74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para serviços complexos

Publicado em: 29/04/2026

A coluna do Broadcast, publicada no jornal O Estado de S.Paulo, revelou que 74% dos clientes brasileiros preferem agências físicas para contratação de serviços bancários complexos.

De acordo com pesquisa Accenture sobre tendências bancárias, obtida com exclusividade pela coluna do Broadcast, 74% dos clientes preferem agências físicas para serviços que envolvam eventos de longo prazo como, por exemplo, a compra de um imóvel ou planejamento familiar.

“A pesquisa reforça a importância das agências físicas e a relevância da campanha Eu quero mais agências, lançada recentemente pelo Sindicato [leia mais abaixo]. O atendimento presencial é a opção para contratação de serviços de maior complexidade ou que envolvam altos valores. Além disso, outro ponto a se considerar é o fato de que quando algo não vai bem, no caso de um golpe ou insatisfação com um serviço, quando é necessária uma explicação clara, a confiança do olho no olho, a relação próxima entre bancário e cliente, é insubstituível”, enfatiza a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro.

Neiva destaca que os bancos – que operam como concessões públicas e batem recordes de lucratividade ano após ano – devem garantir atendimento de qualidade para toda a população.

“O fechamento de agências prejudica todos. Postos de trabalho são extintos; bancários de outras unidades precisam absorver a demanda das agências fechadas; a população, principalmente pessoas sem conexão de qualidade, deixam de contar com o atendimento presencial; o comércio e a economia local como um todo são afetados negativamente; e os clientes ficam com o atendimento precarizado, inclusive mais suscetíveis a fraudes e golpes nos canais digitais”, aponta a presidenta do Sindicato.

“Os bancos devem cumprir sua função social, abandonando a atual política de fechamento de agências e corte de empregos, de forma que seja assegurado atendimento de qualidade para toda a população e condições de trabalho adequadas para os bancários”, acrescenta.

Na esteira do fechamento de agências pelos bancos, entre 2015 e 2024, a categoria bancária saiu de 504.345 mil trabalhadores para 424.021 mil, redução de 80.324 empregos.

“Glamourização” do atendimento presencial

Reportagem da Folha de S.Paulo sobre o fechamento de agências bancárias, publicada em 23 de março, aponta que “os bancos têm preferido abrir pontos de atendimento mais especializados, para atrair a parcela da população que tem investimentos e faz negócios rentáveis”.

“A própria estratégia dos bancos de abrirem unidades focadas em clientes de alta renda, inseridos no mercado de investimentos, mostra que o atendimento presencial é importante, é desejado pelos clientes. Porém, os bancos – que operam como concessões públicas e deveriam garantir atendimento de qualidade para todos –optam por maximizar lucros fechando agências convencionais e expulsando das unidades abertas os clientes que não são de alta renda”, critica Neiva Ribeiro.
Fintechs e cooperativas ocupam o “vácuo”

Enquanto bancos fecham agências e cortam postos de trabalho, cooperativas de crédito e fintechs ganham espaço. Entre 2015 e 2025, o número de pontos de atendimento de cooperativas mais que dobrou, saltando de 4.470 para 9.822, alta de 120%. O número de funcionários passou de 54.995 em 2015 para 122.196 em 2024, uma variação de 122,4%.

Já em relação às fintechs, o número de empresas autorizadas pelo Banco Central que operam neste modelo saltou de uma em 2016 para 330 em 2025. Para além das autorizadas formalmente pelo BC, segundo levantamento da A&S Partners, o número total de fintechs no Brasil saltou 77% desde 2020, alcançando mais de duas mil empresas no setor.

“Enquanto bancos fecham agências e cortam empregos; cooperativas e fintechs, que na prática atuam como bancos, ampliam presença e absorvem trabalhadores, que deixam de ser bancários e, por consequência, recebem menos e perdem direitos. Defendemos uma regulação do sistema financeiro que aplique para estas empresas as mesmas normas exigidas dos bancos, em especial na esfera trabalhista. É preciso fazer justiça a estes trabalhadores que atuam de fato como bancários, mas hoje sem a mesma remuneração e direitos”, enfatiza a presidenta do Sindicato.

Campanha Eu quero mais agências

Entre 2015 e 2025, os bancos fecharam em média 45 agências por mês. Diante deste cenário, no qual 638 municípios ficaram sem agências bancárias, o que desassistiu 6,9 milhões de pessoas, o Sindicato lançou o site Eu quero mais agências, no qual convida a categoria e clientes a aderirem ao abaixo-assinado por mais agências bancárias.

O fechamento de agências, além de contribuir com a redução de postos de trabalho, prejudica a população e o comércio local, principalmente em regiões periféricas e pequenos municípios. Na base do Sindicato, que engloba a capital paulista e 16 municípios da Grande São Paulo, 48% das agências foram fechadas entre 2015 e 2025.

“O que pretendemos com a campanha Eu quero mais agências é pressionar o setor, através da mobilização popular, a exercer de fato a responsabilidade social que lhe cabe, interrompendo esta política de fechamento de agências e corte de postos de trabalho, respeitando assim bancários, clientes e a sociedade brasileira”, conclui Neiva Ribeiro.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Última decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta ao mercado

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O Banco do Brasil (BBSA3) voltou a frustrar o mercado. Mas, desta vez, o problema não foi apenas um número abaixo do esperado — foi a confirmação de uma tese que muitos investidores preferiam ignorar.

O desconto histórico das ações nunca foi um erro de precificação. Sempre foi um prêmio de risco. E ele voltou ao centro da discussão.

Nos últimos anos, o Banco do Brasil construiu uma narrativa poderosa: um banco estatal eficiente, lucrativo e, principalmente, uma máquina consistente de dividendos (parcelas do lucro de uma empresa distribuídas aos seus acionistas como forma de remuneração). Esse conjunto levou muitos investidores a relativizar o risco político, tratando-o quase como um ruído de fundo.

A reunião com investidores (Investor Day), no entanto, trouxe um choque de realidade.

Segundo relatório recente do Safra (além de outros bancos, como o BTG), o encontro reforçou um cenário de elevada incerteza, com recuperação em formato de “W” para o retorno sobre patrimônio (ROE) e pouca visibilidade sobre a qualidade dos ativos, especialmente no crédito ao agronegócio.

Na prática, isso significa que o lucro pode até se recuperar — mas de forma irregular, mais lenta e com riscos adicionais no caminho.

E o ponto central: com maior necessidade de provisões, o banco passa a operar com um nível de rentabilidade mais pressionado. Alguns bancos (sell side) revisaram para baixo suas estimativas de lucro para 2026, projetando um ROE ao redor de 10%, abaixo do guidance e das expectativas do mercado.

Mas talvez o maior impacto não esteja no lucro. Está nos dividendos.

O Banco do Brasil sempre foi visto como um dos principais pagadores de proventos da bolsa brasileira. Era essa característica que justificava, para muitos investidores, conviver com o risco estatal. O problema é que essa equação começa a mudar.

As projeções atuais indicam um dividend yield (índice que mede a rentabilidade dos dividendos de uma empresa em relação ao preço de suas ações) próximo de 4%, muito abaixo do histórico recente.

E isso muda tudo. Quando o retorno em dividendos deixa de ser excepcional, o investidor passa a exigir mais previsibilidade — justamente o ponto em que bancos estatais tradicionalmente falham. Sem o “colchão” do yield (rendimento) elevado, o risco político deixa de ser compensado. E, nesse momento, o mercado reprecifica.

O próprio relatório do Safra reforça que o ambiente permanece desafiador, com riscos que vão desde deterioração da qualidade de crédito até possíveis interferências regulatórias e políticas . Em outras palavras: o conjunto de incertezas que sempre justificou o desconto continua presente — e agora mais evidente.

Não por acaso, as ações do Banco do Brasil seguem negociando a múltiplos baixos. Mas a pergunta que fica é: isso é uma oportunidade ou um reflexo correto do risco?

Historicamente, o Banco do Brasil negociou com desconto em relação aos bancos privados — como Itaú ou Bradesco — justamente por carregar essa assimetria estrutural. Em momentos de execução forte, esse desconto parecia exagerado. Agora, talvez ele esteja apenas voltando ao seu nível “justo”.

A grande mudança, portanto, não está apenas nos números. Está na percepção.

O investidor começa a perceber que o Banco do Brasil não é apenas um banco barato e pagador de dividendos. É também um ativo sujeito a ciclos mais voláteis, influenciado por decisões que vão além do mercado.

E quando essa percepção muda, o múltiplo muda junto. A decepção recente pode até não ser a última. Mas ela cumpre um papel importante: lembrar que, no caso do Banco do Brasil, o desconto nunca foi um erro.

Fonte: E-Investidor

Pior ainda não passou: BB enfrenta ceticismo dos analistas após BB Day

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O Banco do Brasil (BBAS3) realizou seu Dia do Investidor no dia 23 de abril em um momento delicado. O banco precisava convencer o mercado de que está no caminho certo para superar o que a própria administração classificou como a pior crise dos últimos 20 anos.

A onda de calotes no agronegócio elevou o índice de inadimplência da média histórica de 1% para cerca de 6,1%, derrubou os lucros em 60% e arrastou o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) para um dígito. O sentimento geral após o evento foi de que o pior ainda não passou e que o primeiro semestre seguirá difícil.

A própria administração admitiu que a recuperação poderá seguir um formato de W, ou seja, haverá uma nova piora antes da melhora consistente.

Safra e BTG cortam preço-alvo

Pelo menos duas casas revisaram suas projeções para baixo após o evento. O Safra reduziu o preço-alvo de R$ 28 para R$ 27, e o BTG Pactual, de R$ 26 para R$ 25. O Itaú BBA manteve o preço-alvo em R$ 23. Todos os três bancos seguem com recomendação neutra para o papel.

Guidance em risco com primeiro trimestre fraco

A principal preocupação entre os analistas é que o primeiro trimestre de 2026 será tão fraco que o banco corre o risco de não atingir seu guidance de lucro entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.

O Itaú BBA e o BTG projetam lucro de R$ 21 bilhões para o ano, abaixo do piso do intervalo divulgado pelo banco. O Safra está ligeiramente mais otimista, estimando R$ 25 bilhões.

Para o Safra, as apresentações do BB Day reforçaram um 2026 ainda difícil, com recuperação do ROE em formato de W e o ciclo de crédito do agronegócio ainda em processo de normalização.

O BTG foi mais direto e afirmou que “o limite inferior da projeção se tornou, efetivamente, o teto, ou seja, R$ 22 bilhões. Já estamos ligeiramente abaixo desse valor, embora ainda consideremos a possibilidade de uma alíquota de imposto favorável ao longo do ano.”

Carteira e vencimentos mantêm pressão em 2026

A Medida Provisória nº 1.314 estendeu vencimentos de empréstimos que somam R$ 36,5 bilhões, mas ainda há cerca de R$ 24 bilhões de vencimentos em 2026 oriundos da carteira rolada, que tendem a pressionar a qualidade dos ativos por apresentarem maior formação de NPL (Non-Performing Loans, empréstimos não pagos).

O próprio Banco do Brasil divulgou que 36% da carteira de crédito agropecuário com vencimento estendido vence em 2026 e outros 22% em 2027.

A administração espera que as taxas de inadimplência na primeira parcela do setor agropecuário melhorem de 8% em 2025 para cerca de 5% em 2026. “Embora a tendência seja positiva, acreditamos que a incerteza em relação ao momento e à magnitude dessa melhora permanece alta”, avaliou o BTG.

Para contextualizar a dimensão do problema, a Caixa reportou índice de inadimplência no setor agropecuário de aproximadamente 14% no mesmo período, segundo o BTG.

O Safra resumiu o cenário em relatório. “No geral, o cenário permanece altamente incerto, com externalidades agravantes como conflitos geopolíticos e seus impactos sobre os custos de insumos, o ritmo elevado de pedidos de recuperação judicial entre produtores rurais e os potenciais efeitos de La Niña.”

Guerra no Irã pode piorar o que já está ruim

Felipe Prince, vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do Banco do Brasil, alertou que, após o início da guerra no Irã, o custo de insumos, especialmente fertilizantes, chegou a subir cerca de 80%.

Os efeitos diretos ainda não são sentidos agora, mas podem impactar a próxima safra. “Há pouca visibilidade sobre como essa situação irá evoluir”, destacou o BTG.

Há sinais positivos, no entanto. As novas entradas em recuperação judicial caíram para R$ 1,34 bilhão no primeiro trimestre, ante R$ 1,84 bilhão no quarto trimestre. “Esta é uma boa notícia, embora o nível ainda seja alto e uma maior concentração de dívidas esteja por vir”, afirmou o Itaú BBA.

Garantias reduzem calotes e crédito do trabalhador avança

No evento, o BB destacou que a maior seletividade e o uso de garantias nos empréstimos já estão ajudando a reduzir a inadimplência. “Observamos um resultado bem mais significativo em relação à inadimplência, mostrando que a mudança na forma de atuação, com maior foco em garantias, tem surtido efeito”, disse a administração.

Prince acrescentou que a garantia real traz “um efeito disciplinador, inclusive reduzindo o risco moral, já que, em caso de não pagamento, o cliente pode perder o bem dado em garantia.”

Para o Itaú BBA, as políticas de concessão de crédito foram substancialmente reforçadas e os frutos devem começar a ser colhidos no segundo semestre de 2026. Por outro lado, o banco espera uma expansão mais lenta da carteira de empréstimos.

No crédito do trabalhador, o BB construiu rapidamente uma carteira de R$ 17,2 bilhões, alcançando participação de mercado de aproximadamente 13%, com ambição de atingir 20%.

O Itaú BBA avalia a rentabilidade como atrativa, com valor médio de empréstimo de R$ 7,9 mil, taxa mensal média de aproximadamente 3% e prazo médio de 52 meses.

Ação não está cara, mas também não está atraente, diz BTG.

Negociada a cerca de 0,7 vez o valor patrimonial, a ação do Banco do Brasil não está cara, mas com ROE em torno de 10% em 2026, P/L de aproximadamente 6,5 vezes para o mesmo ano e dividend yield de cerca de 4%, “ela não é particularmente atraente quando comparada aos padrões históricos”, avaliou o BTG.

Fonte: Investidor 10

Diagnóstico do BB para o agro: “se a Selic for caindo, o setor reage rápido”

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O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BBAS3), Gilson Alceu Bittencourt, acredita que o setor deve reagir rápido caso a Selic, taxa básica de juros, continuar caindo.

“Se há uma sinalização de redução da taxa de juros, mesmo que em um ritmo mais lento do que o esperado, isso indica um cenário mais favorável à frente — tanto para novos investimentos quanto para a busca de soluções para problemas financeiros junto às instituições e credores”, disse ao Money Times durante o segundo dia da Agrishow. “Parte da inadimplência, inclusive, está concentrada em grandes indústrias de máquinas e insumos”, completou

O banco, que conta com uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio, espera ver uma estabilidade em 2026. “Manter esse volume já é um grande desafio, considerando os vencimentos que eu preciso repor e o cenário mais restritivo de crédito”.

Quanto ao volume de negócios na Agrishow, o BB projeta R$ 3 bilhões. “Ainda estamos no início da feira, cerca de um dia e meio, e o desempenho está positivo. Temos boas chances de atingir esse objetivo”.

Para o evento, o Banco do Brasil trouxe isenção da taxa operacional nas operações realizadas na feira, linhas de pré-custeio para safra 2026/2027, com taxas a partir de 8% para médios produtores e cerca de 11% para grandes, além de maior disponibilidade de recursos equalizados, inclusive para máquinas, graças à redistribuição feita pelo governo ao longo do ano para o Plano Safra.

Banco do Brasil descarta crise

Na avaliação de Bittencourt, o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas sim desafios pontuais — visão já apresentada em evento do UBS, em janeiro.

“A prova disso é a safra que nós estamos colhendo, seja em relação a área, produção e produtividade, mostrando que o agro continua pujante. A nossa expectativa é que o processo de adimplência vá se retomando, especialmente com o maior critério que nós estamos adotando nas concessões, ampliação das garantias e um olhar mais profundo da capacidade de pagamento de cada produtor”.

Segundo ele, o cenário mais desafiador está concentrado em partes da região Centro-Oeste e em determinados perfis de produtores.

“É importante destacar que os preços não estão baixos em termos históricos, estão dentro da média de longo prazo. O que aconteceu é que, entre 2020 e 2023, tivemos um período excepcional, com preços muito elevados. Quando você olha 10 anos para trás, observa preços em dólar, os preços estão dentro do patamar histórico. Para um conjunto de produtores, o problema é mais de fluxo de caixa”.

Isso acontece já que muitos desses produtores prorrogaram dívidas de custeio por problemas climáticos ou de preço no começo de 2024, assumiram arrendamentos caros naquele período de preços altos, fizeram investimentos quando máquinas e insumos estavam mais caros, imobilizaram capital em terra, equipamentos ou até imóveis urbanos. Tudo isso, somado a um cenário de juros mais elevados.

“A rentabilidade média de uma cultura como a soja está em torno de 25% a 30%, um pouco abaixo disso se for arrendamento. É algo em linha com a média histórica, só que a quantidade de pagamentos que alguns produtores tem por conta dessas questões gera dificuldade. Não é que o setor está crise, é mais uma questão de fluxo de pagamento que afeta mais uns produtores que outros”.

O que o produtor alavancado deve fazer?

Para o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar, o primeiro caminho para o produtor alavancado fica por conta da redistribuição dos seus vencimentos em prazos maiores.

“Com a MP 1314, renegociamos ou contratamos R$ 36,6 bilhões. Desse total, R$ 33 bilhões são com taxas livres e mais da metade são com taxas pós-fixadas, ou seja, na medida que a taxa Selic cair, cai a taxa de juros, beneficiando o produtor. Os outros R$ 3,6 bilhões são com taxas controladas concentradas no Rio Grande do Sul”.

Mas não basta alongar dívida. É preciso ajustar o caixa, reduzindo investimentos, revisando custos e, em alguns casos, vender ativos.

“Houve muita imobilização de capital nos últimos anos, e agora parte desses ativos pode precisar ser liquidada para reequilibrar a situação financeira”.

As recuperações judiciais

Segundo Bittencourt, as recuperações judiciais (RJ) ainda passam por um processo de aprendizado, tanto por parte dos produtores quanto do próprio Judiciário, avalia Gilson Alceu Bittencourt. Ele explica que embora o instrumento venha sendo utilizado de forma adequada em alguns casos, também há distorções, com pedidos feitos apenas para postergar dívidas.

Nesse contexto, um recente provimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe mais clareza sobre o que pode ou não ser incluído nas RJs, o que tende a melhorar o ambiente. “Há diferentes interpretações, e essa padronização ajuda a dar mais segurança ao processo”, afirma.

O executivo também destaca que já há produtores que recorreram à RJ e agora buscam sair do processo. Isso porque, ao contrário do que muitos imaginam, a recuperação judicial não significa apenas suspender pagamentos. “Você passa a ter um terceiro administrando o negócio, inclusive o caixa, e precisa comprovar uma reestruturação efetiva. Caso contrário, pode evoluir para falência”, explica.

Embora o objetivo da lei seja permitir a recuperação financeira, Bittencourt ressalta que, em determinadas situações, o produtor pode terminar em condição pior do que estaria em uma renegociação direta com credores. A expectativa, segundo ele, é que, com maior entendimento sobre o instrumento, o número de RJs tenda a diminuir ao longo do tempo.

Fonte: Money Times

BB lança conta digital do BB Portugal e permite abrir conta na Europa

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O Banco do Brasil passa a oferecer a Conta Digital do BB Portugal, que permite aos clientes abrir uma conta em Portugal de forma totalmente digital, diretamente pelo App BB ou pelo WhatsApp.

A nova solução amplia o acesso a recursos em euro e dólar, transferências na Zona do Euro (SEPA e SEPA Instantâneo), transferências internacionais para crédito em múltiplas moedas (Real, Dólar, Libra e Euro), aplicação em Depósito a Prazo em moeda estrangeira e cartão de débito em euro para uso no exterior.

Integrada ao App BB, a conta permite administrar, em um único canal, os recursos mantidos no Brasil e no exterior, oferecendo mais praticidade e uma visão consolidada do patrimônio.

Entre os diferenciais da nova solução está a possibilidade de abrir uma conta em euro com o acompanhamento de um gerente dedicado, responsável por apoiar a gestão da conta e dos investimentos no exterior. A Conta Digital do BB Portugal leva ao ambiente internacional a solidez, a segurança e a qualidade já reconhecidas pelos clientes do Banco do Brasil, combinando conveniência digital com atendimento especializado.

Neste primeiro momento, a solução está disponível para clientes BB dos segmentos Private, High Estilo e Estilo, reforçando a proposta de valor internacional voltada a investidores que buscam diversificação patrimonial em moedas fortes, pessoas com dupla cidadania, residência ou negócios na Europa, ou que precisam manter recursos em euro para diferentes finalidades.

A jornada de abertura é 100% digital e inclui validação de e-mail e telefone, verificação de identidade por biometria facial, prova de vida com envio eletrônico de documentos, como documento de identificação válido, comprovante de endereço e comprovante de atividade profissional, além de assinatura digital do contrato, em conformidade com a regulação europeia.

“O Banco do Brasil é uma instituição global, e a Conta Digital do BB Portugal reforça esse posicionamento em um mercado especialmente relevante para a nossa estratégia internacional. Portugal se destaca pela forte presença da comunidade brasileira e pela intensidade das relações econômicas e financeiras com o Brasil. Com essa iniciativa, ampliamos nossa capacidade de oferecer soluções internacionais estruturadas, integradas e alinhadas aos mais elevados padrões de governança, acompanhando a evolução do perfil e das necessidades dos brasileiros com atuação no exterior”, afirma Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do Banco do Brasil.

Com o lançamento, o Banco do Brasil amplia seu portfólio de soluções internacionais para clientes que desejam estruturar parte do patrimônio no exterior com conveniência, segurança e integração digital. Em breve, a Conta Digital do BB Portugal também estará disponível para não clientes do BB no Brasil.

Banco do Brasil em Portugal

O Banco do Brasil está presente na Europa por meio do BB AG, subsidiária integral da instituição, com atuação em Portugal voltada ao atendimento de clientes pessoa física interessados em investir ou manter recursos em euro e dólar, além de oferecer soluções financeiras a grandes empresas brasileiras e portuguesas com operações entre Brasil e Europa.

Presente no país desde 1972, o Banco do Brasil construiu em Portugal uma trajetória marcada por solidez, continuidade e apoio ao fortalecimento das relações econômicas entre os dois países. Ao longo desse período, consolidou-se como parceiro financeiro de empresas, investidores e clientes com vínculos com o Brasil.

Nos últimos anos, em linha com seu reposicionamento estratégico global, o Banco passou a concentrar sua atuação em Portugal em segmentos de maior valor agregado, com foco nos públicos Corporate, Private e Alta Renda. A operação oferece atendimento especializado e soluções integradas para clientes que demandam apoio financeiro no Brasil e na Europa, reforçando a presença da instituição no mercado europeu com proximidade, segurança e excelência.

Fonte: Banco do Brasil

Encontro dos Funcionários do Banco do Brasil será dia 9 de maio

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O Encontro do BB e o da Caixa será no dia 9 de maio, com cerimônia unificada de abertura, e debate sobre conjuntura, às 9 horas, no auditório do Sindicato. Os demais debates dos encontros serão realizados em separado: no auditório do Sindicato e no da CUT do Rio.

“É de suma importância a participação no encontro. Nele iniciamos a construção das nossas pautas de reivindicações para a Campanha Salarial deste ano, tanto para a negociação geral da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), quanto a específica a ser negociada com o BB. É o momento de compilarmos os assuntos mais prementes que afligem o funcionalismo no seu cotidiano”, afirmou o diretor da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), Alexandre Batista.

Ao se inscrever o funcionário receberá a minuta do último acordo para se basear na elaboração das propostas a serem avaliadas no Encontro do BB. E também o acordo atualmente em vigor.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários dos Municípios do Município do Rio de Janeiro

Banco do Brasil lança Boleto com Pix Automático para empresas

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O Banco do Brasil apresentou nesta terça-feira, 28 de abril, o Boleto com Pix Automático, uma solução inovadora de meios de pagamento voltada a empresas de qualquer porte que trabalham com cobranças recorrentes. A iniciativa reforça o protagonismo do BB no desenvolvimento de soluções digitais que combinam tecnologia, simplicidade e conveniência, ao permitir o pagamento automático de faturas mensais.

A solução permite que o pagador autorize pagamentos recorrentes no momento do pagamento do boleto por meio do QR Code, viabilizando o débito automático independentemente da instituição financeira do cliente. A partir dessa autorização, os boletos futuros passam a ser agendados automaticamente.

Para as empresas, o Boleto com Pix Automático reduz barreiras tecnológicas e custos de implementação, já que utiliza a estrutura tradicional de cobrança bancária, preservando funcionalidades como juros, multa, protesto e negativação. Além disso, a solução oferece conciliação unificada e maior previsibilidade de caixa, sem exigir adaptações complexas nos sistemas já utilizados pelos beneficiários.

“O lançamento do Boleto com Pix Automático reafirma a vocação do Banco do Brasil para o pioneirismo e a inovação. É uma solução que amplia a conversão para as empresas, fortalece a previsibilidade do fluxo de caixa e oferece aos clientes uma jornada mais simples, eficiente e integrada para a gestão de seus pagamentos recorrentes”, afirma o vice-presidente de Gestão Financeira e RI do BB, Geovanne Tobias.

A primeira companhia a utilizar a solução, inédita no mercado financeiro, é a Equatorial Energia, que está disponibilizando o Boleto com Pix Automático aos seus clientes nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas e Amapá. A previsão é expandir para Goiás e Rio Grande do Sul ao longo dos próximos meses.

Inicialmente, o Boleto com Pix Automático estará disponível para empresas que utilizam a API de Cobrança do Banco do Brasil, com planos de expansão gradual para outros canais, conforme a evolução do produto. Do lado do pagador, a principal vantagem está na simplicidade e liberdade de escolha: não é necessário ter conta no Banco do Brasil para utilizar a modalidade. Clientes de qualquer instituição financeira podem aderir à solução, com mais comodidade e autonomia no pagamento de suas contas.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil prorroga crédito de R$ 36 bilhões ao produtor rural

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O financiamento sustentável, a transição energética e a gestão de riscos climáticos foram temas debatidos no CNN Talks Agro, realizado nesta segunda-feira (27 de abril), durante a Agrishow. Representantes do setor público e financeiro defenderam maior integração entre crédito, tecnologia e inovação para ampliar a competitividade do campo brasileiro em um momento de ajustes econômicos para o setor.

O Superintendente Nacional Mega Produtor Rural do Banco do Brasil, Felipe Duch, afirmou que o agronegócio atravessa uma fase desafiadora, marcada por margens mais apertadas e necessidade de reorganização financeira. Segundo ele, o banco adotou medidas para dar fôlego aos produtores, incluindo prorrogações de cerca de R$ 36 bilhões em operações de crédito.

“É um momento de aprendizado e ajuste, mas seguimos otimistas. Temos recursos disponíveis e expectativa de movimentar R$ 3 bilhões em negócios durante a Agrishow”, afirmou. O executivo destacou ainda que 95% dos clientes da instituição seguem adimplentes, enquanto os demais recebem acompanhamento individualizado em busca de soluções.

Duch ressaltou que o papel dos bancos vai além da concessão de crédito e passa por orientar o produtor rural sobre oportunidades de geração de valor, sustentabilidade e proteção financeira. Segundo ele, cresce a procura por instrumentos como seguro rural, hedge cambial e proteção de preços de commodities.

“O futuro do banco vai muito além do crédito. É ajudar o produtor a aproveitar melhor as oportunidades e agregar valor ao trabalho realizado no campo”, disse.

No painel “Financiamento Estratégico: Crédito, Clima e Geopolítica”, o deputado federal Arnaldo Jardim destacou o potencial estratégico do hidrogênio verde para o agronegócio brasileiro, especialmente na produção de fertilizantes. Segundo ele, a amônia verde, derivada do hidrogênio renovável, pode reduzir a dependência externa do Brasil por insumos agrícolas, além de impulsionar projetos industriais ligados ao aço verde.

“O hidrogênio verde já possui base regulatória e pode ser decisivo para a nossa segurança em fertilizantes e para uma indústria de baixo carbono”, afirmou.

Outro tema central foi o avanço do seguro rural diante da intensificação dos eventos climáticos extremos. Jardim defendeu a modernização da legislação do setor e ampliação da cobertura no campo. Para ele, o Brasil precisa avançar também em uma mudança cultural, ampliando o uso do seguro como ferramenta permanente de gestão de risco.

O parlamentar lembrou que a necessidade total de recursos para custeio e financiamento da safra gira em torno de R$ 1,2 trilhão, enquanto o Plano Safra responde por cerca de um terço desse montante. Segundo ele, isso mostra que o mercado privado ganhou protagonismo e que o produtor precisará investir cada vez mais em planejamento e gestão.“O salto necessário para manter produtividade no futuro será de gestão”, afirmou.

Felipe Duch acrescentou que a tecnologia tem ajudado seguradoras a oferecer produtos mais personalizados e acessíveis, enquanto produtores também passaram a buscar mais ferramentas de proteção após perdas recentes provocadas por estiagens e enchentes.

Para a agricultura familiar, a diretora de Inovação para Produção Familiar e Transição Agroecológica do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Vivian Libório de Almeida, destacou políticas como Proagro, Garantia-Safra e programas de mecanização adaptada. Segundo ela, tecnologia e conectividade são fundamentais para elevar produtividade, reduzir custos e manter jovens no campo.“A tecnologia salva famílias, melhora a renda e fortalece a permanência no meio rural”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

Chapa 2 vence as Eleições Previ 2026 com 47,26% dos votos

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A votação para definir os diretores de Administração e de Planejamento e demais dirigentes eleitos para os próximos quatro anos de mandato terminou nesta segunda-feira, 27 de abril, às 18h.

A vencedora foi a Chapa 2 – PREVI PARA OS ASSOCIADOS, com 49.379 votos (47,26% do total de votantes). Foram computados ainda 5.306 votos em branco e 7.348 nulos. O número total de eleitores votantes foi de 104.475, contra 90.819 abstenções. Confira o Resultado Final consolidado por estado no site das Eleições.

Veja a seguir o total de votos computados nas Eleições Previ 2026:

Entre os dias 13 e 27 de abril os associados puderam votar para definir os representantes para a Diretoria de Administração e para a Diretoria de Planejamento, além de um membro titular e um suplente para os Conselhos Fiscal e Deliberativo, dois membros titulares e dois membros suplentes dos Conselhos Consultivos do Plano 1 e do Previ Futuro. Os mandatos são de quatro anos e vão de 1/6/2026 até 2/6/2030.

O resultado das Eleições Previ 2026 será homologado pela Comissão Eleitoral após a conclusão das verificações que são realizadas pela auditoria externa e pela auditoria da Previ.

Em conformidade com a Instrução Previc nº 23/2023, os documentos dos candidatos eleitos para mandatos de diretor, conselheiro deliberativo e conselheiro fiscal serão enviados para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que emite um atestado de habilitação do dirigente. Esse atestado de habilitação será recebido pela Previ antes da posse do candidato eleito.

Fonte: Previ

Previ conquista o Selo da 7º Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça

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O Ministério das Mulheres divulgou, em 13 de abril, o resultado parcial das empresas certificadas pelo selo Pró-Equidade, e a Previ está entre as 74 empresas aprovadas.

Desde 2010, a Previ faz parte do Programa Pró-Equidade de Gênero e de Raça, do Governo Federal que tem como objetivo combater a discriminação e a desigualdade de gênero e raça no ambiente de trabalho, promovendo a equidade por meio de ações afirmativas.

Em 2021, a Entidade recebeu o selo da 6ª edição do Programa, em função de suas ações relativas à promoção da igualdade de oportunidades a todas as pessoas de seu quadro funcional. A Previ já havia sido premiada com o Selo na terceira e na quinta edições do Programa.

Em 2024, a Previ formalizou sua¿participação na 7ª Edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, com a assinatura do Termo de Compromisso e a representação ativa do Comitê em eventos oficiais do Programa, incluindo a cerimônia nacional realizada em Brasília, que reuniu autoridades do Governo Federal, organismos internacionais e empresas signatárias.¿¿Além da assinatura, a Previ apresentou um plano de ação para ser cumprido até 2026, a partir do qual foi avaliada e aprovada para receber novamente o selo, agora da 7ª edição.

Entre as iniciativas do plano de ação, destacam-se ações voltadas ao aumento dos percentuais de diversidade na Entidade, por meio de processos de recrutamento e seleção, e ampliação dos espaços de diálogo sobre os impactos da vida familiar no crescimento profissional das mulheres e nas decisões previdenciárias. Destacam-se, também, os eventos de sensibilização e letramento oferecidos aos funcionários, ampliando a visão e a consciência sobre as diferentes realidades vividas pelos públicos sub representados e/ou marginalizados em nossa sociedade.

Com a trajetória em evidência, desde 2024, o Comitê de Diversidade da Previ deixou de atuar apenas como fórum consultivo e passou a exercer um papel estruturante e estratégico dentro da Entidade, tendo sido reformulado para melhor atender aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS 5 Igualdade de Gênero e ODS 10 Redução das Desigualdades), aos princípios do Pacto Global, aos Direitos Humanos e demais compromissos assumidos com organizações nacionais e internacionais que tratam do tema.

Além disso, a nova composição do comitê, que passou a contar, em 2024, com seis grupos de afinidade, mediante eleição dos seus representantes, Raça e Etnia; Gênero; LGBTQIAPN+ (orientação sexual); PcDs (pessoas com deficiência e responsáveis por PcDs); Multigeracional e Outras diversidades (Regionalismo, diversidade religiosa, cultural, social, estética, entre outros), está alinhada à elaboração da Política de Diversidade, Equidade e Inclusão que a Previ publicou no mesmo ano.

Para o diretor de Administração, Márcio de Souza, “A Previ estar entre as empresas certificadas pelo Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça é um reconhecimento do nosso compromisso com a igualdade entre mulheres e homens, tanto em nosso ambiente interno, como nas empresas participadas. Nós acreditamos e sabemos que onde há inclusão e diversidade há inovação e maior geração de valor, contribuindo para a sustentabilidade das empresas no longo prazo.”

Fonte: Previ

Aumento de incertezas deve marcar resultados dos grandes bancos do país

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A temporada de balanços dos bancos no primeiro trimestre de 2026 deve trazer uma continuação das tendências vistas nos últimos períodos, embora incertezas comecem a se acumular. Há dúvidas sobre até onde vai um movimento de piora na inadimplência que se consolidou nos últimos meses e sobre os impactos macroeconômicos da guerra no Irã – e os casos de grandes empresas em dificuldades também podem elevar as provisões dos bancos. Além disso, o cenário eleitoral deve começar a ganhar mais peso e as divulgações ocorrem no momento em que o governo finaliza um novo programa de renegociação de dívidas.

Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander devem ter um lucro consolidado de R$ 26,5 bilhões no período de janeiro a março. Em se concretizando esse número, seria uma queda de 7,6% em relação ao quarto trimestre e de 6,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2024. Como tem acontecido nos últimos trimestres, o BB puxa a média para baixo, pressionado pelo agronegócio. Sem ele, o lucro consolidado seria de R$ 23,0 bilhões, com altas de 0,3% e de 10,3%, na mesma comparação.

Enquanto Itaú pode seguir renovando recordes, Bradesco e Santander mantêm uma toada de recuperação. A filial do banco espanhol abre a temporada com a divulgação dos números amanhã, antes da abertura dos mercados, e anunciou recentemente que Gilson Finkelsztain deve assumir como novo CEO em julho, em substituição a Mario Leão.

“Qualidade de ativos será o grande tema do trimestre, que tem sazonalidade negativa”, dizem analistas do J.P. Morgan

Para Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, os números que serão acompanhados com mais atenção serão os de inadimplência e provisões para devedores duvidosos (PDD). “Temos um ciclo de inadimplência que deve pesar, tanto no agro, que afeta mais o BB, quanto entre grandes empresas. Tivemos várias recuperações judiciais e outros nomes grandes com dificuldades, então precisamos ver como esses casos devem transitar pelos balanços dos bancos.” Um dos casos com maior potencial de impacto é Raízen, já que até poucos meses a empresa tinha ratings relativamente bons e, assim, é bem provável que o nível de provisionamento dos bancos fosse pequeno.

Os analistas do J.P. Morgan também apontam que a qualidade dos ativos será o grande tema do trimestre. Eles lembram que há uma sazonalidade negativa no primeiro trimestre, mas os investidores vão tentar entender se isso é só um “soluço” ou uma tendência mais firme de deterioração. “De acordo com nossas discussões, a preocupação dos investidores é generalizada em relação a diferentes produtos: cartões de crédito, empréstimos pessoais, PMEs, corporate, linhas rurais, entre outros. Curiosamente, ainda não observamos um quadro claro de deterioração nos dados do Banco Central nos últimos meses.” O Citi vai na mesma linha: “Esperamos que os bancos brasileiros apresentem um trimestre menos favorável, impulsionado por uma combinação de fatores sazonais adversos – que impactam a margem financeira (NII) com clientes, as provisões e os empréstimos inadimplentes em estágio inicial – e por maiores provisões, refletindo casos específicos de grandes empresas”.

No agro, como muitos créditos da safra 2024/2025 ainda vencem no primeiro semestre, a perspectiva é que a qualidades dos ativos siga bastante pressionada. Na semana passada, durante encontro anual com investidores, o BB – que tem maior exposição ao setor – deixou claro que a trajetória de recuperação deve ter altos e baixos. “Falando de forma muito transparente, acho que vocês perceberam durante todas as falas [do evento] que 2026 para nós será um ano de reestruturação, de retomada de crescimento. Não vai ser um ano fácil”, admitiu a presidente Tarciana Medeiros.

O BB anunciou que renegociou R$ 36,5 bilhões no âmbito da medida provisória (MP) 1.314, que ajudou produtores afetados por eventos climáticos. Desse total, apenas 2,5% vencem em 2026. O problema, segundo analistas, está na carteira prorrogada do agro, de R$ 64,5 bilhões, sendo que 36% vencem neste ano. Para os analistas do Bank of America (BofA), os resultados do BB podem ficar abaixo das previsões, “principalmente devido a encargos com provisões piores do que o esperado, uma vez que os dados do BC mostram uma deterioração contínua dos empréstimos inadimplentes no agro”.

O Santander também tem uma exposição relativamente substancial ao agro e está em meio a uma transição de comando. Para os analistas da XP, o banco deve entregar um trimestre um pouco mais fraco do que o anterior, reflexo da postura mais seletiva no crédito, “principalmente em cartões de crédito de baixa renda, agronegócio e PMEs”. Para o Goldman Sachs, há risco de surpresas negativas em PDD, considerando a exposição do banco a casos no atacado. “Projetamos uma expansão sequencial na margem financeira, apesar da pressão contínua na margem com mercado, que deve melhorar gradualmente ao longo do ano.”

No caso do Bradesco, a expectativa de analistas é de crescimento no lucro no comparativo trimestral e anual. Na avaliação do Safra, os segmentos de PME e pessoa física devem continuar sendo os principais impulsionadores do crescimento da carteira de crédito. A margem ajustada ao risco deve permanecer estável ante o trimestre anterior. “Quanto ao segmento de seguros, esperamos contribuições quase estáveis tanto da receita operacional quanto da receita financeira, resultando em um crescimento de 7% em relação ao ano anterior.”

O Itaú, por sua vez, poderia renovar o recorde de lucro mesmo com a sazonalidade negativa do primeiro trimestre e com a antecipação de dividendos feita pelo banco. O consenso dos analistas é de leve baixa trimestral de 0,2%. “Embora tenhamos revisado ligeiramente para baixo nossas estimativas para o primeiro trimestre do Itaú, isso se deve principalmente à antecipação de pagamento de dividendos, juntamente com a sazonalidade, e não a qualquer deterioração nas tendências subjacentes, mantendo nossa visão construtiva inalterada. […] Em nossas conversas com investidores, o Itaú continua sendo uma posição central em diversos portfólios, tanto entre investidores locais quanto estrangeiros”, dizem os analistas do Santander CIB.

Utsch, da Nero, lembra que as ações dos bancos brasileiros subiram muito nos últimos meses e que, se houver alguma decepção com os resultados, isso pode gerar uma correção nos papéis. “Tivemos um rali da bolsa muito pautado pelo investimento estrangeiro, e não exatamente pelos fundamentos das companhias. Então a régua, a base de comparação de preço, subiu muito.” Ele aponta que o Bradesco talvez seja ainda mais suscetível a uma eventual correção se os resultados não animarem, porque o papel chegou próximo dos picos vistos em 2019 e o banco ainda não entregou toda a recuperação que se espera.

O gestor lembra que o cenário macro também traz incertezas, com os impactos da guerra do Irã nos preços do petróleo e, consequentemente, na inflação e nas decisões de política monetária do BC. Para ele, a eleição presidencial ainda não é uma tema que tem feito muito preços nas ações de bancos. Utsch também não acredita que o novo programa de renegociação de dívidas que deve ser lançado pelo governo nos próximos dias terá um efeito nos resultados das instituições financeiras. “Se tiver algum impacto, vai ser muito marginal, não muda o ponteiro. Além disso, o programa gera alguma preocupação com a questão fiscal [se o governo fizer um aporte grande no Fundo de Garantia de Operações, o FGO], então isso pode afetar o humor do investidor, e nem está claro se o efeito líquido de tudo isso seria positivo para as ações dos bancos.”

Além dos quatro grandes bancos incumbentes, o Nubank deve ter lucro de US$ 910 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões) no primeiro trimestre. O Bradesco BBI diz que a qualidade dos ativos deve seguir o padrão sazonal tradicional e que o índice de eficiência tende a ficar basicamente estável. Assim, coloca o Nubank entre seus nomes preferidos para a temporada do primeiro trimestre. Na visão dos analistas do BofA, “a expansão do crédito deverá permanecer robusta, impulsionada principalmente pelo uso dos recentes aumentos nos limites de cartões de crédito no Brasil e pela aceleração no México, enquanto o crédito garantido deverá ser limitado por recentes mudanças regulatórias que afetaram a antecipação do FGTS”.

Fonte: Valor Econômico

Juros cobrados pelos bancos colaboram para o endividamento das famílias

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O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, aumento de 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro de 2026, e de 3,3 pontos percentuais em relação a março de 2025.

O índice corresponde ao maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ainda segundo a mesma pesquisa, 29,6% das famílias estão com dívidas em atraso e 12,3% não conseguirão pagá-las. O endividamento das famílias parece crescer em uma velocidade maior do que o crescimento do emprego e da renda.

Recorde histórico de endividamento

Outras pesquisas também vão na mesma direção e mostram o agravamento dessa situação. Segundo o Banco Central, metade das famílias (49,9%) estão endividadas, recorde histórico. Este percentual representa a relação entre o valor atual das dívidas das famílias com o Sistema Financeiro Nacional e a renda acumulada nos últimos doze meses.

Já o Serasa aponta que, em fevereiro de 2026, o Brasil registrou recorde de 81,7 milhões de CPFs negativados. Este número representa um aumento significativo em relação a anos anteriores e reflete um cenário de inadimplência crescente no país. Em fevereiro de 2025, esse número correspondia a 75 milhões.

Custo do crédito no endividamento

Os motivos para o aumento do endividamento são muitos, como aumento do custo de vida, renda baixa, uso intensivo do cartão de crédito, popularização dos sites de apostas e custo do crédito.

O Brasil, historicamente, tem taxas elevadas de juros bancários, influenciadas pela taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 14,75% ao ano.

Mas, segundo o Banco Central, a taxa média de juros para concessão de crédito pelos bancos foi de 33,1% ao ano em março de 2026, a maior desde o início da série histórica, em março de 2011.

Contudo, a taxa média de juros pessoa física do cartão de crédito rotativo chegou a 428,6% ao ano, justamente uma das modalidades de crédito mais utilizadas pelos brasileiros.

Bancos lucram bilhões com juros altos

Para justificar que os juros cobrados da população são muito altos, os bancos alegam que têm um custo para emprestar dinheiro, como mão de obra, estrutura, impostos, inadimplência, dentre outros.

Mas uma das explicações para que o spread bancário – diferença entre o custo de captação dos bancos e o que ele cobra para emprestar – seja elevado, é o lucro.

Em 2025, os cinco maiores bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander), juntos, tiveram lucro de R$ 123,8 bilhões.

O que é spread bancário?

Por exemplo, o banco capta recursos pagando 10% ao ano (via poupança ou investimentos atrelados à Taxa Selic) e empresta esse mesmo dinheiro a 30% ao ano. O spread bancário é a diferença: 20 pontos percentuais.

Essa diferença atingiu 21,8 pontos percentuais em março de 2026, segundo o Banco Central.

Segundo o Banco Mundial, em 2024 o spread bancário era de 7,46 pontos percentuais na Argentina; 2,85 na China; 2,89 na Noruega; 2,05 na Suíça; e 6,68 no México. Enquanto no Brasil era de 32,52.

“O endividamento das famílias brasileiras é um problema muito grave e com diversas causas, mas os bancos têm uma parcela de responsabilidade neste cenário ao cobrarem tão caro no crédito ofertado à população. É urgente debater o spread bancário, a redução da taxa de juros bancárias, assim como a redução da Selic, ainda mais em um cenário de baixa demanda e de inflação controlada”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Governo quer combater endividamento

Diante do alto endividamento das famílias, o governo Lula (PT) vai lançar um programa de renegociação de dívidas.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Última semana para votar nas Eleições Previ 2026; AGEBB apoia Chapa 1

Publicado em: 23/04/2026

Até 18h da segunda-feira, 27 de abril, os associados poderão votar nas chapas para definir representantes para a Diretoria de Administração, a Diretoria de Planejamento e os Conselhos Deliberativo, Fiscal e Consultivos dos planos Plano 1 e Previ Futuro. O seu voto, e o de todos, é essencial para o sucesso das eleições e para fortalecer a governança da Previ.

A AGEBB apoia a Chapa 1 (veja aqui o programa de trabalho), onde o diretor jurídico da associação, Luiz Gustavo Sunhiga, participa como candidato a diretor de Administração. A chapa ainda tem Arnaldo José Vollet (Diretoria de Planejamento), Carmem Sylvia Borges Tibério, Francisco Reinoldo Schwarz (Conselho Deliberativo), Emerson Luis Zanin, Rizele Santana Norberto Marques Sereno (Conselho Fiscal), Rubens da Fonseca Marques Monteiro, Marta Maria Coutinho Carneiro de Saboya, José Luiz Barbosa, Marinei Sabadin Balbinot (Conselho Consultivo – Plano de Benefícios 1), Fabiane Campos Vale Jerke, Marcela Bosa, Tarciso Madeira e Waleska Magaldi Collares (Conselho Consultivo – Previ Futuro).

O mandato para os membros eleitos será de 1/6/2026 até 2/6/2030. As informações completas e atualizadas sobre o processo eleitoral estão no site da Previ, na seção A Previ > Eleições e no App Previ, na aba Eleições.

Poderão votar todos os participantes e assistidos maiores de 18 anos inscritos nos planos de benefícios da Previ até o dia 31 de janeiro de 2026.

Terão direito a voto os participantes vinculados a Planos Instituídos que atendam a, pelo menos, uma das seguintes condições:

I – tenham realizado, no mínimo, 12 contribuições ordinárias mensais ao plano, ou;

II – tenham cumprido carência mínima de 12 meses de vinculação ao plano e sejam elegíveis ou estejam em gozo de benefício de renda mensal.
Como votar

Participantes, funcionários e estatutários do Banco do Brasil S.A., em atividade no Banco, cedidos ou adidos: site Previ, App Previ, terminais de autoatendimento (TAA) do Banco do Brasil e SiSBB.

Aposentados, pensionistas, funcionários em afastamentos regulamentares e demais participantes: Site Previ; App Previ e TAA do Banco do Brasil.

Fonte: Previ com AGEBB

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‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do BB sobre 2026 — e o que vem depois da crise

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Depois de atravessar um ciclo pesado de inadimplência, provisões e pressão sobre a rentabilidade, o Banco do Brasil (BBAS3) mudou o tom do discurso. Em vez de prometer uma virada rápida, a mensagem é que a recuperação vai precisar de tempo. À frente do banco, a CEO Tarciana Medeiros foi direta: 2026 não será o ano da colheita.

“Será um ano de reestruturação, de retomada, de crescimento. Não vai ser fácil, especialmente no primeiro semestre”, afirmou Medeiros, durante o BB Day, realizado nesta quinta-feira (23), na cidade de São Paulo.

Na visão da CEO, o próximo ciclo será sobre consolidar mudanças. Isso inclui um redirecionamento claro da estratégia de crédito — com mais filtros, mais garantias e uma abordagem mais seletiva na concessão.

“Não é crescer por crescer. Vamos crescer com a prudência necessária, sem deixar de fazer crédito, mas com mitigadores de risco mais modernos e adequados a cada linha de crédito na carteira”, disse.

“Esse trabalho está sendo feito, mas vai demandar tempo para ver o resultado. Estamos construindo 2026 pensando na próxima década do Banco do Brasil.”

A fala da presidenta ajuda a entender o pano de fundo do Banco do Brasil. Para Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, o banco vem de um choque relevante.

“O ano de 2025 foi, provavelmente, o mais desafiador da história do Banco do Brasil. Foi uma tempestade perfeita”, afirmou Tobias.

A combinação de fatores macroeconômicos e setoriais atingiu em cheio a carteira do agronegócio, elevando a inadimplência, exigindo provisões bilionárias e pressionando os resultados.

Agora, com esse ciclo ainda em digestão, o banco tenta convencer o mercado de que o foco deve sair do retrovisor — e se voltar para a estratégia que começa a ganhar forma.

A nova estratégia do Banco do Brasil (BBAS3)

Para os executivos, o principal “trunfo” o Banco do Brasil para recuperar a força dos resultados no futuro é a capilaridade do ecossistema da instituição, ampliando o peso de outras avenidas de receita.

A ideia, nas palavras do CFO, é transformar o BB em uma espécie de “galáxia” financeira, onde diferentes unidades de negócio orbitam e sustentam o resultado consolidado — reduzindo a dependência de ciclos específicos, como o do agronegócio.

“Temos certeza que, com a estratégia de fortalecer esses planetas em volta do conglomerado BB, vamos conseguir garantir uma entrega de valor para os nossos acionistas, passar por este momento de ajustes e retomar a rentabilidade do tamanho desta galáxia chamada Banco do Brasil”, afirmou Tobias.

Hoje, esse ecossistema já tem peso relevante no balanço. Mais de 80 empresas fazem parte do conglomerado, e cerca de 52% do resultado vem de subsidiárias ligadas a áreas como seguros, meios de pagamento, consórcios e mercado de capitais.

“São as forças entre esses diferentes planetas que efetivamente nos permitem, apesar do aumento dentro do risco do crédito num patamar nunca visto antes na história do Banco do Brasil, continuar entregando um ROE de dois dígitos para os nossos acionistas”, disse o executivo.

As avenidas de crescimento do Banco do Brasil

Tobias revelou que o setor de seguros está no centro da estratégia da administração para consolidar a força dos resultados do Banco do Brasil daqui para frente.

Entre os destaques está a BB Seguridade (BBSE3), frequentemente vista pelo mercado como um porto seguro dentro do grupo. “Temos muitas avenidas de crescimento nesse planeta e muitas coisas para ainda serem exploradas”, afirmou Tobias, reforçando o papel da operação de seguros como geradora de valor recorrente.

Outro pilar que ganha protagonismo é o negócio de consórcios. O que antes era uma operação menor hoje se tornou líder de mercado, com R$ 150 bilhões sob gestão e 1,7 milhão de cotas ativas.

Além de ampliar receitas, o segmento funciona como alternativa de financiamento mais barata para clientes — algo especialmente relevante em um ambiente de juros elevados.

Na frente de meios de pagamento, o banco também aposta em um ecossistema integrado que inclui participações em empresas como Cielo, Elo, Alelo e Livelo.

“Esta é uma avenida extremamente importante de proximidade e de soluções para as nossas clientelas, mas também de geração de valor”, disse o executivo. “Esse planeta também tem nos propiciado a sustentabilidade do nosso resultado.”

A estratégia agora é conectar essas operações de forma mais eficiente ao restante do grupo, ampliando sinergias e geração de valor.

Para isso, o banco já iniciou uma reorganização interna, transformando a antiga área de governança dessas participações em uma unidade focada em parcerias estratégias.

Segundo Tobias, o próximo passo é elevar a unidade ao nível de diretoria estatutária, para que “efetivamente esteja presente estatutariamente a responsabilidade do Banco do Brasil em fazer a gestão de toda essa galáxia de planetas que geram resultado”.

O foco do BB também se estende ao mercado de capitais, com a parceria com o UBS, um banco de investimentos próprio e o fortalecimento de uma gestora que já soma R$ 1,8 trilhão em ativos sob gestão. A ambição aqui é ampliar o leque de produtos e capturar mais valor na relação com clientes corporativos.

O Banco do Brasil também está de olho na expansão da atuação no exterior, começando a dar passos mais concretos para se posicionar como uma plataforma global.

Um exemplo é o lançamento do Pix na Argentina, em parceria com o Banco Patagonia. O objetivo é abrir caminho para a exportação da tecnologia de pagamentos instantâneos brasileira para outros mercados. “O nosso desafio agora é levar o Pix para os Estados Unidos”, disse o diretor.

Entre os planos para o exterior, também está a ambição de fortalecer a atuação focada na pessoa física em Portugal.

O caminho da recuperação do Banco do Brasil

Apesar da agenda robusta, a administração do Banco do Brasil (BBAS3) faz questão de calibrar as expectativas. A recuperação não deve ser imediata, e muito menos linear.

“O nosso compromisso é garantir a sustentabilidade do resultado do Banco do Brasil no longo prazo. Eu sei que o mercado, o investidor, o analista, ele acaba tendo uma tendência a olhar muito no trimestre, mas queremos trazer uma perspectiva mais longa”, disse Tobias.

Ao comparar o momento atual com crises passadas, como a de 2016, o executivo evitou promessas de retomada rápida. A leitura interna é que o ciclo do agronegócio ainda pode passar por ajustes, e a trajetória de recuperação pode ser irregular.

“Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, na nova safra que ainda vai ser colhida… Se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U, ainda não sabemos. Eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W”, afirmou o executivo.

Segundo a CEO do BB, a melhora da qualidade dos ativos acontecerá em ‘U’, mas a trajetória dos resultados tende a vivenciar altos e baixos ao longo de 2026.

“Este ano é um ano de El Niño. Isso significa ter lugares onde a produtividade vai ser muito maior e outros em que a produtividade vai ser menor do que o previsto. Por si só, a inconstância e a incerteza em relação a como essa produtividade acontece no país traz para nós um gráfico em W”, disse a CEO.

Fonte: Seu Dinheiro

Bancos aceitam negociar cláusulas sobre gestão ética da tecnologia

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Após cobrança do Sindicato, por meio do Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) aceitou formalmente negociar cláusulas sobre uso e gestão ética de tecnologias nas relações de trabalho. A confirmação ocorreu no dia 16 de abril, na mesa de negociação permanente “Novas Tecnologias, como IA, e a Atividade Bancária.

Desde o ano passado, o Comando Nacional dos Bancários debate com os bancos os avanços tecnológicos e seus impactos no emprego, fechamentos de agências, bem como uso ético da tecnologia, o que resultou no consenso da construção de cláusulas.

Esse debate começou após o Itaú ter demitido mais de mil bancários e bancárias com base em monitoramento realizado a partir de ferramentas. A partir desse caso, o Comando Nacional dos Bancários elaborou e negociou com o banco as cláusulas abaixo, que hoje servem como referência à negociação com a Fenaban:

CLÁUSULA 37º – DOS PRINCÍPIOS GERAIS

As empresas poderão utilizar exclusivamente nos equipamentos e/ou ferramentas de trabalho disponibilizados pelo empregador, tecnologias, mecanismos e metodologias com a finalidade de efetuar a fiscalização do cumprimento das obrigações assumidas pelo empregado no âmbito da relação de emprego, especialmente as relacionadas ao tempo à disposição do empregador e/ou da jornada de trabalho, inclusive dos empregados que se ativam em teletrabalho, observando os princípios de finalidade, proporcionalidade, transparência e respeito à privacidade e intimidade do empregado, em conformidade com a legislação vigente, inclusive LGPD.

Parágrafo Primeiro: A empresa assegura que todos os empregados dispõem dos equipamentos e dos recursos tecnológicos necessários para a adequada execução de suas atividades, de acordo com as atribuições de cada função e com as diretrizes internas da instituição.

Parágrafo Segundo: Durante as atividades de teletrabalho, fica vedado à empresa realizar a captura de imagens e/ou áudios dos empregados para a fiscalização do cumprimento da jornada de trabalho.

Parágrafo Terceiro: Fica garantido pela empresa, por meio de políticas internas, termos/documentos ou outros meios de comunicação, o compromisso de divulgação aos empregados e Sindicato, acerca da possibilidade de fiscalização dos equipamentos e ferramentas de trabalho, disponibilizados pelo empregador ao empregado, respeitando os direitos fundamentais à privacidade, intimidade e dignidade do trabalhador.

CLÁUSULA 38ª – DA NECESSIDADE DE AVALIAÇÃO HUMANA
As deliberações sobre avaliações, advertências ou qualquer outra medida disciplinar não serão aplicadas de forma unicamente automatizada, estando sujeitas à avaliação humana realizada por gestor ou preposto com competência para tanto.

CLÁUSULA 39ª – DA ADEQUAÇÃO À CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO
Caso a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria estabeleça normas mais benéficas quanto ao uso de tecnologias, mecanismos e metodologias pelas instituições financeiras, essas prevalecerão sobre as cláusulas deste Acordo Coletivo que tratem do mesmo tema.

“Nossa expectativa era ter saído daqui com pelo menos uma dessas cláusulas aprovadas, mas entendemos que a abertura para esse diálogo também é importante, além de simbólica para o nosso sindicato, que está completando 103 anos. Ou seja, somos um movimento sindical, com instituições centenárias, que se encontram aqui construindo soluções para problemas impostos pelos avanços tecnológicos, em direção a um mundo do trabalho moderno, mas com trabalho descente e com ganhos de produtividade que sejam distribuídos para todos”, afirmou a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.

“A tecnologia é fantástica e seus avanços podem gerar ganhos positivos para a sociedade. Ao mesmo tempo, a falta de regulação tende a gerar e aprofundar problemas sociais, como a concentração de renda, aumento das desigualdades, a hipervigilância, a invasão de privacidade e ataques à dignidade da pessoa. Por isso a importância desta mesa de negociação, por meio da qual nós temos a oportunidade de estabelecer propostas que podem ser positivas para toda a sociedade, não apenas à categoria, contra possíveis abusos de quem detém a tecnologia”, enfatizou a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

“Esse passo dado pela Fenaban, de aceitar a nossa reivindicação para levar essas cláusulas para debater com todos os bancos é muito importante, diante da preocupação crescente do uso não ético das novas tecnologias”, avalia Juvandia Moreira.

Canais de combate à violência de gênero

O encontro também foi aproveitado por ambas as partes para discutir a evolução dos canais de apoio às bancárias vítimas de violência de gênero, estabelecidos pelos bancos, em decorrência de conquista do movimento sindical nas campanhas de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

“Atendendo a um pedido nosso, feito na mesa de negociação de março, com o tema da mulher bancária e igualdade de oportunidades, a Fenaban nos trouxe a atualização dos números de atendimentos e encaminhamentos”, destacou Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT. “A nossa categoria está muito à frente em termos de combate à violência de gênero. Mas não podemos deixar de acompanhar e aprimorar essas cláusulas conquistadas, para que o resultado das nossas lutas seja efetivo”, completou a dirigente.

Segundo a Fenaban, em 69 meses (considerando o período de 2000 a 2025), os canais de atendimento às bancárias vítimas de violência doméstica atenderam 875 mulheres – uma média de 12,7 por mês. Esses atendimentos geraram nesses anos um total de 3.698 sessões de acolhimento (média de 53,6 por mês).

Houve também um aumento expressivo de atendimentos no período: no primeiro ano, 107 bancárias acessaram os canais, já em 2024 e 2025 os canais atenderam 181 e 180 mulheres, respectivamente.

Para Fernanda Lopes, esse salto está ligado ao aumento da divulgação e campanhas de conscientização sobre o combate à violência doméstica e familiar dentro dos bancos, “ações que também foram reivindicadas pelo movimento sindical bancário”.

“Essa prestação de contas da Fenaban sobre a implementação dessa conquista à mulher bancária é resultado de um esforço de anos do movimento sindical pela erradicação da violência contra a mulher. Temos hoje consolidado um importante instrumento nesse sentido e que serve como referência para outras categoriais e políticas públicas no país”, concluiu a secretaria da Mulher da Contraf-CUT.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Recuperação do Banco do Brasil será em W, diz CFO Marco Geovanne Tobias

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O vice-presidente de finanças (CFO) do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias, acredita em uma recuperação da companhia em W. O comentário foi declarado durante evento do Banco do Brasil com investidores e analistas do mercado financeiro realizado nesta quinta-feira, 23 de abril.

Segundo o executivo, a diretoria da empresa ainda não chegou a um consenso de qual será a trajetória de recuperação da empresa, mas ele tem a sua própria opinião. “Acho que a recuperação será em W, pois ainda vamos passar por momentos de ajustes para depois retomar a rentabilidade”, explicou Tobias.

O Banco do Brasil encerrou 2025 com o menor lucro desde 2020. A companhia reportou ganhos de 20,7 bilhões no acumulado de 2025, tombo de 45,4% na comparação com 2024. Essa piora aconteceu devido a deterioração da carteira da crédito da empresa.

O Banco do Brasil reportou uma inadimplência acima de 90 dias de 5,17% ao fim de 2025, avanço 2,11 pontos porcentuais em relação à inadimplência de 3,16% do quarto trimestre de 2024. Segundo o banco, a alta do indicador de calotes foi impactada por uma empresa do segmento atacado, que gerou um rombo de 3,6 bilhões de reais. Desconsiderando esse caso, o indicador seria de 4,88%.

Mesmo assim, o Banco do Brasil continua com a maior inadimplência entre os pares, a menor é a do Itaú (1,9%), seguida por Santander (3,7%) e Bradesco (4,1%). Essa deterioração diante dos concorrentes acontece devido a alta da inadimplência da carteira de crédito do agronegócio, que avançou 3,86 pontos percentuais em 12 meses.

Diante da inadimplência, o BB reportou 17,9 bilhões de reais em Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), piora de 93,9% na comparação anual. Segundo o CFO, esse cenário tende a mudar de forma gradual. “Nosso foco é uma recuperação de longo prazo com uma carteira de crédito sustentável”, conclui Tobias no BB Day desta quinta-feira.

Fonte: Veja

BB vê sinais de melhora em pagamentos do agro, mas ainda monitora setor

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O Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio, viu no início de abril alguma melhora na adimplência de operações de crédito de custeio, após elevar as garantias, mas ainda monitora com cautela o setor, que vem numa escalada de recuperações judiciais e agora enfrenta os efeitos da guerra no Oriente Médio.

De acordo com dados apresentados por executivos do banco a investidores no BB Day, o fluxo de vencimentos de agro soma R$ 155,6 bilhões em 2026, com 59,4% deles concentrados de abril a setembro. No montante total para o ano, R$ 87,8 bilhões são relacionados a crédito para custeio.

O vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar, Gilson Bittencourt, destacou que mais de 80% do que o banco está recebendo do custeio agora em abril foram operações contratadas em abril, maio e junho do ano passado. Assim, boa parte da carteira vencendo em abril ainda tem um reflexo do processo anterior de contratação do banco.

Mas, acrescentou, numa perspectiva dos primeiros 15 dias do mês, o BB começa a verificar que a carteira que foi concedida com base nas alienações fiduciárias e melhoria de garantias – que representa ainda pouco, cerca de 20% do total, no recebimento de custeio – já tem um resultado bem mais significativo em relação à adimplência.

O vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias, afirmou que o BB ainda está observando se a recuperação nas renegociações de crédito da carteira do agronegócio será em “U” ou “W”, após o segmento representar o principal detrator dos resultados da instituição no ano passado.
“Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, a nova safra que vai ser colhida, se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U ou em W. Ainda não sabemos, eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W”, afirmou.

De acordo com o BB, fluxo de vencimento no âmbito da MP 1314, que autoriza renegociações de dívidas, soma R$ 36,5 bilhões, com 91,8% com garantia de imóvel e mais de 72% com vinculação de alienação fiduciária. No caso da carteira prorrogada, os vencimentos somam R$ 64,5 bilhões.

“O fluxo de vencimentos (da safra) 2025/26 é mais equilibrado e também traz um saldo associado menor, reflexo da política de melhor originação, de maior qualificação, de vinculação adicional de garantias”, reforçou o vice-presidente de gestão de risco, Felipe Prince. “E aí passamos a entregar safras (de crédito) melhores.”

Prince também chamou a atenção para a queda nos volumes de novos processos de recuperação judicial, embora ainda não no montante que o banco espera. E citou que há produtores procurando o BB para desistir das recuperações judiciais.

“Eles estão no momento de fazer os investimentos para a nova safra e não encontram crédito. E aí têm nos procurado para que possamos apoiar nesse processo de saída das recuperações judiciais.

O volume de novos processos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026 somava R$1,34 bilhão, de R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre e R$ 1,84 bilhão no terceiro trimestre do ano passado. Em relação ao fluxo de novos processos, houve 162 registros, ante 158 no quarto trimestre e 209 no terceiro trimestre do ano passado.

As ações do Banco do Brasil caíam 1,4% às 15h, a R$23,07, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 0,5%. No mesmo horário, Itaú Unibanco recuava 1,3%, Bradesco perdia 1,6% e Santander Brasil mostrava queda de 0,7%.

Guerra

Ao comentar potenciais efeitos da guerra do Irã nos custos dos produtores rurais e potencial de pagamentos, Prince ponderou que não há um efeito do custo de produção imediato dos clientes do BB, dado o período em que a guerra eclodiu, com os insumos já nas fazendas e a produção encerrando no fim da safra 2025/26.

“Agora, sim, pode trazer um efeito para a próxima safra”, afirmou, acrescentando que o BB está acompanhando os desenvolvimentos no Oriente Médio, para que a modelagem de concessão de crédito para a safra da 2026/27 contemple uma eventual elevação de custos que possa ter em função do prolongamento ou não do conflito.

Bittencourt ponderou que qualquer afirmação feita agora, que a margem vai estar apertada, que os produtores vão pagar mais caro, que vão ter dificuldade, “é estudo de futurologia”, acrescentando que a maior parte dos insumos será adquirida a partir de junho e julho.

“Pode ser sim, se chegarmos em junho e a guerra ainda estiver em andamento, o bloqueio do Estreito de Ormuz ainda estiver com limitações de transporte, pode sim (ter um impacto) e estamos nos preparando para isso. Da mesma forma que estamos nos preparando para o debate sobre o El Niño”, acrescentou.

Semestre ainda apertado

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que 2026 será um ano de reestruturação e de retomada de crescimento, mas que não será fácil e que o primeiro semestre ainda será “apertado”, mas reiterou o guidance do banco para o ano.

“Esse primeiro semestre é um semestre ainda de ajuste dentro do ciclo 2025-26. Esse ciclo acaba em junho e entendemos que o segundo semestre vai ter um perfil diferente do primeiro, mas o guidance previsto para o ano de 2026…está mantido”, afirmou à jornalistas após o evento.

Medeiros disse que o banco terá neste ano um olhar diferente para a qualidade do crédito. “Não é o foco só em volume, não é o foco só em crescimento da carteira por crescer. É um foco muito mais direcionado para a qualidade. É como estamos crescendo a carteira”, afirmou durante sua apresentação.

“Nós estamos crescendo com a prudência necessária, sem deixar de fazer crédito, mas entendendo que agregar mitigadores de risco nessa carteira, mitigadores mais modernos, adequados a cada linha de crédito, é necessário.”

A executiva também destacou que o Banco do Brasil de agora está mais preparado para entregar um resultado diferente do que ele estava no início de 2025. “A carteira de crédito está mais qualificada, a plataforma digital está mais robusta, o modelo de atendimento está cada vez mais integrado, os compromissos socioambientais mais sólidos, a cultura organizacional está cada vez mais madura.”

A executiva também afirmou que o BB não foi procurado para tratar sobre o Banco de Brasília (BRB), após questionamento de repórteres relacionado a uma eventual solução de mercado para a instituição financeira. Sobre interesse nos ativos, ela não descartou, mas disse que o BB não olhou.

“Nós somos um banco comercial. Assim, não só o Banco do Brasil, mas como qualquer banco, a proposição comercial é feita, nós analisamos e falamos sim ou não, mas nós não fomos procurados e nós não fizemos nenhuma análise, acrescentou.

O BRB vem tomando uma série de medidas para recompor seu capital após operações nocivas envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado.

Conglomerado

Tobias destacou no evento que o BB tem como um dos principais propósitos o financiamento ao agronegócio brasileiro, mas ressaltou que o papel do banco vai muito além do financiamento à agricultura, sendo um conglomerado de mais de 80 empresas (incluindo participações), incluindo BB Consórcios, BB Seguros, BB Asset Management, banco BV, Alelo, Cateno, Tecban, entre outros.

“O Banco do Brasil não é somente isso (agro). O Banco do Brasil vai muito além”, afirmou, chamando a atenção para a soma da margem financeira bruta, que reflete basicamente o negócio bancário, com tarifas e o resultado de equivalência patrimonial, que desde 2022 mudou o patamar de crescimento dos negócios.

“Na média, essas empresas vêm somando ao Banco do Brasil 52% do resultado. E foi fundamental essa nossa estratégia… de conglomerado para enfrentar o que enfrentamos em 2025.”

Fonte: Forbes

Banco do Brasil realiza captação inédita de Nature Bonds no exterior

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O Banco do Brasil realizou na quinta-feira, 16 de abril, nova captação no mercado primário internacional por meio da emissão de Nature Bond com benchmark size, ou seja, a partir de US$ 500 milhões e com vencimento em 5 anos e meio. A operação reforça a atuação do BB em finanças sustentáveis e amplia a presença da Instituição em instrumentos financeiros alinhados à agenda socioambiental e climática.

Nature Bond é um título de dívida emitido no mercado externo com objetivo de financiar projetos relacionados à natureza, seguindo padrões internacionais reconhecidos. No caso do BB, os recursos captados serão destinados a projetos de recuperação produtiva de áreas degradadas.

“Com essa operação, o Banco do Brasil amplia seu portfólio de instrumentos financeiros alinhados aos compromissos climáticos e socioambientais, reforçando a integração entre financiamento responsável, geração de impacto positivo e criação de valor de longo prazo”, afirma Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB. “A emissão evidencia a capacidade do BB de estruturar uma operação sustentável inédita entre os grandes bancos, com foco na preservação de recursos naturais e na recuperação produtiva de áreas degradadas, além de refletir a confiança do mercado e o nosso protagonismo na agenda ASG e no mercado de capitais”, acrescenta.

A operação dá continuidade à estratégia adotada pelo Banco do Brasil nos últimos anos, período em que o BB protagonizou emissões pioneiras de bonds Verde e Social entre instituições financeiras, com reconhecimento do mercado internacional e destaque na comunicação institucional. Essas operações consolidaram o Banco como referência na América Latina em instrumentos financeiros sustentáveis.

Com a emissão do Nature Bond somada às três últimas emissões internacionais anteriores (uma Social, em 2022, e duas Sustentáveis, em 2023 e 2024), o BB passa a figurar entre os bancos comerciais com maior proporção de dívidas sustentáveis no mercado global.

A operação está alinhada aos objetivos estratégicos e compromissos BB em Finanças Sustentáveis. Também está baseada no Framework de Finanças Sustentáveis do Banco do Brasil, que observa padrões internacionais de mercado e as melhores práticas de transparência, governança e reporte, e que passou por processo de revisão específico para esta emissão.

Fonte: Banco do Brasil

Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.

Fonte: Agência Brasil

Banco do Brasil lança plataforma educacional de investimentos

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O Banco do Brasil apresenta nesta quarta-feira, 22 de abril, a Plataforma Educacional, um espaço dedicado à disseminação de conhecimento sobre investimentos e à promoção da educação financeira. A iniciativa busca facilitar e dar mais autonomia na gestão das finanças pessoais.

Disponibilizada no InvesTalk, a plataforma oferece cursos gratuitos inteiramente produzidos pelas áreas do BB especializadas em investimento, adaptados para visualização no computador, tablet ou celular. Para acessar, não é necessário ser cliente do BB: basta utilizar o login das redes sociais.

Os cursos estão organizados em trilhas de conhecimento e foram desenvolvidos com linguagem simples e acessível, sem perder a robustez técnica e a profundidade que o tema exige. Além disso, a construção foi permeada por um olhar especial para a questão da acessibilidade, reforçando os compromissos do BB com a agenda ASG.

“A Plataforma Educacional do InvesTalk reforça nosso compromisso com a educação financeira como instrumento de inclusão e transformação social. Ao oferecer conteúdo com linguagem simples, olhar de acessibilidade e acesso descomplicado, ampliamos o alcance do conhecimento e ajudamos pessoas de diferentes perfis a organizarem suas finanças, construírem segurança e avançarem com confiança nas decisões de investimento”, afirma Mário Perrone, head de Captação e Investimentos do Banco do Brasil. “Esse é o papel social do Banco do Brasil: democratizar oportunidades, promover bem-estar financeiro e proporcionar autonomia e inclusão financeira para milhares de brasileiros”, acrescenta.

Cursos disponíveis

Neste primeiro momento, estão disponíveis quatro cursos, organizados em duas trilhas, além de uma calculadora do índice de saúde financeira:

Trilha proteção – O primeiro passo para suas conquistas futuras

  • Educação Financeira para a vida
  • Introdução aos investimentos

Trilha estratégia – Aprenda a investir com ousadia calculada: coragem com método

  • Introdução ao Crédito Privado
  • Introdução a Renda Variável – Ações

Em breve serão disponibilizados cursos nas trilhas “Domínio” e “Sabedoria”, dedicados ao aprofundamento sobre o mercado, estratégias de diversificação e construção de patrimônio consistente.

Para mais informações, acesse o InvestTalk.

Fonte: Banco do Brasil

Assembleia aprova proposta de acordo na ação dos 15 minutos da mulher

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O Sindicato dos Bancários de Franca realizou na noite do dia 22 de abril, no Tower Hotel Franca, assembleia para avaliar e deliberar sobre a proposta do Banco do Brasil para a ação coletiva referente ao intervalo da mulher (art. 384 da CLT).

Participaram da assembleia funcionárias da ativa, aposentadas e já desligadas do banco que efetuaram horas-extras entre os anos de 2012 e 2017.

Durante a assembleia, os advogados Dr. Antônio Carlos Saraúza e Dr. Fernando Hirsch discorreram sobre o processo e também sobre o acordo proposto pelo BB para encerrar a ação.

Após os devidos esclarecimentos sobre o assunto, as funcionárias do BB aprovaram por unanimidade a proposta do acordo e autorizaram o sindicato a protocolar junto a justiça do trabalho os termos de adesão.

Após o término da assembleia, as bancárias já puderam assinar os termos de adesão ao acordo e a partir desta sexta-feira (24) os documentos já estarão disponíveis para assinatura na sede social do sindicato, que funciona de segunda a sexta, das 09h00 às 17h00. O prazo final para assinar o termo de adesão termina no dia 15 de maio.

A ação do sindicato contempla 206 funcionárias do Banco do Brasil, atingindo um montante de R$ 900 mil a serem pagos às beneficiárias.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Franca

Diretoria da Cassi apresenta Relatório 2025 a Diregs da ANABB

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A CASSI realizou reunião virtual, no dia 16 de abril, para apresentar o Relatório CASSI 2025 aos diretores regionais da ANABB. Na oportunidade, Cláudio Said, presidente da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, apresentou os principais pontos do documento. O gestor iniciou sua apresentação lembrando que a CASSI cuida de 954.433 vidas em todos os seus planos. Além de Said, Ricardo Tavares, diretor de saúde e rede de atendimento em exercício na CASSI, também esteve presente.

A reunião contou com mais de 50 dirigentes da ANABB e com a presidente do Conselho Deliberativo da CASSI e vice-presidente Administrativa e Financeira da ANABB, Graça Machado.

Um dos pontos tratados foi o investimento nas CliniCASSI, com a inauguração de duas novas unidades e a reforma de outras três. Foram entregues as clínicas dos bairros de Copacabana (RJ) e Jabaquara (SP), além da conclusão das reformas em Fortaleza (CE) e São Luís (MA). A CASSI chegou ao final de 2025 oferecendo 3,1 mil especialistas adicionais, encerrando dezembro com mais de 28,4 mil credenciados.

“A CliniCASSI se paga. O projeto é chegar a 180 clínicas, incluindo nesse número os parceiros”, destacou Said.

Cláudio Said lembrou que há uma lacuna de atendimento em cidades distantes dos grandes centros. “Sabemos que há um gap no interior, mas estamos melhorando o método de credenciamento. É preciso dizer que, há duas décadas, o credenciamento está parado”, afirmou, explicando a intensificação do trabalho de busca por novos parceiros.

Outro ponto abordado por Said foi o déficit registrado pela CASSI em 2025, de R$ 425 milhões, inferior à estimativa, que era de R$ 1,3 bilhão. A tendência de queda também ocorreu em 2024, quando o déficit projetado era de R$ 642 milhões e o realizado foi de R$ 470 milhões.

O Relatório CASSI 2025 também traz dados sobre a relação da Caixa de Assistência com os associados por meio do Fale com a CASSI. Cláudio Said comemorou a redução de 56,49% nas reclamações junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Um dos motivos destacados pelo gestor para a redução das reclamações foi a maior agilidade e eficiência nas autorizações de procedimentos. Em 2025, foram 17 milhões de solicitações de procedimentos, das quais 16 milhões tiveram autorização automática. Outros 1,6 milhão de pedidos precisaram passar por análise técnica. Desses, 560 mil foram autorizados por inteligência artificial.

Com isso, houve uma redução de 1.690 no número de juntas médicas para justificar as decisões tomadas pela operadora. Isso representou uma economia de R$ 2,3 milhões para os cofres da CASSI.

Também participou da reunião Luciana Bagno, diretora eleita de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento. Graça Machado, deu as boas-vindas a Luciana Bagno e solicitou que ela mantenha um canal aberto de relacionamento com a ANABB. A diretora comprometeu-se a fazê-lo.

Fonte: ANABB

Vote agora nas eleições do Economus; AGEBB apoia Lucas Lima e Rodrigo Leite

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Teve início no dia 16 de abril, a votação das eleições do Economus. Os participantes do Instituto de Seguridade Social dos funcionários oriundos da Nossa Caixa vão escolher seus representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade. A votação é por meio eletrônico e segue aberta até 7 de maio.

O Sindicato, assim como as demais entidades representativas dos trabalhadores, como a AGEBB, apoia os candidatos Lucas Lima, para o Conselho Deliberativo, e Rodrigo Leite, para o Conselho Fiscal, por serem comprometidos com a defesa dos interesses dos participantes, com foco na incorporação de todos os planos à Previ e Cassi, na luta por tratamento isonômico e na melhoria da gestão do instituto.

“Em 2025, a direção do banco comunicou que todos os trabalhadores oriundos dos bancos incorporados irão para Cassi e para a Previ. Mas não disse como se dará esse processo, gerando apreensão e incertezas nos trabalhadores da ativa e aposentados. Diante disso, é fundamental termos conselheiros com atuação firme para acompanhar de perto a situação do Economus, cobrar do Banco do Brasil a sua responsabilidade e cobrar ainda celeridade e respeito do banco às demandas dos funcionários nas mesas de negociação. Precisamos ainda de conselheiros que defendam Cassi e Previ para todos e isonomia de tratamento para todos os funcionários e funcionárias do BB. Lucas e Rodrigo estão à altura dessa tarefa”, destaca Antonio Netto, diretor do Sindicato e representantes da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Conheça os candidatos

Lucas Lima, candidato ao Conselho Deliberativo

Ingressou no Banco Nossa Caixa em 2008 e possui trajetória no varejo do Banco do Brasil, tendo atuado como caixa, gerente de serviço, supervisor de atendimento, gerente de relacionamento e gerente geral. Atualmente, é Diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Piracicaba. É graduado em Cibersegurança, com pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios, e possui certificação CPA-20. É membro suplente da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, indicado pela FEEB/SP-MS. Também possui vínculo familiar com a Nossa Caixa, por ser filho de ex-funcionária, e atua como Conselheiro Fiscal Suplente no Economus.

Rodrigo Leite, candidato ao Conselho Fiscal

Ingressou no Banco Nossa Caixa em 2001 e é filho de funcionária aposentada. Formado em Administração, possui MBA em Controladoria e Finanças, pós-graduação em Economia do Trabalho (Unicamp) e certificação CPA-20. Atualmente, está se especializando em Estratégia e Liderança Política na FESP-SP. Possui experiência em governança e gestão orçamentária: foi Conselheiro Fiscal da FETEC/SP e atuou como presidente e diretor de finanças do Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região. Hoje é diretor executivo da FETEC/SP, membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e Conselheiro Deliberativo do Economus. Coloca essa trajetória à disposição do Conselho Fiscal para garantir uma fiscalização rigorosa e responsável em favor dos participantes.

Principais propostas dos candidatos

  • Defesa intransigente dos direitos dos participantes do Economus.
  • Incorporação de todos (ativa e aposentados) à Cassi e à Previ, garantindo isonomia e o mesmo tratamento dado aos demais funcionários do BB.
  • Garantia da Tabela PIP considerando o tempo total de vinculação ao plano de previdência.
  • Acesso às CliniCassi para os participantes do Economus.
  • Fim do voto de minerva no Conselho Deliberativo, por uma gestão mais democrática.
  • Atuação em todas as instâncias: acompanhamento rigoroso da representação no Ministério Público Federal (MPF), articulação parlamentar na Comissão de Trabalho e atuação conjunta com a ANAPAR e outros fundos de pensão.
  • Ampliação da mobilização, unindo sindicatos, federações, associações e, principalmente, os participantes.
  • Fortalecimento da comunicação, ampliando os canais de interação com participantes e pensionistas.
  • Extensão do plano de saúde para filhos até 24 anos.
  • Continuidade da contribuição no PrevMais com contrapartida do banco para todos, após os 60 anos.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Participantes em Porto Alegre ganham CliniCassi mais moderna e confortável

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Participantes da capital gaúcha ganharam, na segunda-feira, 20 de abril, uma nova CliniCASSI, mais moderna, confortável e ampla, que reúne as equipes das CliniCASSI Porto Alegre Norte e Sul em novo endereço: Rua Gomes Jardim, 301, térreo, Edifício Medplex.

A estrutura, no novo padrão dos serviços próprios da CASSI, amplia a capacidade de atendimento na região metropolitana e, em breve, ganhará novos serviços, como coleta de exames laboratoriais.

O espaço foi projetado para oferecer mais conforto e qualidade no atendimento. Além do aumento no número de consultórios, os ambientes são mais amplos. As salas de procedimentos garantem mais privacidade e são adequadas para medicação, curativos e observação.

Outro avanço importante está na acessibilidade: o novo endereço permite, por exemplo, o transporte de pacientes em maca, o que não era possível nas estruturas anteriores devido às limitações dos elevadores.

Há ainda outros diferenciais, como consultório adaptado para pessoas com mobilidade reduzida, sala preparada para atendimento de pessoas neurodivergentes (com iluminação e revestimentos específicos), brinquedoteca, além de recepção e sala de espera mais confortáveis.

Localizada em uma região estratégica, com alta concentração de participantes CASSI, a nova CliniCASSI Porto Alegre oferece fácil acesso por transporte coletivo, ponto para embarque e desembarque de passageiros, acesso para ambulâncias e estacionamento nas proximidades.

Novo endereço: Rua Gomes Jardim, nº 301 – Térreo – Ed. Medplex
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Telefone: (51) 2139-8000
Desde 23 de abril, a CASSI RS também passa a funcionar em novo endereço: Av. Princesa Isabel, nº 636 – 8º andar – Ed. DOC Santana
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Telefone: (51) 2104-0133

Fonte: Cassi

Digitalização, demissões e espaços físicos: como os bancos estão mudando

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O sistema bancário brasileiro vive hoje uma das mais profundas transformações estruturais de sua história. O avanço da tecnologia, a pressão por eficiência e a mudança no comportamento do consumidor estão redesenhando o setor, com efeitos diretos sobre emprego, acesso a serviços e inclusão financeira.

Só na última década o Brasil perdeu cerca de 37% das agências bancárias, o equivalente a aproximadamente 6 mil unidades a menos, conforme dados do Banco Central. Hoje, pouco mais de 14 mil agências permanecem em operação, deixando quase metade dos municípios sem atendimento físico. O movimento ganhou força mais recentemente e cerca de 1,6 mil agências foram fechadas somente 2025, o que dá uma média de mais de 30 unidades por semana.

Correndo por fora, os digitais, os correspondentes bancários e as cooperativas de crédito expandem seus territórios, ocupando um espaço importante deixado pelas instituições tradicionais no atendimento à população em muitas cidades do Brasil. Todo esse movimento, porém, levanta dúvidas sobre como ficam os serviços essenciais e o acesso da grande população, com uma inclusão financeira que vá além da conta para receber PIX.

Novo perfil do consumidor

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o fechamento de agências faz parte da estratégia individual de cada instituição e acompanha uma mudança clara no comportamento dos clientes. Conforme dados da entidade, hoje mais de 80% das transações bancárias já são realizadas por canais digitais. Em 2024, de um total de 208,2 bilhões de operações, 75% ocorreram pelo celular.

Para a Febraban, os canais digitais oferecem praticamente a totalidade dos serviços bancários, incluindo pagamentos, transferências, crédito, investimentos e renegociação de dívidas.

A entidade também afirma que as agências vêm sendo reposicionadas como espaços voltados a negócios e consultoria, enquanto as operações do dia a dia migram para o ambiente digital. Além disso, destaca que o setor segue investindo fortemente em tecnologia, cerca de R$ 48 bilhões em 2025, e que o avanço digital tem impulsionado a contratação de profissionais, especialmente nas áreas de tecnologia e segurança.

Concorrência e inclusão

Do outro lado da transformação, os bancos digitais seguem ampliando sua presença. O número de fintechs, por exemplo, cresceu 77% e mais de 60 milhões de brasileiros passaram a acessar serviços financeiros por meio de plataformas online na última década, segundo dados do Banco Central.

Os números não são desprezíveis. Pelo contrário, muitos desses novos clientes nunca conseguiram ultrapassar as portas giratórias dos grandes bancos tradicionais, muito menos ter uma conta neles.

Segundo Diego Perez, presidente da Abfintechs, esse avanço das empresas digitais foi decisivo para ampliar o acesso ao sistema financeiro para muitos brasileiros, bem como o sistema de pagamento instantâneo. “Mas não pode ser visto como causa direta do fechamento de agências. Esta é uma decisão dos grandes bancos para reduzir seus custos e aumentar eficiência”, afirma.

Presença física ainda faz sentido

Enquanto agências são fechadas, bancos digitais e cooperativas buscam aumentar sua presença física. O objetivo para isso, segundo Thiago Borba, coordenador do ramo crédito do Sistema OCB (que reúne as cooperativas no Brasil), é atuar como elemento estratégico de proximidade, confiança e inclusão financeira.

Para os especialistas, a tendência agora não é de substituição entre modelos, mas de convivência. A digitalização amplia o acesso e reduz custos, enquanto o atendimento físico continua essencial em situações mais complexas, especialmente para novos usuários do sistema financeiro. “O modelo híbrido, que combina canais digitais com presença física, tende a ser o mais eficiente, inclusivo e competitivo”, afirma Borba.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Conhecimento sobre bancos digitais quase dobra em quatro anos

Publicado em: 16/04/2026

O conhecimento dos brasileiros sobre bancos e carteiras digitais quase dobrou em quatro anos. Passou de 23,9% em 2022 para 45,6% em 2025, segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro. Divulgado nesta semana, a pesquisa foi realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em parceria com o instituto Datafolha.

Para Marcelo Billi, superintendente de sustentabilidade, inovação e educação da Anbima, o avanço reflete uma mudança consistente na forma como a população se relaciona com o sistema financeiro.

“As pessoas estão mais expostas ao universo digital e, ao mesmo tempo, mais atentas às diferentes formas de acessar serviços”, diz Billi. “Esse movimento amplia as opções e fortalece a inclusão.”

No geral, bancos tradicionais e digitais já fazem parte do cotidiano da população. De acordo com o levantamento, 97% dos brasileiros afirmam conhecer ao menos uma instituição financeira.

O reconhecimento dos bancos tradicionais segue elevado e crescente. Em 2022, 78% citaram espontaneamente algum banco convencional. Em 2025, o índice subiu para 91,5%.

Geração Z é a que mais usa bancos digitais

Nove em cada dez brasileiros têm ao menos uma conta ativa. Entre os canais, bancos tradicionais permanecem como a porta de entrada mais comum, chegando a 73,67%. Bancos e carteiras digitais avançaram na série, mas recuaram no último ano, depois do pico de 43,78%, em 2024, para 38,87% ,em 2025 (a mesma pessoa pode ter conta em mais de um tipo de instituição, por isso os porcentuais não são excludentes e ultrapassam 100% quando somados).

O recorte geracional evidencia um contraste. De acordo com o Raio X, 92% da geração Z (16 a 29 anos em 2025) tem algum tipo de conta, com empate na quantidade de público em cada instituição: 67% têm conta em banco tradicional e 66% em banco digital, sinal de sobreposição de relacionamento.

Entre millennials (30 a 44 anos), o padrão é híbrido: 77% com pelo menos uma conta em bancos tradicionais e 48% nos digitais.

Nas faixas mais maduras, o digital perde fôlego: na geração X (45 a 64 anos), 76% estão em casas tradicionais, enquanto 24% focam em digitais.

Entre boomers+ (acima de 65 anos), 75% possuem contas tradicionais. Apenas 7% têm movimentações financeiras em plataformas digitais.

“O conjunto mostra que a inclusão financeira avança, mas a adoção do digital ainda é desigual”, explica Billi. “Pessoas mais jovens já operam com dupla porta de entrada e transitam entre canais, enquanto os boomers e a geração X têm preferência pelo modelo tradicional. O resultado reforça a leitura de que o digital complementa, mas não substitui, o relacionamento bancário para parte significativa da população.”

Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro

A 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro retrata a população com 16 anos ou mais, o que equivale a mais de 168 milhões de pessoas, sendo 48% homens e 51% mulheres economicamente ativas, com uma média de idade de 44 anos.

O estudo ouviu 5.832 pessoas em todas as regiões do país, de 4 a 21 de novembro de 2025. A versão completa do levantamento será apresentada em breve pela Anbima.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Resultado do BB pode surpreender negativamente no 1º tri, diz BTG Pactual

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Analistas do BTG Pactual esperam um resultado fraco do Banco do Brasil para o primeiro trimestre do ano, avaliando que a magnitude da queda sequencial do lucro e no retorno sobre o patrimônio (ROE) em relação aos últimos quatro meses de 2025 pode surpreender negativamente.

Na visão de Eduardo Rosman e equipe, os resultados do banco deterioraram-se desde o começo do ano, quando a administração sinalizou que 2026 seria um período de transição, com o primeiro semestre ainda pressionado por provisões, mas com recuperação esperada no segundo semestre.

“O principal ponto de inflexão era esperado a partir dos pagamentos das últimas safras originadas sob critérios de concessão de crédito mais rigorosos, com abril e maio sendo vistos como meses cruciais”, afirmaram em relatório enviado a clientes com data de terça-feira.

“No entanto, nossa impressão é de que o primeiro trimestre já ficou aquém das expectativas iniciais. Combinado com a contínua deterioração das condições no agronegócio — especialmente devido aos maiores custos de diesel e ao câmbio — vemos um risco crescente de que o segundo trimestre também decepcione.”

Nesse contexto, eles também veem riscos crescentes de frustração em relação às expectativas atuais para o resultado no ano, para o qual o guidance do banco aponta um intervalo entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Para o primeiro trimestre, o BTG estima lucro líquido na faixa de R$ 3 bilhões a 3,5 bilhões, calculando uma margem financeira (NII) menor e provisões para perdas com crédito ainda elevadas.

No quarto trimestre do ano passado, o BB reportou um lucro de R$ 5,7 bilhões, acrescentaram, beneficiado por um efeito tributário positivo pontual e muito significativo, “de modo que uma comparação trimestral mais fraca não deve surpreender na ausência de melhorias operacionais claras”.

“Ainda assim, embora um primeiro trimestre mais fraco não seja novidade, acreditamos que a magnitude da queda sequencial nos resultados e no ROE em relação ao quarto trimestre ainda pode surpreender negativamente.”

De acordo com os analistas, a qualidade do crédito continua sendo a principal preocupação e deve seguir pressionando os resultados, especialmente no agronegócio, onde a inadimplência acima de 90 dias ainda está em deterioração.

O crédito corporativo, avaliam, deve se estabilizar após casos específicos no quarto trimestre, enquanto o varejo deve refletir a habitual alta sazonal.

Rosman e equipe estimam que a formação de inadimplência deve cair de R$ 24,5 bilhões no quarto trimestre para cerca de R$ 20 bilhões, principalmente devido à normalização no segmento corporativo. No entanto, calculam, as provisões devem permanecer elevadas.

“Esperamos um novo aumento trimestral…. (com o custo do crédito ficando) bem acima da média trimestral de aproximadamente R$ 14 bilhões implícita no guidance”, afirmaram.

No quarto trimestre de 2025, as provisões somaram quase R$ 18 bilhões.

Os analistas destacaram que, anteriormente, esperavam alguma melhora no lucro antes dos impostos (EBT), mas agora enxergam uma maior probabilidade de uma queda de cerca de 20% na base trimestral. “A alíquota efetiva de impostos deve permanecer “positiva”, em linha com o terceiro trimestre, embora menos favorável do que no quarto trimestre.”

Para a equipe do BTG, o evento do banco com investidores e analistas na próxima semana (dia 23) deve ser um catalisador importante, especialmente em relação à trajetória da carteira de agronegócio, às tendências de provisões e ao timing de uma possível recuperação.

“O timing é crucial, à medida que nos aproximamos do fim de abril — um período crítico para avaliar os pagamentos antecipados da última safra”, ressaltaram.

Eles afirmaram que preferem aguardar um guidance atualizado da administração antes de ajustar suas previsões para o BB. Mas reforçaram que, neste momento, veem riscos relevantes de queda nas suas projeções, nas estimativas no mercado e no guidance.

No relatório, eles também apontam que a ação negocia a cerca de 0,8 vez o valor patrimonial mais recente, com um ROE “que pode ter dificuldade de atingir 10% em 2026 e um dividend yield na faixa de um dígito médio — níveis que não parecem particularmente atrativos em relação aos padrões históricos”.

Caso o mercado revise o lucro deste ano em cerca de 20%, para R$ 20 bilhões, avaliam, a ação passaria a negociar a aproximadamente 7,3 vezes o preço sobre lucro e com um dividend yield de cerca de 4% — “níveis que também não são particularmente atrativos pelos padrões históricos do BB”.

Nesta quarta-feira, por volta de 14h30, as ações recuavam 3,7%, a R$ 24,44. No ano, ainda acumulam alta de 12,7%.

“Dessa forma, mantemos nossa recomendação neutra e uma postura cautelosa. Entre os grandes bancos brasileiros, o Itaú segue como nossa única recomendação de compra, enquanto, na margem, atualmente preferimos Bradesco em relação a BB.”

O BB divulga seu balanço do primeiro trimestre no dia 13 de maio.

Fonte: CNN Brasil

Banco do Brasil vê virada no agro no segundo semestre do ano

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Relatório do BTG Pactual (BPAC11) aponta que o Banco do Brasil (BBAS3) trabalha com a expectativa de uma inflexão relevante na qualidade da carteira do agronegócio a partir do segundo semestre de 2026, após um período de forte pressão observado ao longo de 2025. A sinalização foi reforçada pela CEO Tarciana Medeiros em entrevista recente, indicando que o pior momento do ciclo pode ter ficado para trás.

Segundo a análise, o principal ponto de atenção segue sendo o crédito rural, que ainda concentra os maiores riscos de deterioração. No entanto, a leitura da administração é de que o estresse é cíclico, e não estrutural, o que sustenta a visão de normalização gradual ao longo dos próximos trimestres.

De acordo com o relatório, cerca de 95% da carteira agro do banco permanece adimplente, o que implica uma taxa de inadimplência (NPL) ao redor de 5%. Apesar disso, o BTG chama atenção para dados de mercado que ainda indicam deterioração em curso no segmento, citando, por exemplo, a elevação da inadimplência reportada por outros bancos.

A pressão recente é atribuída a uma combinação de fatores: aumento da alavancagem por produtores durante o ciclo de juros baixos, elevação dos custos de insumos após a guerra entre Rússia e Ucrânia, frustrações de safra em determinadas regiões e, posteriormente, queda nos preços das commodities agrícolas.

Mesmo diante desse cenário, o banco mantém a avaliação de que não há uma crise generalizada no setor agrícola brasileiro, mas sim um ajuste pontual após um ciclo atípico.

Fonte: Eu Quero Investir

BB formaliza crédito de R$ 2,57 bi para o túnel imerso Santos-Guarujá

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O Banco do Brasil formalizou nesta segunda-feira, 13 de abril, a operação de crédito no valor de R$ 2,57 bilhões que viabiliza a contrapartida do Estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Imerso Santos–Guarujá, um dos mais relevantes projetos de infraestrutura do país e o maior investimento individual do Novo PAC. Participaram da assinatura o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e o secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita.

O projeto prevê a construção do primeiro túnel imerso da América Latina, conectando os municípios de Santos e Guarujá por meio de uma ligação submersa sob o canal do Porto de Santos. Com extensão total de 1,5 km, sendo 870 metros submersos, a estrutura contará com três faixas de rolamento por sentido, além de VLT, ciclovia e passagem para pedestres.

Com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, o empreendimento deve reduzir o tempo de travessia entre as cidades de cerca de 50 minutos para menos de cinco minutos, beneficiando aproximadamente 2 milhões de pessoas na Baixada Santista e gerando cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos. A operação de crédito estruturada pelo Banco do Brasil tem prazo de 23 anos, carência de 12 meses e taxa de CDI + 1,59% ao ano, e conta com garantia da União.

“O Banco do Brasil tem honrado, ao longo de sua história, a missão de ser um instrumento do desenvolvimento do país. Atuamos ao lado do Governo Federal, dos Estados e dos Municípios, apoiando políticas públicas e investimentos que promovem crescimento econômico com responsabilidade social”, afirmou Tarciana Medeiros.

“É um dia de celebração”, acrescentou Samuel Kinoshita. “É um financiamento não só de uma obra muito cara aos 45 milhões de brasileiros que vivem aqui no estado de São Paulo, mas também um projeto muito bonito pelo que representa para toda a Baixada Santista, para todo o estado de São Paulo e para o Brasil”.

Para Tomé Franca, “é um projeto concebido ouvindo a sociedade, para oferecer à população aquilo que tem de melhor, com acesso para pedestres, ciclovia, VLT e transporte rodoviário. Vai economizar o tempo de quem precisa sair de Guarujá para Santos ou de Santos para o Guarujá de 50 minutos para cinco minutos”.

“Estamos falando de um projeto estruturante, com impacto positivo na mobilidade, na eficiência econômica e no meio ambiente, com benefícios claros para a população”, disse Dario Durigan. “Esse é um exemplo de como o investimento público, aliado à pareceria federativa e à boa governança, pode gerar desenvolvimento e melhorar a vida das pessoas”.

“O Porto de Santos é o maior porto da América Latina, e um terço da exportação e importação brasileira passam por ele. O túnel imerso é um grande ganho para o porto e um grande ganho para a região, porque o que leva uma hora passa a ser feito em poucos minutos. Estamos fechando uma belíssima parceria que vai executar uma grande obra, atrair mais investimentos e melhorar a qualidade de vida da população”, concluiu Geraldo Alckmin.

As obras estão previstas para começar em 2027, com entrada em operação comercial estimada para 2031.

Fonte: Banco do Brasil

Seleção de Conselheiros: Previ formaliza nomes junto às empresas participadas

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A Seleção de Conselheiros 2026 contou com 432 candidatos inscritos, sendo 42% deles sub-representados. Do total de inscritos, 368 candidatos foram classificados para seguir no processo, por terem atingido os critérios mínimos obrigatórios previstos em edital. Do total de classificados, 40% são candidatos sub-representados.

Na seleção de conselheiros da Previ são considerados candidatos sub-representados o público a seguir:

Após a verificação do atingimento dos critérios mínimos, iniciou-se a etapa de consultas, momento no qual os candidatos foram analisados quanto à existência de impedimentos e/ou conflitos de interesses com a Previ e/ou com o Banco do Brasil. Em seguida, passou-se à identificação dos perfis de candidatos mais aderentes às vagas a serem preenchidas em Conselhos de Administração e/ou Fiscal das empresas participadas (etapa de matching).

Na sequência, os candidatos selecionados foram submetidos à aprovação das alçadas competentes da Previ e após aprovação foram contatados pela equipe da Previ para formalização de seus nomes junto às empresas participadas.

Indicações aos órgãos de governança

Os nomes dos candidatos aprovados pelo Conselho Deliberativo da Previ foram encaminhados para as empresas com a solicitação de divulgação nos documentos relativos às Assembleias Gerais Ordinárias que ocorrem nos meses de março a abril. O sucesso na eleição depende da participação acionária detida pela Previ no ativo, da concorrência de outros candidatos indicados e da obtenção de apoios de outros acionistas, quando necessário.

Após a temporada de assembleias, que se encerra em abril, a Previ divulgará mais duas matérias de forma a dar publicidade ao resultado do processo, conforme cronograma previsto no Edital:

Canal de Atendimento da Seleção 2026

Manteremos disponível até final de maio a caixa postal da seleção de conselheiros para eventuais dúvidas sobre o certame (selecaodeconselheiros@previ.com.br).

Fonte: Previ