Lucro do BB cai 53,5% no 1º tri com impacto agro e banco faz nova revisão de guidance

Publicado em: 14/05/2026

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 53,5% na comparação anual e baixa de 40,2% frente ao último trimestre, em um resultado ainda fortemente impactado pela turbulência no agronegócio.

Apesar da queda, o resultado ficou em linha com as estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg, que estimavam um saldo de R$ 3,46 bilhões na última linha do balanço.

Em nota, a CEO Tarciana Medeiros reconheceu um ambiente mais desafiador para o crédito este ano, “com maior pressão especialmente na carteira de agronegócios”.

“Entre as medidas para enfrentar o ciclo de agravamento da inadimplência do agronegócio, ampliamos e evoluímos no uso de garantias por alienação fiduciária e revisamos as esteiras de cobranças. Nos primeiros meses de 2026, já dobramos o número de judicializações realizadas durante todo o ano passado. Isso reflete o nosso direcionamento de buscar a recuperação dos nossos ativos”, afirmou a CEO.

O banco estatal é líder no crédito ao agronegócio e tem um terço de sua carteira destinada ao setor. Os efeitos do endividamento e de uma alta no volume de recuperações judiciais no segmento vem impactando os negócios do BB desde o terceiro trimestre de 2024, com efeito mais pronunciado ao longo do último ano, marcado por duas revisões de projeções diante da piora dos números.

Junto com o resultado, o banco divulgou na noite desta quarta-feira (13) uma nova revisão de guidance – a terceira desde o início da crise e a primeira de 2026.

Foram revisadas as projeções para custo do crédito, margem financeira bruta e lucro líquido ajustado, a partir da reavaliação do cenário, “em especial a continuidade da dinâmica agravada do risco no agronegócio, das incertezas decorrentes do contexto geopolítico e seus reflexos nos indicadores macroeconômicos”, afirmou o banco em nota.

O BB agora projeta lucro líquido ajustado entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões, abaixo do piso da faixa anterior, que ia de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões.

O custo de crédito passou para o intervalo entre R$ 65 bilhões e R$ 70 bilhões, vindo de uma faixa entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões. Já a margem financeira bruta, que ficaria entre 4% e 7%, subiu para o intervalo entre 7% e 11%.

BB no 1º tri

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), principal indicador de rentabilidade do banco, caiu para 7,3% dos 16,7% registrados no mesmo período do ano passado. Na comparação trimestral, a queda foi de 5,1 pontos percentuais.

A margem financeira alcançou R$ 27,42 bilhões, ganho de 14,8% na comparação anual e leve queda de 1,3% em três meses.

A carteira de crédito expandida somou R$ 1,306 trilhão no período, alta de 2,2% em 12 meses e de 0,7% frente ao terceiro trimestre.

Em inadimplência, o índice de atrasos acima de 90 dias avançou de 3,63% em março do ano passado para 5,05% no fechamento do primeiro trimestre de 2026. Na comparação trimestral, o indicador teve leve queda de 0,12 ponto percentual.

Fonte: Bloomberg Línea

BB defende avanço em consignado e alta renda para recuperar rentabilidade

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O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em 7,3% – sua rentabilidade mais baixa em uma década, acima apenas dos 6,5% apurados no segundo trimestre de 2016.

Para sair das mínimas e buscar a retomada do indicador, o BB pretende avançar no crédito pelas linhas de maior spread enquanto o agronegócio – principal fonte da pressão para o balanço – ainda não se normaliza.

“Seguimos tracionados na pessoa física como uma estratégia para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos onde as outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou o CFO Geovanne Tobias, a jornalistas nesta quinta-feira (14).

“[Assim] entregamos rapidamente uma volta a uma rentabilidade em patamares mais elevados”, disse.

A expectativa do banco é alcançar um ROE entre 9% e 11% ao final de 2026 – ainda abaixo do patamar de 20% conquistado antes da crise do agro, mas já em trajetória de retorno aos dois dígitos.

A queda da rentabilidade no trimestre acompanhou a pressão do agro sobre o custo de crédito do banco, que avançou 85,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 18,9 bilhões no trimestre.

O saldo foi reflexo do aumento de provisões na carteira rural e da inadimplência persistentemente acima do que o banco havia projetado.

Em que áreas o BB pretende crescer

O crescimento em pessoa física está concentrado em dois eixos. O primeiro é o crédito consignado, no qual o BB já detém quase 25% do mercado público e mira 20% do privado. E o segundo envolve cartões e produtos para alta renda, público mais resiliente diante do ciclo econômico mais desafiador.

Os executivos destacaram a evolução do crédito ao trabalhador, linha de consignado privado para quem tem carteira assinada, para projetar a velocidade da expansão.

O Banco do Brasil saiu de 100 mil clientes atendidos no segmento no início de 2025 para 1,2 milhão este ano, com R$ 18 bilhões desembolsados.

Tobias reforçou ainda que o BB não pretende repetir o modelo de crescimento acelerado e indiscriminado do pós-pandemia, quando a expansão do crédito gerou ondas posteriores de inadimplência em todo o setor bancário. O CFO disse que vão evitar o chamado crescimento em ‘mar aberto’, buscando clientes não-correntistas.

Ainda na pessoa física, o banco enfrenta outro desafio: a “contaminação” dos portfólios por conta do agronegócio.

Produtores rurais que mantêm outras operações no banco, como cartão de crédito e crédito pessoal, passaram a atrasar também nessas linhas quando o fluxo de caixa apertou.

O BB identificou esse movimento e, de forma preventiva, reforçou as provisões sobre esse portfólio antes de os atrasos materializarem a inadimplência acima de 90 dias.

A inadimplência de pessoas físicas encerrou março em 6,82%, ante 5,10% um ano antes. O banco projeta que o segundo trimestre será o período de maior pressão nesse segmento, com concentração nas linhas de cartão de crédito e crédito pessoal.

A partir do terceiro trimestre, a expectativa é de normalização progressiva. O movimento pode ser acelerado, segundo Tobias, a depender dos frutos do novo programa Desenrola do Governo Federal, que deve estimular as renegociações e alongamento de dívidas entre os clientes mais apertados.

Nova revisão de guidance

Enquanto o crescimento não estabiliza os números do BB, o banco voltou a revisar suas projeções. O novo guidance de lucro líquido ajustado para 2026 passou para o intervalo de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões — abaixo do piso da faixa anterior, que ia de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões. Na prática, o teto do novo intervalo é igual ao piso do antigo.

O custo de crédito também foi revisado para cima, para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões, vindo de uma faixa entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.

A revisão no guidance já contempla também o desafio do BB em pontualização (indicador de pagamento em dia) no setor agro. Embora não seja ainda um indicador de inadimplência, a pontualização sinaliza um estresse no comportamento do setor.

Também inclui a mudança no cenário macroeconômico diante da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio. “Não gostaríamos de estar revisando esse guidance agora, mas o mundo em que montamos o guidance anterior é completamente diferente do que temos hoje”, afirmou Tobias.

Para os próximos meses, a expectativa é que o agro ainda pressione os resultados, já que boa parte dos vencimentos deste ano ainda pertence ao portfólio originado antes da adoção de novas medidas de recuperação de crédito – iniciativa que veio a partir de julho de 2025. Apenas a partir de setembro mais de 50% dos vencimentos mensais serão de operações mais recentes, com critérios mais rigorosos de concessão.

Fonte: Bloomberg Línea

Banco do Brasil fecha a torneira: dividendos extras estão “totalmente descartados” em 2026, diz diretor

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Em meio à piora do cenário de crédito na largada de 2026, a diretoria do Banco do Brasil (BBAS3) decidiu antecipar a mensagem mais sensível para o investidor: não haverá espaço para dividendos extraordinários neste ano.

“Está totalmente descartado”, afirmou o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Geovanne Tobias, durante coletiva com jornalistas nesta quinta-feira (14 de maio).

A sinalização veio direto da diretoria durante a conferência de resultados do primeiro trimestre, em um momento em que o banco já lida com pressão crescente sobre a qualidade dos ativos, especialmente no agronegócio.

Além disso, a decisão também ocorre na esteira de uma revisão nas projeções (guidance) do BB para 2026, motivada por uma deterioração no cenário de crédito e um aumento nos riscos previstos.

Mais do que buscar acelerar a remuneração ao acionista nos próximos meses, a prioridade do Banco do Brasil agora é preservar capital e atravessar um ciclo de maior pressão com mais cautela.

O peso do agronegócio nos resultados do Banco do Brasil

Segundo o vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, o fluxo de pagamentos do setor de agronegócio em abril veio pior do que o esperado — um sinal relevante em um momento em que o mercado já monitora de perto a qualidade do crédito rural.

Embora a produção e produtividade brasileiras continuem em níveis recordes, o banco enfrenta problemas pontuais de liquidez em algumas atividades específicas, o que tem afetado a pontualidade dos pagamentos, segundo a administração do BB.

Esse descompasso entre produção forte e caixa mais apertado ajuda a explicar por que a inadimplência segue pressionada, mesmo em um setor que, historicamente, funciona como pilar da carteira do banco.

Além disso, o cenário climático adiciona mais uma camada de incerteza. Os efeitos do El Niño continuam no radar, com impactos distintos entre regiões e dificuldade maior de previsibilidade para os próximos meses.

Diante desse ambiente mais instável, o banco já começou a ajustar suas engrenagens internas.

O vice-presidente de controles internos e gestão de risco, Felipe Prince, destacou que o BB revisou suas estimativas de perda esperada — movimento que se traduziu em reforço de provisões e revisão do custo de crédito projetado para o ano.

Quando o agro transborda para a pessoa física

A deterioração do fluxo de caixa no agronegócio já começa a transbordar para outra ponta da carteira do Banco do Brasil: a pessoa física.

Como muitos produtores concentram seu relacionamento financeiro no Banco do Brasil, o aperto no campo acaba contaminando outras linhas de crédito dos mesmos clientes — elevando o risco também fora do segmento rural.

Para lidar com esse cenário, o BB vem acelerando a implementação de uma nova metodologia de concessão de crédito. O objetivo é elevar o nível de exigência, priorizar garantias mais robustas e tornar a originação mais seletiva.

Por enquanto, cerca de 25% da carteira agro já está enquadrada nesse novo modelo. A expectativa é que, até setembro, mais de 50% dos vencimentos mensais passem a seguir essas diretrizes.

A aposta da administração é que esse ajuste comece a aparecer de forma mais clara nos indicadores de inadimplência ao longo do segundo semestre, ainda que de maneira gradual.
O contra-ataque do Banco do Brasil no crédito

Enquanto recalibra o risco em algumas frentes de crédito, o banco também busca reequilibrar o portfólio por outro caminho: aumentando a exposição a linhas consideradas mais previsíveis e rentáveis.

O principal destaque é o crédito consignado privado. Em menos de um ano, o Banco do Brasil já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões nessa modalidade, alcançando 1,2 milhão de clientes.

O objetivo do BB é atingir cerca de 20% de participação de mercado, patamar similar ao que já detém no consignado do setor público.

A estratégia é ganhar tração em produtos com garantias mais sólidas e spreads mais atrativos, compensando a menor performance de carteiras mais sensíveis ao ciclo econômico.

“A gente segue tracionado na pessoa física… para equilibrar o portfólio do banco, principalmente em momentos em que outras carteiras, como a do agro, não performam tão bem”, afirmou Prince.

Fonte: Seu Dinheiro

BB anuncia mais R$ 465 milhões em JCP após balanço fraco do 1T26

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A noite dos acionistas do Banco do Brasil (BBAS3) trouxe sinais mistos nesta quarta-feira (13 de maio). O balanço do 1T26 deixou um gosto amargo, com tombo no lucro, rentabilidade sob pressão e um guidance (projeção) mais fraco para 2026. Ainda assim, o BB não quis deixar os acionistas saírem de mãos vazias.

Em meio ao resultado mais pressionado, o BB anunciou o pagamento de R$ 465,7 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP).

Os proventos complementares correspondem a cerca de R$ 0,08157 por ação BBAS3. Os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Vale lembrar que a nova distribuição se soma aos R$ 400 milhões já antecipados aos acionistas em meados de março, reforçando a estratégia do banco de manter uma remuneração consistente mesmo diante de um ciclo difícil para lucro e rentabilidade.

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão do dia 1º de junho.

A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações do BB até a data de corte e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 02 de junho e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 11 de junho. O Banco do Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 3,43 bilhões, tombo de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025 e de 40,2% frente ao trimestre passado.

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 7,3%, dentro das expectativas do mercado. A cifra representa uma queda de 9,4 pontos percentuais (p.p) na comparação anual e de 5,1 p.p frente ao trimestre anterior.

Fonte: Seu Dinheiro

Banco do Brasil joga a toalha para dividendos extraordinários

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A piora do cenário fez o Banco do Brasil (BBAS3) descartar completamente o pagamento de dividendos extraordinários, disse o CFO do banco, Giovanne Tobias em coletiva com jornalistas. A possibilidade foi levantada no terceiro trimestre de 2025.

Na ocasião, Tobias havia afirmado que só teria clareza desse pagamento ao final de 2026. Porém, a situação, hoje, é pior que o esperado. Na noite da última quarta-feira, o banco divulgou lucro de R$ 3,4 bilhões, queda de 52%. Mais do que isso, cortou o guidance (projeções) para ano.

A principal mudança diz respeito ao lucro. Se antes o banco projetava lucrar de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões, agora tem como meta o lucro de R$ 18 a R$ 22 bilhões. Ou seja, o teto virou piso.

O custo de capital disparou: saiu da faixa de R$ 53 bi a R$ 58 bi para R$ 65 bi a R$ 70 bi. Por outro lado, a margem financeira subiu de 4% a 8% para 7% a 11%.

Entre analistas, a previsão era de que o BB teria um primeiro trimestre tão fraco que corria o risco de não conseguir atingir seu guidance (projeções), o que, de fato, aconteceu.

Para o analista da Levante, Flavio Conte, supondo um lucro líquido de R$ 18 bi em 2026 e um payout de 30%, o banco distribuiria R$ 5,4 bi, equivalente a R$ 0,9422, a ser pago durante 2026. O dividend yield seria de 4,5% em relação a cotação de fechamento de R$ 20,76.

Banco do Brasil: foco na pessoa física

Uma das apostas do Banco do Brasil para mudar o jogo é para melhorar a rentabilidade, principalmente nos segmentos de alta renda e no crédito consignado. Apesar disso, o agro ainda continua pressionado.

“Nossa estratégia de crescimento em pessoa física é a melhor forma que temos para melhorar a rentabilidade do banco, fazer mais retorno. O cuidado que temos que ter aqui é focar naquelas operações de risco/retorno mais ajustado”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira do BB.

Ele destacou que o crédito consignado privado é um vetor de forte crescimento, enquanto em cartão de crédito apontou que o foco deve ficar na alta renda.

“Nós reduzimos muito o apetite (no segmento de cartões) para as pessoas físicas de menor renda, onde o risco está muito mais agravado”, afirmou, ponderando, contudo, que o Novo Desenrola traz expectativa de melhora na adimplência.

Segundo o banco, o cenário para pessoas físicas está mais desafiador, principalmente em função do elevado endividamento das famílias.

Esse contexto impacta especialmente os portfólios não garantidos, como cheque especial, cartão de crédito — que representa uma carteira relevante para o banco — e o crédito pessoal não consignado.

Por outro lado, o BB aposta forte no crédito consignado, o que inclui o privado e público. Atualmente, o banco é líder nesse segmento, com quase 25% de participação.

“Estamos fortemente empenhados em manter essa liderança e, paralelamente, avançamos de forma bastante relevante no crédito ao trabalhador”.

Até o momento, o banco já desembolsou cerca de R$ 18 bilhões na nova modalide, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de clientes e trabalhadores. “Trata-se de uma linha que oferece um retorno ajustado ao risco bastante favorável”.

Agro ainda ruim

O vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, destacou que o abril continua um mês ruim para a inadimplência do segmento, o que pode sinalizar um segundo trimestre ainda fraco.

Desde o ano passado, porém, o BB adota medidas para diminuir esses calotes, como maior seletividade e o uso de garantias para os empréstimos: um quarto da carteira já é composto por créditos concedidos a partir da nova matriz de residência, que começou a ser operado em julho do ano passado.

“Nossa expectativa é que a adimplência melhore gradualmente ao longo dos próximos meses”.

Ainda há algum impacto daqui para frente? Para ele, certamente, até porque, explica, existem operações de investimento contratadas há um, dois ou até três anos, que continuarão afetando os resultados.

“No entanto, esses contratos terão um peso cada vez menor sobre o total de vencimentos futuros”.

Fonte: Money Times

BB amplia ‘BB, Sou Eu!’ para clientes PJ e fortalece segurança com cartão

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O Banco do Brasil anunciou na sexta-feira, 8 de maio, a ampliação do BB, Sou Eu!, solução de autenticação que agora passa a atender também transações com cartões de clientes Pessoa Jurídica (PJ) no App BB. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com inovação, segurança e melhoria contínua da experiência dos clientes.

Com a expansão, as empresas passam a contar com um processo mais ágil e eficiente para validação de transações. Sempre que uma operação apresentar indício de risco, o cliente é notificado em tempo real e pode confirmar, de forma simples no próprio aplicativo, se reconhece a compra, reduzindo novas recusas indevidas e garantindo maior fluidez no uso do cartão.

Para utilizar a solução, o cliente PJ precisa apenas ter o App BB instalado, chave J e senha de acesso ao App BB, o que possibilita uma jornada totalmente digital e prática. “A funcionalidade traz para o público PJ a mesma experiência já consolidada junto aos clientes PF, com interações rápidas e autonomia na tomada de decisão. A expansão fortalece a estratégia do Banco do Brasil de oferecer soluções digitais integradas, alinhadas às tendências do mercado financeiro e às necessidades dos clientes”, afirma Bárbara Freitas, diretora de Soluções em Meios de Pagamento do BB.

Sobre o ‘BB, Sou Eu!’

O ‘BB, Sou Eu!’ é uma solução de autenticação que informa o cliente, em tempo real, sobre situações de suspeita de fraude. Lançada em julho de 2025 para clientes PF, a solução permite, de forma simples e ágil, confirmar a autenticidade de uma compra, contribuindo para uma experiência de pagamento mais segura e sem interrupções.

Com a ampliação para clientes Pessoa Jurídica (PJ), a solução se torna ainda mais completa, oferecendo uma jornada 100% digital, simples, rápida e intuitiva, com mais autonomia e controle sobre as transações.

A iniciativa consolida o BB, Sou Eu! como uma ferramenta estratégica na evolução da experiência do cliente, combinando segurança, praticidade e inovação para pessoas físicas e jurídicas.

Fonte: Banco do Brasil

BB, Secretaria do Tesouro e B3 lançam Tesouro Reserva com operação 24h

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No dia 11 de maio, a Secretaria do Tesouro Nacional, a B3 e o Banco do Brasil lançaram oficialmente o Tesouro Reserva, novo título do Programa Tesouro Direto. O produto terá rendimento indexado à taxa básica de juros (Selic) e poderá ser negociado em qualquer hora, todos os dias da semana, ou seja, 24×7.

Ao contrário do Tesouro Selic, o Tesouro Reserva não terá marcação a mercado, eliminando o risco de oscilações no valor do investimento em momentos de maior volatilidade do mercado financeiro. O título inicialmente ficará disponível para a base de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, instituição financeira parceira neste projeto. Outras instituições estão em fase de testes e devem ofertar o papel em breve.

O Tesouro Reserva foi criado para quem quer montar uma reserva de emergência de forma simples e segura. Alinhado ao objetivo do Tesouro Direto, o novo título visa atrair pessoas para iniciar a jornada de investimentos, fomentando a educação financeira de milhões de brasileiros, assim como outras iniciativas da Secretaria do Tesouro Nacional em parceria com a B3, a bolsa do Brasil, como a OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira).

“O Tesouro Reserva nasce para atender uma demanda concreta da população: a necessidade de guardar dinheiro com segurança, simplicidade e acesso imediato. Com a operação 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminamos barreiras de horário e aproximamos o investimento público da rotina das pessoas. É um título pensado para quem quer começar a investir, formar uma reserva de emergência e ter previsibilidade, sem sustos no momento do resgate”, explica Daniel Leal, secretário do Tesouro Nacional.

O Tesouro Reserva tem rendimento a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O valor mínimo para começar a investir é de R$ 1, com limite de até R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates.

A B3 é responsável pela infraestrutura que viabiliza a operação dos títulos do Tesouro. Para o diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da bolsa, Felipe Paiva, o novo produto cumpre um papel importante na democratização do mercado financeiro do país.

“Temos estudado formatos distintos para promover em escala a atração e formação de novos investidores digitais no Brasil. Com o Tesouro Reserva, a pessoa pode aplicar valores a partir de R$ 1, acompanhar o rendimento e resgatar quando quiser, 24×7. Tudo feito de forma simples. Isso reforça uma questão importante de finanças comportamentais: quando a pessoa detém um investimento, aumenta seu interesse na jornada de educação financeira”, afirma.

O Banco do Brasil é um parceiro histórico do Tesouro Direto, desde o lançamento do programa, em 2002. Na avaliação de Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, “ser a primeira instituição a distribuir o novo título reforça nossa expertise e vanguarda, tanto em tecnologia quanto em investimentos. Fomentar a cultura de investimentos e a educação financeira é uma forma poderosa de apoiar o desenvolvimento da economia do nosso país e promover a autonomia dos cidadãos”.

Os investimentos e resgates do Tesouro Reserva são realizados por meio do app Investimentos BB, utilizando transação via Pix, o que simplifica o processo.

Tributação

O Tesouro Reserva segue as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto. Há incidência de Imposto de Renda (IR) apenas sobre os rendimentos, no momento do resgate ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto.

Para aplicações resgatadas em até 30 dias, pode haver cobrança de IOF, que é também regressiva e zerada após esse período. A cobrança dos impostos é automática, feita pela instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil reforça sua participação no Desenrola Rural

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Agricultores familiares já podem regularizar seus débitos no Banco do Brasil por meio do Desenrola Rural. Anunciada na última semana, a nova etapa do programa amplia as possibilidades de renegociação e liquidação de débitos até 20 de dezembro de 2026, com oferta de descontos, prazos estendidos para pagamento e outras medidas de apoio financeiro aos produtores rurais.

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o Governo Federal, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados e a expectativa é que a nova fase do programa alcance mais 800 mil produtores, superando 1,3 milhão de beneficiados.

A iniciativa também contribui para fortalecer as atividades e cadeias produtivas, garantindo segurança alimentar e a geração de emprego e renda no campo. Considerando a importância da medida, o Banco do Brasil, principal parceiro da agricultura familiar, está participando ativamente do programa, reforçando seu compromisso histórico com o desenvolvimento dos produtores.

Condições diferenciadas

Os produtores que fazem parte do público-alvo do programa terão acesso a condições especiais para quitação ou renegociação de dívidas:

  1. Condições diferenciadas para liquidação ou renegociação de dívidas junto ao Banco do Brasil, observada a Políticas de Crédito e Cobrança do BB;
  2. Descontos de até 80% para liquidação ou renegociação de operações com risco integral do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), observados os saldos devedores das operações na data de liquidação;
  3. Descontos de até 70% para liquidação ou renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU);
  4. Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária – Incra (PNRA).

No Banco do Brasil, os clientes que possuam dívidas financeiras contabilizadas em prejuízo ou em atraso há mais de 180 dias, em operações contratadas com recursos e com risco integral do BB, deverão procurar os canais de atendimento do BB. Além da rede de agências, os produtores podem utilizar o app BB e o Internet Banking (www.bb.com.br/renegocie). Pelo WhatsApp BB, basta enviar uma mensagem com #renegocie para o número 61 4004 0001. Também é possível entrar em contato com a Central de Relacionamento pelos números 4004 0001 (Capitais) e 0800-729-0001 (demais regiões).

Clientes que possuam operações de Pronaf contratadas entre 1º/1/2012 e 31/12/2022 com recursos e risco integral do FCO, cujas parcelas tenham sido contabilizadas em prejuízo pelo Fundo até 05/05/2026 (data de publicação do Decreto nº 12.956), também poderão procurar o BB para liquidar ou renegociar as parcelas com descontos de até 80%, observados o somatório dos saldos devedores na data de liquidação.

Os agricultores familiares com dívidas inscritas na DAU deverão realizar a renegociação de seus débitos diretamente com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por meio da plataforma Regularize. Já para as dívidas de Crédito Instalação do PNRA, os beneficiários deverão procurar diretamente o Incra para quitação dos débitos com desconto.

Acesso ao crédito

Além da regularização de dívidas, o Desenrola Rural tem como objetivo impulsionar a concessão de novos financiamentos nas linhas Pronaf A, A/C e B com recursos do Tesouro Nacional ou Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), abrangendo os clientes com dívidas enquadráveis no Desenrola Rural ou aqueles que não possuam dívidas elegíveis, mas estejam inscritos nos cadastros privados de crédito, desde que o somatório dessas dívidas não ultrapasse R$ 20 mil.

Fonte: Banco do Brasil

BB oferece condições especiais para renegociação no Desenrola FIES

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O Banco do Brasil já disponibiliza as condições do Desenrola FIES, iniciativa do Governo Federal voltada à renegociação de dívidas de estudantes e egressos do ensino superior.

Com descontos que podem chegar a até 99% do valor total da dívida, o programa busca apoiar a recuperação financeira dos beneficiários e contribuir para a continuidade ou retomada de seus projetos educacionais e profissionais.

O Desenrola FIES permite a renegociação de contratos a partir de 13 de maio, beneficiando potencialmente mais de 808 mil estudantes com operações ativas no Banco do Brasil.

Para o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, a iniciativa reforça o papel da instituição no apoio às políticas públicas de educação. “O Banco do Brasil tem um compromisso histórico com a educação e com o desenvolvimento do País. Ao viabilizar o Desenrola Fies, contribuímos diretamente para que milhares de estudantes regularizem sua situação financeira e possam retomar seus projetos de vida, com mais segurança e dignidade”.

Condições de renegociação

As condições se aplicam a financiamentos contratados até o segundo semestre de 2017 e que se encontravam em fase de amortização em 4 de maio de 2026.

Entre os principais benefícios estão:

Estudantes adimplentes

  • desconto de 12% sobre o valor total da dívida (incluindo o principal), para pagamento à vista.

Estudantes inadimplentes

  • débitos vencidos e não pagos até 90 dias em 4 de maio de 2026: desconto de 12% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), para pagamento à vista;
  • débitos vencidos e não pagos entre 91 e 360 dias em 4 de maio de 2026: desconto de 100% sobre encargos (juros e multas) e de 12% sobre o valor principal para pagamento à vista; ou parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com desconto de 100% dos juros e multas, mantidas as demais condições do contrato;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias em 4 de maio de 2026 que estejam inscritos no CadÚnico: desconto de 92% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 5 anos em 4 de maio de 2026 que estejam inscritos no CadÚnico: desconto de 99% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses;
  • débitos vencidos e não pagos por mais de 360 dias, em 4 de maio de 2026, que não se enquadrem na hipótese prevista nos dois itens anteriores: desconto de 77% sobre o valor total da dívida (inclusive principal), por meio da liquidação integral do saldo devedor, podendo ser parcelado em até 15 meses.

Acesso e canais de contratação

A renegociação pode ser realizada de forma simples e segura pelo App BB (Soluções de Dívidas > Central de Renegociações > FIES), ou alternativamente, se o estudante não tiver acesso ao App, em uma agência do Banco do Brasil. Os estudantes terão até 31 de dezembro de 2026 para aderir às condições especiais.

A atuação do Banco do Brasil no Desenrola FIES reafirma seu compromisso com a execução de políticas públicas de educação e com a ampliação de oportunidades para a população brasileira, contribuindo para a redução do endividamento e para a promoção do desenvolvimento social e econômico. Confira mais informações sobre o Novo Desenrola em bb.com.br/desenrola e sobre o FIES em bb.com.br/desenrolafies.

Cuidados contra fraudes

O BB reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida.

Fonte: Banco do Brasil

BB tem novo diretor de Participações, Parcerias e Operações Societárias

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O Banco do Brasil comunicou ao mercado, na noite desta terça-feira, 12, a eleição de Gilmar Dalilo Cezar Wanderley para o cargo de diretor de Participações, Parcerias e Operações Societárias. O novo diretor ocupava anteriormente o cargo de gerente geral da Unidade de Participações e Parcerias Estratégicas, recentemente reestruturada em linha com a diretriz de fortalecimento da atuação do Banco na gestão estratégica de suas participações, no desenvolvimento de parcerias, sinergias intra‑conglomerado, no fomento de novos negócios e na geração de valor.

Gilmar é graduado em Ciências Econômicas, com especialização em Previdência Complementar e mestrado em Engenharia de Produção. Atua há mais de 22 anos no BB, com trajetória também na Previ, sendo responsável pelas atividades nas áreas de gestão de participações, renda variável, derivativos, alocação offshore, análise de empresas e operações de M&A.

Gilmar possui ainda experiência em conselhos de administração e fiscal, além de atuação em diretorias de empresas abertas e fechadas. Atualmente, é presidente do Conselho de Administração do BB-BI, conselheiro de administração da Livelo, diretor-presidente na Elopar e diretor do BB Marketplace.

Fonte: Banco do Brasil

Com R$ 2,2 bilhões, BB Seguridade tem lucro 11% maior no 1º trimestre

Publicado em: 07/05/2026

A BB Seguridade (BBSE3) teve lucro líquido ajustado de R$2,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11,2% sobre o desempenho obtido um ano antes, impulsionado em parte por melhora em resultado financeiro do grupo.

Analistas, em média esperavam lucro líquido de R$2,2 bilhões para a BB Seguridade, segundo dados da LSEG.

Em termos consolidados, a empresa teve resultado positivo de R$2,14 bilhões nos três primeiros meses do ano, ante R$1,96 bilhão um ano antes.

A companhia, braço de seguros e previdência do Banco do Brasil, teve um resultado financeiro de R$507 milhões de janeiro ao final de março, correspondendo a 22,8% do lucro líquido e saltando 58,5% na comparação anual.

Segundo a empresa, a melhora no resultado financeiro ocorreu pela alta da taxa média Selic no período e redução do custo do passivo da Brasilprev, que foi favorecido pela deflação do IGP-M.

A BB Seguridade afirmou no balanço que os prêmios emitidos pela Brasilseg no primeiro trimestre ficaram dentro das estimativas para o ano e reservas de previdência PGBL e VGBLda Brasilprev variaram em linha com os intervalos das estimativas do grupo para 2026.

A Brasilseg apurou queda de 2,3% nos prêmios emitidos ante uma previsão para o ano de queda de 3% a alta de 2%. A sinistralidade foi de 23,9%, queda de 2,2 pontos percentuais sobre o primeiro trimestre do ano passado.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil realiza 1,8 mil renegociações no primeiro dia do Desenrola

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Nesta quarta-feira, 6 de maio, primeiro dia de renegociações pelo Novo Desenrola, o Banco do Brasil realizou 1.807 renegociações com clientes que atendem às condições do Programa do Governo Federal. As operações somam cerca de R$ 3 milhões.

A instituição oferece ainda condições especiais de renegociação para clientes com outros perfis, que firmaram 10,1 mil novos acordos no mesmo dia; o montante total chega a R$ 94,8 milhões. Com o anúncio do Programa e a maior interesse pelos clientes, o BB notou um aumento significativo na procura durante esta semana. Para se ter uma ideia, a quantidade de renegociações, considerando todos os públicos, saltou 87% na comparação com o início da semana passada.

O BB oferece a seus clientes a possibilidade de renegociar dívidas diretamente pelo WhatsApp oficial do BB (61 4004-0001), com descontos que podem chegar a 90%, além de condições facilitadas de pagamento.

A partir do contato pelo WhatsApp, com uso da senha pessoal, a renegociação pode ser concluída ali mesmo, de forma ágil. E os clientes ainda contam com atendimento especializado realizado por atendentes da Central de Relacionamento BB, garantindo suporte humano durante todo o processo de negociação, de forma simples, segura e digital, aos clientes que precisarem de consultoria específica. O BB oferece ainda o acesso às negociações por outros canais, como o aplicativo da instituição, Internet Banking, pelos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.

O Banco do Brasil incentiva hábitos financeiros mais saudáveis e reafirma seu papel como agente de desenvolvimento econômico e social, oferecendo soluções responsáveis que apoiam a regularização de dívidas, a recuperação do equilíbrio financeiro e o planejamento do futuro com mais segurança.

Cuidados contra fraudes

O Banco do Brasil reforça que qualquer contato para renegociação de dívidas deve ser feito pelos canais oficiais do BB, com destaque para o WhatsApp oficial (61) 4004-0001. O Banco não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por meio de mensagens, ligações ou redes sociais. Os clientes devem desconsiderar qualquer abordagem realizada por números diferentes, perfis não verificados ou mensagens com links suspeitos. Em caso de dúvida, a orientação é encerrar o contato e procurar diretamente os canais oficiais do Banco do Brasil, garantindo uma negociação segura, confiável e protegida contra tentativas de fraude.

Fonte: Banco do Brasil

BB, em parceria com Aprova, impulsiona a digitização na gestão pública

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O Banco do Brasil, em parceria com a govtech Aprova, apresenta os primeiros resultados da implantação da solução BB Governo Digital, plataforma integrada para gestão e automação de processos do setor público que centraliza análises, autorizações, assinaturas e cobranças em um único ambiente digital, com elevado padrão de segurança, conformidade jurídica e governança. A solução visa apoiar gestores públicos na tomada de decisão e no controle dos fluxos administrativos.

Um dos municípios participantes do piloto é Ipatinga (MG), que já passou a operar com um sistema 100% digital de gestão pública. Processos que antes dependiam da circulação física de documentos entre secretarias passaram a tramitar de forma totalmente digital na plataforma, que oferece automação, inteligência artificial, rastreabilidade completa, padronização de fluxos e análise em tempo real.

Os resultados mostram que, além de melhorar a eficiência dos serviços públicos, a plataforma também auxilia na conservação ambiental:

  • 700 mil páginas não impressas mensalmente;
  • Redução de 42 toneladas de papel utilizadas por ano;
  • Redução de custos operacionais e de insumos;
  • Alinhamento à agenda de sustentabilidade e ESG;
  • Redução do prazo de processamento dos documentos de 5 a 20 dias para poucas horas e, em alguns casos, poucos minutos.

A população de Ipatinga também passou a se beneficiar da digitalização de documentos. Os cidadãos passaram, por meio da plataforma, a abrir e a acompanhar protocolos sobre serviços públicos de forma on-line, pelo celular ou computador, acompanhando todas as etapas do processo sem filas ou deslocamentos.

O projeto rendeu à cidade a Medalha Pan-Americana da Inovação, na Expo BH Cidades Inteligentes (Fórum Pan-americano da Inovação), evento realizado em 8 de abril, com projeção desse reconhecimento para a etapa Global, a ser realizada no mês de maio, em Boston.

Em Formiga (MG), a plataforma foi responsável pela economia de R$ 18 mil mensais para os cofres públicos e liberação de 125 horas de trabalho (que chegará a 300h/mês). Já em Uberaba (MG), os números projetam economia anual na ordem de R$ 3,5 milhões e 28 toneladas de papel fora de circulação.

A experiência em Minas Gerais mostra que a solução BB Governo Digital tem potencial para ser replicada em municípios de diferentes portes, aproveitando a capilaridade e a atuação histórica do Banco do Brasil com os entes públicos.

“Ao apoiar a transformação digital de processos administrativos, o Banco do Brasil reafirma seu compromisso com a inovação responsável, contribuindo para uma gestão pública mais eficiente, transparente e alinhada às necessidades do cidadão. A solução BB Governo Digital fortalece a atuação do BB como indutor de modernização do estado brasileiro, colocando a tecnologia a serviço da boa governança e da entrega de valor público”, afirma Michele Azevedo Alencar, gerente geral de estratégia de Governo do Banco do Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

BB inaugura sala vip em Cumbica de olho no público de alta renda

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O Banco do Brasil inaugurou seu espaço VIP no Aeroporto de Guarulhos (Cumbica), seguindo os passos dos bancos privados, como Bradesco, Nubank e C6, que abriram suas próprias salas, em uma acirrada disputa pelos clientes de mais alta renda.

No BB, a sala terá funcionamento 24 horas, sete dias por semana e é voltada a clientes que têm “cartões premium” do banco, de acordo com comunicado à imprensa. “A iniciativa reforça o posicionamento da marca no relacionamento com o público de alta renda.”

O espaço VIP do banco recebeu o nome de “Casa BB”, tem capacidade para atender até 320 pessoas simultaneamente e fica no terminal 3, de embarques internacionais, onde estão a maioria dessas salas.

“O Banco do Brasil avança estrategicamente na corrida dos cartões premium ao reforçar sua proposta de valor baseada em diferenciação, experiências exclusivas e relacionamento”, comenta o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, na nota à imprensa.

Além do BB, o Itaú está para inaugurar uma sala VIP própria em Guarulhos. Nos últimos meses, tem havido uma corrida dos bancos por espaços no aeroporto, que é o maior da América Latina, e por onde passaram mais de 47 milhões de passageiros em 2025, recorde histórico.

O Nubank inaugurou no começo de 2025 sua sala VIP para clientes de alta renda do segmento Ultravioleta, enquanto o C6 abriu um espaço para os clientes do segmento Carbon, também para os mais endinheirados. O BTG foi além e construiu seu próprio terminal em Guarulhos. Já o Bradesco tem feito salas VIPs não só em Guarulhos, mas em vários aeroportos, como em Congonhas, não só para voos internacionais, mas para passageiros domésticos também.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Banco deve suspender encargos controvertidos em contratos de crédito rural

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Produtora rural obteve, na Justiça, a suspensão imediata da exigibilidade de encargos controvertidos em contratos de crédito rural firmados com o Banco do Brasil.

A decisão é da juíza de Direito Lília Maria de Souza, da 22ª vara Cível de Goiânia/GO, que concedeu tutela de urgência e determinou, ainda, que a instituição financeira se abstenha de negativar o nome da autora. Caso a inscrição já tenha ocorrido, o banco deverá providenciar a exclusão no prazo de 10 dias, sob pena de multa diária.

Entenda o caso

A produtora rural ajuizou ação revisional alegando manter longa relação contratual com o banco, envolvendo diversas operações de crédito rural.

Segundo sustentou, houve cobrança reiterada de encargos ilegais, como juros acima do limite de 12% ao ano, juros moratórios superiores ao permitido, além de venda casada de seguros e operações de refinanciamento sucessivas (“mata-mata”).

Diante do agravamento da situação financeira e da negativação da conta bancária, a cliente reiterou o pedido de tutela de urgência para suspender as cobranças e impedir novas restrições de crédito.

Suspensão

Ao analisar o pedido, a juíza entendeu estarem presentes os requisitos do art. 300 do CPC.

Quanto à probabilidade do direito, destacou que a autora apresentou documentação robusta, incluindo contratos e laudo técnico que indicam possíveis ilegalidades, como a cobrança de juros acima do limite legal em operações de crédito rural.

A magistrada também mencionou entendimento consolidado do STJ no sentido de que, na ausência de fixação pelo Conselho Monetário Nacional, os juros nessas operações devem respeitar o teto de 12% ao ano, além da possibilidade de revisão de contratos renegociados ou quitados.

Quanto ao perigo de dano, a juíza ressaltou que a negativação já efetivada e a continuidade das cobranças configuram prejuízo concreto e de difícil reparação, com impacto na reputação econômica e na capacidade financeira da autora.

Assim com base nesses fundamentos, determinou:

  • a suspensão da exigibilidade dos encargos que excedam os limites legais, incluindo juros e tarifas questionadas;
  • a proibição de negativação do nome da autora;
  • a exclusão de eventual inscrição em cadastros restritivos no prazo de 10 dias;
  • multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a 30 dias em caso de descumprimento.

Para o advogado que atua no caso, Leandro Marmo, especialista em Direito do Agronegócio da banca João Domingos Advogados, a liminar “é um marco na defesa do produtor rural contra o sufocamento financeiro imposto por instituições bancárias. O reconhecimento pela Justiça de que os juros no crédito rural devem se limitar a 12% ao ano freia imediatamente essas cobranças milionárias abusivas, garantindo a continuidade da produção no campo”.

Fonte: Migalhas

Diagnóstico do BB para o agro: “se a Selic for caindo, o setor reage rápido”

Publicado em: 29/04/2026

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil (BBAS3), Gilson Alceu Bittencourt, acredita que o setor deve reagir rápido caso a Selic, taxa básica de juros, continuar caindo.

“Se há uma sinalização de redução da taxa de juros, mesmo que em um ritmo mais lento do que o esperado, isso indica um cenário mais favorável à frente — tanto para novos investimentos quanto para a busca de soluções para problemas financeiros junto às instituições e credores”, disse ao Money Times durante o segundo dia da Agrishow. “Parte da inadimplência, inclusive, está concentrada em grandes indústrias de máquinas e insumos”, completou

O banco, que conta com uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio, espera ver uma estabilidade em 2026. “Manter esse volume já é um grande desafio, considerando os vencimentos que eu preciso repor e o cenário mais restritivo de crédito”.

Quanto ao volume de negócios na Agrishow, o BB projeta R$ 3 bilhões. “Ainda estamos no início da feira, cerca de um dia e meio, e o desempenho está positivo. Temos boas chances de atingir esse objetivo”.

Para o evento, o Banco do Brasil trouxe isenção da taxa operacional nas operações realizadas na feira, linhas de pré-custeio para safra 2026/2027, com taxas a partir de 8% para médios produtores e cerca de 11% para grandes, além de maior disponibilidade de recursos equalizados, inclusive para máquinas, graças à redistribuição feita pelo governo ao longo do ano para o Plano Safra.

Banco do Brasil descarta crise

Na avaliação de Bittencourt, o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas sim desafios pontuais — visão já apresentada em evento do UBS, em janeiro.

“A prova disso é a safra que nós estamos colhendo, seja em relação a área, produção e produtividade, mostrando que o agro continua pujante. A nossa expectativa é que o processo de adimplência vá se retomando, especialmente com o maior critério que nós estamos adotando nas concessões, ampliação das garantias e um olhar mais profundo da capacidade de pagamento de cada produtor”.

Segundo ele, o cenário mais desafiador está concentrado em partes da região Centro-Oeste e em determinados perfis de produtores.

“É importante destacar que os preços não estão baixos em termos históricos, estão dentro da média de longo prazo. O que aconteceu é que, entre 2020 e 2023, tivemos um período excepcional, com preços muito elevados. Quando você olha 10 anos para trás, observa preços em dólar, os preços estão dentro do patamar histórico. Para um conjunto de produtores, o problema é mais de fluxo de caixa”.

Isso acontece já que muitos desses produtores prorrogaram dívidas de custeio por problemas climáticos ou de preço no começo de 2024, assumiram arrendamentos caros naquele período de preços altos, fizeram investimentos quando máquinas e insumos estavam mais caros, imobilizaram capital em terra, equipamentos ou até imóveis urbanos. Tudo isso, somado a um cenário de juros mais elevados.

“A rentabilidade média de uma cultura como a soja está em torno de 25% a 30%, um pouco abaixo disso se for arrendamento. É algo em linha com a média histórica, só que a quantidade de pagamentos que alguns produtores tem por conta dessas questões gera dificuldade. Não é que o setor está crise, é mais uma questão de fluxo de pagamento que afeta mais uns produtores que outros”.

O que o produtor alavancado deve fazer?

Para o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar, o primeiro caminho para o produtor alavancado fica por conta da redistribuição dos seus vencimentos em prazos maiores.

“Com a MP 1314, renegociamos ou contratamos R$ 36,6 bilhões. Desse total, R$ 33 bilhões são com taxas livres e mais da metade são com taxas pós-fixadas, ou seja, na medida que a taxa Selic cair, cai a taxa de juros, beneficiando o produtor. Os outros R$ 3,6 bilhões são com taxas controladas concentradas no Rio Grande do Sul”.

Mas não basta alongar dívida. É preciso ajustar o caixa, reduzindo investimentos, revisando custos e, em alguns casos, vender ativos.

“Houve muita imobilização de capital nos últimos anos, e agora parte desses ativos pode precisar ser liquidada para reequilibrar a situação financeira”.

As recuperações judiciais

Segundo Bittencourt, as recuperações judiciais (RJ) ainda passam por um processo de aprendizado, tanto por parte dos produtores quanto do próprio Judiciário, avalia Gilson Alceu Bittencourt. Ele explica que embora o instrumento venha sendo utilizado de forma adequada em alguns casos, também há distorções, com pedidos feitos apenas para postergar dívidas.

Nesse contexto, um recente provimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe mais clareza sobre o que pode ou não ser incluído nas RJs, o que tende a melhorar o ambiente. “Há diferentes interpretações, e essa padronização ajuda a dar mais segurança ao processo”, afirma.

O executivo também destaca que já há produtores que recorreram à RJ e agora buscam sair do processo. Isso porque, ao contrário do que muitos imaginam, a recuperação judicial não significa apenas suspender pagamentos. “Você passa a ter um terceiro administrando o negócio, inclusive o caixa, e precisa comprovar uma reestruturação efetiva. Caso contrário, pode evoluir para falência”, explica.

Embora o objetivo da lei seja permitir a recuperação financeira, Bittencourt ressalta que, em determinadas situações, o produtor pode terminar em condição pior do que estaria em uma renegociação direta com credores. A expectativa, segundo ele, é que, com maior entendimento sobre o instrumento, o número de RJs tenda a diminuir ao longo do tempo.

Fonte: Money Times

BB lança conta digital do BB Portugal e permite abrir conta na Europa

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O Banco do Brasil passa a oferecer a Conta Digital do BB Portugal, que permite aos clientes abrir uma conta em Portugal de forma totalmente digital, diretamente pelo App BB ou pelo WhatsApp.

A nova solução amplia o acesso a recursos em euro e dólar, transferências na Zona do Euro (SEPA e SEPA Instantâneo), transferências internacionais para crédito em múltiplas moedas (Real, Dólar, Libra e Euro), aplicação em Depósito a Prazo em moeda estrangeira e cartão de débito em euro para uso no exterior.

Integrada ao App BB, a conta permite administrar, em um único canal, os recursos mantidos no Brasil e no exterior, oferecendo mais praticidade e uma visão consolidada do patrimônio.

Entre os diferenciais da nova solução está a possibilidade de abrir uma conta em euro com o acompanhamento de um gerente dedicado, responsável por apoiar a gestão da conta e dos investimentos no exterior. A Conta Digital do BB Portugal leva ao ambiente internacional a solidez, a segurança e a qualidade já reconhecidas pelos clientes do Banco do Brasil, combinando conveniência digital com atendimento especializado.

Neste primeiro momento, a solução está disponível para clientes BB dos segmentos Private, High Estilo e Estilo, reforçando a proposta de valor internacional voltada a investidores que buscam diversificação patrimonial em moedas fortes, pessoas com dupla cidadania, residência ou negócios na Europa, ou que precisam manter recursos em euro para diferentes finalidades.

A jornada de abertura é 100% digital e inclui validação de e-mail e telefone, verificação de identidade por biometria facial, prova de vida com envio eletrônico de documentos, como documento de identificação válido, comprovante de endereço e comprovante de atividade profissional, além de assinatura digital do contrato, em conformidade com a regulação europeia.

“O Banco do Brasil é uma instituição global, e a Conta Digital do BB Portugal reforça esse posicionamento em um mercado especialmente relevante para a nossa estratégia internacional. Portugal se destaca pela forte presença da comunidade brasileira e pela intensidade das relações econômicas e financeiras com o Brasil. Com essa iniciativa, ampliamos nossa capacidade de oferecer soluções internacionais estruturadas, integradas e alinhadas aos mais elevados padrões de governança, acompanhando a evolução do perfil e das necessidades dos brasileiros com atuação no exterior”, afirma Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do Banco do Brasil.

Com o lançamento, o Banco do Brasil amplia seu portfólio de soluções internacionais para clientes que desejam estruturar parte do patrimônio no exterior com conveniência, segurança e integração digital. Em breve, a Conta Digital do BB Portugal também estará disponível para não clientes do BB no Brasil.

Banco do Brasil em Portugal

O Banco do Brasil está presente na Europa por meio do BB AG, subsidiária integral da instituição, com atuação em Portugal voltada ao atendimento de clientes pessoa física interessados em investir ou manter recursos em euro e dólar, além de oferecer soluções financeiras a grandes empresas brasileiras e portuguesas com operações entre Brasil e Europa.

Presente no país desde 1972, o Banco do Brasil construiu em Portugal uma trajetória marcada por solidez, continuidade e apoio ao fortalecimento das relações econômicas entre os dois países. Ao longo desse período, consolidou-se como parceiro financeiro de empresas, investidores e clientes com vínculos com o Brasil.

Nos últimos anos, em linha com seu reposicionamento estratégico global, o Banco passou a concentrar sua atuação em Portugal em segmentos de maior valor agregado, com foco nos públicos Corporate, Private e Alta Renda. A operação oferece atendimento especializado e soluções integradas para clientes que demandam apoio financeiro no Brasil e na Europa, reforçando a presença da instituição no mercado europeu com proximidade, segurança e excelência.

Fonte: Banco do Brasil

Encontro dos Funcionários do Banco do Brasil será dia 9 de maio

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O Encontro do BB e o da Caixa será no dia 9 de maio, com cerimônia unificada de abertura, e debate sobre conjuntura, às 9 horas, no auditório do Sindicato. Os demais debates dos encontros serão realizados em separado: no auditório do Sindicato e no da CUT do Rio.

“É de suma importância a participação no encontro. Nele iniciamos a construção das nossas pautas de reivindicações para a Campanha Salarial deste ano, tanto para a negociação geral da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), quanto a específica a ser negociada com o BB. É o momento de compilarmos os assuntos mais prementes que afligem o funcionalismo no seu cotidiano”, afirmou o diretor da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), Alexandre Batista.

Ao se inscrever o funcionário receberá a minuta do último acordo para se basear na elaboração das propostas a serem avaliadas no Encontro do BB. E também o acordo atualmente em vigor.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários dos Municípios do Município do Rio de Janeiro

Banco do Brasil lança Boleto com Pix Automático para empresas

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O Banco do Brasil apresentou nesta terça-feira, 28 de abril, o Boleto com Pix Automático, uma solução inovadora de meios de pagamento voltada a empresas de qualquer porte que trabalham com cobranças recorrentes. A iniciativa reforça o protagonismo do BB no desenvolvimento de soluções digitais que combinam tecnologia, simplicidade e conveniência, ao permitir o pagamento automático de faturas mensais.

A solução permite que o pagador autorize pagamentos recorrentes no momento do pagamento do boleto por meio do QR Code, viabilizando o débito automático independentemente da instituição financeira do cliente. A partir dessa autorização, os boletos futuros passam a ser agendados automaticamente.

Para as empresas, o Boleto com Pix Automático reduz barreiras tecnológicas e custos de implementação, já que utiliza a estrutura tradicional de cobrança bancária, preservando funcionalidades como juros, multa, protesto e negativação. Além disso, a solução oferece conciliação unificada e maior previsibilidade de caixa, sem exigir adaptações complexas nos sistemas já utilizados pelos beneficiários.

“O lançamento do Boleto com Pix Automático reafirma a vocação do Banco do Brasil para o pioneirismo e a inovação. É uma solução que amplia a conversão para as empresas, fortalece a previsibilidade do fluxo de caixa e oferece aos clientes uma jornada mais simples, eficiente e integrada para a gestão de seus pagamentos recorrentes”, afirma o vice-presidente de Gestão Financeira e RI do BB, Geovanne Tobias.

A primeira companhia a utilizar a solução, inédita no mercado financeiro, é a Equatorial Energia, que está disponibilizando o Boleto com Pix Automático aos seus clientes nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas e Amapá. A previsão é expandir para Goiás e Rio Grande do Sul ao longo dos próximos meses.

Inicialmente, o Boleto com Pix Automático estará disponível para empresas que utilizam a API de Cobrança do Banco do Brasil, com planos de expansão gradual para outros canais, conforme a evolução do produto. Do lado do pagador, a principal vantagem está na simplicidade e liberdade de escolha: não é necessário ter conta no Banco do Brasil para utilizar a modalidade. Clientes de qualquer instituição financeira podem aderir à solução, com mais comodidade e autonomia no pagamento de suas contas.

Fonte: Banco do Brasil

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do BB sobre 2026 — e o que vem depois da crise

Publicado em: 23/04/2026

Depois de atravessar um ciclo pesado de inadimplência, provisões e pressão sobre a rentabilidade, o Banco do Brasil (BBAS3) mudou o tom do discurso. Em vez de prometer uma virada rápida, a mensagem é que a recuperação vai precisar de tempo. À frente do banco, a CEO Tarciana Medeiros foi direta: 2026 não será o ano da colheita.

“Será um ano de reestruturação, de retomada, de crescimento. Não vai ser fácil, especialmente no primeiro semestre”, afirmou Medeiros, durante o BB Day, realizado nesta quinta-feira (23), na cidade de São Paulo.

Na visão da CEO, o próximo ciclo será sobre consolidar mudanças. Isso inclui um redirecionamento claro da estratégia de crédito — com mais filtros, mais garantias e uma abordagem mais seletiva na concessão.

“Não é crescer por crescer. Vamos crescer com a prudência necessária, sem deixar de fazer crédito, mas com mitigadores de risco mais modernos e adequados a cada linha de crédito na carteira”, disse.

“Esse trabalho está sendo feito, mas vai demandar tempo para ver o resultado. Estamos construindo 2026 pensando na próxima década do Banco do Brasil.”

A fala da presidenta ajuda a entender o pano de fundo do Banco do Brasil. Para Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, o banco vem de um choque relevante.

“O ano de 2025 foi, provavelmente, o mais desafiador da história do Banco do Brasil. Foi uma tempestade perfeita”, afirmou Tobias.

A combinação de fatores macroeconômicos e setoriais atingiu em cheio a carteira do agronegócio, elevando a inadimplência, exigindo provisões bilionárias e pressionando os resultados.

Agora, com esse ciclo ainda em digestão, o banco tenta convencer o mercado de que o foco deve sair do retrovisor — e se voltar para a estratégia que começa a ganhar forma.

A nova estratégia do Banco do Brasil (BBAS3)

Para os executivos, o principal “trunfo” o Banco do Brasil para recuperar a força dos resultados no futuro é a capilaridade do ecossistema da instituição, ampliando o peso de outras avenidas de receita.

A ideia, nas palavras do CFO, é transformar o BB em uma espécie de “galáxia” financeira, onde diferentes unidades de negócio orbitam e sustentam o resultado consolidado — reduzindo a dependência de ciclos específicos, como o do agronegócio.

“Temos certeza que, com a estratégia de fortalecer esses planetas em volta do conglomerado BB, vamos conseguir garantir uma entrega de valor para os nossos acionistas, passar por este momento de ajustes e retomar a rentabilidade do tamanho desta galáxia chamada Banco do Brasil”, afirmou Tobias.

Hoje, esse ecossistema já tem peso relevante no balanço. Mais de 80 empresas fazem parte do conglomerado, e cerca de 52% do resultado vem de subsidiárias ligadas a áreas como seguros, meios de pagamento, consórcios e mercado de capitais.

“São as forças entre esses diferentes planetas que efetivamente nos permitem, apesar do aumento dentro do risco do crédito num patamar nunca visto antes na história do Banco do Brasil, continuar entregando um ROE de dois dígitos para os nossos acionistas”, disse o executivo.

As avenidas de crescimento do Banco do Brasil

Tobias revelou que o setor de seguros está no centro da estratégia da administração para consolidar a força dos resultados do Banco do Brasil daqui para frente.

Entre os destaques está a BB Seguridade (BBSE3), frequentemente vista pelo mercado como um porto seguro dentro do grupo. “Temos muitas avenidas de crescimento nesse planeta e muitas coisas para ainda serem exploradas”, afirmou Tobias, reforçando o papel da operação de seguros como geradora de valor recorrente.

Outro pilar que ganha protagonismo é o negócio de consórcios. O que antes era uma operação menor hoje se tornou líder de mercado, com R$ 150 bilhões sob gestão e 1,7 milhão de cotas ativas.

Além de ampliar receitas, o segmento funciona como alternativa de financiamento mais barata para clientes — algo especialmente relevante em um ambiente de juros elevados.

Na frente de meios de pagamento, o banco também aposta em um ecossistema integrado que inclui participações em empresas como Cielo, Elo, Alelo e Livelo.

“Esta é uma avenida extremamente importante de proximidade e de soluções para as nossas clientelas, mas também de geração de valor”, disse o executivo. “Esse planeta também tem nos propiciado a sustentabilidade do nosso resultado.”

A estratégia agora é conectar essas operações de forma mais eficiente ao restante do grupo, ampliando sinergias e geração de valor.

Para isso, o banco já iniciou uma reorganização interna, transformando a antiga área de governança dessas participações em uma unidade focada em parcerias estratégias.

Segundo Tobias, o próximo passo é elevar a unidade ao nível de diretoria estatutária, para que “efetivamente esteja presente estatutariamente a responsabilidade do Banco do Brasil em fazer a gestão de toda essa galáxia de planetas que geram resultado”.

O foco do BB também se estende ao mercado de capitais, com a parceria com o UBS, um banco de investimentos próprio e o fortalecimento de uma gestora que já soma R$ 1,8 trilhão em ativos sob gestão. A ambição aqui é ampliar o leque de produtos e capturar mais valor na relação com clientes corporativos.

O Banco do Brasil também está de olho na expansão da atuação no exterior, começando a dar passos mais concretos para se posicionar como uma plataforma global.

Um exemplo é o lançamento do Pix na Argentina, em parceria com o Banco Patagonia. O objetivo é abrir caminho para a exportação da tecnologia de pagamentos instantâneos brasileira para outros mercados. “O nosso desafio agora é levar o Pix para os Estados Unidos”, disse o diretor.

Entre os planos para o exterior, também está a ambição de fortalecer a atuação focada na pessoa física em Portugal.

O caminho da recuperação do Banco do Brasil

Apesar da agenda robusta, a administração do Banco do Brasil (BBAS3) faz questão de calibrar as expectativas. A recuperação não deve ser imediata, e muito menos linear.

“O nosso compromisso é garantir a sustentabilidade do resultado do Banco do Brasil no longo prazo. Eu sei que o mercado, o investidor, o analista, ele acaba tendo uma tendência a olhar muito no trimestre, mas queremos trazer uma perspectiva mais longa”, disse Tobias.

Ao comparar o momento atual com crises passadas, como a de 2016, o executivo evitou promessas de retomada rápida. A leitura interna é que o ciclo do agronegócio ainda pode passar por ajustes, e a trajetória de recuperação pode ser irregular.

“Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, na nova safra que ainda vai ser colhida… Se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U, ainda não sabemos. Eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W”, afirmou o executivo.

Segundo a CEO do BB, a melhora da qualidade dos ativos acontecerá em ‘U’, mas a trajetória dos resultados tende a vivenciar altos e baixos ao longo de 2026.

“Este ano é um ano de El Niño. Isso significa ter lugares onde a produtividade vai ser muito maior e outros em que a produtividade vai ser menor do que o previsto. Por si só, a inconstância e a incerteza em relação a como essa produtividade acontece no país traz para nós um gráfico em W”, disse a CEO.

Fonte: Seu Dinheiro

BB vê sinais de melhora em pagamentos do agro, mas ainda monitora setor

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O Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio, viu no início de abril alguma melhora na adimplência de operações de crédito de custeio, após elevar as garantias, mas ainda monitora com cautela o setor, que vem numa escalada de recuperações judiciais e agora enfrenta os efeitos da guerra no Oriente Médio.

De acordo com dados apresentados por executivos do banco a investidores no BB Day, o fluxo de vencimentos de agro soma R$ 155,6 bilhões em 2026, com 59,4% deles concentrados de abril a setembro. No montante total para o ano, R$ 87,8 bilhões são relacionados a crédito para custeio.

O vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar, Gilson Bittencourt, destacou que mais de 80% do que o banco está recebendo do custeio agora em abril foram operações contratadas em abril, maio e junho do ano passado. Assim, boa parte da carteira vencendo em abril ainda tem um reflexo do processo anterior de contratação do banco.

Mas, acrescentou, numa perspectiva dos primeiros 15 dias do mês, o BB começa a verificar que a carteira que foi concedida com base nas alienações fiduciárias e melhoria de garantias – que representa ainda pouco, cerca de 20% do total, no recebimento de custeio – já tem um resultado bem mais significativo em relação à adimplência.

O vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias, afirmou que o BB ainda está observando se a recuperação nas renegociações de crédito da carteira do agronegócio será em “U” ou “W”, após o segmento representar o principal detrator dos resultados da instituição no ano passado.
“Ainda estamos observando o comportamento de como as renegociações dentro do agro vão performar, a nova safra que vai ser colhida, se essa recuperação tende a ser uma recuperação em U ou em W. Ainda não sabemos, eu suspeito que talvez seja mais uma recuperação em W”, afirmou.

De acordo com o BB, fluxo de vencimento no âmbito da MP 1314, que autoriza renegociações de dívidas, soma R$ 36,5 bilhões, com 91,8% com garantia de imóvel e mais de 72% com vinculação de alienação fiduciária. No caso da carteira prorrogada, os vencimentos somam R$ 64,5 bilhões.

“O fluxo de vencimentos (da safra) 2025/26 é mais equilibrado e também traz um saldo associado menor, reflexo da política de melhor originação, de maior qualificação, de vinculação adicional de garantias”, reforçou o vice-presidente de gestão de risco, Felipe Prince. “E aí passamos a entregar safras (de crédito) melhores.”

Prince também chamou a atenção para a queda nos volumes de novos processos de recuperação judicial, embora ainda não no montante que o banco espera. E citou que há produtores procurando o BB para desistir das recuperações judiciais.

“Eles estão no momento de fazer os investimentos para a nova safra e não encontram crédito. E aí têm nos procurado para que possamos apoiar nesse processo de saída das recuperações judiciais.

O volume de novos processos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026 somava R$1,34 bilhão, de R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre e R$ 1,84 bilhão no terceiro trimestre do ano passado. Em relação ao fluxo de novos processos, houve 162 registros, ante 158 no quarto trimestre e 209 no terceiro trimestre do ano passado.

As ações do Banco do Brasil caíam 1,4% às 15h, a R$23,07, enquanto o Ibovespa mostrava baixa de 0,5%. No mesmo horário, Itaú Unibanco recuava 1,3%, Bradesco perdia 1,6% e Santander Brasil mostrava queda de 0,7%.

Guerra

Ao comentar potenciais efeitos da guerra do Irã nos custos dos produtores rurais e potencial de pagamentos, Prince ponderou que não há um efeito do custo de produção imediato dos clientes do BB, dado o período em que a guerra eclodiu, com os insumos já nas fazendas e a produção encerrando no fim da safra 2025/26.

“Agora, sim, pode trazer um efeito para a próxima safra”, afirmou, acrescentando que o BB está acompanhando os desenvolvimentos no Oriente Médio, para que a modelagem de concessão de crédito para a safra da 2026/27 contemple uma eventual elevação de custos que possa ter em função do prolongamento ou não do conflito.

Bittencourt ponderou que qualquer afirmação feita agora, que a margem vai estar apertada, que os produtores vão pagar mais caro, que vão ter dificuldade, “é estudo de futurologia”, acrescentando que a maior parte dos insumos será adquirida a partir de junho e julho.

“Pode ser sim, se chegarmos em junho e a guerra ainda estiver em andamento, o bloqueio do Estreito de Ormuz ainda estiver com limitações de transporte, pode sim (ter um impacto) e estamos nos preparando para isso. Da mesma forma que estamos nos preparando para o debate sobre o El Niño”, acrescentou.

Semestre ainda apertado

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que 2026 será um ano de reestruturação e de retomada de crescimento, mas que não será fácil e que o primeiro semestre ainda será “apertado”, mas reiterou o guidance do banco para o ano.

“Esse primeiro semestre é um semestre ainda de ajuste dentro do ciclo 2025-26. Esse ciclo acaba em junho e entendemos que o segundo semestre vai ter um perfil diferente do primeiro, mas o guidance previsto para o ano de 2026…está mantido”, afirmou à jornalistas após o evento.

Medeiros disse que o banco terá neste ano um olhar diferente para a qualidade do crédito. “Não é o foco só em volume, não é o foco só em crescimento da carteira por crescer. É um foco muito mais direcionado para a qualidade. É como estamos crescendo a carteira”, afirmou durante sua apresentação.

“Nós estamos crescendo com a prudência necessária, sem deixar de fazer crédito, mas entendendo que agregar mitigadores de risco nessa carteira, mitigadores mais modernos, adequados a cada linha de crédito, é necessário.”

A executiva também destacou que o Banco do Brasil de agora está mais preparado para entregar um resultado diferente do que ele estava no início de 2025. “A carteira de crédito está mais qualificada, a plataforma digital está mais robusta, o modelo de atendimento está cada vez mais integrado, os compromissos socioambientais mais sólidos, a cultura organizacional está cada vez mais madura.”

A executiva também afirmou que o BB não foi procurado para tratar sobre o Banco de Brasília (BRB), após questionamento de repórteres relacionado a uma eventual solução de mercado para a instituição financeira. Sobre interesse nos ativos, ela não descartou, mas disse que o BB não olhou.

“Nós somos um banco comercial. Assim, não só o Banco do Brasil, mas como qualquer banco, a proposição comercial é feita, nós analisamos e falamos sim ou não, mas nós não fomos procurados e nós não fizemos nenhuma análise, acrescentou.

O BRB vem tomando uma série de medidas para recompor seu capital após operações nocivas envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado.

Conglomerado

Tobias destacou no evento que o BB tem como um dos principais propósitos o financiamento ao agronegócio brasileiro, mas ressaltou que o papel do banco vai muito além do financiamento à agricultura, sendo um conglomerado de mais de 80 empresas (incluindo participações), incluindo BB Consórcios, BB Seguros, BB Asset Management, banco BV, Alelo, Cateno, Tecban, entre outros.

“O Banco do Brasil não é somente isso (agro). O Banco do Brasil vai muito além”, afirmou, chamando a atenção para a soma da margem financeira bruta, que reflete basicamente o negócio bancário, com tarifas e o resultado de equivalência patrimonial, que desde 2022 mudou o patamar de crescimento dos negócios.

“Na média, essas empresas vêm somando ao Banco do Brasil 52% do resultado. E foi fundamental essa nossa estratégia… de conglomerado para enfrentar o que enfrentamos em 2025.”

Fonte: Forbes

Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.

Fonte: Agência Brasil

BB indica movimentações na diretoria executiva em linha com sua estratégia e política de sucessão

Publicado em: 09/04/2026

O Banco do Brasil informou no dia 27 de março, que foi encaminhada ao Conselho de Administração a indicação de movimentações em sua Diretoria Executiva, priorizando a rotação de executivos atualmente em exercício entre diferentes áreas da companhia. As indicações foram realizadas em estrita observância à Política Específica de Indicação e Sucessão e ao programa de formação de dirigentes, conduzido com o apoio de assessoria externa especializada, considerando o processo de aceleração digital do Banco, suas diretrizes estratégicas e de negócios, bem como a experiência, a qualificação e a capacidade técnica de seu corpo executivo.

“Esse movimento reforça o compromisso que firmamos com o mercado e com a sociedade para entregarmos, todos juntos, as nossas projeções financeiras para 2026. Temos o conforto e a segurança de contar no Banco com um programa robusto de formação e capacitação, que nos permite identificar perfis de liderança com alta capacidade de transitar e liderar áreas distintas, potencializando a construção de novas soluções e o crescimento sustentável dos nossos resultados”, destaca a presidenta do BB, Tarciana Medeiros.

“Nosso objetivo é garantir que os melhores talentos estejam posicionados em funções estratégicas aderentes a cada perfil para continuarmos promovendo eficiência, inovação e geração de valor para o BB e seus acionistas,” acrescenta Tarciana.

As movimentações estão sujeitas às aprovações nas esferas de governança competentes. Os indicados, bem como os atuais ocupantes das referidas posições, permanecerão no exercício regular de suas funções até a nova investidura dos dirigentes eleitos. Fatos adicionais considerados importantes serão prontamente divulgados ao mercado.

Abaixo, confira os detalhes das movimentações, em ordem alfabética:

Alan Carlos Guedes de Oliveira
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Gestão de Riscos e foi indicado para o cargo de Diretor de Crédito.

Bárbara dos Santos Lopes Freitas
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde abril de 2023 o cargo de Gerente Geral da Unidade Atendimento e Canais Físicos e Digitais e foi indicada para o cargo de Diretora de Soluções em Meios de Pagamentos e Serviços.

Bárbara Favero dos Santos Bosi
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde abril de 2024 o cargo de Gerente Executiva da Diretoria de Finanças e foi indicada para o cargo de Diretora de Finanças.

Bruno Alves do Nascimento
Atua há mais de 26 anos no BB, ocupa desde setembro de 2021 o cargo de Diretor de Tecnologia, Portfolio e IA na BB Seguridade e foi indicado para o cargo de Diretor de Operações.

Carlos Eduardo Guedes Pinto
Atua há mais de 26 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Suprimentos Infraestrutura e Patrimônio e foi indicado para o cargo de Diretor de Empreendedorismo Micro e Pequenas Empresas.

João Vagnes de Moura Silva
Atua há mais de 28 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Finanças e foi indicado para o cargo de Diretor de Gestão de Riscos.

Larissa da Silva Novais Vieira
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretora de Clientes Varejo PF e foi indicada para o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação.

Marcelo Henrique Gomes da Silva
Atua há mais de 25 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Empreendedorismo Micro e Pequenas Empresas e foi indicado para o cargo de Diretor de Clientes Varejo PF.

Neudson Peres de Freitas
Atua há mais 26 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Operações e foi indicado para o cargo de Diretor de Estratégia e Organização.

Paula Sayão Carvalho Araújo
Atua há mais de 25 anos no BB, ocupa desde janeiro de 2021 o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação e foi indicada para a área de Canais Físicos e Digitais do BB.

Pedro Bramont
Atua há mais de 17 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Soluções em Meios de Pagamentos e Serviços e foi indicado para o cargo de Diretor de Negócios Digitais.

Rodrigo Costa Vasconcelos
Atua há mais de 23 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretor de Negócios Digitais e foi indicado para o cargo de Diretor de Controladoria.

Rosiane Barbosa Laviola
Atua há 27 anos no BB, no último mandato ocupou o cargo de Diretora de Controladoria e foi indicada para o cargo de Diretora de Suprimentos Infraestrutura e Patrimônio.

Luciano Matarazzo Regno, que estava na Diretoria de Crédito, e Thiago Affonso Borsari, que estava na Diretoria de Estratégia e Organização, permanecerão no Conglomerado BB.

Fonte: Banco do Brasil

BB fortalece empreendedorismo feminino com apoio a 1,3 milhão de empresas lideradas por mulheres

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O Banco do Brasil reconhece o empreendedorismo feminino como um vetor estratégico para o crescimento econômico e a transformação social do país. Atualmente, o BB atende 1,3 milhão de empresas dirigidas por mulheres, o que representa cerca de 41% da base de clientes do varejo Pessoa Jurídica e 36% do saldo da carteira de crédito destinada a pequenos negócios.

Uma das principais alavancas dessa estratégia é o portal Mulheres no Topo, lançado em 2023, que integra crédito, capacitação e soluções de apoio à gestão, com foco em promover inclusão produtiva, autonomia financeira e desenvolvimento sustentável dos negócios liderados por mulheres em todo o país.

Desde o início dessas iniciativas, o Banco do Brasil já liberou mais de R$ 102 bilhões em recursos por meio de linhas de crédito para empresas lideradas por mulheres, reforçando seu compromisso histórico com a democratização do acesso ao crédito e o fortalecimento de micro e pequenas empresas.

De acordo com Gisele Pessoa, head de empréstimos e financiamentos PJ do BB, a diversidade, quando apoiada por tecnologia e inteligência analítica, se traduz em performance negocial. “Ao integrar soluções financeiras, inteligência digital e educação empreendedora, criamos um ambiente em que negócios liderados por mulheres conseguem tomar decisões melhores, crescer de forma sustentável e acessar novas oportunidades”, afirma.

Ela ressalta que a diversidade é central na estratégia corporativa do Banco do Brasil. “Quando ampliamos o acesso de mulheres ao crédito, à capacitação e à tecnologia, estamos fortalecendo empresas e as tornando mais resilientes, mais produtivas e com maior capacidade de crescimento. Os resultados mostram que inclusão bem estruturada gera valor econômico e impacto social ao mesmo tempo”, complementa.

“Com conjunto de soluções disponíveis para as empreendedoras, o Banco do Brasil reafirma seu papel como agente de desenvolvimento, promovendo inclusão financeira inteligente, democratização do acesso à tecnologia e equidade de gênero nos negócios, e contribuindo para o fortalecimento de micro e pequenas empresas lideradas por mulheres em todas as regiões do país”, afirma o diretor de empreendedorismo e MPE do BB, Marcelo Gomes.

Linhas de crédito voltadas para empreendedoras
Entre as principais soluções financeiras disponibilizadas pelo BB para negócios liderados por mulheres, destacam-se:

Giro Mulher Empreendedora
Linha de capital de giro com condições diferenciadas de prazo e carência, destinada a empresas com faturamento anual de até R$ 5 milhões, oferecendo maior flexibilidade financeira para o crescimento dos negócios.

Giro Mãe Empreendedora
Benefício que permite a prorrogação de até quatro parcelas do BB Capital de Giro Digital quando solicitado após o nascimento de um filho, garantindo maior fôlego financeiro em um momento sensível da vida da empreendedora.

FCO Mulher Empreendedora
Linha com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), que oferece condições especiais de prazo, carência e valor financiado para empreendimentos localizados em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Pronampe e Procred 360 Mulheres
Empresas com dirigentes mulheres podem contratar até 50% do faturamento bruto anual, com limite de até R$ 250 mil, de acordo com as regras específicas de cada programa.

As contratações estão sujeitas à política de crédito do Banco do Brasil. Informações detalhadas sobre condições, elegibilidade e orientações estão disponíveis no portal Mulheres no Topo, no site do BB e nas agências do banco.

Educação empreendedora e uso inteligente da tecnologia
Além do crédito, o Banco do Brasil entende que o crescimento sustentável dos negócios liderados por mulheres passa pela educação empreendedora, gestão financeira qualificada e uso estratégico da tecnologia.

Nesse contexto, o Painel PJ se destaca como uma plataforma digital, gratuita e integrada, que oferece uma visão completa e intuitiva da gestão financeira da empresa. Atualmente, 43% das empresas que utilizam o Painel PJ são lideradas por mulheres, evidenciando a aderência da solução a esse público.

De forma complementar, a ARI – Área de Recomendações Inteligentes transforma dados bancários e de mercado em insights práticos, apoiando decisões mais informadas e sustentáveis no dia a dia dos negócios.

O ecossistema do Mulheres no Topo também se conecta à Liga PJ, hub de educação empreendedora e financeira baseado em estratégia de marketing de conteúdo multicanal, com presença em redes sociais, newsletter e plataforma digital. A iniciativa oferece conteúdos gratuitos sobre gestão empresarial, além de temas como empoderamento, organização da rotina, definição de prioridades e redes de apoio.

Para empreendedoras que desejam acessar o mercado internacional, o BB disponibiliza ainda o programa Primeira Exportação – Mulheres no Mundo, voltado à capacitação de negócios liderados por mulheres interessadas em iniciar operações de exportação.

Fonte: Banco do Brasil

BB reforça consultoria e aposta em modelo híbrido para atender cliente

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Brasileiros buscam mais investimentos e crédito, e bancos viram espaço de consultoria financeira, diz Banco do Brasil. Na prática, a mudança aparece no balcão — ou na tela do celular. Enquanto parte dos brasileiros amplia investimentos e busca produtos mais sofisticados, outra recorre ao crédito ou tenta reorganizar as finanças. Esse movimento duplo, que vem ganhando força em 2026, já é percebido no dia a dia do Banco do Brasil (BBAS3), segundo executivas da instituição.

O E-Investidor participou da inauguração de um novo ponto de atendimento do banco em Belém (PA) e conversou com Larissa Novais, diretora de clientes pessoa física, e Barbara Freitas, gerente-geral da unidade de atendimento e canais físicos e digitais.

As duas executivas apontam que enquanto parte da base amplia investimentos e patrimônio, outra parcela busca reorganizar as finanças ou ter mais acesso ao crédito.

Demandas diferentes para perfis diferentes

De acordo com Novais, as necessidades variam bastante conforme o perfil de cliente. No segmento de maior renda, cresce o interesse por diversificação de investimentos e produtos mais sofisticados.

“Quando se olha para o segmento de mais alta renda, o estilo investidor, que é um que a gente está impulsionando bastante agora, observa uma parcela desses clientes buscando mais investimentos, como produtos offshore [ investimentos no exterior, que o BB oferece em contas e investimentos no exterior com BB Américas e BB Portugal]”, afirma.

Já entre clientes do varejo, que representam a base mais abrangente da pirâmide, o movimento recente foi outro. Segundo a executiva, houve aumento na procura por crédito, especialmente após iniciativas voltadas ao financiamento do trabalhador. “Quando implementamos o crédito do trabalhador, por exemplo, houve uma busca maior”, diz.

Essa diferença ajuda a explicar por que as instituições financeiras têm estruturado estratégias segmentadas. Enquanto investidores buscam orientação para gestão de patrimônio, clientes com menor renda tendem a procurar soluções ligadas a financiamento, reorganização de dívidas ou melhora do fluxo de caixa.

A agência virou espaço de consultoria

Outra mudança observada pelas executivas está na forma como os clientes usam os canais bancários. Operações simples migraram de vez para o digital, enquanto as agências passaram a ter um papel mais consultivo.

Barbara Freitas explica que cada canal hoje cumpre uma função específica na jornada do cliente. “Nos canais digitais, os clientes buscam muito o autosserviço, o atendimento de transações simples do dia a dia, com uma crescente cada vez maior de busca de negócios também no digital”, afirma.

Por outro lado, quando o assunto envolve decisões financeiras mais complexas (como investimentos, crédito estruturado ou planejamento patrimonial), o contato humano continua sendo valorizado.

“Quando falamos de canal presencial, as agências são cada vez mais vocacionadas para o negócio, para assessoria financeira. O cliente utiliza bastante o atendimento digital, mas. quando quer falar de operações mais estruturadas, valoriza muito o humano, o olho no olho”, diz Freitas.

Essa dinâmica ajuda a explicar o avanço de modelos híbridos de atendimento no sistema financeiro, que combinam aplicativos, chat, videochamadas e encontros presenciais.

Atendimento híbrido ganha espaço

Uma das apostas do banco é ampliar o uso de vídeoatendimento e agendamento digital. A proposta é permitir que especialistas atendam clientes de qualquer lugar do País, sem depender da presença física em uma agência.

Segundo Larissa Novais, o modelo ajuda a ampliar o acesso a especialistas, principalmente em temas como investimentos. “Quando a gente oferece um atendimento digital, pensa que um especialista em São Paulo que fala muito bem sobre investimento pode atender um cliente em outras cidades, como Belém. Você consegue atender às expectativas do cliente de forma mais completa mesmo sem ter todos os funcionários presencialmente”, explica.

Freitas acrescenta que o formato também ajuda a levar atendimento qualificado a regiões mais distantes.

“Eu posso ter uma equipe que atende clientes do País inteiro. Além da eficiência, isso traz maximização de negócios e encantamento do cliente”, afirma.

Segundo ela, a adesão dos brasileiros ao modelo tem sido positiva. “O brasileiro adora tecnologia nova. Essa é mais uma solução que está sendo adotada com bastante receptividade”, celebra Freitas.

Digital cresce, mas o relacionamento continua central

Apesar do avanço dos canais digitais e da concorrência com fintechs, as executivas avaliam que o diferencial dos bancos tradicionais continua sendo o relacionamento e a confiança construída com o cliente.

A diretora de clientes lembra que a instituição tem investido em tecnologia e aumentado o acesso digital, inclusive na abertura de contas.

“Só no último ano foram 3,7 milhões de clientes que abriram conta no digital em menos de cinco minutos [por usuário]”, afirma. Segundo Barbara Freitas, o banco já tem 35 milhões de clientes que utilizam canais digitais e chega a registrar cerca de 12 milhões de acessos ao aplicativo em um único dia.

Mesmo assim, ela ressalta que o atendimento humano continua relevante, principalmente em momentos decisivos da vida financeira. “Mesmo o cliente que é 100% digital, quando quer uma consultoria financeira ele busca alguém para apoiar, dar confiança naquele negócio”, diz.

Um retrato do momento financeiro do brasileiro

Na avaliação das executivas, as demandas que chegam aos bancos hoje refletem um momento de maior complexidade nas finanças pessoais. Parte dos brasileiros busca crédito ou reorganização financeira, enquanto outra parcela amplia investimentos e demanda assessoria especializada.

Para Barbara Freitas, esse cenário deve reforçar três tendências ao longo de 2026:

  • Expansão do digital;
  • Crescimento do atendimento assistido;
  • Maior busca por consultoria financeira.

“A questão da consultoria é uma grande tendência. Cada vez mais o cliente investidor quer discutir sua estratégia e receber orientações”, afirma.

O resultado, segundo ela, é uma transformação gradual no papel das instituições financeiras, como o Banco do Brasil, que passam a atuar menos como simples prestadoras de serviços bancários e mais como parceiras na gestão financeira dos clientes.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BB lança Selo de Reconhecimento FGO e mira qualidade do crédito garantido

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O Banco do Brasil lançou no dia 1º de abril, durante a 11ª edição do Fórum do Desenvolvimento, o Selo de Reconhecimento FGO, um novo instrumento voltado a elevar o padrão de qualidade do crédito garantido no país. O lançamento ocorre na Arena do Banco do Brasil, em Brasília.

A iniciativa institui um modelo estruturado de avaliação, incentivo e padronização da atuação dos agentes financeiros que operam com o Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Na prática, o selo introduz critérios objetivos para mensurar a qualidade das operações realizadas com garantia, induzindo melhoria contínua na atuação das instituições financeiras e fortalecendo a eficiência das políticas públicas associadas ao crédito. A certificação será concedida anualmente aos agentes que se destacarem na operacionalização do FGO, com base em indicadores que avaliam desempenho, qualidade das informações e aderência às diretrizes do programa.

A metodologia de avaliação está estruturada em quatro eixos principais: excelência operacional, compliance e governança, gestão de carteira e impacto em políticas públicas. Entre os critérios analisados estão a qualidade e a tempestividade no envio de dados, a conformidade com normas e auditorias, a capacidade de recuperação de operações e o alcance do crédito a públicos prioritários, como mulheres empreendedoras.

A apresentação da iniciativa integra a programação do Fórum do Desenvolvimento, encontro que reúne autoridades, especialistas e representantes do setor público e privado para discutir caminhos para o financiamento do desenvolvimento no país.

Fonte: Banco do Brasil

Brasil perde 37% das agências bancárias em dez anos; 638 cidades ficaram sem banco

Publicado em: 26/03/2026

O número de agências bancárias caiu 37% em dez anos no Brasil, indo para pouco mais de 14 mil, em meio ao avanço da tecnologia para realizar transações e à decisão dos bancos de cortar custos, muitas vezes deixando uma parcela da população sem atendimento.

Desde 2015, 638 municípios ficaram sem agência bancária, o que desassistiu 6,9 milhões de pessoas, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base em dados do Banco Central. São 2.649 municípios sem agências, o equivalente a 48% do total, ante 36% dez anos atrás. Em termos populacionais, isso afeta 9% dos brasileiros (19,7 milhões) atualmente, ante 3,4% na década passada.

O fechamento se intensificou com a pandemia e o lançamento do Pix, e quase 6.000 agências tradicionais foram encerradas. Enquanto isso, os bancos investiram mais no atendimento remoto de gerentes e na criação de agências-conceito, com serviços como consultoria de investimentos.

“Funcionários são desligados e a população é impactada. Sabemos que a tendência é digital, mas até chegar ao ponto de todas as pessoas serem digitais, é preciso dar condições de atendimento a quem não tem afinidade”, diz Edilson Julian, presidente do Sindicato dos Bancários de Marília e Região, no interior de São Paulo.

O sindicalista diz que, no início de cada mês, há filas antes da abertura das agências da região. Marília, que chegou a ter 50 unidades, hoje conta com 20. A entidade cita o exemplo da rural Oscar Bressane (SP), com 2.470 habitantes, que ficou sem ponto de atendimento físico e seus moradores precisam viajar cerca de 40 km até Marília para encontrar um banco.

“Os bancos estão ganhando cada vez mais dinheiro e deixando a população desassistida. Não é como se eles estivessem em dificuldade financeira” afirma Julian.

No Ceará, o fechamento está acelerado. Foram encerrados 117 locais desde 2022, aponta o Sindicato dos Bancários do estado. Só em 2025 foram 62.

De acordo com o presidente do sindicato, José Eduardo Rodrigues, há moradores que, além da falta de aptidão digital, carecem de um pacote de dados de internet que dê conta das transações pelo aplicativo.

“As economias locais sucumbem com a inexistência de um posto de atendimento bancário”, diz.

Para Tiago Couto, sócio-diretor da Peers Consulting + Technology, o fechamento de agências não é simplesmente uma redução de gastos dos bancos em tempos de juros e inadimplência em alta e competição com fintechs, cuja operação é mais rentável.

DIGITALIZAÇÃO

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), as instituições estão adequando suas estruturas à nova realidade do mercado, em que os canais digitais são preferidos pelo novo perfil do consumidor. “Atualmente, praticamente todas as operações bancárias podem ser feitas de forma eletrônica”, diz a entidade.

Na direção contrária estão os Estados Unidos, cujos maiores bancos seguem em expansão física dada a falta de tração das transações digitais. Em fevereiro, o JPMorgan Chase anunciou planos para abrir mais de 160 agências em mais de 30 estados, além de reformar outras 600 unidades neste ano. O objetivo é ir a novos mercados, “incluindo comunidades rurais e de baixa a moderada renda”.

Já no Brasil, com o Pix, ir ao banco pode parecer obsoleto. Porém, muitas transações e contratações ainda são feitas presencialmente. Em 2024, 27% dos pagamentos de contas, 14% das contratações de investimento e 5% das transações foram feitos por canais físicos, aponta levantamento da Deloitte em parceria com a Febraban.

Todo mês, Célia Moura, 60, leva seu pai de 89 anos ao banco para sacar a aposentadoria. “Ele prefere gastar em dinheiro porque não tem cartão de crédito, não tem Pix, nada dessas coisas de celular, internet, computador. É só na agência física.”

Há ainda serviços cujo volume aumentou nas agências em relação ao ano anterior. A contratação de crédito subiu 11%, indo a 45 milhões de operações, e a de seguros teve alta de 6%, para 55,5 milhões.

Segundo a Deloitte, a procura pelo atendimento presencial se deve à complexidade de alguns produtos, o que reforça o papel consultivo das agências. “Para muitos clientes, a possibilidade de esclarecer dúvidas, obter orientações claras e estabelecer uma relação mais próxima com um especialista permanece como algo essencial.”

Outro fator é o medo de golpes e fraudes, especialmente envolvendo altos valores, e a dificuldade com a tecnologia.

“Não sei lidar muito bem com aplicativos, internet. Na agência, retiro dinheiro no caixa, pago algum boleto que não posso deixar em débito automático e faço a prova de vida da pensão que recebo”, diz Débora Bordoni, 80. A professora aposentada conta que resolve muitas pendências via WhatsApp, conversando com sua gerente.

Apesar disso, a maior parte das operações migra para os canais digitais. Em 2024, 75% das transações bancárias foram via celular.

Essa demanda pelo aplicativo e fuga das agências levaram os bancos a aumentar o investimento em tecnologia e acelerar o fechamento dos postos físicos. Somando aluguel, segurança, funcionários e manutenção, a maioria das agências não se paga.

“Transportar dinheiro custa uma fortuna. Tínhamos receita com conta-corrente e anuidade de cartão [de crédito], que hoje caiu. Na hora de fazer todo esse processo, você deixa de pagar a conta. Por isso que tem de afunilar no digital, não tem alternativa. E tem tecnologia para isso”, disse Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, à Folha em fevereiro. Segundo Noronha, é difícil uma agência ser rentável em cidades abaixo de 20 mil habitantes.

“É inegável que o fechamento de agências é um dos componentes mais interessantes para a redução de custo dos bancos. Não é algo que deve desacelerar, mas é preciso ter cuidado na velocidade para não desatender”, diz Eduardo Carlier, codiretor da Azimut Brasil, gestora de patrimônio, que avalia ativos, como ações de bancos, para investimento.

Para Rosângela Vieira, economista do Dieese que atua no Sindicato dos Bancários de São Paulo, a política de fechamento de agências afeta sobretudo a população idosa e periférica, “ao ampliar dificuldades de acesso ao crédito e potencialmente aumentar a exposição a golpes e fraudes em ambientes digitais”.

Os bancos têm preferido abrir pontos de atendimento mais especializados, para atrair a parcela da população que tem investimentos e faz negócios rentáveis.

“Mais do que gestão de custo, é uma mudança que reflete o hábito dos consumidores. Grandes bancos já estão na transformação digital há um tempo e têm agência mais como ambiente de construção de negócios e menos de transação, com pagamento de conta e saque. Fechar agência não é necessariamente a alavanca para competir com banco digital, e sim ter a jornada centralizada no cliente”, afirma Tiago Couto.

IMÓVEIS FICAM VAZIOS

O mercado imobiliário é impactado, pois geralmente são imóveis comerciais grandes, de baixa demanda. Fechados por meses e até anos, podem ser alvos de vandalismo e invasões.

“São agências com mais de 1.000 metros quadrados desativadas, especialmente de bancos privados, no centro histórico. Dificilmente há empresas que ocupam espaços tão grandes”, afirma Adriano Leocadio, secretário de Finanças e Gestão de Santos, um dos municípios que mais perdeu postos em 2025, com 14 fechamentos.

Agora, são 80 agências e postos de atendimentos em Santos, que tem a maior concentração de idosos entre as grandes cidades. “Há reclamação por parte considerável dos idosos, mas eles estão se adequando a essa nova realidade”, diz Leocadio.

Em São José do Rio Preto (SP), que perdeu 11 agências no ano passado, a prefeitura trabalha em um plano de revitalização do centro, com isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) para proprietários que reformarem e derem destinação a imóveis fechados ou abandonados.

“No geral, somando as duas principais avenidas da área central da cidade, temos mais de cem imóveis fechados, entre agências bancárias e comércios em geral”, afirma Mario Welber, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de São José do Rio Preto.

BANCOS INVESTEM EM AGÊNCIA-CONCEITO, E CAIXA NÃO TEM REDUÇÃO

BRADESCO
Muitos gerentes de agências que fecham são realocados e recapacitados para seguir atendendo clientes, mas de forma remota. O Bradesco investe para transformar pontos estratégicos em unidades do Principal, nova linha voltada à alta renda, com atendimento semelhante ao de uma butique de investimentos. Esse cliente paga anuidade no cartão de crédito e taxas sobre investimentos.

SANTANDER
No Santander, há dois anos, alguns funcionários que atendem pequenas empresas foram deslocados para ir atrás dos clientes, o que, segundo o banco, tem gerado melhores resultados e mais receita.

“Essa turma não tem mesinha e cadeirinha na agência. Essa turma tem um laptop, um iPad e fica o dia inteiro fazendo visita. Com isso, eu tenho o banco que sai do banco e está na rua, na casa do cliente, que tem uma potência muito maior”, disse Mario Leão, CEO do Santander, ao comentar o balanço do banco de 2025.

Dos grandes bancos, a instituição é a que tem menos presença física: 17 das agências mantidas são WorkCafé, coworking misturado com escritório de investimento, em que clientes e não clientes podem trabalhar e aproveitar a cafeteria.

BANCO DO BRASIL
O Banco do Brasil tem estratégia semelhante com o .BB (Ponto BB). Em 2024, transformou a agência Marco Zero do Recife (PE). Com robô como recepcionista, tablets, atendentes presenciais e online, caixas eletrônicos, loja e área para palestras e eventos, o local perdeu a cara de agência. O BB é a instituição com mais agências físicas (3.955) e recentemente inaugurou um segundo Ponto BB em Belém (PA).

“Só em 2025 foram 504 obras, melhorando a ambiência e o conforto da rede de agências naquelas praças em que o cliente ainda vai muito ao banco”, disse Tarciana Medeiros, CEO do BB, ao comentar o resultado da instituição.

ITAÚ UNIBANCO
O Itaú Unibanco inaugurou neste ano o Espaço Uniclass, voltado a clientes do varejo, na avenida Paulista, em São Paulo. Aberto ao público em geral, há atendimento especializado e orientação financeira, espaço para eventos, loja com produtos Itaú, Stanley e Decolar, além de um café da Biscoitê.

Diferente das agências tradicionais, que funcionam das 10h às 16h, os serviços bancários da unidade vão até 19h. Já a loja também funciona aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.

“O varejo bancário está passando por uma grande transformação, em que as pessoas buscam por mais simplificação, autonomia digital e orientação qualificada com apoio humano para decisões complexas”, afirma Beatriz Couto, diretora do Itaú Uniclass.

CAIXA
A Caixa Econômica Federal teve a menor redução dentre os grandes bancos. Desde 2019, a rede de atendimento caiu 5%. Com programas governamentais para a baixa renda e financiamento imobiliário, o banco não fala em reduzir a presença física.

A instituição diz investir no digital e em modelos de atendimento especializado. Para este ano, o foco é estruturar a Plataforma Empresas, unidades para pessoas jurídicas. “A Caixa atua continuamente na otimização da rede de atendimento, tendo como foco adequar a estrutura à demanda dos clientes, assegurando atendimento presencial onde é essencial, mantendo a capilaridade em todas as regiões do país.”

Fonte: Folha de S.Paulo

BB economiza R$ 76 milhões com expansão do uso de energia renovável

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As iniciativas de modernização e eficiência energética adotadas pelo Banco do Brasil resultaram em avanços significativos na gestão do consumo de energia, com impactos financeiros e ambientais relevantes. As medidas implementadas proporcionaram uma redução de 16,21% nas despesas com energia, o que representa uma economia de R$ 76 milhões em 2025. Além disso, houve uma redução de 6% no consumo energético, equivalente de 33,62 gigawatts-hora.

De acordo com o diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do BB, Carlos Eduardo Guedes Pinto, as ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade, eficiência operacional e responsabilidade ambiental, ao mesmo tempo em que contribuem para a otimização de recursos e a redução da pegada de carbono. “A combinação entre Mercado Livre de Energia e geração distribuída consolida uma estratégia energética mais resiliente, alinhada às melhores práticas de gestão e à transição para uma matriz cada vez mais limpa e renovável, fortalecendo a segurança energética e a gestão dos custos da instituição”, afirma.

Atualmente, diversas unidades de negócios do BB operam no Mercado Livre de Energia, após a migração de mais 635 prédios para esse modelo, que permite maior previsibilidade de custos e contratação de energia de fontes renováveis. Recentemente, o modelo de geração distribuída passou por expansão: 27 usinas de energia renovável do Banco já estão em operação em 19 estados em todas as regiões do país, após a entrada de quatro novas em 2025, ampliando o fornecimento de energia limpa para cerca de 1.700 unidades atendidas no último ano.

Fonte: Banco do Brasil

BB apoia MMA a neutralizar emissões de gases de efeito estufa da COP15

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O Banco do Brasil será responsável pela neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), que acontece de 23 a 29 de março de 2026, em Campo Grande (MS). A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a agenda climática e com o apoio a eventos internacionais estratégicos para a conservação do meio ambiente e da biodiversidade.

O evento, liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), reúne cerca de 2 mil participantes de diversos países, entre representantes de governos, organismos internacionais, comunidade científica e sociedade civil, para debater medidas globais de proteção às espécies migratórias e seus habitats.

A neutralização das emissões da COP15 é resultado de negociação institucional entre o Banco do Brasil e o MMA, como forma de apoiar a realização da conferência e fortalecer práticas alinhadas à sustentabilidade e o combate às mudanças climáticas. A pegada de emissões do evento é estimada entre 2,5 mil toneladas e 3 mil toneladas. O número final é aferido a partir da quantidade exata de participantes, ao final do evento, além de cruzar dados sobre a distância percorrida por eles da origem ao local do evento e sobre o meio de transporte utilizado, consumo de energia, entre outros fatores.

A compensação será realizada por meio de créditos de carbono autorizados no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Os créditos fazem parte do portfólio de negócios do Banco do Brasil e são gerados por projeto de energia solar, assegurando a neutralização integral da pegada de carbono do evento.

“As espécies migratórias são fortemente impactadas pela crise climática, que prejudica suas rotas de deslocamento e habitats. O principal objetivo da COP15 é a proteção desses animais fundamentais para o equilíbrio ecológico de nosso planeta. Por isso, neutralizar o contingente de emissões gerado durante a conferência é medida prioritária para o Governo do Brasil, comprometido com o enfrentamento à mudança do clima em todas as suas frentes”, destaca o secretário-executivo do MMA e presidente da COP15, João Paulo Capobianco.

Para José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, a parceria com o MMA reforça o papel estratégico da atuação do Banco do Brasil em reduzir a pegada de carbono em todas as frentes. “Nós apoiamos diversos projetos ligados ao mercado de carbono que possuem ativos ambientais com qualidade e integridade, além de assessorar clientes na elaboração de inventários de emissões, em planos de descarbonização e estratégias de compensação. O BB também opera mesa de créditos de carbono própria, lançada durante a COP30, que já realiza operações tanto com créditos próprios quanto de terceiros, inclusive para a neutralização de eventos corporativos como este”.

Atualmente, o Banco do Brasil apoia o desenvolvimento de diversas metodologias de geração de créditos de carbono, como agricultura de baixo carbono (ALM), preservação florestal (REDD+), Reflorestamento (ARR), Biogás e Energia Renovável, entre outros. Os projetos apoiados reduzem cerca de 3,6 milhões de toneladas de GEE por ano. Além disso, o BB atingiu 1,4 milhão de hectares preservados e/ou reflorestados por meio de projetos de carbono de REDD+ e ARR. O objetivo é alcançar 2 milhões de hectares até 2030, conforme divulgado nos Compromissos BB 2030 para um Mundo mais Sustentável.

Fonte: Banco do Brasil

TJMT e BB firmam cooperação para ampliar conciliação e renegociação de dívidas

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Com o objetivo de ampliar a conciliação e a mediação de conflitos em todo o estado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), firmou o Termo de Cooperação Técnica nº 2/2026 com o Banco do Brasil S.A.. A iniciativa busca reduzir a judicialização de conflitos entre a instituição bancária e seus clientes, incentivar acordos e ampliar o acesso da população à justiça.

O acordo prevê a realização de mutirões temáticos de conciliação e mediação, tanto em processos já em andamento, quanto em demandas pré-processuais, abrangendo conflitos de natureza cível, empresarial e consumerista. Entre os principais objetivos estão a renegociação de dívidas, a prevenção de litígios e a promoção de soluções consensuais mais rápidas e eficazes.

De acordo com o presidente do Nupemec, desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, a parceria tem caráter amplo e deve impactar diferentes áreas. “É um acordo que contempla várias finalidades, como direito do consumidor, recuperações judiciais no agronegócio e contratos bancários. A partir dele, teremos mutirões em diversas frentes, incluindo demandas do agro, relações de consumo e parcerias agrícolas, com alcance em todo o estado”, destacou.

O magistrado também ressaltou a relevância da iniciativa em Mato Grosso, onde o agronegócio possui forte presença econômica. Segundo ele, a expectativa é de que a parceria estimule outras instituições financeiras a adotarem medidas semelhantes, ampliando o uso de soluções consensuais.

Pelo lado do Banco do Brasil, o gerente jurídico regional, Marcelo Guimarães Marotta, enfatizou que a cooperação fortalece a atuação conjunta com o Judiciário na resolução de conflitos.

“Essa iniciativa contribui para a redução da litigiosidade e para a pacificação social. Temos muitas demandas, especialmente nos Juizados Especiais e também no agronegócio, envolvendo renegociação de dívidas e recuperação judicial. O banco já possui estrutura para negociação e, com essa parceria, poderemos ampliar as soluções consensuais também no âmbito judicial”, afirmou.

Como funcionará na prática

O termo estabelece que o Banco do Brasil deverá identificar previamente os casos com potencial de acordo e encaminhá-los aos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). A instituição também se compromete a enviar representantes com autonomia para negociação durante as audiências, o que deve aumentar as chances de resolução rápida dos conflitos.

Já o Nupemec ficará responsável por organizar os mutirões, indicar os Cejuscs competentes e garantir a estrutura necessária para a realização das sessões de mediação e conciliação, sejam elas presenciais ou virtuais.

Benefícios para a população

A parceria tem como foco oferecer soluções mais rápidas, reduzir custos e evitar o prolongamento de processos judiciais. Além disso, busca facilitar a renegociação de dívidas, especialmente em contextos de crise financeira, contribuindo para a recuperação econômica de pessoas físicas, empresas e produtores rurais.

Outro ponto previsto é o incentivo à cultura do diálogo, com ações de conscientização sobre os benefícios da conciliação, além da capacitação contínua de mediadores judiciais.

O Termo de Cooperação tem vigência por prazo indeterminado e abrange todo o estado de Mato Grosso.

Fonte: Tribunal de Justiça do Mato Grosso