência entre os pares, a menor é a do Itaú (1,9%), seguida por Santander (3,7%) e Bradesco (4,1%). Essa deterioração diante dos concorrentes acontece devido a alta da inadimplência da carteira de crédito do agronegócio, que avançou 3,86 pontos percentuais em 12 meses.

Diante da inadimplência, o BB reportou 17,9 bilhões de reais em Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), piora de 93,9% na comparação anual. Segundo o CFO, esse cenário tende a mudar de forma gradual. “Nosso foco é uma recuperação de longo prazo com uma carteira de crédito sustentável”, conclui Tobias no BB Day desta quinta-feira.

Fonte: Veja

BB vê sinais de melhora em pagamentos do agro, mas ainda monitora setor

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O Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio, viu no início de abril alguma melhora na adimplência de operações de crédito de custeio, após elevar as garantias, mas ainda monitora com cautela o setor, que vem numa escalada de recuperações judiciais e agora enfrenta os efeitos da guerra no Oriente Médio.

De acordo com dados apresentados por executivos do banco a investidores no BB Day, o fluxo de vencimentos de agro soma R$ 155,6 bilhões em 2026, com 59,4% deles concentrados de abril a setembro. No montante total para o ano, R$ 87,8 bilhões são relacionados a crédito para custeio.

O vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar, Gilson Bittencourt, destacou que mais de 80% do que o banco está recebendo do custeio agora em abril foram operações contratadas em abril, maio e junho do ano passado. Assim, boa parte da carteira vencendo em abril ainda tem um reflexo do processo anterior de contratação do banco.

Mas, acrescentou, numa perspectiva dos primeiros 15 dias do mês, o BB começa a verificar que a carteira que foi concedida com base nas alienações fiduciárias e melhoria de garantias – que representa ainda pouco, cerca de 20% do total, no recebimento de custeio – já tem um resultado bem mais significativo em relação à adimplência.

O vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias, afirmou que o BB ainda está observando se a recuperação nas renegociações de crédito da carteira do agronegócio será em “U” ou “W”, após o segmento representar o principal detrator dos resultados da instituição no ano passado.
“Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, a nova safra que vai ser colhida, se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U ou em W. Ainda não sabemos, eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W”, afirmou.

De acordo com o BB, fluxo de vencimento no âmbito da MP 1314, que autoriza renegociações de dívidas, soma R$ 36,5 bilhões, com 91,8% com garantia de imóvel e mais de 72% com vinculação de alienação fiduciária. No caso da carteira prorrogada, os vencimentos somam R$ 64,5 bilhões.

“O fluxo de vencimentos (da safra) 2025/26 é mais equilibrado e também traz um saldo associado menor, reflexo da política de melhor originação, de maior qualificação, de vinculação adicional de garantias”, reforçou o vice-presidente de gestão de risco, Felipe Prince. “E aí passamos a entregar safras (de crédito) melhores.”

Prince também chamou a atenção para a queda nos volumes de novos processos de recuperação judicial, embora ainda não no montante que o banco espera. E citou que há produtores procurando o BB para desistir das recuperações judiciais.

“Eles estão no momento de fazer os investimentos para a nova safra e não encontram crédito. E aí têm nos procurado para que possamos apoiar nesse processo de saída das recuperações judiciais.

O volume de novos processos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026 somava R$1,34 bilhão, de R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre e R$ 1,84 bilhão no terceiro trimestre do ano passado. Em relação ao fluxo de novos processos, houve 162 registros, ante 158 no quarto trimestre e 209 no terceiro trimestre do ano passado.

As ações do Banco do Brasil caíam 1,4% às 15h, a R$23,07, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 0,5%. No mesmo horário, Itaú Unibanco recuava 1,3%, Bradesco perdia 1,6% e Santander Brasil mostrava queda de 0,7%.

Guerra

Ao comentar potenciais efeitos da guerra do Irã nos custos dos produtores rurais e potencial de pagamentos, Prince ponderou que não há um efeito do custo de produção imediato dos clientes do BB, dado o período em que a guerra eclodiu, com os insumos já nas fazendas e a produção encerrando no fim da safra 2025/26.

“Agora, sim, pode trazer um efeito para a próxima safra”, afirmou, acrescentando que o BB está acompanhando os desenvolvimentos no Oriente Médio, para que a modelagem de concessão de crédito para a safra da 2026/27 contemple uma eventual elevação de custos que possa ter em função do prolongamento ou não do conflito.

Bittencourt ponderou que qualquer afirmação feita agora, que a margem vai estar apertada, que os produtores vão pagar mais caro, que vão ter dificuldade, “é estudo de futurologia”, acrescentando que a maior parte dos insumos será adquirida a partir de junho e julho.

“Pode ser sim, se chegarmos em junho e a guerra ainda estiver em andamento, o bloqueio do Estreito de Ormuz ainda estiver com limitações de transporte, pode sim (ter um impacto) e estamos nos preparando para isso. Da mesma forma que estamos nos preparando para o debate sobre o El Niño”, acrescentou.

Semestre ainda apertado

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que 2026 será um ano de reestruturação e de retomada de crescimento, mas que não será fácil e que o primeiro semestre ainda será “apertado”, mas reiterou o guidance do banco para o ano.

“Esse primeiro semestre é um semestre ainda de ajuste dentro do ciclo 2025-26. Esse ciclo acaba em junho e entendemos que o segundo semestre vai ter um perfil diferente do primeiro, mas o guidance previsto para o ano de 2026…está mantido”, afirmou à jornalistas após o evento.

Medeiros disse que o banco terá neste ano um olhar diferente para a qualidade do crédito. “Não é o foco só em volume, não é o foco só em crescimento da carteira por crescer. É um foco muito mais direcionado para a qualidade. É como estamos crescendo a carteira”, afirmou durante sua apresentação.

“Nós estamos crescendo com a prudência necessária, sem deixar de fazer crédito, mas entendendo que agregar mitigadores de risco nessa carteira, mitigadores mais modernos, adequados a cada linha de crédito, é necessário.”

A executiva também destacou que o Banco do Brasil de agora está mais preparado para entregar um resultado diferente do que ele estava no início de 2025. “A carteira de crédito está mais qualificada, a plataforma digital está mais robusta, o modelo de atendimento está cada vez mais integrado, os compromissos socioambientais mais sólidos, a cultura organizacional está cada vez mais madura.”

A executiva também afirmou que o BB não foi procurado para tratar sobre o Banco de Brasília (BRB), após questionamento de repórteres relacionado a uma eventual solução de mercado para a instituição financeira. Sobre interesse nos ativos, ela não descartou, mas disse que o BB não olhou.

“Nós somos um banco comercial. Assim, não só o Banco do Brasil, mas como qualquer banco, a proposição comercial é feita, nós analisamos e falamos sim ou não, mas nós não fomos procurados e nós não fizemos nenhuma análise, acrescentou.

O BRB vem tomando uma série de medidas para recompor seu capital após operações nocivas envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado.

Conglomerado

Tobias destacou no evento que o BB tem como um dos principais propósitos o financiamento ao agronegócio brasileiro, mas ressaltou que o papel do banco vai muito além do financiamento à agricultura, sendo um conglomerado de mais de 80 empresas (incluindo participações), incluindo BB Consórcios, BB Seguros, BB Asset Management, banco BV, Alelo, Cateno, Tecban, entre outros.

“O Banco do Brasil não é somente isso (agro). O Banco do Brasil vai muito além”, afirmou, chamando a atenção para a soma da margem financeira bruta, que reflete basicamente o negócio bancário, com tarifas e o resultado de equivalência patrimonial, que desde 2022 mudou o patamar de crescimento dos negócios.

“Na média, essas empresas vêm somando ao Banco do Brasil 52% do resultado. E foi fundamental essa nossa estratégia… de conglomerado para enfrentar o que enfrentamos em 2025.”

Fonte: Forbes

Banco do Brasil realiza captação inédita de Nature Bonds no exterior

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O Banco do Brasil realizou na quinta-feira, 16 de abril, nova captação no mercado primário internacional por meio da emissão de Nature Bond com benchmark size, ou seja, a partir de US$ 500 milhões e com vencimento em 5 anos e meio. A operação reforça a atuação do BB em finanças sustentáveis e amplia a presença da Instituição em instrumentos financeiros alinhados à agenda socioambiental e climática.

Nature Bond é um título de dívida emitido no mercado externo com objetivo de financiar projetos relacionados à natureza, seguindo padrões internacionais reconhecidos. No caso do BB, os recursos captados serão destinados a projetos de recuperação produtiva de áreas degradadas.

“Com essa operação, o Banco do Brasil amplia seu portfólio de instrumentos financeiros alinhados aos compromissos climáticos e socioambientais, reforçando a integração entre financiamento responsável, geração de impacto positivo e criação de valor de longo prazo”, afirma Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB. “A emissão evidencia a capacidade do BB de estruturar uma operação sustentável inédita entre os grandes bancos, com foco na preservação de recursos naturais e na recuperação produtiva de áreas degradadas, além de refletir a confiança do mercado e o nosso protagonismo na agenda ASG e no mercado de capitais”, acrescenta.

A operação dá continuidade à estratégia adotada pelo Banco do Brasil nos últimos anos, período em que o BB protagonizou emissões pioneiras de bonds Verde e Social entre instituições financeiras, com reconhecimento do mercado internacional e destaque na comunicação institucional. Essas operações consolidaram o Banco como referência na América Latina em instrumentos financeiros sustentáveis.

Com a emissão do Nature Bond somada às três últimas emissões internacionais anteriores (uma Social, em 2022, e duas Sustentáveis, em 2023 e 2024), o BB passa a figurar entre os bancos comerciais com maior proporção de dívidas sustentáveis no mercado global.

A operação está alinhada aos objetivos estratégicos e compromissos BB em Finanças Sustentáveis. Também está baseada no Framework de Finanças Sustentáveis do Banco do Brasil, que observa padrões internacionais de mercado e as melhores práticas de transparência, governança e reporte, e que passou por processo de revisão específico para esta emissão.

Fonte: Banco do Brasil

Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.

Fonte: Agência Brasil

Banco do Brasil lança plataforma educacional de investimentos

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O Banco do Brasil apresenta nesta quarta-feira, 22 de abril, a Plataforma Educacional, um espaço dedicado à disseminação de conhecimento sobre investimentos e à promoção da educação financeira. A iniciativa busca facilitar e dar mais autonomia na gestão das finanças pessoais.

Disponibilizada no InvesTalk, a plataforma oferece cursos gratuitos inteiramente produzidos pelas áreas do BB especializadas em investimento, adaptados para visualização no computador, tablet ou celular. Para acessar, não é necessário ser cliente do BB: basta utilizar o login das redes sociais.

Os cursos estão organizados em trilhas de conhecimento e foram desenvolvidos com linguagem simples e acessível, sem perder a robustez técnica e a profundidade que o tema exige. Além disso, a construção foi permeada por um olhar especial para a questão da acessibilidade, reforçando os compromissos do BB com a agenda ASG.

“A Plataforma Educacional do InvesTalk reforça nosso compromisso com a educação financeira como instrumento de inclusão e transformação social. Ao oferecer conteúdo com linguagem simples, olhar de acessibilidade e acesso descomplicado, ampliamos o alcance do conhecimento e ajudamos pessoas de diferentes perfis a organizarem suas finanças, construírem segurança e avançarem com confiança nas decisões de investimento”, afirma Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do Banco do Brasil. “Esse é o papel social do Banco do Brasil: democratizar oportunidades, promover bem-estar financeiro e proporcionar autonomia e inclusão financeira para milhares de brasileiros”, acrescenta.

Cursos disponíveis

Neste primeiro momento, estão disponíveis quatro cursos, organizados em duas trilhas, além de uma calculadora do índice de saúde financeira:

Trilha proteção – O primeiro passo para suas conquistas futuras

  • Educação Financeira para a vida
  • Introdução aos investimentos

Trilha estratégia – Aprenda a investir com ousadia calculada: coragem com método

  • Introdução ao Crédito Privado
  • Introdução a Renda Variável – Ações

Em breve serão disponibilizados cursos nas trilhas “Domínio” e “Sabedoria”, dedicados ao aprofundamento sobre o mercado, estratégias de diversificação e construção de patrimônio consistente.

Para mais informações, acesse o InvestTalk.

Fonte: Banco do Brasil