Com presidente de saída, Banco do Brasil vê lucro cair 25% no segundo trimestre

Publicado em: 06/08/2020

Naquela que deve ser a última participação de Rubem Novaes como presidente do Banco do Brasil na apresentação de resultados, a instituição registrou uma queda de 25,3% no lucro líquido no segundo trimestre, totalizando R$ 3,311 bilhões. O resultado do BB foi afetado pelo aumento das provisões para devedores duvidosos em meio à crise econômica provocada pela pandemia. No primeiro semestre, houve uma queda de 22,7% do lucro, para R$ 6,7 bilhões, em relação ao mesmo período de 2019.

Em relação ao primeiro trimestre, a queda do lucro foi de 2,5%. Novaes afirmou que, mesmo com a queda do resultado deste ano, o Banco do Brasil vem melhorando os resultados e a gestão. Para Novaes, o banco deve ter um segundo semestre melhor do que primeiro, já que a instituição foi bastante conservadora em sua provisões e as perdas podem ser menores do que as esperadas já que o desempenho da economia está melhor do que o esperado.
“A economia está melhor do que as expectativas iniciais e o banco fez um provisionamento com base nessa perspectiva. A tendência é que o BB não precise fazer novas provisões no mesmo ritmo que no primeiro semestre”, disse.

No Banco do Brasil, as provisões para perdas com empréstimos ficaram em R$ 5,907 bilhões, um aumento de 42,4% em relação ao ano anterior. O índice de inadimplência de 90 dias caiu para 2,8% de 3,2%, considerando que o banco deu aos clientes a possibilidade de postergar o pagamento de empréstimos diante da perda de renda causada pela pandemia. Os demais bancos também ofereceram essa alternativa. O pico da inadimplência deve acontecer no último trimestre deste ano e nos primeiro três meses de 2021, prevê o banco, mas não deve superar os 7%, patamar alcançado em 2016, ano de recessão econômica no país.

Rubem Novaes disse que esta deve ser a última vez que faz a apresentação de resultados. Ele disse que ainda não há data para deixar o cargo, e seu compromisso é aguardar até que seu sucessor assuma. Ele disse que está aguardando e alguns nomes surgiram no mercado. Ele disse que pela experiência que tem de governo, enquanto o nome do sucessor não sair no Diário Oficial ficará à frente do banco.

Ele afirmou que decidiu entregar a carta de demissão ao ministro Paulo Guedes porque achou que estava na hora de ceder seu lugar a alguém mais ligado à geração digital. Ele disse que o BB tem performance excelente nessa área, está se modernizando, mas terá novos desafios com o open banking, o Pix (sistema de pagamentos do Banco Central) e parcerias com fintechs.

Novaes afirmou que não há nada definido sobre uma possível participação sua na equipe econômica. Ele disse que vai volta a morar no Rio de Janeiro para ficar próximo à família.

Novaes deve ser substituído pelo ex-presidente do HSBC no Brasil e atual diretor de Global Banking e Markets para as Américas da instituição, André Brandão. Novaes, que completa 75 anos neste mês de agosto, comparou sua idade a dos demais presidentes dos principais bancos do país, que têm entre 49 e 61 anos, e afirmou que é preciso saber a hora de parar em uma atividade.

Em entrevistas posteriores à entrega de sua carta de demissão , entretanto, o presidente do BB afirmou que não tinha se acostumado à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília. Ao Colunista do GLOBO Merval Pereira, Novaes também disse, sem citar casos específicos, que “tem muita gente com rabo preso trocando proteção” na capital Federal.

O BB encerrou o segundo trimestre com 19 milhões de clientes atendidos por canais digitais e crescimento de 198% de usuário que usam o aplicativo do banco, chegando a 3,9 milhões de pessoas. Foram realizadas no período 432 mil operações pelo Whatspp frente as 70 mil do trimestre passado. O BB anunciou que já está pronto para operar com o Facebook pay, sistema de pagamentos da rede social. Nos últimos 12 meses, o BB fechou e reestruturou 361 agências físicas.

O Banco do Brasil foi o último dos grandes bancos com ações negociadas na Bolsa a apresentar seus resultados. Ao lado do Santander, o banco viu seu lucro cair em relação ao primeiro trimestre do ano, enquanto Bradesco e Itaú apresentaram pequeno crescimento de lucro em relação aos três primeiros meses do ano.

Fonte: Portal IG

Lucro da BB Seguridade recua 9% no 2º trimestre, para R$ 982 milhões

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A BB Seguridade teve lucro líquido ajustado de R$ 982 milhões no segundo trimestre, queda de 9% em relação ao montante de R$ 1,078 bilhão apurado um ano antes, de acordo com dados divulgados pelo braço de seguros e previdência do Banco do Brasil nesta segunda-feira (3).

De acordo com a empresa, a queda refletiu a alienação do IRB Brasil RE em julho de 2019 e o resultado financeiro da holding, que foi afetado em grande parte pela restituição de capital de R$ 2,7 bilhões e pela menor taxa média Selic.

No segundo trimestre, o resultado financeiro consolidado da BB Seguridade e de suas investidas caiu 29,2%, para R$ 119 milhões. O resultado financeiro da holding (BB Seguridade e BB Seguros) caiu 80,7%, para 8,375 milhões de reais.

“Por outro lado, os efeitos acima foram parcialmente compensados pelo crescimento do resultado da BB Corretora, puxado por um desempenho comercial acima do esperado no período pré-pandemia, e pelo aumento no resultado de equivalência da Brasilcap e da Brasilseg”, ressaltou. O resultado das participações somou R$ 979 milhões, queda de 7,1% ano a ano.

Os prêmios emitidos de seguros cresceram ligeiramente para R$ 2,577 bilhões, de R$ 2,510 bilhões no mesmo período do ano anterior, mas a arrecadação de previdência caiu quase 37%, para R$ 6,783 bilhões. A arrecadação com títulos de capitalização totalizou R$ 1,045 bilhão, queda de 23,5% ano a ano.

O índice de sinistralidade da unidade Brasilseg no segundo trimestre subiu 4,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, para 31,4%, influenciado, entre outros fatores, por perdas decorrentes de estiagem na região Sul e aumento na frequência de avisos ligados a seguros prestamistas incluindo os associados à Covid-19.

Fonte: Portal G1

Soma do lucro dos cinco maiores bancos do país chega a R$ 18 bi

Publicado em: 28/05/2020

Os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) lucraram juntos R$ 18 bilhões no 1º trimestre de 2020, segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apesar de representar uma queda média de 27,5% no comparativo com o mesmo período do ano passado, o lucro dos cinco maiores bancos nestes primeiros três meses do ano é maior do que o valor investido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em “atividades científicas e técnicas correlatas” durante os 12 meses de 2017. Naquele ano, os investimentos governamentais neste quesito foram de R$ 17 bi.

Atividades científicas e técnicas correlatas são aquelas relacionadas com a pesquisa e desenvolvimento experimental e que contribuem para a geração, difusão e aplicação do conhecimento científico e técnico. “Se não soubéssemos que o Brasil é um dos países que proporcionam maiores lucros para os bancos, diríamos que é inconcebível a soma do lucro de cinco destas instituições em três meses ser maior do que o que o país investe durante um ano todo em atividades científicas. E isso é porque os bancos registraram queda nos lucros. Se não, a diferença seria ainda maior”, observou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “A queda do lucro se deu principalmente pelo aumento do PDD (Provisão para Devedores Duvidosos)”, disse a dirigente da Contraf-CUT.

Ao se referir ao tamanho do lucro que os bancos obtém no Brasil, Juvandia ressaltou que o lucro obtido pelo banco Santander no território brasileiro representa 29% de todo o lucro obtido pelo banco em todo o mundo e que o ganho daqui é maior, inclusive do que o banco tem em seu país de origem, a Espanha.

Queda nos lucros

A maior queda foi no resultado do banco Itaú, -43,1% em doze meses, com R$ 3,9 bilhões de lucro; no Bradesco, a redução foi de 39,8% no período com R$ 3,75 bilhões. No Banco do Brasil, a queda chegou a 20,1%, com um lucro líquido de R$ 3,4 bilhões. Na Caixa, o lucro caiu 22,2%, pelos R$ 3 bilhões. Apenas o Santander teve crescimento do lucro de 10,6% na comparação com o ano anterior, com R$ 3,85 bilhões de lucro.

“Com a expectativa de crise em função da pandemia, os bancos aumentaram as despesas de PDD, contrariando resolução do Banco Central, que os liberava de reforços nas provisões das renegociações. Destaque no Itaú, que cresceu 161,5%. Somente a Caixa não aumentou. Se estavam desobrigados, por quê aumentaram?” questionou Juvandia.

Segundo a análise do Dieese, as despesas com PDD cresceram, em média, 43,2%, o que, em valores absolutos, chegou a R$ 9,2 bilhões. Dos cinco, apenas a Caixa atendeu a medida do Banco Central e, ao contrário dos demais, reduziu a PDD em 28,8%, ficando em R$ 2 bilhões no trimestre. Isso demonstra que os bancos estão muito apreensivos com relação à economia do país nos próximos meses.

“Deixaram os riscos apenas para os bancos públicos. Não topam ofertar crédito para clientes inadimplentes (que são os que mais precisam) mesmo tendo a cobertura de fundos públicos e mesmo sabendo que a PEC 10 autorizou compra posterior dos títulos podres, caso seja necessário. Apesar de todas as garantias, eles agem com cautela máxima o que é péssimo para a sociedade. Estão fazendo um monte de exigências e dificultando o crédito às pequenas e médias empresas, 49% das concessões feitas foram para as grandes empresas. Assim, o Brasil aprofunda o desemprego e a crise econômica,” apontou Juvandia.

Cabe reforçar que, as taxas de inadimplência atuais dessas instituições não justificam, ainda, esse reforço nas PDDs. As taxas para atrasos superiores a 90 dias estão relativamente baixas, pois, no 1º trimestre, elas ficaram entre 3% no Santander e 3,7% no Bradesco.

Emprego

Com relação ao emprego, os cinco bancos juntos fecharam 11.582 postos de trabalho, em doze meses. Foram 4.097 postos fechados no Itaú em doze meses, parte disso em função do PDV implementado pelo banco no segundo trimestre de 2019, que contou com 3,5 mil adesões, porém, no trimestre, o saldo foi positivo em 416 postos. De acordo com o relatório da instituição, esse saldo no trimestre se deve às contratações para a área de TI. No Santander, foram fechados 1.040 postos de trabalho no período, enquanto no Bradesco, o saldo, também, foi negativo, em 1.922 postos. O Banco do Brasil fechou 3.810 postos de trabalho, parte disso em função do PAQ (Programa de Adequação de Quadros) lançado em 29 de julho de 2019, que contou com o desligamento de 2.367 trabalhadores. A Caixa, por sua vez, fechou 713 postos no período, mas, com saldo positivo no trimestre de 47 postos.

Cabe ressaltar que os bancos firmaram um compromisso com o Comando Nacional dos Bancários de não demissão enquanto durar a pandemia e o estado de calamidade pública que se instaurou no país.

Rede de agências

Quanto à rede de agências, o Banco do Brasil fechou 378 unidades em doze meses, também em função do PAQ. No Itaú, foram fechadas 371 agências físicas no mesmo período (duas, no trimestre) e aberta apenas uma agência digital, as quais já somam 196 unidades. O Santander fechou 27 agências no período. O Bradesco, por sua vez, fechou 194 unidades e a Caixa Econômica, fechou três agências, em um ano. Os cinco bancos juntos fecharam 943 agências no país e, segundo o Dieese, a perspectiva diante da situação atual é que muitas não reabram depois do restabelecimento das atividades normais no país.

Em 2020, ao todo os bancos fecharam 283 agências, sendo 194 depois que começou a pandemia. “Mesmo numa pandemia onde as pessoas precisam ir aos bancos, eles fecham agências sem se preocupar se a população vai ficar desassistida ou ter mais dificuldade pra ir ao banco.” criticou a presidenta.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

Lucro do BB cai 20% no 1º tri com reservas para cobrir calotes na pandemia

Publicado em: 08/05/2020

O lucro do Banco do Brasil caiu 20,1% no primeiro trimestre de 2020 ante igual período de 2019, para R$ 3,4 bilhões. É a primeira retração no lucro do banco desde o quarto trimestre de 2016, quando caiu 34%.

O recuo no período foi reflexo do grande aumento das reservas para cobrir eventuais calotes, os quais têm perspectiva de aumento ante a atual crise econômica do coronavírus. Essas provisões tiveram alta de 63,3% no período, para R$ 5,5 bilhões.

Do total, cerca de R$ 2 bilhões são parte de uma reserva complementar adicionada em resposta ao atual cenário.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (7), o Banco do Brasil afirmou que a divisão da provisão adicional ficou principalmente para o segmento de pessoas físicas, com R$ 1,17 bilhão. O segmento pessoa jurídica, por sua vez, ficou com R$ 824 milhões da provisão complementar, enquanto o agronegócio teve R$ 46 milhões.

Segundo o vice-presidente de controles internos do BB, Renato Bonetti, a provisão adicional do trimestre se deu pelo modelo de perdas esperadas adotado pelo banco, que refletiu uma reavaliação do risco do portfólio.

“Há incerteza no comportamento do mercado quando olhamos adiante. Vamos continuar a reavaliar o risco do portfólio a todo momento e, caso haja deterioração, há a possibilidade de uma provisão adicional. Mas isso vai depender muito do comportamento da economia. Não tem achismo na provisão, tem modelo”, afirmou Bonetti em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (7).

A inadimplência do banco público ficou em 3,17%, aumento de 0,17 p.p. (ponto percentual) em relação ao primeiro trimestre de 2019.

O Banco do Brasil é o último dos quatro grandes bancos de capital aberto do país a divulgar seu resultado do primeiro trimestre. Com exceção do Santander, os demais apontaram tombos significativos nos lucros líquidos do período, primordialmente causados pelo aumento das reservas para calotes.

Apesar da queda no lucro, a carteira de crédito ampliada do BB –que inclui títulos de valores mobiliários– apresentou um avanço de 5,8%, para R$ 725,1 bilhões. O destaque ficou para a carteira de pessoas físicas, que cresceu 9%, para R$ 217,2 bilhões.

Já os empréstimos voltados para a pessoas jurídicas subiram 5,9% no período, para R$ 221,9 bilhões. As concessões para micro, pequenas e médias empresas tiveram avanço de 12%, para R$ 66 bilhões, enquanto o crédito para grandes empresas apresentou uma queda de 3%, para R$ 103,1 bilhões.

Segundo o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, o banco se encontra em uma situação privilegiada na carteira de crédito.

“Em termos de liquidez, o Banco do Brasil é sempre visto pelo mercado como um porto seguro e em termos de composição da nossa carteira, ela é extremamente segura porque os nossos resultados dependem fundamentalmente de pessoas físicas e jurídicas com características diferentes da média”, afirmou Novaes. É o caso de servidores públicos e do agronegócios, segmentos de grande participação no banco.

No início da pandemia, o Banco Central havia anunciado um pacote de medidas para injetar dinheiro no sistema financeiro, tais como a possibilidade de empréstimos garantidos por letras financeiras às instituições e a redução dos compulsórios (parcela do dinheiro dos clientes que os bancos deixam retida no BC).

Os bancos também são responsáveis por 15% do total de recursos –os outros 85% serão financiados pelo governo– a serem emprestados pela linha de crédito emergencial voltada para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas (com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões). O crédito total a ser liberado é de R$ 40 bilhões.

Em nota, o banco afirmou que, em linha com a nota emitida pela Febraban e com o objetivo de minimizar os impactos momentâneos do atual cenário de pandemia, ofereceu aos clientes a possibilidade de repactuação de dívidas entre 60 e 180 dias, além de outras ações de apoio e orientação.

O BB manteve até R$ 100 bilhões para linhas de crédito, R$ 24 bilhões para pessoas físicas, R$ 48 bilhões para empresas, R$ 25 bilhões para o agronegócio e R$ 3 bilhões para suprimentos na área de saúde por prefeituras e governos. Segundo o banco, foram registrados mais de R$ 98 bilhões em desembolso de crédito e prorrogações.

“Seguimos avaliando e monitorando os potenciais impactos na carteira de crédito, considerando as peculiaridades dos diversos segmentos, setores e linhas de crédito e temos adotado medidas proativas para a gestão do risco e do capital. Trabalhamos para preservar a continuidade das nossas operações e a sustentabilidade de longo prazo de nossa empresa e do relacionamento com nossos clientes e com nossos acionistas”, afirmou o banco em relatório.

As receitas com tarifas do BB tiveram alta de 4%, para R$ 7,1 bilhões. A margem financeira líquida (receitas com operações de crédito) do banco caiu 9,5%, para R$ 8,5 bilhões.

Segundo o Banco do Brasil, em razão do ambiente de alta volatilidade e de incerteza decorrentes da pandemia do novo coronavírus, que tem exigido atualizações frequentes de cenários e de premissas, dificultando a construção de estimativas acuradas, as projeções para o ano (guidance) foram suspensas.

Fonte: Gaúcha ZH

Lucro ajustado do BB é de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2020

Publicado em: 07/05/2020

O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira, 7, um lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões para o primeiro trimestre de 2020, o que representou um RSPL de 12,5%. Em virtude do cenário desafiador para todo o sistema, o resultado do trimestre foi impactado pela antecipação prudencial que resultou no reforço de provisões em R$ 2 bilhões.

Apesar da queda do lucro, a geração de negócios permaneceu forte, evidenciada pelo crescimento de 15,4% do resultado estrutural na comparação com o 1º. trimestre do ano passado. Esse cálculo é composto pelo produto bancário e pelas despesas operacionais totais, não sofre os efeitos das provisões. Os principais vetores desse resultado foram o crescimento da carteira de crédito e o incremento nas rendas com prestação de serviços.

O BB destaca ainda a colaboração dos avanços da estratégia digital para os impactos positivos no desempenho.

Crédito

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 725,1 bilhões, crescimento de 5,8% em 12 meses. No mesmo período, a carteira PF ampliada cresceu 9,0%, a PJ ampliada cresceu 5,9% e a carteira rural ampliada apresentou desempenho positivo de 2,5%.

A carteira PF cresceu em função do desempenho positivo em Crédito Consignado que evoluiu 16,4% em doze meses, e na linha Empréstimo Pessoal, que cresceu 36,0% no período e alcançou R$ 11,6 bilhões.

A carteira de crédito ampliada PJ cresceu 5,9% na comparação anual e totalizou R$ 273,0 bilhões. A carteira MPME cresceu 12% em 12 meses, com destaque para o crescimento de 26,8% no capital de giro.

A carteira rural ampliada apresentou desempenho positivo de 2,5% na comparação anual, totalizando R$ 173,3 bilhões. Destaque para a carteira para produtores pessoas físicas que cresceu 7,2%.

Qualidade do Crédito

O índice de inadimplência superior a 90 dias sofreu redução de 10bps frente a dezembro/19, alcançando 3,17% em março/20 (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada), inferior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional. O índice de cobertura da carteira total alcançou 200,0%.

Receitas com prestação de serviços

No 1T20, as receitas com prestação de serviços cresceram 4,0% na comparação com 1T19, alcançando R$ 7,1 bilhões. Destaque para o desempenho das linhas de consórcios (+19,2%); seguros, previdência e capitalização (+15,3%); e administração de fundos (+13,3%).

O desempenho foi resultado da evolução da estratégia digital e melhor experiência do cliente, com a oferta de produtos e serviços modernos e adequados ao perfil e necessidades de cada cliente.

Despesas Administrativas

As despesas administrativas seguem sob controle. Apresentaram crescimento de 2,7% na comparação doze meses, abaixo da inflação do período. O índice de eficiência foi de 36,2% no 1T20.

Índice de Basiléia

O índice de Basileia atingiu 17,8% em março de 2020, sendo 9,98% de capital principal. O BB mantém o compromisso de atingir um patamar mínimo de 11% de capital principal em janeiro de 2022.

Atuação em tempos de pandemia

Desde o início da pandemia, o BB tomou medidas para garantir o melhor atendimento a todos os clientes e para zelar pela saúde e segurança de seus funcionários. A estratégia digital garantiu a ampliação do atendimento remoto com portfólio completo de serviços, Fale com BB via chat e serviço via WhatsApp e redes sociais.

A aceleração do digital ficou evidenciada com o aumento de 1,7 milhão de usuários em nosso App desde o dia 16 de março, totalizando agora 15,8 milhões de clientes no canal. A média de novos usuários no App por dia em abril é 358% superior à média observada nos últimos seis meses. Registramos ainda aumento no número de acessos diários ao App, com crescimento de 25% em abril.

Em linha com nota emitida pela Febraban e com o objetivo de minimizar os impactos momentâneos do atual cenário de pandemia, foi oferecida aos clientes a possibilidade de repactuar por 60 dias, para empresas, e por até 180 dias, para pessoas físicas, o pagamento de dívidas que vencem nos próximos meses.

Para os clientes que estão em inadimplência, foram anunciadas e promovidas uma série de medidas de apoio e orientação. São pessoas físicas, micro e pequenas empresas, pessoas jurídicas em geral e produtores rurais que passam a contar, dependendo da modalidade, com flexibilização de carências e redução nos percentuais de entrada.

Entre 16/03/2020 e 30/04/2020 foram registrados mais de R$ 98 bilhões em desembolso de crédito e prorrogações de operações de crédito. Foram mais de R$ 46 bilhões em desembolsos de novos recursos (R$ 4,7 bilhões para pessoas físicas, R$ 28,9 bilhões para empresas e R$ 12,5 bilhões ao agronegócio) e mais de R$ 52,1 bilhões em renovações e prorrogações (R$ 16,3 bilhões para pessoas físicas e R$ 34,9 bilhões para empresas e R$ 970 milhões para ao agronegócio).

Para as MPME, o desembolso de recursos totalizou R$ 25,8 bilhões, principalmente para linhas de antecipação de recebíveis e de capital de giro, sendo R$ 3,6 bilhões em crédito novo e R$ 22,1 bilhões em renovações e prorrogações.

Para as grandes empresas, o desembolso totalizou R$ 35,5 bilhões. O desembolso para esse segmento foi motivado por aumento na demanda por recursos para capital de giro, por empresas que atuam em setores mais atingidos pela retração da atividade econômica, ou para investimentos, por empresas que buscaram ampliar sua atividade para atender a aumento imediato da demanda.

Compromisso social

O conglomerado tem atuado no combate à pandemia em conjunto com a Fundação Banco do Brasil. Ciente de seu compromisso social tem incentivado parceiros e clientes por meio de ações corporativas. Ao todo, mais de R$ 75 milhões já foram arrecadados.

O BB tem trabalhado na operacionalização do auxílio emergencial previsto na Lei 13.982, de 2 de abril de 2020. Os créditos se iniciaram em 9 de abril para clientes correntistas e poupadores. Foram realizados mais de 1,2 milhão de pagamentos, valor superior a R$ 862 milhões enviados diretamente aos cidadãos.

Foram firmados 3.271 contratos de Financiamento da Folha de Pagamento. Trata-se de linha de crédito emergencial para financiar, por até dois meses, a folha de pagamentos de pequenas e médias empresas. Essa iniciativa tem o objetivo de apoiar os empresários no enfrentamento dos desafios impostos pela pandemia, preservando empregos e a renda familiar, e buscando também atenuar o impacto no fluxo de caixa das empresas.

O BB já iniciou o pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e Renda (Bem), destinado aos empregados das empresas que aderirem ao programa. Os objetivos são preservar o emprego e a renda, garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais e reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade pública e de emergência de saúde pública.

Além disso, foram negociados outros 47 convênios para pagamentos de benefícios oferecidos por diversos órgãos da administração pública municipal, estadual ou federal de várias regiões do país. O total de pessoas beneficiadas supera 4 milhões, com desembolso próximo a R$ 1 bilhão nos próximos meses. O BB oferece como solução de pagamento o uso da nova ferramenta de carteira Digital BB ou os cartões de débito da empresa coligada Alelo.

Fonte: Banco do Brasil

Grandes bancos brasileiros distribuíram R$ 58 bilhões em dividendos em 2019

Publicado em: 19/02/2020


Os quatro grandes bancos brasileiros de capital aberto distribuíram R$ 58 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP) em 2019, segundo levantamento da consultoria Economatica. O montante é próximo de todo o valor de mercado do Grupo Natura (NTCO3).

Além disso, é o maior valor em proventos já divulgado pelas instituições financeiras em toda a série histórica da Economatica, que se inicia em 2008.

Confira na tabela abaixo a evolução histórica da distribuição de proventos dos maiores bancos que atuam no País.

Economatic

O Itaú Unibanco (ITUB4) foi o que mais distribuiu dividendos e JCPs no ano de 2019 com R$ 26,1 bilhões, seguido pelo Bradesco (BBDC3; BBDC4) com R$ 17,7 bilhões. No entanto, vale destacar que o maior crescimento percentual entre 2018 e 2019 foi do Bradesco, que aumentou em 173,8% sua entrega de proventos aos acionistas.

Vale destacar que o lucro líquido nominal dos quatro bancos juntos totalizou R$ 81,5 bilhões em 2019, maior valor já registrado historicamente. O Itaú teve lucro contábil de R$ 26,58 bilhões, enquanto o Bradesco lucrou R$ 22,58 bilhões no período (também considerando o lucro contábil, e não recorrente). Já o BB teve lucro de R$ 18,16 bilhões e o Santander, de R$ 14,18 bilhões.

Como o setor financeiro é caracterizado por lucros altos e resiliência a cenários macroeconômicos adversos, muitos investidores buscam as ações de bancos para montar uma estratégia baseada no recebimento de dividendos.

Vale lembrar, contudo, que a forma mais usual para avaliar se uma empresa paga bons proventos ou não é olhar o dividend yield, dado pela divisão do valor dos dividendos em um determinado período pelo preço da ação.

Fonte: Infomoney

Lucro dos quatro principais bancos cresceu 38,7% em cinco anos

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O lucro anual dos 4 principais bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) listados na Bolsa de Valores cresceu 38,7% no período de 2015 a 2019, passando de R$ 62,7 bilhões para R$ 87 bilhões no período.

No ano passado, a alta foi de 20%, puxada pelo Banco do Brasil, que reduziu os gastos administrativos com o fechamento de agências e a demissão de funcionários. O lucro da estatal saltou R$ 5,3 bilhões de 2018 para 2019, saindo de R$ 12,9 bilhões para R$ 18,1 bilhões. Em percentual, a alta é de 41%.

O Banco do Brasil fechou 366 agências em 2019, somando 4.356 unidades ao fim do ano. Junto a isso, o número de funcionários caiu de 96.889 para 93.190.

Apesar do empenho do BB em reduzir os gastos administrativos, Itaú Unibanco e Bradesco foram as instituições que obtiveram os maiores ganhos financeiros no último ano, com R$ 28,4 bilhões e R$ 25,9 bilhões, respectivamente.

Santander completa a lista das instituições com os maiores lucros. O banco espanhol viu seus ganhos aumentar 15% em 2019. Chegou aos R$ 14,550 bilhões.

De acordo com levantamento da Economática, o volume financeiro distribuído em dividendos e juros sobre capital próprio chegou a R$ 58 bilhões em 2019. A quantia é próxima ao valor de mercado do Grupo Natura e corresponde ao maior volume de recursos da história.

O Itaú lidera o ranking de quem mais distribuiu dividendos e juros sobre capital próprio em 2019, com R$ 26,1 bilhões ao todo. O Bradesco, por sua vez, registrou o maior crescimento percentual de 2018 a 2019, com alta de 173,8%.

SETOR FINANCEIRO

Os bancos são beneficiados pela retomada da demanda por crédito. De acordo com o Banco Central, o saldo de operações saltou de R$ 3,26 trilhões para R$ 3,47 trilhões de 2018 a 2019 –alta de 6,5%. Além disso, a retomada da atividade econômica contribui para a alta nos lucros e dividendos.

Em razão da digitalização, os bancos também têm menos gastos administrativos e investem mais em novas tecnologias. Os lucros estão, porém, concentrados em 4 bancos. Outras instituições financeiras que divulgaram balanços financeiros nos últimos têm ganhos menores. A Caixa Econômica Federal ainda não publicou os resultados do 4º trimestre.

O Banco Central aposta no aumento da competitividade com soluções digitais, como o open banking e os pagamentos instantâneos, que devem começar a ser implementadas no fim deste ano. São sistemas que devem demorar para serem realidade na economia brasileira, uma vez que depende da melhora regulatória do setor.

O projeto que muda a legislação cambial, por exemplo, é fundamental para garantir a implementação do open banking. O Congresso Nacional terá que se debruçar o tema em 2020, assim como outras pautas prioritárias, como o pacto federativo, a PEC dos fundos, a reforma tributária e outros assuntos que vão demandar esforço dos congressistas.

Qualquer atraso na agenda vai prejudicar o cronograma de instalação das novas tecnologias, defendida pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Outra proposta é permitir, com mudanças regulatórias, a entrada de novos concorrentes, como fintechs e pequenos bancos.

Fonte: Poder360

BB Seguridade tem lucro líquido ajustado de R$ 1,1 bilhão no 4º trimestre de 2019

Publicado em: 13/02/2020


A BB Seguridade (BBSE3) reportou nesta segunda-feira lucro líquido ajustado de 1,13 bilhão de reais no quarto trimestre de 2019, uma alta de quase 35% em relação ao mesmo período do ano anterior, desempenho atribuído pela empresa, entre outros fatores, à dinâmica favorável dos índices de inflação que atualizam os ativos e passivos dos planos de benefício definido.

A empresa de seguros e previdência do Banco do Brasil (BBAS3) também citou efeito base de comparação resultante do desinvestimento do segmento de seguros patrimoniais e automóvel, concluído em novembro de 2018.

De outubro a dezembro do ano passado, os prêmios, contribuições e arrecadação, contudo, totalizaram 14,66 bilhões de reais, abaixo dos 15,12 bilhões de reais do último trimestre de 2018.

O resultado financeiro consolidado da BB Seguridade e de suas controladas e coligadas apresentou expansão de 20,7% na comparação ano a ano, na base ajustada, a 52 milhões de reais.

“O resultado financeiro mais forte que o esperado no quarto trimestre, foi um dos principais fatores que levaram a companhia a superar seu guidance 2019 de crescimento do lucro líquido ajustado (+13,0% a +17,0%)”, afirmou a BB Seguridade no material de divulgação do balanço à imprensa.

Em 2019, a BB Seguridade teve lucro líquido ajustado de 4,3 bilhões de reais, contra 3,5 bilhões de reais em 2018. Os prêmios no ano subiram a 56,4 bilhões de reais, contra 54,9 bilhões de reais no ano anterior. O resultado financeiro totalizou 185,8 milhões de reais, alta de 14,2% ante 2018, em base ajustada.

A companhia disse que espera um crescimento de 7% a 13% no somatório, ponderado pela sua participação societária, do resultado operacional antes de impostos de suas empresas, exceto as holdings. Para os prêmios emitidos pela Brasilseg, excluindo o DPVAT, a previsão é de alta de 5% a 10%.

A BB Seguridade também espera que as reservas de planos de previdência PGBL e VGBL da Brasilprev mostrem elevação de 10% a 13%.

Fonte: Portal Contec

Com lucro recorde, grandes bancos fecham agências e demitem 6,9 mil em 2019

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Em 2019, os três maiores bancos privados do Brasil fecharam 430 agências, demitindo um total de 6,923 mil pessoas. O principal mecanismo de demissão foram os chamados programas de demissão voluntária (PDV’s).

Embora aleguem que as demissões foram resultado de uma situação de prejuízo advinda da competição com as fintechs e pressões regulatórias, os três bancos fecharam o ano de 2019 com lucro.

Apesar de ter fechado 172 agências no Brasil (436 em toda a América Latina), o Itaú encerrou o ano com lucro de R$ 28,363 bilhões, um crescimento de 10,2%. Em relatório do seu acompanhamento financeiro, o banco escreveu: “O contínuo investimento em tecnologia permitiu ações com foco em eficiência de custos, como o encerramento de agências e o programa de desligamento voluntário, que levaram ao aumento de apenas 2,5% nas despesas não decorrentes de juros em relação ao ano anterior, abaixo da inflação acumulada (4,3% – IPCA) e do acordo coletivo de trabalho no período”. Segundo O Estado de S. Paulo, a tendência é que, em 2020, o ritmo de fechamento de unidades desacelere.

O Bradesco, por outro lado, pretendo continuar o processo. Com lucro de R$ 6,645 bilhões em 2019, caracterizando crescimento de 20%, o banco fechou mais de 100 unidades no ano passado, a maioria no último trimestre. A meta para 2020 é fechar mais 300 agências. Em conversa recente com a imprensa, Octavio de Lazari, presidente do Bradesco, afirmou: “Temos um compromisso, um propósito muito forte de controle de custos próximos anos”.

Já o Santander obteve crescimento de 21% apenas no segundo trimestre de 2019. Até o fim do terceiro trimestre do ano, o lucro líquido era de R$ 10,433 bilhões, segundo o G1. O banco abriu 45 agências no ano passado.

Fonte: Revista Fórum

Maiores bancos privados do País tiveram lucro 15% maior em 2019

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Os três maiores bancos privados do País encerraram o último trimestre do ano com um ritmo de crescimento menor frente aos períodos anteriores, o que ainda assim não os impediu de apresentar projeções de desempenho otimistas para 2020. O resultado positivo foi puxado, principalmente, pelo crescimento do crédito para pessoas físicas e pequenas empresas, cujas margens são melhores, e maiores receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias, ainda que pese uma maior concorrência com fintechs.

No total, o lucro líquido recorrente de Itaú Unibanco, Santander Brasil e Bradesco foi de R$ 17,667 bilhões no quarto trimestre, alta de 12,44% em relação ao mesmo período de 2018. No ano, porém, os resultados apresentaram crescimento maior. A cifra foi de R$ 68,8 bilhões, expansão de 15,25% frente aos R$ 59,695 bilhões registrados em 2018.

Para analistas do mercado, 2019 pode marcar o último ano de crescimento anual de dois dígitos para os grandes bancos de capital aberto no País, que cada vez mais veem suas margens serem comprimidas e seus clientes serem abocanhados por players novos.

Em entrevista exclusiva ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na semana passada, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, rebateu essa visão. “Para nós, pode ter certeza que não é. Nós vamos crescer”, disse, ao ser questionado se o banco conseguiria entregar expansão de dois dígitos no lucro de 2020.

A concorrência com fintechs, as startups do setor financeiro, e diversos outros players – como os varejistas, que a cada dia colocam mais os pés no setor financeiro – é crescente. Assim, repetir as projeções de anos anteriores já é sinal de otimismo em um cenário de maior competitividade e mudanças regulatórias por parte do Banco Central.

Depois de ver seus empréstimos aumentarem 10,9% em 2019, o Itaú espera que sua carteira de crédito cresça de 8,5% a 11,5%. O impulso no ano passado veio da operação brasileira, com empurrão das famílias e pequenas empresas. Na operação da América Latina, o crescimento foi de apenas 1,9%, evidenciando o impacto da onda de manifestações no Chile e a queda dos empréstimos na Argentina Paraguai e Colômbia.

O rival Bradesco é levemente mais otimista e projeta aumento de 9% a 13% na carteira de crédito neste ano. O Santander Brasil segue com a projeção de elevar sua carteira acima dos 10% até 2022.

Do lado das receitas, os três bancos privados entregaram expansão de 5,47% em 2019, para menos de R$ 90 bilhões. Ampliar essa linha foi mais difícil no ano passado diante da crescente concorrência com as fintechs. O maior crescimento veio do Santander, com alta de mais de 8% no comparativo anual. No trimestre, porém, os concorrentes apresentaram melhor desempenho.

Os bancos privados também aproveitaram para reforçar suas provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, em meio ao ganho contábil com a reavaliação ds créditos tributários em decorrência do aumento da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), que passou de 15% para 20% após reforma da Previdência.

A cifra somada de Itaú, Bradesco e Santander foi de R$ 11,406 bilhões, sendo praticamente revertida em proteção para eventuais perdas, considerando as novas regras contábeis.

No quarto trimestre também houve reforço em provisões para demandas trabalhistas. No ano passado, com a pressão da concorrência por mais eficiência, os bancos enxugaram suas redes físicas e promoveram programas de demissão voluntária. Assim, a meta para despesas operacionais em 2020 está mais otimista no caso do Itaú, enquanto o Bradesco reiterou suas projeções após ter estourado o intervalo prometido para 2019.

Demonstrando maior preocupação com questões sociais, o Itaú anunciou ações para compensar a emissão de gases de efeito estufa (GEE), dando sequência a uma prática que adota desde 2015.

O Bradesco assumiu compromisso amplo de levantar a bandeira da sustentabilidade e tem como meta zerar suas emissões de carbono e usar 100% de energia renovável em todo o conglomerado até o fim de 2020. No ano passado, o Santander anunciou que pretende utilizar energias renováveis em 100% de sua operação até 2025.

Fonte: Diário de Pernambuco

Banco do Brasil prevê lucro 10% maior em 2020, revela vice-presidente

Publicado em: 05/12/2019


O Banco do Brasil prevê crescimento de 10% no lucro em 2020, disse o vice-presidente de finanças e de relações com investidores da instituição, Carlos Hamilton, em reunião com analistas nesta quinta-feira. O lucro do BB em 2019 deve chegar a R$ 18,5 bilhões, de acordo com as previsões do início deste ano.

Em 2020, a receita líquida será impulsionada por empréstimos ao consumidor e menores despesas com provisão para perdas com empréstimos, enquanto a receita de tarifas aumentará em linha com a inflação, disse o presidente-executivo, Rubem Novaes.

Ainda assim, é provável que sua carteira de empréstimos total apresente um crescimento leve, uma vez que os empréstimos corporativos deverão cair por mais um ano, pois o BB vê grandes empresas levantando dinheiro no mercado de capitais.

O BB anunciou recentemente uma joint venture com o UBS em banco de investimentos. Novaes disse que ela deve começar a atender clientes até junho.

Novaes afirmou que a aprovação pelo Conselho Monetário Nacional de um teto no juro cobrado no cheque especial em 8% ao mês terá impacto negativo no lucro do banco, mas não deve ser “tão grande”.

Na véspera, o CMN aprovou resolução que limitou as taxas de juros nas linhas de cheque especial, mas permitiu que os bancos cobrem taxas mensais pelos limites estendidos.

O BB está considerando contratar uma empresa de consultoria para revisar sua estratégia no negócio de processamento de cartões, que inclui uma participação na Cielo.

Novaes disse que o banco não está de olho na venda de sua participação na Cielo por enquanto, mas que não tem certeza se o Bradesco, seu parceiro na Cielo, tem a mesma visão estratégica de longo prazo para o processador de cartões.

Fonte: Época Negócios

Lucro das três maiores estatais do Brasil é o maior desde 1993

Publicado em: 20/11/2019


O lucro acumulado pelas três maiores estatais brasileiras – Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil – nos nove primeiros meses de 2019, de R$ 52,065 bilhões, é o maior da série histórica iniciada em 1993. Os números estão em estudo da Economatica que compilou os valores nominais (ou seja, sem ajuste inflacionário) do lucro ou prejuízo das empresas no período.

O resultado de 2019 é 53% superior ao acumulado no mesmo período de 2018, de R$ 33,966 bilhões. No entanto, o maior resultado para o mesmo intervalo até então era o de 2011, com lucro acumulado de R$ 40,648 bilhões. O pior resultado nominal é de 1996, quando as três companhias tiveram, juntas, prejuízo acumulado de R$ 5,026 bilhões até setembro, puxadas pelo resultado negativo de R$ 7,657 bilhões do Banco do Brasil.

Em 2019, a maior contribuição para o lucro recorde foi da Petrobras, com ganhos de R$ 31,984 bilhões nos três primeiros trimestres do ano. De acordo com a Economatica, a petrolífera pode superar seu lucro anual de 2010, de R$ 35,1 bilhões, o maior da série, a depender dos resultados do quarto trimestre.

O segundo maior lucro neste ano até setembro foi o do Banco do Brasil, de R$ 12,468 bilhões. A Eletrobras teve lucro de R$ 7 613 bilhões no mesmo período.

Fonte: R7

Lucro do Banco do Brasil sobe 33,5% e atinge R$ 4,5 bilhões no terceiro trimestre

Publicado em: 08/11/2019


O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou lucro líquido ajustado de R$ 4,543 bilhões no terceiro trimestre, cifra 33,5% maior que a registrada um ano antes, de R$ 3,402 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, a alta foi de 2,5%.

O resultado do BB no terceiro trimestre foi impulsionado, conforme informa em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, por maiores margens financeiras e ainda redução de imposto de renda e contribuição social. Maiores receitas com tarifas e despesas sob controle também beneficiaram o desempenho do banco neste período.

No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado do BB foi a R$ 13,222 bilhões, incremento de 36,8% ante mesmo intervalo do exercício passado. Com tal desempenho, o banco optou por revisar para cima sua projeção. Espera, com isso, que seu resultado varie de R$ 16,5 bilhões a R$ 18,5 bilhões neste ano ante faixa anterior de R$ 14,5 bilhões a R$ 17,5 bilhões.

A carteira de crédito ampliada do BB atingiu R$ 686,7 bilhões de julho a setembro, estável em relação aos três meses anteriores. Em um ano, os empréstimos da instituição apresentaram leve queda de 0,7%.

O destaque na carteira classificada do banco foi o segmento de pessoas físicas, com aumento de 2,4% no terceiro trimestre ante o segundo e de 9,1% em um ano. Crédito para empresas, porém, amargou quedas de 1,4% e 7,4%, respectivamente.

O patrimônio líquido do banco foi a R$ 105,897 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 2,0% ante um ano e de 3,9% em relação ao segundo trimestre. A rentabilidade do BB no critério mercado (RSPL) foi a 18,0% no terceiro trimestre, melhora de 0,4 ponto porcentual ante o segundo. Em um ano, o indicador teve alta de 4,4%. No conceito ajustado, o retorno do banco ficou estável em 15,0% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Em um ano, melhorou 2,7 p.p.

Ao fim de setembro, o BB somava R$ 1,497 trilhão em ativos totais, elevação de 1,8% na comparação com o montante visto um ano antes. Na comparação com junho, porém, representou queda de 2,9%.

O Banco do Brasil comenta seus resultados do terceiro trimestre em coletiva de imprensa, às 10h, na sede da instituição, em São Paulo. Na sequência, ao lado dos executivos do UBS, dará maiores detalhes da joint venture selada ontem, em caráter vinculante, com o banco suíço.

Fonte: Infomoney

Bancos lucram R$ 109 bilhões em 12 meses, maior valor em 25 anos

Publicado em: 17/10/2019


Apesar da fraqueza da economia brasileira, os bancos que operam no País registraram nos 12 meses encerrados em junho deste ano um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) de 15,8%, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado nesta quinta-feira, 10, pelo Banco Central. Esse porcentual é o maior para o acumulado em 12 meses desde março de 2012, quando o ROE estava em 15,9%.

O ROE é um dos principais indicadores de rentabilidade de uma empresa: ele aponta a capacidade de geração de valor da instituição, considerando seu patrimônio.

O retorno dos bancos brasileiros é superior ao de boa parte do verificado em outros países. Dados mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) indicam que o ROE brasileiro é superior ao de países como Turquia (14,2%), China (13,2%), Austrália (12,9%), Rússia (11,1%), Reino Unido (7,5%), Japão (7,3%) e França (6,5%).

Entre os países com ROE superior ao brasileiro no setor bancário estão Argentina (55,8%), México (20,9%), Canadá (19,8%) e Indonésia (16,4%). Todos os porcentuais são de 2019.

Os dados do BC mostram ainda que o lucro líquido dos bancos nos 12 meses até junho deste ano somou R$ 109,5 bilhões. Em valores nominais, é o maior valor da série histórica, iniciada em dezembro de 2011.

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, destacou, durante a apresentação dos números, que desde o auge da recessão, em 2016, o lucro líquido dos bancos saltou de R$ 67 bilhões para R$ 109,5 bilhões agora. “Para manter essa lucratividade, os bancos terão de aumentar o volume das carteiras ou alterar o mix de produtos, partindo para modalidades de maior risco”, avaliou.

Souza explicou que o principal efeito do processo de redução da Selic, a taxa básica de juros na rentabilidade dos bancos foi percebido em 2019. De agosto de 2016 para setembro de 2019, a Selic caiu de 14,25% para 5,50% ao ano. Este ano “a curva de juros teve uma queda consistente”, disse, o que reduziu o custo de captação dos bancos e favoreceu o retorno.

Ele afirmou, no entanto, que o efeito trazido pela queda do custo de captação dos bancos foi assimilado. “Se os bancos não mudarem o mix ou aumentarem o volume, não terão mais tanto resultado com juros”, pontuou.

Fonte: Contec

Lucro dos maiores bancos do mundo cresceu 10 vezes na última década

Publicado em: 09/10/2019


Os 4 maiores bancos do mundo são chineses. De acordo com a lista anual Top 1000 Maiores Bancos, do The Banker, as instituições da China ICBC, Banco de Construção da China, Banco de Agricultura da China e Banco da China, respectivamente, ocupam as quatro primeiras posições. Entre os 10 maiores, ainda aparecem quatro bancos dos Estados Unidos, o HSBC do Reino Unido e Mitsubishi UFJ, do Japão.

Apesar de concentrarem os maiores lucros, os chineses perdem para os americanos no quesito eficiência: os bancos dos Estados Unidos são 40% mais eficientes no uso de seus ativos e têm um retorno mais alto sobre ativos e capital do que os chineses.

“Mercados livres e abertos incentivam os bancos a serem mais eficientes”, diz o editor Brian Caplen, no site da publicação. “Um sistema mais fechado na China, com maior envolvimento do Estado, é menos eficaz para impulsionar a eficiência”.

Segundo a publicação, apesar da instabilidade econômica mundial e da expansão das fintechs, 2019 é o melhor ano para as instituições bancárias. O lucro total, sem desconto de taxas, dos mil maiores bancos do mundo foi de US$ 1,135 trilhão – 10 vezes maior do que o valor registrado em 2009.

Brasileiros dominam a América Latina, mas mexicanos crescem

Os bancos brasileiros só aparecem a partir da 53º posição na lista geral, mas dominam a região da América Latina – Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Caixa ocupam os quatro primeiros lugares na região, respectivamente.

No entanto, apesar de a soma do capital dessas instituições representarem dois terços dos 25 maiores bancos da América Latina, ele encolheu a uma taxa mais acelerada que o restante da região em 2018 – 8,2% em contrapartida com 5,9% do restante.

Segundo o The Banker, a razão por trás desses números está na instabilidade da economia no Brasil. Os bancos brasileiros sentiram os efeitos da falta das reformas previdenciária, que ainda precisa ser aprovada, e da tributária, ainda em planejamento.

Apesar da queda das instituições financeiras no Brasil, o México vive outro cenário. O Grupo Financiero Banorte, que está na sexta posição da região, cresceu 20%. Em outros dois bancos do país, o Banco Inbursa e Banco del Bajio, o crescimento foi de 16,5%.

Confira a lista dos 10 maiores bancos do mundo:

1. ICBC, China — US$ 338 bilhões
2. Banco de Construção da China, China — US$ 287 bilhões
3. Banco de Agricultura da China, China — US$ 243 bilhões
4. Bank da China, China — US$ 230 bilhões
5. JPMorgan Chase, EUA — US$ 209 bilhões
6. Banco da America, EUA — US$ 189 bilhões
7. Wells Fargo, EUA — US$ 168 bilhões
8. Citigroup, EUA — US$ 158 bilhões
9. HSBC Holdings, Reino Unido — US$ 147 bilhões
10. Mitsubishi UFJ, Japão — US$ 146 bilhões

Confira a lista dos 10 maiores bancos da América Latina:

1. Itaú Unibanco, Brasil — US$ 33,890 bilhões
2. Banco do Brasil, Brasil — US$ 24,623 bilhões
3. Bradesco, Brasil — US$ 23,339 bilhões
4. Caixa Econômica Federal, Brasil — US$ 17,184 bilhões
5. Bancolombia, Colômbia — US$ 6,020 bilhões
6. Grupo Financiero Banorte, México — US$ 5,784 bilhões
7. Banco de Credito e Inversiones (BCI), Chile — US$ 4,970 bilhões
8. Banco de Chile, Chile — US$ 4,749 bilhões
9. Banco Inbursa, México — US$ 4,446 bilhões
10. BCP, Peru — US$ 3,806 bilhões

Fonte: Época Negócios

Quatro maiores bancos do país lucraram R$ 43 bi no primeiro semestre

Publicado em: 14/08/2019


Os principais motivos da alta dos lucros dos bancos no 1º trimestre do ano, segundo análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) são o crescimento das carteiras de crédito e das receitas com essas operações (exceto no Banco do Brasil); a alta no resultado com seguros (Bradesco); a redução das despesas com captação no mercado (exceto BB); a redução das despesas com Provisão para Débitos Duvidosos – PDD (Santander e BB); o controle das despesas com pessoal; o crescimento das receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias; a redução com despesa de operações de empréstimos, cessões e repasses (BB); e a utilização de créditos tributários (BB).

Ativos trilionários

Os ativos somados destes quatro bancos somam R$ 5,4 trilhões, com alta média de 8,7% em relação a junho de 2018. A carteira de crédito total dos três bancos juntos atingiu R$ 2,3 trilhões, com alta de 4,7% no período. Somente a carteira do BB apresentou queda (-0,4%).

No segmento de Pessoa Física, os itens com as maiores altas são empréstimos consignados / crédito pessoal, cartão de crédito e veículos.

Para Pessoa Jurídica, o segmento de micro, pequenas e médias empresas, apresentou variações mais expressivas do que o de grandes empresas.

Com o crescimento das carteiras de crédito dos bancos, as despesas com devedores duvidosos (PDD) tendem a crescer, mas, elas apresentaram queda no Santander (-2,0%) e no BB (-11,6%). No Bradesco, essas despesas tiveram alta em maior proporção do que o crescimento da respectiva carteira (18,5%, enquanto a carteira cresceu 8,7%).

Nas costas dos clientes e dos bancários

Os bancos seguem ganhando com a prestação de serviços e a cobrança de tarifas. No 1º semestre de 2019, um total de R$ 55,8 bilhões saíram dos bolsos dos clientes e foram parar nas contas dos bancos. Em média 5,3% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Essa receita secundária cobre com folga as despesas de pessoal dessas instituições, incluindo-se, nessa conta, o pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR). A cobertura das despesas de pessoal mais PLR por essa receita secundária dos bancos variou entre 115% (no BB) e 198,3% (no Santander – cobrindo quase duas folhas de pagamento). No Itaú, a cobertura foi de 161,0%.

Com relação aos postos de trabalho nos bancos o saldo foi negativo no Itaú e no BB. Nos dois bancos foram fechados 983 e 1.507 postos, respectivamente, em doze meses. No caso do Itaú, o banco aponta que esse saldo negativo se deve ao fechamento de agências no período.

No Santander, foram abertos 904 novos postos de trabalho, enquanto no Bradesco, o saldo foi 1.515 novos postos abertos para atender a ampliação da área de negócios do banco.

Digitalização das agências

Quanto à rede de agências, Santander abriu 40 novas agências em doze meses. No Itaú, por sua vez, foram fechadas 199 agências físicas no mesmo período (195 apenas no segundo trimestre) e abertas 36 agências digitais, as quais já somam 196 unidades. Bradesco e Banco do Brasil fecharam, respectivamente, 119 e 48 unidades, em um ano. O BB já conta com 162 escritórios (agências) digitais, 9 deles foram abertos de junho de 2018 a junho de 2019.

As apostas e os investimentos dos bancos seguem no sentido da priorização pelo atendimento digital. Agências digitais, agências-café (com outros espaços e serviços no mesmo ambiente do atendimento bancário – o que traz grandes preocupações quanto a segurança desses ambientes; além da condição de trabalho/saúde desses bancários), aplicativos para smartphones, inteligência artificial, entre outros.

Fonte: Contraf-CUT, com informações do Dieese

BB tem lucro maior, mas corta previsão de crescimento do crédito

Publicado em: 08/08/2019


O Banco do Brasil reportou nesta quinta-feira que o lucro líquido recorrente do segundo trimestre subiu 36,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas disse que o crescimento da carteira de crédito em 2019 será mais lento do que o esperado anteriormente.

O lucro líquido recorrente, que exclui itens extraordinários, chegou a 4,432 bilhões de reais, ajudado por menores despesas operacionais e maior receita de tarifas. Também foi 4,6% acima das estimativas dos analistas, segundo dados do Refinitiv. O banco informou que a carteira de crédito pode encolher até 2% este ano ou crescer 1% no máximo, já que os empréstimos a empresas devem continuar a cair.

Nos primeiros seis meses do ano, o estoque de crédito do Banco do Brasil cresceu apenas 1,1%.Anteriormente, o Banco do Brasil esperava que sua carteira de crédito crescesse de 3% a 6% este ano, e no início de maio, o presidente-executivo Rubem Novaes disse que o banco provavelmente atingiria essa meta.Ainda assim, o Banco do Brasil não revisou seu guidance para o lucro em 2019, que prevê lucro líquido crescendo até 17,5% neste ano.

O banco provavelmente continuará a apertar o cinto para cortar custos para atingir essa meta. Suas despesas operacionais do segundo trimestre caíram 1,1% em relação ao ano anterior.No mês passado, o Banco do Brasil lançou um programa de desligamento voluntário com o objetivo de reduzir custos. Ele também disse que iria transformar 333 de suas agências bancárias em locais físicos mais simples, que geralmente têm custos mais baixos.

O retorno sobre o patrimônio líquido do banco, um indicador de rentabilidade, foi de 17,6%, um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.A receita de tarifas e prestação de serviços também ajudou o resultado do banco, uma vez que subiu 9,4% em relação ao ano anterior.Os empréstimos vencidos há mais de 90 dias ficaram em 3,25%, um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, e o banco informou que se refere a um cliente específico, sem mencionar o nome.

Fonte: Jornal DCI

O que esperar para o lucro dos grandes bancos no segundo trimestre?

Publicado em: 24/07/2019


Aumento da concorrência com as fintechs, juros baixos, economia em ritmo lento… tudo parece conspirar contra o resultado dos grandes bancos brasileiros. Mas se você é acionista de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco ou Santander Brasil, não se preocupe. Os lucros bilionários estão garantidos.

O resultado combinado dos quatro maiores bancos de capital aberto deve atingir R$ 20,9 bilhões no segundo trimestre, de acordo com a média das projeções dos analistas compiladas pela Bloomberg. Trata-se de um avanço de 17,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As estimativas dos analistas também indicam que os grandes bancos privados – Itaú, Bradesco e Santander – fecharão mais um trimestre com rentabilidade acima dos 20%. Isso significa mais de três vezes o CDI – conhece aplicação melhor?

A temporada de divulgação dos resultados dos bancões começa na terça-feira, dia 23, com o Santander. O Bradesco publica o balanço dois dias depois. Na segunda-feira seguinte, dia 29, será a vez do Itaú. Quem fecha a temporada é o Banco do Brasil, que divulga os resultados no dia 8 de agosto.

De olho no crédito

Olhando apenas para o lucrão esperado pelos analistas, pode parecer mais um filme repetido como aqueles da sessão da tarde. Mas essa história pode reservar surpresas. Uma parte dos investidores segue desconfiada da capacidade de os grandes bancos navegarem em mares cada vez mais revoltos.

Embora os bancos tenham mostrado em mais de uma ocasião que são capazes de lucrar em qualquer cenário, a queda da taxa de juros para os menores níveis históricos representa um novo teste para as instituições.

Eu costumo dizer que, se quiserem sustentar os lucros em alta, os bancos precisam voltar a ser bancos. Isso quer dizer que dependem cada vez mais de sua atividade principal, ou seja, a concessão de financiamentos.

O problema é que abrir as torneiras do crédito remando contra a maré da economia é bem mais difícil. Mas essas preocupações diminuíram depois da divulgação dos dados mais recentes do mercado de crédito pelo Banco Central e que mostram uma retomada dos financiamentos.

Entre os bancões, o primeiro a perceber que tinha espaço para crescer e lucrar mais pisando no acelerador do crédito foi o Santander. Sob a gestão de Sérgio Rial, o banco espanhol saiu da lanterna para o segundo lugar em rentabilidade, atrás apenas do Itaú.

Quem sai na frente tem seus benefícios, mas a grande dúvida do mercado agora é saber se o banco espanhol conseguirá manter o ritmo agora que Itaú e Bradesco entraram para valer no páreo.

As pequenas que incomodam

Se a competição fosse restrita aos grandes bancos, provavelmente o mercado não veria muito problema. Mas o avanço da tecnologia permitiu a entrada na arena de uma série de novas empresas, as chamadas fintechs.

Uma amostra do poder de fogo das novas concorrentes está acontecendo neste momento no mercado de maquininhas de cartões. A Cielo, controlada por Banco do Brasil e Bradesco, já perdeu mais da metade do valor na bolsa depois do ataque de empresas como PagSeguro e Stone.

Em meio à guerra de preços que tomou conta desse setor, o Itaú deu um passo além ao zerar a taxa de juros cobrada dos lojistas para antecipar os recursos das vendas realizadas pela Rede, a sua empresa de maquininhas.

Essa estratégia, é claro, teve custos e levou o maior banco privado brasileiro a diminuir suas projeções de receita com tarifas e serviços e também de margem financeira, linha na qual os bancos contabilizam as receitas com crédito.

Apertem os cintos

O corte nas estimativas só não provocou estrago nas ações do Itaú na bolsa porque o banco anunciou em conjunto um plano de corte de custos para compensar a perda esperada nas receitas.

O controle de custos também foi o principal destaque nos números do Banco do Brasil nos três primeiros meses do ano. A expectativa dos analistas é que o BB mantenha a disciplina nos custos no balanço do segundo trimestre.

O Banco do Brasil segue bem atrás dos concorrentes privados no crédito. Mas como ainda contava com um estoque de financiamentos concedidos a taxas abaixo de mercado – da época da fatídica “cruzada” da ex-presidente Dilma Rousseff contra os juros altos – conseguiu melhorar seus resultados com a renovação dessas linhas em condições mais favoráveis (para o banco, é claro).

Ainda do lado das despesas, vale a pena ficar de olho em como vão ficar as provisões dos bancos para calotes. Nos anos de crise, essa foi a linha que mais drenou resultados das instituições, em meio ao aumento da inadimplência e da quebra de grandes empresas.

Depois da queda nos índices de atrasos com a recuperação da economia, os bancos enfrentam uma nova dor de cabeça com a recuperação judicial da Odebrecht. A conta do calote da empresa deve aparecer nos balanços que começam a ser divulgados a partir da semana que vem. Mas as projeções para os lucros no segundo trimestre mostram que os bancos conseguirão digerir bem as perdas esperadas com os empréstimos concedidos ao grupo.

Fonte: Seu Dinheiro

Lucro dos bancos pode cair 7% com aumento da CSLL, diz Goldman Sachs

Publicado em: 18/06/2019


O aumento da tributação dos bancos para compensar as concessões feitas no projeto da reforma da Previdência pode reduzir em 7% o lucro de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil. As contas são do banco americano Goldman Sachs.

Não por acaso, as ações do setor caíram em bloco ontem após o anúncio feito pelo deputado Samuel Moreira, relator da reforma na comissão especial da Câmara.

Pela proposta, a alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) para o bancos subirá dos atuais 15% para 20% – percentual que vigorou entre 2015 e 2018. A expectativa do relator é de uma arrecadação de R$ 50 bilhões em dez anos.

Nas projeções dos analistas do Goldman Sachs, o Itaú e o Santander sofreriam o maior impacto da tributação maior, com uma queda de 7,5% no lucro esperado para 2020.

Para o Bradesco, a queda no resultado projetado do ano que vem seria de 7,1% e no Banco do Brasil, de 6,9%. No total, a estimativa dos analistas para o resultado combinado dos quatro bancões em 2020 cairia de R$ 88,8 bilhões para R$ 82,3 bilhões com o imposto maior.

“Além disso, estamos preocupados com os potenciais efeitos que os impostos mais altos poderiam ter sobre os custos dos empréstimos”, escreveram os analistas, em relatório a clientes.

Isso porque os bancos provavelmente tentarão repassar a alta da tributação para os juros nas linhas de crédito, o que levaria a uma alta nas taxas. Para o Goldman, esse movimento pode diminuir o avanço dos financiamentos e piorar a qualidade dos ativos dos bancos.

Os analistas têm recomendação de venda para as ações do Itaú e do Bradesco e neutra para Banco do Brasil e Santander.

Lucro maior no primeiro ano

Apesar do impacto negativo, no primeiro ano a tributação maior deve levar a uma melhora nos resultados de Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander, segundo os analistas.

Pode parecer um contrasenso, mas o aumento da alíquota traz um efeito contábil positivo nos ativos fiscais diferidos dos bancos. Mas nos anos seguintes os resultados seriam afetados pela alíquota efetiva de imposto maior, ainda de acordo com o Goldman Sachs.

A queda nas ações dos bancos continua no pregão de hoje. Por volta das 11h, as ações do Itaú (ITUB4) recuavam 0,59%, as do Bradesco (BBDC4) caíam 0,69%. Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) eram negociadas em baixa de 0,25% e 0,18%, respectivamente. Confira também nossa cobertura completa de mercados.

Fonte: Seu Dinheiro

BB vai pagar R$ 476 milhões em distribuição de lucro a acionistas

Publicado em: 13/06/2019


O Banco do Brasil vai pagar uma remuneração de R$ 476,6 milhões a acionistas referentes a juros sobre capital próprio (JCP), reportou a Exame na segunda-feira (03). A instituição obteve um lucro acima do esperado no primeiro trimestre do ano, de R$ 4,2 bilhões.

De acordo com o site, a base para o cálculo dos valores são as posições das ações de cada acionista no dia 11 de junho. Segundo o banco, eles vão receber o pagamento no dia 28 de junho com valor corresponde a R$ 0,17 por ação.

Conforme analistas da Mirae Asset, mesmo considerando que o novo governo não tem a intenção de privatizar o Banco do Brasil, há um plano de alienar ativos em sua estrutura para torná-lo mais competitivo no setor, diz a reportagem.

Distribuição de lucro

A distribuição de lucro, neste caso, juros sobre capital próprio, é uma execução financeira paga a acionistas de empresas de capital aberto, que são aquelas listadas em bolsa.

Essa distribuição de valores está prevista na Lei das Sociedades Anônimas. Ela diz que companhias listadas na bolsa de valores oficial do Brasil (B3) devem pagar pelo menos 25% de seu lucro líquido em remuneração aos detentores de suas ações.

Imposto de Renda será retido

No entanto, mesmo que o pagamento seja executado como dividendo, no caso do JCP, existe a cobrança de 15% de Imposto de Renda.

Porém, quando os acionistas receberem suas partes, o valor já chegou líquido, ou seja, a parte do Leão é retida na fonte pela Receita Federal do Brasil antes da realização dos depósitos.

Banco do Brasil e lucro

Os R$ 4,2 bilhões de lucro no 1º trimestre deste ano é cerca de 40% de crescimento na comparação com mesmo período do ano passado, publicou a Veja no início de maio.

De acordo com a reportagem, o Banco do Brasil disse que o resultado é o maior da sua história e foi influenciado pelo crescimento na carteira de crédito.

Fonte: Portal do Bitcoin

BB tem lucro de R$ 4 bilhões no 1º trimestre, alta de 45%

Publicado em: 09/05/2019


O Banco do Brasil registrou lucro líquido contábil de R$ 4 bilhões no 1º trimestre. O resultado representa um aumento de 45,7% na comparação com os 3 primeiros meses do ano passado, quando a instituição lucrou R$ 2,7 bilhões. Se comparado com o resultado do 4º trimestre, o lucro foi 5,3% maior.

Já o lucro líquido ajustado do banco, que exclui itens extraordinários, somou R$ 4,2 bilhões no período entre janeiro e março, valor 40,3% maior se comparado ao mesmo período de 2018.

“Esse foi o maior resultado nominal em um trimestre na história do BB”, informou o banco, em comunicado.

BB1

Segundo o banco, o resultado foi impulsionado pelo aumento da margem financeira, pela redução das despesas de provisão de crédito, pelo aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos.

O retorno sobre o patrimônio líquido do Banco do Brasil, um indicador da lucratividade dos bancos, atingiu 16,8%, ante 15,4% no trimestre anterior. Apesar da alta, o desempenho segue abaixo do registrado pelos concorrentes.

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 684,1 bilhões e cresceu 0,8% em 12 meses, com destaque para as carteiras pessoa física e agronegócio, que avançaram 7,8% e 1,5% respectivamente, na comparação anual.

O índice de inadimplência superior a 90 dias atingiu 2,59% no final de março. Já a despesa com provisões para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) caiu 26,3% na comparação anual.

Distribuição de R$ 1,6 bilhão aos acionistas

O BB anunciou também que serão distribuídos R$ 1,6 bilhão aos acionistas em forma de Juros Sobre o Capital Próprio (JCP) no trimestre, o que representa um crescimento de 93,2% na comparação com o 1º trimestre de 2018.

Outros bancos

Entre os maiores bancos do país, o maior lucro no 1º trimestre foi do Itaú, que reportou ganhos de R$ 6,710 bilhões, um crescimento de 6,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre, o Bradesco registrou lucro líquido contábil de R$ 5,82 bilhões, uma alta de 30,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,415 bilhões, o que representa um crescimento de 21,1% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 2,820 bilhões).

Fonte: G1

Lucro das estatais federais aumentou 147% em 2018

Publicado em: 02/05/2019


Enfrentando processos de reestruturação e com possibilidade de serem privatizadas, as estatais federais não dependentes do Tesouro Nacional mais do que duplicaram os lucros em 2018. Segundo relatório divulgado hoje (30) pelo Ministério da Economia, os ganhos dessas empresas passaram de R$ 28,334 bilhões em 2017 para R$ 69,974 bilhões em 2018, alta de 147%.

Cinco conglomerados –Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Eletrobras e Petrobras– concentram 96% dos ativos totais e 93% do patrimônio líquido das estatais federais. Entre os grupos analisados, o maior crescimento foi verificado no Grupo Petrobras, que saiu de um lucro de R$ 377 milhões em 2017 para lucro de R$ 26,7 bilhões em 2018, com aumento de 6.981,7%.

No caso da Petrobras, o aumento ocorreu porque, em 2017, a companhia fechou acordo para encerrar processos judiciais movidos por investidores nos Estados Unidos. O acerto custou R$ 11,2 bilhões e impactou o resultado da petroleira no ano retrasado.

Outro destaque foi o grupo Eletrobras, que passou de prejuízo de R$ 1,726 bilhão em 2017 para lucro de R$ 13,348 bilhões no ano passado. Entre os cinco grupos pesquisados, somente a Caixa Econômica teve redução no lucro, de R$ 12,488 bilhões em 2017 para R$ 10,355 em 2018.

Enxugamento

Em relação à política de pessoal das estatais, o enxugamento do quatro continua sendo o principal destaque. Em 2018, as estatais federais reduziram o efetivo em 13.434 empregados. As principais reduções ocorreram na Caixa Econômica Federal (2.728 empregados), nos Correios (2.648) e no Banco do Brasil (2.195 empregados).

Desde dezembro de 2015, as estatais federais dispensaram 57 mil empregados, com redução de 10,38% do quadro total. A maior parte do enxugamento (44 mil) provém de programas de desligamento voluntário, que concentraram 77,79% das dispensas. Segundo o Ministério da Economia, os planos de desligamento resultaram na economia de R$ 6,93 bilhões na folha de pagamento.

A economia nas despesas totais de pessoal, que incluem outros gastos além da folha, caiu R$ 2,46 bilhões de 2015 a 2018, com retração de 2,56% nas empresas não dependentes do Tesouro. Ao ajustar os valores pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a redução foi ainda mais significativa, chegando a 14,67%.

Fonte: UOL

Dividendos: Banco do Brasil irá pagar até 40% do lucro em 2019

Publicado em: 27/02/2019


O Banco do Brasil (BBAS3) irá pagar entre 30% e 40% do lucro líquido de 2019 (payout) em dividendos e/ou juros sobre o capital próprio, informou a empresa por meio de um comunicado enviado ao mercado nesta sexta-feira (22).

Segundo o banco estatal, dentro do intervalo definido para 2019, o valor do payout a ser pago será estabelecido pela administração, considerando os balizadores constantes na Política, em especial, o Plano de Capital e suas metas e respectivas projeções, a Declaração de Apetite e Tolerância a Riscos, perspectivas dos mercados de atuação presentes e potenciais e oportunidades de investimento existentes.

“Quando a distribuição for via JCP, o montante calculado com base no percentual de payout fixado corresponde ao valor bruto, sobre o qual poderão incidir tributos, conforme legislação vigente”, explicou o BB.

O lucro líquido do banco chegou a R$ 12,862 bilhões, em 2018, com aumento de 16,8% na comparação com o ano anterior.

Fonte: Moneytimes

BB Seguridade projeta crescimento entre 5% e 10% no lucro para este ano

Publicado em: 14/02/2019


A BB Seguridade projeta crescimento de 5% a 10% do lucro líquido ajustado em 2019. A estimativa vem depois de uma queda de 9,3% em 2018 contra 2017. A alta viria pelo desempenho operacional após a reestruturação completa da parceria com a Mapfre.

O lucro da companhia caiu de R$ 3,911 bilhões em 2017 para R$ 3,549 bilhões no ano passado. Especificamente no quarto trimestre, foi de R$ 840 milhões, recuo de 10,7% na mesma base de comparação (frente aos R$ 941 milhões do ano anterior).

De acordo com o superintendente executivo de relações com investidores da BB Seguridade, Rafael Sperandio, as expectativas estão no desempenho da economia ao longo deste ano e não descarta a possibilidade de revisão para cima dessas projeções.

“Consideramos que a Selic [taxa básica de juros] ficará estável, CDI médio próximo ao observado em 2018 e expectativa de que a reforma da Previdência seja aprovada. Também esperamos uma maior confiança do mercado que possa alavancar o emprego. A princípio, o guidance pode ter uma visão um pouco conservadora, mas veremos o desenrolar do País e, se necessários, podemos fazer um ajuste mais para frente”, ressaltou o executivo.

“O resultado da companhia foi aquém do esperado, mas é melhor revisar um guidance pra cima do que para baixo. Mas agora, com a Selic estável, é provável que o resultado financeiro pare de cair e, caso eles consigam aumentar o volume, é possível ter um operacional que sustente esse crescimento esperado”, avaliou o analista setorial da Planner Corretora, Victor Martins.

As ações da companhia repercutiram a leitura dos investidores de que foi um resultado fraco e acabaram o pregão de ontem entre as maiores baixas da B3. Os papéis da BB Seguridade ON caíram 2,54%, cotadas em R$ 28,80.

Resultado operacional

Dentre as projeções da seguradora, porém, a estimativa é de que o retorno operacional venha ancorado nos possíveis resultados com os novos moldes da atuação do Grupo Segurador BB e Mapfre, cuja reestruturação foi concluída em novembro último. O guidance para essa variação de prêmios emitidos na versão pró-forma (números já ajustados para viabilizar a comparação) é de um avanço entre 7% e 12%.

A BB Seguridade teve alta de 4,2% no resultado operacional total não decorrente de juros do último trimestre de 2018 ante igual intervalo de 2017 (de R$ 644 milhões para um total de R$ 671 milhões).

Segundo o diretor de finanças, relações com investidores e gestão de participações da companhia, Werner Süffert, os maiores retornos operacionais vêm embasados na adequação de preços e produtos para a atuação da seguradora no canal bancário. “A BB Mapfre continua sendo o segmento para o qual esperamos uma maior participação e que deve ser nosso motor principal de crescimento de resultado operacional em 2019”, afirma.

Os novos moldes de atuação do Grupo BB e Mapfre levaram os produtos de automóvel e grandes riscos de volta para a seguradora espanhola e limitaram a operação das duas companhias como sócias apenas ao grupo SH1, que corresponde às apólices de vida, habitacional, rural e prestamista.

“Nesse sentido, esses produtos começaram a atuar com residencial e empresarial e já conseguimos ver uma recuperação mais forte nessas linhas. Ainda estamos em um período de transição para um modelo cada vez mais voltado para os canais do banco, na segmentação de novo varejo. Com isso, vamos buscar produtos adequados em formas e preços”, complementa Sperandio.

“Já estamos nos especializando à nova modulação e isso passa pela adaptação e simplificação dos nossos produtos. Vamos melhorar a jornada digital da seguradora e crescer”, conclui o presidente da BB Seguridade, Bernardo Rothe.
Para Sperandio, o movimento voltado para o canal bancário também deve trazer patamares melhores para a sinistralidade da companhia, que apresentou alta nas linhas de rural e vida em 2018. “Temos a expectativa de continuar atuando em patamares históricos de sinistralidade, agora focados na construção de um resultado operacional mais forte. Isso vai refletir na reprecificação e melhora dos instrumentos, bem como na eficiência”, disse o superintendente.

Fonte: Jornal DCI

BB tem lucro líquido ajustado de R$ 3,845 bilhões no 4º trimestre

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O Banco do Brasil (BB) apurou lucro líquido ajustado de R$ 3,845 bilhões no quarto trimestre, o que representa alta de 20,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O número veio acima da projeção média de analistas consultados pelo Valor, que era de R$ 3,786 bilhões. O lucro líquido contábil ficou em R$ 3,803 bilhões, indicando aumento de 22,3% na comparação anual.

No resultado fechado de 2018, o lucro ajustado foi de R$ 13,513 bilhões, com alta de 22,2%. Já o lucro contábil cresceu 16,8%, a R$ 12,862 bilhões. A margem financeira bruta somou R$ 12,490 bilhões entre outubro e dezembro, o que mostra uma queda de 0,7% frente ao terceiro trimestre e redução de 2,6% na comparação com o quarto trimestre de 2017. O resultado foi motivado pela queda na receita com operações de crédito, a despeito de um leve aumento do spread.

No crédito, a receita financeira cresceu na carteira de pessoas físicas, que teve volume e spreads maiores no período. Em pessoas jurídicas, houve queda de volume e dos spreads, enquanto no agronegócio o estoque aumentou, mas os spreads praticados recuaram.

O banco obteve R$ 18,452 bilhões em receitas provenientes do crédito, uma queda de 5,5% em relação ao mesmo período de 2017. Esse desempenho foi parcialmente compensado pela queda nas despesas com captação e pelo crescimento de 18,3% no resultado de tesouraria, que somou R$ 3,051 bilhões.

A carteira de crédito ampliada subiu 1,8% no ano, a R$ 697,3 bilhões. Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, a expansão foi de 1,0%. O estoque de operações com pessoas físicas totalizava R$ 196,654 bilhões no fim de 2018, o que representa alta de 2,7% em três meses e de 5% em um ano. O banco avançou principalmente nas linhas de consignado, financiamento imobiliário, cartão de crédito e empréstimos pessoais, e recuou em financiamento de veículos, cheque especial e CDC salário.

A carteira de pessoa jurídica, por sua vez, cresceu 0,6% no trimestre, mas recuou 4,6% em 12 meses, para R$ 219,951 bilhões. O banco encolheu 5%, em um ano, nas operações com médias e grandes empresas, e reduziu em 16,1% o portfólio de micro e pequenas. Apenas as operações com o governo tiveram desempenho positivo na comparação com dezembro de 2017.

Quase todas as linhas encolheram no ano passado, com exceção de ACC/ACE, que sofre influência do câmbio, e recebíveis.

No crédito rural, a carteira do BB somava R$ 187,193 bilhões no fim do ano passado, o que representa queda de 0,1% frente a setembro e alta de 3,2% em relação ao fim de do ano anterior.

Spread

No geral, o spread nas operações de crédito do banco ficou em 7,6% no quarto trimestre, estável na comparação com os três meses mediatamente anteriores e 0,1 ponto percentual maior que o aplicado no período de outubro a dezembro de 2017, do ponto de vista gerencial.

O BB vem tentando reprecificar sua carteira de crédito nos últimos anos, depois da queda artificial de taxas praticada no governo Dilma, que penalizou a rentabilidade da instituição.

Houve alta no spread para pessoas físicas, que ficou em 16,7%, ante 16,5% no terceiro trimestre e 16,3% no quarto trimestre de 2017. Nas operações com pessoa jurídica, excluindo governo, o prêmio recuou para 4,7% — queda de 0,3 ponto tanto no trimestre quanto em 12 meses.

No agronegócio, o spread médio recuou de 4,8% no quarto trimestre de 2017 para 4,6% no mesmo período do ano passado. Em relação ao terceiro trimestre, o recuo foi de 0,1 ponto percentual.

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) caíram 19% em relação ao quarto trimestre do ano passado, para R$ 3,168 bilhões. Na comparação com o terceiro trimestre, houve queda de 1,8%.

As receitas com tarifas subiram 7,4% na comparação anual, para R$ 7,236 bilhões. Ante o terceiro trimestre, a expansão foi de 5,3%. No ano fechado de 2018, essas receitas cresceram 5,8%, a R$ 27,452 bilhões.

A maior fonte de receita do BB ainda é a conta corrente, que rendeu R$ 1,902 bilhão em tarifas no quarto trimestre, com expansão anual de 1,1%. Entretanto, as receitas com administração de fundos vêm crescendo. No período, a expansão foi de 10,4%, a R$ 1,487 bilhão.

O volume de recursos administrados relacionadas à Administração de Fundos subiu 8,9% no ano passado, a R$ 941,1 bilhões.

As receitas de Seguros, Previdência e Capitalização também tiveram forte expansão no quarto trimestre, de 28,2%, a R$ 1,039 bilhão. “O destaque é o bônus de performance anual, no valor de R$ 276,1 milhões, pagos pela BB MAPFRE SH1 em razão da superação das metas de comercialização dos seguros no período de abril a dezembro de 2018, conforme acordado na renegociação da parceria com o Grupo Mapfre”, diz o BB.

As despesas administrativas recuaram 0,2%, para R$ 8,220 bilhões. Ante o terceiro trimestre, a expansão foi de 3,8%. No ano fechado de 2018, as despesas cresceram 0,6%, a R$ 31,966 bilhões.

Do total de despesas no quarto trimestre, R$ 4,970 bilhão são de pessoal (crescimento anual de 3,4%) e R$ 3,251 bilhões em outros gastos administrativos (queda de 5,4%).

O BB terminou 2018 com 96.889 colaboradores, com queda de 2,3%. “Em 2018 o Programa de Adequação de Quadros (PAQ), ocorrido no primeiro trimestre, influenciou significativamente os desligamentos de mais de 2.200 colaboradores”, diz o banco.

Já sobre as outras despesas administrativas, o BB explica que a queda se deveu principalmente à substituição de terminais de autoatendimento do banco por terminais da rede 24 horas. Foram afetadas as linhas de Comunicação e Processamento de Dados, com queda de R$ 141,7 milhões em 2018, e os Serviços de Segurança e Transporte, com redução de R$ 205,5 milhões.

Além disso, as ações de eficiência com renegociações de contratos de imóveis e otimização de espaços foram responsáveis pela redução de R$ 178,9 milhões em gastos no ano passado.

O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado (ROE) pelo critério de mercado ficou em 16,3% no quarto trimestre, de 14,3% no terceiro e 14,5% no mesmo período do ano passado. No resultado fechado de 2018, o ROE foi de 13,9%, ante 12,3% em 2017.

“Parte desse resultado foi alcançado pelo rígido controle de despesas administrativas, que caíram 3,91% no ano, mesmo com a inflação (IPCA) de 3,75%, e pela redução das despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) em R$ 4,971 bilhões (19,3% frente a 2017)”, diz o relatório da administração.

Mesmo com a melhora, o retorno do BB continua abaixo dos rivais privados. O Itaú Unibanco registrou ROE de 21,8% no quarto trimestre, enquanto o Santander teve taxa de 21,1% e o Bradesco, de 19,7%. O BB fechou dezembro com índice de Basileia de 18,9% e 10,0% de capital principal.

O conselho diretor do banco aprovou o pagamento de R$ 1,630 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP) relativos ao quarto trimestre de 2018. Isso equivale a R$ 0,58551597122 por ação.

O JCP terá como base a posição acionária de 21/02/2019, sendo as ações negociadas “ex” a partir de 22/02/2019. O valor será atualizado, pela taxa Selic, da data do balanço (31/12/2018) até a data do pagamento (07/03/2019).

Queda na inadimplência

O BB registrou inadimplência de 2,53% em dezembro, de 2,82% em setembro e 3,72% no fim de 2017. Já a inadimplência de curto prazo na carteira de crédito era de 1,78% no fim de 2018. A taxa de operações com atraso de 15 a 89 dias recuou 0,02 ponto percentual na comparação com setembro e 0,05 ponto frente a dezembro de 2017.

Em pessoa jurídica, o índice de inadimplência recuou para 3,17%, de 3,70% e 6,18%, na mesma base de comparação. Em pessoa física, as taxas foram de 3,08%, ante 3,27% e 3,36%, respectivamente. E em agronegócio, o indicador ficou em 1,53%, de 1,62% e 1,67%.

Da inadimplência em pessoa física, a maior taxa foi observada na linha CDC Salário, com 4,63%. Na sequência aparecem Financiamento Imobiliário, com 2,54%, e Cartão de Crédito, com 2,41%.

Em pessoa jurídica, a taxa de inadimplência mais elevada é na linha ACC/ACE, de 1,36%. Depois vêm as linhas Recebíveis, com 1,06%, e Capital de Giro, com 1,00%.

Em agronegócios, a linha com maior inadimplência é Pronaf, com 3,01%; seguida de Pronamp, com 2,44%; e BNDES/Finame Rural, com 1,85%. As provisões para devedores duvidosos (PDD) somaram R$ 3,168 bilhões no quarto trimestre, uma queda de 19% na comparação com o mesmo período do ano passado, e baixa de 1,8% ante o terceiro trimestre.

No resultado fechado de 2018, as despesas de PDD somaram R$ 20,229 bilhões, com redução de 19,9% em relação ao ano anterior. O índice de cobertura do BB subiu para 211,6% no quarto trimestre, de 192,7% no terceiro e 154,9% no fim de 2017.

O BB também divulgou o indicador New NPL/Carteira de Crédito, que representa uma tendência da futura inadimplência. O indicador é apurado pela relação entre a variação trimestral do saldo das operações vencidas há mais de 90 dias, acrescida das baixas para prejuízo efetuadas no trimestre; e o saldo da carteira de crédito classificada do trimestre anterior.

No quarto trimestre, esse indicador foi de 0,52%, ante 0,27% no terceiro e 0,89% no quarto trimestre de 2017.

Planos para 2019

Segundo o guidance do BB para 2019, que foi publicado na manhã desta quinta-feira, o banco projeta um lucro líquido ajustado entre R$ 14,5 bilhões e R$ 17,5 bilhões para este ano. O BB também prevê um crescimento de 3% a 6% em sua carteira de crédito em 2019, o que indica que adotará um ritmo mais moderado que os concorrentes privados.

Tanto Bradesco quanto Itaú Unibanco estimam que podem crescer mais de 10% em estoque de operações. A projeção do BB é aumentar de 7% a 10% o portfólio de crédito a pessoas físicas. Na carteira de pessoas jurídicas, o banco prevê uma variação de 0% a 3%. No crédito rural, a expansão esperada é de 3% a 6%.
A margem financeira bruta do BB deve crescer de 3% a 7% em 2019. As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos devem ficar entre R$ 11,5 bilhões e R$ 14,5 bilhões neste ano, depois de terem somado R$ 14,221 bilhões em 2018.

A expectativa do banco é que as rendas de tarifas aumentem entre 5% e 8% e as despesas administrativas, de 2% a 5%.

Fonte: Valor Econômico

Lucro do Banco do Brasil cresce 16,8% em 2018 e chega a R$ 12,8 bilhões

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O Banco do Brasil registrou lucro líquido contábil de R$ 12,8 bilhões em 2018. O resultado representa um aumento de 16,8% na comparação com 2017, quando a instituição lucrou R$ 11 bilhões.

No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 3,803 bilhões, um aumento de 22,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2017.

Já o lucro líquido ajustado do banco, que exclui itens extraordinários, somou 3,845 bilhões no quarto trimestre, valor 20,6% maior se comparado ao mesmo período de 2017.

BB

As receitas com tarifas subiram 7,4% na comparação anual, para R$ 7,236 bilhões. As despesas administrativas recuaram 0,2%, para R$ 8,220 bilhões.

O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL), que mede como o banco remunera o capital de seus acionistas, cresceu para 13,2%, frente a 12,3% em 2017. Segundo o banco, parte deste resultado foi alcançado pelo rígido controle das despesas administrativas.

Carteira de crédito cresce 1,8%

A carteira de crédito ampliada do banco finalizou o ano a R$ 697,3 bilhões e cresceu 1,8% em 12 meses. Em relação ao terceiro trimestre, houve um crescimento de 0,7%. Já o índice de inadimplência com mais de 90 dias alcançou 2,53% em dezembro de 2018.

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) recuaram 19% na comparação com o quarto trimestre do ano passado, para R$ 3,168 bilhões.

Lucro dos concorrentes em 2018

O Bradesco anunciou no fim de janeiro que seu lucro atingiu R$ 19,085 bilhões no acumulado do ano passado, um crescimento de 30,19% na comparação com 2017 (R$ 14,659 bilhões).

No acumulado em 2018, o lucro líquido do Santander somou R$ 12,166 bilhões, alta de 52% na comparação como 2017 (R$ 7,997 bilhões). Já o lucro gerencial alcançou R$ 12,398 bilhões, alta de 24,6%.

O banco Itaú informou que encerrou 2018 com lucro líquido de R$ 24,977 bilhões, um crescimento de 4,2% na comparação com o ano anterior (R$ 23,965 bilhões).

Fonte: Portal G1

Lucro ajustado da BB Seguridade cai 10,7% no 4º tri, mas empresa prevê aumento em 2019

Publicado em: 13/02/2019


A BB Seguridade, braço de participações do Banco do Brasil registrou nova rodada de resultado trimestral cadente, uma vez que a melhora do resultado operacional seguiu insuficiente para compensar a forte queda da receita financeira.

A companhia anunciou nesta segunda-feira que teve lucro líquido ajustado de 839,8 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 10,7 por cento ante igual etapa de 2017. Em termos líquidos, o lucro foi de 716,9 milhões de reais, foi 21 por cento menor ano a ano.

“A queda do lucro líquido ajustado no comparativo pode ser explicada pela contração de 43 por cento do resultado financeiro, parcialmente compensada pela alta de 4,1 por cento do resultado operacional não decorrente de juros”, afirmou a BB Seguridade no relatório de resultados.

Além da menor remuneração de seus títulos, dado que a Selic segue na mínima histórica de 6,5 por cento ao ano, a empresa também acusou os efeitos da elevação na taxa de remuneração dos passivos financeiros da Brasilprev atrelados aos planos de previdência tradicionais.

O volume de prêmios caiu fortemente nas comparações sequencial e anual, desde a conclusão da venda de sua fatia numa joint venture para a sócia Mapfre, negócio que inclui seguros automotivo e de grandes riscos, por 2,4 bilhões de reais.

Assim, os negócios de risco e acumulação atingiram 291,9 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 42,6 por cento ante mesma etapa de 2017.

Em contrapartida, a receita com os negócios de distribuição cresceu 27,8 por cento, para 544,6 milhões de reais.

Na comparação ano a ano, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido da BB Seguridade caiu 0,8 ponto percentual, para 41,4 por cento.

Juntamente com os resultados, a BB Seguridade previu crescimento de 5 a 10 por cento de seu lucro ajustado de 2019 ante o ano passado. A empresa também previu aumento de 7 a 10 por cento das reservas de previdência da Brasilprev e de 7 a 12 por cento dos prêmios emitidos pró-forma da BB Mapfre SH1.

Fonte: Terra

Três maiores bancos privados lucram 13% mais e preveem crédito com mais vigor

Publicado em: 06/02/2019


Os três maiores bancos privados do Brasil viram o lucro líquido consolidado acelerar a taxa de expansão no último trimestre de 2018. Apesar de o motor para os números até então ser o menor gasto com calotes, para 2019, essas instituições já veem o crédito podendo retomar um ritmo de crescimento de dois dígitos e recuperar, de quebra, o posto de principal fonte de resultados dos pesos pesados do setor financeiro.

Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander apresentaram lucro líquido recorrente de R$ 15,713 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 13% maior que a vista 12 meses antes, de R$ 13,894 bilhões. Em todo o exercício de 2018, o resultado dos privados ficou em R$ 59,695 bilhões, montante 10,84% maior que o de 2017, quando somou R$ 53,856 bilhões.

Com os resultados de 2018 em linha com as projeções do mercado, o destaque da abertura dos números dos grandes bancos ficou para as projeções de desempenho para o exercício em questão – com exceção do Santander, que não divulga guidances. Na opinião do diretor de renda variável da Eleven Financial, Carlos Daltozo, o guidance divulgado por Bradesco e Itaú ilustra exatamente o diferente momento vivido pelos dois bancos.

“Enquanto, no Bradesco, o agressivo guidance aponta uma aceleração dos resultados, no Itaú, as projeções para 2019 são mais tímidas, resultando em menor crescimento de lucro”, destaca ele. Segundo Daltozo, no ponto médio, o guidance do Bradesco aponta para um crescimento acima de 20% do lucro. Já a projeção do Itaú indica elevação de 11%.

Sob o ponto de vista do crédito, entretanto, os dois maiores bancos privados do País em ativos veem a possibilidade de suas carteiras retomarem o patamar de dois dígitos de expansão neste ano. O Bradesco está mais otimista e espera que seus empréstimos totais cresçam de 9% a 13% em 2019. Já o Itaú prevê alta de 8% a 11%.

No que tange ao retorno, o Itaú segue na liderança entre os privados. O banco encerrou dezembro com indicador (ROE, na sigla em inglês) de 21,8%, acima dos 21,3% vistos em setembro de 2018. Na sequência, o Santander manteve a segunda posição com rentabilidade recorde de 21,1%, ante 19,5%. Já o Bradesco fechou o quarto trimestre com retorno de 19,7%, superior aos 19,0% registrados nos três meses anteriores.

O presidente do Santander, Sergio Rial, destacou que não é possível manter a rentabilidade do banco crescendo a partir do patamar do visto no quarto trimestre, uma vez que o período é sazonalmente mais forte, mas ponderou que o banco segue focado em crescer com rentabilidade. Já o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, mira retorno acima dos 20%. “Seria ótimo chegar aos 20% de ROE, mas vamos buscar indicador melhor ainda. A busca pelo indicador é o melhor possível”, disse o executivo, em conversa com a imprensa, na semana passada.

Fonte: UOL

Grandes bancos lucram 12,7% mais no 3º tri com maior apetite por crédito

Publicado em: 12/11/2018


O resultado financeiro dos grandes bancos brasileiros de capital aberto no terceiro trimestre trouxe uma sinalização importante quanto ao crescimento do crédito no próximo ano. Com números em linha com as projeções do mercado, essas instituições esperam não só emprestar mais em 2019, como algumas estão dispostas a elevarem seu apetite por risco diante da expectativa de melhora do ambiente macroeconômico, o que também pode servir de impulso para as receitas com tarifas e prestação de serviços.

Juntos, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Itaú Unibanco apresentaram lucro líquido de 18,435 bilhões de reaus de julho a setembro, expansão de 12,7 por cento em relação à cifra de 16,358 bilhões de reais registrada um ano antes.

O resultado apresentou leve aceleração, uma vez que, no segundo trimestre, o crescimento anual foi de 12,30 por cento. Com eventos extraordinários, o resultado foi de 17,470 bilhões de reais, 28,5 por cento maior, considerando a mesma base de comparação.

Novamente, a redução dos gastos com calotes motivou os ganhos no período, mas a aceleração do crescimento das carteiras de crédito chamou a atenção. A maior expansão de empréstimos no terceiro trimestre, tanto no comparativo trimestral como no anual, foi vista no Santander (3,4 por cento e 13,1 por cento), seguido por Itaú (2,1 por cento e 10,6 por cento), Bradesco (1,5 por cento e 7,5 por cento) e BB (0,1 por cento e 1,4 por cento).

O presidente do BB, Marcelo Labuto, garantiu que o banco vai encostar nos pares privados também do lado do crédito em 2019. A instituição pode, conforme ele, ser mais agressiva e competitiva na concessão de crédito, mas sem mudar seu apetite de risco.

“Já temos condições de equiparar o crescimento do crédito ao dos pares privados”, disse Labuto, em coletiva de imprensa, no período da manhã desta sexta.

O BB foi mais penalizado que seus pares durante a crise, uma vez que carregava empréstimos mais pesados e de longo prazo. Por isso, tem tido mais desafios para acelerar o ritmo da expansão de sua carteira. Enquanto isso, Bradesco e Itaú admitiram, pela primeira vez, que podem aumentar o apetite por risco.

Fonte: Exame.com

Banco do Brasil tem lucro de R$ 3,17 bilhões no 3º trimestre

Publicado em: 08/11/2018


O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,175 bilhões no 3º trimestre, 11,78% acima do registrado na mesma etapa do ano passado (R$ 2,841 bilhões). Na comparação com o 2º trimestre, quando o banco reportou lucro de R$ 3,135 bilhões, a alta foi de 1,27%.

No acumulado no ano, o lucro líquido soma R$ 9,059 bilhões, alta de 14,6% na comparação com os 9 primeiros meses de 2017.

Segundo dados da Economatica, trata-se do melhor resultado trimestral nominal (sem considerar a inflação) desde o 1º trimestre de 2015 (R$ 5,818 bilhões).

O banco atribuiu o resultado ao “desempenho positivo das rendas de tarifas, qualidade do crédito e controle das despesas administrativas” e menores provisões para perdas com empréstimos.

Lucro BB

Já o lucro líquido ajustado do banco, que exclui itens extraordinários, foi de R$ 3,4 bilhões no 3º trimestre, valor 25,6% do que o registrado no mesmo período do ano passado e 5% acima do registrado no 2º trimestre. Em 9 meses, o lucro ajustado atingiu R$ 9,7 bilhões, crescimento de 22,8% na comparação anual.

O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL), que mede como o banco remunera o capital de seus acionistas, ficou em 14,3% no 3º trimestre, frente a 12,8% no 3º trimestre do ano passado. O índice de inadimplência acima de 90 dias diminuiu 0,5 ponto percentual no trimestre, para 2,83%.

O BB disse que espera uma queda na margem financeira bruta no ano de 6,5% e 5%, ante previsão anterior de estabilidade à queda de até 5%.

O novo diretor-presidente, Marcelo Labuto, fará uma coletiva de imprensa sobre os resultados nesta quinta-feira. O ex-CEO Paulo Caffarelli deixou o banco em 1º de novembro após aceitar uma oferta para se tornar executivo-chefe da Cielo SA .

Carteira de crédito cresce 1,4%

A carteira de crédito ampliada do BB totalizou R$ 686,3 bilhões no final de setembro, com crescimento de 1,4% em relação ao trimestre anterior.

No segmento pessoa física, a carteira cresceu 5,7% em 12 meses, impulsionada pelo crescimento do crédito consignado e do financiamento imobiliário.

Os financiamentos para empresas registraram alta de 0,2% de alta no trimestre. Já a carteira rural apresentou crescimento de 6,3% na comparação anual.

Distribuição de R$ 1,1 bi para acionistas

O Banco do Brasil informou que seu conselho diretor aprovou a distribuição de R$ 1,161 bilhão, ou R$ 0,416 por ação, em remuneração para os acionistas sob a forma de juros sobre capital próprio.

O pagamento será realizado em 30 de novembro, com base na posição acionária de 21 de novembro.

Lucros da concorrência

Na semana passada, o Bradesco reportou que teve lucro líquido de R$ 5,009 bilhões no 3º trimestre, o que representa uma alta de 73,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,039 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 2,2% na comparação com o 2º trimestre (R$ 2,972 bilhões).

Já o Itaú teve lucro líquido de R$ 6,247 bilhões, um crescimento de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Fonte: G1