Aumento de incertezas deve marcar resultados dos grandes bancos do país

Publicado em: 29/04/2026

A temporada de balanços dos bancos no primeiro trimestre de 2026 deve trazer uma continuação das tendências vistas nos últimos períodos, embora incertezas comecem a se acumular. Há dúvidas sobre até onde vai um movimento de piora na inadimplência que se consolidou nos últimos meses e sobre os impactos macroeconômicos da guerra no Irã – e os casos de grandes empresas em dificuldades também podem elevar as provisões dos bancos. Além disso, o cenário eleitoral deve começar a ganhar mais peso e as divulgações ocorrem no momento em que o governo finaliza um novo programa de renegociação de dívidas.

Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander devem ter um lucro consolidado de R$ 26,5 bilhões no período de janeiro a março. Em se concretizando esse número, seria uma queda de 7,6% em relação ao quarto trimestre e de 6,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2024. Como tem acontecido nos últimos trimestres, o BB puxa a média para baixo, pressionado pelo agronegócio. Sem ele, o lucro consolidado seria de R$ 23,0 bilhões, com altas de 0,3% e de 10,3%, na mesma comparação.

Enquanto Itaú pode seguir renovando recordes, Bradesco e Santander mantêm uma toada de recuperação. A filial do banco espanhol abre a temporada com a divulgação dos números amanhã, antes da abertura dos mercados, e anunciou recentemente que Gilson Finkelsztain deve assumir como novo CEO em julho, em substituição a Mario Leão.

“Qualidade de ativos será o grande tema do trimestre, que tem sazonalidade negativa”, dizem analistas do J.P. Morgan

Para Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, os números que serão acompanhados com mais atenção serão os de inadimplência e provisões para devedores duvidosos (PDD). “Temos um ciclo de inadimplência que deve pesar, tanto no agro, que afeta mais o BB, quanto entre grandes empresas. Tivemos várias recuperações judiciais e outros nomes grandes com dificuldades, então precisamos ver como esses casos devem transitar pelos balanços dos bancos.” Um dos casos com maior potencial de impacto é Raízen, já que até poucos meses a empresa tinha ratings relativamente bons e, assim, é bem provável que o nível de provisionamento dos bancos fosse pequeno.

Os analistas do J.P. Morgan também apontam que a qualidade dos ativos será o grande tema do trimestre. Eles lembram que há uma sazonalidade negativa no primeiro trimestre, mas os investidores vão tentar entender se isso é só um “soluço” ou uma tendência mais firme de deterioração. “De acordo com nossas discussões, a preocupação dos investidores é generalizada em relação a diferentes produtos: cartões de crédito, empréstimos pessoais, PMEs, corporate, linhas rurais, entre outros. Curiosamente, ainda não observamos um quadro claro de deterioração nos dados do Banco Central nos últimos meses.” O Citi vai na mesma linha: “Esperamos que os bancos brasileiros apresentem um trimestre menos favorável, impulsionado por uma combinação de fatores sazonais adversos – que impactam a margem financeira (NII) com clientes, as provisões e os empréstimos inadimplentes em estágio inicial – e por maiores provisões, refletindo casos específicos de grandes empresas”.

No agro, como muitos créditos da safra 2024/2025 ainda vencem no primeiro semestre, a perspectiva é que a qualidades dos ativos siga bastante pressionada. Na semana passada, durante encontro anual com investidores, o BB – que tem maior exposição ao setor – deixou claro que a trajetória de recuperação deve ter altos e baixos. “Falando de forma muito transparente, acho que vocês perceberam durante todas as falas [do evento] que 2026 para nós será um ano de reestruturação, de retomada de crescimento. Não vai ser um ano fácil”, admitiu a presidente Tarciana Medeiros.

O BB anunciou que renegociou R$ 36,5 bilhões no âmbito da medida provisória (MP) 1.314, que ajudou produtores afetados por eventos climáticos. Desse total, apenas 2,5% vencem em 2026. O problema, segundo analistas, está na carteira prorrogada do agro, de R$ 64,5 bilhões, sendo que 36% vencem neste ano. Para os analistas do Bank of America (BofA), os resultados do BB podem ficar abaixo das previsões, “principalmente devido a encargos com provisões piores do que o esperado, uma vez que os dados do BC mostram uma deterioração contínua dos empréstimos inadimplentes no agro”.

O Santander também tem uma exposição relativamente substancial ao agro e está em meio a uma transição de comando. Para os analistas da XP, o banco deve entregar um trimestre um pouco mais fraco do que o anterior, reflexo da postura mais seletiva no crédito, “principalmente em cartões de crédito de baixa renda, agronegócio e PMEs”. Para o Goldman Sachs, há risco de surpresas negativas em PDD, considerando a exposição do banco a casos no atacado. “Projetamos uma expansão sequencial na margem financeira, apesar da pressão contínua na margem com mercado, que deve melhorar gradualmente ao longo do ano.”

No caso do Bradesco, a expectativa de analistas é de crescimento no lucro no comparativo trimestral e anual. Na avaliação do Safra, os segmentos de PME e pessoa física devem continuar sendo os principais impulsionadores do crescimento da carteira de crédito. A margem ajustada ao risco deve permanecer estável ante o trimestre anterior. “Quanto ao segmento de seguros, esperamos contribuições quase estáveis tanto da receita operacional quanto da receita financeira, resultando em um crescimento de 7% em relação ao ano anterior.”

O Itaú, por sua vez, poderia renovar o recorde de lucro mesmo com a sazonalidade negativa do primeiro trimestre e com a antecipação de dividendos feita pelo banco. O consenso dos analistas é de leve baixa trimestral de 0,2%. “Embora tenhamos revisado ligeiramente para baixo nossas estimativas para o primeiro trimestre do Itaú, isso se deve principalmente à antecipação de pagamento de dividendos, juntamente com a sazonalidade, e não a qualquer deterioração nas tendências subjacentes, mantendo nossa visão construtiva inalterada. […] Em nossas conversas com investidores, o Itaú continua sendo uma posição central em diversos portfólios, tanto entre investidores locais quanto estrangeiros”, dizem os analistas do Santander CIB.

Utsch, da Nero, lembra que as ações dos bancos brasileiros subiram muito nos últimos meses e que, se houver alguma decepção com os resultados, isso pode gerar uma correção nos papéis. “Tivemos um rali da bolsa muito pautado pelo investimento estrangeiro, e não exatamente pelos fundamentos das companhias. Então a régua, a base de comparação de preço, subiu muito.” Ele aponta que o Bradesco talvez seja ainda mais suscetível a uma eventual correção se os resultados não animarem, porque o papel chegou próximo dos picos vistos em 2019 e o banco ainda não entregou toda a recuperação que se espera.

O gestor lembra que o cenário macro também traz incertezas, com os impactos da guerra do Irã nos preços do petróleo e, consequentemente, na inflação e nas decisões de política monetária do BC. Para ele, a eleição presidencial ainda não é uma tema que tem feito muito preços nas ações de bancos. Utsch também não acredita que o novo programa de renegociação de dívidas que deve ser lançado pelo governo nos próximos dias terá um efeito nos resultados das instituições financeiras. “Se tiver algum impacto, vai ser muito marginal, não muda o ponteiro. Além disso, o programa gera alguma preocupação com a questão fiscal [se o governo fizer um aporte grande no Fundo de Garantia de Operações, o FGO], então isso pode afetar o humor do investidor, e nem está claro se o efeito líquido de tudo isso seria positivo para as ações dos bancos.”

Além dos quatro grandes bancos incumbentes, o Nubank deve ter lucro de US$ 910 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões) no primeiro trimestre. O Bradesco BBI diz que a qualidade dos ativos deve seguir o padrão sazonal tradicional e que o índice de eficiência tende a ficar basicamente estável. Assim, coloca o Nubank entre seus nomes preferidos para a temporada do primeiro trimestre. Na visão dos analistas do BofA, “a expansão do crédito deverá permanecer robusta, impulsionada principalmente pelo uso dos recentes aumentos nos limites de cartões de crédito no Brasil e pela aceleração no México, enquanto o crédito garantido deverá ser limitado por recentes mudanças regulatórias que afetaram a antecipação do FGTS”.

Fonte: Valor Econômico

O que esperar dos balanços dos bancos no terceiro trimestre?

Publicado em: 01/11/2024

A temporada dos balanços do terceiro trimestre já começou, mas desde o dia 29 de outubro que o noticiário corporativo começa a esquentar para valer. É que o Santander (SANB11) dá o pontapé inicial nas divulgações dos grandes bancos brasileiros. E a estrela do show deve ser a saúde da carteira de crédito das instituições.

Ainda é cedo para entender o quanto o aumento da Selic, feita em meados de setembro, irá afetar o Santander, Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11), mas o mercado espera que seja possível antecipar o impacto dos juros altos em suas carteiras de crédito.

Para os analistas do Bank of America, a expectativa é que os bancos entreguem números robustos — com uma média de crescimento de 14% no comparativo anual. O impulso deve vir principalmente da melhora das margens financeiras (NIIs) e uma estabilidade na qualidade das carteiras de crédito.

Apesar disso, há perguntas a serem respondidas diante da nova realidade que precifica uma Selic perto dos 13% ao ano em 2025 e todos os bancos devem — em maior ou menor grau — aumentar as suas provisões contra calotes. Para o BofA, é preciso olhar de perto a evolução das margens diante dos juros altos, o aumento da inadimplência rural — após um trimestre marcado por diversos pedidos de recuperação judicial no setor agropecuário — e a velocidade do oferecimento de crédito.

O Itaú BBA vê todos os grandes bancos em posição para apresentarem números positivos, apesar das dúvidas com relação a linhas de crédito específicas.

Confira as principais projeções para o setor bancário:

Santander (SANB11)

Para o BofA, o Santander deve ser a instituição com o melhor múltiplo de crescimento anual, mas com desaceleração da carteira de crédito, principalmente nas linhas voltadas para grandes empresas.

A Genial Investimentos acredita que a melhora na rentabilidade deve ter um ritmo mais lento do que os vistos nos trimestres anteriores. Já a carteira de crédito deve seguir com um crescimento cauteloso, uma postura adotada diante do cenário de juros mais altos.

“Acreditamos que o Santander deve acelerar a concessão de crédito em produtos de maiores spreads, como cartões, PMEs e Financeira, especialmente após o processo de limpeza da carteira de crédito realizado nos últimos trimestres”, apontam os analistas da Genial.

Consenso de mercado:

Receita líquida: R$ 20,52 bilhões

Lucro líquido: R$ 3,5 bilhões


Bradesco (BBDC4)

Após uma série de resultados decepcionantes, os analistas estão atentos aos sinais de recuperação da lucratividade do Bradesco e a abordagem cautelosa da instituição ao seu mix de crédito.

Enquanto o BofA vê o Santander como melhor candidato no comparativo anual, o Bradesco deve se destacar na base trimestral com uma “melhora gradual” da receita, ainda que as receitas de tarifas e as despesas se manterão em um ritmo semelhante ao do trimestre anterior. Para a Genial, já é possível ver avanços no plano estratégico do banco para a retomada do crescimento e rentabilidade.

“Acreditamos que o processo de reestruturação do banco levará tempo, e que a maior parte dos resultados positivos será capturado em 2025 e 2026. Para o próximo ano, projetamos um lucro líquido de R$ 23,77 bilhões”, explicam.

Uma das principais surpresas positivas pode ser a reversão das provisões feitas no início de 2023 no caso das Americanas. No caso do Bradesco, o total é de R$ 4,8 bilhões. “Dado o momento de reestruturação do Bradesco, esperamos que o valor revertido seja utilizado para a realização de provisões de crédito adicionais”, apontam os analistas da Genial.

Consenso de mercado:

Receita líquida: R$ 30,9 bilhões

Lucro líquido: R$ 5,06 bilhões
Banco do Brasil (BBSA3)

Apesar dos números robustos nos últimos trimestres, o Banco do Brasil está sob uma sombra indesejada no terceiro trimestre — líder em linhas de crédito rural, o BB está pressionado pelo grande número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio, afetando a carteira e a qualidade dos empréstimos

O Plano Safra, linha de financiamento para a atividade agrícola, foi adiado para o início de setembro e só deve começar a mostrar resultados no quarto trimestre. Além disso, dados de crédito do Banco Central mostram uma piora na inadimplência no segmento agro.

Com os problemas do agronegócio, os olhares estarão voltados para o volume de provisões que o banco fará para se prevenir de calotes expressivos em suas linhas rurais de crédito.

Consenso de mercado:

Receita líquida: R$ 36,3 bilhões

Lucro líquido: R$ 9,3 bilhões


Itaú (ITUB4)

Para o Itaú, a expectativa é que os resultados apresentem as mesmas características dos últimos trimestres — um crescimento robusto, com margens saudáveis e inadimplência sob controle.

Segundo os analistas do JP Morgan, o banco pode ser considerado uma escolha defensiva dentro do setor bancário.

Consenso de mercado:

Receita líquida: R$ 42,2 bilhões

Lucro líquido: R$ 10,3 bilhões

Fonte: Forbes

Prévia de balanços: Banco do Brasil e BTG Pactual devem ser os destaques do 3T22

Publicado em: 28/10/2022


A temporada de resultados do 3T22 para o setor financeiro começa nesta semana. Entre os bancos, a nosso ver, Banco do Brasil, BTG Pactual e Itaú devem ser os principais destaques positivos.

Tratando das instituições que não são bancos, esperamos que a BB Seguridade e a Cielo apresentem os resultados mais fortes, enquanto o IRB Brasil RE pode decepcionar mais uma vez.

Esperamos que o Banco do Brasil apresente resultados muito fortes no 3T22, com boa evolução da renda líquida com juros e expansão do lucro líquido das empresas investidas. O lucro líquido do Banco do Brasil deve avançar para o topo de seu guidance revisado.

O Itaú Unibanco deve continuar a apresentar bons resultados, mantendo seu bom momento de resultados, especialmente no negócio de crédito, sustentando uma forte rentabilidade financeira junto aos clientes. Esperamos que o lucro cresça 19% no ano, mantendo o ROAE na marca de 21%.

O BTG Pactual também deve apresentar bons resultados no 3T22, apoiados pelo desempenho consistente da gestão de patrimônio e ativos e empréstimos corporativos e ventos favoráveis da alta da taxa Selic na linha de juros e outros.

O Bradesco deve apresentar resultados medíocres, em função de uma renda líquida com juros ainda negativa com o mercado e uma pequena deterioração na qualidade do crédito.

Por outro lado, o Bradesco deve continuar reportando uma boa recuperação do Negócio de Seguros (principalmente dos resultados operacionais).

Também esperamos que o Santander reporte contratempos de renda líquida com juros com o mercado e altos níveis de inadimplência, enquanto o desempenho de sua carteira de crédito pode continuar abaixo de seus principais pares privados, levando seu lucro líquido a registrar uma ligeira queda em relação ao ano anterior.

Entre os bancos de médio porte, o Banco Pan pode apresentar resultados medíocres principalmente sobre a inadimplência ainda elevada.

O Banrisul pode apresentar números fracos, com resultado inferior, mesmo considerando eventos não recorrentes (de provisões cíveis e trabalhistas).

Entre as Seguradoras, a BB Seguridade deve apresentar outro resultado muito bom, após forte desempenho em prêmios emitidos (rural e prestamista), suportando também receitas de corretagem e normalização de sinistros.

A Porto poderá apresentar melhores números no segmento de seguros de automóveis, com prémios crescendo fortemente, sinistralidade com ligeira melhoria na comparação trimestral e alguma recuperação nos resultados financeiros líquidos.

Do lado negativo, o IRB deve apresentar resultado negativo, impactado por um índice de sinistralidade muito alto (especialmente de Prejuízos Rurais).

Esperamos um desempenho positivo para a Cielo, que deve continuar melhorando seus resultados, em suas duas divisões: Cielo Brasil (com melhora do MDR) e Cateno (com bons volumes transacionados). Além disso, projetamos o crescimento de lucro líquido para a Cielo de 8% na comparação anual.

Em relação à B3, ela pode continuar apresentando resultados medíocres, refletindo o desempenho mais fraco do segmento de ações listadas (que refletiu menor valor de mercado das ações listadas), levando o lucro líquido a apresentar uma ligeira queda na comparação anual.

Fonte: Safra

 

BB e Itaú são ações preferidas dentro do setor após safra de balanços

Publicado em: 20/02/2019


Após o fim da safra de balanços dos grandes bancos relativos ao quarto trimestre de 2018, o Banco do Brasil e Itaú Unibanco são as ações mais recomendadas pelos analistas. O Itaú entrou nas carteiras de três corretoras, e o Banco do Brasil foi inserida em uma recomendação, e está presente em outras três.

O BB é a top pick da Planner Corretora para o setor bancário. Para o analista Victor Figueiredo, os pontos positivos do banco público apresentados no balanço do quarto trimestre foram a redução das provisões contra créditos de liquidação duvidosa (PDD), com inadimplência em queda, o aumento das receitas de serviços, despesas alinhadas com a inflação, melhora da rentabilidade e boas perspectivas para 2019.

Segundo Figueiredo, todos os bancos devem gerar resultados melhores neste ano, mas os maiores crescimentos devem ser registrados por BB, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander, nesta ordem.

A Guide Investimentos incluiu o Banco do Brasil na sua carteira recomendada, retirando Petrobras PN da lista. A corretora afirma que segue confiante com o banco para este ano. “Os últimos resultados operacionais têm superado a expectativa do mercado, mostrando uma contínua recuperação da qualidade da carteira de crédito, além do eficiente controle das despesas administrativas e crescimento das rendas de tarifas, reflexo do maior consumo de produtos e serviços”, diz a Guide.

Para Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, a melhor aposta para este ano entre os grandes bancos também é o BB. Ele cita a estratégia do governo de enxugar as estatais que não serão privatizadas.

No entanto, para a próxima semana, o banco que faz parte da carteira da Mirae é o Itaú Unibanco. Além de citar os números dos últimos três meses do ano passado, a corretora lembra que o banco pagará Juros sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 0,7494 por ação, para quem estiver na base de acionistas até a próxima quinta-feira (21). Para 2019, a Mirae espera uma “melhora relevante na margem financeira com clientes”, depois do banco anunciar um guidance de crescimento entre 9,5% e 12,5% neste indicador.

A Terra Investimentos também colocou Itaú Unibanco PN em sua carteira. A corretora cita, entre os motivos para inserir a ação nas recomendações, a melhora nos resultados de seguros de autos e residências, a distribuição de proventos, e a capacidade de alavancagem por conta da alta liquidez.

Além de Itaú Unibanco, entraram na carteira da Terra Petrobras PN e Raia Drogasil ON, com as saídas de Braskem PNA, Marfrig ON e Klabin Unit. A Mirae manteve somente Pão de Açúcar PN em relação à última semana, e além de Itaú Unibanco PN, entraram na carteira recomendada Marcopolo ON, Petrobras PN e Ultrapar ON.

A Planner fez uma troca em sua carteira, retirando Iochpe Maxion ON e colocando Vale ON. O Modalmais trocou toda sua carteira, com as saídas de Itaú Unibanco PN, Petrobras PN, Lojas Renner ON, B3 ON e Porto Seguro ON, com as entradas de Itaúsa PN, BB Seguridade ON, Pão de Açúcar PN, Iguatemi ON e Minerva ON. A Nova Futura também trocou todas as ações, tirando Cesp PNB, Vale ON, Porto Seguro ON, Lojas Marisa ON e Smiles ON, com inclusão de Camil ON, Embraer ON, Gerdau PN, Petrobras PN e Ultrapar ON.

Termômetro

A perspectiva de alta para o Ibovespa cresceu na pesquisa do Termômetro Broadcast Bolsa, que tem por objetivo captar o sentimento de operadores, analistas e gestores para o comportamento do índice na semana seguinte. Entre 30 participantes, 60,00% acreditam em avanço das ações, ante 50,00% no levantamento da semana passada, enquanto a previsão de baixa oscilou de 26,32% para 26,67%. A fatia dos que esperam estabilidade caiu de 23,68% para 13,33%. A Bolsa teve ganho semanal de 2,29%.

Na próxima semana, um dos pontos altos da agenda doméstica é a entrega ao Congresso pelo Executivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a reforma da Previdência marcada para quarta-feira, dia 20, quando também serão conhecidos os detalhes do texto. Entre os indicadores, o destaque é o IPCA-15 de fevereiro, na quinta. Ainda sem data definida, estão previstos o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da arrecadação. Na B3, a semana começa com exercício de opções sobre ações já na segunda-feira (18). A temporada de balanços do quarto trimestre tem sequência, com resultados de empresas como a própria B3, Pão de Açúcar, Fibria, Gerdau, Magazine Luiza, Natura e Via Varejo.

No exterior, haverá a divulgação de uma série de indicadores econômicos na Europa, entre eles o PIB da Alemanha e a inflação na zona do euro. A ata da reunião do Federal Reserve, na quarta-feira, também atrairá as atenções. “A ata pode trazer mais detalhes sobre os próximos passos da condução da política monetária. Para este ano, não esperamos alteração da taxa de juros nos EUA”, afirmam os economistas do Bradesco, em relatório. São esperados, ainda, discursos de vários diretores regionais do Fed nos próximos dias. Na segunda-feira, os mercados em Wall Street estarão fechados em razão do feriado do Dia do Presidente.

Fonte: IstoÉ Dinheiro