Banco do Brasil fechou 90 agências das 361 previstas em plano de reestruturação

Publicado em: 25/03/2021

Dois meses depois de anunciar um plano de reestruturação do Banco do Brasil, o presidente demissionário da instituição, André Brandão, conseguiu fechar cerca de 90 agências das 361 incluídas no projeto, segundo fontes. O balanço equivale a cerca de um quarto do total. Brandão deve seguir no cargo até o fim deste mês.

Caberá ao substituto do executivo, Fausto Andrade Ribeiro, dar continuidade ou não ao projeto. A depender do presidente Jair Bolsonaro, a medida poderá ser suspensa, diante da pressão de prefeitos dos municípios atingidos. O plano de reestruturação está na origem da crise entre Brandão e o presidente.

A orientação do presidente é para que os bancos públicos abram novas agências, apesar dos avanços da tecnologia que permitem aos clientes realizar operações por aplicativos de celular e internet, sem precisar ir a uma agência.

Um milhão de clientes

Somente no ano passado, os três maiores bancos privados fecharam 1.500 agências e pontos de atendimento, um processo que já vinha em curso, mas que ganhou velocidade com a mudança de hábitos causada pela pandemia.

O plano anunciado por Brandão precisa ser tocado em etapas, porque envolve um número expressivo de clientes, cerca de um milhão. Antes de encerrar esses pontos de atendimento, é necessário remanejar esses usuários.

Na contramão do previsto para o BB por Brandão, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou na quinta-feira que pretende abrir até 400 agências. Outras 76 já estão em processo de abertura.

O fechamento das agências do BB foi aprovado pelo Conselho de Administração do banco dentro do plano estratégico para o quinquênio 2021-2025. Para reduzir despesas, foi adotado também um plano de demissão voluntária, que teve 5,5 mil adesões.

A meta é fechar todas as agências deficitárias em pequenos municípios. Os clientes atingidos estão sendo direcionados para outras agências em outras cidades, com distância média de 25 quilômetros, segundo o BB.

Para evitar deixar cidades desassistidas, o BB pretende ampliar a rede de correspondentes bancários tradicionais (supermercados, padarias e farmácias), investir na abertura de franquias e postos “inteligentes”, sem caixas e vigilantes, apenas com terminais de autoatendimento, onde as mesmas cédulas depositadas pelos clientes podem ser sacadas instantaneamente, dispensando abastecimento frequente por carros-fortes.

Receio de fim do home office

O plano foi o principal motivo da queda de Brandão. O sucessor, Fausto Ribeiro, já passou por várias áreas do BB, inclusive pela Unidade de Canais, responsável por abertura e fechamento de agências. Além dessa questão, Ribeiro terá liberdade para criar novas vice-presidências.

A vice-presidência de Governo e Agronegócio deverá ser desmembrada. O secretário executivo do Ministério da Cidadania, Antônio Barreto, deverá ocupar a área de Governo.

Embora a indicação de Ribeiro tenha sido defendida pela equipe econômica como um sinal de prestígio aos funcionários, ela causou estranheza na cúpula do banco, porque significou quebra de hierarquia. Tradicionalmente, para alçar ao topo é preciso ocupar outros postos, como vice-presidência.

Em agosto do ano passado, Ribeiro era gerente executivo da Diretoria de Contadoria, responsável pela contabilidade das subsidiárias. Em setembro, foi promovido a presidente do BB Consórcios.

No banco, ele é conhecido pelo perfil bolsonarista. Na crise, durante a pandemia, o andar que comanda manteve trabalho presencial. Há receio por parte dos funcionários de que ele resolva acabar com o home office. A indicação, que ainda precisa passar por instâncias no BB, teria também o respaldo do centrão. (Colaborou João Sorima Neto)

Fonte: O Globo

Deputada apela por permanência das agências do BB em Sergipe

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O Banco do Brasil (BB) informou que, até o final do primeiro semestre de 2021, desativará 361 unidades, sendo: 112 agências bancárias, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento. Diante desse cenário, a deputada Maria Mendonça apresentou à Mesa da Casa Legislativa na manhã de hoje (24) uma Moção de Apelo pela permanência das agências bancárias do BB em todo o território sergipano.

A Moção de Apelo de nº 13/2021 será enviada para a bancada de Sergipe no Congresso Nacional, em Brasília, por meio do seu coordenador, o deputado Federal, Bosco Costa. Na matéria a deputada apela para que os deputados dialoguem com o presidente do Banco do Brasil pela manutenção das agências bancárias em Sergipe. Em especial, a agência do município de Itabaiana, localizada na avenida Dr. Luiz Magalhaes.

Fonte: Assembleia Legislativa de Sergipe

Bancos terão de fechar 30% das agências em até 3 anos para manter rentabilidade

Publicado em: 18/03/2021

Os cinco maiores bancos brasileiros, com quase R$ 8 trilhões de ativos em mãos, precisam enxugar 30% de sua rede de agências físicas em no máximo três anos, aponta estudo exclusivo feito pela consultoria alemã Roland Berger e obtido pelo Estadão/Broadcast. Isso significa fechar as portas de cerca de 5 mil unidades de alvenaria, de um total de 16.704, somados Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander Brasil e Caixa Econômica Federal, conforme dados do Banco Central do fim de fevereiro.

O fechamento de agências resulta da pressão por corte de custos e eficiência diante do ‘novo normal’ do sistema financeiro, de acordo com a Roland Berger. Se antes essa já era uma realidade com a multiplicação de fintechs, com a pandemia, que acelerou o processo de digitalização dos brasileiros, só fez crescer.

“Os bancos brasileiros vão precisar encerrar pelo menos 30% de suas agências no curto prazo, no máximo, em dois anos. Estamos falando de 5 mil agências dos 5 maiores bancos”, afirma o presidente da consultoria alemã Roland Berger, Antônio Bernardo, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

De acordo com ele, a mudança de comportamento dos clientes a reboque da covid-19 coloca a rentabilidade dos bancos brasileiros, ainda elevada frente aos pares internacionais, na berlinda. O retorno sob o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) já foi afetado com o aumento das provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, reforçadas para fazer frente à inadimplência.

Berger destaca que apesar do cenário a rentabilidade dos bancos nacionais ainda é alta mas se esta transformação não ocorrer o lucro vai diminuir e eles vão ficar menos atrativos. “Se os bancos brasileiros não se transformarem – e as agências são só uma das mudanças -, a rentabilidade vai baixar mais, ficando menos atrativos para investidores”, disse.

Digitalização do dinheiro

Para aumentar sua competitividade os bancos vem investindo na digitalização da economia e somente em tecnologia para ‘digitalização do dinheiro’ os bancos investem anualmente cerca de R$ 19,6 bilhões, segundo a Febraban que também destaca que cada vez mais, os clientes também pagam suas contas e fazem transferências de valores pelos canais digitais.

Segundo o diretor de Canais Digitais e Experiência do Cliente do Bradesco, Marcelo Frontini, 97% das transações no banco já são realizadas em canais digitais.

Além disso, a digitalização do dinheiro pelos bancos no Brasil também pode envolver Bitcoin e criptomoedas já que Eduardo Abreu, vice-presidente de Novos Negócios da Visa do Brasil, revelou que a empresa já está trabalhando na integração de criptoativos e instituições financeiras no Basil.

A primeira solução a ser disponibilizada, segundo ele, será um conjunto de APIs voltados a bancos para que estes possam oferecer criptomoedas aos seus clientes.

Abreu também revelou que a empresa já está conversando com grandes bancos digitais no Brasil que podem aderir ao serviço e oferecer Bitcoin a seus clientes e embora não tenha revelado o nome das instituições, um levantamento do Cointelegraph revelou que no radar da empresa estão Nubank, Inter e C6.

“Primeiro, estamos conversando com os bancos mais digitais. Isso porque são os que têm mais perfil para esses clientes (de criptos)”, revelou.

Fonte: Estadão com Cointelegraph

Banco do Brasil tem 160 agências e postos com aviso de encerramento

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O Banco do Brasil já pregou avisos de fechamento nas portas de pelo menos 160 unidades de sua rede, considerando agências tradicionais e postos de atendimento, segundo mapeamento preliminar feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Finaceiro (Contraf) e obtido pelo Estadão/Broadcast. Apesar da crise gerada no Palácio do Planalto, o plano de reestruturação, anunciado em janeiro, não só foi mantido como já começa a ser implementado.

A lista oficial das agências que serão fechadas – em um total de 112 -, porém, ainda não foi divulgada pelo BB. Segundo o secretário-geral da Contraf, Gustavo Tabatinga, funcionário do banco, o conglomerado se nega a passar aos funcionários as unidades que serão encerradas, postura que ele afirma ser inédita. “O banco alega questões de mercado, mas, em todas as reestruturações feitas no passado, o banco nos passava essas informações, até para que possamos orientar os trabalhadores”, disse o sindicalista, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Diante da negativa do BB, os bancários se mobilizaram e começaram a mapear, por conta própria, as agências e os postos de atendimento que já estavam em processo de encerramento. Para isso, foram de unidade em unidade para verificar quais delas já contavam com o cartaz que avisa do fechamento aos clientes, uma obrigação que o banco tem de cumprir 30 dias antes do encerramento de fato.

O levantamento é considerado preliminar porque a Contraf não tem presença em todos os municípios onde o BB tem alguma unidade. O número, portanto, pode ser maior.

O plano do BB envolve a desativação de 361 unidades ao longo do primeiro semestre, sendo 112 agências tradicionais, sete escritórios e 242 postos de atendimento. Além disso, haverá a conversão de 243 agências em postos de atendimento e oito postos de atendimento em agências, transformação de 145 unidades de negócios em Lojas BB, sem guichês de caixa, relocalização compartilhada de 85 unidades de negócios e criação de 28 unidades de negócios (14 agências especializadas agro e 14 “escritórios digitais leves”).

Nordeste

Pelo mapeamento do Contraf, a região mais afetada será a Nordeste, com 60 unidades com cartazes já colados. O Estado com maior número de encerramentos em andamento, por enquanto, é São Paulo, com 17, seguido do Rio de Janeiro, com 14, e o Pará, com 13.

“Fechar agências numa pandemia é jogar as pessoas para a aglomeração e exclusão bancária. Há agências que estão em cidades que só têm aquela agência e vão ficar sem banco”, afirma Juvandia Moreira, presidente da Contraf.
Segundo levantamento da Contraf, 23 municípios ficarão sem agências bancárias, a maioria no Nordeste: seis na Bahia (Caem, Gentil do Ouro, Itaquera, Lajedo do Tabocal, Pau Brasil e Uibai), quatro em Sergipe (Nossa Senhora de Lourdes, Monte Alegre, Pacatuba e Tomar de Geru), duas no Ceará (Santo Antônio do Jaguaribe e Itaiçaba), uma em Alagoas (Passo do Camaragibe) e uma na Paraíba (Alagoa Grande).

Também ficarão órfãos cinco municípios do Pará (Água Azul do Norte, Curuca, Monte Dourado, Ourem e Ourilândia do Norte), um no Acre (Mâncio Lima), um no Mato Grosso (Ribeirão Cascalheira), um no Paraná (Laranjal) e um em Rondônia (Alto Alegre dos Parecis).

Fonte: Estadão

Banco do Brasil deve fechar 11 agências no Ceará; veja lista

Publicado em: 25/02/2021

Subiu para 11 o número de agências do Banco do Brasil (BB) que devem ser fechadas no Ceará desde o início da reestruturação da instituição, em janeiro deste ano. O quantitativo foi confirmado pelo Sindicato dos Bancários do Estado (Seeb). Na Capital, serão três unidades: da Parquelândia, Aerolândia e avenida Barão de Studart.

No último dia 10, a informação da entidade é de que seriam oito as unidades encerradas.

Além das agências que terão as atividades encerradas, outras nove serão reduzidas a postos de atendimento. De acordo com o presidente do sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, o número pode ser ainda maior.

“O Banco não está tendo transparência com os dados, mas o movimento deve seguir sendo esse. Acreditamos que eles querem reduzir para facilitar a privatização”, avalia.

Na sexta-feira (19) o Sindicato realizou uma manifestação na agência Empresa Parquelândia, em frente ao North Shopping, que já foi anunciada como uma das que terão as atividades encerradas em breve.

Nesta segunda-feira (22), a partir das 14h, o Seeb participa de uma reunião por videoconferência com o Comando Nacional dos Bancários.

O Diário do Nordeste questionou o Banco do Brasil sobre novos fechamentos e aguarda resposta.

Veja quais as agências serão fechadas:

  1. Empresa Parquelândia (Fortaleza)
  2. Aerolândia (Fortaleza)
  3. Barão de Studart (Fortaleza)
  4. Santana do Cariri
  5. Juaci Sampaio (Caucaia)
  6. Alto Santo
  7. São João do Jaguaribe
  8. Itaiçaba
  9. Posto de Atendimento de Ibiapina
  10. Dois Postos de Atendimento vinculados a Tabuleiro do Norte

Agências que virarão postos de atendimento (9 unidades)

  1. Orós
  2. Cambeba (Fortaleza)
  3. Aiuaba
  4. Catarina
  5. Irauçuba
  6. Morrinhos
  7. Ipueiras
  8. Frecheirinha
  9. Iracema (posto sem atendimento de caixas)

Brasil

Em todo o País, o plano de reorganização do banco prevê a desativação de 361 unidades (112 agências, sete escritórios e 242 postos de atendimento), a conversão de 243 agências em postos de atendimento e oito postos de atendimento em agências.

Fonte: Diário do Nordeste

 

Fechamento de agências do BB empobrece cidades menores, diz sindicalista

Publicado em: 18/02/2021

Trabalhadores bancários de todo o Brasil realizaram, no dia 10 de fevereiro, o Dia Nacional de Paralisação dos funcionários do Banco do Brasil, aprovado em assembleia pela categoria. Para explicar os motivos da paralisação e o impacto das mudanças propostas pelo BB na vida da população, o Brasil de Fato conversou com Sandra Trajano, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.

Confira a entrevista a seguir:

Brasil de Fato: Quais são as motivações das paralisações que os bancários vêm realizando?

Sandra Trajano: O movimento sindical não tem viés apenas corporativo. Não é só pela perda de emprego ou diminuição de salário que a gente faz as mobilizações. Dessa vez não é diferente, nós defendemos os empregados do Banco do Brasil, mas principalmente a permanência de uma empresa com mais de mais de 200 anos prestando esse serviço à população, que já vem sendo descaracterizado com essa abertura de capital, o que deixou o banco mais próximo de um banco privado. Mas ele ainda oferece serviços à população, assim como a Caixa Econômica Federal, que são voltados ao desenvolvimento da região.

Isso é importante porque o BB tem por sua característica social trabalhar o desenvolvimento da região, a CEF é voltada para a população e o BB tem linhas de crédito para plantação, para diversas formas de financiamento e desenvolvimento onde ele está. Sem o BB, a região perde muito, é um empobrecimento para cidade, para o município, para o estado onde o banco diminuiu sua atuação, é sofrimento para população porque é menos crédito oferecido e e mais tempo perdido para resolver seus problemas.

Quais foram as pautas da paralisação do dia 10?

Primeiro a suspensão do encerramento das agências e postos de atendimento que o banco está fechando no país inteiro. Aqui em Pernambuco são 26 agências, algumas fechando e outras se transformando em posto de atendimento e outros postos fechando. Rio Formoso, por exemplo, fecha; A agência da Av. Norte, na metropolitana, fecha; Olinda se torna posto de atendimento. São agências grandes, muitas vezes a cidade só tem aquele posto do BB, então a população fica desassistida. Nossa primeira exigência é a suspensão desse encerramento.

A outra é que o banco abriu um Plano de Demissão Voluntária e, com isso, muitas pessoas saem do banco. Se hoje está difícil chegar numa agência e ser atendido, vai ser muito pior. As pessoas estão saindo porque não veem mais perspectiva de trabalho no BB. A outra questão é que o banco, para se adaptar a essa nova onda, cortou todos os cargos de caixa, então hoje o banco não tem caixa para atender as pessoas e, dependendo da demanda, uma pessoa que é do setor de atendimento é direcionada para o caixa. Você imagina o transtorno. A pauta é voltada para o não encerramento dos postos de atendimento, a não continuidade das demissões e o não encerramento dos caixas, porque isso descaracteriza completamente o banco.

De que forma a desvalorização desses trabalhadores impacta os serviços?

Veja, uma pessoa que não está feliz não trabalha bem, não vive bem, não se relaciona bem. Uma pessoa que não acredita no seu ambiente de trabalho, mesmo tendo se preparado pra isso vê a empresa descaracterizada, longe do seu objetivo que é ser um banco social, ela também entra em choque de identidade. O serviço prestado a população, e tenho impressão que isso é feito de forma pensada pela diretoria do banco, é feito de forma a colocar a população contra o funcionalismo público, haja vista a reforma administrativa, que vai impactar o serviço público e outras empresas públicas.

Aí acontece o que aconteceu com Bandepe aqui em Pernambuco, que destruíram por dentro a empresa e chegou num ponto que todo mundo era a favor da privatização. Mal sabe a população que nós sofremos diversas perdas na área do desenvolvimento na nossa região pela falta de um banco nosso.

Por que é tão importante para a população lutar para garantir que existam os bancos que têm essa parte voltada ao social?

O que é público é de todos. A gente precisa aprender, internalizar isso. O que é público é para todos. Então todas as pessoas, seja a mais simples ou a mais elaborada, ela precisa ter esse serviço para lhe atender. Seja só uma poupança ou num grande financiamento; seja no fornecimento da bancarização, de inserir essa pessoa no sistema econômico ou simplesmente para o financiamento de um veículo. O banco público e as empresas públicas, como a Petrobras, os Correios, são para todos os brasileiros, são empresas que têm o dinheiro dos nossos impostos do nosso trabalho aplicado, então elas estão resistindo para prestar serviço à população.

Fonte: BdF Pernambuco

Banco do Brasil deve fechar oito agências no Ceará, diz sindicato

Publicado em: 11/02/2021

O Banco do Brasil (BB) deve fechar oito agências no Ceará e transformar outras cinco em postos de atendimento, segundo informações do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB). As medidas fazem parte do plano de reestruturação do banco anunciado em janeiro, mas o BB não confirma quantas e quais agências devem ser afetadas no Estado.

De acordo com o presidente do sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, serão fechadas as seguintes agências:
Fortaleza (Aerolândia, Parquelândia e Av. Barão de Studart) e Região Metropolitana de Fortaleza e interior (Juaci Sampaio, Santana do Cariri, Alto Santo, São João do Jaguaribe e Itaiçaba).

As agências do Cambeba (Fortaleza), Orós, Aiuaba, Catarina e Irauçuba devem virar postos de atendimento, conforme o Sindicato. “Está faltando muita transparência do Banco do Brasil. Eles não deram nenhum detalhe. Mas um levantamento feito pelo próprio sindicato está denunciando o fechamento dessas agências. Funcionários já relataram que foram retirados de suas funções originais e constam agora no quadro como excesso”, explica Bezerra.

Ele detalha que as pessoas enquadradas como excesso não têm um destino certo, podendo ser transferidas para qualquer outra cidade e estado.

O projeto de reestruturação prevê fechamento de 112 agências no Brasil. Na segunda-feira (8), o BB comunicou que mais de 5,5 mil funcionários já aderiram aos programas de desligamento voluntário da empresa no País, lançados em janeiro.

De acordo com o Sindicato, ao todo, as medidas devem afetar 150 mil pessoas, entre clientes e população em geral nessas localidades.

Procurado, o Banco do Brasil informou, por meio de nota, que comunicou prontamente os sindicatos da reestruturação e “colocou-se à disposição das entidades sindicais para prestar os esclarecimentos necessários”. No entanto, o banco não se pronunciou sobre quantas e quais agências no Ceará serão afetadas. A instituição também ressalta que os clientes serão comunicados com antecedência sobre qualquer mudança.

O BB justifica as modificações com base no “aumento do comportamento digital de seus clientes”. Segundo o banco, desde 2016, vem havendo “significativa redução nas transações em guichês de caixa (-42%), enquanto o uso do mobile praticamente dobrou no mesmo período e já responde por 86% das transações, junto com o internet banking”.

Fonte: Diário do Nordeste

 

Com setor cada vez mais digitalizado, Banco do Brasil busca eficiência com menos

Publicado em: 14/01/2021

Com um setor bancário cada vez digitalizado, o Banco do Brasil (BBAS3) recalibrou sua presença física, com a desativação de centenas de unidades pelo Brasil, o que deve gerar uma economia, em termos líquidos, em torno de R$ 353 milhões ainda em 2021.

O Inter Research, braço de análise de investimentos do Banco Inter (BIDI11), considera que as medidas de redução trazem impactos positivos para o Banco do Brasil, que segue na constante busca pela “eficiência operacional” em um ambiente cada vez mais digitalizado e com menor demanda por locais físicos.

A equipe do Inter Reseach avalia que as mudanças estruturais não foram muito agressivas, já que se contrai pouco a estrutura atual de 12.453 Pontos de Atendimento para 12.092 e das 4.370 agências atuais, o número cai para 4.258.

“O banco espera economizar R$ 2,7 bilhões até 2025, o que representa uma economia anual de R$ 540 milhões nas despesas administrativas. Incluímos as estimativas em nossas projeções para 2021, resultando numa Despesa Administrativa de R$ 10,8 bilhões (-5% ao ano)”, considera o analista Matheus do Amaral, que assina o relatório a clientes.

Ainda assim, o Inter atualizou o preço-alvo das ações do Banco do Brasil para R$ 44 cada, até o final de 2021. Com a recomendação de compra, espera-se uma valorização em torno de 12% no ano.

Fonte: Money Times

 

Banco do Brasil anuncia 14 novas agências para atendimento ao agronegócio

Publicado em:

O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje (12) a abertura de 14 novas agências para atuar no setor do agronegócio. Segundo a instituição, o segmento representa 26% da carteira de crédito total do banco e teve crescimento de 4,2% nos últimos 12 meses, chegando a R$ 190,5 bilhões.

O BB anunciou o pagamento de R$ 103 bilhões para o plano Safra 20/21, valor 11% superior ao da safra anterior. “Mesmo diante dos fortes impactos econômicos causadas pela crise da covid-19, as operações de investimento tiveram destaque, com contratação 41% superior ao mesmo período da Safra 19/20, enquanto as de custeio apresentaram aumento de 15%”, destaca nota do banco.

No setor do agronegócio, o BB intensificará a atuação em 243 municípios e 71 mil clientes contarão com atendimento especializado. “A iniciativa faz parte de um conjunto de ações lançadas nesta semana para reforçar a competividade e a eficiência operacional do BB, buscando a melhoria da experiência e satisfação do cliente”, diz o comunicado.

O portal do BB disponibiliza uma página de produtos e serviços exclusivos para o agronegócio.

Fonte: Jornal O Tempo

Bancos fecham agências no Brasil no maior ritmo em três anos

Publicado em: 18/12/2020

Os bancos brasileiros estão fechando agências no ritmo mais rápido em três anos, com as medidas de restrição por causa da Covid-19 forçando os clientes a usarem mais serviços pela internet ou telefone e a competição com as fintechs se intensificando. Os executivos do setor dizem que mais está por vir.

“A gente já vinha notando um aumento no uso de canais digitais, mas na pandemia mesmo quem não queria teve que usá-los, e aparentemente está gostando,” disse Renato Lulia Jacob, diretor de relações com investidores do Itaú (ITUB4) Holding SA, em entrevista. “Agora que as agências estão abertas novamente, não temos visto os clientes voltando para lá.”

Os bancos fecharam 1.444 agências no Brasil nos 12 meses até novembro, 78% a mais que nos 12 meses anteriores, no maior corte desde 2017, de acordo com dados do Banco Central compilados pela Bloomberg.

As agências, antes essenciais para o varejo bancário no Brasil, estão se tornando um fardo caro diante da competição com as fintechs.

A pandemia acelerou a tendência, pois os clientes ficam mais em casa e os bancos têm de arcar com novos custos para equipar suas instalações para cumprir protocolos de segurança contra o vírus. O Brasil tem o segundo maior índice de mortalidade de Covid-19 do mundo.

“Talvez você não precise de agências com todos os serviços que elas têm hoje,” disse Jacob. “Temos de repensar todo o processo de distribuição de produtos em um banco.”

Entre os cinco maiores bancos, o Banco Bradesco (BBDC4) foi o mais agressivo nos 12 meses até setembro, fechando 772 agências, seguido pelo Itaú com 203, segundo os balanços dos bancos.

O Bradesco já está transformando sua rede de agências, segundo Nathan Dean, analista da Bloomberg Intelligence. “Eles têm essa ideia de agências satélite – menores, com uma ou duas pessoas”, disse Dean.

Os cortes de empregos estão chegando quase tão rápido. Os bancos cortaram 26% a mais vagas nos 12 meses até setembro em comparação com a média de 2013 a 2019, segundo dados do Ministério da Economia compilados pelo sindicato dos bancários. O Banco Santander (SANB11) lidera a lista, cortando 4.335 empregos, de acordo com seu balanço.

O Itaú foi o único banco com aumento no quadro de funcionários. Mais de 2.000 pessoas se juntaram à sua equipe de tecnologia, incluindo as vindas da Zup I.T. Serviços em Tecnologia e Inovação Ltda., empresa adquirida pelo banco, disse Jacob. Após cortes em outras áreas, as vagas adicionadas no Itaú em 12 meses até setembro foram de 736, segundo seu balanço.

“Expandimos nossos investimentos em tecnologia em 40% este ano em comparação com 2019”, disse Jacob. “Neste negócio, temos licença para matar: podemos gastar o quanto quisermos.”

A ameaça das fintechs até agora tem se limitado a produtos específicos, como cartões de crédito, onde houve “uma perda importante de participação de mercado” dos maiores bancos, disse Jacob. Mas as grandes instituições financeiras ainda dominam em outras áreas, incluindo crédito, disse ele.

Ainda assim, será difícil manter margens de lucro no futuro, então cortar custos é “uma questão de sobrevivência” para os bancos, disse ele.

Antes da pandemia, o Itaú abria em média 250 mil a 270 mil novas contas por mês por meio de canais eletrônicos. No segundo trimestre, o número atingiu o recorde de 645 mil, antes de cair para 512 mil no terceiro trimestre, segundo o banco com sede em São Paulo.

O oposto acontece com o seguro, que é um produto vendido principalmente durante as visitas a uma agência tradicional, disse Jacob.

O Brasil tinha 19.352 agências bancárias em novembro, 4.115 a menos do que em quatro anos atrás.

O Banco do Brasil (BBAS3) controlado pelo governo brasileiro, aumentou em 67 o número de agências nos 12 meses até setembro. Já a Caixa Econômica Federal, outro grande banco estatal, cortou apenas duas agências, mas eliminou 3.896 empregos no período.

Os bancos brasileiros investiram R$ 24,6 bilhões em tecnologia no ano passado, mas os ganhos com esses investimentos não foram distribuídos igualmente com funcionários e clientes, segundo Juvandia Moreira, presidente do Contraf/CUT, o sindicato nacional dos trabalhadores do setor financeiro.

“Gostamos da tecnologia também, não somos contra ela, mas queremos que os lucros obtidos sejam compartilhados com a sociedade, incluindo funcionários de bancos e clientes”, disse Juvandia em entrevista. “As tarifas bancárias ainda são muito altas, enquanto os clientes são obrigados a fazer auto-atendimento em plataformas digitais ou a esperar em filas enormes, enquanto os funcionários ficam sobrecarregados.”

Os bancos eliminaram mais de 72.500 empregos de 2013 a setembro deste ano, disse o sindicato dos bancários, usando números do Ministério da Economia.

Isso se compara a mais de 40.000 pessoas que começaram a trabalhar em startups do setor financeiro no Brasil desde 2015, segundo o Relatório Distrito Fintech 2020.

Os bancos estão focados em aumentar sua tecnologia e isso não é somente uma questão de economia de custos que ela gera, disse Dean, da Bloomberg Intelligence. “Os bancos querem ter certeza de que estão abraçando a ideia da tecnologia”, disse ele. “É mais uma questão de estratégia – que tipo de banco queremos ser daqui a três ou cinco anos.”

Fonte: Money Times

 

Bancos fecharam 1.444 agências em um ano, aponta levantamento

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Levantamento realizado pela agência de notícias norte-americana Bloomberg junto ao Banco Central, divulgado hoje (16), constatou que os bancos brasileiros estão fechando agências em ritmo mais rápido em relação aos últimos três anos. Um total de 1.444 agências foram fechadas no País, de novembro de 2019 a novembro deste ano. Também tem sido grande o número de profissionais demitidos nos últimos anos.

O levantamento chamou a atenção para a situação da Caixa Econômica Federal. A entidade, na contramão da tendência de encerramento e atividades de agências, fechou apenas duas delas, mas por outro lado eliminou 3.896 empregos no mesmo período.

Para a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) o déficit de trabalhadores desse banco público coloca em risco a capacidade e qualidade da assistência à sociedade.

Conforme cálculos da Federação, feitos até 20 de novembro, esse déficit no quadro de pessoal da Caixa supera 17 mil profissionais (o banco conta atualmente com 84,2 mil empregados. Tinha 101,5 mil trabalhadores em 2014).

De acordo com o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, o desligamento de tantos trabalhadores sem uma indicação do banco para a contratação de novos empregados, “além de piorar as condições de trabalho, pode prejudicar o atendimento à população, especialmente neste momento de pandemia”.

Recentemente, a Caixa reabriu o seu Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Para Takemoto, essa reabertura, logo após o início de uma reestruturação, sem nenhum planejamento, “parece ter como único intuito pressionar os empregados a aderirem ao programa”, ressaltou.

A questão também chama a atenção por conta do atendimento social feito pela Caixa. Além de ser responsável pelas principais linhas de financiamento habitacional do país, o banco 100% público é responsável pela gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), bem como o pagamento do Bolsa Família e de benefícios diversos – como aconteceu mais recentemente com o auxílio emergencial.

“Com o pagamento do auxílio, a Caixa mostra mais uma vez ao país a importância de ter uma empresa pública forte e voltada para o desenvolvimento social e econômico dos brasileiros”, destacou o dirigente da Federação. “Os trabalhadores da Caixa estão na linha de frente da crise sanitária, mantendo o atendimento de um serviço essencial à população e enfrentando diariamente os riscos da exposição ao vírus. Extrapolam o horário, têm trabalhado aos sábados, numa rotina estressante”, acrescentou ele.

Pandemia e fintechs

Os dados do Banco Central divulgados pela Bloomberg também mostraram que um dos fatores apontados para o corte de agências, na opinião de vários representantes de instituições financeiras, tem sido o impacto das medidas de restrição por causa da Covid-19, que obrigam clientes a usarem mais serviços pela internet ou telefone. Contribuiu, também, a competição crescente das agências bancárias com as fintechs (nome dado às empresas de base tecnológica que atuam para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro).

Por meio desse mesmo levantamento, ficou constatado que entre os cinco maiores bancos brasileiros, o Bradesco SA foi o mais agressivo nos 12 meses até setembro, fechando 772 agências. Foi seguido pelo Itaú com 203 agências fechadas, segundo balanços das duas instituições.

Também em relação a cortes de empregos o crescimento foi grande. Os bancos cortaram 26% a mais de vagas nos 12 meses até setembro, em comparação com a média de 2013 a 2019, segundo dados do Ministério da Economia compilados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo.

O Banco Santander SA lidera a lista. Lá foram cortados 4.335 empregos, de acordo com seu balanço. Já o Itaú foi o único banco com aumento no quadro de funcionários. Mais de 2.000 pessoas se juntaram à sua equipe de tecnologia, incluindo as vindas da Zup I.T. Serviços em Tecnologia e Inovação Ltda. – empresa adquirida pela instituição financeira.

Para se ter ideia, após cortes em outras áreas, as vagas adicionadas no Itaú em 12 meses até setembro foram de 736, segundo seu balanço. Antes da pandemia, o Itaú abria em média 250 mil a 270 mil novas contas por mês, por meio de canais eletrônicos. No segundo trimestre, o número atingiu o recorde de 645 mil, antes de cair para 512 mil no terceiro trimestre.

Em sentido contrário a esse movimento de fechamento de agências, além da Caixa, destacou-se também o Banco do Brasil, que aumentou em 67 o número de agências nos 12 meses até setembro.

Desempregos em alta

No quesito desemprego, os dados divulgados pela Bloomberg mostram que, no período entre 2013 até novembro passado, os bancos eliminaram mais de 72.500 empregos, segundo estudos realizados a partir de números oficiais do Ministério da Economia.

Isso se compara a mais de 40.000 pessoas que começaram a trabalhar em startups do setor financeiro no Brasil desde 2015. Somente a Caixa Econômica, eliminou 3.896 empregos nos últimos 12 meses.

A avaliação do presidente da entidade, Sergio Takemoto, é de que no caso dos bancos públicos, as demissões acontecem porque o Executivo não tem compromisso com os trabalhadores. “Em outros países, o Governo Federal não deixaria empresas lucrativas demitirem”, frisou ele.

Cumprindo a missão

Em relação aos empregados da Caixa propriamente, Takemoto contou que 70% deles estão trabalhando em sistema de home office neste período de pandemia e se empenhado para levar um bom trabalho para a população.

Ele também parabenizou os empregados da Caixa, que segundo destacou, “estão cumprindo corretamente com a missão do banco público que é atender a população mais carente”.

Já a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira Leite, criticou o fato de os bancos brasileiros terem investido R $24,6 bilhões em tecnologia no ano passado e não terem distribuído igualmente esses investimentos com funcionários e clientes.

“Gostamos da tecnologia também, não somos contra, mas queremos que os lucros obtidos sejam compartilhados com a sociedade, incluindo funcionários de bancos e clientes”, disse Juvandia.

De acordo com a representante da Contraf, as tarifas bancárias ainda são muito altas, enquanto os clientes “são obrigados a fazer autoatendimento em plataformas digitais ou a esperar em filas enormes, deixando os funcionários sobrecarregados”.

Fonte: Portal Recontaaí

Demora no atendimento e falta de álcool geram multas a 16 agências bancárias

Publicado em: 30/10/2020

Fiscalização do Procon-MS encontrou irregularidades em 16 das 19 agências de 5 bancos vistoriadas em Campo Grande. As equipes constataram tempo excedente de 15 minutos para atendimento, ausência de senha com registro eletrônico e da placa indicativa para atendimento preferencial.

A fiscalização foi realizada durante toda a semana passada e o balanço divulgado nesta segunda-feira (24). Caso a multa seja mantida, o valor previsto é de R$ 50 mil, podendo chegar a R$ 100 mil em caso de reincidência.
Os fiscais também identificaram que várias agências não adotaram medidas sanitárias contra a covid-19, como a ausência de álcool gel 70% para higienização e falta de distanciamento entre os clientes.

As agências fiscalizadas foram da Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Itaú. A ação culminou na autuação de 16 agências e expedição de Relatórios de Visita (quando não são constatadas irregularidades) a outras três. Da Caixa foram visitadas cinco agências das ruas Coronel Antonino, Gunter Hans, Bandeirantes, Valdês e Eduardo Elias Zahran, do Bradesco foram as da Calógeras, Bandeirantes, Eduardo Elias Zahran e Afonso Pena, enquanto do Banco do Brasil as agências da Mascarenhas de Moraes, Júlio de Castilho e Afonso Pena.

Outras duas instituições que foram alvo da fiscalização foram o Santander nas agências da rua Barão do Rio Branco e avenida Bandeirantes e Itaú na Bandeirantes e Júlio de Castilho. Com exceção do Bradesco da Calógeras, Itaú da Bandeirantes e Banco do Brasil da Coronel Antonino, todas as demais receberam autos de infração e terão prazo para defesa que, se não aceita, acarretará em multa devido às infrações encontradas.

Fonte: Campo Grande News

Reestruturações e falta de funcionários geram caos nas agências do BB em Rondônia

Publicado em: 15/10/2020

Filas gigantescas e intermináveis, clientes e usuários aglomerados e revoltados com a demora no atendimento, bancários desesperados e sobrecarregados. É essa a rotina diária nas agências do Banco do Brasil em Rondônia, tudo por conta dos inúmeros processos de reestruturação promovidos pela direção nacional do banco nos últimos anos, e que tem diminuído consideravelmente o número de funcionários para fazer o atendimento ao público.

E uma prova bem recente deste caos pôde ser comprovada nesta terça-feira, 13 de outubro, quando dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO) foram à agência da avenida Calama, em Porto Velho. Na unidade, uma fila quilométrica de clientes e usuários que, aglomerados e expostos ao sol e ao risco de contaminação pelo novo coronavírus, tinham que esperar horas para poder adentrar à agência, já que o atendimento continua contingenciado por conta da pandemia.

De acordo com o Sindicato, aquela agência tinha uma dotação de mais de 20 funcionários, mas após a última reestruturação do banco, ficaram apenas 10. E destes 10 existem quatro claros (vagas não ocupadas no quadro funcional), ficando apenas seis. E destes seis apenas três funcionários estavam fazendo o atendimento nesta terça-feira, 13/10.

O presidente do Sindicato, José Pinheiro, imediatamente entrou em contato com o superintendente do Banco em Rondônia, Édson Lemos, que respondeu que a agência estava com atendimento contingenciado e que a gerente estava conduzindo a situação e fazendo o possível para ‘agilizar’ este atendimento.

“Acontece que não tem como a gerente – ou o gerente – fazer milagre sem que haja funcionários, sem que o banco recomponha as dotações das agências. São poucos funcionários para atender a uma demanda gigantesca mesmo em época de pandemia e medidas de prevenção que são adotadas nos bancos. E infelizmente esta realidade não é apenas da agência da Calama, mas de todas as agências do BB no Estado. Falta funcionários no Banco do Brasil de Guajará-Mirim a Corumbiara. E com esse déficit no quadro de funcionários o atendimento, que já era precário, só piora, gerando ainda mais a revolta de clientes e usuários, que acabam descontando sua fúria nos funcionários”, comenta o presidente do Sindicato.

Pinheiro acrescenta ainda que esses “claros” promovem o adoecimento de mais funcionários que, sobrecarregados física e mentalmente (pois tem que trabalhar por dois ou três), também acabam tendo que se afastar do trabalho para cuidar da própria saúde.

“E com isso as agências ficam com menos pessoas para atender. É um descaso total do BB não apenas com seus trabalhadores, mas também com seus clientes, e nós, enquanto Sindicato, cobramos providências há anos, e o BB em Rondônia continua fazendo o mesmo de sempre: fecha os olhos e não faz absolutamente nada para solucionar este caos que se arrasta – e se amplia – a cada ano”, dispara o dirigente.

Vale ressaltar que atualmente existem mais de 100 ‘claros’ nas agências do Banco do Brasil em Rondônia, um número considerado alarmante e que deixa as dotações nas agências muito longe do ideal.

“Face à demanda gigantesca de clientes, deveria ter, no mínimo, 50% a mais do atual quadro funcional existente no banco no Estado. Só assim o BB poderia dar um atendimento digno aos clientes e garantir melhores condições de trabalhos aos seus funcionários”, esclarece José Pinheiro.

Metas

O presidente destaca ainda que além de trabalhar dobrado para compensar o déficit no quadro funcional, os empregados ainda tem que cumprir as famigeradas metas, que mesmo na pandemia, só aumentam.

“Ou seja, se não bastasse ter que fazer o atendimento de milhares de pessoas diariamente, trabalhando sem descanso e sobre pressão constante, os bancários ainda tem que produzir e fazer captações, vender produtos do banco para os clientes que já estão horas na fila, cansados, revoltados e muitos indo ao banco apenas para pegar algum dinheiro para seu sustento nessa época de crise econômica”, concluiu o dirigente.

Fonte: Rondônia Dinâmica

Nove agências BB oferecem serviços de câmbio em Fortaleza

Publicado em: 24/09/2020

Desde segunda-feira (18), mais cinco agências do Banco do Brasil (BB) em Fortaleza passaram a oferecer serviços de compra e venda de moeda estrangeira nas modalidades espécie, cheques de viagem (Travelers cheques em Dólar e Euro) e cartão Ourocard Visa TravelMoney – VTM (cartão Pré-pago em Dólar e Euro).

Dessa forma, além das agências BB Aldeota, Praça do Carmo, Aeroporto e Praia de Iracema, o BB amplia os serviços de câmbio no Estado, passando a disponibilizar as agências Montese, Barão do Rio Branco, Praça dos Correios, Av. Monsenhor Tabosa e Santos Dumont para atender com comodidade a demanda dos cearenses e de turistas.

Os serviços de compra e venda de moeda estrangeira do Banco do Brasil contam com taxas e tarifas competitivas, oferecendo segurança e agilidade no atendimento prestado pelas equipes dessas nove dependências na capital cearense autorizadas a operar com câmbio.

Podem contar com o serviço de negociação da moeda estrangeira em espécie e cheques de viagem as pessoas físicas, residentes ou não no País, e pessoas jurídicas com sede no Brasil. Já o Cartão Ourocard Visa TravelMoney ? VTM é destinado a pessoas físicas residentes no País e correntistas do BB.

Fonte: Diário do Nordeste

Com surto de covid em agências do BB, clientes sofrem para ser atendidos

Publicado em: 18/09/2020

Clientes do Banco do Brasil estão tendo que voltar para casa por falta de atendimento nas agências. Com o surto de covid, vários funcionários foram afastados de sua atividades. Há agências que sequer têm caixas.

O BB não informa, oficialmente, quantos funcionários foram diagnosticados com covid-19. Mas levantamento feito do Blog aponta que, apenas no Distrito Federal, mais de 1 mil pessoas foram contaminadas, boa parte delas, da linha de frente de atendimento.

Sem uma estratégia robusta e com o quadro de funcionários no limite, o Banco do Brasil não conseguiu preencher todos os postos que ficaram vagos. Com isso, quem sofre é a clientela, que volta para casa sem atendimento ou enfrenta filas enormes.

Outro lado

Em nota encaminhada ao Blog, o Banco do Brasil reconhece que, por causa da pandemia do novo coronavírus, o atendimento nas agências está comprometido. Foi uma forma de proteger seus funcionários e a clientela. A recomendação é de que os consumidores usem os serviços digitais. Veja a íntegra da nota.

“O Banco do Brasil informa que suas agências adotam atendimento contingenciado e com horário reduzido desde o mês de março, quando foi decretada a pandemia do coronavírus. Nesse período, algumas unidades sofreram redução no quadro de funcionários para o atendimento presencial, por se enquadrarem ou coabitarem com pessoas definidas em grupo de risco para o coronavírus.

As agências do BB realizam triagem para o acesso às salas de autoatendimento, com a autorização de acesso limitada à capacidade do espaço disponível em cada unidade e de forma a garantir o distanciamento mínimo de dois metros entre cada pessoa recomendado pelo Ministério da Saúde e por decretos locais.

Excepcionalmente e enquanto durar o período de contingência, o atendimento presencial é priorizado para casos essenciais, como nas situações de desbloqueio de senha, desbloqueio de cartão, saques de benefícios sociais sem cartão, atendimento referente aos programas sociais destinados a aliviar as consequências econômicas do novo coronavírus e a pessoas com doenças graves.

Os bancos têm recomendado fortemente aos seus clientes que, durante o período da pandemia do coronavírus, busquem atendimento pelos canais digitais. O atendimento remoto no BB pode ser acessado por meio de suas diversas soluções digitais, como o Aplicativo BB (smartphone) e o portal do BB na internet (bb.com.br), além do WhatsApp (61) 4004-0001, da Central de Atendimento BB (0800-729-0001) e pelas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e Linkedin).”

Fonte: Blog do Correio Braziliense

BB desrespeita próprias orientações e expõe funcionários nas agências

Publicado em: 16/07/2020

Já se foram mais de quatro meses que o Brasil vive a reclusão social para conter a disseminação do coronavírus. A pandemia, que teve início no final de fevereiro no país e acentuou-se a partir de março, pegou a todos de surpresa. Ninguém no Banco do Brasil sabia como proceder nas relações de trabalho, nas interações sociais e profissionais e muito menos como combater a contaminação pelo covid-19. Mas já no primeiro mês, seguindo os protocolos adotados pelo mercado, a instituição passou a afastar os primeiros funcionários do grupo de risco, além de realocar outros em trabalho home office.

No início da pandemia, o BB, seguindo as orientações da Febraban, também reduziu o horário de trabalho e o atendimento presencial foi destinado somente a casos essenciais de forma excepcional. Também prometeu, em comunicado aos funcionários, reforçar a higienização e compra de álcool em gel em contratação direta, além de fechar agências no caso de serem detectados funcionários com suspeitas de covid-19. Mas a AGEBB tomou conhecimento de que o banco, infelizmente, ainda continua agindo de forma amadora e negligente com sua força de trabalho que permanece nas agências. “Percebemos isso desde a ação de distribuição de uma máscara por funcionário das agências, até a forma com que muitos deles estão sendo tratados em unidades em que foram registrados colegas infectados pelo vírus”, afirma Francisco Vianna de Oliveira Junior, presidente da AGEBB.

Como ele mesmo diz, se a orientação da Organização Mundial da Saúde e da Junta da Crise é a de que as máscaras sejam trocadas a cada duas horas, em média, como é que o BB envia apenas um exemplar por funcionário da agência, desconsiderando quantos estão efetivamente no atendimento ao público e quantos estão afastados. “Não seria muito mais efetivo e inteligente enviarem mais de uma máscara apenas para aqueles que estão fazendo o atendimento presencial nas agências?”, questiona.

Outro ponto bastante discutido. Se há funcionários trabalhando em home office e outros nas agências, seria correto ambos terem o mesmo tempo para responder as demandas de clientes pelo telefone ou pelo chat do aplicativo? “Fica ainda pior quando as cobranças pelo número de contatos é exatamente a mesma para esses dois casos. Como alguém que está na linha de frente da agência, com clientes muitas vezes irritados com o atendimento precário, pode fazer o mesmo número de contatos daqueles que estão em home office?”, pondera.

Fechamento de agências

A maior prova de que o banco não está conseguindo cumprir ou implementar o que ele mesmo propõe, de forma a preservar seus funcionários e salvaguardar a vida daqueles que estão na linha de frente das agências, porém, está no não fechamento de uma unidade no caso de confirmação de funcionário com covid-19. A orientação da Diretoria Gestão da Cultura e Pessoas (Dipes), desde o princípio da pandemia, é que a agência em que haja confirmação de funcionário contaminado deve ter o expediente encerrado, seus funcionários liberados, tendo as horas restantes abonadas. Mas não é o que está ocorrendo, segundo informações que chegaram à AGEBB. O retorno aos trabalhos só deveria ocorrer após a equipe de limpeza e higienização desinfectar a dependência, o que também, em muitos casos, tem sido negligenciado.

A Dipes é clara ao mencionar que aqueles colegas que trabalham em estações e fiquem em um raio de 2 metros da estação do funcionário infectado, deverão ser afastados das atividades presenciais por 14 dias. “Será que o banco está seguindo o que está sendo orientado pela Dipes e cuidando mesmo de seus funcionários? Ou faz vista grossa, empurrando o problema por 3, 7, 10 e até 15 dias, imaginando que o vírus respeitará a agenda das equipes de higienização e somente voltará a infectar funcionários e clientes após o quinto dia útil do mês, quando ocorre a maioria dos pagamentos?”, questiona Oliveira Junior.

De acordo com ele, se o banco não está sequer zelando por seus funcionários em um momento de tamanha gravidade, pelo menos que respeite e proteja os clientes, uma vez que, segundo seu estatuto, eles são os bens mais valiosos da instituição. “Embora a AGEBB seja uma associação de gerentes, de líderes do banco, neste momento tão sério pelo qual passamos, queremos salvaguardar não apenas nossos sócios, mas todos os funcionários do banco, sejam do atendimento, dos PSOs e até terceirizados. Estamos todos juntos nesse mar, uns navegando em luxuosos iates e outros em canoas a remo, mas cientes de que se uma onda muito grande vier, todos serão atingidos”, afirma o presidente da associação.

Agradecimento aos funcionários

A AGEBB, segundo Oliveira Junior, agradece e parabeniza o empenho de todos funcionários do banco que tiveram suas rotinas alteradas, mesmo aqueles que estão trabalhando em home office, pois, em muitos casos, não têm infraestrutura adequada em suas casas. “E que todos vocês estejam cientes que seus trabalhos também são muito valiosos para a manutenção do resultado do banco, pois as agências, com o atendimento caótico, hoje estão afastando muito mais os clientes do que os convencendo de que a instituição e os funcionários realmente se importam com eles”, declara.

Para conhecimento, até a primeira semana de julho, entre os atendidos pela Cassi em todo o Brasil, segundo dados da instituição, há 2.389 casos confirmados para a doença originada pelo novo coronavírus. Destes, 227 vieram a óbito. A operadora já autorizou 20 mil exames para o vírus.

Além disso, a situação vem se agravando, conforme informações da própria Cassi, por conta das medidas de flexibilização da quarentena em diversos municípios do país, como o retorno progressivo das cirurgias eletivas em diversas localidades e reabertura de comércios e shoppings.

Fonte: AGEBB

Agências do BB descumprem regras de distanciamento no autoatendimento

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Desde o início da pandemia, a Fetrafi-RS e os sindicatos dos bancários de todo o estado vêm recebendo uma série de denúncias a respeito do descumprimento dos protocolos de cuidados com o coronovaírus por parte de alguns gestores nas agências bancárias. Uma das mais recentes diz respeito ao Banco do Brasil, onde alguns os gestores vêm descumprindo normas do próprio banco com relação ao trabalho no autoatendimento.

A diretora da Fetrafi-RS e funcionária do Banco do Brasil, Cristiana Garbinatto, explica que a função dos funcionários no autoatendimento é apenas de triagem e organização de filas e não de auxílio aos clientes durante o acesso às funções do caixa eletrônico. A medida, estabelecida pelo próprio BB, tem como objetivo evitar que os bancários cheguem a menos de 2 metros de distância dos clientes. A norma, porém, não vem sendo cumprida.

“Temos agências onde há três colegas trabalhando no autoatendimento. Estão trabalhando com os equipamentos de proteção individual, mas, mesmo assim, isso não é o ideal e nem é o que o banco determina”, informa Cristiana.

A representante da Fetrafi-RS na CEE do Banco do Brasil, Bianca Garbelini, esclarece que todos os clientes que necessitam de ajuda devem ser atendidos, mas de forma segura. “Sabemos que as pessoas que procuram auxílio no autoatendimento são, muitas vezes, as que mais precisam que o BB cumpra seu papel social. Elas precisam ser atendidas sim, de forma que não coloque em risco a vida dos funcionários nem delas mesmas. Se a pessoa não pode usar o autoatendimento sozinha, ela deve ser encaminhada ao atendimento dentro da agência, com o devido distanciamento e todos os cuidados”, explica.

A Fetrafi-RS orienta que os bancários e bancárias que estejam sendo coagidos por seus gestores a fazer algo além da triagem e organização das filas nas salas de autoatendimento denunciem a situação aos seus sindicatos. “Precisamos que os colegas nos ajudem a identificar esses e outros casos de descumprimento dos protocolos negociados com os bancos para proteção da saúde e da vida de quem atende e de quem é atendido”, ressalta Cristiana Garbinatto.

Fonte: Fetrafi-RS

Agências do Banco do Brasil fecham após casos confirmados da covid-19

Publicado em: 29/04/2020

Duas agências do Banco do Brasil de Recife, capital de Pernambuco, que funcionam no Edifício Capiba, na Avenida Rio Branco fecharam depois que um bancário da agência da prefeitura, que fica no mesmo prédio confirmar infecção pela Covid-19. As unidades vão passar por higienização e serão reabertas com nova equipe de funcionários.

Já a agência Banco do Brasil Camaragibe está funcionando parcialmente, sem atendimento no caixa, depois que funcionários foram afastados em razão de um caso suspeito. As agências poderiam ser reabertas até a quinta-feira (30), caso o protocolo de higienização seja concluído.

Fonte: CBN Recife

Banco do Brasil fecha 409 agências e reduz quadro em 3,7 mil funcionários

Publicado em: 19/02/2020


Seguindo o mesmo movimento dos grandes bancos privados, o Banco do Brasil fechou no ano passado 409 agências no país e reduziu seu quadro de funcionários em 3.699 colaboradores. Os grandes bancos vêm reduzindo o número de agências físicas e funcionários para compensar menores margens financeiras. A concorrência das chamadas fintechs, além da redução de juros, têm obrigado os grandes bancos a reduzir seus custos. O limite de 8% nos juros do cheque especial também deve impactar as receitas das instituições este ano.

No caso do Banco do Brasil, o total de agências tradicionais caiu de 4.101, em 2018, para 3.692, ao final de 2019. Já o número de funcionários foi reduzido de 96.889 para 93.190 no mesmo período. No ano passado, o BB registrou 2.364 adesões ao programa de demissão voluntária estabelecido pela instituição.

Carlos Motta, vice-presidente de negócios do Varejo do BB, disse que o banco está avaliando a eficiência de cada agência nas cidades onde estão instaladas. Em muitos municípios, afirmou, a avaliação é que não há necessidade de uma unidade tradicional. Nesse caso, as agências são substituídas por postos de atendimento avançados, com estrutura mais leve.

— Isso dá mais fluidez e eficiência ao atendimento. Além disso, aumentou o número de agências digitais e especializadas, como aquelas que atendem especificamente o agronegócio — disse Motta.

Reportagem do GLOBO mostrou que duas em cada cinco cidades do país estão sem agências bancárias desde 2013, obrigando os moradores a se deslocarem a cidades vizinhas para fazer saques ou tomar empréstimos. São cerca de 17 milhões de pessoas em 2.328 cidades que precisam fazer esses deslocamentos. Além disso, nem todas contam com rede de internet eficiente para acessar os bancos digitalmente.

Para este ano, o Banco do Brasil não informou quantas agências tradicionais pretende fechar ou transformar em postos de atendimento. O banco informou que não está previsto um novo plano de demissão voluntária.

No ano passado, o Banco do Brasil teve um lucro líquido de R$ 17,8 bilhões, um crescimento de 32,1% em relação ao ano anterior. Segundo o presidente do BB, Rubem Novaes, foi o maior lucro da história do banco. Com despesas administrativas, o BB gastou R$ 31,5 bilhões o ano passado.

Na contramão dos grandes bancos privados, que tiveram crescimento de dois dígitos de sua carteira total de crédito, no Banco do Brasil a oferta de crédito total encolheu 2,6% em 2019.

O vice-presidente de Relações com Investidores do BB, Carlos Hamilton, explicou que houve uma mudança de estratégia do banco, com crescimento de crédito no varejo e redução para grandes empresas, que estão sendo direcionadas para o mercado de capitais. Os empréstimos a pessoas físicas cresceram 10% em 2019, com destaque para empréstimos pessoais, que tiveram expansão de 45,2%. Já o crédito para micro, pequenas e médias empresas apresentou expansão de 8,5% na comparação anual.

— O banco vem seguindo a estratégia de crédito com foco no segmento de varejo. E entende que ainda há espaço para aprofundar a expansão nesse segmento — disse Hamilton.

O BB segue também orietnação do governo de reduzir o peso dos bancos públicos no crédito. Esse movimento também já foi visto no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNES).

Outra fonte importante de receita para o banco, ano passado, foram as tarifas cobradas por prestação de serviços. Elas renderam R$ 29,2 bilhões ano passado, crescimento de 6,4% em relação a 2018.

O presidente do BB afirmou que o desempenho da instituição considerando o retorno sobre o patrimônio líquido está próximo dos bancos privados. Ele disse se o Banco do Brasil não tivesse as amarras do governo, o BB certamente passaria seus pares privados em desempenho.

– Já estamos próximos. Se não tivesse as amarras que tem do governo, o BB passaria os privados – afirmou Novaes durante a apresentação dos resultados.

Ele disse que a equipe econômica se mostra favorável à privatização do banco, mas essa questão também passa pela política. Novaes afirmou que no horizonte de cinco anos não vê problemas para o BB, mas com novidades como o open banking ((um sistema que permite que outras empresas e bancos acessem os dados do clientes) e o crescimento das fintechs as desvantagens para os bancos públicos vão se acentuar.

– Então deveria começar a se pensar agora no processo de privatização do BB. Poderia se vender 5%, 10% do capital. Trata-se de um ativo valorizado por força de sua rentabilidade. Mudaria pouco em relação ao que o banco é hoje. Não haveria mudança traumática nenhuma – afirmou ele, lembrando que hoje pelas regras do BC não se permite a figura do controle minoritário. Mas ele observou que no setor de seguros, que também não permitia essa figura, a regra foi mudada.

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

Digitalização dos bancos demite e brasileiros ficam sem agências

Publicado em: 06/11/2019


Qual será o impacto da Indústria 4.0 no mundo de trabalho? As máquinas vão substituir os trabalhadores e trabalhadoras? Essas perguntas vêm sendo debatidas cada vez mais no Brasil e têm preocupado especialistas, representantes de sindicatos e movimentos sociais que defendem o emprego e a qualidade de vida da população. Só no setor bancário, a reestruturação provocada pelo uso de novas tecnologias aliada à reforma Trabalhista, já é responsável pela demissão de quase 64 mil trabalhadores e trabalhadores. A reportagem é do Portal CUT.

Os cincos maiores bancos do país aderiram fortemente à inteligência artificial e estão usando cada vez mais a tecnologia, principalmente via telefone celular, nos serviços oferecidos aos clientes.

“Eles querem cada vez mais tecnologias avançadas para pegarem um público mais jovem que é aquele público que pode perder a carteira, mas não pode perder o celular. É um público totalmente digital que não quer ir para o banco”, afirma a economista e técnica da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da Contraf-CUT, Vivian Machado, que fez um estudo sobre a “Digitalização e a inteligência artificial no sistema financeiro: A indústria 4.0”.

O país tem hoje 242 milhões de celulares, o que representa mais de 1 por habitante, incluindo smartphones, computadores, notebooks e tablets, de acordo com a Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

Essa disseminação de equipamentos tecnológicos que as instituições financeiras usam para prestar diversos tipos de serviços tem provocado uma onda de demissões de bancários, redução no número de agências eletrônicas e cada vez menos atendimento na boca do caixa. Os banqueiros chamam esse processo de reestruturação. Os trabalhadores sabem que o pesado investimento em novas tecnologias significa mais desemprego e os clientes também são prejudicados.

“A tendência mundial do mercado de trabalho será a informalidade”, disse Vivian durante apresentação do seu estudo na sede da CUT Nacional na terça-feira 29.

Para os bancos, o retorno é rápido e garantido

De acordo com o estudo, os bancos já gastaram R$ 97,7 bilhões desde 2014, especialmente em software (conjunto de componentes de um computador ou sistema de processamento de dados), mas o retorno é rápido e garantido. Só no ano passado, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander lucraram R$ 85,9 bilhões, um crescimento de 16,2% em relação a 2017.

Mesmo com o crescimento dos lucros, os bancos continuam com as demissões. De janeiro de 2013 à 2019, já foram 63.934 postos de trabalho fechados no setor, tanto por causa do avanço da digitalização quanto os efeitos da reforma Trabalhista do ilegítimo Michel Temer (MDB). Quando a nova lei entrou em vigor, a primeira providencia dos banqueiros foi anunciar Programas de Demissão Voluntária (PDVs) e outros tipos de contratos precários de trabalho legalizados pela reforma.

Menos agências, menos emprego, mais robôs e o povo?

A digitalização das operações bancárias também afetou com força a sobrevivência de agências e postos de atendimento – o negócio físico – de bancos como o Itaú, que fechou mais de 200 agências no primeiro semestre desse ano e deve continuar o processo de redução na rede de atendimento nos próximos meses. O Itaú também anunciou um PDV para funcionários com mais de 55 anos.

Para os bancos, o principal objetivo tem sido criar ferramentas que permitam ao cliente deixar de ir à agência, como é o caso da assistente digital, a BIA do Bradesco, que é a inteligência artificial que responde dúvidas dos clientes do banco. Para fazer propaganda do robô apelidado de BIA, o banco investiu milhões economizados com as demissões e colocou em horários nobres da televisão que custam fortunas.

A digitalização de todas as transações bancárias, como depósito, transferência, saque, caixa eletrônico reciclador – é o depósito inteligente em que o cliente não precisa de envelope, a máquina reconhece a nota que cai automaticamente na conta do cliente -, acabou até com os cargos de bancários que trabalhavam na retaguarda.

“Isso já tira aquele bancário que trabalhava na retaguarda, que conferia esses envelopes antes de efetivar esses depósitos, diz a economista, que cita a BIA do Bradesco como um exemplo de inteligência artificial que substitui o trabalho humano.

De acordo com dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em 2018, são que 40% das transações foram realizadas via celular e 20% via internet, ou seja, mais da metade delas (60%) foram realizadas pelos chamados “canais virtuais” dos bancos. Pelos caixas automáticos passaram 12% das operações. Isso teria modificado o papel das agências, que, no ano passado, foram responsáveis por apenas 5% dos negócios. Cabe ressaltar que a Febrabam não diz quantos essas transações representam em volume de $. Apenas são transações efetuadas.

Para que serve o banco?

O banco tem uma função social de contribuir com o desenvolvimento econômico do país, principalmente pela circulação da moeda e não apenas ser usado para gerar lucro, atuando somente em áreas ricas do país, com poucas agências e um quadro reduzido de trabalhadores, o que prejudica o atendimento à população, afirma a técnica da subseção do Dieese/CUT Nacional, Adriana Marcolino.

“Quando se concentram nas regiões mais ricas, deixam de cumprir sua função social”, diz a técnica que usa o Nordeste como exemplo de região desprezada pelo sistema financeiro. Os nordestinos são os brasileiros que menos têm conta bancária, diferente do Sul e Sudeste onde a chamada bancarização (pessoas com conta em banco) é maior, diz Adriana, que explica: “Os acessos aos serviços bancários são importantes para a economia local porque geram acesso a crédito e serviços de pagamento”.

Em 2017, segundo dados do Banco Central, mais de 140 milhões de pessoas mantinham algum relacionamento bancário no país, seja por meio de contas correntes, poupança ou investimentos.

Por outro lado, o levantamento mostra que cerca de 58% dos adultos no país não possuíam contas em instituições financeiras por falta dinheiro ou porque consideram que o custo é alto.

Os dados do BC também mostram que embora 60% dos adultos não tem a conta bancária têm acesso tanto aos celulares quanto à internet. Esse dado ajuda a entender porque o uso da tecnologia para a transformação digital no setor financeiro está mudando a dinâmica de trabalho com uma velocidade inédita na história do mundo.

“Você tem a tecnologia, mas são os bancos que mais se beneficiam delas, além de deixar milhões de brasileiros sequer ao correspondente bancário”, finaliza Marcolino.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB confirma que 9 agências no Ceará serão readequadas em Postos de Atendimento

Publicado em: 08/08/2019


Das 333 agências do Banco do Brasil que deverão ser readequadas em Postos de Atendimento Avançado (APA), nove delas estão localizadas no Ceará. A confirmação veio da própria instituição, na tarde desta segunda-feira (29).

O Banco, no entanto, até o fechamento desta matéria, não confirmou os municípios e endereços das agências que terão as funcionalidades ajustadas ao novo modelo. O plano de reestruturação também foi anunciado nesta segunda.

Além disso, o BB também afirmou em nota que ainda “não é possível estimar” o número de desligamentos no Estado que deverão ocorrer a partir do plano de desligamento incentivado.

De acordo com a instituição, os funcionários serão distribuídos conforme o Programa de Adequação de Quadros (PAQ). A medida visa equacionar “as situações de vagas e de excessos nas unidades do Banco”. Contudo, ainda não foram divulgadas as condições oferecidas no desligamento.

Fonte: Diário do Nordeste

Banco do Brasil confirma mudança de endereço de áreas em São Paulo

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Representantes do banco confirmaram ao Sindicato dos Bancários de São Paulo que cerca de 1,7 mil bancários dos prédios da São João, Compe e Varicredi serão transferidos para o Cenesp, no Jardim São Luis, zona sul da cidade. As áreas que serão transferidas são Cenop Serviços, Cenop Imobilário, Cenop Operações, e Atendimento e Valores, da rede UOP.

Em reunião com os gerentes-executivos da UOP e da Dipes, no dia 31 de julho, os representantes dos trabalhadores cobraram garantias, alternativas e condições de trabalho.

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Os representantes do banco informaram que os contratos de aluguel dos prédios da Compe e da Varicredi serão rescindidos, por isso a transferência, que irá economizar R$ 10 milhões para a instituição financeira.

Os dirigentes sindicais João Fukunaga (secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato) e Wagner Nascimento (coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB) reivindicaram a divulgação de um cronograma para a mudança, a melhoria do transporte entre a estação do Metrô e o centro empresarial, e a implantação de uma CliniCassi para atender os mais 2 mil bancários – cerca de 300 empregados de agências digitais já trabalham no local. Também foi questionado se haverá alteração de jornada.

“O banco informou que a transferência será realizada entre outubro e janeiro, área por área, começando pelo Cenop Imobiliário. Também se comprometeu a melhorar o serviço de vans entre a estação Giovanni Gronchi [Linha 5-Lilás] e o Cenesp, uma antiga reivindicação dos bancários que já trabalhavam no local. Disseram que a instalação de uma CliniCassi será estudada, mas que essa decisão depende da aprovação das áreas de governança do banco e da Cassi. Afirmaram ainda que não haverá alteração de jornada dos trabalhadores que serão transferidos para o Cenesp”, disse João Fukunaga.

Também foram cobradas alternativas para os bancários que não quiserem se transferir para o local, distante de outras regiões da cidade. Os bancários que decidirem não ir poderão se transferir para as agências ocupando cargo de escriturário, mas terão de passar por curso de requalificação. “Também cobramos o pagamento da Verba de Caráter Provisório (VCP) para os bancários envolvidos na transferência, mas os representantes do banco negaram essa possibilidade alegando que não se trata de uma reestruturação.”

Os representantes do banco também informaram que será feito um levantamento dos bancários com deficiência que trabalham nas áreas, para que eles não precisem ser transferidos.

“Vamos acompanhar de perto o processo para garantir que aquilo que foi informado será cumprido e a fim de assegurar o mínimo de impacto e prejuízo nas vidas dos trabalhadores envolvidos. Os funcionários devem denunciar ao Sindicato qualquer descumprimento, e lamentamos que o banco tenha se recusado a negociar com os representantes dos trabalhadores essa transferência que obviamente irá impactar no cotidiano dos bancários”, critica João Fukunaga.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

28 agências do BB serão transformadas em Postos de Atendimento na Bahia

Publicado em: 31/07/2019


O Banco do Brasil anunciou nesta semana um conjunto de medidas que busca reforçar a a sua competitividade e adequar a capacidade de atendimento às necessidades de cada praça, privilegiando a experiência do cliente, transformando 333 agências em Postos de Atendimento e outras 49 em agências. Entre outras ações, funcionários localizados em dependências com excesso no quadro podem aderir a um plano de desligamento incentivado até 14 de agosto.

Na Bahia, 28 agências serão atingidas pela reformulação ao longo do segundo semestre deste ano. Segundo o Banco do Brasil, “o dimensionamento da estrutura foi feito de acordo com a necessidade observada em cada ponto, considerando aspectos como tipo de demanda, localização do ponto e dias de pico, não alterando em nada o atendimento ao cliente.”

Veja as cidades que terão agências transformadas em PA

Ponto Novo; Uruçuca; Sobradinho; Tanque Novo; Barra do Choca; Alcobaça; Brejões; Cachoeira; Coronel João Sá; Iuiú; Tremedal; Mirangaba; Malhada; Laje; Jussara; Jitaúna; Jaguarari; Itapé; Itagi; Ibirapuã; Ibirapitanga; Guaratinga; Central; Buerarema; Boa Vista do Tupim; Jacaraci; Ibicuí; Água Fria.

No entanto o Banco não informa se cada cidade tem mais de uma agência.

Outras ações do programa de reestruturação do banco:

– Criação de 42 novas agências especializados no atendimento a empresas, até outubro, que preveem a especialização de atendimento em carteira varejo, sem mudança física.

– Criação da Unidade Inteligência Analítica, que surge com a missão de centralizar o acompanhamento das evoluções, inovações e desenvolvimento de técnicas, ferramentas e soluções com uso de Inteligência Analítica e de Inteligência Artificial.

Fonte: Portal do Cerrado

Terceira onda de reestruturação no BB em agências da Bahia

Publicado em: 13/06/2019


A gestão do Banco do Brasil anunciou na semana passada, em seus canais internos, a terceira onda de reestruturação, sem nenhuma consulta prévia com seus funcionários. Segundo o anúncio feito pelo banco, nenhuma agência da base do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região será atingida. Na Bahia, as cidades de Salvador e Feira de Santana fazem parte das mudanças do plano.

No projeto apresentado, a função de Assistente será extinta na rede Varejo e novas vagas serão criadas na rede de Negócios Especializados – os escritórios do modelo digital do banco. Ao mesmo tempo, os escriturários que atuam nestes escritórios serão remanejados para as agências.

A decisão, que mexe profundamente com a vida dos trabalhadores envolvidos, foi tomada de forma unilateral, sem nenhum diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores. “Sem muita informação, a medida foi anunciada como uma troca entre escritórios e agências, e os funcionários envolvidos na movimentação foram apenas informados da nova localização de trabalho. Seja como for o processo, o fato é que se faz mais uma mudança brusca, sem qualquer diálogo, desconsiderando os impactos que irão causar na vida dos trabalhadores e trabalhadoras”, destaca Larissa Couto, vice-presidente do SEEB/VCR.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Conquista e Região

Dez agências bancárias são autuadas por descumprirem ‘Lei das Filas’ em João Pessoa

Publicado em: 03/04/2019


A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) emitiu 10 autuações a seis agências bancárias da Capital, na ação de fiscalização aos bancos para cumprimento da Lei das Filas. A operação, que iniciou na última terça-feira (2) e se estenderá até a próxima semana, vai percorrer, em rodízio, os bancos públicos e privados.

A equipe de fiscalização do Procon-JP está em ‘visita’ diária aos bancos para cumprimento da Lei das Filas, que tem perído de atendimento previsto na lei municipal 8.744/1998 e na estadual 9.426/2011: até 20 minutos em dias normais, 30 minutos em dias de pagamento de funcionários públicos municipais, estaduais e federais, e em 35 minutos em dias atípicos, como véspera e o dia seguinte a feriados.

A Secretaria também está lavrando auto de constatação para os consumidores. Como explica o secretário Helton Renê, o auto de constatação funciona como uma anotação da hora do atendimento direto no caixa. “Alguns agências bancárias não estão fornecendo a senha da hora de chegada ao consumidor que vai ser atendido nos caixas. Nossos fiscais estão fornecendo o auto de constatação a quem estiver na fila”.

É prova

Quanto ao auto de constatação, o titular do Procon-JP chama a atenção do consumidor para o documento porque ele serve como prova de abertura de reclamação no Procon-JP e também de uma possível ação na Justiça, caso o consumidor constate o descumprimento da legislação e deseje levar o caso adiante. “O consumidor tem que entender que deve usar todas as instâncias que tem à disposição, a exemplo do Procon-JP e da Justiça. Mas, para que a punição possa ocorrer, ele tem que denunciar”.

Sanções

De acordo com Helton Renê, o descumprimento da legislação prevê pagamentos de multas e até o cancelamento do alvará de funcionamento da agência bancária, caso haja uma terceira reincidência. “O tempo que está previsto nas leis municipal 8.744/1998 e na estadual 9.426/2011 deve ser cumprido pelos bancos sob pena de sofrerem sanções. Vamos continuar a operação de fiscalização até cobrirmos, pelo menos, as agências mais reclamadas no Procon-JP”.

Fonte: WSCom

Sindicato acompanha mudanças nas agências varejo do BB

Publicado em: 20/09/2018


O Sindicato se reuniu na quinta-feira 13 com o Banco do Brasil para discutir seu novo modelo da carteira-varejo, o carteirão, como é conhecido. Segundo a proposta do BB, os cerca de 720 mil clientes do carteirão vão passar para a Unidade de Negócio Varejo (UNV), escritório digital com sede em Brasília. O UNV já vem incorporando algumas praças, como Curitiba, Ribeirão Preto, Joinville e Belém, sendo São Paulo e Brasília as próximas.

De acordo com este novo desenho proposto pelo banco, a UNV ficará responsável pela “meta negocial” relacionada a estas carteiras – o que inclui venda de seguros e capitalização, por exemplo. Com a mudança, tais metas deixariam de impactar no sistema de cobrança e avaliação dos funcionários e agências, que ficariam focados exclusivamente no atendimento ao cliente.

O Sindicato cobrou, então, que não houvesse perda de cargos. A Superintendência São Paulo Capital e a UNV garantiram que não serão cortadas comissões neste novo modelo, inclusive haveria a possibilidade de aumentar o número de comissionados. O banco explicou que os gerentes varejo virarão gerentes de atendimento, e os salários serão mantidos. O Banco do Brasil vem fazendo uma série de workshops para explicar o modelo que está sendo implementado, e o Sindicato vai continuar acompanhando.

Gerente PAA

Sobre a informação de que o gerente PAA assumiria um trabalho volante, podendo circular por diferentes localidades, o banco desmentiu esta possibilidade e garantiu que isto não ocorrerá.

“Nós temos que avaliar este processo, pois é tudo muito novo. Mesmo assim iremos continuar acompanhando de perto, pois não vamos aceitar qualquer mudança nos bancos públicos que prejudiquem o trabalho bancário e o atendimento à população. Por isso é fundamental que cada funcionário do BB entre em contato com o Sindicato caso observe alguma arbitrariedade, ou mesmo em caso de dúvidas relativas à implementação deste novo formato”, afirmou a presidenta do Sindicato Ivone Silva.

Outra preocupação do Sindicato é com um possível aumento de fluxo de trabalho na Central de Atendimento (CABB), já que o contato telefônico com o cliente de varejo não será mais realizado pelas agências. O BB explicou que as centrais que dividirão esta tarefa com a UNV estão sediadas em outras bases, o que não impactaria na Central de Atendimento de São Paulo, onde já há sobrecarga de trabalho devido à falta de funcionários.

O Sindicato aproveitou a reunião para reivindicar a solução para a falta de funcionários, uma vez que faltam 304 escrituários só na cidade de São Paulo, onde há 230 agências e 50 PAAs. O banco reconheceu o déficit de escriturários e de funcionários na CABB, mas alegou que não será aberto a curto prazo devido a restrições impostas pela legislação eleitoral.

“De todo modo, continuaremos fazendo atividades por mais contratações para que o bancário ou a agência não sejam alvo de penalização de atendimento devido a desfalques no quadro de pessoal. Nossa maior preocupação é com o funcionário”, defendeu João Fukunaga, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB fechado após assalto é obrigado a instalar caixas eletrônicos

Publicado em: 25/07/2018


Fechada há mais de um ano por causa de um assalto, a agência do Banco do Brasil em Taguatinga, região sul do Tocantins, terá que instalar pelo menos dois caixas eletrônicos num prazo de 10 dias. A decisão é do juiz Gerson Fernandes Azevedo e atende a um pedido do Ministério Público Estadual. Segundo o documento, o fechamento da agência tem causado sérios prejuízos à população e ao comércio local.

O Banco do Brasil confirmou o recebimento da notificação e informou que está tomando providências internas em relação ao assunto.

O assalto aconteceu no dia 4 de julho do ano passado. Criminosos invadiram a cidade de madrugada, atiraram no pelotão da Polícia Militar e detonaram caixas eletrônicos das agências do Banco do Brasil e do Bradesco.

Desde então, a agência está fechada. Serviços como impressões de saldos e extratos, emissão de cheques, saques, pagamentos de boletos não estão sendo realizados.

Mesmo assim, segundo o Ministério Público Estadual, o banco estava cobrando taxas de manutenção de conta. Por causa disso, o juiz também determinou que a agência pare de cobrar as tarifas dos serviços que não estão sendo ofertados até que o funcionamento seja normalizado. Em caso de descumprimento, o banco terá que pagar uma multa diária de R$ 10 mil.

A decisão é provisória e cabe recurso. No documento, o juiz ressaltou que o município de Taguatinga já foi alvo de criminosos por quatro vezes, mas que este é um risco ligado à atividade. Argumentou também que a cidade, por muitos anos, possuía apenas uma agência, a do Banco do Brasil e que, por causa disso, grande parte dos moradores possui conta na instituição.

O MPE disse que em fevereiro deste ano foi feita uma audiência pública para discutir os problemas que impediam à reabertura da agência. Segundo a promotoria, ficou claro que a instituição não tinha interesse em voltar o atendimento ao público, já que apenas alguns clientes proporcionam lucros e as metas e faturamentos estavam sendo mantidos mesmo com a agência fechada.

Na decisão, o juiz argumenta que isso configura crime contra a economia popular. Na cidade tem um correspondente bancário, mas não consegue suprir as demandas dos moradores.

Fonte: Portal G1

Bancos fecham recorde de 1,5 mil agências no Brasil em 2017

Publicado em: 16/02/2018


Segundo o BC, os bancos encerraram o ano passado com 21.062 agências em funcionamento, a maior redução da série.

Após o sistema financeiro do país ter fechado um recorde de quase 1,5 mil agências em 2017, os maiores bancos de varejo no Brasil planejam suavizar o ciclo de redução do número de agências neste ano, enquanto avaliam qual o melhor uso da rede física para gerar mais receitas.

Segundo dados do Banco Central, os bancos encerraram o ano passado com 21.062 agências em funcionamento, 1.485 a menos do que em 2016, a maior redução da série.

O movimento foi liderado pelo próprio BB, que sozinho fechou 670 agências, dentro de um processo de redução de custos que também envolveu um programa de demissão de voluntária (PDV) para cerca de 10 mil empregados.

O Bradesco encerrou 564 agências, em meio ao forte esforço de ajuste após a compra do HSBC, em 2016, operação que acrescentou cerca de 850 postos físicos ao grupo. A rede do Itaú Unibanco diminuiu em 125 postos e a Caixa Econômica Federal encerrou 18 agências. O Santander Brasil foi o único entre os cinco maiores do país a ampliar a rede, com 3 agências a mais.

Redução de custos
Embora o pano de fundo desse movimento, o foco no ganho de eficiência e redução de custos, deve seguir uma ênfase dos bancos para este ano, com previsão de que os custos administrativos cresçam no máximo a inflação do período, o ritmo de redução de agências vai diminuir, ou até parar.

“Há uma vantagem competitiva em ter uma rede de agências ampla como a que temos”, disse nesta semana Octavio de Lazari, no dia em que foi nomeado futuro presidente-executivo do Bradesco, cargo que deve assumir em março.

O Itaú Unibanco, que nos últimos anos têm feito investimentos relevantes para multiplicar sua base de agências digitais, que atendem os clientes remotamente, também vai moderar no ajuste da rede física, após ter fechado 380 unidades nos últimos três anos, entre agências e postos de atendimento, mesmo com a incorporação de uma rede de cerca de 70 postos com a compra do Citi, também em 2017.

“Não vamos fechar grande número de agências num futuro próximo”, disse o presidente-executivo do Itaú Unibanco, Candido Bracher, durante apresentação na terça-feira sobre os resultados do quarto trimestre.

Ajustes na estrutura
O BB, após a forte contração da rede física em 2017, passou a fazer ajustes linha fina na sua estrutura, definindo fechamento ou abertura de agências por questões pontuais, como segurança. A exemplo do que já fizera no ano anterior, o BB fechou algumas unidades em cidades do Nordeste que foram várias vezes alvos de explosões.

“Nestas cidades, continuamos atendendo clientes por meio de unidades do Banco Postal”, disse um alto executivo do banco sob condição de anonimato, referindo-se à parceria que o BB tem com os Correios para serviço de correspondente bancário.

A desaceleração dos bancos no ritmo de redução da estrutura de agência ocorre no momento em que as instituições financeiras têm preferido esperar para decidir qual o melhor uso dessas estruturas. Segundo executivos dos próprios bancos, há limites para negócios financeiros que operam apenas com canais digitais, já que oportunidades de interação com os clientes são perdidas.

“Temos que pensar como usar melhor esses espaços de forma mais integrada com os canais digitais e que gerem mais negócios”, disse na véspera Maurício Minas, vice-presidente responsável por TI no Bradesco.

Fonte: G1

Reestruturação faz BB fechar única agência da rede em Sarapuí, interior de SP

Publicado em: 23/11/2017


A única agência do Banco do Brasil de Sarapuí (SP) foi fechada nesta sexta-feira (17). O fechamento faz parte da medida anunciada pelo banco em novembro com o objetivo de economizar R$ 3,8 bilhões.

Segundo o banco, os correntistas terão que ir até a agência de Itapetininga para resolver os problemas administrativos, como depósitos e retirada de talões de cheques. Já os saques podem ser feitos em agências dos Correios.

Além disso, o Banco do Brasil afirma que coloca à disposição dos clientes os serviços do Banco Postal, além dos canais alternativos de atendimento: Internet Banking e Central de Atendimento.

Reestruturação

O fechamento faz parte do plano de reestruturação do Banco do Brasil. Ao todo, estão sendo fechadas 402 agências, da quais 379 estão sendo transformadas em postos de atendimento e 31 superintendências regionais encerradas.

Com esta medida, o BB alegou que economizará R$ 3,8 bilhões, dinheiro que será investido em unidades virtuais. Atualmente, existem 245 unidades virtuais e até o fim do ano devem ser criadas outras 255 em todo o país.

Em novembro de 2016, o Banco do Brasil divulgou a lista com as agências afetadas.

Fonte: Portal G1

Prefeitos pernambucanos pedem reabertura de agências do BB

Publicado em: 09/11/2017


Treze prefeitos de municípios do Interior de Pernambuco cobraram, na segunda-feira (6), da superintendência regional do Banco do Brasil (BB) a reabertura de agências destruídas em ações criminosas nos últimos meses. Pelo menos 17 cidades estão sem atendimento bancário na Zona da Mata, no Agreste e no Sertão. Segundo os gestores, a instituição teria anunciado que, em alguns municípios, não recuperará as agências, que serão desativadas em definitivo. Os prefeitos avaliam a possibilidade de entrar na Justiça para garantir que o serviço não seja extinto em suas regiões.

A reunião com um representante da superintendência do banco, no prédio do BB situado na avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, foi a primeira de três reuniões agendadas pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para tratar sobre o assunto ao longo do dia. Depois de expor as dificuldades que a população e a economia estão enfrentando à diretoria do banco, o grupo ainda seguiu para a sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e foi recebido pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu. Depois, os gestores também pediram apoio do defensor público-geral, Manoel Jerônimo, em reunião realizada no prédio da Defensoria Pública de Pernambuco.

Foram definidos dois encaminhamentos. O primeiro diz respeito a uma tentativa de diálogo com a diretoria do BB em Brasília, em data ainda não definida. O encontro deve ter a participação da Amupe e de um representante do MPPE. Se não houver acordo, as prefeituras pretendem entrar com uma ação judicial conjunta e com ações individuais para pedir que o banco seja obrigado a reabrir as agências. A intenção ganhou força depois de uma liminar favorável ao município de Inajá, no Sertão, ter determinado que a agência local do BB voltasse a funcionar, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, em caso de descumprimento. A decisão, impetrada por um defensor público, foi concedida na semana passada.

“O banco é de fomento, um braço do desenvolvimento, e esse braço não pode ser quebrado. Não podemos cuidar da produção, da caprinovinocultura, sem financiamento, e se o banco está longe, fica difícil. Se há agências superavitárias nas capitais e grandes centros econômicos, essas devem cobrir possíveis prejuízos financeiros [da manutenção de agências no Interior]. É preciso equacionar isso”, afirmou o presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota.

A demora para reabrir agências destruídas por criminosos tem levado populações vulneráveis a viajar dezenas de quilômetros em busca de atendimento. Em alguns casos, clientes chegam às 2h e formam filas para esperar o início do expediente bancário, às 10h, segundo os prefeitos. “Pessoas se dirigem a outras cidades para tirar a aposentadoria, para sacar salário, e se expõem a assaltos e acidentes. Já houve alguns, inclusive”, relatou o prefeito de Flores, Marconi Santana. “Nosso município é pobre, pequeno. A folha de servidores, o comércio, tudo dependia do banco. Agora, nossa economia está parada”, completou o prefeito de Poção, Emerson Vasconcelos.

O BB foi procurado pela reportagem, mas, até a publicação deste texto, não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte: Folha de Pernambuco