BB protege mais de 500 mil hectares de florestas com o ciclo do mercado de carbono

Publicado em: 11/09/2023

O Banco do Brasil atua no mercado de crédito de carbono, com ações que vão da originação à comercialização. No âmbito desta estratégia para uma economia cada vez mais verde e inclusiva, o Banco vem apoiando seus clientes na elaboração de projetos geradores de crédito de carbono, principalmente na modalidade desmatamento evitado – REDD+, o que representou até a agosto deste ano, a proteção de mais de 500 mil hectares protegidas a partir da atuação comercial do BB, com olhar para a sustentabilidade em sua agenda ASG.

“Apenas com esses projetos em andamento, vamos gerar mais de 60 milhões em créditos de carbono ao longo de 30 anos”, destaca o vice-presidente de governo e de sustentabilidade empresarial do BB, José Ricardo Sasseron.

“Estes créditos de carbono com toda certeza se juntarão a outros, oriundos de demais projetos que temos analisado, o que marca nossa posição de liderança no cuidado com o meio ambiente e com as pessoas”, considera.

“Além disso, esses projetos contam com selo social, o que garante investimentos em projetos de melhoria da qualidade de vida das comunidades que habitam as áreas em seu entorno. Como exemplo dessas ações, podemos citar a construção de escolas, saneamento básico, energia renovável e instalação de infraestrutura para internet”, complementa Sasseron.

O BB, juntamente com uma rede de parceiros, também tem promovido a implementação de projetos de crédito de carbono a partir de fontes de energia renovável e biodigestores. E, recentemente, realizou leilão de imóveis em que aceitou créditos de carbono como pagamento desses ativos imobiliários.

Sustentabilidade no BB

O Banco do Brasil tem atuado com a valorização de práticas que aliam preservação ambiental e produtividade, permitindo acesso dos clientes a mecanismos que remunerem seu trabalho de conservação e valorização de ativos ambientais. Para além do mercado de carbono, o BB lançou novos compromissos alinhados às prioridades globais de desenvolvimento sustentável na última semana de agosto.

Em destaque, o aumento do crédito sustentável, investimentos em energias renováveis, agricultura de baixo carbono e reflorestamento estão entre as metas até 2030, assim como ações em prol da diversidade e de atuação socioambiental. São compromissos a serem alcançados até 2030, alinhados às prioridades globais como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e Acordo de Paris, e que compõem o Plano de Sustentabilidade do Banco do Brasil, a Agenda 30 BB. Todos os compromissos podem ser consultados em bb.com.br/sustentabilidade.

Tarciana Medeiros, primeira mulher a presidir o BB em 214 anos de história, destaca que o Banco do Brasil dá ainda mais ênfase em desafios de crédito sustentável e investimento responsável, além de colocar metas importantes sobre os impactos positivos nas cadeias de valor nos segmentos da economia em que o Banco atua.

“Nossos compromissos passam por questões relevantes em gestão ASG (Ambiental, Social e Governança). Nossa atuação com crédito e investimentos se coloca, neste aspecto, de forma robusta. Nas questões climáticas, também temos novas metas relevantes para redução das emissões diretas de gases de efeito estufa, assim como em metas que terão impacto direto em inclusão financeira, investimento social privado e diversidade”, considera a CEO do BB.

“O BB quer ser reconhecido como protagonista mundial em práticas e negócios sustentáveis no sistema financeiro e já estamos fomentando captações em negócios sustentáveis, incluindo aí toda a cadeia de crédito de carbono, além de nossa atuação ampla em mercado de capitais e no agronegócio e na agricultura familiar brasileira.

Por isso, nos próximos dias, estaremos em Nova Iorque participando de reuniões com diversos investidores externos e organismos multilaterais para formar parcerias e captar recursos com finalidade de preservação ambiental, especialmente no que se refere à Amazônia”, adianta Tarciana, indicando mais uma agenda de negócios que o Banco vem liderando não apenas no Brasil, mas no mercado internacional.

Confira os 12 Compromissos 2030 para um Mundo + Sustentável do Banco do Brasil:

Carteira de crédito sustentável: atingir saldo de R$ 500 bilhões até 2030;

Fomento à Energia Renovável: atingir saldo de R$ 30 bilhões até 2030;

Incentivo à Agricultura Sustentável: atingir saldo de R$ 200 bilhões até 2030;

Ampliação da eficiência estadual e municipal: desembolsar R$ 40 bilhões em operações de crédito até 2030 em setores como agricultura, cultura, defesa civil, educação, eficiência energética e iluminação pública, esporte e lazer, infraestrutura viária, limpeza pública, meio ambiente, mobilidade urbana, saúde, segurança e vigilância sanitária;

Produtos de investimento sustentável: atingir saldo de R$ 22 bilhões em fundos de investimento sustentável até 2030, em alinhamento à alteração regulatória dos fundos de investimento sobre o tema;

Originação de recursos sustentáveis: originar R$ 100 bilhões em recursos sustentáveis para o BB e para os clientes do Banco até 2030;

Emissão diretas de GEE: compensar 100% das emissões do escopo 1 e 2. 100% de utilização de energia renovável – usinas próprias, mercado livre e RECs – a partir de 2023. Reduzir em 42% as emissões diretas (escopo 1) até 2030;

Diversidade: Alcançar 30% de mulheres em cargos de liderança no BB até 2025 e 30% de pretos, pardos, indígenas e outras etnias sub-representadas em cargos de liderança até 2025;

Maturidade digital: atingir 17 milhões de clientes com maturidade digital até 2025;

Inclusão financeira: renegociar dívidas de 2,5 milhões de clientes com renda até 2 salários mínimos até 2025. Alcançar um milhão de empreendedores, com crédito, até 2025;

Investimento social privado: investir R$ 1 bilhão em educação, cuidado com meio ambiente, inclusão socioprodutiva, incentivo ao voluntariado e tecnologias sociais por meio da Fundação Banco do Brasil até 2030;

Reflorestamento e conservação florestal: Alcançar um milhão de hectares conservados e/ou reflorestados até 2025. Reforçar práticas que promovam a recuperação de pastagens e áreas degradadas e assegurem o desmatamento ilegal zero nos financiamentos do BB.

Plano de Sustentabilidade – Agenda 30 BB

Desde 2005, o Banco do Brasil conta com um Plano de Sustentabilidade, chamado de Agenda 30 BB. Ele é um instrumento fomentador de negócios e práticas ASG (Ambiental, Social e Governança) na instituição, que busca fortalecer seu papel transformador na promoção de economia de baixo carbono, verde e inclusiva e na ampliação de nossa atuação com criação de valor.

Revisado a cada dois anos e estruturado em torno de desafios em sustentabilidade, o plano se desdobra em compromissos estabelecidos para o período de três anos. Em 2023, a Agenda 30 BB foi atualizada para sua nona versão, resultando em 47 ações e 100 indicadores vinculados a 25 desafios em sustentabilidade.

Saiba mais em bb.com.br/sustentabilidade

Fonte: Banco do Brasil

BB identifica áreas rurais com potencial para geração de crédito de carbono

Publicado em: 30/06/2023

O Banco do Brasil apresenta mais uma inovação no mercado de créditos de carbono, alinhando tecnologia e inteligência analítica. Por meio de uma plataforma desenvolvida pelo BB, os clientes possuem assessoria para identificar se suas propriedades têm potencial para geração de crédito de carbono.

Assim, o cliente pode ser conectado a climatechs especializadas. Nessa assessoria, o cliente não realiza o pagamento em dinheiro, uma vez que o serviço é remunerado em certificados de carbono

“Somos o maior parceiro do agronegócio no setor financeiro, por isso queremos ajudar nossos clientes a olharem para o mercado verde e perceberem as oportunidades existentes. Com essas soluções, geramos valor para a sociedade como um todo. Contribuímos para que toda a cadeia do carbono seja fomentada, unindo tecnologia e nossa renomada experiência em ASG, que nos levou a sermos reconhecidos nos últimos anos como o Banco mais sustentável do mundo”, ressalta Gustavo Lellis, diretor de suprimentos, infraestrutura e patrimônio do BB.

Pagamento com créditos de carbono

Desde maio, o Banco aceita certificados de crédito de carbono como forma de pagamento. A opção é válida para os imóveis rurais do BB vendidos por leilão ou diretamente no site seuimovelbb.com.br.

Os créditos recebidos tanto no pagamento dos imóveis rurais quanto na assessoria prestada – serão utilizados para compensar as emissões de Gases do Efeito Estufa gerados a partir das atividades do Banco. As iniciativas fazem parte da estratégia do BB no fomento à transição para economia zero carbono e no combate às mudanças climáticas, uma vez que cada crédito de carbono gerado significa uma tonelada a menos de dióxido de carbono na atmosfera.

As soluções são apresentadas no Febraban Tech, que acontece em São Paulo, de 27 a 29 de junho. O espaço vai disponibilizar um totem para navegação dos participantes, com uma jornada interativa sobre o tema – feita com auxílio de funcionários da instituição.

A jornada é dividida em eixos que explicam como o BB transforma dados em possíveis negócios sustentáveis. Além disso, a pessoa interessada poderá conhecer o passo a passo sobre esse tema e até formalizar interesse na operação – mediante preenchimento de formulário para contato futuro do Banco.

Fonte: Banco do Brasil

BB passa a atuar em todo ciclo do mercado de carbono com ações que vão da originação à comercialização

Publicado em: 03/10/2022

De forma inédita, o Banco do Brasil anuncia seus primeiros projetos e negócios no mercado de créditos de carbono. Foram firmados, na manhã desta quinta-feira (29), no Edifício Sede BB em Brasília, três contratos de projetos de originação de créditos de carbono nos biomas Amazônia e Cerrado. Ainda, também assinou seu primeiro negócio de comercialização de créditos na região Sul do país.

De acordo com o presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, a proximidade do Banco com clientes permite atuar gerando valor em diversas etapas do ciclo do mercado de carbono. “A partir de análises em 80 propriedades por todo o país, nossas equipes técnicas mapearam cerca de 500 mil hectares de terra que podem ser habilitadas para o Mercado de Carbono. Desse total, 150 mil hectares ganharam o status de pré-avaliados para viabilidade de projetos”, explica Ribeiro.

Fausto Ribeiro destaca que a celebração dos contratos conta com proprietários rurais de todas as regiões do Brasil. “A amplitude da localização dos projetos demonstra capilaridade do Banco do Brasil, a força da nossa atuação no agronegócio e capacidade de aproximação com clientes e parceiros”, diz o executivo.

A iniciativa é desdobramento do evento Mercado Global de Carbono, que aconteceu em maio deste ano, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, quando o BB anunciou um conjunto de iniciativas para apoiar seus clientes na originação e comercialização de créditos de carbono.

Comercialização

Em uma das frentes anunciadas hoje, o Banrisul assinou uma intenção de parceria na área de sustentabilidade para a aquisição de créditos de carbono para compensação de suas emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1), com foco em mudanças climáticas. Em um primeiro momento, está prevista a utilização da plataforma de intermediação de compra de crédito de carbono do Banco do Brasil para compensar as suas emissões diretas relativas ao ano de 2021.

O presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, afirma que “compreendemos a importância dessas ações para avançar em direção a uma economia de baixo carbono. Nesse sentido, estamos unindo forças e contando com a expertise do Banco do Brasil, que já realiza importantes projetos neste novo mercado”.

Para a compensação, prevê-se a utilização de um projeto desenvolvido no próprio Rio Grande do Sul, por meio da intermediação do BB na contratação de energia de uma hidrelétrica localizada na divisa entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Originação

Na ponta da originação, o BB também firmou contratos com três grandes proprietários rurais nos biomas Amazônia e Cerrado, com áreas potenciais de preservação que somam mais de 70 mil hectares e expectativa de geração de 290 mil créditos de carbono/ano.

Esses projetos coordenados pelo BB e parceiros contempla a categoria desmatamento evitado, mas já há projetos mapeados de outras categorias como eficiência energética, reflorestamento e agricultura de baixo carbono. Os projetos são desenvolvidos e estruturados por empresas parceiras com expertise de atuação no mercado voluntário de carbono.

A metodologia utilizada para elaboração dos projetos são a de desmatamento evitado REDD+ – reduções de emissões de gases de efeito estufa e aumento de estoques de carbono florestal.

Certificação

O Banco do Brasil utiliza o padrão Verra, largamente utilizado no mercado voluntário de carbono e que atualmente tem sido o mais valorizado. Criada em 2005, a Verra é reconhecida internacionalmente pela sua expertise e excelência técnica em certificar projetos de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE), com benefícios positivos sociais e à natureza gerados pelos projetos de carbono.

Um dos projetos prospectados pelo BB é de uma propriedade localizada no município de Ipixuna (AM), com área preservada de 17,3 hectares de floresta amazônica, com potencial para geração de cerca de 112 mil créditos de carbono por ano, durante vinte anos.

O outro é de projeto com área preservada de 16.280 hectares de no bioma Cerrado, com potencial para a geração de cerca de 50 mil créditos de carbono por ano, durante vinte anos. O terceiro projeto é de produtor agrícola com área preservada de 28,1 mil hectares de floresta amazônica e potencial para a geração de cerca de 124 mil créditos de carbono por ano, durante vinte anos.

Prospecção

O Banco dá suporte a clientes, sobretudo produtores rurais, com a identificação do potencial da área até a conclusão final do projeto e a geração de créditos. O BB utiliza em suas análises metodologias internacionalmente reconhecidas e já validadas.

A metodologia de desmatamento evitado é aquela em que o BB detecta casos em que os clientes dispõem de áreas de floresta nativa preservada excedente a reserva legal em suas propriedades, e que, por não desmatarem, façam jus aos créditos de carbono anualmente.

“Prospectamos clientes que possuam áreas de floresta nativa preservada para projetos de desmatamento evitado, além das demais metodologias de geração de créditos, casos da energia renovável, agricultura de baixo carbono e reflorestamento”, explica o vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, Barreto Junior.

Os créditos podem ser originados em atividades como preservação de matas nativas, regeneração e reflorestamento, práticas agropecuárias de baixo impacto, além de projetos de energias renováveis.

A ideia é valorizar práticas que aliam preservação ambiental e produtividade, permitindo acesso dos clientes a mecanismos que remunerem seu trabalho de conservação e valorização de ativos ambientais.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil prepara primeiras emissões de créditos de carbono

Publicado em: 19/09/2022

O Banco do Brasil anuncia no fim deste mês as primeiras emissões de crédito de carbono. Sua estreia como originador nesse mercado será com quatro operações num total de 500 mil toneladas e valor de R$ 25 milhões. O horizonte à frente é bem maior. O BB já mapeou 80 transações em seu portfólio de agronegócio, setor do qual é líder no Brasil.

As emissões devem ser oferecidas a investidores locais e também internacionais. De acordo com o presidente do BB, Fausto Ribeiro, há interesse de grandes gestoras norte-americanas e também de bancos na Europa, regiões onde esse mercado é mais desenvolvido.

“Nós juntamos as duas pontas, o lado que tem excesso de crédito de carbono e o outro que precisa compensar. Mapeamos todo esse excedente e demanda e vamos lançar as primeiras quatro emissões no fim do mês”, afirmou o executivo ao Broadcast.

Operações são originadas na carteira de agro do banco

De acordo com Ribeiro, as operações são todas originadas na carteira de agronegócio do banco e se referem apenas a áreas regularizadas, que combinam floresta e lavoura. As emissões serão certificadas pela norte-americana Verra.

A expectativa do BB é lançar as 80 operações até meados do ano que vem. Segundo o presidente do banco, o mercado de crédito de carbono pode triplicar no Brasil com o avanço do segmento voluntariado, quando as empresas não têm obrigação de fazê-lo, para o regulado. O Brasil assumiu o compromisso de endereçar essa questão em até 24 meses na Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), realizada em Glasgow, Escócia, em novembro de 2021. Faltam 12 meses e a ideia, segundo Ribeiro, é estabelecer metas para os diferentes setores econômicos.

Mercado regulado permitirá triplicar segmento

“Quando tivermos um mercado de crédito de carbono regulado, aí poderemos triplicar esse segmento no Brasil”, afirmou. “Ainda temos 12 meses para regular, e, então, ser aprovado no Congresso. Há muita gente envolvida neste tema, na definição das metas”.

Em um primeiro momento, o BB vai atuar como o banco originador das emissões de crédito de carbono. À frente, porém, a instituição quer ir além. De acordo com Ribeiro, o banco também quer assumir o papel de certificador. Atualmente, há apenas certificadores internacionais no mercado de crédito de carbono, o que torna o processo de venda e compra mais oneroso aos participantes brasileiros.

“Quero ser certificador por meio de associações com universidades. Podemos ter uma certificação interna respeitada internacionalmente”, acrescentou.

Os preços da unidade do crédito de carbono brasileiro podem variar de US$ 15 a US$ 25 para créditos de áreas reflorestadas, segundo o presidente do BB. Sobre se esse valor pode ser influenciado pela imagem ambiental do Brasil, impactada pelos recordes de desmatamento na Amazônia, Ribeiro disse que a precificação ainda não é muito perfeita, uma vez que o mercado é voluntário. Segundo ele, no caso de emissões originadas pelo banco, o impacto poderia, ao contrário, ser positivo dada a características dos ativos atrelados.

O mercado de crédito de carbono brasileiro está em discussão nesta semana em Nova York no Brazil Climate Summit, evento que acontece na Universidade de Columbia e que reúne especialistas, alunos, investidores e executivos de companhias brasileiras.

Fonte: Estadão