Os planos de Lula para o comando de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa

Publicado em: 28/10/2026

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já avalia mudanças no comando de estatais, entre elas o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal, em paralelo à formação da Esplanada dos Ministérios, segundo integrantes do Executivo.

Tarciana Medeiros, que preside o BB desde o início de 2023, deve deixar o cargo. No governo, a saída dela é considerada praticamente certa. Pesam contra a permanência a queda nos lucros do banco e a avaliação de que é natural haver troca nesse tipo de cargo.

Pelas regras em vigor, cabe ao presidente da República escolher o comando do BB. Próxima à primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, Tarciana pode ser deslocada para alguma pasta da área social. Procurado, o BB não comentou.

O BB lucrou R$ 20,7 bilhões em 2025, 45,4% menos que em 2024, quando teve o maior resultado de sua história. O desempenho foi pressionado pela inadimplência no agronegócio e por novas regras contábeis. A piora continuou neste ano: no primeiro semestre, o lucro líquido ajustado somou R$ 7,3 bilhões, 34% abaixo do mesmo período de 2025.

No segundo trimestre houve leve alta, de 3,3%, para R$ 3,9 bilhões, mas sobre uma base fraca, porque um ano antes o lucro havia recuado 60%. Em maio, o banco cortou a projeção de lucro para 2026, de uma faixa de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões para R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões.

Caixa Econômica

No comando da Caixa há quase três anos, Carlos Vieira foi indicado por Arthur Lira (PP-AL) quando o deputado presidia a Câmara. Eleito senador por Alagoas no último dia 4, Lira não apoiou Lula na eleição. O presidente avalia bem o trabalho de Vieira, mas o executivo só permaneceria na cota pessoal de Lula.

Lula, no entanto, precisará formar uma base de apoio no Congresso para garantir a governabilidade, num cenário mais adverso na próxima legislatura. Além das presidências, o governo poderá negociar vice-presidências dos dois bancos. A Caixa não comentou.

Nos Correios, a tendência é manter Emmanoel Schmidt Rondon. Funcionário de carreira do BB, ele assumiu a estatal em setembro de 2025 com a missão de executar um plano de reestruturação. A escolha é vista no governo como técnica. Também pesa contra a troca o fato de a empresa não despertar hoje o apetite de políticos, ao contrário dos bancos.

Lula também deve manter Magda Chambriard na presidência da Petrobras, cargo que ela ocupa desde maio de 2024. Ela foi escolha pessoal do presidente para substituir Jean Paul Prates.

Fonte: O Globo

Banco do Brasil tem R$ 16 bilhões em renegociação de dívidas rurais em andamento

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O Banco do Brasil alcançou R$ 16 bilhões em operações na esteira de contratação para renegociação de dívidas rurais no âmbito da MP 1.376/26, segundo balanço divulgado pela instituição na quinta-feira, 22 de outubro.

O montante reúne propostas em diferentes fases de processamento e não corresponde integralmente a contratos concluídos. A expectativa do banco é superar R$ 20 bilhões em operações até o encerramento da vigência da medida, informado para 12 de novembro.

A iniciativa contempla produtores rurais e cooperativas afetados por perdas de renda decorrentes de fatores climáticos ou de mercado.

Como estão distribuídas as operações de renegociação

Dos R$ 16 bilhões contabilizados pelo BB, R$ 3,9 bilhões correspondem a contratos já despachados, conforme a classificação apresentada pela instituição.

Outros R$ 6,1 bilhões estão na etapa final de contratação, enquanto R$ 6 bilhões dependem do acolhimento de documentação comprobatória nas agências do banco em diferentes regiões do país.

A distribuição mostra que parte relevante das operações ainda exige a conclusão de procedimentos antes da formalização.

BB prevê utilizar R$ 12,4 bilhões em recursos equalizados

O Banco do Brasil pretende utilizar integralmente os R$ 12,4 bilhões em recursos equalizados destinados à instituição para as operações previstas na medida.

Para alcançar a projeção de mais de R$ 20 bilhões, o banco também considera outras fontes de financiamento, como depósitos à vista, poupança rural e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

A estimativa representa o volume que a instituição espera atingir, somando os recursos equalizados às demais fontes disponíveis.

Produtores inadimplentes devem procurar atendimento

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, orienta os produtores inadimplentes a procurar o banco com antecedência para avaliar as possibilidades de regularização.

Segundo o executivo, o atendimento pode envolver tanto as condições da medida provisória quanto outras alternativas de renegociação oferecidas pela instituição. O objetivo é permitir a reorganização financeira e a recuperação da capacidade de acesso ao crédito.

Os produtores interessados podem buscar orientação nas agências do Banco do Brasil. Informações sobre as soluções para o setor estão disponíveis em bb.com.br/agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Ação do BB fecha em queda após “tombo” de quase 30%; mercado mantém cautela

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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) chegaram a registrar ganhos nesta terça-feira (27 de outubro), em recuperação parcial após o tombo de quase 30% da véspera, mas fecharam em leve baixa no mesmo dia. BBAS3 fecharam em queda de 0,52%, a R$ 17,38.

Na véspera, as ações BBAS3 desabaram 29,33%, fechando na mínima desde maio de 2023, a R$17,47, em sessão bastante negativa para o setor financeiro.

O movimento de forte queda aconteceu na linha da baixa de 13,88% do Ibovespa, maior desvalorização desde 2020, marcada por “circuit breaker” na bolsa paulista, em meio a uma forte reprecificação das ações brasileiras após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conquistar a reeleição no domingo. Investidores vinham se posicionado para uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa, principalmente após ele liderar a primeira etapa da disputa, vislumbrando um governo mais favorável ao mercado e melhora do cenário fiscal.

Apesar da recuperação das ações nesta terça-feira, analistas de mercado seguem reticentes com a tese sobre BBAS3. De acordo com compilação da Reuters com casas de análise, 6 delas recomendam manutenção das ações, 3 recomendam venda e só 2 recomendam compra.

Nesta terça, o Citi revisou as recomendações para as empresas do setor financeiro brasileiro considerando um cenário de juros elevados por mais tempo e cortou a recomendação de BBAS3 para venda, mantendo preferência por Itaú (ITUB4) no setor. O preço-alvo para as ações do Banco do Brasil foi reduzido de R$ 22,40 para R$ 15.

“Embora as avaliações das empresas tenham se ajustado em grande parte, acreditamos que a incerteza fiscal e os juros mais altos justificam prêmios de risco maiores e favorecem empresas com resultados resilientes, forte geração de caixa e menor duration”, afirmam os analistas.

Os analistas também ficam de olho nos resultados do banco estatal, a serem divulgados dia 11 de novembro, sendo a instituição financeira vista com maior cautela durante a temporada.

O Bradesco BBI projeta lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, mais de 50% inferior ao registrado no trimestre anterior e bem abaixo das expectativas do mercado. Segundo o banco, o principal problema continua sendo o aumento das provisões para perdas com crédito, especialmente nas operações ligadas ao agronegócio. A instituição também destaca que a carteira deve permanecer praticamente estável no trimestre.

Fonte: Infomoney

Banco do Brasil divulgará resultado do 3º trimestre em 11 de novembro

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O Banco do Brasil (BBAS3) confirmou que divulgará o resultado referente ao 3º trimestre de 2026 no próximo dia 11 de novembro de 2026, quarta-feira, após o fechamento do mercado. Dessa forma, entre 27/10/2026 e 11/11/2026, o BB estará em período de silêncio (quiet period). “A iniciativa busca atender às melhores práticas de Governança Corporativa garantindo a equidade no tratamento das informações”, explicou o Banco.

No dia 12/11/2026, quinta-feira, às 9h, horário de Brasília, será realizada a live do resultado do 3T26. O evento será transmitido ao vivo em português, com tradução simultânea para o inglês e libras, e poderá ser acessado por link disponibilizado na página de Relações com Investidores: www.bb.com.br/ri.

Vale lembrar que em 11 de novembro também está previsto o anúncio do pagamento de juros sobre o capital complementares relativos ao terceiro trimestre.

Fonte: Finance News

Banco do Brasil evitou fraudes diretas em cerca de 4 mil cartões expostos

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O Banco do Brasil (Android, iOS) evitou a fraude de aproximadamente 4 mil cartões expostos na internet. O feito foi graças ao auxílio de uma solução baseada em inteligência artificial, desenvolvida em parceria com Bradesco, Caixa e Elo. A ferramenta tem como intuito mitigar os ataques de força bruta, em que cibercriminosos tentam invadir sistemas por tentativa e erro.

No BB, ela está rodando há cerca de quatro meses e chegou ao referido número após analisar 60 mil cartões. Além disso, a instituição financeira identificou quase 200 estabelecimentos que eram usados por atacantes. Já na Caixa, foram identificados 120 comércios utilizados para a prática e 500 cartões escaparam de fraudes.

Desde 2024, os três bancos e a bandeira de cartões unem esforços para identificar os principais problemas do ecossistema em relação a fraudes. Durante evento realizado pela Elo em São Paulo, nesta terça-feira, 20, Lívio Costa Alves, especialista em prevenção a fraudes em cartões do BB, e Elizangela Oliveira, gerente nacional de detecção e reação a fraudes da Caixa, destacaram que a iniciativa é uma cooperação, em que os players compartilham casos.

O grupo de trabalho vem notando que, embora as práticas fraudulentas sejam as mesmas, elas estão cada vez mais refinadas, com o auxílio da inteligência artificial, especialmente em testes de força bruta e para driblar regras tradicionais de velocidade ou validações do protocolo 3DS. Para Oliveira, o cenário mostra que a IA e a troca constante de informações entre bandeiras, emissores e credenciadores é o único caminho para agir rapidamente contra esses crimes.

Fonte: Mobile Time

Banco do Brasil capacitará funcionários para acolher mulheres em risco

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Mulheres que procurarem ajuda em agências do Banco do Brasil (BB) ao enfrentar situações de violência poderão ser acolhidas por funcionários capacitados e receber orientações.

A instituição também prevê divulgar informações sobre denúncia e atendimento em aplicativos, canais eletrônicos e telas de terminais de autoatendimento (TAA).

A iniciativa faz parte de acordo nacional firmado nesta semana pelo BB e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) para fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio.

O Acordo de Cooperação Técnica estabelece ações conjuntas de prevenção, acolhimento, encaminhamento de vítimas e conscientização. Entre as prioridades está a divulgação do Ligue 180, canal oficial de atendimento à mulher, além da orientação para acesso à rede pública de proteção.

A parceria terá duração de quatro anos e poderá receber adesão de ministérios públicos dos estados, do Distrito Federal e da União. Até o momento, fazem parte da iniciativa os ministérios públicos de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.
Acolhimento nas agências

Um dos objetivos da parceria é preparar os funcionários do Banco do Brasil para reconhecer situações de violência e oferecer apoio de maneira humanizada e segura.

Na prática, se uma mulher procurar ajuda em uma agência por estar em situação de risco, os profissionais deverão estar preparados para acolhê-la, fornecer orientações e, conforme a situação, acionar os serviços de emergência ou encaminhá-la à rede de proteção, respeitando os protocolos de segurança e os limites de atuação da instituição.

A proposta também prevê orientações para evitar que o atendimento exponha a vítima a novos riscos. O objetivo é garantir que a mulher receba informações confiáveis e consiga acessar os serviços especializados.

Além do atendimento presencial, o banco fará ações de comunicação institucional e campanhas educativas nos próximos meses. As informações sobre o Ligue 180 e outros canais oficiais de denúncia e proteção deverão ser divulgadas nos aplicativos e em outros meios próprios da instituição, incluindo as telas dos terminais de autoatendimento.
Atuação

O acordo organiza as ações em quatro eixos principais:

  • acolhimento e encaminhamento – orientação às mulheres em situação de violência e apoio para acessar os canais oficiais de denúncia e a rede pública de proteção;
  • capacitação institucional – produção de conteúdos educacionais para preparar os profissionais para identificar, prevenir e enfrentar a violência de gênero e o feminicídio;
  • apoio às autoridades – colaboração com as ações repressivas conduzidas pelos órgãos competentes, dentro dos limites legais;
  • campanhas educativas – divulgação de informações sobre sinais de alerta, medidas protetivas, direitos das mulheres e formas de buscar ajuda.

A execução do acordo será acompanhada por grupos técnicos das duas instituições, responsáveis por monitorar as iniciativas e apoiar sua implementação.

Proteção

O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher – serviço gratuito que oferece informações sobre direitos e serviços de atendimento, além de receber denúncias de violência contra mulheres.

A divulgação do canal é uma das prioridades da parceria, que pretende ampliar o acesso à informação e facilitar o contato das vítimas com os órgãos responsáveis pela proteção.

A iniciativa também prevê orientar as mulheres sobre medidas protetivas e outros mecanismos disponíveis para enfrentar situações de violência. O atendimento deve considerar as necessidades de pessoas em maior vulnerabilidade, com cuidado para preservar a segurança e a privacidade das vítimas.

Em situações de emergência, quando há risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Autonomia financeira

Além do acolhimento e da orientação sobre direitos, o acordo prevê estratégia mais ampla de enfrentamento à violência, que considera a autonomia financeira fator importante para a proteção das mulheres.

O Banco do Brasil mantém o programa Mulheres no Topo, plataforma que reúne capacitação, educação empreendedora e orientação para gestão de negócios.

A iniciativa também disponibiliza linhas de crédito voltadas às mulheres, como Giro Mãe Empreendedora, FCO Mulher Empreendedora, Procred 360 Mulheres e Pronaf Mulher.

O acesso à capacitação e a recursos financeiros pode contribuir para ampliar a independência econômica e as condições para que mulheres em situação de vulnerabilidade reorganizem suas vidas.

A proposta do banco é combinar essas iniciativas com ações de informação, acolhimento e encaminhamento, reforçando a rede de apoio e contribuindo para que mais mulheres tenham acesso a proteção, segurança e oportunidades de reconstrução de suas trajetórias.

Fonte: Agência Brasil

TST: Supervisor do BB exerce função de confiança e não terá 7ª e 8ª horas extras

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Supervisores de atendimento do Banco do Brasil que avaliam subordinados, autorizam férias e validam registros de ponto exercem função de confiança e não têm direito à 7ª e à 8ª horas como extras.

Com esse entendimento, a 6ª turma do TST, por unanimidade, acompanhou a relatora, desembargadora convocada Eleonora Bordini Coca, e reformou decisão que havia considerado as atribuições dos empregados apenas técnicas e operacionais.

Disputa sobre a jornada

O caso teve origem em ação do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Carazinho, que buscou o reconhecimento da jornada de seis horas para os trabalhadores que ocupavam o cargo de supervisor de atendimento.

Segundo o sindicato, esses empregados não possuíam poderes de gestão ou representação e estavam diretamente subordinados ao gerente-geral da agência. O banco, por sua vez, sustentou que as atribuições envolviam confiança diferenciada e justificavam o enquadramento no art. 224, § 2º, da CLT.

O TRT da 4ª região afastou a aplicação da exceção. Embora tenha reconhecido que a função exigia maior responsabilidade e qualificação, considerou que as atividades eram basicamente técnicas e operacionais, insuficientes para caracterizar a confiança especial exigida para a jornada de oito horas.

Confiança diferenciada

Ao examinar o recurso de revista do banco, a relatora, desembargadora convocada Eleonora Bordini Coca, entendeu que as próprias provas descritas no acórdão regional permitiam outro enquadramento jurídico.

Ela destacou que os supervisores tinham subordinados e possuíam cartão operacional de nível 3, em uma escala de quatro patamares. O escriturário tinha cartão de nível 1, enquanto apenas o gerente-geral possuía o de nível 4.

Quanto aos poderes sobre os subordinados, observou que os supervisores participavam das avaliações funcionais em conjunto com o gerente-geral, podiam aplicar advertências verbais, conferiam e validavam registros de ponto e deferiam pedidos de férias.

Para Eleonora Bordini Coca, essas atribuições demonstravam “a fidúcia especial e não a fidúcia do bancário comum”.

“Por isso, entendo que deve ser afastado o enquadramento jurídico dado pelo regional.”

Na sequência, ressaltou que a discussão envolvia a hipótese do art. 224, § 2º, da CLT, e não a do art. 62, inciso II, da legislação trabalhista.

Com esses fundamentos, votou pelo provimento do recurso do Banco do Brasil para reconhecer o enquadramento dos supervisores na exceção à jornada de seis horas e julgar improcedente o pedido de pagamento da 7ª e da 8ª horas como extras, com reversão das custas.

Fonte: Migalhas

Faepa e BB: cooperação para financiar produtores e renegociação de dívidas rurais

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA) recebeu, em sua sede, Ana Carolina Iocca, superintendente estadual do Banco do Brasil no Pará, e Laís Fortes, gerente de negócios responsável pela pasta de agronegócios da Superintendência, para discutir soluções de crédito para o pequeno produtor rural e a renegociação de dívidas dos produtores.

Participaram do encontro o presidente da FAEPA, Carlos Xavier; o presidente da Comissão Técnica de Crédito Rural da FAEPA, Ribamar Sizo; a coordenadora do Observatório do Agro Paraense, Cilene Dórea; e o assessor técnico da área de crédito, Mauro Palheta.

A reunião integra a articulação para a celebração de um acordo de cooperação entre a FAEPA, o SENAR e o Banco do Brasil, com o objetivo de construir um modelo de financiamento adequado às necessidades dos pequenos produtores rurais paraenses.

A pauta também contemplou a renegociação de dívidas rurais, buscando alternativas que contribuam para a recuperação da capacidade de investimento e a continuidade das atividades produtivas.

Com essa articulação, as instituições buscam ampliar o acesso ao crédito e fortalecer o desenvolvimento da produção rural no Pará.

Fonte: CNA Senar

Inadimplência nos bancos sobe, mas analistas explicam 45% da alta

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A inadimplência bancária aumentou no Brasil, mas quase metade da alta registrada desde o fim de 2024 tem uma explicação que vai além das dificuldades dos consumidores para pagar suas dívidas. Segundo análise do BTG Pactual, divulgada na terça-feira (27 de outubro), mudanças nas regras contábeis dos bancos respondem por aproximadamente 45% do avanço do indicador até junho de 2026.

O levantamento, baseado no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, mostra que a taxa de inadimplência chegou a 4,87% em junho. Pelas regras anteriores, entretanto, o índice teria ficado em 4,09%. A diferença não elimina a piora efetiva dos pagamentos, mas indica que parte do aumento está relacionada à maneira como os empréstimos atrasados são registrados.

A análise, assinada por Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, também chama atenção para o peso crescente das dívidas na renda dos brasileiros, especialmente entre os consumidores de menor renda.
Por que a inadimplência aumentou nos bancos?

Desde janeiro de 2025, a Resolução CMN nº 4.966 alterou os critérios utilizados pelas instituições financeiras para retirar empréstimos de difícil recuperação de seus balanços.

Antes, os bancos seguiam um prazo determinado para reconhecer essas operações como prejuízo. Com a nova regra, os contratos podem permanecer contabilizados por mais tempo, enquanto houver expectativa razoável de recuperação dos valores.

Na prática, isso faz com que empréstimos antigos e ainda não pagos continuem aparecendo nas estatísticas de inadimplência, mesmo sem um aumento equivalente de novos atrasos.

Segundo os analistas, dos 1,76 ponto percentual de aumento registrado entre dezembro de 2024 e junho de 2026, aproximadamente 0,78 ponto percentual está associado à mudança contábil.

A diferença restante, de cerca de 0,98 ponto percentual, mostra que também houve deterioração efetiva dos pagamentos. Ou seja, a alteração nas regras explica parte do avanço, mas não elimina os sinais de pressão sobre o mercado de crédito.
Dívidas comprometem 42% da renda de brasileiros que ganham menos

O segundo alerta do relatório está nas finanças pessoais. Entre os tomadores de crédito com renda de até dois salários mínimos, o comprometimento mensal com dívidas passou de 34,1% em dezembro de 2023 para 42% em junho de 2026.

Nesse grupo, somente os pagamentos de cartão de crédito e empréstimos pessoais não consignados já absorvem 24,6% da renda, ante 17,1% no fim de 2023.

O comprometimento médio individual dos tomadores de crédito também atingiu um patamar recorde, de 38,5%, segundo os dados analisados pelo BTG. O indicador considera as obrigações financeiras em relação à renda dos devedores e não deve ser confundido com a média de todas as famílias brasileiras.

Para os analistas, a expansão do acesso ao crédito, inclusive por fintechs e plataformas digitais, ampliou as alternativas de financiamento, mas também trouxe novos desafios para o controle do endividamento.

Banco Central mantém atenção sobre o crédito

Apesar da pressão sobre os consumidores, o Banco Central avalia que o sistema financeiro brasileiro permanece resiliente, com níveis adequados de capital e liquidez para enfrentar cenários adversos.

A autoridade monetária também anunciou medidas voltadas à transparência na concessão de empréstimos e à redução de ofertas inadequadas a consumidores financeiramente vulneráveis.

Na avaliação dos analistas do BTG, o cenário exige acompanhamento nos próximos trimestres, especialmente diante das condições mais restritivas de crédito e das perspectivas de desaceleração econômica em 2027.

O levantamento revela, portanto, duas dimensões da inadimplência brasileira: enquanto a mudança contábil elevou o indicador divulgado pelos bancos, o aumento do comprometimento de renda mostra que as dificuldades financeiras dos consumidores continuam sendo um fator relevante para o mercado de crédito.

Fonte: Suno

Banco do Brasil adota autonomia gradual para os agentes de IA e reforça a governança

Publicado em: 22/10/2026

O Banco do Brasil está avançando na adoção de inteligência artificial agêntica com uma estratégia que prevê a ampliação gradual da autonomia dos sistemas, supervisão humana e mecanismos de governança incorporados desde a concepção das soluções. Segundo Giuliane Paulista, executiva de IA & Dados da instituição, o primeiro agente autônomo divulgado pelo banco ao mercado, no primeiro semestre de 2026, atingiu aproximadamente 90% de eficiência.

Durante a quarta mesa-redonda do TI Inside Innovation Forum 2026, a executiva explicou que o avanço da IA agêntica exige uma distinção entre assistentes conversacionais e agentes que efetivamente participam de processos e tomam decisões.

Enquanto os assistentes oferecem respostas que são avaliadas pelos usuários, os agentes autônomos e semiautônomos podem executar etapas de uma atividade com diferentes níveis de independência. Essa característica amplia as possibilidades de aplicação da tecnologia, mas também exige que as organizações definam os limites de atuação de cada sistema.

No caso do Banco do Brasil, que possui mais de 80 milhões de clientes, Giuliane destacou que qualquer implementação pode alcançar uma escala significativa. Por isso, a instituição estabeleceu a autonomia gradual como uma de suas diretrizes para o desenvolvimento e a utilização de agentes.

Segundo a executiva, o banco evoluiu suas diretrizes de inteligência artificial ética e responsável, inicialmente estruturadas para a IA generativa, para contemplar também as aplicações agênticas. Ela afirmou que o BB foi o primeiro banco do mundo a divulgar esse conjunto de diretrizes, disponibilizado em seu site de relações com investidores.

“Uma das coisas que nós colocamos lá nessas diretrizes é que a autonomia dos agentes ela deve ser faseada”, afirmou.

Na prática, isso significa que a ampliação da capacidade de decisão deve acompanhar os resultados dos testes, a segurança das interações e a confiabilidade da arquitetura utilizada. A preocupação não se limita ao comportamento de um agente isolado. Em estruturas multiagentes, diferentes sistemas podem atuar de maneira coordenada, incluindo agentes responsáveis pela orquestração e pela verificação do funcionamento do ecossistema.

A instituição também mantém como diretriz a presença humana no acompanhamento das soluções, com profissionais responsáveis por avaliar as interações e o comportamento dos agentes.

Governança desde a concepção

Para Giuliane, a inteligência artificial agêntica está modificando o papel da governança dentro das organizações.

Anteriormente, os mecanismos de controle frequentemente eram acionados ao final do desenvolvimento, quando uma solução precisava passar por verificações de conformidade antes de ser disponibilizada. Com a evolução da tecnologia, esse modelo deixa de ser suficiente. Os controles precisam fazer parte da própria arquitetura, contemplando segurança, monitoramento, indicadores e mecanismos de proteção.

“Se a solução não nasce com uma governança embarcada, eu não posso colocar lá na rua”, afirmou.

A executiva também defendeu que a responsabilidade pela governança não pode ficar concentrada em uma única área. Desenvolvedores, gestores, responsáveis pelos produtos, proprietários dos dados e profissionais das áreas de negócio precisam participar da definição e da manutenção dos controles. “A partir de agora, todos nós aqui trabalhamos com governança”, resumiu.

Essa responsabilidade compartilhada se torna especialmente importante porque os agentes podem tomar decisões que não estavam previstas de maneira determinística no código.

Giuliane observou que ainda não existe um entendimento consolidado no mercado sobre a melhor forma de representar a identidade dos agentes. Algumas organizações adotam uma abordagem semelhante à gestão de colaboradores, atribuindo identificações, permissões e responsáveis pela supervisão. Outras tratam os agentes como componentes de software submetidos às estruturas tradicionais de governança de TI.

Independentemente do modelo, a executiva destacou que a responsabilidade pelas decisões não pode ser transferida à inteligência artificial.

“A IA não tem CPF”, afirmou, ao discutir a necessidade de manter claramente definidos os papéis dos profissionais e das organizações.

Os dados ganham uma nova camada de complexidade

A governança dos dados é outro elemento central da estratégia apresentada por Giuliane. Segundo a executiva, a qualidade das informações utilizadas pelos agentes influencia diretamente a confiabilidade das decisões. Se o sistema recebe dados inadequados, pode executar ações incorretas, mesmo que seu funcionamento técnico esteja dentro do esperado. A IA agêntica também amplia a importância da camada semântica dos dados, responsável por oferecer o significado e o contexto necessários para que os sistemas interpretem corretamente as informações disponíveis.

No modelo tradicional de desenvolvimento, os profissionais podiam selecionar e qualificar os dados para uma aplicação específica. Com agentes capazes de acessar diferentes conjuntos de informações e tomar decisões, a própria estrutura de dados precisa oferecer contexto suficiente para orientar sua utilização. “A camada semântica adquire uma importância. Semântica e o contexto”, destacou.

O desafio aumenta com a necessidade de administrar dados estruturados e não estruturados, como transcrições de conversas e imagens de contratos. A esses formatos se soma a complexidade dos ambientes híbridos e multinuvem, nos quais informações podem estar distribuídas entre data centers próprios e diferentes provedores.

Para Giuliane, as organizações precisam garantir que os dados utilizados sejam confiáveis, atualizados e consistentes, evitando a coexistência de diferentes versões de uma mesma informação.

Custos e pessoas no centro da estratégia

A executiva também destacou que a governança precisa contemplar a previsibilidade econômica das aplicações. Uma solução de atendimento pode apresentar elevada resolutividade, mas o aumento no volume de interações também pode ampliar o consumo de tokens e os custos operacionais.

Giuliane mencionou o movimento de instituições financeiras norte-americanas que, segundo sua análise, estão considerando estratégias híbridas e infraestrutura própria para aumentar a previsibilidade desses gastos. Para ilustrar o desafio, comparou a evolução da IA à chegada de um veículo capaz de alcançar velocidades muito elevadas, mas sem instrumentos adequados de controle.

“A gente ganhou um carro, eu costumo usar esse exemplo, que acelera 300, 400 km por hora, só que o velocímetro não veio junto. O freio também não”, afirmou.

Na avaliação da executiva, a governança precisa oferecer justamente os instrumentos que permitam acompanhar a utilização da tecnologia e estabelecer limites para sua operação.

Ao encerrar sua participação, Giuliane reforçou que as pessoas devem permanecer no centro da transformação. A velocidade da evolução tecnológica exige capacitação, pensamento crítico e capacidade de conectar as possibilidades da inteligência artificial à estratégia da organização.

Para a executiva, o desafio vai além de aprender a utilizar novas ferramentas. Trata-se de preparar profissionais e empresas para um modelo de trabalho no qual a tecnologia assume novas responsabilidades, sem eliminar a necessidade de julgamento e supervisão humana.

Fonte: TI Inside

Banco do Brasil amplia licença-paternidade e garante afastamento de até 35 dias

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O Banco do Brasil ampliou de 5 para 20 dias consecutivos a licença-paternidade concedida aos seus funcionários. A medida antecipa uma evolução que está prevista na legislação brasileira de forma gradual e escalonada nos próximos anos. Desta forma, os funcionários do Banco do Brasil passam a contar desde já com o período integral de 20 dias de afastamento e podem solicitar ainda a prorrogação de 15 dias prevista na Lei nº 11.770/2008 do Programa Empresa Cidadã, garantindo 35 dias de licença-paternidade para acompanhar os primeiros momentos após o nascimento ou adoção de uma criança.

Para o Banco do Brasil, o apoio às famílias é parte da estratégia de gestão de pessoas e está alinhado às transformações sociais e às melhores práticas de promoção do bem-estar e da qualidade de vida no ambiente de trabalho.

A ampliação da licença-paternidade reforça o compromisso da instituição com a promoção da parentalidade responsável e com o fortalecimento dos vínculos familiares. A medida também contribui para ampliar a participação dos pais nos cuidados iniciais com os filhos e para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades familiares. Ela foi fruto de acordo do Banco com as entidades sindicais durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026-2028.

Política de apoio às famílias

A licença-paternidade de até 35 dias, integra um conjunto de benefícios voltados ao apoio à maternidade, à paternidade e à adoção oferecidos pela instituição. Entre eles estão a licença-maternidade de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias; a licença-adoção pelo mesmo período; a ampliação excepcional dos afastamentos em situações específicas envolvendo internação de recém-nascidos; além de benefícios como auxílio-creche ou auxílio-babá e apoio à aquisição de itens para a chegada da criança. A ampliação da licença-paternidade representa mais um avanço na construção de um ambiente de trabalho que valoriza o cuidado, a inclusão e o equilíbrio entre vida profissional e familiar.

Fonte: Banco do Brasil

Tesouro Reserva já alcança mais de R$ 7,5 bilhões em aplicações de mais de 186 mil clientes do Banco do Brasil

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Em todo o país, o Tesouro Reserva já alcança mais de R$ 7,5 bilhões em aplicações de mais de 186 mil clientes do Banco do Brasil. O resultado evidencia a procura por soluções que combinem simplicidade, liquidez e rentabilidade, ampliando o acesso de pessoas que estão iniciando sua jornada de investimentos.  Só em São Paulo, o Banco do Brasil já alcançou mais de R$ 1,8 bilhão em aplicações no Tesouro Reserva, modalidade de investimento do Tesouro Nacional, lançada em maio, com rendimento indexado à taxa Selic e possibilidade de aplicação e resgate 24 horas por dia, sete dias por semana. O volume contratado no estado apresenta investimento médio de R$ 37 mil por cliente. 

Acesso facilitado e mudança de hábitos 

O Tesouro Reserva tem rendimento a partir do primeiro dia útil após a aplicação, com valor mínimo de R$ 1, e limite de até R$ 500 mil por investidor ao mês, sem restrição para resgates.

As aplicações e os resgates são realizados exclusivamente por meio do App Investimentos BB, com movimentação via débito e crédito em conta corrente, tornando a experiência mais simples e conveniente para os clientes.

“Ao reduzir barreiras de valor, horário e complexidade, o produto pode apoiar uma mudança de hábito: começar com quantias compatíveis com o orçamento, manter regularidade e construir uma reserva para situações inesperadas. A orientação é avaliar objetivos, prazo e necessidades de liquidez antes de investidor”, afirma Priscila Requejo, superintendente do BB em São Paulo.

A modalidade segue as regras tributárias dos demais títulos do Tesouro Direto e o Imposto de Renda incide somente sobre os rendimentos no resgate ou no vencimento, com alíquotas regressivas. Em resgates realizados nos primeiros 30 dias, pode haver cobrança regressiva de IOF, zerada após esse período. Os tributos são recolhidos automaticamente. Além disso, o produto não possui marcação a mercado, o que proporciona maior previsibilidade ao valor investido ao longo do tempo. 

Mais informações estão disponíveis em https://www.bb.com.br/site/investimentos/tesouro-direto/

Fonte: Banco do Brasil

UBS BB mapeia 120 potenciais empresas para abrir capital em três anos

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O UBS BB mapeou 120 empresas com potencial para abrir o capital nos próximos três anos e vê espaço para uma aceleração de fusões e aquisições no Brasil, impulsionados pela perspectiva de queda dos juros e valorização da bolsa, uma expectativa do mercado financeiro em um cenário de troca de governo do país. Em apresentação interna preparada para a liderança global de banco de investimento, à qual o Valor teve acesso, a instituição estima que o Ibovespa possa alcançar 300 mil pontos, uma alta potencial de 43,5% em relação aos 209 mil pontos registrados no último dia 9 de outubro.

O documento foi elaborado após a forte reação dos mercados ao primeiro turno das eleições presidenciais no último dia 4, quando Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado alimentou entre investidores a expectativa de mudança de governo. A disputa, porém, permanece apertada. Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira mostrou Flávio com 46% das intenções de voto, ante 44% de Lula, em situação de empate técnico, considerada a margem de erro de dois pontos percentuais.

No primeiro pregão após a votação, o Ibovespa disparou 7,7%. Até 9 de outubro, a valorização acumulada desde o primeiro turno chegou a 8,8%, levando o índice a 209.067 pontos. Ontem, o Ibovespa encerrou o pregão com baixa de 1,06%, aos 204.324 pontos.

A reação dos ativos também foi acompanhada por uma queda expressiva dos juros futuros e pela entrada de capital estrangeiro. Na primeira semana após a votação, a taxa do contrato com vencimento em janeiro de 2031 recuou de 13,99% para 12,23%, uma redução de 1,76 ponto percentual.

O UBS BB recorre, nesse documento, a experiências recentes de outros países latino-americanos para avaliar se a valorização dos ativos brasileiros pode se sustentar após a eleição. Segundo o levantamento, as bolsas do Chile e da Colômbia também reagiram positivamente ao primeiro turno de disputas presidenciais que terminaram com vitórias de candidatos de direita. Nos dois mercados, os ganhos acumulados desde a primeira votação chegaram a 14,4% e 12,3%, respectivamente, até 9 de outubro, mesmo após episódios de realização de lucros e turbulências externas.

No Chile, a bolsa subiu 3,1% no primeiro pregão após o primeiro turno e acumulou valorização de 14,4% desde então. Na Colômbia, o avanço inicial foi de 5%, com ganho acumulado de 12,3%. Para o banco, os exemplos mostram que a reprecificação dos ativos pode começar antes da definição eleitoral e se prolongar após o segundo turno, embora não haja garantia de que o Brasil repetirá esse comportamento.

Para o UBS BB, a melhora das condições financeiras abriu uma oportunidade para que empresas e acionistas retomem operações que estavam paralisadas. As primeiras operações com potencial de ocorrer são as ofertas subsequentes de ações (“follow-ons”). O banco identifica oportunidades principalmente entre companhias de energia e infraestrutura, além de grupos que precisam reduzir o endividamento. Com as ações mais valorizadas, essas empresas podem levantar recursos com menor diluição para os acionistas.

Para banco, melhora das condições financeiras abre espaço para retomada de operações que estavam paralisadas
Ainda conforme o documento, o ambiente também favorece fundos de “private equity” (fundos que investem em empresas) interessados em vender participações. Segundo o levantamento, esses investidores venderam 20 empresas no primeiro semestre deste ano, número equivalente ao registrado em todo o ano de 2025, e adquiriram outras 31. Como a janela de aberturas de capital ainda permanece difícil para empresas de médio porte, a instituição recomenda avaliar simultaneamente a venda dos ativos a compradores estratégicos e uma eventual oferta de ações, estratégia conhecida como “dual track”.

Embora tenha mapeado 120 potenciais candidatas a ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), o UBS BB não detalha quantas já iniciaram preparativos formais. A avaliação é que a retomada será gradual, com as companhias de maior porte e liquidez saindo na frente. No início de outubro, o Ibovespa negociava a 8,9 vezes o lucro projetado das empresas, múltiplo inferior ao observado em outros mercados emergentes, como México e China, aponta.

No mercado de fusões e aquisições (M&As, na sigla em inglês), o documento aponta uma expectativa de crescimento superior a 30% ao ano nos próximos quatro anos. A recuperação, porém, deve ocorrer em velocidades diferentes. Grandes transações, especialmente aquelas envolvendo compradores estrangeiros, já apresentam sinais de retomada, enquanto as operações menores continuam pressionadas pelo custo elevado de financiamento.

No primeiro semestre, as fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras movimentaram US$ 30,6 bilhões, alta de cerca de 17% em relação ao mesmo período de 2025. O número de negócios, porém, caiu 15%, evidenciando a concentração da atividade em transações de maior porte. Foram anunciadas 17 operações superiores a US$ 500 milhões.

O capital estrangeiro respondeu por 52% do valor negociado no período, equivalente a US$ 16,1 bilhões, com destaque para mineração, petróleo e gás, energia e infraestrutura digital. O UBS BB enxerga oportunidades com investidores da América do Norte, Europa, China e países do Golfo, com o objetivo de preparar novas aquisições em 2027.

Já a consolidação entre companhias brasileiras tende a exigir mais tempo. Das 44 aquisições superiores a US$ 100 milhões registradas no primeiro semestre, apenas quatro utilizaram ações como parte do pagamento. Uma análise histórica feita pelo banco indica que a quantidade de fusões e aquisições costuma reagir à queda dos juros com uma defasagem de quatro a sete trimestres.

Fonte: Valor Econômico

BB ressalta que não teve e não tem nenhuma relação com grupo Master

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O Banco do Brasil repudia veementemente as declarações atribuídas a terceiros na veiculação de matéria no dia 16/10/2026 na imprensa, sem ter sido procurado antes para se posicionar. Diante disso, o BB torna pública esta nota:

O Banco ressalta que nunca teve e não tem nenhuma relação comercial ou institucional com empresas do grupo Master.

Destaca, ainda, que é completamente falsa a alegação de que haveria empregados ou estruturas do Banco do Brasil instruídos a atuar na facilitação de tais negociações com o Banco Master. O Banco rejeita categoricamente suposições levianas que tentam vincular a imagem de uma instituição secular a narrativas de bastidor desprovidas de veracidade. Inclusive, que não há e nunca houve qualquer concessão de empréstimos ou compra ou distribuição de papéis relacionados ao Master pelo Banco do Brasil e Previ corroborando a lisura e competência técnica das instituições

Todas as atuações do Banco do Brasil seguem rigorosos critérios de governança, compliance e legislação vigente. A instituição destaca, ainda, que a própria PREVI, que possui total autonomia administrativa e governança própria, já se manifestou mais de uma vez publicamente esclarecendo os fatos e demonstrando a lisura de seus processos.

O Banco do Brasil adotará todas as medidas necessárias para resguardar sua reputação e integridade jurídica contra ilações infundadas.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil cria Cofrinho de Proventos para investidores de renda variável

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O Banco do Brasil anuncia nesta segunda-feira, 19 de outubro, o Cofrinho de Proventos, nova funcionalidade destinada a clientes que investem em renda variável. A solução estará disponível a todos os investidores do BB a partir do dia 26 de outubro e direciona automaticamente os proventos recebidos para cofrinhos escolhidos pelo próprio cliente, facilitando a organização e o acompanhamento desses recursos.

Evolução do Cofrinho BB, a funcionalidade permite que o cliente crie, pelo App Investimentos BB, um ou mais cofrinhos e escolha quais ativos ficarão vinculados a cada um deles. Quando houver o pagamento de um provento elegível, o valor será direcionado automaticamente para o cofrinho correspondente, sem a necessidade de movimentação manual a cada recebimento. A solução contempla dividendos, Juros sobre Capital Próprio (JCP), rendimentos de fundos imobiliários e outros proventos elegíveis provenientes de investimentos em renda variável.

Criado especificamente para essa finalidade, o Cofrinho de Proventos recebe apenas os valores gerados pelos ativos vinculados, sem aportes adicionais da conta corrente. Dessa forma, os recursos permanecem separados do saldo utilizado no dia a dia, proporcionando mais clareza sobre o que os investimentos estão gerando e mais organização para que o cliente decida como utilizar esses valores.

Os recursos direcionados ao Cofrinho de Proventos são aplicados no fundo BB Renda Fixa Simples Reserva – RL, o mesmo utilizado pelo Cofrinho BB, com liquidez diária. Caso queira destiná-los a outros investimentos, o cliente poderá realizar o resgate e fazer uma nova aplicação de sua escolha.

“Com o crescimento da participação dos brasileiros no mercado de renda variável, as soluções que facilitam o acompanhamento e a organização dos recursos gerados por esses investimentos tornam-se cada vez mais relevantes”, afirma Mario Perrone, head de Captação e Investimentos do BB. “Como o investidor pode receber proventos de diferentes ativos e em datas distintas, com o Cofrinho de Proventos esses valores seguem automaticamente para o destino escolhido pelo cliente, trazendo mais clareza sobre o que seus investimentos estão gerando e mais autonomia para decidir o próximo passo. É a nossa forma de ser inteligentemente simples: usar a tecnologia para atender a uma necessidade real de quem investe. Ao combinar automação, organização e autonomia, a solução responde às necessidades de um público cada vez mais presente no mercado de renda variável”, acrescenta.

Fonte: Banco do Brasil

BB amplia Mãos Dadas e inclui projetos da Lei de Incentivo à Reciclagem em 2026

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O Banco do Brasil abriu no dia 13, as inscrições para a edição 2026 do Programa Mãos Dadas, que se encerrará em 31 de outubro. Neste ciclo, o programa mantém o apoio a projetos sociais e de saúde aprovados em mecanismos de incentivo fiscal e passa a contemplar, pela primeira vez, projetos amparados pela Lei nº 14.260/2021, a Lei de Incentivo à Reciclagem. A nova frente amplia o alcance da iniciativa para ações de economia circular, inclusão socioprodutiva e fortalecimento da cadeia da reciclagem.

Dessa forma, poderão participar projetos aprovados pelos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, pelos Conselhos dos Direitos da Pessoa Idosa, pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD). Em regulamento específico, a nova frente receberá projetos de reciclagem e economia circular previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Desde 2012, o Programa Mãos Dadas mobiliza recursos do Banco do Brasil e de suas Entidades Ligadas para apoiar iniciativas de interesse público em todo o país. Ao longo desse período foram destinados mais de R$ 300 milhões. Em 2025, o programa direcionou R$ 22 milhões a 31 entidades, com impacto estimado em 81 mil pessoas, em 26 municípios.

A inclusão da Lei de Incentivo à Reciclagem em 2026 amplia essa trajetória, incorporando ao alcance do programa projetos de economia circular, inclusão socioprodutiva e fortalecimento da cadeia da reciclagem.

Novidade da edição 2026

A principal novidade deste ciclo é a inclusão da Lei de Incentivo à Reciclagem entre os mecanismos contemplados pelo Mãos Dadas. Para essa modalidade, poderão se inscrever organizações da sociedade civil, cooperativas e associações de catadores, fundações e instituições sem fins lucrativos que possuam projetos previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Poderão ser apoiadas iniciativas voltadas à ampliação da coleta seletiva, ao fortalecimento de cooperativas e associações de catadores, à geração de trabalho e renda, à educação ambiental, ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a economia circular e ao aumento da reciclagem e da recuperação de resíduos. Entre os critérios de priorização estão ações de inclusão socioprodutiva, infraestrutura para reciclagem, coleta seletiva, educação ambiental, economia circular e inovação.

“O Programa Mãos Dadas mantém seu compromisso com projetos que promovem direitos, saúde e inclusão social e, em 2026, amplia sua atuação ao incorporar a Lei de Incentivo à Reciclagem. Com essa nova frente, conectamos desenvolvimento social, cuidado ambiental, geração de trabalho e renda e fortalecimento dos territórios”, afirma José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil.

Paralelamente à nova frente socioambiental, o Banco do Brasil continuará selecionando projetos direcionados a crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com câncer e pessoas com deficiência, conforme os requisitos e critérios estabelecidos nos mecanismos de incentivo correspondentes.

Com as duas modalidades, o Programa Mãos Dadas amplia a mobilização de recursos incentivados para iniciativas alinhadas ao desenvolvimento sustentável, à promoção de direitos e à inclusão social. A previsão é que o resultado da seleção seja divulgado até dia 7 de dezembro de 2026 no Portal BB.

Fonte: Banco do Brasil

BB projeta renegociação de dívidas agrícolas acima de R$ 20 bi com MP

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O BB (Banco do Brasil) projeta que o montante da renegociação de dívidas rurais com base na MP (Medida Provisória) 1376 some R$ 20 bilhões em operações, R$ 10 bilhões a menos do que a expectativa inicial.

Segundo o vice-presidente de Agronegócio do banco, Gilson Bittencourt, a procura de produtores inadimplentes pelo crédito foi menor do que o imaginado. O executivo destacou também que o recurso passou a ser mais acessado quando a linha foi ampliada para produtores adimplentes.

“O primeiro mês foi, basicamente, de execução da MP. A gente focou em buscar os produtores inadimplentes, e o retorno foi menor do que a gente imaginava nessa classe. À medida que a gente focou no segundo público, os produtores adimplentes que têm operações prorrogadas, houve uma demanda muito maior, como era esperado, e os números estão fluindo de forma bastante rápida”, afirmou.

Dados do Banco Central mostram que, até esta terça-feira (20), as operações de renegociação do BB totalizam R$ 3,3 bilhões. Somando todas as instituições financeiras, o valor chega a R$ 10 bilhões.

Segundo Bittencourt, o BB conta com mais R$ 6,5 bilhões em operações que já passaram pela primeira análise do banco e devem ser computados nos próximos dias.

Além disso, o banco conta com mais R$ 6,1 bilhões em créditos que aguardam o aval de agências, totalizando R$ 12,6 bilhões adicionais que devem somar ao montante do banco nas próximas semanas. Segundo o executivo, por dia, a instituição recebe entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões em pedidos de crédito.

A MP do endividamento rural prevê que 48% dos recursos equalizados sejam destinados ao BB, cerca de R$ 12,4 bilhões. O banco espera desembolsar mais R$ 7,6 bilhões em recursos próprios para acomodar as demandas.

De acordo com o executivo, as taxas controladas são um atrativo para o mercado; no entanto, alguns produtores que estão pagando as últimas parcelas optam por não entrar nessa faixa especial de renegociação.

Bittencourt revelou também que muitos produtores apresentam demandas incompatíveis com os parâmetros da MP, que abrange prejuízos relacionados a eventos climáticos extremos e outros fatores econômicos.

“Aquele produtor que, por exemplo, financiou soja e alega que perdeu na pecuária de corte, por mais que tenha uma dívida que se enquadre, o laudo não bate com a perda. Ou ele teve uma perda em 2020, contratou uma operação em 2025 e não conseguiu fazer a conexão. A norma diz que é preciso ter correlação entre a perda e a renegociação”, explicou.

A norma prevê que as medidas de renegociação terminem no dia 12 de novembro.

Fonte: CNN Brasil

Banco do Brasil abrirá sede física do CCBB Salvador em 21 de novembro

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No dia 21 de novembro (Semana da Consciência Negra), Salvador celebra a abertura da sede física do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), instalado no histórico Palácio da Aclamação, um dos endereços mais simbólicos da capital baiana.

O espaço amplia sua vocação vanguardista ao sediar o CCBB, instituição que conecta arte, patrimônio, diversidade e cultura brasileira. A data marca também o início da exposição “Nação Ilê”, dedicada à influência e à potência artístico-cultural do Ilê Aiyê.

A exposição “Nação Ilê” ocupará 800 m², abrangendo o anexo histórico do Palácio da Aclamação, espaço que será amplamente requalificado e transformado em galeria e um pavilhão temporário de exposições, que integra a área em uso até a conclusão do restauro total do edifício.

Neste primeiro momento, será realizada a abertura da primeira etapa, que entrega ao público 1 mil m² de área expositiva e de convivência. O CCBB Salvador contará ao todo com 10 mil m², com mais de 2 mil m² de área expositiva, teatro, cinema, sala multiuso, áreas de convivência, restaurante, café e loja.

“Durante as celebrações do mês da consciência negra, com uma homenagem ao Ilê Aiyê, iniciamos uma nova etapa do processo de instalação. Agora o CCBB passa a ocupar sua sede, conectando esse espaço com a vida da cidade, contribuindo com a valorização da cultura local e promovendo um diálogo com a cultura nacional e internacional”, pontua Júlio Paranaguá, gerente geral do CCBB Salvador.

Primeiro Centro Cultural do Banco do Brasil no Nordeste, o CCBB Salvador é a quinta unidade no país. O projeto foi anunciado em 2024, a partir de um acordo entre o Banco e o Governo da Bahia, proprietário do imóvel que sediará o novo centro cultural. Desde então, mesmo antes da abertura da sede física, o CCBB atua de forma permanente no circuito cultural baiano, somando mais de 20 projetos de exposição, artes cênicas, música, cinema e educativo na cidade, com público superior a 600 mil pessoas, em parceria com 18 equipamentos culturais. Um deles, o Museu de Arte da Bahia (MAB), que abriga neste momento a exposição “Atlântico Sertão”, em cartaz até 29 de janeiro de 2027.

Há 37 anos, com a criação do primeiro espaço, no Rio de Janeiro, o Banco investe em cultura por meio do CCBB, dando acesso, valorizando e incentivando a cultura nacional e internacional, fomentando novos talentos e a cadeia da economia criativa. O CCBB figura nas listas de aparelhos culturais mais visitados do mundo.

Cronograma de Obras

Os soteropolitanos já percebem as etapas das obras de implantação do novo centro cultural, como a transformação da rede aérea de energia/telefonia/internet da fachada em rede subterrânea, A intervenção reduz a poluição visual e valoriza os detalhes arquitetônicos do imóvel.

Em 21 de novembro, será disponibilizado para visitação o Anexo histórico, que passa por ampla requalificação sendo transformado em galeria expositiva, além de um pavilhão temporário que integra a área expositiva da mostra Nação Ilê, concluindo a primeira etapa da obra.

O restauro do prédio principal está em andamento com estimativa de conclusão em 2028. Além disso, será construído um anexo contemporâneo, com previsão de finalização em 2031.

Sobre o CCBB

O Banco do Brasil investe em cultura há mais de 30 anos. Presente no Rio de Janeiro, em Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) chega a Salvador como o quinto espaço da rede e o primeiro da Região Nordeste.

Com o propósito de valorizar a cultura e a diversidade brasileiras, os CCBBs promovem o acesso à arte e à cultura, abrindo espaço para artistas e manifestações culturais que merecem maior representatividade no cenário nacional. Também contribuem para a renovação da marca Banco do Brasil, fortalecendo sua conexão com diferentes públicos, especialmente os jovens, e incentivando a formação de novas plateias. Esse trabalho tem reconhecimento internacional. Desde 2011, o CCBB figura entre os museus e as exposições mais visitados do mundo, segundo levantamentos do The Art Newspaper, e está entre os espaços culturais de maior visitação no Brasil.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil abre processo seletivo com 600 vagas de estágio

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O Banco do Brasil abriu um processo seletivo para preencher cerca de 600 vagas de estágio destinadas a estudantes do ensino médio regular em agências do Nordeste, Centro-Oeste e de São Paulo, com benefícios que somam mais de R$ 1.700 por mês e jornada de quatro horas diárias. Os interessados podem consultar as vagas e inscrever-se através do site oficial do Centro de Integração Empresa- Escola (Ciee).

As oportunidades destinam-se a estudantes do ensino médio regular que procuram adquirir experiência profissional e desenvolver competências essenciais para o mercado de trabalho. Todas as atividades serão acompanhadas e supervisionadas por profissionais experientes. Além da aprendizagem prática e do desenvolvimento profissional, os estagiários receberão uma bolsa-auxílio mensal de R$ 600, auxílio-transporte diário de R$ 11 e vale-alimentação mensal no valor de R$ 1.173.

A seleção divide-se em duas etapas principais: na primeira, o estudante deve efetuar a inscrição e o cadastro do currículo no Portal Ciee, realizando obrigatoriamente a Análise Comportamental na plataforma; na segunda fase, os aprovados participam numa entrevista prática com o gestor ou supervisor responsável pelo estágio para apresentação do perfil e avaliação de interesses.

Fonte: Correio Braziliense

Tribunal reconhece direito a 7ª e 8ª horas para Analistas B em UA do BB

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O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região reconheceu que os Analistas B em UA do Banco do Brasil têm direito ao pagamento, como horas extras, das 7ª e 8ª horas trabalhadas diariamente.

Na ação coletiva ajuizada pelo Sindicato e acompanhada pela LBS Advogadas e Advogados, a Segunda Turma do TRT-10 entendeu que o cargo não é revestido de fidúcia especial e, por isso, está abrangido pela regra geral do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Pelo artigo, a duração da jornada de trabalho em instituições financeiras é de apenas seis horas diárias.

Assim, julgando procedentes os pedidos feitos pelo Sindicato, a decisão determina o pagamento de duas horas extras a partir de 28/01/2013, com os reflexos pertinentes, sendo válida para todos os empregados e empregadas que tenham exercido a função, incluindo os não filiados, com exceção daqueles que demandaram ação individual ou realizaram acordo (via CCV) com mesmo objeto e período.

O acórdão ainda não foi publicado e comporta recursos pelas partes.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

Após cobrança, BB autoriza reclassificação de ausências relacionadas à greve

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O Banco do Brasil autorizou a reclassificação das ausências dos dias 14 e 15 de setembro relacionadas à greve de 2026, após solicitação do Sindicato dos Bancários de Guaratinguetá e Região. A decisão foi comunicada pela Diretoria Gestão da Cultura e de Pessoas (DIPES) em resposta recebida pela entidade em 13 de outubro.

A atuação sindical teve início após funcionários relatarem possíveis restrições ao uso do saldo do banco de horas para compensar essas ausências. Em 6 de outubro, o Sindicato encaminhou um pedido formal de esclarecimentos à DIPES. No documento, a entidade questionou qual norma fundamentaria a restrição e solicitou esclarecimentos sobre a diferença entre os prazos operacionais de fechamento do ponto e as regras para utilização do saldo na compensação dos dias de greve.

Na resposta, a DIPES informou que a reclassificação havia sido autorizada e que a Gepes responsável já tinha recebido a orientação. A medida permite alterar a forma de registro das ausências no sistema. Os funcionários devem acompanhar a aplicação do ajuste, especialmente quando houver pendências no ponto ou dúvidas sobre eventuais descontos. A resposta, por si só, não confirma que todos os registros individuais já tenham sido regularizados.

O Sindicato manterá o acompanhamento da demanda e orienta os bancários que identificarem problemas a procurar a entidade. Os casos serão analisados e encaminhados ao Banco do Brasil para os esclarecimentos e as providências necessárias.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

Temporada de balanços começa com foco em inadimplência após rali eleitoral

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A temporada de resultados do terceiro trimestre dos grandes bancos brasileiros começa nesta ⁠semana e a qualidade dos ativos no setor continua sendo um ponto de atenção dos investidores, diante do nível de endividamento das famílias brasileiras ainda ⁠elevado, inadimplência alta e possível adoção de medidas macroprudenciais.

Mas, na visão da equipe do UBS BB liderada pelo analista Thiago Batista, será fundamental também a mensagem que as instituições financeiras vão passar aos ‌investidores em suas conferências sobre os números, uma vez que a maioria das divulgações ocorrerá após o resultado do segundo turno da eleição presidencial no país, no próximo domingo.

As ações dos maiores bancos brasileiros tiveram desempenho vultuoso após o primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alimentou a percepção de aumento da probabilidade de uma mudança de rumo nas expectativas e ‌nos resultados fiscais.

Apenas no dia 5, considerando os dados de fechamento, BTG Pactual Unit (BPAC11) disparou 22,52%, Bradesco PN (BBDC4) saltou 13,57%, Banco do Brasil (BBAS3) subiu 11%, Itaú Unibanco PN (ITUB4) avançou 10,37% e Santander Brasil Unit (SANB11) terminou com acréscimo de 2,63%. No mesmo pregão, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou com elevação de 7,7%.

No final de setembro, dados do Banco Central mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres chegou a 6,6% em agosto, renovando o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011. Em julho, havia ficado em 6,4%.

O BC tem sinalizado que está estudando uma série de medidas para conter o endividamento da população, o que levou o mercado a trabalhar com um cenário de potenciais medidas macroprudenciais, que podem incluir aumento das exigências de capital e de compulsórios, elevação dos pesos de risco, mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e adoção de um Adicional Contracíclico de Capital Principal (ACCPBrasil).

BB AINDA PREOCUPA

BB é o que mais ⁠preocupa analistas ‌do setor. A equipe do BTG Pactual liderada por Eduardo Rosman ressaltou que permanece cautelosa com a ação, dada a fraqueza operacional do banco, apesar do potencial impulso de confiança decorrente de uma mudança de governo, que atualmente parece ser ⁠o cenário-base dos investidores.

Os analistas do BTG destacaram em relatório de segunda-feira que a magnitude do aumento das provisões do BB no terceiro trimestre ainda é incerta. Segundo eles, diante da maior concentração de vencimentos de empréstimos do agronegócio no período e da ausência de melhora na pontualidade dos pagamentos, as provisões do banco podem crescer ‘de um dígito alto a dois dígitos baixos na comparação trimestral’.

Enquanto isso, analistas do JPMorgan liderados por Yuri Fernandes cortaram a recomendação sobre as ações do BB para ‘underweight’ conforme relatório no último dia 6, ressaltando que a recuperação do banco pode levar alguns anos.

Para os analistas Gustavo Schroden e Arnon Shirazi, do Citi, as baixas taxas de regularização de pagamentos e a ausência de benefícios relevantes da MP 1376 reforçam a visão de que os desafios relacionados à qualidade dos ativos no crédito rural provavelmente persistirão em 2027 ​para o BB.

Rosman e a equipe do BTG não descartam uma queda de 50% a 60% no lucro antes dos impostos (EBT) do Banco do Brasil em relação ao trimestre anterior, para cerca de R$2 bilhões, com lucro líquido mais próximo de R$1,9 bilhão, o que representaria um tombo de 50% na comparação trimestral, com retorno sobre o patrimônio de aproximadamente 4%.

O BB será o último entre os bancos do Ibovespa a reportar ​seus números, em 11 de novembro, após o fechamento do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$3,7 bilhões.

BRADESCO, NU E SANTANDER BRASIL

No caso do Bradesco, que abre o calendário do setor no Ibovespa, na quinta-feira, após o fechamento do mercado, a expectativa dos analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre, do Safra, é de que seja um resultado com viés ‘levemente negativo’. A expectativa decorre de níveis mais elevados de provisões que devem mais do que compensar a recuperação sequencial da margem financeira com clientes (NII), fazendo com que o banco dependa dos resultados de seguros e do controle de custos para sustentar um lucro líquido estável.

A equipe do Citi prevê um resultado misto para o Bradesco, avaliando que as esperadas receitas fortes com tarifas e atividades relacionadas a mercados devem compensar apenas parcialmente as pressões sobre a qualidade dos ativos.

Os analistas do JPMorgan elevaram a recomendação das ações do Bradesco no mesmo relatório ‌do começo do mês para ‘overweight’, destacando que, embora continuem cautelosos em relação ao cenário operacional de curto prazo, acreditam que o banco oferece uma oportunidade de ​recuperação mais atraente a partir dos níveis atuais, com o ‘valuation’ e a confiança do mercado já precificando uma parcela significativa dos desafios de curto prazo.

De acordo com estimativas compiladas pela LSEG, o Bradesco deve mostrar lucro líquido de R$7,1 bilhões para o terceiro trimestre.

O Nubank (BDR: ROXO34), por sua vez, deve continuar apresentando uma forte expansão das receitas, segundo cálculos da equipe do UBS BB, em linha com o observado nos últimos trimestres, o que os analistas avaliam que deve sustentar uma expansão moderada do lucro na comparação sequencial.

‘Ao mesmo tempo, esperamos um aumento ⁠das provisões em relação ao trimestre anterior’, afirmaram, ressaltando que o programa governamental de renegociação de dívidas Desenrola ​teve um impacto positivo sobre o custo de crédito da ​Nu no segundo trimestre, benefício que deverá ser menor no terceiro trimestre.

As estimativas da LSEG apontam lucro de US$1,09 bilhão para o Nubank, que divulga seu balanço em 12 de novembro.

Para o Santander Brasil, a expectativa da equipe do Safra é de um trimestre fraco, ‘uma vez que o ⁠crescimento moderado da carteira de crédito, a contínua compressão dos spreads e a deterioração persistente da qualidade dos ativos devem levar ​a mais uma queda sequencial tanto do lucro antes dos impostos quanto do lucro líquido’.

Tal premissa é referendada pelos analistas do Citi, que esperam que uma dinâmica menos favorável da margem financeira (NII) e os elevados custos de crédito mais do que compensem o crescimento saudável da carteira de empréstimos.

‘A qualidade dos ativos (do Santander Brasil) continua sendo o principal ponto de atenção, com pressões nos segmentos de cartões de crédito para clientes de menor renda, pequenas e médias empresas (PMEs) e agronegócio’, afirmaram. ‘Por outro lado, as receitas de tarifas e ​a disciplina no controle de custos devem oferecer algum suporte aos resultados.’

O Santander Brasil apresenta seu desempenho em 28 de outubro, com as previsões da LSEG apontando lucro de R$3,2 bilhões.

ITAÚ E BTG SEM SURPRESAS

Em meio a expectativas de mais um trimestre desafiador para os bancos brasileiros, os analistas do Safra avaliam que o Itaú Unibanco deverá apresentar um conjunto de resultados com a resiliência ​da qualidade dos ativos e o controle disciplinado de custos ajudando a sustentar ⁠os lucros, apesar do crescimento mais fraco da carteira de crédito e das receitas de tarifas.

O Citi também aguarda um trimestre sólido para o Itaú, com poucas surpresas, com crescimento saudável da carteira de crédito, margem financeira (NII) resiliente, qualidade dos ativos estável e manutenção da disciplina no controle de custos. ‘Os ⁠resultados do Itaú têm sido consistentes e relativamente previsíveis, e acreditamos que essa tendência continuará no terceiro trimestre’, reforçaram Batista e equipe, do UBS BB, em relatório nesta semana.

Para o balanço do BTG Pactual, a expectativa também é positiva. Os analistas do Citi esperam mais um trimestre sólido, com crescimento moderado dos lucros na comparação trimestral, afirmando que a área de crédito deve continuar sendo o principal destaque, sustentada por uma expansão saudável da carteira de empréstimos, spreads estáveis e uma dinâmica favorável de provisões.

A equipe do UBS BB também avalia que as operações de crédito do BTG devem continuar apresentando um sólido ritmo de crescimento, tanto nos segmentos de pessoa física quanto corporativo, mas veem as receitas de banco de investimento ainda fracas na base trimestral, seguindo o desempenho registrado já no segundo trimestre.

Itaú divulga seus números em 3 de novembro e BTG, no dia 10. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$12,6 bilhões para o Itaú e de R$5,2 bilhões para o BTG.

Fonte: Infomoney

IA já faz trabalho equivalente ao de 20 mil pessoas no BB, diz presidente do banco

Publicado em: 08/10/2026

A inteligência artificial já faz , no Banco do Brasil, o equivalente ao trabalho de 20 mil pessoas, com jornada de 6 horas por dia. Durante o Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) nesta quarta-feira (7 de outubro), em São Paulo, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, explicou que, em 12 meses, os cerca de 2.300 agentes de IA atualmente em operação no banco.

O intuito da executiva não foi trazer um alarme sobre a substituição do trabalho de humanos pela tecnologia – afirmou que isso não representa uma conta de redução de pessoal -, mas sim mostrar que o uso dessas tecnologias, combinada com a inteligência e experiência humana, traz eficiência ao negócio – 1,5 milhão de horas de eficiência no total.

Para ela, o número dá a dimensão da transformação em curso no banco. “É uma conta sobre o que os funcionários poderão fazer com o tempo que a tecnologia devolve. A ideia, segundo ela, é colocar mais pessoas em atividades de relacionamento com clientes.

A lógica é particularmente relevante em uma instituição com 85 milhões de clientes, dos quais 35 milhões fazem praticamente todo o relacionamento com o banco pelos canais digitais. O BB administra uma carteira de cerca de R$ 1,3 trilhão e está presente em 93% dos municípios brasileiros. Em uma organização dessa escala, pequenas mudanças nos processos produzem efeitos enormes, tanto em eficiência quanto em risco.

Para Tarciana, a IA já não pode ser tratada como uma tecnologia periférica. Ela está entrando no cotidiano do banco e deverá participar cada vez mais de processos e decisões. O desafio é estabelecer até onde. “Eu digo sempre que o futuro vai ser o banco com IA ou o banco sem IA”, afirmou.

O limite entre o que deve ser delegado para a máquina e o que ela não consegue – ou não pode – decidir aparece com clareza quando a decisão deixa de ser apenas uma questão de eficiência e passa a envolver contexto.

Tarciana citou o caso do agronegócio, área em que BB tem cerca de 600 mil clientes do setor, muitos deles clientes há décadas. Ela explica que um produtor que tomou crédito quando os juros estavam baixos, as commodities valorizadas e as safras eram boas pode ter se endividado nos últimos anos e, depois, enfrentado seca, enchentes e perdas de produção.

Se os dados desse cliente fossem submetidos a uma IA alimentada pelas políticas de crédito e de risco do banco, diz, a recomendação poderia ser interromper o crédito. “Se eu pergunto para a IA qual seria a decisão, à luz da minha política de crédito, da minha política de risco, com certeza eu não emprestaria mais nenhum real”, disse Tarciana.

Mas essa não necessariamente seria a decisão do banco, afirma a executiva. Para a presidente do BB, existe uma dimensão que os indicadores não capturam sozinhos, a do relacionamento construído ao longo dos anos e o papel do banco no financiamento do agronegócio brasileiro.

O mesmo raciocínio aparece no programa de renegociação de dívida Desenrola. Segundo Tarciana, o programa atendeu cerca de 400 mil pessoas e envolveu mais de R$ 12 bilhões, além de permitir a recuperação financeira de 53 mil jovens que haviam terminado a faculdade e carregavam dívidas do Fies. “Uma decisão baseada exclusivamente em eficiência financeira poderia concluir que não fazia sentido renegociar determinados créditos”, diz. A decisão humana incorporou outra variável: a possibilidade de recuperar a vida financeira daquele cliente.

Segundo ela, apesar de serem exemplos diferentes, eles apontam para a mesma questão: a IA pode ajudar a encontrar a resposta mais eficiente, porém, cabe ao humano decidir qual é a pergunta que o banco quer responder.

Essa distinção também vale para o Conselho de Administração – um dos temas discutidos também em outros painéis do Congresso IBGC nesta quarta-feira (07). A IA poderá ser usada, por exemplo, para ajudar conselheiros a analisar documentos extensos, identificar pontos relevantes e organizar informações antes de uma reunião.

Mas Tarciana considera perigoso que o conselheiro deixe de questionar a resposta produzida pela máquina. “Se a gente chegar num nível em que um conselheiro não tenha a criticidade para criticar o que a IA entregou, por que a gente vai ter conselheiro?”, questionou.

Neste ponto, a discussão sobre IA se torna também relevante no âmbito da governança corporativa. Para Tarciana, o risco não é apenas uma resposta errada do algoritmo. É delegar à máquina a própria gestão da empresa.

O banco afirma já ter criado mecanismos para lidar com esse desafio. Tarciana diz que o BB foi o primeiro banco da América Latina a lançar diretrizes de ética e IA e que, neste ano, criou um direcionamento para definir como a inteligência artificial deverá permear decisões e processos da instituição. O tema também já é tratado no Comitê de Tecnologia do banco, e a presidente considera que a IA caminha para deixar de ser uma questão exclusivamente tecnológica.

Há ainda uma preocupação com os vieses algorítmicos, que podem ser reproduzidos pelos dados e pelos processos históricos. Tarciana relaciona isso à diversidade dos próprios órgãos de decisão: se os conselhos reproduzem sempre o mesmo perfil de pessoas, as decisões tendem a reproduzir também determinados padrões. Para ela, uma composição mais diversa aumenta a possibilidade de decisões mais completas.

Fonte: Época Negócios

BB estuda transferir planos da Fusesc e do Economus para a Previ

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A Fusesc, fundo de pensão multipatrocinado que abriga ex-funcionários do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), recebeu comunicado do Banco do Brasil informando que seguem em andamento os estudos para a transferência para a Previ do plano de benefícios destinado a esses ex-funcionários. Segundo a entidade, o documento também menciona a continuidade das análises sobre a transferência dos planos do Economus, fundo de pensão dos ex-funcionários da Nossa Caixa.

O Besc, a Nossa Caixa e o Banco do Estado do Piauí (Bep) foram comprados pelo Banco do Brasil em 2008. Embora tenha absorvido os funcionários dessas instituições e assumido o patrocínio das três entidades, o BB manteve os planos desses trabalhadores na Fusesc, no Economus e na PrevBep, respectivamente.

Segundo nota publicada pela Fusesc na última sexta-feira (2/10), além de relatar o prosseguimento dos estudos sobre a transferência dos planos dos ex-funcionários do Besc para a Previ, o documento do BB também informa sobre a aprovação da incorporação da PrevBep pela Previ. A operação já havia sido divulgada pela própria Previ um dia antes, acrescentando que o projeto estava sendo encaminhado à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest/MGI) para chancela, antes de seguir para homologação pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Histórico — No final de julho do ano passado, a Fusesc já havia divulgado nota sobre um comunicado do Banco do Brasil que informava a intenção de promover a “transferência para a Previ dos planos patrocinados pelo Banco do Brasil e administrados por Fusesc, PrevBep e Economus”.

Uma semana após esse primeiro comunicado, em 6 de agosto do mesmo ano, a Fusesc publicou nova manifestação informando ter recebido outra correspondência do Banco do Brasil “acerca da possibilidade de transferência de gerenciamento de planos por ele patrocinados para a Previ”.

Fonte: Investidor Institucional

Bancos disparam após 1º turno e euforia eleitoral engorda fortunas bilionárias

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O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais não mexeu apenas com as expectativas dos investidores sobre os rumos da economia brasileira. A euforia que tomou conta da Bolsa na segunda-feira (5 de outubro), primeiro pregão após a votação, provocou uma forte valorização dos bancos brasileiros e acrescentou bilhões de reais ao patrimônio de seus acionistas. O Ibovespa disparou 7,70%, fechou aos 206.904 pontos e superou pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos. O volume financeiro negociado alcançou R$ 102,7 bilhões, de acordo com a Reuters.

No primeiro turno das eleições, Flávio Bolsonaro (PL) obteve em torno de 47,1% dos votos válidos, ante cerca de 45,1% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Thomas Haugaard, gerente de portfólio da Janus Henderson Investors, Bolsonaro superou a média das pesquisas em mais de quatro pontos percentuais e ficou à frente nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Para Haugaard, o desempenho sinaliza uma demanda mais ampla por mudança política, em vez de apenas uma consolidação do eleitorado tradicional de direita. “O segundo turno ocorrerá em 25 de outubro, com Bolsonaro agora como favorito. Ele parte com uma vantagem de dois pontos e deve conquistar uma parcela maior dos votos restantes do centro e da centro-direita. Os mercados de previsão ultrapassaram os 80% após o resultado. No entanto, a eleição ainda não está decidida”, aponta Haugaard.

Os papéis do banco BTG Pactual (BPAC11) encerraram o pregão em alta de 22,52%, a R$ 80,89, segundo dados de mercado divulgados após o fechamento — as ações chegaram a subir mais de 26% na máxima do dia. Foi uma das maiores valorizações entre as empresas que compõem o principal índice da bolsa brasileira. A disparada aumenta a fortuna de André Esteves o quarto brasileiro mais rico do país, principal acionista e chairman do BTG. Atualmente, de acordo com o ranking da Forbes, Esteves está na posição 229 entre os mais ricos do mundo — com um montante de US$ 13,7 bilhões (R$ 68,29 milhões).

Bancos ganharam dois dígitos em um dia

Não foi apenas o BTG que saiu ganhando, as instituições financeiras estiveram entre as principais beneficiadas pelo rali que tomou conta da B3.

As ações do Bradesco (BBDC4) terminaram a segunda em alta de 13,57%, a R$ 21,84. O Banco do Brasil (BBAS3) avançou 11%, para R$ 26,33, enquanto os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) – cujo controle é compartilhado entre as famílias bilionárias Moreira Salles e Setubal e Villela – ganharam 10,37%, superando a barreira dos R$ 50 pela primeira vez em sua história.

O BDR da XP (XPBR31) (certificado negociado na B3 que representa ações da empresa listadas no exterior), por sua vez, disparou 24,43%, para R$ 139,61.

Além disso, os bancos brasileiros negociados nos Estados Unidos também foram atingidos pelo movimento. Antes da abertura do mercado brasileiro, na segunda, as ações do Banco Inter negociadas na Nasdaq avançavam 13,14% no pré-mercado, enquanto os papéis do Nubank subiam 11,36%.

Ao longo da sessão, o movimento do Nubank se fortaleceu. As ações da Nu Holdings encerraram o pregão americano de 5 de outubro cotadas a US$ 15,18, alta de 13,03%.

O principal ETF (fundo de investimento negociado em Bolsa que busca acompanhar o desempenho de um índice ou conjunto de ativos) de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, o iShares MSCI Brazil (EWZ), chegou a avançar em torno de 12% no pré-mercado na manhã seguinte à eleição.

Por que os bancos subiram tanto?

A disparada das ações dos bancos após o primeiro turno reflete, principalmente, umareprecificação do risco brasileiro, segundo especialistas consultados pela Forbes Brasil. Com o resultado das urnas diferente do que parte do mercado esperava, investidores passaram a incorporar nos preços uma probabilidade maior de mudança na condução da política econômica, especialmente na área fiscal.

Em relatório publicado na terça-feira (6), oJ.P. Morgandestacou que a taxa de juros de dez anos do Brasil caiu de aproximadamente14,4% para 13%durante o rali. Com a mudança, o banco reduziu em cerca de1,5 ponto percentualo custo de capital próprio (CoE, na sigla em inglês) utilizado para avaliar a maior parte das instituições financeiras que acompanha. Segundo o relatório, essa revisão explica entre15% e 20% da elevação dos preços-alvocalculados pelo banco para boa parte das empresas do setor.

Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, destaca que a reação também esteve ligada à composição do Congresso e à expectativa de maior disciplina fiscal. “O mercado trabalhava com uma configuração eleitoral diferente e precisou recalibrar as posições quando o primeiro turno mostrou Bolsonaro à frente e, ao mesmo tempo, uma composição do Congresso percebida como mais favorável a uma agenda de maior disciplina fiscal.”

Na avaliação de Araújo, a queda dos juros longos beneficia as instituições financeiras por diferentes canais. Além de reduzir a taxa de desconto utilizada nas avaliações das empresas, melhora as perspectivas para a atividade econômica e para o mercado de crédito, com potencial impacto sobre a inadimplência. Os bancos estão entre os ativos mais líquidos da Bolsa e, por isso, costumam funcionar como uma das portas de entrada para investidores estrangeiros que desejam aumentar rapidamente a exposição ao Brasil.

Renato Widmer, CIO e gestor da Aurum Wealth Management, afirma que uma possível vitória de Bolsonaro já estava parcialmente incorporada aos preços, mas que a liderança no primeiro turno ampliou a percepção do mercado sobre suas chances no segundo.

Para o gestor, a expectativa de juros menores em um cenário de maior compromisso fiscal ajuda a explicar por que os bancos ficaram entre os maiores beneficiados. Além do impacto de uma taxa de desconto menor sobre o valor dos lucros futuros, juros mais baixos podem criar condições mais favoráveis para retomada do crédito, fusões e aquisições e operações no mercado de capitais, atividades importantes para as receitas das instituições financeiras.

O J.P. Morgan passou a incorporar parte desse cenário às suas projeções. Para empresas mais expostas ao mercado de capitais, elevou as estimativas de lucro por ação para 2027 em8% a 12% para XP e B3e em4% a 5% para o BTG Pactual. O banco destacou ainda que o volume negociado no mercado à vista chegou aR$ 103 bilhõesno pregão posterior à eleição, entre três e quatro vezes os níveis anteriores ao pleito.

O rali dos bancos pode continuar?

Apesar da euforia, a disparada não significa que todas as instituições financeiras tenham agora o mesmo potencial.

O J.P. Morgan adotou uma postura mais seletiva depois do rali. O banco elevou a recomendação doBradesco paraoverweight(equivalente a uma expectativa de desempenho acima da média), mas rebaixou oBanco do Brasilparaunderweight(expectativa de desempenho abaixo da média). Para oItaú, manteve a recomendaçãooverweight.

No Bradesco, o preço-alvo passou paraR$ 26, ante R$ 22 anteriormente. Já para o Itaú, subiu deR$ 51 para R$ 60. No sentido contrário, o preço-alvo do Banco do Brasil ficou emR$ 23, abaixo dos R$ 26,33 em que a ação encerrou na segunda.

A cautela está relacionada ao fato de que juros menores não produzem apenas efeitos positivos sobre os bancos. O J.P. vê um cenário desafiador para o crédito e reduziu em torno de2% a 3%suas projeções de lucro para a maioria das instituições em 2027, principalmente diante do risco de aumento das provisões para perdas.

No Banco do Brasil, por exemplo, o banco de investimento avalia que juros menores podem ajudar a inadimplência, mas também pressionar amargem financeira, já que a instituição historicamente se beneficia de taxas mais elevadas em razão do baixo custo de captação e do excesso de liquidez.

Araújo da Azumi Investimentos pondera que movimentos da magnitude observada logo após o primeiro turno dificilmente serão recorrentes. “Depois de uma alta tão forte, é natural haver realização de lucros e maior seletividade entre os papéis.”

De acordo com ele, a continuidade do movimento dependerá daspesquisas para o segundo turno, das alianças políticas e das propostas fiscais apresentadas pelos candidatos. Para o setor bancário, entram ainda no radar a curva de juros, o fluxo de capital estrangeiro, a trajetória da inadimplência, a concessão de crédito e os resultados das próprias instituições.

“Se o prêmio de risco continuar caindo, o setor ainda pode se beneficiar, mas o mercado agora vai exigir fundamentos para sustentar a reprecificação que começou nas urnas”, ressalta Araújo.

Fonte: Forbes

Eleições reforçam desafios para bancários e defesa dos bancos públicos

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A direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo se reuniu na tarde desta quarta-feira 7 de outubro para avaliar o resultado do primeiro turno das eleições gerais e os impactos do novo cenário político para os bancários e demais trabalhadores.

A análise contou com a participação de Neiva Ribeiro, presidenta da entidade, Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e Luiz Claudio Marcolino, ex-presidente do Sindicato e reeleito como deputado estadual (PT-SP).

Em sua análise, Luiz Claudio Marcolino apontou um cenário de disputa acirrada em São Paulo, com renovação das cadeiras na Assembleia Legislativa e avanço de candidaturas alinhadas às pautas conservadoras, resultando um pouco mais que na eleição de 2018. Ele ressaltou que será um mandato com muito enfrentamento em defesa dos direitos dos trabalhadores e da população paulistana.

“Eu reafirmo o meu compromisso neste mandato que será de levar para dentro do Parlamento as demandas dos trabalhadores e da população do estado de São Paulo. Vamos atuar na defesa dos direitos, dos serviços públicos e das empresas públicas, além de manter o diálogo permanente com os movimentos sociais e com a categoria bancária. O mandato precisa estar conectado às ruas e às necessidades reais da população”, destaca.

Defesa dos bancos públicos

No âmbito nacional, a defesa das empresas estatais especialmente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal foi um dos principais pontos do debate. A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, reforçou que a categoria conhece os efeitos de uma eventual privatização dos bancos públicos ameaçados em governos de direita.

“Os bancários não apoiarão candidato que defende privatizar banco público. Eles sabem o que isso significa. Durante a Conferência Nacional dos Bancários de 2026, no Congresso do Banco do Brasil e no Conecef defendemos a categoria bancária, o fortalecimento do ramo e também a defesa dos bancos públicos. As eleições gerais impactam todas essas decisões tiradas em nos debates dos congressos e conferências”, relembra a presidenta.

Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, a privatização pode representar mudanças profundas para os trabalhadores, com perda de estabilidade, enfraquecimento dos acordos coletivos, redução de direitos e diminuição da estrutura das instituições.

“Os trabalhadores dos bancos públicos já estão em alerta quanto aos riscos após a nossa campanha nacional, e os que ainda não perceberam, cabe a nós fazer esse diálogo, principalmente os empregados da Caixa que não terão ACT até 2028 e será preciso construir uma nova do zero, para garantir direitos. Agora é hora de fortalecer as organizações representativas e saber que temos responsabilidades coletivas”, destaca e acrescenta “a defesa dos bancos públicos também está relacionada ao papel dessas instituições no desenvolvimento econômico e social do país e, principalmente, na oferta de crédito e serviços à população”.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Banco do Brasil é condenado por expor gerente em ranking de desempenho

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Um gerente do Banco do Brasil, que atuou em diversas agências do Centro-Norte Baiano, será indenizado por danos morais, no valor de R$ 5 mil, por ter tido seu nome divulgado em ranking de desempenho da empresa. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) e reformou a sentença de 1ª Grau. Os desembargadores sustentaram que o trabalhador era exposto a situações abusivas e vexatórias e comprovou o assédio moral sofrido através dos documentos juntados por meio de mídia digital. Não cabe mais recurso da decisão.

No processo, o autor alegou que o Banco possuía vários rankings para medir e comparar a atuação dos gerentes e suas agências através de programas de computador. “Também havia cobranças por grupos de WhatsApp, com envio de mensagens ao longo do dia sobre as metas de vendas impostas aos gerentes e quanto cada um estava vendendo”, afirmou o empregado. Por sua vez, o Banco do Brasil respondeu que apenas cobrava metas de seus funcionários e divulgava ranking de vendas, o que faz parte do seu poder diretivo.

De acordo com a relatora do acórdão, desembargadora Léa Nunes, mesmo que o empregador possa estabelecer metas, o que corresponde a um ato inerente ao seu poder diretivo, estas devem ter o seu cumprimento estimulado de maneira positiva, e não através de exposição pública que evidencia a improdutividade do trabalhador. “O respeito deve pautar a relação empregatícia, cabendo ao empregador orientá-los, fiscalizá-los e zelar pela manutenção de um ambiente de trabalho saudável e cordial, o que, contudo, não ocorreu nessa situação”, destacou a desembargadora.

Em seu voto, a magistrada ressaltou ainda: “Diferentemente do posicionamento do magistrado de origem, entendo que a cobrança do Banco extrapolou a razoabilidade diante da publicação de ranking com qualificação e colocação dos funcionários, de modo a ressaltar sua improdutividade, sendo manifestamente abusiva e vexatória, sujeitando não só o trabalhador, mas também toda a coletividade a situações constrangedoras e humilhantes, de modo habitual, sendo típica hipótese de assédio moral organizacional”.

Norma coletiva

A desembargadora Léa Nunes também pontuou que a divulgação interna do ranking individual dos empregados contraria, inclusive, determinações das cláusulas estabelecidas pelo sindicato profissional nas negociações coletivas. Ainda, afirmou que “o Banco não negou as informações contidas nos documentos juntados no processo que demonstraram a existência dos referidos rankings”.

Quanto ao valor a ser arbitrado a título de indenização, a terceira Turma entendeu que a condenação deve ser coerente, visando à proporcionalidade do fato e do dano.

Assédio moral

Foi explicado, no acórdão, que assédio moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-a, muitas vezes, a desistir do emprego.

Posicionamento do Sindicato

“Temos constatado que a pressão por metas e o assédio moral organizacional têm tomado conta das relações de trabalho no Banco do Brasil. A divulgação de ranking, além de ferir cláusula do acordo coletivo, contribui para o adoecimento dos bancários. Esse reconhecimento do assédio moral pela Justiça do Trabalho, além de ser uma vitória do empregado, é um estímulo ao combate a esta postura vexatória praticada pela direção do BB”, afirma a diretora Goretti Barone.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Espírito Santo

Funcionários do BB publicam carta aberta em defesa do caráter público do banco

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A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) divulga carta aberta à população brasileira em defesa do caráter público, da presença nacional e do papel social do Banco do Brasil.

No documento, a representação das funcionárias e dos funcionários destaca a trajetória de mais de dois séculos da instituição e sua importância para o desenvolvimento do país, o financiamento da agricultura, o apoio aos pequenos negócios e a oferta de serviços bancários em diferentes regiões.

A carta também aborda as condições de trabalho no Banco do Brasil, a necessidade de valorização das funcionárias e dos funcionários, a importância da recomposição do quadro de pessoal e os impactos da modernização tecnológica sobre o atendimento à população.

Outro ponto destacado pela CEBB é o debate sobre propostas de privatização do Banco do Brasil. A comissão defende a manutenção do caráter público da instituição e chama a sociedade a participar da discussão sobre o futuro do banco.

Leia abaixo a carta aberta da Comissão de Empresas dos Funcionários do Banco do Brasil na íntegra:

Carta aberta à população brasileira

O Banco do Brasil não nasceu para ser apenas um banco. Nasceu com o Brasil, cresceu com o Brasil e, há mais de dois séculos, carrega o país nas costas. Financiou a safra, abriu caminhos, sustentou o pequeno negócio, pagou o salário e a aposentadoria de quem nunca teve outra porta para bater. Essa história não pertence a acionistas, a gestões de passagem ou a planilhas. Pertence ao povo brasileiro.

Há lugares deste país onde o Estado chega pela agência do Banco do Brasil ou simplesmente não chega. Em centenas de municípios, longe dos grandes centros, ela é a única porta aberta. É ali que o aposentado recebe o que trabalhou a vida inteira para merecer, que o trabalhador movimenta seu salário, que o agricultor familiar consegue crédito para plantar, que o pequeno empreendedor aposta em seu sonho. Onde o mercado não quis ir porque não enxergava lucro, o Banco do Brasil foi, porque enxergava gente.

Por isso, dizemos com clareza: fechar agência não é corte de custo, é abandono. Cada porta que se fecha empurra uma comunidade para mais longe da cidadania, aprofunda a desigualdade e entrega o interior à própria sorte. Um banco público não pode medir seu tamanho apenas pelo balanço. Mede-se pelo Brasil que alcança.

E quem faz esse alcance acontecer tem nome, rosto e família. São os funcionários e as funcionárias do Banco do Brasil. São eles que acolhem o cliente aflito, explicam o crédito ao produtor rural, sentam ao lado do empreendedor, transformam política pública em comida na mesa. Sem eles, o banco é só um prédio e uma marca. Com eles, é a presença do país onde mais se precisa dele.

Por isso, é importante lembrar: não existe Banco do Brasil forte com trabalhador adoecido. Queremos condições dignas de trabalho. Exigimos cuidado com a saúde física e mental de quem adoece dando o melhor de si. Exigimos o fim de toda forma de assédio, da cobrança desumana de metas, do medo como método de gestão. Exigimos a recomposição do quadro de pessoal, porque ninguém sustenta por muito tempo o trabalho de três.

Não somos contra o futuro. Queremos um banco moderno, inovador, tecnológico. Mas modernizar não é desmontar. A tecnologia deve somar ao atendimento humano, jamais servir de pretexto para esvaziar agências, sobrecarregar quem fica e abandonar quem depende da presença física do banco. Inovação que exclui não é progresso. É retrocesso com verniz novo.

Os números robustos do Banco do Brasil provam o que sempre sustentamos: é possível ser eficiente, sólido e rentável sem deixar de ser público. É isso que separa um banco do povo de uma máquina de lucro. A riqueza que o banco produz nasce do trabalho de seus funcionários e da confiança da sociedade, e deve retornar em respeito a quem trabalha e a serviço de quem precisa.

Esta carta é, portanto, um chamado. Ao povo brasileiro, que tem no Banco do Brasil um patrimônio seu e deve zelar por ele. Aos funcionários e às funcionárias, que sustentam esta instituição todos os dias e não estão sozinhos. Às comunidades, aos produtores, aos aposentados, aos pequenos negócios que dependem dessa rede. Defender o Banco do Brasil é tarefa de todos.

E essa tarefa nunca foi tão urgente. Candidatos à Presidência da República anunciam a intenção de privatizar o Banco do Brasil, como quem fala de uma loja qualquer, de um bem que se vende para fechar a conta. Não é. Vender o Banco do Brasil é vender a agência que sustenta o município esquecido, o crédito que faz a safra, a tranquilidade de quem se aposentou. É entregar a banqueiros o que o povo levou mais de dois séculos para construir.

E sabemos o que vem depois: agências fechadas onde o lucro não é imediato, juros mais altos para quem mais precisa, demissões, o interior abandonado à própria sorte. Privatizar é trocar o interesse público pelo ganho de poucos. A isso dizemos não. Não antes da eleição, não depois dela, não em governo nenhum.

O Banco do Brasil não está à venda, porque o Brasil não está à venda. Quem quiser governar este país terá de responder, olhando nos olhos do povo, se está ao lado de quem constrói esse banco todos os dias ou de quem quer comprá-lo.

Um Banco do Brasil público, forte, presente em cada canto do país e com funcionários valorizados não é um favor. É uma conquista a ser defendida e a condição para um Brasil mais justo, desenvolvido e inclusivo.

O Banco do Brasil é do Brasil. Defendê-lo é defender o povo brasileiro.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Distrito Federal

Banco do Brasil: licença-paternidade ampliada de 35 dias já está valendo

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A ampliação da licença-paternidade do Banco do Brasil para até 35 dias já está em vigor. A iniciativa que concede um prazo base de 20 dias, e que pode ser estendido por mais 15 dias caso o funcionário participe de um curso de paternidade responsável, é resultado da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

“Essa ampliação de direitos é mais uma conquista que obtivemos ao longo das negociações para a renovação do ACT dos funcionários e representa um importante avanço social às famílias, ao proporcionar mais tempo de convivência e participação dos pais nos cuidados com os filhos”, destaca Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Por lei, todo o funcionário pai de recém-nascido tem uma licença de cinco dias. Com a conquista dos funcionários do BB no ACT esse direito passa para 20 dias, com mais 15 dias se o bancário apresentar comprovação de curso de paternidade responsável.

Fonte: Federação dos Bancários do Paraná

BB Cash passa a permitir abertura de conta desde o nascimento

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O Banco do Brasil ampliou o acesso à BB Cash, conta destinada a crianças e adolescentes. Com a atualização, a conta pode ser aberta pelo app BB desde o nascimento. Para menores de até 15 anos, é necessário apresentar a certidão de nascimento no processo de identificação. Já os jovens de 16 e 17 anos devem apresentar um documento com foto.

A mudança permite que as famílias organizem, em uma conta própria, os recursos destinados à criança e iniciem seu relacionamento financeiro desde os primeiros dias de vida. Anteriormente, a contratação da BB Cash para menores de 8 anos era possível apenas em agências do Banco.

“A iniciativa integra a estratégia do Banco do Brasil de estabelecer relacionamentos de longo prazo com os clientes desde os primeiros anos de vida. A proposta é oferecer uma solução adequada às necessidades de crianças, adolescentes e suas famílias, além de contribuir para a inclusão financeira e para a experiência digital dos clientes”, comenta Dione Cordioli, head de soluções cash e conta do BB.

O processo de abertura da conta também foi revisado. Entre as alterações está a eliminação da etapa de selfie para determinados públicos, reduzindo as etapas adicionais de validação e documentação. A medida diminui o esforço dos responsáveis durante a contratação e simplifica a jornada no ambiente digital.

Outra novidade é a Central de Liberação de Dispositivos. A funcionalidade permite que os responsáveis gerenciem os equipamentos utilizados para acessar a BB Cash, um dos recursos voltados ao monitoramento do uso da conta do menor.

As atualizações visam facilitar a contratação e o uso da BB Cash pelas famílias, apoiar o acompanhamento financeiro realizado pelos responsáveis e ampliar o contato de crianças e adolescentes com a educação financeira.

Fonte: Banco do Brasil