Governo estuda vender sua fatia no BNB e pode ser acompanhado por Caixa e BB

Publicado em: 30/07/2021

O governo avalia vender parte de sua fatia no Banco do Nordeste (BNB) dentro da estratégia de seu programa de desinvestimentos. A União, porém, não tem intenção de abrir mão do controle do negócio. Fundos geridos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, os outros dois maiores acionistas do banco de desenvolvimento, podem acompanhar o governo federal em uma oferta de ações, uma espécie de re-IPO, uma vez que a instituição já é listada em bolsa, de acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast.

O BNB comunicou ontem que está selecionando bancos de investimento para avaliar uma operação no mercado de ações. O objetivo, diz, é emplacar uma “operação no mercado de capitais, no segmento de renda variável, nos próximos meses”.

Atualmente, o BNB tem apenas 2,4% de suas ações em circulação, o chamado free float. Como reflexo, a liquidez é praticamente zero na B3. Em julho, até ontem, dia 26, o banco teve apenas 1.200 ações negociadas, com volume de R$ 80 mil, números que a ação do Banco do Brasil negocia em minutos na Bolsa.

A União controla o BNB, com 55,45% do capital total. O fundo FI Caixa FGEduc Multimercado detém 34,97% e o BB FGO Fundo de Investimento em Ações outros 7,19%, além do free float.

Estratégia repete casos do IRB e da BR Distribuidora

O movimento é similar ao que o governo federal já fez em empresas de outros setores como, por exemplo, o ressegurador IRB Brasil Re, a BR Distribuidora, a Petrobras e o próprio BB e a Caixa. Como 2022 deve ser pautado pelo calendário eleitoral, o que dificulta a venda de ativos de empresas estatais, o governo Bolsonaro tenta acelerar o plano de desinvestimentos, que o ajudou a elegê-lo, com o discurso de redução do Estado, mas pouco andou nesses três anos.

No caso do BNB, a tentativa de venda vem em meio a recordes de concessão de crédito do banco, que está completando 69 anos e tem R$ 62 bilhões em ativos. No primeiro semestre, as concessões somaram R$ 20,3 bilhões, expansão de 11,3%. Em 2020, o lucro líquido recorrente foi de R$ 1,4 bilhão, alta de 12,8% ante 2019. O índice de Basileia, que mede a capitalização, estava em 12,8%.

Procurado, o BNB reiterou, por meio de sua assessoria de imprensa, o que disse no comunicado ao mercado, que está selecionando um possível prestador de serviço, mas ainda não definiu a operação. O BB e a Caixa não comentaram.

Recentemente, o banco também selecionou parceiros para reforçar o seu braço de maquininhas de pagamentos. Os escolhidos foram a norte-americana Global Payments e a brasileira Kredit Pagamentos. Como só fechou dois nomes, sua intenção é fazer uma nova seleção para atrair mais interessados.

Fonte: Estadão

BNB tem melhor performance entre bancos brasileiros

Publicado em: 24/01/2020

O Banco do Nordeste tem o melhor desempenho entre todos os bancos brasileiros, de acordo com estudo publicado pela revista inglesa The Banker, pertencente ao jornal The Financial Times e editada há 94 anos. O levantamento é feito para elencar os melhores bancos, por país, que pertencem ao mercado emergente Brics, composto por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul.

O BNB ficou classificado em primeiro lugar em performance no ranking nacional, além de ficar em segundo colocado em eficiência operacional e em alavancagem.

“Este resultado ratifica nosso propósito de trabalho, em aplicar os recursos públicos que gerimos com o máximo de eficácia e eficiência, seguindo todas as regras de compliance, sempre focados no desenvolvimento da nossa região de atuação, geração de emprego e renda, além da melhoraria do bem-estar das famílias”, afirma o presidente do BNB, Romildo Rolim.

O trabalho realizado pela The Banker analisa o desempenho das instituições em 2018 e as variações com o ano anterior, com destaque para o critério de eficiência operacional. A publicação também ressalta que dos dez bancos brasileiros analisados, apenas três registraram aumento nos lucros no período.

Fonte: Blog do Roberto Araripina

Associação de Funcionários reforça importância do BNB público para todo o Nordeste

Publicado em: 20/02/2019

Em reação às recentes declarações do secretário de Desestatização e Desinvestimentos do Governo Federal, Salim Mattar, a Associação dos Funcionários do Banco Do Nordeste (AFBNB), saiu em defesa do banco público, ressaltando sua importância para o desenvolvimento regional do Nordeste. Isso porque, segundo a entidade, Matar revelou intenções de manter e, ainda assim, de forma “magrinha” apenas três estatais – Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras. “(Essas intenções) denunciam a falta de conhecimento ou a compreensão distorcida quanto ao papel estratégico que as empresas estatais cumprem no tocante à política de desenvolvimento do País. É o caso do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), por exemplo”, rebateu a Associação, em nota.

A entidade reitera que o banco exerce um protagonismo econômico junto a diferentes setores da economia – agricultura, indústria, comércio, serviços, turismo, infraestrutura etc – sendo o principal braço do Estado, enquanto instituição de fomento na região em que atua. “Sua expertise de quase 67 anos promovendo o desenvolvimento regional o credencia enquanto empresa séria, que, ao contrário de ser ignorada deve ser reconhecida e por isso mesmo, fortalecida”.

Os resultados positivos apresentados pelo banco ao longo dos anos “seriam ainda mais eficazes se houvesse uma política macro de desenvolvimento nacional, com o suporte de um arcabouço institucional, pensado para de fato superar as desigualdades entre as regiões e estimular as potencialidades locais. Era disso que o atual Governo deveria se ocupar!”, assevera a AFBNB”. “Não custa lembrar que órgãos que poderiam construir essa rede foram sucateados e/ou esvaziados de sua missão ao longo do tempo, a exemplo da Sudene, do Dnocs e da Codevasf”, acrescentou a entidade.

Fonte: O Estado do Ceará

BNB é alvo de esvaziamento

Publicado em: 29/09/2017

Um estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas indica que das 151 estatais controladas pelo governo federal pelo menos a metade poderia ser privatizada, cinco incorporadas e três terem suas funções reduzidas.

O Banco do Nordeste do Brasil e o Banco da Amazônia surgem como passíveis de serem incorporados ao Banco do Brasil. Diante desse quadro, a Associação dos Funcionários do BNB já se articula politicamente. Na última semana, a direção da entidade reforçou presença no Fórum Parlamentar em Defesa das Estatais, em Brasília.

Rita Josina, presidente da AFBNB, diz que a ordem é trabalhar contra esse tipo de medida, que se junta a uma outra: retirada de parte da verba do FNE para o Fies, via MP 785, o que seria mais uma ação de esvaziamento do banco. “Além da FGV, a Federação das Indústrias do Rio (Fierj) tem estudo também apontando para incorporações.

Precisamos ficar atentos. Há uma tentativa de esvaziamento e não vamos aceitar”, diz Josina. Aliás, além desse tipo de estudo em torno do BNB, há o caso da Chesf, hoje sob a mira de uma privatização.

Fonte: O Povo

Estudo aponta que Banco do Nordeste pode ser incorporado ao BB

Publicado em: 21/09/2017

Um estudo elaboração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que das 151 empresas estatais controladas pelo Governo Federal pelo menos a metade poderia ser privatizada, cinco incorporadas e três terem as suas funções reduzidas. O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Banco da Amazônia (Basa) surgem como passíveis de serem incorporados ao Banco do Brasil. O alerta é dado pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, que teve acesso ao levantamento.

O estudo vem sendo conduzido pelo Observatório das Estatais, montado há um ano pela FGV, sob a coordenação dos economistas Márcio Holland e Valdir Simão, ex-ministro do Planejamento. Holand e Simão avaliam que a privatização está no rumo certo, mas não pode ter como justificativa principal resolver problemas de caixa do Governo.

O Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB), que no primeiro semestre de 2017 apresentou lucro líquido de R$ 298 milhões, integra a lista das empresas não dependentes de recursos do Tesouro Nacional. O BNB atende também os requisitos exigidos pela Constituição Federal no ato de criação e manutenção das estatais: ter finalidade social e interesse coletivo para atuar em áreas que a iniciativa privada não tem interesse.

“Se o BNB dá lucro, não depende de recursos da União, ao contrário, distribui dividendos todos os anos ao seu acionista majoritário – Governo Federal – e além disso cumpre função de extrema relevância como a de ser o maior agende financiador do microcrédito na América Latina e o maior operador do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) no Nordeste, é totalmente injustificável a sua incorporação ao Banco do Brasil que não possui a expertise para promover o desenvolvimento da região nordestina”, disse Tomaz de Aquino.

Fonte: Blog Eliomar

Microcrédito sofre recuo pelo segundo ano consecutivo

Publicado em: 26/12/2016

Em tempos de crise, com aumento do desemprego, muitos brasileiros passaram a empreender por necessidade, ou seja, buscaram alternativas para geração de renda. Entretanto, o Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) desacelerou este ano.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de janeiro a junho foram atendidos 2,3 milhões donos de pequenos negócios e concedidos R$ 4,6 bilhões. Ao longo de 2015, o microcrédito havia contemplado 5,2 milhões de clientes com a liberação de R$ 11,1 bilhões. Na avaliação de Almir da Costa Pereira, presidente da Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), a projeção para 2016 é de um resultado inferior ao registrado no ano passado. O volume ofertado já havia encolhido 4,6% em 2015 na comparação com 2014.

O cenário de pouca atividade e baixa confiança inibe a tomada de crédito. “Os microempreendedores atuam nos bairros onde vivem e sentem os efeitos do desemprego e da queda da renda. Isso desestimula”, comenta Pereira. Por outro lado, prevalece um clima de aversão a riscos pelas instituições financeiras e entidades que atuam no setor, que estão mais criteriosas nas avaliações dos clientes. Outro aspecto é que fontes de recursos (funding) não têm avançado, segundo o presidente da Abcred.

“Essa situação tem que mudar para que o microcrédito se torne mais representativo nos próximos anos”, afirma. Atualmente, as operações de microcrédito no Brasil correspondem a somente 0,2% do crédito total do sistema financeiro. O dinheiro para as operações dessa modalidade é proveniente do Fundo de Amparo ao Trabalhador, BNDES e de 2% dos depósitos compulsórios à vista junto ao Banco Central, a chamada exigibilidade. A despeito das dificuldades atuais, o segmento de microcrédito tem alto potencial, destaca Almir Pereira.

Para mudar essa realidade, o governo federal anunciou, este mês, no pacote de medidas para aquecer a economia brasileira que irá ampliar o limite de enquadramento das empresas no programa de Microcrédito Produtivo Orientado. O máximo do faturamento anual que é de R$ 120 mil passará para R$ 200 mil. O teto de cada operação aumentará de R$ 15 mil para R$ 21 mil.

Por enquanto, não há informações mais detalhadas sobre como se dará o incremento do funding. “Sabemos que a concorrência vai aumentar”, afirma Marcos Holanda, presidente do Banco do Nordeste (BNB). A instituição mantém o Crediamigo, o maior Programa de Microcrédito Produtivo Orientado da América do Sul. Ele defende que a porcentagem dos compulsórios destinada ao microcrédito aumente no país, superando os atuais 2%.

De janeiro a novembro, o Banco do Nordeste realizou 3,7 milhões de operações a dois milhões de empreendedores e os valores contratados somaram R$ 7,1 bilhões. O valor médio desses empréstimos foi de R$ 2,2 mil e as taxas de juros variaram de 1,5% a 2% ao mês. “Apesar do cenário adverso da economia, este ano, vamos nos aproximar do resultado de 2015, de R$ 8,1 bilhões”, afirma Holanda.

Em seu planejamento para 2017, o Banco do Nordeste trabalha para ampliar em 50% a sua base de clientes, isto é, chegar a três milhões. O foco será prestar atendimento nos Estados do Ceará, Bahia e Pernambuco, onde a demanda é elevada. “Temos um grande desafio operacional pela frente. Estamos investindo em tecnologias e em mais agentes”, diz Holanda.

O programa de microcrédito do Banco do Brasil (BB) desembolsou este ano, de janeiro ao início de dezembro, R$ 798 milhões em 352 mil operações. O tíquete médio dos financiamentos foi de R$ 2,3 mil e a taxa de 2,95% ao mês. De acordo com João Pinto Rabelo Júnior, diretor de governo do BB, em 2016 o valor de fechamento será menor do que o registrado em 2015, que foi de R$ 1,2 bilhão.

O executivo destaca que essa queda se deve à retração da economia. Diversos empreendedores, por necessidade, investiram recursos próprios, com receio de se endividar diante da demanda fraca. Outro movimento é que ao longo deste ano, 123 mil empreendedores, clientes do BB, conseguiram desenvolver suas atividades e migraram do microcrédito para outras linhas de financiamento, contratando valores maiores. Além da atuação por intermédio de agências, o BB atua no microcrédito por meio da parceria estratégica com a Movera desde 2015. “A Movera está ganhando velocidade após ter passado por uma fase de testes e ajustes”, afirma João Pinto Rabelo Júnior.

A estratégia é prestar atendimento à população não bancarizada. Por meio de uma conta pré­paga, operada diretamente do celular, os empreendedores podem acessar o crédito, sem que precisem abrir uma conta corrente. A Movera já tem 18 unidades espalhadas pelo país, a maioria no Nordeste, e em 2016 desembolsou R$ 16,7 milhões em 13 mil operações. O valor médio dos empréstimos foi de R$ 1,3 mil e a taxa praticada é de 2,8% ao mês. A meta da Movera é atender 60 mil clientes em 2017.

Fonte: Valor Econômico