COP 27: BB capta 80 milhões para financiar reflorestamento

Publicado em: 16/11/2022

O presidente Fausto Ribeiro, participou nesta terça-feira, 15, do painel “Carbono + Conservação” durante a 27ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP27), encontro que conta com a participação de mais de 190 países, iniciado na semana passada e que vai até o dia 18 de novembro em Sharm El Sheikh, no Egito.

O BB faz sua segunda participação na COP com a expectativa de discutir os efeitos das mudanças climáticas no planeta e as vulnerabilidades, capacidades e os limites do mundo e da sociedade para se adaptar às mudanças climáticas.

“Apresentamos cases de sucesso que demonstram como a atuação no mercado de carbono e a concessão de crédito sustentável contribuem para uma economia mais verde e inclusiva e também para sermos classificados como uma das empresas mais sustentáveis do mundo”, compartilha o presidente.

Durante o evento, Fausto anunciou um contrato de captação de recursos com o alemão KfW Bankengruppe (Grupo de bancos KfW), um dos bancos de fomento líderes e mais experientes do mundo.

Pela parceria, o BB distribuirá até € 80 milhões de euros para financiar projetos que envolvam medidas de conservação ambiental, reflorestamento e restauração de áreas degradas no setor agropecuário para a conservação florestal.

Produção sustentável

Na segunda-feira, 14, representantes do Conglomerado BB participaram de dois painéis virtuais no âmbito da Cop 27. O gerente de soluções da Dirag, Carlos Tuma apresentou o trabalho da Fazenda Jerivá, em Abadiânia (GO), que desenvolve sistemas de produção sustentável e integrada, com foco na agricultura orgânica, produção de galinha caipira, bovinocultura leiteira, biodigestor para produção de biogás, separação de dejetos sólidos, além de produção de bioinsumo.

Nesse mesmo dia, Elisângela Zilli, presidente da Fundação BB, Rogério Miziara, assessor especial de parcerias e projetos da Fundação BB, e Eric Sawyer (representante da Tecnologia Social) destacaram a atuação da Fundação BB e seu principal eixo de atuação: a Tecnologia Social

Eles contaram sobre a metodologia certificada que valoriza o trabalho tradicional de pescadores e marisqueiras da Lagoa de Mundaú, estimulando o uso alternativo das conchas do molusco (sururu) para reduzir os impactos ambientais e melhorar a qualidade de vida da população que fica na orla da lagoa, em Maceió (AL). Para conhecer outras Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação BB, acesse transforma.fbb.org.br

Créditos de carbono

A participação do Banco terá continuidade nesta quinta-feira, 17, com o painel “Mercado Global de Carbono – Descarbonização e Investimentos Verdes”, que será apresentado pelo vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial, Barreto Jr., acompanhado por Werner Kornexl, gestor do Programa de Florestas do Banco Mundial e da cliente BB Laiz Mappes.

O principal objetivo deste painel é discutir o mercado de carbono enquanto uma importante alternativa econômica que promove a proteção ambiental e gera retorno financeiro para quem preserva o meio ambiente. O caso da Família Mappes possibilitará uma abordagem prática do funcionamento do mercado de créditos de carbono e das soluções lançadas pelo BB em maio deste ano.

Vale lembrar que o BB realizou o congresso “Mercado Global de Carbono – Descarbonização e Investimentos Verde” em maio de 2022, com o objetivo de promover debates sobre o mercado de crédito de carbono, além de apresentar estratégias corporativas, projetos e cases para impulsionar negócios verdes, com foco em inovação e sustentabilidade.

O Banco também atua na originação e comercialização de créditos de carbono com o intuito de apoiar seus clientes na agenda de descarbonização e dar sua contribuição aos objetivos globais como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. No portfólio também está o fundo BB Multimercado Carbono, que já levantou quase R$ 30 milhões.

Nesse sentido, o BB estrutura parcerias para oferecer apoio técnico para a elaboração de projetos de crédito de carbono seguindo metodologias internacionalmente reconhecidas e validadas em desmatamento evitado, recuperação de florestas, agricultura de baixo carbono, recuperação de áreas degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta e energia.

Negócios ASG

O Banco do Brasil conta com amplo portfólio de negócios ASG e contribui para a geração de emprego e renda para as comunidades impactadas. A carteira de crédito sustentável do BB alcançou saldo de R$ 321 bilhões, na posição de setembro 2022. Apenas no agro sustentável, que contempla boas práticas socioambientais e agricultura de baixo carbono, a carteira tem saldo de mais de R$ 140,3 bilhões em 2022, cerca de 50% da carteira total de agronegócio no BB.

Além do apoio em agro e energia, o Banco do Brasil se posiciona como suporte de linhas de crédito ASG para estados e municípios com uma carteira de R$ 52,5 bilhões. Esta iniciativa já beneficiou mais de 400 cidades brasileiras.

Fonte: Banco do Brasil

 

Fundação Banco do Brasil e BNDES assinam parceria na COP 27

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Somadas às ações do BB na COP 27, Fausto Ribeiro de Andrade, presidente do Banco do Brasil e do Conselho Curador da Fundação BB, anuncia nesta semana, diretamente do Egito, a parceria da Fundação BB com o BNDES no Floresta Viva. A Fundação BB e o BNDES pretendem investir R$ 20 milhões (R$ 10 milhões da Fundação BB e R$ 10 milhões do BNDES) no projeto socioambiental. A instituição executora das ações de recuperação de biomas brasileiros, entidade sem fins lucrativos que receberá os recursos, será o Instituto Espinhaço.

Fausto Ribeiro, presidente do BB, ressalta que a atuação ASG do Banco do Brasil faz parte da estratégia de longo prazo da empresa e está presente, de forma transversal, em todas as decisões do Banco. “O tema sustentabilidade tem longa trajetória no BB, sendo a criação da Fundação Banco do Brasil há cerca de 36 anos, um dos seus grandes marcos. Adotamos as melhores práticas Ambientais, Sociais e de Governança e somos reconhecidos como um dos Bancos mais sustentáveis do mundo pelo segundo ano consecutivo pelo Global 100″, diz o presidente Fausto.

“Queremos colocar a nossa expertise e potencialidades para gerar cada vez mais valor para nossos diversos públicos de relacionamento, por meio de negócios que aliam proteção ambiental e inclusão social. E essa iniciativa de agora, se soma aos mais de 100 projetos de cuidado com o meio ambiente em andamento na Fundação Banco do Brasil e materializa mais uma vez a conjugação de esforços para alcançar impactos sociais ainda maiores”, destaca.

O diretor de crédito produtivo e socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, afirma que o BNDES e a Fundação BB unem esforços mais uma vez em prol do desenvolvimento sustentável do Brasil. “Com o Floresta Viva, queremos preencher os “vazios” de floresta nativa e biodiversidade, com a expectativa de recuperação ecológica do equivalente a mais de 40 mil campos de futebol. A parceria com a Fundação Banco do Brasil segue no caminho correto de causar mais impacto positivo no meio ambiente e no clima e queremos que cada vez mais interessados unam seus esforços aos nossos para potencializar essa iniciativa”, afirma.

Sobre o Floresta Viva

O Floresta Viva é uma iniciativa conjunta destinada a implementar projetos de restauração ecológica com espécies nativas e sistemas agroflorestais nos biomas brasileiros. Em mobilização inédita, o BNDES, Petrobras, Coopercitrus, Grupo Heineken, CEDAE, Energisa, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eneva, Minerva Foods, Norte Energia, CTG, Philip Morris Brasil e Fundo Vale anunciaram uma meta de investimento de R$ 700 milhões em 7 anos. Além da restauração propriamente dita, a iniciativa Floresta Viva também está focada no fortalecimento da estrutura técnica e de gestão da cadeia produtiva do setor de restauração. Espera-se atingir entre 20 mil e 30 mil hectares de área restaurada, com a retirada de 7 a 10 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, considerando um ciclo de crescimento da vegetação de 25 anos.

A Floresta Viva conta com o apoio do FUNBIO, entidade sem fins lucrativos com larga experiência em gestão financeira de projetos ambientais, que foi selecionado por meio de Chamada Pública. O FUNBIO será responsável pela organização das chamadas públicas de projetos de restauração ecológica e também terá a atribuição de receber os recursos do BNDES e de outras instituições e repassá-los aos projetos selecionados, bem como acompanhar as atividades e resultados.

Fonte: Banco do Brasil