Populismo a ineficiência derrubam BB do ranking Top 500 das marcas mais valiosas

Publicado em: 29/01/2026

Uma das empresas mais antigas e icônicas do País, o Banco do Brasil passa por crise alarmante no governo Lula (PT), deixando de ser um símbolo de estabilidade para virar alegoria de declínio. Reforça isso sua recente exclusão do ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo, da britânica Brand Finance. O que torna o declínio particularmente triste é seu caráter evitável. Com patrimônio inigualável e credibilidade histórica, o BB virou refém de um governo que mistura populismo com ineficiência.

BB em queda livre

O BB ocupava do 467º lugar no início de 2025, com marca valendo em US$ 5,2 bilhões, e um ano depois simplesmente desapareceu da lista.

Eficiência privada

Enquanto o BB cai pelas tabelas, o banco Itaú saltou vinte posições e chegou ao 254º lugar no ranking de marcas Top 500 do mundo, em 2026.

Caiu na B3 também

O BB perdeu R$13,5 bilhões em valor de mercado, em 2025. Despencou da 6º para a 11º entre as maiores empresas da B3, a bolsa brasileira.

Para não esquecer

Se nada mudar, os petistas terão acelerado o ocaso do BB. Triste lição sobre os perigos da interferência política em um gigante bicentenário.

Deputados torram R$1,7 milhão com cotão em 2026

Nem mesmo durante o recesso parlamentar os deputados dão folga para o esfolado pagador de impostos. Em pouco mais de 20 dias desde o início do ano, as excelências esbanjaram por nossa conta, sapecaram R$1.790.431,85 com o cotão parlamentar, que banca jatinhos, propaganda, carrões, seguranças e coisas de toda sorte. Sem surpresa em ano eleitoral, no ranking da gastança está a “divulgação da atividade parlamentar”, mais de R$1 milhão, ou pouco mais de 56% do total.

Rodando por aí

Nem aí para o preço da gasolina, gasto com “combustíveis” aparece em segundo lugar (17,6%), foram mais de R$315,2 mil pelo ralo.

Grampeador de ouro

Alegada manutenção de escritório aparece só em terceiro lugar na lista, com pouco mais de R$200 mil. Com aluguel de carros, outros R$169 mil.

Troféu gastador

O maior gasto, até agora, é do deputado Silas Câmara (Rep-AM), que não se constrangeu em empurrar fatura de R$45 mil em “divulgação”.

Preocupação no campo

Produtores de arroz de Santa Catarina começaram a colheita da safra 2025/2026 com preocupação. O valor da saca do grão caiu 50% no último ano, sendo comercializada abaixo de R$50.

Nada muda

O mercado financeiro espera manutenção da Selic em 15% na chamada “Super Quarta”, quando o Banco Central avalia o marcador. Foram oito economistas ouvidos pela coluna que apostam que tudo fica como está.

CPI na pauta

A próxima reunião de líderes da Câmara, prevista para quarta-feira (8), já tem ao menos um item na pauta para ser discutido: a instalação da CPI para investigar denúncia de cambalacho no Banco Master.

Pega fila

Como é o presidente da Casa que determina instalações de CPIs, Hugo Motta (Rep-PB) já deu sinais de que não tem pressa para instalar o colegiado para investigar o Master. Alega que têm pedidos mais antigos.

Pura bravata

Não passa de bravata as falas de Lula ao eleitorado cobrando o Banco Master. Pedido de CPI no Senado para investigar a denúncia de falcatrua só teve assinatura de um petista (são nove), Paulo Paim (PT-RS).

Menos pior

Na análise do pesquisador político Emanoelton Borges, CEO da Alfa Inteligência, a eleição de 2026 tende a ser definida mais pelo nível de rejeição dos candidatos do que pela força de discursos ideológicos.

Começo do fim

“O fim da Lava Jato, fruto de um amplo acordo político-institucional, enfraqueceu os mecanismos de integridade e ampliou a tolerância à corrupção no Brasil”, é a análise do ex-juiz federal Marcelo Bretas.

Não é bem assim

Defesa de Gilmar Mendes ao passar pano para a PGR, que arquivou pedido de suspeição do Dias Toffoli, rendeu nota de contextualização no X, que lembrou do passeio do ministro com advogado do investigado.

Pensando bem…

…sociedade anônima já teve outro sentido.

Fonte: Diário do Poder

Fundos estatais deixam de ganhar R$ 85 bilhões por ineficiência

Publicado em: 28/03/2018


Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) que comparou o desempenho de fundos de pensão públicos e privados concluiu que entidades estatais de previdência deixaram de ganhar R$ 85 bilhões em 2016 devido à ineficiências na gestão.

Segundo o tribunal, o mau desempenho se concentrou nas três maiores entidades de estatais -Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica Federal). Os três fundos, que concentram quase 483 mil associados, deixaram de ganhar R$ 75 bilhões no período.

Por isso, o tribunal decidiu buscar a reparação dos danos causados aos beneficiários de planos de aposentadoria dessas três estatais. No julgamento, o TCU exigiu que os conselhos deliberativos desses fundos enviem o cálculo dos prejuízos.

PARALELO

Os auditores destrincharam os investimentos de todos os fundos de pensão -estatais e privados- de julho de 2006 a maio de 2017. A comparação entre os públicos e os privados ocorreu com base na evolução do patrimônio líquido.

Em 2016, os recursos somados dos 305 fundos privados registraram um aumento de 4% contra uma perda de 15% nos 88 estatais. Essa diferença de desempenho, ainda segundo os auditores, correspondeu aos R$ 85 bilhões.

“O resultado agregado da Previ, Petros e Funcef foi pior que o consolidado de todos os fundos públicos”, disse o ministro José Múcio Monteiro, relator do processo no julgamento do caso, na quarta-feira (21).

O patrimônio dessas entidades não pode render menos do que a inflação mais 6% ao ano, limite definido pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), que regula os fundos de pensão. Nenhum dos três alcançou a meta.

O desempenho negativo se deve principalmente à compra de cotas de fundos de participação (FIPs) de projetos com mau desempenho ligados à Sete Brasil, Multiner, OAS, Enseada, entre outros investigados por suspeitas de fraude em operações policiais, como Lava Jato, Greenfield, Sépsis e Cui Buono.

No período considerado pelo TCU, essas aplicações causaram perdas de R$ 15,5 bilhões. A Previ aplicou em 25 fundos desse tipo -dez sofreram perdas de 50% do valor das cotas e, em cinco, ela foi total. Na Petros, dos 35, 18 desvalorizaram 50% e sete, 100%. Na Funcef, dos 46 investidos, 19 encolheram pela metade e dez, totalmente.

“Na Previ, apenas seis dos 25 FIPs apresentaram retorno positivo; na Petros, sete dos 37; e, na Funcef, 13 dos 46. “Não se pode atribuir perdas desses fundos com esse instrumento financeiro às vicissitudes usuais do mercado. Há indícios de falhas na gestão dos aportes”, disse Monteiro no relatório.

O TCU também avaliou a atuação da Previc. Para o tribunal, o órgão não tem poder suficiente de punição. Outro problema é que os administradores não são agentes públicos e, portanto, não podem ser processados por improbidade administrativa. Não há tampouco previsão legal para que eles sejam cobrados por prejuízos.

OUTRO LADO

Por meio de sua assessoria, a Previ questiona o relatório do TCU. A entidade informa que o resultado negativo dos planos no passado se deve à recessão e não a investimentos mal feitos, que pesaram muito pouco. O fundo do diz que opera com superávit. Ainda segundo a Previ, outro ponto controverso na avaliação do desempenho negativo pelo TCU foi não ter considerado a distribuição do superávit entre 2010 e 2013, quando R$ 25 bilhões saíram do resultado do fundo e foram para as contas dos beneficiários dos planos.

A Petros informou que ainda mantém investigações para averiguar eventuais irregularidades. Além disso, segundo a entidade, está em andamento, com o suporte de um escritório de advocacia, estudo sobre a atuação de ex-dirigentes em eventuais prejuízos durante os seus mandatos. Se houver prejuízo comprovado, a Petros ingressará com processos de responsabilização de ex-dirigentes para buscar ressarcimento.

A Previc também não quis se manifestar. A Funcef não respondeu até a conclusão desta edição.

Fonte: Correio do Estado