Banco do Brasil ganha alívio de R$ 4 bilhões em meio à crise do agro — e reforça o caixa para atravessar a tempestade

Publicado em: 03/07/2026

Em um momento em que preservar capital se tornou prioridade, o Banco do Brasil (BBAS3) conseguiu um importante alívio no balanço. O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o banco a renegociar o cronograma de devolução de R$ 4,1 bilhões que ainda restam de um instrumento financeiro contratado com o Tesouro Nacional há mais de uma década.

Com a decisão, o BB ganha tempo para quitar essa obrigação e reduz a pressão sobre seu capital justamente em um período marcado pela piora da carteira de crédito do agronegócio e pelo aumento da inadimplência.

O valor faz parte de um Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) emitido em 2012, quando o banco buscava reforçar seus índices de capitalização.

O mecanismo funciona como uma espécie de aporte do Tesouro com características de dívida e de capital: fortaleceu o balanço da instituição, mas precisa ser devolvido conforme um cronograma previamente definido.

Agora, mais de dez anos depois, o Banco do Brasil conseguiu reescalonar esses pagamentos. Segundo o Acórdão 1.553/2026, publicado nesta sexta-feira (26), a instituição fará desembolsos simbólicos nos próximos dois anos e deixará a maior parte da quitação para o fim da década.

O que muda para o Banco do Brasil?

O principal efeito da decisão está na preservação de capital. Pelas estimativas do banco, o novo cronograma deve acrescentar cerca de 7 pontos-base ao índice de Capital Principal tanto em 2026 quanto em 2027, ampliando a folga regulatória em um momento considerado sensível pela instituição.

O principal efeito da decisão está na preservação de capital. Pelas estimativas do Banco do Brasil, o novo cronograma deve acrescentar cerca de 7 pontos-base ao índice de Capital Principal em 2026 e 2027.

Com isso, o Banco do Brasil amplia a folga de capital em um período em que busca fortalecer o balanço após a deterioração da carteira de crédito do agronegócio.

O efeito se inverte nos anos seguintes, quando os desembolsos aumentam. A instituição estima um consumo de capital de 8 pontos-base em 2028 e de 21 pontos-base em 2029, quando será liquidada a maior parte da obrigação.

O cronograma aprovado pelo TCU ficou dividido da seguinte forma:

2026: pagamento de R$ 100 milhões;
2027: pagamento de R$ 100 milhões;
2028: pagamento de R$ 1 bilhão;
2029: pagamento dos R$ 2,9 bilhões restantes.

Em outras palavras, o Tesouro posterga a maior parte do recebimento para permitir que o banco atravesse um período de maior pressão sobre seu capital.

A situação financeira do Banco do Brasil

O alívio chega poucos meses depois de o Banco do Brasil enfrentar uma piora relevante na carteira de crédito ao agronegócio.

A inadimplência do segmento saltou de cerca de 1% para 6,1%, pressionando provisões, reduzindo a rentabilidade e contribuindo para uma queda próxima de 60% no lucro do banco.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) também recuou para um patamar de um dígito, o pior nível em quase uma década.

Diante desse cenário, a administração anunciou uma série de medidas prudenciais para preservar capital, incluindo a redução do payout para 30% em 2025 e 2026, diminuindo a distribuição de dividendos aos acionistas.

A repactuação do IHCD segue a mesma lógica: fortalecer o balanço enquanto o banco administra os efeitos da crise no setor agrícola.

Recuperação do Banco do Brasil ainda deve levar tempo

Apesar do reforço de capital, a própria administração do Banco do Brasil tem adotado um discurso cauteloso sobre a recuperação.

A expectativa é de que a normalização da carteira de crédito ocorra de forma gradual. Segundo a direção do banco, a retomada deve seguir um formato de “W”, com os índices de adimplência voltando para perto de 95% apenas ao longo da safra de 2026.

Até o momento, cerca de 20% da carteira afetada já foi enquadrada nas novas políticas de renegociação, garantias e gestão de risco.

Fonte: Seu Dinheiro

Banco do Brasil anuncia R$ 210 bilhões para financiar a Safra 26/27

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O Banco do Brasil anuncia nesta sexta-feira, 3 de julho, R$ 210 bilhões para o financiamento da safra 2026/27, reafirmando o seu papel como principal parceiro do agro. Do total, cerca de R$ 40 bilhões serão destinados a pequenos e médios produtores. Já a agricultura empresarial contará com R$ 170 bilhões, contemplando operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização. Neste volume estão também contemplados R$ 25 bilhões em financiamentos para a cadeia de valor do agro.

Na última safra, o BB desembolsou R$ 209 bilhões em cerca de 500 mil operações, apoiando mais de 200 atividades agropecuárias em todas as regiões do país. Esse valor inclui os R$ 36,6 bilhões em prorrogações por meio da MP 1.314/25.

“O Banco do Brasil tem o agro no DNA e, ao lado dos produtores, contribui diretamente com o avanço tecnológico e social do campo, a geração de empregos e a segurança alimentar da população mundial. Temos orgulho em sermos o principal parceiro do agro brasileiro, na safra cheia e, sobretudo, nos ciclos mais difíceis. Ao anunciar o Plano Safra do BB, reafirmamos a confiança como base do nosso relacionamento com os produtores rurais, por meio da concessão de crédito sustentável e responsável para apoiar financeiramente quem precisa”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do BB.

“Os investimentos realizados nos últimos ciclos foram decisivos para que o Brasil colhesse as duas maiores safras de sua história, em 2025 e 2026, com ganhos expressivos de produtividade em diversas regiões. Como principal financiador do agro, o BB tem a responsabilidade de garantir que os recursos cheguem de forma adequada a todos os produtores, desde a agricultura familiar até a agricultura empresarial. Nossa atuação é baseada em uma relação de confiança construída ao longo do tempo, apoiando quem produz, investe e honra seus compromissos. Seguiremos ao lado do produtor rural, fortalecendo essa parceria e contribuindo para o crescimento sustentável do campo”, acrescenta Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

Fonte: Banco do Brasil

BB celebra 30 anos de Pronaf com mais de 2,5 milhões de agricultores atendidos

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O Banco do Brasil comemora nesta semana 30 anos ao lado de quem acorda cedo, dedica-se com esforço próprio e mantém viva a produção de alimentos no Brasil: os agricultores familiares. No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal política pública de crédito voltada a produtores rurais que compõem unidades familiares, incluindo agricultores, pescadores artesanais, aquicultores, silvicultores e extrativistas e suas cooperativas, esse compromisso se traduz em apoio para gerar renda, ampliar oportunidades, fortalecer a inclusão produtiva e estimular o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

Nessas três décadas, o Banco do Brasil se consolidou como o principal parceiro financeiro da agricultura familiar, apoiando produtores, cooperativas e empreendimentos rurais em atividades agropecuárias e não agropecuárias. Desde o início do programa, o BB já desembolsou R$ 500 bilhões em operações de crédito no âmbito do Pronaf, um impulso que chegou a aproximadamente 2,5 milhões de famílias em todas as regiões do país. Somente na safra atual, foram liberados R$ 23 bilhões para produtores do Pronaf, contribuindo para transformar a realidade dos produtores familiares. Esses recursos têm possibilitado tirar planos do papel, investir no cuidado com a terra e garantir mais segurança para a continuidade da produção.

A presença do BB no Pronaf fortalece, na prática, a base produtiva do agronegócio brasileiro ao apoiar pequenos produtores responsáveis por grande parte do alimento que chega diariamente à mesa da população. São famílias que, em sua maioria, utilizam a própria mão de obra, mantêm uma produção diversificada e constroem, dia após dia, um vínculo profundo com o desenvolvimento das suas comunidades, prosperando sem perder suas raízes.

“A agricultura familiar é estratégica para a segurança alimentar do país. É ela que coloca comida na mesa do brasileiro. Apoiar esses produtores, com crédito acessível, orientação técnica e soluções pensadas para a realidade do campo é mais do que uma prioridade: é um compromisso que renovamos todos os dias e que mantemos há 30 anos com o desenvolvimento do Brasil”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil.

Saiba mais sobre as principais linhas do Pronaf operadas pelo BB

O Pronaf é estruturado em diferentes linhas de crédito, desenvolvidas para atender às diversas realidades da agricultura familiar, respeitando o perfil produtivo, a renda e o estágio de desenvolvimento dos produtores rurais:

  • Pronaf Custeio
    Destinado ao financiamento das despesas normais das atividades agropecuárias e não agropecuárias, como preparo do solo, plantio, tratos culturais, colheita, criação de animais e atividades de base agroecológica. Atende agricultores familiares com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) válido, respeitando os limites de renda e enquadramento definidos pelo programa.
  • Pronaf Investimento
    Voltado à implantação, ampliação ou modernização da estrutura produtiva das propriedades rurais familiares. Financia, entre outros itens, máquinas, equipamentos, benfeitorias, sistemas de irrigação, armazenagem, conectividade no campo e práticas sustentáveis, contribuindo para o aumento da produtividade e da renda no meio rural.
  • Pronaf Mais Alimentos
    Linha de investimento destinada à modernização da produção da agricultura familiar, com foco no fortalecimento da capacidade produtiva, melhoria da infraestrutura rural e ampliação da competitividade dos empreendimentos familiares.
  • Pronaf Agroindústria
    Apoia o beneficiamento, processamento e comercialização da produção da agricultura familiar, incluindo a implantação, ampliação ou modernização de agroindústrias familiares e cooperativas, agregando valor à produção e fortalecendo a economia local.
  • Pronaf Mulher e Pronaf Jovem
    Linhas específicas voltadas à ampliação do acesso ao crédito por mulheres e jovens agricultores familiares, incentivando a sucessão rural, a autonomia produtiva e a permanência das novas gerações no campo.
  • Pronaf Floresta, Agroecologia e Bioeconomia
    Direcionadas a projetos sustentáveis, sistemas agroflorestais, produção agroecológica, recuperação ambiental, uso racional dos recursos naturais e atividades alinhadas à conservação ambiental e à sociobiodiversidade.
  • Pronaf Grupo B e Programas Especiais
    Focados em agricultores familiares de menor renda, incluindo indígenas, quilombolas e povos tradicionais, com condições diferenciadas, incentivo à inclusão produtiva e apoio à geração de renda, inclusive por meio do microcrédito produtivo orientado.

Para acessar o Pronaf, o agricultor deve ter CAF válido, atender aos critérios de renda, área e predominância de mão de obra familiar. A contratação exige documentação pessoal, comprovação do imóvel e apresentação de proposta ou projeto técnico. O pedido é analisado pelo banco quanto à capacidade de pagamento e regularidade. Após aprovação, o contrato é formalizado e os recursos liberados. A aplicação segue o projeto, com acompanhamento e fiscalização conforme normas.

Além do crédito, o Banco do Brasil atua de forma integrada no apoio à agricultura familiar, oferecendo assistência técnica, incentivo à modernização produtiva, inclusão financeira e estímulo à sustentabilidade econômica, social e ambiental das propriedades rurais. O Pronaf também possibilita o acesso dos produtores a outras políticas públicas voltadas ao fortalecimento do campo, ampliando oportunidades e renda no meio rural.

Ao celebrar os 30 anos do Pronaf, o BB reafirma seu compromisso histórico com a agricultura familiar e com a construção de um modelo de desenvolvimento que valoriza o produtor rural, gera empregos, promove inclusão e garante alimentos de qualidade para a população brasileira.

Fonte: Banco do Brasil

BTG vê risco de calote no agro pressionando BB no segundo trimestre

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O Banco do Brasil deve chegar ao balanço do segundo trimestre sob nova pressão do crédito rural. Relatório do BTG Pactual afirma que produtores têm atrasado pagamentos à espera de uma possível renegociação de dívidas do agro no Congresso.

Em maio, o banco estatal informou que teve um dos piores trimestres de sua história recente. O lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre, queda de 54%, em meio à piora da inadimplência no agronegócio. Os atrasos acima de 90 dias no setor chegaram a 6,22% da carteira, e o banco elevou as provisões para perdas a R$ 16,8 bilhões. O BB teve retorno sobre patrimônio de 7,3% e revisou suas projeções para 2026 diante da piora do risco de crédito no agronegócio.

O relatório do BTG indica que a piora apareceu em maio e junho, período importante para a cobrança de financiamentos rurais. O banco diz que a discussão pode estar criando um “risco moral”, ou seja um incentivo para que produtores deixem de pagar agora na expectativa de condições melhores depois.

Os analistas afirmam que os devedores podem estar “postergando racionalmente pagamentos” enquanto aguardam alguma medida de alívio.

O alerta pesa mais sobre o Banco do Brasil por causa do tamanho da carteira no setor. O banco tem R$ 155,6 bilhões em vencimentos esperados na carteira de produtores rurais em 2026. Desse total, R$ 44,2 bilhões, ou 28,4%, vencem apenas no segundo trimestre.

A concentração também preocupa. As linhas de financiamento de safra representam 56% dos vencimentos de abril, 60% dos de maio e 63% dos de junho. Entre abril e setembro, vencem 59,4% das obrigações anuais da carteira rural do BB.

Para o BTG, esse calendário, combinado à piora no comportamento de pagamento, aponta para “pressão contínua sobre cobranças e custo de risco” no segundo trimestre. Na prática, isso significa mais dificuldade para receber os empréstimos e maior necessidade de provisões contra calotes.

O relatório também aponta um alívio pontual de capital. O TCU autorizou o reescalonamento de um instrumento híbrido de R$ 4,1 bilhões com o Tesouro, o que deve preservar 7 pontos-base de capital principal em 2026 e 2027. Ainda assim, o principal alerta para o curto prazo segue no agro.

Fonte: Forbes

BB apresenta em Londres projetos para recuperação pastos degradados

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O Banco do Brasil confirmou, em nota ao Broadcast Agro , que apresenta nesta semana em Londres projetos de financiamento voltados à recuperação de áreas degradadas. “A iniciativa está sendo desenvolvida em conjunto com a BB Asset e está alinhada ao programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária”, disse o banco na nota.

Segundo o BB, a principal atividade será nesta segunda-feira, durante a London Climate Week, onde projetos serão apresentados. “Neste momento, o projeto ainda está em fase inicial de discussão e validação junto ao mercado. O objetivo da agenda é avaliar o interesse de potenciais investidores e ouvir percepções sobre as propostas”, afirmou o banco sem detalhes sobre quais projetos apresentará.

O BB informou ainda que será o “primeiro contato estruturado” com o mercado internacional para verificar a atratividade da iniciativa e identificar oportunidades de captação. “A ideia é que os financiamentos possam contar com recursos de investidores nacionais e internacionais. No entanto, aspectos como estrutura definitiva, governança e modelagem ainda estão em fase de construção e dependerão dos resultados dessas conversas iniciais”, acrescentou o banco.

Como mostrou a reportagem, o Ministério da Agricultura lança hoje em Londres o Fiagro Multimercado, como fundo de investimento e de participação de investidores em projetos de recuperação de pastagens degradadas e conversão em áreas agricultáveis. O projeto piloto do fundo envolve entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões para recuperação de 35 mil hectares degradados.

Fonte: Invest Talk

BB, ICS E Conexsus juntos para ampliar investimentos em sociobioeconomia

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O Banco do Brasil, o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e a Conexsus lançam o Programa Implementa Sociobio, iniciativa que visa ampliar o acesso de agricultores familiares, cooperativas e empreendimentos comunitários a crédito, assistência técnica, mercados e instrumentos financeiros voltados ao fortalecimento para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis.

A iniciativa parte de uma experiência já consolidada pela atuação nos Hubs de Bioeconomia, nos quais BB, iCS e Conexsus já são parceiros. Os Hubs já contribuíram para a mobilização de mais de R$ 3 bilhões em operações financeiras e impactaram mais de 157 mil pessoas em diferentes territórios do país e fortalecem negócios comunitários em territórios estratégicos do Brasil.

“O Programa Implementa Sociobio está alinhado ao compromisso do Banco do Brasil com a promoção do desenvolvimento sustentável e da inclusão produtiva. Em parceria com o iCS e a Conexsus, a iniciativa contribui para ampliar o acesso a instrumentos financeiros, assistência técnica e mercados, fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB.

O objetivo com o lançamento do programa é abrir novas frentes de captação de recursos e atrair investidores interessados em soluções que conciliem desenvolvimento econômico, inclusão produtiva e conservação ambiental.

“O Implementa Sociobio consolida esta parceria estratégica envolvendo três instituições com credibilidade e expertise nas suas áreas de atuação e estrutura um programa compatível com o nível de ambição e potencial da bioeconomia brasileira. Inspirada nos princípios de Alto Nível da Bioeconomia do G20 e ancorada no recém-lançado Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, a iniciativa busca superar gargalos históricos e implementar em escala toda a potência da sociobiodiversidade enraizada nos territórios”, afirma Thaís Ferraz, diretora programática do iCS.

A estratégia contempla a estruturação de mecanismos financeiros inovadores, parcerias com organismos multilaterais, fundos climáticos, instituições filantrópicas e investidores privados, criando condições para ampliar a escala dos investimentos destinados à sociobioeconomia.

“As respostas para alguns dos maiores desafios do nosso tempo já existem nos territórios. A sociobioeconomia tem demonstrado sua capacidade de gerar renda, conservar a biodiversidade e fortalecer a resiliência climática. O Implementa Sociobio é o como: o caminho concreto para transformar esse potencial em impacto em escala, conectando territórios, parceiros e recursos em torno de uma agenda comum”, afirma Fabíola Zerbini, diretora executiva da Conexsus.

O evento de lançamento também apresenta experiências recentes de mobilização de capital para a agenda, incluindo instrumentos blended finance, grants e iniciativas estruturadas como, por exemplo, arranjos envolvendo o setor privado e empresas âncora, para ampliar o fluxo de investimentos em cadeias produtivas sustentáveis.

Ao conectar comunidades, organizações locais, compradores, financiadores e investidores, o Programa Implementa Sociobio busca consolidar uma plataforma capaz de transformar ativos socioambientais em oportunidades concretas de desenvolvimento sustentável e geração de renda nos territórios. Confira mais sobre nossa atuação em bb.com.br/sustentabilidade.

Fonte: Banco do Brasil

BB autoriza missão internacional no Peru para tratar de finanças sustentáveis

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O Banco do Brasil, por meio de sua vice-presidência, autorizou o afastamento do país do especialista Jorge Andre Gildi dos Santos para uma missão oficial em Lima, no Peru. O objetivo da viagem, que ocorre entre os dias 30 de junho e 5 de julho de 2026, é representar a instituição financeira na Quinta Reunião do Comitê Técnico da Coalizão Verde de Bancos Públicos de Desenvolvimento. A medida foi oficializada por meio de um despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU).

A autorização, assinada pelo vice-presidente do banco, Jose Ricardo Sasseron, fundamenta-se na necessidade de representação institucional em fóruns internacionais de alta relevância para a agenda de sustentabilidade. O especialista Jorge Andre Gildi dos Santos atua na área de ASG – sigla para Ambiental, Social e Governança –, setor que tem ganhado protagonismo crescente nas estratégias de investimento e concessão de crédito do governo federal e de suas autarquias. A viagem será realizada com ônus para o banco, o que inclui o custeio de passagens e diárias para o período de trânsito e permanência no exterior.

Foco em desenvolvimento e parcerias internacionais

Além da participação na Coalizão Verde, a agenda em solo peruano prevê reuniões paralelas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras instituições financeiras (IFs) parceiras. Esses encontros visam estreitar laços de cooperação técnica e financeira para projetos que conciliem o crescimento econômico com a preservação ambiental, especialmente em biomas sensíveis como a Amazônia, que integra tanto o território brasileiro quanto o peruano.

A Coalizão Verde de Bancos Públicos de Desenvolvimento é uma iniciativa que reúne diversas instituições da América Latina e do Caribe com o intuito de harmonizar práticas bancárias e promover o financiamento de soluções baseadas na natureza. O comitê técnico, do qual o Banco do Brasil faz parte, é responsável por definir as métricas e os critérios de aplicação de recursos que devem impulsionar a economia de baixo carbono na região.

Base legal e governança

O afastamento foi concedido com base no Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995, que disciplina a viagem ao exterior de servidores públicos e empregados de empresas públicas. A decisão também observa diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Fazenda, por meio de portarias publicadas em 2016 e 2023, além de resoluções internas da presidência da instituição.

Segundo apurou O TEMPO, a participação do banco nesses eventos reforça o posicionamento da instituição como líder em finanças sustentáveis no mercado brasileiro. A governança do Banco do Brasil tem buscado alinhar suas operações aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e de outros tratados climáticos.

Os custos operacionais da missão são justificados pelo caráter estratégico dos diálogos com o BID, que é um dos principais parceiros do país no financiamento de infraestrutura sustentável. Ao final do período em Lima, o especialista deverá apresentar relatórios técnicos sobre os avanços nas negociações e as diretrizes estabelecidas pelo comitê técnico da coalizão.

A movimentação de técnicos e especialistas do escalão do governo federal para agendas internacionais integra o esforço de retomada do protagonismo brasileiro na diplomacia ambiental e financeira. A expectativa é que os resultados da reunião no Peru possam se desdobrar em novas linhas de crédito para empresas e produtores brasileiros que adotem práticas regenerativas e sustentáveis em suas cadeias produtivas.

Fonte: O Tempo

Banco do Brasil lança Validador de Comprovantes no portal BB

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O Banco do Brasil lançou o Validador de Comprovantes BB, uma solução digital que permite a qualquer pessoa, cliente ou não do Banco, validar a autenticidade de comprovantes de transações financeiras emitidos pela instituição. A ferramenta amplia a segurança, a transparência e a confiabilidade nas operações, além de responder a uma demanda recorrente por maior segurança e confiabilidade na conferência de pagamentos, transferências e outras transações.

Disponível na página inicial do portal BB (bb.com.br), o Validador pode ser acessado por dispositivos móveis e desktops. A funcionalidade permite conferir informações como valor e data da transação, desde que o comprovante contenha a informação “Autenticação SISBB”. Estão contemplados pela solução comprovantes de Pix, boletos, convênios, transferências da conta corrente e TED. Por dispensar a necessidade de login e consulta ao extrato, o validador facilita o dia a dia de pessoas físicas e jurídicas.

A iniciativa contribui para a prevenção de fraudes e golpes financeiros, aumenta a credibilidade dos comprovantes emitidos pelo Banco do Brasil e fortalece a confiança nas transações digitais.

Para Dione Cordioli, executiva de conta, serviços e Pix do Banco, o Validador de Comprovantes BB é uma resposta concreta à insegurança na conferência de transações financeiras, um problema que afeta pessoas e negócios no dia a dia.

“Ao permitir a validação oficial de comprovantes de forma simples e acessível, o Banco do Brasil protege relações comerciais e fortalece a confiança no ambiente digital. Essa entrega combina tecnologia, transparência e foco nas pessoas, ao facilitar decisões e reduzir riscos sem criar barreiras para o usuário”, afirma a executiva. “Com o Validador, o BB reafirma seu papel de liderança na construção de um ecossistema financeiro mais seguro, confiável e orientado à experiência do cliente”, finaliza.

Fonte: Banco do Brasil

BB amplia atuação no Move Brasil com parceria estratégica com a Uber

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O Banco do Brasil e a Uber anunciam no dia 26 de junho uma parceria para ampliar o acesso de motoristas de aplicativo a soluções de financiamento de veículos, no âmbito do Programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos, iniciativa do Governo Federal voltada à renovação de frota, inclusão produtiva e mobilidade sustentável.

No âmbito da parceria do BB com a Uber, a linha de crédito poderá contar com um benefício adicional às condições do Programa Move Brasil: um cashback de até 3,5 parcelas ao longo do contrato, de acordo com o valor, prazo e pontualidade do financiamento. Na prática, o benefício reduz o custo do financiamento e reforça a proposta do Banco do Brasil de levar soluções mais vantajosas e conectadas à realidade do cliente.

O modelo é simples: a cada 12 parcelas pagas, o Banco oferece um cashback direto na conta corrente. Esse bônus é gradual e progressivo, e pode chegar ao equivalente a até 3,5 parcelas do financiamento. Para ter acesso a esse benefício, é necessário financiar um veículo novo pelo Banco do Brasil, manter as parcelas em dia e completar uma média mínima de 240 viagens por mês pela plataforma da Uber. É uma forma de tornar a compra do carro novo mais acessível para os motoristas parceiros da plataforma.

O Programa permite o financiamento de veículos novos, incluindo modelos elétricos, híbridos, flex ou a etanol, no valor de até R$ 150 mil, com prazo de pagamento de até 72 meses, incluída carência de até 6 meses, e taxas de juros de 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para homens, ampliando as possibilidades de renovação da frota com tecnologias mais eficientes e de menor impacto ambiental.

Com abrangência nacional, o acordo conecta a expertise financeira, capacidade operacional e capilaridade do BB ao ecossistema digital da Uber, criando uma jornada integrada que facilita o acesso ao crédito para profissionais que utilizam o veículo como instrumento de trabalho.

“Essa parceria reflete a capacidade do Banco do Brasil de estruturar soluções completas, que conectam crédito, tecnologia e relacionamento para gerar valor para todos os envolvidos. Ao atuar de forma integrada com a Uber, ampliamos nosso alcance, fortalecemos nossa atuação em um ecossistema relevante e viabilizamos oportunidades concretas de negócios, com impacto direto na vida dos clientes e na economia do país”, afirma Marcelo Gomes, diretor de Clientes Varejo PF do Banco do Brasil.

“A parceria exclusiva entre Uber e Banco do Brasil amplia os benefícios oferecidos aos motoristas parceiros que desejam adquirir um veículo novo por meio do programa Move Brasil. Além das condições já previstas pela iniciativa do Governo Federal, os motoristas elegíveis terão acesso a vantagens adicionais exclusivas, reforçando o compromisso das empresas em promover mais acesso à mobilidade e melhores oportunidades para o setor”, acrescenta Marco Cruz, diretor de Business Development da Uber no Brasil.

Vale lembrar que, além do crédito, o Banco do Brasil disponibiliza um portfólio completo de soluções financeiras, como seguros, meios de pagamento e serviços personalizados, fortalecendo a proposta de valor para os motoristas e impulsionando novas oportunidades de negócios em um ecossistema em expansão. A parceria com a Uber também contribui para ampliar o alcance do BB junto a novos públicos, promovendo bancarização, geração de renda e melhoria das condições de trabalho de milhares de profissionais em todo o país.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil pisa no freio, Caixa e BNDES aceleram: veja o alerta da Moody’s

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O Banco do Brasil (BBAS3) entrou em 2026 com uma estratégia oposta ao que se espera normalmente de um banco público em um momento de estímulo à economia: ele apertou o crédito.

Depois de ver as provisões saltarem com a piora da carteira rural e do crédito ao consumo sem garantia, o BB reduziu o ritmo das concessões e passou a selecionar com mais rigor os novos tomadores.

A prioridade deixou de ser crescer a carteira a qualquer custo e passou a ser evitar que a inadimplência pressione ainda mais os resultados.

A mudança diferencia o BB da Caixa Econômica Federal e do BNDES, que mantêm uma postura mais expansionista.

Mas também expõe o dilema enfrentado pelos bancos públicos em 2026: emprestar mais pode ajudar a atividade econômica, mas, com juros elevados e tomadores mais pressionados, também aumenta o risco de novas perdas.

É esse o alerta da Moody’s Ratings. A agência de classificação de risco avalia que uma aceleração mais forte do crédito pode elevar os riscos para todo o sistema bancário.

No caso do BB, a resposta já está em curso: menos apetite nas linhas mais sensíveis e maior cautela depois de uma sequência de resultados entre os mais fracos desde 2020.
Banco do Brasil (BBAS3) aperta o crédito diante da piora da carteira

Para os analistas, a pressão sobre os resultados do Banco do Brasil aparece de forma clara nas métricas de provisionamento.

Segundo a Moody’s, a relação entre as provisões para perdas de crédito e o lucro antes dessas provisões saltou de 54% em março de 2025 para 83% em março de 2026 no Banco do Brasil.

Isso significa que uma parcela maior da geração operacional passou a ser consumida pela necessidade de cobrir eventuais perdas com crédito.

A agência também chama atenção para a piora gradual da inadimplência no sistema bancário desde meados de 2025.

No Banco do Brasil, os empréstimos vencidos há mais de 90 dias alcançaram 8,8% na carteira de pequenas e médias empresas, 6,8% no crédito ao consumidor e 6,2% no agronegócio em março de 2026.

É justamente nesse contexto que o BB passou a ajustar a estratégia.

A redução do apetite em algumas linhas não significa abandonar segmentos considerados estratégicos, mas tentar preservar a qualidade da carteira enquanto produtores rurais, pequenas empresas e consumidores enfrentam um cenário financeiro mais apertado.
Caixa e BNDES seguem em outra marcha

Enquanto o Banco do Brasil decidiu priorizar a defesa do balanço, Caixa e BNDES mantêm uma postura mais alinhada ao papel anticíclico esperado das instituições públicas — servindo como o braço do governo para injetar liquidez.

O BNDES vem registrando crescimento dos empréstimos acima da média do sistema financeiro, um movimento que a Moody’s interpreta como potencial aumento de risco caso o cenário econômico permaneça adverso por mais tempo.

Por sua vez, a Caixa continua focada na atuação no crédito habitacional e em programas de fomento, embora também tenha reforçado as provisões para operações ligadas ao agronegócio e às pequenas empresas.

Segundo a Moody’s, a pressão sobre a Caixa também se tornou mais evidente nos indicadores de cobertura de perdas. A relação entre as provisões e o lucro antes de provisões da instituição subiu de 26% em março de 2025 para 82% em março deste ano.

Para a agência, as três instituições ainda contam com capitalização adequada e colchões de provisionamento que ajudam a absorver uma deterioração adicional da carteira.

“Os três bancos se beneficiam de capital forte e colchões de provisionamento; no entanto, essas defesas podem ser testadas se as condições de crédito permanecerem fracas por um longo período”, alerta a Moody’s.

Crédito maior pode ajudar a economia — e elevar os riscos

O relatório da Moody’s reconhece que o governo intensificou, ao longo de 2026, medidas de apoio social e programas voltados à expansão do crédito. Em um ambiente de crescimento mais moderado, o impulso pode ajudar a sustentar a atividade econômica.

Mas há um limite delicado nessa equação. A ampliação das concessões ocorre justamente quando os juros seguem altos, a inadimplência avança e o endividamento das famílias continua elevado.

“Uma aceleração no crescimento dos empréstimos pode levar a um aumento dos riscos para todos os bancos brasileiros em meio a um cenário de enfraquecimento das condições de crédito”, alertam os analistas da Moody’s.

O que esperar do Banco do Brasil e de outros bancos públicos até 2027?

A Moody’s projeta que os resultados do sistema bancário brasileiro devem continuar pressionados ao longo de 2026 e possivelmente também em 2027.

Além das perdas de crédito, os bancos enfrentam uma combinação de menor geração de receitas com tarifas e competição mais intensa pela captação de recursos entre as grandes instituições de varejo, segundo os analistas.

Nesse cenário, a aposta da Moody’s é que a divergência entre os bancos públicos tende a continuar.

Caixa e BNDES devem permanecer como canais relevantes de crédito e fomento, enquanto o Banco do Brasil busca equilibrar seu papel no financiamento da economia com uma gestão mais rigorosa de risco.

Para o BB, a aposta é que a seletividade agora possa reduzir a necessidade de provisões mais adiante.

Fonte: Seu Dinheiro

BB Seguridade pagará R$ 3,8 bilhões em dividendos

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A BB Seguridade (BBSE3) aprovou o pagamento de R$ 3,8 bilhões em dividendos, mostra documento enviado ao mercado no dia 24 de junho.

Ainda de acordo com o comunicado, o valor dos dividendos por ação, bem como as datas de pagamento e de início de negociação das ações ex-dividendos, será oportunamente divulgado após a publicação dos resultados do segundo trimestre de 2026, prevista para o dia 3 de agosto de 2026.

Em relatório da semana passada, o Itaú BBA reafirmou seu pessimismo com o papel e disparou: dividendos não compensam riscos.

A recomendação é de venda, com preço-alvo de R$ 32 até o final de 2026. Os dados da Susep de abril marcaram o mês mais fraco do ano para a BB Seguridade, com queda de 22% nos prêmios em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado foi puxado por uma forte contração nos seguros de vida vinculados ao crédito (-51%) e na carteira rural (-20%, com safra em queda de 64%).

No agronegócio, segmento que enfrenta dificuldades, os analistas afirmam que a pressão sobre os prêmios da Brasilseg deve continuar ao longo do ano, à medida que os agricultores lidam com crédito mais restrito e margens mais apertadas nas safras.

No geral, o BBA continua prevendo queda de aproximadamente 6% nos lucros em 2026, seguida por uma modesta recuperação de cerca de 2% em 2027. Além dos desafios operacionais, a renovação do contrato de distribuição com o Banco do Brasil segue como um fator de incerteza.

“Após o desempenho recente das ações, os papéis são negociados a cerca de 9 vezes o lucro projetado para 2026, com dividend yield em torno de 10%. Em nossa opinião, esses níveis não são suficientemente atrativos para compensar esse período mais prolongado de fraqueza nos lucros.”

Fonte: Money Times

Nova CliniCASSI Santos é apresentada a participantes da Baixada

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As novas instalações da CliniCASSI Santos foram apresentadas, no dia 26 de junho, a participantes da CASSI na Baixada Santista, a lideranças das entidades representativas dos funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil em São Paulo e gestores do BB. Com um número maior de consultórios, sala de sala de espera e recepção mais amplas e confortáveis, o serviço ganhou maior capacidade de atendimento e passou a realizar novos procedimentos, se tornando mais resolutivo.

A proposta é que a CliniCASSI Santos seja a primeira opção de atendimento para os funcionários do Banco do Brasil e seus familiares, pois oferece consulta sem necessidade de agendamento. Também está preparada para ser a referência de cuidado em saúde, com acompanhamento contínuo por uma equipe de profissionais de saúde para garantir qualidade de vida, por meio de hábitos saudáveis, e prevenir doenças evitáveis.

Essa forma de cuidar “é a força da CASSI” e o que diferencia a Instituição em relação aos demais planos de planos de saúde, destacou a diretora de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento, Luciana Bagno, durante o evento. “A CASSI promove saúde e vai no sentido contrário àquele que vimos a saúde caminhar, infelizmente, no Brasil e no ocidente como um todo, que é foco em doença”, disse Luciana.

“Estamos celebrando a vitória da atenção primária à saúde, e é esse o modelo que queremos fortalecer. O Conselho Fiscal tem esse compromisso, para que a CASSI seja cada vez mais próxima e atuante e que a saúde dos nossos participantes seja a nossa prioridade”, enfatizou a presidente do Conselho Fiscal, Sybelle Natalle Braga Chagas.

A presidente do Conselho Deliberativo, Graça Machado, destacou a força e o empenho dos funcionários e aposentados do Banco do Brasil na região de Santos e o comprometimento que demonstram ao usarem a CliniCASSI mesmo antes da relocalização. Ela reforçou ter certeza de que a “CliniCASSI Santos, assim como foi, continuará sendo um grande sucesso”.

Durante a apresentação, o gerente estadual da CASSI em São Paulo, Marcelo Callai, a gerente da CliniCASSI Santos, Marcela Araújo e representante do Conselho de Usuários da CASSI Reginaldo Fonseca, destacaram a importância das melhorias se da ampliação desse serviço para os participantes.

SERVIÇO

  • Consultas sem necessidade de agendamento prévio e/ou com hora marcada
  • Sutura e retirada de pontos
  • Administração de medicamentos
  • drenagem de furúnculos e hematomas
  • inserção e retirada de DIU
  • inserção e retirada de implante anticoncepcional subcutâneo (Implanon)
  • alívio de quadros agudos de dor por liberação miofascial
  • lavagem auditiva

Endereço: Marcílio Dias, 170, Centro Empresarial Santos, bloco I 3º andar
Atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h
Telefone: (13) 2101 – 3810

Fonte: Cassi

Associação tenta destravar PL que isenta participação nos lucros do IR

Publicado em: 26/06/2026

A ANABB intensificou a articulação em Brasília para tentar destravar, ainda em 2026, o projeto que isenta do Imposto de Renda os valores recebidos por trabalhadores a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A movimentação gira em torno do PL 581/2019, em tramitação na Câmara dos Deputados. A entidade que representa os funcionários do Banco do Brasil definiu uma nova rodada de ofensiva política após reunião entre o presidente da associação, Valmir Camilo, o vice-presidente de Relações Institucionais, Augusto Carvalho, e o advogado, ex-deputado federal e consultor Vicente Cândido.

O primeiro passo será uma rodada de conversas, no início de julho, com as principais centrais sindicais que defendem a proposta. A avaliação é que a pressão coordenada pode ajudar a tirar o texto da gaveta em um ano de disputa por medidas de apelo direto ao trabalhador.

Outro flanco considerado prioritário é a interlocução com o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A estratégia é tentar assegurar que o impacto fiscal da eventual isenção já seja considerado nos parâmetros do Orçamento do próximo ano, reduzindo resistências à aprovação do projeto.

Na Câmara, a ANABB também vai retomar a articulação pela aprovação do parecer favorável da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) na Comissão de Finanças e Tributação, presidida pelo deputado Merlong Solano (PT-PI). Em paralelo, a entidade mantém a via judicial como frente complementar da disputa.

Para a ANABB, a isenção da PLR virou uma pauta de justiça tributária para os funcionários do Banco do Brasil e demais trabalhadores que recebem participação nos resultados. O desafio, agora, é transformar uma demanda sindical antiga em uma proposta fiscalmente viável para avançar no Congresso.

Fonte: Veja

Funcionários do Banco do Brasil entregam pauta de reivindicações à direção do banco

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Representantes das funcionárias e dos funcionários do Banco do Brasil entregaram, nesta quarta-feira (24 de junho), a minuta de reivindicações da categoria à direção do banco. O documento foi protocolado na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, e reúne as principais demandas aprovadas durante o 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB).

Realizado entre os dias 21 e 23 de junho, o Congresso reuniu cerca de 280 delegados e delegadas de todo o país, que debateram e aprovaram os eixos que irão nortear a Campanha Nacional dos Bancários 2026 no Banco do Brasil. As reivindicações estão organizadas em quatro grandes temas: condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde.

Entre as prioridades aprovadas pelos delegados e delegadas está a ampliação do quadro de funcionários por meio da realização de novos concursos públicos. A medida é considerada fundamental para fortalecer o papel público do Banco do Brasil, melhorar o atendimento à população e reduzir a sobrecarga de trabalho enfrentada pelos trabalhadores nas unidades em todo o país.

A defesa do papel público do Banco do Brasil também passa pela manutenção e pelo fortalecimento do atendimento presencial à população. Os representantes dos trabalhadores defendem a preservação da estrutura de atendimento bancário nas agências e a garantia de caixas em todas as unidades. Para a categoria, o banco não pode abrir mão de sua função social nem transformar suas agências em espaços voltados exclusivamente para a comercialização de produtos e serviços financeiros.

Para a coordenadora da Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, a defesa da saúde dos trabalhadores e do papel público do banco estão entre as prioridades da Campanha. “Os principais pontos da minuta de reivindicações que aprovamos foram em torno dos quatro eixos: condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde, com foco na defesa do Banco do Brasil como banco público. Isso passa pela realização de novos concursos, pela melhoria das condições de trabalho e também pela manutenção do atendimento à população. Vamos cobrar que o banco pare de transformar agências em lojas e preserve a presença de caixas em todas as unidades, garantindo que a população continue tendo acesso aos serviços bancários de forma adequada. Também defendemos mais contratações por meio de concurso público, tanto para melhorar o atendimento quanto para reduzir a sobrecarga de trabalho. A gente não pode permitir que colegas adoeçam no ambiente de trabalho”, destacou.

Segundo a dirigente, os debates realizados ao longo dos três dias de Congresso fortaleceram o funcionalismo para enfrentar uma campanha que exigirá unidade e mobilização. “Foram três dias muito importantes, ricos em debates sobre condições de trabalho, saúde e previdência. O funcionalismo do BB saiu do Congresso bem mais fortalecido para esta campanha, que será especialmente desafiadora neste ano”, completou.

A entrega da minuta marca o início do processo de negociação entre a representação dos trabalhadores e a direção do Banco do Brasil para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a discussão das principais demandas específicas do funcionalismo.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil abonará horas dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

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Os funcionários do Banco do Brasil não precisarão compensar as horas referentes aos períodos de liberação para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A decisão foi comunicada pelo banco nesta segunda-feira (23 de junho), após solicitação apresentada pelo movimento sindical.

Além de seguir as orientações da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para o funcionamento das agências nos dias de jogos do Brasil, o BB informou que irá abonar as horas não trabalhadas dos funcionários, garantindo que não haja necessidade de compensação posterior.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e dirigente sindical, Fernanda Lopes, comemorou a medida. “Depois da solicitação, o BB informou nesta segunda-feira aos funcionários que irá abonar as horas para que todos possam acompanhar os jogos. Mesmo que tenham demorado para tomar a decisão, o mais importante é que o pedido tenha sido atendido”, destacou.

Conforme orientação da Fenaban aos bancos, quando as partidas da Seleção Brasileira tiverem início às 14h, as agências funcionarão das 9h às 12h. Nos jogos com início às 16h, o atendimento ao público será realizado das 10h às 14h. Já nas partidas marcadas para as 17h, as unidades abrirão às 10h e encerrarão o expediente às 15h.

Para os empregados que atuam em agências e postos de atendimento, a recomendação é que sejam dispensados do trabalho com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao início dos jogos.

No caso dos trabalhadores em regime de teletrabalho, a orientação da Fenaban prevê o direito à desconexão entre, no mínimo, 30 minutos antes do início das partidas e até 15 minutos após o término dos jogos.

Já os trabalhadores escalados para atividades presenciais nos dias das partidas poderão, sempre que possível, ser transferidos para o regime de teletrabalho ou ter garantida a mesma regra de liberação antecipada aplicada aos empregados das agências.

Fonte: Contraf-CUT

Valorização, ambiente de trabalho saudável e qualidade de vida; bancários aprovam pauta

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A categoria bancária encerrou, neste domingo (21 de junho), sua 28ª Conferência Nacional, na capital paulista, com a aprovação da pauta de reivindicações a ser entregue à Fenaban (federação dos bancos) para o início das negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.

Valorização da categoria, com aumento real nos salários, PLR , VA e VR e demais verbas; mais saúde para os trabalhadores, com o fim das metas abusivas e do assédio moral; por mais empregos bancários, mais agências físicas e pelo uso da tecnologia a serviço de todos e não apenas dos lucros; e mais qualidade de vida foram alguns dos principais eixos da pauta de reivindicações da categoria para sua Campanha Nacional.

Construída com base na Consulta Nacional à categoria – que este ano teve 54.952 respondentes, 64% a mais do que em 2025 e 17% a mais do que em 2024 –, e nos intensos debates ocorridos ao longo dos três dias da Conferência, que reuniu mais de 600 delegados e delegadas de todo o país, a pauta foi aprovada, por unanimidade, na plenária final do evento.

“Mais uma vez construímos nossa pauta de forma democrática, a partir das demandas e anseios da categoria e dos intensos debates na nossa Conferência Nacional. Nesses três dias discutimos questões fundamentais como a melhoria das condições de trabalho e de saúde nos bancos, uma das prioridades apontada pelos bancários na Consulta. Reforçamos ainda a luta por qualidade de vida, por mais tempo de lazer e com a família. E claro: a luta por valorização. Queremos remuneração digna, com aumento real nos salários, PLR, VA e VR”, destacou a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

“Saímos desta plenária revigorados, mais unidos e dispostos para seguir em frente na luta pela manutenção e avanço em direitos às bancárias e bancários de todo o país. A luta da categoria bancária é a luta de toda a classe trabalhadora. Quando nós avançamos, inspiramos toda a nossa classe a seguir avançando”, ressaltou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, também coordenadora do Comando.

Principais pontos da pauta aprovada

  • 5% de aumento real para salários e demais verbas, como PLR, VA e VR;
  • manutenção formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);
  • fim das metas abusivas, para melhorar as condições de trabalho e a saúde da categoria;
  • manutenção da mesa única de negociação, da CCT para toda a categoria e dos direitos já conquistados;
  • defesa do emprego bancário;
  • defesa dos bancos públicos;
  • distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, e pelo fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.

Eixos de luta e mobilização

Além da pauta de reivindicações a ser negociada com a Fenaban, os delegados e delegadas da 28ª Conferência aprovaram também eixos de luta e mobilização para a Campanha e para os próximos meses. Veja quais foram:

  • Por um sistema financeiro mais regulado;
  • Importância das eleições de 2026 e do apoio de candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora para presidente, governadores e, com especial atenção, para a Câmara dos Deputados e Senado;
  • Segurança tecnológica para os clientes.

Os delegados e delegadas também aprovaram as resoluções:

  • contra os ataques à democracia e soberania nacional;
  • e contra a independência do Banco Central, que afasta a instituição do controle democrático, priorizando os interesses do setor financeiro em detrimento do desenvolvimento social.

Moções aprovadas

A Conferência também aprovou as seguintes moções:

  • Em defesa da dignidade, da saúde e pela valorização das trabalhadoras e trabalhadores aposentados e idosos no setor bancário;
  • Por uma dupla missão para o Banco Central do Brasil – Estabilidade de preços e proteção de emprego;
  • De repúdio às práticas antissindicais, à precarização do trabalho e ao desmonte do atendimento pelo banco Santander;
  • Manifesto de solidariedade ao povo bolivariano e a Cuba. Lutar contra o imperialismo.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Moody’s vê Banco do Brasil mais conservador após piora no agro

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O Banco do Brasil (BBAS3) tem adotado uma postura mais conservadora na concessão de crédito em meio ao aumento da inadimplência no sistema financeiro, diferentemente da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que seguem mais alinhados à estratégia do governo de expandir o crédito para estimular a economia.

A avaliação é da Moody’s Ratings, em relatório divulgado nesta segunda-feira (22) sobre os bancos públicos brasileiros.

Segundo a agência, o Banco do Brasil reduziu o ritmo de crescimento da carteira de crédito para 9% em 2025, abaixo dos 12,9% registrados em 2024, após o aumento da inadimplência observado principalmente na carteira de agronegócio. Para 2026, a instituição trabalha com uma projeção de expansão entre 0,5% e 4,5%.

A Moody’s afirma que o banco tem concentrado esforços na melhora da qualidade da carteira, reduzindo a exposição a segmentos considerados mais sensíveis ao atual ambiente de juros elevados e endividamento das famílias.

“O BB reduziu o crescimento dos empréstimos rurais e foi mais seletivo na concessão de crédito”, destaca o relatório.

Agronegócio pressiona resultados

A deterioração da carteira rural aparece como uma das principais preocupações para o banco.

Segundo a Moody’s, desde o fim de 2024 o Banco do Brasil vem registrando aumento das perdas relacionadas ao agronegócio, movimento que levou a instituição a rever seu apetite por crédito. A demanda para a safra 2026/2027 permanece incerta, uma vez que produtores precisam regularizar operações anteriores para acessar novas linhas junto ao banco.

O relatório aponta ainda que o BB reduziu entre 25% e 30% as originações vinculadas ao Plano Safra e registrou queda de 10% nos empréstimos para pequenas e médias empresas nos últimos 12 meses.

A pressão também aparece nos indicadores de inadimplência. Os empréstimos de varejo com atraso superior a 90 dias avançaram para 6,82% da carteira em março de 2026, ante 5,1% um ano antes, refletindo principalmente a piora em linhas sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais.

Caixa e BNDES seguem estratégia de expansão

Enquanto o Banco do Brasil adota uma postura mais defensiva, a Caixa e o BNDES continuam desempenhando papel central na implementação dos programas de crédito do governo.

A Moody’s projeta que a Caixa amplie a concessão de empréstimos acima da média do mercado em 2026, impulsionada principalmente por programas habitacionais e iniciativas voltadas à população de baixa renda. O banco elevou sua carteira de crédito em 10,9% em 2025.

Já o BNDES expandiu sua carteira em 11,3% no ano passado e, segundo a agência, possui uma posição de capital mais confortável para sustentar um crescimento mais acelerado. O banco tem sido um dos principais canais de financiamento para projetos de infraestrutura e programas de desenvolvimento econômico.

Governo amplia programas de crédito

A análise da Moody’s ocorre em um momento em que o governo federal amplia programas de apoio social e estímulo econômico por meio do sistema financeiro.

Banco do Brasil, Caixa e BNDES têm participação relevante em iniciativas voltadas ao financiamento agrícola, habitação popular, infraestrutura e renegociação de dívidas, desempenhando um papel que a agência classifica como anticíclico em períodos de desaceleração econômica.

Apesar disso, a Moody’s alerta que a expansão do crédito ocorre em um cenário de condições financeiras mais desafiadoras. O elevado endividamento das famílias e a Selic em 14,25% têm pressionado a capacidade de pagamento dos tomadores e contribuído para a alta gradual da inadimplência no sistema bancário.

Lucros devem continuar pressionados

Para a agência, os resultados do Banco do Brasil seguem sendo os mais impactados pelo aumento das provisões para perdas com empréstimos.

Os lucros trimestrais do banco estão nos níveis mais baixos desde 2020, refletindo tanto o aumento das provisões relacionadas ao agronegócio quanto a exposição ao crédito de varejo sem garantia. A Moody’s avalia que a necessidade de novas provisões pode continuar pressionando a rentabilidade dos bancos públicos até 2027.

Segundo o relatório, o desafio para Banco do Brasil, Caixa e BNDES será equilibrar os objetivos de política pública com a preservação da qualidade dos ativos e da rentabilidade em um ambiente econômico ainda fragilizado.

Fonte: Money Times

Régia Capital alcança R$ 17 bi e é reconhecida na London Climate Action Week

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A BB Asset realizará a entrega de um tombstone, tradicionalmente concedido a operações de destaque no mercado financeiro, à Régia Capital em reconhecimento à marca de aproximadamente R$ 17 bilhões em patrimônio sob gestão, consolidando a gestora como uma das principais referências em investimentos sustentáveis no Brasil e no Sul Global. O reconhecimento ocorre durante a participação do BB e da BB Asset na London Climate Action Week (LCAW).

A celebração será realizada em um momento em que a agenda climática e de sustentabilidade se afirmam como prioridade global e reforça o papel do Banco do Brasil e da BB Asset como protagonistas dessa transformação. O BB incorpora a sustentabilidade de forma transversal à sua estratégia, com impacto direto na gestão de riscos, na alocação de capital e no desenvolvimento de soluções voltadas à economia verde.

Com uma carteira de crédito sustentável de R$ 421,2 bilhões, o Banco do Brasil se posiciona como um agente transformador, apoiando setores estratégicos como energias renováveis, agricultura sustentável, bioeconomia e infraestrutura resiliente. O objetivo da instituição é alcançar saldo de R$ 500 bilhões até 2030, além de patrimônio líquido de R$ 30 bilhões em fundos de investimentos sustentáveis.

Nesse contexto, foi criada a Régia Capital, fruto da parceria entre a BB Asset e a gestora JGP, com o objetivo de estruturar uma plataforma dedicada a alinhar retorno financeiro e impacto socioambiental. A gestora nasceu como um hub de investimentos sustentáveis, combinando a capacidade de distribuição, capilaridade e força institucional do Banco do Brasil com a expertise de gestão ativa e inovação da JGP, mobilizando capital em escala para viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono e baseada na natureza.

Após quase dois anos de trajetória, período em que seu crescimento foi impulsionado principalmente pelos canais de distribuição do BB, a Régia evoluiu para uma estrutura de primeira linha e uma grade abrangente de produtos, posicionando-se para acessar também canais de outros alocadores e ampliar sua presença junto a investidores locais e internacionais. Esse avanço reflete a maturidade alcançada pela gestora e sua capacidade de dialogar com diferentes perfis de capital.

A conquista de R$ 17 bilhões em ativos sob gestão evidencia a validação de um modelo que responde diretamente a uma das principais barreiras apontadas por investidores internacionais no Sul Global: a escala e replicabilidade dos projetos investidos.

A Régia endereça esse desafio por meio de um robusto ecossistema de originação e estruturação de ativos, com pipeline diversificado que abrange crédito, infraestrutura, bioeconomia, energia renovável, soluções baseadas na natureza e minerais críticos, além do uso de instrumentos como blended finance, capazes de alavancar capital privado ao lado de recursos concessionais.

A conexão direta com o Banco do Brasil, um dos principais financiadores do agronegócio no mundo, confere à Régia uma vantagem competitiva única. Essa integração amplia significativamente a capacidade de originação de projetos em larga escala, especialmente em cadeias produtivas com alto potencial de descarbonização e regeneração de ecossistemas, mitigando riscos e criando oportunidades atrativas para investidores globais.

O posicionamento estratégico da Régia também reflete o papel do Brasil no cenário global. O país reúne atributos únicos, como a maior concentração de capital natural do planeta e um mercado financeiro sofisticado entre as economias do Sul Global, que o colocam como protagonista na transição para uma economia sustentável. Nesse contexto, a Régia se consolida como um elo entre investidores internacionais e oportunidades concretas de investimento verde no Brasil.

A entrega da premiação durante a LCAW consolida uma estrutura capaz de conectar escala, inovação e impacto. Ao reunir capital, expertise e propósito, a Régia Capital reafirma o potencial do Brasil para liderar soluções aos desafios climáticos globais e se posicionar como destino estratégico para investimentos sustentáveis de longo prazo.

Sobre a BB Asset

A BB Asset é a gestora de fundos de investimento líder do Brasil, com patrimônio líquido de R$ 1,89 trilhão e um market share de 18,06%, conforme ranking Anbima de abril de 2026. Seus produtos são distribuídos pelo Banco do Brasil, e nas principais plataformas de investimento. Sua excelência em gestão é atestada por duas renomadas agências de rating – Fitch Rating e Moody’s.

Sobre a Régia Capital

A Régia Capital é uma gestora de recursos dedicada a investimentos e soluções financeiras sustentáveis, fruto de uma parceria entre a JGP, sendo uma inovadora gestora de recursos independentes e a BB Asset, líder da indústria de fundos de investimento no Brasil, com R$ 1,89 trilhão sob gestão, conforme ranking Anbima de abril de 2026.

Fonte: Banco do Brasil

Fórum Powershoring recebe investidores e apresenta oportunidades no NE

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O Fórum Powershoring recebeu nesta segunda-feira (22 de junho) investidores e instituições de pesquisa e inovação tecnológica europeus para um roadshow de oportunidades do 5º leilão EcoInvest, divulgado no mês passado pelo Ministério da Fazenda. A apresentação ao público financeiro ocorreu na London Climate Action Week (LCAW) e faz parte da estratégia de atração de investimentos pelo Fórum da ordem de R$ 70 bilhões para a indústria verde no Nordeste, até 2030.

Parte desses recursos podem ser captados via leilão EcoInvest, que tem expectativa de captação de R$ 50 bilhões na atual quinta rodada. O Fórum Powershoring é uma iniciativa conjunta do Consórcio Nordeste, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Banco do Brasil e busca posicionar o Nordeste como hub global de indústria verde.

Por meio desses investimentos, o Fórum busca evitar a emissão de até 100 milhões de toneladas de CO₂ por ano, além de gerar milhares de empregos verdes na região Nordeste do Brasil.

No evento foram apresentados os instrumentos financeiros e mecanismos de mitigação de risco no âmbito do EcoInvest Brasil, experiências e novas oportunidades de investimento, parcerias, e de desenvolvimento de pipelines de projetos, estimulando corredores industriais verdes entre Brasil e Europa.

O 5º leilão Eco Invest é a principal iniciativa de financiamento híbrido (blended finance) do País para a transformação ecológica e prevê criar seis fundos, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os seis fundos corresponderão a seis cadeias de valor estratégicas respectivas: fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.

“O Banco do Brasil atua como catalisador dessa agenda, estruturando parcerias estratégicas e instrumentos financeiros capazes de transformar o potencial energético renovável em competitividade industrial sustentável. Ao conectar capital, inovação e desenvolvimento regional, contribuímos para posicionar o Brasil, especialmente o Nordeste, como protagonista nas cadeias globais de baixo carbono, impulsionando a geração de emprego, renda e a redução de emissões em escala”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB.

O conceito de Powershoring consiste no direcionamento de cadeias produtivas intensivas em energia para regiões com ampla disponibilidade de energia renovável, competitiva e em escala. O modelo permite reduzir simultaneamente custos e emissões, contribuindo para a descarbonização industrial e fortalecendo a segurança energética global.

“O Fórum Powershoring ocorre em um momento particularmente favorável para a mobilização de capital voltado à transição climática e ao desenvolvimento industrial de baixo carbono no Brasil. E apresentar essa oportunidade a investidores na London Climate Action Week reforça a importância do Powershoring para descarbonização de outras economias além da brasileira”, aponta Victória Santos, gerente de Energia e Indústria do iCS.

Nesse contexto, a região Nordeste do Brasil se apresenta como um diferencial estratégico. Com uma das matrizes energéticas mais limpas e competitivas do mundo, a região reúne condições favoráveis para se consolidar como um hub global de indústria energética verde, promovendo a descarbonização de cadeias produtivas, atraindo investimentos sustentáveis e proporcionando geração de emprego e renda.

“A transição energética global abriu uma oportunidade histórica para o Nordeste. A região está preparada para liderar essa nova etapa da industrialização brasileira, baseada em energia renovável, inovação e baixo carbono. Em Londres, vamos apresentar nossa capacidade de coordenação regional, segurança jurídica e agilidade institucional para receber investimentos. Queremos que a riqueza gerada por esse potencial permaneça em nosso território, impulsionando cadeias produtivas estratégicas, empregos qualificados e desenvolvimento sustentável”, afirma Paulo Dantas, presidente do Consórcio Nordeste.

Sobre o Fórum Powershoring

O Fórum Powershoring foi criado pelo Banco do Brasil, Consórcio Nordeste e Instituto Clima e Sociedade (iCS) para posicionar o Nordeste brasileiro como um hub estratégico de investimento industrial de baixo carbono. A iniciativa funciona como uma plataforma permanente de coordenação entre governos, instituições financeiras, academia e setor privado, promovendo corredores industriais verdes, investimentos produtivos e cadeias de valor resilientes de baixo carbono.

O Fórum conta com uma estrutura de governança composta pelo Banco do Brasil, pelo iCS e pelo Consórcio, que reúne capacidades financeiras, técnicas e institucionais para viabilizar projetos e mobilizar capital. Entre os objetivos da iniciativa está a atração de investimentos de grande escala para cadeias de valor sustentáveis e a redução significativa de emissões.

Carteira de crédito sustentável BB

O Banco do Brasil também registra avanços consistentes em sua carteira de crédito sustentável, que já alcança R$ 421,2 bilhões. A meta é ampliar esse volume para R$ 500 bilhões até 2030. Além disso, o BB também tem o objetivo de alcançar R$ 30 bilhões em energia sustentável, reforçando o compromisso com o financiamento de iniciativas voltadas à transição energética, à conservação ambiental e ao desenvolvimento de atividades econômicas mais sustentáveis, que dialogam com nossa participação na LCAW.

A LCAW é uma plataforma estratégica para a originação de novos negócios e estruturação de ativos. Estar presente nesse evento global coloca o BB ainda mais em contato direto com fundos soberanos, instituições internacionais e investidores institucionais que buscam alocar capital em projetos de transição energética, infraestrutura sustentável e créditos de carbono.

Fonte: Banco do Brasil

BB apoia Projeto Antares para novos créditos de carbono na Amazônia

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O Banco do Brasil será um dos apoiadores do Projeto Antares, iniciativa estruturada pela Carbonext que propõe um novo modelo para expandir a geração de créditos de carbono na Amazônia. A proposta combina uma rede descentralizada de projetos conduzidos por proprietários locais com uma plataforma digital integrada, a Gaia OS, que padroniza e agiliza etapas como desenvolvimento, monitoramento e certificação. Com isso, o sistema reduz custos, aumenta a transparência e encurta prazos, permitindo maior escala e previsibilidade na oferta de créditos de carbono.

O potencial de expansão parte de um universo de cerca de 254 milhões de hectares na Amazônia, filtrado para aproximadamente 26 milhões de hectares elegíveis para projetos que utilizam a metodologia REDD+, um mecanismo internacional criado para incentivar financeiramente países em desenvolvimento a protegerem suas florestas, de alta qualidade. A ambição é alcançar até 5 milhões de hectares sob gestão até 2030, área equivalente ao Espírito Santo, com produção anual estimada de 7,5 milhões de créditos de carbono e receita líquida em torno de US$ 50 milhões por ano. O modelo de negócios se apoia em contratos de compra antecipada de créditos de carbono, chamadas de offtake, de longo prazo, com até 50% do volume previamente contratado, que combinam financiamento antecipado e captura de valor na comercialização dos créditos.

A arquitetura do Projeto Antares responde a desafios históricos do mercado voluntário de carbono, como longos prazos de análise e custos elevados. Ao digitalizar etapas como desenvolvimento, monitoramento e certificação, o modelo reduz o ciclo de emissão de créditos de 18 a 36 meses para 6 a 12 meses, além de viabilizar economias de até 60% em auditorias. A solução também estrutura uma rede de “nós” conectados, permitindo ganhos de escala e previsibilidade na entrega de créditos, com base em metodologia Verra e alinhamento a padrões internacionais de integridade.

“Projetos como o Antares representam uma evolução importante do mercado de carbono ao combinar escala, padronização e integridade ambiental. Para o BB, iniciativas com esse perfil ampliam nossa capacidade de estruturar soluções financeiras inovadoras e gerar valor sustentável para nossos clientes e para a sociedade”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade do Banco do Brasil.

“O mercado entrou em uma nova fase”, observa Janaina Dallan, presidente da Carbonext. “A escassez não é mais de projetos, mas de demanda para os projetos de alta integridade”.

“O desafio agora é produzir volume com qualidade, de forma consistente e verificável”, afirma Luciano Corrêa da Fonseca, CEO da empresa. “A padronização e a tecnologia são o caminho para alcançar essa escala sem comprometer a credibilidade”.

Para o Banco do Brasil, o Antares abre novas frentes estratégicas alinhadas à agenda ASG, incluindo a estruturação de operações financeiras lastreadas em créditos de carbono, o desenvolvimento de produtos inovadores e a geração de receitas associadas ao mercado climático. Entre as possibilidades, destaca-se a integração de créditos de carbono a linhas de financiamento, como forma de apoiar a transição para uma economia de baixo carbono, ampliando o impacto socioambiental das operações do Banco.

Compromissos com a Sustentabilidade

O Banco do Brasil registra avanços consistentes em seus compromissos de Sustentabilidade, como alcançar carteira de crédito sustentável com saldo de R$ 500 bilhões até 2030. O BB também possui o objetivo de conservar e/ou reflorestar 2 milhões de hectares, além de recuperar 1,5 milhão de hectares de áreas degradadas no mesmo período.

A LCAW é uma plataforma estratégica para a originação de novos negócios e estruturação de ativos. Estar presente nesse evento global coloca o BB ainda mais em contato direto com fundos soberanos, instituições internacionais e investidores institucionais que buscam alocar capital em projetos de transição energética, infraestrutura sustentável e créditos de carbono.

Fonte: Banco do Brasil

BB retorna à Temporada de Inverno 2026 com experiências em Bariloche

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O Banco do Brasil anuncia a Temporada de Inverno 2026 em Bariloche (Argentina), que acontece de 4 de julho a 30 de setembro, consolidando a presença da instituição, pelo terceiro ano consecutivo, em um dos destinos de neve mais procurados pelos brasileiros. A iniciativa reforça a estratégia do BB de se conectar aos clientes em momentos relevantes, como a experiência de viagem, ampliando benefícios e oferecendo vivências diferenciadas ao público de alta renda.

Nesta edição, a grande novidade é a Casa Estilo Bariloche, espaço exclusivo que eleva o padrão de atendimento no destino. Inspirada no conceito das unidades BB Estilo, que se une ao tradicional lounge e foi idealizada para proporcionar uma experiência exclusiva, unindo conforto, conveniência e atendimento personalizado em um ambiente sofisticado.

Localizada no Cerro Catedral, a Casa Estilo Bariloche funciona como ponto de apoio para os clientes durante a viagem, oferecendo serviços como equipe bilíngue, Wi-Fi, guarda-volumes, aperitivos e bebidas ao longo do dia, além de degustações de vinhos e queijos e ambientação pensada para descanso e convivência. A proposta é tornar a presença do BB parte da experiência no destino, conectando serviços financeiros a momentos de lazer e bem-estar.

No destino, os clientes contam ainda com uma agenda de experiências que enriquecem a estadia, como aulas de esqui e snowboard, descontos em equipamentos, serviços locais e acesso a ativações criadas para proporcionar praticidade e exclusividade durante toda a viagem.

“A viagem é um momento em que o cliente realiza escolhas e vivência experiências marcantes. Queremos que o Banco do Brasil esteja presente em toda essa jornada, oferecendo soluções, benefícios e atendimento que façam sentido antes, durante e depois da viagem”, afirma Marcelo Gomes, Diretor de Clientes PF, porta voz do BB.

Confira mais benefícios

A temporada reforça o portfólio de benefícios exclusivos e condições especiais para o planejamento e compras de viagem, com destaque para até 500% de bônus em pontos nos cartões BB (mediante inscrição na Promoção Temporada de Inverno) em compras presenciais realizadas na região. Também reúne ofertas no Shopping BB e na Livelo para apoiar a organização da experiência, condições diferenciadas com parceiros como Booking, Airbnb, Decathlon e Renner, além das vantagens disponíveis no destino.

Fonte: Banco do Brasil

BB apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi

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Na manhã da terça-feira (23 de junho), representantes das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil se reuniram na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para alinhar posições antes da rodada de negociação com o banco sobre a Cassi, realizada no mesmo dia.

Durante o encontro preparatório, a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, apresentou um balanço dos debates e deliberações do 36º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, realizado entre os dias 17 e 19 de junho.

Segundo a dirigente, a principal preocupação dos delegados foi a sustentabilidade da Cassi, o que torna central a discussão sobre o modelo de custeio da entidade. Ela ressaltou, no entanto, que a solução para o financiamento da Caixa de Assistência precisa contemplar demandas históricas dos associados. “O debate no congresso deixou claro que a sustentabilidade da Cassi é uma prioridade para o funcionalismo. Mas também é fundamental encontrar soluções para questões pendentes, como o custeio do período pós-laboral dos colegas que ingressaram no banco após 2018 e a garantia de atendimento adequado aos funcionários oriundos dos bancos incorporados”, afirmou Fernanda Lopes.

A coordenadora também destacou a preocupação das entidades com a realização de uma consulta ao corpo social em um momento que coincide com as negociações da Campanha Nacional dos Bancários e da renovação dos acordos coletivos da categoria.

Diante da urgência para recompor as reservas da Cassi, os representantes dos trabalhadores defenderam que o Banco do Brasil realize um adiantamento de recursos, garantindo tempo adicional para a construção de uma solução definitiva para o custeio e para a elaboração de uma proposta de reforma estatutária que contemple temas pendentes, como adequação à Instrução Normativa ANS nº 649, atendimento às exigências da NR-1 e aperfeiçoamentos na governança da entidade.

Proposta do banco é considerada insuficiente

Na rodada de negociação realizada na terça-feira (23) à tarde, Fernanda Lopes lembrou que o banco ainda precisava responder à proposta apresentada pelas entidades em 9 de junho, que previa um aporte extraordinário para recompor as reservas da Cassi.

Durante a reunião, a representação do banco fez um resgate das negociações realizadas desde abril de 2025 e destacou o impacto da diferença entre a inflação médica e a inflação geral sobre as contas da Caixa de Assistência.

Em seguida, o BB apresentou uma proposta de aporte extraordinário de R$ 2,3 bilhões, valor considerado necessário para recompor as reservas da Cassi. O montante seria dividido entre banco e associados na proporção de 50,26% para o banco e 49,73% para o funcionalismo, com pagamento diferido em 18 meses.

A proposta foi rejeitada pelas entidades representativas dos funcionários, que reiteraram a defesa de uma divisão mais equilibrada, com participação de 70% do banco e 30% dos associados. “A proposta apresentada pelo banco está muito distante das premissas defendidas pelo funcionalismo. Entendemos a necessidade urgente de recomposição das reservas, mas isso não pode ocorrer transferindo quase metade da responsabilidade para os associados. Seguiremos buscando uma solução que preserve a sustentabilidade da Cassi e respeite a capacidade contributiva dos trabalhadores”, destacou Fernanda Lopes.

Como alternativa, os representantes dos funcionários propuseram que o Banco do Brasil inicie sua contribuição extraordinária já em julho, também parcelada em 18 meses, enquanto a participação dos associados seja discutida posteriormente, após consulta ao corpo social, com pagamento diferido em 12 meses.

As entidades também defenderam a criação imediata de um grupo de trabalho responsável pela elaboração de uma proposta de reforma estatutária da Cassi, a ser submetida aos associados ao longo de 2027.

Diante do caráter inédito da proposta apresentada pelos trabalhadores, o banco não apresentou resposta durante a reunião. As partes ficaram de agendar uma nova rodada de negociação para a próxima semana.

Fonte: Contraf-CUT

Em reunião, conselheiros do Economus cobram atendimento nas ClinaCassi

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Os conselheiros do Economus Adriana Ferreira, Lucas Passos de Lima e Rodrigo Leite se reuniram recentemente com a diretora de risco populacional, saúde e rede de atendimento, Luciana Bagno, da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi).

O objetivo do encontro foi reforçar a reivindicação para que os funcionários de bancos egressos incorporados possam utilizar a estrutura de atendimento das unidades da CliniCASSI.

“Esta é uma pauta permanente do movimento sindical, que está sendo reforçada agora que os conselheiros eleitos são apoiados pelas entidades representativas”, destaca Adriana Ferreira, que também é dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

O pedido visa garantir que esses trabalhadores tenham acesso a um modelo de atenção primária de excelência, focado na prevenção e no acompanhamento contínuo da saúde.

A utilização das clínicas da Cassi representaria um ganho na qualidade de vida dos associados do Economus. O modelo de atendimento dessas unidades é reconhecido pela eficiência e pelo cuidado humanizado, contando com equipes multidisciplinares prontas para atender o bancário e sua família.

“O diálogo com as outras entidades contribui para melhorias aos nossos associados. Esta reunião é mais um passo nesta direção, e nós seguiremos na busca deste objetivo”, afirma Adriana.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Previ quer trocar presidente do conselho da Vale que ela própria indicou

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A Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), maior acionista individual da Vale, quer que a mineradora troque o presidente do conselho da companhia. Alegando necessidade de melhorar a governança corporativa da Vale, a Previ está pedindo a substituição de Daniel André Stieler, indicado pela própria empresa de previdência em abril de 2023, por Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira.

O que aconteceu

Vale chamou acionistas para decidir sobre pedido de acionista para mudar presidente do conselho da companhia. A pedido da Previ, foi convocada para 22 de julho uma assembleia para votar a substituição do atual presidente do conselho da mineradora, cujo mandato só terminaria em 2027.

A Previ pediu, em carta enviada à direção da mineradora, em 11 de junho, a destituição do atual presidente. No documento, a gestora da previdência dos funcionários do Banco do Brasil declara apoio à indicação de Oliveira para o cargo “por entender que sua eventual condução contribuirá positivamente para o fortalecimento das práticas de governança, a melhoria da gestão estratégica, e o alinhamento com os interesses dos acionistas e stakeholders”.

Disputa

Daniel André Stieler foi presidente da Previ de 2021 a fevereiro de 2023. Começou a fazer parte do conselho da Vale em 2021 e foi indicado pela empresa de previdência para liderar o colegiado na mineradora mesmo depois de deixar a presidência da Previ. No entanto, perdeu apoio na Vale depois que seu sucessor na Previ, João Luiz Fukunaga, deixou o cargo no ano passado em meio a questionamentos do TCU (Tribunal de Contas da União). Stieler é contador pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e pós-graduado em administração financeira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O novo indicado é membro independente do conselho de administração da Vale desde 2021. Também contador, o português Manuel Lino Silva de Sousa, conhecido como Ollie, é formado pela Universidade de Natal, de Durban, na África do Sul. Tem quase 50 anos de experiência em finanças corporativas e estratégia, principalmente no setor de mineração, com passagens por grupos como os britânicos Anglo American e De Beers.

Conselho da Vale se coloca contra a Previ. Em reunião na sexta-feira (19 de junho), os conselheiros da mineradora decidiram recomendar aos acionistas, na assembleia de 22 de julho, que Stieler siga no cargo. E, caso ele seja removido pelos acionistas na votação, que Marcelo Gasparino, o atual vice-presidente do colegiado, seja nomeado o novo presidente.

Se o presidente do conselho da Vale for afastado na assembleia de 22 de julho, uma vaga será aberta no colegiado, que tem 13 membros. A Previ já indicou para essa cadeira o nome de José Maurício Pereira Coelho, ex-presidente da Previ e ex-presidente do conselho da Vale (2019-2021). Ele disputaria a vaga com Ieda Gomes Yell, indicada pelos demais membros do colegiado.

Para especialistas do mercado financeiro, ainda não está clara a motivação da Previ para pedir a troca. Tampouco o conselho de administração conseguiu explicar a razão de se opor à substituição.

“Essa discordância coloca a companhia diante de um impasse de governança que o mercado tende a ler como ruído negativo no curto prazo. Para o [acionista] minoritário, o sinal é ambíguo. Maior pressão institucional por governança é, em tese, positiva. Mas instabilidade no conselho num momento de transição estratégica gera incerteza sobre os rumos da empresa — e de incerteza o mercado não gosta”, diz João Luís Debom, diretor do departamento de investimentos private da gestora Supernova.

Peso no Ibovespa

A Vale é a empresa de maior peso no Ibovespa, o principal índice acionário da Bolsa brasileira, a B3. As ações da mineradora respondem por 12,2% da composição do índice. A segunda colocada é a Petrobras, com 11,5% — somando as ações ON e PN.

No ano, a Vale acumula valorização de 12,6% na Bolsa. A ação da mineradora saiu de R$ 71,96 em janeiro para R$ 80,75 no fechamento da última sexta. Sua cotação máxima neste ano foi de R$ 89,97, em 25 de fevereiro, e a mínima, de R$ 72,38, no primeiro pregão do ano.

O lucro da Vale cresceu 36% no 1º trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025. Os ganhos, de US$ 1,9 bilhão, foram impulsionados pelo aumento de 21% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de US$ 3,895 bilhões.

A Previ detém 7,02% do capital total da Vale. Com esse percentual, a empresa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil supera as participações individuais da sócia japonesa Mitsui (6,45%) e dos fundos de investimentos norte-americanos BlackRock (6,71%) e Capital World Investors (5,13%).

“Quando se tenta trocar o presidente do conselho de uma corporação no meio do mandato sem uma tese pública e robusta, o mercado preenche a lacuna com a hipótese que mais o assusta, a de que a motivação seja menos sobre criação de valor e mais sobre influência. A mineradora tem o seu valor, em parte, apoiado no fato de ser uma corporação, sem dono, cujo conselho deve responder, em tese, a todos os acionistas e não a um projeto específico. Esse tipo de episódio coloca essa independência em dúvida, mesmo que a troca, no fim, se mostre técnica e bem-intencionada”, argumenta Ricardo Trevisan, presidente da gestora de investimentos Gravus Capital.

Procuradas pelo UOL, a Previ e a Vale não comentaram o caso. A Previ disse que “no momento, não irá comentar nem fornecer informações sobre o assunto”.

Fonte: UOL

BB amplia atuação na sociobioeconomia com potencial de ampliar financiamento a 12 mil famílias

Publicado em: 19/06/2026

O Banco do Brasil realiza, nesta semana, em Brasília, a Formação dos Agentes da Sociobioeconomia, reunindo cerca de 140 participantes em uma agenda estratégica que integra crédito, sustentabilidade e desenvolvimento territorial. Com a presença de autoridades do Banco e representantes do governo federal, como João Capobianco (MMA) e Fernanda Machiavelli (MDA), o encontro reforça a articulação entre sistema financeiro, ministérios e organizações da sociedade civil em torno do fortalecimento da economia verde no país.

A iniciativa contempla a capacitação de agentes de crédito com atuação em biomas estratégicos, como Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. A ação visa ampliar o acesso ao financiamento para até 12 mil famílias, com potencial de viabilizar aproximadamente R$ 420 milhões em novas operações. O foco está em promover crédito com propósito, direcionado a cadeias produtivas que integram geração de renda, conservação ambiental e inclusão produtiva.

Construída em parceria com instituições como BID, Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Conexsus, a formação está alinhada à estratégia do Banco do Brasil de ampliar seu papel como indutor do desenvolvimento sustentável no país. A proposta vai além do financiamento, ao fomentar a estruturação de redes que combinam assistência técnica, políticas públicas e soluções financeiras.

A realização da oficina ocorre em um cenário de crescente protagonismo da sociobioeconomia no debate global, especialmente após a COP30. Nesse contexto, o Banco do Brasil reforça seu compromisso com iniciativas que promovam impacto positivo nos territórios, consolidando uma atuação consistente na agenda de sustentabilidade e inclusão produtiva.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil em alerta: inadimplência no agronegócio sobe para 8,2%, mostra Serasa

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A inadimplência no agronegócio brasileiro voltou a subir no quarto trimestre de 2025 (4T25), encerrando o ano a 8,2%, alta de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, num momento em que agricultores lidam com margens apertadas e custos elevados, apontou nesta segunda-feira (1) um levantamento da Serasa Experian.

Entre os fatores da elevação de custos mais recentes estão os fertilizantes e os combustíveis, que subiram pelos efeitos da guerra no Irã. Mas a inadimplência vem crescendo trimestre a trimestre pelo menos desde o final de 2024, segundo os dados da Serasa.

“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, em nota.

O indicador apontou que a inadimplência rural está concentrada principalmente em dívidas contraídas com instituições financeiras (7,2%), afirmou a Serasa.

A inadimplência do agronegócio está entre os fatores que impactam os resultados do Banco do Brasil (BBAS3), o principal financiador do setor.

O índice de inadimplência considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio.

Na análise por porte, os dados mostram que produtores rurais sem informação de registro rural – possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos – registraram o maior nível de inadimplência (9,9%).

Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), seguidos pelos médios (8,3%) e pelos de pequeno porte (7,8%).

Por estados, o Rio Grande do Sul teve melhor desempenho, com apenas 5,3% de taxa de inadimplência, seguido pelo Paraná e Santa Catarina.

“O desempenho do Rio Grande do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de cooperativas e sistemas integrados, além do uso mais expressivo do seguro agrícola e de linhas de crédito para renegociação de dívidas”, comentou Pimenta.

Fonte: Money Times

A preocupação de funcionários do Banco do Brasil com o caso Master

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Funcionários do Banco do Brasil estão preocupados com o impacto do escândalo do Banco Master na instituição. O banco estatal é uma das instituições que podem ter que repor o rombo de cerca de 50 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Por isso, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) defende uma apuração ampla e rigorosa das suspeitas de irregularidades.

O vice-presidente de Relações Institucionais da associação, Augusto Carvalho, destaca a preocupação com os efeitos que uma eventual recomposição do FGC poderá trazer ao BB.

“Pelas informações disponíveis, caberá ao Banco do Brasil uma ‘cota’ de cerca de R$ 8 bilhões para a recomposição do FGC. São recursos que serão apartados do resultado do banco e que poderão faltar para uma negociação justa sobre o custeio da CASSI, que é a preocupação principal de 158 mil funcionários da ativa e aposentados” afirma Carvalho, em referência à organização responsável pelo plano de saúde dos servidores.

O dirigente acrescenta que esses recursos também poderão afetar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos funcionários e a oferta de crédito.

“São recursos que também poderão rebaixar a PLR paga aos colegas que seguem construindo o grande colosso que é o Banco do Brasil, além de impactar no crédito oferecido à indústria e aos pequenos, médios e grandes produtores do agro”, afirma o vice-presidente.

Entretanto, o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, anunciou em fevereiro que o banco vai gastar 5 bilhões de reais e que os recursos virão da Tesouraria, sem afetar o resultado.

Fonte: Veja

Bancários do BB discutem futuro da Previ e da Cassi no 36º CNFBB

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No segundo dia do 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), nesta quinta-feira (18 de junho), os delegados e delegadas de todo o país discutiram os futuros da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) e da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil).

A Previ, maior fundo de previdência fechado do país, foi o tema da primeira mesa do dia. O diretor de Seguridade da Previ, Wagner Nascimento, traçou um rápido painel sobre o fundo. Ele explicou que a Previ é focada no equilíbrio e que alcançou a marca de R$ 300 bilhões de ativos totais, pela primeira vez na história. “Esse montante deve reduzir ao longo dos próximos anos e depois de um tempo volta a subir novamente. Isso é natural”, alertou.

Atualmente, a Previ tem mais de 198 mil associados, distribuídos entre o Plano 1 (o mais antigo e, portanto, com o maior número de aposentados: 78,8 mil, e menor número de trabalhadores da ativa: 2.521) e o Previ Futuro (por enquanto com 3.906 aposentados e 74.426 funcionários da ativa).

Wagner também destacou que em 2025 se atingiu o maior número de centenários na Previ: são 175, quando em 2012 eram apenas 30. A previsão é que em 2050 sejam 2 mil associados com mais de 100 anos.

Quando à rentabilidade, a Previ também está bem: de janeiro a abril deste ano, a rentabilidade do Plano 1 foi de 6,4%, enquanto a do Previ Futuro foi de 5,62%.

Depois desse quadro resumido, o diretor de Seguridade alertou para a importância de os associados usarem as ferramentas de consulta e de transparência à disposição no site do fundo. “Temos o Painel de Desempenho, com gráficos interativos. Temos a Carta de Gestor, publicação mensal com análises de mercado e perspectivas para os perfis de investimento e um app importante como o Meu Benefício, através do qual o associado faz simulações para planejar melhor sua aposentadoria. Além disso, pelo Previx, o associado conta com diversos serviços pelo whatsapp, como consultar seu saldo, por exemplo. É fundamental, pessoal, que todos os associados consultem seus investimentos.”

Incorporados

Wagner Nascimento também destacou que a incorporação dos planos de funcionários de bancos incorporados é uma reivindicação importante que deve ser cobrada e negociada nas mesas com o Banco do Brasil. “Quando falamos de incorporação dos planos, tem muitos detalhes, por exemplo, o Previbep já está avançado nesse processo. Quanto ao Economus e outras fusões serão outro processo, mas não tem proposta que não passará pela mesa de negociação. É o movimento sindical e a Comissão de Empresa que têm que lembrar o banco sobre essa reivindicação histórica.”

Eleitos

Os diretores eleitos Alencar Ferreira, diretor Administrativo da Previ, e Lissane Holanda, diretora de Planejamento da Previ, antecederam Nascimento para agradecer ao engajamento do movimento sindical na eleição que deu a vitória para a Chapa 2 – Previ para os Associados, em abril deste ano.

Lissane falou sobre o projeto de Previ defendido pela chapa: “Queremos melhorar a cultura previdenciária, valorizar o conceito de mutualismo e do cuidado uns com os outros. Vamos conseguir seguir em frente e evoluir, estamos muito animados e bastante engajados em fazer a diferença.”

O diretor administrativo Alencar Ferreira, que encabeçou a chapa, destacou a necessidade de mudança na política do banco: “A estrutura de lideranças do BB está adoecendo os nossos colegas. Freud fala que há pulsão de vida e pulsão de morte; do fazer o bem e fazer o mal; a pulsão da parceria, do amor, da humanidade mas também o contrário disso. E essa estrutura do BB alimenta a pulsão de morte, doença, depressão. E está dentro da gente fazer essa mudança. Queremos que o movimento sindical possa mostrar para a direção do banco que é possível fazer uma política da vida e não da morte.”

Cassi

Os palestrantes da mesa 2, Alberto Alves Junior, diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, e Luciana Bagno, diretora de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, apresentaram uma análise econômico-financeira da Cassi.

Luciana Bagno falou sobre a Cassi que se pensa para um futuro próximo, e citou que uma dos principais desafios será fortalecer a atenção primária à saúde. “Os nossos desafios como diretores eleitos foram construídos com base nas demandas de todo os participantes. E elas vão na direção de fortalecer nossa atenção primária à saúde, algo que vai muito além da estrutura física das Clinicassis. Significa fazer as pessoas se apropriarem disso e entenderem a importância de entrar nesse sistema.”

“Óbvio que a expansão das Clinicassis está na pauta, células de atenção primária para o interior e o Telesaúde, que já funciona em parte no interior, mas que é preciso trazê-lo também para as capitais. Mas é preciso fazer com que a nossa base passe a utilizar de fato os serviços de atenção primária, que infelizmente não é o que acontece hoje. O bancário vai procurar a Cassi quando ele já está adoecido, e as Clinicassis não podem funcionar como PS, mas de fato como atenção primária, como prevenção”, acrescentou.

Plano de Gestão

Alberto Junior, diretor de Planos e de Relacionamento com Clientes, apresentou alguns pontos do Plano de Gestão 2024-2028. “Queremos caminhar para um novo modelo de governança, totalmente voltado para o associado. Esse modelo de governança não existe nas demais operadoras, é único e é baseado em valor na saúde.”

Ele explicou que todas as operadoras focam em executar o trabalho, mas não em avaliá-lo. “Como avançar em melhorias sem saber se médicos ou laboratórios estão fazendo seu trabalho sem desperdício? Por meio de duas estratégias: avaliação de prestadores e avaliação de serviços hospitalares por desfecho. A partir dessas avaliações a Cassi acaba tendo poder de barganha maior com os prestadores e decidindo quais prestadores serão mantidos e quais não serão.”

NR-1: riscos psicossociais

Outra palestrante, a advogada Renata Cabral, assessora jurídica da Contraf-CUT junto à CEBB, falou sobre adoecimento no trabalho e o gerenciamento de riscos

“A OMS [Organização Mundial da Saúde] aponta que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com transtornos mentais, principalmente ansiedade e depressão, e a maioria são mulheres. Em 2025, segundo dados do INSS, foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais, sendo que 63,46% concedidos a mulheres, portanto há um recorte de gênero”, informou.

Diante desses dados alarmantes, a advogada situou as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1, que trata dos riscos psicossociais no trabalho, entre eles: metas excessivas, jornadas longas, falta de apoio, assedio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia, exigências contraditórias, falta de clareza nas funções, etc.

“Não por acaso houve uma mudança na NR-1, que passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, conforme portaria 1419/2024 do MTE [Ministério do Trabalho e Emprego]. Isso significa que todas as organizações devem avaliar e controlar todos os perigos e riscos existentes, incluindo os decorrentes de fatores de riscos psicossociais – como sobrecarga de trabalho, assédio e suas derivações – integrando-os ao inventário de riscos.”

E qual o papel dos trabalhadores quando a gente fala de NR-1? Renata destacou que, segundo o texto da BR-1, a organização deve adotar mercanismos para a participação de trabalhadores no processo de gerenciamento de riscos; para a consulta aos trabalhadores quanto à percepção de riscos operacionais; e comunicar aos trabalhadores os riscos consolidados no inventário de riscos e as medidas de prevenção previstas.

Discussões por grupo

As mesas ocorreram na parte da tarde e, na parte da manhã, os delegados e delegadas se reuniram em grupos para debater os seguintes pontos: Saúde; Previdência; Remuneração; Condições de Trabalho. As discussões nesses grupos servirão de base para o documento final do evento, a ser discutido e aprovado na plenária do 36º CNFBB, que encerra o evento nesta sexta-feira (19).

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Ação coletiva 1097: BB apresenta proposta para bancários que já se desligaram

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O Banco do Brasil apresentou proposta de acordo individualizada para os beneficiários da Ação Coletiva 1097 que já se desligaram. As propostas, até então, visavam os funcionários da ativa. Agora, os já desligados poderão avaliar ofertas e aceitá-las, se estiverem de acordo.

As propostas se compõem de uma quantia líquida para o beneficiário da ação coletiva, além de valores de FGTS, que serão depositados nas contas vinculadas e de recolhimentos individualizados à Cassi e à Previ.

Na proposta do BB, não há incorporação em folha, sendo pagos só os atrasados, ainda assim com deságio.

Aqueles que preferem receber integralmente as diferenças e incorporar em folha de pagamento o valor contam com atendimento diariamente no departamento jurídico do Sindicato, podendo ingressar com a execução judicial, sem qualquer despesa.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

TST isenta BB de incorporar gratificação de função ao salário de bancário

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A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que o Banco do Brasil não precisa incorporar gratificação de função ao salário de um bancário, mesmo após mais de 10 anos no cargo. A decisão, unânime, considerou que a regra que garantia essa incorporação não se aplica a empregados que completaram o período após a Reforma Trabalhista de 2017, que alterou as regras sobre o tema.

O bancário, que exerceu cargos comissionados de outubro de 2006 a setembro de 2018, alegou na ação que a retirada da gratificação reduziria sua remuneração bruta em 57%, com impacto em outras verbas como participação nos lucros. Ele buscava a incorporação da gratificação ao salário como direito adquirido, argumentando que a exoneração do cargo de gerente de relacionamento, retornando à função de escriturário, não se deu por justo motivo.

Em sua defesa, o Banco do Brasil sustentou que o descomissionamento do empregado ocorreu devido a avaliações de desempenho consideradas insatisfatórias, o que, segundo a instituição, justificaria a medida.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seu artigo 468, estabelece que alterações contratuais só são válidas com mútuo consentimento e desde que não prejudiquem o empregado. Com base nisso, a jurisprudência do TST, consolidada na Súmula 372, assegurava a incorporação da gratificação a quem permanecesse por uma década ou mais na função e fosse retirado do cargo sem justo motivo.

No entanto, a Reforma Trabalhista, promulgada pela Lei 13.467/2017, acrescentou um parágrafo ao referido artigo. A nova redação determina que a reversão ao cargo efetivo, independentemente de justo motivo, não garante a manutenção do pagamento da gratificação, mesmo que o tempo de exercício na função comissionada seja superior a dez anos.

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), no Rio Grande do Sul, inicialmente havia decidido a favor do bancário. O TRT-4 entendeu que a nova regra da Reforma Trabalhista não poderia retroagir para atingir uma situação já consolidada sob a legislação anterior. Ademais, considerou que o desempenho insuficiente não configuraria uma quebra de confiança que justificasse a retirada da gratificação.

No TST, o ministro relator Evandro Valadão divergiu do entendimento regional. Ele destacou que o próprio TST, em precedente vinculante (Tema 23), já havia estabelecido que a Reforma Trabalhista possui aplicação imediata aos contratos de trabalho em curso. Isso significa que ela passou a regular os direitos decorrentes de fatos geradores ocorridos a partir de sua vigência.

O ministro fundamentou sua decisão no fato de que o bancário completou os dez anos no exercício da função comissionada em maio de 2018, data posterior à entrada em vigor da Lei 13.467/17. Dessa forma, o período de dez anos não foi concluído sob a égide da legislação anterior, impossibilitando a aplicação da Súmula 372 do TST ao caso concreto.

A decisão final da Sétima Turma do TST foi unânime, afastando a obrigação do Banco do Brasil de incorporar a gratificação de função ao salário do bancário, com base na nova redação da CLT conferida pela Reforma Trabalhista.

Fonte: Juri News