BB reforça consultoria e agências para disputar investidores com fintechs: “cliente quer contato humano”

Publicado em: 20/03/2026

Com novas agências, atendimento consultivo e foco em clientes de alta renda, BB busca ampliar relacionamento financeiro e ganhar espaço no mercado de investimentos.

A estratégia do Banco do Brasil (BBAS3) quer reforçar a proximidade com o cliente em um momento em que bancos digitais e corretoras independentes ampliam a disputa por investidores envolve combinar tecnologia, atendimento especializado e presença física em um modelo híbrido – que mistura canais digitais e presenciais – para fortalecer o relacionamento financeiro e ampliar o espaço no mercado de investimentos.

No dia 5 de março, o E-Investidor acompanhou, em Belém (PA), a inauguração de um novo Ponto BB e da primeira Casa Estilo do País, iniciativa focada no público de alta renda, em empresas e no agronegócio. Durante o evento, executivas do banco afirmaram que uma das prioridades para 2026 é tornar o atendimento ao investidor mais próximo e acolhedor, oferecendo consultoria financeira mais estruturada e integrada entre diferentes segmentos de clientes.

Segundo Larissa Novais, diretora de clientes pessoa física do banco, a estratégia parte da constatação de que o perfil do consumidor mudou e hoje ele combina autonomia digital com busca por orientação especializada.

Barbara Freitas, gerente-geral da unidade de atendimento, explica que “nos canais digitais os clientes buscam muito o autosserviço e as transações do dia a dia”. “Já no canal presencial, como as agências, vemos um movimento cada vez maior voltado para negócios e assessoria financeira. Quando o cliente quer falar de operações mais estruturadas, ele valoriza muito o contato humano”, afirma.

Estratégia usa agências como centros de consultoria

A mudança no comportamento do investidor também ajuda a explicar a reformulação das agências bancárias. Em vez de espaços focados apenas em operações bancárias, o banco quer transformar esses pontos físicos em centros de relacionamento e orientação financeira. Nesse contexto, surgem os chamados Pontos BB, que combinam atendimento bancário com parcerias comerciais e experiências para clientes.

“As parcerias ajudam a oferecer uma experiência mais completa para o cliente e transformam a agência em um ponto de encontro”, afirma Freitas. “ Além disso, quando você compartilha o espaço físico com parceiros, consegue uma gestão mais eficiente daquele ponto”, complementa.

Segundo ela, em algumas localidades o modelo já permite dividir custos operacionais com empresas parceiras. “Dependendo da parceria, até 25% do custo do imóvel pode ser compartilhado”, diz. O sistema é chamado de “win-win” (ganha-ganha) pelas executivas, melhora a experiência do cliente e traz mais fluxo para a agência e ainda aumenta a eficiência.

O banco já testa esse modelo em algumas unidades. Um dos pilotos citados por Bárbara Freitas envolve uma parceria com a Cacau Show em uma agência na região da Faria Lima, na Capital paulista.

Integração entre pessoa física e empresas

Outra frente da estratégia envolve integrar melhor o atendimento de clientes pessoa física (PF) e pessoa jurídica (PJ), algo que o banco considera como potencial relevante de geração de negócios. Segundo Novais, muitos clientes já mantêm relacionamento com o BB nos dois perfis, mas a instituição vê espaço para ampliar essa conexão dentro das agências.

Testes realizados pelo banco indicam que essa abordagem pode aumentar significativamente o potencial de receita. Em um piloto realizado com dirigentes que possuem contas como PF e PJ, o banco observou um aumento expressivo no desempenho comercial.

“Observamos um incremento de margem de 70% na pessoa jurídica quando há integração no atendimento e no relacionamento. Isso mostra que existe um espaço grande para crescer nessa frente”, afirma Novais.

Competição com fintechs e plataformas digitais

A estratégia também responde a um ambiente de competição crescente no sistema financeiro, marcado pela expansão de fintechs e plataformas digitais de investimento. “A gente costuma dizer que somos uma fintech de mais de 200 anos. Apesar da nossa longevidade, inovamos todos os dias”, explica a diretora de clientes.

Hoje, segundo a executiva, o banco já possui uma base significativa de clientes digitais. Apenas no último ano, cerca de 3,7 milhões de contas foram abertas digitalmente e em menos de 5 minutos por cliente.

Freitas acrescenta que o app do BB já concentra grande parte da interação com os correntistas. “Temos 35 milhões de clientes que usam canais digitais e chagamos a ter 12 milhões acessando o aplicativo do banco em um único dia”, diz.

Para ela, o diferencial competitivo está justamente na combinação entre tecnologia e relacionamento humano. “Mesmo o cliente que é 100% digital, quando precisa tomar uma decisão importante de investimento, muitas vezes quer conversar com alguém e ter orientação”, afirma.

A corrida do BB pela “principalidade” na alta renda

No centro do Banco do Brasil está um indicador acompanhado de perto chamado “principalidade“. Basicamente, é utilizado internamente para medir o grau de relacionamento financeiro que um cliente mantém com o banco. Segundo Larissa Novais, diretora de clientes pessoa física da instituição, o indicador reflete quando o cliente concentra no banco a maior parte do seu fluxo financeiro, como recebimento de salário, movimentação de conta, crédito e investimentos.

“A principalidade é um indicador que a gente sempre quer crescer”, afirma a diretora.

Na prática, quanto maior a principalidade, maior também tende a ser a rentabilidade do relacionamento. Isso ocorre porque o banco passa a concentrar diferentes produtos financeiros do mesmo cliente – como investimentos, cartões, crédito e seguros – aumentando a recorrência de receitas.

Uma das frentes para impulsionar esse indicador está no segmento de alta renda, considerado estratégico para a expansão da base de investidores. Entre as iniciativas está o lançamento da Casa Estilo, um espaço dedicado a clientes de maior patrimônio e investidores, além de novos produtos voltados a esse segmento.

“Na estratégia para alta renda acabamos de lançar um cartão premium (o Altus Liv, lançado no final de 2025) e já cresceu mais de 33% na quantidade de clientes com esse produto, que têm um faturamento muito maior. No total, o faturamento dessa frente cresceu mais de 20%”, afirma a executiva.

O banco também criou um novo subsegmento voltado a investidores com patrimônio mais elevado. Chamado de High Estilo, o modelo é direcionado a clientes com pelo menos R$ 1 milhão em investimentos, oferecendo atendimento personalizado. “Hoje já temos 185 mil clientes nesse novo modelo de relacionamento”, afirma Novais.

O banco pretende ampliar em cerca de 25% o número de clientes do segmento Estilo até 2029, com a expansão iniciada em 2025.

“Já crescemos cerca de 6% na base Estilo em 2025 e a estratégia continua para os próximos anos”, diz a diretora.

Crédito do trabalhador puxa varejo do Banco do Brasil

Ao mesmo tempo, o banco busca ampliar o relacionamento com clientes de outros perfis, incluindo o público de varejo. Uma das apostas nessa frente é o chamado crédito do trabalhador, que ganhou força nos últimos anos e deve continuar sendo expandido com apoio de modelos analíticos.

Segundo Novais, o banco vem utilizando cruzamento de dados entre empresas e clientes para aumentar a precisão da concessão de crédito. O BB está tornando o processo mais cauteloso utilizando inteligência de dados aplicada à análise de crédito. Basicamente, o sistema cruza informações de diferentes fontes para entender o perfil financeiro do cliente, seu histórico de relacionamento com o banco e seu comportamento ao longo do tempo.

Na prática, os modelos analisam dados como movimentação financeira, histórico de crédito, pontualidade nos pagamentos, nível de endividamento, renda, relacionamento com o BB e variáveis econômicas mais amplas. Esses dados são tratados por modelos estatísticos e de inteligência artificial que identificam padrões, riscos e oportunidades, ajudando o BB a avaliar a capacidade de pagamento e a oferecer condições mais adequadas a cada cliente.

“Isso permite ampliar o público com segurança e crescer também nesse segmento”, explica.

Lembrando que: o BB confirmou que toda a análise é realizada conforme a legislação vigente e não substitui a governança e nem as políticas de crédito.

Outro grupo considerado estratégico para elevar a principalidade contém os chamados proventistas, clientes que recebem salário pelo banco. Atualmente, cerca de 11,3 milhões de clientes se enquadram nessa categoria. “Esses clientes, em geral, já têm muita principalidade conosco, porque o fluxo financeiro deles está no banco. Então também é nossa estratégia ampliar cada vez mais o relacionamento com esses clientes e trazer mais proventistas para a nossa base”, explica Larissa Novais.

A estratégia do Banco do Brasil (BBAS3) é que essa combinação entre tecnologia, consultoria e presença física mais estruturada ajude a fortalecer o relacionamento com investidores e a disputar espaço em um mercado cada vez mais concorrido. (Estadão)

Fonte: Sindicato dos Bancários de Cascavel

BB diz ao TCU que não tem estudos ou discussões sobre federalizar BRB

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O Banco do Brasil afirmou ao Tribunal de Contas da União (TCU), em documento produzido nesta semana, que não tem estudos ou discussões, concluídos ou em andamento, sobre a possibilidade de ‘federalizar’ o Banco de Brasília (BRB).

Segundo o ofício enviado ao órgão na quarta-feira (11), o banco não tem estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório relacionados a qualquer intenção de assumir o controle do BRB.

O texto é uma resposta ao pedido do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, que abriu prazo de 15 dias para que bancos públicos federais e o Ministério da Fazenda indicassem se chegaram a cogitar ou analisar uma possibilidade de “federalização” do Banco de Brasília (BRB).

O prazo ainda está em aberto e, até a publicação desta reportagem, outros órgãos ainda não tinham respondido.

Entenda

O BRB tenta recompor e melhorar a qualidade de seu patrimônio, abalado por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master – cujas irregularidades foram reveladas pela operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro de 2025.

Em meio a essas tentativas, começaram a circular rumores de que instituições federais poderiam comprar o BRB para salvar as operações do banco – o que, na prática, tiraria o governo do Distrito Federal da posição de acionista controlador da entidade.

A decisão atende a um pedido do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. As informações deverão ser prestadas pela Caixa, pelo Banco do Brasil, pelo BNDES e pelo Ministério da Fazenda.

Bruno Dantas determinou que, se o tema estiver sendo estudado pelo governo, os órgãos terão de enviar os “documentos mínimos” que deem um panorama geral das discussões.

No despacho, Bruno Dantas reconhece que Furtado não juntou ao processo nenhum ato administrativo da União que, de fato, indique a intenção do governo federal de assumir o controle do BRB.

Em entrevista no dia 25 de fevereiro, no entanto, o secretário do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, Rogério Ceron, afirmou em entrevista que o banco acompanha a situação do BRB como uma eventual “oportunidade de negócio”.

Ao pedir informações aos órgãos, Bruno Dantas afirmou que a medida se justifica pela “materialidade potencial elevada, considerada a ordem de grandeza dos valores” envolvidos no tema; e pelo “risco de efeitos relevantes sobre o patrimônio público federal”.

“Ademais, em operações envolvendo reestruturação bancária, aquisição de ativos, participação societária ou soluções de capitalização, é comum que a formação da decisão se dê de forma célere e por etapas, com atos preparatórios e registros de governança que antecedem a formalização final, muitas vezes sob sigilo e condicionados a janelas de mercado”, prossegue o ministro.

Quais informações o TCU pediu?

O despacho de Bruno Dantas pede informações diferentes para cada um dos órgãos acionados. Veja:

Banco do Brasil e Caixa: estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outro ato preparatório (análise de aquisição, participação societária, operação de crédito, modelagem de solução ou absorção/federalização);

BNDES: pleitos/consultas/demandas, formais ou registradas, relativas à estruturação de garantias, modelagens ou linhas de financiamento associadas ao saneamento financeiro do BRB;

Ministério da Fazenda (incluindo Tesouro Nacional, no que couber): iniciativas, grupos de trabalho, notas técnicas, despachos ou tratativas sobre alternativas relacionadas ao BRB, inclusive eventual estimativa preliminar de impacto fiscal para a União/Tesouro Nacional em cenário de assunção de responsabilidades.

Fonte: G1

BB lança cupons de desconto para avançar na disputada pelo consignado

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O Banco do Brasil vai oferecer cupons de desconto para a contratação do crédito consignado, em meio ao crescente apetite do setor bancário pela modalidade. Com o lançamento, o banco se inspira em uma prática comum no varejo para reforçar o relacionamento com os clientes.

A funcionalidade estará disponível no aplicativo do banco e promete condições personalizadas para os usuários. Ao aplicar o cupom, o beneficiário terá acesso ao valor das parcelas com o desconto e a economia total obtida na operação.

“Com o Cupom BB, o Banco do Brasil passa a incorporar ao crédito pessoal uma prática já consolidada em outros setores, como o varejo e o comércio eletrônico, aplicando esse modelo ao ambiente financeiro com foco na conveniência e no fortalecimento do relacionamento com os clientes”, afirmou a diretora de clientes pessoa física do BB, Larissa Novais.

O lançamento do cupom ocorre em um momento de crescente disputa entre bancos pelo público-alvo do consignado, particularmente na modalidade privada. Em um relatório divulgado na semana passada, o Bank of America (BofA) estima que as originações nessa linha cresceram seis vezes desde o início do programa de incentivo do governo, a R$ 110 bilhões. “Esperamos que o produto ganhe mais impulso no segundo semestre de 2026, à medida que as garantias dos fundos de indenização dos trabalhadores [FGTS] entrem em operação”, projeta o BofA.

Fonte: Broadcast Estadão

BB vê recuperação em andamento na agropecuária do Rio Grande do Sul

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Após cinco safras frustradas, com seca, estiagem severa e enchente, a agropecuária do Rio Grande do Sul encontra-se em recuperação, avalia o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BB), Gilson Bittencourt. “O Rio Grande do Sul ainda vai demorar alguns anos para a recuperação. Em outras regiões, onde o problema foi mais pontual, o tempo de recuperação é muito mais rápido. Agora No Rio Grande do Sul, o processo vai demorar um pouco mais, e, por isso, a necessidade do melhor planejamento, do produtor olhar a sua atividade do ponto de vista produtivo e econômico em um prazo maior”, disse Bittencourt, em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro , nos bastidores da Expodireto Cotrijal, feira agropecuária realizada em Não-me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul.

Para Bittencourt, uma das necessidades dos agricultores gaúchos será a busca da constância. “Não adianta ter uma produtividade em uma determinada região de 60 a 70 sacas de soja por hectare em um ano, que é uma boa produtividade, e nos dois, três anos seguintes, obter com 20 a 30 sacas de soja”, apontou. Isso perpassa o investimento em solos, em tecnologia ou até mesmo a mudança de atividade, segundo ele, pra que os produtores possam manter renda constante no longo prazo. “O Rio Grande do Sul ainda tem muito trabalho a fazer, que não é somente um trabalho do produtor. Os produtores têm mostrado essa resiliência, mas é um trabalho que envolve também assistência técnica das instituições financeiras, dos órgãos governamentais, para incentivar cada vez mais adoção de tecnologias e mecanismos de redução e mitigação dos efeitos climáticos que o Estado tem vivenciado nesses últimos anos”, observou.

Na análise do vice-presidente do BB, o Estado tem produtores em diferentes situações quanto a regiões, culturas e perfil de produtor. “Em determinadas regiões, o impacto foi menor. Há um conjunto de produtores que está em uma situação razoável, não estão endividados, estão com operações de investimento vigentes e adimplentes. Talvez este grupo seja a maior parte dos produtores”, apontou Bittencourt.

Outro grupo de produtores foi afetado pelos eventos climáticos adversos e prorrogou as dívidas, com as renegociações afetando seu fluxo de caixa. “Esse grupo de produtor é o que tem maior dificuldade hoje. Estamos que parte importante desses produtores tenham sido atendidos pela Medida Provisória 1314 de renegociação de dívidas”, pontuou o executivo do BB. O banco registrou R$ 3,3 bilhões em operações de renegociação com juros controlados, sendo grande fatia referente a débitos de produtores do Rio Grande do Sul. “Acreditamos que esse fôlego vai dar condição de recuperação desses produtores que estavam com um problema maior de fluxo de caixa por renegociações anteriores”, pontuou Bittencourt.

Ele destacou, ainda, que parcela das perdas verificadas nos últimos anos no Estado foi coberta pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o que evitou a necessidade de rolagem de financiamentos.

Uma terceira parcela de produtores, entretanto, ainda enfrenta dificuldades financeiras mesmo com a postergação dos financiamentos, apontou Bittencourt. “O maior desafio é buscar alternativas. Parte desses produtores precisará reestruturar os seus ativos e terá necessidade de repensar mecanismos de reduzir o seu endividamento, às vezes se desfazendo de um ativo que tenha sido adquirido, para permitir a manutenção na atividade”, avaliou o vice-presidente do BB.

A mitigação dos eventos climáticos extremos, que têm sido frequentes no Rio Grande do Sul, deve ser outra prioridade dos produtores, segundo Bittencourt, com o usos de novas tecnologias, desde irrigação à proteção do solo. “Não se trata de eliminar o risco, mas reduzir a perda, porque um solo melhor tem condições de suportar uma pequena seca. Em alguns casos, a possibilidade pode ser mudar o ciclo das culturas, em outros até mesmo mudar a atividade ou repensar as atividades dentro de cada área da propriedade”, acrescentou. O seguro é um dos instrumentos necessários na conjuntura da agropecuária gaúcha, completou.

Fonte: Investalk BB

BB diz que crédito privado ganha espaço no agro, mas tendência é equilíbrio

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Os instrumentos do mercado financeiro, como LCAs, CRAs, CPRs e Fiagros, têm ampliado participação no financiamento da safra brasileira nos últimos anos, mas o sistema tende a voltar ao equilíbrio histórico entre diferentes fontes de recursos, segundo o Vice-Presidente de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), Gilson Bittencourt.

“Historicamente, o mercado financeiro é responsável por cerca de um terço do custeio da safra brasileira. Um terço o próprio produtor utiliza recursos próprios, um terço ele vai buscar seja em revendas de insumos ou em tradings, e um terço junto às instituições financeiras. Esse patamar vem se mantendo”, afirmou ao CNN Agro durante o Expodireto Cotrijal, no Rio Grande do Sul.

As linhas de crédito e outros instrumentos do mercado financeiro têm ganhado espaço como alternativa de funding para o agronegócio, em um cenário de maior custo do crédito e pressão financeira sobre parte dos produtores após eventos climáticos e oscilações de preços nos últimos anos.

Segundo dados do BC (Banco Central), entre julho e janeiro do ciclo atual, as contratações via instituições financeiras de CPR cresceram quase 50% na comparação anual, saltando de cerca de R$ 104 bilhões para aproximadamente R$ 154,8 bilhões.

O próprio desenho do Plano Safra já vem ganhando contornos nos quais esses instrumentos passam a ter participação maior no financiamento da atividade.

“Houve até um aumento da participação do sistema financeiro nos últimos anos. Agora a tendência é ter um retorno ao equilíbrio de um terço, um terço, um terço”, disse Bittencourt.

Desta forma, a avaliação dele é que as linhas com taxas controladas dentro do crédito bancário seguem operando normalmente, especialmente para agricultores familiares e médios produtores.

“Quando a gente olha os recursos controlados de custeio, especialmente Pronaf e Pronamp, além de uma parte para os demais produtores, eles estão fluindo normalmente. Tanto que essa semana o governo divulgou aumento na concessão de crédito para esses produtores”, disse.

Já as linhas com taxas livres, mais sensíveis ao patamar elevado da taxa básica de juros, têm apresentado maior retração.

“Onde houve uma redução foi especialmente nas linhas com taxa livre, que estão mais elevadas, considerando a Selic em 15%. Isso acaba penalizando ou dificultando o financiamento”, afirmou, dizendo que é esperado um corte na taxa básica de juros ainda no copom de março – como vem sendo sinalizado pelo próprio BC.

Endividamento e reorganização

Bittencourt afirmou que o cenário financeiro do setor varia conforme região e atividade. Enquanto parte dos produtores segue investindo, outros enfrentaram aperto no fluxo de caixa após eventos climáticos ou queda de preços.

“Bem, o Brasil é diverso e tem uma produção distinta, seja em relação a produtos, seja em relação à situação dos produtores. Então nós temos produtores que estão numa situação muito boa e estão conseguindo investir cada vez mais. E aí, seja pela região, seja pelo produto — café é um exemplo —, como a gente tem produtores que, em função de problemas climáticos ou de preços nos últimos anos, tiveram aperto no fluxo de caixa. Este é o momento em que eles estão mais cautelosos. Eu acho que é um bom momento de refletir e reorganizar as finanças”, afirmou.

Segundo ele, medidas recentes ajudaram produtores a reorganizar o fluxo de caixa.

“A Medida Provisória 1314, na qual o banco fez um grande número de operações, seja com recursos controlados, com taxa subsidiada vinda diretamente do governo, seja com recursos livres do banco, foi uma forma de contribuir para que os produtores reorganizassem seu fluxo de caixa e pudessem se reestruturar para os próximos anos, voltando a investir”, disse.

Ele destacou ainda que a maior parte dos produtores segue adimplente.

“O que é importante destacar é que a maior parte dos produtores, inclusive clientes do Banco do Brasil, estão adimplentes e vêm se mantendo adimplentes, sejam pequenos, médios ou uma parte importante dos grandes produtores”, afirmou.

Seguro e investimento em tecnologia

O diretor do BB afirmou que, no caso do Rio Grande do Sul, o seguro rural teve papel importante para manter a capacidade de pagamento de parte dos agricultores após eventos climáticos recentes.

“Quando a gente olha, inclusive pelos problemas que o Rio Grande do Sul teve nos últimos anos, em função de seca e da própria enchente, o seguro — especialmente o Proagro — teve um papel fundamental na manutenção da adimplência e, em muitos casos, inclusive zerando a dívida dos produtores com as instituições financeiras”, disse.

“Só nos últimos cinco anos foram quase R$ 30 bilhões pagos pelo Proagro para produtores, grande parte disso no Rio Grande do Sul”, acrescentou.

Para ele, além do seguro, será necessário ampliar investimentos em tecnologia para reduzir impactos climáticos.

“Eventos climáticos não são resolvidos apenas com seguro. Se o produtor acha que vai perder, o seguro sozinho não resolve. Nós precisamos investir em tecnologia para mitigar esses impactos”, afirmou.

“No Rio Grande do Sul há necessidade de investimento em recuperação de solos, melhoria da camada de proteção do solo para dar maior resistência a pequenas secas e veranicos, além de avanços em irrigação”, disse.

Segundo Bittencourt, o banco pretende apoiar esses investimentos.

“O Banco do Brasil quer ser parceiro nesse processo, financiando soluções e tecnologias que aumentem a resiliência do produtor”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

BB irá remover compulsoriamente 177 escriturários de suas agências

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Segundo nota da Contec, o Banco do Brasil irá trocar compulsoriamente de agência 177 escriturários, que estão em prefixos com “excesso de funcionários”. Medida ocorrerá em 60 municípios de todo o país, e funcionários das agências afetadas já foram avisados por seus gerentes que a movimentação ocorrerá a partir de sexta-feira. Os funcionários de cada agência foram ranqueados, e aquele que tiver menos pontos será o removido. Os critérios não são transparentes e os escriturários ainda não sabem quem será removido de cada agência.

Ainda segundo a Contec, o banco se comprometeu a realocar todos os funcionários no mesmo município, o que no caso de cidades grandes pode significar muito pouco em termos do esforço necessário para se deslocar até o novo local de trabalho, fora a mudanças das dinâmicas de vida dos funcionários. Após o anúncio da reestruturação, os funcionários tinham até o dia 13 de março para pedir uma remoção “voluntária”, ou seja, onde poderia indicar para qual agência gostaria de ir. Não se pode chamar de voluntária, no entanto, a mudança que é feita sob a premissa de que o funcionário poderá ser removido para uma agência de escolha do banco caso não o faça.

No fim de janeiro, o BB anunciou uma nova reestruturação da rede de atendimento. Essa reestruturação alterou a dotação de funcionários de cada agência, deixando com algumas com funcionários em “excesso” que deverão ser direcionados para agências onde há falta de funcionários. Isso, por óbvio, não resolve o problema da falta de funcionários e dos claros nas agências: mesmo diminuindo o número de funcionários necessários na canetada, o mapa de vagas do próprio banco mostra mais de 3 mil postos em aberto para escriturários no país, o que já é, por si, uma subestimação da real necessidade de funcionários. Se vê, na rede de atendimento, agências trabalhando em contingenciamento devido à falta de funcionários, com alto tempo de espera e escriturários que atendem dezenas de senhas por dia, bem como regiões grandes onde há apenas uma ou nenhuma agência. Não há como resolver esse problema por fora da contratação de mais funcionários, mas o próprio banco diz não estar planejando nenhum concurso.

Esta última reestruturação mostra qual é a estratégia do banco: ampliar as redes de atendimento para clientes de alta renda e investidores, as agências Estilo e High Estilo, e para o agronegócio e grandes produtores rurais, as custas do atendimento de varejo, que se mostra ainda muito necessário mesmo com as tentativas do BB de empurrar todos os clientes para o uso do aplicativo.

Estas mudanças vem na esteira de outros ataques nos últimos anos: o aumento da jornada de assessores de TI na Diretoria de Tecnologia (Ditec) que foram coagidos e ameaçados por seus superiores para aceitarem a mudança “voluntária” para uma jornada de 8 horas, em vez das 6 horas previstas na CLT, e funcionários que se recusaram foram descomissionados, tendo uma perda salarial significativa. Recentemente esta mudança foi declarada nula pela Justiça do Trabalho de Brasília.

Os caixas executivos, que prestam um serviço essencial a população, também têm sido alvos do banco, que não comissiona novos caixas desde 2021. Desde então, essa função passou a ser feita por escriturários que atuam como caixa em caráter eventual, recebendo a comissão por dia em que abrem o caixa, mesmo que muitos na prática façam isso todos os dias. Além disso, tem acumulado novas funções como lidar com demandas judiciais, e sofrido maior pressão para vendas de produtos bancários.

Enquanto isso ocorre, chama a atenção o silêncio da CONTRAF/CUT, que nada falou sobre essas remoções em seu site. A CONTEC se furtou a publicar uma nota apenas dando ciência de que o banco havia informado os sindicatos, mas sequer disse se opor a medida. Não é de hoje que a política de cooperação das direções sindicais com a patronal tem levado a ataques aos direitos dos funcionários, como é visto agora no BB, mas também na questão do Saúde Caixa, nas demissões e fechamentos de agências nos bancos privados e na terceirização que avança com rapidez.

As direções cutistas, quando do anúncio da reestruturação atual, fizeram textos ecoando o discurso do banco que se trataria de uma oportunidade de ascensão para os funcionários. Isso é uma demonstração de sua política aberta de colaboração com os bancos, que no caso dos bancos públicos assume contornos ainda mais explícitos, afinal fazem parte de um mesmo campo político governista.

É necessário exigir a suspensão das remoções forçadas, bem como que as vagas em aberto sejam preenchidas por novos funcionários, começando pela efetivação sem necessidade de concurso de todos os terceirizados que hoje trabalham no Banco do Brasil, e que sejam revertidas as mudanças recentes para os caixas executivos e na Ditec. É na luta unificada de todos os bancos, públicos e privados, e passando por cima das direções pelegas, que se pode reverter os ataques que a categoria vem sofrendo nos últimos anos.

Fonte: Esquerda Diário

Previ, fundo de pensão do BB, tem superávit de R$ 12,5 bilhões em 2025

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A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, fechou o ano de 2025 com superávit de R$ 12,5 bilhões. A entidade registrou rentabilidade acumulada de 16,1%, impulsionada tanto por ganhos na renda variável quanto na fixa.

O índice supera a meta atuarial da entidade, de INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 4,75%, destacou o presidente da Previ, Márcio Chiumento, em entrevista a jornalistas.

O resultado vem como um alívio, após o resultado ruim de 2024, quando o Plano 1, maior linha da Previ, registrou déficit de R$ 3,16 bilhões, após consumir o superávit do ano anterior. O resultado foi atribuído à desvalorização de ativos e à marcação a mercado de títulos.

Já o resultado de 2025 – R$ 15,7 bilhões, dos quais foram subtraídos R$ 3,16 bilhões do déficit de 2024, resultando no superávit R$ 12,5 bilhões – se deveu a rentabilidade da carteira de 16,1%. “Isso reafirma a resiliência de nossos ativos”, disse Chiumento.

Na abertura da carteira, os investimentos de renda variável do Plano 1, maior e mais maduro, alcançaram ganho de 39,6%, seguindo a valorização da Bolsa. Este tipo de alocação representa 22% da carteira do Plano 1. A renda fixa, na qual estão alocados 69,3% dos recursos, atingiu 10,6%.

A divulgação dos resultados de 2025 foi a primeira apresentação de Chiumento à imprensa já no cargo de presidente da Previ. O executivo foi indicado ao cargo em outubro de 2025 para substituir João Fukunaga, que renunciou após desgastes relacionados à sua nomeação, ao déficit de 2024 e às estratégias de investimento da entidade sob sua gestão.

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, Chiumento é graduado em direito. Antes de chegar à Presidência da Previ, foi diretor de Participações. Em relação ao resultado da entidade, o executivo reconheceu que houve “desgastes naturais” em 2024, mas ressaltou que a recuperação em 2025 foi “bastante expressiva”.

A Previ não fez nenhum “movimento brusco” em 2025, apenas vendas oportunísticas de alguns ativos. O desinvestimento atingiu 12 empresas, incluindo BRF e Neoenergia, e somou R$ 21 bilhões. “Vale, Petrobras e Banco do Brasil subiram”, comentou o diretor de Investimentos da entidade, Claudio Gonçalves. “Foi quase 40% de rentabilidade no segmento de renda variável.”

Por outro lado, a entidade investiu em NTN-Bs com taxa média de IPCA somada a 7,36%.

Em 2025, a Previ ultrapassou a marca de R$ 300 bilhões em ativos totais, abrangendo o Plano 1 (R$ 240 bilhões) e o Previ Futuro (R$ 42,1 bilhões), mais novo, que está em fase de acumulação.

Chiumento ressaltou que a Previ alcançou um recorde de pagamento de benefícios, de R$ 17 bilhões, e, com uma carteira sólida de fluxo de pagamentos, não precisou vender ativos para fazer frente aos compromissos. “Esse é um grande diferencial da Previ”, disse Chiumento.

Fonte: CNN Brasil

BB aposta em carteira de pessoa física para melhorar margem financeira

Publicado em: 12/03/2026

O Banco do Brasil sempre teve um perfil um pouco diferente dos rivais privados, com sua carteira dividida basicamente em três partes iguais entre pessoa física, pessoa jurídica e agronegócio. Isso lhe garantia, inclusive, uma inadimplência média menor que os rivais, já que as operações no agro têm mais garantias. Agora, no entanto, com uma situação conjuntural bem complexa no campo, o banco estatal quer crescer mais em pessoa física, onde vê um melhor retorno ajustado ao risco.

A projeção (“guidance”) do BB é ampliar sua carteira de crédito este ano entre 0,5% e 4,5%, mas com uma boa diferença entre os portfólios. Enquanto em PF a expansão deve ser de 6% a 10%, em PJ deve ficar entre queda de 3% e alta de 1%; e no agro, entre baixa de 2% e crescimento de 2%, isso mesmo em um ano em que se espera uma nova safra recorde.

No fim de 2025, da carteira total expandida de R$ 1,296 trilhão do BB, 27,5% eram de PF; 35,8%, de PJ; e 31,3%, agro. Dentro da carteira para famílias, 31,3% do portfólio do banco está no consignado público, em que já é muito forte. Nos últimos anos, tem expandido também a atuação no consignado INSS, e em meados do ano passado entrou com força no novo consignado privado lançado pelo governo. Só nessa vertical, já originou R$ 13 bilhões.

Recentemente, ao divulgar os resultados do quarto trimestre, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, comentou que o banco quer chegar a uma participação de mercado de 20% no consignado privado. Ela lembrou ainda a aprovação da isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, “que, na prática, aumentou a renda disponível para milhões e milhões de brasileiros” e vai gerar um espaço para uma expansão de até R$ 28 bilhões em limite de crédito no consignado. “A gente vai buscar o ajuste do fluxo financeiro desses clientes ao longo do ano, mas, na expansão do crédito, traz oportunidades muito interessantes”, afirmou.

O vice-presidente financeiro do BB, Geovanne Tobias, afirmou que a instituição terá uma sala VIP exclusiva no terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, que deve começar a operar em maio, e também outra em Brasília. “Ainda estamos avaliando outras localidades.” A novidade faz parte da estratégia do BB para ampliar a carteira de pessoa física, delimitando o público-alvo, inclusive o alta renda. O banco lançou em novembro um novo cartão premium, o Visa Altus Liv, e também reformulou recentemente o segmento de alta renda, chamado BB Estilo.

Expansão em pessoa física deve ser de até 10%; agro pode ficar entre baixa de 2% e avanço de igual magnitude. “Vamos focar em públicos estratégicos, em perfis de clientes que conhecemos”, comentou Tarciana. Tobias lembrou ainda que o banco começou a permitir, no fim do ano passado, que clientes parcelassem as faturas do cartão de crédito que estão em atraso, seguindo o exemplo de outros bancos que já fazem isso.

No início da pandemia de coronavírus, em 2020 e 2021, o BB, assim como os outros grandes bancos incumbentes e os players digitais, acelerou muito a emissão de cartões, e depois viu um aumento da inadimplência, sendo obrigado a rever essa estratégia de conquistar novos relacionamentos no chamado “mar aberto’.

Questionada sobre esse ponto, Tarciana explicou que o banco será mais conservador desta vez, focando em quem já é cliente da base e especialmente no público de alta renda. “No crédito não consignado, que é onde no passado nós tivemos algumas questões, o foco vai ser em públicos estratégicos.” Mas também emendou com um verso de Lulu Santos: “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”.

Sobre a recomposição do caixa do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após os desembolsos em função do caso Master, Tobias afirmou que a antecipação de cinco anos de contribuição ao fundo deve custar cerca de R$ 5 bilhões ao banco. Além disso, a alíquota extraordinária que o FGC deve cobrar custará mais cerca de R$ 450 milhões ao BB por ano. Segundo ele, todo esse contexto vai gerar uma perda de receita financeira para o setor bancário em geral, “e o regulador está ciente disso”. Ainda assim, ele evitou defender publicamente uma redução dos compulsórios. “Isso tem de ser perguntado à Febraban”, limitou-se a dizer.

Fonte: Televendas e Cobrança

Banco do Brasil lança primeira Casa Estilo em Belém, no Pará

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O Banco do Brasil inaugurou no dia 5 de março sua primeira Casa Estilo, em Belém do Pará. O novo espaço apresenta um conceito de ambiente pensado para acolher clientes em diferentes momentos da vida financeira, oferecendo um local funcional, integrado e facilitador de conversas qualificadas. A proposta reforça o compromisso do BB de ser próximo e relevante na vida dos clientes em todos os momentos.

A Casa Estilo foi projetada para fortalecer o relacionamento por meio de atendimento especializado e experiências que evidenciam o cuidado do Banco em cada detalhe. A escolha de Belém conecta o conceito à energia cultural e ao dinamismo econômico da região, onde o BB tem ampliado sua atuação. Em 2024, o lançamento do Hub Financeiro de Bioeconomia aproximou ainda mais o Banco das comunidades locais. Em 2025, a participação do BB na COP30 reforçou a presença institucional na capital. Agora, a chegada da Casa Estilo se integra ao Ponto BB Belém, inaugurado no mesmo dia e voltado à oferta de serviços e soluções em modelo de loja.

“O Banco do Brasil vem aprofundando sua estratégia de relacionamento com o público de alta renda, combinando proximidade, atendimento especializado e soluções que apoiam decisões importantes na vida financeira dos clientes. A Casa Estilo materializa essa proposta em um ambiente pensado para conversas qualificadas, curadoria de soluções e experiências relevantes. Mais do que um espaço físico, ela representa uma nova forma de relacionamento, que integra o melhor do atendimento humano com a conveniência do digital”, afirma Larissa Novais, diretora de Clientes Pessoa Física do Banco do Brasil.

No funcionamento cotidiano, a Casa Estilo se torna um ponto de encontro entre o cliente e o Banco. Ela estimula conversas relevantes, reforça vínculos e mostra que a presença física complementa a experiência digital. Essa visão está alinhada à assinatura “BB Estilo. Viva o seu!”, que incentiva cada pessoa a conduzir sua jornada, com o apoio do BB.

Estratégia Alta Renda e reposicionamento

A Casa Estilo traduz a estratégia do Banco do Brasil para o público de alta renda, que combina proximidade, curadoria e soluções capazes de apoiar decisões relevantes. Para os próximos anos, o Banco projeta ampliar em 25% sua base de clientes deste segmento, fortalecendo o vínculo com quem já integra o Estilo.

Entre os marcos recentes está o cartão Altus Liv, lançado no final de 2025, que ampliou o valor percebido em benefícios e experiências exclusivas.

Os resultados de 2025 mostram a relevância do BB Estilo para o Varejo PF do Banco. Os resultados do ano reforçam a relevância do segmento: crescimento de 6% na base de clientes, avanço de 11% no volume sob gestão, aumento de 20% no faturamento de cartões e alta de 5 pontos no NPS. Esses indicadores confirmam que o modelo está alinhado às necessidades do público e tem capacidade de sustentar crescimento nos próximos anos.

Novas Casas Estilo pelo país

O Banco do Brasil avança na consolidação de um novo formato de relacionamento com clientes de alta renda. Depois da estreia em Belém, a Casa Estilo passa a integrar o planejamento de praças selecionadas pelo banco. Brasília deve receber a próxima unidade, prevista para o primeiro semestre deste ano. No interior paulista, a região de Campinas também está no radar para abrigar uma Casa Estilo, reforçando a proposta de oferecer atendimento altamente especializado em ambientes concebidos para promover proximidade, consultoria qualificada e experiências exclusivas.

Fonte: Banco do Brasil

BB moderniza conectividade de suas agências para impulsionar estratégia fígital

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O Banco do Brasil avança com nova solução de conectividade em suas agências com projeto que já alcança 93% das cerca de 5 mil unidades de atendimento do BB espalhadas por todo o país. Chamado de SD-WAN, o projeto reforça o compromisso do BB em ampliar a qualidade do atendimento ao cliente e fortalecer sua estratégia fígital, a integração entre canais físicos e digitais.

A iniciativa substitui a infraestrutura anterior, marcada por conexões de baixa velocidade em diversos pontos do país, e eleva o patamar tecnológico das unidades físicas de atendimento com banda mínima de 100 Mbps, podendo chegar a 500 Mbps, além de prover infraestrutura com dois links, bem como com dois roteadores em cada agência, reduzindo riscos de indisponibilidade e pontos de falha de conexão.

“A modernização da conectividade das nossas agências é um passo essencial para fortalecer a estratégia fígital do Banco do Brasil. Estamos garantindo que a experiência do cliente seja fluida, integrada e consistente, independentemente do canal de atendimento. A tecnologia passa a ser um facilitador do relacionamento, permitindo mais agilidade, personalização e qualidade no atendimento presencial e digital”, comenta a vice-presidenta de Negócios Digitais e Tecnologia do BB, Marisa Reghini.

A modernização da rede já garante ao BB economia mensal de cerca de R$ 3,8 milhões, com expectativa de esses números mais que dobrarem com o avanço da nova rede. O projeto também desonera os data centers do BB, já que dados destinados à internet passam a ir diretamente para a nuvem, aliviando a infraestrutura central.

Neste contexto, ela ainda ressalta que o BB possui um parque tecnológico robusto e eficiente e atentos aos movimentos do mercado. Ela diz que o BB vem mantendo seu protagonismo tecnológico investindo continuamente em tecnologia e segurança para sustentar o crescimento orgânico, a resiliência operacional e a evolução dos serviços. “Esses investimentos viabilizam avanços relevantes em arquitetura em nuvem, segurança cibernética, modernização de sistemas e escalabilidade das soluções, assegurando confiabilidade, agilidade e flexibilidade às operações do Banco, em linha com as melhores práticas do mercado financeiro. Para se ter uma ideia, desde 2016, esses esforços totalizam R$ 43,7 bilhões em investimentos em tecnologia, sendo R$ 6,8 bilhões destinados somente em 2025”, contextualiza.

Ela ainda destaca que em 2025, mais de 93% das transações realizadas pelos clientes ocorreram por meio de canais digitais, refletindo a preferência crescente por interações simples, seguras e resolutivas. A base de clientes ativos nos canais digitais atingiu 35,8 milhões, enquanto 42,7 milhões de clientes únicos utilizaram ao menos um de nossos canais. O Super App BB consolidou-se como principal ponto de contato digital e plataforma de ecossistema, reunindo serviços financeiros e não financeiros em uma experiência integrada, com elevados índices de satisfação nas principais lojas de aplicativos. Ao longo de 2025, 34,1 milhões de usuários acessaram em algum momento o App BB, evolução de 12% em relação à 2024. Seguimos entre os líderes em satisfação, com notas de 4,7 no Google Play e 4,8 na Apple Store.

Benefícios diretos para clientes e funcionários

A nova conectividade viabiliza melhorias na experiência do cliente, como a redução no tempo de atendimento, integração total com o CRM do Banco, incluindo interações via WhatsApp e canais remotos, melhora da performance de ferramentas de uso interno, aceleração de processos internos e disponibilização de wi-fi para clientes.

A melhoria da rede reduz a sensação de lentidão, com aumento de eficiência e ainda contribui para melhorar o clima organizacional.

Com a nova rede, o BB reitera a importância das agências como pontos de relacionamento e de resolução de questões complexas, um diferencial do Banco do Brasil devido à sua presença em praticamente todos os municípios do país e com sua diversidade de perfis de clientes.

Operação para todo o território nacional

Em cinco meses, o BB implementou a nova solução em 93% de todas as dependências negociais. A previsão é alcançar 100% ainda no primeiro trimestre de 2026, considerando possíveis ajustes pontuais em regiões de difícil acesso. Com a substituição total da antiga rede, o BB elimina gradualmente a dependência de soluções por satélite, que oferecem baixa velocidade e alta latência.

Padrão de qualidade

O projeto SD-WAN garante o mesmo padrão de qualidade de atendimento para todos os clientes que procuram as agências e demais canais para contato. A experiência também ficou melhor para os funcionários em contatos por videoconferência e no uso de soluções de voz e vídeo. “A tecnologia está a serviço do relacionamento, garantindo conveniência, agilidade e qualidade no atendimento, sem abrir mão da nossa presença física em todos os cantos do país”, finaliza Marisa Reghini. Com isso, o BB reforça seu propósito de ser próximo e relevante para as pessoas, em todos os momentos, oferecendo mais conveniência, agilidade e qualidade no atendimento, unindo tecnologia à sua presença física em todo o país.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil adota cautela no crédito e foca varejo em 2026

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O Banco do Brasil (BBSA3) reafirmou uma postura mais prudente na gestão de risco e crédito durante reunião recenteda equipe de Relações com Investidores (RI) com analistas, segundo o Banco Safra. O BB adotou padrões de originação mais rígidos e reforçou a disciplina na concessão de crédito, especialmente diante de um início de ano ainda desafiador para o agronegócio.

A diretoria sinalizou um tom conservador para o primeiro semestre de 2026, reconhecendo que os indicadores do crédito rural seguem pressionados. Ainda assim, não foram identificados sinais de deterioração inesperada. A expectativa é de que a visibilidade sobre a trajetória do crédito melhore ao longo do ano, com os dados de inadimplência inicial de abril e maio sendo considerados determinantes para a leitura do ciclo.

Estratégia de provisões antecipa impacto e suaviza resultados

O custo de risco deve permanecer elevado no curto prazo, refletindo uma estratégia mais antecipada de provisões. Segundo o Safra, essa abordagem busca diluir a volatilidade dos resultados ao longo do tempo, mesmo que pressione os números no início do ano.

Fora do agronegócio, o Banco do Brasil mantém uma gestão conservadora das exposições corporativas e vem realocando gradualmente o crescimento para segmentos de varejo com maior spread, com destaque para o crédito consignado privado. Paralelamente, o banco segue avançando na mudança da composição da margem financeira (NII), priorizando receitas mais estáveis e ligadas ao relacionamento com o cliente.

Ajuste no apetite de risco e uso de renegociações

No crédito rural, o BB reconhece um ambiente operacional mais complexo e vem conduzindo um esforço relevante para estabilizar a carteira. O apetite de risco foi recalibrado, com maior seletividade na originação, uso ampliado de colaterais e redução da exposição por cliente.

As renegociações têm sido utilizadas de forma estratégica, principalmente para conter a formação de novos créditos inadimplentes (NPLs) e apoiar os produtores ao longo do ciclo. Como resultado dessa postura mais equilibrada, a administração espera que a carteira de agronegócio permaneça praticamente estável em 2026.

Cerca de 25% da carteira rural teve prazos estendidos por meio de renegociações ou rollovers, medida que deve aliviar a pressão de inadimplência no curto prazo e aumentar a resiliência da carteira ao longo do ano.

Custo de risco ainda pressionado, com melhora esperada no 2º semestre

Apesar da expectativa de custo de crédito elevado no curto prazo — influenciado pelo avanço dos NPLs rurais acima de 90 dias e por exposições reestruturadas do passado —, a administração projeta uma normalização gradual a partir do segundo semestre de 2026.

Indicadores-chave devem surgir no 2T26

O segundo trimestre deve ser decisivo para a leitura do ano. A dinâmica do crédito no agronegócio segue fortemente ligada ao ciclo de caixa do setor, com melhora na qualidade dos ativos ocorrendo, em geral, após a temporada de pagamentos da colheita. Nesse contexto, os indicadores de inadimplência inicial de abril e maio devem oferecer o primeiro sinal relevante sobre a eficácia das medidas adotadas.

A avaliação do banco também incorpora um cenário mais favorável para a safra atual, com condições climáticas neutras e menor preocupação com a volatilidade recente dos custos de insumos, apesar dos riscos geopolíticos.

Fonte: O Especialista Safra

BB amplia ofertas de crédito e benefícios na Semana do Consumidor

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Para celebrar a Semana do Consumidor, o Banco do Brasil lança um conjunto robusto de ações voltadas a pessoas físicas e jurídicas, com condições especiais de crédito, taxas diferenciadas em investimentos, vantagens exclusivas no Shopping BB e soluções financeiras para empresas, reforçando o compromisso da instituição com o desenvolvimento econômico e o consumo consciente.

Crédito com condições diferenciadas para PF

Entre os principais destaques estão as linhas de crédito PF, que passam a contar com redução de taxas e benefícios adicionais durante o período promocional, de 11 a 17 de março, conforme o produto. As operações estão sujeitas à análise de crédito.

No Crédito Consignado, tanto para trabalhadores do setor privado quanto para servidores públicos e beneficiários do INSS, o BB oferece redução nas taxas vigentes para contratação de crédito novo, considerando critérios como perfil do cliente e rating. As condições são válidas para contratações realizadas pelos canais digitais, rede de agências, autoatendimento e WhatsApp.

Já na linha de BB Crédito Salário, as operações contratadas durante a Semana do Consumidor contam com o Cashback Turbinado, que amplia o valor devolvido mensalmente ao cliente.

Outra oferta da Semana do Consumidor é a redução nas taxas padrão do BB Crédito Realiza, que passa a contar com taxas a partir de 2,21% ao mês e prazo de até 60 meses, para clientes com limite disponível. A contratação pode ser feita pelo App BB, rede de agências e parceiros externos.

CDB com taxas especiais para quem busca investir

No campo dos investimentos, o BB CDB Pré é um dos destaques da Semana do Consumidor. O produto conta com taxas especiais para aplicações com vencimento em 180 dias, válidas de 11 a 17 de março, ampliando as oportunidades para clientes que buscam previsibilidade e segurança na rentabilidade. A aplicação está disponível nos canais digitais de autoatendimento e na rede de agências.

Shopping BB com cashback ampliado em grandes marcas

O Shopping BB integra a campanha com uma ampla agenda de ofertas ao longo do mês de março, reunindo cashback diferenciado em lojas parceiras de diversos segmentos, como eletrodomésticos, moda, beleza, viagens e gastronomia.

Durante a Semana do Consumidor, clientes que realizarem compras pelo Shopping BB podem receber percentuais elevados de cashback, que variam conforme a loja e o período da oferta, com destaque para grandes varejistas e plataformas de serviços. O valor do cashback é creditado diretamente na conta corrente, desde que cumpridas as regras do programa.

Soluções para empresas: Giro PJ e Antecipação de Vendas (AQS)

Para micro, pequenas e médias empresas, o Banco do Brasil preparou condições especiais em Capital de Giro (Giro PJ) durante a Semana do Consumidor. Clientes previamente selecionados contam com taxas diferenciadas para contratação da linha, por meio do App BB e da rede de agências, apoiando o fluxo de caixa e o crescimento dos negócios.

Outra solução estratégica é a Antecipação de Vendas com Cartão (AQS), que passa a ter condições especiais no período promocional. A iniciativa permite que empresas antecipem os valores de suas vendas realizadas no cartão de crédito, garantindo mais liquidez e flexibilidade financeira para aproveitar oportunidades comerciais.

Estratégia integrada de relacionamento

As ações da Semana do Consumidor fazem parte de uma estratégia integrada do Banco do Brasil para oferecer soluções completas, que combinam crédito, investimentos e benefícios, com foco na experiência do cliente, na personalização das ofertas e no fortalecimento das relações com clientes PF e PJ.

Mais informações sobre as condições e a elegibilidade para cada oferta estarão disponíveis a partir de 11/03, no site bb.com.br/semanadoconsumidor.

Fonte: Banco do Brasil

BB pediu para adiar pagamentos ao Tesouro por gestão prudencial, diz CEO

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A presidente do Banco do Brasil (BB), Tarciana Medeiros, afirmou que o pedido feito pela instituição financeira para adiar pagamentos ao Tesouro Nacional faz parte de um “plano prudencial” de gestão do capital.

“Temos [capital] bem acima do que Basileia coloca como nível de prudência e a gente não quer tocar nessa linha”, afirmou a executiva durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi ao ar na noite de ontem e contou com a participação do Valor.

Medeiros negou que a medida tenha como objetivo aumentar os índices de capital do BB neste momento.

Conforme o Valor revelou, o Banco do Brasil pediu ao Tesouro Nacional o diferimento, até 2029, do pagamento de R$ 1,8 bilhão em Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD). O instrumento foi usado nos governos Lula 2 e Dilma para fortalecer o capital de bancos públicos, mas há um cronograma de devoluções à União.

Medeiros lembrou que o BB constituiu cerca de R$ 60 bilhões em provisões no ano passado, quando foi afetado pela inadimplência recorde na carteira de crédito ao agronegócio. Neste contexto, disse, o banco identificou que o IHCD era um dos fatores que penalizariam o capital mais adiante.

“A gente precisa cuidar desse capital futuro. Nessa previsão de capital futuro, um dos indicadores que trariam algum decréscimo era o IHCD”, afirmou. “Não quer dizer que a gente necessite e que seja indispensável para a sobrevivência e o capital do banco esse diferimento.”

A executiva ressaltou que o Banco do Brasil era o único que vinha pagando integralmente o IHCD, enquanto outras instituições públicas já renegociaram com o Tesouro.

O BB encerrou 2025 com índice de Basileia de 15,13%. O capital de nível 1, de melhor qualidade, fechou o ano em 14,26%.

Recuperação

Depois de amargar uma queda de 45,4% no lucro líquido em 2025, o Banco do Brasil deve entrar em trajetória de recuperação neste ano apostando no aumento da rentabilidade da carteira de crédito para pessoa física, enquanto os segmentos de pessoa jurídica e agro devem se manter estáveis nesse quesito.

De acordo com Medeiros, essa combinação vai permitir a melhora do resultado, conforme as projeções divulgadas pelo banco. “Parece um crescimento pequeno, mas é de 20% em cima de R$ 20,7 bilhões”, disse.

A executiva relativizou a queda do lucro no ano passado, afirmando que o tombo se deu em relação ao maior resultado da história do BB, alcançado em 2024. Medeiros acrescentou que, se somados os lucros de 2023, quando chegou à presidência do banco, até este ano (conforme o previsto no “guidance”), a instituição entregará um ganho de R$ 118 bilhões. “É a soma dos sete anos anteriores a 2023.”

Para Medeiros, o banco tem condições de continuar entregando um aumento da margem financeira e o foco neste ano é ter uma participação maior de pessoas físicas no mix de crédito. Ao mesmo tempo, o objetivo é controlar a carteira de agro, com alguma possibilidade de inflexão a partir do segundo semestre.

O BB fechou dezembro com inadimplência recorde de 6,09% na carteira de crédito ao agronegócio. Medeiros negou que haja uma crise geral no setor. “Não há uma crise no agro brasileiro. Prova disso é a safra recorde”, afirmou.

Segundo a executiva, houve uma “conjunção de fatores históricos”, com impacto para “uma parcela de produtores, para algumas safras muito específicas e em regiões também específicas” que gerou dificuldades no pagamento dos créditos.

Caso Master

A presidente do BB defendeu que, após as implicações da quebra do Banco Master, haja uma reavaliação de normativos e das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), sem especificar medidas.

“No instante em que em se tem situações que são anômalas, a necessidade de evolução da governança desse processo se mostra urgente”, disse.

Na avaliação da executiva, não é necessariamente um problema haver um banco — como fazia o Master — que emita CDBs a 140% do CDI, desde que esse custo de captação seja compatível com seu modelo de negócios. “Mas é preciso prestar atenção quando não condiz.”

Segundo ela, não existe sistema infalível, mas desvios devem ser combatidos.

A executiva lembrou ainda que a conta da recomposição do caixa do FGC após os pagamentos aos depositantes do Master e outras instituições relacionadas está recaindo principalmente sobre BB, Caixa, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. O Banco Central aprovou a liberação de compulsórios para mitigar o impacto.

A presidente do BB disse não estar envolvida em conversas para uma eventual ajuda dos bancos na capitalização do Banco de Brasília (BRB). A executiva também afirmou não ter tratado do assunto com a Fazenda.

“Não fomos chamados ou consultados para discutir um possível aporte ou crédito para aporte ao BRB”, disse. “Não conversei com Fazenda sobre isso. Mas te diria que, neste momento, estou muito preocupada com meus ativos do BB, cuidando deles direitinho para que a gente possa entregar o ‘guidance’ de 2026.”

Fonte: Valor Econômico

Como Itaú, Bradesco, BB e Santander reagiram à invasão das fintechs

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Para a maioria das pessoas, a relação com o banco se resume a alguns segundos. Abrir o aplicativo, pagar uma conta, fazer um Pix e conferir o saldo. Se tudo funciona sem travar, a missão está cumprida. O que acontece por trás da tela raramente entra na conta do cliente.

Mas nos últimos anos, enquanto a experiência digital demonstrava evoluir na superfície — interfaces mais limpas, jornadas mais simples e botões mais intuitivos —, uma transformação profunda de tecnologia estava em curso dentro dos grandes bancos.

A chegada de fintechs como Nubank e Inter acelerou essa mudança. Leves, ágeis e construídas sobre arquitetura moderna, as novas empresas financeiras nasceram sem o peso do legado de décadas de sistemas.

Para o usuário, a comparação parecia inevitável: apps mais rápidos e menos burocracia. A leitura inicial do mercado foi que os bancos tradicionais estavam correndo atrás.

Mas a realidade, segundo executivos do setor, é mais complexa. Enquanto o cliente se encantava com as interfaces, os bancões passaram os últimos anos reconstruindo silenciosamente o que acontece sob o capô.

Mainframes históricos foram gradualmente substituídos por infraestrutura em nuvem (cloud). A inteligência artificial (IA) deixou de ser um experimento de laboratório para operar em escala. Ao mesmo tempo, continuaram processando milhões de transações por minuto.

Essa transformação silenciosa vem acontecendo em praticamente todas as grandes instituições financeiras do país, com cada banco adotando uma estratégia diferente.

Hoje, a guerra não é para ter o aplicativo mais bonito. É para conquistar algo muito mais valioso: a principalidade — ser o banco onde o cliente realmente concentra sua vida financeira. E, nesse campo, os gigantes afirmam estar prontos para uma revanche.

Você confere abaixo as estratégias do Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11) para conquistar clientes com tecnologia.

Bradesco: “não fomos atropelados — recalibramos o motor”

O Bradesco (BBDC4) rejeita a narrativa de que ficou para trás na corrida tecnológica. Para o banco da Cidade de Deus, o que aconteceu nos últimos anos se assemelha a uma relargada estratégica.

Executivos do banco dizem que o surgimento da inteligência artificial generativa — que ganhou projeção global após o lançamento do ChatGPT — funcionou como um safety car em uma corrida.

Quando o carro de segurança entra na pista, o pelotão se aproxima do líder. Mas isso não significa que a liderança mudou, segundo o Bradesco.

“Não diria que fomos atropelados. Participamos dessa transformação tecnológica dos últimos anos”, afirma Cíntia Scovine Barcelos, diretora de tecnologia (CTO) do banco.

Hoje, segundo ela, 99% das transações do Bradesco já acontecem no ambiente digital.

Barcelos ressalta que a transformação tecnológica começou muito antes da explosão recente da inteligência artificial generativa. A assistente virtual BIA foi lançada ainda em 2017 — anos antes da IA virar a palavra da moda no mercado. Desde então, tornou-se um dos principais canais de interação com os clientes.

“O desafio em 2023 [com a chegada da IA] foi seguir na frente. Era como uma prova em que estávamos liderando, mas entrou o safety car e o pelotão encostou. Precisávamos preservar o diferencial competitivo e seguir na dianteira”, diz Rafael Cavalcanti, diretor do departamento de inteligência de dados.

O peso do legado — e o uso dele

Para os executivos, o que mudou nos últimos anos foi a democratização da infraestrutura. A computação em nuvem reduziu barreiras de entrada e permitiu que novos competidores surgissem com estruturas mais leves.

A resposta do Bradesco foi acelerar sua própria modernização. A estratégia declarada é “cloud first” — mas não “cloud only”.

Na prática, isso significa priorizar a nuvem para novas aplicações, sem necessariamente abandonar completamente os mainframes tradicionais. A lógica é que a melhor arquitetura é aquela que equilibra segurança, inovação e velocidade de lançamento.

“Nosso alvo não é 100% de uma tecnologia específica, mas a melhor arquitetura para inovação e time to market. Cloud facilita o acesso a IA, computação quântica e blockchain, pois tudo de novo nasce lá. Somos ‘cloud first’”, disse Cavalcanti.

Além do chatbot no banco: crédito e ‘Pix inteligente’

A inteligência artificial também começa a aparecer em produtos visíveis para o cliente. Um exemplo é o projeto Renda BRA, criado a partir da aquisição da startup Kunumi. O modelo utiliza IA para estimar renda e capacidade de endividamento com maior precisão, permitindo calibrar concessões de crédito de forma mais assertiva.

No varejo, a aposta é tornar a experiência cada vez mais invisível. O chamado “Pix Inteligente”, por exemplo, permite realizar transferências via WhatsApp em linguagem natural.

O usuário pode simplesmente dizer: “manda 50 reais para a Camille”. A inteligência artificial identifica o contato correto, resolve ambiguidades, confirma valores e executa a transação — sem necessidade de navegar por menus.

App único no Bradesco? Não necessariamente

Enquanto alguns concorrentes apostam em consolidar todos os serviços em um único aplicativo, a prioridade do Bradesco não é necessariamente reduzir o número de apps, mas garantir que a experiência seja a melhor possível para o usuário.

Hoje, por exemplo, serviços de seguros e investimentos já podem ser acessados com autenticação única a partir do aplicativo principal.

Mas diferentes perfis de cliente podem demandar jornadas diferentes, segundo a CTO. Um cliente de alta renda, por exemplo, pode preferir utilizar o desktop para gerir investimentos complexos. Já usuários de renda mais baixa tendem a priorizar canais de conveniência, como o WhatsApp.

“Ter um app único como fim por si só seria simplificar demais a expectativa do cliente”, argumenta. “O mote é simplificação e convergência, não necessariamente zerar o número de aplicativos.”

O que vem pela frente no Bradesco?

Questionada sobre prioridades para os próximos meses e para o longo prazo, Barcelos afirma que a estratégia do Bradesco inclui digitalização do varejo massificado e evolução em crédito e pagamentos.

Cloud e IA seguem como pilares. A computação quântica aparece como aposta estrutural.

O banco estuda como essa tecnologia poderá rodar modelos de risco e portfólio que a computação clássica levaria décadas para processar, além de já implementar algoritmos quantum safe para proteger a criptografia das transações contra futuras ameaças.

Internamente, a eficiência é ditada pela IA agêntica — múltiplos agentes de IA que colaboram para aumentar a produtividade dos desenvolvedores, como a BIATech, e até para “treinar” operadores de cobrança, gerando ganhos de performance de até 8%.

Banco do Brasil: a vantagem de enxergar o cliente inteiro

Quando as fintechs começaram a ganhar espaço no Brasil, havia uma vantagem óbvia a favor delas: nasceram do zero.

Partiram de um “papel em branco” para desenhar experiências digitais enxutas e intuitivas, sem estruturas herdadas de décadas e a complexidade de atender do pequeno produtor rural ao investidor de alta renda.

O Banco do Brasil (BBAS3) sabia disso. “Tivemos que correr um pouco”, admitiu Rodrigo Mulinari, diretor do departamento de tecnologia do banco. Mas, passados os primeiros anos da corrida digital, a avaliação interna mudou. Hoje, o BB não se enxerga tentando alcançar os novos entrantes — mas competindo em outro patamar: com oferta mais completa, infraestrutura robusta e escala difícil de replicar.

“Não vejo nenhuma defasagem tecnológica. Não tem nenhum serviço hoje que alguém oferta que um banco não oferte. Mas vejo um monte de serviços e tecnologias que bancos ofertam que esses players digitais não têm portfólio”, afirma Mulinari.

A visão integrada do cliente no banco

A grande aposta do Banco do Brasil para se diferenciar é a visão única do cliente. Enquanto muitas fintechs operam em nichos — cartão, investimento e crédito pessoal —, o BB trabalha com uma leitura integrada.

Por trás de cada CNPJ, há um CPF. O produtor rural do agronegócio pode ser também investidor. O dono de uma pequena empresa é, ao mesmo tempo, pessoa física.

Essa visão integrada permite cruzar dados e construir ofertas mais completas. Para sustentar essa estratégia, o banco dobrou o tamanho do time de tecnologia nos últimos dois anos.

Hoje, o Banco do Brasil fala em estabilidade, escala e inclusão digital como diferenciais competitivos.

Compatibilidade com diferentes aparelhos, consumo reduzido de dados, acessibilidade: detalhes que passam despercebidos para parte do público, mas fazem diferença quando se atende milhões de brasileiros em realidades distintas.

“Temos uma preocupação muito grande com estabilidade e escala. Precisamos atender todos os públicos. É isso que nos torna o Banco do Brasil para todos os brasileiros.”

Na modernização da infraestrutura, o Banco do Brasil afirmou que opera com estratégia multi-cloud: combina nuvem privada com as três principais nuvens públicas do mercado, escolhendo o melhor ambiente para cada necessidade. “O nosso target de nuvem vai estar sempre em cima do negócio”, afirma o executivo.

Um aplicativo para 33 milhões de clientes

Enquanto alguns concorrentes fragmentaram a experiência em múltiplos aplicativos, o Banco do Brasil seguiu o caminho oposto. Desde cedo, apostou em um aplicativo único.

Hoje, cerca de 33 milhões de clientes acessam o app mensalmente. A vantagem dessa abordagem é escala. Quando uma nova tecnologia é implementada, ela pode ser distribuída rapidamente para toda a base.

“Quando um novo cliente entra no Banco do Brasil, ele vai ver o que tem de mais moderno no mundo de tecnologia”, diz Mulinari. “Já somos muito digitais. Precisamos mostrar isso.”

A nova fronteira do Banco do Brasil: hiperpersonalização

Se há alguns anos a inteligência artificial ainda estava em fase experimental, hoje ela já opera em escala no Banco do Brasil.

Está no onboarding, com análise automatizada de documentos; na segurança, com biometria facial e comportamental; na gestão de investimentos e na detecção de fraudes. O próximo passo é hiperpersonalização.

A ideia é que, ao abrir o aplicativo, o cliente encontre um ambiente com ofertas aderentes ao seu perfil, atalhos configuráveis e possibilidade de personalizar cores e interface.

A ambição vai além da personalização estética. O objetivo é antecipar necessidades.

Se um pagamento é negado na rua, por exemplo, o sistema deve identificar rapidamente o motivo e oferecer suporte antes mesmo que o cliente peça ajuda.

É uma tentativa de digitalizar um conceito antigo do setor bancário: o gerente que conhece o cliente pelo nome.

“Queremos que, quando a pessoa acessar o aplicativo, ela enxergue o banco dela”, afirma o executivo. “Queremos antever movimentos e surpreender de alguma maneira.”

A competição pelo público jovem

O BB também quer ganhar relevância junto às novas gerações. Para isso, aposta em soluções como o BB Cash para adolescentes, no uso de embaixadores de marca e em um processo de abertura de conta que afirma ser um dos mais ágeis do mercado.

O objetivo é que o jovem inicie sua vida financeira ali — e não precise “começar” em uma fintech para depois migrar.

“Somos uma startup de mais de 200 anos”, define o executivo, afirmando que a ideia é combinar a agilidade de uma empresa nascida digital com a solidez de uma instituição secular.

Itaú Unibanco (ITUB4) na disputa

O Itaú Unibanco (ITUB4) foi um dos primeiros gigantes a colocar como meta se tornar tão ágil e leve quanto as rivais digitais — e decidiu reconstruir sua base tecnológica.

O objetivo? Alcançar “ritmo de empresa de tecnologia”, como define João Araújo, diretor de estratégia e ciclo de vida do cliente.

Nos últimos três anos, o Itaú reduziu pela metade o tempo necessário para lançar novas funcionalidades e mais do que dobrou sua produtividade tecnológica.

A migração para a nuvem — que deve ser concluída integralmente até 2028 — já contempla os serviços mais críticos, segundo Araújo. “Hoje, podemos dizer com muito conforto que a nossa plataforma tecnológica é super moderna”, afirma o diretor.

Ao descomissionar plataformas legadas, o banco também reduziu custo transacional. Mas, internamente, o ganho mais celebrado é outro: time to market, com melhora na agilidade e qualidade da entrega de novos produtos.

“Os lançamentos que fizemos são fruto dessa capacidade acrescida de entrega. O cliente sente isso através de mais funcionalidades, velocidade, qualidade e menos latência. Estamos felizes com os resultados, mas não paramos por aqui; continuaremos buscando a próxima fronteira.”

O Super App e o Itaú “personalizado”

A estratégia digital do Itaú também passou pela consolidação de plataformas. Aplicativos antes separados — como Itaucard, Credicard e Hipercard — foram integrados em um único ambiente.

Cerca de 15 milhões de clientes já foram migrados para esse chamado Super App.

“A magia não é a migração em si, mas a qualidade do serviço entregue depois”, diz Araújo. “A lógica da migração é meio para chegar a um fim, não o fim em si mesmo.”

A ideia é que o aplicativo se comporte de forma diferente para cada cliente, utilizando inteligência artificial para adaptar a experiência — desde a mensagem de boas-vindas até a oferta de produtos.

O banco como conversa

Na visão do Itaú, a próxima grande transformação pode estar na forma de interação com os clientes. O banco aposta que a experiência financeira tende a se tornar cada vez mais conversacional.

Em vez de navegar por menus, o cliente simplesmente descreve sua necessidade — e o banco responde.

A grande aposta atual do Itaú é a IA generativa. O banco já utiliza a tecnologia em quatro frentes principais:

  • Transacional: Como o Pix via WhatsApp, que entende comandos de voz e texto para realizar transferências de forma ultraconveniente;
  • Atendimento: Utilizando modelos de linguagem (LLM) para compreender e resolver problemas de forma mais humana e eficiente, abandonando as antigas árvores de decisão;
  • Segurança: Com o recém-lançado Modo Protegido, que usa IA para identificar “redes de segurança” (como a casa do cliente) e limitar transações fora desses perímetros, protegendo o patrimônio em caso de roubo do aparelho;
  • Assessoria de Investimentos: Atualmente em teste com 100 mil clientes, uma inteligência que analisa perfis de investimento e sugere produtos disponíveis de forma conversacional, com consultas e dúvidas sobre produtos bancários.

Santander e a guerra pela principalidade

Para o Santander Brasil (SANB11), a disputa com as fintechs não é sobre quem tem o aplicativo mais leve ou o botão mais intuitivo. É uma guerra pela principalidade — ser o banco onde o cliente concentra sua vida financeira de verdade.

“O ‘transacionalzinho’ do dia a dia pode até estar pulverizado”, afirma Gilberto de Abreu Filho, vice-presidente de tecnologia e operações. “Mas previdência, investimento de longo prazo e financiamento imobiliário ainda estão nos bancos tradicionais.”

O desafio agora é como transformar essa vantagem estrutural em uma experiência digital tão simples quanto a das fintechs.

“Ainda não estamos lá”: modernizar um gigante é diferente de nascer leve

A meta declarada do Santander é atingir o “estado da arte” tecnológico. Abreu admite que o banco ainda não está lá. “Quando concluirmos o processo de modernização, estaremos. Talvez até à frente.”

A confiança tem explicação: a complexidade que hoje é obstáculo pode virar diferencial quando combinada com tecnologia de ponta. O Santander começou o processo de modernização com milhões de clientes, dezenas de linhas de produto e sistemas acumulados ao longo de décadas.

Hoje, cerca de dois terços da infraestrutura tecnológica do Santander já operam em nuvem. Cartões e pagamentos devem concluir a modernização até 2027. A conta corrente — o coração do banco — ficará por último.

“Tudo isso já está indo para a infraestrutura mais moderna que existe no mercado. Assim, temos a expectativa de ter um banco em ‘estado da arte’ para competir de igual para igual com todos”, disse o executivo.

Mas por que isso importa para o investidor e para o cliente? Simples: velocidade. Com os sistemas em cloud, o Santander consegue lançar versões do aplicativo com mais frequência, testar funcionalidades em ciclos mais curtos e reduzir custos operacionais.

“A nossa luta é contra o tempo. Ninguém está parado”, diz o executivo. “Os grandes bancos são competentes e as fintechs estão se movendo. Cada um tem seu desafio.”

O desafio das fintechs? Construir oferta completa e balanço robusto. O dos bancões? Modernizar sem interromper a operação.

A briga pela principalidade: onde o calo aperta para as fintechs

A estratégia do Santander para se tornar o banco número um do cliente passa por três pilares tecnológicos:

  • Visão multibanco: O novo aplicativo — já distribuído para 100% da base — permite visualizar saldos de outras instituições via Open Finance. A proposta é centralizar a experiência, mesmo quando o dinheiro está espalhado. A aposta é transformar o aplicativo na “experiência natural” do usuário, combatendo a conveniência das fintechs com uma arma que elas ainda lutam para construir: a oferta completa.
  • CRM contextual e quase invisível: A ambição é ser uma espécie de “anjo da guarda financeiro”, atuando antes do problema virar frustração. Mais de 300 gatilhos automatizados monitoram a jornada do cliente. Entrou no cheque especial? O sistema alerta sobre os 10 dias sem juros. Recebeu salário? Sugestões de organização financeira aparecem. A meta é escalar para milhares de interações inteligentes.
  • Inteligência artificial: Além de modelos tradicionais de risco, o banco vem ampliando o uso de Large Language Models — tecnologia semelhante à que impulsionou o ChatGPT — para extrair valor da enorme base de dados de comportamento financeiro.

Fonte: Seu Dinheiro

Banco do Brasil inaugura Ponto BB, novo modelo de agência, em Belém

Publicado em: 06/03/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) inaugurou nesta quinta-feira (5 de março), em Belém (PA), um novo modelo de unidade física, chamado Ponto BB, que reúne no mesmo espaço o atendimento a clientes de varejo, alta renda e empresas.

A unidade fica no bairro Umarizal, próximo à Estação das Docas, e integra atendimento presencial com serviços digitais, incluindo cabines de videoatendimento e agendamento prévio pelo aplicativo do Banco do Brasil.

Segundo a diretora de Clientes Varejo do BB, Larissa Novais, o modelo busca centralizar diferentes perfis de clientes em um único ponto, permitindo uma visão mais integrada das relações financeiras, incluindo investimentos, contas pessoais e negócios empresariais.

O Ponto BB faz parte da estratégia do banco de reorganizar sua rede física, combinando agências bancárias tradicionais, atendimento remoto e unidades com maior integração digital. De acordo com o Banco do Brasil, o formato também pode gerar redução de até 25% nos custos de manutenção e operação, principalmente pela integração de serviços e pelo uso mais intensivo de tecnologia.

O espaço também abriga a primeira Casa Estilo, estrutura voltada ao atendimento do segmento de alta renda do banco.

Além disso, há uma área dedicada ao BB Empresas, voltada principalmente para micro e pequenas empresas, com orientação financeira e oferta de produtos de crédito.

A abertura do espaço ocorre dois anos após o Banco do Brasil ter criado em Belém o Hub Financeiro de Sociobioeconomia, iniciativa voltada ao financiamento de projetos ligados à bioeconomia na região amazônica.

Segundo o banco, a estrutura tem sido usada para ampliar a carteira de crédito ligada a atividades sustentáveis locais.

O novo ponto também inclui uma área destinada a eventos, palestras e encontros voltados a empreendedorismo e educação financeira.

O local do Ponto BB abriga ainda pequenas operações comerciais de marcas locais e exposições de artistas regionais, como parte da proposta de transformar a unidade em um espaço de relacionamento com clientes e a comunidade.

Fonte: E-Investidor

Sindicato protesta por falta de funcionários em agência do BB em Guaianases

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Grandes filas, longa espera para atendimento, sobrecarga de trabalho… Essa é a realidade diária da agência 3011 do Banco do Brasil em Guaianases, zona leste de São Paulo. Esse quadro não é de agora, e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região esteve novamente na unidade, no dia 27 de fevereiro, para cobrar do BB que amplie o número de funcionários da agência.

“Essa agência do BB está com problema de falta de funcionários há muito tempo. Já reivindicamos uma melhora do quadro, mas o banco não nos dá resposta e não toma providências para melhorar a situação para clientes e trabalhadores”, critica o dirigente do Sindicato e funcionário do BB, João Maia, que participou do protesto nesta sexta.

“Trata-se da única agência nessa região de Guaianases, que é um bairro muito populoso. Boa parte dos clientes são aposentados, que passam muito tempo na fila. Além disso, alguns funcionários já ficaram afastados por adoecimentos, estresse e outros problemas de saúde por conta da sobrecarga de trabalho. Estamos aqui novamente para conversar com a população e os bancários e cobrar do Banco do Brasil que respeite usuários e bancários. E vamos continuar pressionando e acompanhando a situação de perto”, acrescenta Maia.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB prorroga até 13 de março o prazo para realocação na rede de atendimento

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O prazo para o processo seletivo que resultaria em realocação de funcionários do Banco do Brasil na rede de atendimento, que encerraria na quinta-feira (26 de fevereiro), foi prorrogado até dia 13 de março. Essa é uma ótima notícia para vários bancários e bancárias que, embora tenham se candidatado no período hábil, ainda não tinham recebido nenhuma resposta do banco, nem mesmo chegaram a ser chamados para entrevistas. A prorrogação veio depois da insistente atuação do Sindicato que, diante da aflição dos trabalhadores, cobrou as áreas responsáveis do banco, inclusive em Brasília.

A realocação foi um compromisso assumido pelo banco ao Sindicato, de que as mudanças na rede de atendimento não resultariam em perda de funções comissionadas.

“O Banco do Brasil anunciou, em janeiro, uma série de mudanças na rede de atendimento. Cobramos e o BB se comprometeu em realocar quem ficou em excesso nos locais, garantindo a mesma faixa salarial. Mas esse período de realocação encerraria ontem [26 de fevereiro] e muitos colegas nos procuraram porque tinham feito suas inscrições e não tinham sido chamados nem para a entrevista. O que causou grande aflição, pois a não realocação implica em perdas na remuneração. Ontem mesmo a gente começou a cobrar o banco o dia inteiro, que nos atendeu e estendeu o prazo até dia 13”, conta a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Adriana Ferreira, funcionária do BB.

“A gente cobrou a direção do banco no sentido de dar tranquilidade aos trabalhadores, uma vez que eles precisam se deslocar do local onde exerciam as suas funções para manter a mesma gratificação de função. Seria importante o banco garantir condições para que eles façam essa movimentação da forma mais tranquila possível. Como alguns colegas, embora inscritos nas vagas, ainda não tivessem nenhuma resposta de para qual local iriam, nós fizemos essa cobrança e tivemos o atendimento por parte do banco”, reforça Antônio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

“Estamos atentos e acompanhando o processo. Diante de qualquer dificuldade que os bancários e bancárias tiverem na realocação, é importante contatar o Sindicato, pois só assim podemos saber dos problemas e agir a tempo. Não deixem de nos procurar”, acrescenta Adriana.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil libera JCP bilionário; saiba quem tem direito

Publicado em: 27/02/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) confirmou a distribuição de R$ 400.396.500,00 em Juros sobre o Capital Próprio (JCP) referentes ao primeiro trimestre de 2026. A decisão foi aprovada em 12 de fevereiro de 2026 e divulgada por meio de Fato Relevante na última quinta-feira, 19, como parte da remuneração antecipada aos acionistas.

O valor corresponde a R$ 0,07014190105 por ação ordinária (BB ON), seguindo o cronograma já comunicado anteriormente ao mercado em 19 de janeiro de 2026.

Quem recebe o JCP da BBAS3

O pagamento será realizado em 11 de março de 2026, considerando a posição acionária de 2 de março de 2026. As ações serão negociadas “ex” a partir de 3 de março de 2026, ou seja, investidores que comprarem os papéis a partir dessa data não terão direito ao provento.

O crédito será efetuado em conta corrente, poupança-ouro ou por caixa. Acionistas com cadastro desatualizado terão a remuneração retida até que regularizem seus registros em uma das agências do Banco do Brasil. Para a regularização, poderá ser necessária a apresentação de documento de identidade, CPF e comprovante de residência, no caso de pessoa física, ou estatuto/contrato social e prova de representação, no caso de pessoa jurídica.

No caso de ações custodiadas na Central Depositária da B3, os valores serão pagos à entidade depositária, que fará o repasse aos acionistas titulares por meio de seus respectivos agentes de custódia.

Tributação do provento

O Banco do Brasil informou que haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal do JCP, conforme a legislação vigente. Acionistas dispensados da tributação deverão comprovar essa condição até 4 de março de 2026 em uma das agências do banco.

Em comunicado ao mercado, o Banco do Brasil reforçou os detalhes da remuneração aprovada para os acionistas da BBAS3, afirmando: “O Banco do Brasil S.A. comunica que aprovou em 12/02/2026 a distribuição de R$ 400.396.500,00 a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), relativos ao primeiro trimestre de 2026.”

Fonte: Suno Notícias

BB e entidades ligadas destinam R$ 22 milhões a projetos sociais

Publicado em: 26/02/2026

O Banco do Brasil e suas Entidades Ligadas (ELBBs) destinaram R$ 22 milhões a projetos sociais em 2025 por meio do programa Mãos Dadas BB, iniciativa de Investimento Social Privado (ISP) realizada via incentivos fiscais. Ao todo, 31 entidades foram contempladas, com impacto estimado em 81 mil pessoas em 26 municípios.

O programa registrou crescimento de 50% no número de projetos cadastrados em relação a 2024, totalizando 144 inscrições. Desses, 43 foram habilitados. Os números consolidam o fortalecimento da governança do Mãos Dadas BB e ampliam a capilaridade do investimento social do Conglomerado BB.

Criado para estruturar as doações incentivadas do Banco do Brasil, o Mãos Dadas BB direciona parte do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) devido, dentro dos limites legais, para financiar projetos aprovados em mecanismos como o Fundo para Infância e Adolescência (FIA), Fundo do Idoso, Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), e do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Desde 2024, o programa passou a operar exclusivamente na modalidade Doações Incentivadas, ampliando a organização e a eficiência do processo.

“A ampliação do programa em 2025 mostra o crescimento da nossa governança em ISP. Mais do que um repasse financeiro, o Mãos Dadas fortalece a estratégia social do BB e permite, com nossa capilaridade, que a atuação chegue à ponta. Assim, reforçamos o compromisso de sermos presentes e relevantes nas comunidades onde atuamos, gerando impacto positivo”, afirma José Alves, gerente-geral de ASG do Banco do Brasil.
Como participar

Podem participar entidades sem fins lucrativos, regularmente constituídas e adimplentes com o Banco do Brasil, que possuam projetos aprovados para captação em um dos mecanismos habilitados (FIA, Fundo da Pessoa Idosa, Pronon ou Pronas/PCD). A inscrição ocorre conforme edital anual, lançado no segundo semestre de cada ano, com envio de projeto e documentação dentro do prazo estabelecido.

Após a seleção, os recursos são destinados via incentivo fiscal, e a entidade executa o projeto com acompanhamento e prestação de contas ao Banco.

Mais informações em bb.com.br/maosdadasbb.

Fonte: ESG Inside

Banco do Brasil e BNDES lançam linhas para modernizar saúde e educação pública

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O Banco do Brasil, em parceria com o BNDES, anuncia o lançamento do BB FIIS Automático, nova linha de financiamento destinada a Estados, Municípios e ao Distrito Federal. O objetivo com a criação é impulsionar a aquisição de máquinas e equipamentos para aprimorar a infraestrutura dos serviços públicos nas áreas de saúde e educação, por meio de recursos do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), criado pela Lei nº 14.947/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 12.157/2024.

Com o BB FIIS Automático, os entes públicos poderão acessar até R$ 50 milhões por modalidade de financiamento, que poderá ser contratada diretamente com o Banco do Brasil ou através de outros agentes financeiros credenciados pelo BNDES, por meio do Programa FIIS Automático, nas modalidades FIIS Educação e FIIS Saúde. Para valores superiores, o financiamento pode ser solicitado diretamente com o BNDES. Para obtenção dos recursos, os projetos devem ser habilitados pelo Comitê Gestor do FIIS, conforme edital disponível na plataforma TransfereGov. No BB FIIS Automático, as condições da linha incluem taxa fixa subsidiada a partir de 11,63% ao ano, financiamento de até 100% do valor dos equipamentos, prazo de pagamento de até 10 anos e carência de até 24 meses.

De acordo com José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, “o BB FIIS Automático é um marco estratégico que reforça nosso compromisso em apoiar o setor público e estimular iniciativas que geram valor à sociedade. Ao priorizar a compra de máquinas e equipamentos de fabricantes nacionais, a linha contribui para o fortalecimento da indústria, geração de empregos e desenvolvimento sustentável em todo o território brasileiro”.

Sasseron também reforça que as linhas são rentáveis e com baixa inadimplência. “As operações de crédito ao Setor Público são estruturadas de forma a assegurar retorno adequado sobre os recursos próprios investidos, considerando de maneira integrada o risco do ente público, o prazo das operações, os custos operacionais e a taxa pactuada”, complementa.

“A cooperação entre os bancos públicos é uma diretriz do presidente Lula e a atuação por meio do FIIS é mais um exemplo dessa exitosa parceria, que fortalece o papel do crédito público na retomada do desenvolvimento econômico. Gerido pelo BNDES, o FIIS é um importante instrumento para que estados, municípios, além de redes e entidades privadas, como as santas casas, possam ampliar investimentos em infraestrutura social, apoiando projetos para reforma e construção de escolas e de unidades de saúde e compra de equipamentos, por exemplo”, afirma Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce.

O BB FIIS Automático oferece taxas competitivas e acessíveis, facilitando a obtenção de financiamento para investimentos essenciais em saúde e educação. Por utilizar recursos do FIIS, as condições são ainda mais vantajosas, alinhadas à política de retorno do Banco do Brasil, tornando o financiamento atrativo e sustentável para gestores públicos que buscam modernizar seus serviços.

O Banco do Brasil possui equipe especializada disponível para apoiar os gestores públicos em todas as etapas do processo, oferecendo orientação, atendimento personalizado e suporte técnico para facilitar contratação e aquisição dos equipamentos necessários, promovendo maior eficiência e agilidade na resposta às demandas sociais.

Fonte: Banco do Brasil

ANABB celebra 40 anos de protagonismo e defesa dos funcionários do BB

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A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) completa, nesta sexta-feira (20), quatro décadas de uma trajetória marcada pela defesa técnica, política e jurídica de seus associados. Para celebrar o marco, a entidade realiza um evento comemorativo no Unique Palace, em Brasília, reunindo parlamentares, autoridades ligadas ao Banco do Brasil e lideranças do funcionalismo público.

Uma História de Lutas e Representatividade

Fundada em 20 de fevereiro de 1986 por 74 funcionários pioneiros, em um contexto de transição democrática e instabilidade econômica, a ANABB consolidou-se como a maior entidade representativa de uma única categoria de trabalhadores na América Latina, superando hoje a marca de 100 mil associados.
Ao longo dessas 40 anos, a associação tem sido a voz do funcionalismo em momentos decisivos, como na elaboração da Constituição de 1988, onde garantiu direitos históricos como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação da “Bancada do BB” no Congresso Nacional.

Conquistas Jurídicas e Proteção ao Patrimônio

A atuação da ANABB é reconhecida por ofensivas jurídicas recordes, que resultaram em ressarcimentos bilionários e na proteção de direitos. Entre os destaques da sua trajetória estão:

  • Vitórias Judiciais: Liderança histórica em ações de correção do FGTS, Imposto de Renda e planos econômicos. Um dos marcos recentes foi a recuperação de R$ 120 milhões para 35 mil associados no caso do IR Quilometragem em 2010.
  • Defesa do BB Público: Atuação firme e estratégica contra a privatização do Banco do Brasil em diversas frentes parlamentares e sociais.
  • Previdência e Saúde: Gestão vigilante junto à PREVI e CASSI, garantindo avanços como a criação do BET (Bônus de 20%) em 2010 e a resistência contra a devolução de reservas ao banco, protegendo o patrimônio dos associados.

O evento no Unique Palace não apenas celebra o passado, mas reafirma o compromisso da ANABB em continuar sendo uma autoridade técnica e política na fiscalização do sistema financeiro e na proteção dos direitos dos funcionários ativos, aposentados e pensionistas.

Fonte: Lago Sul

Banco do Brasil lucra R$ 5,7 bilhões no 4T25 e fecha 2025 com R$ 20,7 bilhões

Publicado em: 12/02/2026

O Banco do Brasil (BOV:BBAS3) encerrou a temporada de resultados dos grandes bancos da bolsa de valores brasileira com lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), conforme balanço financeiro divulgado na noite de quarta-feira (11 de fevereiro). No acumulado do ano, o lucro somou R$ 20,7 bilhões, dentro do guidance revisado pela instituição ao longo do exercício.

Na comparação anual, o resultado do 4T25 representa queda relevante frente aos R$ 9,59 bilhões registrados no quarto trimestre de 2024. Por outro lado, houve forte avanço de 51% em relação ao terceiro trimestre de 2025, sinalizando uma inflexão operacional após um ano marcado por revisão de projeções e maior pressão no custo de crédito.

A margem financeira bruta do Banco do Brasil totalizou R$ 103,1 bilhões em 2025. Apenas no 4T25, o indicador atingiu R$ 27,8 bilhões, com crescimento de 5,4% na comparação trimestral e de 3,8% na base anual. Segundo a administração, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das receitas financeiras, com destaque para as operações de crédito com pessoas físicas, especialmente o Crédito do Trabalhador.

“A performance da Margem Financeira Bruta demonstra a consistência de geração de receitas do BB”, informou o banco em comunicado ao mercado.

A Carteira de Crédito Expandida alcançou R$ 1,3 trilhão em dezembro de 2025, alta de 2,5% frente a dezembro de 2024. O segmento de Pessoa Física foi o principal vetor de crescimento, avançando 7,6% no ano. Linhas como Crédito Não Consignado (+11,8%) e Cartão de Crédito (+19,6%) registraram expansão de dois dígitos — fator relevante para investidores atentos à diversificação do mix de crédito do BBAS3.

O custo de crédito somou R$ 61,9 bilhões em 2025, refletindo aumento do risco, especialmente no setor do agronegócio. No quarto trimestre, o custo ficou em R$ 18 bilhões, estável frente ao trimestre anterior. Já a inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 5,17%, alta de 66 pontos-base em relação a setembro de 2025.

Ao longo de 2025, o Banco do Brasil revisou seu guidance de lucro líquido ajustado, inicialmente projetado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, antes da suspensão em maio. Em agosto, a estimativa foi ajustada para uma faixa inferior e, em novembro, consolidada entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões — intervalo efetivamente cumprido, com lucro anual de R$ 20,7 bilhões.

Além do lucro, o banco também entregou crescimento da carteira de crédito de 3,6% (dentro da faixa projetada de 3% a 6%) e receitas de serviços de R$ 34,8 bilhões, dentro da banda estimada de R$ 34,5 bilhões a R$ 36,5 bilhões.

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, destacou que o banco conseguiu se adaptar ao cenário macroeconômico mais desafiador. “Nosso guidance mostra isso e nossos resultados indicam sinais de inflexão, com lucro de R$ 5,7 bilhões e crescimento de 51,7% na comparação com o trimestre anterior”, afirmou.

As ações do Banco do Brasil (BOV:BBAS3) encerraram quarta-feira (11/02) cotadas a R$ 24,91, estabilidade de 0,00%, segundo dados da bolsa de valores. O papel operou sem variação relevante ao longo do dia, refletindo possível cautela dos investidores diante da queda anual do lucro no 4T25, apesar da melhora sequencial e do cumprimento do guidance.

Para o próximo pregão, o mercado tende a avaliar com mais profundidade a qualidade do lucro, o comportamento da inadimplência e a sustentabilidade da margem financeira em 2026.

O Banco do Brasil S.A. (BOV:BBAS3) é uma das maiores instituições financeiras do país, com forte atuação em crédito rural, agronegócio, varejo bancário, serviços financeiros e mercado de capitais. Concorrente direto de Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), Bradesco (BOV:BBDC4) e Santander Brasil (BOV:SANB11), o BB é listado na bolsa de valores brasileira e figura entre as empresas com maior capitalização de mercado da B3.

Para investidores que acompanham ações BBAS3 hoje, dividendos, resultado trimestral e perspectivas para investir em bancos na B3, o desempenho de 2025 reforça um cenário de transição, com sinais de recuperação operacional, mas ainda sob pressão de crédito.

Fonte: Advanced Financial Network

BB anuncia distribuição de R$ 1,23 bi em juros sobre capital próprio

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O Banco do Brasil (BBAS3) comunicou a aprovação na última terça-feira (10 de fevereiro) da distribuição de cerca de R$ 1,23 bilhão a título de remuneração aos acionistas sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), relativo ao quarto trimestre de 2025.

O valor corresponde a R$ 0,21630429188 por ação, com o valor atualizado até esta quarta-feira (11) de R$ 0,21978938776.

Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (31 de dezembro de 2025) até a data do pagamento (05 de março 2026) e terão como base a posição acionária de 23 de fevereiro 2026. Assim, as ações serão negociadas sem direito ao provento a partir de 24 de fevereiro.

Além do imposto de renda incidente sobre a atualização, haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal de acordo com a legislação vigente.

Adicionalmente, o BB informou que R$ 261,63 milhões foram pagos, em 12 de dezembro 2025, a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de JCP, relativo ao quarto trimestre de 2025, conforme Fato Relevante de 19 de novembro.

Fonte: Infomoney

BB libera R$ 950 milhões de empréstimo para obras ao governo de MS

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O empréstimo de R$ 950 milhões do Banco do Brasil ao Governo de Mato Grosso do Sul foi assinado no dia 5 de fevereiro e publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (9).

Destinado à segunda fase do programa MS Ativo do governador Eduardo Riedel (PP), o empréstimo deverá ser pago em 216 meses, com juros de 1,6% ao ano.

O pedido de empréstimo passou pela Alems (Assembleia Legislativa) em regime de urgência no ano passado.

Contudo, o valor será destinado para rodovias, estradas, municípios e escolas.

De acordo com a publicação de hoje, o empréstimo é sob a forma de financiamento concedido pelo Banco do Brasil, com finalidade única e exclusiva de financiar as despesas de capital.

Assinaram o financiamento: Sebastião Vanderlan Borges Soares e Eduardo Riedel.

Fonte: Mídiamax

Como o Banco do Brasil vai estragar a festa bilionária do lucro dos bancões em 2025

Publicado em: 05/02/2026

Os quatro maiores bancos brasileiros em atacado e varejo (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) devem lucrar juntos 101,6 bilhões de reais em 2025, queda de 9,56% em relação ao lucro de 112,34 bilhões de reais. As informações foram levantadas por VEJA nesta sexta-feira, 30, com base em relatórios da Ágora Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA e XP Investimentos.

A queda no lucro das empresas reflete o desempenho do Banco do Brasil, que, segundo as estimativas mais conservadoras, deve lucrar 18,84 bilhões de reais em 2025, baixa de 50,27% em relação ao lucro líquido de 37,89 bilhões de reais em 2024. O BB será o único entre os quatro líderes do setor a registrar queda no lucro.

O BB vem passando por uma situação complicada em meio à inadimplência do agronegócio e à piora dos calotes nas carteiras de pessoas jurídicas. Para o quarto trimestre, analistas consultados pela reportagem esperam a continuidade da inadimplência. A equipe da XP Investimentos lembra que, apesar dos fortes desembolsos vinculados à MP 1.314, o impacto deverá ser limitado no quarto trimestre de 2025. Isso porque a medida entrou em vigor apenas no final de outubro de 2025, e o quarto trimestre normalmente apresenta um cronograma de vencimentos mais leve.

A corretora também destaca que a carteira de crédito para empresas deverá continuar enfrentando pressão devido ao ambiente de altas taxas de juros e aos efeitos persistentes do setor agrícola. Desse modo, estima que as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), recursos destinados a cobrir os calotes dos clientes, devem permanecer elevadas, em cerca de 62 bilhões de reais no acumulado de 2025.

A Ágora Investimentos afirma que essas provisões devem refletir uma inadimplência de 4,9% do BB no quarto trimestre de 2025, alta de 3,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, mas estabilidade na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

“Esperamos um crescimento da receita de 3,5% em relação ao trimestre anterior, com a expansão da carteira de empréstimos e das margens no período, enquanto prevemos a estabilização das despesas com provisões”, diz Renato Chanes, que assina o relatório da Ágora.

O Itaú BBA é mais pessimista em relação ao BB e prevê uma piora generalizada em suas carteiras na comparação anual, mas uma estabilização frente ao terceiro trimestre de 2025. Assim, o banco estatal deve seguir pressionado em relação a 2024, mas apresentar certa estabilização na margem trimestral.

Itaú será joia da coroa entre os bancos

O Itaú deve manter sua liderança entre os quatro grandes bancos no quarto trimestre de 2025 e no acumulado do ano. As estimativas apontam um lucro entre 12,17 bilhões de reais (XP Investimentos) e 12,28 bilhões de reais (Genial Investimentos) no período. Os números representam altas entre 11,8% e 12,86%.

Para o acumulado de 2025, com base na estimativa mais conservadora, a instituição financeira pode lucrar 42,68 bilhões de reais, avanço de 4% em relação ao resultado de 41,04 bilhões de reais registrado em 2024. Para a Genial Investimentos, a casa mais otimista, o banco deve apresentar mais um trimestre sólido, beneficiado pela sazonalidade positiva do período.

“O resultado será reflexo da manutenção de uma qualidade de ativos benigna, apesar de pressão pontual no segmento de atacado sobre o custo de crédito. No varejo, o custo permanece controlado, refletindo um mix mais defensivo, com maior participação de linhas com garantia e consignado”, argumentam Eduardo Nishio e Ygor Bastos, que assinam o relatório da Genial.

Os especialistas também atribuem o bom desempenho do Itaú à sua elevada participação no segmento de alta renda, considerado mais resiliente, o que mantém a inadimplência da companhia sob controle. A Genial estima que a inadimplência do banco deve encerrar o quarto trimestre de 2025 em 2,28%, queda de 0,17 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Diante disso, os analistas reforçam que o banco, gerido por Milton Maluhy Filho, deverá apresentar o melhor balanço entre os tradicionais.

Bradesco dará novo passo para recuperação

O Bradesco deve apresentar mais uma melhora em seus resultados. A companhia tende a elevar sua rentabilidade para um patamar equivalente ao seu custo de capital. Os analistas calculam que o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) deve atingir 15%, mesmo percentual da Selic, que baliza a remuneração dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Em termos práticos, o banco terá a rentabilidade dos empréstimos no mesmo nível do custo de captação. O número pode parecer modesto, mas vale lembrar que o Bradesco chegou a registrar rentabilidade inferior a 10% no auge da crise, o que evidencia a melhora promovida pela gestão de Marcelo Noronha desde que assumiu, no fim de 2023 e início de 2024.

Para o lucro, os analistas estimam ganhos entre 6,39 bilhões de reais e 6,44 bilhões de reais, altas entre 18,3% e 19,25% em relação ao quarto trimestre de 2024. Para a XP Investimentos, o quarto trimestre reforça a percepção de que o banco está ligeiramente adiantado em seu cronograma de reestruturação. “Isso permite ao Bradesco usar parte dessa reserva para proteger o balanço e acelerar os investimentos previstos no plano”, afirmam Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães.

Santander ficará estagnado

O Santander será o primeiro a divulgar o balanço, que deve ser morno e sem grandes novidades. Esses resultados estagnados fazem parte da estratégia da instituição de adotar uma postura cautelosa em um ano de juros elevados e inflação que chegou a ultrapassar o teto da meta, embora o indicador tenha ficado abaixo do limite no acumulado do ano.

Para o quarto trimestre de 2025, os analistas esperam uma rentabilidade próxima de 17%, mesmo patamar observado no terceiro trimestre de 2025 e no quarto trimestre de 2024. Segundo a Ágora Investimentos, a receita de Tesouraria deve permanecer pressionada, movimento que tende a ser parcialmente compensado pela expansão da margem com clientes e por um crescimento anual de 3% na carteira de crédito.

“Além disso, as tarifas e despesas operacionais deverão ser sazonalmente mais altas, o que deve impactar o lucro líquido”, afirma Renato Chanes. A estimativa é que o Santander registre lucro entre 4,04 bilhões de reais e 4,15 bilhões de reais, crescimento de 5% a 7,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em suma, os grandes bancos devem apresentar crescimento no lucro e avanços em algumas linhas do balanço. A única exceção será o Banco do Brasil, que seguirá pressionado, mesmo após anunciar, no balanço do terceiro trimestre, que passará a priorizar a concessão de crédito à pessoa física, uma vez que a inadimplência do agronegócio e das empresas deve continuar elevada.

Fonte: Veja

Banco do Brasil tem novos gestores nas unidades ASG e Estratégia Governo

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O Banco do Brasil anuncia mudanças na liderança das unidades ASG e de Estratégia Governo. José Alves assume a gerência geral da Unidade ASG após atuar como executivo na área. Alves liderou a Ação Estratégica COP30 no BB. Já na Unidade Estratégia Governo (UEG), a nova gerente-geral é Michele Alencar, que dá continuidade às iniciativas da área, onde já exercia a função de executiva.

José Alves possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP), MBA em Comércio Exterior pela Universidade Paulista (Unip), em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e aperfeiçoamento em Setor Público pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Em 27 anos de empresa, Alves atuou nos segmentos varejo, atacado e setor público, dedicado à estratégia de negócios com governos estaduais e municipais.

Michele Alencar é graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com MBA em Governança de Tecnologia da Informação pela Fundação Instituto de Administração (FIA), MBA em Controladoria e Finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) e especialização em Tecnologia, Inovação e Inteligência pelo Instituto César. No BB desde 2003, atuou nos segmentos varejo e governo, bem como na Diretoria de Controles Internos, com ênfase em governança, estratégia e inovação.

A Unidade ASG é responsável por planejar novos negócios e projetos ASG e ações de Sustentabilidade Empresarial do Banco, de Diversidade, Equidade e Inclusão, relacionadas aos programas sociais, ambientais, climáticos e de investimento social privado, com foco em Direitos Humanos e de gestão do risco social, ambiental e climático em 1ª linha de defesa. Ainda, coordena a Agenda de Sustentabilidade do Banco, atualizando a Agenda 30 BB, o principal instrumento indutor de práticas e negócios ASG da instituição, e apoia as áreas na definição de ações e indicadores que mensuram a performance sustentável do Banco do Brasil.

A Unidade Estratégia Governo (UEG) é responsável pelo desenvolvimento de soluções e estratégias voltadas ao Mercado Setor Público. Atua na gestão de clientes, produtos e canais, com a formulação, coordenação e integração das iniciativas que asseguram inovação e satisfação dos clientes. Também é responsável pela prospecção, estruturação de soluções e gestão de fundos e programas governamentais, promovendo resultados sustentáveis para o Banco.

Fonte: Banco do Brasil

Mudanças no BB geram insegurança; dirigentes cobram garantias para funcionários

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A movimentação anunciada pelo Banco do Brasil na sua rede de atendimento está causando muitas dúvidas e insegurança em funcionários lotados na base de atuação do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

Na gerência de investimentos (Geinv), em todos os prefixos houve redução de vagas dos gerentes de relacionamento. Mesmo com a garantia do banco de que todos os comissionados terão seus salários mantidos em vagas no mesmo município, a maioria dos funcionários da dependência terá de optar entre ter redução salarial ou procurar outro local com vaga disponível.

“A promessa de resolver problemas na rede de atendimento está trazendo mal estar entre os funcionários da Geinv, que estão apreensivos porque não conseguirão manter o salário no mesmo prefixo e terão ou de se deslocar para outras agências ou aceitar a redução salarial para permanecer no mesmo prefixo”, destaca Leonardo Imbiriba Diniz, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancário do BB.

Queremos garantias

O Sindicato acompanha também a transferência dos agentes comerciais para agências com claros, uma das mudanças prometidas pela reestruturação.

Também cobra do banco medidas para atenuar os impactos dessa movimentação durante o processo de realocação e adaptação, que poderá ser radical em alguns casos. Após outra cobrança, banco já se comprometeu com a questão da preparação para capacitações, cursos e certificações.

“Essa movimentação trouxe oportunidades em alguns casos, mas algumas questões seguem preocupando o movimento sindical. Nosso compromisso é acompanhar e garantir que o processo seja concluído com a melhor alocação possível para todos os funcionários. Algo que também nos preocupa é a quantidade de claros e o eventual prejuízo do atendimento nas regiões mais distantes e periféricas, por isso é fundamental que, além dessas movimentações, o banco realize concurso para preencher essas vagas e cumprir seu papel social”, enfatiza Antonio Netto, dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

A movimentação

O Banco do Brasil anunciou uma série de mudanças na sua rede de atendimento que prevê a criação de mais de 1.100 novas funções comissionadas, com foco no fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes.

Novas oportunidades e reforço na rede

De acordo com o BB, serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas e em segmentos com alto potencial de crescimento.

Entre as mudanças está o acionamento de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que não contam com gerência média, a fim de garantir que 100% das unidades passem a ter ao menos dois comissionados.

Além disso, 15 unidades de negócios serão transformadas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e movimentação de equipes para melhor atender demandas futuras.

As principais áreas que receberão reforço de pessoal incluem:

  • Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv);
  • Private Investidor e Megaprodutor;
  • Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido;
  • Carteira Digital Setor Público;
  • Agência Digital PJ;
  • Gerag e Gcash Atacado.

Movimentações e cuidados com os funcionários

O banco informou que as movimentações considerarão o fluxo de atendimento presencial e a demanda por especialização em cada localidade. Segundo a instituição, haverá oportunidades suficientes de lateralidade ou ascensão no mesmo município para os comissionados que eventualmente fiquem em excesso em unidades com ajustes de quadro.

“No caso de cobranças excessivas ou qualquer situação atípica, o Sindicato está à disposição e deve ser acionado”, orienta Antônio.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil define data do balanço do quarto trimestre de 2025 e entra em silêncio

Publicado em: 29/01/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou o calendário oficial de publicação do balanço do quarto trimestre de 2025.Segundo comunicado à CVM, os números serão apresentados em 11 de fevereiro, após o fechamento do mercado.

O banco informou que a live com executivos ocorrerá no dia 12 de fevereiro, às 9h. Além disso, o evento detalhará os resultados financeiros e operacionais do período. Assim, investidores poderão acompanhar guidance, margens e indicadores-chave.

O Banco do Brasil destacou que entrará em período de silêncio a partir de 27 de janeiro. Esse intervalo seguirá até a divulgação oficial do balanço, em 11 de fevereiro. Segundo a instituição, a medida reforça boas práticas de governança corporativa.

A companhia afirmou que o quiet period busca garantir equidade no acesso às informações. Além disso, o banco segue padrões exigidos pelo mercado de capitais. Portanto, não haverá comentários sobre desempenho até a data oficial.

Fonte: Guia do Investidor

BB afasta cenário de crise para o agronegócio; desafios são pontuais

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O Banco do Brasil (BBAS3) descartou a avaliação de que o agronegócio vive um momento de crise e afirmou que o setor enfrenta, na verdade, desafios pontuais.

Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Gilson Alceu Bittencourt, há produtores que passaram por dificuldades de fluxo de caixa. A situação é influenciada pela Selic mais elevada, prorrogações de custeio, condições climáticas adversas, problemas de preços e, principalmente, falhas de gestão.

“Quando você olha o agro como um todo, não vê uma crise. Os problemas estão concentrados nos grandes produtores, em função de decisões tomadas no passado, em um momento de margens muito favoráveis. O desafio é superar essas dificuldades no médio e longo prazo. A crise não está nos pequenos e médios”, afirmou.

As declarações foram feitas durante um painel sobre grãos e infraestrutura, no segundo dia do Latin America Investment Conference, evento promovido pelo UBS, em São Paulo.

Para enfrentar os problemas de liquidez, o Banco do Brasil tem atuado de forma intensa na renegociação de dívidas por meio da Medida Provisória (MP) 1.304.

“Com a MP, trouxemos uma solução para os produtores que realmente tiveram problemas de fluxo de caixa. Vale destacar que a grande maioria não precisou recorrer à renegociação, mesmo com a Selic mais elevada”, disse Bittencourt.

No médio e longo prazo, o vice-presidente mantém uma visão positiva para o agronegócio, sustentada por três pilares: o aumento estrutural da demanda global por alimentos, proteínas e energia; a crescente exigência por sustentabilidade; e a vantagem competitiva do Brasil na produção sustentável.

Fonte: Money Times

Justiça determina reabertura de agências do Banco do Brasil no Maranhão

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A Justiça determinou que o Banco do Brasil mantenha o atendimento nas agências de São Luís (Cohatrac e Reviver), Bacabal (Teixeira Mendes), Imperatriz (Praça da Cultura) e Caxias (Volta Redonda), evitando o fechamento, suspensão ou redução dos serviços. Além disso, o banco deve garantir que os serviços ofertados nessas unidades sejam mantidos.

O Banco do Brasil também está obrigado a manter as agências em Amarante do Maranhão, Itinga do Maranhão, Lima Campos, Matões, Olho d’Água das Cunhãs, Parnarama e as unidades Alemanha e Anil em São Luís. Essas agências não podem ser transformadas em postos de atendimento. Caso já tenham sido fechadas ou transformadas, o banco deverá reabrir as unidades, com estrutura e funcionários para atender a população local.

A decisão também impôs ao banco o pagamento de R$ 54 milhões em indenização por danos morais coletivos, a ser depositado no Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

As determinações foram feitas pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, ao julgar uma ação movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (IBEDEC/MA). A ação questiona o Plano de Reorganização do Banco do Brasil, anunciado em 11 de janeiro de 2021.

Segundo o IBEDEC, a medida é abusiva, pois altera unilateralmente a prestação de serviços essenciais. A ação também destaca o impacto da pandemia de Covid-19, que poderia agravar a aglomeração de pessoas e expor a população a riscos sanitários e exclusão social.

O IBEDEC ainda informou que uma pesquisa do IBGE, de 2017, apontou que o Maranhão é o estado com menor acesso à internet no país. Para a entidade, a imposição do atendimento digital à população composta por idosos, aposentados, trabalhadores rurais e pessoas com baixa familiaridade digital torna esses consumidores ainda mais vulneráveis, promovendo a exclusão financeira.

O g1 solicitou um posicionamento para a instituição financeira, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem.

Fundamentos da decisão judicial

Na decisão, o juiz lembrou que a Constituição Federal de 1988 garante a livre iniciativa, mas também estabelece que a ordem econômica deve priorizar a defesa do consumidor e a função social da propriedade e da empresa. O objetivo, conforme a Constituição, é garantir uma existência digna e respeitar a justiça social.

Além disso, o fechamento de cinco agências em cidades polo e a transformação de outras sete unidades em postos de atendimento (com serviços limitados) configuram uma falha na prestação do serviço, violando o Código de Defesa do Consumidor.

Embora o Banco do Brasil tenha justificado a medida com a alta taxa de transações online (92,7%), o juiz considerou que o lucro do banco não pode se sobrepor aos custos sociais e humanos que essa mudança impõe à população, o que, segundo ele, representa uma grave lesão à dignidade humana.

Fonte: G1