BB vê recuperação em andamento na agropecuária do Rio Grande do Sul

Publicado em: 20/03/2026

Após cinco safras frustradas, com seca, estiagem severa e enchente, a agropecuária do Rio Grande do Sul encontra-se em recuperação, avalia o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BB), Gilson Bittencourt. “O Rio Grande do Sul ainda vai demorar alguns anos para a recuperação. Em outras regiões, onde o problema foi mais pontual, o tempo de recuperação é muito mais rápido. Agora No Rio Grande do Sul, o processo vai demorar um pouco mais, e, por isso, a necessidade do melhor planejamento, do produtor olhar a sua atividade do ponto de vista produtivo e econômico em um prazo maior”, disse Bittencourt, em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro , nos bastidores da Expodireto Cotrijal, feira agropecuária realizada em Não-me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul.

Para Bittencourt, uma das necessidades dos agricultores gaúchos será a busca da constância. “Não adianta ter uma produtividade em uma determinada região de 60 a 70 sacas de soja por hectare em um ano, que é uma boa produtividade, e nos dois, três anos seguintes, obter com 20 a 30 sacas de soja”, apontou. Isso perpassa o investimento em solos, em tecnologia ou até mesmo a mudança de atividade, segundo ele, pra que os produtores possam manter renda constante no longo prazo. “O Rio Grande do Sul ainda tem muito trabalho a fazer, que não é somente um trabalho do produtor. Os produtores têm mostrado essa resiliência, mas é um trabalho que envolve também assistência técnica das instituições financeiras, dos órgãos governamentais, para incentivar cada vez mais adoção de tecnologias e mecanismos de redução e mitigação dos efeitos climáticos que o Estado tem vivenciado nesses últimos anos”, observou.

Na análise do vice-presidente do BB, o Estado tem produtores em diferentes situações quanto a regiões, culturas e perfil de produtor. “Em determinadas regiões, o impacto foi menor. Há um conjunto de produtores que está em uma situação razoável, não estão endividados, estão com operações de investimento vigentes e adimplentes. Talvez este grupo seja a maior parte dos produtores”, apontou Bittencourt.

Outro grupo de produtores foi afetado pelos eventos climáticos adversos e prorrogou as dívidas, com as renegociações afetando seu fluxo de caixa. “Esse grupo de produtor é o que tem maior dificuldade hoje. Estamos que parte importante desses produtores tenham sido atendidos pela Medida Provisória 1314 de renegociação de dívidas”, pontuou o executivo do BB. O banco registrou R$ 3,3 bilhões em operações de renegociação com juros controlados, sendo grande fatia referente a débitos de produtores do Rio Grande do Sul. “Acreditamos que esse fôlego vai dar condição de recuperação desses produtores que estavam com um problema maior de fluxo de caixa por renegociações anteriores”, pontuou Bittencourt.

Ele destacou, ainda, que parcela das perdas verificadas nos últimos anos no Estado foi coberta pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o que evitou a necessidade de rolagem de financiamentos.

Uma terceira parcela de produtores, entretanto, ainda enfrenta dificuldades financeiras mesmo com a postergação dos financiamentos, apontou Bittencourt. “O maior desafio é buscar alternativas. Parte desses produtores precisará reestruturar os seus ativos e terá necessidade de repensar mecanismos de reduzir o seu endividamento, às vezes se desfazendo de um ativo que tenha sido adquirido, para permitir a manutenção na atividade”, avaliou o vice-presidente do BB.

A mitigação dos eventos climáticos extremos, que têm sido frequentes no Rio Grande do Sul, deve ser outra prioridade dos produtores, segundo Bittencourt, com o usos de novas tecnologias, desde irrigação à proteção do solo. “Não se trata de eliminar o risco, mas reduzir a perda, porque um solo melhor tem condições de suportar uma pequena seca. Em alguns casos, a possibilidade pode ser mudar o ciclo das culturas, em outros até mesmo mudar a atividade ou repensar as atividades dentro de cada área da propriedade”, acrescentou. O seguro é um dos instrumentos necessários na conjuntura da agropecuária gaúcha, completou.

Fonte: Investalk BB

BB oferece R$ 200 mi em linhas de financiamento durante a Expogrande 2024

Publicado em: 11/04/2024

O Banco do Brasil irá oferecer linhas de crédito especiais, em parceria com a Fiems, durante a 84ª Expogrande. Cerca de R$ 200 milhões em financiamentos serão oferecidos até o dia 14 de abril. A fonte principal de recursos é o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), com taxas a partir de 7,32% ao ano para alguns itens financiados e prazo de até 12 anos.

Os financiamentos contemplam linhas de custeio, Cédulas de Produto Rural (CPR) e investimento para aquisição dos bens de produção comercializados pelos expositores durante a feira. Aquisição de insumos destinados à produção agrícola e pecuária é um dos focos dos empréstimos, como máquinas e implementos agrícolas, animais para melhoramento genético e matrizes para cria, recria e engorda comercializados nos leilões.

Crosara Júnior, vice-presidente da Fiems, destacou a necessidade de aproximar o Banco do Brasil dos produtores rurais e do público em geral. “Em uma articulação do presidente Sérgio Longen, a Fiems traz o estande do Banco do Brasil para dentro do Pavilhão da Indústria, para mostrar aos visitantes as oportunidades de recursos no sentido de dinamizar a economia. Essa é uma iniciativa importante do Banco do Brasil junto com a Fiems”.

O titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, afirma que o acesso ao crédito é uma ferramenta fundamental para acelerar a economia. “Este é um bom momento para que o produtor olhe o futuro de Mato Grosso do Sul e identifique a perspectiva de continuidade do crescimento econômico. Quem investir agora, com crédito adequado, com certeza vai alcançar o sucesso lá na frente”.

Fonte: Capital News

BB anuncia medidas de repactuação e linhas de crédito para pecuária

Publicado em: 29/03/2017


O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira, 29, que oferecerá a seus clientes pecuaristas a possibilidade de prorrogar, por um ano, operações de custeio e investimento com vencimento entre março e junho deste ano.

A medida pode beneficiar 77 mil clientes que possuem R$ 4,7 bilhões em operações passíveis de prorrogação. O Banco manterá as taxas das operações originais.

O objetivo do Banco do Brasil é apoiar os produtores rurais pecuaristas que possam apresentar dificuldade momentânea para comercializar sua produção.

As agências do Banco do Brasil já estão preparadas para atender os pecuaristas a partir de amanhã, 30.

– Novas linhas de crédito oferecem R$ 1 bilhão a pecuaristas

Para as novas operações, o BB destina R$ 1 bilhão em duas soluções de empréstimos.

Uma delas é voltada para a retenção de bezerros, matrizes e bois, permitindo aos produtores aguardarem a retomada de preços do mercado para comercialização.

A outra iniciativa é uma alternativa de financiamento, com recursos próprios do Banco, envolvendo a aquisição de bovinos para recria e engorda.

As novas linhas possuem prazo de até dois anos e utilizam recursos captados da LCA. As taxas variam entre 9,9% e 12,75% a.a.

Maior parceiro do agronegócio, a carteira de crédito do Banco do Brasil atingiu R$ 179,8 bilhões em dezembro de 2016. A contribuição da bovinocultura neste montante é de 20,9%.

Fonte: Notícias Agrícolas

BB recebe mais de R$ 50 milhões em propostas para próxima safra

Publicado em: 08/02/2017


Em 15 dias, o Banco do Brasil recebeu mais de mil propostas, com potencial de R$ 548 milhões em negócios; desses, R$ 59 milhões foram de produtores de Mato Grosso. O Banco anunciou no final do mês passado, que poderá liberar até R$ 3 bilhões para o pré-custeio da safra 17/18 no Estado. Se o montante se confirmar, o valor corresponderá a um aumento de 114% em relação aos recursos liberados no ano passado, para o pré-custeio do atual ciclo.

De acordo com entidades que representam os produtores, como Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), tomando os recursos nesses primeiros dias após a liberação dos recursos, o agricultor conta com a possibilidade de antecipar a aquisição de insumos e se livra do pico de compras.

Como aponta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a antecipação é favorável, pois a movimentação de compras para nova safra já é observada pelo Estado. De acordo com os dados do órgão, o custo total da safra 17-18, até o final de janeiro, estava estimado em R$ 3.564,81/ha, valor 3,3% inferior ao da safra 16-17.

Fonte: MT Agora