Fundos de pensão terão adesão obrigatória: é bom para a aposentadoria?

Publicado em: 29/02/2024

Empresas e órgãos públicos poderão incluir seus funcionários em um fundo de pensão de forma automática — essa foi a decisão tomada pelo órgão regulador desse tipo de investimento, o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) no início do ano. A decisão entrará em vigor a partir da publicação no Diário Oficial, o que deve acontecer nos próximos dias, afirmou Jarbas de Biagi, diretor-presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Mas a nova regra não vale para todos os fundos de pensão ou todos os trabalhadores. Entenda:

O que mudou

A partir de agora, além da adesão convencional, os funcionários podem ser incluídos em um fundo de pensão de forma automática.

Adesão automática é apenas para novos funcionários. A mudança não vale para trabalhadores já contratados. Quando a regra entrar em vigor, os contratantes poderão tomar a iniciativa de incluir os novos funcionários em um fundo de pensão de forma automática, fazendo o desconto na folha de pagamento.

Funcionários poderão pedir para sair do fundo. Quem quiser sair do fundo contratado de forma automática terá 120 dias para fazer esse pedido, e receberá de volta o valor descontado, com correção.

Adesão vale apenas para planos patrocinados. Os planos patrocinados são os que também contam com contribuição do contratante. Para ter adesão automática, a contribuição do contratante deve ser de, pelo menos, 20% do valor total de contribuição.

Modalidades serão previstas em regulamento. A implementação da modalidade de adesão automática deve ser prevista no regulamento dos planos fechados de previdência complementar. Cada fundação previdenciária deve decidir sobre as modalidades disponíveis: convencional e/ou automática.

Adesão automática já existia para funcionários públicos. Agora, a adesão pode ser feita por empresas privadas. Anteriormente, essa medida era aplicada apenas aos planos de benefícios dos servidores públicos. Quando entrou em vigor para esse público, a taxa de adesão subiu de 8% para 88% e a arrecadação mensal das contribuições cresceu de R$ 10 milhões para R$ 150 milhões.

Medida pode acrescentar 500 mil novos participantes aos fundos. A estimativa considera aqueles atualmente empregados em empresas que oferecem planos de benefícios, mas que ainda não são participantes.

O que é um fundo de pensão e como funciona

O que é conhecido como fundo de pensão é um sistema complementar de previdência privada, que funciona de forma fechada, gerido por empresas ou associações. São parecidos com os planos de previdência privada aberta (PGBL ou VGBL), e têm tributação de forma progressiva ou regressiva, com alíquota entre 35% e 10%. Também pode ter níveis de risco diferentes, mais conservador, moderado ou arrojado, por isso o investidor deve prestar atenção às informações no contrato do fundo.

Veja algumas vantagens e desvantagens dos fundos de pensão:
Vantagens:

  • Desconto em folha incentiva a poupança para o futuro. Por ser um desconto feito na fonte, não há possibilidade de o investidor esquecer ou deixar de fazer o aporte.
  • Aporte da patrocinadora é um dinheiro extra. “Esse valor aumenta o capital do participante do fundo. Estes aportes chegam a 100% em algumas empresas e é um dinheiro que, de outra forma, o funcionário não receberia”, explicou a especialista em investimentos Anna Luisa Carvalho.
  • Sucessão patrimonial. Em caso de falecimento do contribuinte, o capital acumulado vai para os beneficiários sem necessidade de inventário.
  • Desvantagens:
  • Caso o rendimento dos fundos fique negativo, os participantes podem ser chamados a repor as perdas: “os ativos (que estão contribuindo) veem seu saldo acumulado menor e podem ter descontos em folha maiores que os contratados inicialmente; já os aposentados podem ter sua renda complementar reduzida”, afirmou Carvalho.
  • Risco de corrupção. De acordo com levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), a maioria dos fundos de pensão têm suscetibilidade alta ou extrema a riscos de integridade, ou seja, risco de corrupção.
  • Gestão menos transparente e mais difícil de ser acompanhada do que os planos de previdência privada aberta.

  • Quais os maiores fundos de pensão?

São 8 milhões de pessoas na previdência complementar. Atualmente, os fundos de pensão contam com 2,97 milhões de participantes ativos (contribuintes), 879 mil aposentados e pensionistas, além de 4,2 milhões de dependentes, totalizando aproximadamente 8 milhões de pessoas dentro da Previdência Complementar Fechada. As Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs) pagam anualmente cerca de R$ 90 bilhões em benefícios, segundo a Abrapp.

Sistema representa 12% do PIB. Previdência Complementar Fechada têm principais missões, informou a Abrapp: melhorar a qualidade de vida dos brasileiros na aposentadoria e ser a principal fonte de investimentos de longo prazo necessários para o país. “O sistema representa aproximadamente 12% do Produto Interno Bruto (PIB) e com patrimônio total de R$ 1,22 trilhão em ativos, desempenhando um papel essencial no crescimento econômico do país”, afirmou o presidente da entidade.

Maiores fundos de pensão são públicos como Previ, Petros, Funcef, Forluz e Real Grandeza. Os 10 maiores fundos de pensão do Brasil em patrimônio, com base nos dados de investimentos mais recentes disponíveis, que correspondem ao 3º trimestre de 2023 são: Previ/BB (ativos: 273.969), Petros (ativos: 126.990), Funcef (ativos: 111.315), Funcesp (ativos: 49.346), Itaú Unibanco (ativos: 32.292), Valia (ativos: 30.421), Banesprev (ativos: 28.920), Sistel (ativos: 22.465), Forluz (ativos: 20. 872) e Real Grandeza (ativos: 18.524).

Fundos de pensão oferecem menos opções. O Sistema de Previdência Privada Complementar tem atualmente 271 Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs), termo técnico para os fundos de pensão, que administram aproximadamente 1.200 planos de previdência privada. Em comparação, a previdência privada aberta conta com mais de 3 mil fundos de diferentes gestoras e seguradoras.

Fonte: Uol

Economus Futuro e a revisão de custeio: março a maio de 2024

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Conforme definido no regulamento do Plano, a cada trimestre, são realizados estudos técnicos que analisam o equilíbrio financeiro do Economus Futuro. O objetivo é assegurar a sua sustentabilidade e a manutenção da qualidade dos serviços oferecidos aos nossos beneficiários, observando o comportamento das despesas, da movimentação e da reserva de capital sob risco.

No último estudo, que considerou os resultados obtidos no ano de 2023, foi constatado um desequilíbrio financeiro gerado pelo aumento das despesas em decorrência da maior utilização e da variação da inflação médica, assim como pela saída de beneficiários.

Portanto, ao observar os resultados apontados pelo estudo técnico, foi aprovado ajuste no valor da cota, com validade para o trimestre de março a maio/2024, que passa de R$ 414,19 para R$ 463,98, uma variação de 12,02%.

O Economus Futuro teve o seu início de atividades em março de 2022, como alternativa para a manutenção da assistência à saúde aos aposentados. Desde o início, a prioridade foi o equilíbrio financeiro, tendo o plano as seguintes características: coletivo por adesão; preço pós-estabelecido, individual e por faixa etária; e revisão trimestral do valor da cota.

Fatores como número de beneficiários, despesas, arrecadação, inflação médica, faixa etária do grupo, entre outros são pontos importantes na análise de sustentabilidade do plano. A necessidade do ajuste se deve às condições atuais do Economus Futuro, que não apresentou as condições necessárias para a manutenção do valor de cota.

O Economus reforça o seu compromisso com a eficiência na gestão e a busca por soluções que assegurem a manutenção da cobertura assistencial aos beneficiários.

Fonte: Economus

Conselho de Usuários da Cassi promove debate com candidatos à diretoria nas Eleições 2024

Publicado em: 22/02/2024

No dia 21 de fevereiro, o Conselho de Usuários da Cassi de São Paulo, com apoio técnico da AGEBB, promoveu um debate entre os candidatos que encabeçam as chapas à Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes nas Eleições Cassi 2024. Dos três concorrentes, Fabiane Campos Vale Jerke (Chapa 02: Somos Cassi) não participou por motivos de saúde (ela contraiu dengue) e foi representada pelo candidato ao Conselho Fiscal, Edson Xavier.

Os demais candidatos, Cristiana Silva Rocha Garbinatto (Chapa 04: Em Defesa da Cassi Solidária) e Alberto Alves Junior (Chapa 06: Cassi para os Associados), participaram ativamente do debate, que durou cerca de duas horas e foi transmitido pelo canal da AGEBB no YouTube.

Foi, como já havia destacado Thiago Eloi Onofre, coordenador do Conselho de Usuários da Cassi no Estado de São Paulo, uma ótima oportunidade para que os usuários pudessem conhecer os candidatos e suas propostas de trabalho.

As Eleições Cassi 2024 acontecem de 15 a 25 de março, e os eleitos terão mandatos de 3 de junho de 2024 a 31 de maio de 2028.

Perdeu o debate? Clique aqui para acompanhar na íntegra a transmissão realizada no dia 21 de fevereiro.

O que explica a queda de BBAS3 após lucro recorde do BB em 2023?

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À primeira vista, o Banco do Brasil (BBAS3) deveria ter animado seus acionistas após o balanço do 4T23. O BB registrou lucro líquido de R$ 9,4 bilhões no período, o que resultou em um lucro líquido ajustado de R$ 35,6 bilhões em 2023 – alta de 11,4% na comparação com 2022 e recorde histórico da companhia.

No entanto, o investidor que dormiu tranquilo viu as ações caírem 3,5% logo na abertura do mercado da última sexta-feira (9). Ao longo do dia, os papéis até ensaiaram uma recuperação, mas encerraram o pregão em baixa de 1,66%.

Segundo a analista Larissa Quaresma, da Empiricus Research, os principais destaques positivos do resultado foram a margem financeira com o mercado do Banco Patagônia, controlado pelo BB na Argentina, e a expansão da carteira de crédito.

Acontece que o resultado da tesouraria do banco argentino inclui variações cambiais sobre os títulos atrelados ao dólar, em um período de forte desvalorização do peso argentino.

“O que foi bom, na verdade, foi uma coisa muito incerta. O resultado da tesouraria é algo muito volátil e é considerado um componente de baixa qualidade no resultado. É claro que qualquer lucro é bem-vindo, mas é um lucro frágil”, avaliou.

Mas, para a analista, o que mais desagradou o mercado foi o aumento da inadimplência, que veio principalmente do atacado.

“A inadimplência de grandes empresas acelerou o ritmo de alta no momento em que a maioria dos bancos estão começando a ver a inadimplência cair. No BB observamos o contrário, com a inadimplência começando a subir forte, já no quarto trimestre”, apontou.

Por conta disso, o Banco do Brasil não atingiu o guidance de inadimplência no ano. “Passa uma sinalização ruim para o futuro, porque não vimos melhora nos índices de atraso, que são o indicador antecedente para a despesa de inadimplência”, afirmou Larissa.
Dentre os os pares do setor, analista prefere as ações do Itaú

Na visão da analista, embora as ações do BB não estejam caras, há receio sobre a performance futura do banco. O risco político, inclusive, ainda está no radar.

“Existe possibilidade de interferência política, seja no subsídio de taxas de empréstimo, seja forçando a concessão de empréstimos que não fazem sentido econômico para o banco”.

Neste contexto, a analista prefere as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) dentre os pares do setor na B3.

“O BB deu um guidance para 2024 que implica crescimento de 8% no lucro. É mais fraco que o do Itaú, que é de 12% implícito no guidance, o que acho conservador. Existe uma possibilidade relevante do Itaú superar essas expectativas. Apesar de ser uma ação mais cara, vejo como uma escolha melhor”, recomendou.
Itaú está entre as 10 melhores ações para comprar em fevereiro; veja quais são as outras

As ações do Itaú, inclusive, estão na lista da Empiricus Research das 10 melhores ações para investir em fevereiro.

Os papéis do banco saltaram 4,3% no pregão de quarta-feira (6), dia seguinte ao resultado do 4T23, considerado robusto pelos analistas.

Mas o banco não é o único com potencial de entregar bons retornos aos acionistas nos próximos meses. O portfólio recomendado pela Empiricus Research conta com outras 9 ações consideradas o filé mignon da bolsa.

São ações com alto potencial lucrativo, fundamentos interessantes pensando no longo prazo e algum gatilho de valorização em breve.

Fonte: Money Times

Vale a pena investir no Banco do Brasil (BBAS3) pensando em dividendos?

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Depois de ter lucrado R$ 9,44 bilhões no 4° trimestre de 2023 e alcançado um recorde de R$ 35,6 bilhões no ano passado, o Banco do Brasil (BBAS3) caiu nas graças dos analistas focados em dividendos, mesmo diante de uma possível desaceleração dos resultados em 2024.

O fato de o banco ter elevado o seu payout (parcela do lucro destinada a proventos) de 40% para 45% também animou os agentes de mercado. Pelas projeções (guidance) da instituição financeira, o Banco do Brasil espera ter um lucro líquido ajustado entre R$ 37 e R$ 40 bilhões em 2024. Nesta quarta-feira (21), é dia de Data Com do BBAS3 e mostramos como você pode ter uma renda de R$ 3 mil por mês com a estatal.

Para Sergio Biz, analista focado em dividendos e sócio do GuiaInvest, este guidance já sinaliza um lucro robusto, que mesmo no patamar mínimo de R$ 37 bilhões, proporcionaria dividendos atrativos para os investidores.

Biz destaca também a previsibilidade do banco, que vem apresentando resultados operacionais sólidos e balanços saudáveis. O analista elogia o fato de o banco anunciar um calendário com as datas e frequências das distribuições de proventos. “Esse nível de previsibilidade é difícil encontrar nas empresas listadas”, diz.

Recentemente, o Banco do Brasil divulgou um calendário com oito datas de pagamento – quatro antecipadas e quatro complementares no decorrer de 2024. Confira aqui.

Embora não seja muito significativo, Biz avalia como positivo o crescimento de 5% no payout para 45%. “Considerando um lucro líquido de R$ 37 bilhões em 2024 e payout de 45%, o banco poderia entregar dividendos de R$ 5,70 por ação”, calcula. Segundo o analista, levando em conta o preço atual da ação, o dividendo representaria um retorno (dividend yield) de 9,6%.

“É um dividendo extremamente interessante considerando a forte alta das ações em 2023”, pontua. Para Biz, o ideal é comprar as ações BBAS3 até o preço de R$ 56.

A previsibilidade nos resultados não é a única vantagem do banco estatal. Gabriel Duarte, analista da Ticker Research, destaca a exposição do banco a linhas de crédito resilientes, como é o caso do crédito consignado – onde o desconto do pagamento é feito da folha salarial do cliente. “É um crédito com baixíssimo risco, porque quando cai o pagamento do cliente o banco já desconta a dívida do salário da pessoa. E boa parte desse crédito é concedido a funcionários públicos, que possuem mais estabilidade”, afirma Duarte.

O analista também destaca a forte atuação do banco no agronegócio, um dos carro-chefe da economia brasileira. “Embora o setor traga volatilidade, afinal tem safra, mudanças climáticas e alguns percalços, quando o agronegócio vai muito bem, o banco também tem um bom desempenho”, pontua o analista.

Duarte diz ainda que o aumento de 5% no payout deve contribuir com um salto de 26% dos dividendos pagos em 2024, que podem chegar a R$ 5,84, se comparados com 2023, de R$ 4,63. “É um crescimento muito acima da inflação e mostra que o banco está de fato interessado em remunerar os seus acionistas, seja via dividendos ou recompra de ações”, aponta.

O analista da Ticker espera um dividend yield de 9,9% em 2024, podendo evoluir até 11%. Para garantir um bom retorno, recomenda aos investidores adquirir os papéis BBAS3 entre R$ 50 e R$ 60.

Na Genial Investimentos, a expectativa é de um dividend yield de 10,3% em 2024, com ventos favoráveis para a lucratividade do banco. Os analistas da casa acreditam que o Banco do Brasil estaria descontado diante dos pares, apesar do seu bom desempenho.

“Com um valuation (avaliação) atraente de 0,97 vezes P/VP (preço sobre valor patrimonial) e 4,3 vezes P/L preço sobre lucro, o Banco do Brasil segue negociado abaixo do seu valor patrimonial, apesar da rentabilidade acima de seu custo de capital”, observam.

A recomendação da Genial Investimentos é de compra, com preço-alvo (expectativa de valorização) de até R$ 64,90 em 2024.

Na Ágora Investimentos, a recomendação também é de compra, com preço-alvo de R$ 64 para 2024. Renato Chanes, analista da corretora, cita que o Banco do Brasil é o principal dividend yield do setor bancário para a casa, com projeção de um retorno em dividendos de 9% em 2024 e 10% em 2025. “A nossa perspectiva para o Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) do banco é de 20% nos próximos dois anos”, reforça.

Chanes destaca que existem alguns riscos de investir no Banco do Brasil, entre estes aspectos relacionados a safra agrícola. “Se houver uma queda de safra, isso pode reduzir a carteira rural e em consequência o resultado financeiro líquido (NII), o que poderia ter um impacto na política de dividendos”, pontua.

Outro ponto de atenção, na visão de Chanes, é o risco político na Argentina, dado que o banco estatal tem uma participação relevante no Banco da Patagônia, inserido em um ambiente de hiperinflação e desvalorização do peso argentino.

A nível local, o risco político brasileiro também pesa, com a desconfiança do mercado de possíveis interferências do governo federal. “Existe um temor que, por pressão do governo, o BB aumente a exposição a linhas de empréstimos menos rentáveis e mais arriscadas, o que poderia vir a detratar o seu spread”, destaca Milton Rabelo, analista do setor financeiro da VG Research.

Contudo, ele faz a ressalva, que não se constatou nenhuma tentativa de interferência muito clara por parte do governo em 2023. “A atual gestão do banco, chefiada pela CEO Tarciana Medeiros, executiva de carreira da instituição, tem passado muita confiança ao mercado, sinalizando compromisso com o crescimento e rentabilidade do Banco do Brasil”, avalia.

Para Rabelo, o banco vai entregar um dividend yield de 10% em 2024. A recomendação é comprar as ações BBAS3 até o preço de R$ 61,20. O analista reforça que as ações ainda seguem baratas.

Fábio Sobreira, analista da Harami Research, explica que se o banco quisesse distribuir todo o seu lucro em 2024, teria capacidade de pagar dividendos de quase 20%, o que comprova a sua robustez.

“A tendência do banco é de crescimento e diante a sua resiliência entendemos que faz todo sentido para uma estratégia de dividendos”, observa Sobreira, que espera um dividend yield de entre 7% e 8% em 2024. Para ele, vale a pena comprar as ações até o preço de R$ 60.

Em relação ao risco de intervenção política, Sobreira também acredita que cada vez o mercado acredita menos nisso, apesar de o banco ainda continuar tendo o desconto de uma empresa estatal e sendo negociado mais barato do que o próprio Itaú.

Fonte: E-Investidor

BB divulga lucro recorde, eleva payout e projeta bom 2024

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O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou a temporada de balanços dos “bancões” do quarto trimestre de 2023 com um lucro acima do esperado pelo mercado, de R$ 9,4 bilhões (3% além do consenso Bloomberg e da LSEG) e com a rentabilidade (ROE) atingindo um novo patamar, chegando a 22% (+1,2 ponto percentual na comparação trimestral). Em termos de lucro e rentabilidade, o BB ficou acima do Itaú (ITUB4) no trimestre, destacando-se novamente entre os incumbentes. Em 2023, o lucro cresceu 11,4%, para 35,6 bilhões, recorde histórico para o banco.

Para diversos analistas, contudo, o resultado não se apresentou como tão positivo como à primeira vista pode parecer. O Bradesco BBI avalia que o lucro superou as projeções principalmente por conta de um aumento significativo nos resultados do Banco Patagonia, com R$ 2,4 bilhões de lucro líquido (de R$ 1,3 bilhão no 3T23), fazendo com que a Margem Financeira Líquida (NII) ficasse 6,0% acima da sua estimativa, enquanto sua margem com clientes diminuiu sequencialmente no trimestre.

Com isso, e também com o mercado embolsando lucros após máximas, o papel BBAS3 fechou a sessão desta sexta-feira (9) em queda de 1,66%, a R$ 57,57. Porém, as perspectivas seguem positivas, ainda levando em conta o aumento do dividend payout (dividendo em relação ao lucro) para 2024 e o guidance sólido.

Voltando para o 4T23, “a margem financeira bruta teve uma ajuda por conta da variação cambial do Banco Patagônia, em que o Banco do Brasil tem participação. Houve um ganho não recorrente, por assim dizer, de variação cambial, não é algo da operação”, aponta Leonardo Piovesan, CNPI e analista fundamentalista da Quantzed. O número ainda foi bastante afetado pelo menor pagamento de impostos neste trimestre: a alíquota efetiva de imposto de renda foi de apenas 28%, bem menor que em trimestres anteriores (ao redor de 36%).

Além disso, as despesas de provisão do Banco do Brasil aumentaram significativamente no trimestre (+32,8% na comparação com o 3T23 e 38,5% acima do esperado pelo BBI) devido ao agravamento dos riscos no segmento corporativo/PME (pequenas e médias empresas).

A Genial também destaca o aumento considerável na provisão (PDD) devido a agravamentos de risco no segmento empresas e em outras provisões que incluem questões cíveis, fiscais e trabalhistas. Além disso, houve um aumento na inadimplência mesmo excluindo o efeito de Americanas. Com o resultado de margem financeira acima do guidance, o banco teve espaço para reforçar o balanço com provisões de crédito, principalmente para fazer frente a carteira de atacado, avalia.

Para o BBI, as despesas operacionais, por sua vez, surpreenderam positivamente, enquanto as taxas de serviço tiveram um desempenho fraco apesar da sazonalidade geralmente forte do 4T23. “Em nossa opinião, apesar de superar as projeções, os resultados do 4T23 do Banco do Brasil levantaram pontos importantes para reflexão sobre as principais tendências, como i) a relevância do Banco Patagonia em relação à rentabilidade do banco, ii) a qualidade do NII, spreads e portfolio, e iii) a qualidade dos ativos para empréstimos corporativos e rurais”, avalia o banco.

Notavelmente, aponta o BBI, o Banco Patagonia ganhou uma importância impressionante na rentabilidade do Banco do Brasil, representando 24,5% do lucro líquido consolidado deste último no 4T23 (de 13,6% no 3T23) e 16,7% do valor do ano de 2023 (vs. 9,4% em 2022). Além disso, observa que os spreads dos clientes contraíram (-50 pontos-base ante o 3T23), enquanto a qualidade dos ativos para o agronegócio e empréstimos corporativos apresentou deteriorações sequenciais. Houve, porém, melhoria sequencial dos índices de inadimplência do varejo.

A XP também ressalta que a inadimplência foi impactada mais uma vez por um “caso específico de uma empresa no segmento de grandes corporações que entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro de 2023”. Isso fez com que o índice de inadimplência acima de 90 dias subisse por mais um trimestre (+11 pontos-base ante o 3T23) para 2,92%. “No entanto, o BB continua com a menor inadimplência entre os bancos incumbentes. O Banco do Brasil informou que, sem esse impacto, o número teria sido de 2,75%. Portanto, o índice de Cobertura caiu para 196,7% (-2,4 pontos percentuais ante o 3T23), o que ainda consideramos saudável”, avalia a casa.

Ânimo continua

Além do resultado, a companhia ainda divulgou suas projeções para 2024 e também pagamento de proventos e mudanças para este ano, trazendo a perspectiva de um ano novamente forte que deve guiar as visões positivas do mercado. O lucro líquido ajustado do BB neste ano deve ficar entre R$ 37 bilhões e R$ 40 bilhões, de acordo com os guidances do banco. No ano passado, o resultado foi de R$ 35,6 bilhões, enquanto as projeções eram de resultado entre R$ 33 bilhões e R$ 37 bilhões.

Para a XP, o banco apontou números encorajadores que incluem um crescimento da carteira entre 8% e 12%, a maior meta entre os incumbentes. “O mais surpreendente é a projeção para o lucro líquido, apontando uma faixa de crescimento de 9,5% a 18%. Essas projeções podem levar a um aumento substancial em nossos números e no consenso”, avaliam os analistas.

O guidance para 2024, na visão da Genial, aponta para mais um ano de lucro robusto, mas com uma significativa desaceleração em relação a 2023. “Em nossas projeções, o meio do guidance está em linha com nossas projeções de algumas semanas atrás, resultando em um crescimento de aproximadamente 8,3% ao ano. Além do lucro ainda em níveis atrativos, o ROE deve se manter em patamares bem elevados próximo de 21%, competindo com o Itaú em rentabilidade”, avalia.

O banco também anunciou pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 2,38 bilhões e um aumento do seu dividend payout (dividendo em relação ao lucro do banco) de 40% para 45%, o que representaria um dividend yield (dividendo em relação ao preço da ação) de 10% para 2024, na projeção do Bradesco BBI.

O anúncio trouxe reações diversas dos analistas: a XP destacou que a elevação do payout foi “tímida”, enquanto o Citi apontou que a alta foi inesperada e pode ser um fator para um “re-rating” (ou reclassificação) das ações. “Os índices de capital seguem bem acima dos mínimos regulatórios, o que deu espaço para o banco aumentar o payout”, ressalta a Genial, que calcula que, com o novo payout de 45%, é estimado um dividend yield de 10,3%, um pouco melhor que os 9,2% com o payout antigo de 40%.

“Com ventos favoráveis para a lucratividade do banco, reiteramos nossa recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 64,90 para o final de 2024. Apesar do desempenho superior a seus pares, o banco estatal continua a ser negociado com desconto”, avalia a Genial. A XP também ressalta que, apesar do bom desempenho das ações no ano passado, ainda vê o banco com um desconto significativo, com uma avaliação atrativa de 5,1 vezes o preço sobre o lucro esperado para 2024, tendo recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 61 por ação para o final de 2024.

Na visão do Citi, apesar do 4T23 cheio de eventos não-recorrentes, as atenções devem ficar focadas em 2024. “Enquanto vemos o guidance do BB para NII como desafiador, acreditamos que o mercado deve receber bem a visão positiva reiterada pelo BB, levando a uma elevação das estimativas de consenso, que estão atualmente no piso do guidance. Além disso, o payout mais alto era uma requisição recorrente dos investidores, o que deve levar a uma reclassificação dos ativos”, reforça o banco, que recomenda compra com preço-alvo de R$ 74.

Fonte: Infomoney

Gestores que apostaram em impacto negativo de Lula no BB perderam rali de 76%

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O Banco do Brasil (BBAS3) deu aos acionistas um retorno de 76% no ano passado, provando que os investidores estavam errados em suas apostas de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia prejudicar o desempenho do segundo maior banco do país ao usá-lo para estimular a economia.

O BB foi o banco com melhor desempenho no Ibovespa (IBOV) em 2023, com um retorno total cerca de 30 pontos percentuais superior ao do Itaú Unibanco, o maior banco do país em ativos. A disparidade de desempenho deverá continuar neste ano, segundo analistas.

“O mercado penaliza demais o Banco do Brasil, sendo que o banco tem uma boa entrega de resultados e um retorno sobre o capital muito parecido com o de um banco privado de primeira linha”, disse Ricardo Peretti, estrategista de ações da Santander Corretora, em entrevista à Bloomberg News.

Durante sua campanha eleitoral, Lula prometeu combater a pobreza e trazer de volta a prosperidade que a maior economia da América Latina teve quando esteve na presidência do país no início do século.

Isso gerou temores entre os investidores de que o BB, com R$ 2,2 trilhões em ativos, pudesse ser utilizado para financiar muitos programas sociais e oferecer empréstimos subsidiados em excesso.

Até o momento, esses temores não se concretizaram.

Em 2023, o primeiro ano do terceiro mandato de Lula, o valor de mercado do Banco do Brasil aumentou R$ 59 bilhões, em grande parte pelo fato de ser o maior financiador do agronegócio.

“Nós encerramos o ano de 2023 com uma clara demonstração de que o mercado está começando a dar maior atenção ao valor do Banco do Brasil”, disse Geovanne Tobias, vice-presidente de gestão financeira e de relação com investidores do Banco do Brasil, em comunicado.

Tobias negou uma possível interferência política no banco e apontou que o avanço das ações foi resultado da ampla exposição ao setor agrícola e de apoio ao setor público.

O boom agrícola do ano passado ajudou a aumentar os lucros e a diminuir a inadimplência do banco, enquanto as altas taxas de juros de dois dígitos ajudaram a impulsionar a carteira de crédito.

O Banco do Brasil divulgou lucro líquido ajustado e retorno sobre o capital que superaram as estimativas no quarto trimestre. E, em fevereiro, o conselho da estatal aumentou o percentual de lucros a serem distribuídos aos acionistas neste ano, de 40% para 45%.

Mas é pouco provável que o impulso do setor agrícola continue. É esperada uma desaceleração no setor, assim como na economia brasileira como um todo. Isso levantou preocupações dentro do Banco do Brasil de que o preço de suas ações pudesse sofrer algum impacto, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que pediram para não serem identificadas.

A carteira de crédito para o agronegócio do Banco do Brasil está distribuída em todos os estados e regiões e não há concentração em culturas específicas, disse o banco em comunicado, acrescentando que os impactos tendem a ser variados, mas sem influenciar significativamente a carteira como um todo.

A perspectiva de um crescimento econômico mais fraco também alimenta receios persistentes de alguma interferência política no banco.

Durante o governo da presidente Dilma Rousseff, o Banco do Brasil forneceu bilhões de reais em créditos adicionais para pessoas físicas e pequenas empresas, o que contribuiu para o aumento da inadimplência e para queda das ações do banco, segundo analistas.

Mesmo assim, alguns analistas consideram que, ao servir como um importante fornecedor de crédito para a agricultura, o banco tem um amortecedor contra o impacto de uma economia mais fraca, devido à taxa de inadimplência baixa do setor.

“O Banco do Brasil tem uma carteira contracíclica”, disse Wesley Okada, chefe de análise de renda variável na gestora Ace Capital. “Quando o mercado está muito ruim, o banco tende a ir bem por causa da sua participação no rural.”

Gestoras, incluindo Legacy Capital e AZ Quest, mantiveram suas posições compradas – que apostam na valorização do ativo – após o rali, dizendo que as ações do banco podem subir em 2024 devido à sua exposição de crédito ao setor agrícola e seu retorno sobre o capital acima dos pares.

Agora que o Banco Central começou a reduzir juros, alguns analistas consideram que o Banco do Brasil – assim como todo o sistema bancário – se beneficiará ainda mais com a baixa inadimplência decorrente das taxas menores.

Com a flexibilização monetária em andamento, “a inadimplência das famílias diminui e a rentabilidade dos pagamentos melhora”, disse Murilo Marchioni, analista da AZ Quest.

Fonte: Bloomberg Línea

BB Investimentos anuncia cobertura do mercado de crédito privado

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O BB Investimentos iniciou cobertura do mercado de crédito privado no país. Serão divulgadas análises quinzenais com os principais indicadores do mercado secundário de Debêntures, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), além de novas emissões e fatos relevantes para auxiliar investidores na alocação de recursos.

Geraldo Morete, diretor presidente do BB Investimentos, reforça a importância de acompanhar o crescimento do mercado de crédito privado. “Além de relatórios detalhados e tempestivos sobre importantes setores da economia, ampliamos nossa atuação e passamos a oferecer análises aprofundadas para investidores que desejam operar também com créditos privados”, afirma. “No cenário atual, em que se vislumbra queda na taxa de juros (Selic) no decorrer do ano, é essencial que nossos clientes tenham suporte técnico para diversificar o portfólio, podendo impulsionar retornos mais atrativos através dessa classe de ativos. Por isso, reforçamos nosso papel como fonte segura e confiável de informações para balizar tomadas de decisões financeiras, com base em análises detalhas, desenvolvidas pelo nosso time de especialistas”, complementa Morete.

Confira o primeiro relatório na íntegra.

CRÉDITOS PRIVADOS

Os créditos privados são uma opção de investimento de renda fixa, cujos títulos disponíveis para compra são emitidos por empresas ou outras instituições privadas. Dentre os principais papéis, destacam-se:

Debêntures: Títulos de dívida emitidos por empresas privadas para captar recursos junto a terceiros.

Debêntures Incentivadas: Títulos voltados ao financiamento de projetos de infraestrutura para captação de recursos por determinados setores da economia.

Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), títulos emitidos por empresas e lastreados em créditos imobiliários.

Certificado de Recebíveis do Agronegócio: lastreados em recebíveis originados de atividades ligadas ao agronegócio.

BB Investimentos

A equipe de analistas e pesquisadores do BB Investimento elabora relatórios detalhados do cenário macroeconômico, que abrangem, dentro do cenário nacional e internacional, indicadores de mercado e fatos relevantes para orientar investidores em suas estratégias de investimentos.

É possível acompanhar relatórios e análises periódicos dos principais setores da economia, como agronegócio, bancos e serviços financeiros, imobiliário, indústria, petróleo e gás, transportes, utilities, varejo e shoppings, entre outros, pelo site Investalk.

Clientes BB podem realizar suas operações através dos canais digitais do banco ou procurar seu gerente de relacionamento.

Fonte: Banco do Brasil

BB tem nova política de isenção de anuidade e parcelamento de compra à vista

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O Banco do Brasil está com novas possibilidades para seus clientes a partir de fevereiro: a opção de parcelamento de compras feitas à vista no cartão de crédito e nova política de isenção de anuidade. Essa possibilidade garante maior autonomia sobre a decisão de quando e quais compras parcelar, dando ao cliente a opção de adquirir produtos sem depender das opções de parcelamento com juros oferecidos pelos lojistas. A facilidade está disponível para compras já registradas na fatura (em aberto), com um valor mínimo de R$ 100. A contratação pode ser efetuada até 18h do dia do fechamento, com taxas de juros reduzidas em comparação com o mercado.

As novidades estão sendo comunicadas ao público pelo Banco do Brasil por meio de peças e estratégia de conteúdo realizadas pela WMcCann. A campanha incentiva a utilização do cartão em qualquer situação para usufruir da anuidade zero e mostra as facilidades relacionadas ao parcelamento de compras feitas à vista. As peças serão disponibilizadas na internet, com redes sociais da Meta e TikTok, e displays em portais.

“Agora, todos os cartões Ourocard podem ter anuidade zerada caso os clientes tenham investimentos no BB ou usem nosso cartão (inclusive seus adicionais) de forma recorrente. Dessa forma, nossos clientes vão ter o melhor dos mundos: um cartão completo e com anuidade que pode ser zerada com o uso”, destaca Pedro Bramont, diretor de soluções em meios de pagamentos do BB.

Desconto Automático de Anuidade

O Desconto Automático de Anuidade – DAA – permite que o cliente alcance a gratuidade de anuidade a partir do uso do cartão. A solução que proporciona uma experiência mais simples e com mais vantagens está disponível para clientes de todas as categorias de cartões emitidos pelo BB, desde os cartões mais básicos até as modalidades de categoria superior.

Para ter acesso ao benefício, basta atingir o gasto mínimo exigido para os cartões de uma mesma categoria. Outra possibilidade é manter saldo de investimentos no BB, válido para clientes portadores dos cartões Premium emitidos pela Instituição (Ourocard Visa Infinite, Elo Nanquim, Elo Nanquim Diners Club e Mastercard Black).

Agora é assim: usou, zerou!

Os cartões foram agrupados por modalidade para permitir que o cliente atinja o gasto mínimo em um ou mais cartões da mesma categoria, facilitando o acesso à isenção. Dessa forma, o desconto será automaticamente aplicado na próxima fatura para todos os cartões da categoria, incluindo os cartões adicionais. Clientes Estilo contam com um diferencial na categoria Premium: R$ 10 mil de gasto mínimo.

Os gastos elegíveis são as compras nacionais e internacionais realizadas na função crédito pelo titular do cartão e pelos adicionais. As compras parceladas serão contabilizadas à medida que as parcelas forem lançadas na fatura. Não estão contemplados como gastos elegíveis para a solução de isenção os pagamentos de títulos, parcela de anuidade, proteção ouro, saques, encargos financeiros, taxas e tarifas.

Investimentos também contam

A outra forma de obter o desconto na categoria Premium é possuir investimentos no BB. Para isso, é necessário ter saldo a partir de R$ 250 mil em um ou mais investimentos, a exemplo de Fundos de Investimentos, LCI, LCA, CDB, Poupança, Previdência, entre outros.

A novidade já está em vigor, com algumas exceções (a exemplo das modalidades já isentas na sua origem, como o Ourocard Visa Fácil – que segue isento de anuidade – e os emitidos em parceria com empresas como Smiles, Dotz).

Os clientes podem utilizar a opção “Anuidade” no menu “Cartões” do App BB, onde poderão acompanhar os gastos que serão considerados para definir se terão ou não desconto na parcela na fatura seguinte. Todas os detalhes estão disponíveis em: bb.com.br/anuidade.

Parcelamento de Compra à Vista

A opção de Parcelamento de Compras à Vista – PCV – , permite que os clientes efetuem o parcelamento de compras inicialmente realizadas à vista enquanto a fatura do mês ainda estiver aberta, ou seja, antes do seu fechamento.

Para Keka Ferrari, gerente executiva de soluções em meios de pagamentos do Banco do Brasil, “essa nova funcionalidade oferece ao cliente a oportunidade de parcelar suas compras, tanto nacionais quanto internacionais, com taxas mais atrativas. Muitos estabelecimentos não dispõem da alternativa de parcelamento e ofertam descontos para pagamento à vista (em uma parcela no cartão) e a opção de parcelamento de crédito à vista surge como mais uma alternativa que prioriza a experiência e a tecnologia, simplificando a vida das pessoas e proporcionando maior flexibilidade financeira.”

Apesar de eventuais semelhanças, o parcelamento de compras à vista é um novo produto oferecido pelo Banco do Brasil, diferente do parcelamento convencional, onde o cliente parcela diretamente com o fornecedor. Essa modalidade permite parcelamentos de até 12 vezes.

A nova funcionalidade está disponível para todos os cartões Ourocard, e o BB oferece uma das menores taxas do mercado, variando entre 1,99% e 3,49%.

BB oferta outros benefícios

Além do Desconto Automático de Anuidade – DAA e o Parcelamento de Compras à Vista – PCV, o BB oferece ainda: a possiblidade de o cliente escolher sua recompensa em pontos, cashback ou investimento; contratar TAG BB para pagamento automático de pedágios e estacionamentos sem mensalidade; solicitar cartão 100% digital; personalizar seu cartão com sua foto preferida ou escolhendo um tema de sua preferência; emitir cartões que apoiam causas ASG (como o cartão Orgulho e o cartão Raízes); pagar suas compras por aproximação com o cartão físico ou por meio das principais carteiras digitais do mercado; acessar benefícios relevantes, como salas VIP, seguros de compras e de viagens e obter atendimento médico on-line, por exemplo.

Para facilitar o conhecimento e identificação dessas funcionalidades, o BB disponibiliza a opção “Benefícios do cartão” no App BB.

Todas essas inovações vêm sendo desenvolvidas para proporcionar uma experiência mais positiva e eficiente aos clientes do BB, tornando o uso dos cartões Ourocard mais prático, acessível e cheio de benefícios.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil pagará PLR no dia 1º de março

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O Banco do Brasil vai pagar aos funcionários no dia 1º de março a parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados referente ao semestre, com base nos resultados obtidos em 2023.

Segundo a regra do acordo aditivo do BB, funcionárias e funcionários do banco recebem em até 10 dias úteis após a distribuição dos dividendos ou Juros sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas, sendo que os valores pagos em PLR aos trabalhadores são proporcionais ao aumento do lucro do banco, que bateu recorde de R$ 35,6 bilhões em 2023.

A PLR dos bancários do BB é composta pelo módulo Fenaban e pelo módulo BB. Pelo módulo Fenaban, o funcionário recebe 45% do salário paradigma definido no acordo, acrescido de parcela fixa. No módulo BB existe ainda a distribuição linear de 4% do lucro do banco entre os funcionários, além da parcela variável.

Os valores por cargo da PLR serão divulgados um dia antes do pagamento, ou seja, em 29 de fevereiro.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB zera taxa de corretagem para investimentos em renda variável nos canais digitais

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Os clientes do Banco do Brasil agora têm taxa zero de corretagem para investimentos em renda variável nos canais digitais do Banco. A zeragem da taxa de corretagem abrange uma variedade de produtos, incluindo ações, Fundos Imobiliários (FIIs), ETFs e BDRs, e está disponível para todos os investidores interessados em explorar essas oportunidades.

Para desfrutar dessa condição especial, os investidores podem realizar suas operações através dos canais digitais do banco, estando disponível no aplicativo Investimentos BB e no portal investimentos.bb.com.br. Esta medida representa mais um passo significativo na consolidação da plataforma especializada de investimentos do BB, oferecendo serviços digitais que complementam o atendimento fornecidos por nossos especialistas e reforçando o compromisso do Banco com os investidores.

O banco vem promovendo uma série de melhorias e avanços na plataforma especializada de investimentos com o objetivo de reforçar a proximidade e resolutividade da assessoria. “O mercado de renda variável segue atraindo cada vez mais interesse e recursos, especialmente com a continuidade do ciclo de queda da Taxa Selic”, afirma Fabrício Reis, head de Captação e Investimentos do BB.

“No app Investimentos BB, por exemplo, é possível fazer a gestão integrada dos seus investimentos, por meio de um agregador que consolida dados do Open Finance e dos ativos registrados na B3. Entendemos que as soluções digitais são o veículo que permite à nossa assessoria humana alcançar cada vez mais pessoas”, complementa.

Fonte: Banco do Brasil

Antiga reivindicação de sindicatos, BB prioriza diversidade na expansão das Gepes

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O Banco do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (21 de fevereiro), um programa de expansão da rede de Gestão de Pessoas (Gepes), como é chamado o RH do banco, setor que cuida de todos os assuntos relacionados aos funcionários e funcionárias.

Em reunião com membros da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), instância que representa os trabalhadores nas mesas de negociação, o BB destacou que 74 pessoas serão selecionadas para a expansão das Gepes. Mulheres, negros (pretos e pardos), indígenas e PcDs terão prioridade para ocuparem as vagas que serão abertas.

“Ao longo de 2023, primeiro ano desta gestão atual do BB, realizamos encontros na mesa por igualdade de oportunidades e reforçamos esse debate histórico, colocado pelo movimento sindical, para que os grupos minorizados tenham mais oportunidade na concorrência por cargos, até para que sejam melhor representados. Então, reforçamos a questão por equidade de gênero, raça e para PcDs (pessoas com deficiência), assim como a melhora da estrutura das Gepes, para que volte a ter o protagonismo que teve antes, mas que foi reduzido ao longo dos anos, prejudicando funcionários e funcionárias”, explicou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes.

Atualmente existem sete Gepes Assessoramento, sete plataformas ligadas a essas Gepes, além de 3 Gepes Especializadas, que são grandes núcleos que fazem análise dos pedidos/processos. A expansão divulgada pelo BB prevê aumentar o número para 14 Gepes Assessoramento, 10 plataformas e uma Gepes Atendimento, além das três especializadas.

“A nossa avaliação do que foi apresentado é positiva, em especial o incentivo à diversidade na ocupação dos cargos da Gepes, para garantir melhor entendimento e acolhimento dos colegas do banco. As Gepes precisam ter papel ativo, principalmente no combate ao adoecimento mental que, nós sabemos, ainda é alto na instituição”, pontuou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste (Fetrafi-NE) na CEBB, Sandra Trajano.

“A expansão e melhoria na atuação da Gepes é uma demanda do movimento sindical. Porque é uma instância responsável por receber questões de sofrimento dos trabalhadores e trabalhadoras, ou seja, é um setor importante para o acolhimento de demandas dos funcionários”, concluiu Fernanda Lopes. “Nossa percepção, como movimento sindical e pioneiro na busca por representatividade em todos os setores do banco, é que a diversidade nos cargos da Gepes é fundamental no programa de expansão”, completou.

O projeto do BB prevê ainda reforço da presença nacional das Gepes, para que todas as regiões e estados mais populosos sejam contemplados.

“A recuperação da rede é uma demanda nossa antiga. Aqui, no Rio Grande do Sul, por exemplo, anos atrás a Gepes foi retirada e criada uma única Gepes regional, para todo o Sul do país, o que acabou enfraquecendo a relação. Com isso, aconteceu de muitas vezes assistirmos demandas recebidas pelas Gepes e que morreram ali dentro da própria Gepes, sem resolução”, avaliou a representante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS) na CEBB, Priscila Aguirres.

“Nós realmente estávamos aguardando por uma notícia como esta. Até pouco tempo, em muitos casos de conflito que acompanhamos, como movimento sindical, e que foram levados à Gepes, vimos a situação pendendo para o lado do negócio, muito pesadamente. Então, essa forma de recuperação da rede é importantíssima”, completou Aguirres.

Fonte: Contraf-CUT

Economus: Sindicato quer tabela PIP e contribuição adicional no PrevMais

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A CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do BB) se reuniu na quinta-feira 8 com o Banco do Brasil para tratar de questões relacionadas aos funcionários egressos de bancos incorporados como, por exemplo, o Banco Nossa Caixa; e Economus.

Um dos principais assuntos se refere à opção para os bancários egressos de bancos incorporados em optar migrar pra Cassi e Previ nos mesmos moldes dos bancários do Banco do Brasil.

Embora o banco indique a complexidade das questões operacionais e no âmbito de processos judiciais, e existam negociações para resolução destas questões no aspecto jurídico, os representantes dos trabalhadores ressaltaram que nada impede que se dê resolução para os assuntos do Econômus como, por exemplo, a imediata migração pra Cassi e Previ.

“É preciso assegurar Cassi e Previ pra todos, nas mesmas condições, de maneira isonômica. Essa pauta já é mais do que urgente!” ressalta o representante na CEBB pela Fetec-SP, Getúlio Maciel.

Outra questão que deve ser tratada também com urgência é a possibilidade dos associados do PrevMais efetuarem aportes adicionais com a contrapartida do Banco do Brasil, assim como ocorre no Previ Futuro, de acordo com a vida profissional dos funcionários, consignada na Tabela PIP.

“Já existe um avanço nessa questão junto a Previ, cujo Conselho Deliberativo já aprovou a revisão e implementação da nova Tabela PIP, possibilitando maior aporte de valor, tanto dos associados quanto do BB, aumentando a reserva individual dos participantes e melhorando a aposentadoria. Isso também já pode ser implementado no PrevMais do Econômus, e nos outros fundos dos bancos incorporados, dependendo apenas da autorização do Banco do Brasil.” ressalta Getúlio.

Outras reivindicações apresentadas dizem respeito à paridade entre trabalhadores e empresa nas diretorias executivas das entidades; resolução para assistência médica no pós-laboral dos funcionários, e reciprocidade nas Clinicassis.

O Banco do Brasil se comprometeu em analisar as questões apresentadas e trazer respostas aos representantes dos trabalhadores.

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

BB: lideranças querem grupo de trabalho sobre demandas de incorporados

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A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu na última semana com representantes da direção do BB, no primeiro encontro da atual gestão sobre as reivindicações dos trabalhadores egressos de bancos incorporados, como o Banco Nossa Caixa.

“Solicitamos um grupo de trabalho, entre representantes dos trabalhadores e do banco, para alcançarmos, finalmente, respostas satisfatórias aos egressos”, explicou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.

As demandas dos funcionários de bancos incorporados são o direito de migrar do Economus para os planos de saúde e de previdência da Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), nos mesmos moldes dos demais colegas do BB.

O Economus – Instituto de Seguridade Social foi criado em 1977, para oferecer serviços de previdência e assistência à saúde aos funcionários do antigo Banco Nossa Caixa S/A, incorporado pelo BB em 2009.

Também foi exigido pelos trabalhadores do BB a possibilidade de os associados do PrevMais, entidade de previdência, poderem efetuar aportes adicionais com a contrapartida do Banco do Brasil, assim como ocorre no Previ Futuro, de acordo com a evolução da carreira dos funcionários, consignada na Tabela Pontuação Individual do Participante (PIP), que, no caso da Previ, pode variar de 1% a 10% do salário de participação dos associados do Previ Futuro, com o BB contribui com o mesmo percentual que o participante.

O representante da Federação dos Bancários no Estado de São Paulo (Fetec-SP) na CEBB, Getúlio Maciel, pontuou que “é mais do que urgente assegurar Cassi e Previ para todos, nas mesmas condições, de maneira isonômica”.

Ao longo dos anos, o banco tem apresentado como entrave para responder a essas demandas a complexidade das questões operacionais e no âmbito de processos judiciais para resolução das reivindicações por direitos de saúde e previdência complementar. “O movimento sindical considera que a resolução para todos esses entraves pode ser alcançada com a imediata migração dos trabalhadores egressos para a Cassi e Previ”, destacou Fernanda Lopes.

Grupo de trabalho

“O banco já tem uma pessoa para analisar a questão dos bancos incorporados, especificamente da Nossa Caixa, com volume maior de funcionários egressos – temos ainda cerca de 8 mil na ativa, além dos aposentados”, explicou o representante da Federação dos Empregados em Estabelecimento Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS) na CEEBB, David Zaia. “O que destacamos claramente para o banco é que, quando comprou a Nossa Caixa, o banco apresentou aos funcionários que eles teriam os mesmos direitos dos funcionários do Banco do Brasil, mas isso não aconteceu até hoje”, complementou.

Em relação aos funcionários egressos, o BB alega que mantém planos de saúde e de previdência, porém, eles não são do mesmo molde e apresentam a mesma segurança e estrutura da Previ e Cassi. Entretanto, os trabalhadores apontaram que o plano de previdência dos egressos tem uma diferença grande que, no caso do PrevMais, do Economus, há apenas a contribuição básica, de 8%. Enquanto que, no Previ Futuro, os funcionários podem realizar até 17% de contribuição, com a paridade do banco. Já na saúde, no caso da Cassi, os funcionários podem continuar associados após a aposentadoria, possibilidade não existente atualmente nos planos dos egressos.

O movimento sindical também pediu a paridade entre trabalhadores e empresa nas diretorias executivas das entidades; resolução para assistência médica no pós-laboral dos funcionários, e reciprocidade nas Clinicassis.

“Acho que essa primeira reunião sobre as demandas dos egressos que essa atual administração do banco realizou conosco foi boa. Mostrou que eles estão cientes dos problemas. Mas agora queremos ver a solução, efetivamente, para os problemas dos egressos. Por isso solicitamos a composição de um grupo de trabalho para essas discussões específicas, para que haja celeridade nas resoluções que buscamos”, concluiu Getúlio Maciel.

Fonte: Contraf-CUT

Economus recebe R$ 35,9 milhões da OFND

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O Economus recebeu, nesta quinta-feira (22 de fevereiro), o depósito de R$ 35,9 milhões referentes ao pagamento de títulos precatórios federais das Obrigações do Fundo Nacional de Desenvolvimento (OFND). O valor é do plano de benefícios Regulamento Geral, resultado de uma longa disputa judicial em uma ação movida pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

As OFNDs foram títulos emitidos pelo Governo Federal brasileiro durante a década de 1980 como parte de um esforço para financiar projetos de desenvolvimento econômico no país. Esses títulos foram utilizados para captar recursos no mercado financeiro, com o objetivo de financiar investimentos em setores considerados prioritários para o desenvolvimento nacional, como infraestrutura, indústria, agricultura, entre outros.

No entanto, devido a uma série de fatores econômicos e políticos, esses títulos enfrentaram problemas de valorização e correção monetária ao longo do tempo. Isso levou diversos investidores, incluindo entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs), a buscar judicialmente, ainda na década de 1990, a correção dos valores investidos. O argumento utilizado é que a forma de atualização monetária adotada não era adequada e não refletia devidamente a inflação do período.

Assim, a ação judicial referente às OFNDs envolveu uma disputa sobre a forma correta de correção monetária desses títulos, buscando garantir que os investidores recebessem uma compensação justa e adequada pela desvalorização ocorrida ao longo do tempo.

Em novembro de 2021, o Economus se posicionou na Assembleia Geral da Abrapp no sentido de aprovar os termos do acordo. O objetivo era dar celeridade ao processo, que já durava mais de 30 anos e poderia se arrastar por tempo indeterminado, atrasando o recebimento dos valores devidos aos planos dos Fundos de Pensão, inclusive do Regulamento Geral.

Esta medida representa um importante marco para os participantes, assegurando a justa atualização dos valores e reforçando o compromisso do Instituto em zelar pelos interesses dos seus beneficiários.

Fonte: Economus

Bancos fecharam 6,3 mil postos de trabalho em 2023

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Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado na sexta-feira (9), com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o setor bancário fechou 6.315 postos de trabalho em 2023. No ano, os bancos admitiram 36.142 bancários, mas demitiram 42.457. Os dados mostram que, nos 12 meses de 2023, o saldo negativo de empregos bancários se repetiu em 11 deles. Apenas em outubro houve saldo positivo de 271 postos de trabalho. O setor segue em sentido contrário ao do mercado de trabalho formal em geral, que empregou mais 1.483.598 pessoas.

“É preocupante ver um setor tão importante, que obtém lucros exorbitantes ano após ano, não dar sua contribuição para a manutenção do emprego no país”, observou o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Walcir Previtale. “Isso traz prejuízo para a economia, que gira mais devagar, aos clientes, que têm menos bancários para atendê-los, e principalmente aos trabalhadores, que veem o número de contas e de clientes aumentar juntamente com a sobrecarga de trabalho e o consequente adoecimento”, completou.

Demissão geral

O documento ressalta que “o fechamento de postos de trabalho ocorreu de forma sistematizada em todas as áreas ocupacionais do setor, porém de forma mais predominante em ocupações diretamente associadas às atividades bancárias e financeiras (-4.601 vagas)”. Na área administrativa e afins foram fechadas 1.129 vagas; 408 da área de atendimento ao público; e 242 em tecnologia da informação.

As ocupações de nível gerencial estão entre as mais afetadas. Dentre as dez principais ocupações com maiores saldos negativos, cinco são do nível gerencial, com destaque para Gerente de Contas – Pessoa Física e Jurídica, que perdeu 2.954 postos de trabalho.

Distribuição geográfica

Na análise segmentada por regiões geográficas do país, vemos que, em 2023, houve abertura de vagas nas regiões Norte (+140 vagas) e Nordeste (+307vagas) e fechamento nas regiões Centro-Oeste (-100 vagas), Sul (-363 vagas) e Sudeste (-6.299 vagas).

O maior número de postos de trabalho eliminados ocorreu nos estados de São Paulo (-4.220 vagas), Rio de Janeiro (-1.156 vagas) e Minas Gerais (-855 vagas). Já os estados onde ocorreu maior abertura de vagas foram Rio Grande do Sul (+289 vagas), Bahia (+84 vagas) e Sergipe (+78 vagas).

Perfil da movimentação

O levantamento do Dieese também traz dados segmentados por sexo, faixa etária, raça/cor (nomenclatura utilizada nas bases de dados do Ministério do Trabalho, cujo registro parte de autodeclaração do trabalhador) e remuneração, que mostram que a categoria é composta por 48% de mulheres, porcentagem que vem sendo reduzida devido à menor contração. Do total de contratados em 2023, 54,3% são homens. Na área de tecnologia da informação este percentual é ainda mais desigual, sendo 75,7% dos admitidos do sexo masculino. Em seu estudo, o Dieese lembra que a menor presença de mulheres em ocupações desta área tem sido alvo de discussão nas negociações da Mesa de Igualdade de Oportunidade.

No que diz respeito a movimentação segundo faixa etária, há saldo positivo para as faixas etárias até 29 anos (+7.628 vagas) e negativa para faixas a partir de 30 anos (-13.943 vagas).

As informações sobre raça/cor revelam que, em 2023, o saldo para pessoas pretas e pardas foi positivo em 1.317 vagas, sendo 24% do saldo atribuído às mulheres. A ampliação de vagas para pessoas pretas e pardas é pauta histórica e recorrente nas negociações da categoria bancária.

Por fim, o salário mensal médio de um bancário admitido em dezembro de 2023 foi de R$ 6.174,35, enquanto o do desligado foi de R$ 7.845,89. Isto é, o salário médio do admitido correspondeu a 78,7% do desligado.

Fonte: Contraf-CUT

Conselho de Usuários promove debate com candidatos das Eleições Cassi 2024

Publicado em: 09/02/2024

No dia 21 de fevereiro, a partir das 16 horas, o Conselho de Usuários da Cassi de São Paulo, com apoio técnico da AGEBB, organiza um debate com os três candidatos à Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes nas Eleições Cassi 2024. O debate ocorre após a reunião de conselheiros e convidados do conselho paulista.

Participam do debate Fabiane Campos Vale Jerke (Chapa 02: Somos Cassi), Cristiana Silva Rocha Garbinatto (Chapa 04: Em Defesa da Cassi Solidária) e Alberto Alves Junior (Chapa 06: Cassi para os Associados). “Será uma ótima oportunidade para que os usuários possam conhecer os candidatos e suas propostas de trabalho”, afirma Thiago Eloi Onofre, coordenador do Conselho de Usuários da Cassi no Estado de São Paulo.

As Eleições Cassi 2024 acontecem de 15 a 25 de março, e os eleitos terão mandatos de 3 de junho de 2024 a 31 de maio de 2028. Dúvidas sobre o processo eleitoral podem ser encaminhadas por e-mail para o endereço comissaoeleitoral2024@cassi.com.br.

O debate entre os candidatos à diretoria da Cassi poderá ser acompanhado pelo Canal da AGEBB no YouTube. Clique aqui para acompanhar.

Fonte: AGEBB

BB tem lucro líquido ajustado recorde de R$ 35,6 bilhões em 2023

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O Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado recorde de R$ 35,6 bilhões em 2023, que representa um RSPL (retorno sobre patrimônio líquido) de 21,6% e um crescimento de 11,4% em relação a 2022. O valor adicionado à sociedade alcançou R$ 86,1 bilhões em 2023. O índice de capital principal do BB encerrou o ano em 12,12%. No 4T23, o lucro líquido ajustado foi de R$ 9,4 bilhões, aumento de 7,5% na comparação com o trimestre anterior e de 4,8% em relação ao 4T22.

Na visão anual, contribuiu para a elevação do lucro ajustado o crescimento da margem financeira bruta (+27,4%), impulsionado pelos crescimentos de volumes e taxas da carteira de crédito e pelas receitas de juros dos títulos em tesouraria. As receitas de prestação de serviços cresceram +4,6%. A PCLD ampliada e as despesas administrativas apresentaram crescimento de 82,3% e 7,5%, respectivamente.

Carteira de Crédito Ampliada

A carteira de crédito ampliada, que inclui TVM (títulos e valores mobiliários) privados e garantias prestadas, registrou saldo de R$ 1,1 trilhão em 2023, crescimento de 4,0% em relação a setembro/23 e 10,3% frente a 2022. Destaque para a carteira de negócios sustentáveis, que totalizou R$ 343,1 bilhões, com participação de 35,2% da carteira classificada. O índice de inadimplência acima de 90 dias (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) atingiu 2,92% (abaixo do Sistema Financeiro) e o índice de cobertura (relação entre o saldo de provisões e o saldo de operações vencidas há mais de 90 dias) ficou próximo à estabilidade em 196,7%.

Carteira Ampliada Pessoa Física

Crescimento de 2,9% na comparação com setembro/23 e 8,1% em 12 meses, alcançando R$ 313,1 bilhões, influenciada, principalmente, pelo desempenho na carteira de crédito consignado (+2,5% no trimestre e +9,8% em 12 meses).

Carteira Ampliada Pessoa Jurídica

Registrou crescimento de 5,2% no trimestre e 9,0% em 12 meses, atingindo R$ 390,8 bilhões, com destaque para a carteira de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), com evolução de 1,9% no trimestre e 11,0% em 12 meses, e para a carteira Grandes Empresas, que cresceu 8,2% no trimestre e 7,2% em 12 meses.

Carteira Ampliada Agronegócios

Alcançou o saldo de R$ 355,3 bilhões, crescimento de 4,5% em relação a setembro/23 e 14,7% em 12 meses. Destaque para as linhas de custeio (+5,6% no trimestre e +15,3% em 12 meses), de investimentos (+6,6% no trimestre e +23,4% em 12 meses) e de CPR (+22,5% no trimestre e +100,9% em 12 meses). De julho a dezembro, ou seja, no primeiro semestre de atuação no Plano Safra 2023/2024, o BB desembolsou R$ 120,0 bilhões, um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Sustentabilidade Empresarial

O Banco do Brasil foi reconhecido pela quinta vez como o banco mais sustentável do planeta e, também, está presente entre as dez primeiras empresas no ranking das “100 Corporações Mais Sustentáveis do Mundo 2024 – Global 100” da Corporate Knights. Esse resultado é alicerçado pelo comprometimento do BB com uma série de medidas sustentáveis, como o volume da Carteira de Crédito Sustentável, a compensação de emissões de carbono, o uso de fontes de energia limpa, além de práticas sólidas de governança e uma equipe funcional diversa.

O reconhecimento destaca não apenas a excelência do Banco do Brasil em geração de resultados, mas também a sua liderança em práticas empresariais sustentáveis e seu compromisso contínuo com a responsabilidade ambiental e social, combinado com uma abordagem proativa para promover a diversidade em todos os âmbitos, sejam produtos, serviços, pessoas e projetos. Este conjunto coloca o Banco em uma posição de destaque, contribuindo significativamente para o avanço da sustentabilidade no cenário global.

Fonte: Banco do Brasil

Banco do Brasil anuncia pagamento de R$ 2,4 bi em dividendos e JCP

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O Banco do Brasil aprovou o pagamento de R$ 2,38 bilhões a título de remuneração aos acionistas. A distribuição será de R$ 630,16 milhões sob a forma de dividendos e outros R$ 1,75 bilhões referentes a Juros sobre Capital Próprio (JCP), ambos relativos ao exercício do banco no quarto trimestre de 2023.

A distribuição dos proventos terá como base a posição acionária de 21 de fevereiro deste ano. Assim, as ações serão negociadas a “ex” a partir do pregão seguinte, 22 de fevereiro.

Os valores pagos serão atualizados pela taxa básica de juros (Selic) da data do balanço (31/12/2023) até a data do pagamento (29/02/2024).

O procedimento de pagamento seguirá da seguinte forma:

O crédito será por conta corrente, poupança-ouro ou por caixa. Aos acionistas com ações custodiadas na Central Depositária da B3, os valores serão pagos àquela entidade, que os repassará aos acionistas titulares, por meio de seus respectivos agentes de custódia.

Além do imposto de renda incidente sobre a atualização mencionada anteriormente, haverá retenção de imposto de renda na fonte sobre o valor nominal de acordo com a legislação vigente. Os acionistas dispensados da referida tributação deverão comprovar esta condição até 23/02/2024 em uma das agências do Banco do Brasil.

Os acionistas cujos cadastros estejam desatualizados terão suas remunerações retidas até a efetiva regularização de seus registros em uma das agências do Banco do Brasil.

A regularização cadastral poderá ser efetuada mediante a apresentação de documento de identidade, CPF e comprovante de residência, se pessoa física, ou estatuto/contrato social e prova de representação, se pessoa jurídica.

O Banco do Brasil reforçou no comunicado ao mercado que R$ 976,866 milhões já foram pagos em 28 de dezembro do ano passado, a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de JCP relativo ao quarto trimestre de 2023.

Mais dividendos e JCP em 2024

O Banco do Brasil (BB) informou que seu conselho de administração aprovou a proposta de elevação do “payout” de 40% para 45% em 2024, via JCP ou dividendos.

O BB remunerará os acionistas em oito fluxos. Quando a distribuição for via JCP, o montante calculado com base no percentual de “payout” aprovado corresponde ao valor bruto, sobre o qual poderão incidir tributos.

O banco também anunciou hoje que exercerá, em 18 de junho, a opção de recompra total do título de dívida subordinada de capital nível I emitido em 2014 com cupom 9% (Banbra 9% a.a.). O título foi emitido no valor original de US$ 2,5 bilhões e há em circulação hoje US$ 1,37 bilhão.

O BB não recomprará bônus com cupom de 6,25% que tinha opção de call em abril.

Fonte: Valor Investe

Nova tabela PIP para o Previ Futuro é aprovada pelo Conselho Deliberativo

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O Conselho Deliberativo da Previ aprovou a proposta para uma nova Tabela PIP, realizada com base em estudos técnicos realizados pela Entidade e em consonância com a decisão da Diretoria Executiva da Previ. Os novos valores estarão vigentes após a tramitação pela governança do Banco do Brasil e órgãos reguladores. Com a mudança, os associados serão beneficiados com a possibilidade de contribuir para a 2B desde a adesão ao Previ Futuro e a maioria dos participantes subirá de faixa de contribuição: ou seja, poderão contribuir mais, acompanhados pela contribuição do Banco do Brasil, que será do mesmo valor.

O que é a PIP?

A revisão da tabela PIP é uma reivindicação antiga dos associados, que acelera o processo de pontuação que permite aumentar a contribuição adicional, conhecida como 2B. Essa contribuição pode ser feita pelo associado do Previ Futuro à medida em que ele evolui na carreira funcional. A contribuição pode variar de 1% a 10% do salário de participação e o banco contribui com o mesmo percentual que o participante.

Esse percentual é calculado mensalmente por meio da PIP, considerando três fatores: crescimento salarial do participante, tempo de filiação ao Plano e crescimento salarial médio anual dos funcionários do Banco do Brasil vinculados ao Previ Futuro.

“A revisão da Tabela PIP é um avanço importante, vinculado diretamente ao propósito de cuidar do futuro das pessoas. Mudar a PIP é proporcionar para associadas e associados do Previ Futuro a oportunidade de contribuir mais e ter essa contribuição acompanhada pelo Banco do Brasil. Assim que houver a aprovação do Banco do Brasil, a tabela será implementada”, informa João Fukunaga, presidente da Previ.

“Milhares de associados e associados poderão assim subir o percentual de contribuição, aumentando a contribuição do banco e melhorando sua reserva de poupança na Previ”, explica Wagner Nascimento, diretor de Seguridade da Previ.

Contemplar todos os associados

Desde que o plano Previ Futuro foi criado, em 1998, nunca houve alteração da metodologia de cálculo da PIP, mesmo após várias mudanças nos planos de cargos e salários do banco. Os estudos técnicos, realizados pela Previ desde 2018, indicam que a nova metodologia proporciona uma melhoria real nos valores dos benefícios do plano, assim como maior agilidade no acesso à contribuição adicional (2B). O resultado é bom para todo mundo: os associados podem ter um benefício melhor de aposentadoria, e o BB consegue atrair e reter mais talentos.

Como fazer a Contribuição Adicional (2B)?

A Pontuação Individual do Participante (PIP) pode ser acompanhada mensalmente, no autoatendimento. Tanto no site quanto no App, é mostrado qual é o percentual que o participante tem direito de contribuir, sendo possível também realizar alterações e simulações do valor de contribuição. O ideal é deixar sempre o percentual máximo, ou seja, 10% para que as contribuições acompanhem a evolução da carreira e possam proporcionar um aumento do benefício de aposentadoria.

Fonte: Previ

BB Seguridade vai pagar R$ 2,45 bilhões em dividendos em fevereiro

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A BB Seguridade (BBSE3) encerrou o quarto trimestre de 2023 com lucro líquido de R$ 2,054 bilhões, resultado 13,7% mais alto que o do mesmo período de 2022.

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a holding de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil viu o resultado cair 0,1%.

A empresa afirma que na comparação anual, as principais contribuições vieram da Brasilseg, a seguradora do grupo, graças à evolução da arrecadação e à menor proporção de pedidos de indenização pelos clientes.

Também houve contribuição relevante da queda nas despesas com tributos, e de ajustes feitos nos preços dos ativos da Brasilveículos vendidos à Mapfre.

Entretanto, a Brasilprev, empresa de previdência privada, teve um aumento na alíquota de impostos que reduziu sua contribuição para o lucro da BB Seguridade.

Esse acréscimo foi fruto da ausência de benefícios fiscais que reduziram a alíquota paga pela companhia no quarto trimestre de 2022.

No ano de 2023, a BB Seguridade teve lucro líquido de R$ 7,713 bilhões, alta de 27,6% em relação a 2022.

Segundo a companhia, a maior contribuição veio da Brasilseg, seguida pela Brasilprev, que ao longo do ano teve um forte crescimento do resultado financeiro.

O resultado financeiro das empresas do grupo foi de R$ 453 milhões no quarto trimestre de 2023, número 0,8% menor que o do mesmo período de 2022.

A empresa afirma que a maior alíquota paga pela Brasilprev levou à retração.

No ano de 2023, o resultado financeiro foi de R$ 1,628 bilhão, 49,7% acima de 2022, desta vez devido à contribuição positiva da Brasilprev.

No trimestre, o resultado financeiro representou 22% do lucro da holding, ante 25,3% um ano antes. Em 2023, a participação subiu de 18% para 21,1%.
Dividendos bilionários

Adicionalmente, em outro fato relevante, a BB Seguridade informou a distribuição de R$ 2.455.022.401,75 em dividendos.

O pagamento aos acionistas é referente ao lucro líquido apurado no 2º semestre de 2023, acrescido do saldo de dividendos prescritos relativos a exercícios passados.

O valor por ação corresponde R$ 1,25548194703. Contudo, os proventos serão atualizados pela taxa Selic.

Fonte: Inteligência Financeira

BB Seguridade tem alta de 14% no lucro do 4º trimestre de 2023

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A BB Seguridade teve lucro líquido de 2,05 bilhões de reais no quarto trimestre, crescimento de 13,7% sobre o desempenho de um ano antes, divulgou nesta segunda-feira o braço de seguros e previdência do Banco do Brasil.

A companhia também divulgou projeções para 2024, com a expectativa para resultado operacional não decorrente de juros apontando para crescimento de 5% a 10% após expansão ligeiramente acima da estimativa de 17,6% em 2023.

A BB Seguridade espera ainda ter crescimento de 8% a 13% nos prêmios emitidos pela unidade Brasilseg, ante alta de 8,9%, abaixo do previsto, em 2023, quando a expectativa era de expansão no intervalo de 10% a 15%.

A companhia afirmou também que prevê reservas de previdência avançando 8% a 12% este ano, após um 2023 em que a linha apresentou crescimento de 14,9%, acima do “guidance”.

No quarto trimestre, os prêmios emitidos pela Brasilseg recuaram 1,2% sobre um ano antes, para cerca de 4 bilhões de reais, enquanto as despesas gerais e administrativas subiram 26%. O lucro líquido da unidade disparou 30,1% na comparação anual, a 1,11 bilhão de reais.

Fonte: Invest News

BB renova contrato para uso de energia de fontes renováveis em suas unidades

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O Banco do Brasil acaba de renovar contrato com a EDP para aquisição de energia de fontes renováveis por meio do mercado livre, na modalidade varejista. A empresa, fornecedora de energia ao BB desde 2018, venceu licitação pública realizada pelo Banco no final de 2023 para prestação do serviço por mais cinco anos.

O novo contrato prevê fornecimento de 11,09 MW médios (ou 97.148,40 MWh/ano), de 2024 a 2028, provenientes de fontes renováveis, para atender a demanda de cerca de 74 unidades consumidoras do Banco em 23 estados brasileiros. O contrato também inclui a emissão de mais de 97 mil certificados I-RECs ao ano (485.742, no total), que asseguram a origem renovável da energia e evitam a emissão de cerca de 35 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano.

O Banco do Brasil entrou no mercado livre de energia há quase cinco anos, quando firmou com a EDP o maior contrato de compra e venda de energia na modalidade varejista do país. Por R$ 86 milhões, o BB adquiriu 10 MW médios para atender, inicialmente, a demanda de 24 edifícios administrativos. Atualmente, são atendidas 64 unidades consumidoras em diversas regiões do Brasil.

O mercado livre permite que grandes consumidores escolham o próprio fornecedor de energia, com condições contratuais específicas e redução dos custos com energia em comparação ao mercado cativo, atendido pelas distribuidoras. Na modalidade varejista, a comercializadora – neste caso a EDP – assume grande parte das obrigações do consumidor junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o que reduz a burocracia e garante maior flexibilidade no consumo.

A utilização de energia de fontes renováveis é exemplo das diversas ações em ASG praticadas pelo BB, reconhecidamente o banco mais sustentável do mundo por cinco vezes no Global 100 da Corporate Knights e, no ranking 2024, também a sexta empresa mais sustentável do planeta dentre todas as avaliadas. Luciana Elias, gerente executiva de suprimentos, infraestrutura e patrimônio do BB, reforça que, com essa iniciativa, “além dos ganhos financeiros para o Banco do Brasil, temos ganhos ambientais para toda a sociedade, como a redução de emissões diretas de Gases do Efeito Estufa e incentivo à transição para uma matriz energética mais limpa. Ações como essa contribuem para que o BB seja considerado o banco mais sustentável do mundo e referência em sustentabilidade no país.”

Carlos Andrade, vice-presidente de Clientes e Inovação da EDP Brasil, afirma que “vencer essa disputa e manter o Banco do Brasil em nossa carteira de clientes vai ao encontro da nossa estratégia de atuação, com foco em manter a posição de líder no mercado varejista, segmento em que a EDP foi uma das primeiras a entrar e que tem grandes perspectivas de crescimento com a abertura do mercado para alta tensão”.

Sobre a EDP no Brasil

O Grupo EDP atua em cinco hubs estratégicos – Ibéria, Europa, South America, North America e APAC – e está presente no Brasil há mais de 27 anos. Atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, além de desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos, solares e hidrogênio verde. Oferece ainda soluções de energia voltadas ao mercado B2B, como geração solar distribuída, mobilidade elétrica e venda de energia no mercado livre. Em 2023, foi eleita, pelo quarto ano consecutivo, a empresa mais inovadora do setor elétrico pelo ranking Valor Inovação, do jornal Valor Econômico, e é referência em ESG, ocupando, em 2021 e 2022, o primeiro lugar do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, no qual permaneceu por 17 anos.

Fonte: Banco do Brasil

Cliente BB pode realizar aplicação no Tesouro Direto via WhatsApp

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A partir desta sexta, 09, os clientes do Banco do Brasil podem realizar aplicações no Tesouro Direto por meio do WhatsApp. Com esta solução, o BB se torna a primeira instituição financeira a possibilitar a aquisição de títulos do governo pelo aplicativo.

Estarão disponíveis para a aplicação todos os títulos do Tesouro (Educa+, Renda +, Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro Inflação), possibilitando uma jornada mais fluida e completa para os clientes interessados em investir nos títulos. O aplicativo também poderá resolver dúvidas dos clientes do Tesouro Direto, respondendo perguntas como o que significa cada título, tributação, imposto de renda, pagamento de juros e muito mais. Outros serviços como resgate, agendamento, reinvestimentos e extrato também estão sendo desenvolvidos, e serão integrados ao aplicativo.

Esse movimento faz parte da iniciativa do BB em disponibilizar uma assessoria especializada em investimentos para todos, por meio de soluções digitais que complementam o atendimento fornecido pelos gerentes e especialistas.

Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil, anunciou a novidade durante a coletiva de resultados de 2023 do banco. “Este é só um exemplo destacado de como temos atuado com soluções modernas, simples e adequadas seja para investimentos ou outras frentes de negócios. Em outro exemplo, a solução Minhas Finanças se baseia no Open Finance e permite que os clientes observem suas aplicações em outros bancos e operem no App BB. Somos pioneiros nisso tudo”, afirmou.

Diversidade e Inclusão

“O Tesouro Direto é um excelente instrumento para a democratização de investimentos no país, além de incentivar a inclusão financeira, inclusive com programas personalizados que temos desenvolvido em parceria (como o Educa+ Mulher). Por esses motivos, o Banco do Brasil escolheu o TD para ser o primeiro produto de investimento disponível pelo WhatsApp. Logo, aplicações de outros produtos, como LCA, LCI, CDB e fundos de investimento também serão disponibilizados”, afirma Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB.

Para ter acesso ao serviço, basta o cliente acionar o assistente virtual do BB (61-4004-0001) com o comando “aplicar Tesouro Direto”. Na sequência será solicitada a agência e conta do usuário. O sistema fará a verificação dos requisitos necessários para aplicar no TD, e então basta escolher o título, vencimento, indicar o valor a investir e confirmar a aplicação que desejar. Caso o cliente não possua o cadastro de investidor e a habilitação para operar no Tesouro Direto, o Assistente está preparado para orientar como efetuar o procedimento e avisar o cliente de forma proativa quando concluído o processo junto à B3.

Fonte: Banco do Brasil

Uma questão de preço: o desafio de Bradesco e BB para fechar o capital da Cielo

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Em um movimento que era esperado pelo mercado, a proposta de fechar o capital da Cielo por Bradesco e Banco do Brasil, que controlam a empresa, pode enfrentar resistência por conta de um fator: o preço.

Bradesco e Banco do Brasil estão oferecendo pagar R$ 5,35 por ação, um prêmio de 6% em relação ao preço de tela. Se avançar, o BB ficaria com 49,99% do capital da Cielo. E o Bradesco com o restante.

Diversos relatórios que analisaram a Oferta Pública de Aquisição (OPA) de ações da Cielo, que foi anunciada na noite de segunda-feira, 5 de fevereiro, consideraram o prêmio que Bradesco e Banco do Brasil querem pagar baixo. Em seis meses, a ação subiu 20%, mas em uma análise de tempo maior, cai 50% em cinco anos.

De acordo com o J.P. Morgan, os investidores minoritários provavelmente exigirão um preço mais alto, ainda que reconheçam o valor de aquisição de serviços bancários integrados. De acordo com o banco de investimento, o preço apresenta “modesto prêmio de 6%”, em relação ao fechamento do papel na sessão de ontem, em R$ 5,03.

O Goldman Sachs fez também ressalvas sobre o prêmio em seu relatório. “Para referência, quando o Itaú fechou o capital da Redecard, pagou um prêmio de 10% por suas ações”, escreveram os analistas.O preço oferecido de R$ 5,35 por ação implicaria um múltiplo de 7,6 vezes o lucro por ação estimado para 2024, enquanto a média histórica da Cielo é de 15,3 vezes, de acordo com o Goldman Sachs.

Em um sinal do que pode vir pela frente, o sócio da Encore, que tem posição na Cielo, publicou um tuíte em que questiona o preço oferecido por Bradesco e Banco do Brasil.

“Esse preço oferecido pelos controladores na OPA de Cielo não faz o menor sentido sob qualquer ótica”, escreveu João Luiz Braga. “Comparando os múltiplos com outras de pagamentos, fica claro o desconto sendo que ainda tem a Cateno, um business que merece prêmio, dentro.”

De acordo com J.P. Morgan, não está claro se já há um acordo entre os bancos controladores sobre uma eventual reorganização da estrutura Cateno/Cielo Brasil.

“Acreditamos que a participação da Cielo na Cateno sozinha valeria cerca de R$ 3,50 por ação a um múltiplo de cerca de 8 vezes o P/L (preço sobre lucro)”, escreveram os analistas do J.P. Morgan.

A Cateno é considerada uma das joias da coroa da Cielo, que detém 70% da empresa – o BB tem os outros 30%. A empresa é responsável pelas atividades de gestão tecnológica das contas de pagamento pós-pagas, funcionalidade de compra via débito e processamento das milhares de transações dos cartões de crédito do arranjo Ourocard.

Questionado sobre a possibilidade de separação das duas empresas, o presidente de Cielo, Estanislau Bassols, disse, em conferência com analistas, que há pouca integração entre as duas empresa, o que poderia facilitar a separação. Ele não comentou a OPA, alegando que as informações estão disponíveis em fatos relevantes.

Em 2023, a Cateno apresentou um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, o maior de sua história, com um lucro recorrente de R$ 816 milhões (70%), um crescimento de 15% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Se pode sofrer resistência dos acionistas minoritários (2/3 deles precisam aprovar a OPA para que o fechamento de capital ocorra), os relatórios deixam claros que veem vantagens no modelo, o que deve dificultar a vida dos competidores.

O BTG Pactual, por exemplo, escreveu que a operação “faz muito sentido” para os bancos controladores, especialmente para o Bradesco, que passa por mudanças mais significativas. E lembrou que Marcelo Noronha, o novo CEO do Bradesco, já foi do conselho de administração da Cielo.

“Acreditamos que o Bradesco deve focar fortemente no segmento de pequenas e médias empresas para sua recuperação, à medida que continuamos a ver alto potencial de crescimento e margens”, escreveram os analistas.

Em outro relatório, o BTG Pactual fez uma análise do mercado de pagamento e trouxe dados de participação de mercado. A Rede, do Itaú, lidera em volume de transações, com uma fatia de 22,9% no quarto trimestre de 2023.

Em seguida vem a Cielo, com 21,5%, uma queda de mais de três pontos percentuais. GetNet, do Santander, com 14,5%; Stone, com 11,1%; e PagBank, com 10,9%, completam a lista.

“Devemos acompanhar de perto o desenvolvimento deste evento para avaliar se há alguma implicação de (potencial) aumento da concorrência, visto que a Cielo pode fazer a transição para um ‘produto’ e deixar de focar no ROE (semelhante ao cenário da Rede, quando o Itaú a fechou do capital em 2012). Isso pode ser potencialmente negativo Stone e PagBank”, escreveram os analistas do BTG.

As ações da Cielo, por volta das 12h45, subiam 3,7%, negociadas a R$ 5,22. No ano, avançam quase 15%. O valor de mercado da empresa é de R$ 14 bilhões.

Fonte: Neofeed

BBFI11 aprova proposta do BB e coloca fim a disputa que começou em 2020

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Os cotistas do BB Progressivo (BBFI11) aprovaram a venda dos ativos do fundo e também a proposta do Banco do Brasil de R$ 50 milhões para dar fim aos processos na Justiça em torno da entrega de um dos imóveis e dos aluguéis atrelados a ele, segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira (7).

A assembleia de cotistas, finalizada na terça-feira (6), aprovou três pontos da pauta. A venda do centro administrativo do Rio de Janeiro, conhecido como CARJ; a venda do prédio SEDE, em Brasília (DF); e a proposta do BB.

A disputa entre fundo e o BB teve início ainda em 2020, quando o banco decidiu que iria desocupar o CARJ. A entrega das chaves foi feita na esfera judicial. Desde a desocupação, em abril de 2023, se intensificou o imbróglio jurídico, que chegou agora ao fim.

O BB propôs um pagamento de R$ 50 milhões para encerrar todas as cobranças relacionadas a esse contrato. A proposta foi aceita pelos cotistas.

Também foi aprovada a venda do CARJ para a Sod Capital por R$ 65 milhões. Já o edifício SEDE será vendido ao Paulo Octávio Investimentos Imobiliários por R$ 85 milhões.
Ifix hoje

Na sessão desta quarta-feira (7), o Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou em alta de 0,25%, aos 3.340 pontos. Confira os destaques.

Fonte: Infomoney

Lucro dos maiores bancos privados tem queda de quase 10% em 2023

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O lucro líquido consolidado dos quatro maiores bancos privados brasileiros teve queda de 9,4% em 2023. O levantamento foi realizado por Einar Rivero, da Elos Ayta, com dados divulgados pelos e disponíveis na plataforma Com Dinheiro.

Ao todo, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BTG Pactual tiveram lucro líquido de R$ 67,1 bilhões no ano passado, contra R$ 74,1 bilhões em 2022 — ano recorde nominal do levantamento.

Dos quatro, Itaú Unibanco e BTG Pactual tiveram alta anual, enquanto Bradesco e Santander reduziram os ganhos. Também é a primeira vez que o BTG tem um lucro maior que o do Santander.

Veja abaixo.

Itaú Unibanco: R$ 33,8 bilhões (+26,6%);
BTG Pactual: R$ 9,9 bilhões (+10,2%);
Bradesco: R$ 14,5 bilhões (-31,6%);
Santander: R$ 8,8 bilhões (-38,2%).

“É interessante notar que tanto o Itaú Unibanco quanto o BTG apresentam um crescimento constante desde 2000, enquanto o Santander e o Bradesco vêm experimentando uma queda contínua desde 2021”, afirma Einar Rivero.

Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco reportou lucro líquido recorrente de R$ 9,4 bilhões no quarto trimestre de 2023. A alta foi de 22,6% em relação ao mesmo período de 2022, em resultado marcado por crescimento de margem financeira e menor provisão para créditos de liquidação duvidosa.

No acumulado de 2023, o lucro líquido recorrente do banco alcançou R$ 35,6 bilhões, alta de 15,7% em relação a 2022.

O banco também divulgou projeções para 2024. O crescimento da carteira de crédito total deve ser de 6,5% a 9,5%. Em 2023, houve expansão de 3,1%.

A margem financeira com clientes crescerá entre 4,5% e 7,5% e margem financeira com mercado, entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões, após terminar o ano passado com expansão de 12,5% na margem financeira com clientes e com R$ 3,3 bilhões em margem financeira com o mercado.

As previsões ainda apontam aumento de 5% a 8% nas receitas de prestações de serviços e resultados de seguros neste ano, quando o custo do crédito deve ficar entre R$ 33,5 bilhões e R$ 36,5 bilhões.

BTG Pactual

O BTG Pactual teve aumento de 61% no lucro líquido ajustado do quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 2,85 bilhões, apoiado por receitas recordes na maioria de suas áreas de negócios.

O BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina, citou no balanço “lucro líquido recorde”, apesar do que chamou de um ano desafiador, com um ambiente de altas taxas de juros e condições mais difíceis no mercado de crédito.

As receitas atingiram R$ 5,65 bilhões, um aumento de 55% em uma base anual, com o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) — um indicador de lucratividade — atingindo 23,4% no trimestre.

O BTG Pactual disse que 2023 também foi marcado por ganhos de participação de mercado, “especialmente em nossas franquias de clientes”.

Bradesco

O Bradesco reportou lucro líquido recorrente de R$ 2,88 bilhões no quarto trimestre, alta de 80,4% em relação ao mesmo período de 2022, mas queda de 37,7% frente ao terceiro trimestre do ano passado e abaixo das previsões de analistas.

O resultado foi marcado por uma despesa com provisão para inadimplência de R$ 10,52 bilhões, menor do que um ano antes (R$ 14,881 bilhões), mas acima dos R$ 9,19 bilhões do terceiro trimestre.

O retorno anualizado sobre patrimônio líquido ficou em 6,9% no último trimestre do ano passado, de 11,3% nos três meses anteriores e 3,9% no quarto trimestre de 2022 — quando o banco fez uma provisão extra em razão do pedido de recuperação judicial da Americanas, anunciada no começo de 2023.

A margem financeira foi de R$ 16,13 bilhões, de R$ 16,68 bilhões um ano antes, com a margem de clientes caindo 11,7%, a R$ 15,43 bilhões de reais.

Santander

O Santander Brasil reportou lucro líquido recorrente de R$ 2,2 bilhões nos últimos três meses de 2023, ante R$ 3,122 bilhões no mesmo período do ano anterior e R$ 2,729 bilhões no terceiro trimestre de 2023.

O último trimestre do ano passado foi marcado por margem financeira líquida (NII) de R$ 7,218 bilhões, mas despesa com provisão de R$ 6,105 bilhões.

A carteira de crédito expandida somou R$ 643 bilhões e a inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,1%.

Fonte: G1

Justiça derruba decisão e presidente da Previ pode voltar ao cargo

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A segunda instância da Justiça Federal derrubou nesta quarta-feira 7 a decisão que afastava João Luiz Fukunaga da presidência da Previ, o fundo de previdência dos empregados do Banco do Brasil.

Segundo a decisão do desembargador Rafael Paulo Soares Pinto, da 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Fukunaga deve continuar no cargo até que haja julgamento definitivo sobre o tema.

Na última sexta-feira 2, a Justiça afastou pela segunda vez Fukunaga do comando do fundo por, supostamente, não possuir experiência nescessária para o cargo.

Segundo a decisão desta quarta, o magistrado considerou que não havia motivo para a urgência na decisão anterior.

A queda de braço na Justiça não é de hoje. Esta é a segunda vez, em menos de um ano, que o mesmo desembargador derruba a mesma decisão de um mesmo juiz federal substituto de Brasília.

O Previ é responsável por gerir mais de R$ 250 bilhões em ativos de 200 mil associados do banco.

As decisões da Justiça partiram de um pedido de deputado estadual paulista Leonardo Siqueira, do Novo, onde o político questiona a experiência de Fukunaga.

Fonte: Carta Capital

Amaral: “para mantermos a sustentabilidade da Cassi, é preciso solidariedade”

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Em maio de 2022, Fernando Amaral assumiu a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil). Entre as promessas de campanha da chapa “Unidos Por uma Cassi Solidária”, que contou com o apoio do Sindibancários/ES, destacavam-se três eixos: a defesa da solidariedade como princípio inalienável, a ampliação da Estratégia de Saúde da Família e o investimento em atenção primária. Na entrevista a seguir, Amaral faz um balanço desses quase dois anos, aponta onde estão os principais gargalos e identifica os desafios que tem pela frente para manter a Cassi sustentável, com atuação perene e solidária.

Quais os destaques que o senhor faz dessa primeira parte do mandato da chapa “Unidos por uma Cassi Solidária”?
Importante lembrar que as eleições da Cassi são feitas em dois processos distintos, porém concomitantes: uma eleição para a Diretoria e Conselho Deliberativo e outra para o Conselho Fiscal. A Diretoria Executiva da Cassi tem o objetivo de fazer a gestão executiva, de acordo com as estratégias e orientações emanadas do Conselho Deliberativo. Por isso a proximidade necessária dessas duas instâncias da governança da Cassi.

O Conselho Fiscal tem a função de, em nome dos associados, fiscalizar a condução dos negócios e o cumprimento dos ditames legais, dos normativos infralegais (Ministério da Saúde, ANS, ANVISA, CPC etc) e os parâmetros estatutários, regulamentares e regimentais da Cassi, com total independência e autonomia com relação às instâncias de governança.

Por este motivo destaco, com relação à atuação da Diretoria de Saúde, o projeto de expansão da oferta da atenção primária à saúde para 100% dos participantes da Cassi; a retomada dos estudos científicos e da edição de boletins epidemiológicos da Cassi; a isenção de coparticipações nos atendimentos da rede própria da Cassi – CliniCassi própria, CliniCassi parceiros, Telessaúde APS e Telessaúde PA – para todos os participantes; a extinção do gatilho de coparticipação para exames e consultas; o retorno do encontro nacional dos representantes do conselhos de usuários; a retomada do programa Integra com periodicidade mensal; o projeto de inclusão da construção da Política de Relacionamento com as Pessoas com Deficiência da Cassi; e a aproximação com as Universidades e faculdades da área de saúde em todos os estados.

Em relação à promoção da atenção integral à saúde, as CliniCassi são as principais responsáveis pelo atendimento primário à saúde e canal essencial para garantir uma atenção integral à saúde dos participantes da Cassi. O que foi feito até agora e quais seus planos para as CliniCassi?
Logo na chegada, encontramos a decisão de fechar cinco unidades Cassi na Região Norte nos do país, nos estados de Roraima, Rondônia, Acre, Amapá e Tocantins, sob o argumento da pouca população do Plano de Associados e seus familiares dos demais planos. Em conjunto com essa medida estava previsto também a transferência para terceiros da gestão de 36 CliniCassi, e a criação de mais 34 CliniCassi por parceiros, mantendo apenas 29 das 65 CliniCassi.

Nesse primeiro período de gestão buscamos focar na expansão da oferta da atenção primária à saúde para 100% dos nossos participantes, de forma a poder oferecer também a coordenação de cuidados com sua saúde.

Após seis meses de gestão conseguimos indicar o gerente-executivo para conduzir esse processo já aprovado. Agora, um ano após o início do trabalho do grupo gestor para o Projeto de Expansão da oferta de Atenção Primária para 100% dos participantes da Cassi, podemos dizer que já iniciamos o processo de reforma e relocalização das CliniCassi próprias, para suportarem o aumento da demanda futura de participantes e que não foi fechada e nem transferida para terceiros nenhuma das CliniCassi próprias.

Para os participantes que habitam cidades com contingentes menores de funcionários (da ativa e aposentados) e parentes, foi concluída, em 16 de janeiro deste ano, a oferta de coordenação de cuidados por equipes de Atenção Primária à Saúde (APS), de forma virtual, pela Telessaúde APS. E os estudos feitos nos dão o conforto para apresentar, antes da conclusão dos nossos dois anos de mandato, a proposta para permanecerem próprias todas as 36 CliniCassi que seriam terceirizadas, com as devidas ampliações de equipes, reformas ou relocalizações de suas instalações.

O que o senhor pode dizer sobre a proposta de retomada da produção dos estudos e divulgação dos boletins epidemiológicos da Cassi?
Desde a nossa posse, a Gerência de Risco Populacional da Diretoria de Saúde vem sendo demandada com relação à produção científica e aos estudos epidemiológicos que podem servir de base para a atuação das nossas equipes de atenção primária à saúde, no sentido de nos anteciparmos com os cuidados e orientações para a promoção de saúde e a prevenção de doenças.

Essa equipe, nesse pouco tempo, já preparou dois importantíssimos estudos que foram publicados nos Boletins Epidemiológicos da Cassi. O primeiro foi sobre a Diabetes Mellitus e o segundo sobre a Hipertensão. Essas duas morbidades, juntamente com a dislipidemia [presença de níveis elevados de lipídios, ou seja, gorduras no sangue], são as principais causas dos problemas cardíacos que mais afetam nossos participantes (custo e mortalidade). Ao cuidarmos desses fatores, garantimos uma atuação pautada na prevenção, na melhoria da qualidade de vida de nossos participantes e na sua maior longevidade.

Ainda na produção de conhecimento científico, temos incentivado a participação de nossos profissionais de saúde em conferências e congressos nacionais e internacionais, não só para adquirirem cada vez mais conhecimento, mas, também, para apresentarem os estudos realizados na própria Cassi e inéditos para outras operadoras.

Nesse mesmo sentido, estamos buscando acordos de cooperação técnicas com as universidades públicas e privadas para, no futuro próximo, garantirmos acesso a nossos profissionais e possibilidade de estudos mais aprofundados em parceria com essas universidades e o espaço para estágios de futuros profissionais de saúde sob a nossa supervisão.

A Diretoria de Saúde está construindo uma política de relacionamento com as Pessoas com Deficiência (PcD). Quais os pontos que o senhor destaca dessa política?
Como bem foi destacado na sua pergunta, estamos construindo uma política. Isso significa que não estamos fazendo uma política para eles. Acreditamos no slogan desse projeto de construção: “Nada sobre nós, sem nós”. Essa política está sendo construída com as pessoas com deficiência, com as pessoas que cuidam das pessoas com deficiência e com as pessoas que convivem com essas pessoas.

E como está sendo desenhado o processo de construção dessas políticas?
O processo de construção prevê a realização de 27 conferências estaduais (uma em cada unidade da Federação), onde colhemos a descrição de problemas enfrentados por essas pessoas – nos aspectos de acesso à saúde, acesso ao trabalho e às condições de trabalho e ao relacionamento social – e as propostas deles para mitigar ou anular esses problemas enfrentados. A última conferência estadual está programada para 28 de fevereiro. Em seguida, serão consolidados todos os problemas e todas as sugestões de soluções para reenvio para os delegados eleitos nas conferências estaduais, para sua preparação para a Conferência Nacional, que ocorrerá em junho de 2024. E, em 21 de setembro de 2024, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, pretendemos oficializar a institucionalização da Política de Relacionamento com as Pessoas com Deficiência da Cassi.

Será, mais uma vez, a Cassi e os funcionários do Banco do Brasil dando exemplo do que pode ser realizado sobre inclusão, com união, associativismo e solidariedade.

Quais conquistas o senhor destaca como as mais importantes nesses quase dois anos de gestão?
No campo estratégico, destaco, em primeiro lugar, a consolidação do entendimento, na Diretoria Executiva da Cassi, de que a Cassi é uma só, seu objetivo é a prestação de serviços de saúde para todos os seus participantes, cuidar da saúde do participante em todas as fases da sua vida, para promover uma vida melhor para todos por meio da atenção integral à saúde.

E, em segundo lugar, a compreensão e o comprometimento dos nossos colaboradores na construção desse projeto de saúde, cuidado e acolhimento.

Olhando para os desafios que sua gestão tem pela frente, o que mais te preocupa?
O que mais me preocupa é o fato de que para mantermos a sustentabilidade e a perenidade da atuação da Cassi precisamos fortalecer a solidariedade. Porém, dependemos de frequentes alterações estatutárias, com a agravante de os representantes do patrocinador serem sempre orientados para a preocupação exclusiva com os resultados financeiros de curto prazo (para o BB), sem a percepção de que o mercado de saúde é diferente do mercado financeiro. Além disso, no mercado financeiro o BB é vendedor de dinheiro e, no mercado de saúde a Cassi é compradora de serviços. Para além de comprar os serviços, a Cassi tem na sua essência a prevenção e a segurança do cuidado.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Espírito Santo

Estatais de economia mista podem demitir funcionários sem justa causa

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, defendeu que estatais de economia mista possam demitir sem justa causa funcionários admitidos por concurso. O voto foi proferido nesta quarta-feira 7, durante um julgamento no plenário.

Moraes é o relator da ação. A análise foi interrompida e será retomada na quinta-feira 8, com o voto dos demais ministros.

O caso tem repercussão geral, ou seja, a tese a ser fixada pelo STF servirá de parâmetro para processos semelhantes em todas as instâncias.

Segundo o relator, apesar de a contratação nessas empresas ocorrer por meio de concurso público, a Constituição não estabelece que a demissão deve ser justificada.

“A Constituição, a meu ver, claramente sujeita o regime jurídico dessas empresas [de economia mista] ao regime de empresas privadas. E nesse regime não há necessidade de motivação para a dispensa de seus empregados”, sustentou, destacando que a dispensa sem justa causa não é arbitrária.

No caso concreto, os ministros se debruçam sobre uma ação apresentada por cinco funcionários demitidos pelo Banco do Brasil. Eles dizem ter sido admitidos por concurso público e dispensados em abril de 1997 sem motivação. Os autores da ação argumentam que o banco infringiu princípios constitucionais ao demiti-los sem justa causa.

O BB, por outro lado, afirma que a estabilidade de funcionários públicos é inválida para empresas de economia mista. A Procuradoria-Geral da República defendeu a rejeição dos argumentos dos trabalhadores, mas sugeriu uma tese que imponha uma diferenciação.

Conforme a PGR, as empresas de economia mista que funcionem em regime de monopólio ou que sejam responsáveis pela execução de políticas públicas seriam obrigadas a “motivar, em ato formal, a demissão de seus empregados”.

As companhias que atuem em regime de concorrência, por outro lado, estariam dispensadas dessa exigência, com a exceção de casos em que se verifique “ilegalidade ou abuso de poder”.

Fonte: Carta Capital