Sociedade do BB e da Cielo já fatura mais de R$ 4 bi por ano

Publicado em: 02/02/2024

A Cateno, joint venture do Banco do Brasil e da Cielo, rompeu a marca de R$ 4 bilhões em faturamento anual. A empresa foi criada em 2015 com o objetivo de levar inovações tecnológicas ao BB.

A sociedade é responsável por administrar os cartões Ourocard, emitidos pelo banco estatal. Além disso, a companhia atua na área de segurança cibernética, com tecnologias antifraude e de gestão de dados dos clientes.

Em entrevista à CNN, o CEO da Cateno, Henrique Fernando Lucas, destacou as perspectivas da empresa para 2024. “Para este ano, é muito claro para toda a companhia e para os acionistas que nós precisamos trabalhar na experiência do nosso cliente”, afirmou Lucas.

“Então, precisamos fazer com que os nossos usuários tenham uma boa experiência quando estão utilizando o nosso meio de pagamento. Nosso foco é trabalhar 100% focado na melhoria da experiência do cliente”, disse o CEO.

Lucas afirmou ainda que a empresa tem se destacado pelo fator inovação.

“A Cateno é inovadora porque ela consegue aportar no banco uma tecnologia que traz velocidade na tomada de decisão e inovação dos pagamentos instantâneos. Temos uma rede bancária muito forte e com um atendimento presencial físico humanizado”, concluiu.

Resultados em 2023

Até o momento, a empresa divulgou apenas os resultados financeiros equivalentes ao terceiro trimestre de 2023.

O faturamento foi de R$ 3 bilhões e o lucro líquido de R$ 956 milhões, representando um aumento de 33,7% em comparação com o mesmo período de 2022. Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado pela melhoria na gestão e pelo crescimento da base de clientes.

O faturamento total de de 2023 será divulgado no dia 5 de fevereiro. Porém, o CEO da Cateno prevê algo entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões.

Fonte: CNN Brasil

Governo Lula quer emplacar nome do Avante na Cateno, parceria do BB e da Cielo

Publicado em: 27/06/2023


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mexe os pauzinhos para indicar um nome do Partido Avante para a Cateno, uma sociedade do Banco do Brasil com a Cielo na área de pagamentos. O escolhido é o jornalista Guilherme Ítalo, que participou da equipe de transição da gestão petista. Representante do Avante, ele é bastante próximo ao deputado federal Luis Tibé, presidente do partido, e que acompanhou Lula na viagem à China.

Banco do Brasil tem 30% de participação na empresa e Cielo, 70%

O nome de Ítalo já teria sido chancelado pelo BB. O banco detém uma fatia minoritária, de 30% do negócio, enquanto a Cielo é dona da maioria, com 70%. No entanto, é o BB que de fato manda ‘prender e soltar’ na Cateno. A empresa é responsável pela gestão da operação de cartões do banco público, e foi comprada pela Cielo.

Atualmente, a presidência da Cateno é tocada por Luis Felipe Monteiro, que era secretário de Governo Digital na gestão do ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes. Ele foi um dos responsáveis por estabelecer o projeto gov.br, de digitalização de cadastros e serviços do governo federal.

Quando foi criada, em 2015, a Cateno foi avaliada em R$ 11,6 bilhões. A criação do negócio, retirado do BB também durante a gestão petista da ex-presidente Dilma Rousseff, gerou e continua a levantar questionamentos. Na gestão de Jair Bolsonaro, foi considerada um entrave para o BB vender sua participação na Cielo, projeto do qual o banco acabou desistindo.

O negócio é visto como uma ‘máquina de fazer dinheiro’ nos bastidores. No primeiro trimestre, a receita operacional líquida da Cateno foi de quase R$ 1 bilhão. Como comparação, a Cielo Brasil gerou R$ 1,6 bilhão. Uma das ambições do atual CEO da Cielo, Estanislau Bassols, é fazer essa geração de caixa se traduzir em valor de mercado para a Cielo.

Procurados, Cielo e BB não comentaram. A Cateno disse que a nomeação do presidente é prerrogativa do conselho da companhia, formado por representantes de BB e Cielo, e que não foi informada pelo órgão sobre mudanças na diretoria da empresa.

Fonte: Estadão