Tecnologia consome mais de 10% da receita dos bancos, mas inovação é limitada

Publicado em: 18/12/2025

Um novo levantamento do Boston Consulting Group (BCG), intitulado “Tech in Banking 2025: Transformation Starts with Smarter Tech Investment“, revela que a tecnologia representa um item de custo significativo para os bancos, absorvendo, em média, mais de 10% das suas receitas. Entretanto, 60% desses gastos são direcionados para atividades de “manutenção do banco” (do inglês, “run the bank”, ou RTB) – concentrados na correção e operacão das aplicações e infraestrutura existentes.

O BCG projeta que os gastos globais em tecnologia da informação (TI) dos bancos continuarão a crescer a uma taxa composta anual de 9% nos próximos anos, superando a taxa de inflação média global. Há uma oportunidade significativa de redirecionar os esforços para iniciativas de alto impacto focadas na “mudança do banco”(do inglês, “change the bank”, ou CTB).

“Gastos com tecnologia são frequentemente vistos como uma ‘caixa preta’ pelas áreas de negócio, com pouca transparência sobre o seu verdadeiro retorno do investimento (ROI). Para mudar essa visão, as iniciativas tecnológicas precisam estar fortemente integradas às prioridades corporativas por meio de uma colaboração estreita entre as equipes de tecnologia e negócios”, afirma Ana Vieira, diretora executiva do BCG.

Essa é uma grande oportunidade de mudança para os bancos e que depende de três ações críticas que podem levar a crescimento sustentável e aumento de competitividade:

  • Simplificação das operações de negócio e otimização dos gastos com tecnologia.
  • Criação de resiliência para o negócio através das demandas regulatórios.
  • Fortalecimento das capacidades de tecnologia, em especial gestão de dados, desenvolvimento de talentos e transformação da arquitetura tecnológica.

Destacando o tema de gestão de dados, o estudo indica que atualmente, apenas 20% dos bancos lidam de forma robusta com dados estruturados e não estruturados e somente cerca de 10% possuem dados que são facilmente aproveitados pelos profissionais de negócio. A consultoria recomenda que os dados sejam tratados como ativos essenciais para o negócio e a IA generativa (GenAI) pode ser uma poderosa aliada para aprimorar a qualidade dos dados e melhorar a rastreabilidade dos dados, garantindo precisão nos fluxos de informações dentro dos bancos.

Sob a perspectiva da arquitetura tecnológica, o BCG aconselha a adoção de um novo paradigma onde a tecnologia é disponibilizada em forma de serviços padronizados, modulares e sob demanda. Essa abordagem traz como benefício a simplificação da gestão de infraestrutura, eficiência e transparência de custos além de permitir a aceleração do lançamento de produtos digitais que encantam os clientes.

“Essa é uma jornada de transformação que requer a união de líderes de negócio e tecnologia ao redor dos mesmos objetivos estratégicos. Foco, transparência e resiliência são imprescindíveis para replicar o sucesso de outros bancos que tiveram como benefícios o crescimento em mercados competitivos, otimização do fluxo de caixa e aumento da resiliência operacional dos bancos”, finaliza Ana.

Fonte: Consecti

Bancos devem perder quase US$ 5 trilhões em receitas nos próximos anos

Publicado em: 27/07/2017


Segundo levantamento feito pelo Goldman Sachs, US$ 4,7 trilhões de dólares em receita podem sair das mãos dos bancos e migrar para as fintechs.

O mesmo estudo identificou ainda que 33% dos jovens de geração Y acreditam que não vão precisar de um banco em cinco anos e metade diz acreditar que os serviços financeiros que vão consumir serão prestados por startups.

O sistema financeiro mundial está passando por uma transformação motivada por uma onda de empreendedores de empresas tecnológicas, que enxergaram nas necessidades dos clientes insatisfeitos uma gigantesca oportunidade.

Esse tema tão importante será debatido durante a maior conferência sobre fintechs já feita no Brasil, que acontece no dia 15 de agosto, em São Paulo. Os fundadores de empresas como Nubank, Guia Bolso e Banco Neon estarão por lá para falar sobre essa revolução.

A prova maior de que esse movimento tem uma força gigantesca veio no início do ano passado, quando o Lending Club, uma espécie de “Uber dos Empréstimos” que conecta quem tem dinheiro a quem precisa de dinheiro, fez a maior oferta pública inicial de ações do segmento da tecnologia. Captou US$ 800 milhões e alcançou valor de mercado de US$ 8,5 bilhões, ficando na 15ª posição entre 835 instituições financeiras americanas.

Uma façanha que incomoda menos pelas cifras e mais pelo sinal que traz ao mercado. Se os investidores estão apostando alto nas fintechs é porque elas conseguiram antecipar o futuro, seduzindo a geração que tira o sono dos banqueiros: jovens entre 18 e 34 anos de idade não parecem nem um pouco dispostos a enfrentar a burocracia e as regras do sistema financeiro tradicional.

O fenômeno é tão impactante que 6% das empresas de base tecnológica que nascem no Brasil são voltadas para o segmento financeiro. Destaque para os serviços de pagamentos, gestão financeira, empréstimos, financiamentos, bitcoin e seguros.

O que resume o momento do mercado pode ser atribuído a uma frase de Bill Gates: “nós precisamos de serviços financeiros, mas não de bancos”.

Para saber mais sobre a conferência de fintechs, acesse o site www.fintouch.com.br. Serão mais de 1000 pessoas e pelo menos 60 fintechs expondo seus produtos, além de palestras, workshops e debates.

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