BB diz que crédito privado ganha espaço no agro, mas tendência é equilíbrio

Publicado em: 20/03/2026

Os instrumentos do mercado financeiro, como LCAs, CRAs, CPRs e Fiagros, têm ampliado participação no financiamento da safra brasileira nos últimos anos, mas o sistema tende a voltar ao equilíbrio histórico entre diferentes fontes de recursos, segundo o Vice-Presidente de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), Gilson Bittencourt.

“Historicamente, o mercado financeiro é responsável por cerca de um terço do custeio da safra brasileira. Um terço o próprio produtor utiliza recursos próprios, um terço ele vai buscar seja em revendas de insumos ou em tradings, e um terço junto às instituições financeiras. Esse patamar vem se mantendo”, afirmou ao CNN Agro durante o Expodireto Cotrijal, no Rio Grande do Sul.

As linhas de crédito e outros instrumentos do mercado financeiro têm ganhado espaço como alternativa de funding para o agronegócio, em um cenário de maior custo do crédito e pressão financeira sobre parte dos produtores após eventos climáticos e oscilações de preços nos últimos anos.

Segundo dados do BC (Banco Central), entre julho e janeiro do ciclo atual, as contratações via instituições financeiras de CPR cresceram quase 50% na comparação anual, saltando de cerca de R$ 104 bilhões para aproximadamente R$ 154,8 bilhões.

O próprio desenho do Plano Safra já vem ganhando contornos nos quais esses instrumentos passam a ter participação maior no financiamento da atividade.

“Houve até um aumento da participação do sistema financeiro nos últimos anos. Agora a tendência é ter um retorno ao equilíbrio de um terço, um terço, um terço”, disse Bittencourt.

Desta forma, a avaliação dele é que as linhas com taxas controladas dentro do crédito bancário seguem operando normalmente, especialmente para agricultores familiares e médios produtores.

“Quando a gente olha os recursos controlados de custeio, especialmente Pronaf e Pronamp, além de uma parte para os demais produtores, eles estão fluindo normalmente. Tanto que essa semana o governo divulgou aumento na concessão de crédito para esses produtores”, disse.

Já as linhas com taxas livres, mais sensíveis ao patamar elevado da taxa básica de juros, têm apresentado maior retração.

“Onde houve uma redução foi especialmente nas linhas com taxa livre, que estão mais elevadas, considerando a Selic em 15%. Isso acaba penalizando ou dificultando o financiamento”, afirmou, dizendo que é esperado um corte na taxa básica de juros ainda no copom de março – como vem sendo sinalizado pelo próprio BC.

Endividamento e reorganização

Bittencourt afirmou que o cenário financeiro do setor varia conforme região e atividade. Enquanto parte dos produtores segue investindo, outros enfrentaram aperto no fluxo de caixa após eventos climáticos ou queda de preços.

“Bem, o Brasil é diverso e tem uma produção distinta, seja em relação a produtos, seja em relação à situação dos produtores. Então nós temos produtores que estão numa situação muito boa e estão conseguindo investir cada vez mais. E aí, seja pela região, seja pelo produto — café é um exemplo —, como a gente tem produtores que, em função de problemas climáticos ou de preços nos últimos anos, tiveram aperto no fluxo de caixa. Este é o momento em que eles estão mais cautelosos. Eu acho que é um bom momento de refletir e reorganizar as finanças”, afirmou.

Segundo ele, medidas recentes ajudaram produtores a reorganizar o fluxo de caixa.

“A Medida Provisória 1314, na qual o banco fez um grande número de operações, seja com recursos controlados, com taxa subsidiada vinda diretamente do governo, seja com recursos livres do banco, foi uma forma de contribuir para que os produtores reorganizassem seu fluxo de caixa e pudessem se reestruturar para os próximos anos, voltando a investir”, disse.

Ele destacou ainda que a maior parte dos produtores segue adimplente.

“O que é importante destacar é que a maior parte dos produtores, inclusive clientes do Banco do Brasil, estão adimplentes e vêm se mantendo adimplentes, sejam pequenos, médios ou uma parte importante dos grandes produtores”, afirmou.

Seguro e investimento em tecnologia

O diretor do BB afirmou que, no caso do Rio Grande do Sul, o seguro rural teve papel importante para manter a capacidade de pagamento de parte dos agricultores após eventos climáticos recentes.

“Quando a gente olha, inclusive pelos problemas que o Rio Grande do Sul teve nos últimos anos, em função de seca e da própria enchente, o seguro — especialmente o Proagro — teve um papel fundamental na manutenção da adimplência e, em muitos casos, inclusive zerando a dívida dos produtores com as instituições financeiras”, disse.

“Só nos últimos cinco anos foram quase R$ 30 bilhões pagos pelo Proagro para produtores, grande parte disso no Rio Grande do Sul”, acrescentou.

Para ele, além do seguro, será necessário ampliar investimentos em tecnologia para reduzir impactos climáticos.

“Eventos climáticos não são resolvidos apenas com seguro. Se o produtor acha que vai perder, o seguro sozinho não resolve. Nós precisamos investir em tecnologia para mitigar esses impactos”, afirmou.

“No Rio Grande do Sul há necessidade de investimento em recuperação de solos, melhoria da camada de proteção do solo para dar maior resistência a pequenas secas e veranicos, além de avanços em irrigação”, disse.

Segundo Bittencourt, o banco pretende apoiar esses investimentos.

“O Banco do Brasil quer ser parceiro nesse processo, financiando soluções e tecnologias que aumentem a resiliência do produtor”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

BB Investimentos anuncia cobertura do mercado de crédito privado

Publicado em: 29/02/2024

O BB Investimentos iniciou, nesta semana, cobertura do mercado de crédito privado no país. Serão divulgadas análises quinzenais com os principais indicadores do mercado secundário de Debêntures, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), além de novas emissões e fatos relevantes para auxiliar investidores na alocação de recursos.

Geraldo Morete, diretor presidente do BB Investimentos, reforça a importância de acompanhar o crescimento do mercado de crédito privado. “Além de relatórios detalhados e tempestivos sobre importantes setores da economia, ampliamos nossa atuação e passamos a oferecer análises aprofundadas para investidores que desejam operar também com créditos privados”, afirma. “No cenário atual, em que se vislumbra queda na taxa de juros (Selic) no decorrer do ano, é essencial que nossos clientes tenham suporte técnico para diversificar o portfólio, podendo impulsionar retornos mais atrativos através dessa classe de ativos. Por isso, reforçamos nosso papel como fonte segura e confiável de informações para balizar tomadas de decisões financeiras, com base em análises detalhas, desenvolvidas pelo nosso time de especialistas”, complementa Morete.

Confira o primeiro relatório na íntegra.

CRÉDITOS PRIVADOS

Os créditos privados são uma opção de investimento de renda fixa, cujos títulos disponíveis para compra são emitidos por empresas ou outras instituições privadas. Dentre os principais papéis, destacam-se:

Debêntures: Títulos de dívida emitidos por empresas privadas para captar recursos junto a terceiros.

Debêntures Incentivadas: Títulos voltados ao financiamento de projetos de infraestrutura para captação de recursos por determinados setores da economia.

Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), títulos emitidos por empresas e lastreados em créditos imobiliários.

Certificado de Recebíveis do Agronegócio: lastreados em recebíveis originados de atividades ligadas ao agronegócio.

BB Investimentos

A equipe de analistas e pesquisadores do BB Investimento elabora relatórios detalhados do cenário macroeconômico, que abrangem, dentro do cenário nacional e internacional, indicadores de mercado e fatos relevantes para orientar investidores em suas estratégias de investimentos.

É possível acompanhar relatórios e análises periódicos dos principais setores da economia, como agronegócio, bancos e serviços financeiros, imobiliário, indústria, petróleo e gás, transportes, utilities, varejo e shoppings, entre outros, pelo site Investalk.

Clientes BB podem realizar suas operações através dos canais digitais do banco ou procurar seu gerente de relacionamento.

Fonte: Banco do Brasil

BB Investimentos anuncia cobertura do mercado de crédito privado

Publicado em: 22/02/2024

O BB Investimentos iniciou cobertura do mercado de crédito privado no país. Serão divulgadas análises quinzenais com os principais indicadores do mercado secundário de Debêntures, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), além de novas emissões e fatos relevantes para auxiliar investidores na alocação de recursos.

Geraldo Morete, diretor presidente do BB Investimentos, reforça a importância de acompanhar o crescimento do mercado de crédito privado. “Além de relatórios detalhados e tempestivos sobre importantes setores da economia, ampliamos nossa atuação e passamos a oferecer análises aprofundadas para investidores que desejam operar também com créditos privados”, afirma. “No cenário atual, em que se vislumbra queda na taxa de juros (Selic) no decorrer do ano, é essencial que nossos clientes tenham suporte técnico para diversificar o portfólio, podendo impulsionar retornos mais atrativos através dessa classe de ativos. Por isso, reforçamos nosso papel como fonte segura e confiável de informações para balizar tomadas de decisões financeiras, com base em análises detalhas, desenvolvidas pelo nosso time de especialistas”, complementa Morete.

Confira o primeiro relatório na íntegra.

CRÉDITOS PRIVADOS

Os créditos privados são uma opção de investimento de renda fixa, cujos títulos disponíveis para compra são emitidos por empresas ou outras instituições privadas. Dentre os principais papéis, destacam-se:

Debêntures: Títulos de dívida emitidos por empresas privadas para captar recursos junto a terceiros.

Debêntures Incentivadas: Títulos voltados ao financiamento de projetos de infraestrutura para captação de recursos por determinados setores da economia.

Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), títulos emitidos por empresas e lastreados em créditos imobiliários.

Certificado de Recebíveis do Agronegócio: lastreados em recebíveis originados de atividades ligadas ao agronegócio.

BB Investimentos

A equipe de analistas e pesquisadores do BB Investimento elabora relatórios detalhados do cenário macroeconômico, que abrangem, dentro do cenário nacional e internacional, indicadores de mercado e fatos relevantes para orientar investidores em suas estratégias de investimentos.

É possível acompanhar relatórios e análises periódicos dos principais setores da economia, como agronegócio, bancos e serviços financeiros, imobiliário, indústria, petróleo e gás, transportes, utilities, varejo e shoppings, entre outros, pelo site Investalk.

Clientes BB podem realizar suas operações através dos canais digitais do banco ou procurar seu gerente de relacionamento.

Fonte: Banco do Brasil

Negócios de crédito privado do private do BB chegaram a R$ 1,8 bilhão no trimestre

Publicado em: 20/05/2021


O Banco do Brasil fechou o 1° trimestre do ano com volume negociado de R$ 1,8 bilhão em negócios de crédito privado. O BB participa ativamente das maiores ofertas públicas em títulos de renda fixa de crédito privado, tendo em seu portfólio soluções e oportunidades em debêntures, CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e outros títulos, nos mercados primário e secundário.

No total, o segmento Private do BB fechou mais de 8 mil operações entre janeiro e março deste ano – evolução de 340% em relação ao primeiro trimestre de 2020 e de 11% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Os números confirmam tendência que já se via no ano passado, quando o Private do BB realizou cinco vezes mais negócios de debêntures, CRA e CRI do que em 2019.

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O incremento na carteira reflete a estratégia do segmento Private do BB em expandir a atuação no mercado secundário de crédito privado, que se apresenta como mais uma alternativa rentável para investidores que buscam maior diversificação de seus portfólios apostando em empresas do setor privado com boas perspectivas de resultado e crescimento para este ano.

A estratégia do segmento de alta renda contribui para os resultados da empresa. O market share do BB em quantidade de operações de crédito privado chegou a 39% somente neste 1° trimestre, frente a 22% de 2020. Já, em volume financeiro, a participação do BB chega a 9%, ante os 4% que detinha no ano passado.

Basicamente, esses papéis são emitidos por empresas privadas que buscam levantar capital para seus novos empreendimentos e projetos. Pela perspectiva do cliente, com a redução na taxa Selic no último ano, esses papéis tornaram-se mais atrativos pela versatilidade de condições negociadas, possibilidade de maiores retornos e isenção de imposto de renda para algumas modalidades (casos das CRIs e CRAs).

Expansão

Head do BB Private, Renato Proença, diz esperar expansão ainda maior para 2021.

“As soluções em crédito privado têm se tornado ainda mais atrativas em relação a outros papéis de renda fixa pela perspectiva de maiores rendimentos com o reaquecimento econômico, além da isenção de imposto de renda para algumas modalidades”, avalia Proença.

Segundo o executivo, o Banco do Brasil vai robustecer sua prateleira e expandir ainda mais a participação no mercado de crédito privado, com o aumento do ritmo na captação através desses ativos, oferecendo para o cliente o que há de melhor e mais aderente ao seu perfil e objetivo.

Fonte: Banco do Brasil