Bancos tradicionais precisam melhorar jornada nos apps para não perder mercado

Publicado em: 18/03/2022

Atualmente, há duas experiências bem diferentes em aplicativos de bancos. Em fintechs como o Nubank, por exemplo, há pouca oferta de produtos, mas os usuários têm muitos incentivos a monitorar suas contas diariamente. Já nos apps de bancos tradicionais, como Itaú, Caixa e Santander, muitos produtos estão disponíveis. Porém, o acesso não é muito intuitivo, tampouco agradável.

Assim, uma vez que os bancos digitais estão com cada vez mais serviços financeiros, os bancos tradicionais precisam melhores seu sistema dentro dos apps, para não acabar perdendo relevância no mercado.

Dessa forma, enquanto entrar no aplicativo de bancos como o Nubank e acessar algum serviço é algo feito com seis toques no celular, no app do Itaú, o maior banco privado do Brasil, leva muito mais de 27 toques. Este fato foi revelado por Federico de Simoni, diretor regional da Flybits para a América Latina para o site Valor.

Simoni ressalta que as plataformas digitais incentivam os usuários a voltarem ao app na busca por novidades ou para checar uma notificação, enquanto grandes bancos não.

Na opinião do especialista, o cenário brasileiro, marcado pela alta presença de smartphones e o grande número de pessoas desbancarizadas, gera o ambiente ideal para neobanks e fintechs se desenvolverem. Nesse sentido, os bancos tradicionais precisam melhorar e aprimorar as jornadas dentro de seus aplicativos, se não quiserem continuar perdendo para as instituições concorrentes.

Por fim, Simoni recomenda que aos bancos que uma das formas de se diferenciar no mercado brasileiro seria unir diversos serviços. Ou seja, disponibilizar na plataforma do banco a opção de fazer reservas em hotéis, por exemplo, ou de unir informações para trazer a melhor promoção para cada cliente.

Dessa forma, os aplicativos ofertariam um produto realmente personalizado. Portanto, esta solução tornaria a relação mais interessante para o usuário.

Fonte: Seu Crédito Digital

Bancos tradicionais perdem quase metade do mercado em quatro anos

Publicado em: 01/10/2021

Dos pagamentos realizados pela plataforma de automação de pagamentos da Transfeera em abril de 2017, 100% eram direcionados para os cinco maiores bancos brasileiros, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú e Santander. Em agosto deste ano, essa proporção caiu para 45% em quatro anos, considerando transações de pessoas físicas e jurídicas.

O levantamento da fintech, com mais de 6 milhões de transações bancárias realizadas pela plataforma entre abril de 2017 e agosto deste ano, reforça a gradativa e crescente perda de espaço das grandes instituições financeiras dentro da indústria de meios de pagamentos.

Quando consideradas apenas as transações feitas para pessoas físicas, os grandes bancos representavam 100% das transações da Transfeera em abril de 2017 e passaram para 56% em agosto deste ano.

Entre os grandes que estão perdendo parcela do mercado, a Caixa Econômica Federal lidera esse recuo. A instituição financeira, que representava 40% das movimentações da fintech em abril de 2017, viu esse número cair para 14% em agosto deste ano. Em segundo lugar aparece o Santander, que reduziu sua presença de 30% para 11% no mesmo período. Em contrapartida, o Nubank ganhou escala, com 19,5% das transações somente em agosto ante 10,5% um ano antes.

No caso de pessoas jurídicas, o estudo aponta para uma perda de 33%. O Itaú representava 60% e caiu para 10% — perdendo 50 pontos percentuais de participação de mercado. A Caixa Econômica também viu um declínio, reduzindo de 27% para 4%.

Pix

Dados da Comscore mostram que o Brasil lidera a digitalização bancária da América Latina e, segundo a Global Fintechs Ranking de 2021, o país se consolidou como um dos grandes ecossistemas de fintechs, ocupando a 14ª posição no mundo.

Com a digitalização dos bancos acelerada pelo Pix e a chegada do open finance, o impacto e a força dos novos participantes deste mercado já podem ser vistos no levantamento, mostrando uma mudança no comportamento de pessoas físicas e empresas quando o assunto são as opções de pagamento.

Nos recebimentos de transações por pessoas físicas por banco, o Nubank é destaque, com 25% do total, seguido por Itaú (9,8%) e Bradesco (9,4%), respectivamente.

Segundo Carlos Augusto de Oliveira, presidente da CertDox e Fintech Board Member da VC BossaNova Investimentos, os bancos tradicionais estão acompanhando as mudanças, mas tendem a se mover mais lentamente em função das suas próprias estruturas.

“Mesmo quando tecnicamente prontos, existe uma evidente cautela dos bancos na migração para os serviços digitais porque muita coisa está em jogo, especialmente o risco de perda significativa de receita de tarifas de serviços provocado pelo Pix”, explica.

Fonte: Valor Investe

27% dos brasileiros realizam transações conciliando bancos tradicionais e digitais

Publicado em: 14/08/2020

Uma pesquisa realizada pela Fujitsu revelou que, embora a maneira preferida dos brasileiros para realizar transações bancárias ainda seja por meio de bancos tradicionais (64%), as coisas estão mudando e 27% dos entrevistados já operam suas finanças com uma combinação de banco tradicional e digital. A adoção de bancos digitais é mais considerada no Brasil do que em qualquer outro país entrevistado na pesquisa. São eles: Austrália, Canadá, Alemanha, Japão, México, Nova Zelândia, Finlândia, Irlanda, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Os brasileiros mais jovens lideram a intenção de utilizar apenas instituições digitais, com 27% dos entrevistados entre 16 a 24 anos e 33% entre 25 a 34 anos dizendo que farão essa transição em até cinco anos. As porcentagens são maiores que a média global de 16%.

No entanto, essa crescente inclinação do mercado é atenuada pela cautela quanto à estabilidade dos bancos. Isso significa que essas instituições devem se preocupar com infraestruturas sólidas, sustentadas por segurança e transparência, para tranquilizar os consumidores sobre sua longevidade.

A pesquisa, que entrevistou 22.640 clientes em todo o mundo e dois mil no Brasil, constatou que uma experiência digital positiva e bons serviços online são pontos determinantes para os clientes no processo de escolha do banco. Apesar disso, é importante frisar que 74% dos brasileiros dizem estar impressionados com a quantidade de soluções bancárias disponíveis hoje no mercado e, por vezes, se confundem com tantas informações.

Talvez como uma maneira de driblar essa confusão, um número semelhante (70%) diz que em cinco anos planeja interagir com apenas um provedor de serviços financeiros, em vez de gerenciar várias contas com vários bancos.

A grande maioria dos entrevistados (85%), afirma que sua experiência bancária é melhor hoje do que era há cinco anos. E nove em cada dez são otimistas, acreditam que a experiência irá apenas melhorar nos próximos anos. Quatro em cada cinco querem que os bancos sejam mais inovadores – e a mesma proporção diz que o acesso a bons serviços digitais determina onde eles permanecem como clientes.

Confiança e transparência

A confiança dos brasileiros nas instituições bancárias é considerada alta. Entre os que responderam o questionário, 61% afirma confiar em seu banco atualmente mais do que há cinco anos.

Em contraposição, 66% das pessoas revelam a preocupação com a relação entre o aumento do uso de novas tecnologias e a exposição de dados pessoais. De fato, problemas relacionados à segurança dos dados são desafios para as instituições. Segundo a pesquisa, mais da metade dos brasileiros (57%) afirma que a insegurança sobre essas informações pode ser um motivo que os fará deixar de aderir a bancos digitais no futuro.

“A partir dessas informações, fica evidente que apesar de desejarem por serviços digitais avançados e inovadores e confiarem em seus bancos, os brasileiros se mantêm atentos a como essas instituições financeiras estão garantindo o sigilo e segurança de suas informações. É um ponto que deve receber atenção especial por parte dos prestadores desse tipo de serviço.” analisa Alex Takaoka, Diretor de Vendas da Fujitsu do Brasil.

Consciente da pressão sobre as instituições financeiras para se transformarem digitalmente garantindo segurança aos clientes, a Fujitsu trabalha em parceria com bancos e seguradoras para co-criar soluções que possibilitem a prestação de serviços ágeis e flexíveis garantindo experiências digitais relevantes em todos os canais.

Fonte: TI Inside

Bancos devem apresentar algumas tendências de melhoria no 2º trimestre

Publicado em: 16/07/2020

Os resultados dos bancos brasileiros sairão no fim de julho, com Santander Brasil (SANB11) estreando a temporada para o setor no dia 29. Apesar do segundo trimestre se mostrar como o período mais fraco do ano em termos de PIB, analistas do BTG Pactual (BPAC11) esperam ver algumas tendências de melhoria por parte das grandes instituições financeiras.

“Devido a grandes renegociações e períodos de carência, além de um processo operacional melhor dos bancos, os NPLs (Non-Performing Loans, em inglês) provavelmente permanecerão sob controle, permitindo que as taxas de cobertura se expandam”, comentam Eduardo Rosman e Thomas Peredo. “Tesouraria e seguro também devem surpreender positivamente”.

Apesar do cenário nebuloso envolvendo os quatro maiores bancos do país, o BTG destaca que pode existir um potencial de valorização para as teses de investimento das empresas se o segundo trimestre se revelar melhor.

“Acreditamos agora que o Itaú Unibanco (ITUB4) e o Bradesco (BBDC4) reportaram um pequeno aumento do lucro por ação (LPA) no segundo trimestre. Para o Itaú, o principal fator deve ser uma perda menor de provisões de empréstimo. Temos ganhos de R$ 3,7 bilhões no nosso modelo, mas algo perto de R$ 4,1 bilhões faria mais sentido. No caso do Bradesco, as provisões provavelmente subirão, permitindo um bom salto dos índices de cobertura”, afirmam Rosman e Peredo.

Os analistas também levantam a possibilidade de que o lucro líquido do Santander e do Banco do Brasil (BBAS3) supere as projeções – R$ 2,5 bilhões para o primeiro banco e R$ 3,4 bilhões para o segundo.

A preferência do BTG, no entanto, ainda é por nomes como B3 (B3SA3), XP Inc. (XP), Stone (STNE), PagSeguro (PAGS) e Banco Inter (BIDI11), que não estão tão expostos ao cenário macroeconômico quanto as companhias financeiras tradicionais.

Novos preços-alvos

O BTG elevou os preço-alvos de todos os bancos sob sua cobertura. Itaú e Bradesco têm recomendação de compra e novos preços-alvos de, respectivamente, R$ 34 e R$ 28. Já Banco do Brasil e Santander permanecem com recomendação neutra (preço-alvo de R$ 44 para a primeira ação e de R$ 37 para a segunda).

O Banco ABC (ABCB4) está com recomendação de compra, bem como o Banco Inter. Os preços-alvos foram atualizados para R$ 20 e R$ 57, respectivamente.

Para o Banrisul (BRSR6), os analistas reforçaram a recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 18.

Fonte: Money Times

Estudo aponta desafios e tendências dos bancos tradicionais para o futuro

Publicado em: 28/08/2019

Os bancos tradicionais estão cada vez mais atentos a rapidez que mudanças nas leis acontecem, principalmente para se adequarem a um panorama não preditivo resultado direto da atuação das fintechs ou pelo surgimento de novas tecnologias disruptivas como o blockchain. É o que aponta estudo da Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios.

Antes soberanas em mercados como empréstimos, câmbio e transferências, as instituições financeiras atualmente já sentem a presença cada vez maior de novos players digitalmente nativos extremamente relevantes e bem posicionados aos diversos perfis de consumidores.

O levantamento da Cognizant identifica quatro ameaças que causarão impacto profundo nos bancos: substanciais mudanças estruturais, perda de mercado, perda da intermediação e entrada dos unicórnios digitais (Google, Facebook e Amazon) no setor financeiro.

A primeira ameaça é causada por mudanças nas legislações ao redor do mundo. É possível citar como exemplo a implementação da PSD2 (diretiva dos serviços de pagamento), que acabará com o monopólio dos bancos sobre os dados de seus respectivos clientes. Além disso, a diretiva pode expor serviços de atendimento ruins, estruturas tecnológicas ultrapassadas e falta de interlocução entre as diferentes áreas dos bancos.

Já a perda de mercado pode ser ocasionada pela entrada de fintechs e bancos digitais em nichos antes controlados por instituições financeiras tradicionais, como transações e câmbio.

Por sua vez, a perda de intermediação já é um cenário temido. Fintechs de empréstimo pessoal já são uma alternativa aos bancos tradicionais. Mas uma ameaça ainda maior é a adoção do blockchain, uma tecnologia que pode retirar dos bancos o poder da intermediação, não só no nicho de empréstimos pessoais, mas em várias áreas de atuação do setor bancário.

O blockchain pode, por exemplo, retirar os bancos da mediação de pagamentos. Como é uma tecnologia segura e mais barata para realizar pagamentos, pode eliminar a necessidade de um banco como intermediário.

Mas a maior ameaça atual para os bancos, segundo o estudo, é a entrada dos unicórnios digitais – como são conhecidos Google, Facebook e Amazon – no mercado financeiro. De acordo com levantamento recente, metade dos clientes brasileiros consideraria trocar suas contas bancárias para os unicórnios digitais caso essas empresas oferecessem esse tipo de serviço. Os unicórnios superam os bancos tradicionais em quatro aspectos:

1. Eles dispõem de acesso a dados pessoais de usuários e podem oferecer serviços personalizados baseados nessa informação. Só o Facebook, por exemplo, tem alcance global de 2 bilhões de usuários.

2. Os unicórnios digitais oferecem ótima experiência para o consumidor. A Amazon, por exemplo, consegue entregar seus produtos em até um dia.

3. Essas empresas já nasceram na era digital, o que lhes dá vantagem sobre os bancos tradicionais, que precisam trocar toda sua estrutura de TI para alcançar a transformação digital.

4. Apesar de crescentes problemas com privacidade, os unicórnios já conquistaram a lealdade de seus usuários. Nesse quesito, eles não podem ser derrotados.

Os bancos resilientes

Em termos de inovação, os bancos resilientes precisam estar à frente dos outros. Conforme o estudo identificou, uma das maiores forças das fintechs e dos bancos digitais é sua habilidade de agregar para seus clientes ao processar os dados deles em tempo real e ao corresponder às suas necessidades.

As instituições tradicionais ainda estão melhorando essa capacidade, mas aqueles que são resilientes superam os demais na adoção de inteligência artificial (IA), RPA e blockchain. A implementação de IA, por exemplo, é três vezes mais comum em bancos resilientes do que nos outros.

Ao adotar o uso de softwares abertos e novas tecnologias, as instituições financeiras poderão operar com fintechs e bancos digitais quase como um marketplace, em vez de funcionarem isoladamente. Com isso, as empresas podem compartilhar informações por meio de produtos e serviços white label e modelos de parceria.

Embora as fintechs possam reduzir o lucro dos bancos em 13%, de acordo com levantamento feito pela consultoria McKinsey, uma possível parceria entre eles aumentaria os lucros bancários de vendas e produtos digitais em 10%, além de uma redução de 30% nos custos operacionais. Nesse aspecto, o estudo da Cognizant identificou que mais da metade dos bancos resilientes fizeram ao menos uma parceria com fintechs nos últimos três anos, e 70% utilizam serviços de outras empresas.

Apesar de ainda dominarem boa parte do mercado, os bancos tradicionais precisam transformar sua cultura, seus processos operacionais e sua infraestrutura tecnológica para se adaptar ao novo cenário econômico. Para isso, eles precisam focar seus modelos operacionais na satisfação dos clientes, mergulhar no modelo de marketplace, utilizar mudanças nas leis regulatórias como um catalisador para mudanças internas, criar uma cultura que priorize a inovação e dar a devida atenção ao blockchain.

Fonte: TI Inside

Corretoras digitais disputam investidores com bancos tradicionais

Publicado em: 31/07/2019

Uma nova geração de corretoras digitais está incomodando um punhado de bancos brasileiros, como Itaú Unibanco e Banco Bradesco, que por muito tempo se mantiveram como destino único para investidores de varejo que buscavam um lugar único para manter conta bancária e aplicações.
As recém-chegadas plataformas de investimentos já atraíram mais de 10% dos 2,98 trilhões de reais investidos pelos brasileiros em fundos mútuos locais, ações e títulos.

Isso pode ser apenas o começo, já que várias empresas agora estão prontas para expandir suas plataformas de investimento para se tornarem bancos com serviços completos, oferecendo cartões de crédito, contas correntes e serviços de pagamento de contas.

“Acreditamos que os bancos serão ameaçados pelas empresas de tecnologia, principalmente em negócios baseados em tarifas, como gestão de ativos, cartão de crédito e credenciamento de cartões”, disse o estrategista do UBS Philip Finch.

Ele acrescentou que os negócios de empréstimos dos bancos tradicionais parecem mais seguros, já que os requisitos de capital criam uma barreira maior à entrada. Por trás das plataformas digitais, há grandes investidores como a chinesa Fosun International e as firmas de private equity General Atlantic LLC, Advent International e Warburg Pincus LLC.

A XP Investimentos, líder entre as plataformas digitais de investimento e que tem como investidores o Itaú e a General Atlantic, pretende quadruplicar seus ativos sob custódia para 1 trilhão de reais até dezembro de 2020, quase quatro vezes seu tamanho atual. Outras corretoras têm metas igualmente ousadas.

Como a maior economia da América Latina continua a crepitar, as start-ups de investimento digital são um dos poucos setores que contratam em ritmo alucinante. “Um ano atrás, nós tínhamos 30 funcionários. Provavelmente chegaremos a 200 pessoas este ano”, disse Habib Nascif, CEO da plataforma de investimentos online Órama, que foi uma das primeiras empresas brasileiras a oferecer fundos mútuos com taxa zero em 2011.

Corte de tarifas

O Brasil tem um dos mercados bancários mais concentrados do mundo, com seus cinco principais bancos detendo 82% do total de ativos, muito acima dos 43% nos EUA ou 48% no Reino Unido.
Os brasileiros detêm cerca de 61 milhões de contas-poupança, com 737 bilhões de reais em depósitos, geralmente rendendo bem abaixo da taxa básica de juros Selic, que vem caindo nos últimos anos. Os retornos mais baixos acabam por abrir mais possibilidades de investimentos para os aplicadores para além da poupança.

Fonte: Exame