População mais carente é a mais prejudicada com privatização dos bancos públicos

Publicado em: 06/05/2021

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, participou de uma live com os Jornalistas Livres neste domingo (2). O assunto foi o ataque do governo aos bancos públicos e quais os prejuízos para a população brasileira.

Para o presidente da Fenae, a privatização da Caixa a partir do fatiamento do banco em subsidiárias vai esvaziar a capacidade financeira da instituição. O lucro do banco nos últimos anos não significa fortalecimento da Caixa, pois foram obtidos com a venda de patrimônio.

“Em 2019, a Caixa vendeu ações de participação que tinha na Petrobras, da Vale. Em 2020, os lucros foram obtidos com as vendas no balcão da Caixa, de seguros. São lucros artificiais. Daqui a dois ou três anos não vai mais existir porque a Caixa está vendendo o que sustentava o lucro do banco”, disse Takemoto, citando a Caixa Seguridade, que foi listada na Bolsa de Valores B3 na última sexta-feira (29).

Além dos prejuízos ao banco, a privatização vai afetar a população de um modo geral, pois devem ser alteradas as taxas de juros, empréstimos, financiamentos e as políticas que induzem o desenvolvimento do país. No entanto, quem mais deve sofrer é a população mais carente das políticas públicas que são operadas pelo banco.

Na área habitacional, por exemplo, a Caixa é responsável por mais de 90% dos financiamentos para a população que ganha até R$ 1.800. Mas o governo cortou 98% dos recursos que eram destinados a este público, que atendia à Faixa 1 do antigo Minha Casa Minha Vida. De R$ 1,540 bilhão previsto para 2021, o valor a ser repassado será de somente R$ 27 milhões – R$ 1,513 bilhão a menos. “É o fim do sonho da casa própria para quem ganha até R$ 1.800”, disse Takemoto.

Outro dado apresentado pelo presidente da Fenae aponta para o esvaziamento das funções públicas da Caixa e das políticas sociais. “Em 2014, a Caixa financiou 732 mil bolsas de estudo; em 2021 serão somente 93 mil bolsas. São dados que infelizmente não são noticiados na grande imprensa”, ressaltou.

Estatais na pandemia

As empresas estatais têm sido fundamentais para ajudar o Brasil a enfrentar a crise econômica, social e sanitária causada pela pandemia, avaliou Takemoto na live. Ele citou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Caixa. Mas em vez de valorizar as estatais e fortalecer o Estado, o governo aproveita as realizações das empresas para vendê-las.

No caso da Caixa, os empregados desenvolveram o aplicativo Caixa TEM, que permitiu o pagamento do Auxílio Emergencial. Agora o presidente do banco quer fazer deste aplicativo a base de uma subsidiária chamada Banco Digital, que já tem objetivo de ser privatizada. “Já sabemos que o banco digital é o futuro do sistema financeiro. Ou seja, vão tirar isso da Caixa e entregar de mão beijada, como fizeram com a Caixa Seguridade”, alertou.

Takemoto informou que a união e uma grande resistência das estatais serão fundamentais para defender as empresas públicas antes que as ações de privatização sejam irreversíveis, como aconteceu com a Vale e outras empresas públicas. “Só quem ganha é o grande capital. A população sempre perde. Por isso as empresas estatais são fundamentais para minimizar a desigualdade social tão profunda deste país”.

Além de Takemoto, participaram da live o coordenador da Comissão dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga e a presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, Eneida Koury.

Fonte: Fenae

 

Maioria dos brasileiros defende análise prévia antes de vender estatais

Publicado em: 11/02/2021

A privatização das empresas estatais deve ser avaliada caso a caso. É o que mostra resultado de pesquisa do Instituto Ideia Big Data encomendada pelo movimento liberal Livres. Para 45% dos entrevistados, a privatização deveria depender do setor e considerar também se a empresa em análise fecha suas contas no azul ou no vermelho. Apenas 19% dos entrevistados são favoráveis à privatização de qualquer empresa, independentemente das suas condições.

Já o total de entrevistados contrários à venda das empresas chegou a 21% – portanto, um porcentual maior do que os que são favoráveis à privatização geral. Um grupo de 15% não soube responder. O Livres é uma associação civil sem fins lucrativos que atua como um movimento político suprapartidário em defesa de bandeiras do liberalismo.

A pesquisa entrevistou 1.688 pessoas por telefone celular entre os dias 6 e 11 de janeiro, com recortes de classe social, faixa etária, gênero, escolaridade e região. O público entrevistado foi 52% de mulheres e 48% de homens. A maior parte dos entrevistados (44%) tem idade acima de 45 anos, e 44% escolaridade do ensino fundamental. A margem de erro é de 2,25 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A sondagem também ouviu a opinião sobre a venda de estatais específicas. O maior apoio está na privatização dos Correios, que tem o monopólio postal no País, e está na lista apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para este ano.

Já a privatização dos bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica) e da Petrobras teriam resistência da população. A venda da Eletrobrás, que também está na lista de prioridades do governo Jair Bolsonaro para ser privatizada, divide opiniões com empate técnico.

Para Paulo Gontijo, diretor executivo do movimento Livres, quanto mais as pessoas se deparam com a ineficiência do serviço público, mais são favoráveis à privatização. “Quanto mais as pessoas se deparam com a ineficiência do serviço, mais elas querem privatizar, e quanto mais elas têm a empresa como parte do dia a dia, menos elas querem privatizar. A população não têm noção de quanto custa o grau de eficiência”, disse ele.

O levantamento também questionou os entrevistadores se eles seriam favoráveis à privatização se as agências públicas cuidassem para que os novos donos dessas empresas não cobrassem preços considerados abusivos da população e oferecessem serviços de qualidade. Nesse caso, o porcentual de pessoas a favor da venda das estatais subiu para 39%. Mesmo assim, outros 15% ficaram contrários e 30% responderam que depende de cada empresa.

Quatro entre dez entrevistados defenderam uma oferta de ações para a população em geral das empresas a serem vendidas. O levantamento também mostrou que 38% defenderam o uso do dinheiro da venda das estatais para o pagamento de programas sociais. Dependendo da empresa vendida, o dinheiro arrecadado também poderia ser usado para pagar a dívida pública e gastos do governo, na opinião de 41% dos entrevistados.

Fonte: Correio do Povo

ANABB defende valorização do Banco do Brasil em reunião com parlamentares

Publicado em: 18/12/2020

A ANABB participou nesta quinta-feira (10/12) de reunião virtual com diversos parlamentares e outras entidades em defesa das instituições públicas brasileiras. A Associação foi representada pelo presidente Reinaldo Fujimoto, que novamente lutou pela preservação e valorização do Banco do Brasil e de seus funcionários. O objetivo do encontro foi discutir e avaliar estratégias para construção de uma pré-agenda de ações em defesa do patrimônio público.

Participaram do encontro o senador Jean Paul Prates os deputados Patrus Ananias, Erika Kokay, Leonardo Monteiro, Pompeo de Mattos, Bohn Gass, Zé Carlos, que coordenou o evento, e João Xavier. Várias entidades também estiverem presentes como a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (FENAE); a Federação Única dos Petroleiros (FUP), entre outras.

Em sua fala, o presidente da ANABB resgatou a atuação da entidade nas duas fases da campanha “Não mexe no BB”. Também ressaltou que a iniciativa já teve grande repercussão nacional, obtendo mais de 30 milhões de visualizações nas redes sociais.

Além disso, Reinaldo Fujimoto destacou a importância do Banco do Brasil para o crescimento do Brasil, principalmente no agronegócio, onde milhares de famílias de pequenos municípios dependem desse ramo.

Fonte: Agência ANABB

Projeto facilita acesso a crédito em bancos públicos durante a pandemia

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O Projeto de Lei 4528/20 dispensa bancos públicos de uma série de exigências legais relacionadas à concessão de crédito a empresas e pessoas físicas enquanto durar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia de Covid-19.

Conforme a proposta, as medidas não se aplicam a operações de crédito baseadas em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O texto, que já foi aprovado pelo Senado tramita agora em regime de urgência na Câmara dos Deputados.

O projeto original, de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA), foi aprovado naquela Casa na forma de um substitutivo do relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), que incorporou ao texto dispositivos de outro projeto (PL 4558/20), de autoria do líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que, por sua vez, aproveitou trechos da Medida Provisória 958/20, que perdeu a validade em agosto sem ter sido votada no Congresso.

“As medidas sanitárias trouxeram, e ainda trazem, impactos imensuráveis, em razão da restrição ao funcionamento de empresas dos mais variados ramos e pela redução da circulação de mercadorias e pessoas, restando a adoção de iniciativas voltadas à preservação das companhias”, sustenta Rocha.

Entre os documentos que podem deixar de ser exigidos pelos bancos na hora de conceder ou renegociar empréstimos com pessoas físicas e empresas estão:

  • certidões negativas de tributos federais e de inscrição em dívida ativa da União;
  • certidão de quitação eleitoral;
  • comprovante de entrega da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS);
  • comprovante de quitação do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR);
  • certidão negativa de débitos com a Previdência Social;
  • Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); e
  • certidões negativas de débitos com operações de créditos envolvendo recursos de fundos constitucionais ou captados por meio de caderneta de poupança.

​O texto dispensa ainda os bancos públicos de consulta prévia ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

Relatórios

A fiscalização de novos contratos de empréstimo e renegociações firmados com base nos termos do projeto será feita por meio de relatórios enviados trimestralmente pelas instituições financeiras à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), nos quais devem constar, no mínimo, os beneficiários, os valores e os prazos envolvidos na contratação.

Por fim, a proposta suspende ainda a exigência de contratação prévia de seguro para os veículos adquiridos por meio de penhor.

Fonte: Federação Baiana de Hospedagem

 

Sindicato disponibiliza boletim em defesa do BB e demais bancos públicos

Publicado em: 10/12/2020

O movimento sindical elaborou um boletim com dados e informações que ressaltam a importância do Banco do Brasil e demais instituições públicas para a sociedade e a economia. O texto de capa enfatiza que a função social dos bancos é emprestar dinheiro a pessoas e empresas. Contudo, lembra que os bancos privados captam dinheiro para emprestar no curto prazo, cobrando altas taxas de juros, para financiar a dívida púbica ou investir na especulação financeira.

Já os bancos públicos – como Banco do Brasil, Caixa, BNDES, BNB e Basa – concedem empréstimos de longo prazo e atuam de maneira anticíclica, irrigando a economia em períodos de recessão e crise. “Foi assim que o Brasil venceu a crise mundial de 2008”, afirma o texto.

O material salienta que os bancos públicos financiam atividades essenciais como a agropecuária, a construção civil e da casa própria, obras de saneamento e infraestrutura. E viabilizam o pagamento de programas sociais e a bancarização das camadas da população de renda mais baixa.

Entretanto, a partir de 2016, os governos Temer e Bolsonaro vêm promovendo a descapitalização dos bancos públicos, retirando recursos que essas empresas deveriam disponibilizar para financiar a atividade econômica, gerar empregos e renda e, assim, ajudar o país enfrentar crises.

No verso, o material expõe dados que mostram por que os bancos públicos são imprescindíveis para que o país saia da crise econômica na qual está mergulhado.

Campanha “O Bom do BB é…”

O material faz parte da campanha “O Bom do BB é…”, que reforça a importância do Banco do Brasil para a sociedade brasileira. “Nessa conjuntura de crise econômica e de ataques por partes do governo às empresas públicas, a campanha busca o engajamento das entidades e setores da sociedade civil que entendem a importância do papel do Estado para a economia e a população, e que queiram somar a esta luta”, ressalta o dirigente sindical e bancário do Banco do Brasil Antonio Netto.

O lançamento da campanha, em 16 de outubro, foi marcado por duas lives. A primeira abordou a perspectiva de como atuar no Congresso e também contribuir para a estratégia de atrair mais parlamentares para a defesa do Banco do Brasil e de sua função social. O bate-papo teve a participação do senador Jaques Wagner (PT-BA); do economista Luiz Gonzaga Belluzo; do diretor do Sindicato e coordenador da CEBB, João Fukunaga; e do ex-diretor da Previ e Anapar José Ricardo Sasseron. Assista abaixo.

A segunda live reforçou a importância do BB para São Paulo e teve a contribuição dos dirigentes sindicais Adriana Ferreira, (Seeb-SP), Antônio Netto e Antônio Saboia (Fetec-SP), Marcel Barros (ex-diretor da Previ) e Leonardo Pinho, representando a Unisol (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil). Assista abaixo.

O debate sobre a importância do BB no estado de São Paulo e sua presença nas grandes cidades e no campo destacou a importância do Banco Nossa Caixa (BNC), banco público paulista incorporado pelo Banco do Brasil em 2009. Foi ressaltado o papel dos trabalhadores oriundos desse banco e também prestadas homenagens à memória de Maria da Glória Abdo, a Glorinha, dirigente sindical e bancaria do BNC.

Na segunda live, Leonardo Pinho lembrou o projeto que teve a participação do Banco do Brasil e que consistiu na entrega de mais de duas toneladas de alimentos de pequenos produtores rurais na periferia durante a pandemia.

“Ou seja, gerou renda no campo e solidariedade na cidade, e isso não teria sido possível sem o Banco do Brasil. O episódio é apenas uma pequena mostra da importância fundamental desta empresa pública para a sociedade brasileira e para a economia”, afirma Antonio Netto.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

 

Bancários pedem apoio de prefeitos eleitos contra privatização de bancos públicos

Publicado em: 26/11/2020

Para alertar a sociedade sobre os impactos da venda deste patrimônio e buscar o apoio de prefeitos eleitos este ano e de candidatos que disputam o segundo turno das eleições municipais, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e o Comitê Nacional em Defesa da Caixa lançaram um manifesto em defesa das estatais financeiras.

Conforme dados do Banco Central, em 2019, 45,9% (R$ 1,5 trilhão) das operações de crédito foram realizadas por bancos públicos. Eles também ofertaram 80,4% (R$ 608,8 bilhões) do crédito imobiliário; 71% (R$ 194,3 bilhões) em crédito rural e concentraram 62% da poupança, no país. Também contribuíram para ampliar a bancarização, com 45,6% (9.089) das agências bancárias.

“Se o governo privatizar os bancos públicos, os cidadãos brasileiros serão duramente afetados; principalmente aqueles das regiões mais afastadas e a parcela mais pobre da população”, alerta o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. “A privatização significa menos recursos para o desenvolvimento econômico e social do país. Ficam comprometidos os repasses aos programas sociais e a geração de emprego e renda”, acrescenta.

Por razões como estas, as entidades sindicais lançaram o “Manifesto em Defesa dos Bancos Públicos Brasileiros”. “Queremos chamar a atenção dos administradores municipais para o fato que os recursos investidos pela Caixa, o Banco do Brasil e os bancos regionais são fundamentais para movimentar a economia local. Em algumas cidades, são estes recursos que garantem a ‘bancarização’ da população”, reforça o presidente da Fenae.

Nesta segunda-feira (23), o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender as privatizações como “solução” para a crise econômica. Por isso, no Manifesto, a Fenae, a Contraf e o Comitê Nacional em Defesa da Caixa observam que os bancos públicos “são responsáveis por uma melhor distribuição de recursos e crédito com o objetivo de reduzir as desigualdades regionais; ao contrário das instituições privadas, que priorizam regiões e setores onde já existe uma concentração maior de renda”.

O documento destaca ainda que “os bancos públicos nacionais e regionais viabilizam o financiamento da habitação, do crédito agrícola, da educação, da cultura e da infraestrutura, dentre outras áreas, além do pagamento de benefícios sociais, a exemplo do auxílio emergencial, instituído em 2020 para assegurar proteção social às famílias afetadas economicamente pela pandemia do novo coronavírus”.

“Assim como na crise de 2008, são os bancos públicos que estão socorrendo o setor produtivo, com programas de crédito para pequenas e médias empresas, linhas de crédito para o setor imobiliário, suspensão do pagamento de financiamentos habitacionais, renegociação de dívidas, entre outras medidas. Além do pagamento do Auxílio Emergencial, saques emergenciais do FGTS e outros benefícios realizados pela Caixa a mais de 100 milhões de brasileiras e brasileiros”, pontua o documento.

Fonte: Blog do Correio Braziliense

Senado aprova empréstimo de bancos públicos para empresas com débitos

Publicado em: 20/11/2020

O Senado aprovou no dia 19 de novembro o Projeto de Lei 4.528/2020, que dispensa as empresas de apresentarem certidões negativas na hora de pedir empréstimo a bancos públicos. A medida visa facilitar o acesso ao crédito em um período de crise econômica.

O projeto traz normas no sentido de auxiliar empresas a pagarem dívidas trabalhistas, quitar salários, entre outros gastos, neste período em que a pandemia do covid-19 reduziu as receitas de várias empresas no país. O projeto vai ser analisado pela Câmara.

O texto suspende até 31 de dezembro deste ano, ou enquanto perdurar o estado de calamidade pública no país, a exigência de certidões de regularidade da Justiça Federal; de certidões negativas de débitos com o FGTS; de certidões negativas de inscrição de dívida ativa da União; de consulta ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin); dentre outros documentos.

“As medidas propostas visam a desburocratizar o acesso ao crédito de bancos públicos, ao suspender, durante o período de calamidade pública resultante da pandemia do novo coronavírus, a exigência de certidões negativas de débitos tributários, em momento em que muitas empresas enfrentam dificuldades financeiras e o acesso ao crédito é essencial para permitir a sobrevivência desses empreendimentos”, afirmou o relator do projeto, Plínio Valério (PSDB-AM), em seu parecer.

Segundo o senador, a facilitação na tomada do empréstimo poderá ajudar as empresas a readquirirem fôlego financeiro suficiente para, além de manter as portas abertas e os funcionários empregados, regularizar os débitos, inclusive tributários, que elas possam ter.

Fonte: Agência Brasil

Maiores bancos do país fecham mil agências e cortam 11 mil vagas em 2020

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Com a pandemia acelerando a digitalização em diversos setores, uma tendência ganhou impulso entre os bancos privados brasileiros: o encerramento de agências. Só em 2020, cerca de mil pontos de Itaú, Bradesco e Santander fecharam as portas, resultando na demissão de 11 mil funcionários. Trata-se de uma forte aceleração grande em relação ao ano passado, quando esses mesmos bancos encerraram 430 agências e cortaram 7 mil vagas.

Além de reduzir a quantidade de espaços ociosos, à medida que eles se tornam cada vez menos necessários, os bancos também têm feito um esforço para usar essa presença física para prestar um serviço ao cliente. O Santander, por exemplo, já tem espaços com coworkings e café, enquanto o Bradesco agora vê as antigas agências de outra maneira, passando a classificá-las como unidades de negócio.

No segundo maior banco privado do País, essa é uma tendência que deve ganhar força. Segundo o diretor executivo e de relações com investidores do Bradesco, Leandro Miranda, 500 das 700 conversões previstas para 2020 já foram realizadas. A grande diferença desse modelo é a inexistência do caixas, o que reduz, segundo o Bradesco, os custos em 30% a 40% em relação a uma agência convencional, especialmente no quesito segurança.

O Santander anunciou recentemente que vai criar um ambiente de convivência nos estacionamentos de suas agências, em parceria com seu portal automotivo Webmotors. Além de pontos de encontro para venda de carros, os estacionamentos poderão receber opções de lazer e alimentação, como food trucks. O desenho permite até academias de pequeno porte.

O banco Itaú também vem fechando agências, mas, em nota, disse que ainda vê a relevância da relação presencial. “É evidente a transformação tecnológica recente e a procura cada vez maior pelos canais digitais, mas nossa rede física de agências segue cumprindo um papel muito relevante (…) como um espaço mais humanizado de relacionamento e consultoria”, afirmou a instituição financeira.

Coordenador do curso de economia da Fundação Getúlio Vargas, Joelson Sampaio lembra que os bancos já vinham trabalhando na otimização das agências físicas mesmo antes da recente onda de digitalização. Ele lembra que, anos atrás, uma onda de consolidação de bancos no País fez com que o mesmo banco ficasse com um número excessivo de pontos. Ele ressalta, porém, que as pessoas mais velhas, que muitas vezes têm dificuldade com o mundo digital, ainda contam com a existência das agências.

Pesquisa de 2019 do Instituto QualiBest mostrou que 81% das pessoas considera importante a existência de agências físicas, mesmo que a frequência das visitas seja baixa. Cerca de 70% dos entrevistados disseram que vão cerca de uma vez por mês a uma agência física.

Bancos públicos

Entre as instituições estatais, o Banco do Brasil tem seguido de perto a tendência de Itaú, Santander e Bradesco. Nos 12 meses encerrados em setembro, o BB fechou 227 agências, enquanto abriu 56 pontos que classifica como unidades especializadas.

Já a Caixa Econômica Federal vê necessidade de uma rede presencial mais robusta. Ainda que o Caixa Tem, aplicativo de celular usado para distribuição do auxílio emergencial, seja um passo em direção à digitalização, o banco não tem seguido a tendência de encerramentos. Ao fim do primeiro semestre, a Caixa tinha 53,7 mil pontos de atendimento, número praticamente estável em relação ao mesmo período de 2019.

“Por sua função de repassadora de benefícios do governo à população, a atuação da Caixa exige a manutenção de agencias, especialmente para pessoas de regiões onde o acesso à tecnologia é menor”, diz o professor de finanças da FGV-Eaesp, Rafael Schiozer. Entretanto, ele acredita que, à medida que o acesso ao digital entre a população aumente, a Caixa também acelere a revisão de espaços físicos. “A médio e longo prazo isso deve acontecer, haja vista a capacidade que o banco teve de distribuir o auxílio emergencial por meio de aplicativo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Infomoney

 

 

Para parlamentar, BB e Caixa são executores de políticas públicas

Publicado em: 01/10/2020

Os bancos públicos foram e continuam sendo braços importantes para o desenvolvimento nacional e para o acesso da população ao crédito. Fatos esses que foram ressaltados durante live realizada entre o deputado federal, Alessandro Molon (PSB/RJ), e funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em 24/9.

Para o parlamentar, as instituições financeiras públicas têm um papel crucial para o desenvolvimento econômico, em especial neste momento de crise. “Os bancos atuam não somente como agentes de indução ao crescimento, como também executores de políticas públicas e bancarização da população mais pobre. O auxílio emergencial deu provas da importância de bancos públicos com capilaridade em todo o país. Quem quer destruir bancos públicos não tem compromisso com um projeto de nação soberana e desenvolvida.”

Molon ressaltou também que a criação de subsidiárias das empresas estatais será veemente combatida judicialmente e barrada no Congresso. “A criação de subsidiárias nada mais é do que uma fraude. O governo finge que está fazendo empresas para fatiar as empresas públicas, mas é uma forma de burlar a decisão do STF e vender sem o aval do Congresso Nacional e isso não vamos permitir. Não há ambiente para privatizações no parlamento”, destaca o deputado.

A representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banco do Brasil, Débora Nascimento, participou da live e ressaltou o papel do BB para a recuperação das microempresas. “O BB estruturou o Pronampe para apoiar as pequenas e microempresas. Pela expertise que o banco tem, emprestou para 111 mil empresas, que são responsáveis por mais de 600 mil empregos”, disse Débora.

Participaram também das discussões, Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Antônio Carlos Guerreiro, funcionário do Banco do Brasil, e Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da CEF.

Fonte: Agência ANABB

 

Crise da covid-19 gera recorde de depósitos nos bancos brasileiros

Publicado em: 20/08/2020

Uma das formas mais tradicionais de poupar dinheiro, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo coronavírus. O momento de crise mostrou a importância do ato de poupar e realizar reservas financeiras.

Desde março, a poupança vem registrando saldos positivos mensais. Em junho, bateu novo recorde, com os depósitos superando as retiradas em R$ 27,1 bilhões. É o maior volume para o mês desde 1995, início da série histórica, conforme dados divulgados pelo Banco Central.

Com a redução da Selic de 2,25% para 2% ao ano, o rendimento dos depósitos na poupança nova passou de 1,58% para 1,40% ao ano, abaixo da expectativa do mercado para a inflação deste ano, de 1,6%.

Em 2012, houve a divisão entre poupança antiga e nova. A poupança antiga, feitas antes de maio de 2012, continuou recebendo remuneração adicional de 0,5% ao mês, além da remuneração básica. Já a nova poupança recebe remuneração adicional variável de acordo com a meta da taxa Selic. Sua baixa rentabilidade é compensada pelo baixo risco que oferece para os investidores. ​

Banco do Brasil e as poupanças

Ainda que a Caixa Econômica Federal tenha em seu DNA a forte atuação em poupança, o Banco do Brasil, há mais de 30 anos, incluiu esse segmento entre os seus produtos.

Em 1987, diante da expansão do BB no mercado, com a criação da empresa de leasing, da corretora de seguros e da administradora de cartões de crédito, foi lançado o cartão de crédito Ourocard, o Fundo Ouro de Renda Fixa e a caderneta de poupança ouro. Em pouco tempo, essa poupança já acumulava 7,5% de toda a captação do sistema. A poupança ouro foi criada para direcionar recursos para o financiamento do crédito rural, substituindo o aporte de recursos do Tesouro.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

Fonte: Agência ANABB

BB é fundamental para o desenvolvimento do país e para a saída da crise

Publicado em: 16/07/2020

Os bancos públicos, e especificamente o Banco do Brasil, são fundamentais para o desenvolvimento do país, atuando fortemente em importantes segmentos do crédito, tais como o rural e o imobiliário e em todas as regiões, enquanto os bancos privados só se interessam por segmentos com retorno financeiro imediato. Isso é o que mostram os dados apresentados pela socióloga, mestre em Desenvolvimento Econômico (IE-Unicamp), Bárbara Vallejos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na manhã deste domingo, no 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB).

A íntegra dos dados pode ser vista no documento apresentado pela técnica do Dieese, mas vale destacar a participação dos bancos públicos e do Banco do Brasil no crédito pelo país.

Os bancos públicos foram responsáveis, em 2019, por 90,9% do crédito disponibilizado na região Norte do país, por 84,8% no Nordeste, 88,1% do Centro-Oeste e 80,5% no Sul. Os dados são semelhantes em nos três primeiros meses de 2020, com 90,1%, 89%, 86,9% e 78,3%, respectivamente nestas mesmas regiões.

Sozinho, no primeiro trimestre, o Banco do Brasil respondeu por 55,3% do total do crédito na região Centro-Oeste. Quando analisamos o crédito rural, esse percentual é ainda maior, chegando a 78,2% no Centro-Oeste, 79,2% no Nordeste, 93,4% Norte e 58,9% no Sul.

“Os bancos privados concentram sua carteira de crédito na região Sudeste. São os bancos públicos que concedem crédito para as demais regiões e ajudam o país a se desenvolver de forma mais igualitária”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “A atuação do Banco do Brasil no crédito Rural é que ajuda o alimento a chegar mais barato na mesa dos trabalhadores, mas também é a concessão do crédito para as micros, pequenas e médias empresas que são as responsáveis pela maior parte dos empregos do país. Isso mostra a importância do BB tanto para baratear os alimentos, quanto pela geração de renda para que os trabalhadores os consuma”, disse Fukunaga.

Fonte: Contraf-CUT

Proposta retira bancos públicos e subsidiárias de programa de privatização

Publicado em: 26/06/2020

O Projeto de Lei 3433/20 exclui todos os bancos públicos federais e suas subsidiárias do Programa Nacional de Desestatização (PND) e determina que a privatização destas instituições dependerá de lei específica para cada caso.

O texto, que tramita na Câmara dos Deputados, também impossibilita a venda de participações minoritárias da União e a transformação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), hoje uma empresa 100% pública, em sociedade de economia mista (S/A). Essa possibilidade está prevista na Lei 5.662/71.

O projeto é de autoria do deputado Zé Neto (PT-BA) e outros parlamentares do PT. O objetivo, segundo eles, é evitar a privatização “a qualquer custo” dos bancos públicos.

Os deputados alegam que a desestatização de instituições como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal é baseada em ideologia desconectada da realidade brasileira.

“A sociedade necessita justamente de atuação mais forte do Estado para realizar as políticas de sustentação da produção e dos empregos e de retomada do nível de atividade”, afirmam os parlamentares.

Outros pontos

O projeto contém outras medidas voltadas para os bancos públicos. As principais são:

– Ato do Poder Executivo definirá o limite máximo para a participação de capital estrangeiro em bancos públicos e subsidiárias;

– os bancos e a as subsidiárias não poderão mais ofertar, em mercados estrangeiros, suas ações ou títulos conversíveis em ações;

– as taxas de juros dos financiamentos do BNDES que tiverem como fonte de recursos o Fundo de Participação PIS-Pasep, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o Fundo da Marinha Mercante (FMM) serão reduzidas e definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), especialmente em momentos de crise ou de emergência pública nacional;

– o BNDES e as suas subsidiárias poderão realizar operações de subscrição de ações ou outros valores mobiliários quando isso for necessário ao desenvolvimento econômico e social, à expansão das capacidades empresariais e aos imperativos de segurança e relevante interesse coletivo;

– os créditos da União concedidos ao BNDES serão destinados prioritariamente a financiamentos ou participação no mercado de capitais voltados para a recuperação da economia, sendo vedada a devolução antecipada desses créditos enquanto durarem os efeitos econômicos e sociais de crise ou emergência pública nacional.

Fonte: Money Times

Bancários se mobilizam contra reestruturação no Banco do Brasil e na Caixa

Publicado em: 12/03/2020

Bancários do Banco do Brasil e da Caixa se mobilizaram, mais uma vez, nesta terça-feira (10), no Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos e dos Direitos e contra as reestruturações arbitrárias em curso nas duas instituições, que afetam seus trabalhadores, sua função social e também a população. Nos dois bancos públicos, que possuem papel fundamental para o país, o objetivo é reduzir a importância das instituições e prepará-las para a privatização.

“Neste dia de mobilização contra o desmonte do banco público se faz necessária a reflexão sobre o papel do serviço público, que serve para promover o bem-estar social e o desenvolvimento do Estado. Por isso, é fundamental a luta por uma Caixa forte, pública e social”, afirmou Sérgio Takemoto, secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Na Caixa, a reestruturação prevê descomissionamentos sumários e transferência arbitrária de empregados. Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Cultura e representante da Contraf-CUT nas negociações com o banco, ressaltou a importância das reuniões com funcionários do Banco do Brasil e com empregados da Caixa Econômica Federal de todo o país em agências e departamentos de ambos os bancos para mobilizar e consultar os trabalhadores sobre o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos, da Democracia e Contra o Desmonte dos Bancos e demais empresas e serviços públicos, que ocorrerá no dia 18 de março.

“Os atos reforçam a importância dos esclarecimentos no local de trabalho. A luta é pelos bancos públicos e consequentemente por direitos. Só com luta e com unidade não teremos mais retrocessos. E no dia 18 temos que ampliar ainda mais a mobilização.”

Já no BB, as medidas reduzem a remuneração, extinguem cargos e criam outros, alterando o plano de carreira, podendo trazer prejuízos para a PLR.

“Essas reestruturações prejudicam muito os bancários, mas são ainda pior para o país. Fazem parte de um processo de enxugamento do Estado, que inclui a redução da importância e do tamanho dos bancos públicos, culminando com a privatização, que já vem sendo realizada com a venda das partes mais lucrativas dos bancos”, observou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga.

“Mas, hoje mesmo a imprensa divulgou que o BB e a Caixa vão socorrer as empresas e as pessoas que estão sendo afetadas pela crise econômica gerada pela epidemia do coronavírus e pela guerra do petróleo entre a Rússia e a Arábia Saudita. Na crise de 2008 já havia acontecido a mesma coisa. Com a redução do papel dos bancos públicos e sua consequente privatização, o governo deixará de ter essa importante ferramenta de contenção desse tipo de crise”, concluiu Fukunaga ao destacar a importância de todos os bancários participarem dos atos que acontecerão no dia 18 de março.

No dia 18 de março, os bancários de todos os bancos vão aderir às manifestações conjuntas, convocadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), demais centrais sindicais e movimentos sociais, em protesto contra o projeto de privatização e de desmonte do Estado que vem sendo colocado em prática pelo governo federal, que prometeu empregos e crescimento econômico e não está entregando nem uma coisa nem outra.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

Bancos públicos são essenciais para o crescimento do país

Publicado em: 04/12/2019


Os bancos públicos são instrumentos estrategicamente vitais para economia quando bem usados pelo governo com políticas de crédito, desenvolvimento e, consequentemente, criação de empregos e renda para os trabalhadores. “Os bancos públicos são fundamentais para o desenvolvimento igualitário do país, como determina a Constituição Federal e a legislação específica do sistema financeiro. São eles que concedem crédito para as regiões mais carentes. Os privados concentram sua atuação na região Sudeste”, e “têm como objetivo o lucro.”

A avaliação é da presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Juvandia Moreira, que participou do seminário nacional “O Brasil é nosso – Em defesa dos bancos públicos e da soberania nacional”, na sede do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal. A proposta do seminário, realizado pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Contraf/CUT, foi discutir os impactos econômicos e sociais das privatizações dos bancos públicos e a violação da soberania nacional, um dos eixos definidos na 21ª Conferência Nacional dos Bancários, em agosto.

Segundo o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, o momento difícil vivido no país, marcado por retrocessos, exige uma postura de enfrentamento. Afirmou que o que o governo tem promovido é o fatiamento de empresas como a Caixa, com 158 anos de existência e que cumpre um papel relevante no desenvolvimento do Brasil. “Venderam a Loteria Instantânea, na semana passada, que repassava para programas sociais em torno de 37% do que arrecadava. Querem também retirar da Caixa a centralização do FGTS”, lembrou.

O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho participou do evento e traçou um histórico sobre a importância dos bancos públicos como ferramentas imprescindíveis tanto para fomentar o crescimento do país como para executar políticas anticíclicas em momentos de crise, caso do tsunami mundial desencadeado a partir da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers em setembro de 2008, paralisando o sistema de crédito internacional.

Coutinho explicou que enquanto os bancos privados se recolheram, as instituições públicas expandiram o crédito para investimento, o que transformou “uma recessão que seria longa e dolorosa em uma recessão que durou seis meses, e em meados de 2009 a economia brasileira voltava a crescer. Transformar a poupança interna em crédito é uma das bases da soberania nacional. Se não tem capacidade de poupança e crédito na sua moeda, o país tem que financiar o desenvolvimento com moeda estrangeira. A lição que fica é que o desenvolvimento de um país, especialmente em infraestrutura interna, requer financiamento em moeda nacional e em longo prazo.”

Coutinho afirmou que houve uma “guinada” em 2015, no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, “para uma politica econômica conservadora” que provocou “desaquecimento agudo da economia”, levando a um “grande retrocesso político, com impedimento presidencial sem causa e a adoção de política ultraliberal, com Temer, (que) se aprofunda no atual governo”.

A deputada federal e presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), também falou sobre a relação da soberania com bancos e empresas públicas. “Um país só é soberano se seu povo tem direitos e condições de vida. Para um país ser soberano, o Estado precisa ter força. E para isso precisa ter instrumentos.”

Fonte: Monitor Digital

Movimento em defesa do BB lota plenário da Câmara dos Deputados

Publicado em: 28/08/2019


Uma Sessão Solene com mais de 400 participantes marcou o lançamento da campanha “Não mexe no meu BB” na Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento, ocorrido na quinta-feira (22), mostrou que, além dos funcionários e parlamentares que, literalmente, vestiram a camisa da campanha, mais de 15 milhões defendem o Banco do Brasil e reconhecem a importância estratégica do banco para o desenvolvimento do país.

Articulada pela deputada Érika Kokay (PT/DF) e pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS), a pedido da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb), a sessão contou com a participação de deputados e senadores de diversos partidos, até mesmo do PSL. Todos defenderam o banco e condenaram os ataques desferidos pelo governo Bolsonaro para enfraquecê-lo.

O presidente da Anabb, Reinaldo Fujimoto, destacou a importância da campanha para a defesa não apenas do banco, mas também de outras entidades ligadas a ele. “Sem essa campanha não teremos nem a Cassi, nem a Previ e tampouco as entidades de representação específicas de representação dos funcionários do Banco do Brasil”, afirmou.

Importância da sessão

O representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, que auxilia a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, Wagner Nascimento, falou sobre a importância da sessão solene realizada na Câmara. “Nossa tarefa é ir em todos os gabinetes para conversar com os parlamentares e convencê-los da importância do banco para o desenvolvimento do país. Com esta sessão, demos um grande passo nesta direção”, disse. “Os deputados e senadores sabem da importância do banco para seus estados e para suas regiões. Eles podem auxiliar nas negociações, tanto com o banco quanto com o governo”, disse.

“Ajudamos o país a crescer e a se desenvolver em diversos setores. Podemos afirmar, com toda a certeza, que o Banco do Brasil é o motor do crescimento econômico e da geração de riqueza do Brasil”, disse Fujimoto, lembrando que o Banco do Brasil tem quase cinco mil agências, grande parte delas localizadas no interior do Brasil, onde os bancos privados não têm interesse de se instalar.

O presidente da Anabb destacou ainda que o modelo de negócio do BB também dá certo. “Temos gerado resultados satisfatórios para o Tesouro Nacional e aos acionistas privados e com excelentes indicadores de governança atestados pelo Banco Central, pela Corregedoria Geral e pelo Tribunal de Contas da União. Mas, não podemos nos esquecer de que os principais donos do Banco do Brasil são os brasileiros e não os banqueiros”, disse.

Abrangência da campanha

Fujimoto informou ainda que a campanha “Não Mexe no Meu BB” já atingiu mais de 15 milhões de pessoas pelas redes sociais e anúncios em diversos meios de comunicação. Vídeos da campanha, de aproximadamente 30 segundos cada um, foram exibidos durante o dia nos intervalos dos jornais da GloboNews, edições das 10h, 16h e 18h; GloboNews em Ponto e GloboNews em Pauta.

Também presente no ato, o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Kleytton Morais, lembrou que, no mesmo dia, funcionários do banco, apoiados pela Contraf-CUT, federações, sindicatos dos bancários e entidades de representação dos funcionários faziam manifestações em todo o país, no Dia Nacional de Luta em Defesa da Cassi, que inaugurou o calendário de atividades que acontecerá em setembro em defesa do banco e da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Pesquisa de opinião

Durante o ato, a Anabb divulgou os resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Data-Poder360 para avaliar a percepção dos deputados federais e senadores sobre o Banco do Brasil. Foram entrevistados 297 parlamentares, sendo 40 senadores e 257 deputados, de todos os partidos políticos. Os dados mostram que o parlamento sabe da importância do banco.

A privatização do banco foi rejeitada por 67% dos entrevistados. Apenas 11% são favoráveis, e outros 23% não responderam/não sabem. Na pesquisa, 84% consideram o BB eficiente ou muito eficiente, 15% mais ou menos eficientes, enquanto apenas 4% dizem ser pouco eficiente.

Sobre a relevância do banco na economia brasileira, 77% disseram que é muito importante e outros 16% disseram ser mais ou menos importante. Apenas 4% afirmaram que o BB é pouco importante na economia.

Fonte: Contraf-CUT

Sindicato em SE defende bancos públicos e se opõe à venda de ações do Banese

Publicado em: 21/08/2019


A Diretoria do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) mantém firme a defesa da manutenção do perfil sócio e econômico dos bancos públicos estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banco do Nordeste do Brasil) e do único banco estadual do Nordeste, o Banco do Estado de Sergipe (Banese).

A semana passada, o Banese divulgou no site oficial a ata da assembleia do Conselho Deliberativo do banco estadual, em que relata resultado de estudo e com consulta ao acionista majoritário, o Governo do Estado, para a possibilidade da venda de ações nominativas e preferenciais da instituição bancária. O único voto contrário à intenção de venda das ações foi a do conselheiro representante dos funcionários do Banese, Antônio José de Góis, o “Goizinho”.

“Estamos nos opondo a essa possibilidade de o governo estadual colocar à disposição do mercado financeiro a venda de ações do Banese. Entendemos que a medida não resolverá os problemas financeiros que o governo estadual afirma está passando. Se o banco precisa se capitalizar precisa encontrar outra solução que não seja a de comprometer o perfil de banco público e o controle estatal”, afirma Ivânia Pereira.

Assim que tomou ciência da ata pelo site do Banese, o SEEB/SE visitou parlamentares Iran Barbosa, Maria Mendonça, Zezinho Guimarães e Francisco Gualberto que se colocaram à disposição da luta em defesa do banco estadual.

Na tarde do dia 12, a diretoria do SEEB/SE acompanhada do economista do Dieese, Luis Moura, assistiu no Grande Expediente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) o posicionamento de Iran Barbosa também contra a possível venda de ações do banco estadual.

Fonte: Ascom SEEB/SE

Mais de 70% dos bancários consideram importante defender os bancos públicos

Publicado em: 14/08/2019


A defesa dos bancos públicos é classificada como muito importante para 72% dos bancários e como importante para 17%. Foi o que apontou a Consulta Nacional dos Bancários, realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com a categoria. A pesquisa indica ainda que 76% dos trabalhadores se posicionaram contra a Reforma da Previdência e 82% acreditam que as mudanças farão a desigualdade social no Brasil aumentar.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Jair Pedro Ferreira, a categoria bancária reconhece a relevância dos bancos públicos no desenvolvimento econômico e social do país e de que os trabalhadores dessas instituições contribuem para o fortalecimento da luta da categoria bancária por melhores condições de trabalho.

“Estão fechando postos de trabalho e agências. Sem os bancos públicos não vamos ter emprego. Querem tirar o FGTS da Caixa e levar para os fundos de mercado, e quem vai perder são todos os trabalhadores e trabalhadoras”, disse o presidente da Fenae durante a abertura da Conferência Nacional dos Bancários, ocorrida no dia 2 de agosto.

Os principais resultados da Consulta Nacional dos Bancários foram apresentados na manhã deste domingo (4), no início dos trabalhados do último dia da 21º Conferência Nacional dos Bancários. “A consulta dos bancários é importante para orientar o nosso trabalho de base, fundamental na luta em defesa das nossas principais bandeiras. Com esses dados, sabemos quais os assuntos e quais abordagem devemos ter no dialogo cotidiano com os bancários”, afirmou Gustavo Tabatinga, secretário-geral da Contraf-CUT.

A pesquisa, realizada na base das 10 federações representadas pelo Comando Nacional dos Bancários, do início de abril ao final de maio, mostra que 79% discorda com a alteração que o governo propõe na Previdência Social, que, além de instituir a idade mínima, aumenta o tempo mínimo de contribuição para 20 anos e exige 40 anos de contribuição para receber o benefício integral. Outros 6% não souberam opinar.

“Essa consulta demonstrou mais do que a insatisfação dos bancários com a reforma da Previdência, mostrou que os bancários dominam o tema e estão prontos e mobilizados para a luta”, garantiu Tabatinga.

O número é ainda maior quando o questionamento é sobre a redução dos valores dos benefícios para idosos pobres, 88% discordam e 6% não sabem opinar. Sobre a extinção do regime solidário e a implementação do regime de capitalização individual como modelo básico para a Previdência, 69% da categoria discordam e 16% não sabem opinar.

A maioria da categoria, 78%, também é contra o aumento da idade mínima e o tempo de contribuição para que as mulheres se aposentem.

Metas

Quando o tema da pergunta é a pressão pelo cumprimento de metas que leva muitos bancários ao adoecimento e, consequentemente, a fazer uso de medicação controlada, 54% dos que responderam conhecem alguém que já fez uso de medicação e 32% revelaram que já usaram.

Fonte: Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal

Em 200 dias de governo, bancos públicos já venderam R$ 16 bilhões em ativos

Publicado em: 24/07/2019


Enquanto o governo prepara um superpacote de privatizações, os bancos públicos saíram na frente e puxaram a fila de venda de ativos. Capitaneadas por Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, as operações somaram quase R$ 16 bilhões nos 200 dias da administração do presidente Jair Bolsonaro. Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ficou na condição de coadjuvante em meio à troca de comando e à orientação de desmontar a “caixa-preta”.

As vendas por parte dos bancos públicos são uma orientação da equipe econômica do governo, que não quer “competir com banqueiro”. Em suas apresentações ao mercado, o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, tem reforçado a necessidade de desestatizar o crédito no Brasil, reduzindo o tamanho das instituições oficiais no setor.

Novas vendas já estão engatilhadas para o segundo semestre, com potencial de multiplicar o volume arrecadado e contribuir com os planos do governo de alcançar US$ 20 bilhões em privatizações só este ano. As operações envolvem não só negócios do setor financeiro, mas também a participação dos bancos estatais em empresas de outros segmentos, como energia, saneamento, logística.

A União ganha de duas formas com as vendas de ativos por meio dos bancos públicos. Além dos impostos das operações, considerando o ganho de capital, ainda se beneficia de dividendos distribuídos, uma vez que é o acionista controlador.

“A maioria dos ativos vendidos pelos bancos públicos já estava listada na Bolsa e, por isso, é muito mais fácil vender. Além de já ter um valor estabelecido, o mercado conhece a história das empresas”, diz o analista do Brasil Plural, Eduardo Nishio. “Se a história é boa, tem comprador.”

Segundo ele, a estratégia dos bancos estatais é se desfazer de investimentos que não são foco da operação bancária. No caso da Caixa, acrescenta, pesa ainda a “reestruturação profunda” da nova gestão para torná-la mais eficiente e diminuir a intervenção do governo no sistema financeiro.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou recentemente que estão previstas “outras 15” operações. A meta da instituição para o ano era levantar R$ 15 bilhões. No primeiro semestre, já foram R$ 10 bilhões, com a venda de ações do ressegurador IRB Brasil Re e da Petrobras.

A Caixa vai listar os negócios de seguros, cartões, lotéricas e gestão de recursos na Bolsa e vender as participações detidas pelo FI-FGTS (fundo que concentra os recursos dos trabalhadores e é gerido pelo banco público).

Horizonte

Só a venda da área de seguros pode superar o valor de tudo do que a Caixa se desfez até agora. Neste momento, segundo Estadão/Broadcast apurou, o banco resolve questões de governança para enviar a segunda leva de informações para os interessados. De posse desses dados é que os candidatos farão as ofertas para disputar o ativo.

Enquanto isso, a Caixa negocia também com a sócia francesa CNP Assurances e tenta elevar o preço fechado pela nova parceria, de R$ 4,65 bilhões, ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer. Além das operações que deseja levar à Bolsa, o banco público vai tocar a venda as fatias do FI-FGTS no BB e na Alupar, de energia.

O BB também tem uma fila de vendas pela frente. Entre elas, estão sua empresa de recuperação de créditos vencidos, a Ativos, o banco Votorantim, do qual é sócio com a família Ermírio de Moraes; BB Americas, sua filial nos Estados Unidos, além do argentino Patagônia. O BB procura ainda parceiro nas áreas de banco de investimento e gestão de recursos.

Até o momento, além de vender a participação na Neoenergia, em que levantou R$ 1,775 bilhão, o BB saiu do IRB por meio de uma venda de ações em Bolsa que lhe rendeu R$ 4,181 bilhões. Encerrou também as atividades da BBTur, de viagens, e vendeu, juntamente com o BNDES, a fatia que detinha na Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE) por R$ 3,27 milhões.

Para o segundo semestre, o mercado espera que o BNDES, comandado agora por Gustavo Montezano, após a saída de Joaquim Levy, seja mais ativo. Em sua posse, o executivo disse que suas metas são explicar a “caixa-preta” do banco e acelerar a venda de participações por meio da BNDESPar, seu braço de investimento em empresas, que somam em torno de R$ 100 bilhões.

Fonte: UOL

Bancos públicos ficam atrás de privados em ranking de reclamações do BC

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Bradesco e Santander voltaram a liderar a lista de bancos com os maiores índices de reclamações no segundo trimestre, consideradas as cinco maiores instituições financeiras do país (Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander). O ranking é divulgado trimestralmente pelo Banco Central.

O Bradesco registrou um índice de 24,50 e, o Santander, de 23,75. Os dois principais bancos públicos do país – a Caixa e o BB – vêm logo depois, com 20,71 pontos e 20,63 pontos, respectivamente. São seguidos pelo Itaú, com 19,49.

O índice de reclamação é calculado pelo BC em uma conta que leva em consideração a quantidade de reclamações procedentes recebidas por cada instituição em proporção à sua quantidade de clientes (o número de reclamações é multiplicado por 1.000.000 e dividido pelo total de clientes).

O líder de reclamações no segundo trimestre entre as instituições de grande porte (aquelas com mais 4 milhões de clientes) foi o Banco Pan, que, com 4,2 milhões de clientes, acaba de sair da lista de pequenos para a dos grandes. Os cinco maiores têm mais de 60 milhões de clientes cada. O índice de reclamações do Pan no segundo trimestre foi de 168,45 pontos, de acordo com o BC.

“O Banco Pan informa que seu índice no ranking do Banco Central vem caindo de forma constante e expressiva nos últimos trimestres”, afirmou o Pan, por meio de nota. “Investimos constantemente na melhoria e modernização de produtos, processos internos e na qualidade do atendimento ao cliente.”

Bancos pequenos mais reclamados

Entre os bancos e financeiras de porte menor – com menos de 4 milhões de clientes -, o ranking é liderado pela Facta Financeira, com um índice de reclamações de 953,3, seguida pela Modal (415,6) e pelo banco Inter (367,7).

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Veja abaixo as 10 mais reclamadas no segundo trimestre, por porte, de acordo com o BC:

Bancos e financeiras grandes (mais de 4 milhões de clientes)

Veja abaixo as 10 mais reclamadas no segundo trimestre, por porte, de acordo com o BC:

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Fonte: Exame

Maioria dos brasileiros tem, em média, relacionamentos com dois bancos

Publicado em: 17/07/2019


No Brasil, 77% de internautas têm conta em banco. E os chamados bancos digitais já são conhecidos por 78% deles. Esse foi um dos resultados coletados na pesquisa Banking & Fintech Insights, sobre finanças pessoais, realizada pelo Instituto QualiBest.

A pesquisa apurou uma série de dados para entender a relação da população internauta com o sistema bancário, o uso e conhecimento de bancos digitais e tradicionais, principais produtos e serviços consumidos e quais os motivos que ainda levam 23% dos entrevistados a fazer parte da população que não usa nenhum banco.

De acordo com o estudo, cada pessoa em média tem relacionamento com dois bancos. Caixa Econômica Federal é o mais popular entre os internautas bancarizados, mantendo relacionamento com 51% dos entrevistados. Bradesco, Banco do Brasil e Itaú têm relacionamento com 25% dos internautas, Santander com 18% e Nubank aparece com 8%. A facilidade de acesso, tanto presencial quanto virtual, são os principais fatores de escolha de um banco e 65% prefere o canal digital, como internet banking e app do banco, na hora de ser atendido pelos bancos.

Entretanto, 81% dos entrevistados ainda consideram importante a existência de agências físicas. Mesmo assim, apenas 30% dos entrevistados vão a uma agência bancária mais de uma vez ao mês. Esta insegurança com a ausência de agências físicas existe entre aqueles que só ouviram falar sobre os bancos digitais (50%) ou não conhecem bem a categoria. Entre aqueles que declaram conhecer os bancos digitais esse percentual cai para 24%.

“A insegurança com os bancos digitais diminui quando aumenta o conhecimento sobre eles. A ausência de tarifas, praticidade no gerenciamento de contas e a inovação de ser 100% digital são os principais fatores que motivam a abertura de contas em bancos digitais” aponta Daniela Malouf, Diretora-geral do Instituto QualiBest

O investimento preferido dos brasileiros continua sendo a caderneta de poupança, índice que chega a 91% entre entrevistados que investem. Ainda 8% investem no Tesouro Direto e 5% em renda fixa. A motivação para mais da metade dos entrevistados fazer algum investimento é ter uma reserva de emergência. Além disso, 28% investem para comprar um imóvel e 20% para realizar um curso. Um quinto não tem objetivo específico e apenas 14% pensam em destinar o montante para a aposentadoria.

A população de internautas que ainda não utiliza um serviço bancário, de acordo com a pesquisa do Instituto QualiBest, é de 23%. Entre este grupo, 55% estão na faixa dos 18 e 19 anos. Também foi possível identificar a forma como os não bancarizados se relacionam com o dinheiro: 72% usam em espécie em seu dia a dia, 25% têm cartão de crédito e ainda, 71% não se incomodam em não ter conta.

Falta de interesse, nome negativado ou alto custo das tarifas praticadas estão entre os principais motivos para a ausência de relacionamento com um banco. “Para atrair os desbancarizados os bancos vão precisar de tarifas mais baixas, sistema menos burocrático e limites de créditos melhores”. explica Daniela.

A pesquisa quantitativa, virtual, foi realizada com o painel de respondentes do QualiBest entre os dias 28 de novembro de 2018 a 22 de janeiro de 2019. Ao todo foram entrevistados 1.631 homens e mulheres acima de 18 anos em todo o país.

Fonte: Monitor Digital

Frente em Defesa dos Bancos Públicos vai expandir atuação para estados e municípios

Publicado em: 10/07/2019


Fortalecida pela adesão de novas entidades e movimentos sociais, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos realizou nesta terça-feira (09), na Câmara dos Deputados, audiência pública para ampliar sua atuação nos estados, capitais e municípios brasileiros. As propostas foram apresentadas por parlamentares, entidades representativas dos bancos públicos e movimentos sociais.

O deputado federal Zé Carlos (PT-MA), coordenador da Frente e presidente da mesa, destacou a importância da missão atribuída às instituições. Para ele, as agendas compartilhadas darão condições de unir forças nos estados, mas também no Congresso Nacional. “É importante colocar os parlamentares à disposição nos eventos de mobilização”, pontuou.

09-07-19Frente Defesa Bancos Publicos

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, estimulou que cada representante possa se tornar um agente disseminador da defesa dos bancos públicos. Ele lembrou que a Frente é composta por mais de 200 parlamentares de diversos partidos, além de instituições que representam os bancos públicos e os movimentos sociais, como o de moradia. “Se temos um grande movimento, precisamos conversar com os usuários dos bancos e abrir mais espaço para o debate”, afirmou.

Representante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Marcos Landa afirmou na audiência que a privatização dos bancos públicos que atuam nacionalmente e regionalmente significará um retrocesso no desenvolvimento do país. “Há 158 anos que a Caixa vem cumprindo uma função social, não dá para aceitar o que esse governo pretende fazer na Caixa”.

Participaram também da audiência entidades como o Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central de Movimentos Populares, o Movimento de Luta dos Bairros (MLB) e a União Nacional de Moradia Popular (ANMP). Entre os representantes dos bancários estavam presentes o Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFNB), a Federação dos Bancários Sindicato dos Bancários do Pará, o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Entre as propostas apresentadas, a deputada federal Érica Kokay (PT-DF) sugeriu a criação de um observatório para a produção de conteúdos que abordem assuntos e denúncias relacionadas às ações empreendidas pelo governo federal que representem ameaça de privatização das estatais. “É preciso estabelecer meios para que todos os ataques possam ser denunciados e, a partir daí, esses conteúdos sejam distribuídos para redes de entidades sindicais e de parlamentares para que nós tenhamos ação destas nos estados também”, sugeriu a deputada.

Já o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) avaliou o trabalho da Frente Parlamentar. “Temos que fazer a defesa do patrimônio público brasileiro porque o que estamos vendo acontecer é a implementação de um programa de desmonte no conjunto das garantias sociais para que o nosso país não tenha um desenvolvimento soberano”, disse.

Estiveram presentes também os deputados federais Paulo Guedes (PT-MG), Assis Carvalho (PT-PI), Paulo Teixeira (PT-SP), João Daniel (PT-SE) e José Ricardo (PT-AM), Bohn Gass (PT-RS). Também participaram a Secretaria de Cultura da Contraf-CUT, Fabiana Uehara, o diretor de Administração e Finanças da Fenae, Cardoso; e o coordenador do CEE (Comissão Executiva de Empregado) da Caixa, Dionisio Reis, também diretor da Fenae.

O Banco da Amazônia, que completa hoje 77 anos, teve seu papel ressaltado pelo presidente da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA), Silvio Kanner. “Em 1942, em um esforço de retomar a produção dos seringais nativos na região amazônica, nasceu o banco e, de lá para cá, tem cumprido a missão de ser o agente de financeiro do governo federal naquela imensa região”, disse Kanner.

Ao falar do crescimento da economia local em decorrência do cultivo do açaí, Kanner defendeu a presença do Banco da Amazônia e Banco do Nordeste na região. “O Banco da Amazônia já aplicou R$ 50 bilhões na economia da região Norte, R$ 7 bilhões apenas na agricultura familiar. Esse conjunto de operações já gerou quase 4 milhões de habitações. Falamos muito de emprego, mas na zona rural, os pequenos negócios geram muitas ocupações e isso é relevante para a população brasileira”.

Em Defesa dos Bancos Públicos

Lançada em Brasília, no dia 08 de maio deste ano, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos tem o objetivo de evidenciar e combater a venda das instituições financeiras, como vem sinalizando as atuais diretorias dos bancos.

A Frente conta com 209 integrantes, sendo 199 deputados e 10 senadores, de 23 partidos, como PT, PSB, MDB PSDB, PDT, PSD, PSOL, Solidariedade, PP, PSC, PRB, DEM, PSL, PCdoB, PTB, entre outros. Cabe à Frente ampliar os debates na sociedade e fazer articulações no Congresso Nacional com o intuito de barrar projetos de reestruturação que miram o sucateamento e privatização das instituições financeiras públicas, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa).

Fonte: Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal

Privatização dos bancos públicos: mais de 50% das cidades ficarão sem agências

Publicado em: 29/05/2019


Números do Banco central reforçam o que as entidades representativas dos empregados da Caixa Econômica Federal têm repetido diuturnamente: sem bancos públicos não há desenvolvimento econômico e social para o Brasil. Atualmente, dos 5.590 municípios brasileiros, 3.365 (60,2%) contam com uma ou mais agência bancária, 950 municípios (17%) são atendidos apenas por bancos públicos. Caso os bancos públicos sejam privatizados, 57% das cidades brasileiras ficarão sem agências bancárias.

“Isso significa que a população será privada de serviços bancários e de políticas sociais na área da habitação, da educação, do esporte, dentre outras. Os bancos privados não têm interesse em prestar serviços para a população menos favorecida e tampouco se instalar em cidades e bairros afastados dos grandes centros comerciais e financeiros”, alerta o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Ferreira.

O dirigente lembra o importante papel dessas instituições no financiamento de projetos necessários ao desenvolvimento econômico, em atividades anticíclicas quando de crises e na bancarização, no acesso da população de menor renda aos programas sociais e às atividades bancárias, suprindo lacunas deixadas pelos bancos privados nacionais e estrangeiros.

Rondônia é um dos estados mais afetados pelo problema. Dos 15 municípios do estado, apenas seis contam com agências e, em cinco, são só agências de bancos públicos.

Fonte: Federação dos Bancários do Estado do Paraná

País corre riscos se governo abrir mão dos bancos públicos, alerta Belluzzo

Publicado em: 22/05/2019


Abrir mão dos bancos públicos no país e entregá-los à iniciativa privada, como tem mostrado o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que na semana passada chegou a cogitar em uma fusão entre o Banco do Brasil e o Bank of America, é o mesmo que abrir mão do desenvolvimento brasileiro. “O desenvolvimento brasileiro não é compreensível sem os bancos públicos”, defendeu ontem (21) o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ao ministrar a palestra Bancos Públicos e o Desenvolvimento Nacional, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Belluzzo destacou a importância do Banco do Brasil e da Caixa para setores estratégicos e a atuação dessas instituições durante a crise econômica de 2008. “No caso do Brasil, sempre os bancos privados correram atrás dos públicos quando falamos da expansão do crédito. Os bancos públicos lideravam. Vou dar um exemplo. Na crise de 2008 foi crucial o impulso dos bancos públicos – BNDES, BB e Caixa – para dar dinamismo para a economia. A economia se recuperou porque os bancos públicos foram utilizados como instrumento para a recuperação. Um exemplo é o mercado de automóveis. O mercado de carros usados paralisou. Então, para você recuperar o mercado de carros novos, você tinha que começar com o usado para dar liquidez ao mercado. Afinal, a pessoa vende seu carro usado e compra um novo. E quem financiou isso foram BNDES, Banco do Brasil, Caixa e o Banco do Nordeste.”

“Outra dimensão dos bancos públicos é a tremenda ocupação do território nacional. Se você vai lá numa cidade não sei aonde, tem lá um BB ou uma Caixa. Isso é fundamental para a cidadania”, acrescentou o economista.

Na palestra, Belluzzo fez uma retomada da importância histórica da atuação do setor público no sistema financeiro no Brasil e em outros países do mundo como, por exemplo, Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha.

“O Banco da Inglaterra, por exemplo, teve um papel fundamental na organização da economia inglesa pré-industrial e depois muito mais na industrialização. Ele funcionava como um banco que permitiu que a riqueza fundiária, a terra, se transformasse na riqueza mobiliária. O salto para a industrialização não se faria sem o Banco da Inglaterra”, disse o economista.

Como exemplo atual de bom uso dos bancos públicos para o desenvolvimento, Belluzzo citou o caso da China.

“China é um exemplo de eficácia e boas políticas com bancos públicos. Mais de 80% do crédito na China é público. A articulação chinesa são bancos públicos, empresas públicas, cada vez mais refinadas, e impulso ao setor privado. Os chineses são muito pragmáticos. Não têm preconceitos (…). O mercado não existe na forma como o Paulo Guedes quer. O mercado é uma articulação, uma arquitetura. Os chineses aprenderam com os soviéticos que não devem ter uma economia rígida, de comando. Entenderam que é necessário uma economia flexível. Foi isso que levou a China a ter uma participação no comércio mundial igual a do Brasil em 1980 e hoje ter cinco, seis vezes mais. Se você olhar o gasto público da China, está em 20% do PIB. Não tem déficit. O que eles fizeram? Usaram os bancos públicos como ferramenta parafiscal. Um exemplo é o programa de painéis solares. Começa com uma empresa que produzia esquadrias metálicas, incluem a empresa no programa de expansão, os bancos públicos financiam e as empresas públicas compram. Esse é o maior programa de energia solar do mundo. O Brasil está na contramão disso”, explicou.

De acordo com Belluzzo, o sistema financeiro no mundo inteiro se desviou um pouco da função de financiar o desenvolvimento. “É por isso que hoje existe uma movimentação grande nos EUA e na Europa para recuperar esse papel do crédito dos bancos como instrumento de desenvolvimento. Os ingleses, com o Partido Trabalhista, têm uma proposta de um banco de investimentos público. Nós estamos na contramão. Estamos pensando em um mundo que já acabou, se é que um dia existiu.”

Estiveram na mesa a presidenta do Sindicato, Ivone Silva; a presidenta da Contraf-CUT e ex-presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira; Sérgio Takemoto, vice-presidente da Fenae e secretário de Finanças da Contraf-CUT; Leonardo Quadros, diretor administrativo financeiro da Apcef-SP; e Débora Fonseca, Conselheira de Administração Representante dos Funcionários (Caref) do Banco do Brasil.

“Esse debate sobre a importância dos bancos públicos e a sua defesa sempre fizemos no Sindicato, uma vez que os bancos públicos sempre sofrem ataques. Mas agora o ataque tem sido muito maior por um governo que não se importa nem um pouco com o bem público do país”, enfatizou Ivone Silva na abertura do evento.

Fonte: Rede Brasil Atual

Projeto exige aval do BC para nomeação de dirigentes de bancos públicos

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 110/19 determina que as pessoas indicadas ou eleitas para cargos de direção e administração de bancos públicos deverão ter a aprovação do Banco Central, conforme critérios técnicos que serão estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Hoje, apenas os dirigentes de bancos privados são aprovados pelo BC. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

De autoria do Poder Executivo, o projeto altera a Lei do Sistema Financeiro Nacional (4.595/64). Segundo a proposta, o BC poderá determinar que as pessoas que não atendam às condições previstas pelo CMN não tomem posse ou sejam afastadas dos cargos que ocupam.

O governo alega que a finalidade do projeto é assegurar que a nomeação de administradores dos bancos públicos siga as mesmas regras aplicáveis ao restante do setor, garantindo que essas instituições sejam dirigidas por pessoas de reputação ilibada, escolhidas de acordo com critérios técnicos.

Sistemática

O PLP 110/19 determina que as instituições financeiras, públicas e privadas, submeterão ao BC o nome de eleito ou indicado no prazo de 15 dias, contado da data da escolha. A autoridade monetária analisará a documentação enviada no prazo de até 60 dias, podendo decidir pelo deferimento ou indeferimento do nome escolhido.

O texto do governo estabelece ainda que designação de pessoas para cargos em bancos públicos deverá atender às regras previstas pela Lei de Responsabilidade das Estatais (13.303/16). Entre elas estão notório conhecimento, experiência profissional na área de atuação e formação acadêmica compatível com o cargo.

Tramitação

O projeto será distribuído para as comissões temáticas da Câmara. A etapa final será a votação no Plenário da Casa.

Fonte: Agência Câmara

União espera receber ao menos R$ 20 bi de bancos públicos em 2019

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Os bancos públicos deverão devolver à União ao menos R$ 20 bilhões em 2019. As informações são de reportagem do jornal Valor Econômico publicada nesta 4ª feira, 22 de maio.

Os recursos fazem parte de R$ 86 bilhões de empréstimos que as instituições receberam do governo federal como reforço de capital durante a gestão de Dilma Rousseff (2011-2016).

De acordo com a publicação, o dinheiro devolvido será utilizado para abater a dívida pública. Em 2019, o governo está autorizado a ficar no vermelho em até R$ 139 bilhões.

Eis de onde devem vir os montantes, segundo expectativas da equipe econômica:

Caixa Econômica: 1 terço dos R$ 40 bilhões recebidos da União por meio de IHCD (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida), tipo de empréstimo sem data de validade feito durante o governo Dilma;

Banco do Brasil: metade dos R$ 8,1 bilhões devidos;

BNDES: o banco deve R$ 35 bilhões, mas não ficou definido o total da devolução. A instituição já terá de devolver R$ 126 bilhões neste ano ao Tesouro em empréstimos. Segundo o jornal, ainda não está claro se o IHCD faz parte desse montante;

outros: também devolverão recursos à União o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia.

Fonte: Poder 360

Lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos

Publicado em: 08/05/2019


Foi lançada nesta quarta-feira 8, na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. Suprapartidária, a Frente conta com a assinatura de 200 parlamentares e tem o objetivo de analisar projetos em tramitação e difundir a causa das instituições financeiras públicas para outras esferas. Além de analisar de todos os fatores que envolvem as ameaças de privatização.

Os parlamentares avaliam que a Frente ganha força à medida que a equipe econômica do atual governo anuncia novas ações que enfraquecem os bancos públicos como agentes das principais políticas públicas sociais do país. A diretoria da Caixa, por exemplo, já iniciou venda de ativos e anunciou abertura de capital de quatro subsidiárias.

Após o lançamento da Frente, especialistas em economia renomados, como Sérgio Mendonça, Luiz Gonzaga Belluzzo (Unicamp), Paulo Fernando Cavalcanti Filho (UFPb) e Luiz Fernando de Paula (UFRJ) explicaram a importância dos bancos públicos para a população e para o desenvolvimento do país, durante o Seminário “Bancos Públicos e Desenvolvimento”.

Dirigentes do Sindicato foram a Brasília participar do lançamento da Frente e contribuir para o debate e mobilização em torno da defesa dos bancos públicos e de sua função social para o desenvolvimento do país.

“Essa Frente significa uma organização da sociedade civil para levar a Câmara e o Senado, assim como para toda a sociedade, o debate sobre a importância dos bancos públicos. Importância essa pois os bancos públicos financiam a agricultura familiar, como o Banco do Brasil, o Minha Casa Minha Vida, o Luz Para Todos e inúmeros projetos sociais fundamentais para o desenvolvimento do país”, declarou o diretor do Sindicato e bancário do BB, João Fukunaga.

“Você imagine um país como o Brasil sem bancos públicos. Juros cada vez mais altos, o crédito para quem realmente precisa de rendimentos através do seu trabalho cotidiano ficaria completamente prejudicado. Eu sou natural de uma cidade na região serrana do Rio, onde em 2011 aconteceu a maior tragédia climática da história do Brasil. Houve então uma articulação por parte do BNDES para concessão de crédito para recuperar a economia local. Quem operava eram o BB, Caixa e os bancos privados. Pergunta se os bancos privados liberaram o crédito, se eles se esforçaram para que esse recurso chegasse a maioria das pessoas. É claro que não”, disse o deputado federal Glauber Braga.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Fenae defende bancos públicos da privatização

Publicado em: 21/03/2019


Os sinais de privatização do Governo Federal estão mobilizando a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) em defesa dos bancos públicos e sua função social sob o controle do Estado.

Nesta terça-feira (19), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco recebeu o debate “Bancos públicos sob ataque: desafios, riscos e perspectivas”, com a presença do presidente da Fenae, Jair Ferreira, do economista e professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Beluzzo, do escritor e jornalista Xico Sá e da professora de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, Liana Cirne Lins. “Estamos tentando envolver toda a sociedade para garantir o papel dos bancos como ferramenta de políticas públicas e fomento”, afirmou Ferreira.

O Recife foi a nona capital a sediar o debate que foca na Caixa Econômica Federal por sua participação na economia local e nos programas sociais como o Bolsa Família que atende a 1,1 milhão de famílias em Pernambuco.

Dos 17 bancos do Estado, somente quatro são públicos – o Banco do Brasil (BB), o Banco do Nordeste, o Banrisul e a Caixa que responde por 88% dos financiamentos imobiliários realizados em Pernambuco no ano passado. “Bancos como a Caixa ou o BB podem perder metade das agências com a venda de seus ativos e participações. O governo já anunciou que, até 2020, quer vender as áreas mais rentáveis da Caixa: Seguros, Cartões, Loteria e Ativos de Terceiros”, declarou Jair Ferreira.

Fonte: Folha de Pernambuco

Difícil que BB e Caixa sejam privatizados, diz presidente do Bradesco

Publicado em: 17/01/2019


É difícil que os dois bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, sejam privatizados pelo governo de Jair Bolsonaro, disse Octavio de Lazari Junior, presidente do Banco Bradesco. “Não acho que privatizar seja necessário e urgente e não deve ocorrer num prazo tão curto, disse Lazari, ao ressaltar a competência da equipe técnica escalada pelo futuro governo para administrar as duas instituições financeiras.

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Para Lazari, há outras instituições em que fariam mais sentido ver a participação do governo ser vendida, como o IRB, o instituto de resseguros.

Segundo o presidente do conselho do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, os bancos públicos têm o seu papel na economia e devem ser reforçados.

Os executivos ressaltaram que os dois bancos públicos têm cerca de 50% do crédito no Brasil e afirmaram que o Bradesco tem apetite para fazer mais operações de crédito.

Segundo os executivos, o enxugamento da estrutura de agências do Bradesco foi finalizado e o quadro de funcionários deve seguir, na média, estável.

IOF distorce mercado bancário

Octavio de Lazari, presidente do Bradesco, criticou a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre as operações de crédito, que estaria distorcendo o mercado com a taxa de juros no patamar de 6,5%. “Tem uma assimetria no imposto”, disse.

O fim da cobrança de IOF sobre o crédito é um dos pedidos da Febraban (federação dos bancos) em livro em que defende medidas para a redução das taxas de juros do país.

O vice-presidente Marcelo Noronha disse esperar que o mercado de crédito para pessoa jurídica cresça 10% em 2019 e que tudo indica comportamento semelhante para segmento pessoa física.

Fonte: Portal Televendas e Cobranças

“Sociedade não percebeu o perigo da privatização dos bancos”, diz economista

Publicado em: 17/10/2018


Atingida diariamente com campanhas contra o serviço estatal, a sociedade ainda não percebeu o quanto pode ser nociva para a vida dos brasileiros a privatização dos bancos públicos. Essa é a avaliação da economista Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento Federal e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Durante quarta edição do evento Diálogos Capitais, na capital fluminense, na terça-feira (16), Esther explica a importância da presença do Estado no combate à crise e na aceleração do desenvolvimento econômico. De acordo com a economista, só com a presença do sistema bancário privado os consumidores e as grandes empresas sairão perdendo. “As famílias que estão com dívidas por causas dos juros altíssimos dos bancos privados podem renegociar com os bancos públicos, reduzindo esses juros. As famílias perdem com a privatização. As empresas também, porque estão pegando dinheiro lá fora, criando dívida em dólar”, observa.

Esther Dweck criticou as medidas do governo de Michel Temer. De acordo com ela, a atual conduta de ajuste fiscal, que limita os gastos públicos por 20 anos e pretende mudar a política previdenciária, é um “remédio que mata o paciente”. “A solução não é a saída do Estado. Falaram que era só tirar a Dilma, ou aprovar emendas constitucionais, que o crescimento econômico voltaria, mas até hoje estamos esperando”, critica ela.

Promovido pela revista CartaCapital, com apoio da Federação Nacional das Associações de Empregados da Caixa (Fenae), o evento debateu o futuro dos bancos públicos, em meio ao cenário político do país pré-segundo turno. Com mediação da jornalista Cynara Menezes, participaram também o doutor em Ciência Política e coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Emir Sader, e o presidente da Fenae (federação que reúne as associações de funcionários da Caixa), Jair Pedro Ferreira.

Ferreira afirma que os instrumentos públicos são os únicos possíveis para a redução desigualdade social no Brasil, já que são os principais financiadores de políticas públicas. “Há estados onde os bancos públicos públicos fazem 100% dos financiamentos habitacionais, como o Amazonas”, afirma ele, que também chama a atenção para o aumento de desemprego com as privatizações.

Esther acrescenta que um próximo governo precisa se impor, através da Caixa, do Banco do Brasil e do BNDES para reativar a economia. Desde 2016, com a política de austeridade de Temer, as investimentos públicos caíram, junto com a economia. “Os estados e municípios se financiam com os bancos públicos, sejam para saneamento, crédito imobiliário ou mobilidade, e grande parte dos recursos vem da Caixa, por exemplo. O investimento rural é feito pelo Banco do Brasil, como outro exemplo. Houve um desmonte da capacidade de financiamento, passando pela mudança de regras do BNDES, colocando ele como um grande vilão”, lamenta.

Risco de privatizações

Com a crise financeira e institucional, Esther Dweck alerta que os ataques aos bancos públicos aumentam sob o modelo neoliberal. Numa competição com as empresas privadas, a Caixa e o Banco do Brasil sofrem pressão para ser privatizadas. “Eles querem concentrar o mercado entre os privados para possibilitar a cartelização”, diz.

Emir Sader lembra que o mercado vende como opção a privatização depois de enfraquecer o Estado. Alinhados ao setor privado durante o governo Temer, os bancos públicos abandonam concorrência e investimentos, como o corte de crédito, o fechamento de agências e o aumento das tarifas. “Eles falam que ‘quem não quiser defender esse Estado desfeito, vem para a esfera privada’, o que é uma tentação. Porém, a esfera deles não é privada, mas mercantil. Quando os tucanos privatizaram o Banerj e Banespa, porque não queria fazer políticas sociais, eles não colocaram as ações nas mãos dos trabalhadores, mas deram ao mercado. Eles transformam o direito em mercadoria”, conta o sociólogo.

Esther também rebate o argumento de defensores do controle do Estado pelo mercado, de que, com a retração do Estado, os bancos privados podem entrar nesses espaços com mais competência. Segundo ela, enquanto a economia brasileira crescia, parte da riqueza estava nos títulos privados, mas quando afundou, a maior parte da riqueza financeira foi para a dívida pública. “Ou seja, ela vai para a esfera financeira e não sai de lá. Quando você tira os bancos públicos, a economia enfraquece”, explica.

Fonte: Rede Brasil Atual

Governo estuda compras conjuntas entre União e bancos públicos

Publicado em: 29/08/2018


O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, informou hoje (27) que o governo estuda medidas para aumentar a segurança das operações e reduzir a burocracia nos bancos públicos.

Colnago deu a declaração após reunião, em Brasília, com os presidentes do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, da Caixa Econômica Federal, Nelson de Souza, e do Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, além do chefe de gabinete do Banco do Nordeste (BNB), José Andrade Costa.

Sem entrar em detalhes, Colnago disse que uma das iniciativas em discussão é a realização conjunta de compras entre o governo central – formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – e os bancos públicos, como forma de reduzir custos.

“Tem, eventualmente, o maior compartilhamento das compras pelos bancos públicos. Estamos fazendo a mesma coisa agora: governo central, para usar o ganho de escala, usar o poder de compra tanto da União quanto dos bancos para reduzir os custos de aquisição de materiais do dia a dia”, acrescentou.

Orçamento 2019

Colnago não quis comentar o fechamento do projeto de lei orçamentária do ano que vem, que tem que ser apresentado até o fim desta semana.

De acordo com a assessoria do Ministério do Planejamento, o projeto deverá ser tornado público na própria sexta-feira (31), durante a tarde, com previsão de uma entrevista coletiva com a equipe econômica.

No último dia 14, o presidente Michel Temer sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, aprovada no mês anterior pelo Congresso Nacional.

O texto, sancionado com 17 vetos, serve de base para a elaboração do Orçamento do ano que vem. Uma das medidas já confirmadas pelo governo é a correção dos recursos para a área de educação com base na inflação deste ano.

Fonte: Jornal do Brasil