O que esperar do Banco do Brasil em 2026? Recuperação lenta e gradual

Publicado em: 08/01/2026

Após um período de desempenho excepcional entre 2021 e meados de 2024, o Banco do Brasil (BBAS3) entrou em uma fase bem mais desafiadora em 2025, marcada por deterioração do crédito rural, queda expressiva da rentabilidade e forte correção das ações.

A melhora desse cenário ainda não deve vir toda em 2026, segundo Daniel Utsch, gestor de renda variável da Nero Capital, que classifica o momento atual como resultado de uma “tempestade perfeita” após um ciclo extraordinariamente favorável.

Segundo o gestor, o banco colheu frutos relevantes nos anos recentes. “O Banco do Brasil teve um desempenho excelente, muito acima da expectativa, entre 2021 e meados de 2024”, afirma. Esse resultado foi impulsionado por um ciclo do agronegócio bastante positivo, pela forte presença da carteira de funcionários públicos federais e por um retorno sobre patrimônio (ROE) que superou os 20%, patamar historicamente elevado para a instituição.

O cenário começou a mudar há cerca de um ano e meio. A piora significativa do agronegócio levou a inadimplência a níveis recordes, pressionando a rentabilidade. “Agora tem um ano e meio que passa, entre aspas, por uma tempestade perfeita, puxada pelo agro, que piorou demais”, diz Utsch. Como consequência, o ROE recuou para cerca de 8,5%, bem abaixo do observado no auge do ciclo.

Na avaliação do gestor, o problema atual do agro é majoritariamente conjuntural. Apesar de os preços das commodities agrícolas ainda estarem relativamente favoráveis quando comparados ao câmbio em uma perspectiva histórica, o setor sofreu forte aumento de custos nos anos anteriores. “Muitos produtores talvez tenham investido mais do que deveriam e assumiram uma alavancagem mais alta”, explica.

Esse movimento foi mais intenso entre pequenos e médios produtores, especialmente no Sul do país, com destaque para o Rio Grande do Sul. “O produtor enorme do Mato Grosso não teve tanto essa característica, mas os pequenos e médios do Sul, sim”, afirma. É justamente nesse segmento que o Banco do Brasil possui maior exposição, o que, segundo Utsch, não é inesperado, dado o papel histórico da instituição. “É exatamente onde o Banco do Brasil tem a sua maior exposição naturalmente, porque ele tem o seu objeto social de fomentar o negócio.”

Além do choque de custos e de preços menos favoráveis, o cenário climático adverso da última safra contribuiu para o pico de inadimplência observado. Para enfrentar esse quadro, o banco vem adotando uma série de medidas internas. “O banco está com uma série de iniciativas de renegociação, extensão de prazo e rolagem”, diz o gestor, ressaltando que a estratégia busca permitir uma reação efetiva da inadimplência ao longo do tempo, e não apenas adiar o problema.

A expectativa, segundo Utsch, é de alguma melhora com a acomodação do ciclo do agronegócio, mas sem uma recuperação plena no curto prazo. “A gente espera uma melhora, mas ainda não vem toda provavelmente nesse ano de 26”, afirma. Um retorno sobre capital acima do custo de capital, na visão do gestor, deve ficar mais para frente. “Isso deve vir mais para 27, 28 talvez.”

Enquanto isso, o mercado segue refletindo esse cenário nos preços das ações. O papel do Banco do Brasil acumula queda de cerca de 35% a 40% em relação às máximas e hoje negocia próximo de 0,7 vez o valor patrimonial, com múltiplos entre 4,5 e 5 vezes o lucro. “É uma queda relevante, óbvio que aconteceu, mas a gente acha que vai ter uma reversão”, diz Utsch, ressaltando que a tese é voltada ao longo prazo. “Talvez a reversão não ocorra rapidamente, então não há do nosso lado um otimismo de curtíssimo prazo.”

Além dos desafios operacionais, o gestor destaca o risco político associado ao fato de o Banco do Brasil ser uma estatal. “A gente tem um ano eleitoral, uma eleição que muito provavelmente para o mercado vai ser bastante binária, polarizada, e isso reflete também nas ações”, afirma.

Embora o banco não seja visto hoje como um ativo político tão sensível quanto em outros momentos, esse fator tende a ganhar peso ao longo de 2026, especialmente à medida que o calendário eleitoral avança.

Ainda assim, na visão da Nero Capital, o valuation deprimido e a perspectiva de normalização gradual sustentam uma posição construtiva para quem tem horizonte mais longo. “A gente gosta da posição olhando para um prazo mais longo”, conclui Utsch, mesmo reconhecendo que o caminho até a recuperação deve ser lento e sujeito a volatilidade.

A XP acredita que uma melhora nos indicadores de inadimplência pode ocorrer em 2026; no entanto, não há expectativa de reversão de provisões, que só devem acontecer quando os produtores demonstrarem comportamento de pagamento consistente, menor alavancagem, garantias mais robustas e ciclos de fluxo de caixa mais saudáveis.

“As melhorias serão graduais, pois a reversão de provisões depende de reduções mensuráveis ​​e progressivas nas perdas esperadas. No longo prazo, o crédito rural continua sendo um negócio essencial, mas a carteira deve crescer em um ritmo mais lento, com disciplina de risco mais rigorosa e maior seletividade na concessão de crédito”, apontam os analistas. A XP tem recomendação neutra para os ativos BBAS3, com preço-alvo de R$ 25.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil deixa o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025

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O ranking das 10 empresas mais valiosas da bolsa brasileira mudou de forma significativa ao longo de 2025, com a ascensão de nomes como BTG Pactual (BPAC11) e Axia Energia (AXIA3) e a desvalorização de companhias como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4).

A Petrobras despontava como a empresa mais valiosa da bolsa brasileira até meados do ano, mas agora disputa essa liderança com o Itaú (ITUB4). Afinal, a estatal perdeu mais de R$ 80 bilhões em valor de mercado diante da baixa do petróleo, enquanto o banco teve uma valorização superior a R$ 131 bilhões, impulsionado por resultados e dividendos robustos.

Com isso, o Itaú era avaliado em R$ 413 bilhões no fechamento de 29 de dezembro, enquanto a Petrobras valia R$ 407,9 bilhões, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. O banco caminha, então, para fechar o ano no topo da B3, a não ser que algo extraordinário aconteça nas últimas horas de negociação de 2025.

O salto do Itaú impressiona, mas ainda não foi o maior do ano. É que o BTG Pactual ganhou impressionantes R$ 178 bilhões em valor de mercado em 2025, até 29 de dezembro. Por isso, saltou da 7ª para a 3ª posição no ranking das empresas mais valiosas da B3, chegando a superar a Vale (VALE3), que briga para retomar o 3ª lugar no último pregão do ano.

Outro avanço significativo foi da Axia Energia, a antiga Eletrobras, que quase dobrou sua capitalização ao longo do ano e, com isso, pulou da 12ª para a 8ª posição na lista das companhias de maior valor de mercado da bolsa brasileira.

Destaque ainda para o Bradesco (BBDC4), que teve uma valorização superior a R$ 65 bilhões, com isso, subiu uma posição no “top 10” da B3.

Baixas

O Banco do Brasil, por outro lado, deixou o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025. Pressionado pela alta da inadimplência no agronegócio e das provisões, o BB lucrou menos e, com isso, perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado ao longo do ano. Por isso, caiu da 6ª para a 11ª posição da lista de maiores empresas da bolsa.

A Weg (WEGE3) também perdeu espaço no ranking, caindo da 4ª para a 6ª posição. Afinal, também não animou o mercado com os seus resultados e ainda entrou na mira do tarifaço de Donald Trump. Por isso, perdeu cerca de R$ 17 bilhões em valor de mercado ao longo de 2025.

Em meio a essas altas e baixas, três companhias conseguiram manter-se firmes na lista das empresas mais valiosas da B3.

Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, o feito foi obtido por Ambev (ABEV3), Itaúsa (ITSA4) e Santander (SANB11), que seguraram a 5ª, 9ª e 10ª posição do ranking, respectivamente.

Fonte: Investidor 10

Douglas André Stédile assume gerência do BB em Farroupilha

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Douglas André Stédile é o novo gerente da agência do Banco do Brasil em Farroupilha. Ele substitui Suzan Elaine Franco Tonial, que foi transferida para a cidade de Nova Bassano.

Stédile assumiu a função no dia 29 de outubro, vindo de Passo Fundo, e destacou estar satisfeito com a mudança. Segundo ele, Farroupilha é um município próspero, com economia forte e sustentável, o que reforça as expectativas positivas para o trabalho à frente da agência.

Em entrevista à Spaço FM, o novo gerente comentou sobre os desafios da nova função e ressaltou que tanto pessoas físicas quanto jurídicas contarão com um atendimento cada vez mais qualificado e diferenciado.

Durante a conversa, Stédile também abordou as mudanças previstas para o Pix em 2026, alertando os correntistas sobre golpes aplicados por criminosos que se aproveitam de momentos de transição e atualização no sistema financeiro. Ele reforçou a importância da atenção e dos cuidados na realização de transações bancárias.

Fonte: Spaço FM

Em reunião, dirigentes em SP querem ampliação do trabalho remoto

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No dia 18 de dezembro, o Sindicato esteve reunido com o superintendente estadual do Banco do Brasil para debater a ampliação do TRI (Regime de Trabalho Remoto), que combina trabalho remoto e presencial, para todos os escritórios.

Outra demanda apresentada ao banco foi a inclusão dos gerentes de serviços no TRI, como inicialmente estava previsto no plano piloto, com um dia de home office.

Também foi debatida a situação de dois escritórios do Cenesp. Os dirigentes do Sindicato cobraram uma posição do banco sobre o destino destes escritórios. Se vão sair do Cenesp e, se sim, para onde vão.

“Na reunião com o superintendente estadual trouxemos questões relacionadas com a qualidade de vida dos bancários. Cobramos esclarecimentos sobre o fato de alguns escritórios ainda não estarem em TRI, o que cria modelos de trabalho diferentes para os mesmos cargos, e a ampliação do TRI para todos, inclusive para os gerentes de serviço”, relata a dirigente do Sindicato e bancária do BB Juliana Carminato.

“O TRI melhora a qualidade de vida do bancário, ainda mais em uma cidade como São Paulo; reduz o adoecimento dos trabalhadores; e, inclusive, traz maior produtividade para o banco. Seguiremos na luta para que o modelo seja ampliado para todos”, conclui a dirigente.

O Sindicato aguarda um posicionamento da superintendência estadual sobre os temas abordados na reunião.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Sindicato na Bahia intervém e BB mantém caixas em agência de Salvador

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Depois da intervenção do Sindicato dos Bancários da Bahia, atento às necessidades da população e aos direitos dos funcionários, o Banco do Brasil vai manter os caixas na agência da Liberdade, bairro populoso de Salvador.

A retirada dos caixas representaria uma série de problemas, como barreira tecnológica enfrentada por clientes, sobretudo os mais idosos, sobrecarga de trabalho dos funcionários e risco de adoecimento.

A vitória do Sindicato na agência da Liberdade, portanto, para além da questão trabalhista, é uma garantia de cidadania. Manter os caixas é assegurar que o desenvolvimento tecnológico do setor bancário não deixe para trás aqueles que mais precisam do atendimento presencial e humano.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

BB apresenta proposta de antecipação de valores aquém das necessidades da Cassi

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Representantes das entidades que compõe a comissão de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), realizaram, no dia 10 de dezembro, uma reunião com a direção do BB para discutirem soluções ao fortalecimento financeiro da Cassi.

Para reforçar o caixa e o capital regulatório da entidade de assistência, os trabalhadores solicitaram ao banco o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas, referentes aos 12 meses de 2026, já em janeiro.

Os representantes do BB, entretanto, negaram o pedido dos trabalhadores e apresentaram, como contraproposta, apenas a antecipação de três valores do 13º salário, sem nenhum adiantamento das taxas administrativas, com a alegação de que já seria o suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados.

A direção da Cassi, por sua vez, apontou que esses valores cobririam o caixa até julho de 2026, prazo que os representantes das entidades têm receio de não ser suficiente para uma proposta de equalização das contas, que demanda medidas complexas.

A coordenadora da mesa de negociação, Fernanda Lopes, lembrou que o objetivo da negociação entre os representantes dos trabalhadores e do banco é encontrar soluções definitivas para o custeio. “O atendimento do pedido, feito pelas entidades sindicais que representamos, daria tranquilidade durante a continuidade da negociação para construir uma solução perene à Cassi”, pontuou.

“Nossa reivindicação permanece, para que, o mais breve possível, a gente alcance uma solução de valorização e fortalecimento de uma das maiores conquistas do funcionalismo do BB, para eles mesmos e seus familiares, que é um plano de saúde acessível e que tem como pilar a solidariedade, com o custeio compartilhado entre os participantes e o patrocinador, que é o Banco do Brasil”, completou.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Pará

PrevMais abre novo período para alteração de perfil; prazo até o dia 15/1

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Os participantes ativos, autopatrocinados ou em Benefício Proporcional Diferido (BPD) do PrevMais já podem solicitar mudança em seu perfil de investimento. O primeiro período de alterações do ano permanecerá aberto até o dia 15 de janeiro.

Para auxiliá-lo neste momento, o Economus disponibiliza dados e informações. O Teste de Perfil de Investidor, disponível clicando aqui, oferece acesso à autoavaliação para definir qual perfil é mais aderente a você.

Para saber mais sobre as características de cada perfil de investimento, temos a cartilha completa, que descreve as características. Já o desempenho dos perfis de investimento* apresenta os resultados obtidos nos últimos meses em cada um.

Vale lembrar que, caso a opção de investimento atual ou a pretendida não estejam alinhadas ao perfil do participante, será apresentada uma declaração, para que seja manifestada a ciência dos riscos que serão assumidos inerentes ao perfil escolhido.

Confira outras ferramentas que disponibilizamos para auxiliá-lo em sua escolha:

Como realizar a alteração do seu perfil: clique aqui.
Perguntas e respostas frequentes sobre esse tema aqui.
Vídeo sobre os perfis de investimentos aqui.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco através dos nossos canais de atendimento.

Fonte: Economus

Cláudio Gonçalves, diretor de Investimentos da Previ, é eleito para o Board do PRI

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O diretor de Investimentos da Previ, Cláudio Gonçalves, foi eleito para o board do PRI, Principles for Responsible Investment, comunidade global apoiada pelas Nações Unidas dedicada à promoção de práticas de investimento responsável. A eleição ocorreu entre outubro e dezembro, e o mandato de três anos tem início em 2026.

Mais do que uma conquista institucional, a eleição representa a oportunidade de ampliar a contribuição da Previ, e da América do Sul, para o fortalecimento de mercados financeiros mais sustentáveis, inclusivos e alinhados ao longo prazo. A presença no board do PRI reforça o papel protagonista da Previ no estímulo à agenda do investimento responsável.

Reconhecido mundialmente, o PRI atua para incentivar investidores institucionais a integrar fatores ambientais, sociais e de governança (ASG) no centro de suas decisões, promovendo maior transparência, melhor gestão de riscos e geração de valor sustentável ao longo do tempo.

Para Cláudio Gonçalves, integrar o board do PRI é uma forma de contribuir ativamente para que a agenda global de investimento responsável incorpore diferentes realidades e produza impactos concretos, especialmente em mercados emergentes.

“É uma enorme honra poder representar não só a Previ, mas toda a América do Sul no board do PRI. Nossa região reúne desafios e oportunidades únicas, que exigem abordagens próprias para que o investimento responsável seja, de fato, efetivo. Levar essa perspectiva ao conselho é contribuir para que o PRI construa soluções mais inclusivas, conectadas aos contextos locais e capazes de gerar transformação real”, afirma Cláudio.

Segundo o diretor, o propósito do investimento responsável conjuga desempenho financeiro com engajamento ativo, fortalecimento da governança corporativa e estímulo a práticas mais éticas, transparentes e sustentáveis nas empresas e nos mercados.

“Quando falamos de investimento responsável, falamos de alinhar retorno financeiro com impacto positivo. Risco ASGI é risco financeiro, e integrar esses fatores às decisões de investimentos é uma convicção estratégica de longo prazo. Estar no board do PRI é uma oportunidade de colaborar para que esse entendimento avance globalmente, especialmente em regiões onde o investimento pode ser um vetor importante de desenvolvimento”, completa.

Por que isso é importante para a Previ e seus associados

A participação de Cláudio Gonçalves no PRI fortalece a atuação da Previ em fóruns internacionais estratégicos e amplia sua contribuição para a construção de práticas que impactam diretamente a qualidade dos investimentos e a sustentabilidade dos recursos previdenciários. A atuação no conselho é voluntária e não remunerada, reforçando o caráter institucional e o compromisso com o interesse coletivo.

Além disso, a presença de um representante da América do Sul no board contribui para que as discussões globais considerem as especificidades de mercados emergentes, como contextos regulatórios distintos, desafios de implementação e oportunidades de impacto social e ambiental, fortalecendo o papel do investimento responsável como ferramenta de transformação.

Fonte: Previ

Bancos devem acirrar corrida pelo consignado privado em 2026

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Nos primeiros meses do programa do governo para o consignado privado, aprovado no mês de julho, os bancos públicos aceleraram as concessões já na largada, mas uma série de gargalos operacionais impôs uma postura mais cautelosa entre os bancos privados. Houve inconsistências nas bases de informações das empresas, falhas na integração dos sistemas, problemas no desconto em folha, entre outros entraves.

Superados os pontos mais críticos, as instituições financeiras dão indícios de que pretendem colocar o pé no acelerador, em 2026, para destravar a linha. Em outubro, as concessões no consignado para trabalhadores do setor privado cresceram 4,3% ante setembro, para R$ 6,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central. Um ano antes, o volume era de R$ 1,7 bilhão. Para efeito de comparação, o consignado público somava R$ 8,6 bilhões em outubro.

Reduzir custos segue como uma das maiores dificuldades num cenário de disputa acirrada pelo mercado. Os juros médios praticados para a modalidade chegaram a 59% ao ano em outubro, de 38,7% em igual mês de 2024. Para agentes do setor, os desafios operacionais seguram as taxas em níveis elevados.

“Os próximos 12 meses serão importantes para termos ideia da materialidade dessa linha”, afirma o diretor da S&P Global Ratings Guilherme Machado, responsável pela análise dos bancos em escala nacional. “Esse é um crédito que pode substituir, em certa medida, linhas de crédito pessoal por meio de taxas menores”, acrescenta.

BB quer 20% do mercado

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram os primeiros a liderar o movimento. No BB, a carteira do consignado privado registrou expansão superior a 500% no comparativo anual do terceiro trimestre, a R$ 8,8 bilhões. A meta do banco público é alcançar 20% de participação de mercado. “Já desembolsamos quase R$ 11 bilhões em mais de um milhão de operações, mantendo excelente nível de escrituração”, afirmou a presidente do BB, Tarciana Medeiros.

Os pares privados, por outro lado, adotaram uma perspectiva mais conservadora na abertura do programa. Um dos principais desafios foi o funcionamento do processo de averbação, ou seja, o registro oficial em que a empresa autoriza o desconto direto na folha. No Bradesco, a inadimplência por falta de averbação chegou a superar 12%, segundo o presidente do banco, Marcelo Noronha. “Adotamos uma política de crédito mais restritiva no início, exatamente para não correr certos riscos”, disse Noronha, durante teleconferência com analistas.

Com ajustes operacionais, o Bradesco migrou para uma política mais aberta de adesão e já começou a acelerar as concessões. O Santander, por sua vez, não pretende conceder empréstimos de maneira indiscriminada, mas vê oportunidades de crescimento. “Vamos ser seletivos como sempre fomos, mas o mercado está maior agora, então seremos seletivos em um mercado maior”, explicou o presidente do banco, Mario Leão.

Linha colateralizada

A modalidade é vista como uma oportunidade para preservação da qualidade da carteira de crédito, porque prevê o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. A inadimplência do produto estava em 5% em outubro, abaixo da taxa observada em alternativas não consignadas (8,3%), conforme o BC.

O instrumento também pode ocupar o vácuo deixado pelo colapso nas operações atreladas à antecipação do saque-aniversário, após a adoção de restrições. Entre os ajustes, as normas determinam uma carência de 90 dias entre a adesão ao modelo e a contratação de um empréstimo, além de valores mínimos e máximos nas parcelas. Com as mudanças, as concessões pela linha caíram 80%, de R$ 3 bilhões para R$ 600 milhões, segundo estimativa da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

A substituição, porém, não é automática. Dos 134 milhões de trabalhadores com saldo no FGTS, mais de 85 milhões não têm vínculo de emprego formal, o que bloqueia o acesso ao consignado, conforme a ABBC. Ao mesmo tempo, entre as 26 milhões de pessoas que contrataram operações atreladas à antecipação, 9 milhões estão desempregadas.

“O consignado privado não é o substituto perfeito, porque o FGTS tinha um risco muito atrelado ao fundo de aposentadoria”, diz Machado, da S&P. “Mas independentemente de quanto você tem de FGTS, você consegue usar o consignado privado. No caso da antecipação, dependia muito de quanto era o seu saldo”, destaca.

Cenário positivo

Para instituições ainda em estágios de diversificação, essa característica abre o caminho para atrair consumidores do vasto, mas disputado segmento de média e baixa renda. O PagBank, por exemplo, desenvolveu uma solução no consignado privado como aposta para substituir para compensar as mudanças do FGTS e ampliar uma carteira de crédito que atingiu R$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre. No Inter, o produto resultou em R$ 1,3 bilhões em originações em seis meses, com quase 300 mil novos clientes.

Na visão da equipe de analistas do Itaú BBA, liderada por Pedro Leduc, a popularidade crescente do consignado privado é um dos fatores que contribuirão para uma dinâmica de crédito positiva em 2026. Segundo eles, o consignado de aposentados e pensionistas vem se recuperando, após o cerco do INSS a práticas abusivas. “No geral, o volume de crédito às famílias deverá crescer a taxas sólidas de um dígito alto no próximo ano”, projeta.

Fonte: Invest Talk BB

BC revela os bancos com mais reclamações no Brasil em novo ranking

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A divulgação dos piores bancos do Brasil pelo Banco Central reacendeu alertas no mercado financeiro. O cenário ficou ainda mais sensível após a revelação de que o FGC possui apenas 2,3% do valor que promete garantir, reforçando o Tesouro Direto como alternativa mais segura.

O ranking divulgado pelo Banco Central não avalia solvência ou lucro das instituições. A base da análise está na quantidade de reclamações consideradas procedentes, ponderadas pelo número de clientes, evitando que bancos grandes apareçam pior apenas pelo volume absoluto.

Quanto maior o índice calculado, pior a reputação do banco no atendimento ao consumidor. Nesse levantamento, Banco Inter, Bradesco e C6 figuram entre os mais mal avaliados, enquanto o Nubank aparece com índice baixo, mesmo com base ampla de clientes.

As reclamações que elevam o índice do Banco Central seguem um padrão claro. Elas revelam falhas operacionais que, em situações extremas, podem desencadear crises de confiança e até riscos de liquidez, como mostram os principais pontos a seguir.

Antes de olhar apenas a rentabilidade de um CDB, é essencial analisar o índice de Basileia, que mede a relação entre patrimônio e crédito concedido. O Banco Central exige nível acima de 11% para indicar segurança mínima.

Outro dado relevante é o índice de imobilização, que mostra quanto do patrimônio está preso em ativos difíceis de vender. Quanto menor, melhor. No exemplo citado, o Nubank apresenta Basileia de 15,8% e imobilização de apenas 2,6%.

O Fundo Garantidor de Créditos é visto como escudo automático para aplicações bancárias, mas essa percepção não reflete a realidade. Dados recentes mostram limites estruturais importantes, que merecem atenção, como indicam os pontos abaixo.

Diante das fragilidades do sistema bancário privado, o Tesouro Direto ganhou protagonismo. Ao investir nesses títulos, o aplicador empresta diretamente ao governo federal, eliminando o risco específico de uma instituição financeira.

O emissor soberano possui instrumentos que bancos não têm, como rolagem de dívida e emissão monetária. Por isso, para a parcela do patrimônio que não pode sofrer perdas, os títulos públicos federais hoje funcionam como o cofre mais robusto do investidor brasileiro.

Fonte: Estado de Minas

Por que estrangeiros estão comprando Banco do Brasil enquanto brasileiros vendem

Publicado em: 19/12/2025

Enquanto muitos investidores brasileiros reduziram ou zeraram posição no Banco do Brasil (BBAS3) após a forte deterioração dos resultados recentes, o movimento dos investidores estrangeiros segue na direção oposta. Em encontros com grandes fundos internacionais, o banco estatal brasileiro voltou ao radar como uma oportunidade clássica de valor, impulsionada principalmente pela forte assimetria entre preço e fundamentos.

O BBAS3 negocia atualmente com desconto relevante em relação ao valor patrimonial, refletindo um cenário de pessimismo elevado no mercado doméstico. Esse descolamento chamou atenção de fundos globais, especialmente os especializados em ciclos econômicos e mercados emergentes.

Para esses investidores, o atual nível de preço não reflete apenas resultados fracos recentes, mas embute um prêmio excessivo de risco, principalmente político e setorial.

Agronegócio sustenta a tese: posição estratégica segue intacta

Um dos pilares centrais da tese dos investidores estrangeiros é o agronegócio brasileiro, que permanece como um dos setores mais competitivos e estratégicos da economia nacional. O Banco do Brasil é, historicamente, o principal financiador do agro, com presença dominante no crédito rural.

A leitura dos fundos internacionais é que o ciclo negativo recente no setor — marcado por inadimplência pontual e compressão de margens — tem caráter cíclico, não estrutural. Na visão desses investidores, a normalização da qualidade da carteira pode ocorrer nos próximos anos, devolvendo parte da rentabilidade histórica do banco.

Essa percepção sustenta a expectativa de recuperação gradual dos resultados, mesmo que o curto prazo ainda seja desafiador.

Eleições de 2026 entram no radar e ampliam a assimetria

Outro fator que impulsiona o interesse estrangeiro é o cenário político de 2026. Estatais brasileiras tendem a oscilar fortemente em períodos pré-eleitorais, justamente pela sensibilidade a mudanças de governo e diretrizes estratégicas.

A pergunta que ronda os grandes fundos é direta: quanto o Banco do Brasil poderia valer caso o risco político diminua?

Uma eventual vitória de um candidato de centro ou uma mudança na percepção institucional poderia provocar uma reprecificação rápida dos múltiplos, reduzindo o desconto histórico e destravando valor para os acionistas.

Esse mesmo movimento já foi observado em ciclos anteriores, tanto no Banco do Brasil quanto em outras estatais relevantes do mercado brasileiro.

Possível venda da BB Seguridade em 2026 levanta dúvidas estratégicas

Além do movimento dos estrangeiros, outra informação ganhou força no mercado: a possibilidade de o Banco do Brasil vender parte de sua participação na BB Seguridade em 2026. Atualmente, o banco detém cerca de 66% da seguradora, que é uma das principais fontes de receita recorrente via dividendos.

A eventual venda teria impactos relevantes:

Pontos positivos

  • Entrada expressiva de caixa
  • Reforço de capital
  • Possibilidade de redução de alavancagem
  • Maior flexibilidade para investimentos ou distribuição extraordinária

Pontos negativos

  • Redução direta do fluxo recorrente de dividendos
  • Enfraquecimento de uma das unidades mais rentáveis do conglomerado
  • Dúvidas sobre a estratégia de longo prazo
  • Risco de execução em ano eleitoral

Para investidores focados em renda passiva, a leitura tende a ser mais negativa, já que a BB Seguridade é responsável por uma parcela relevante da previsibilidade dos resultados do Banco do Brasil.
Resultados pressionados e rentabilidade em queda explicam o pessimismo local

O ceticismo do investidor brasileiro não é infundado. Os números recentes mostram uma queda acentuada na rentabilidade do banco:

  • Retorno sobre investimento (ROI) despencou nos últimos 12 meses
  • Lucro apresentou retração anualizada superior a 60%
  • Margens pressionadas pelo ciclo do crédito e pelo agro
  • Dividendos seguem sendo pagos, mas com menor conforto operacional

Esses fatores explicam por que muitos investidores enxergam o papel como uma ação “em carrego”, que pode levar tempo para voltar a entregar retornos mais robustos.

Visão de longo prazo: empresa centenária em ciclo adverso

Na visão de investidores estrangeiros, o Banco do Brasil atravessa mais um ciclo adverso, algo recorrente em sua história de mais de dois séculos. O banco já enfrentou crises econômicas, políticas e setoriais profundas e, ainda assim, conseguiu se manter relevante e lucrativo ao longo do tempo.

A aposta é que, passada a fase mais dura do ciclo atual, a combinação de:

  • desconto elevado
  • normalização do agro
  • redução do risco político
  • pode criar uma janela rara de valorização

Vale a pena investir agora no Banco do Brasil?

O cenário atual exige análise cuidadosa. Para quem já possui BBAS3 na carteira, o momento pede uma revisão da tese, considerando:

  • tolerância ao risco político
  • horizonte de investimento
  • dependência de dividendos no curto prazo

Para quem pensa em entrar, a decisão passa por entender o tempo de recuperação, o custo de oportunidade frente a outras ações e a capacidade de conviver com volatilidade até que os fundamentos voltem a melhorar.

O Banco do Brasil segue pagando dividendos e ocupa posição estratégica na economia brasileira, mas os próximos meses serão decisivos para confirmar se o pessimismo atual representa risco estrutural ou apenas mais um ciclo negativo em uma história longa e resiliente.

Fonte: A Revista

Fundo de pensão do BB supera R$ 10 bilhões em ativos sob gestão em dezembro

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A BB Previdência, o fundo de pensão do conglomerado Banco do Brasil, informou hoje ter superado a marca inédita de R$ 10 bilhões em ativos sob gestão em dezembro. O resultado representa um crescimento de 13% na comparação com o volume registrado no final de 2024.

Segundo a companhia, a base de clientes avançou 7,36% no período até outubro, a 282.112 participantes. Já a rentabilidade atingiu 10,15%, à frente da meta atuarial, de 7,18%. O retorno consolidado dos planos da entidade foi de 171,42% nos últimos 10 anos, também acima da meta atuarial, de 148,40%.

A BB Previdência é uma entidade fechada de previdência complementar que faz a gestão dos planos de clientes com relacionamento com o Banco do Brasil. É uma unidade distinta da BrasilPrev, que atua na previdência aberta.

Fonte: Broadcast

BB Seguridade aprova distribuição de R$ 8,72 bilhões em dividendos

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A BB Seguridade informou nesta quarta-feira (17) que seu conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 8,72 bilhões em dividendos referentes ao lucro líquido do exercício de 2025, segundo fato relevante.

De acordo com a companhia, do montante total, R$ 4,9 bilhões correspondem ao segundo semestre do ano e se somam aos dividendos intercalares de R$ 3,8 bilhões, pagos em 26 de agosto, relativos ao lucro acumulado no 1º semestre.

De acordo com a companhia, do montante total, R$ 4,9 bilhões correspondem ao segundo semestre do ano e se somam aos dividendos intercalares de R$ 3,8 bilhões, pagos em 26 de agosto, relativos ao lucro acumulado no 1º semestre.

Fonte: CNN Brasil

Banco do Brasil lança Pix de presente neste final de ano; sem custo em 2025

Publicado em:

O Pix nasceu em 2020, conquistou o Brasil e hoje é o meio de pagamento mais utilizado no país, segundo o Banco Central. Rápido, simples e sem custo, virou parte da rotina dos brasileiros e, com o tempo, também passou a ser usado como forma de presentear. Por isso, o Banco do Brasil inova e cria o Pix de presente. A solução já está disponível para todos os clientes Pessoas Físicas e permite transferências via Pix de forma personalizada, com um cartão digital temático e uma mensagem especial no momento do envio.

O envio do presente é simples. Após a escolha do tema, da arte e de escrever a mensagem, é possível compartilhar por diferentes aplicativos de mensagens. O projeto, que teve a participação da agência Lew’Lara\TBWA na criação das artes, traz ilustrações de quatro artistas brasileiros e está disponível diretamente no App do BB. As artes trazem cores, ilustrações e temas que representam a cultura nacional. Cada artista desenvolveu ilustrações para os principais temas comemorativos do calendário. E inicialmente, estão disponíveis artes natalinas e de aniversários.

Bacaro Borges: Direto de Bezerros, Pernambuco, Bacaro começou na xilogravura aos 4 anos, inspirado pelo pai, o mestre J. Borges. Sua arte mistura tradição e modernidade, levando a cultura nordestina para murais e superfícies diversas.

Filipe Grimaldi: Designer gráfico e artista visual, Filipe é referência na pintura de letra popular no Brasil. Seu estilo tem traços únicos e inspiração na cultura de rua, além de compartilhar conhecimento como professor e ministrar oficinas.

Agatha de Faveri: Natural de Santo André/SP, Agatha combina pintura acrílica, óleo e spray com lettering artístico. Suas obras trazem rostos e figuras cheias de expressão, sempre com um toque contemporâneo.

Luiza de Souza: Ilustradora e quadrinista de Currais Novos/RN, Luiza é criadora de HQs que conquistaram a internet, como Arlindo. Suas ilustrações contam histórias sobre pessoas, afetos e os pequenos universos ao nosso redor.

O serviço é opcional e neste Natal, o BB está disponibilizando a novidade sem custo. Em 2026, o custo será a partir de R$ 0,99. A funcionalidade agrega valor emocional à transação, sem alterar a dinâmica do Pix, que permanece gratuito e disponível para todos os usuários.

“Com o Pix de presente, o BB reforça sua vocação para conectar pessoas e tornar a experiência financeira mais próxima, além do seu compromisso com a inovação e a valorização dos laços afetivos A novidade transforma um simples envio em um gesto cheio de carinho, e ainda reforça o nosso papel na valorização da identidade e cultura brasileira”, comenta a executiva de Meios de Pagamento do Banco do Brasil, Dione Cordioli.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil oferece crédito orientado para famílias no CadÚnico

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O Banco do Brasil começou a oferecer crédito orientado para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nesta semana. A iniciativa faz parte do programa Acredita no Primeiro Passo, e é voltado para ações de empreendedorismo para pessoas em vulnerabilidade.

O acordo do banco com o governo federal havia sido assinado na última quarta-feira (10), em reunião com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Com a modalidade, a instituição pretende expandir a oferta do microcrédito orientado para todo o território nacional.

Segundo o vice-presidente de negócios, governo e sustentabilidade do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, alguns créditos já começaram a ser liberados em novembro, em caráter experimental. “Nós iniciamos trabalhando o programa em novembro e já estamos em processo de mil contratações. O objetivo é que a partir dessa experiência do Distrito Federal a gente passe a expandir para o Brasil todo”, disse.

De acordo com o ministro Wellington Dias, as três modalidades do programa, que incluem o Agroamigo e o Procred, já disponibilizaram cerca de R$ 13 bilhões em crédito para os microempreendedores. Somente no eixo de promoção ao empreendedorismo, a iniciativa registrou mais de 190 mil operações de crédito orientado, totalizando R$ 1,7 bilhão em um ano.

Fonte: Itatiaia

Justiça do MA concede liminar e suspende cobrança de crédito rural do BB

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Em caso patrocinado pela banca LCB Advogados, a Justiça do Maranhão concedeu tutela de urgência em favor de produtores rurais da pecuária de corte, reconhecendo o direito ao alongamento da dívida rural e suspendendo imediatamente a exigibilidade de financiamentos bancários contratados junto ao Banco do Brasil.

A decisão também impediu a negativação dos produtores, afastou a cobrança de encargos moratórios e preservou as garantias, assegurando a continuidade da atividade rural enquanto o mérito da ação é analisado.

Os produtores rurais exercem atividade de recria e engorda de gado de corte. Para fomento da atividade, contrataram três operações de crédito rural formalizadas por meio de Cédulas de Crédito Bancário.

Entretanto, a atividade foi severamente impactada por fatores adversos e imprevisíveis. Houve queda abrupta no preço da arroba do boi gordo, elevação extraordinária dos custos de produção e, ainda, um fato de força maior que agravou significativamente a situação financeira: o colapso de uma ponte interestadual, peça essencial da infraestrutura logística regional.

O evento comprometeu a logística regional, dificultando o escoamento da produção pecuária, circunstância que levou à decretação de Estado de Calamidade Pública tanto pelo município afetado, quanto pelo Estado do Maranhão.

Diante desse cenário, os produtores buscaram administrativamente a prorrogação das dívidas, apresentando laudos técnicos e documentação comprobatória. O banco, contudo, exigiu o pagamento de entrada e impôs significativa majoração dos juros.

Ao analisar o pedido de tutela de urgência, o juízo reconheceu a presença dos requisitos do art. 300 do CPC.

Quanto à probabilidade do direito, destacou que a legislação especial do crédito rural (Lei nº 4.829/65 e Manual de Crédito Rural) assegura ao produtor o direito ao alongamento quando comprovadas dificuldades temporárias decorrentes de fatores adversos. O magistrado citou expressamente a Súmula 298 do STJ, ressaltando que o alongamento da dívida rural não constitui faculdade da instituição financeira, mas direito do devedor.

A decisão ressaltou que os documentos apresentados — decretos de calamidade pública e laudo técnico — demonstraram que o inadimplemento não decorreu de má-fé, mas de risco sistêmico, justificando a readequação do cronograma de pagamento à capacidade real de geração de caixa dos produtores.

Quanto ao perigo de dano, o juízo reconheceu que a negativação e o vencimento antecipado das dívidas inviabilizariam a continuidade da atividade pecuária, comprometendo a própria fonte pagadora e conduzindo à insolvência da empresa rural.

Diante disso, a Justiça:

  • determinou a suspensão da cobrança das três cédulas de crédito bancário;
  • impediu a negativação dos nomes dos produtores em cadastros restritivos de crédito.

A liminar concedida no Maranhão reafirma que o crédito rural é instrumento de política agrícola e não mera relação bancária comum. Quando preenchidos os requisitos legais, o produtor tem direito à readequação de suas dívidas e à preservação de sua atividade.

A decisão também demonstra sensibilidade do Judiciário à realidade do campo, reconhecendo que a restrição de crédito, em tais circunstâncias, pode levar ao colapso da atividade produtiva.

Decisões como essa oferecem segurança jurídica aos produtores rurais e sinalizam que o Judiciário está atento aos efeitos reais das crises que atingem o setor agropecuário.

Fonte: Direito Rural

Funcionários do Banco do Brasil serão transferidos do Cenesp

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Após anos de muita luta e reivindicações junto ao Banco do Brasil, o Sindicato dos Bancários de São Paulo conquistou a transferência de 2,3 mil funcionários lotados no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp) para um prédio situado na rua da Consolação, no centro de São Paulo.

A transferência envolve a Central de Negócios e Operações (Cenop), a Super Operações e a Plataforma de Soluções em Valores (CSV).

O Cenesp fica no Jardim São Luís, na zona sul da capital paulista. O local é considerado isolado e de difícil acesso. A mudança para uma área mais acessível era uma reivindicação dos funcionários desde que foram transferidos para o Cenesp, em 2019.

“É uma conquista da luta do movimento sindical iniciada a partir de uma reivindicação feita há anos. É também uma demonstração clara de que mesmo diante de problemas, há uma diferença de olhar da atual gestão do BB para com os trabalhadores. Houve de fato uma preocupação com as reivindicações daqueles funcionários, que avaliam muito positivamente a mudança”, destaca Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

O Banco do Brasil havia iniciado ainda em 2023 a transferência do pessoal lotado no Cenesp para outros locais mais próximos das suas residências.

Os escritórios exclusivos já tinham sido transferidos e agora foi a vez de todos os prefixos do Cenop em São Paulo, que ficarão reunidos no prédio situado na Consolação, onde há muitas opções de transporte público, restaurantes e comércio.

A transferência está sendo realizada em etapas, e a previsão é que seja concluída até o fim de janeiro.

O evento oficial de lançamento do novo centro administrativo do Banco do Brasil foi realizado nesta terça-feira 16, com a presença da vice-presidente corporativa da empresa, Ana Cristina Rosa Garcia, de membros da Gestão de Pessoas (Gepes) e do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

“Nós avaliamos positivamente a mudança e seguiremos acompanhando os trabalhadores no novo local. Mas, para isto, é fundamental que o Sindicato continue tendo acesso aos funcionários que foram transferidos”, enfatiza Leonardo Imbiriba, dirigente sindical e bancários do Banco do Brasil.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

CONTEC debate sobrecarga de trabalho, metas e estrutura em reunião com o BB

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Nesta terça-feira, 16 de dezembro, a CONTEC realizou reunião com representantes do Banco do Brasil, para tratar de temas centrais que impactam diretamente as condições de trabalho dos bancários, como sobrecarga de trabalho, estrutura de funções, metas abusivas, assédio moral, incorporação de gratificação, além de questões relacionadas à estrutura da rede e aos empregados cedidos.

Confira abaixo os principais pontos discutidos na reunião e os encaminhamentos assumidos pelo Banco do Brasil diante das reivindicações apresentadas pela CONTEC:

1) Sobrecarga de trabalho / estrutura de funções

PSB x demandas do CENOP

A CONTEC relatou sobrecarga na Rede PSB pelo acúmulo de tarefas do CENOP (cadastros, Plano Safra, sinistros), com risco de erros na atividade-fim, especialmente pelo manuseio de altos valores. O problema foi relatado como nacional, com maior incidência em São Paulo.

O BB informou que a DIOP considera a rede integrada e realiza realocação de tarefas para administrar picos de demanda, não caracterizando desvio de função.

Encaminhamento: o Dr. Eduardo se comprometeu a levar a preocupação à DIOP para reavaliação.

Gerentes de Caixa (Gerentes de Módulo)

A CONTEC registrou que gerentes vêm operando caixa por falta de pessoal, acumulando essa atividade com protocolos, tesouraria e metas, sobretudo em agências “estilo”, inclusive com denúncias ao MPT.

O BB considerou a situação incomum, afirmando que a abertura de caixa por gerentes deve ocorrer apenas em situações pontuais.

Encaminhamento: o BB solicitou o detalhamento dos casos para apuração.

Medidas citadas pelo BB

Contratação de 5.480 novos empregados e adoção de programas de remoção incentivada.

2) Metas abusivas e assédio moral

A CONTEC apontou a sobrecarga como o tema mais urgente nas agências, com relatos de adoecimento, esgotamento e sofrimento dos trabalhadores. Foram registradas críticas às metas crescentes e consideradas abusivas, alterações de regras no final do semestre e impactos à saúde mental (depressão e burnout), além de questionamentos sobre a efetividade das pesquisas de clima.

O BB ponderou quanto a generalizações, reconheceu que excessos devem ser coibidos, reforçou a existência de canais de denúncia, punições e o anonimato das pesquisas.
Encaminhamento: ficou acordado o agendamento de reunião específica para aprofundar o debate sobre metas.

3) Súmula 372 do TST – incorporação de gratificação

A CONTEC criticou a interpretação do BB que limita a contagem do período de 10 anos (2007 a 2017), excluindo tempo anterior, e registrou a existência de decisões judiciais favoráveis em ações individuais e coletivas. Esclareceu-se que a reivindicação trata do mérito da interpretação adotada pelo banco.

Encaminhamento: a CONTEC apresentará pedido formal por escrito, devidamente fundamentado, buscando solução negociada e evitando judicialização em massa.

4) Estrutura da rede, expansão e cedidos

O BB informou que não há movimento de fechamento de agências, com rede estável desde 2021 e presença em 93% dos municípios. Houve expansão da GEPS e criação de centenas de vagas nas áreas de Investimentos (GINVs), Agronegócio e Varejo PJ (RAI). Quanto aos cedidos, foram implementadas melhorias no GSV para registro de férias diretamente pela plataforma e descentralização do processo de cessão sindical.

A CONTEC registrou, contudo, a persistência de demora em demandas que dependem do SEAD, especialmente relacionadas à folha de pagamento.

Fonte: Contec

Ainda dá tempo de fechar o ano com uma contribuição adicional no PrevMais

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Se você ainda não realizou sua contribuição adicional ao PrevMais, este é um bom momento para considerar essa decisão. A contribuição extra é uma forma simples e eficiente de ampliar sua reserva individual e investir com mais tranquilidade no seu planejamento financeiro de longo prazo.

Além de aumentar diretamente o seu Montante Financeiro Individual (MFI), a contribuição adicional pode trazer benefícios fiscais importantes: você pode deduzir as contribuições da base de cálculo do IR, até o limite de 12% da renda bruta anual tributável, para reduzir o imposto a pagar ou elevar o valor da restituição, utilizando a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda pelo modelo completo, desde que o boleto seja gerado até o dia 26/12/2025 e o pagamento realizado até o dia 29/12/2025.

Clique aqui e veja como realizar a sua contribuição adicional.

Dezembro é o período ideal para aproveitar essa oportunidade e fechar o ano cuidando do seu futuro financeiro. Planejar hoje é garantir mais segurança amanhã.

Fonte: Economus

Publicado edital e regulamento do Processo Eleitoral da CASSI 2026

Publicado em: 18/12/2025

O Regulamento Eleitoral e o Edital de Convocação das Eleições CASSI 2026 do processo para a escolha de representantes dos associados nos cargos da Diretoria Executiva e dos Conselhos Deliberativo e Fiscal já foram publicados e encontram-se disponíveis para consulta.

O processo eleitoral será realizado em conformidade com o Estatuto Social da CASSI e com o Regulamento de Consulta ao Corpo Social da CASSI, contemplando o preenchimento dos seguintes cargos, com mandato no período de 1º de junho de 2026 a 31 de maio de 2030:

  • Conselho Deliberativo: 2 (dois) membros titulares e 2 (dois) membros suplentes.
  • Conselho Fiscal: 1 (um) membro titular e 1 (um) membro suplente.
  • Diretoria Executiva: Diretor de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento.

As inscrições das chapas deverão ser realizadas no período de 6 de janeiro de 2026 a 26 de janeiro de 2026, até às 18h (dezoito horas), observado o horário de Brasília (DF).

Para a coordenação e execução do processo eleitoral, foi constituída uma Comissão Eleitoral, composta por 3 (três) associados titulares e 3 (três) associados suplentes, todos em efetivo exercício na CASSI, designados pela Diretoria Executiva, observadas as disposições previstas no Regulamento de Consulta ao Corpo Social da CASSI.

O edital reúne as orientações gerais, os prazos, os requisitos para candidatura, as etapas do processo eleitoral e demais informações necessárias para os interessados em participar ou acompanhar o processo. Já o Regulamento estabelece os procedimentos a serem observados na realização de consultas aos associados da CASSI para eleição de seus representantes no Conselho Deliberativo, no Conselho Fiscal e na Diretoria Executiva.

Dúvidas sobre o processo eleitoral devem ser encaminhadas exclusivamente para o e-mail: comissaoeleitoral2026@cassi.com.br. A partir de 22 de dezembro de 2025, todas as comunicações serão concentradas no hotsite exclusivo do processo eleitoral: https://hotsites.cassi.com.br/eleicoes2026/index.html

Os documentos estão disponíveis para consulta aqui:

Regulamento

Edital de Convocação

Fonte: Cassi

Previ se destaca mais uma vez no ranking de previsões do Bacen

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A Previ encerrou 2025 com mais um reconhecimento importante: em dezembro ficou entre as cinco instituições que mais acertaram previsões econômicas em dois indicadores acompanhados pelo Banco Central (Bacen): IPCA, que mede a inflação, e Selic, a taxa básica de juros da economia.

Esse resultado reforça a consistência e a qualidade técnica do trabalho realizado pela sua equipe de Inteligência de Mercado, que há anos acompanha de perto o comportamento da economia para apoiar decisões estratégicas da Entidade.

Todos os meses, o Banco Central reúne previsões feitas por cerca de 160 instituições financeiras e de pesquisa econômica. Com base na precisão dessas projeções, o Bacen elabora o ranking Top 5, que destaca quem mais se aproxima dos resultados reais da economia.

Entrar nesse grupo é um desafio constante. Além da forte concorrência, o grande obstáculo é manter a consistência. No indicador IPCA, o ranking é calculado a partir da média das projeções dos últimos três meses, considerando duas datas distintas por mês. Ou seja, são seis informações que devem ser registradas no sistema do Banco Central e que compõem essa classificação. Qualquer décimo faz diferença: na divulgação anterior, por exemplo, a Previ ficou na sexta posição. Agora, conseguiu voltar ao pódio.

As projeções econômicas usadas pelo Banco Central ajudam a orientar decisões que impactam diretamente o país, como a definição da taxa de juros. Por isso, o desempenho das instituições no ranking é um indicativo de credibilidade, qualidade técnica e capacidade de análise.

As estimativas das instituições que ficam no Top 5 são divulgadas no Relatório Focus, publicação oficial do Banco Central que reúne as principais expectativas do mercado.

A Previ participa da pesquisa Focus há cerca de dez anos e mantém presença frequente entre as cinco melhores instituições nesse período. Esse histórico demonstra o compromisso contínuo da Entidade com análises responsáveis, rigor técnico e decisões bem fundamentadas, sempre com foco na segurança e no futuro dos associados.

Fonte: Previ

Tecnologia consome mais de 10% da receita dos bancos, mas inovação é limitada

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Um novo levantamento do Boston Consulting Group (BCG), intitulado “Tech in Banking 2025: Transformation Starts with Smarter Tech Investment“, revela que a tecnologia representa um item de custo significativo para os bancos, absorvendo, em média, mais de 10% das suas receitas. Entretanto, 60% desses gastos são direcionados para atividades de “manutenção do banco” (do inglês, “run the bank”, ou RTB) – concentrados na correção e operacão das aplicações e infraestrutura existentes.

O BCG projeta que os gastos globais em tecnologia da informação (TI) dos bancos continuarão a crescer a uma taxa composta anual de 9% nos próximos anos, superando a taxa de inflação média global. Há uma oportunidade significativa de redirecionar os esforços para iniciativas de alto impacto focadas na “mudança do banco”(do inglês, “change the bank”, ou CTB).

“Gastos com tecnologia são frequentemente vistos como uma ‘caixa preta’ pelas áreas de negócio, com pouca transparência sobre o seu verdadeiro retorno do investimento (ROI). Para mudar essa visão, as iniciativas tecnológicas precisam estar fortemente integradas às prioridades corporativas por meio de uma colaboração estreita entre as equipes de tecnologia e negócios”, afirma Ana Vieira, diretora executiva do BCG.

Essa é uma grande oportunidade de mudança para os bancos e que depende de três ações críticas que podem levar a crescimento sustentável e aumento de competitividade:

  • Simplificação das operações de negócio e otimização dos gastos com tecnologia.
  • Criação de resiliência para o negócio através das demandas regulatórios.
  • Fortalecimento das capacidades de tecnologia, em especial gestão de dados, desenvolvimento de talentos e transformação da arquitetura tecnológica.

Destacando o tema de gestão de dados, o estudo indica que atualmente, apenas 20% dos bancos lidam de forma robusta com dados estruturados e não estruturados e somente cerca de 10% possuem dados que são facilmente aproveitados pelos profissionais de negócio. A consultoria recomenda que os dados sejam tratados como ativos essenciais para o negócio e a IA generativa (GenAI) pode ser uma poderosa aliada para aprimorar a qualidade dos dados e melhorar a rastreabilidade dos dados, garantindo precisão nos fluxos de informações dentro dos bancos.

Sob a perspectiva da arquitetura tecnológica, o BCG aconselha a adoção de um novo paradigma onde a tecnologia é disponibilizada em forma de serviços padronizados, modulares e sob demanda. Essa abordagem traz como benefício a simplificação da gestão de infraestrutura, eficiência e transparência de custos além de permitir a aceleração do lançamento de produtos digitais que encantam os clientes.

“Essa é uma jornada de transformação que requer a união de líderes de negócio e tecnologia ao redor dos mesmos objetivos estratégicos. Foco, transparência e resiliência são imprescindíveis para replicar o sucesso de outros bancos que tiveram como benefícios o crescimento em mercados competitivos, otimização do fluxo de caixa e aumento da resiliência operacional dos bancos”, finaliza Ana.

Fonte: Consecti

Funcis incorporados do BB podem aderir à Cassi até 16 de fevereiro de 2026

Publicado em: 12/12/2025

Os funcionários do Banco do Brasil, egressos da Nossa Caixa, que têm o interesse em aderir ao Plano de Associados da Cassi podem fazer a solicitação até 16 de fevereiro de 2026 — aqueles que fizerem nesse período estarão dispensados do cumprimento de carências normalmente exigidas para acesso às coberturas assistenciais do plano.

A informação foi divulgada pela própria Cassi, meio do Portal da Transparência. A medida segue o Estatuto da Cassi e o Regulamento do Plano, oferecendo condições especiais de inscrição por tempo limitado.

O prazo de inscrição, que começou em 18 de novembro, tem validade de 90 dias. Após esse prazo, os novos inscritos passarão a cumprir as carências previstas em regulamento, que variam conforme o tipo de serviço ou procedimento de saúde.

A Cassi esclarece ainda que o benefício da isenção de carência se aplica ao ex-funcionário egresso do Banco Nossa Caixa (BNC) contemplado pela decisão judicial. Caso esse profissional venha a se aposentar, ele terá direito à adesão ao Plano Cassi Associados sem necessidade de cumprir carências, desde que a solicitação seja feita em até 90 dias após o desligamento do Banco do Brasil.

A decisão judicial que ampara essa condição permanece válida enquanto vigente, garantindo ao ex-funcionário aposentado o mesmo tratamento concedido aos demais interessados durante o período excepcional.

A orientação é para que as solicitações sejam realizadas pelos canais oficiais de atendimento, evitando o risco de perda do benefício.

Para outras informações, os associados e potenciais novos inscritos podem consultar o regulamento disponível nos canais da Cassi ou entrar em contato com a central de atendimento.

Fonte: AGEBB com Sindicato dos Bancários de Piracicaba

Banco do Brasil fechou 1.557 agências e deixando cidades sem atendimento bancário

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Ao longo da última década, o fechamento de agências bancárias no Brasil alterou de forma significativa a forma como a população se relaciona com o sistema financeiro. Entre 2015 e 2025, milhares de pontos físicos deixaram de funcionar, afetando o cotidiano de clientes em todas as regiões do país. No centro desse movimento está o Banco do Brasil, que reduziu parte importante de sua rede, acompanhando uma tendência já observada em outros grandes bancos.

O dado mais citado nessa discussão é o de que o Banco do Brasil encerrou 1.557 agências físicas no período. Em vez de uma ação repentina, trata-se de um processo gradual, distribuído ao longo de dez anos. Nesse mesmo intervalo, o total de agências bancárias no Brasil caiu de forma expressiva, indicando que a mudança não se limita a uma instituição específica, mas a todo o setor financeiro nacional.

Fechamento de agências bancárias no Brasil

Entre março de 2015 e 2025, o número de agências bancárias no país recuou de 23.154 para 15.529 unidades, o que representa a perda de quase um terço da rede física de atendimento. Dentro desse contexto, o fechamento de agências do Banco do Brasil corresponde a 1.557 unidades desativadas, enquanto outros bancos privados também promoveram cortes relevantes em suas estruturas presenciais.

Esse redesenho do mapa bancário ajuda a entender por que tantas cidades passaram a contar com menos opções de atendimento presencial. Em grandes centros urbanos, a redução costuma ser compensada por outras unidades próximas. Em municípios menores, porém, a saída de uma agência pode representar o fim do atendimento bancário tradicional dentro do próprio território, alterando rotinas de comércio, serviços públicos e da população em geral.

Fonte: Estado de Minas

Tarciana Medeiros é eleita pela Forbes uma das mulheres mais poderosas do mundo

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Pelo terceiro ano consecutivo, Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil, é a única brasileira na lista Forbes das 100 Mulheres Mais Poderosas do Mundo. Ela mantém a mesma posição de 2024, a 18ª colocação, à frente de nomes como Taylor Swift, Oprah e Beyoncé.

O ranking reúne líderes de destaque em setores como política, finanças, tecnologia e artes, selecionadas a partir de fatores como visibilidade, impacto e influência. No top 3, estão: Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia; Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu; e Sanae Takaichi, eleita primeira-ministra do Japão.

“Esse reconhecimento vai pra todos os meus colegas e parceiros que transformam em realidade as estratégias e ações do BB. É uma homenagem que carrega muita dedicação, esforço, representatividade e gratidão. Me emociona ainda pensar no impacto que essa indicação pode ter. Saber que eu posso ajudar a abrir caminhos e mostrar que sonhos são possíveis é o que realmente dá sentido a tudo isso”, ressalta Tarciana Medeiros.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil amarga 2025 dramático, mas pode ser a ação para 2026

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O motivo da euforia faz sentido. Durante quatro anos, entre 2021 e 2024, o BB foi um fenômeno da bolsa, atraindo uma gama de mais de 1 milhão de investidores — a estatal tem uma das maiores bases acionárias do mercado.

Impulsionado pelos seus gordos proventos e pela resiliência operacional, o Banco do Brasil surfou o excelente momento do agronegócio brasileiro, beneficiado pela disparada dos grãos, como soja e milho.

A invasão da Rússia à Ucrânia — importante produtor agrícola — bagunçou os preços globais, impulsionando o setor e, consequentemente, o maior financiador do agro: o BB.

Para se ter uma ideia do salto, o lucro anual pulou de R$ 12,6 bilhões, em 2020, para o recorde histórico de R$ 38 bilhões, em 2024 — alta de 200%, suficiente para deixar qualquer investidor mal-acostumado.

Mas, ao que parece, o banco gastou toda a “sorte” nesse período. Se os anos anteriores foram de bonança, 2025 foi um ano para esquecer — ou “desastroso”, nas palavras de um gestor ouvido pelo Money Times.

O ROE (retorno sobre patrimônio líquido) despencou dos desejados 20% para 8%. O lucro caiu 60%, para R$ 3,8 bilhões. Nos tempos áureos, o banco chegou a registrar quase R$ 10 bilhões em um único trimestre.

Na bolsa, enquanto outros bancos — como Itaú, Bradesco e BTG — dispararam mais de 50%, o Banco do Brasil deve encerrar o ano com queda de 10%. Em relação à máxima de 2025, o tombo chega a 29%.

Tempestade perfeita

Como na queda de um avião, um desastre raramente tem um único motivo — e, no caso do BB, não é diferente.

A primeira peça desse dominó foi a mudança nas regras do CMN (Conselho Monetário Nacional). A resolução nº 4.966/21, que passou a valer neste ano, alterou a forma de provisionamento das carteiras.

Se antes os bancos registravam provisões quando as perdas aconteciam, agora são obrigados a antecipar riscos. Em outras palavras: trocaram as perdas realizadas pelas perdas esperadas.

A regra mais dura veio justamente quando o agronegócio — antes o bastião do banco — enfrentou uma explosão de inadimplência.

Em 2025, o índice atingiu 8%, nível recorde, segundo a Serasa. E, para piorar, a maior parte dos calotes veio do setor financeiro.

O resultado foi um salto no colchão contra a inadimplência, o PDD, que subiu de “elevador”, como os executivos do banco descrevem.

Só no terceiro trimestre, o BB foi obrigado a elevar a provisão em 52%, para R$ 100 bilhões, afetando diretamente o lucro.

Nos cálculos de um gestor que conversou com o Money Times, considerando a inflação, isso representou uma perda real de 11% no desempenho das ações. E, comparado à bolsa — que renovou recordes —, o BB deixou quase 40% de performance na mesa.

Para completar, sem os lucros robustos do passado, o banco reduziu o payout (parcela do lucro distribuída como dividendos) para 30%. Nos tempos de bonança, esse número já foi de 45%.

Erro de quem?

Na visão de um gestor ouvido pelo Money Times, a administração errou no acompanhamento, monitoramento e construção da gestão de risco.

A mudança do CMN foi anunciada em 2021 — ou seja, os bancos tiveram quatro anos para se adequar às novas regras.

“Subestimou problemas conhecidos e deveria ter feito trabalhos adicionais de ativos e passivos, com o objetivo de alongar e adequar o risco gerado pelo agronegócio, que já era sabido.”

O gestor lembra que todos os bancos estavam expostos ao mesmo risco e vinham ampliando a carteira no agro.

“Por esses fatores, é possível, sim, classificar 2025 como um ano desastroso.”

Resposta à crise

O governo reagiu com uma Medida Provisória (MP 1314) para permitir renegociação de dívidas rurais em condições especiais. Ao todo, são R$ 12 bilhões para apoiar até 100 mil produtores, principalmente pequenos e médios.

O Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) dará acesso a até R$ 250 mil em crédito, com taxa de 6% ao ano.

Outra ajuda veio do Banco Central, que alterou a Resolução nº 4.966/21, suavizando os critérios de cura para empréstimos com parcelas vencidas há mais de três meses.

A instituição já renegociou R$ 13 bilhões em contratos sob a MP 1314 e projeta chegar a R$ 20 bilhões a 25 bilhões.

“A administração enfatizou que não prevê reversão de provisões neste momento, e a data-chave a acompanhar é abril, quando os empréstimos do Plano Safra começam a ser pagos”, diz o JPMorgan.

Além do agro, houve deterioração nas carteiras de cartões de crédito vinculadas a produtores rurais. Os desafios em pequenas e médias empresas também persistem.

“Para 2026, o banco espera crescimento de empréstimos na faixa de um dígito médio, impulsionado principalmente por pessoas físicas.”

Oportunidade de ouro para 2026

Crises costumam revelar oportunidades — e muitos investidores se perguntam se este seria o caso do Banco do Brasil. O consenso é de que o agronegócio ainda enfrentará dificuldades.

Para o analista Flavio Conte, da Levante, porém, trata-se de uma boa janela para investir no banco. Em sua visão, a queda neste ano, junto com um cenário eleitoral favorável, pode criar uma oportunidade de ouro.

“Quem tem deve manter, e quem não tem deve comprar”.

De todas as formas, Conte recomenda não ter mais que 10% da carteira em ações do BB, para evitar exposição excessiva.

O preço-alvo é de R$ 29 — potencial de alta de 35% —, mas pode ser maior caso o cenário eleitoral contribua.

“Se vencer um candidato de centro-direita, provavelmente haverá euforia pós-eleição. E, conforme as pesquisas, caso surja um candidato competitivo numa simulação de segundo turno, o mercado tende a reagir.”

Ele lembra que as estatais são extremamente sensíveis ao “risco político” — e hoje só restam duas relevantes: Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil.

Conte recorda, ainda, que várias ações já subiram 40%, 50%, 70% e até 80% em 2026.

“Por isso, vejo o Banco do Brasil como uma excelente ação — tanto pela avaliação atual quanto por essa opção gratuita: se houver avanço de um candidato de centro-direita nas pesquisas ou se ele empatar numericamente com o presidente Lula, o BB tende a ser a ação que mais reage.”

Vai depender do agro

Para o gestor ouvido pelo Money Times, a recuperação do banco dependerá diretamente da melhora do agronegócio.

A equação é simples: se o agro reagir, alivia a pressão de risco e reconstrói parte da carteira.

“O banco precisa resolver a questão do risco. Sem isso, 2026 seguirá desafiador. Se o ajuste vier de forma definitiva — passando uma régua —, é possível recuperar a rentabilidade para dois dígitos. Mas ainda muito longe dos 20%.”

Sobre o agro, ele acredita em melhora. Já houve avanço nos preços, no risco financeiro dos produtores e na saúde operacional.

“Isso pode dar fôlego e melhorar a perspectiva. Se for um ano de condições perfeitas — safra, safrinha, exportações, câmbio —, a recuperação pode ser mais rápida.”

Mas ressalva: “No caso do Banco do Brasil, porém, ele ainda não ajustou o risco principal. Portanto, não espero um ano melhor para a instituição. Resolver o risco agora daria maior visibilidade à ineficiência de gestão — algo que nem diretoria nem conselho parecem querer neste momento.”

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

B3 estende prazo para BB adequar composição de Conselho ao regulamento do Novo Mercado

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A diretoria de Emissores e Relacionamento da B3 deferiu, em caráter excepcional, um pedido do Banco do Brasil (BBAS3) relacionado ao regulamento do Novo Mercado, que estabelece a participação de membro independente do Conselho de Administração no comitê de auditoria.

Segundo o banco, o colegiado possui dois conselheiros independentes, eleitos pelos acionistas minoritários, impedidos de integrar o comitê por restrições regulatórias relacionadas ao critério de independência. A B3 estabeleceu que a composição do comitê seja adequada pelo BB até 30 de abril de 2026.

“Cabe destacar que uma dessas restrições tem caráter temporário e se encerra em 29 de abril de 2026, ocasião em que o referido conselheiro estará apto a compor o comitê”, informou o BB.

Atualmente o órgão conta com cinco membros e, segundo o Estatuto Social do Banco do Brasil (BBAS3), todos os integrantes do comitê de auditoria devem ser independentes.

Fonte: Estadão

Avanço de recuperações judiciais no campo põe BB em estado de alerta

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O sinal de alerta continua ligado no Banco do Brasil para o avanço das recuperações judiciais no campo e o impacto desse movimento nos resultados da instituição financeira. Em setembro deste ano, eram R$ 6,6 bilhões de operações de 928 clientes com pedidos de recuperação judicial.

Mesmo que sejam parte minoritária do índice de inadimplência do BB, que bateu recorde de 5,34% no fim do terceiro trimestre e ainda não deu sinais de alívio até novembro, as recuperações judiciais têm impacto “significativo” e imediato nas provisões de caixa e no balanço, disse o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, em conversa com jornalistas.

O avanço das recuperações judiciais demanda um arranjo legislativo ou judicial para definir e esclarecer o alcance dos processos, afirmou. O executivo vê a questão em fase de aprendizado e maturação, já que a lei que permitiu a recuperação judicial de produtores rurais é de 2020, mas a definição de um entendimento harmônico sobre o tema pode limitar o impacto não só nas instituições financeiras, mas na cadeia agroindustrial, avaliou.

“Só a Justiça vai nos dar [uma orientação] à medida em que a própria Justiça conseguir entender o que está acontecendo e definir melhor os limites. Todos colocam que precisa haver mudanças. Se vai ser por meio de uma interpretação jurídica ou mudança no Congresso, aí é a definição mais política que vai nos dizer nos próximos meses”, indicou Bittencourt.

Algumas operações de clientes em recuperação judicial ainda nem estão em atraso superior a 90 dias para serem consideradas inadimplentes, mas a instituição financeira já é obrigada a fazer um provisionamento de recursos para amparar uma possível perda. No caso das recuperações, 75% do valor total está provisionado. “O aumento da inadimplência não é exclusividade de RJ, mas elas têm impacto mais significativo”, disse Bittencourt. Sobre a carteira de crédito rural do BB, de R$ 361 bilhões no fim do terceiro trimestre, havia R$ 19,3 bilhões em atrasos superiores a 90 dias e R$ 32,8 bilhões de provisionamento de perdas.

Fonte: Globo Rural

BB renegociou R$ 1,8 bilhão de dívidas de produtores rurais do RS

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O Banco do Brasil (BB) renegociou R$ 1,8 bilhão em dívidas de produtores rurais no Rio Grande do Sul, informou a instituição financeira em nota. As renegociações ocorrem pelas condições da Medida Provisória 1.314/25, com regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs).

Do montante, R$ 672 milhões são referentes a operações com recursos livres e R$ 1,2 bilhão em operações com fontes controladas.

Produtores com perdas mínimas de 30% em duas ou mais safras a partir de 2020, com fluxo de caixa comprometido e que estejam localizados nos municípios elegíveis podem acessar os financiamentos com recursos operados pelo BNDES, prazo de pagamento de até nove anos.

De acordo com o banco, mais de 30 mil produtores rurais do Rio Grande do Sul estão aptos a regularizar suas dívidas com base nas condições da MP.

“Há produtores que se enquadram na MP e ainda não nos procuraram”, disse o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, em nota. “Sabemos que cada um deles vive uma combinação diferente de fatores, como preço, clima, juros e prorrogações anteriores. Por isso é importante nos procurar para ajustar parcelas e dar fôlego imediato ao fluxo de caixa”, acrescenta.

Fonte: Infomoney

BB e Mapa vão ao Paraná destravar as renegociações de dívidas rurais

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O Banco do Brasil e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciaram, nesta quarta-feira, 10, e segue durante essa quinta-feira, 11, mais uma rodada de reuniões para destravar a renegociação de dívidas rurais prevista na MP 1.314/2025.

Depois do Rio Grande do Sul, agora, os gestores vão ouvir o setor produtivo no Paraná. A largada aconteceu no fim da tarde desta quarta, na sede da Federação da Agricultura do Estado (Faep). Nesta quinta-feira, os encontros agendados na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), na Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares (Fetaep) e no Sindicato e Organização das Cooperativas (Ocepar) são também para discutir alternativas que ampliem o acesso aos recursos subsidiados.

Conforme a última atualização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apenas R$ 4,1 bilhões dos R$ 12 bilhões disponíveis foram utilizados após mais de 50 dias de operação. Desse montante, cerca de R$ 670 milhões foram negociados no Banco do Brasil, pouco mais de 10% do total reservado pelo governo à instituição — que é o maior operador rural de crédito do País.

Até esta quarta-feira, o BNDES aprovou R$ 60,6 milhões no Paraná em operações realizadas no âmbito da MP. Já o Banco do Brasil liberou R$ 41 milhões em operações com equalização e outros R$ 1,1 bilhão em linhas de crédito livre.

Regras muito restritivas, aponta FAEP

Assim como no Rio Grande do Sul, as entidades do Paraná apontam que os critérios definidos após a publicação da MP dificultam o acesso às renegociações. Segundo Jefrey Albers, gerente do Departamento Técnico e Econômico do Sistema Faep, a exigência de decretos de emergência pelos municípios e a metodologia de cálculo das perdas reduziram drasticamente o número de produtores enquadrados.

“Essas regras acabaram sendo muito restritivas. Muitos municípios não decretaram emergência no período da perda, e o índice de produtividade utilizado prejudicou ainda mais o enquadramento. O resultado é que muito poucos produtores estão conseguindo acessar esses 12 bilhões”, afirmou.

Albers também ressalta que, quando o produtor não consegue enquadramento na linha subsidiada, acaba migrando para o crédito mais caro. “Se o banco usa recurso próprio com juros livres, o custo maior pode potencializar ainda mais o endividamento. Ao invés de resolver o problema, piora”, destacou.

Flexibilização

A Faep solicitou às entidades ligadas ao Conselho Monetário Nacional a flexibilização imediata dos critérios. A proposta é que um laudo técnico individual, emitido por engenheiro agrônomo ou assistência técnica especializada, substitua a necessidade de decreto municipal de emergência. “Se o produtor comprovar a perda, não faz sentido exigir que todo o município tenha sido afetado”, afirmou.

Outro entrave é o ponto de corte de adimplência até junho de 2024, que excluiu agricultores já pressionados por dívidas acumuladas.” Infelizmente, os produtores do Paraná vêm acumulando perdas de vários anos e esse ano já não está boa a condição de safra também. Então, a colheita da primeira safra de soja e milho provavelmente já vai indicar alguma perda”, explicou.

Para ele, o setor deve discutir soluções mais amplas, como um programa de renegociação de longo prazo, semelhante às securitizações dos anos 1998 e 2000. “Há passivos no sistema financeiro, nas trades e nas revendas. A gente tem que considerar o mercado como um todo e a gente está numa rota de colisão, de inadimplência geral”, disse.

O dirigente afasta a expectativa de anistia. “O produtor financia com o compromisso de pagar. O que se busca são condições melhores, com taxas compatíveis e prazos longos para que as próximas safras gerem caixa”, afirmou.

Além da repactuação, a Faep planeja colocar na mesa também questões ligadas ao Seguro Rural, considerado peça-chave para mitigar novas perdas e evitar o agravamento da crise. “É outro braço importante. Precisamos de soluções combinadas para evitar que a situação piore”, afirmou Albers.

Fonte: Agro Estadão