Lucro ajustado do BB aumenta 22% e passa de R$ 3 bilhões no trimestre

Publicado em: 09/08/2018

O Banco do Brasil (BB) apurou lucro líquido ajustado de R$ 3,240 bilhões no segundo trimestre, o que representa alta de 22,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O número veio acima da projeção média de analistas consultados pelo Valor, que era de R$ 3,172 bilhões. O lucro líquido contábil ficou em R$ 3,135 bilhões, indicando aumento de 19,7% na comparação anual.

Números do BB

A margem financeira bruta somou R$ 12,595 bilhões entre abril e junho, uma queda de 4,7% frente ao segundo trimestre de 2017. A carteira de crédito ampliada caiu 1,5%, a R$ 685,462 bilhões.

As receitas com tarifas subiram 5,7% na comparação anual, para R$ 6,798 bilhões. Segundo o BB, esse resultado está ligado diretamente ao desempenho dos negócios, a maior quantidade de dias úteis e aos efeitos sazonais do trimestre.

As despesas administrativas aumentaram 2,6%, para R$ 8,070 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado pelo critério de mercado ficou em 13,8% no segundo trimestre, de 13,2% no primeiro e 12,8% no mesmo período do ano passado.

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) caíram 31,9% em relação aos três meses até junho de 2017, para R$ 3,583 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre do calendário atual, houve recuo de 15,6%. Na primeira metade de 2018, a instituição contabilizou R$ 7,827 bilhões em despesas com PDD, o que representa queda de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. A redução reflete uma melhora no risco de crédito no país.

Diante desses números, o Banco do Brasil melhorou a previsão de despesas com PDD neste ano e passou a estimar uma faixa de R$ 14 bilhões s R$ 16 bilhões para o indicador. Anteriormente, a expectativa era um intervalo entre R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões.

Inadimplência

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,34% em junho, ante 3,65% em março e 4,11% no sexto mês de 2017. É o quarto trimestre seguido de queda. Segundo o BB, se um caso específico fosse desconsiderado, a inadimplência ao fim do segundo trimestre teria ficado em 2,92%, retornando a patamares próximos à série histórica.

No caso da carteira de pessoa jurídica, a inadimplência se situou em 5,20% em junho, de 5,76% em março e 7,35% em junho de 2017. Para pessoa física, a inadimplência correspondeu a 3,33%, ante 3,49% e 3,34%, respectivamente. E na carteira de agronegócio, o índice foi de 1,61%, de 1,85% e 1,39%, na mesma base de comparação.

No caso de pessoa física, a linha com maior índice de inadimplência é CDC salário, com 4,94%. Na sequência, apareceram cartão de crédito (3,47%) e financiamento imobiliário (2,15%). Em pessoa jurídica, a inadimplência é maior em recebíveis (6,01%), seguido de capital de giro (5,21%) e investimento (3,30%). Na carteira do agronegócio, a inadimplência mais elevada é na linha Pronamp (2,75%), seguida de Pronaf (1,96%) e custeio agropecuário (1,02%).

O BB também divulga o indicador de new NPL/carteira de crédito, que representa uma tendência da inadimplência futura. Esse índice caiu a 0,55% no segundo trimestre, depois de marcar 0,99% no primeiro e 1,07% no segundo trimestre de 2017.

No caso da inadimplência de curto prazo, o BB registrou taxa de 1,93% — estável em relação a junho do calendário anterior, mas 0,11 ponto percentual superior àquela observada em março. O indicador mede operações de crédito com atraso entre 15 e 89 dias.

Carteira de crédito

O BB chegou ao fim de junho com R$ 685,462 bilhões em sua carteira de crédito ampliada, que inclui títulos, avais e fianças. O volume cresceu 1,5% em relação a março, mas encolheu 1,5% ante junho do calendário anterior.
O estoque de operações com pessoas físicas somava R$ 189,628 bilhões no fim de junho, com aumento de 2,2% em três meses e também de 2,2% em um ano. O BB teve desempenho positivo nas linhas de crédito consignado, financiamento imobiliário e cartão de crédito. Na comparação anual, o saldo de financiamento de veículos, empréstimo pessoal e cheque especial encolheu.

A carteira de pessoa jurídica terminou junho com R$ 219,677 bilhões em empréstimos e financiamentos. O volume aumentou 0,1% em relação a março, mas diminuiu 6,2% perante um ano antes. O estoque de operações com empresas de todos os portes encolheu tanto na comparação trimestral quanto na anual. O desempenho positivo ficou por conta das linhas para o governo.
A carteira do agronegócio totalizava R$ 187,941 bilhões, 2,1% maior que em março e 0,1% superior ao volume apresentado em junho de 2017.

Fonte: Valor Econômico

Lucro ajustado da BB Seguridade vai a R$ 910 milhões no 2º trimestre

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A BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, anunciou lucro líquido ajustado de cerca de R$ 910,0 milhões no segundo trimestre deste ano, 4,8% menor que em idêntico intervalo de 2017, de R$ 956,306 milhões. Em relação aos três meses anteriores, porém, teve leve alta de 0,28%.

O grupo destaca, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, que o desempenho do segundo trimestre pode ser explicado pela contração de 34,1% do resultado financeiro combinado das coligadas e controladas, impactado pela queda na taxa média Selic, com efeito negativo na remuneração dos títulos pós-fixados, e pela abertura da curva de juros futuros, gerando resultado negativo de marcação a mercado dos títulos pré-fixados classificados na categoria para negociação.

“Por outro lado, o resultado operacional não decorrente de juros registrou aumento de 5,4% sobre igual período de 2017, decorrente em grande parte do crescimento nas receitas com taxa de gestão e melhora do índice de eficiência na Brasilprev associado à menor sinistralidade no IRB”, acrescenta a BB Seguridade, no documento.

O lucro contábil da companhia, que considera eventos extraordinários, foi a R$ 1,062 bilhão no segundo trimestre, 11,1% maior que há um ano. Já na comparação com o trimestre anterior avançou 19,8%.

Dentre os fatos não recorrentes no período de referência, conforme a BB Seguridade, está o efeito positivo de R$ 231,771 milhões por conta de adequação de teste de passivos, conforme circular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), e o efeito negativo de R$ 79,349 milhões por conta de recomposição do saldo de sinistros a recuperar de resseguro equalização do saldo de depósitos de terceiros.

No primeiro semestre, o lucro líquido da BB Seguridade somou R$ 1,817 bilhão, cifra 6,8% menor que um ano antes, de R$ 1,949 bilhão. Já o seu volume total de prêmios emitidos de seguros, contribuições de previdência e arrecadação com títulos de capitalização foi a R$ 26 bilhões, queda de 10,25% em um ano.

De abril a junho, o volume de total de prêmios somou R$ 13,268 bilhões. O volume é 6,44% inferior ao registrado em idêntico período do ano passado, de R$ 14,181 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, de R$ 12,7 bilhões, a cifra foi 4,2% maior.

A BB Seguridade encerrou junho com R$ 10,846 bilhões em ativos totais, 5,8% maior em um ano, de R$ 10,256 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, cresceu 10,6%.

O patrimônio líquido da holding somou R$ 9,266 bilhões, elevação de 6,7% ante um ano. Já em relação aos três meses anteriores caiu 5,4%. Seu retorno ajustado (RSPL) ficou em 39,7% no segundo trimestre, recuo de 0,3 ponto porcentual ante o trimestre anterior, de 40,4%. Em um ano recuou 4,8 p.p. uma vez que estava em 44,5%. Trata-se do terceiro trimestre consecutivo de queda da rentabilidade da BB Seguridade.

Fonte: Terra

Lucro do BB sobe 20% e atinge R$ 3 bilhões; banco altera política de dividendos

Publicado em: 11/05/2018

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,026 bilhões no primeiro trimestre, 20,3% superior na comparação com o mesmo período de 2017. O lucro líquido contábil, que referencia remuneração aos acionistas, somou R$ 2,749 bilhões no período, avanço de 12,5% na base de comparação anual.

O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado pelo critério de mercado foi de 13,2% no primeiro trimestre, alta de 0,8 ponto percentual ante os 12,4% dos três primeiros meses de 2017. No critério acionista, o retorno do banco foi a 14,4% no primeiro trimestre ante 16,0% no quarto e 13,7% em um ano.

O índice de inadimplência (INAD+90) apresentou queda pelo terceiro trimestre consecutivo com 3,65%, especialmente por conta do segmento de pessoas jurídicas. “Ao desconsiderar o caso específico, o índice de inadimplência acima de 90 dias do BB (3,22%) retornou ao patamar inferior ao do Sistema Financeiro Nacional (3,30%)”, disse a companhia.

O desempenho do BB no primeiro trimestre foi impulsionado, conforme a instituição explica em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, pelo aumento das rendas de tarifas, redução das despesas de provisão para devedores duvidosos (PCLD) e ainda menores gastos administrativos.

A carteira de crédito ampliada do BB foi a R$ 675,645 bilhões no primeiro trimestre, queda de 0,8% em relação ao fechamento do quarto trimestre, de R$ 681,3 bilhões. Em um ano, os empréstimos tiveram declínio de 1,9%. Na pessoa física, foi visto recuo de 0,9% de ao final de março ante dezembro, mas alta de 0,4% em um ano. Já a carteira da pessoa jurídica diminuiu 3,4% e 8,1%, respectivamente.

O Banco do Brasil registrou R$ 1,423 trilhão em ativos totais, montante 1,5% maior em um ano, quando havia somado R$ 1,402 trilhão. Ante os três meses anteriores, aumentou 3,9%. Já o seu patrimônio líquido totalizou R$ 101,227 bilhões no primeiro trimestre, com elevação de 12,7% em 12 meses, quando estava em R$ 89,820 bilhões. Ante os três meses imediatamente anteriores cresceu 12,7% também.

Com relação a proventos, o Banco do Brasil pagará R$ 595,9 milhões em JCP complementar, ou R$ 0,21395486144 por ação em 30 de maio, tendo como base a posição acionária de 21 de maio, de acordo com comunicado. As ações serão negociadas ex-JCP a partir de 22 de maio.

O Conselho do banco também aprovou a revisão da política de remuneração aos acionistas, segundo comunicado separado. Para o exercício de 2018 foi definido o intervalo de 30% a 40% do lucro líquido a ser distribuído como payout.

Metas

O Banco do Brasil reafirmou suas metas (guidances) de desempenho para 2018, apesar de parte delas ter ficado fora dos intervalos divulgados pela instituição. As linhas que não entregaram desempenho dentro das faixas foram margem financeira bruta e carteira de crédito ampliada orgânica interna, incluindo pessoa física e jurídica.

No caso das despesas administrativas, o BB superou o seu guidance de desempenho ao diminuí-las em 0,2%, para R$ 7,759 bilhões, no primeiro trimestre. Segundo o banco, o resultado foi influenciado pela “gestão contínua das despesas e melhoria da eficiência”. O banco espera que as despesas administrativas tenham aumento de 1% a 4% em 2018.

Sobre a carteira de crédito, o banco explicou, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, que o desempenho foi impacto principalmente pela carteira de pessoa jurídica que, apesar da queda maior que o guidance, está em linha com as expectativas da instituição para o ano. Em relação ao crédito para pessoa física, o BB afirmou que o desempenho está dentro das projeções de 2018 e que o crescimento maior deverá ocorrer no segundo semestre.

Depois de encolher seus empréstimos em 2017, o banco espera retomada do crescimento deste ano. Projeta alta de 1% a 4% para a carteira de crédito ampliada orgânica interna. O BB espera que sua carteira de crédito de indivíduos cresça entre 4% e 7%. Já o segmento de agronegócio deve ter expansão de 4% a 7% neste ano contra faixa para 2017 que indicava aumento de 6% a 9%.

Na contramão, o crédito à pessoa jurídica pode ter mais uma queda anual. O BB espera que essa carteira caia até 3% e, na melhor das hipóteses, fique no zero a zero.

O Banco do Brasil espera que seu lucro líquido ajustado neste ano fique entre R$ 11,5 bilhões e R$ 14 bilhões. O resultado representará aumento de 3,6% se ficar no piso do guidance e de mais de 26% considerando o ponto mais alto. Em relação à margem financeira bruta sem recuperação de operações em perdas, a instituição espera que o indicador fique estável e, na pior das hipóteses, recue até 5%.

As despesas de provisões para devedores duvidosos (PCLD) líquidas de recuperação de operações em perdas do banco devem somar de R$ 19 bilhões a R$ 16 bilhões neste ano. Para as rendas de tarifas, o BB espera avanço de 4% a 7% neste ano.

Fonte: InfoMoney

Banco do Brasil tem lucro de R$ 2,75 bilhões no 1º trimestre, alta de 12,5%

Publicado em: 10/05/2018

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,749 bilhões no 1º trimestre, um resultado 12,5% acima do registrado nos 3 primeiros meses do ano passado (R$ 2,443 bilhões). Na comparação como 4º trimestre de 2017, entretanto, quando o banco teve lucro de R$ 3,108 bilhões, houve queda de 11,6%.

Já o lucro líquido ajustado cresceu 20,3% no 1º trimestre, alcançando R$ 3 bilhões. O Banco do Brasil disse no balanço que o resultado pelo crescimento de 5,4% das receitas com tarifas e pela redução das despesas de provisão e das despesas administrativas.

Carteira de crédito

A carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 3% na comparação anual, atingindo R$ 177,2 bilhões no 1º trimestre. Segundo o BB, os destaques foram o crédito consignado e o financiamento imobiliário, que avançaram 8,2% e 6,8%, respectivamente.

Já a carteira de crédito das pessoas físicas caiu 6,3% no ano, influenciada principalmente pela queda de 7,4% nas nas operações de capital de giro, além do recuo em investimentos e crédito imobiliário.

O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL), indicador de rentabilidade, aumentou de 12,4% para 13,2% na comparação anual.

O BB informou que em abril atingiu 1,9 milhão de clientes com contas digitais. “Para 2018 o desafio é atingir 3 milhões de clientes digitais”, informou o banco.

Lucros dos concorrentes no 1º trimestre

Itaú: R$ 6,28 bilhões

Bradesco: R$ 4,467 bilhões

Santander: 2,8 bilhões

Fonte: Portal G1

BB Seguridade: lucro líquido ajustado é de R$ 907,4 mi no primeiro trimestre

Publicado em:

A BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, anunciou lucro líquido ajustado de R$ 907,4 milhões de janeiro a março, cifra 8,6% menor que no primeiro trimestre de 2017, de R$ 992,803 milhões. Na comparação com os três meses anteriores, a queda, porém, foi menor, de 3,6%.

A companhia destaca, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, que apesar do crescimento de 3,5% no resultado operacional combinado das empresas do grupo, o lucro líquido foi fortemente impactado pela retração da taxa Selic. “A queda dos juros levou o resultado financeiro combinado a uma queda de 37,3% quando comparado ao mesmo período do exercício anterior (para R$ 185 milhões)”, destaca a BB Seguridade, no documento.

Seu lucro contábil, que considera eventos extraordinários, alcançou R$ 886,5 milhões no primeiro trimestre, queda de 10,7% na mesma base de comparação. Ante o trimestre anterior a retração foi de 2,4%. Dentre os fatos não recorrentes no início do ano, conforme a BB Seguridade, está um ajuste de provisão de sinistro a liquidar judicial (PSLJ) da BB Mapfre SH2, que compreende os ramos de seguro patrimonial e de automóvel, de mais de R$ 20 milhões.

“A necessidade de provisionamento adicional de PSLJ foi estimada em R$ 108,0 milhões, que deduzido da reversão de R$ 32,0 milhões na provisão de sinistros ocorridos mas não suficientemente avisados (IBNER) e dos efeitos fiscais gerou impacto negativo de R$ 20,9 milhões no lucro líquido da BB Seguridade”, explica a holding.

No primeiro trimestre, o volume de total de prêmios emitidos de seguros, contribuições de previdência e arrecadação com títulos de capitalização alcançou R$ 12,7 bilhões. Apesar de ter sido suficiente para manter a holding líder nos segmentos em que atua, o volume é 14,2% menor que o visto nos três primeiros meses do ano passado, de R$ 14,8 bilhões.

A BB Seguridade encerrou março com R$ 9,807 bilhões em ativos totais, cifra 5,5% maior em um ano, de R$ 9,297 bilhões. Em relação aos três meses anteriores teve queda de 9,2%. Já o patrimônio líquido da holding somou R$ 9,795 bilhões, elevação de 5,4% e 10,1%, respectivamente e na mesma base de comparação.

Fonte: Isto É Dinheiro

Com nova lei das estatais, lucros de empresas públicas disparam

Publicado em: 05/04/2018

Pelo segundo ano consecutivo, empresas públicas federais apresentaram lucro. Esse movimento de recuperação e de resultados positivos só foi possível com a nova lei de estatais, que criou novas regras para a gestão dessas companhias. Segundo o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, essa mudança fez as estatais evoluírem de um prejuízo de R$ 32 bilhões em 2015 para um lucro de R$ 28,4 bilhões em 2017.

Esse desempenho expressivo é o acumulado apenas das maiores empresas: Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Eletrobras e Petrobras. Frente a 2016, o lucro dessas companhias aumentou mais de 200%.

Segundo o presidente da Petrobras, Pedro Parente, a companhia está no caminho de uma retomada consistente. “Estamos numa trajetória consistente de recuperação, seguindo à risca o que nos propusemos no nosso plano de negócios”, explicou durante a divulgação dos resultados da petroleira, que no ano passado lucrou R$ 377 milhões.

Ele lembrou ainda que a empresa avançou em governança e transparência, como determina a lei das estatais, e isso levou a reconhecimentos importantes: a certificação no programa destaque de governança estatal; e a candidatura da empresa ao nível 2 de governança na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa).

A Petrobras também conseguiu ampliar o prazo médio da sua dívida e reduzir o valor médio das taxas de juros que pagava para se financiar. “Com sólidos resultados operacionais e gestão ativa da nossa carteira de projetos, tivemos avanços importantes nas finanças das nossas empresas”, afirmou Parente.
Lucro do BB

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Cafarelli, também celebrou o desempenho da instituição que comanda e disse que o banco se tornou muito mais competitivo. “O Banco do Brasil precisou, nesse momento, se adequar para ter competitividade, e posso dizer aqui com muito orgulho que o Banco do Brasil não se apequenou”, afirmou durante a divulgação dos resultados do banco. No ano passado, a instituição registrou mais de R$ 11 bilhões de lucro e o melhor resultado ajustado desde 2012.

“A premissa básica do Banco do Brasil sempre foi, nesta nossa gestão, de nos juntarmos aos nossos competidores com relação à rentabilidade, e esse resultado é o primeiro passo dentro desse objetivo e mostra que nós estamos no caminho certo”, argumentou. O BNDES também apresentou resultado expressivo no ano passado, quando fechou as contas com lucro de R$ 6,1 bilhões. Entre outros motivos para esse resultado, a instituição conseguiu reduzir em R$ 2,45 bilhões as provisões para risco de crédito.
Valor de mercado das estatais

De acordo com o secretário da Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério do Planejamento, Fernando Ribeiro Soares, os resultados são interessantes e mostram o impacto do trabalho que tem sido desenvolvido pelo Governo do Brasil. Esse desempenho, segundo ele, também se reflete no valor das estatais no mercado financeiro. “Vemos uma melhoria forte do BB, a Petrobras também tem uma valorização e a Eletrobras segue estável”, relatou. “O que a gente percebe é que há uma continua recuperação do valor de mercado das nossas empresas”, afirmou.

Fonte: Governo do Brasil

Lucro das estatais cresce 214% em 2017, diz Planejamento

Publicado em: 28/03/2018

O lucro líquido das cinco maiores empresas estatais do país (Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES) foi de R$ 28,3 bilhões em 2017, um crescimento de 214,1% em relação ao ano anterior. O balanço está no boletim das estatais, divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Ministério do Planejamento, durante coletiva de imprensa.

O resultado se deve principalmente à recuperação de caixa da Petrobras, que depois de registrar três anos consecutivos de prejuízo (em 2016 foram R$ 13 bilhões a menos), obteve lucro de R$ 377 milhões no ano passado, puxando o rendimento global das empresas públicas para cima.

Para Fernando Ribeiro Soares, titular da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) do Ministério do Planejamento, os números refletem a política de redução de custos adotada pelo governo desde 2016, que incluiu privatizações (desinvestimentos) e planos de demissão voluntária. “Na hora em que as empresas deixaram um leque grande de atividades e passaram a foca naquilo que elas fazem de melhor, o resultado apareceu. Reduziu-se o custo e aumentou-se a produtividade, acabou que isso se demonstrou no resultado. Claramente é o que se está fazendo no caso da Petrobras”, destacou.

Desde 2016, o governo diminuiu de 154 para 146 o número de estatais federais no país, por meio da extinção, venda ou incorporação de empresas por outras. Do total existente, 98 são estatais não-dependentes do Tesouro Nacional e estão sob controle indireto da União. As outras 48 empresas públicas são de controle direto, sendo que 30 não-dependem do Tesouro e outras 18 são dependentes do orçamento público federal.

A grande maioria das estatais, no entanto, registrou baixo percentual de investimento em 2017, com média geral de 59% de execução, algo em torno de R$ 50,3 bilhões, puxados principalmente por Petrobras e Eletrobras. Os baixos investimentos, de acordo com Fernando Soares, foram resultado da necessidade de redução do endividamento das empresas e dos planos de privatização em curso.

“É ruim, porque a gente gostaria de mais investimento, mas eu acredito que é uma atitude estratégica necessária para o momento. Quando a alavancagem [endividamento] dessas empresas estiver em níveis adequados, esses investimentos serão retomados”, ponderou o secretário. No ano passado, o endividamento das estatais ficou em R$ 412 bilhões, uma redução de 24,3% em relação a 2015, quando o endividamento chegou R$ 544 bi, o maior da série histórica.

No caso das 18 empresas públicas dependentes do Tesouro Nacional, o secretário destacou uma redução de gastos de R$ 2 bilhões entre 2016 e 2017.

Pessoal

O Boletim das Estatais também traz números atualizados sobre o quadro de pessoal das empresas públicas federais. Em 2017, elas encerraram o ano com um total de 504.444 empregados. O número representa uma redução de pouco mais de 28 mil postos de trabalho (5,39%) em relação ao ano anterior. A grande maioria desses desligamentos se deve à implementação de programas de demissão voluntária, responsáveis por 90,2% da redução. As estatais que mais demitiram no ano passado foram os Correios (7.488), Caixa (7.324), Petrobras (4.060) e Banco do Brasil (3.198).

Fernando Soares também citou a redução de outras despesas administrativas e reajustes salariais “mais restritivos” adotados pelas empresas públicas no ano passado, “como manda o cenário atual”. Dos 22 processos de negociação coletiva entre sindicatos e estatais que o Ministério do Planejamento monitorou em 2017, somente sete resultaram em ganho real no salário dos empregados. Em 14 convenções coletivas, os reajustes salariais apenas fizeram a correção da inflação (em quatro empresas) ou ficaram até mesmo abaixo do índice geral de preços (em 11).

Fonte: IstoÉ

Lucro de grandes bancos cresce 21%

Publicado em: 02/03/2018

Depois de amargarem uma rara queda no lucro em 2016, os grandes bancos brasileiros retomaram a rotina de resultados em alta. Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil lucraram R$ 64,9 bilhões no ano passado, alta de 21%. Para este ano, a projeção é de um avanço da ordem 10% nos resultados, mas o número pode ser ainda melhor, dependendo do desempenho do crédito.

O resultado dos bancos em 2017 impressiona não só pelo contexto de atividade econômica ainda fraca como pelo fato de ter ocorrido em meio ao ciclo de queda da taxa básica de juros (Selic). As margens até refletiram o juro menor, mas a queda nas despesas de provisão contra calotes mais do que compensou esse efeito nos balanços de 2017.
Para analistas, a retomada do crédito e a continuidade da queda da inadimplência devem garantir mais um ano de lucros em alta. A expectativa é de um resultado combinado de R$ 71,4 bilhões dos quatro bancos, considerando o ponto médio das estimativas divulgadas pelas instituições e cálculos de analistas.

A maioria das empresas não financeiras não divulgou o balanço anual. Mas a comparação com base nos 12 meses encerrados em setembro mostra que o lucro contábil dos quatro bancos, de R$ 54 bilhões, ficou pouco abaixo dos R$ 55,3 bilhões registrados por 260 companhias abertas no mesmo período, segundo cálculos do Valor Data. A rentabilidade média, calculada com o patrimônio em fim de período, das instituições foi de 13,9%, contra 4,5% das empresas não financeiras – nesse grupo de companhias, há casos de prejuízos, o que afeta o resultado consolidado.
Os grandes bancos conseguiram melhorar os resultados mesmo sem avançar em seu principal negócio: a concessão de crédito. O saldo de financiamentos registrou queda de 1,3% em relação a 2016 – o segundo ano consecutivo de retração. Essa tendência, porém, começou a se reverter nos últimos três meses do ano. Entre setembro e dezembro, a carteira dos grandes bancos registrou uma expansão de 1,9%. Para 2018, Itaú e Bradesco projetam um crescimento de até 7% nos financiamentos, no melhor cenário, em 2018.

“O crédito voltou a reagir, principalmente no último trimestre do ano passado, após o processo doloroso de recessão”, afirmou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, em teleconferência após a divulgação do balanço, o último dele no comando da instituição.

Os bancos também esperam mais uma redução no chamado custo do crédito, que inclui as despesas de provisão contra calotes. No Itaú, os gastos devem variar entre R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões, o que pode representar uma queda de até 33%. Em 2016, no auge da crise, as provisões custaram R$ 25,5 bilhões ao maior banco privado brasileiro.
Para compensar a queda dos juros, os bancos esperam crescer em linhas de crédito com mais spread, como as voltadas a pessoas físicas e pequenas e médias empresas. O Santander deu início a esse movimento primeiro e foi o único entre os grandes bancos a registrar aumento no saldo de financiamentos no ano passado.

A unidade brasileira do banco espanhol teve o melhor o resultado da história no país em 2017 e também chegou perto de cumprir uma velha promessa: atingiu uma rentabilidade de 16,9%, mais próxima dos principais concorrentes privados. O Bradesco registrou no ano passado um retorno de 18,1% e o Itaú, de 21,8%. A questão, agora, é saber se o Santander conseguirá manter o ritmo de crescimento. “Não é um processo linear. O importante é manter a direção correta”, disse a jornalistas o presidente do banco, Sergio Rial.

A melhora da rentabilidade também é um objetivo declarado do Banco do Brasil e da gestão de Paulo Caffarelli. Em 2017, a rentabilidade do BB foi de 12,3%, contra 8,8% no ano anterior. Apesar da alta, Caffarelli, afirmou que ainda não está contente com o número, que segue bem abaixo dos concorrentes privados.

Com o negócio de crédito ainda em ritmo lento, os bancos procuraram faturar em outras linhas, como a cobrança de tarifas de conta corrente e gestão de fundos. A receita com serviços de BB, Itaú, Bradesco e Santander somou R$ 111,5 bilhões, alta de 7,2% em relação a 2016.

Fonte: Valor Econômico

Lucro ajustado do BB cresce 45% em nove meses

Publicado em: 09/11/2017

O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira (9) o resultado do terceiro trimestre de 2017, quando obteve lucro líquido ajustado de R$ 2,708 bilhões, valor 15,9% acima daquele registrado no terceiro trimestre de 2016 e 2,2% maior em relação ao segundo trimestre deste ano.

O BB atingiu lucro líquido ajustado de R$ 7,872 bilhões nos primeiros nove meses de 2017, desempenho 45,1% superior a igual período do ano passado, quando o Banco havia registrado lucro líquido ajustado de R$ 5,424 bilhões. O crescimento neste último ciclo foi motivado pelo aumento das rendas de tarifas, redução das despesas de provisão e das despesas administrativas.

As rendas de tarifas registraram R$ 19,2 bilhões, crescimento de 9,9% em relação aos nove meses de 2016, com destaque para as transações de conta corrente e a administração de ativos.

O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) foi de 12,3% nos primeiros nove meses do ano. O BB fechou o trimestre com índice de Basileia em 19,15%. Já o capital principal atingiu 10,04% no final do período, ante 9,18% no trimestre anterior. O Banco permanece acima dos níveis mínimos exigidos pela regulação e dá sequência à sua estratégia de reforçar a base de capital elegível para Basileia III, com meta de capital principal de pelo menos 9,5%, a partir de janeiro de 2019.

Despesas menores

O BB adotou ainda rígido controle das suas despesas administrativas, que acumulam o valor de R$ 23,6 bilhões entre janeiro a setembro deste ano, número 2,7% inferior a igual período de 2016, abaixo da inflação do período e sob controle. O desempenho das despesas administrativas foi influenciado pela queda de 5,7% na linha de despesas com pessoal, quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

A gestão das despesas administrativas permitiu ao Banco alcançar índice de eficiência de 38,5% no terceiro trimestre de 2017, ante 38,9% no trimestre encerrado em junho deste ano e 39,7% no terceiro trimestre de 2016. O índice de eficiência mensura quanto o Banco gasta para gerar receita, por isso, quanto menor o número, melhor o desempenho da instituição financeira.

A linha de despesas com provisão apresentou queda pelo terceiro trimestre consecutivo. No terceiro trimestre deste ano, o BB gerou fluxo de provisão de R$ 6,26 bilhões, número inferior aos R$ 7,48 bilhões do último trimestre de 2016.

Cartões e consórcios reforçam resultado

Com um patrimônio líquido de R$ 852,3 bilhões e participação de mercado de 22,9%, a BB Gestão de Recursos (BB DTVM) segue na liderança da indústria de fundos de investimentos ao registrar crescimento nominal de R$ 14,4 bilhões em relação ao trimestre anterior. A captação líquida atingiu R$ 57,6 bilhões no acumulado ao ano, com destaque para as categorias renda fixa, previdência e multimercados.

No segmento tradicional de cartões, o volume faturado alcançou R$ 168,3 bilhões, 7,7% superior aos nove meses de 2016. O faturamento total do Banco do Brasil com o negócio cartão alcançou R$ 69,3 bilhões no terceiro trimestre de 2017, resultado 3,5% maior que o mesmo período do ano anterior.

A BB Consórcios fechou os primeiros nove meses deste ano com volume comercializado de R$ 6,6 bilhões, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas de prestação de serviços com consórcios alcançaram R$ 526,7 milhões em nove meses, crescimento de 33,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

O crescimento é atribuído à demanda dos clientes por produtos que auxiliem o planejamento financeiro, pelas vendas em canais alternativos, com destaque para negócios realizados via aplicativo para celular, funcionalidade lançada no final de maio deste ano. Também contribuiu para a performance da BB Consórcios a criação de produtos para segmentos específicos, como clientes alta renda ou produtores rurais.

Recuo no índice de inadimplência total

A inadimplência das operações acima de 90 dias caiu de 4,11% no segundo trimestre de 2017 para 3,94% no terceiro trimestre deste ano, em movimento que interrompe a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2016.

A carteira de crédito ampliada do BB chegou a R$ 677 bilhões no trimestre, recuo de 2,7% em relação ao período imediatamente anterior. As operações com pessoa física somavam R$ 187,5 bilhões ao final do mês de setembro, alta de 0,9% no comparativo com o trimestre passado. A carteira de crédito da pessoa jurídica atingiu R$ 267,7 bilhões no terceiro trimestre deste ano, volume 3,4% menor em relação ao final do segundo trimestre do ano.

Crédito ao agronegócio vai a R$ 181 bilhões

O financiamento ao agronegócio encerrou setembro de 2017 com saldo R$ 181 bilhões na carteira ampliada. O montante é 0,6% maior em relação a setembro de 2016. Destaque para o saldo carteira de crédito rural ampliada que apresentou crescimento de 5,0% em relação ao trimestre encerrado em setembro de 2016, alcançando R$ 156,5 bilhões.

O Banco mantém-se, historicamente, como principal agente financeiro do agronegócio no país, contribuindo de forma expressiva para o suprimento da demanda de crédito do segmento. Conforme dados do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), o BB detinha 60,1% de participação nos financiamentos destinados ao setor em setembro de 2017.

Recorde nas transações via mobile e internet

As transações via mobile e internet foram responsáveis por 72,1% do total de transações, maior percentual da história. Destaque para o total de 13,1 milhões de usuários do mobile banking, fruto do aprofundamento da estratégia digital do BB. A meta é chegar a 15 milhões de usuários nesse canal ao final de 2017.

Fonte: Banco do Brasil

Lucro dos bancos deve voltar a subir no trimestre

Publicado em: 26/04/2017

Depois de quatro trimestres consecutivos de queda, o resultado dos grandes bancos brasileiros deve começar a reagir. O lucro combinado de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander atingirá R$ 14,9 bilhões nos primeiros três meses deste ano, alta de 21% em relação ao mesmo período de 2016, de acordo com a projeção média de analistas.

A recuperação tem relação com a melhora, ainda que tímida, dos indicadores da economia, mas também com a base de comparação. Os três primeiros meses do ano passado foram o “fundo do poço” para os bancos, que precisaram digerir perdas bilionárias com o calote da fornecedora de sondas do pré-sal Sete Brasil.

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A expectativa é que os resultados também sinalizem o fim do ciclo de alta da inadimplência, que não para de crescer desde 2015. “Por outro lado, não esperamos uma recuperação na carteira de crédito, em razão tanto da demanda fraca como do apetite de risco limitado dos bancos”, escrevem os analistas do Goldman Sachs, em relatório.

Apesar das condições ainda desfavoráveis, os balanços já devem mostrar alguns sinais positivos. O HSBC prevê um ligeiro crescimento dos empréstimos de 2% para o Santander ante o trimestre anterior, impulsionado pela retomada do consumo e do financiamento das pequenas e médias empresas, e de 1% para Bradesco e Itaú, neste último sendo liderado pela expansão em segmento de baixo risco, como a carteira imobiliária e de consignado. O único que ainda deve não mostrar uma expansão da carteira de crédito é o Banco do Brasil.

A temporada de divulgação de resultados começa amanhã, com o Santander Brasil. O banco foi o único entre os grandes a ter aumento no lucro no ano passado. Mesmo assim ainda apresenta um retorno bem inferior aos principais concorrentes privados.

Para o Credit Suisse, a expectativa é que essa diferença diminua. “Acreditamos que o mercado está subestimando o impacto positivo da estratégia do banco sob a nova gestão, que ficará claro já em 2017”, afirmam os analistas, que elevaram recentemente a recomendação das ações do Santander para “outperform” – equivalente à compra.

O Deutsche Bank vê uma melhora da margem financeira e da qualidade dos ativos do banco espanhol no país, com as baixas para perdas já tendo sido provisionadas. “O crescimento dos empréstimos deve permanecer moderado, mas pode aumentar ligeiramente e crescer acima dos pares”, apontam os analistas do banco em relatório.

A maior recuperação nos resultados do primeiro trimestre deve vir do Banco do Brasil. O lucro da instituição deve dobrar em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 2,6 bilhões, de acordo com a média das estimativas. Apesar da melhora, em termos anualizados o lucro do BB continuará abaixo da expectativa para 2017 como um todo, segundo os analistas do Itaú BBA.

O BB deve continuar sendo beneficiado pelo crescimento do resultado de intermediação financeira acima do setor. Os analistas do Santander esperam um crescimento de 5% dessa variável no período. O banco vem implementando um processo de recomposição dos juros nos empréstimos concedidos dentro do programa Bom Pra Todos, durante o governo Dilma Rousseff, que tinham taxas inferiores às de mercado. Com isso, o banco deve liderar a melhora da taxa de retorno sobre o capital, que deve passar de 8,1% para 11,8%, ainda abaixo da taxa apresentada pelos grandes bancos.

O Itaú é o que está à frente em termos de melhora da qualidade da carteira de crédito segundo os analistas. Os analistas do Santander preveem uma redução de 0,1 ponto percentual no índice de inadimplência do maior banco privado brasileiro no trimestre, de 3,4% para 3,3%. “Acreditamos que o banco deve continuar a apresentar melhora na qualidade dos ativos, especialmente nos segmentos de pessoas físicas e pequenas e médias empresas”, apontam em relatório.

Como o mercado avaliou que o banco foi bastante conservador na provisão para perdas no ano passado, apresentando um índice de cobertura de 222% em dezembro, os analistas do Santander esperam uma queda de 24% na despesa com provisão do Itaú neste trimestre em relação ao quarto trimestre do ano passado.

Já o Bradesco ainda deve registrar alguma alta na inadimplência, segundo os analistas. “Acreditamos que uma pequena alta no índice pode ser uma boa notícia para o banco”, afirma o Itaú BBA. Pelas projeções do Deustche Bank, o índice de atrasos na carteira do Bradesco deve ter uma alta de 5,5% para 5,6% entre dezembro de 2016 e março deste ano. “A qualidade dos ativos deve ficar amplamente sob controle, embora a inadimplência possa aumentar em empréstimos corporativos específicos que já foram provisionados”, apontam os analistas.

Um dos destaques do balanço do Bradesco deve ser as receitas de prestação de serviços, que devem apresentar uma alta de 15,1% em relação aos três primeiros meses do ano passado, nas contas do Goldman Sachs. Desde o terceiro trimestre, os números do banco incorporam os do HSBC Brasil.

Outro ponto que deve ser acompanhado de perto nos resultados dos bancos é a carteira de crédito de grandes empresas. As instituições registraram perdas bilionárias no ano passado com a baixa (“impairment”) de créditos concedidos na forma de títulos de dívida, como debêntures.

Apesar de não esperarem um aumento significativo do impairment por parte dos bancos nesse primeiro trimestre, os analistas do Santander ainda veem o anúncio da recuperação judicial de uma grande empresa – provavelmente a operadora de telefonia Oi – impactar negativamente o índice de inadimplência do Banco do Brasil. “Contudo, não temos expectativas de um efeito significativo sobre as despesas de provisão e, com isso, cremos que o mercado pode ter uma reação neutra, uma vez que esse item permaneceu no balanço do banco desde o segundo trimestre de 2016.”

O aumento da provisão para perdas com o anúncio do pedido de recuperação judicial da incorporadora PDG Realty, em fevereiro, deve começar a aparecer no balanço dos bancos neste primeiro trimestre. Embora já viessem fazendo provisão para perdas nesse caso específico, os bancos devem aumentar as despesas para cobrir eventuais perdas em créditos concedidos à incorporadora. A empresa tinha R$ 7,8 bilhões em dívida, sendo pelo menos R$ 3,339 bilhões em créditos bancários, parte deles na forma de debêntures e outros títulos.

O impacto da queda da Selic sobre os bancos também será um foco de atenção nos balanços. Mas os números ainda não devem mostrar os efeitos dos juros menores, já que não houve tempo para que os empréstimos concedidos com as taxas mais altas fossem renovados. “Não esperamos muita pressão nas margens fora das típicas questões sazonais”, afirmam os analistas do Goldman Sachs.

Fonte: Valor Econômico

Em plena crise econômica, empresas lucraram R$ 103,3 bilhões em 2016

Publicado em: 20/04/2017

O lucro líquido de 294 empresas brasileiras de capital aberto atingiu R$ 103,3 bilhões em 2016. O número revela um crescimento de 11,87% em relação a 2015, quando as mesmas empresas registraram um lucro de R$ 92,3 bilhões. Os dados foram levantados pela consultoria Economatica.

Em contrapartida, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumulou 7,4% de queda em dois anos consecutivos após a retração de 3,6% em 2016. Em 2015, a economia já havia recuado 3,8%, depois de um ano de estagnação em 2014.

O economista Thomaz Ferreira Jensen explica que, mesmo com pouca atividade produtiva, a variação positiva do lucro das empresas se justifica pelas taxas de juros elevadas e por reduções de custo. Jensen afirma que a instabilidade político-econômica no período foi causada, em parte, pela falta de investimentos, já que a dinâmica econômica destas companhias não é mais baseada na geração de lucro com a atividade produtiva.

“Todas essas empresas que estão listadas na Bolsa [de Valores] têm uma boa parte do seu lucro decorrente das aplicações que elas fazem no mercado financeiro, especificamente ganhando dinheiro com a alta taxa de juros brasileira”, disse.

No mesmo sentido, o doutor em Ciências Sociais e professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) Robson Sávio afirma que o Estado garante, com as altas taxas de juros, os privilégios do setor privado. “Os juros no Brasil não são civilizados. É um assalto institucionalizado ao trabalhador brasileiro. Com a alta taxa de juros, o Estado protege o rentismo, que não tem nenhum ônus mesmo em cenários de crise”, avaliou.

Segundo ele, o fortalecimento das empresas em períodos de recessão é uma estrutura do neoliberalismo, “que privilegia o capital em detrimento do trabalho e de políticas de ampliação de direitos”.

“O desemprego, por exemplo, é altamente favorecedor deste tipo de capitalismo porque mais pessoas vão procurá-lo a qualquer custo, abrindo mão de todos os direitos e a qualquer valor. É isso que acontece no Brasil hoje”, analisou o cientista político.

Instituições financeiras

Mesmo com queda nos resultados em relação a 2015, os bancos se mantiveram como o setor que mais lucrou no Brasil em 2016. Ainda segundo os dados da Economatica, as instituições financeiras acumularam aproximadamente R$ 48,6 bilhões no ano passado. Apesar de uma queda de R$ 1,7 bilhão, o Bradesco lidera a lista das empresas mais lucrativas, com R$ 21,6 bilhões.

Entre os 20 maiores lucros do Brasil, ainda aparecem o Banco do Brasil (R$ 8 bilhões), Santander (R$ 5,5 bilhões), BB Seguridade (R$ 4 bilhões) e BTG Pactual (R$ 3,4 bilhões).

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Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), na conclusão da 11ª edição do estudo Desempenho dos Bancos, divulgado na semana passada, os bons resultados do setor estão relacionados à queda nas despesas com empréstimos e repasses em função da relativa valorização do real frente ao dólar, o que barateou os recursos captados pelos bancos no exterior.

Jensen destaca ainda a tendência “inexorável” de extrema concentração e centralização de capital no setor. Em 2016, o Bradesco consolidou a aquisição do HSBC Brasil após a negociação de R$ 16 bilhões em 2015.

O economista pontua ainda a dificuldade de inserção de bancos estrangeiros no mercado brasileiro, que são adquiridos ou ocupam fatias menores de participação. “O que me chama atenção neste setor bancário é que ele é altamente internacionalizado e desnacionalizado na região da América Latina. Mas, no caso brasileiro, é basicamente um duopólio que reforça o poder do Itaú e do Bradesco — que, importante pontuar, são grupos de controle familiar que ditam seus rumos”, disse.

Ajuste fiscal

Segundo a consultoria Economatica, a ampliação dos lucros estaria relacionada também à reestruturação e introdução acelerada de novas tecnologias e a digitalização dos processos, como internet banking e aplicativos de celular, mas, principalmente, pelo encolhimento de suas estruturas físicas e de pessoal.

Já o relatório do Dieese aponta que, além da elevação das receitas com tarifas e serviços, as instituições financeiras também garantiram o resultado positivo com a venda de seguros, previdência e capitalização. E, em 2017, o setor bancário pode ampliar esta variação positiva dos lucros, caso, por exemplo, caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que altera as regras da aposentadoria, seja aprovada.

Para Jensen, ao minimizar o público da previdência social no Brasil, o governo federal abre espaço para que o setor privado amplie sua participação. “Há na proposta de reforma [da Previdência] uma clara intencionalidade de abrir espaço para os bancos, que basicamente são os controladores das grandes seguradoras privadas, possam ter mais mercado para seus planos privados”, avaliou o economista.

Já Sávio ressalta que a desregulamentação da Previdência, da legislação trabalhista e outros cortes sociais vão garantir que os processos de acumulação de renda permaneçam. Segundo ele, o fator político, que levou o setores da economia a apoiar a entrada do governo golpista de Michel Temer (PMDB), foi o principal desencadeador de desestabilização da economia.

“Todos o ônus sobra para o trabalhador, o aposentado, para aquele que depende de um estado distribuidor de renda e das políticas sociais. Isso é um processo histórico e que nesse momento se agudizou”, finalizou o professor.

 

Fonte: Brasil de Fato

Dívidas da Oi e Sete Brasil afetam resultados do BB

Publicado em: 23/02/2017

O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira (16) os números do balanço de 2016. O lucro líquido atingiu R$ 8 bilhões, resultado 44% menor que em 2015. Inadimplência e redução nos empréstimos, em razão da crise econômica, foram os principais fatores para a queda. Empréstimos para duas empresas afetaram consideravelmente os resultados: Oi e Sete Brasil, empresa criada para administrar a construção de plataformas para a Petrobras. As duas estão em recuperação judicial.

O caso fica mais grave porque ninguém sabe quando e como as duas gigantes vão pagar as dívidas bilionárias que contraíram. O Banco do Brasil não está sozinho. Outros bancos também concederam financiamentos a elas.

Fonte: Época

Temer diz que cobrará do BB aumento da oferta de crédito

Publicado em:

O presidente Michel Temer disse que vai cobrar, do Banco do Brasil (BB), o aumento da oferta de crédito para o mercado. Segundo o presidente, isso será possível graças ao lucro que vem sendo registrado e aos ajustes de gestão que estão sendo feitos pelo banco.

Temer fez a declaração durante a cerimônia de sanção da medida provisória (MP) que reformula o ensino médio no País. “Quando se fala em reforma, não se percebe bem o conceito material e como isso mexe no bolso das pessoas e como isso pode facilitar a vida não só de quem tem recursos como de quem não tem recursos”, acrescentou.

O presidente disse que recebeu hoje a notícia de que, apesar das dificuldades econômicas, no ano passado, o Banco do Brasil teve lucro de R$ 8 bilhões, embora tenha fechado agências e dispensado 9,5 mil servidores em processos de aposentadoria ou demissão consentida. “Daria muito mais do que isso. Esses 9,5 mil dispensados geraram um pagamento de R$ 1,4 bilhão. Portanto, o lucro seria de R$ 9,4 bilhões. Ora, o BB é um banco vocacionado para o crédito, para o empréstimo. Portanto, na medida que tem essa possibilidade, evidentemente que há, e nós vamos cobrar, aumento do crédito no País”, ressaltou.

Para Temer, tendo aumentado os lucros, o BB tem melhores condições de ampliar seus financiamentos, o que ajudará o País a concluir obras inacabadas. “Tínhamos várias obras inacabadas. Quando cheguei aqui me surpreendi, porque eram obras que muitas vezes demandavam aplicações e recursos entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. São creches, UPAs [unidades de pronto-atendimento] e obras de pequena repercussão, mas que nos municípios pequenos têm repercussão extraordinária”.

O presidente informou que, na manhã de hoje, teve uma conversa com o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, na qual foi informado de que, das obras inacabadas, 436 foram retomadas e 79, concluídas.

Temer comentou ainda a queda dos índices inflacionários e a redução de despesas que vem sendo feita pelo governo. “A inflação hoje está em 5,35%. Isso vai repercutir para os mais pobres. Significa talvez a impossibilidade do eventual aumento de preços nos supermercados a pretexto da inflação”, disse. “Além do que só a redução do custeio, depois que assumimos, foi de 2,6%. Isso significou redução de quase R$1 bilhão das despesas”, acrescentou.

Fonte: Portal Terra

Com reestruturação, BB corta R$ 2,3 bilhões em despesas

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São Paulo – Em sua reestruturação, o Banco do Brasil já fechou centenas de agências e concluiu um plano de aposentadoria incentivada que cortou R$ 2,3 bilhões em despesas.

O número foi divulgado hoje pelo banco, em sua coletiva de resultados do quatro trimestre e ano de 2016 –  a primeira  mensuração oficial do impacto das mudanças de gestão, anunciadas em novembro, para o negócio.

De acordo com o banco, o principal corte de gastos veio da redução de funcionários, que compõem mais de 60% do total de despesas administrativas. Quase 10% de toda a força de trabalho aderiu ao plano – 9.409 pessoas exatamente.

Para este ano, o BB não pretende fazer uma nova rodada de incentivos a aposentadoria e já fechou um acordo coletivo para o aumento de salário no período.

Apesar da economia bilionária, o banco ainda prevê cortes de custos recorrentes na ordem de R$ 750 milhões.  Ele pretende alcançar o valor com renegociações de contratos de aluguel e segurança nas agências, serviços de terceiros e custos com transportes de valores. No ano passado, já conseguiu reduzir as despesas com isso em R$ 82 milhões.

Em sua reestruturação, o banco já fechou 274 agências e até o final de março, mais 128 serão fechadas.

Guidance

O Banco do Brasil apresentou suas metas para o ano de 2017. O lucro líquido deverá ser entre R$ 9,5 e R$ 12,5 bilhões, contra R$ 8 bilhões em 2016.

A carteira de crédito deverá crescer entre 1% e 4%, impulsionada principalmente pelo agronegócio.

A carteira voltada a grandes empresas continuará caindo de acordo com as previsões do banco, por conta da crise econômica. No ano passado, essa carteira caiu 19,2%, por conta do grande número de pedidos de recuperação judicial.

Digital

Com a redução de funcionários e fechamento de agências, o Banco do Brasil está buscando formas de fazer mais com menos. Uma maneira é a expansão de seus serviços digitais.

Cerca de 1,3 milhão de clientes já é atendido por agências digitais. Para 2017, o plano é que esse número chegue a 1,8 milhão de clientes estilo digital e exclusivo digital.

Hoje, 65% de todas as transações do banco são feitas pelo aplicativo mobile ou por um computador. Em 2016, o celular foi responsável por 10,7 bilhões de transações, 53% a mais do que no ano anterior.

A mudança não apenas corta a fila de espera em bancos, mas também impulsiona o balanço da empresa. Ao trocar o físico pelo virtual, os gerentes podem atender até 35% mais clientes e a rentabilidade melhora de 20% a 44%, diz a instituição.

Por essa razão, o BB está criando soluções digitais, como o aplicativo Ourocard, a possibilidade de renegociar dívidas e até financiar um carro pelo smartphone.

Pela Conta Fácil, totalmente virtual, é possível abrir uma conta em 7 minutos, em comparação aos 53 minutos para o mesmo procedimento em uma agência. O custo dessa modalidade também é 24 vezes menor do que uma conta normal.

A expectativa é que 1,8 milhão de contas sejam abertas pelo aplicativo em 2017.

Fonte: Exame.com

BB espera fechar R$ 1 bi em negócios no Show Rural

Publicado em: 08/02/2017

O Banco do Brasil espera realizar R$ 1 bilhão em negócios durante o Show Rural Coopavel, feira que será realizada entre 6 e 10 de fevereiro, em Cascavel (PR). Em comunicado, a instituição promete atenção “especial” no financiamento de máquinas e implementos agrícolas e caminhões.

“O modelo engloba o envio das propostas de financiamento feitas pelas revendas fornecedoras ao banco pela internet. A iniciativa reduz o prazo de liberações dos recursos em até 80%”, garante a instituição, em nota.

Uma das apostas está em uma linha lastreada em recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). No mercado desde 20 de janeiro, possibilita a aquisição de máquinas e equipamentos novos ou usados, importados ou fabricados no Brasil. As taxas de juros variam de 11,25% a 12,75% ao ano, com prazo de até 60 meses para quitação.

A feira servirá de plataforma para outra estratégia do Banco do Brasil: a antecipação do pré-custeio para compra de insumos da safra 2017/2018. Uma linha de crédito de R$ 12 bilhões foi lançada no dia 19 de janeiro.

Para os médios produtores, as taxas são de 8,5% ao ano, com valor máximo de R$ 1,5 milhão. Para os demais, a taxa é de 9,5% ao ano com teto de até R$ 3 milhões por operação. Mas se o produtor tiver tomado crédito a recursos controlados, isso é descontado do limite.

Já os produtores que se utilizaram todo o teto de recursos direcionados, a taxa é de 11,55% e 12,75% ao ano, sem limite de valor financiável.

Fonte: Globo Rural