Reestruturação faz BB fechar única agência da rede em Sarapuí, interior de SP

Publicado em: 23/11/2017

A única agência do Banco do Brasil de Sarapuí (SP) foi fechada nesta sexta-feira (17). O fechamento faz parte da medida anunciada pelo banco em novembro com o objetivo de economizar R$ 3,8 bilhões.

Segundo o banco, os correntistas terão que ir até a agência de Itapetininga para resolver os problemas administrativos, como depósitos e retirada de talões de cheques. Já os saques podem ser feitos em agências dos Correios.

Além disso, o Banco do Brasil afirma que coloca à disposição dos clientes os serviços do Banco Postal, além dos canais alternativos de atendimento: Internet Banking e Central de Atendimento.

Reestruturação

O fechamento faz parte do plano de reestruturação do Banco do Brasil. Ao todo, estão sendo fechadas 402 agências, da quais 379 estão sendo transformadas em postos de atendimento e 31 superintendências regionais encerradas.

Com esta medida, o BB alegou que economizará R$ 3,8 bilhões, dinheiro que será investido em unidades virtuais. Atualmente, existem 245 unidades virtuais e até o fim do ano devem ser criadas outras 255 em todo o país.

Em novembro de 2016, o Banco do Brasil divulgou a lista com as agências afetadas.

Fonte: Portal G1

Prefeitos pernambucanos pedem reabertura de agências do BB

Publicado em: 09/11/2017

Treze prefeitos de municípios do Interior de Pernambuco cobraram, na segunda-feira (6), da superintendência regional do Banco do Brasil (BB) a reabertura de agências destruídas em ações criminosas nos últimos meses. Pelo menos 17 cidades estão sem atendimento bancário na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão. Segundo os gestores, a instituição teria anunciado que, em alguns municípios, não recuperará as agências, que serão desativadas em definitivo. Os prefeitos avaliam a possibilidade de entrar na Justiça para garantir que o serviço não seja extinto em suas regiões.

A reunião com um representante da superintendência do banco, no prédio do BB situado na avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, foi a primeira de três reuniões agendadas pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para tratar sobre o assunto ao longo do dia. Depois de expor as dificuldades que a população e a economia estão enfrentando à diretoria do banco, o grupo ainda seguiu para a sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e foi recebido pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu. Depois, os gestores também pediram apoio do defensor público-geral, Manoel Jerônimo, em reunião realizada no prédio da Defensoria Pública de Pernambuco.

Foram definidos dois encaminhamentos. O primeiro diz respeito a uma tentativa de diálogo com a diretoria do BB em Brasília, em data ainda não definida. O encontro deve ter a participação da Amupe e de um representante do MPPE. Se não houver acordo, as prefeituras pretendem entrar com uma ação judicial conjunta e com ações individuais para pedir que o banco seja obrigado a reabrir as agências. A intenção ganhou força depois de uma liminar favorável ao município de Inajá, no Sertão, ter determinado que a agência local do BB voltasse a funcionar, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, em caso de descumprimento. A decisão, impetrada por um defensor público, foi concedida na semana passada.

“O banco é de fomento, um braço do desenvolvimento, e esse braço não pode ser quebrado. Não podemos cuidar da produção, da caprinovinocultura, sem financiamento, e se o banco está longe, fica difícil. Se há agências superavitárias nas capitais e grandes centros econômicos, essas devem cobrir possíveis prejuízos financeiros [da manutenção de agências no Interior]. É preciso equacionar isso”, afirmou o presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota.

A demora para reabrir agências destruídas por criminosos tem levado populações vulneráveis a viajar dezenas de quilômetros em busca de atendimento. Em alguns casos, clientes chegam às 2h e formam filas para esperar o início do expediente bancário, às 10h, segundo os prefeitos. “Pessoas se dirigem a outras cidades para tirar a aposentadoria, para sacar salário, e se expõem a assaltos e acidentes. Já houve alguns, inclusive”, relatou o prefeito de Flores, Marconi Santana. “Nosso município é pobre, pequeno. A folha de servidores, o comércio, tudo dependia do banco. Agora, nossa economia está parada”, completou o prefeito de Poção, Emerson Vasconcelos.

O BB foi procurado pela reportagem, mas, até a publicação deste texto, não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte: Folha de Pernambuco

Justiça determina reabertura de agências do BB em três cidades alagoanas

Publicado em: 11/10/2017

A Justiça determinou a reabertura das agências do Banco do Brasil que foram transformadas em postos de atendimento nos municípios de Canapi, Mata Grande e Piaçabuçu, no Sertão de Alagoas.

Procurada pela reportagem do G1, a assessoria de comunicação do Banco do Brasil informou, por meio de nota, que a instituição aguarda a notificação judicial para avaliar o assunto.

A direção do BB fechou agências ou as transformou em pontos de atendimento em Alagoas e outros estados do país no início deste ano, como parte de um plano de reestruturação que envolveu também um plano de aposentadoria incentivada dos funcionários.

A reabertura das agências foi determinada pelo Juiz de Direito Henrique de Barros Teixeira, da 3ª Vara Cível da Capital, e foi proferida na última quarta-feira (4). A ação popular é de autoria do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PMDB).

De acordo com o texto da ação, o fechamento das agências nesses três municípios sobrecarregou o atendimento na agência localizada em Delmiro Gouveia, que já contaria com número insuficiente de caixas e funcionários.

O autor da ação alega também que entrou em contato com a Superintendência do Banco do Brasil para solicitar a reversão do rebaixamento das agências em Canapi, Mata Grande e Piaçabuçu, mas não obteve resposta.

Na decisão, o juiz determina a suspensão do rebaixamento e a retomada do atendimento normal das agências do BB nestes três municípios em até 15 dias úteis. A multa em caso de descumprimento é de R$ 5 mil diários.

Fonte: G1

Em um ano, BB corta 10 mil vagas e fecha 551 agências em todo o país

Publicado em: 19/05/2017

Relatório divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Banco do Brasil (BB) mostra que a instituição eliminou 9.900 postos de trabalho em um ano, até o primeiro trimestre, e fechou 551 agências, mais do que a meta anunciada há alguns meses (aproximadamente 400). O corte no número de “colaboradores” supera 13 mil se incluídos os estagiários. O lucro líquido nos três primeiros meses do ano atingiu R$ 2,443 bilhões, crescimento de 3,6% em relação a igual período de 2016.

De acordo com o balanço, o BB fechou o trimestre com 99.964 funcionários, ante 109.864 no ano passado, e reduziu de 4.612 para 1.420 o número de estagiários. No total, os colaboradores passaram de 114.476 para 101.384, redução de 13.092.

O total de agências agora é de 4.877. Eram 5.428 no início de 2016. O fechamento se concentrou neste começo de 2017, já que até o final do ano passado havia 5.440, número até maior que nos primeiros meses.

Em novembro do ano passado, a direção do BB anunciou um plano de reestruturação que incluía fechamento de agências e plano de incentivo à aposentadoria, que teve 9.409 adesões. Em abril deste ano, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região lançou cartilha em defesa dos bancos públicos, que já estariam passando por uma “privatização disfarçada”. Uma campanha lançada em 2016 já denunciava efeitos negativos, para a economia, da ofensiva do governo sobre o setor público.

Petrobras

A Petrobras reduziu em 17% sua força de trabalho, de 78.406 funcionários no primeiro trimestre do ano passado para 65.220 neste início de 2017, um corte de mais de 13 mil vagas, de acordo com balanço divulgado no início da noite desta quinta-feira. Segundo a companhia, essa diminuição se deve a um plano de demissões voluntárias.

O lucro líquido anunciado pela empresa no primeiro trimestre foi de R$ 4,4 bilhões, ante prejuízo de R$ 1,2 bilhão em igual período de 2016.

Fonte: Rede Brasil Atual 

 

BB disponibilizará wifi gratuito em mais de 1000 agências até setembro

Publicado em: 29/03/2017

O Banco do Brasil instalou redes Wi-Fi em mais de 300 agências pelo país durante o primeiro trimestre e estima expandir o serviço para mil unidades até setembro. A iniciativa tem o objetivo de divulgar o aplicativo da instituição e pretende familiarizar os clientes às operações disponíveis nos smartphones e tablets para intensificar o uso do canal.

O acesso à internet é feito com o apoio dos funcionários nas agências, que auxiliam os usuários a baixar o app, apresentam as funcionalidades e divulgam a segurança do canal. Segundo o banco, a tecnologia garante uma melhor experiência ao cliente, gerando maior conveniência e, na maioria dos casos, dispensa a necessidade de deslocamento até as agências bancárias. “A satisfação dos clientes que utilizam o modelo de atendimento digital é 21% superior daqueles que utilizam o atendimento físico. A solução para o cliente está disponível na palma da mão e pode ser feita em qualquer lugar,” ressalta o diretor de clientes pessoas físicas do BB, Simão kovalski.

Pelo aplicativo é possível fazer desde pagamento de boletos, transferências e depósito de cheques, até operações mais complexas, como: contratação de empréstimos, financiamento de veículos e de operações rurais. Apenas em 2016, foram feitas mais de 3 bilhões de transações pelos dispositivos móveis. “As transações realizadas nos canais mobile e Internet representam 65,9% do total do atendimento no BB e o aplicativo do banco já ultrapassou a marca de 11 milhões de usuários”, ressalta Gustavo Fosse, diretor de tecnologia do BB.

A pesquisa realizada pela Opinion Box e o Mobile Time apontou o app do Banco do Brasil como um dos cinco mais importantes no dia a dia do brasileiros, atrás apenas de redes sociais e do Google. Entre os aplicativos bancários, o BB é líder em downloads e possui a melhor avaliação dos usuários nas lojas Apple Store e Google Play.

Fonte: Notícias do Dia

BB é multado por não reabrir agências atingidas por ações criminosas em PE

Publicado em:

A não reabertura de agências atingidas por ações criminosas em Pernambuco levou o governo estadual, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e do Procon-PE, a multar o Banco do Brasil no valor de R$ 4 milhões. A instituição bancária tem o prazo legal de 10 dias para apresentar recurso da decisão, que foi fundamentada em infração gravíssima, devido a defeitos de prestação de serviço coletivo e à cobrança de taxas a consumidores por serviços bancários durante o período de não funcionamento das agências.

Uma investigação preliminar contra as instituições financeiras que tiveram agências e caixas eletrônicos explodidos foi instaurada pelo Procon-PE em agosto do ano passado. De acordo com o órgão, apenas o Banco do Brasil segue com as agências atingidas no interior do Estado fechadas enquanto os demais bancos apresentaram defesa manifestando que foram reestabelecidos os serviços nos locais afetados pelas investidas criminosas.

Ainda segundo o Procon-PE, o Banco do Brasil alegou que a devolução de valores cobrados a correntistas das agências que estavam fechadas não seria necessária, já que o consumidor teria alternativas para realizar operações bancárias. O órgão entende, porém, que a não realização do estorno dos valores cobrados retira o direito de escolha do consumidor.

A não efetivação dessa cobrança é um dos pontos que constam no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Procon-PE em audiência realizada em fevereiro deste ano com a presença de representantes dos bancos. O documento, que não foi assinado por nenhuma instituição financeira, previa ainda a efetivação das medidas de segurança voltada à total inutilização de cédulas e a submissão do plano de segurança adotado à Polícia Federal, além do restabelecimento do funcionamento efetivo.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Banco do Brasil em Pernambuco informou que a instituição bancária não comentaria a aplicação da multa. No texto, o banco “reafirma o compromisso permanente de continuar prestando ao Procon-PE, em tempo ágil, os devidos esclarecimentos sobre a situação das agências que foram alvo de investidas criminosas, bem como as informações sobre os esforços diários que empreende visando disponibilizar alternativas de atendimento capazes de minimizar o impacto para as comunidades”.

Caixa Econômica Federal

O Procon-PE informou que enviou um ofício para a Polícia Federal para que realize uma fiscalização com o objetivo de verificar se a operação das agências estão seguindo a legislação de segurança. Sobre a Caixa Econômica Federal, o órgão informou que a defesa do banco afirmou que as duas agências que haviam sido alvo de explosões — uma em Ponte dos Carvalhos e outra em Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho — já estariam com os serviços restabelecidos. Caso isso não corresponda à realidade, a Caixa será submetida a medida cautelar e a uma multa de R$ 100 mil, segundo o Procon-PE.

Fonte: G1

Banco do Brasil é multado em R$ 4 milhões pelo Procon

Publicado em: 23/03/2017

O Procon multou o Banco do Brasil no valor de R$ 4 milhões. A multa foi devido ao descumprimento da reabertura das agências atingidas por ações criminosas, o que vai de encontro com o Código de Defesa do Consumidor.

O órgão instaurou investigação preliminar contra as instituições financeiras, que tiveram agências e caixas eletrônicos explodidos, em agosto de 2016. Desde então foram realizadas audiências com a presença dos bancos. Na última, realizada em fevereiro deste ano, o órgão de Defesa do Consumidor propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Termo esse que não foi assinado por nenhuma instituição financeira.

Entre os pontos propostos pelo TAC estavam: a submissão do plano de segurança adotado à Polícia Federal; a efetivação das medidas de segurança voltada à total inutilização de cédulas; a devolução e suspensão das cobranças bancárias dos consumidores que estão com suas agências fechadas; e o restabelecimento do funcionamento efetivo.

Todos os bancos apresentaram defesa manifestando que as agências que tinham sido atingidas, já estavam com os serviços reestabelecidos. Apenas o Banco do Brasil continua com as agências atingidas no interior do Estado fechadas.

Ainda na defesa, os bancos salientaram que as taxas de serviços bancários não estavam sendo cobradas aos correntistas das agências que estavam fechadas e que em caso da efetivação da cobrança os valores serão estornados.

O Banco do Brasil alegou que a devolução não seria necessária, visto que o consumidor teria alternativas para realizar operações bancárias. Em contrapartida, o Procon/PE entende que essa atitude retira o direito de escolha do consumidor.

A decisão de multa é fundamentada em infração gravíssima, e destaca entre os fatores: defeitos de prestação de serviço coletivo e cobrança de taxas a consumidores por serviços bancários, durante o período de não funcionamento. O Banco do Brasil terá o prazo legal de 10 dias para apresentar recurso.

O Procon também enviou um ofício para a Polícia Federal, para que, como órgão competente, fiscalize todos os bancos, com o objetivo de verificar se a operação das agências estão seguindo a legislação de segurança.

RESPOSTA – Por meio de nota o Banco do Brasil comentou a decisão.

“O Banco do Brasil reafirma o compromisso permanente de continuar prestando ao Procon PE, em tempo ágil, os devidos esclarecimentos sobre a situação das agências que foram alvo de investidas criminosas, bem como as informações sobre os esforços diários que empreende visando disponibilizar alternativas de atendimento capazes de minimizar o impacto para as comunidades.

No tocante à multa, a Instituição não comenta.”

Defensoria pede retorno de agências desativadas pelo BB no Acre

Publicado em: 09/03/2017

A Defensoria Pública do Acre ingressou com uma ação civil pública na 1ª Vara Cível de Rio Branco na segunda-feira (6) pedindo que as agências do Banco do Brasil que foram desativadas voltem a funcionar no estado. O órgão afirma que a mudança é unilateral e prejudica os clientes, moradores e o comércio desses locais. Por isso, o órgão também pedei à Justiça o pagamento de dano moral coletivo no valor de R$ 1 milhão.

O superintendente do Banco do Brasil no Acre, Paulo Amaral, disse que o banco ainda não foi notificado, mas que a partir do momento que tomarem conhecimento do processo quem deve responder é a diretoria do banco em Brasília. Ele explica que a decisão de desativação das agências foi uma decisão nacional amparada por um estudo de grau de utilização das agências.

“Os clientes das agências desativadas já foram transferidos para outras agências sem a necessidade de mudar cartões, senhas ou contas. Apesar das desativações, os bancos apresentam um fluxo normal de clientes e mantém o atendimento normal, inclusive em dias de grande fluxo, como os dias de pagamento de aposentados e de servidores públicos”, afirma.

Apesar do posicionamento do banco, o defensor público Celso Araújo diz que a justificativa não é válida e que em Assis Brasil, por exemplo, os moradores vão ter de buscar atendimento em uma agência de Brasileia ou Epitaciolândia. O Banco do Brasil nega que a agência do município tenha sido transformada em um posto de atendimento e diz que o local não entrou no cronograma de desativações e segue funcionando normalmente.

“Considerando que os clientes seriam prejudicados, a gente interpôs a ação civil pública cujo objetivo é que o banco seja obrigado a permanecer com o funcionamento dessas agências. O banco alega que está passando por uma certa reestruturação, é esse o fundamento, mas entendemos que além dos prejuízos aos moradores também haverá prejuízos aos comerciantes, especialmente na Estação Experimental [Rio Branco] e Assis Brasil”, afirma.

A defensora pública geral, Roberta de Paula Caminha Melo, diz que a Defensoria aguarda a decisão da juíza sobre a liminar. “Estamos aguardando a decisão e vamos dar continuidade ao procedimento. O objetivo é exatamente o restabelecimento desse serviço, há todo um prejuízo para todos os consumidores”, finaliza.

Desativação de agências
Em novembro de 2016, o BB divulgou que ao menos três agências no Acre iriam sofrer o impacto do plano de reestruturação da entidade. O BB anunciou que, em 2017, 402 agências seriam fechadas, 379 transformadas em postos de atendimento e 31 superintendências em diversos municípios encerradas.

No estado, houve o fechamento de duas agências na capital, a do Parque da Maternidade, que funciona no Centro, e a da Estação Experimental, que funciona no bairro de mesmo nome. A terceira agência atingida pelas mudanças seria no município de Assis Brasil que seria transformada em um posto de atendimento. Porém, a superintendência no Acre afirmou que a agência segue funcionando normalmente.

Colaborou Evely Dias, da Rede Amazônica Acre.

 

Fonte: G1

Com reestruturação, BB corta R$ 2,3 bilhões em despesas

Publicado em: 23/02/2017

São Paulo – Em sua reestruturação, o Banco do Brasil já fechou centenas de agências e concluiu um plano de aposentadoria incentivada que cortou R$ 2,3 bilhões em despesas.

O número foi divulgado hoje pelo banco, em sua coletiva de resultados do quatro trimestre e ano de 2016 –  a primeira  mensuração oficial do impacto das mudanças de gestão, anunciadas em novembro, para o negócio.

De acordo com o banco, o principal corte de gastos veio da redução de funcionários, que compõem mais de 60% do total de despesas administrativas. Quase 10% de toda a força de trabalho aderiu ao plano – 9.409 pessoas exatamente.

Para este ano, o BB não pretende fazer uma nova rodada de incentivos a aposentadoria e já fechou um acordo coletivo para o aumento de salário no período.

Apesar da economia bilionária, o banco ainda prevê cortes de custos recorrentes na ordem de R$ 750 milhões.  Ele pretende alcançar o valor com renegociações de contratos de aluguel e segurança nas agências, serviços de terceiros e custos com transportes de valores. No ano passado, já conseguiu reduzir as despesas com isso em R$ 82 milhões.

Em sua reestruturação, o banco já fechou 274 agências e até o final de março, mais 128 serão fechadas.

Guidance

O Banco do Brasil apresentou suas metas para o ano de 2017. O lucro líquido deverá ser entre R$ 9,5 e R$ 12,5 bilhões, contra R$ 8 bilhões em 2016.

A carteira de crédito deverá crescer entre 1% e 4%, impulsionada principalmente pelo agronegócio.

A carteira voltada a grandes empresas continuará caindo de acordo com as previsões do banco, por conta da crise econômica. No ano passado, essa carteira caiu 19,2%, por conta do grande número de pedidos de recuperação judicial.

Digital

Com a redução de funcionários e fechamento de agências, o Banco do Brasil está buscando formas de fazer mais com menos. Uma maneira é a expansão de seus serviços digitais.

Cerca de 1,3 milhão de clientes já é atendido por agências digitais. Para 2017, o plano é que esse número chegue a 1,8 milhão de clientes estilo digital e exclusivo digital.

Hoje, 65% de todas as transações do banco são feitas pelo aplicativo mobile ou por um computador. Em 2016, o celular foi responsável por 10,7 bilhões de transações, 53% a mais do que no ano anterior.

A mudança não apenas corta a fila de espera em bancos, mas também impulsiona o balanço da empresa. Ao trocar o físico pelo virtual, os gerentes podem atender até 35% mais clientes e a rentabilidade melhora de 20% a 44%, diz a instituição.

Por essa razão, o BB está criando soluções digitais, como o aplicativo Ourocard, a possibilidade de renegociar dívidas e até financiar um carro pelo smartphone.

Pela Conta Fácil, totalmente virtual, é possível abrir uma conta em 7 minutos, em comparação aos 53 minutos para o mesmo procedimento em uma agência. O custo dessa modalidade também é 24 vezes menor do que uma conta normal.

A expectativa é que 1,8 milhão de contas sejam abertas pelo aplicativo em 2017.

Fonte: Exame.com

Mais duas agências do BB deixam de funcionar em Curitiba

Publicado em: 08/02/2017

Como parte do plano de reformulação aprovado pelo Conselho e Administração do Banco do Brasil em novembro de 2016, várias agências estão sendo fechadas no Paraná. Em todo o Brasil, 379 agências foram transformadas em postos de atendimento e 402 estão em processo de desativação. No Paraná, 11 agências deixarão de existir. Em Curitiba são seis no total, uma agência já deixou de funcionar e outras duas deixam de atender no dia 11 de fevereiro.
Desta vez, fecham as agências Novo Mundo e Mariano Torres. Os correntistas das unidades vêm sendo orientados sobre o endereço da agência para qual foram transferidos.

De acordo com a direção do Banco do Brasil, o conjunto de medidas deve promover economia de cerca de R$ 750 milhões.

Fonte: Massa News

Carreira estável vira pesadelo para funcionários do BB

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Imagine que você tem uma carreira estável conquistada via concurso público e após anos de evolução nessa carreira atingiu um padrão de vida confortável para sua família. E de um dia para outro, as regras mudam. Você não é demitido pois é concursado. Mas se vê obrigado a aceitar a perda do cargo em comissão, a redução do salário e, em muitos casos, a mudar de cidade para continuar no emprego. Essa é a situação atual dos funcionários do Banco do Brasil, dos que sobraram após um programa de estímulo à aposentadoria, sob a justificativa da redução de custos.

O processo de reestruturação do Banco do Brasil começou com o anúncio, em novembro de 2016, do fechamento de 402 agências pelo país e a transformação de outras 379 agências em postos de atendimento. Os funcionários desses locais perdem suas funções e são chamados de excedentes. E ao invés da direção da instituição financeira realocar esses bancários que perderam seus postos de trabalho, iniciou uma escalada de modificação de cargos em todos os níveis. O resultado é de funcionários preocupados com seu futuro no banco, tendo que modificar drasticamente suas vidas, sem saber como lidar com as dívidas que a situação financeira anterior lhes permitia e que agora não é mais possível manter.

Durante plenária regional dos três estados do Sul realizada com funcionários do BB no último sábado (4), em Curitiba, diversos relatos, principalmente de gerentes, que foram rebaixados a escriturários. Esses bancários vão receber até R$ 6 mil a menos em seus proventos. E muitos dos que continuaram com seus cargos comissionados estão ainda na expectativa se continuam ou não em suas agências. O banco retirou a carteira de clientes de gerentes de contas, transferiu para sistemas de agências digitais, e esvaziou as agências. Em locais que antes trabalhavam dezenas de bancários, a estimativa é que comporte menos de dez. Além disso, mais de 20 gerentes de contas sem carteira de clientes ainda não foram removidos. Estão no limbo.

Um gerente descomissionado relatou que seu cargo atual é de escriturário e que no mapa de vagas disponibilizado pelo banco aparecem somente dez disponíveis e que na agência que ele trabalha são cinco “excedentes”. “Onde vão trabalhar todas essas pessoas que estão excedentes nas demais agências de Curitiba?”, questionou.

Para o movimento sindical bancário, a intenção do governo federal é sucatear o Banco do Brasil (e também a Caixa e o BNDES) para que os serviços bancários sejam prestados somente pelas instituições financeiras privadas. “Sucateando, o banco vai desaparecendo. E até a boataria de juntar BB e Caixa, atuariam como apêndices das políticas sociais do governo, o BB no financiamento agrícola, a Caixa no financiamento habitacional e só, sem produtos financeiros, que pertencem ao sistema financeiro privado”, contextualizou Beto Von Der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro (Contraf-CUT), em exposição durante a plenária organizada pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região.

Os problemas relatados no dia a dia dos bancários do BB desde o início da reestruturação e fechamento de agências são muitos: a falta de transparência no processo (o banco vai anunciando as mudanças e os descomissionamentos e muitos funcionários ainda não sabem se serão os próximos); em agências que permanecem abertas, já se sabe que terá, por exemplo, dois funcionários transferidos, mas esses bancários não sabem quem será o transferido; ainda não há uma opção de renegociação de dívidas para os trabalhadores que tiveram redução drástica nos salários; os bancários tiveram de assinar um documento que reduz jornada com redução salarial para manter o recebimento de uma verba temporária de transição; as carteiras de clientes dos gerentes das agências físicas foram transferidas para agências digitais; não há vagas suficientes para concorrência para que os bancários se mantenham em seus cargos ou sejam promovidos, essas vagas estariam sendo ocupadas por indicação, de acordo com relatos dos trabalhadores, e as opções disponíveis são vagas com rebaixamento salarial.

Com a falta de transparência no processo de reestruturação anunciado pelo BB, o movimento sindical está atuando em algumas frentes, como a realização de atos para dar visibilidade ao problema desses trabalhadores, que vai acabar refletindo no atendimento à população. De acordo com Elias Jordão, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, a entidade já atua com mobilizações, nas negociações com o banco, no pedido de intermediação no Ministério Público do Trabalho, tanto em Brasília, sede do banco, como nos estados; e no suporte jurídico para prever ações que poderão ser judicializadas caso esgote a negociação administrativa, especialmente com relação à redução salarial imposta. Os próximos passos são atuar na intensificação de uma campanha nacional em defesa das empresas públicas, dos bancos públicos e do Banco do Brasil; a viabilização de audiências públicas em todos os espaços de discussões, como assembleias legislativas e câmaras de vereadores, além de contato com prefeitos e governadores; coleta de dados e depoimentos para subsidiar a intermediação do Ministério Público do Trabalho.

O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) esteve na plenária e se colocou à disposição para promover uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Paraná. Para ele, funcionário de carreira do BB, não tem saída individual. “O banco percebeu uma mudança de paradigma no sistema financeiro e com as novas tecnologias vão tirar os trabalhadores de dentro das agências. Quanto mais junto estivermos, mais difícil será para essa direção temporária executar esse projeto perverso”, alertou o deputado, que passou, como funcionário e dirigente sindical bancário, pelos ataques aos serviços públicos promovidos na Era FHC (1994-2002), que privatizou a maioria dos bancos públicos estaduais, restando atualmente somente cinco dessas instituições.

Para a advogada Jane Salvador, do escritório Defesa da Classe Trabalhadora (Declatra), que assessora o Sindicato dos Bancários de Curitiba, judicialmente é possível questionar as perdas salariais em diversos aspectos que estão sendo impostos pelo banco, e a primeira delas é a própria Constituição Federal de 1988, que proíbe a redução salarial ilícita.

O BB estaria reduzindo jornada e salário atingindo trabalhadores que anteriormente entraram com ações judiciais para reconhecimento da 7ª e 8ª horas diárias trabalhadas como extra. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece a jornada legal da categoria bancária como seis horas diárias e esses trabalhadores tiveram reconhecido por sentença judicial que os cargos que exercem não são de confiança, portanto, teriam direito às horas-extras e à incorporação de seus salários dessa diferença. Agora, o banco reage reduzindo a jornada de todos para seis horas, mas reduzindo o salário na mesma proporção. “Tem argumento jurídico para todos. Para quem tem ação judicial transitada em julgado ou em execução de sentença, o banco está descumprindo sentença judicial”, explicou Jane.

O desafio para o movimento sindical é engajar os trabalhadores concursados do BB e o poder público nas pequenas e grandes cidades na mobilização em defesa do Banco do Brasil como uma instituição necessária para o fomento de políticas públicas em infraestrutura. O fechamento, sucateamento e precarização do atendimento à população prejudica o acesso aos serviços financeiros, alimentando a demanda para os bancos privados, deixando a população, mais ainda, refém das altas taxas de juros e de serviços praticada pelos bancos.

Além do fechamento de agências, o Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI) realizado no final de 2016 diminuiu o quadro de funcionários em quase 10 mil pessoas, que aproveitaram a chance de se aposentar antes da uma Reforma da Previdência anunciada por Michel Temer, que vai fazer homens e mulheres se aposentarem somente após os 65 anos de idade e sem acesso ao valor integral da aposentadoria.

Fonte: Rede Brasil Atual

BB fecha cinco agências na PB a partir desse mês

Publicado em: 02/02/2017

O Banco do Brasil começa a fechar cinco agências na Paraíba a partir deste mês. Uma delas, a do Mag Shopping, já colocou anúncio informando que atenderá os clientes até o próximo dia 10. O fechamento faz parte da reestruturação do BB, que implica em reduzir o número de agências em todo o país, além de oferecer plano de aposentadoria voluntária para cerca de 18 mil funcionários.

Segundo informações do secretário do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Jurandir Pereira, os funcionários serão remanejados para agências mais próximas e, provavelmente, alguns terão seus salários reduzidos a partir do quinto mês, caso não consigam relocação.

Os funcionários das agências fechadas não vão para outras cidades, vão permanecer nos municípios que eles trabalham. “O que pode acontecer são mudanças de função. Um bancário pode ficar em outro cargo e continuará recebendo o mesmo salário por quatro meses. Só no quinto mês, se ele não conseguir relocação, correrá o risco de ter o salário reduzido”, informou Jurandir Pereira.

A intenção da direção do BB é fechar 402 agências em todo o país e conseguir a adesão de 18 mil funcionários com o programa de demissão voluntária, o que implicará numa economia atual na ordem de R$ 2,7 bilhões. Os funcionários que aderirem ao plano receberão 12 salários, além de uma indenização pelo tempo de serviço, que vai de um a três salários. O BB tem atualmente 109 mil funcionários.

Nos nove primeiros meses do ano, o banco gastou R$ 15 bilhões com pessoal. Postos de atendimento Além de fechar 402 agências, outras 379 serão transformadas em postos de atendimento. Na Paraíba serão fechadas cinco agências e outras 11 vão ser transformadas em postos de atendimento. As agências que vão ser fechadas são as do Espaço Cultural (4453), Shopping Sul (4571), Mag Shopping (4636) e Cabo Branco (5891), em João Pessoa, e do Partage Shopping (4503), em Campina Grande.

Por outro lado, as que vão ser transformadas em posto de atendimento são as agências da Rua Treze de Maio (4020) e do Centro Administrativo Municipal (5071), em João Pessoa, além das agências dos municípios de Aroeiras (1019), Barra de Santa Rosa (1026), Caiçara (1699), Ingá (1345), Jacaraú (2191), Lagoa de Dentro (2235), Salgado de São Félix (2563), Tacima (2703) e Umbuzeiro (1346). Os postos de atendimento têm uma estrutura mais simples, principalmente no que diz respeito à presença de um gerente, mas para o cliente não haverá nenhuma diferença.

Clientes transferidos Os clientes das agências que o Banco do Brasil vai fechar a partir deste mês serão automaticamente transferidos para outras agências e vão poder manter cartões e senhas, mesmo se houver alteração no número da conta.

Fonte: PB Agora

BB vai aceitar nome social de travestis, transexuais e transgêneros

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Seguindo uma tendência que vem se espalhando no país, o Banco do Brasil anunciou, em comemoração ao dia da visibilidade Trans celebrado neste domingo, que normatizou o uso do nome social pelos travestis, transexuais e transgêneros em suas agências. A regra é válida para funcionários e também pode ser estendida a clientes.

Desde abril de 2016, o decreto 8.727/16 determinou o reconhecimento da identidade de gênero no âmbito da administração pública federal, mas o Banco do Brasil não havia sido incluído por fazer parte da administração indireta.

Em Minas Gerais, o governo publicou decreto neste domingo estabelecendo que travestis e transexuais poderão usar a identidade de gênero nos órgãos estaduais. Na Prefeitura de Belo Horizonte, também há decreto reconhecendo o nome social.

“Mesmo sem a obrigatoriedade legal, o BB entende que aceitar a utilização do nome social sinaliza seu respeito pelas individualidades e reconhece a riqueza da diversidade na construção de um ambiente de trabalho igualitário”, afirmou o diretor de Gestão de Pessoas do BB, José Caetano Minchillo.

Os funcionários que desejarem ter seus crachás alterados terão o nome social usado em crachás, cartões de visita, carimbos e email institucional.

Clientes também podem

De acordo com a instituição, o banco torna-se a primeira instituição financeira do país a normatizar o tema. Os clientes também podem adotar o nome social. Para isto, basta manifestar a preferência na agência.

Segundo o BB, as comunicações no atentimento presencial ou no envio de correspondências e identificação nos canais digitais respeitarão o nome social. Já as operações regidas por contratos continuarão sendo feitas pelo nome de registro por causa de exigências legais.

Fonte: em.com.br/

BB negocia mais de R$ 3,65 bilhões com clientes via digital

Publicado em: 26/12/2016

O Banco do Brasil conseguiu renegociar quase R$ 3,47 bilhões de dívidas desde 2014 por meio do site. Foram firmados mais de 326 mil acordos com os clientes. O ticket médio é de aproximadamente R$ 7 mil para pessoa física e R$ 68 mil para empresas.

Em setembro deste ano, o BB estendeu a solução de renegociação para o aplicativo do banco, após um período de testes com grupo reduzido de clientes. Desde o início do piloto, foram registrados mais de 26 mil acordos, totalizando R$ 185 milhões em renegociações. O ticket médio no mobile também é aproximadamente R$ 7 mil.

Lançado em 2014 pelo Banco do Brasil para negociação de dívidas pela internet, a ferramenta no portal permite renegociar os débitos sem a necessidade de se deslocar até uma agência. A solução oferece aos clientes com dívidas com o banco ambiente exclusivo no autoatendimento pela internet, onde é possível consultar o saldo devedor e o número de parcelas em atraso dessas operações – além do valor de tarifas pendentes. Tudo em tempo real, tanto para pessoas físicas quanto para empresas.

Ao final da consulta, o cliente do BB pode selecionar, entre uma série de opções de parcelamento, a melhor forma para quitar sua dívida, que pode ser paga por boletos gerados no próprio portal. A ferramenta também avalia a possibilidade de concessão de abatimentos no valor das dívidas. Os pedidos são avaliados por um algoritmo que pondera, entre outros aspectos, a probabilidade de recuperação do crédito.

Procon.
Até o próximo dia 20, em Brasília, clientes pessoa física do BB podem comparecer à sede do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) para renegociar suas dívidas. O atendimento é realizado por equipe especializada do BB, com capacidade de realizar 200 atendimentos por dia, permitindo a renegociação de dívidas vencidas de clientes pessoa física do Banco, como Crédito Direto ao Consumidor (CDC), cheque especial, cartão de crédito e financiamentos imobiliários, inclusive Minha Casa Minha Vida, em condições especiais. Servidores do Procon acompanham todas as renegociações a fim de pacificar o entendimento entre as partes.

Os interessados devem comparecer portando documento de identificação oficial com foto (RG, CNH ou passaporte) e comprovante de renda atualizado.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,bb-renegocia-mais-de-r-3-65-bi-com-clientes-pelo-portal-e-mobile,10000095030

BB tem mais de 50 caixas eletrônicos para compra de dólar

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O Banco do Brasil já possui 54 equipamentos habilitados na função câmbio pelo País (veja lista dos terminais disponíveis – anexo). Neles, o cliente pode comprar dólar dos EUA em menos de um minuto, inclusive nos Aeroportos Internacionais de Brasília (DF), do Rio de Janeiro (Galeão) e de Guarulhos (Cumbica), onde funcionam 24 horas nos sete dias da semana. Atualmente, os caixas eletrônicos deste tipo estão distribuídos em pontos estratégicos em Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins. O objetivo do BB é proporcionar ao cliente que precisa adquirir dólar dos EUA, uma opção prática, ágil e segura.

Segundo o gerente executivo da Diretoria de Soluções Empresariais do BB, Paulo Guimarães, nas agências que possuem TAA Câmbio, quase 60% das operações já ocorrem via terminal. “A transação de compra de dólar em TAA se assemelha a um procedimento de saque e é realizada em cerca de apenas 1 minuto, com limite de US$ 3 mil ao dia, sendo US$ 10 mil ao mês”, detalha.

Desde a criação dos TAA do BB para venda de dólar – ou seja, desde fevereiro de 2015 até hoje – foram realizadas mais de 30 mil operações. “Estimulamos o uso do TAA Câmbio por conta de seus benefícios ao cliente, que ganha em comodidade e agilidade, pela diminuição do tempo de atendimento, com débito direto na conta corrente, além de ser considerado uma solução inovadora e eficiente”, explica.

Consulta de taxas de câmbio pode ser feita via app do BB
O BB também oferece a opção de o cliente consultar as taxas de câmbio de diversas moedas (como dólar, euro, yen e outras) diretamente pelo aplicativo do Banco do Brasil via Android ou iOS. Qualquer usuário consegue verificar as taxas (sendo ou não cliente), já que não é necessário acessar a conta para esta consulta. A solução digital aumenta ainda mais os índices de eficiência operacional do BB. Trata-se de uma medida simples, mas que facilita bastante a vida dos clientes e usuários ainda não-clientes, já que antigamente era necessário procurar uma agência ou ligar para a CABB (Central de Atendimento do BB) para se informar da taxa de câmbio.

Fonte: http://www.bb.com.br/pbb/pagina-inicial/imprensa/n/54102/bb-ja-conta-com-mais-de-50-caixas-eletronicos-para-compra-de-dolar#/

Microcrédito sofre recuo pelo segundo ano consecutivo

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Em tempos de crise, com aumento do desemprego, muitos brasileiros passaram a empreender por necessidade, ou seja, buscaram alternativas para geração de renda. Entretanto, o Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) desacelerou este ano.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de janeiro a junho foram atendidos 2,3 milhões donos de pequenos negócios e concedidos R$ 4,6 bilhões. Ao longo de 2015, o microcrédito havia contemplado 5,2 milhões de clientes com a liberação de R$ 11,1 bilhões. Na avaliação de Almir da Costa Pereira, presidente da Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), a projeção para 2016 é de um resultado inferior ao registrado no ano passado. O volume ofertado já havia encolhido 4,6% em 2015 na comparação com 2014.

O cenário de pouca atividade e baixa confiança inibe a tomada de crédito. “Os microempreendedores atuam nos bairros onde vivem e sentem os efeitos do desemprego e da queda da renda. Isso desestimula”, comenta Pereira. Por outro lado, prevalece um clima de aversão a riscos pelas instituições financeiras e entidades que atuam no setor, que estão mais criteriosas nas avaliações dos clientes. Outro aspecto é que fontes de recursos (funding) não têm avançado, segundo o presidente da Abcred.

“Essa situação tem que mudar para que o microcrédito se torne mais representativo nos próximos anos”, afirma. Atualmente, as operações de microcrédito no Brasil correspondem a somente 0,2% do crédito total do sistema financeiro. O dinheiro para as operações dessa modalidade é proveniente do Fundo de Amparo ao Trabalhador, BNDES e de 2% dos depósitos compulsórios à vista junto ao Banco Central, a chamada exigibilidade. A despeito das dificuldades atuais, o segmento de microcrédito tem alto potencial, destaca Almir Pereira.

Para mudar essa realidade, o governo federal anunciou, este mês, no pacote de medidas para aquecer a economia brasileira que irá ampliar o limite de enquadramento das empresas no programa de Microcrédito Produtivo Orientado. O máximo do faturamento anual que é de R$ 120 mil passará para R$ 200 mil. O teto de cada operação aumentará de R$ 15 mil para R$ 21 mil.

Por enquanto, não há informações mais detalhadas sobre como se dará o incremento do funding. “Sabemos que a concorrência vai aumentar”, afirma Marcos Holanda, presidente do Banco do Nordeste (BNB). A instituição mantém o Crediamigo, o maior Programa de Microcrédito Produtivo Orientado da América do Sul. Ele defende que a porcentagem dos compulsórios destinada ao microcrédito aumente no país, superando os atuais 2%.

De janeiro a novembro, o Banco do Nordeste realizou 3,7 milhões de operações a dois milhões de empreendedores e os valores contratados somaram R$ 7,1 bilhões. O valor médio desses empréstimos foi de R$ 2,2 mil e as taxas de juros variaram de 1,5% a 2% ao mês. “Apesar do cenário adverso da economia, este ano, vamos nos aproximar do resultado de 2015, de R$ 8,1 bilhões”, afirma Holanda.

Em seu planejamento para 2017, o Banco do Nordeste trabalha para ampliar em 50% a sua base de clientes, isto é, chegar a três milhões. O foco será prestar atendimento nos Estados do Ceará, Bahia e Pernambuco, onde a demanda é elevada. “Temos um grande desafio operacional pela frente. Estamos investindo em tecnologias e em mais agentes”, diz Holanda.

O programa de microcrédito do Banco do Brasil (BB) desembolsou este ano, de janeiro ao início de dezembro, R$ 798 milhões em 352 mil operações. O tíquete médio dos financiamentos foi de R$ 2,3 mil e a taxa de 2,95% ao mês. De acordo com João Pinto Rabelo Júnior, diretor de governo do BB, em 2016 o valor de fechamento será menor do que o registrado em 2015, que foi de R$ 1,2 bilhão.

O executivo destaca que essa queda se deve à retração da economia. Diversos empreendedores, por necessidade, investiram recursos próprios, com receio de se endividar diante da demanda fraca. Outro movimento é que ao longo deste ano, 123 mil empreendedores, clientes do BB, conseguiram desenvolver suas atividades e migraram do microcrédito para outras linhas de financiamento, contratando valores maiores. Além da atuação por intermédio de agências, o BB atua no microcrédito por meio da parceria estratégica com a Movera desde 2015. “A Movera está ganhando velocidade após ter passado por uma fase de testes e ajustes”, afirma João Pinto Rabelo Júnior.

A estratégia é prestar atendimento à população não bancarizada. Por meio de uma conta pré­paga, operada diretamente do celular, os empreendedores podem acessar o crédito, sem que precisem abrir uma conta corrente. A Movera já tem 18 unidades espalhadas pelo país, a maioria no Nordeste, e em 2016 desembolsou R$ 16,7 milhões em 13 mil operações. O valor médio dos empréstimos foi de R$ 1,3 mil e a taxa praticada é de 2,8% ao mês. A meta da Movera é atender 60 mil clientes em 2017.

Fonte: Valor Econômico

 

Plano de Incentivo à Aposentadoria do BB teve 9,4 mil adesões

Publicado em: 20/12/2016

O Banco do Brasil informou hoje (12), em comunicado ao mercado, que 9.409 empregados aderiram ao Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (Peai). A adesão ao plano estava aberta até a última sexta-feira (9). O público potencial que poderia aderir ao programa era de 18 mil pessoas.

Com essa adesão, o banco terá despesas com pagamento de incentivos em 2016 de R$ 1,4 bilhão. Entretanto, em 2017 a estimativa é de redução de despesas com pessoal no valor de R$ 2,3 bilhões.

No dia 21 de novembro, o banco anunciou medidas de reestruturação, como fechamento de agências, ampliação do atendimento digital, redução de jornada de trabalho e o Peai.

Por meio do plano, o banco concedeu incentivo de desligamento correspondente ao valor de 12 salários, além de indenização pelo tempo de serviço, que varia de um a três salários, a depender do tempo de banco (entre 15 e 30 anos completos). Para aderir era preciso já estar aposentado pela Previdência Social ou ter 50 anos de idade e, no mínimo, 15 anos de trabalho no banco.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/bb-estima-despesa-de-r-14-bi-com-plano-de-aposentadoria/

Justiça suspende decisão que proibia fim de 13 agências no MA

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A Justiça do Maranhão suspendeu a decisão da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, que havia determinando que fossem mantidas em pleno funcionamento todas as agências do Banco do Brasil no Maranhão, abstendo-se o banco de reduzi-las a postos de atendimento.

No entendimento do desembargador, Jamil Gedeon, a instituição bancária não teve a oportunidade de se manifestar previamente no processo, conforme prevê o novo Código de Processo Civil (CPC), que, em seus artigos 9º e 10º, estabelece que não seja proferida decisão contra uma das partes sem que seja a mesma previamente ouvida.

Para o desembargador, as providências adotadas na decisão de primeira instância constituem uma intervenção direta do Poder Judiciário no domínio econômico da atividade empresarial e na liberdade de iniciativa própria, impedindo o  do Brasil de exercer livremente os seus atos de gestão, guiado pelas regras de mercado e sob a fiscalização dos órgãos de controle a que se submete. Avaliou também que a decisão ingressa no sigilo da atividade desenvolvida pela instituição financeira, visando a produção de um futuro pronunciamento judicial.

A decisão de primeira instância determinou, além da proibição do fechamento das agências, a apresentação de relatório evidenciando a motivação, os impactos econômicos e a adequação das mudanças ao plano de negócios do Banco do Brasil, bem como a estratégia operacional da instituição financeira, apresentação de quantitativos de funcionários dos atendimentos realizados em 2016, número de clientes das agências que serão reestruturadas, entre outras exigências, incluindo a inversão do ônus da prova.

No tocante à inversão do ônus da prova determinado na decisão do juiz de base, Jamil Gedeon ressaltou que ela só pode ser admitida nas relações de consumo quando demonstrada a verossimilhança das alegações do consumidor, a hipossuficiência do mesmo quanto ao grau de dificuldade em obter informações técnicas pertinentes à relação de consumo, o que, no seu entendimento, não seria o caso, uma vez que não se mostram verossímeis às alegações do Procon, que, embora atue em defesa dos direitos do consumidor, com estes não se confunde e não se qualifica como destinatário direto da medida.

Pela decisão da 3ª Câmara Cível, o Procon e o Banco do Brasil serão intimados através do Diário de Justiça Eletrônico para ciência do julgamento. Em caso de recurso, o prazo é de 15 dias a partir da sua publicação.

Fonte: http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2016/12/justica-suspende-decisao-que-proibia-fim-de-13-agencias-do-bb-no-ma.html

Mesmo com fechamento de agências, BB Mapfre prevê crescimento

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A BB Mapfre deve manter a expansão no volume total de prêmios emitidos em 2017, mesmo após o Banco do Brasil ter anunciado planos para fechar ou reduzir cerca de 800 agências, disse à Reuters um executivo da seguradora, uma vez que a companhia espera aumento de produtividade nas demais agências.

“Isso não nos preocupa, porque a expectativa é que a produtividade nas demais agências cresça”, disse Marcos Ferreira, que está assumindo a Mapfre para a região sul da América Latina.

O BB anunciou em novembro que vai fechar 402 agências e tornar outras 379 em postos de atendimento, em meio aos esforços para reduzir custos e elevar a rentabilidade.

Fruto de uma joint venture criada em 2010 pela BB Seguros com a espanhola Mapfre, a BB Mapfre, uma das maiores seguradoras do país, tem boa parte das vendas de apólices para seguros como de vida e automóveis, distribuídos nas agências do BB.

O restante é vendido por cerca de 21 mil corretores de seguros espalhados pelo país.

Para o espanhol Luis Gutiérrez, que está assumindo como presidente da BB Mapfre para as áreas de Auto, Seguros Gerais e Affinities no Brasil, o grupo não considera passar a vender produtos pela internet sem a intermediação de corretores.

O mercado segurador brasileiro entrou numa polêmica no mês passado quando a Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu as operações da Youse, plataforma online de venda de seguros da Caixa Seguradora, após a Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados (Fenacor) argumentar que a plataforma operava no mercado de forma independente.

A Justiça depois voltou atrás e entendeu que a Youse vende produtos da Caixa Seguradora.

“Não consideramos usar mudar de modelo, continuaremos trabalhando com os corretores, mas sendo multicanais”, disse Gutiérrez.

Segundo ele, a BB Mapfre vai intensificar o uso de canais digitais, mas as vendas continuarão a ser intermediadas por corretores.

Em relatório, o Credit Suisse considerou que o movimento é negativo para a BB Seguridade , que reúne os negócios do BB em seguros e previdência, justamente pelo potencial de diminuir a distribuição de produtos de seguros, especialmente porque as vendas em canais digitais ainda são pequenas.

A BB Seguridade inclusive teve queda de 4 por cento no lucro do terceiro trimestre sobre um ano antes, refletindo em parte a desaceleração nas vendas de seguros em algumas linhas.

Sinistros
De acordo com Gutiérrez, os efeitos da recessão no país serão distintos para cada seguradora, dependendo da capacidade delas de gerenciar sinistros, os pedidos de indenização dos segurados por perdas ou danos.

“Não necessariamente o aumento dos sinistros no setor automotivo implicará aumento do custo das apólices para todos os clientes”, disse.

“É nesses casos que o rigor técnico de cada seguradora aparece, para apontar para quais clientes o custo deve subir”, disse.

Os comentários surgem num momento em que o mercado de seguros tem perdido força no Brasil após vários anos de expansão acelerada, refletindo a recessão no país.

Segundo dados da Susep, que regula o setor, o volume de prêmios emitidos de janeiro a outubro somou 79,8 bilhões de reais, praticamente estável sobre mesma etapa de 2015.

Enquanto isso, os sinistros do período somaram 37,8 bilhões de reais, alta de 3,6 por cento sobre um ano antes.

Em outra frente, as seguradoras também devem apurar menores receitas com aplicações financeiras em 2017, diante do ciclo de queda da Selic.

Gutiérrez, no entanto, disse estar otimista com a melhora dos resultados operacionais do grupo, que devem ser beneficiados pelo cenário de volta do crescimento da economia, mesmo que modesto.

“E também esperamos continuar apoiando os resultados com redução do ritmo das despesas administrativas”, disse.

A previsão Mapfre vai na mesma linha do discurso dos bancos, que têm procurado ter a variação da inflação como teto para aumento de suas despesas administrativas.

A BB Mapfre não divulgou dados recentes de expansão das despesas administrativas. Mas a BB Seguridade apontou alta de 18 por cento das despesas administrativas do terceiro trimestre sobre um ano antes.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/bb-mapfre-preve-crescer-em-2017-mesmo-com-fechamento-de-agencias/

BB supera meio bilhão de reais na linha de antecipação de IRPF

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Encerrado o período para contratação da linha para antecipação do Imposto de Renda Pessoa Física, o Banco do Brasil informa recorde no desembolso. Desde a reabertura que ocorreu no dia 1º de março, até o fechamento da linha, foram contratados mais de meio bilhão de reais. Isso representa crescimento de mais de 5%, em relação ao mesmo período de 2015.

A contratação por meio dos terminais de autoatendimento, pela internet ou pelo Aplicativo BB, para celulares e tablets, é totalmente digital: o cliente envia a imagem do recibo da declaração pelo próprio aplicativo, sem a necessidade de comparecer à agência para confirmar a operação, o que configura uma solução inédita no mercado.

Nesse ano, as contratações realizadas por meio dos canais de autoatendimento já ultrapassaram R$ 100 milhões, com mais de 50 mil operações. O mobile é um canal que, cada vez mais, vem ganhando espaço. Desse valor, cerca de R$ 32 milhões foram contratados por meio do aplicativo mobile, o que representa uma evolução de 200% em relação ao ano anterior.

Entre as orientações do BB para contratação dos recursos da linha está o uso para liquidação ou amortização de compromissos financeiros com taxas de juros maiores. Cerca de 70% dos recursos contratados nesta linha têm sido utilizados para liquidar ou amortizar compromissos financeiros com taxas de juros maiores, como por exemplo o cheque especial.

Segundo Edson Pascoal Cardozo, diretor de empréstimos, financiamentos e crédito imobiliário do BB, “essa alternativa reforça o incentivo ao crédito responsável e consciente por parte do BB, oferecendo os produtos mais adequados às necessidades dos clientes”.

Fonte: http://www.bb.com.br/pbb/pagina-inicial/imprensa/n/54064/bb-supera-meio-bilhao-de-reais-na-linha-de-antecipacao-de-irpf#/

Caffarelli diz que BB prepara venda de ações do Banco Patagonia

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O Banco do Brasil está preparando uma oferta pública de ações de pelo menos uma fatia de sua participação majoritária no banco argentino Patagonia como parte da iniciativa de vender ativos para levantar capital.

– Achamos que conseguiremos um preço melhor por meio da oferta adicional de ações — disse o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, na quinta-feira, em entrevista em São Paulo. A venda pode ocorrer já no ano que vem, dependendo das condições de mercado, disse ele.

O banco vem considerando uma oferta secundária de ações do Patagonia ou uma venda para outra instituição financeira à medida que tenta aumentar sua rentabilidade por meio do fechamento de agências e do incentivo à aposentadoria de seus funcionários. Caffarelli classificou a decisão sobre a operação do banco na Argentina, com valor de mercado de US$ 1,7 bilhão, como uma “espécie de escolha de Sofia”, em referência ao romance de 1979 de William Styron no qual uma mulher polonesa à caminho de um campo de concentração alemão é forçada a decidir qual de seus filhos permaneceria vivo.

Na oferta secundária, o Banco do Brasil poderia vender recibos equivalentes a ações (ADRs, na sigla em inglês) do Banco Patagonia em Nova York e ações da unidade na Bolsa de Buenos Aires, diz Bernardo Rothe, diretor de relações com investidores, na mesma entrevista.

Se o Banco do Brasil decidir vender sua participação a outro banco, o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, que busca aquisições na Argentina, estará entre os potenciais compradores.

— Não há dúvida de que as operações deles são perfeitamente compatíveis com as nossas — disse Martín Zarich, CEO da unidade argentina do BBVA Banco Francés, em 23 de novembro, sobre o Patagonia: — Nós estudaremos os detalhes, o que ainda não fizemos porque não está confirmado que o negócio está na mesa.

O Itaú Unibanco está entre os bancos que estudam adquirir o Patagonia, disseram pessoas com conhecimento do assunto em outubro, em uma aquisição que poderia alcançar cerca de US$ 1,5 bilhão, 2,5 vezes seu valor contábil. O Patagonia, que tem sede em Buenos Aires, atualmente é negociado em cerca de 3,1 vezes seu valor contábil, segundo dados compilados pela Bloomberg. Instituições locais como o Banco de Galicia Y Buenos Aires e o Banco Macro também são potenciais compradores do Patagonia.

Os bancos buscariam um desconto em relação ao valor de mercado devido à inflação na Argentina, disseram as pessoas.

O Banco do Brasil, que tem sede em Brasília e é o maior banco da América Latina em ativos, contratou o JPMorgan para ajudá-lo a vender sua participação de 58,6% no Patagonia, disseram pessoas com conhecimento do assunto em agosto.

— O Patagonia é o sexto maior banco da Argentina, com cerca de 200 agências, por isso precisamos analisar, juntamente com os outros acionistas, a melhor oportunidade e precisamos esperar pelo momento certo para vendê-lo — disse Caffarelli.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/bb-prepara-venda-de-acoes-do-banco-argentino-patagonia-diz-caffarelli-20633365

Banco do Brasil incentiva funcionários a criarem startups

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O Banco do Brasil abre suas portas, mais uma vez, para a inovação e empreendedorismo, desta vez exclusivamente para seus funcionários. O Action BB, evento que ocorre nessa semana, em Brasília, representa uma trilha de negócios digitais, e reúne 70 funcionários que já propuseram soluções criativas para produtos e serviços do Banco.

Mais de 400 soluções foram inscritas para participar do evento, que funciona como um encontro de “startups internas”. Dessas, 70 foram escolhidas e seus próprios autores selecionaram as 15 melhores, para poderem ser incubadas e desenvolvidas. As ideias passam por diversas áreas do Banco do Brasil, como crédito imobiliário, capitalização, investimentos, educação financeira e seguridade, por exemplo.

Os funcionários do BB se dividem em equipes, de 4 a 5 pessoas, e já utilizam ferramentas, como Lean Startup, Business Model Canvas e Customer Development. Para apoiá-los nesse desafio, mentores com experiência em diversas áreas (marketing, tecnologia, experiência do usuário, negócios, estratégia, etc.) estão, durante todo o evento, conversando com as equipes e orientando-as para a construção dos projetos e desenvolvimento das ideias.

Hoje, 8, as soluções serão apresentadas para uma banca formada por: Marco Mastroeni, diretor de negócios digitais do BB; José Caetano Minchillo, diretor de gestão de pessoas, e Gustavo Fosse, diretor de tecnologia. Até cinco ideias serão selecionadas e a equipe campeã será premiada com 200 mil pontos do programa de relacionamento “Ponto pra Você” do BB, para cada funcionário.

“Além de disseminar a cultura digital dentro da organização, o Action insere cada vez mais o banco como protagonista em um mundo de economia compartilhada, abundância de recursos em diversas esferas, crescimento exponencial de tecnologias e atitudes empreendedoras. Permite que todos, independente de função ou cargo, proponham soluções inovadoras que facilitem e transformem a vida das pessoas”, explica Marco Mastroeni, diretor de negócios digitais do BB.

Fonte: http://www.bb.com.br/pbb/pagina-inicial/imprensa/n/54035/banco-do-brasil-promove-a-criacao-de-startups-internas#/

Qual o futuro do BB?

Publicado em: 09/12/2016

A preocupação da AGEBB é muito grande, já que o banco digital nasce privatizado (o Bradesco possui 50,01% de participação) e o plano de enxugamento de agências e funcionários remete à velha máxima que estão preparando o BB para a privatização 

Nos momentos de dificuldades, angústias e sofrimentos, é natural que busquemos ajuda, consolo, conforto, conselhos e não raramente cobramos essas soluções. E, mais ainda, jogamos a responsabilidade pelos acontecimentos em pessoas e entidades das quais muitas vezes nem fazemos parte do seu rol de amizade ou quadro associativo. Com a AGEBB não é diferente. Enquanto as coisas caminham aparentemente tranquilas, poucos demostram interesse no dia a dia da entidade. Não sabem que desenvolvemos um trabalho contínuo e diário de obtenção de informações sobre toda a rotina dos gerentes e muitas vezes dos funcionários de uma maneira geral.

Temos as nossas certezas, convicções, porém, tomamos o cuidado de não nos apresentarmos como arautos do caos ou pessimistas de plantão. Assim tem sido a nossa postura nesse episódio do plano de reestruturação do BB, que compreende o Plano Especial de Aposentadoria Incentivada (Peai) e o fechamento e transformação em postos de atendimento de mais de 700 agências em todo o país.

Acompanhamos o plano desde o seu lançamento, conversamos e achamos que não tem nada de excepcional. É mais uma iniciativa do banco para reduzir o quadro de funcionários a qualquer custo. Temos, inclusive, informações que vários funcionários têm recebido correspondências informando que “agora já fazem parte dos elegíveis”, mesmo não cumprindo as exigências do plano original. É uma demonstração clara que o BB quer realmente diminuir o quadro de funcionários de qualquer maneira. Na outra ponta, quando dá a opção para a redução de jornada de trabalho de 8 para 6 horas está, na verdade, tornando mínimos os riscos de passivos trabalhistas, em razão da necessidade de pagamento das sétimas e oitavas horas como extras, quando o funcionário se aposentar, bem como, nos futuros casos de descomissionamentos.

A preocupação da AGEBB é muito grande com o futuro da empresa, já que o banco digital nasce privatizado (o Bradesco possui 50,01% de participação) e todos os ajustes propostos – enxugamento de agências e funcionários – remete à velha máxima que estão preparando o BB para a privatização.

Diante de tantas incertezas, pressão por resultados etc. é FUNDAMENTAL que tenhamos uma associação forte, independente, com coragem e capacidade de cobrar dos dirigentes do banco, Congresso Nacional e conselho de acionistas posições claras e que os funcionários tenham mais participação nas decisões corporativas. Essa associação é a AGEBB, mas depende de cada gerente unir-se a esse projeto, pois apenas com um número mais expressivo de sócios teremos uma representativa, respeitada e ouvida entidade em todos os segmentos.

Levi Gomes de Oliveira

Vice-presidente e diretor Jurídico da AGEBB

Plano de aposentadoria do BB já recebeu 7,7 mil adesões

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O programa de incentivo à aposentadoria do Banco do Brasil recebeu, até a noite de quinta-feira, 1º, 7.760 adesões, segundo o presidente da estatal, Paulo Rogério Caffarelli. A expectativa do banco é de que o programa, que termina em 9 de dezembro, alcance de 9 mil a 10 mil adesões.

Segundo Caffarelli, o banco não considera fazer outro programa de aposentadoria além do atual. O executivo disse ainda, em reunião com analistas e investidores, que também não está no radar do BB um programa de demissão voluntária.

Ele disse ainda que as duas últimas nomeações para a vice-presidência do BB foram técnicas. Recentemente, entraram para a alta cúpula da instituição Carlos Hamilton, ex-Fazenda e ex-BC, e Tarcísio Hübner, que antes era diretor de distribuição do banco. “A lei das estatais é bastante criteriosa. O BB vem trabalhando com a manutenção de um quadro de pessoas ligadas à atividade financeira e conhecedores dos ramos que vão atuar”, concluiu Caffarelli.

Aporte do governo. Caffarrelli voltou a afirmar que a instituição não conta com aporte do governo federal e que não venderá ativos core (relacionados à atividade principal do banco), como a área de cartões e de administração de ativos de terceiros, para alcançar as regras de Basileia III. “Não vamos fazer IPO da área de cartões nem de administração de recursos de terceiros. O volume que vendemos da BB Seguridade hoje nos faz falta”, destacou ele, em reunião com analistas e investidores, nesta manhã.

A decisão de não vender ativos core está relacionada, segundo Caffarelli, ao fato de gerarem fluxo futuro para a instituição. Ressaltou ainda que o BB pode se desfazer de negócios que não são core. Não detalhou, porém, nenhum desinvestimento previsto.

De acordo com o presidente do BB, o nível de capital principal de 9,5%, exigido a partir de janeiro de 2019 em meio às regras de Basileia III, será alcançado apenas com a estrutura orgânica do banco. Acrescentou ainda que a instituição trabalha para alcançar o indicador antes mesmo do prazo exigido.

Caffarelli disse que a reestruturação que o banco anunciou na sua rede física e o programa de aposentadoria não visavam evitar um aporte do governo, mas também melhorar a estrutura de capital do banco. Segundo ele, outras ações, como a redução de despesas e de dividendos, estão sendo tomadas. Conforme o executivo, no caso do pay-out, o patamar de 40%, reduzido para 25%, será retomado num futuro, quando o banco se recuperar.

Mencionou também a carteira de crédito no exterior, de R$ 51,5 bilhões, que poderá ser reduzida neste contexto. “A nossa prioridade é capital. O volume de recursos que temos no exterior pode ajudar a melhorar nosso capital. Lá fora, teremos recursos para atender empresas brasileiras clientes”, afirmou Caffarelli, acrescentando que o BB tinha operações que não faziam muito sentido do ponto de vista de rentabilidade e, em alguns casos, junto a empresas que não eram nem clientes do banco.

O presidente do BB ressaltou ainda que o foco é resultado e não market share. Como resultado, acrescentou, a carteira de crédito do banco se reduziu e a instituição, assim como os pares privados, está sendo mais seletiva para emprestar.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,plano-de-aposentadoria-do-bb-ja-recebeu-7-7-mil-adesoes,10000092158

BB fecha acordo com Correios para manter Banco Postal

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O Banco do Brasil e os Correios anunciaram nesta segunda-feira, 5, que vão continuar parceiros no Banco Postal por mais três anos. O BB vai pagar pela utilização da rede dos Correios em todos os municípios brasileiros uma parte fixa de R$ 5 milhões por mês e uma comissão que vai variar de acordo com o volume de serviços prestados.

Segundo o banco, no primeiro mês, serão pagos R$ 24 milhões, mas o valor pode variar conforme a produtividade da rede do Banco Postal. O desembolso será cerca de 20% menor do que o pedido pelos Correios em edital aberto neste ano, mas que fracassou sem nenhuma proposta.

Pelos termos do edital, o vencedor teria de pagar já neste ano R$ 600 milhões. O mesmo valor teria de ser desembolsado no início do sexto ano da operação – o contrato era de dez anos e poderia ser prorrogado por mais dez. Pela utilização da rede e participação nas tarifas bancárias, os Correios também embolsariam outros R$ 2,4 bilhões ao longo dos primeiros dez anos do contrato.

No entanto, os Correios afirmaram que o atual acordo é superior ao que seria pago caso houvesse seleção de outro parceiro. A explicação, diz a estatal, é que a produtividade com a permanência do BB como sócio é superior ao início de uma nova parceria, que levaria a necessidade de constituir uma nova carteira. Ou seja, a redução no contrato poderia ser compensada com novos negócios.

Segundo o BB, no novo contrato, os clientes terão acesso a produtos e serviços financeiros, como abertura de conta corrente completa, cartão de crédito, crédito pessoal, consignado, pagamentos de benefícios do INSS, recebimento de contas em geral, saques e depósitos.

O Banco Postal foi criado para aumentar a inserção dos brasileiros no sistema financeiro. Segundo o Banco Central, 1.987 cidades não têm agência bancária, mas 1.633 delas possuem um ponto de atendimento, como os Correios, que prestam serviços bancários básicos.

Cláusula. O acordo fechado por BB e Correios prevê a possibilidade de encerramento antecipado por ambas as instituições. Segundo os Correios, essa flexibilidade permite reavaliar, a qualquer momento, a estratégia de continuidade do contrato, de outra parceria ou de ajuste no modelo de negócio de serviços financeiros.

Os Correios contavam com esse reforço no caixa para fechar no azul neste ano, mas não deve ser suficiente. Nos últimos três anos, a estatal registrou rombo, sendo o de 2015 de R$ 2,1 bilhões – a estimativa oficial é que o déficit deste ano seja por volta de R$ 2 bilhões.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,bb-fecha-acordo-com-correios-para-manter-banco-postal,10000092775

BB lança emissão de senhas pelo celular para evitar filas

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O Banco do Brasil lançou uma ferramenta que permite a clientes emitir senhas via celular para atendimento presencial em agências e obter uma estimativa de atendimento.

Em tempos em que os clientes preferem gastar o mínimo tempo possível resolvendo questões financeiras, qualquer usuário do app do banco agora pode entrar em filas virtuais para evitar longas esperas ao resolver pendências que necessitam de atendimento presencial.

Uma vez geradas, “as senhas entram em uma fila virtual e o cliente efetua o check-in pelo App quando chegar à unidade do banco. Caso ele se esqueça de validar a senha ao chegar à agência, o sistema realiza o procedimento automaticamente no horário previsto”, explicou o banco em comunicado enviado à imprensa.

Através da ferramenta, o cliente pode fazer consultas de agências por nome, número ou CEP e adquirir informações de endereço, telefone e horário de atendimento.

Ainda em fase inicial, o app promete melhoras para o futuro, de acordo com o diretor de clientes pessoas físicas do BB, Simão Luiz Kovalski. “Em breve, o aplicativo também realizará a triagem prévia, oferecendo ao cliente todas as opções para resolução de suas demandas no próprio app, sem precisar se deslocar até uma agência”, afirmou.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/negocios/inovacao/noticia/5903609/lanca-emissao-senhas-pelo-celular-para-evitar-filas

Clientes jovens ajudam BB a inovar em troca de viagem

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O Banco do Brasil quer a ajuda dos seus clientes mais jovens para desenvolver soluções que melhorem o seu negócio – em troca de uma viagem para o exterior.

O banco está conduzindo o concurso “Pensa Universitário”, no qual convocou os correntistas que têm contas universitárias a sugerirem inovações para três áreas: benefícios, vantagens e produtos; comunicação e ambiente de informação (espaço com conteúdo informativo para o público que está na faculdade).

As ideias podem ser registradas até o dia 27 de janeiro do ano que vem no site bb.com.br/conhecereinovar.

Serão lançados três desafios por tema. Os autores das duas melhores respostas para cada um deles serão premiados com uma viagem para fazer curso de inglês fora do Brasil. O anúncio dos vencedores será feito no dia 31 de janeiro de 2017.

A seleção será feita por executivos do banco e vai levar em conta a aderência à proposta, a originalidade, a relevância para o negócio e possibilidade de implementação.

O BB ficará com o direito de explorar (ou não) as ideias vencedoras em sua forma original ou com ajustes. A iniciativa é derivada do programa Pensa BB, em que a empresa convida seus funcionários a criarem inovações. Neste ano, ela lançou em seu mobile banking um recurso que permite aos clientes identificar as agências onde as filas estão menores, ideia que surgiu no projeto. O banco também já fez um hackaton de tecnologia entre os integrantes da sua equipe.

Mais digital

O Banco do Brasil há algum tempo se esforça para se tornar mais digital, assim como seus concorrentes. Eles sofrem pressão das fintechs, startups que agregam tecnologia ao setor financeiro, que conquistam cada vez mais adeptos.

Recentemente, ele lançou uma conta de pagamentos que pode ser totalmente aberta e movimentada pelo celular. Também está transformando muitas de suas agências em digitais.

A companhia anunciou também que vai fechar 402 pontos de atendimento e demitir 18.000 funcionários, por meio de um plano de incentivo à aposentadoria.

O enxugamento da estrutura deve ocasionar uma economia de 750 milhões de reais por ano.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/bb-pede-ajuda-a-clientes-jovens-para-inovar-em-troca-de-viagem/

Regime digital do BB: aplicativos e smartphones são prioridades

Publicado em: 02/12/2016

Entusiasta de corridas matinais, Paulo Caffarelli chegou ao trecho da pista em que, passada a parte acidentada, é hora de acelerar. O advogado paranaense com mestrado em economia assumiu, em maio, a presidência do Banco do Brasil, empresa em que começou a trabalhar aos 14 anos. E agora, depois de fechar duas diretorias, o banco vai aposentar de 9 mil a 18 mil funcionários, extinguir três unidades (que são menores que as diretorias) e encerrar as atividades de 402 agências, em especial nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

A meta é poupar um total de R$ 2,8 bilhões, sendo R$ 750 milhões reduzindo custos operacionais e R$ 2 bilhões com pessoal. “Em nossa avaliação mais conservadora, que é de dispensar 5 mil servidores, a economia será de R$ 1 bilhão”, disse Caffarelli na segunda-feira 21, ao comentar a medida anunciada na noite da véspera. Paralelamente aos cortes, o BB vai aumentar sua aposta nas transações digitais, seguindo a linha dos concorrentes privados. Os números do terceiro trimestre indicam que duas em cada três transações realizadas pelos cerca de 60 milhões de clientes e correntistas do banco são digitais.

“Realizamos mais de um bilhão de transações digitais todos os meses, e a meta é reforçar esse número”, disse Caffarelli. No fim de setembro, o app do banco estava instalado em 9,4 milhões de smartphones, e a meta é chegar a 15 milhões até o fim de 2017. Para isso, a rede de agências 100% digitais deve saltar de 245 para 500. Essas iniciativas aprofundam um movimento que começou no início de novembro, quando o banco anunciou a extinção de duas das 27 diretorias. Foram extintas a Diretoria de Crédito Imobiliário (Dimob), criada no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff, e a de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas (Diref).

A Dimob surgiu para implantar a estratégia imposta por Dilma de inserir o BB no crédito imobiliário, em especial o Minha Casa Minha Vida, e perderá o status de diretoria. O BB tem um estoque de R$ 53 bilhões em financiamentos imobiliários, ou 8,6% do mercado, o que lhe garante a segunda posição. Ele perde só para a Caixa Econômica Federal, líder isolada com 51,7%. E a Diref será integrada à recém-criada Diretoria de Governança, que vai concentrar e tornar mais formais as relações do banco com controladas e coligadas, com governos e associações da sociedade civil.

Essa reestruturação estratégica reforça a opção pelos canais digitais e reduz a ênfase na distribuição tradicional de produtos, o que representa uma pá de cal para projetos de expansão física, como o Banco Postal. Após comprar a concessão há cinco anos por R$ 2,8 bilhões, o banco estatal optou por não renovar a parceria com os Correios, que deve vencer no início de dezembro. Caffarelli afirma que o BB pode manter-se provisoriamente na operação do Banco Postal, por seis ou doze meses após o término do contrato de concessão, mas que o banco “está avaliando” se fará um novo lance.

Quem conhece o assunto avalia que as possibilidades são remotas. “O BB foi menos agressivo que seu antecessor, o Bradesco, na exploração do Banco Postal”, diz Maria Inês Fulginiti, presidente da Associação dos Empregados dos Correios (ADCAP). O mercado gostou da notícia. Na segunda-feira 21, primeiro pregão após o anúncio, as ações ordinárias do Banco do Brasil fecharam com alta de 7,8%, e mantiveram-se no mesmo patamar de preços nos pregões seguintes.

“A decisão é positiva para os resultados do banco”, avalia Tito Labarta, analista de instituições financeiras do Deutsche Bank em Nova York, que prevê que as decisões podem elevar a rentabilidade patrimonial do BB, estimada em 12,1% para 2017. Com retornos anuais oscilando entre 13% e 15%, o BB vem rendendo menos que os 16% a 18% de seus concorrentes privados de varejo. Porém, pelas contas de Labarta, após a implantação das medidas, a cada 5% de redução nas despesas, o lucro líquido do banco poderá crescer em até 10%. Ou seja, há bons motivos para Caffarelli acelerar.

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O que muda no BB

Os principais pontos do processo de reestruturação

O que vai encolher:

• Funcionários: serão dispensados até 18 mil, de um total de 115 mil

• Agências: 402 serão fechadas, de um total de 4.972

• Diretorias: duas serão extintas, de um total de 27

O que vai crescer:

• Agências digitais: saltarão de 245 para 500

• Usuários de celular: avançarão de 9,4 milhões para 15 milhões

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/financas/20161125/regime-digital/435872

Sem ajuste, BB teria que pedir aporte ao governo, diz Caffarelli

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Paulo Rogério Caffarelli, presidente do Banco do Brasil, diz que, sem o corte de gastos na instituição, ele teria de pedir socorro ao governo federal em julho de 2017 para atender as exigências de capital de Basileia 3.

O banco anunciou no dia 20 de novembro a extinção de 9.300 cargos, o fechamento de 402 agências e a transformação de 379 delas em postos avançados.

“Não posso achar que chegarei a ter o custo de Bradesco e Itaú porque temos capilaridade muito maior, mas tentaremos reduzir ao máximo esse valor.”

O executivo afirma que não fará IPO (abertura de capital) da área de cartão de crédito, nem da distribuidora de títulos imobiliários. E que as pedaladas do governo de Dilma Rousseff ficaram no passado.

*

Folha – Qual o resultado da reestruturação?
Paulo Rogério Caffarelli – O número de adesões ao plano de incentivo à aposentadoria até o momento é de 6.700. Abrimos [na segunda-feira, 21] para um público-alvo de 18 mil, e o prazo vai até 9 de dezembro. Em 2015, foram 5.000 que aderiram, e nossa expectativa é que o número agora seja maior. No ano passado, o governo autorizou sete salários de incentivo. Neste ano, são 12 salários.

Chegará a dez mil?
A expectativa é mais ou menos essa: 9.000 a 10 mil.

Estudam outras medidas de corte de funcionários?
Não, não estamos estudando plano de demissão voluntária. Nossa expectativa é de resolver isso com esse processo de antecipação [de aposentadoria]. Tem o “turnover” [rotatividade] também, de 2.000 pessoas em média [aposentadorias, falecimentos e demissões]. Há um número muito grande ainda que deve aderir. [O ajuste] está sendo feito em razão da transformação digital e da necessidade de redução de despesas pelas exigências de capital. Em setembro deste ano, o celular já passou a internet. Daremos prioridade à realocação das pessoas [de agências fechadas], de preferência na mesma cidade e no mesmo cargo. Ninguém vai ficar sem vaga. O cliente não vai perceber diferença.

Qual vai ser a melhora nos números? Havia expectativa de um ROE [retorno sobre o patrimônio] mais baixo…
Se saírem 9.000, a economia será de R$ 2,130 bilhões. No caso de dez mil, R$ 2,232 bilhões. Já 15 mil, R$ 2,742 bilhões. Isso se somará aos R$ 750 milhões dos ajustes da rede física [agências]. Temos um custo de folha de pagamento de R$ 3 bilhões a mais que nossos concorrentes. Apesar de as despesas administrativas estarem em linha com as do mercado, ao comparar a folha de pagamentos com as de Bradesco e Itaú, nosso custo se mostra bem superior. Não posso achar que chegarei ao custo deles porque temos capilaridade muito maior, mas tentaremos reduzir ao máximo.

O que mais será feito?
Precisamos atingir um índice de capital principal de 9,5% por causa de Basileia 3 em janeiro de 2019. Mas prudencialmente temos de chegar em julho de 2017. Se nada fosse feito no BB, teríamos de bater na porta do governo e pedir um aporte de capital em julho do ano que vem. Sabedores de que o governo hoje concentra todas as suas energias na solução da questão fiscal, não será o BB que vai trazer mais essa dificuldade, considerando outros Estados e empresas que provavelmente ele terá de capitalizar.

Não estamos contando com capitalização ou com a venda de algum ativo que possa reforçar essa estrutura de capital. Pensamos em vender ativos? Os que fazem parte do “core business” [negócio principal do banco], não iremos vender. Vai ter IPO de cartão de crédito? Não. Vai ter IPO de distribuidora de títulos imobiliários? Não. Porque o mercado sempre tenta plantar esse tipo de situação até para induzir a se fazer isso.

O senhor, então, descarta aporte da União?
Vamos aumentar a rentabilidade, cortar substancialmente despesas. Se surgir oportunidade de vender algo que não seja “core business”, podemos vender e reforçar [a estrutura de capital]. O Banco do Brasil tem participação na Neoenergia [distribuidora de energia] e na Kepler Weber [fabricante de equipamentos para armazenagem de grãos]. Podemos vender, são dois exemplos de outros que posso dar.

O sr. falou em aumentar a rentabilidade. Já subiram os spreads [diferença entre juros que banco paga na captação e quanto cobra de clientes]…
Quando falo em rentabilidade não me refiro a aumento de spreads. Estou aumentando o volume de negócios. Hoje, o crédito responde por 60% do resultado. Preciso ter um volume maior de participação do crédito para trazer receita -48% da nossa carteira ainda está com volume de taxas mais baixas. São taxas da época do “Bom pra Todos” [programa lançado em 2012]. Na renovação, a tendência é de os spreads serem maiores.

A gestão anterior subiu o limite de crédito e focou em setores como agrícola, exportação. O incentivo continua?
No crédito agrícola, não vamos chamar de incentivo. O governo paga uma diferença desse processo. É até um dos motivos daquela discussão das pedaladas.

O governo Dilma Rousseff usou os bancos públicos para reduzir os juros no mercado. Valeu a pena?
O cenário econômico daquele momento era diferente de hoje. Não vou julgar o que aconteceu no passado. A retomada do crescimento pode passar pela volta do crédito. Agora, certamente será diferente. A retomada acontecerá concomitantemente à da demanda, que não ocorrerá de uma hora para outra.

Em relação a empresas como Odebrecht e Oi, qual o volume dessa exposição?
Não comentamos especificamente clientes por causa do sigilo. Com as grandes empresas, o volume de exposição é dividido entre os grandes bancos. Não é o Banco do Brasil que está amargando um volume de inadimplência, e sim o sistema financeiro. A Oi é um belíssimo negócio, ninguém tem a capilaridade dela. Não dá para pensar em pedir um desconto monstruoso [na dívida], como alguns têm a intenção. Não vamos autorizar isso.

Com relação às pedaladas, o que o senhor comentaria?
Esse tema já foi exaurido. Já se julgou, já se condenou. Isso ficou para trás. Estou aqui para olhar para a frente. Não comento o passado.

Mas o Banco do Brasil estava no centro do problema. A prática cessou?
Temos um contrato de prestação de serviços com a União. E somos remunerados por isso. Recebemos a equalização disso dentro do prazo pactuado no contrato.

O senhor participava daquele governo…
Eu cuidava da parte administrativa do Ministério da Fazenda.

A inadimplência vem piorando? Qual a expectativa?
A inadimplência atingiu um pico e agora se estabilizou, com um outro repique. A nossa expectativa é que a partir do segundo trimestre de 2017 ela comece a cair.

Por isso que as provisões estão mais baixas?
Elas baixaram porque o mercado deu uma melhorada e não há casos pontuais.

O senhor comentou que o que o BB puder fazer para ajudar o governo irá fazer…
Além de suprir a demanda do mercado interno de crédito e nas exportações, poderemos ter um papel mais forte ainda na estruturação de operações de infraestrutura. Como provedor de funding? Não. Mas como estruturador ou como fiador.

O banco está auxiliando o Rio de Janeiro na emissão de títulos. Há conversas com outros Estados?
No momento, o desenho está sendo feito com base em royalties do petróleo. Pode ser que, no futuro, possamos trabalhar com outros Estados.

O Banco do Brasil irá comprar parte desses títulos?
O banco é um estruturador. Pode ter discricionalidade de comprar ou não. Estamos fazendo isso com outros bancos de investimento também, estrangeiros inclusive.

RAIO-X

Nome: Paulo Rogério Caffarelli

Cargo: Presidente do Banco do Brasil

Idade: 50 anos

Formação: Graduado em direito com MBA pela FGV e mestrado pela UNB

Trajetória: Funcionário de carreira do BB, foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda no governo Dilma Rousseff e diretor-executivo da siderúrgica CSN.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/11/1836202-sem-ajuste-bb-teria-que-pedir-aporte-ao-governo-em-2017-diz-presidente.shtml

Diretora superintendente do Economus esclarece dúvidas do PEAI

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Assista aqui a entrevista com a diretora superintendente do Economus, Lucia Helena Moya Cuevas, sobre o Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (Peai). Ela esclarece as principais dúvidas sobre os planos de previdência e saúde da entidade para ajudar os participantes a tomar a melhor decisão.

Fonte: http://www.economus.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1029&sid=9