BB: falta de funcionários em agências prejudica bancários, clientes e população

Publicado em: 16/01/2026

A situação das agências de varejo do Banco do Brasil não está fácil para ninguém. As unidades – por conta de cargos vagos, os chamados “claros”, e da transferência de funcionários para escritórios digitais – estão com cada vez menos funcionários. Cenário este que sobrecarrega e adoece os bancários que seguem nas agências e prejudica o atendimento para os clientes e a população como um todo.

O Sindicato cobra com urgência o preenchimento dos “claros”, a valorização dos bancários da rede de varejo, além da realização de novo concurso público pelo Banco do Brasil.

“O Banco do Brasil, enquanto banco público, tem a obrigação de bem atender a população. É inadmissível que bancários sigam cada vez mais sobrecarregados nas unidades e o atendimento precarizado. Cobramos o imediato preenchimento dos claros, a valorização dos colegas das agências de varejo e a realização de novo concurso público. Vamos seguir nessa luta, inclusive levando este debate para a Campanha Nacional Unificada deste ano”, diz Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

“É importante reforçar também que o Sindicato é contrário e estará mobilizado contra qualquer eventual movimento do Banco do Brasil de fechamento de agências. O BB tem uma importante função social, da qual faz parte oferecer atendimento de qualidade para a população”, acrescenta.

Atendimento contingenciado

Já na primeira semana de 2026, em visita a agências localizadas na área de abrangência da Regional Osasco do Sindicato, dirigentes da entidade flagraram três unidades operando com o atendimento contingenciado. As agências 4867 Jardim Santo Antônio; 1528 Jardim Bela Vista; e 4706 Avenida Presidente Médici.

“O atendimento contingenciado nada mais é do que a agência permanecer de portas fechadas, sendo liberada a entrada dos clientes conforme a capacidade de atendimento. Uma situação que não pode ser normalizada de forma alguma. Flagramos clientes aguardando atendimento no sol e pessoas idosas sentadas no chão do autoatendimento [foto abaixo]”, relata o dirigente sindical e representante dos funcionários do BB na Regional Osasco do Sindicato, Diego Carvalho.

De acordo com o dirigente, existem relatos de outras agências do BB operando com atendimento contingenciado em outras regiões da base de atuação do Sindicato.

“Esta situação é tão normalizada que existe até mesmo normativo para contingenciar o atendimento. Diante da falta de funcionários, o gestor da unidade indica no Sistema Geral de Continuidade de Negócios a necessidade do contingenciamento. A partir daí a solicitação vai para análise da superintendência administrativa (Super Adm), responsável pela autorização. Ou seja, é a precarização das agências de varejo e do atendimento normalizada institucionalmente no Banco do Brasil”, indigna-se Diego Carvalho.

“É preciso deixar claro que os gestores das unidades não possuem qualquer responsabilidade sobre esta situação. São tão vítimas quanto os demais bancários e a população. Vivem o dilema de manter o funcionamento regular, com dificuldades para atender e sobrecarregando os bancários; ou contingenciar o atendimento, penalizando os clientes. É preciso que o banco assuma a responsabilidade e garanta condições de trabalho adequadas para os bancários e atendimento digno para a população”, conclui o dirigente.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Petrobras e BB preparam concursos com salário de até R$ 20 mil para 2026

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O ano de 2026 consolidou-se como o “ano das oportunidades” para quem busca a estabilidade do setor público. Após um 2025 movimentado, o foco agora se volta para instituições que possuem orçamentos bilionários e planos de carreira altamente atrativos.

O grande motor dessa nova leva de concursos é a vacância gerada por aposentadorias e pelos recentes programas de incentivo ao desligamento.

Banco do Brasil pode abrir 7.200 novas vagas

A seleção do Banco do Brasil é, sem dúvida, a que gera maior expectativa em termos de volume. Fontes internas indicam que a instituição já está na fase de escolha da banca organizadora, com a Fundação Cesgranrio sendo a favorita para repetir o sucesso do último certame.

O debate sobre o novo edital ganhou força durante o 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), onde foi discutido o déficit no quadro de servidores.

A proposta que circula nos bastidores é a abertura de 7.200 vagas focadas nos cargos de Assistente de Negócios e Gerente de Relacionamento.

Além da estabilidade, o novo concurso deve vir acompanhado de uma reestruturação salarial e da elevação do teto da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), tornando a carreira bancária uma das mais cobiçadas do ano.

Petrobras prepara renovação após demissões

Na Petrobras (PETR4), o caminho para o novo concurso foi pavimentado pela aprovação de um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV) no final de 2025.

Com a estimativa de saída de 1.100 empregados, a estatal agora realiza estudos contínuos para ajustar sua força de trabalho às demandas operacionais de 2026.

Embora o edital oficial ainda não tenha sido publicado, o histórico da companhia serve de bússola para os candidatos. O último concurso para nível superior, organizado pelo Cebraspe, ofereceu salários iniciais de R$ 11.716,82 para diversas áreas da engenharia.

Especialistas acreditam que o próximo certame possa diversificar as áreas de atuação, focando também em tecnologia e sustentabilidade energética.

BNDES e as carreiras de elite

O BNDES também não ficou para trás e confirmou que está estudando a realização de um novo concurso, desta vez com foco no nível médio.

Após o sucesso do último edital para Analista, que ofereceu remuneração inicial de R$ 20.900, o banco busca agora reforçar sua base de apoio administrativo.

Diferente de concursos municipais ou estaduais, as seleções para estas estatais exigem um conhecimento profundo de atualidades do mercado financeiro, sustentabilidade (ESG) e, no caso da Petrobras, conhecimentos técnicos de alto nível.

Com o Banco do Brasil já analisando o certame desde meados de 2024, a janela para a publicação do edital pode se abrir a qualquer momento neste primeiro semestre de 2026.

Resposta do Banco do Brasil

Em nota, o BB afirmou que que não há qualquer definição sobre um novo concurso no momento e, por padrão administrativo, sempre comunica formalmente toda e qualquer novidade relevante sobre o tema.

O banco também informou que estudos e análises necessários à gestão contratual de banca organizadora, com objetivo de garantir a continuidade das seleções externas com segurança e eficiência, estão em andamento.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BNDES e BB firmam parceria para garantir transparência na gestão do Fundo Rio Doce

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou um acordo de cooperação com o Banco do Brasil para adoção da solução BB Gestão Ágil como sistema de controle e movimentação das contas correntes destinadas ao recebimento de recursos do Fundo Rio Doce. A iniciativa reforça o compromisso com a transparência e a eficiência na aplicação dos recursos voltados à reparação socioeconômica e socioambiental do rompimento da barragem de Fundão, que integrava um complexo da mineradora Samarco S/A em Mariana (MG).

A solução BB Gestão Ágil, desenvolvida pelo Banco do Brasil, é utilizada por mais de 100 agentes repassadores e 29 órgãos de controle, tendo movimentado cerca de R$ 500 bilhões em 2024. O sistema permite disponibilização pública dos extratos bancários em portal na internet, garantindo maior transparência e agilidade no acompanhamento financeiro, respeitando a legislação de proteção de dados. As consultas públicas podem ser realizadas na plataforma online do BB Gestão Ágil.

O rompimento da barragem, ocorrido em 2015, liberou milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração que escoou pelo Rio Doce e afetou diversos municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Sob gestão do BNDES, o Fundo Rio Doce foi instituído conforme um novo acordo firmado em 2024, desenhado para trazer soluções definitivas e superar as dificuldades enfrentadas no modelo de reparação anterior. A Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton se comprometeram com repasses adicionais que somam R$ 100 bilhões, com desembolsos parcelados ao longo de 20 anos. Desse total, R$ 49,1 bilhões diz respeito a ações que ficaram sob responsabilidade da União e serão integralmente aportados no Fundo Rio Doce.

O BNDES administra os valores seguindo as diretrizes do Comitê Gestor do Fundo Rio Doce, que foi instituído pelo Decreto Federal 12.412/2025. Sob coordenação da Casa Civil, ele tem uma composição que inclui também a Secretaria de Relações Institucionais e a Secretaria-Geral da Presidência. Conta ainda com subcomitês temáticos nos quais há participação de outros ministérios. As liberações de recursos para um determinado projeto ocorrem apenas após a aprovação do Comitê Gestor. O BNDES participa das reuniões sem direito a voto.

A utilização obrigatória do BB Gestão Ágil pelas entidades executoras para movimentação e prestação de contas dos recursos do Fundo Rio Doce foi uma determinação do Comitê Gestor. O acordo firmado entre BNDES e Banco do Brasil não envolve transferência ou aporte de recursos entre as partes, mas estabelece responsabilidades para garantir a efetividade do controle.

Ainda conforme a determinação do Comitê Gestor, as operações de repasse financeiro envolvendo os ministérios responsáveis por cada projeto deverão incluir a obrigação contratual de utilização do BB Gestão Ágil. Além disso, a aplicação dos recursos do Fundo Rio Doce por todas as entidades executoras de projetos aprovados deverá se dar exclusivamente pelas contas específicas abertas no Banco do Brasil.

“É uma parceria que reforça o compromisso com a governança, a transparência e a eficiência na gestão dos recursos destinados à reparação do rompimento da barragem de Fundão”, destacou Maria Fernanda Coelho, que lidera a diretoria do BNDES responsável pela gestão do Fundo do Rio Doce. “Com a adoção do BB Gestão Ágil, qualquer cidadão terá acesso aos extratos bancários das entidades executoras que recebem recursos do Fundo Rio Doce. Será possível acompanhar o destino final da utilização dos recursos em tempo real”, acrescentou.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, observou que a parceria com o BB gera múltiplos benefícios. “Além de favorecer o acompanhamento do público geral, a solução facilita o trabalho de auditoria pelos órgãos de controle e viabiliza consultas e análises mais sistematizadas pelas entidades da sociedade civil e instituições de pesquisa interessadas na reparação da bacia do Rio Doce, em Minas e no Espírito Santo”.

O Banco do Brasil ficará responsável pela disponibilização pública dos extratos e pelo suporte técnico referente à solução. Além disso, fará a guarda das informações por até 10 anos. Euler Mathias, diretor de Negócios Governo do Banco do Brasil, considera que a parceria agrega transparência na operacionalização e acompanhamento financeiro das ações do Fundo Rio Doce. Segundo ele, se trata de uma iniciativa essencial para garantir uma efetiva reparação social, econômica e ambiental das áreas atingidas pelo rompimento da barragem.

“O BB Gestão Ágil é uma solução desenvolvida de forma exclusiva pelo Banco do Brasil para proporcionar transparência e rastreabilidade na execução de repasses de recursos de forma simples e com possibilidade de acesso integral dos dados pelos órgãos repassadores e de controle, além da publicação das movimentações financeiras em ambiente aberto para viabilizar o controle social”, explicou.

Ações integradas – Desde o início das operações do Fundo Rio Doce, em junho de 2025, foram aprovados mais de R$ 6,7 bilhões para projetos que estão sob responsabilidade de diferentes ministérios. Mais de R$1,7 bilhão já foi liberado para execução de ações de reparação. O último repasse, no valor de R$ 157,5 milhões, ocorreu no mês passado e foi destinado ao custeio do Programa de Transferência de Renda (PTR), que garante recursos mensais aos agricultores e pescadores atingidos pelo rompimento de barragem. É a terceira liberação para a iniciativa, somando um total de R$ 679,15 milhões.

Recursos também foram destinados para ações de fortalecimento da saúde e da assistência social, para a realização de uma consulta à garimpeiros e faiscadores e para atividades de assessorias técnicas independentes que prestam suporte aos atingidos. Além de atuar como repassador de recursos, o BNDES poderá executar, direta ou indiretamente, projetos previstos no novo acordo. Para tanto, o ministério interessado deverá firmar um contrato com o Banco.

No mês passado, os avanços do acordo de reparação foram tema de um encontro em Belo Horizonte, durante a Caravana Federativa, evento do governo federal dedicado a aproximar seus serviços, programas e políticas da realidade de estados e municípios. Na ocasião, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e gestores públicos puderam participar de discussões sobre ações integradas de reparação nos territórios impactados pelo rompimento da barragem.

O encontro, que contou com representantes de diferentes órgãos federais, foi organizado pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e pela Casa Civil da Presidência da República. Representantes do BNDES participaram como ouvintes. “Foi uma oportunidade para ampliar o diálogo em torno das necessidades dos territórios e avançar em soluções pactuadas entre União, estados e municípios. Representantes dos órgãos federais puderam apresentar as diversas iniciativas em andamento e destacaram a importância da participação social para uma reparação integral”, disse Guilherme Tinoco, gerente institucional do Fundo Rio Doce.

Fonte: Agência de Notícias do BNDES

Banco do Brasil soma mais de 800 modelos e agentes de IA em operação

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Rafael Rovani, head de IA do Banco do Brasil, detalhou como há mais de uma década, o BB vem utilizando essas tecnologias para criar valor, consolidando um legado de inovação, transformação e confiança. Posicionamento que foi reafirmado ao longo de 2025, com o banco avançando na adoção estratégica e responsável da IA.

Desta forma, Rovani destacou a estruturação da Estratégia de IA e Dados, alinhada à arquitetura estratégica corporativa, com o objetivo de garantir a sustentabilidade digital e ampliar o uso de dados e IA de maneira coordenada, escalável e sustentada por uma governança robusta.

Nesse contexto, com um olhar atento à ética e à transparência, o BB foi o primeiro banco da América Latina a publicar seu Guia de Diretrizes e Boas Práticas para IA Ética e Responsável. Esse documento estabelece padrões rigorosos para o desenvolvimento e uso de sistemas de IA, reforçando princípios como privacidade de dados, combate a vieses e supervisão humana.

“No Banco do Brasil, a Inteligência Artificial tem um propósito claro: gerar resultados, aumentar a eficiência operacional, apoiar iniciativas ASG e, acima de tudo, oferecer experiências mais personalizadas aos clientes,” afirma Rovani.

Esse compromisso se reflete em números expressivos: são mais de 1.600 soluções analíticas catalogadas em nossa ferramenta corporativa, incluindo mais de 800 modelos, casos de uso de IA Generativa e agentes inteligentes, reconhecidos tanto internamente quanto pelo mercado.

Com isso, Rovani destacou a solução de IA Gen para os clientes pessoa física. A iniciativa Dicas Personalizadas, está integrada ao Minhas Finanças Multibanco, ferramenta de gestão financeira disponível a nos canais digitais, e oferece insights com o objetivo de promover uma melhor educação financeira e assessorar, mensalmente, mais de 7 milhões de clientes no gerenciamento de suas finanças pessoais de forma simples e eficiente. Desde o lançamento da versão multibanco em março de 2022, foram realizados mais de 3 milhões de planejamentos, somando R$ 22 bilhões em valores planejados e R$ 7,5 bilhões em economia estimada. A ferramenta já acumula mais de 460 milhões de acessos por 25 milhões de usuários únicos.

Entre as soluções criadas para apoiar empresas na gestão financeira, a ARI Conversacional – Área de Recomendações Inteligentes, oferece orientações personalizadas conforme o perfil de cada cliente PJ. Disponível no app BB, BB Digital PJ e Painel PJ, a ARI gera mensalmente recomendações para cerca de 2,6 milhões de clientes, com mais de 55 tipos de sugestões distribuídas em 11 temas. A Pequenas Empresas representa mais de 40% dos usuários, com índice de aprovação superior a 89%. Para os funcionários, a ARI também atua como agente conversacional, oferecendo acesso rápido a informações atualizadas e agilizando o atendimento ao cliente PJ não gerenciado.

Para os funcionários, o IN.GPT sintetiza todo o conteúdo de mais de 1,3 mil instruções normativas internas em um único lugar com o objetivo de facilitar a busca de informações. Desde o lançamento, final de abril/2025, a solução já registrou mais de 800 mil buscas realizadas por 45 mil usuários, resultando em um ganho de 50 mil horas de produtividade.

“Na jornada de adoção da Inteligência Artificial Generativa, enfrentamos desafios que evidenciam a complexidade de integrar tecnologia, cultura e governança em larga escala. A compreensão de que a preparação de pessoas e processos é indispensável para essa transformação foi decisiva.”

Para promover a capacitação contínua e aproximar os profissionais dos desafios reais da era digital, o Banco estruturou frentes de capacitação contínua, AcademIA, CuradorIA e Líder Digital, voltados para diferentes perfis, desde iniciantes até líderes estratégicos. O AcademIA, programa que contou com mais de 24 mil inscritos em 2024, hoje está disponível para todos os funcionários na Universidade Corporativa Banco do Brasil – UniBB, enquanto o CuradorIA conecta conhecimento à prática para especialistas em IA e Dados. Já o Líder Digital, lançado no segundo semestre de 2025, fortalece a atuação das lideranças na condução dessa mudança.

Ao democratizar o acesso à Inteligência Artificial e Analítica, o Banco acelerou a evolução de sua maturidade analítica, refletida no aumento de mais de 16% no Índice de Maturidade Analítica em apenas seis meses.

Outro ponto foi a construção e aprimoramento constante da governança, não apenas como requisito regulatório, mas como pilar estratégico para mitigar riscos e gerar confiança. Indicadores como Prontidão de Dados para IA, que avançou mais de 28% em menos de um ano, e Maturidade da Governança de Dados, com crescimento superior a 59% em dois anos, comprovam esse esforço para assegurar dados confiáveis e escaláveis.

“Ao superar esses desafios, o Banco do Brasil não apenas incorporou a IA Generativa, mas o fez de maneira ética, segura e estratégica, consolidando seu papel de liderança na transformação digital do setor financeiro”, afirmou Rovani.

Em 2026, o foco permanece centrado no ser humano, que segue como protagonista nas decisões e na definição do comportamento dos agentes. “Mais do que substituir tarefas, acreditamos no poder da IA para potencializar capacidades humanas. Nesse cenário, o Banco está escalando um novo modelo de trabalho, com foco no desenvolvimento de soluções reutilizáveis para diversos processos e negócios, assegurando eficiência e impulsionando a inovação em toda a organização”, finalizou.

Fonte: TI Inside

BB Seguridade agora é venda para o Safra; veja por quê

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A BB Seguridade (BBSE3) deve lucrar menos e, por isso, distribuir menos dividendos neste ano de 2026. A avaliação é do banco Safra, que, por isso, rebaixou a recomendação e o preço-alvo para as ações da seguradora.

O Safra agora recomenda a venda das ações da BB Seguridade. Além disso, o preço-alvo do papel de R$ 47 para R$ 39, o que representa um potencial de alta de aproximadamente 10% em relação ao fechamento de quarta-feira (7).

O ativo, no entanto, cai forte na bolsa nesta quinta-feira (8). Às 15h25, recuava 2,09% e já era cotado a R$ 34,66.

A visão do Safra

Para o Safra, o cenário é desafiador para a BB Seguridade, por causa da situação do agronegócio e da perspectiva de queda da Selic. Diante da alta da inadimplência e da redução na concessão de crédito rural, a seguradora viu os prêmios do segmento rural recuarem nos últimos meses.

Além disso, pode ter sua receita financeira afetada pela possível queda da taxa Selic, esperada para este ano. Segundo o Boletim Focus, o mercado espera que a taxa básica de juros caia dos atuais 15% para 12,25% ao longo de 2026.

Contudo, cada corte de 1 ponto percentual na Selic representa um impacto negativo de aproximadamente R$ 100 milhões nos lucros da seguradora.

Diante disso, o Safra acredita que o lucro da BB Seguridade vai cair 5% em 2026, o que deve pesar sobre os dividendos da companhia.

Para o banco, o DY (Dividend Yield) da seguradora deve ficar estável, em torno de 11% e 12%.

A aposta do Safra no setor

Diante desse cenário, o Safra prefere apostar na Porto (PSSA3) no setor de seguros da B3. O banco acredita que a empresa oferece uma melhor oportunidade de retorno via crescimento de lucro por ação e carrego de dividendos.

O Safra também mantém uma recomendação de compra para a Caixa Seguridade (CXSE3), destacando o crescimento de lucro por ação e o perfil defensivo da companhia.

Contudo, cortou as projeções de crescimento das receitas e lucros do IRB (IRBR3). Por isso, mantém uma postura neutra neste caso.

BBSE3 também é venda para o JP Morgan

O Safra não é o primeiro a rebaixar a recomendação para as ações da BB Seguridade. Em novembro, o JP Morgan também passou a recomendar a venda do papel, devido à perspectiva de queda do lucro em 2026.

Ao apresentar os resultados do terceiro trimestre de 2025, a companhia disse que o lucro recorde daquele período foi impulsionado pelos juros altos e reconheceu que a possível queda da Selic deve pesar nos balanços deste ano.

O CFO, Rafael Sperendio, disse até que não trabalha com estabilidade ou crescimento de lucro para 2026. Ou seja, admitiu a possibilidade de um lucro decrescente neste ano.

Ainda assim, três casas de análise mantêm uma recomendação de compra para o BBSE3: Genial Investimentos, Goldman Sachs e HSBC. As outras casas que cobrem o ativo mantêm uma postura neutra no momento.

Fonte: Investidor 10

Eleições Cassi 2026: prazo de inscrição das chapas vai até o dia 26 de janeiro

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O prazo de inscrição das chapas para concorrer às eleições para os cargos de diretor de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento, bem como para novos membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal da CASSI, começou no dia 6, e segue até as 18h do dia 26 de janeiro.

As orientações para inscrição e as regras para participação nas Eleições CASSI 2026 estão disponíveis nos documentos:

Edital de Convocação

Regulamento das Eleições 2026

A votação ocorrerá entre os dias 13 e 23 de março de 2026, e os eleitos terão mandatos de 1º/6/2026 a 31/5/2030.

Dúvidas sobre o processo eleitoral podem ser encaminhadas por e-mail para comissaoeleitoral2026@cassi.com.br.

Fonte: Cassi

Eleições 2026: inscrições de candidaturas podem ser feitas até 20 de fevereiro

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Está aberto o período de inscrições de candidaturas para as eleições 2026 do Economus. Até o dia 20.02.2026, os candidatos devem fazer a sua inscrição e enviar os documentos necessários.

De acordo com o Regulamento Eleitoral, os Participantes Ativos, Assistidos, em Benefício Proporcional Diferido – BPD, Autopatrocinados ou Saldados de plano previdenciário gerido pelo Economus poderão se candidatar para os Conselhos Deliberativo ou Fiscal.

Neste ano, serão eleitos um representante para o Conselho Deliberativo, um para o Conselho Fiscal e seus respectivos suplentes.

Para se candidatar é necessário preencher o requerimento de inscrição do Conselho Deliberativo ou do Conselho Fiscal, conforme links abaixo. Após o preenchimento, o requerimento deve ser enviado como anexo ao endereço de e-mail comissaoeleitoral@economus.com.br

Conselho Deliberativo

Os interessados para candidatura ao Conselho Deliberativo devem utilizar o formulário Requerimento de Inscrição do Conselho Deliberativo.

Conselho Fiscal

Os interessados para candidatura ao Conselho Fiscal devem utilizar o formulário Requerimento de Inscrição do Conselho Fiscal.

Confira todos os requisitos e comprovações exigidos para efetivar a candidatura no Regulamento Eleitoral.

Hotsite Eleições 2026

Fique por dentro de tudo o que acontece no Processo Eleitoral. Acesse aqui a página exclusiva!

Fonte: Economus

Reajuste anual dos benefícios dos Planos 1 e Previ Futuro; veja como ficou

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Todos os anos, em janeiro, a Previ aplica o reajuste dos benefícios dos aposentados e pensionistas dos Planos 1 e Previ Futuro, com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é o indexador dos nossos planos. O pagamento deste mês de janeiro já inclui a correção aplicável.

Para benefícios concedidos até 31/1/2025, o percentual de reajuste será de 3,897836%, aplicado sobre complementos e rendas de aposentadoria ou pensão.

Confira abaixo os percentuais de reajustes conforme o mês de início do benefício:

Percentuais de Reajuste e Regras de Aplicação

O índice aplicado corresponde ao INPC acumulado entre 1/1/2025 e 31/12/2025, com seis casas decimais. As regras variam conforme o tipo de benefício:

Para os participantes do Plano 1, o reajuste é aplicado da seguinte forma:

Benefícios concedidos até 23/12/1997 (inscritos até 03/03/1980):
O reajuste incide sobre o valor total do benefício da Previ somado ao do INSS. Para calcular o complemento reajustado, subtrai-se o valor pago pelo INSS.

Benefícios concedidos após 23/12/1997:
O percentual é aplicado apenas sobre os complementos e rendas pagos pela Previ.

Benefícios com menos de um ano:
O primeiro reajuste é proporcional ao período, considerando o INPC acumulado entre o primeiro dia do mês de início do benefício até 31/12/2025.

Para pensões por morte de participantes já aposentados, o cálculo considera o INPC acumulado entre 1/1/2025 e 31/12/2025.

Plano Previ Futuro – Benefícios concedidos há menos de um ano:

Para complementos de aposentadoria por invalidez ou pensão por morte de participante ativo, o primeiro reajuste é pro rata e calculado pelo INPC acumulado entre o primeiro dia do mês de início do benefício e 31/12/2025.

Para rendas de aposentadoria e pensões de participantes já aposentados, considera-se o INPC acumulado entre a data de início do benefício e 31/12/2025.

Benefícios do INSS

Os benefícios pagos pelo INSS também são reajustados anualmente, na mesma data do salário-mínimo, conforme critérios da legislação federal. Quem recebe o benefício do INSS na folha da Previ terá o valor atualizado já na folha de janeiro.

Fonte: Previ

Transformação digital da Previ avança em 2025 com experiências aos associados

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Em 2025, a Previ intensificou sua transformação digital para oferecer ao associado uma experiência mais simples, acessível e segura. A área de tecnologia, em parceria com as demais áreas de negócio, implementou um conjunto de iniciativas que modernizaram sistemas, ampliaram os serviços online e fortaleceram a segurança das operações, aproximando ainda mais a Previ de cada associado.

O resultado foi um ano marcado por avanços que facilitaram o acesso a informações, reduziram burocracias e ampliaram a autonomia do associado.

Serviços digitais mais simples e ao alcance da mão

O associado passou a ter mais autonomia com acesso a muitos serviços sem precisar ligar para a Previ. Agora é possível acessá-los diretamente pelo app, site ou WhatsApp oficial.

Entre as melhorias implantadas estão:

  • WhatsApp Previ: serviços como consulta de saldo, emissão de contra-cheque e envio da segunda via do demonstrativo de IR.
  • Login único: permitindo acessar todos os canais digitais com a mesma credencial (CPF) e segundo fator de autenticação.
  • Padronização entre app e site: tornando a navegação mais simples e intuitiva além de disponibilizar os serviços digitais em ambos os canais.
  • Recursos de acessibilidade: reforçando a inclusão de pessoas com necessidades especiais.

Atendimento e contratação mais rápidos

A interação do associado com a Previ nos momentos mais relevantes foi modernizada, permitindo o agendamento online de assessoria, sem necessidade de filas ou ligações, além de proporcionar uma jornada digital integrada.

O objetivo foi simplificar a experiência e oferecer mais conforto, segurança e transparência.

Segurança reforçada

Cibersegurança e disponibilidade dos serviços permaneceram como prioridades. A Previ funcionou 24 horas por dia para garantir tranquilidade ao associado, com monitoramento em tempo real que identifica problemas antes que impactem os serviços.

Essas iniciativas garantiram serviços mais rápidos, estáveis e confiáveis. Representando uma disponibilidade dos serviços de TI por 99,9% de todas as horas úteis no ano.

2026 ainda mais conectado

A transformação digital da Previ é contínua. Em 2025, demos passos importantes para tornar a experiência do associado cada vez melhor. Agora, seguimos firmes no propósito de entregar serviços modernos, seguros e acessíveis, alinhados ao nosso propósito de cuidar do futuro das pessoas.

Fonte: Previ

Diretor da Cassi se reúne com Fenae para abordar negociações em curso

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O diretor eleito de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Alberto Alves Júnior, reuniu-se dia 30 de dezembro com o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sérgio Takemoto, com a representante eleita dos empregados da Caixa no Conselho de Administração da empresa, Fabiana Uehara, e com o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro.

Na reunião o diretor esclareceu o histórico e o estágio atual das negociações envolvendo o compartilhamento da rede credenciada.

“Os estudos técnicos e operacionais sobre a proposta já foram concluídos e aprovados na governança da Cassi, restando apenas o posicionamento final da Caixa para a formalização do acordo”, informou Alberto Júnior na reunião. Após o encontro, o presidente da Fenae anunciou que a entidade vai intensificar a pressão sobre a direção da Caixa para que ela acelere a aprovação do convênio.

Takemoto ressaltou que a iniciativa atende a uma reivindicação histórica dos trabalhadores da Caixa e reforçou a necessidade de transparência e agilidade na tomada de decisão. “Os estudos estão prontos, o convênio foi aprovado na Cassi e agora falta apenas a decisão da Caixa. A demora traz prejuízos concretos à assistência e à satisfação dos participantes”, completou.

Além de unificar e ampliar a rede credenciada, especialmente em regiões do interior do país onde há maior dificuldade de acesso a serviços de saúde, o convênio pode trazer impacto direto no bolso dos funcionários do Banco do Brasil e dos empregados da Caixa. Com uma rede mais ampla e integrada, a expectativa é de racionalização de custos, maior eficiência assistencial e redução de gastos tanto para o plano quanto para os participantes dos dois planos de autogestão em saúde.

O tema vem sendo debatido de forma estruturada entre as entidades. No dia 19 de março de 2025, a Cassi recebeu representantes do Saúde Caixa para uma reunião voltada à discussão de cooperação técnica nos processos de gestão de planos de saúde e ao fortalecimento da rede credenciada, com foco especial no atendimento aos bancários no interior do país. O encontro representou um avanço importante no diálogo entre as duas autogestões.

A reunião foi desdobramento de uma agenda iniciada em 2024, quando as maiores autogestões do Brasil passaram a discutir formas de atuação conjunta para enfrentar os desafios da saúde suplementar. O objetivo dessa articulação é melhorar os serviços prestados aos participantes, otimizar recursos e fortalecer a sustentabilidade dos planos de saúde.

Entre os temas tratados como prioritários estão a ampliação da rede assistencial em municípios menores, o compartilhamento de informações e estudos técnicos, além do acompanhamento das discussões junto ao poder público sobre a regulamentação do setor.

Fonte: Associados Cassi

Banco do Brasil desafia o mercado e vê recuperação do agro, mas números acendem alerta para 2026

Publicado em: 08/01/2026

O Banco do Brasil sustenta que o agronegócio já dá sinais de recuperação, mas dados de mercado e relatos de produtores indicam um cenário mais delicado. A inadimplência no crédito rural segue em alta, o crédito ficou mais restritivo e a carteira prorrogada do banco saltou para níveis recordes, criando riscos relevantes para resultados e dividendos em 2026.
Inadimplência no agro sobe e pressiona o crédito

O agronegócio brasileiro enfrenta um ciclo adverso marcado por queda nos preços das commodities agrícolas, aumento dos custos de produção e margens comprimidas. Nesse ambiente, a inadimplência rural avançou e forçou os bancos a endurecer as exigências de garantias.
No caso do Banco do Brasil, líder absoluto no crédito ao agro, a consequência direta é a redução da oferta de novos financiamentos, justamente em um momento em que o produtor depende de capital para plantar a próxima safra.

Carteira prorrogada dispara e vira ponto crítico

Um dos principais sinais de alerta está na chamada carteira prorrogada — créditos que ultrapassaram 90 dias sem pagamento e foram renegociados. Esse volume saiu de cerca de R$ 10 bilhões para mais de R$ 50 bilhões, transformando-se em um problema estrutural.

Embora essa carteira não apareça imediatamente como perda no balanço, ela representa risco real: em algum momento, o dinheiro precisa retornar ao banco. Com produtores descapitalizados e sem acesso a novo crédito, a capacidade de pagamento futuro fica comprometida.

Safra recorde não garante recuperação

O argumento de que safras recordes resolveriam o problema ignora um ponto central: volume sem preço não gera lucro.

Mesmo com produção elevada, a manutenção dos preços em patamares baixos impede que o produtor gere caixa suficiente para honrar dívidas antigas e novas. Esse descompasso mantém a pressão sobre o sistema financeiro rural e reduz a eficácia de planos de estímulo ao crédito.

Recuperações judiciais aumentam no campo

Diante da falta de perspectiva, cresce o número de produtores que recorrem à recuperação judicial. Ao contrário da narrativa de oportunismo, esse movimento reflete incapacidade real de pagamento.

O efeito colateral é grave: produtores em RJ ficam praticamente excluídos do sistema de crédito, reforçando um ciclo de queda — menos financiamento, menor produção rentável e menor chance de recuperação financeira.

Impacto direto nos resultados e dividendos

Com maior risco de crédito, aumento das provisões e crescimento limitado da carteira agro, o impacto tende a aparecer nos resultados do banco.

Para 2026, o cenário aponta lucro pressionado e dividendos mais fracos, contrariando expectativas de investidores que apostam em forte geração de caixa no curto prazo. O desempenho de bancos costuma cair rapidamente em ciclos de crédito adversos e levar anos para se recuperar.

Eleições podem mexer com a ação, mas não com os fundamentos

O debate eleitoral de 2026 adiciona volatilidade ao papel. Como estatal, o Banco do Brasil pode reagir positivamente a mudanças de humor político, independentemente dos fundamentos.

No entanto, movimentos de preço motivados por eleição tendem a ser desconectados da realidade operacional. Sem melhora efetiva nos preços das commodities agrícolas, a recuperação estrutural do banco permanece limitada.

Apesar do discurso otimista, os dados indicam que o agro ainda atravessa um ciclo difícil. Inadimplência elevada, carteira prorrogada bilionária e crédito restrito tornam o cenário do Banco do Brasil mais desafiador para 2026.

A recuperação sustentável depende menos de discursos e mais de uma virada no ciclo de preços das commodities — condição que, até agora, ainda não se confirmou.

Fonte: A Revista

Voluntariado BB beneficia 47 mil pessoas e arrecada mais de mil toneladas de alimento em 2025

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O Programa Voluntariado BB se consolidou em 2025 como o maior programa de voluntariado corporativo do país. Ao todo, são 30.630 voluntários cadastrados e 440 ações realizadas, que beneficiaram mais de 47 mil pessoas em todo o Brasil. Eles também foram responsáveis pela arrecadação de mais de mil toneladas de alimentos. Esses números evidenciam a força da mobilização dos funcionários do BB e mostram como o engajamento transforma solidariedade e cidadania em impacto social concreto, realizando sonhos individuais, fortalecendo comunidades ou abrindo caminhos para o futuro de milhares de jovens.

O programa foi criado em 2001 para promover o desenvolvimento humano e sustentável e está alinhado à Agenda 30 BB. Ao longo do ano, iniciativas simples, replicáveis e escaláveis mostram que, quando funcionários se mobilizam, o cuidado sai do discurso e vira prática.

O Voluntariado BB também conta com o Programa Mentoria Voluntariado BB, que mostra como o cuidado pode gerar transformação no longo prazo. A iniciativa conecta os voluntários a jovens da rede pública, aprendizes e estagiários, oferecendo orientação estruturada para ampliar oportunidades e reduzir desigualdades, em alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade) e 10 (Redução das Desigualdades).

“Ao apoiar o voluntariado, o BB abre caminhos para a geração de oportunidades, redução de desigualdades e formação de cidadãos mais confiantes e preparados para o futuro. Esse é o papel de uma instituição como o BB, considerada por seis vezes o banco mais sustentável do mundo, para reforçar o compromisso com a transformação social”, afirma Mariana Dias, diretora de Gestão da Cultura e Pessoas do Banco do Brasil.

Podem se cadastrar no Portal Voluntariado BB funcionários do Banco do Brasil da ativa ou aposentados. Além disso, qualquer cidadão convidado por um voluntário BB é bem-vindo para se engajar nas ações.

Para mais informações, acesse https://voluntariadobb.v2v.net/.

Fonte: Banco do Brasil

O que esperar do Banco do Brasil em 2026? Recuperação lenta e gradual

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Após um período de desempenho excepcional entre 2021 e meados de 2024, o Banco do Brasil (BBAS3) entrou em uma fase bem mais desafiadora em 2025, marcada por deterioração do crédito rural, queda expressiva da rentabilidade e forte correção das ações.

A melhora desse cenário ainda não deve vir toda em 2026, segundo Daniel Utsch, gestor de renda variável da Nero Capital, que classifica o momento atual como resultado de uma “tempestade perfeita” após um ciclo extraordinariamente favorável.

Segundo o gestor, o banco colheu frutos relevantes nos anos recentes. “O Banco do Brasil teve um desempenho excelente, muito acima da expectativa, entre 2021 e meados de 2024”, afirma. Esse resultado foi impulsionado por um ciclo do agronegócio bastante positivo, pela forte presença da carteira de funcionários públicos federais e por um retorno sobre patrimônio (ROE) que superou os 20%, patamar historicamente elevado para a instituição.

O cenário começou a mudar há cerca de um ano e meio. A piora significativa do agronegócio levou a inadimplência a níveis recordes, pressionando a rentabilidade. “Agora tem um ano e meio que passa, entre aspas, por uma tempestade perfeita, puxada pelo agro, que piorou demais”, diz Utsch. Como consequência, o ROE recuou para cerca de 8,5%, bem abaixo do observado no auge do ciclo.

Na avaliação do gestor, o problema atual do agro é majoritariamente conjuntural. Apesar de os preços das commodities agrícolas ainda estarem relativamente favoráveis quando comparados ao câmbio em uma perspectiva histórica, o setor sofreu forte aumento de custos nos anos anteriores. “Muitos produtores talvez tenham investido mais do que deveriam e assumiram uma alavancagem mais alta”, explica.

Esse movimento foi mais intenso entre pequenos e médios produtores, especialmente no Sul do país, com destaque para o Rio Grande do Sul. “O produtor enorme do Mato Grosso não teve tanto essa característica, mas os pequenos e médios do Sul, sim”, afirma. É justamente nesse segmento que o Banco do Brasil possui maior exposição, o que, segundo Utsch, não é inesperado, dado o papel histórico da instituição. “É exatamente onde o Banco do Brasil tem a sua maior exposição naturalmente, porque ele tem o seu objeto social de fomentar o negócio.”

Além do choque de custos e de preços menos favoráveis, o cenário climático adverso da última safra contribuiu para o pico de inadimplência observado. Para enfrentar esse quadro, o banco vem adotando uma série de medidas internas. “O banco está com uma série de iniciativas de renegociação, extensão de prazo e rolagem”, diz o gestor, ressaltando que a estratégia busca permitir uma reação efetiva da inadimplência ao longo do tempo, e não apenas adiar o problema.

A expectativa, segundo Utsch, é de alguma melhora com a acomodação do ciclo do agronegócio, mas sem uma recuperação plena no curto prazo. “A gente espera uma melhora, mas ainda não vem toda provavelmente nesse ano de 26”, afirma. Um retorno sobre capital acima do custo de capital, na visão do gestor, deve ficar mais para frente. “Isso deve vir mais para 27, 28 talvez.”

Enquanto isso, o mercado segue refletindo esse cenário nos preços das ações. O papel do Banco do Brasil acumula queda de cerca de 35% a 40% em relação às máximas e hoje negocia próximo de 0,7 vez o valor patrimonial, com múltiplos entre 4,5 e 5 vezes o lucro. “É uma queda relevante, óbvio que aconteceu, mas a gente acha que vai ter uma reversão”, diz Utsch, ressaltando que a tese é voltada ao longo prazo. “Talvez a reversão não ocorra rapidamente, então não há do nosso lado um otimismo de curtíssimo prazo.”

Além dos desafios operacionais, o gestor destaca o risco político associado ao fato de o Banco do Brasil ser uma estatal. “A gente tem um ano eleitoral, uma eleição que muito provavelmente para o mercado vai ser bastante binária, polarizada, e isso reflete também nas ações”, afirma.

Embora o banco não seja visto hoje como um ativo político tão sensível quanto em outros momentos, esse fator tende a ganhar peso ao longo de 2026, especialmente à medida que o calendário eleitoral avança.

Ainda assim, na visão da Nero Capital, o valuation deprimido e a perspectiva de normalização gradual sustentam uma posição construtiva para quem tem horizonte mais longo. “A gente gosta da posição olhando para um prazo mais longo”, conclui Utsch, mesmo reconhecendo que o caminho até a recuperação deve ser lento e sujeito a volatilidade.

A XP acredita que uma melhora nos indicadores de inadimplência pode ocorrer em 2026; no entanto, não há expectativa de reversão de provisões, que só devem acontecer quando os produtores demonstrarem comportamento de pagamento consistente, menor alavancagem, garantias mais robustas e ciclos de fluxo de caixa mais saudáveis.

“As melhorias serão graduais, pois a reversão de provisões depende de reduções mensuráveis ​​e progressivas nas perdas esperadas. No longo prazo, o crédito rural continua sendo um negócio essencial, mas a carteira deve crescer em um ritmo mais lento, com disciplina de risco mais rigorosa e maior seletividade na concessão de crédito”, apontam os analistas. A XP tem recomendação neutra para os ativos BBAS3, com preço-alvo de R$ 25.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil deixa o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025

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O ranking das 10 empresas mais valiosas da bolsa brasileira mudou de forma significativa ao longo de 2025, com a ascensão de nomes como BTG Pactual (BPAC11) e Axia Energia (AXIA3) e a desvalorização de companhias como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4).

A Petrobras despontava como a empresa mais valiosa da bolsa brasileira até meados do ano, mas agora disputa essa liderança com o Itaú (ITUB4). Afinal, a estatal perdeu mais de R$ 80 bilhões em valor de mercado diante da baixa do petróleo, enquanto o banco teve uma valorização superior a R$ 131 bilhões, impulsionado por resultados e dividendos robustos.

Com isso, o Itaú era avaliado em R$ 413 bilhões no fechamento de 29 de dezembro, enquanto a Petrobras valia R$ 407,9 bilhões, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. O banco caminha, então, para fechar o ano no topo da B3, a não ser que algo extraordinário aconteça nas últimas horas de negociação de 2025.

O salto do Itaú impressiona, mas ainda não foi o maior do ano. É que o BTG Pactual ganhou impressionantes R$ 178 bilhões em valor de mercado em 2025, até 29 de dezembro. Por isso, saltou da 7ª para a 3ª posição no ranking das empresas mais valiosas da B3, chegando a superar a Vale (VALE3), que briga para retomar o 3ª lugar no último pregão do ano.

Outro avanço significativo foi da Axia Energia, a antiga Eletrobras, que quase dobrou sua capitalização ao longo do ano e, com isso, pulou da 12ª para a 8ª posição na lista das companhias de maior valor de mercado da bolsa brasileira.

Destaque ainda para o Bradesco (BBDC4), que teve uma valorização superior a R$ 65 bilhões, com isso, subiu uma posição no “top 10” da B3.

Baixas

O Banco do Brasil, por outro lado, deixou o ranking das 10 empresas mais valiosas da B3 em 2025. Pressionado pela alta da inadimplência no agronegócio e das provisões, o BB lucrou menos e, com isso, perdeu R$ 13,5 bilhões em valor de mercado ao longo do ano. Por isso, caiu da 6ª para a 11ª posição da lista de maiores empresas da bolsa.

A Weg (WEGE3) também perdeu espaço no ranking, caindo da 4ª para a 6ª posição. Afinal, também não animou o mercado com os seus resultados e ainda entrou na mira do tarifaço de Donald Trump. Por isso, perdeu cerca de R$ 17 bilhões em valor de mercado ao longo de 2025.

Em meio a essas altas e baixas, três companhias conseguiram manter-se firmes na lista das empresas mais valiosas da B3.

Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, o feito foi obtido por Ambev (ABEV3), Itaúsa (ITSA4) e Santander (SANB11), que seguraram a 5ª, 9ª e 10ª posição do ranking, respectivamente.

Fonte: Investidor 10

Douglas André Stédile assume gerência do BB em Farroupilha

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Douglas André Stédile é o novo gerente da agência do Banco do Brasil em Farroupilha. Ele substitui Suzan Elaine Franco Tonial, que foi transferida para a cidade de Nova Bassano.

Stédile assumiu a função no dia 29 de outubro, vindo de Passo Fundo, e destacou estar satisfeito com a mudança. Segundo ele, Farroupilha é um município próspero, com economia forte e sustentável, o que reforça as expectativas positivas para o trabalho à frente da agência.

Em entrevista à Spaço FM, o novo gerente comentou sobre os desafios da nova função e ressaltou que tanto pessoas físicas quanto jurídicas contarão com um atendimento cada vez mais qualificado e diferenciado.

Durante a conversa, Stédile também abordou as mudanças previstas para o Pix em 2026, alertando os correntistas sobre golpes aplicados por criminosos que se aproveitam de momentos de transição e atualização no sistema financeiro. Ele reforçou a importância da atenção e dos cuidados na realização de transações bancárias.

Fonte: Spaço FM

Em reunião, dirigentes em SP querem ampliação do trabalho remoto

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No dia 18 de dezembro, o Sindicato esteve reunido com o superintendente estadual do Banco do Brasil para debater a ampliação do TRI (Regime de Trabalho Remoto), que combina trabalho remoto e presencial, para todos os escritórios.

Outra demanda apresentada ao banco foi a inclusão dos gerentes de serviços no TRI, como inicialmente estava previsto no plano piloto, com um dia de home office.

Também foi debatida a situação de dois escritórios do Cenesp. Os dirigentes do Sindicato cobraram uma posição do banco sobre o destino destes escritórios. Se vão sair do Cenesp e, se sim, para onde vão.

“Na reunião com o superintendente estadual trouxemos questões relacionadas com a qualidade de vida dos bancários. Cobramos esclarecimentos sobre o fato de alguns escritórios ainda não estarem em TRI, o que cria modelos de trabalho diferentes para os mesmos cargos, e a ampliação do TRI para todos, inclusive para os gerentes de serviço”, relata a dirigente do Sindicato e bancária do BB Juliana Carminato.

“O TRI melhora a qualidade de vida do bancário, ainda mais em uma cidade como São Paulo; reduz o adoecimento dos trabalhadores; e, inclusive, traz maior produtividade para o banco. Seguiremos na luta para que o modelo seja ampliado para todos”, conclui a dirigente.

O Sindicato aguarda um posicionamento da superintendência estadual sobre os temas abordados na reunião.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Sindicato na Bahia intervém e BB mantém caixas em agência de Salvador

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Depois da intervenção do Sindicato dos Bancários da Bahia, atento às necessidades da população e aos direitos dos funcionários, o Banco do Brasil vai manter os caixas na agência da Liberdade, bairro populoso de Salvador.

A retirada dos caixas representaria uma série de problemas, como barreira tecnológica enfrentada por clientes, sobretudo os mais idosos, sobrecarga de trabalho dos funcionários e risco de adoecimento.

A vitória do Sindicato na agência da Liberdade, portanto, para além da questão trabalhista, é uma garantia de cidadania. Manter os caixas é assegurar que o desenvolvimento tecnológico do setor bancário não deixe para trás aqueles que mais precisam do atendimento presencial e humano.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

BB apresenta proposta de antecipação de valores aquém das necessidades da Cassi

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Representantes das entidades que compõe a comissão de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), realizaram, no dia 10 de dezembro, uma reunião com a direção do BB para discutirem soluções ao fortalecimento financeiro da Cassi.

Para reforçar o caixa e o capital regulatório da entidade de assistência, os trabalhadores solicitaram ao banco o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas, referentes aos 12 meses de 2026, já em janeiro.

Os representantes do BB, entretanto, negaram o pedido dos trabalhadores e apresentaram, como contraproposta, apenas a antecipação de três valores do 13º salário, sem nenhum adiantamento das taxas administrativas, com a alegação de que já seria o suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados.

A direção da Cassi, por sua vez, apontou que esses valores cobririam o caixa até julho de 2026, prazo que os representantes das entidades têm receio de não ser suficiente para uma proposta de equalização das contas, que demanda medidas complexas.

A coordenadora da mesa de negociação, Fernanda Lopes, lembrou que o objetivo da negociação entre os representantes dos trabalhadores e do banco é encontrar soluções definitivas para o custeio. “O atendimento do pedido, feito pelas entidades sindicais que representamos, daria tranquilidade durante a continuidade da negociação para construir uma solução perene à Cassi”, pontuou.

“Nossa reivindicação permanece, para que, o mais breve possível, a gente alcance uma solução de valorização e fortalecimento de uma das maiores conquistas do funcionalismo do BB, para eles mesmos e seus familiares, que é um plano de saúde acessível e que tem como pilar a solidariedade, com o custeio compartilhado entre os participantes e o patrocinador, que é o Banco do Brasil”, completou.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Pará

PrevMais abre novo período para alteração de perfil; prazo até o dia 15/1

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Os participantes ativos, autopatrocinados ou em Benefício Proporcional Diferido (BPD) do PrevMais já podem solicitar mudança em seu perfil de investimento. O primeiro período de alterações do ano permanecerá aberto até o dia 15 de janeiro.

Para auxiliá-lo neste momento, o Economus disponibiliza dados e informações. O Teste de Perfil de Investidor, disponível clicando aqui, oferece acesso à autoavaliação para definir qual perfil é mais aderente a você.

Para saber mais sobre as características de cada perfil de investimento, temos a cartilha completa, que descreve as características. Já o desempenho dos perfis de investimento* apresenta os resultados obtidos nos últimos meses em cada um.

Vale lembrar que, caso a opção de investimento atual ou a pretendida não estejam alinhadas ao perfil do participante, será apresentada uma declaração, para que seja manifestada a ciência dos riscos que serão assumidos inerentes ao perfil escolhido.

Confira outras ferramentas que disponibilizamos para auxiliá-lo em sua escolha:

Como realizar a alteração do seu perfil: clique aqui.
Perguntas e respostas frequentes sobre esse tema aqui.
Vídeo sobre os perfis de investimentos aqui.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco através dos nossos canais de atendimento.

Fonte: Economus

Cláudio Gonçalves, diretor de Investimentos da Previ, é eleito para o Board do PRI

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O diretor de Investimentos da Previ, Cláudio Gonçalves, foi eleito para o board do PRI, Principles for Responsible Investment, comunidade global apoiada pelas Nações Unidas dedicada à promoção de práticas de investimento responsável. A eleição ocorreu entre outubro e dezembro, e o mandato de três anos tem início em 2026.

Mais do que uma conquista institucional, a eleição representa a oportunidade de ampliar a contribuição da Previ, e da América do Sul, para o fortalecimento de mercados financeiros mais sustentáveis, inclusivos e alinhados ao longo prazo. A presença no board do PRI reforça o papel protagonista da Previ no estímulo à agenda do investimento responsável.

Reconhecido mundialmente, o PRI atua para incentivar investidores institucionais a integrar fatores ambientais, sociais e de governança (ASG) no centro de suas decisões, promovendo maior transparência, melhor gestão de riscos e geração de valor sustentável ao longo do tempo.

Para Cláudio Gonçalves, integrar o board do PRI é uma forma de contribuir ativamente para que a agenda global de investimento responsável incorpore diferentes realidades e produza impactos concretos, especialmente em mercados emergentes.

“É uma enorme honra poder representar não só a Previ, mas toda a América do Sul no board do PRI. Nossa região reúne desafios e oportunidades únicas, que exigem abordagens próprias para que o investimento responsável seja, de fato, efetivo. Levar essa perspectiva ao conselho é contribuir para que o PRI construa soluções mais inclusivas, conectadas aos contextos locais e capazes de gerar transformação real”, afirma Cláudio.

Segundo o diretor, o propósito do investimento responsável conjuga desempenho financeiro com engajamento ativo, fortalecimento da governança corporativa e estímulo a práticas mais éticas, transparentes e sustentáveis nas empresas e nos mercados.

“Quando falamos de investimento responsável, falamos de alinhar retorno financeiro com impacto positivo. Risco ASGI é risco financeiro, e integrar esses fatores às decisões de investimentos é uma convicção estratégica de longo prazo. Estar no board do PRI é uma oportunidade de colaborar para que esse entendimento avance globalmente, especialmente em regiões onde o investimento pode ser um vetor importante de desenvolvimento”, completa.

Por que isso é importante para a Previ e seus associados

A participação de Cláudio Gonçalves no PRI fortalece a atuação da Previ em fóruns internacionais estratégicos e amplia sua contribuição para a construção de práticas que impactam diretamente a qualidade dos investimentos e a sustentabilidade dos recursos previdenciários. A atuação no conselho é voluntária e não remunerada, reforçando o caráter institucional e o compromisso com o interesse coletivo.

Além disso, a presença de um representante da América do Sul no board contribui para que as discussões globais considerem as especificidades de mercados emergentes, como contextos regulatórios distintos, desafios de implementação e oportunidades de impacto social e ambiental, fortalecendo o papel do investimento responsável como ferramenta de transformação.

Fonte: Previ

Bancos devem acirrar corrida pelo consignado privado em 2026

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Nos primeiros meses do programa do governo para o consignado privado, aprovado no mês de julho, os bancos públicos aceleraram as concessões já na largada, mas uma série de gargalos operacionais impôs uma postura mais cautelosa entre os bancos privados. Houve inconsistências nas bases de informações das empresas, falhas na integração dos sistemas, problemas no desconto em folha, entre outros entraves.

Superados os pontos mais críticos, as instituições financeiras dão indícios de que pretendem colocar o pé no acelerador, em 2026, para destravar a linha. Em outubro, as concessões no consignado para trabalhadores do setor privado cresceram 4,3% ante setembro, para R$ 6,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central. Um ano antes, o volume era de R$ 1,7 bilhão. Para efeito de comparação, o consignado público somava R$ 8,6 bilhões em outubro.

Reduzir custos segue como uma das maiores dificuldades num cenário de disputa acirrada pelo mercado. Os juros médios praticados para a modalidade chegaram a 59% ao ano em outubro, de 38,7% em igual mês de 2024. Para agentes do setor, os desafios operacionais seguram as taxas em níveis elevados.

“Os próximos 12 meses serão importantes para termos ideia da materialidade dessa linha”, afirma o diretor da S&P Global Ratings Guilherme Machado, responsável pela análise dos bancos em escala nacional. “Esse é um crédito que pode substituir, em certa medida, linhas de crédito pessoal por meio de taxas menores”, acrescenta.

BB quer 20% do mercado

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram os primeiros a liderar o movimento. No BB, a carteira do consignado privado registrou expansão superior a 500% no comparativo anual do terceiro trimestre, a R$ 8,8 bilhões. A meta do banco público é alcançar 20% de participação de mercado. “Já desembolsamos quase R$ 11 bilhões em mais de um milhão de operações, mantendo excelente nível de escrituração”, afirmou a presidente do BB, Tarciana Medeiros.

Os pares privados, por outro lado, adotaram uma perspectiva mais conservadora na abertura do programa. Um dos principais desafios foi o funcionamento do processo de averbação, ou seja, o registro oficial em que a empresa autoriza o desconto direto na folha. No Bradesco, a inadimplência por falta de averbação chegou a superar 12%, segundo o presidente do banco, Marcelo Noronha. “Adotamos uma política de crédito mais restritiva no início, exatamente para não correr certos riscos”, disse Noronha, durante teleconferência com analistas.

Com ajustes operacionais, o Bradesco migrou para uma política mais aberta de adesão e já começou a acelerar as concessões. O Santander, por sua vez, não pretende conceder empréstimos de maneira indiscriminada, mas vê oportunidades de crescimento. “Vamos ser seletivos como sempre fomos, mas o mercado está maior agora, então seremos seletivos em um mercado maior”, explicou o presidente do banco, Mario Leão.

Linha colateralizada

A modalidade é vista como uma oportunidade para preservação da qualidade da carteira de crédito, porque prevê o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. A inadimplência do produto estava em 5% em outubro, abaixo da taxa observada em alternativas não consignadas (8,3%), conforme o BC.

O instrumento também pode ocupar o vácuo deixado pelo colapso nas operações atreladas à antecipação do saque-aniversário, após a adoção de restrições. Entre os ajustes, as normas determinam uma carência de 90 dias entre a adesão ao modelo e a contratação de um empréstimo, além de valores mínimos e máximos nas parcelas. Com as mudanças, as concessões pela linha caíram 80%, de R$ 3 bilhões para R$ 600 milhões, segundo estimativa da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

A substituição, porém, não é automática. Dos 134 milhões de trabalhadores com saldo no FGTS, mais de 85 milhões não têm vínculo de emprego formal, o que bloqueia o acesso ao consignado, conforme a ABBC. Ao mesmo tempo, entre as 26 milhões de pessoas que contrataram operações atreladas à antecipação, 9 milhões estão desempregadas.

“O consignado privado não é o substituto perfeito, porque o FGTS tinha um risco muito atrelado ao fundo de aposentadoria”, diz Machado, da S&P. “Mas independentemente de quanto você tem de FGTS, você consegue usar o consignado privado. No caso da antecipação, dependia muito de quanto era o seu saldo”, destaca.

Cenário positivo

Para instituições ainda em estágios de diversificação, essa característica abre o caminho para atrair consumidores do vasto, mas disputado segmento de média e baixa renda. O PagBank, por exemplo, desenvolveu uma solução no consignado privado como aposta para substituir para compensar as mudanças do FGTS e ampliar uma carteira de crédito que atingiu R$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre. No Inter, o produto resultou em R$ 1,3 bilhões em originações em seis meses, com quase 300 mil novos clientes.

Na visão da equipe de analistas do Itaú BBA, liderada por Pedro Leduc, a popularidade crescente do consignado privado é um dos fatores que contribuirão para uma dinâmica de crédito positiva em 2026. Segundo eles, o consignado de aposentados e pensionistas vem se recuperando, após o cerco do INSS a práticas abusivas. “No geral, o volume de crédito às famílias deverá crescer a taxas sólidas de um dígito alto no próximo ano”, projeta.

Fonte: Invest Talk BB

BC revela os bancos com mais reclamações no Brasil em novo ranking

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A divulgação dos piores bancos do Brasil pelo Banco Central reacendeu alertas no mercado financeiro. O cenário ficou ainda mais sensível após a revelação de que o FGC possui apenas 2,3% do valor que promete garantir, reforçando o Tesouro Direto como alternativa mais segura.

O ranking divulgado pelo Banco Central não avalia solvência ou lucro das instituições. A base da análise está na quantidade de reclamações consideradas procedentes, ponderadas pelo número de clientes, evitando que bancos grandes apareçam pior apenas pelo volume absoluto.

Quanto maior o índice calculado, pior a reputação do banco no atendimento ao consumidor. Nesse levantamento, Banco Inter, Bradesco e C6 figuram entre os mais mal avaliados, enquanto o Nubank aparece com índice baixo, mesmo com base ampla de clientes.

As reclamações que elevam o índice do Banco Central seguem um padrão claro. Elas revelam falhas operacionais que, em situações extremas, podem desencadear crises de confiança e até riscos de liquidez, como mostram os principais pontos a seguir.

Antes de olhar apenas a rentabilidade de um CDB, é essencial analisar o índice de Basileia, que mede a relação entre patrimônio e crédito concedido. O Banco Central exige nível acima de 11% para indicar segurança mínima.

Outro dado relevante é o índice de imobilização, que mostra quanto do patrimônio está preso em ativos difíceis de vender. Quanto menor, melhor. No exemplo citado, o Nubank apresenta Basileia de 15,8% e imobilização de apenas 2,6%.

O Fundo Garantidor de Créditos é visto como escudo automático para aplicações bancárias, mas essa percepção não reflete a realidade. Dados recentes mostram limites estruturais importantes, que merecem atenção, como indicam os pontos abaixo.

Diante das fragilidades do sistema bancário privado, o Tesouro Direto ganhou protagonismo. Ao investir nesses títulos, o aplicador empresta diretamente ao governo federal, eliminando o risco específico de uma instituição financeira.

O emissor soberano possui instrumentos que bancos não têm, como rolagem de dívida e emissão monetária. Por isso, para a parcela do patrimônio que não pode sofrer perdas, os títulos públicos federais hoje funcionam como o cofre mais robusto do investidor brasileiro.

Fonte: Estado de Minas

Por que estrangeiros estão comprando Banco do Brasil enquanto brasileiros vendem

Publicado em: 19/12/2025

Enquanto muitos investidores brasileiros reduziram ou zeraram posição no Banco do Brasil (BBAS3) após a forte deterioração dos resultados recentes, o movimento dos investidores estrangeiros segue na direção oposta. Em encontros com grandes fundos internacionais, o banco estatal brasileiro voltou ao radar como uma oportunidade clássica de valor, impulsionada principalmente pela forte assimetria entre preço e fundamentos.

O BBAS3 negocia atualmente com desconto relevante em relação ao valor patrimonial, refletindo um cenário de pessimismo elevado no mercado doméstico. Esse descolamento chamou atenção de fundos globais, especialmente os especializados em ciclos econômicos e mercados emergentes.

Para esses investidores, o atual nível de preço não reflete apenas resultados fracos recentes, mas embute um prêmio excessivo de risco, principalmente político e setorial.

Agronegócio sustenta a tese: posição estratégica segue intacta

Um dos pilares centrais da tese dos investidores estrangeiros é o agronegócio brasileiro, que permanece como um dos setores mais competitivos e estratégicos da economia nacional. O Banco do Brasil é, historicamente, o principal financiador do agro, com presença dominante no crédito rural.

A leitura dos fundos internacionais é que o ciclo negativo recente no setor — marcado por inadimplência pontual e compressão de margens — tem caráter cíclico, não estrutural. Na visão desses investidores, a normalização da qualidade da carteira pode ocorrer nos próximos anos, devolvendo parte da rentabilidade histórica do banco.

Essa percepção sustenta a expectativa de recuperação gradual dos resultados, mesmo que o curto prazo ainda seja desafiador.

Eleições de 2026 entram no radar e ampliam a assimetria

Outro fator que impulsiona o interesse estrangeiro é o cenário político de 2026. Estatais brasileiras tendem a oscilar fortemente em períodos pré-eleitorais, justamente pela sensibilidade a mudanças de governo e diretrizes estratégicas.

A pergunta que ronda os grandes fundos é direta: quanto o Banco do Brasil poderia valer caso o risco político diminua?

Uma eventual vitória de um candidato de centro ou uma mudança na percepção institucional poderia provocar uma reprecificação rápida dos múltiplos, reduzindo o desconto histórico e destravando valor para os acionistas.

Esse mesmo movimento já foi observado em ciclos anteriores, tanto no Banco do Brasil quanto em outras estatais relevantes do mercado brasileiro.

Possível venda da BB Seguridade em 2026 levanta dúvidas estratégicas

Além do movimento dos estrangeiros, outra informação ganhou força no mercado: a possibilidade de o Banco do Brasil vender parte de sua participação na BB Seguridade em 2026. Atualmente, o banco detém cerca de 66% da seguradora, que é uma das principais fontes de receita recorrente via dividendos.

A eventual venda teria impactos relevantes:

Pontos positivos

  • Entrada expressiva de caixa
  • Reforço de capital
  • Possibilidade de redução de alavancagem
  • Maior flexibilidade para investimentos ou distribuição extraordinária

Pontos negativos

  • Redução direta do fluxo recorrente de dividendos
  • Enfraquecimento de uma das unidades mais rentáveis do conglomerado
  • Dúvidas sobre a estratégia de longo prazo
  • Risco de execução em ano eleitoral

Para investidores focados em renda passiva, a leitura tende a ser mais negativa, já que a BB Seguridade é responsável por uma parcela relevante da previsibilidade dos resultados do Banco do Brasil.
Resultados pressionados e rentabilidade em queda explicam o pessimismo local

O ceticismo do investidor brasileiro não é infundado. Os números recentes mostram uma queda acentuada na rentabilidade do banco:

  • Retorno sobre investimento (ROI) despencou nos últimos 12 meses
  • Lucro apresentou retração anualizada superior a 60%
  • Margens pressionadas pelo ciclo do crédito e pelo agro
  • Dividendos seguem sendo pagos, mas com menor conforto operacional

Esses fatores explicam por que muitos investidores enxergam o papel como uma ação “em carrego”, que pode levar tempo para voltar a entregar retornos mais robustos.

Visão de longo prazo: empresa centenária em ciclo adverso

Na visão de investidores estrangeiros, o Banco do Brasil atravessa mais um ciclo adverso, algo recorrente em sua história de mais de dois séculos. O banco já enfrentou crises econômicas, políticas e setoriais profundas e, ainda assim, conseguiu se manter relevante e lucrativo ao longo do tempo.

A aposta é que, passada a fase mais dura do ciclo atual, a combinação de:

  • desconto elevado
  • normalização do agro
  • redução do risco político
  • pode criar uma janela rara de valorização

Vale a pena investir agora no Banco do Brasil?

O cenário atual exige análise cuidadosa. Para quem já possui BBAS3 na carteira, o momento pede uma revisão da tese, considerando:

  • tolerância ao risco político
  • horizonte de investimento
  • dependência de dividendos no curto prazo

Para quem pensa em entrar, a decisão passa por entender o tempo de recuperação, o custo de oportunidade frente a outras ações e a capacidade de conviver com volatilidade até que os fundamentos voltem a melhorar.

O Banco do Brasil segue pagando dividendos e ocupa posição estratégica na economia brasileira, mas os próximos meses serão decisivos para confirmar se o pessimismo atual representa risco estrutural ou apenas mais um ciclo negativo em uma história longa e resiliente.

Fonte: A Revista

Fundo de pensão do BB supera R$ 10 bilhões em ativos sob gestão em dezembro

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A BB Previdência, o fundo de pensão do conglomerado Banco do Brasil, informou hoje ter superado a marca inédita de R$ 10 bilhões em ativos sob gestão em dezembro. O resultado representa um crescimento de 13% na comparação com o volume registrado no final de 2024.

Segundo a companhia, a base de clientes avançou 7,36% no período até outubro, a 282.112 participantes. Já a rentabilidade atingiu 10,15%, à frente da meta atuarial, de 7,18%. O retorno consolidado dos planos da entidade foi de 171,42% nos últimos 10 anos, também acima da meta atuarial, de 148,40%.

A BB Previdência é uma entidade fechada de previdência complementar que faz a gestão dos planos de clientes com relacionamento com o Banco do Brasil. É uma unidade distinta da BrasilPrev, que atua na previdência aberta.

Fonte: Broadcast

BB Seguridade aprova distribuição de R$ 8,72 bilhões em dividendos

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A BB Seguridade informou nesta quarta-feira (17) que seu conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 8,72 bilhões em dividendos referentes ao lucro líquido do exercício de 2025, segundo fato relevante.

De acordo com a companhia, do montante total, R$ 4,9 bilhões correspondem ao segundo semestre do ano e se somam aos dividendos intercalares de R$ 3,8 bilhões, pagos em 26 de agosto, relativos ao lucro acumulado no 1º semestre.

De acordo com a companhia, do montante total, R$ 4,9 bilhões correspondem ao segundo semestre do ano e se somam aos dividendos intercalares de R$ 3,8 bilhões, pagos em 26 de agosto, relativos ao lucro acumulado no 1º semestre.

Fonte: CNN Brasil

Banco do Brasil lança Pix de presente neste final de ano; sem custo em 2025

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O Pix nasceu em 2020, conquistou o Brasil e hoje é o meio de pagamento mais utilizado no país, segundo o Banco Central. Rápido, simples e sem custo, virou parte da rotina dos brasileiros e, com o tempo, também passou a ser usado como forma de presentear. Por isso, o Banco do Brasil inova e cria o Pix de presente. A solução já está disponível para todos os clientes Pessoas Físicas e permite transferências via Pix de forma personalizada, com um cartão digital temático e uma mensagem especial no momento do envio.

O envio do presente é simples. Após a escolha do tema, da arte e de escrever a mensagem, é possível compartilhar por diferentes aplicativos de mensagens. O projeto, que teve a participação da agência Lew’Lara\TBWA na criação das artes, traz ilustrações de quatro artistas brasileiros e está disponível diretamente no App do BB. As artes trazem cores, ilustrações e temas que representam a cultura nacional. Cada artista desenvolveu ilustrações para os principais temas comemorativos do calendário. E inicialmente, estão disponíveis artes natalinas e de aniversários.

Bacaro Borges: Direto de Bezerros, Pernambuco, Bacaro começou na xilogravura aos 4 anos, inspirado pelo pai, o mestre J. Borges. Sua arte mistura tradição e modernidade, levando a cultura nordestina para murais e superfícies diversas.

Filipe Grimaldi: Designer gráfico e artista visual, Filipe é referência na pintura de letra popular no Brasil. Seu estilo tem traços únicos e inspiração na cultura de rua, além de compartilhar conhecimento como professor e ministrar oficinas.

Agatha de Faveri: Natural de Santo André/SP, Agatha combina pintura acrílica, óleo e spray com lettering artístico. Suas obras trazem rostos e figuras cheias de expressão, sempre com um toque contemporâneo.

Luiza de Souza: Ilustradora e quadrinista de Currais Novos/RN, Luiza é criadora de HQs que conquistaram a internet, como Arlindo. Suas ilustrações contam histórias sobre pessoas, afetos e os pequenos universos ao nosso redor.

O serviço é opcional e neste Natal, o BB está disponibilizando a novidade sem custo. Em 2026, o custo será a partir de R$ 0,99. A funcionalidade agrega valor emocional à transação, sem alterar a dinâmica do Pix, que permanece gratuito e disponível para todos os usuários.

“Com o Pix de presente, o BB reforça sua vocação para conectar pessoas e tornar a experiência financeira mais próxima, além do seu compromisso com a inovação e a valorização dos laços afetivos A novidade transforma um simples envio em um gesto cheio de carinho, e ainda reforça o nosso papel na valorização da identidade e cultura brasileira”, comenta a executiva de Meios de Pagamento do Banco do Brasil, Dione Cordioli.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil oferece crédito orientado para famílias no CadÚnico

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O Banco do Brasil começou a oferecer crédito orientado para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nesta semana. A iniciativa faz parte do programa Acredita no Primeiro Passo, e é voltado para ações de empreendedorismo para pessoas em vulnerabilidade.

O acordo do banco com o governo federal havia sido assinado na última quarta-feira (10), em reunião com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Com a modalidade, a instituição pretende expandir a oferta do microcrédito orientado para todo o território nacional.

Segundo o vice-presidente de negócios, governo e sustentabilidade do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, alguns créditos já começaram a ser liberados em novembro, em caráter experimental. “Nós iniciamos trabalhando o programa em novembro e já estamos em processo de mil contratações. O objetivo é que a partir dessa experiência do Distrito Federal a gente passe a expandir para o Brasil todo”, disse.

De acordo com o ministro Wellington Dias, as três modalidades do programa, que incluem o Agroamigo e o Procred, já disponibilizaram cerca de R$ 13 bilhões em crédito para os microempreendedores. Somente no eixo de promoção ao empreendedorismo, a iniciativa registrou mais de 190 mil operações de crédito orientado, totalizando R$ 1,7 bilhão em um ano.

Fonte: Itatiaia

Justiça do MA concede liminar e suspende cobrança de crédito rural do BB

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Em caso patrocinado pela banca LCB Advogados, a Justiça do Maranhão concedeu tutela de urgência em favor de produtores rurais da pecuária de corte, reconhecendo o direito ao alongamento da dívida rural e suspendendo imediatamente a exigibilidade de financiamentos bancários contratados junto ao Banco do Brasil.

A decisão também impediu a negativação dos produtores, afastou a cobrança de encargos moratórios e preservou as garantias, assegurando a continuidade da atividade rural enquanto o mérito da ação é analisado.

Os produtores rurais exercem atividade de recria e engorda de gado de corte. Para fomento da atividade, contrataram três operações de crédito rural formalizadas por meio de Cédulas de Crédito Bancário.

Entretanto, a atividade foi severamente impactada por fatores adversos e imprevisíveis. Houve queda abrupta no preço da arroba do boi gordo, elevação extraordinária dos custos de produção e, ainda, um fato de força maior que agravou significativamente a situação financeira: o colapso de uma ponte interestadual, peça essencial da infraestrutura logística regional.

O evento comprometeu a logística regional, dificultando o escoamento da produção pecuária, circunstância que levou à decretação de Estado de Calamidade Pública tanto pelo município afetado, quanto pelo Estado do Maranhão.

Diante desse cenário, os produtores buscaram administrativamente a prorrogação das dívidas, apresentando laudos técnicos e documentação comprobatória. O banco, contudo, exigiu o pagamento de entrada e impôs significativa majoração dos juros.

Ao analisar o pedido de tutela de urgência, o juízo reconheceu a presença dos requisitos do art. 300 do CPC.

Quanto à probabilidade do direito, destacou que a legislação especial do crédito rural (Lei nº 4.829/65 e Manual de Crédito Rural) assegura ao produtor o direito ao alongamento quando comprovadas dificuldades temporárias decorrentes de fatores adversos. O magistrado citou expressamente a Súmula 298 do STJ, ressaltando que o alongamento da dívida rural não constitui faculdade da instituição financeira, mas direito do devedor.

A decisão ressaltou que os documentos apresentados — decretos de calamidade pública e laudo técnico — demonstraram que o inadimplemento não decorreu de má-fé, mas de risco sistêmico, justificando a readequação do cronograma de pagamento à capacidade real de geração de caixa dos produtores.

Quanto ao perigo de dano, o juízo reconheceu que a negativação e o vencimento antecipado das dívidas inviabilizariam a continuidade da atividade pecuária, comprometendo a própria fonte pagadora e conduzindo à insolvência da empresa rural.

Diante disso, a Justiça:

  • determinou a suspensão da cobrança das três cédulas de crédito bancário;
  • impediu a negativação dos nomes dos produtores em cadastros restritivos de crédito.

A liminar concedida no Maranhão reafirma que o crédito rural é instrumento de política agrícola e não mera relação bancária comum. Quando preenchidos os requisitos legais, o produtor tem direito à readequação de suas dívidas e à preservação de sua atividade.

A decisão também demonstra sensibilidade do Judiciário à realidade do campo, reconhecendo que a restrição de crédito, em tais circunstâncias, pode levar ao colapso da atividade produtiva.

Decisões como essa oferecem segurança jurídica aos produtores rurais e sinalizam que o Judiciário está atento aos efeitos reais das crises que atingem o setor agropecuário.

Fonte: Direito Rural

Funcionários do Banco do Brasil serão transferidos do Cenesp

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Após anos de muita luta e reivindicações junto ao Banco do Brasil, o Sindicato dos Bancários de São Paulo conquistou a transferência de 2,3 mil funcionários lotados no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp) para um prédio situado na rua da Consolação, no centro de São Paulo.

A transferência envolve a Central de Negócios e Operações (Cenop), a Super Operações e a Plataforma de Soluções em Valores (CSV).

O Cenesp fica no Jardim São Luís, na zona sul da capital paulista. O local é considerado isolado e de difícil acesso. A mudança para uma área mais acessível era uma reivindicação dos funcionários desde que foram transferidos para o Cenesp, em 2019.

“É uma conquista da luta do movimento sindical iniciada a partir de uma reivindicação feita há anos. É também uma demonstração clara de que mesmo diante de problemas, há uma diferença de olhar da atual gestão do BB para com os trabalhadores. Houve de fato uma preocupação com as reivindicações daqueles funcionários, que avaliam muito positivamente a mudança”, destaca Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

O Banco do Brasil havia iniciado ainda em 2023 a transferência do pessoal lotado no Cenesp para outros locais mais próximos das suas residências.

Os escritórios exclusivos já tinham sido transferidos e agora foi a vez de todos os prefixos do Cenop em São Paulo, que ficarão reunidos no prédio situado na Consolação, onde há muitas opções de transporte público, restaurantes e comércio.

A transferência está sendo realizada em etapas, e a previsão é que seja concluída até o fim de janeiro.

O evento oficial de lançamento do novo centro administrativo do Banco do Brasil foi realizado nesta terça-feira 16, com a presença da vice-presidente corporativa da empresa, Ana Cristina Rosa Garcia, de membros da Gestão de Pessoas (Gepes) e do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

“Nós avaliamos positivamente a mudança e seguiremos acompanhando os trabalhadores no novo local. Mas, para isto, é fundamental que o Sindicato continue tendo acesso aos funcionários que foram transferidos”, enfatiza Leonardo Imbiriba, dirigente sindical e bancários do Banco do Brasil.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

CONTEC debate sobrecarga de trabalho, metas e estrutura em reunião com o BB

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Nesta terça-feira, 16 de dezembro, a CONTEC realizou reunião com representantes do Banco do Brasil, para tratar de temas centrais que impactam diretamente as condições de trabalho dos bancários, como sobrecarga de trabalho, estrutura de funções, metas abusivas, assédio moral, incorporação de gratificação, além de questões relacionadas à estrutura da rede e aos empregados cedidos.

Confira abaixo os principais pontos discutidos na reunião e os encaminhamentos assumidos pelo Banco do Brasil diante das reivindicações apresentadas pela CONTEC:

1) Sobrecarga de trabalho / estrutura de funções

PSB x demandas do CENOP

A CONTEC relatou sobrecarga na Rede PSB pelo acúmulo de tarefas do CENOP (cadastros, Plano Safra, sinistros), com risco de erros na atividade-fim, especialmente pelo manuseio de altos valores. O problema foi relatado como nacional, com maior incidência em São Paulo.

O BB informou que a DIOP considera a rede integrada e realiza realocação de tarefas para administrar picos de demanda, não caracterizando desvio de função.

Encaminhamento: o Dr. Eduardo se comprometeu a levar a preocupação à DIOP para reavaliação.

Gerentes de Caixa (Gerentes de Módulo)

A CONTEC registrou que gerentes vêm operando caixa por falta de pessoal, acumulando essa atividade com protocolos, tesouraria e metas, sobretudo em agências “estilo”, inclusive com denúncias ao MPT.

O BB considerou a situação incomum, afirmando que a abertura de caixa por gerentes deve ocorrer apenas em situações pontuais.

Encaminhamento: o BB solicitou o detalhamento dos casos para apuração.

Medidas citadas pelo BB

Contratação de 5.480 novos empregados e adoção de programas de remoção incentivada.

2) Metas abusivas e assédio moral

A CONTEC apontou a sobrecarga como o tema mais urgente nas agências, com relatos de adoecimento, esgotamento e sofrimento dos trabalhadores. Foram registradas críticas às metas crescentes e consideradas abusivas, alterações de regras no final do semestre e impactos à saúde mental (depressão e burnout), além de questionamentos sobre a efetividade das pesquisas de clima.

O BB ponderou quanto a generalizações, reconheceu que excessos devem ser coibidos, reforçou a existência de canais de denúncia, punições e o anonimato das pesquisas.
Encaminhamento: ficou acordado o agendamento de reunião específica para aprofundar o debate sobre metas.

3) Súmula 372 do TST – incorporação de gratificação

A CONTEC criticou a interpretação do BB que limita a contagem do período de 10 anos (2007 a 2017), excluindo tempo anterior, e registrou a existência de decisões judiciais favoráveis em ações individuais e coletivas. Esclareceu-se que a reivindicação trata do mérito da interpretação adotada pelo banco.

Encaminhamento: a CONTEC apresentará pedido formal por escrito, devidamente fundamentado, buscando solução negociada e evitando judicialização em massa.

4) Estrutura da rede, expansão e cedidos

O BB informou que não há movimento de fechamento de agências, com rede estável desde 2021 e presença em 93% dos municípios. Houve expansão da GEPS e criação de centenas de vagas nas áreas de Investimentos (GINVs), Agronegócio e Varejo PJ (RAI). Quanto aos cedidos, foram implementadas melhorias no GSV para registro de férias diretamente pela plataforma e descentralização do processo de cessão sindical.

A CONTEC registrou, contudo, a persistência de demora em demandas que dependem do SEAD, especialmente relacionadas à folha de pagamento.

Fonte: Contec